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Angioplastia

 

 

O que é?

A Angioplastia é uma técnica que utiliza um minúsculo balão inflado dentro da artéria obstruída com placas de gordura e sangue, além de uma minitela de aço que, aberta, facilita a passagem do sangue.

Também pode ser aplicado uma minitela de aço, chamada de "Stent", que liberada ajuda a manter a artéria aberta. A técnica é usada nos EUA e chegou ao Brasil nos anos 90.

Em alguns casos selecionados, pode haver necessidade, durante a operação, do emprego de substâncias que impedem a agregação de elementos do sangue no local da obstrução.

O procedimento é usado desde 1983 nos EUA e chegou ao Brasil na década atual. Agora, os pacientes também recebem, durante a operação, uma substância que impede o reinfarto.

A substância abciximab (previamente conhecido como c7E3 Fab) descoberta recentemente, impede a união de plaquetas - células sanguíneas que impedem os sangramentos.

O abciximab torna mais eficiente a cirurgia e reduziu para 4% a mortalidade entre infartados atendidos em hospitais.

A substância abciximab, descoberta recentemente, impede a união de plaquetas - células sanguíneas que impedem os sangramentos.

O abciximab torna mais eficiente a cirurgia e reduziu para 4% a mortalidade entre infartados atendidos em hospitais.

RESTRIÇÕES

Não pode ser usada em:

Pessoas com mais de 80 anos
Pacientes que sofrem de doenças hemorrágicas, pois o remédio impede a coagulação
Quem fez a cirurgia nos últimos 6 meses
Quem sofreu derrame cerebral nos últimos dois anos. Derrame é uma hemorragia em um vaso do cérebro.

O cateterismo é o primeiro passo. Para ver o local da obstrução, é inserido um cateter (tubo com um visor) que identifica até onde o sangue ainda chega dentro da artéria.

Identificada a área obstruída, coloca-se um fio através do cateter. Há um balão vazio nesse fio, que é inflado no local de bloqueio, esmagando as placas que provocaram o entupimento.

Uma evolução: o stent (tela de aço inoxidável) acompanha o balão e consegue aumentar a eficácia do procedimento.

Além de esmagar a placa de obstrução, o balão, quando cheio, monta o stent. A tela de aço, já montada, cola na parede interna da artéria e impede que esta se feche.

O balão que acompanhou o fio durante a angioplastia esvazia e é retirado da artéria. Mas o stent permanece. No momento em que o balão seca, o sangue volta a circular normalmente.

Depois de instalado o stent, o fio é retirado junto com o tubo do catéter que lhe deu passagem. As chances de sucesso da angioplastia com stent chegam a 98%.

REMÉDIO CONVENCIONAL

O trombolítico é um remédio usado para destruir os coágulos de sangue que se formam em torno das placas de gordura acumuladas dentro da artéria. É um medicamento capaz de desobstruir a artéria, mas só atua sobre as células de sangue. A placa de gordura permanece.

AS PLAQUETAS


(1) - Plaqueta (2) - Agregação excessiva de plaquetas

O entupimento nas artérias não se deve unicamente ao acúmulo de gordura (colesterol). As placas gordurosas machucam a parede interna das artérias e provocam sangramentos. O sangue, então, também se concentra e forma coágulos. Além disso, as plaquetas (células do sangue que, quando unidas, bloqueiam o sangramento) também se juntam e aumentam a placa de obstrução da artéria.

O NOVO REMÉDIO


(1) - O Abciximab impede que as plaquetas se unam (2) - Agregação plaquetária inibida.

Uma nova substância, chamada abciximab (de nome comercial ReoPro) aumentou a eficácia da angioplastia. Sua função é a de impedir que as plaquetas se unam e, portanto, evitar a formação de obstruções dentro das artérias. Sem a agregação das plaquetas, a artéria corre menos risco de entupir novamente. Mostrou ter conseguido reduzir em 50% um segundo infarto ou a morte.

HISTÓRICO

Em 1.960, a mortalidade dos pacientes que chegavam ao hospital com infarto agudo era de 20%.

A partir de 1.980 (com o uso de trombolíticos) esse número caiu para 10%. Dez anos mais tarde, ano em que passou a se usar a angioplastia a mortalidade reduziu para 4%.

Fonte: www.santalucia.com.br

Angioplastia

Você sabe o que é ANGIOPLASTIA?

O coração, órgão de paredes musculares tem a finalidade de impulsionar o sangue oxigenado, vindo dos pulmões, para toda a circulação. Para exercer essa função, é preciso que a musculatura do coração se contraia sucessiva e regularmente. A nutrição dessa musculatura, chamada miocárdio, chega através das artérias coronárias, que são os primeiros ramos da aorta, o principal vaso que nasce diretamente do coração. Quando há acúmulo de placas gorduras, na parede dessas artérias, a sua luz é reduzida e, consequentemente o fluxo de sangue também, causando a falta de oxigênio necessário para o trabalho de contração.

Esse processo é chamado de isquemia miocárdica e seu tratamento é dividido, conforme sua particularidade em: tratamento clínico, cirúrgico ou por métodos de cateterismo. A dilatação de tais obstruções, com o uso de cateter, é chamado Angioplastia Transluminal Coronária.

Como surgiu a Angioplastia Transluminal Coronária e quando é indicada?

As principais artérias do coração são: a coronária direita, que nutre a parede inferior do coração e as artérias descendentes anterior e circunflexa, que são ramificações da coronária esquerda e que nutrem a maior parte do coração. A identificação de uma ou mais obstruções importantes – acima de 60% de redução da luz do vaso – recomendada a instituição de alguma forma de tratamento. Originalmente, era indicada para pacientes que apresentavam obstruções significativas de uma única artéria coronária. O progredir da experiência, desde 1979, no Brasil, e o avanço tecnológico permitiram que as indicações fossem ampliadas e um número maior de pacientes fosse beneficiado. Hoje já temos aplicado o procedimento aos portadores de obstruções em dois vasos, aqueles que apresentam obstruções de pontes de safena e, menos freqüentemente, aos que tem três vasos lesados. Tem sido indicada inclusive para pacientes em fase inicial do infarto e em artérias totalmente ocluídas, com o objetivo de recanalizar o vaso, salvando parte da musculatura do sofrimento agudo. A indicação da angioplastia leva em conta a localização e as características da lesão e, principalmente, depende da experiência e do bom senso do médico especialista. Vários pacientes, que há algum tempo teriam indicação formal para cirurgia de revascularização, são hoje tratados de forma igualmente eficaz pela angioplastia. Em determinadas situações, após a dilatação com o balão, é colocada uma pequena prótese, chamada Stent.

O preparo e a técnica da Angioplastia

Com a experiência adquirida e com os avanços tecnológicos, o índice de sucesso é freqüentemente elevado: acima de 90%. Na véspera da angioplastia, são realizados exames de ministrada uma medicação específica. No dia do procedimento, é necessário observar um jejum alimentar mínimo de 4 horas. A técnica é semelhante ao cateterismo cardíaco, sendo realizado com punção na virilha e anestesia local. Através dos vasos sangüíneos são introduzidos cateteres que são colocados no orifício origem da coronária a ser tratada. Um cateter fino, com um pequeno balão na ponta, é posicionado exatamente sobre a obstrução.

O balão é insuflado, com uma mistura de soro e contraste, a uma pressão controlada: é a dilatação sendo feita. Alguns dados permitem, antes que se retire o balão, saber se a artéria está sendo satisfatoriamente desobstruída. Nos casos com indicação de Stent, a prótese é introduzida e liberada no local desobstruído.

Para finalizar, realiza-se uma nova injeção de contraste, para observar o resultado imediato, e logo retirar os cateteres. A angioplastia é realizada durante cerca de 40 a 60 minutos e não traz ao paciente desconforto maior do que o próprio cateterismo cardíaco.

Cuidados e recomendações após a angioplastia

Tendo sucesso, o paciente permanece internado no quarto por 24 a 48horas, para que seja cuidadosamente controlado. Qualquer sintoma que apareça durante o período de internação deve ser logo comunicado ao médico. Nesse período, são realizados, de rotina, alguns exames especializados e medicamentos são administrados. Após a angioplastia, os pacientes tratados apresentam imediata e expressiva melhora do seu quadro geral. Quando a dilatação é feita, é preciso em média 30 dias para a cicatrização do processo. Isso é acompanhado, com rigoroso uso de medicamentos, não podendo ser suspensos, sem prévia autorização médica. A maioria das pessoas tem condições de retornar, progressivamente, à sua atividade física habitual. Entretanto, devido às particularidades de cada caso, a volta ao trabalho e aos esforços físicos variados, devem se dar, na época recomendada por seu médico. Se não houver queixas significativas, após a angioplastia, o controle ambulatorial é realizado no terceiro e sexto mês e, posteriormente, anualmente, salvo as intercorrências para o paciente. O eventual retorno dos sintomas ou a presença de alterações dos exames complementares (como o teste de esforço dentro dos primeiros seis de evolução) geralmente são indicativos da recorrência da obstrução dilatada. Tal situação, denominada reestenose, ocorre em 20 a 25% dos pacientes submetidos á angioplastia e, na maioria das vezes, é indicativo de novo cateterismo cardíaco e provável redilatação. Entretanto, quando o paciente se mantém sem sintomas e com exames complementares normais, seis meses após a angioplastia, é extremamente improvável que aquela obstrução, em particular, recidive.

Observações complementares

A angioplastia não é a cura da doença, é apenas uma etapa de tratamento e portanto há necessidade de atuar firme na prevenção e na redução dos fatores de risco que aumentam a deposição das placas de gordura, nas paredes dos vasos. Recomendamos a alimentação com restritação de gordura animal e um mínimo possível de colesterol, a manutenção do peso normal como medida de saúde, evitando-se excesso de açúcar, fumo e álcool. O paciente não deve deixar de realizar atividades físicas regularmente e, principalmente, deve procurar sorrir para a vida; afinal, o sorriso é o melhor dilatador para as artérias do coração.

Eduardo Lúcio Nicolela

Fonte: www.emcor.com.br

Angioplastia

A Angioplastia Coronária Transluminal Percutânea (PTCA) é um procedimento invasivo que é caracterizado pela desobstrução mecânica da artéria coronária afetada. Antes da angioplastia, é feita a CINECORONARIOGRAFIA, ou cateterismo cardíaco, que tem o objetivo de estudar a anatomia das artérias coronárias e conhecer o grau e a localização da lesão. O acesso geralmente é feito através da artéria femural direita, podendo ser feito através da artéria braquial direita. Através deste acesso, um tubo (cateter) contendo um balonete em sua extremidade, é introduzido até o local da lesão. Através da visibilização provida pela radioscopia, o médico que está executando o procedimento manobra o cateter e irá insuflar o balonete e comprimir a lesão. O resultado deste procedimento é o alargamento do vaso, o que permite maior passagem de sangue. Finalmente o catéter é retirado.

Angioplastia

Os cuidados após o procedimento são parecidos com os cuidados após o CATETERISMO CARDÍCACO. A diferença é que na maioria das vezes um cateter chamado de introdutor, é deixado na artéria por algumas horas a mais. Devido ao uso de antigoagulantes durante o exame, o introdutor que está dentro da artéria não poderá ser retirado de imediato. É preciso esperar que o efeito do anticoagulante passe para que o mesmo seja retirado. Imediatamente após o procedimento, a pessoa é conduzida para uma sala de observação e deverá ficar em repouso e com a perna imobilizada do lado onde foi inserido o introdutor até que o mesmo seja retirado.

Colocação de STENT


STENT

Infelizmente, os depósitos gordurosos têm uma tendência de se acumularem novamente com o tempo. Para reduzir as chances de que isto ocorra, a colocação de um STENT coronário é recomendado. Ele pode ser inserido durante o mesmo procedimento, tão logo a angioplastia tenha sido concluída. O stent é um pequeno e trançado tubo de aço inoxidável que é introduzido no local onde foi feita a angioplastia. O médico que está realizando o procedimento, manobra o catéter dentro da artéria bloqueada e insufla o balão. Isto faz o stent coronário se expandir, pressionando-o contra a parede do vaso. Depois de desinsuflado e retirado o balão, o stent fica no local permanentemente - mantendo aberto o vaso, melhorando o fluxo sanguíneo e aliviando os sintomas da doença coronariana. Os cuidados após a colocação do stent são iguais aos cuidados pós-angioplastia.

Revascularização do Miocárdio

Uma outra possibilidade de restablecimento da circulação coronariana é a revascularização miocárdica. A cirurgia consiste em abrir o tórax, chegando até ao coração e refazendo parte da circulação coronariana. Esta cirurgia é mais conhecida como "cirurgia de ponte de safena". O enxerto, ou ponte, é feito quando uma parte de uma veia da perna é retirada, sendo inserida na aorta e a outra ponta logo a seguir do ponto onde está a obstrução.


Colocação de um enxerto com Artéria Mamária

Um enxerto para Revascularização Miocárdica pode ser feito de veia ou de uma própria artéria. No caso do enxerto de veia, a veia chamada de safena magna, é retirada da perna. Se o cirurgião esclolher fazer um enxerto arterial, ele pode escolher a artéria mamária (que irriga a mama), a artéria radial (que irriga o antebraço) ou a epigástrica (que irriga o estômago). Normalmente este tipo de enxerto dura por mais tempo do que um enxerto de veia.

A cirurgia de Revascularizaçao Miocárdica dura, em média, de 4 a 6 horas. Muitas vezes o cirurgião precisará fazer mais de um enxerto, isto depende do número de artérias que estão com bloqueio. Hoje e cada vez mais, a cirurgia de Revascularização Miocárdica está se tornando num procedimento seguro e efetivo, isto se deve aos grandes avanços nas técnicas cirúrgicas, de anestesia e das condições e cuidados no período pós-operatório.

Fonte: www.unifesp.br

Angioplastia

O QUE É ANGIOPLASTIA?

A angioplastia é um procedimento no qual um médico especialmente treinado conhecido como radiologista intervencionista abre ou alarga a passagem de vasos bloqueados ou estreitados sem necessidade de cirurgia.

Durante o procedimento, o radiologista insere um cateter (um fino tubo) na artéria bloqueada ou estreitada. Existe um balão na extremidade deste cateter que, quando está posicionado exatamente no local do bloqueio ou do estreitamento, é inflado, melhorando significativamente o fluxo sangüíneo na área afetada. O radiologista usa Raios X e contraste durante a introdução e posicionamento do cateter.

Qual a vantagem da angioplastia?

A vantagem da angioplastia é que este procedimento pode desbloquear artérias restabelecendo o fluxo sangüíneo para os tecidos alimentados pela artéria comprometida eliminando os sintomas sem a necessidade de cirurgia.

Porque alguém precisa de angioplastia?

A razão mais comum para uma angioplastia é liberar um bloqueio da passagem de sangue por uma artéria causado por arteriosclerose (endurecimento das artérias). A arteriosclerose causa depósito de gordura (placas) nas paredes internas das artérias, diminuindo ou impedindo a passagem do sangue.

As artérias são como tubos que transportam sangue e oxigênio para todos os tecidos do corpo. Quando uma artéria fica estreitada ou bloqueada, os tecidos que esta artéria alimenta não recebem oxigênio suficiente. Os sintomas dependem de qual artéria tem o problema.

Por exemplo, uma artéria bloqueada nas pernas causarão dor ao caminhar ou mesmo quando em repouso. Se o problema acontece numa artéria renal, isso causará aumento de pressão sangüínea pois os rins ajudam a regular a pressão arterial. Alguns bloqueios são melhores tratados através de cirurgia. Na maioria dos casos a angioplastia pode resolver o problema, retirando o bloqueio e liberando o fluxo sangüíneo permitindo assim ao oxigênio chegar aos tecidos alimentados pela artéria comprometida.

Preparação para uma angioplastia. Se o paciente já está hospitalizado, os médicos e a enfermagem instruirão e prepararão o paciente para a angioplastia. Os paciente externos serão hospitalizados e preparados da mesma forma.

Exames de laboratório são necessários para avaliar o estado clínico geral do paciente e assegurar o sucesso do procedimento.

Já no centro de Radiologia, a equipe endovascular cuidará dos preparativos de rotina indispensáveis ao procedimento.

Se é paciente externo ou está indo fazer uma angioplastia, siga as instruções abaixo, a menos que seu médico o instrua diferentemente:

Alimentação: Jejum a partir da meia noite do dia anterior ao do procedimento. Somente líquidos são permitidos.
Medicação:
A maioria dos paciente continuam a tomar a medicação prescrita pelo seu médico. No caso dos diabéticos, o médico do paciente deve ser consultado para saber se é possível modificar a dose diária no dia do procedimento. Se o paciente usa Marevan, o médico do paciente deve ser alertado que esta medicação não poderá ser tomada nos dias precedentes ao procedimento. O paciente deverá levar consigo todos os medicamentos que usa.
Alergias:
Se o paciente é alérgico a contraste iodado, comunique imediatamente ao médico. O radiologista intervencionista também deverá ter conhecimento desta alergia se possível alguns dias antes da angioplastia. Os médicos poderão então tomar as precauções especiais que o caso requer durante o procedimento.
Fumo:
O paciente não deverá fumar pelo menos 24 horas antes da angioplastia.

Todos os que farão uma angioplastia terão que ter feito exame de sangue recente. Ao chegar no local do exame, o paciente vestirá uma camisola hospitalar e soro será colocado em uma de suas veias. Isso é feito para permitir a injeção de medicação e soro durante o procedimento e permanecerá até o final do tratamento.

Antes de começar, um médico da equipe da radiologia intervencionista entrevistará o paciente explicando o procedimento e respondendo alguma eventual dúvida. A angioplastia geralmente demora de 1 a 2 horas mas, alguns procedimentos podem ser mais demorados.

Como é feita a angioplastia?

A angioplastia consiste de 3 momentos principais: posicionamento do cateter de angioplastia na artéria comprometida, inflar o balão e a remoção do cateter. O procedimento é executado com anestesia local, de modo que o paciente apenas sentirá uma leve pressão no local da punção.

O que acontece após a angioplastia?

Na maioria dos casos o paciente permanece em observação no hospital após a realização da angioplastia. O paciente será orientado para saber quando pode se alimentar e durante quanto tempo deve permanecer em repouso.

Caso o paciente possa ir para casa, ainda assim permanecerá em repouso relativo.

Ao chegar em casa: Permaneça relaxado e calmo por 24 horas. Alimentação normal. Mantenha a bandagem no local da inserção do cateter por um dia. Não dirija por, pelo menos, 24 horas. Não faça esforço físico por, pelo menos, 48 horas. Não fume por, pelo menos 24 horas.

Chame imediatamente o médico se: Houver sangramento no local da colocação do cateter. Se houver sangramento, permaneça deitado aplicando pressão no local. O médico decidirá se é preciso retornar ao hospital. Houver alteração de cor ou temperatura na área onde o cateter foi colocado. Houver dormência, frio ou alteração de cor no braço ou perna onde o cateter foi inserido. Houver dor na área onde o balão de angioplastia foi inflado.

Quais os riscos envolvidos?

Com as técnicas modernas, a angioplastia é mais segura que a cirurgia. Entretanto, como o procedimento alargará uma das artérias e inclui o uso de catéteres e injeção de contraste, alguns riscos existem, porém as complicações não são freqüentes. A colocação do cateter na artéria pode causar algum trauma à mesma e provocar sangramento.

Mesmo quando a artéria não é afetada pode haver um pequeno hematoma ou um nódulo no local que pode provocar dor mas que cederá e acabará por completo após alguns dias. Como as pessoas são diferentes, podem haver riscos envolvidos e não descritos aqui.

Os riscos exatos para cada caso serão discutidos em detalhes entre o paciente e a equipe de radiologia intervencionista antes da execução do procedimento.

Fonte: www.ctscan.com.br

Angioplastia

A angioplastia é um procedimento para reconstruir ou reparar o vaso sanguíneo. Na maioria dos casos, este termo se refere ao procedimento para abrir e restaurar o fluxo sanguíneo através de uma artéria entupida. Este procedimento é freqüentemente usado por ser menos invasivo do que a cirurgia tradicional.

A angioplastia pode ser realizada em artérias do coração, pescoço, e pernas. De forma geral o procedimento é o mesmo, tendo pequenas variações dependendo da localização.Um pequeno tubo chamado catéter é usado para realizar a angioplastia. No final do catéter existe um balão inflável. O catéter é inserido através da pele para dentro da artéria, geralmente numa área da virilha. Antes da inserção do catéter, a pele sobre a artéria é depilada e limpa. Em seguida, é injetado um anestésico local na área. A pessoa pode também receber um sedativo para relaxar.

Uma pequena incisão é feita então no local. É passado um arame através do vaso, o qual é usado para guiar o catéter. A parte do catéter que contém o balão inflável é posicionado no ponto do bloqueio. Para saber exatamente onde está a posição do balão, são feitos exames de radiografia. Estas radiografias são feitas em tempo real, ou seja, ao invés de tirar uma chapa, são feitas várias imagens uma atrás da outra. Isto ajuda o cirurgião a posicionar o arame, o catéter e o balão, e olhar as áreas de bloqueio nas artérias. Este procedimento envolve injeção de um meio de contraste na artéria. O contraste “desenha” a parede das artérias de forma que aparece o seu contorno quando as imagens radiográficas são tiradas. Dessa forma o cirurgião poderá ver o bloqueio.

Depois de estar bem posicionada, o balão é inflado. Quando o balão é inflado, ele expande dentro da artéria entupida. O balão expandido força a abertura do bloqueio empurrando as paredes das artérias para fora. A artéria permanecerá aberta, pois as paredes foram esticadas e alguns dos depósitos na parede foram quebrados. Isto restaura o fluxo sanguíneo através da artéria. Um novo grupo de radiografias são tiradas após o procedimento para garantir o sucesso da abertura da artéria. Se estas imagens confirmam que a angioplastia restaurou o fluxo sanguíneo, acaba o procedimento. Se não, o processo pode ser repetido. Em alguns casos, a angioplastia pode não ser bem sucedido e o procedimento é interrompido. Caso isso ocorra, outras opções de tratamento precisam ser consideradas, tais como cirurgia cardíaca. Do contrário, o catéter é removido e a incisão na pele suturada.

Após o procedimento, o paciente é levado para sala de recuperação para ser monitorado por algumas horas. Geralmente há pouca dor após o procedimento, mas analgésicos podem ser dados se necessário. Em alguns casos o paciente pode voltar para casa no mesmo dia. Em outras situações tais como a realização da angioplastia após um ataque cardíaco, a internação é necessária.

Em casa, deve tomar cuidado com relação à ferida da incisão. Ela não pode ficar infectada ou sangrando. Analgésicos podem ser dados se necessário. Pacientes que fizeram angioplastia precisam também estar atentos quanto aos sintomas de novos bloqueios arteriais, tais como dor torácica.

As complicações deste procedimento incluem:

Sangramento e infecção do local de introdução do catéter
Reação alérgica ao contraste usado
Reincidiva do bloqueio na artéria. Isto pode ocorrer rapidamente ou dentro de vários meses.

Algumas pessoas precisam repetir o procedimento para manter as artérias abertas.

Raramente, pode ocorrer ruptura ou rasgão na parede da artéria. Isto pode ser causado pelo balão quando ele é insuflado ou pelo arame quando ele é usado para guiar o catéter com o balão. Esta é uma complicação com risco de vida que pode levar à cirurgia cardíaca de emergência.

Fonte: www.agendasaude.com.br

Angioplastia

1) O que é Angioplastia?

A angioplastia coronária é um procedimento não cirúrgico empregado para corrigir um estreitamento, geralmente formado por uma placa de gordura, na artéria coronária.

Durante a intervenção, se introduz um cateter-guia em uma artéria do braço ou da perna e - com o auxílio do raioX - ele é avançado até alcançar os vasos sanguíneos do coração. Depois de se tirar radiografias dos vasos (chamadas de angiogramas), insere-se um cateter menor e flexível através do cateter-guia. Na ponta deste segundo cateter há um balão especial de plástico, que é avançado até o estreitamento na artéria. A seguir, o balão é inflado e desinflado várias vezes para comprimir as placas arteriais (depósitos de gordura) contra as paredes da artéria.

Durante o procedimento, injeta-se um meio de contraste (também chamado contraste ou "radiopaco") através dos cateteres, para ajudar o médico a ver a artérias na tela de raios X. A angioplastia coronária é realizada por um grupo especializado de profissionais que integram uma equipe de hemodinâmica. Geralmente, este grupo conta com um técnico de raios X, uma enfermeira especialmente treinada e dois cardiologistas com experiência em procedimentos de angioplastia coronária.

Todo o procedimento é realizado em um Serviço de Hemodinâmica e, em geral, leva apenas 60 minutos.

2) O que fará a Angioplastia?

A angioplastia coronária aliviará a dor no peito que você sente quando o seu coração não recebe sangue e oxigênio suficiente. Ao comprimir as placas de ateroma contra a parede da artéria, a angioplastia aumenta o espaço no meio da artéria para melhorar a passagem de sangue até o coração. Em conseqüência, o coração recebe mais sangue e funciona melhor.

3) O que ocorre antes do Procedimento?

O médico avalia a condição geral do paciente.

Antes de programar a angioplastia, o seu médico deve ter as respostas para as seguintes perguntas:

Você tem pressão elevada?
Você tem glaucoma?
Você já teve hepatite?
Você usa prótese dentária ou aparelho auditivo?
Atualmente você está tomando ácido acetilsalicílico (como o AAS) ou outros remédios que interferem na coagulação do sangue?
Você tem antecedentes de sangramento excessivo?
Você está sendo tratado de infecção em alguma parte do corpo?
Recentemente você foi tratado de algum tipo de infecção?

Você discute com o seu médico os benefícios e os riscos da angioplastia.

O seu cardiologista descreverá os benefícios do procedimento planejado e lhe explicará os riscos e as alternativas. Não hesite em fazer quaisquer perguntas para esclarecer suas dúvidas.

O seu cardiologista poderá reservar uma sala cirúrgica para o dia em que for realizar a angioplastia, e uma equipe cirúrgica estará disponível, caso seja necessário. Deste modo, a equipe estará preparada para qualquer emergência.

Entrada no hospital

Provavelmente você será internado no hospital na noite anterior ao procedimento. Em geral, depois da internação tira-se uma radiografia do tórax, faz-se um eletrocardiograma (ECG) e vários exames de sangue de rotina. A seguir, você será examinado por seu médico. Não se permitirá que coma antes do procedimento e provavelmente será administrado um sedativo. Na manhã seguinte, lhe administrarão uma pré-medicação. Pedirão que esvazie a bexiga antes de deixar o seu quarto. A seguir, você será levado ao Laboratório de Hemodinâmica.

4) O que ocorre durante o Procedimento?

Quanto você chegar à Hemodinâmica, as enfermeiras examinarão os seus dados e registrarão seus sinais vitais. Depois, uma agulha conectada a um frasco ou a uma bolsa de soro é introduzida numa veia próxima ao pulso. Com o auxílio das enfermeiras e do técnico, você será transferido para a mesa do cateterismo.

Administração de anestesia local. Rasparão cuidadosamente a sua virilha ou o seu braço, a região será pintada com solução antisséptica e você será envolvido em lençóis estéreis. Enquanto a equipe se prepara, o cardiologista lhe administrará um anestésico local no ponto do cateterismo (virilha ou braço).

Inserção do cateter-guia

Durante a angioplastia coronária se utiliza um sistema especial de cateteres. Primeiro se introduz um cateter-guia com um revestimento relativamente rígido e a seguir um cateter balão menor e flexível, o cateter de dilatação. Para fazer com que os cateteres avancem através da artéria, utiliza-se um fio-guia flexível.

Se os catetes forem introduzidos pela virilha, aí se fará uma pequena incisão, onde se colocará uma agulha seguida do fio-guia. O fio-guia é avançado até o coração mediante ajuda da tela radiográfica, e o cateter-guia avança sobre o fio-guia.

Se os cateteres forem inseridos pelo braço , faz-se uma pequena incisão sobre a artéria na parte interna da articulação do cotovelo. A seguir, o fio-guia e o cateter-guia são colocados em posição por controle radiográfico.

À medida que o cateter-guia avança pela artéria, provavelmente lhe pedirão que respire fundo para facilitar a introdução. Se tiver vontade de tossir em qualquer momento, comunique imediatamente o médico.

Obtenção de radiografias Um meio de contraste será injetado através do cateter para que se possa ver claramente a posição do cateter por fluoroscopia e também para se obter imagens radiográficas (angiogramas). Quando o cateter-guia estiver na posição correta, serão tiradas radiografias da artéria coronária estreitada. As imagens radiográficas serão gravadas em filme para que se tenha um registro permanente e dinâmico da angioplastia.

O contraste pode provocar uma sensação de calor e, às vezes náuseas. Estas sensações não são motivos de alarme, e somente duram de 15 a 30 segundos.

Atualmente existem novos compostos radiopacos que provocam menor incidência de sensações desagradáveis.

Introdução do cateter balão. O seu cardiologista estudará os seus angiogramas para determinar exatamente onde colocará o cateter-balão. A seguir, o cateter-balão é introduzido através do cateter-guia e é lentamente avançado até a porção estreita da artéria. Quando o cateter-balão estiver em posição dentro do local de estreitamento, o balão é inflado, normalmente durante 90 a 120 segundos. Quando isto for realizado, você pode sentir dor no peito. Isto é normal, mas avise o médico quando isso acontecer. O balão é desinflado, podendo ser inflado e desinflado mais vezes, para comprimir a placa contra as paredes da artéria e depois ser retirado.

Mais radiografias são obtidas. O contraste é novamente injetado e radiografias são tiradas da artéria recém-dilatada. O seu cardiologista examinará a artéria a partir de vários ângulos para avaliar a sua condição. Depois , o cateter-balão e o fio-guia são retirados e são obtidas mais radiografias para se determinar a melhora do fluxo de sangue. Mais tarde, o ponto do cateterismo será fechado e provavelmente você será retirado da sala deitado numa maca.

5) O que ocorre depois do Procedimento?

Se o cateter foi introduzido pela virilha, você terá que permanecer na cama depois da intervenção e pode ser deixado com o cateter durante a noite. Em alguns hospitais você deve permanecer numa sala de recuperação especial durante várias horas antes de voltar para o seu quarto. Você ficará deitado de costas na cama, com as pernas esticadas.A cabeceira da cama estará nivelada ou ligeiramente elevada, e de quatro a seis horas mais tarde será levantada ainda mais. Se precisar urinar ou evacuar, deverá utilizar um recipiente especial.

Se o cateter foi introduzido pelo braço, ele será retirado depois do procedimento e um curativo será realizado sobre o ponto da incisão. Em geral, se permitirá que levante da cama para sentar-se. Também se permitirá que use o banheiro pouco tempo depois de voltar ao seu quarto.

Ao voltar para o seu quarto, você poderá receber visitas e, mais tarde, alguém lhe trará algo para comer ou beber.

As enfermeiras avaliarão periodicamente a sua condição

Quando voltar ao seu quarto, serão registrados a pressão arterial e o pulso no braço ou na perna, mais tarde serão feitas revisões freqüentes. Também será feito outro ECG e sangue será coletado. A linha intravenosa de soro continuará instalada durantes várias horas.

Freqüentemente, o curativo será revisado para se comprovar que não houve sangramento. Se houver sangramento ou se se sentir dor ou incômodo (sensação de pressão) no ponto do cateterismo, comunique imediatamente à enfermeira. Lembre-se de informá-la, também, se sentir dor no peito.

Você pode sentir algum incômodo

Como a angioplastia coronária requer a punção de um importante vaso sanguíneo, pode haver complicações de sangramento. Geralmente, o sangramento limita-se à zona de punção, mas podem aparecer manchas escuras que desaparecem rapidamente. Se o sangramento for considerável, pode ocorrer uma inchação por derrame, que pode persistir durante alguns dias, mas que na maioria das vezes desaparece rapidamente. O médico pode recomendar que você caminhe.

Se o cateter foi introduzido no braço, cerca de 12 a 24 horas depois do procedimento se recomendará que você caminhe. Se o cateter foi introduzido na virilha, você deverá permanecer na cama com a bainha do cateter colocada até a manhã seguinte. A seguir, será administrado um analgésico e a bainha será retirada. Aproximadamente seis horas depois, poderá caminhar.

A capacidade de poder caminhar sem ajuda e sem sentir dores é um indício de que você pode deixar o hospital. Se os exames de sangue estiverem normais e o ECG estiver estável, você receberá alta do hospital dois dias depois do procedimento.

Consulta com o cardiologista

Antes de deixar o hospital, o seu cardiologista lhe comunicará os resultados da angioplastia. Às vezes, o médico discute os seus resultados preliminares logo após terminar a intervenção. Os resultados definitivos serão comunicados de 12 a 24 horas depois. Nesta ocasião, talvez você possa ver os angiogramas do procedimento para que verifique como melhorou o fluxo de sangue para o coração.

Durante uma consulta de controle no consultório do cardiologista, ele pode pedir que faça uma prova de esforço pra comprovar o seu progresso. Depois da prova, o cardiologista avaliará os medicamentos que você deverá tomar como parte de um tratamento prolongado e lhe informará sobre suas atividades.

Fonte: www.cmsmedical.com.br

Angioplastia

O procedimento para a angioplastia coronária em suas etapas iniciais é igual ao cateterismo, com a diferença que após ser constatada a obstrução coronariana, é colocado um balão desinsuflado no interior da artéria comprometida e então feita a insuflação:

Descrição

Método invasivo, realizado em um laboratório de hemodinâmica, em que é feita a punção e cateterização de um vaso periférico do paciente, com o intuito de se introduzir um cateter até a artéria coronariana comprometida. Esta punção é feita sob anestesia local (que pode ser associada ou não ao uso de anestésico injetável, feito por um anestesista), estando o paciente deitado em uma maca. Após o exame o paciente deverá ficar internado sob observação por pelo menos 18 horas, seja em apartamento ou em UTI (sob vigilância), para então ser liberado para casa.

Duração

O procedimento em si dura entre 20 a 60 minutos, devendo o paciente se internar e permanecer por cerca de 18 horas após. Como exigirá repouso no dia posterior ao da angioplastia evite marcar qualquer compromisso.

Riscos para o paciente

Os riscos são considerados mínimos principalmente quando comparamos ao da cirurgia de ponte de safena (alternativa quando não existe possibilidade de angioplastia). Este exame poderá utilizar uma quantidade de contraste superior ao da própria coronariografia. O principal determinante de risco para realização deste exame é o estado clínico do paciente, portanto, converse com seu cardiologista ou hemodinamicista (médico que realiza o cateterismo) sobre estes dados.

Complicações mais frequentes

Complicações no local da punção: hematoma, infecção, ...
Complicações alérgico com o uso de contraste:
prevenidos naqueles com histórico de alergia com o uso de anti-alérgicos
Complicações renais com o uso de contraste:
pode ser prevenida em pessoas susceptíveis com o uso de contrastes menos tóxicos aos rins e pela realização de preparo medicamentoso específico
Complicações cardíacas:
resultantes da própria doença cardíaca do paciente que pode descompensar durante o procedimento, incluindo assim complicações no local da obstrução coronariana, como obstrução por trombo ou mesmo dissecção da artéria.

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame

O paciente deve estar em jejum (o ideal de 12 horas, mas pode ser feito em alguns casos com 6-8 horas),vir acompanhado, os medicamentos devem ser utilizados de acordo com orientação médica (algumas drogas devem ser descontinuadas antes do procedimento).

O paciente deve relatar ao seu médico histórico de alergia (contrastes, iodo, antibióticos e inclusive alergia alimentar), doença renal, pulmonar, cerebral, vascular, queixas nas pernas como dormências ou dor ao andar, principalmente se estas queixas apareceram após o cateterismo prévio.

Fonte: www.realcor.com.br

Angioplastia

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA

Está indicada quando uma ou mais artérias estão bloqueadas pelo estreitamento localizado, resultante do acúmulo de colesterol (a chamada placa aterosclerótica) diluindo assim o fluxo de sangue e oxigénio para o músculo cardíaco. Quando essa obstrução é parcial o doente desenvolve o que se chama de ANGINA de diversas características, por outro lado quando a obstrução é completa e não existe o que se chama de circulação colateral o doente desenvolve um quadro de ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO.

A angioplastia coronária está indicada em ambas as situações. A angioplastia coronária é realizada sob anestesia local, no laboratório de hemodinâmica, de maneira semelhante a que já foi descrito para o cateterismo cardíaco realizado pela via femoral.

A angioplastia coronária é realizada com o auxílio de um delicado e sofisticado catéter-balão, disponíveis em diversos diâmetros e comprimentos, na dependência do tamanho e extensão da placa aterosclerótica, que é posicionado no local da lesão obstrutiva. A seguir este balão é expandido (insuflado) sob pressão (que também é variável, dependendo das características da placa) "esmagando" assim a placa contra as paredes do vaso, desobstruindo a artéria e permitindo que o fluxo sanguíneo retorne ao normal.


Um Balão é inserido na artéria coronária e inflado

Trata-se de um tratamento extremamente seguro e eficiente, onde as complicações graves ocorrem na ordem de 2 a 3%.

Entretanto se essas complicações ocorrerem, há que se estar preparado para resolve-las. Em função desta percentagem pequena de complicações é que a angioplastia coronária, no nosso hospital é SEMPRE realizada com uma equipe cirúrgica em "stand by".

Nestes casos é possível em um curto espaço de tempo ( aproximadamente 15 minutos) se iniciar e realizar uma cirurgia de revascularização miocárdica com a realização de pontes de safena e/ ou mamária.

Em um número ainda significativo de casos (cerca de 30 %) pode ocorrer o que se chama de REESTENOSE, ou seja a obstrução retorna na mesma localização anterior, geralmente no período entre 3 e 6 meses após a realização da angioplastia, e que poderá ser tratada com nova angioplastia "convencional" ou ainda com nova angioplastia com implante de uma prótese endovascular "STENT".

Fonte: medicina2.med.up.pt

Angioplastia

O que é angioplastia coronária e por que esse exame é pedido pelo médico?

A angioplastia coronária é um procedimento no qual um minúsculo balão ou stent é usado para expandir ou abrir uma artéria que leva sangue para o coração.

Esse exame será solicitado se você apresentar sinais ou sintomas de doença arterial coronária (DAC). Na DAC, ocorre estreitamento dos vasos sangüíneos que levam sangue para o coração. A angioplastia pode restaurar o fluxo normal de sangue para o músculo cardíaco. O médico também pode se referir ao procedimento de angioplastia como "ICP" ou intervenção coronária percutânea.

Fatores de risco para doença cardíaca ou DAC:

Hipertensão
Diabetes
Fumo
Colesterol alto
Obesidade
História familiar de doença cardíaca

A DAC começa quando o revestimento interno de uma artéria coronária é danificado. Isso geralmente ocorre devido à placa (material gorduroso composto por colesterol e outras partículas). O acúmulo de placa pode diminuir o espaço dentro da artéria, o que causa estreitamento do canal para o fluxo de sangue ao músculo cardíaco.

Quanto tempo leva o exame?

Normalmente, a angioplastia demora uma hora para ser feita. Em casos mais complexos, o procedimento pode durar várias horas. É necessário também acrescentar um tempo para a preparação antes do procedimento e para o tratamento após o procedimento.

Existe algum preparo especial para o procedimento?

Poderão ser pedidos exames laboratoriais. As doses de medicamentos para diabetes e Coumadin devem ser discutidas com o cardiologista antes da angioplastia.

Não coma nem beba nada por 6 horas antes do procedimento. Tome todos os medicamentos habituais antes da angioplastia, a menos que o médico tenha dado outras instruções.

Leve com você uma lista dos medicamentos que estiver tomando no momento. Use roupas confortáveis e deixe jóias, dinheiro, cheques, cartões de crédito e outros objetos de valor em casa.

Todos os pacientes que serão submetidos à angioplastia serão internados e passarão a noite após o procedimento no hospital.

O que acontecerá no dia do procedimento?

Consulte a Folha de informações ao paciente sobre cateterismo cardíaco. O setor de atendimento de pacientes e o laboratório de cateterismo são os mesmos para os dois procedimentos.

Da mesma maneira que no cateterismo cardíaco, cateteres serão colocados através de um introdutor e dirigidos às artérias que irrigam o coração. Você não sentirá a passagem desses cateteres. Você poderá sentir uma sensação de pressão no local da inserção do introdutor.

Vários arteriogramas, ou imagens, poderão ser feitos de cada artéria. Você verá a câmera se movimentando no corpo durante o procedimento.

Quando o bloqueio for localizado, um cateter com um pequeno balão na ponta será guiado até o ponto de estreitamento na artéria coronária. Quando for posicionado no local do bloqueio, o balão do cateter inflará para aumentar a artéria e pressionará a obstrução contra a parede da artéria para abri-la.

Freqüentemente, mas não sempre, um stent é inserido na artéria com um cateter com um balão diferente na ponta. Quando o stent é posicionado corretamente na artéria coronária, o balão é inflado para expandir o stent contra as paredes da artéria coronária. Em seguida, o balão do cateter é desinflado e removido, deixando o stent permanentemente afixado na parede da artéria coronária.

Os stents são geralmente de metal e em forma de rede. Os stents podem ser revestidos com medicamento ou sem medicamento e existem diferentes tamanhos disponíveis.

Alguns pacientes sentem um pouco de desconforto na fase de expansão do balão; alguns pacientes sentem os sintomas típicos da angina e outros não sentem nenhum desconforto. Da mesma maneira que para o cateterismo cardíaco, são usados sedação leve e medicamentos para o controle da dor durante o procedimento.

No final do procedimento, os cateteres e os balões são removidos. Alguns pacientes recebem um curativo oclusivo para vedar o local da inserção; alguns pacientes precisam de compressão manual, ou pressão no local depois que o introdutor é retirado. O método de oclusão será determinado pela anatomia do paciente e pela decisão do médico durante o acompanhamento do paciente.

Você será então removido para o setor de atendimento de pacientes.

O que acontecerá depois do procedimento?

Depois da angioplastia, o médico conversará com você sobre os resultados. Você permanecerá em repouso no leito por 2 a 6 horas e durante esse período será removido para outra ala do hospital para passar a noite. Os enfermeiros responsáveis pelo seu atendimento lhe explicarão como será o tratamento após o procedimento e lhe entregarão uma cópia assinada com instruções que deverão ser seguidas depois da alta.

O médico poderá receitar outros medicamentos. Você poderá adquirir esses medicamentos aqui na Farmácia do Danbury Hospital ou em alguma farmácia local.

Você deverá marcar uma consulta para acompanhamento com o cardiologista dentro de uma semana após a alta.

O médico determinará o nível de atividades que você poderá realizar após procedimento e também fará um planejamento que incluirá a data que poderá voltar ao trabalho, dirigir e fazer exercícios. Existem programas anti-tabagismo, de orientação nutricional e de reabilitação cardíaca disponíveis para nossos pacientes. Sinta-se à vontade para conversar com o médico sobre qualquer um desses programas.

Fonte: sociedades.cardiol.br

Angioplastia

Angioplastia de Stent

A angioplastia é a dilatação com um balão de uma artéria estreitada por placas de gordura. É feita através de um cateterismo, onde um catéter é colocado próximo da artéria a ser dilatada. Um catéter balão é colocado dentro da artéria e o balão inflado bem na região estreitada.

O balão promove um esmagamento da placa de gordura da artéria, aumentando o diâmetro desta, melhorando o fluxo de sangue.

O “stent” é uma pequena prótese contruída de uma rede metálica.

Frequentemente é utilizado após a angioplastia no mesmo procedimento para moldar a artéria e diminuir as chances de obstrução ou retorno do estreitamento.

Recentemente foram desenvolvidos “stents” recobertos com drogas que tem por objetivo reduzir as chances de novo estreitamento causado pela cicatrização do vaso após a colocação desta prótese. Ainda aguardamos resultados a longo prazo destes chamados “stents” farmacológicos.

Fonte: www.clinicasaadi.com.br

Angioplastia

A angioplastia coronária é um procedimento para a dilatação de uma obstrução ou estreitamento das artérias do coração, que são chamadas de artérias coronárias. Estas obstruções das artérias coronárias são causadas por placas de gordura, que bloqueiam a passagem de sangue para uma região do coração.

A angioplastia é realizada por um cardiologista, utilizando um equipamento especial de Raio X, localizado em um setor do Hospital chamado de Hemodinâmica.

Para realizar a angioplastia, o cardiologista utiliza um pequeno tubo flexível ou cateter que vai até o coração e as artérias coronárias, similar ao cateterismo cardíaco. Este cateter é introduzido por um vaso sanguíneo da virilha ou do braço do paciente. Através do cateter, um segundo cateter, ainda mais fino, com um pequeno balão na extremidade, é posicionado no local da obstrução. O balão é insuflado, dilatando o local em que há o estreitamento, permitindo que o fluxo de sangue volte ao normal.

Frequentemente, para reduzir a chance da obstrução retornar, um pequeno tubo metálico, chamado de stent é implantado no local onde havia o estreitamento. Os stents são similares a uma pequena mola, com as paredes que lembram uma rede, que são expandidos para obter o formato exato da artéria e liberar o fluxo sanguíneo.

A primeira angioplastia coronária foi realizada em 1977 em Zurich, na Austria, e desde então evoluiu muito. Hoje a angioplastia com stents é uma alternativa fundamental para o tratamento de pacientes que apresentam angina de peito ou ataque cardíaco. Com o avanço tecnológico, grande parte das obstruções coronárias passaram a poder ser tratadas pela angioplastia, com um índice de sucesso superior a 95% dos casos.

Entretanto, a angioplastia sempre deve ser associada a um tratamento com medicamentos e acompanhamento cardiológico. Não são todos os pacientes que se beneficiam da angioplastia. De modo geral, quanto mais séria for a situação clínica do paciente, maior será o benefício da angioplastia. A análise sobre a situação clínica que faz com que a angioplastia seja benéfica para um paciente deve ser realizada pelo seu médico.

Fonte: www.seucoracao.com.br

Angioplastia

Causas

Quando o colesterol ou outras substâncias se depositam nos vasos sanguíneos do coração (artérias coronárias), formam-se placas que podem provocar o estreitamento destes importantes vasos sanguíneos.

Este processo patológico designa-se por aterosclerose. O estreitamento das artérias coronárias faz com que menos sangue oxigenado seja levado até ao músculo cardíaco, o que pode provocar dores no peito (angina de peito). Se a placa obstruir completamente uma artéria coronária ou se ocorrer a sua ruptura pode originar um ataque cardíaco (enfarte do miocárdio).

Se tiver sintomas de angina de peito, deve consultar um médico o mais rapidamente possível. Os sintomas da angina de peito podem incluir dor que irradia para a parte superior do corpo ou dor de tipo opressivo no peito.

Diagnóstico

São muitos os fatores que podem contribuir para a formação da placa e para a doença coronária (DC). Entre estes fatores contam-se um historial familiar de DC, níveis elevados de colesterol e de triglicéridos (ácidos gordos) no sangue, diabetes, tabagismo, excesso de peso, falta de exercício regular e pressão arterial elevada.

O seu médico poderá realizar vários exames para confirmar o diagnóstico de DC. O eletrocardiograma (ECG) serve para determinar a atividade eléctrica do coração; a detecção de alterações neste exame pode indicar danos nos tecidos cardíacos. Poderá ainda ser submetido a uma prova de esforço (num tapete de corrida), para melhor identificar a parte do coração que foi danificada.

Talvez seja necessária uma visita ao laboratório de hemodinâmica para realizar uma angiografia coronária. Neste procedimento, é injetado líquido de contraste nas artérias coronárias que vai permitir a sua visualização durante uma radiografia.

Estas imagens mostram ao médico exatamente quais as artérias que apresentam um estreitamento e/ou obstrução.

Tratamento da doença coronária

Após o médico efetuar o diagnóstico completo do seu estado de saúde, as recomendações de tratamento irão depender da gravidade e da extensão da doença.

O médico poderá recomendar algumas mudanças no seu estilo de vida, como, por exemplo, deixar de fumar, mudar a sua dieta e praticar exercício físico controlado.

Existem várias opções de tratamento para a DC. Entre estas, contamse a medicação, a angioplastia coronária, a colocação de um stent coronário ou a cirurgia de enxerto de revascularização coronária. O seu médico falará sobre estas opções consigo.

Poderá ser realizado um procedimento de angioplastia coronária no seguimento de uma angiografia coronária. Em alternativa, o médico poderá mandá-lo para casa e pedir-lhe que regresse para a intervenção depois de tomar um ciclo de medicação. Embora o procedimento seja minimamente invasivo, ser-lhe-á solicitado que não coma nem beba nada a partir da meia-noite do dia anterior. É muito importante que siga cuidadosamente todas as instruções antes do procedimento.

Angioplastia coronária

No dia da angioplastia coronária, será levado para o laboratório de hemodinâmica e preparado da mesma forma que para a angiografia coronária.

É feita uma pequena incisão na parte superior da coxa (ou, em alguns casos, no pulso) para inserir um tubo comprido e estreito (cateter) que é guiado até ao coração. É injetado um líquido opaco aos raios X (líquido de contraste) para guiar o médico a atingir os locais corretos de potenciais obstruções (segmentos doentes) no interior da artéria.

Quando se alcança um segmento doente da artéria, um cateter muito fino com um balão insuflável na extremidade é posicionado dentro da artéria coronária doente. O balão é insuflado durante 30 a 90 segundos para alargar o segmento mais estreito da artéria. Poderá sentir alguma pressão durante a insuflação, mas essa sensação passará logo que o balão for esvaziado. é importante manter-se imóvel para que o médico possa ver as imagens com nitidez.


1. Um catéter com um balão atravessa a placa no local onde ocorre o estreitamento da artéria


2. O Catéter com o balão é insuflado para dilatar a artéria


3. O Catéter com o balão é esvaziado e tirado

Colocação de stent coronário

Se a artéria não ficar suficientemente aberta após o procedimento de angioplastia com balão, o médico poderá colocar um stent (uma pequena estrutura metálica) na artéria. O stent é montado num cateter com balão, pelo que o procedimento de colocação do stent é idêntico ao procedimento de angioplastia com cateter ou balão. Os stents são implantados na artéria de forma definitiva.

Após a angioplastia ou a colocação de um stent, poderá ocorrer novo estreitamento da artéria passados alguns meses. Este fenómeno designa-se por reestenose.

Os stents com libertação de fármacos minimizam a ocorrência de reestenose, em comparação com os stents metálicos simples. No entanto, existe um risco, embora reduzido, de formação de coágulos sanguíneos (trombose).

Para minimizar o processo de reestenose e, em simultâneo, para proteger contra a ocorrência de uma trombose, o seu médico poderá recomendar um stent Genous produzido por Bio-engenharia, que é perfeitamente compatível com os tecidos e não liberta quaisquer fármacos na artéria danificada.


1. A artéria mantém o estreitamento após a angioplastia coronária


2. O catéter com balão é insuflado e o stent expande-se


3. O stent é implantado de forma permanente

O Stent Genous produzido por Bio-engenharia foi concebido com uma flexibilidade máxima e resistência óptima para o tratamento de artérias obstruídas.

A superfície do Stent Genous produzido por Bio-engenharia está revestida por anticorpos que tornam o stent perfeitamente compatível com os tecidos e capaz de promover uma cicatrização natural acelerada da artéria afetada, atraindo as células cicatrizantes do próprio doente.

Fonte: www.orbusneich.com

Angioplastia

O que é angioplastia coronária e implante de stent?

Também denominados como Intervenção Coronária Percutânea, são procedimentos não cirúrgicos realizados através de um cateterismo cardíaco para tratamento de obstruções das artérias coronárias decorrentes de placas ateroscleróticas ou trombos. Esta obstrução pode ser parcial ou total e dificulta ou impede a passagem do sangue para o músculo do coração. É um tratamento que desobstrui estas artérias que nutrem o coração, promovendo melhora dos sintomas e reduzindo a incidência de infarto e óbito.

Quando é indicado o tratamento com angioplastia e/ou stent?

Ela está indicada em artérias coronárias com obstruções maiores que 70% ou em obstruções maiores que 50% com sinais de isquemia miocárdica (falta de sangue no músculo do coração) demonstradas por exames funcionais como teste ergométrico, cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiografia de estresse.

Desde quando existe este tipo de tratamento?

Desde 1977 a Angioplastia Coronária foi introduzida como um método viável e útil para tratamento das obstruções coronárias. Aproximadamente 15 anos mais tarde, em 1993 os Stents começaram a ser utilizados para melhorar os resultados que eram obtidos com a Angioplastia isolada. Em abril de 2003 o FDA (Food and Drug Administration) aprovou o uso do primeiro stent revestido com uma droga chamada Sirolimus (ou Rapamicina). É o Stent Cypher. Em março de 2004 um segundo stent revestido foi aprovado. É o Stent Taxus, com uma droga chamada Paclitaxel. Em outubro de 2005 o terceiro stent foi liberado. É o Stent Endeavor, revestido com Zotarolimus. Atualmente, outros tem sido comercializados.

Onde é realizada?

É realizada na mesma sala do cateterismo cardíaco (Laboratório de Cardiologia Intervencionista) de maneira semelhante ao que já foi descrito e utilizando o mesmo equipamento.

Quem realiza a angioplastia e o implante de stent?

Os médicos que fazem o procedimento são chamados de Cardiologistas Intervencionistas, ou seja, médicos cardiologistas especializados em tratar doenças cardíacas através de uma técnica minimamente invasiva utilizando cateteres introduzidos em uma veia ou artéria. É realizada por dois Cardiologistas Intervencionistas. Uma equipe de cirurgiões cardíacos estará de retaguarda devido ao pequeno risco de complicações que poderia necessitar de cirurgia de emergência. Estará à disposição um leito de UTI para os casos mais graves.

O que é stent e como é realizado seu implante?

Após sedação leve e anestesia local, realizamos um cateterismo cardíaco e, com injeção de contraste radiológico, conseguimos identificar com precisão o calibre da coronária, o local, a intensidade e a extensão da obstrução.

O paciente estará com um soro na veia, o tempo todo, garantindo um acesso para usar as medicações necessárias. Receberá um anticoagulante (Heparina) para evitar formação de coágulo na circulação e vasodilatadores para dilatar as coronárias e evitar espasmos contrações).

Com o cateter posicionado dentro da coronária a ser dilatada, introduzimos um fio-guia bastante flexível e fino que será avançado até ultrapassar a obstrução.

Este servirá para progredirmos um balão de dimensão adequada para o calibre da coronária a ser tratada . Uma vez posicionado exatamente ao nível da obstrução, com o auxílio de uma seringa específica, conseguimos insuflar o balão com uma pressão constante e mantida por segundos ou minutos.

Consequentemente provocamos um trauma mecânico na placa aterosclerótica obstrutiva promovendo uma fratura e compressão contra a parede da coronária. Isto é o que denominamos de Angioplastia Coronária. Dessa maneira obtemos um alargamento da parte interna da artéria permitindo um aumento do fluxo de sangue através deste vaso.

A seguir removemos o balão mantendo o fio-guia inicialmente usado para ultrapassar a obstrução. Em torno de 90% dos casos finalizamos o procedimento realizando o implante de Stent coronário imediatamente após a Angioplastia.

Stent é uma tela de metal bastante delicada, montada sobre um balão desinflado e nele aderido. Desta forma é possível progredí-lo através do cateter e sobre o fio-guia ainda posicionado na coronária (fig 2). Este fio vai possibilitar novamente avançarmos o balão, desta vez levando o stent para que depois de posicionado no local desejado, espandirmos o balão e consequentemente o stent (fig 3). Ao desinsuflarmos o balão liberamos o stent promovendo uma sustentação da parede da coronária e um calibre ainda maior que aquele obtido somente com a Angioplastia (fig 4). Este Stent permanecerá imóvel, sustentando a parede da coronária aberta e nunca será retirado (fig 5). Com o tempo, o endotélio (pele que cobre a coronária na parte interna) irá recobri-lo, tornando-o parte da parede da artéria.

Em alguns casos selecionados evitamos o implante do stent e encerramos o procedimento após um bom resultado somente com a angioplastia. Em outros evitamos a angioplastia inicial e implantamos o stent diretamente na lesão obstrutiva. Às vezes introduzimos ainda um segundo balão dentro do stent após a liberação, provocando uma expansão ainda maior deste e uma maior justaposição dele com a parede interna da artéria.

Com novas injeções de contraste dentro da coronária tratada, conferimos se a artéria está adequadamente aberta e se permite um fluxo adequado de sangue para as porções distais, além da obstrução. Só aí então recolhemos o fio guia, retiramos o cateter e encerramos o procedimento.

O que devo fazer para estar preparado para o procedimento?

O paciente deverá seguir as mesmas orientações do cateterismo cardíaco. Poucos cuidados além destes serão necessários. Antes do procedimento obteremos um eletrocardiograma e uma amostra de sangue para alguns exames. Isto será importante para fazermos uma comparação dos mesmos com uma ou mais amostras realizadas no mesmo dia e/ou no dia seguinte. Diferentemente do cateterismo, aqui é fundamental que o uso ,por pelo menos 3 dias , de medicação com efeito anti-agregante plaquetário como o Acido-acetil-salicilico (AAS, Somalgin , Bufferin, Aspirina, etc) , Ticlopidina ( Ticlid ) e Clopidogrel (Iscover, Plavix, etc.) cuja ação é evitar formação de coágulos. Interromper o uso de Sildenafil (Viagra) ou Tadalafila (Cialis) 24 horas antes do procedimento. Episódio grave de pressão baixa pode ocorrer devido à associação desta droga com o vasodilatador coronário (nitrato) que utilizamos nestes procedimentos.

Qual a duração do procedimento?

O tempo está relacionado com o número de obstruções a ser dilatadas, com a complexidade anatômica das obstruções e com a dificuldade técnica de cada caso.

Nosso objetivo sempre é alcançar o melhor resultado possível. A menor ou maior duração do procedimento não está necessariamente associada a um resultado melhor ou pior. Geralmente concluímos o tratamento num tempo que varia de 30 minutos a 2 horas.

Quando a angioplastia e o stent é considerado um procedimento de sucesso?

Quando utilizado apenas a angioplastia com balão é considerado sucesso os casos em que houve redução da obstrução para menos que 50% com um fluxo sanguíneo adequado no leito distal da artéria dilatada. Quando usamos os stents a redução da estenose deve ser inferior a 20% também com fluxo sanguíneo adequado. A evolução durante a internação deve ser livre de infarto, cirurgia ou de nova angioplastia.

Não seria melhor se fosse realizado com anestesia geral?

Com certeza não. Uma anestesia geral tem seus riscos e em nada ajudaria no procedimento. Realizamos apenas uma sedação leve de maneira que você permanecerá indiferente ao que ocorre, mas participando do exame. Você responderá quando solicitarmos sua colaboração. Será capaz de seguir nossas orientações em manter uma posição ideal na mesa de exame, de respirar profundamente ou suavemente, de tossir quando necessário e de nos informar sobre qualquer sintoma, especialmente dor no peito. É importante para nós, que você seja capaz de informar como está se sentindo durante o procedimento.

Posso ter um acompanhante comigo durante a realização do procedimento?

Não será permitida a presença de acompanhante dentro da sala do Laboratório a não ser que este seja médico ou enfermeiro. Procuramos manter apenas as pessoas necessárias para a realização do procedimento, na tentativa de reduzir as possibilidades de contaminação local. Os familiares e amigos permanecerão em uma sala de estar próxima ao local do tratamento.

O que vou sentir durante a angioplastia e o implante do stent?

Na grande maioria dos casos os sintomas são os mesmos de um simples cateterismo cardíaco.

Poderá sentir um desconforto ou dor discreta em algum dos seguintes locais: no peito, ombro, braços, mandíbula ou nas costas. Isto é facilmente tolerável, de curta duração e corresponde ao momento da oclusão da coronária realizada pela insuflação do balão. Após segundos do balão desinflado a dor desaparecerá rapidamente.

Geralmente esta dor é parecida com a sua angina, se ela existia antes do tratamento.

É necessário repouso após o procedimento?

Sim. Diferentemente do cateterismo, se o procedimento for realizado por punção (furo) na região inguinal (virilha) o introdutor não poderá ser retirado e deverá permanecer no local em torno de 4 horas. Introdutor é um tubo de 2 mm de diâmetro, inserido na artéria, e usado para manter um caminho que facilita a introdução do cateter.

Sua posição no leito será em decúbito dorsal (barriga para cima) com a perna relaxada, estendida e evitando movimentos amplos. No momento ideal, definido pelo Cardiologista que realizou o procedimento, o introdutor será removido. A seguir, será feita uma compressão manual local durante 20-30 minutos até não ocorrer mais sangramento. Um curativo compressivo será realizado para assegurar que não haja hemorragia.

Após 2h será permitido, com a ajuda da enfermagem, mudar de posição e flexionar discretamente a perna do mesmo lado do curativo. Poderá elevar a cabeceira para as refeições.

Após 12h poderá deambular naturalmente. Antes disso não recomendamos utilizar o banheiro devendo solicitar à enfermagem o utensílio adequado para a sua necessidade.

Após 24h seu curativo será retirado e trocado por outro muito discreto e sem compressão. A partir daí o melhor é evitar o leito e fazer caminhadas nos corredores do Hospital. Logo você estará pronto para receber alta.

Embora seja improvável que sangramento ou hematoma ocorra após este curativo, algumas situações como movimentos bruscos sem auxílio, tosse e espirros freqüentes poderão favorecer este inconveniente. Você terá a sensação de um líquido morno neste local que corresponde ao sangue extravasado do curativo. Permaneça deitado e solicite a presença da enfermeira que providenciará nova compressão local e outro curativo. Todos esses cuidados são importantes porque o anticoagulante usado durante o procedimento aumenta os riscos de sangramento.

Quando realizamos o procedimento por punção no punho o introdutor será retirado imediatamente após, seguido de um curativo compressivo. O risco de sangramento é menor e o repouso no leito se faz necessário por apenas 2 horas e devido à sedação leve que foi utilizada.

Como a medicação que foi usada durante o procedimento poderá provocar tontura com a mudança de posição, peça a ajuda da enfermagem quando for sair da cama a primeira vez.

Tenho que ficar internado no hospital?

Sim. Geralmente durante 24 à 48h e muitas vezes não necessitamos que seja na UTI. Você poderá em situações favoráveis permanecer no apartamento com o seu acompanhante.

Após o tratamento, é esperado algum desconforto?

O curativo compressivo poderá trazer algum desconforto local principalmente quando utilizamos a região da virilha. O esparadrapo, mesmo o mais delicado, traumatiza a pele e pode dar a sensação de ardência local, especialmente para quem tem a pele bastante delicada ou é alérgico a ele.

O paciente terá vontade de urinar várias vezes. Isto é provocado pelo contraste usado no exame que estimula a diurese e pelo soro que é oferecido na veia durante todo o procedimento.

É obrigatório que seja feito no leito usando o utensílio adequado (veja em é necessário repouso no leito).

Cefaléia é uma queixa freqüente. A medicação usada para dilatar as coronárias provoca este sintoma. Geralmente se mantém por horas, mas é aliviada com analgésico.

Manter a mesma posição no leito pode provocar dor nas costas. Se o introdutor ainda não foi retirado usaremos analgésicos e sedativos.

Você deve aliviar a tensão da sua musculatura mantendo seu corpo relaxado.

Se o introdutor já foi retirado procuramos qual é a melhor posição para sentir-se mais confortável. É permitido inclinar-se lateralmente para a direita ou esquerda mantendo um suporte nas costas. A perna do outro lado poderá ser flexionada. Um travesseiro pode ser usado ou a cabeceira da cama elevada em até 45 graus.

Mantenha seus braços à vontade. Não faça movimentos apenas com o seu esforço. Peça ajuda da enfermagem. Se mesmo assim o Sr.(a) encontra-se incomodado, poderá receber medicação analgésica e sedativa.

Raramente ocorre uma sensação de desconforto no peito imediatamente após o procedimento e que será atenuado ou abolido 1 ou 2h após o procedimento. Se a dor retorna ou intensifica-se a enfermagem deverá ser chamada rapidamente. O cardiologista será comunicado e fará uma avaliação para descartar qualquer problema com a artéria dilatada. Às vezes a retirada do introdutor da virilha pode causar tontura, palidez, mal estar, sudorese fria e náuseas. Isto geralmente é provocado pela dor local da compressão. Por isto, antes da retirada iniciamos analgesia com medicação na veia e prevenimos qualquer sintoma.

Sangramento ou hematoma local após o curativo podem ocorrer.

Procuramos evitá-los seguindo as orientações anteriormente comentadas na pergunta: “É necessário repouso após o procedimento?”.

Quais são os riscos?

O sucesso do procedimento é conseguido em torno de 96% a 99% dos casos selecionados. Em torno de 1 a 4% dos casos não obtemos sucesso no procedimento pela impossibilidade de ultrapassar a obstrução pelo guia, pela dificuldade de progredir o balão ou o stent através da obstrução ou pela incapacidade do balão insuflador desfazer a obstrução. Isto pode ocorrer quando encontramos coronárias totalmente ocluídas, finas, calcificadas e com importantes tortuosidades. Estas situações levam a dificuldades técnicas que impossibilitam a realização do procedimento.

A angioplastia e implante de stent têm riscos maiores que o do Cateterismo Cardíaco porque é um procedimento mais complexo.

Os riscos de complicações são menores que 2% e decorrentes de oclusão arterial causada pelo trauma mecânico na coronária provocado pelo cateter, pelo fio guia, pelo balão ou pelo stent. Conseqüentemente podemos ter 1 a 2% de infarto e menos de 0,5% de risco de óbito e necessidade de cirurgia de emergência.

Vou ter que receber sangue?

Alguns procedimentos podem promover uma perda sanguínea maior, mas raramente será necessário receber sangue.

Quando a angioplastia e o stent é considerado um procedimento de sucesso?

Quando utilizado apenas a angioplastia com balão é considerado sucesso os casos em que houve redução da obstrução para menos que 50% com um fluxo sanguíneo adequado no leito distal da artéria dilatada. Quando usamos os stents a redução da estenose deve ser inferior a 20% também com fluxo sanguíneo adequado. A evolução durante a internação deve ser livre de infarto, cirurgia ou de nova angioplastia.

Quais os cuidados que devo ter após a alta?

Deverá retornar ao seu cardiologista do consultório na primeira semana após a alta, levando consigo o relatório médico do procedimento realizado.

É fundamental manter o uso da medicação orientada no momento da alta hospitalar até quando o seu Cardiologista fará uma nova avaliação. Não pare de usar a medicação anti-agregante plaquetária (AAS, Ticlid, Iscover, Plavix etc). Se houver intolerância procurar orientação médica no mesmo dia.

Suas atividades intelectuais habituais, consideradas não estressantes na sua avaliação, poderão ser retomadas logo após a alta conforme sua conveniência.

Em geral, as atividades físicas habituais como caminhar naturalmente e dirigir não necessitam ser evitadas. Atividades físicas intensas competitivas iniciar somente após um mês.

Observar o local da punção (no punho ou virilha) se não existe algum processo inflamatório (dor, rubor, calor e secreção) ou aumento de volume local, que previamente não existia. Às vezes o antiagregante favorece o extravasamento de sangue que permanece aprisionado debaixo da pele. Nestes casos é conveniente procurar a equipe médica, que realizou o seu tratamento, para reavaliação.

A qualquer sinal de dor no peito com a menor suspeita de que possa ser do coração, dirija-se ao Pronto Socorro do nosso Hospital para uma avaliação cardiológica, levando o relatório da angioplastia. Existe uma pequena possibilidade de infarto (menos de 1%), principalmente nos primeiros 06 meses.

Existe algum risco de complicações se parar de usar as medicações orientadas após a alta?

Aspirina (AAS, Somalgin, Buferin etc) deve ser mantida indefinidamente. A associação do AAS e Clopidogrel (Plavix, Iscover, etc ) não deverá ser interrompida de forma alguma, por pelo menos um ano. Nenhum médico está autorizado a suspender esta medicação antes deste período , a não ser em extremo risco de vida, como ocorre em sangramentos graves por trauma , sangramento cerebral ou cirurgia vascular de emergência. A suspenção desta medicação aumenta consideravelmente o risco de formar coágulo ao nível do stent e provocar Infarto com conseqüências catastróficas.

O que devo fazer pra manter o bom resultado da angioplastia e do stent ?

acompanhamento cardiológico em longo prazo junto ao seu cardiologista do consultório é fundamental. Ele é quem fará a sua avaliação clínica periódica e quem solicitará os exames necessários para comprovar se as coronárias continuam sem obstrução.

Pare de Fumar
Mantenha seu peso ideal
Siga as orientações dietéticas
Reduza os níveis de colesterol
Pratique atividades físicas regulares
Controle a Diabete e a Hipertensão Arterial

Mesmo com todos estes cuidados, algumas vezes o bom resultado não se mantém. Essa resposta inadequada e de causa desconhecida, é uma característica da doença aterosclerótica em determinados pacientes.

Depois que a angioplastia e o stent coronário foram realizados com sucesso, posso dizer que estou curado?

Não. Ela não cura a doença aterosclerótica coronária obstrutiva mas simplesmente controla as obstruções restaurando o fluxo sanguíneo normal e irrigando adequadamente o miocárdio (músculo do coração).

Principalmente nos primeiros 06 meses, a obstrução tratada com angioplastia ou stent poderá retornar naquele mesmo local. É o que chamamos de Reestenose.

Ela é diferente da aterosclerose (placa de gordura) e representa uma cicatriz que cresce na parede interna da artéria prejudicando a passagem do sangue.

Também é possível haver progressão da doença coronariana, representada pelo surgimento de novas obstruções ou pelo agravamento de uma obstrução discreta, já existente.

Porque usar os stents?

Depois de exaustivamente testados na última década, os Stents tornaram-se a opção terapêutica preferencial para revascularização percutânea, sendo utilizados no mundo todo em percentuais superiores a 90% dos casos tratados por cateter.

Este fato se deve a duas importantes razões:

1°- Os Stents proporcionam um resultado mais previsível e satisfatório. Eles reduzem o risco da artéria ocluir abruptamente durante o procedimento. Isto significa que ele reduz a possibilidade de que a coronária tratada volte a obstruir totalmente nas primeiras 24 horas, o que ocorre em 5 a 10% dos casos em que se usa apenas o balão de angioplastia. Quando isto acontecer o paciente pode ter um infarto ou necessitar ir para cirurgia cardíaca de emergência. Com o surgimento dos stents isto passou a ser muito raro tornando um procedimento extremamente seguro.

2°- Os Stents reduzem a incidência de Reestenose, especialmente os revestidos, também conhecidos como stents eluídos com medicação. Utilizando apenas a angioplastia com balão a reestenose variava de 35 a 45%. Com os Stents convencionais reduziu para 20% e com os revestidos é menor que 8%.

Este “stent especial” não reduz a mortalidade dos pacientes nem proporciona a cura da doença coronária, mas promove um grande impacto em reduzir a necessidade de repetir o exame para redilatar a mesma obstrução. Novo procedimento é necessário em 28% quando utilizamos apenas o balão, em 17% quando utilizamos o stent convencional e 4,7% para o stent revestido.

Uma das limitações dos Stents é o desenvolvimento da oclusão subaguda que ocorre dias a meses após a alta hospitalar. Da mesma forma que a oclusão aguda, ela resulta em infarto ou outras complicações maiores.

A disponibilidade de Stents mais modernos, a prática de uma técnica adequada no seu implante e o uso mantido da associação de medicação anti-agregante plaquetária, tornou esta complicação pouco freqüente, ocorrendo em menos de 1% dos casos.

Qual a vantagem de usar stents revestidos com medicamentos?

Poucos dias após liberar um Stent Convencional dentro de uma artéria a parede vascular reage por meio de mecanismos reparadores na tentativa de restaurar sua integridade. Esta resposta cicatricial pode torna-se tão excessiva a ponto de causar uma reobstrução maior ou igual a 50% do calibre da artéria. Isto é conhecido como reestenose e ocorre em 20 a 30% dos casos nos primeiros 06 meses. Como conseqüência, pode retornar os sintomas e/ou alterações nos exames (Teste Ergométrico, Ecoestresse e Cintilografia do Miocárdio).

Até então, a reestenose permanecia como a maior limitação da abordagem percutânea para tratamento da doença aterosclerótica coronária.

Atualmente a técnica mais eficaz na prevenção da reestenose são os stents com eluição de medicamentos (stents farmacológicos ou revestidos). Esta nova tecnologia é extremamente engenhosa e possibilita que o stent carregue na sua superfície uma fina capa contendo um medicamento denominado “agente anti-proliferativo”. Este é liberado de forma contínua e local, durante aproximadamente 30 dias, com ação eficaz em suprimir a cicatrização exagerada levando à reobstrução.

Os primeiros medicamentos disponíveis para uso clínico com stents e hoje com eficácia comprovada são: sirolimus (rapamicina), paclitaxel e zotarolimus.

A primeira experiência clínica com essa nova técnica foi realizada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – São Paulo em 1999 pelo Dr. Eduardo de Sousa.

Pelas vantagens inequívocas dos Stents revestidos que reduziram as taxas de reestenose para níveis inferiores a 8%, eles tornar-se-ão a opção de escolha em praticamente todos os casos.

Como fico sabendo se houve reestenose?

Este é outro motivo de extrema importância para que o paciente mantenha o acompanhamento clínico com o Cardiologista do consultório que indicou a realização do procedimento.

Através dos seus sintomas e/ou dos resultados dos exames solicitados durante o acompanhamento (Teste Ergométrico, Ecocardiograma de estresse e Cintilografia Miocárdica) se fará a suspeita da Reestenose. É muito provável que um novo cateterismo cardíaco seja necessário para comprovar esta suspeita.

Geralmente a Reestenose se manifesta com o retorno da angina, mas pode não ter qualquer sintoma. Raramente causa infarto e não está relacionada com aumento de risco para óbito.

Quem são os pacientes que estão mais propensos a desenvolver a reestenose?

Diabéticos
Coronárias de pequeno calibre que recebeu o stent (menor de 2,5mm)
Extensão da lesão coronária maior que 20mm, necessitando stents mais longos.
Coronária totalmente ocluída a mais de 3 meses.
Obstruções causadas por reestenose.
Obstruções localizadas em enxerto de veia safena e em bifurcações de coronárias.

Por isto que, principalmente nestes casos, é fundamental o uso do stent revestido com medicação que irá reduzir em mais de 50% a possibilidade de reestenose.

Se há reestenose, o que deverá ser feito?

A conduta a ser tomada será definida baseada numa série de fatores analisados pelo seu cardiologista do consultório.

Na maioria das situações uma nova Angioplastia e Stent serão realizados da mesma maneira da anterior. Aqui é indispensável o uso do Stent revestido com drogas, que será implantado por dentro do stent já colocado previamente. Uma vez colocada um stent, este jamais será retirado do coração.

Alguns casos, apesar de considerados como reestenose, poderão ser mantidos em tratamento clínico. Isto é possível porque em algumas situações a obstrução de 50% não é suficiente para trazer conseqüências para o músculo do coração.

Raramente o tratamento da reestenose se faz com cirurgia.

Quais as vantagens da angioplastia e stent em relação à cirurgia?

É um procedimento minimamente invasivo sem a necessidade de abrir o tórax.
Recuperação mais rápida com menor tempo de internação.
Não necessita de anestesia geral.
Evita transfusão sanguínea.
Dispensa remoção de uma veia da perna ou de uma artéria do braço para tratar as obstruções, como frequentemente é necessário na cirurgia.

Qual a vantagem da cirurgia em relação à angioplastia e stent?

Na nossa opinião, não há nenhuma vantagem e fica reservada apenas para os casos que não há possibilidade técnica em realizar o procedimento, quando encontramos obstruções difusas em coronárias de pequeno calibre e quando o paciente é submetido a risco elevado de complicações com a técnica menos invasiva.

Algumas vezes o paciente tem indicação para alguma cirurgia não cardíaca , de grande importância e que não pode ser realizada durnate o uso de duas medicações que alteram a coagulação do sangue. Neste caso é preferível a cirurgia de Ponte Safena.

Eu posso ter rejeição ao stent?

O Stent não provoca rejeição. O que pode ocorrer é a reestenose.

Quem já foi submetido ao implante de stent deverá ter algum cuidado especial com detectores de metal?

Não há necessidade de cuidados especiais e ele não é detectado nestes equipamentos.

Quem já fez o implante de stent deverá ter algum cuidado especial ao fazer uma ressonância magnética?

Não. Poderá ser realizada desde o primeiro dia de implante do stent.

Fonte: www.hcbr.com.br

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