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Angioplastia

É uma técnica que utiliza um minúsculo balão inflado dentro da artéria obstruída com placas de gordura e sangue, além de uma minitela de aço que, aberta, facilita a passagem do sangue. O procedimento é usado desde 1983 nos EUA e chegou ao Brasil na década atual. Agora, os pacientes também recebem, durante a operação, uma substância que impede o reinfarto.

Angioplastia

A substância abciximab, descoberta recentemente, impede a união de plaquetas - células sanguíneas que impedem os sangramentos.

O abciximab torna mais eficiente a cirurgia e reduziu para 4% a mortalidade entre infartados atendidos em hospitais.

A substância abciximab, descoberta recentemente, impede a união de plaquetas - células sanguíneas que impedem os sangramentos.

O abciximab torna mais eficiente a cirurgia e reduziu para 4% a mortalidade entre infartados atendidos em hospitais.

RESTRIÇÕES

Não pode ser usada em:

pessoas com mais de 80 anos;

pacientes que sofrem de doenças hemorrágicas, pois o remédio impede a coagulação;

quem fez a cirurgia nos últimos 6 meses;

quem sofreu derrame cerebral nos últimos dois anos. Derrame é uma hemorragia em um vaso do cérebro.

O cateterismo é o primeiro passo. Para ver o local da obstrução, é inserido um cateter (tubo com um visor) que identifica até onde o sangue ainda chega dentro da artéria.

Identificada a área obstruída, coloca-se um fio através do cateter. Há um balão vazio nesse fio, que é inflado no local de bloqueio, esmagando as placas que provocaram o entupimento. Uma evolução: o stent (tela de aço inoxidável) acompanha o balão e consegue aumentar a eficácia do procedimento.

Além de esmagar a placa de obstrução, o balão, quando cheio, monta o stent. A tela de aço, já montada, cola na parede interna da artéria e impede que esta se feche.

O balão que acompanhou o fio durante a angioplastia esvazia e é retirado da artéria. Mas o stent permanece. No momento em que o balão seca, o sangue volta a circular normalmente.

Depois de instalado o stent, o fio é retirado junto com o tubo do catéter que lhe deu passagem. As chances de sucesso da angioplastia com stent chegam a 98%.

REMÉDIO CONVENCIONAL

O trombolítico é um remédio usado para destruir os coágulos de sangue que se formam em torno das placas de gordura acumuladas dentro da artéria. É um medicamento capaz de desobstruir a artéria, mas só atua sobre as células de sangue. A placa de gordura permanece.

AS PLAQUETAS

(1) - Plaqueta (2) - Agregação excessiva de plaquetas
(1) - Plaqueta (2) - Agregação excessiva de plaquetas

O entupimento nas artérias não se deve unicamente ao acúmulo de gordura (colesterol). As placas gordurosas machucam a parede interna das artérias e provocam sangramentos. O sangue, então, também se concentra e forma coágulos. Além disso, as plaquetas (células do sangue que, quando unidas, bloqueiam o sangramento) também se juntam e aumentam a placa de obstrução da artéria.

O NOVO REMÉDIO

(1) - O Abciximab impede que as plaquetas se unam (2) - Agregação plaquetária inibida.
(1) - O Abciximab impede que as plaquetas se unam (2) - Agregação plaquetária inibida.

Uma nova substância, chamada abciximab (de nome comercial ReoPro) aumentou a eficácia da angioplastia. Sua função é a de impedir que as plaquetas se unam e, portanto, evitar a formação de obstruções dentro das artérias. Sem a agregação das plaquetas, a artéria corre menos risco de entupir novamente. Mostrou ter conseguido reduzir em 50% um segundo infarto ou a morte.

HISTÓRICO

Em 1.960, a mortalidade dos pacientes que chegavam ao hospital com infarto agudo era de 20%. A partir de 1.980 (com o uso de trombolíticos) esse número caiu para 10%. Dez anos mais tarde, ano em que passou a se usar a angioplastia a mortalidade reduziu para 4%.

Fonte: www.santalucia.com.br

Angioplastia

Você sabe o que é ANGIOPLASTIA?

O coração, órgão de paredes musculares tem a finalidade de impulsionar o sangue oxigenado, vindo dos pulmões, para toda a circulação. Para exercer essa função, é preciso que a musculatura do coração se contraia sucessiva e regularmente. A nutrição dessa musculatura, chamada miocárdio, chega através das artérias coronárias, que são os primeiros ramos da aorta, o principal vaso que nasce diretamente do coração. Quando há acúmulo de placas gorduras, na parede dessas artérias, a sua luz é reduzida e, consequentemente o fluxo de sangue também, causando a falta de oxigênio necessário para o trabalho de contração. Esse processo é chamado de isquemia miocárdica e seu tratamento é dividido, conforme sua particularidade em: tratamento clínico, cirúrgico ou por métodos de cateterismo. A dilatação de tais obstruções, com o uso de cateter, é chamado Angioplastia Transluminal Coronária.

Como surgiu a Angioplastia Transluminal Coronária e quando é indicada?

As principais artérias do coração são: a coronária direita, que nutre a parede inferior do coração e as artérias descendentes anterior e circunflexa, que são ramificações da coronária esquerda e que nutrem a maior parte do coração. A identificação de uma ou mais obstruções importantes – acima de 60% de redução da luz do vaso – recomendada a instituição de alguma forma de tratamento. Originalmente, era indicada para pacientes que apresentavam obstruções significativas de uma única artéria coronária. O progredir da experiência, desde 1979, no Brasil, e o avanço tecnológico permitiram que as indicações fossem ampliadas e um número maior de pacientes fosse beneficiado. Hoje já temos aplicado o procedimento aos portadores de obstruções em dois vasos, aqueles que apresentam obstruções de pontes de safena e, menos freqüentemente, aos que tem três vasos lesados. Tem sido indicada inclusive para pacientes em fase inicial do infarto e em artérias totalmente ocluídas, com o objetivo de recanalizar o vaso, salvando parte da musculatura do sofrimento agudo. A indicação da angioplastia leva em conta a localização e as características da lesão e, principalmente, depende da experiência e do bom senso do médico especialista. Vários pacientes, que há algum tempo teriam indicação formal para cirurgia de revascularização, são hoje tratados de forma igualmente eficaz pela angioplastia. Em determinadas situações, após a dilatação com o balão, é colocada uma pequena prótese, chamada Stent.

O preparo e a técnica da Angioplastia

Com a experiência adquirida e com os avanços tecnológicos, o índice de sucesso é freqüentemente elevado: acima de 90%. Na véspera da angioplastia, são realizados exames de ministrada uma medicação específica. No dia do procedimento, é necessário observar um jejum alimentar mínimo de 4 horas. A técnica é semelhante ao cateterismo cardíaco, sendo realizado com punção na virilha e anestesia local. Através dos vasos sangüíneos são introduzidos cateteres que são colocados no orifício origem da coronária a ser tratada. Um cateter fino, com um pequeno balão na ponta, é posicionado exatamente sobre a obstrução. O balão é insuflado, com uma mistura de soro e contraste, a uma pressão controlada: é a dilatação sendo feita. Alguns dados permitem, antes que se retire o balão, saber se a artéria está sendo satisfatoriamente desobstruída. Nos casos com indicação de Stent, a prótese é introduzida e liberada no local desobstruído. Para finalizar, realiza-se uma nova injeção de contraste, para observar o resultado imediato, e logo retirar os cateteres. A angioplastia é realizada durante cerca de 40 a 60 minutos e não traz ao paciente desconforto maior do que o próprio cateterismo cardíaco.

Cuidados e recomendações após a angioplastia

Tendo sucesso, o paciente permanece internado no quarto por 24 a 48horas, para que seja cuidadosamente controlado. Qualquer sintoma que apareça durante o período de internação deve ser logo comunicado ao médico. Nesse período, são realizados, de rotina, alguns exames especializados e medicamentos são administrados. Após a angioplastia, os pacientes tratados apresentam imediata e expressiva melhora do seu quadro geral. Quando a dilatação é feita, é preciso em média 30 dias para a cicatrização do processo. Isso é acompanhado, com rigoroso uso de medicamentos, não podendo ser suspensos, sem prévia autorização médica. A maioria das pessoas tem condições de retornar, progressivamente, à sua atividade física habitual. Entretanto, devido às particularidades de cada caso, a volta ao trabalho e aos esforços físicos variados, devem se dar, na época recomendada por seu médico. Se não houver queixas significativas, após a angioplastia, o controle ambulatorial é realizado no terceiro e sexto mês e, posteriormente, anualmente, salvo as intercorrências para o paciente. O eventual retorno dos sintomas ou a presença de alterações dos exames complementares (como o teste de esforço dentro dos primeiros seis de evolução) geralmente são indicativos da recorrência da obstrução dilatada. Tal situação, denominada reestenose, ocorre em 20 a 25% dos pacientes submetidos á angioplastia e, na maioria das vezes, é indicativo de novo cateterismo cardíaco e provável redilatação. Entretanto, quando o paciente se mantém sem sintomas e com exames complementares normais, seis meses após a angioplastia, é extremamente improvável que aquela obstrução, em particular, recidive.

Observações complementares

A angioplastia não é a cura da doença, é apenas uma etapa de tratamento e portanto há necessidade de atuar firme na prevenção e na redução dos fatores de risco que aumentam a deposição das placas de gordura, nas paredes dos vasos. Recomendamos a alimentação com restritação de gordura animal e um mínimo possível de colesterol, a manutenção do peso normal como medida de saúde, evitando-se excesso de açúcar, fumo e álcool. O paciente não deve deixar de realizar atividades físicas regularmente e, principalmente, deve procurar sorrir para a vida; afinal, o sorriso é o melhor dilatador para as artérias do coração.

Eduardo Lúcio Nicolela

Fonte: www.emcor.com.br

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