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Caxumba

 

 

Uma das doenças típicas da infância é a caxumba.

Provocada por um vírus, ela é altamente contagiosa e tem maior incidência no fim do inverno e no começo da primavera. Febre, mal estar, dores na garganta e dificuldade para engolir são alguns dos sintomas da caxumba. Mas o principal sinal de que a doença atacou é o inchaço observado na região abaixo da ouvido - a grande característica da caxumba.

Em primeiro lugar, é preciso ficar claro que a caxumba não é uma doença grave. No entanto, não é por isso que não são necessários cuidados especiais quando se é atacado pela doença - que contamina, principalmente, crianças a partir de dois anos de idade.

A caxumba é uma infecção viral aguda provocada por um vírus da família Paramyxoviridae e se caracteriza por um inchaço nas glândulas que produzem a saliva (especialmente as parótidas, que são localizadas nas concavidades abaixo dos lóbulos das orelhas).

Assim que o vírus entrar em contato com o organismo da pessoa, demorará de duas a três semanas para que se manifeste o inchaço na parótida (em 70% dos casos, ambas as glândulas ficam inchadas). E esse inchaço permanecerá durante dez dias aproximadamente.

Contudo, essa não é a única conseqüência que a caxumba provoca no organismo. Febre repentinas, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite e dificuldade para engolir também são efeitos observados nas pessoas que estão sofrendo com a infecção. Nos casos mais severos, pode haver ainda dores musculares e vômitos.

Transmissão fácil

A caxumba é considerada altamente contagiosa, já que sua forma de transmissão é bastante simples: o vírus se espalha pelo ar, através das gotículas de saliva expelidas por quem está com a doença.

Ele pode ser transmitido antes mesmo de a pessoa contaminada descobrir que está com caxumba (num período que vai de três a quatro dias antes de aparecerem os primeiros sintomas).

E mesmo tendo se passado uma semana do desaparecimento do inchaço nas parótidas, a caxumba poderá ser transmitida para outras pessoas.

A única maneira de prevenir-se contra a doença é tomar a vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba). Geralmente a primeira dose é administrada aos 15 meses de idade. Para saber mais, converse com o pediatra.

Caxumba causa esterilidade?

Quando acomete adolescentes ou adultos, a caxumba pode trazer mais riscos saúde. Isso porque, a partir da puberdade, existe uma maior possibilidade de a infecção afetar outros órgãos, como os testículos ou os ovários.

No entanto, são raros os casos em que essas infecções causam esterilidade. Para se precaver contra isso, é preciso repousar (assim você cria melhores condições para que a infecção seja curada e não deixe seqüelas graves). Além disso, um especialista precisa acompanhar a evolução da doença.

Cura natural

Não existe um medicamento capaz de curar a caxumba: o próprio organismo se encarrega de eliminar o vírus e curar a doença. Porém, para contribuir com esse processo, durante o período de convalescença, deve-se permanecer em repouso, alimentar-se bem e ingerir bastante líquidos.

Em casa, podem ser feitas compressas com água fria para tentar aplacar as possíveis dores na região da garganta e do pescoço.

Mas não esqueça que um médico deve sempre acompanhar a evolução da doença. Então, ao perceber os primeiros sintomas, procure um especialista. Se necessário, ele prescreverá analgésicos ou anti-térmicos para controlar as dores e a febre.

E assim que o organismo tiver se recuperado da doença, seu filho estará pronto para voltar a se dedicar às suas atividades diárias. Totalmente saudável!

Fonte: www.jnjbrasil.com.br

Caxumba

Doença contagiosa de etiologia viral, caracterizada pelo edema inflamatório das glândulas salivares, notadamente das parótidas. Atinge, predominantemente, crianças entre 5 a 14 anos de idade.

A caxumba quando adquirida na infância, apresenta, pouca possibilidade de complicações, porém, quando adquirida por adulto, ai, requer um cuidado um pouco mais intensivo.

A caxumba como varias outras doenças da infância, são causadas por VÍRUS que penetram pelas vias respiratórias e ali se alojam. Permanecendo incubado, em secreta proliferação, por cerca de três semanas, depois se coloca na corrente sangüínea e se distribui por todo o organismo.

Quando difundido pela circulação sangüínea contamina e infecciona vários rgãos, porém, o órgão mais freqüentemente afetado são as parótidas, que são as maiores glândulas salivares.

Sendo assim a caxumba é reconhecida no meio médico como parotidite epidêmica.

O agente causador da caxumba é morador permanente das grandes cidades. Quando entra em ação, determina o aparecimento de pequenas epidemias nos locais em que há maior concentração de crianças (escolas, parques infantis, clubes, etc.).

Quando o organismo recebe o vírus imediatamente reage promovendo o desenvolvimento de agentes defensivos , anticorpo, por isso, quando uma criança se contamina com o vírus da caxumba os anticorpos que ali desenvolve irá protege-la para o resto da vida, há casos em que a quantidade de agentes defensivos produzido, não chegam a quantidade suficiente para proteger o indivíduo para toda a vida podendo ocorrer então uma nova reinfecção.

O conhecimento popular diz que quando uma pessoa pela Segunda vez se infesta, diz que isso ocorreu porque da outra vez apenas um lado foi atacado.

Hoje sabemos que isso se deve a uma imunização deficiente, podendo a mesma parótida ser infectada mais que uma vez.

TRANSMISSÃO

A transmissão se faz através de gotículas de saliva contaminadas, tendo um período de incubação que varia de 16 a 25 dias e o contágio ocorre 1 a 2 dias antes até 7 a 9 dias após o aparecimento do edema das parótidas.

SINTOMAS

Os primeiros sintomas surgem após três semanas de incubação.

Os sintomas são iguais a qualquer outra doença infecciosa: mal estar, dor de cabeça, falta de apetite, ligeira febre e dores musculares e articulares difusas.

Depois de dois dias aproximado, a criança sente como que uma distensão sob o lóbulo da orelha. É o começo do inchaço da (s) parótida(s), decorrido um ou dois dias a inflamação fica bem evidente, A trás da mandíbula, aparece uma massa rígida, com consistência de borracha e contornos mal definidos.

A pele da região fica esticada e brilhante, o lóbulo da orelha é empurrado para cima e para fora, desaparecendo o sulco que contorna o ângulo da mandíbula.

A parótida fica dolorida, o doente apresenta dificuldade para abrir a boca, virar a cabeça e se alimentar ou mesmo conversar. Quando a caxumba se apresenta externamente é um sinal que já esta chegando ao fim, com o decorrer de uma ou duas semanas o inchaço diminui gradualmente até desaparecer por completo.

COMPLICAÇÃO

Das complicações a mais temida entre os homens é a Orquite (inflamação dos testículos). Em geral, a inflamação dos testículos começa quando o inchaço da parótida já esta regredindo. Eventualmente, pode ocorrer mesmo sem a evidência de parotidite. O testículo fica inchado, dolorido, quente e aumenta de volume .

A febre se eleva e o doente sente-se piorar. Ao fim de aproximadamente uma semana , os sintomas desaparecem . Em metade dos pacientes, a cura é integral.

Mas a reação inflamatória se processa em focos e em geral poupa ao menos uma parte dos testículos e não determina atrofia completa, mantendo-se a fertilidade do doente.

Entre as mulheres a infecção temida é a Ooferite, que pode aparecer na mulher adulta, é mais rara ainda que a orquite, e não parece ser causa de esterilidade.

O pâncreas também pode ser afetado, sofrendo uma pancreatite que, em geral, se cura espontaneamente em poucos dias. Outros órgãos, como o coração, os rins e a glândula tireóide também podem ser atingidos, o que origina miocardite, nefrite ou tireoidite.

O sistema nervoso freqüentemente é atingido pelo vírus da caxumba, mas sem complicação, dores de cabeça é o maior indicativo desta infestação, raras vezes chega ao estado de uma meningite ou encefalite, quando isso acontece, são curadas sem deixar qualquer tipo de marcas.

TRATAMENTO

O tratamento para a caxumba não existe por ser esta infestação benigna que evolui e se cura por si só. A o se observar a contaminação o infectado deve ser mantido em uma forma de isolamento para evitar que outros se contamine.

O que mais se indica é o repouso total, com uma boa higienização bucal, para que bactérias oportunista, não aproveitem das circunstâncias e se instalem nas regiões afetada podendo agravar o quadro.

Como as pessoas sentem dores para movimentar as mandíbulas, recomenda-se alimentos líquidos ou pastosos. Para um melhor alivio do adoentado, se surgirem febres alta, o indivíduo deve tomar antitérmicos e para combater a dor fazer compressas quentes.

Tomar antibióticos nem pensar, este tipo de medicamentos não resulta efeito, isso porque, antibióticos combatem infecções causadas por bactérias enquanto que a caxumba é uma doença viral, portanto nem sente a presença de antibióticos. Os antibióticos neste caso só é recomendado quando ocorre infecção secundária produzida por bactérias.

Quando crianças debilitadas, gestantes ou mesmo adultos com complicação da caxumba, pode se adotar medidas especiais, como a ingestão de gamaglobulina, com elevada concentração de anticorpos. Nessas circunstâncias especiais a medida permite atenuar a doença e a evitar complicações, porém, não oferecem imunidade definitiva, que só pode resultar dos anticorpos produzidos naturalmente pelo organismo ou pela aplicação de vacina especifica.

Vacina contra Sarampo, Rubéola e Caxumba

A profilaxia contra sarampo (measles), caxumba (mumps) e rubéola (rubella) pode ser feita com a MMR. Trata-se de uma suspensão de vírus vivos atenuados e veiculados em um meio estéril, destinada à aplicação por via intramuscular ou subcutânea.

A administração simultânea destes componentes é tão eficaz (>95%) quanto o uso de cada vacina isolada, com a vantagem de reduzir o número de aplicações. A vacina utilizada na atual campanha, que tem como população alvo mulheres entre 15 e 29 anos, é a "dupla viral" (sarampo e caxumba). As contraindicações e os efeitos colaterais da "dupla viral" são semelhantes aos da MMR.

A MMR deve ser administrada preferencialmente após o primeiro ano de vida, no intuito de minimizar uma possível interferência na resposta ao estímulo vacinal do sarampo por anticorpos maternos, adquiridos passivamente pela criança durante a gestação.

No calendário brasileiro, à semelhança dos países onde a prevalência de sarampo ainda é significativa, a imunização para o sarampo inicia-se aos nove meses de idade com uma dose da vacina de sarampo isolada, recomendando-se que pelo menos, uma segunda dose da vacina contra sarampo, preferencialmente com a MMR, seja feita após doze meses (geralmente feita aos 15 meses).

A vacinação com a MMR também pode ser utilizada como medida estratégica de bloqueio diante da ameaça de surtos e epidemias, tal como ocorreu em 1997 nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

O objetivo é a proteção dos indivíduos sob risco de adquirir a doença, isto é, os que não tiveram sarampo e que não foram vacinados, ou foram possivelmente vacinados de forma inadequada (dose única de vacina para o sarampo antes de 1 ano de vida ou vacinação feita antes de 1968). A prioridade da vacinação é para contactantes de casos de sarampo (eficaz se feita até 72 horas depois do contato) e grupos populacionais com alto risco de exposição, como os profissionais de saúde.

Efeitos colaterais

Para evitar a infecção natural pelos vírus do sarampo, rubéola e caxumba, a imunização é claramente importante, eficaz e bastante segura. Os para-efeitos com a MMR são pouco freqüentes e geralmente desprovidos de gravidade, como febre (5-15%) e rash cutâneo (5%), que surgem entre o 5o e o 12o dia após a vacinação. Pode ainda ocorrer artralgia e discreto aumento parotídeo (em razão do componente da caxumba).

Os para-efeitos mais graves, como encefalite associada ao componente do sarampo (<1:1000000 de doses) e púrpura associada ao componente da rubéola, são raríssimos e consideravelmente menos freqüentes que os mesmos agravos decorrentes da infecção natural.

Não há relatos de reações anafiláticas fatais. O risco de para-efeitos da vacina não aumenta em indivíduos que tiveram a infecção natural ou receberam dose prévia da vacina com vírus atenuado.

Contra-indicações

A MMR, assim como todas as vacinas de vírus atenuado, está contra-indicada durante a gestação e esta deve ser evitada nos três meses que sucedem a aplicação da vacina.

Como regra geral, a vacina não deve ser utilizada em imunodeficientes, exceto em situações especiais em que o risco da doença é consideravelmente superior ao imposto pela vacina (indivíduos infectados pelo HIV em áreas de elevada prevalência de sarampo).

No caso de antecedentes de reações alérgicas à vacina ou a qualquer um dos seus componentes (incluindo ovo, neomicina e gelatina), caberá ao médico responsável a avaliação quanto à realização do procedimento. Há contra-indicação em indivíduos com história de reação alérgica grave (anafilaxia) devida a dose anterior da vacina.

É prudente adiar a vacinação em indivíduos com febre, até esta desapareça. Deve-se também adiar a vacinação em pessoas que fizeram uso de sangue ou derivados nos meses anteriores (possível inativação da vacina).

Nos indivíduos com história de convulsão deve-se utilizar antitérmicos entre o 5° e o 12° dia após vacinação. Como as infecções induzidas pelos vírus atenuados presentes na vacina MMR não são potencialmente transmissíveis não há riscos no contato do indivíduo vacinado com imunodeficientes e gestantes.

Fonte: www.consulteme.com.br

Caxumba

É uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares (geralmente a parótida) e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares.

Sinônimos: Papeira, parotidite infecciosa, parotidite endêmica.

Como se manifesta?

Além do aumento das glândulas salivares (que pode ser percebido no pescoço, logo abaixo da orelha), pode ocorrer orquite (que é inflamação do testículo) em 20 a 30% dos casos em homens adultos. Em mulheres, ooforite (inflamação dos ovários). Aproximadamente um terço das infecções podem não apresentar aumento aparente das glândulas.

Também pode haver meningite, quase sempre sem seqüelas.

Como seqüelas, podem ocorrer diminuição da capacidade auditiva e esterilidade.

Agente causador: Vírus da família Paramyxoviridae, gênero paramyxovirus

É transmissível?

A transmissão se dá por contato direto com secreções das vias aéreas superiores de pessoas infectadas (saliva, espirros...).

Tempo para aparecimento da doença

Os sintomas podem surgir num período de 12 a 25 dias após o contato com a pessoa infectada.

Por quanto tempo é transmissível?

O período de transmissibilidade varia de seis a sete dias antes das primeiras manifestações, até nove dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

A pessoa doente não deve comparecer à escola ou ao trabalho, durante nove dias após início da doença.

Como se trata?

Não há tratamento para o vírus. O próprio corpo resolve a infecção. O tratamento orientado pelo médico visa a facilitar a resposta do organismo e aliviar os sintomas da doença, através do uso de analgésicos e repouso.

Epidemiologia

Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos têm caxumba e que um terço dos infectados não apresentam sintomas. A doença é mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera. A caxumba ocorre usualmente sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças.

Como evitar?

A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina utilizada é a tríplice viral MMR (a sigla vem de Measles - sarampo; Mumps - caxumba; Rubella – rubéola) aos 15 meses de idade. Embora a vacinação após o contato com pessoa infectada não previna a doença, recomenda-se vacinação de quem teve contato com alguém infectado.

As contra-indicações ao uso da vacina tríplice viral são: uso recente de imunoglobulinas ou transfusão sangüínea nos últimos três meses, pacientes com imunodeficiência (leucemia, linfoma), uso de corticosteróides, gravidez. Pacientes com infecção por HIV já com sintomas, mas que não estejam severamente imunocomprometidos, devem ser vacinados.

Fonte: www.medicinal.com.br

Caxumba

A caxumba, ou parotidite epidêmica foi descrita pela primeira vez no Século V a.c. por Hipócrates, que observou o surto de uma doença caracterizada por inchaço e dores no pescoço, abaixo das orelhas, unilateral ou bilateral - alguns pacientes também apresentavam dor e edema dos testículos.

Em 1790, Robert Hamilton descreveu casos de caxumba com a presença de inflamação dos testículos e manifestações neurológicas.

O vírus da caxumba foi identificado em 1945 e em 1951 foi testada a primeira vacina no homem.

Atualmente, é utilizada uma vacina com vírus vivo atenuado, que pode ser administrada de forma individual ou em combinação com o vírus do sarampo e da rubéola - vacina tríplice viral.

O que é?

É uma doença infecciosa aguda, transmissível, causada por um vírus que provoca febre e inflamação da glândula parótida.

Qual o agente envolvido?

O causador da infecção é o vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus.

Quais os sintomas?

Febre, aumento do volume das glândulas salivares localizadas na região da boca, principalmente, a parótida. Podem estar presentes outros sintomas como dor no corpo, dor de cabeça.Em homens adultos, pode ocorrer inflamação nos testículos (orquite) e, em mulheres acima de 15 anos, inflamação nos ovários (ooforite).

É relativamente comum também o comprometimento do sistema nervoso central, conhecido por meningite asséptica, e pancreatite.

Como se transmite?

Pelo contato direto com gotículas de saliva do doente contendo o vírus.

Como tratar?

Não existe tratamento específico. São indicados repouso, uso de medicamentos analgésicos e observação de possíveis complicações. No caso de orquite (inflamação nos testículos), o repouso e o uso de suspensório escrotal são fundamentais para o alívio da dor.

Como se prevenir?

A prevenção é feita por meio da aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), de acordo com o esquema vacinal preconizado pela SVS/MS.

Fonte: Site do Ministério da Saúde

Caxumba

Muito comum em crianças, a caxumba é uma doença infecto contagiosa transmitida por via aérea (tosse e espirro) e pelo contato próximo.

“Ela é comum durante o frio e a primavera e tem distribuição geográfica mundial”, diz o infectologista Ricardo Leite Hayden.

“O vírus é atraído pelas glândulas do organismo e atinge o sistema central. As glândulas parótidas, que atuam na face, são as mais atingidas, por isso há o inchaço que pode acontecer nos dois lados do rosto. “Como a pele dessa região é mole, ela incha com mais facilidade”, diz Hayden.

“Quando atinge o sistema nervoso central, a caxumba pode desencandear uma meningite viral. Nesse caso, os principais sintomas são dores de cabeça, enjôo e vômito. “É muito comum casos de crianças com caxumba que desenvolvem meningite”, alerta o infectologista.

Transmissão

Como a transmissão é por via oral, ou seja, por tosse e espirro, é bom evitar o contato próximo com pessoas que estejam com a doença. “A pessoa com caxumba começa a transmitir a doença 4 ou 5 dias antes de aparecer os sintomas e 4 ou 5 dias após o inchaço no rosto”, alerta.

Adultos

Nos casos mais graves em adultos, a caxumba pode atingir o pâncreas, testículos e ovários.

Caso atinja o pâncreas, os principais sintomas são dores abdominais e vômito. Nos homens, o vírus pode causar necrose nas estruturas dos testículos comprometendo sua função, que é produzir espermatozóides.

"A infertilidade só acontece se o comprometimento for bilateral, ou seja, nos dois testículos”, explica o infectologista.

Nesse caso, os principais sintomas são inflamação, dores e inchaço.“Nas mulheres, o vírus pode atingir os ovários e causar necrose, comprometendo o órgão e causando esterilidade". Caso atinja os ovários, o principal sintoma é a forte dor abdominal.

“A grande maioria dos casos de caxumba em adultos são benignos. Menos de 20% tornam-se graves”, tranquiliza Hayden.“O médico explica que não há como evitar que a caxumba tome proporções mais graves. “ O vírus evolui de acordo com a capacidade de reação do organismo. Existem pessoas que reagem melhor, outras não”.

Tratamento

Não há um tratamento específico para a caxumba. O repouso absoluto e medicamentos base de analgésico e antitérmicos são indicados apenas para amenizar os sintomas.

“A única forma de prevenção é a vacina, que faz parte do calendário nacional. Ela protege de 93 a 98% das pessoas que tomam a dose. A vacina só é eficiente se produz anticorpos suficientes”, explica. "É possível fazer um exame de sangue para constatar se o organismo tem ou não anticorpos contra a caxumba. Caso não haja, pode-se tomar a vacina novamente".

Anna Carolina Sampaio

Fonte: www.boqnews.com

Caxumba

O que é a caxumba? Como ela é transmitida?

Caxumba ou Parotidite é uma doença viral (Paramixovirus) altamente contagiosa e transmitida por via aérea ou secreções orais.

Geralmente acomete as parótidas (glândulas salivares), podendo envolver os rgãos reprodutores e ainda, em menor incidência, qualquer outro órgão, como meninges, cérebro, coração, pâncreas, próstata, rins, etc.

Porque ela causa infertilidade em metade dos homens adultos? Como isso acontece?

Uma parte dos testículos funciona como órgão linfóide, que é a barreira contra as viroses. Com isto, aumenta a temperatura de um (20% dos casos) ou dos dois testículos, com destruição definitiva das células germinativas que produzem os espermatozóides e que são altamente sensíveis à temperaturas maiores que 36 - 37 Graus Celsius.

Popularmente diz-se que a "caxumba desceu" quando afeta os testículos. Para não haver prejuízo da função reprodutiva, o menino ou o homem deve guardar repouso até a melhora do quadro.

Quais os sintomas?

Dor em um ou ambos testículos, além dos demais que lembram uma virose, como febre moderada a alta persistente e o inchaço (edema) das glândulas salivares, dor ao engolir ou mastigar.

Existe prevenção?

Nada além da vacinação e prevenção de contato com os infectados.

Existe tratamento para reverter este problema? Futuramente ele poderá gerar novos filhos?

No caso de afetar um ou ambos testículos, o ideal é o repouso absoluto (pois em pé os testículos inchados pesam e aumentam o desconforto), gelo ou compressas geladas sobre a bolsa escrotal e analgésicos.

Se por acaso sobrevir a esterilidade (ausência de espermatozóides) ou a infertilidade (contagem baixa de espermatozóides), não há tratamento para reverter o quadro e reativar a produção de espermatozóides. Será definitivamente estéril ou infértil. Um espermograma é o exame de escolha para se avaliar a fertilidade masculina.

A caxumba pode influenciar o desempenho sexual?

Não há relação entre a parte produtora de espermatozóides, que é sensível temperatura, e a parte hormonal que independe da temperatura. Geralmente os testículos acometidos pela caxumba ficam menores pois a parte germinativa, destruída pela virose, é absorvida pelo organismo. A porção hormonal, que produz a testosterona é preservada e não há prejuízo na esfera sexual.

Os homens devem procurar orientação médica? Qual é médico ideal?

Geralmente detecta-se nos exames pré-nupciais, que devem ser SEMPRE realizados junto ao Urologista. O que pouca gente sabe é que as mulheres também podem ficar estéreis devido a uma "ooforite" por caxumba ou seja, o envolvimento dos ovários na caxumba. É uma das causas de infertilidade feminina.

A dificuldade em previnir as complicações reprodutivas em ambos os sexos é que geralmente os sintomas que poderiam levar o indivíduo a tomar os cuidados necessários para evitar a infertilidade / esterilidade, são discretos e duram pouco tempo.

Existem dados que revelam quantos homens já foram infectados no Brasil?

Não existem estatísticas a respeito.

Meu namorado está com caxumba e a infecção atingiu um dos testículos. Ele pode ficar estéril? Quais tratamentos e exames existem?

A caxumba produz uma reação inflamatória no testículo, que pode comprometer alguma porção das células que produzem os espermatozóides ou de todas elas.

Além do risco inflamatório, existe um aumento da temperatura nos testículos, que também pode levar a sequelas como a infertilidade ou esterilidade.

O ideal é que ele faça repouso durante a doença e use roupas folgadas e ventiladas, para baixar a temperatura da bolsa escrotal. Alterações no espermograma serão diagnosticáveis em no mínimo alguns meses, pois o dano que ocorre é lento para se manifestar. Mas se ele se cuidar, nada vai acontecer.

Fonte: uro.com.br

Caxumba

Não existe um tratamento específico para a caxumba, mas todo cuidado deve ser tomado para evitar complicações. Veja o que se pode ser feito para aliviar as dores provocadas pela caxumba.

Passo a passo

Descrição

1. A caxumba é uma doença infecciosa, causada por vírus.
2.
Tem como sinal mais evidente o aumento das glândulas salivares, em particular, as parótidas. Em conseqüência, o pescoço do doente aumenta exageradamente de volume.

Incidência

1. Atinge principalmente crianças a partir dos 2 anos.
2.
Pode ocorrer mais de uma vez no lado do pescoço atingido, mas não é usual.

Sintomas

Inchaço e dor nas regiões abaixo e em frente às orelhas, dor de cabeça, falta de apetite, vômitos, dores nas costas, zumbido nos ouvidos, suor excessivo, calafrios e geralmente febre alta.

Formas de contágio

É transmitido por gotículas de saliva. Assim, evite contato com através da tosse, fala e uso talheres em comum com a pessoa doente.

Tratamento

1. Se houver suspeita de algum sintoma, procure imediatamente um médico.
2.
Mantenha uma boa higiene bucal enxagüando e bochechando com antisépticos.
3.
Coloque uma bolsa de gelo no local do aumento das glândulas para aliviar a dor.
4.
Faça uma alimentação leve e de fácil ingestão .
5.
Se a febre estiver muito alta (acima de 39 graus), o médico deve receitar analgésicos e antitérmicos.
6.
Mantenha repouso e evite se resfriar.
7.
Fique afastado de outras pessoas, principalmente de gestantes.

Atenção

1. Eventuais complicações como inflamação dos testículos, dos ovários e dos seios podem ocorrer principalmente em pacientes com mais de 12 anos ou em pessoas muito debilitadas.
2.
Este texto tem caráter meramente informativo e não substitui a consulta médica. Não inicie nem interrompa qualquer tratamento sem orientação médica.

Fonte: www.sabido.com.br

Caxumba

A caxumba (paroditite) é uma doença viral caracterizada por febre, edema e dor em uma ou mais glândulas salivares, geralmente a glândula parótida e algumas vezes as glândulas sublinguais ou submandibulares.

Ocorrência

Antes dos anos 60, a caxumba era uma doença infecciosa comum em todas as partes do mundo com incidências anuais variando de aproximadamente 0,1% a 1% até 6% em certas populações.

Em climas quentes a doença é endêmica durante todo o ano e nas regiões de clima temperado o pico de incidência ocorre nos meses de inverno e de primavera.

Houve uma queda dramática na incidência da doença nos países onde a vacina contra caxumba foi introduzida no final dos anos 60. Na maior parte do mundo, a incidência anual de caxumba varia de cem a mil casos por 100.000 habitantes.

Risco para os viajantes

O risco de exposição ao viajar para o exterior pode ser alto.1 A OMS informa que 109 (57%) de seus Estados membros incluem a vacina contra a caxumba em seus programas rotineiros de vacinação2; contudo, a inclusão da vacina contra a caxumba no programa rotineiro de vacinação de um país não deve ser interpretada como um risco mais baixo para o viajante.

Apesar de não haver dados sobre a incidência geralmente à disposição, a caxumba continua a ser comum em muitas partes do mundo, incluindo a Europa Ocidental.

Prevenção por vacinação

"Consulte seu médico ou seu especialista em Medicina do Viajante para informações, precauções e contra-indicações detalhadas e específicas".

A vacina contra caxumba contém vírus vivos atenuados. Elas estão disponíveis em formulação isolada ou geralmente combinadas com outras vacinas. A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) está disponível em um frasco único de 0,5 ml que deve ser administrado por injeção subcutânea ou intramuscular.

Apesar de a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola não ser uma exigência de entrada em um país, as pessoas que irão viajar ou viver no exterior devem assegurar-se de que são imunes às três doenças.1

Recomenda-se aos viajantes que verifiquem se suas vacinas estão atualizadas de acordo com as recomendações do país.

Referências Bibliográficas

1.CDC. Yellow Book 2008. Disponível em: http://wwwn.cdc.gov/travel/contentYellowBook.aspx. Acessado em 25 de agosto de 2008
2. Relatório Oficial da OMS sobre a vacina contra o vírus da Caxumba. Weekly epidemiological record 2001;76:345-356
3. Johnson BA. American college health perspective: routine and travel immunizations in college-aged and older adults. In :Jong EC., Zuckerman JN. Eds. Travelers' Vaccines. BC Decker; 2004:353-386

Fonte: www.travel-vaccines.com

Caxumba

A caxumba é uma doença viral aguda. Embora a parotidite e a orquite tenham sido descritas por Hipócrates no século V AC, até recentemente a caxumba era considerada primariamente como uma doença que afetava militares durante os períodos de mobilização.

Em 1934, Johnson e Goodpasture mostraram que a caxumba poderia ser transmitida de pacientes infectados para macacos da aça rhesus e demonstraram que a caxumba era causada por um agente filtrável presente na saliva. Este agente foi posteriormente caracterizado como um vírus.

Vírus da Caxumba

O vírus da caxumba é um paramixovírus do mesmo grupo do vírus da parainfluenza e da doença Newcastle. Os vírus da parainfluenza e doença de newcastle produzem anticorpos que fazem reação cruzada com o vírus da caxumba. O vírus tem um genoma
de filamento único de RNA.

O vírus pode ser isolado ou propagado em culturas de vários tecidos humanos e de macacos e em ovos embrionados. Ele tem sido recuperado da saliva, do fluido
cerebroespinhal, urina, sangue, leite e tecidos infectados de pacientes com caxumba. O vírus causa doença generalizada.

O vírus da caxumba é rapidamente inativado pelo calor, formalina, éter, clorofórmio e luz ultravioleta.

Patogênese

O vírus é adquirido por gotículas respiratórias. O vírus se replica na nasofaringe e nódulos linfáticos regionais. Após 12-25 dias ocorre uma viremia que dura de 3 a 5 dias.

Durante a viremia, o vírus espalha-se para tecidos múltiplos, incluindo as meninges e glândulas como a salivar, pâncreas, testículos e ovários. A inflamação em tecidos infectados leva aos sintomas característicos de parotidite e meningite asséptica.

Características Clínicas

O período de incubação da caxumba é de 7 a 18 dias (variando de 14 a 25 dias).
Os sintomas prodrômicos não são específicos e incluem mialgia, anorexia, mal estar, cefaléia, e febre baixa.
A parotidite é a manifestação mais comum e ocorre em 30%-40% das pessoas infectadas. A parotidite pode ser unilateral ou bilateral e qualquer combinação de glândulas salivares única ou múltipla pode ser afetada.
A parotidite tende a ocorrer dentro dos primeiros 2 dias e pode primeiramente ser notada como dor de ouvido e tumefação na palpação do ângulo do maxilar. Os sintomas tendem a diminuir após 1 semana e desaparecem normalmente em 10 dias.
Cera de 20% das infecções por caxumba são assintomáticas. Um adicional de 40%-50% podem Ter apenas sintomas inespecíficos ou respiratórios primários.

Complicações

O comprometimento do sistema nervoso central (SNC) na forma de meningite asséptica é comum, ocorrendo assintomaticamente (células inflamatórias no fluido cerebroespinhal) em 50%-60% dos pacientes. A meningite assintomática (cefaléia, rigidez de nuca) ocorre em até 15% dos pacientes e cura sem seqüela em 3-10 dias.

Os adultos estão sob maior risco para esta complicação que as crianças e os meninos são mais comumente afetados que as meninas (relação de 3:1). A parotidite pode estar ausente em até 50% desses pacientes. A encefalite é rara (menos que 2 por 100.000).

A orquite (inflamação testicular) é a complicação mais comum no sexo masculino em idade pós puberdade. Ocorre em até 20%-50% dos homens em idade pós puberdade, normalmente após a parotidite, porém pode precedê-la, iniciar simultaneamente ou ocorre isoladamente. É de forma bilateral em até 30% dos homens afetados.

Normalmente ocorre um início abrupto de edema testicular, endurecimento, náuseas, vômitos e febre. A dor e o edema podem diminuir em uma semana, porém podem permanecer por semanas. Aproximadamente 50% dos pacientes com orquite tem algum grau de atrofia testicular, porém a esterilidade é rara.

A ooforite (inflamação ovariana) ocorre em 5% das mulheres em idade pós puberdade.

Pode simular uma apendicite. Não existe relação com a infertilidade.

A pancreatite não é freqüente, porém ocasionalmente ocorre sem parotidite; a hiperglicemia é transiente e é reversível. Embora algumas instâncias de diabetes mellitus tenham sido relatadas, ainda tem que se demonstrar conclusivamente esta relação; muitos casos de associação temporal têm sido descritas em irmãos e
individualmente, e surtos de diabetes têm sido relatados poucos meses ou anos após surtos de caxumba.

A surdez causada por caxumba é uma das causas de surdez neurosensorial adquirida em crianças. A incidência estimada é de aproximadamente 1 por 20.000 casos notificados de caxumba. A perda da audição é unilateral em aproximadamente 80% dos casos e pode estar associada com reações vestibulares. O início é normalmente súbito e resulta em deficiência auditiva permanente.

As alterações eletrocardiográficas compatíveis com miocardite são vistas em 3%-15% dos pacientes com caxumba, porém o comprometimento sintomático é raro. A regra ´-e recuperação completa, porém casos de morte têm sido relatados.

Outras complicações menos comuns da caxumba incluem artralgia, artrite e nefrite. A morte devido a caxumba tem sido relatada em 1-3 casos por 10.000 em anos recentes.

Diagnóstico Laboratorial

O diagnóstico da caxumba é normalmente de suspeita baseado nas manifestações clínicas, em particular a presença de parotidite.

O vírus da caxumba pode ser isolado de amostras clínicas, incluindo a saliva, a urina, e fluido cerebroespinhal. Se o isolamento do vírus for tentado, a amostra deve ser coletada dentro dos primeiros 5 dias de doença.

A sorologia é o método mais comum usado para diagnosticar a caxumba. Os testes de fixação de complemento e inibição da hemaglutinação para caxumba são relativamente insensíveis e os resultados podem não ser confiáveis. Os testes que têm demonstrado serem confiáveis incluem a neutralização, imunoensaio enzimático e hemólise radial de anticorpo. Os ensaios de neutralização consomem muito tempo e geralmente não estão disponíveis para uso na rotina.

Epidemiologia

Ocorrência: A caxumba tem sido notificada no mundo inteiro.

Reservatório: A caxumba é uma doença humana. Enquanto as pessoas assintomáticas ou com infeção não clássica podem transmitir o vírus, não se conhece qualquer estado de portador são.

Transmissão: A transmissão da caxumba ocorre através da transmissão aérea ou contato direto com gotículas respiratórias ou saliva infectada.

Padrão Temporal: O pico da incidência da caxumba ocorre predominantemente no inverno-primavera, porém a doença é endêmica durante o ano.

Transmissibilidade: A contagiosidade é similar àquela da influenza e rubéola, porém menos que a do sarampo e varicela. O período infecioso é considerado como de 3 dias antes até o quarto dia de atividade da doença; o vírus tem sido isolado da saliva 7 dias antes a 9 dias após o início da parotidite.

Definição de Caso: A definição de caso clínico de caxumba é um início agudo de edema endurecido unilateral ou bilateral de glândula parótida ou salivar durante mais que dois dias sem outra causa aparente.

Vacina contra Caxumba

Características

O vírus da caxumba foi isolado em 1945 e uma vacina inativada foi desenvolvida em 1948. Esta vacina produzia apenas uma imunidade de curta duração, e seu uso foi interrompido na metade da década de 1970. A vacina da cepa Jeryl Lynn de vírus da caxumba atenuado atualmente usada foi licenciada em dezembro de 1967.

A vacina contra caxumba está disponível como uma preparação de antígeno simples, combinada com a vacina contra rubéola, ou combinada com vacina contra sarampo e rubéola (vacina MMR).

A vacina contra caxumba é preparada em e cultura tissular de fibroblasto de embrião de galinha. A vacina MMR é fornecida na forma liofilizada e é reconstituída com água estéril livre de conservantes. A vacina contém pequenas quantidades de albumina humana, neomicina, sorbitol e gelatina.

Imunogenicidade e eficácia da vacina

A vacina contra a caxumba produz uma infeção inaparente ou moderada não transmissível. Cerca de 97% dos receptores de uma simples dose desenvolve anticorpos mensuráveis. A eficácia clínica tem sido estimada em 95% (com variação de 90%-97%.

A duração da imunidade induzida pela vacina, acredita-se, é maior que 25 anos e é provável que seja por toda a vida na maioria dos receptores.

Esquema Vacinal e Uso

Duas doses de vacina contra a caxumba, na forma MMR combinada, separadas por pelo menos 4 semanas, são rotineiramente recomendada para todas as crianças. Todas as pessoas nascidas em, ou após 1957 devem Ter documentação de pelo menos uma dose de MMR. A primeira dose de MMR deve ser dada no primeiro ano de vida ou após.

Qualquer dose de vacina contendo o componente caxumba dada antes dos doze meses de idade não deve ser considerada como parte da série vacinal. As crianças vacinadas com vacina contendo o componente caxumba antes dos 12 meses de idade, mesmo apenas um dia antes, deve ser revacinada com duas doses de MMR, a primeira desta deve ser administrada quando a criança estiver com pelo menos 12 meses de idade.

A segunda dose de MMR é recomendada para produzir imunidade naqueles que falharam na resposta à primeira dose. Os dados indicam que quase todas as pessoas que não respondem ao componente sarampo da primeira dose, responderá a uma Segunda dose de MMR.

A segunda dose de MMR não é geralmente considerada uma dose de reforço porque a resposta imunológica primária à primeira dose promove proteção longa.

Embora uma segunda dose de vacina possa aumentar os títulos de anticorpos, os dados disponíveis indicam que esses títulos de anticorpos aumentados não são mantidos. A vacina MMR combinada é recomendada para as duas doses para assegurar a imunidade para todos os três vírus.

A segunda dose da vacina MMR deve rotineiramente ser dada aos 4-6 anos, antes de uma criança ser admitida no pré-escolar ou primeiro grau.

Profilaxia pós-exposição

A imunoglobulina contra caxumba ou imunoglobulina (IG) não servem para profilaxia pós-exposição efetiva. A vacinação após a exposição não é nociva e pode possivelmente evitar doença posterior.

Reações Adversas Pós Vacinação

A vacina contra a caxumba é segura. Os eventos adversos mais relatados seguintes a vacinação com MMR (tais como febre, exantema e sintomas conjuntos) são atribuíveis aos componentes sarampo ou rubéola.

Nenhuma reação adversa foi relatada em experiências de campo em larga escala.

Subseqüentemente, a parotidite e a febre têm sido raramente relatadas. Poucos casos de orquite (todos suspeitos) também têm sido relatados.

Casos raros de disfunção do sistema nervoso central, incluído casos de surdez, dentro de 2 meses da vacinação contra caxumba têm sido relatados. A incidência calculada de reações do sistema nervoso central é aproximadamente um por milhão de doses de antígeno, uma taxa mais baixa que a relatada para encefalite.

Reações alérgicas, incluindo exantema, prurido e púrpura têm sido temporalmente associadas com a vacinação, porém são transientes e geralmente moderadas.

Contra-indicações e Precauções para a Vacinação

As pessoas que tiveram experiência de reação alérgica grave (urticária, edema de boca ou garganta, dificuldade em respirar, hipotensão, choque) seguinte a uma dose anterior de vacina contra caxumba ou a um componente da vacina (por exemplo, a gelatina ou neomicina), geralmente não devem ser vacinadas com MMR.

No passado, as pessoas com história de reações anafiláticas seguintes a ingestão de ovo eram consideradas sob risco aumentado de reações graves após a recepção de vacinas contendo sarampo ou caxumba, as quais são produzidas em fibroblasto de embrião de galinha.

Entretanto, dados recentes sugerem que a maioria das reações anafiláticas a vacinas contendo o componente sarampo e caxumba não são associados com hipersensibilidade a antígenos do ovo, porém a outros componentes da vacina (como a gelatina).

O risco para reações alérgicas graves como a anafilaxia seguinte a recepção destas vacinas por pessoas alérgicas a ovo é extremamente baixo e o teste cutâneo com a vacina não é preditivo de reação alérgica a vacina. Como resultado, a MMR pode ser administrada a crianças alérgicas ao ovo sem teste cutâneo anterior ou uso de protocolos especiais.

A vacina MMR não contém penicilina, História de alergia a penicilina não é contra-indicação a vacinação com MMR.

As mulheres gestantes não devem receber a vacina contra caxumba por razões teóricas.

Não existe evidência de que o vírus da vacina contra caxumba cause dano ao feto. A gestação deve ser evitada por 3 meses após a vacinação com MMR.

As pessoas com imunodeficiência ou imuno-supressão resultante de leucemia, linfoma, doença malígna generalizada, deficiência imunológica ou terapia imunossupressiva não devem ser vacinadas. Entretanto, o tratamento com baixas doses (menos de 2 mg/kg/dia), em dias alternados, uso tópico ou em aerossol, de preparação de corticóides não é contra-indicação para a vacinação contra caxumba.

As pessoas com doença aguda moderada ou grave não devem ser vacinadas até que curem. Doenças leves (otite média, infecções leves das vias respiratórias superiores), terapia concorrente com antibiótico, não são contra-indicações para a vacinação contra caxumba.

Referências Selecionadas

CDC. Sarampo, Caxumba e Rubéola – uso da vacina e estratégias para eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita e controle da caxumba.
Recomendações do Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização. MMWR 1998;47 (RR-8):1-57.
Cochi SL, Preblud SR, Orenstein WA. Perspectiva sobre o ressurgimento relativo da caxumba nos Estados Unidos. Jornal Americano de Doença Infantil 1998;142:499-507.
Evans AS, Brachman JS, eds. Infecções Virais do Ser Humano. Epidemiologia e Controle 3ª Edição. Nova Iorque. NI: Companhia de Livro Médico Plenum, 1998.
Hirsh BS, Fine PEM, Kent WK, et al. Surto de caxumba em uma população altamente vacinada. Jornal de Pediatria 1991; 119:187-93.
Orenstein WA, Hadler S, Wharton M. Tendência das doenças evitáveis por imunizantes.
Seminário de Doença Infecciosa Pediátria 1997; 8:23-33.
Peter G, edição 1997 Red Book: Relatório do Comitê de Doenças Infecciosas, 24ª edição. Academia Americana de Pediatria, 1997.
Plotkin AS, Orenstein, WA. Vacinas 3ª edição. Filadélfia: W. B. Companhia Saunders, 1999.

Fonte: www.dominiopublico.gov.br

Caxumba

Doença viral causada pelo vírus da caxumba da família Paramyxoiridae, gênero Paramyxovirus.

Etiologia

A transmissão ocorre através do contato di­reto com secreções das vias aéreas superiores. Cosmopolita, endêmica nos grandes centros. Acomete principalmente crianças em idade es­colar, sem distinção de sexo. Maior incidência no inverno e início da primavera.

Clínica

Período de incubação: 12 a 25 dias, média de 16 a 18 dias.

Período de transmissibilidade: de 2 dias antes até 9 dias após início do edema da paróti­da.

Inicia-se com febre baixa, mal-estar, mialgia, artralgia e otalgia. Após algumas horas ou dias, evolui com edema da parótida, uni ou bilateral, com descolamento do pavilhão au­ricular e apagamento do ângulo mandibular e dor local que se intensifica à abertura da boca e ingestão de alimentos ácidos. Tem duração de 7 a 10 dias.

Um terço dos casos é subclínico.

Complicações

Orquite: segunda manifestação mais co­mum da caxumba em adultos. Pode preceder a manifestação da parotidite. Às vezes, pode ocorrer mesmo na ausência de parotidite. O acometimento geralmente é unilateral, com dor e edema testicular. Em raros casos, pode evoluir com atrofia e esterilidade.
Meningoencefalite:
ocorre em aproxima­damente 10% dos casos, manifesta-se com clínica de meningite, geralmente 3 a 10 dias após parotidite, raramente precede tumefa­ção da parótida. A infecção é benigna e au­tolimitada.
Caxumba na gestação:
pode causar aborta­mento, principalmente no primeiro trimes­tre da gestação.
Outras:
tireoidite, neurite, miocardite, ne­frite, surdez (comprometimento do oitavo par craniano).

Diagnóstico

Clínico-epidemiológico.
Sorológico:
fixação de complemento (faz diagnóstico de infecção recente) ou testes de neutralização, inibição de hemaglutinação, ELISA, com amostra pareada.
Virológico:
swab estéril da saliva para isola­mento viral.

Tratamento

Sintomático e de suporte.
Não existe tratamento específico contra ca­xumba.
Na presença de manifestações sistêmicas, é recomendado repouso, principalmente para evitar evolução para esterilidade.

Profilaxia

A vacinação é a única medida eficaz de pro-filaxia. No Brasil, o esquema utilizado é vacinação básica com tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses de idade. Em situações de alto risco, deve-se realizar vacinação de bloqueio para indivíduos suscetíveis acima de 6 meses até 39 anos de idade.

A vacina é contra-indicada em gestantes e imunodeprimidos (avaliar o estado imuno­lógico).

A imunoglobulina específica não oferece proteção às pessoas expostas ao caso.

A vacina não é eficaz para evitar a doença se já houve exposição, mas deve ser indicada para bloqueio aos comunicantes para prote­ger outros suscetíveis.

Fonte: www.consultormedico.com

Caxumba

A caxumba (parodidite) é uma doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. A infecção é causada pelo vírus da caxumba e, freqüentemente, resulta em manifestações discretas ou é assintomática.

A doença geralmente tem evolução benigna e é mais comum em crianças, mas pode ocorrer com maior gravidade em adultos susceptíveis (não imunes).

Durante a gravidez a infecção pelo vírus da caxumba pode resultar em aborto espontâneo, porém não existem evidências de que possa causar mal-formações congênitas. Como regra geral, a imunidade é permanente, ou seja, a caxumba comumente ocorre apenas uma vez na vida.

Transmissão

O vírus tem distribuição universal e a doença ocorre mais freqüentemente em regiões com baixa cobertura vacinal. O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus da caxumba e a doença geralmente ocorre apenas uma vez na vida.

A transmissão para uma pessoa susceptível ocorre através do contato com as secreções respiratórias (gotículas de saliva, espirro, tosse) de um indivíduo infectado, mesmo quando assintomático.

O período de transmissibilidade da caxumba começa uma semana antes e vai até nove dias após o aparecimento de inflamação nas glândulas salivares (mais comumente das parótidas).

Após a transmissão, o vírus da caxumba se replica na mucosa da nasofaringe e nos gânglios linfáticos regionais. Entre 12 e 25 dias após a infecção, ocorre disseminação do vírus através da corrente sangüínea (viremia).

Durante o período de viremia, que dura de 3 a 5 dias, existe a possibilidade de disseminação para as glândulas salivares, meninges, pâncreas, testículos e ovários.

A infecção pelo vírus da caxumba, produzindo ou não manifestações clínicas, geralmente resulta em imunidade permanente.

A reinfecção, embora possivel, é muito rara e, em geral, é inteiramente assintomática ou produz manifestações clínicas discretas.

SINTOMAS

Os primeiros sintomas surgem após três semanas de incubação.

São: mal-estar, dor de cabeça, falta de apetite, febre e dores musculares e articulares difusas.

Após o segundo dia, atrás da mandíbula, aparece uma massa rígida, com consistência de borracha e contornos maldefinidos; a pele da região fica esticada e brilhante, o lóbulo da orelha é empurrado para cima e para fora, desaparecendo o sulco que contorna o ângulo da mandíbula.

A parótida fica dolorida, o doente apresenta dificuldade para abrir a boca, virar a cabeça e se alimentar ou mesmo conversar. Quando a caxumba se apresenta externamente é um sinal de que já esta chegando ao fim; com o decorrer de uma ou duas semanas o inchaço diminui gradualmente até desaparecer por completo.

O sistema nervoso frequentemente é atingido pelo vírus da caxumba, mas sem complicação. Dores de cabeça são o maior indicativo da infestação, mas raras vezes chega ao estado de meningite ou encefalite - quando isso acontece, são curadas sem deixar sequela.

Riscos

A caxumba tem distribuição universal e variação sazonal, com predomínio de casos no inverno e na primavera. Ainda é uma doença comum na maioria dos países em desenvolvimento.

Na maior parte do mundo a incidência anual da caxumba varia entre 100 a 1000 casos para cada 100 mil habitantes, com surtos ou epidemias a cada 2 a 5 anos.

Entre 2004 e 2007 ocorreram diversos surtos e epidemias de caxumba em países do Continente Americano (Estados Unidos, Brasil, Canadá), Europa Ocidental (Espanha, Reino Unido, Irlanda) e Europa Oriental (Ucrânia). No Brasil (2007) está ocorrendo um surto em Campinas (SP), principalmente entre estudantes universitários.

É uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares (geralmente a parótida) e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares.

Sinônimos

Papeira, parotidite infecciosa, parotidite endêmica.

Como se manifesta?

Além do aumento das glândulas salivares (que pode ser percebido no pescoço, logo abaixo da orelha), pode ocorrer orquite (que é inflamação do testículo) em 20 a 30% dos casos em homens adultos.

Em mulheres, ooforite (inflamação dos ovários). Aproximadamente um terço das infecções podem não apresentar aumento aparente das glândulas.

Também pode haver meningite, quase sempre sem seqüelas.
Como seqüelas, podem ocorrer diminuição da capacidade auditiva e esterilidade.

Agente causador

Vírus da família Paramyxoviridae, gênero paramyxovirus

É transmissível?

A transmissão se dá por contato direto com secreções das vias aéreas superiores de pessoas infectadas (saliva, espirros...).

Tempo para aparecimento da doença

Os sintomas podem surgir num período de 12 a 25 dias após o contato com a pessoa infectada.

Por quanto tempo é transmissível?

O período de transmissibilidade varia de seis a sete dias antes das primeiras manifestações, até nove dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

A pessoa doente não deve comparecer à escola ou ao trabalho, durante nove dias após início da doença.

Como se trata?

Não há tratamento para o vírus. O próprio corpo resolve a infecção. O tratamento orientado pelo médico visa a facilitar a resposta do organismo e aliviar os sintomas da doença, através do uso de analgésicos e repouso.

Epidemiologia

Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos têm caxumba e que um terço dos infectados não apresentam sintomas. A doença é mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera.

A caxumba ocorre usualmente sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças.

Como evitar?

A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina utilizada é a tríplice viral MMR (a sigla vem de Measles - sarampo; Mumps - caxumba; Rubella – rubéola) aos 15 meses de idade.

Embora a vacinação após o contato com pessoa infectada não previna a doença, recomenda-se vacinação de quem teve contato com alguém infectado.

As contra-indicações ao uso da vacina tríplice viral são: uso recente de imunoglobulinas ou transfusão sangüínea nos últimos três meses, pacientes com imunodeficiência (leucemia, linfoma), uso de corticosteróides, gravidez.

Pacientes com infecção por HIV já com sintomas, mas que não estejam severamente imunocomprometidos, devem ser vacinados.

A exposição à caxumba é importante se a pessoa não tiver recebido a vacina contra a caxumba nem tiver pego, mas 10% dos adultos que não têm antecedente algum de caxumba realmente são suscetíveis.

Os adultos que quando criança viveram na mesma casa com irmãos que tiveram caxumba podem se considerar protegidos. Os que não estão protegidos devem procurar um médico no horário comercial para avaliar se a vacina seria útil.

Crianças: Todas devem receber a vacina.

Adolescentes e homens adultos: A vacina contra a caxumba é opcional. O risco de contrair uma infecção testicular (orquite) é de 2,5%.

Mulheres adultas: A vacina contra caxumba é desnecessária. Não ocorrem complicações sérias.

Procure ajuda médica imediatamente se:

Seu filho ficar com o pescoço rígido ou com muita dor de cabeça.
Seu filho vomitar repetidamente.
Seu filho parecer muito doente.
A inchação durar mais de 7 dias.
A febre durar mais de 4 dias.
A pele sobre a glândula parótida estiver avermelhada.
Seu filho homem for adolescente e o testículo doer.
Tiver outras perguntas e preocupações.

Fonte: www.caminhosdoconhecimento.com

Caxumba

Uma das doenças típicas da infância é a caxumba. Provocada por um vírus, ela é altamente contagiosa e tem maior incidência no fim do inverno e no começo da primavera.

A caxumba não é uma doença grave, no entanto não é por isso que não são necessários cuidados especiais quando se é acometido pela doença – que contamina principalmente crianças a partir de dois anos de idade.

Tempo para aparecimento da doença

Os sintomas podem surgir num período de 12 a 25 dias após o contato com a pessoa infectada.

Por quanto tempo é transmissível?

O período de transmissibilidade varia de seis a sete dias antes das primeiras manifestações, até nove dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

A pessoa doente não deve comparecer à escola ou ao trabalho, durante nove dias após o início da doença.

Epidemiologia

Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos têm caxumba e que um terço dos infectados não apresentam sintomas. A doença é mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera. A caxumba ocorre usualmente sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças.

Incidência

1)    Atinge principalmente crianças a partir dos dois anos de idade.
2)    Pode ocorrer mais de uma vez no lado do pescoço atingido, mas não é usual.

Como evitar?

A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina utilizada é a tríplice viral MMR (a sigla vem de Measles – sarampo; Mumps – caxumba; Rubella – rubéola) aos 15 meses de idade. Embora a vacinação após o contato com pessoa infectada não previna a doença, recomenda-se vacinação de quem teve contato com alguém infectado.

Como se transmite?

Pelo contato direto com gotículas de saliva do doente contendo o vírus.

Sintomas

Os primeiros sintomas surgem após três semanas de incubação.

Os sintomas são iguais a qualquer outra doença infecciosa: mal estar, dor de cabeça, falta de apetite, ligeira febre e dores musculares e articulares difusas.

Depois de dois dias aproximadamente, a criança sente como que uma distensão sob o lóbulo da orelha. É o começo do inchaço da(s) parótida(s), decorrido um ou dois dias a inflamação fica bem evidente. Atrás da mandíbula, aparece uma massa rígida, com consistência de borracha e contornos mal definidos.

A pele da região fica esticada e brilhante, o lóbulo da orelha é empurrado para cima e para fora, desaparecendo o sulco que contorna o ângulo da mandíbula.

A parótida fica dolorida, o doente apresenta dificuldade para abrir a boca, virar a cabeça e se alimentar ou mesmo conversar. Quando a caxumba se apresenta externamente é um sinal que já está chegando ao fim, com o decorrer de uma ou duas semanas o inchaço diminui gradualmente até desaparecer por completo.

Caxumba

Tratamento

O tratamento para a caxumba não existe por ser esta infestação benigna que evolui e se cura por si só. Ao se observar a contaminação o infectado deve ser mantido em uma forma de isolamento para evitar que outros se contaminem.

O que mais se indica é o repouso total, com uma boa higienização bucal, para que as bactérias oportunistas, não aproveitem das circunstâncias e se instalem nas regiões afetadas podendo agravar o quadro.

Para um melhor alívio o adoentado, se surgirem febres altas, o indivíduo deve tomar antitérmicos e para combater a dor fazer compressas quentes. Tomar antibióticos nem pensar, este tipo de medicamento não resulta efeito, isso porque antibióticos combatem infecções causadas por bactérias enquanto que a caxumba é uma doença viral, portanto nem sente a presença de antibióticos.

Os antibióticos neste caso só são recomendados quando ocorre infecção secundária produzida por bactérias.

Quando crianças debilitadas, gestantes ou mesmo adultos com complicação da caxumba, pode se adotar medidas especiais, como a ingestão de gamaglobulina, com elevada concentração de anticorpos. Nessas circunstâncias especiais a medida permite atenuar a doença e a evitar complicações, porém, não oferecem imunidade definitiva, que só pode resultar dos anticorpos produzidos naturalmente pelo organismo ou pela aplicação de vacina específica.

Os efeitos colaterais são raros, podem ocorrer após 5 a 10 dias da aplicação, aumento discreto das parótidas, tumefação e febre, que cedem espontaneamente.

Dieta alimentar:

Evite alimentos ácidos ou frutas cítricas que aumentem a produção de saliva e o inchaço das parótidas.
Evite alimentos que requeiram muita mastigação.
Considere uma dieta líquida se for muito doloroso mastigar.

Complicações

Das complicações a mais temida entre os homens é a Orquite (inflamação dos testículos). Em geral, a inflamação dos testículos começa quando o inchaço da parótida já está regredindo. Eventualmente, pode ocorrer mesmo sem a evidência de parotidite. O testículo fica inchado, dolorido, quente e aumenta de volume.

A febre se eleva e o doente sente-se piorar. Ao fim de aproximadamente uma semana, os sintomas desaparecem. Em metade dos pacientes, a cura é integral.

Mas a reação inflamatória se processa em focos e em geral poupa ao menos uma parte dos testículos e não determina atrofia completa, mantendo-se a fertilidade do doente.

Entre as mulheres a infecção temida é a Oferite, que pode aparecer na mulher adulta, é mais rara ainda que a orquite, e não parece ser causa de esterilidade.  O pâncreas também pode ser afetado, sofrendo uma pancreatite que, em geral, se cura espontaneamente em poucos dias. Outros órgãos, como o coração, os rins e a glândula tireóide também podem ser atingidos, o que origina miocardite, nefrite ou tireoidite.

O sistema nervoso freqüentemente é atingido pelo vírus da caxumba, mas sem complicação, dores de cabeça são o maior indicativo desta infestação, raras vezes chega ao estado de uma meningite ou encefalite, quando isso acontece, são curadas sem deixar qualquer tipo de marcas.

Vacina contra caxumba

A vacina contra caxumba é produzida a partir de vírus vivo e atenuado. A aplicação se faz pela via subcutânea, a partir dos 12 meses de idade, em dose única, ocorrendo a soro conversão em 97% dos casos vacinados. Está indicada também para viajantes e profissionais das áreas da saúde e da educação.

A imunidade se desenvolve por meio da formação de anticorpos específicos a partir do 10º dia de aplicação, tornando-a contra-indicada em casos de contatos da doença. Não há indicação de revacinação.

Quando o vírus da caxumba foi identificado?

A caxumba, ou parotidite epidêmica foi descrita pela primeira vez no Século V a.C. por Hipócrates, que observou o surto de uma doença caracterizada por inchaço e dores no pescoço, abaixo das orelhas, unilateral ou bilateral – alguns pacientes também apresentavam dor e edema dos testículos.

Em 1790, Robert Hamilton descreveu casos de caxumba com a presença de inflamação dos testículos e manifestações neurológicas. O vírus da caxumba foi identificado em 1945 e em 1951 foi testada a primeira vacina no homem.

Atualmente é utilizada uma vacina com vírus atenuado que pode ser administrada de forma individual ou em combinação com o vírus do sarampo e da rubéola.

Contra-indicações da vacina

A MMR, assim como todas as vacinas de vírus atenuado, está contra-indicada durante a gestação e esta deve ser evitada nos três meses que sucedem a aplicação da vacina.

Como regra geral, a vacina não deve ser utilizada em imunodeficientes, exceto em situações especiais em que o risco da doença é consideravelmente superior ao imposto pela vacina (indivíduos infectados pelo HIV em áreas de elevada prevalência de sarampo).

No caso de antecedentes de reações alérgicas à vacina ou a qualquer um dos seus componentes (incluindo ovo, neomicina e gelatina) caberá ao médico responsável a avaliação quanto à realização do procedimento. Há contra-indicação em indivíduos com história de reação alérgica grave (anafilaxia) devida a dose anterior da vacina.

É prudente adiar a vacinação em indivíduos com febre, até que esta desapareça. Deve-se também adiar a vacinação em pessoas que fizeram uso de sangue ou derivados nos meses anteriores (possível inativação da vacina). Nos indivíduos com história de convulsão deve-se utilizar antitérmicos entre o 5º e o 12º dia após vacinação.

Como as infecções induzidas pelo vírus atenuado presente na vacina MMR não são potencialmente transmissíveis não há riscos no contato do indivíduo vacinado com imonudeficientes e gestantes.

Fonte: www.colegioiesp.com.br

Caxumba

VACINA CONTRA CAXUMBA

A vacina contra caxumba é produzida a partir de vírus vivos e atenuados. As cepas mais utilizadas são Jeryl Lynn, L-3 Zagreb e Urabe AM9 preparadas em ovos embrionados de galinha contendo no mínimo 5.000 TCID50 por dose.

É apresentada na forma liofilizada apenas, ou associada às vacinas da rubéola e do sarampo, recebendo neste caso a denominação de vacina MMR II ou Trimovax. Antes da reconstituição, deve ser conservada ao abrigo da luz. Contém neomicina como conservante e os estabilizantes são o sorbitol e a gelatina hidrolizada.

Pode ser conservada na forma liofilizada a –20ºC por até três anos. Após a reconstituição permanece estável por 8 horas à temperatura de +2 a +8ºC.

Caxumba
Caxumba

A aplicação se faz pela via subcutânea, a partir dos 12 meses de idade, em dose única, ocorrendo a soroconversão em 97% dos casos vacinados. Está indicada também para viajantes e profissionais das áreas da saúde e da educação.

Existe contra-indicação quando o indivíduo apresenta história de sensibilidade a ovos, carne de galinha ou neomicina. Também está contra-indicada para gestantes, doentes imunocomprometidos ou sob efeito de corticosteróides, em presença de processo infeccioso agudo e uso prévio de gamaglobulina.

A imunidade se desenvolve por meio da formação de anticorpos específicos a partir do 10º dia de aplicação, tornando-a contra-indicada em casos de contatos da doença. Não há indicação de revacinação.

Os efeitos colaterais são raros, porém podem ocorrer, após cinco a 10 dias da aplicação, aumento discreto das parótidas, tumefação e febre, que cedem espontaneamente.

Fonte: www.vacinas.org.br

Caxumba

A caxumba, ou parotidite epidêmica foi descrita pela primeira vez no Século V a.c. por Hipócrates, que observou o surto de uma doença caracterizada por inchaço e dores no pescoço, abaixo das orelhas, unilateral ou bilateral - alguns pacientes também apresentavam dor e edema dos testículos.

Em 1790, Robert Hamilton descreveu casos de caxumba com a presença de inflamação dos testículos e manifestações neurológicas. O vírus da caxumba foi identificado em 1945 e em 1951 foi testada a primeira vacina no homem.

Atualmente, é utilizada uma vacina com vírus vivo atenuado, que pode ser administrada de forma individual ou em combinação com o vírus do sarampo e da rubéola - vacina tríplice viral.

É uma doença infecciosa aguda, transmissível, causada por um vírus que provoca febre e inflamação da glândula parótida.

Qual o agente envolvido?

O causador da infecção é o vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus.

Quais os sintomas?

Febre, aumento do volume das glândulas salivares localizadas na região da boca, principalmente, a parótida. Podem estar presentes outros sintomas como dor no corpo, dor de cabeça.Em homens adultos, pode ocorrer inflamação nos testículos (orquite) e, em mulheres acima de 15 anos, inflamação nos ovários (ooforite).

É relativamente comum também o comprometimento do sistema nervoso central, conhecido por meningite asséptica, e pancreatite.

Como se transmite?

Pelo contato direto com gotículas de saliva do doente contendo o vírus.

Como tratar?

Não existe tratamento específico. São indicados repouso, uso de medicamentos analgésicos e observação de possíveis complicações. No caso de orquite (inflamação nos testículos), o repouso e o uso de suspensório escrotal são fundamentais para o alívio da dor.

Como se prevenir?

A prevenção é feita por meio da aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), de acordo com o esquema vacinal preconizado pela SVS/MS.

Características Clínicas e Epidemiológicas

Doença viral aguda que se manifesta pelo aumento do volume das glândulas parótidas e, às vezes, das glândulas sublinguais e submandibulares, com presença de febre. Em 30% dos casos não há hipertrofia glandular aparente.

A orquite é a complicação mais comum na fase pré-puberal dos adolescentes, chegando a 50% dos casos, podendo também acometer cerca de 20% dos homens adultos infectados; a ooforite ocorre em 5% dos casos ocorridos na pós-puberdade feminina. Outras complicações frequentes são encefalite, pancreatite e meningite asséptica, que na maioria das vezes não deixam seqüelas.

As complicações menos freqüentes são a miocardite, a artrite, mastite e a nefrite. A surdez, que liderava a causa de alteração auditiva na era pré-vacinal, hoje é rara. A caxumba na gestação não acarreta prematuridade ou malformações fetais, porém um número significativo de abortos espontâneos está associado infecção durante o primeiro trimestre gestacional.

Sinonímia: Papeira.

Agente Etiológico: Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus.

Reservatório: O homem doente é o único reservatório. As pessoas oligossintomáticas ou com forma não clássica da infecção podem transmitir o vírus.

Modo de Transmissão: A transmissão se dá através do ar ou diretamente por gotículas contendo o vírus ou pela saliva e urina.

Período de Incubação: De 12 a 25 dias, em média 16 a 18 dias.

Período de Transmissibilidade: De 6 a 7 dias antes da manifestação dos sintomas até 9 dias após o surgimento das manifestações clínicas. O vírus também pode ser encontrado na urina do indivíduo infectado até 14 dias após o início da doença.

Diagnóstico Diferencial: Outras sialoadenites agudas tanto virais (citomegalovírus, HIV, Epstein-Barr) como bacterianas (estafilocócica, estreptocócicas, actinomicótica), linfadenites pré-auriculares, tumores, leucemias, infecções dentárias, meningites por outras causas.

Diagnóstico Laboratorial: O diagnóstico é predominantemente clínico, observando-se os sinais e sintomas apresentados. A amilase, que durante a fase aguda da doença apresenta-se em altos níveis e normaliza-se com a regressão clínica do quadro, pode ser utilizada como marcador de comprometimento de parótidas. Provas específicas - sorologia e isolamento viral - podem ser utilizadas esporadicamente quando se requer a confirmação etiológica.

Tratamento

Como não há medicamentos específicos para a doença, são indicados alguns cuidados, como repouso, uso de analgésicos e observação de possíveis complicações. Se houver encefalite, tratar o edema cerebral e manter as funções vitais. No caso de ocorrência de orquite, deve ser feito um tratamento de apoio com aplicação de bolsas de gelo, suspensório escrotal e analgésicos ou antiinflamatórios. Para a pancreatite, apenas tratamento sintomático e hidratação parenteral, caso necessária.

Vigilância Epidemiológica: A Parotidite infecciosa não é doença de notificação obrigatória. O objetivo da vigilância é investigar surtos para a adoção de medidas de controle.

Notificação: Não é obrigatória a notificação, mas os surtos devem ser notificados para que se possam adotar medidas de controle epidemiológico.

Fonte: portal.saude.gov.br

Caxumba

A caxumba, ou parotide infecciosa, é causada por um vírus chamado Paramyxovirus, transmitido por gotículas de saliva ou perdigotos.

Após uma incubação que dura entre duas e três semanas, seus sintomas aparecem sob a forma de febre e aumento de uma ou mais glândulas salivares (o que confere a forma característica da doença: o rosto inchado).

Apesar de rara em pacientes após a puberdade, nos homens, a caxumba pode causar inflamação dos testículos (orquite) e entre as mulheres, do ovário (ooforite), sendo assim necessária atenção redobrada.

A caxumba muito raramente é letal e seu tratamento se dá de maneira simples por meio de repouso e administração de analgésicos. A melhor maneira de evitá-la se da pela vacinação aos 15 meses de idade.

Cássia Nunes e Ivana Silva

Fonte: www.fiocruz.br

Caxumba

A caxumba (parodidite*) é uma doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. A infecção é causada pelo vírus da caxumba e, freqüentemente, resulta em manifestações discretas ou é assintomática. A doença geralmente tem evolução benigna e é mais comum em crianças, mas pode ocorrer com maior gravidade em adultos susceptíveis (não imunes). Durante a gravidez a infecção pelo vírus da caxumba pode resultar em aborto espontâneo, porém não existem evidências de que possa causar mal-formações congênitas. Como regra geral, a imunidade é permanente, ou seja, a caxumba comumente ocorre apenas uma vez na vida.

Transmissão

O vírus tem distribuição universal e a doença ocorre mais freqüentemente em regiões com baixa cobertura vacinal. O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus da caxumba e a doença geralmente ocorre apenas uma vez na vida. A transmissão para uma pessoa susceptível ocorre através do contato com as secreções respiratórias (gotículas de saliva, espirro, tosse) de um indivíduo infectado, mesmo quando assintomático. O período de transmissibilidade da caxumba começa uma semana antes e vai até nove dias após o aparecimento de inflamação nas glândulas salivares (mais comumente das parótidas).

Após a transmissão, o vírus da caxumba se replica na mucosa da nasofaringe e nos gânglios linfáticos regionais. Entre 12 e 25 dias após a infecção, ocorre disseminação do vírus através da corrente sangüínea (viremia). Durante o período de viremia, que dura de 3 a 5 dias, existe a possibilidade de disseminação para as glândulas salivares, meninges, pâncreas, testículos e ovários. A infecção pelo vírus da caxumba, produzindo ou não manifestações clínicas, geralmente resulta em imunidade permanente. A reinfecção, embora possivel, é muito rara e, em geral, é inteiramente assintomática ou produz manifestações clínicas discretas.

Riscos

A caxumba tem distribuição universal e variação sazonal, com predomínio de casos no inverno e na primavera. Ainda é uma doença comum na maioria dos países em desenvolvimento. Na maior parte do mundo a incidência anual da caxumba varia entre 100 a 1000 casos para cada 100 mil habitantes, com surtos ou epidemias a cada 2 a 5 anos. Entre 2004 e 2007 ocorreram diversos surtos e epidemias de caxumba em países do Continente Americano (Estados Unidos, Brasil, Canadá), Europa Ocidental (Espanha, Reino Unido, Irlanda) e Europa Oriental (Ucrânia). No Brasil (2007) está ocorrendo um surto em Campinas (SP), principalmente entre estudantes universitários. A caxumba não faz parte da lista de doenças de notificação compulsória.

Medidas de proteção individual

A medida se proteção mais importante contra a caxumba é a vacinação, que confere imunidade contra a infecção em mais de 95% das pessoas. A vacina é produzida com vírus atenuados e pode conter exclusivamente o vírus da caxumba ou também incluir o vírus do sarampo e o da rubéola ("tríplice viral", SRC ou MMR). A vacinação contra caxumba, necessariamente, deve incluir pessoas do sexo masculino, inclusive adultos, para evitar que sirvam de fontes de infecção para outros indivíduos. A realização de testes sorológicos antes da aplicação da vacina contra a caxumba é, geralmente, desnecessária.

A vacina contra a caxumba, como qualquer outra, pode ter contra-indicações e produzir efeitos colaterais, em geral pouco freqüentes e desprovidos de gravidade. Como todas as vacinas produzidas com vírus atenuados, está contra-indicada durante a gestação. Como regra geral, pelo mesmo motivo, também não deve ser utilizada em imunodeficientes, exceto em situações especiais e com avaliação médica. No Brasil, a partir de 1992 com a implementação do Plano de Nacional de Eliminação do Sarampo, a vacinas combinada (MMR) passou a ser utilizadas na Rede Pública, resultando uma redução significativa do número dos casos de caxumba , rubéola e de sarampo.

No Calendário de Vacinação atual está prevista a aplicação da MMR para crianças em duas doses, a primeira aos doze meses e a segunda entre 4 e 6 anos. A vacina também está disponível nos Centros Municipais de Saúde, em dose única, para adolescentes e adultos (mulheres até 49 anos e homens até 39 anos).

Embora o risco de teratogênese (mal-formações congênitas) com o vírus vacinal pareça ser pequeno, a gravidez deve ser evitada durante, pelo menos, os 30 dias seguintes à aplicação da vacina. Para reduzir as chances de infecção de pessoas que tenham contra-indicações (como gestantes e imunodeficientes), os contactantes podem e devem ser vacinados, uma vez que os vírus contidos na MMR não são transmissíveis.

Todos os casos com suspeita diagnóstica de caxumba devem ser notificados ao Centro Municipal de Saúde mais próximo, para que possam ser adotadas, em tempo hábil, medidas que diminuam o risco de disseminação da infecção para a população. A MMR pode ser utilizada para bloqueio de surtos ou epidemias de caxumba (ou de sarampo, ou de rubéola), com o objetivo de proteger os indivíduos não imunes, ou seja, os que nunca tiveram caxumba e os que ainda não tenham sido vacinados de forma adequada. A vacinação precoce (feita até 72 horas depois do contato) não é capaz de evitar a caxumba e nem a rubéola, porém pode impedir o desenvolvimento do sarampo. Entretanto, também os contactantes não imunes de pessoas com caxumba ou com rubéola sempre devem ser vacinados o mais precocemente possível, uma vez que a transmissão poderá ainda não ter ocorrido e é prudente evitar a possibilidade de infecções futuras.

A evidência de imunidade contra caxumba é dada pela comprovação sorológica da infecção, pela imunização (MMR) documentada com o Cartão de Vacinação ou quando o diagnóstico é feito por um médico.

A história de "caxumba", quando ocorre parotidite, permite presumir apenas em bases clínicas com um grau de certeza razoável, mesmo sem comprovação sorológica, a existência de imunidade contra a doença. O Cives recomenda que o viajante não vacinado, que não tenha comprovação sorológica de imunidade ou diagnóstico médico, observando-se as contra-indicações, receba a vacina ou, eventualmente, realize exames laboratoriais para verificar a imunidade contra caxumba.

Manifestações

O período de incubação da caxumba é de 12 a 25 dias. A infecção, na maioria das vezes, resulta em manifestações discretas ou é inteiramente assintomática.

Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, dor no corpo, perda do apetite, fadiga e dor de cabeça. Cerca de 30 a 40% dos indivíduos infectados apresentam, até o segundo dia de doença, dor e aumento uni ou bilateral das glândulas salivares (mais comumente, das parótidas).

A parotidite dura em torno de 7 a 10 dias e tem resolução espontânea.

Em alguns casos a caxumba pode evoluir com comprometimento do sistema nervoso central (meningite e encefalite), surdez, inflamação dos testículos (orquite), dos ovários (ooforite), coração (miocardite) e, mais raramente do pâncreas (pancreatite). Algum grau de inflamação das meninges (meningite), em geral assintomática, pode ocorrer em até de 60% das pessoas com caxumba.

A meningite com manifestações clínicas (dor de cabeça intensa, rigidez de nuca) é mais comum em adultos do sexo masculino e pode ser observada em aproximadamente 15% dos casos, em geral com evolução favorável e sem deixar sequelas. A encefalite (inflamação cerebral), que é potencialmente fatal, pode acontecer na proporção de um para cada 50.000 casos.

A caxumba pode levar à surdez transitória ou permanente em 1 para 20.000 casos, comumente de início súbito e unilateral em cerca de 80% das vezes. A ooforite, que ocorre em até 5% das mulheres que adquirem caxumba após a fase puberal, não está relacionada à infertilidade. A ooforite, assim como a pancreatite, pode produzir manifestações (dor abdominal) confundíveis com apendicite.

A orquite, também após a fase puberal, pode se desenvolver em 20 a 50% dos indivíduos e, ainda que possa resulta em algum grau de atrofia testicular, raramente está associada com infertilidade permanente. A miocardite pode acontecer em até 15% dos casos e, ainda que potencialmente grave, em geral não produz repercussões clínicas e é detectável apenas por alterações eletrocardiográficas.

A caxumba, à semelhança de outras doenças virais (dengue, sarampo, rubéola, varicela etc), pode cursar com alguma redução do número de plaquetas (plaquetopenia), elementos que exercem papel importante na coagulação sanguínea. No entanto, a ocorrência de manifestações hemorrágicas na caxumba é muito rara. Pode ainda ocasionar, o que é extremamente raro, manifestações como dor (artralgia) e inflamação (artrite) nas articulações e processo inflamatório nos glomérulos renais (glomerulonefrite). Durante a gravidez, notadamente no primeiro trimestre, a infecção pelo vírus da caxumba pode resultar em aborto espontâneo, porém não existem evidências claras de que possa causar mal-formações congênitas.

Tratamento

As pessoas com suspeita de caxumba devem procurar um médico para a confirmação do diagnóstico. Não existe tratamento específico. Os antitérmicos e analgésicos, caso necessário, podem ser utilizados para controlar a febre e a dor. Os medicamentos que contenham em sua formulação o ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Doril®, Melhoral® etc) não devem ser usados, pelo risco de ocorrerem sangramentos (o número de plaquetas pode ficar diminuido em pessoas com caxumba) e, em crianças, também pela possibilidade de Síndrome de Reye.

As pessoas com caxumba devem permanecer em repouso até que a febre desapareça e evitar contato (pode levar à disseminação da doença) com outros indivíduos. Compressas frias podem ser úteis para diminuir a dor nas parótidas. Devem ainda procurar ingerir alimentos líquidos e evitar os sólidos (a mastigação pode ser dolorosa) ou os que possam estimular a produção de saliva (frutas e sucos cítricos). A utilização de suporte para os testiculos pode ser útil em casos de orquite.

O auxílio médico também deve ser sempre procurado quando a febre for muito elevada, quando ocorrer dor nos testículos (orquite), dor abdominal (ooforite, pancreatite), dor de cabeça intensa (menigite) e surdez.

* caxumba = parotidite epidêmica, parotidite infecciosa , "papeira".

Terezinha Marta PP Castiñeiras
Luciana GF Pedro &
Fernando SV Martins

Fonte: www.cives.ufrj.br

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