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Ceratocone

O QUE É CERATOCONE?

O ceratocone, ou córnea cônica é uma desordem não inflamatória , na qual existe uma modificação na espessura e formato da córnea, geralmente bilateral (em ambas as córneas) e assimétrico.

A palavra ceratocone se deriva de duas palavras gregas: karato – que significa córnea e konos – que significa cone.

Desta forna, como o próprio nome diz, no ceratocone a córnea apresenta protuberância (como um cone) e afinamento, causando embaçamento e distorção na visão.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é realizado através de exame oftalmológico e pode ser confirmado através da Topografia Corneana Computadorizada.

O exame de Topografia Corneana Computadorizada, como o próprio nome diz, faz uma análise topográfica da superfície da córnea que nos permite obter informações quantitativas e qualitativas a respeito da córnea do paciente, através de um gráfico numérico e de cores. Com isto, além de muito ajudar no diagnóstico, nos permite um acompanhamento da evolução, forma, posição e tamanho do cone.

Alguns indícios clínicos como mudanças freqüentes da refração e a impossibilidade de conseguir boa acuidade visual com óculos são também dados que auxiliam na realização do diagnóstico e seguimento da evolução do ceratocone.

QUEM TEM CERATOCONE?

Existem algumas divergências nos dados que se referem as taxas de incidência desta doença na população, mas acredita-se de uma forma geral que o ceratocone acomete aproximadamente 5 em cada 10.000 pessoas.

Freqüentemente aparece entre os 15 e 40 anos, mas pode ocorrer também mais precocemente; em alguns casos a partir dos 10 ou 12 anos;

De acordo com uma pesquisa realizada com pessoas que apresentam ceratocone, os portadores desta doença estão divididos da seguinte forma:

Faixa etária Percentual
67 a 76 anos 1,5 %
57 a 66 anos 3,0 %
47 a 56 anos 11,7%
37 a 46 anos 20.1%
27 a 36 anos 35.6%
17 a 27 anos 25.9 %
8 a 16 anos 2.1 %

 

Tipo de Cone Percentual
Oval 60 %
Redondo ou em bico 40 %
Globoso 1 %

COMO O CERATOCONE EVOLUI?

Geralmente evolui por um período de 10 a 20 anos. A evolução da doença pode parar em qualquer fase, seja ela moderada ou severa. A forma de progressão é variável, assim como a severidade.

Com a evolução da doença, aumentam os valores da curvatura corneana assim como as distorções da córnea.

Apesar de normalmente ser bilateral a evolução da doença pode se dar de forma diferente de um olho em relação ao outro. É comum o primeiro olho afetado evoluir de forma mais severa.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Nas fases iniciais, a visão poderá ser afetada levemente, aparecendo sintomas de fotofobia, irritações , ofuscamento, embaçamento e/ou distorções moderadas.

No caso de evolução da doença e conseqüente maiores alterações da córnea, a visão vai se tornando mais embaçada e distorcida como na figura abaixo:

Ceratocone
Visão normal

Ceratocone
Visão no ceratocone

O QUE CAUSA O CERATOCONE?

Embora exista um grande número de pesquisas sobre a origem do ceratocone, uma resposta definitiva sobre o assunto ainda permanece obscura.

Alguns casos podem ter componente hereditário, porem a maioria dos casos parece não ter o seu aparecimento associado a laços de família. Sabe-se que um número considerável de pacientes com ceratocone tem um componente alérgico associado e que a chance de um parente consangüíneo vir a ter ceratocone é de 1 em 10.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento no ceratocone tem por objetivo a obtenção de boa acuidade visual para o paciente.
O tipo de tratamento a ser adotado vai depender o estágio de evolução em que o ceratocone se encontra.
Pode-se adotar óculos, lentes de contato ou cirurgia . Isto vai depender da severidade da condição do ceratocone.
Os óculos são utilizados com sucesso principalmente na fase inicial do ceratocone, onde através do óculos pode-se obter uma visão satisfatória.
Nesta mesma fase o paciente pode ainda optar com lentes de contato hidrofílicas (gelatinosas) ou rígidas .
Porém , com o avanço do problema, os óculos e as lentes de contato hidrofílicas passam a não proporcionar uma visão satisfatória. Neste ponto as lentes rígidas poderão propiciar uma acuidade visual mais elevada para o paciente.
É preciso lembrar, que estatisticamente apenas aproximadamente 10% dos casos evoluem para transplante de córnea, sendo que na grande maioria dos casos consegue-se controlar o problema através principalmente da adoção de lentes de contato rígidas.
É muito comum o portador de ceratocone ter o hábito de coçar muito os olhos. Esta esfregação pode contribuir para o processo da doença, assim sendo, os pacientes são orientados a não coçarem os olhos.
Não existem no mercado, medicamentos conhecidos que possam evitar o progresso da doença.
Um dos maiores motivos de indicação de transplante de córnea é quando não se pode mais obter visão satisfatória com os meios acima descritos.

AS LENTES DE CONTATO RÍGIDAS NO CERATOCONE

Boa parte dos pacientes portadores de ceratocone, a alternativa, para alcançar boa visão, é o uso de lentes de contato rígida.

O usuário destas lentes , deverá receber um acompanhamento rigoroso, visto que o ajuste das lentes de contato no ceratocone pode não ser tão fácil, podendo, no decorrer do tempo acontecer mudanças na curvatura corneana ou outras alterações na superfície da córnea que necessite levar a realização de ajustes na lente.

Assim sendo, o acompanhamento freqüente do médico oftalmologista é fundamental.

DIFICULDADES NA ADAPTAÇÃO DA LENTE DE CONTATO RÍGIDA NO CERATOCONE:

Ceratocone
Córnea normal

Ceratocone
Ceratocone médio

Ceratocone
Ceratocone avançado

Os materiais assim como os desenhos das lentes de contato rígidas vem gradativamente evoluindo, buscando proporcionar melhor adaptação e conforto aos pacientes.

Apesar disto, alguns pacientes não possuem boa tolerância à lente rígida, o que pode dificultar a adaptação a estas lentes de contato .

Nestes casos, o médico irá procurar buscar mecanismos para minimizar o impacto do incômodo da lente rígida no olho do paciente, tentando viabilizar o uso da lente, mesmo que seja por curtos períodos determinados pelo médico e selecionados pelo paciente de acordo com os momentos em que este tenha maior necessidade de boa acuidade visual.

Em alguns casos a ausência de tolerância a lente pode ser tão grande que não permita ao paciente o uso destas lentes.

VIVENDO COM CERATOCONE

Muitas vezes a notícia de que e portador de ceratocone causa um impacto psicológico bastante grande no paciente.

O esclarecimento, o conhecimento do que realmente é o ceratocone é fundamental para a tranqüilidade do paciente.

É muito comum, quando alguém do círculo de amizades do paciente sabe ser ele portador de ceratocone, apresentar a este paciente informações não reais a respeito da doença, como por exemplo a necessidade incondicional de transplante de córnea, a possibilidade de uma cegueira repentina, etc.

A informação, a orientação é um grande caminho para levar a este paciente tranqüilidade para encarar estas situações com serenidade, mostrando-se conhecedor do problemas e de suas reais estatísticas.

Desta forma, o paciente deve procurar manter-se em contato com o seu oftalmologista dirimindo com ele as possíveis dúvidas que surgirão, seguindo as orientações por ele prescritas.

O paciente deve procurar criar seus mecanismos para minimizar e conviver bem com o problema, desta forma alguns conselhos podem ser úteis:

Procure ter lentes de reserva e carregá-las , principalmente no caso de viagem;
Se tiver fotofobia(incômodo provocado por luminosidade) providencie óculos de sol de boa qualidade e procure mantê-los sempre à mão;
Evitar exagerar no uso de lentes de contato, dê o devido descanso ao seu olho. Procure respeitar a sensibilidade de seu olho, que é diferente de uma pessoa para outra. Programe-se para isto;
Lembre-se o seu médico não tem o controle sobre o que acontece e do que você faz no seu dia a dia. Então é seu dever cuidar adequadamente de seu olho, e programar as visitas ao seu médico de acordo com a orientação deste;
Use óculos de proteção no caso de realizar atividades que possam levar a impactos no olho;
Em relação ao ponto de vista emocional e psicológico é importante o paciente manter uma atitude positiva e de serenidade em relação ao problema, adaptando-se a este fato em sua vida;
Ao observar mudanças visuais ou aparecimento de sintomas oculares como irritações, coceira excessiva, escurecimentos, intolerância à lente, etc, procure sempre o seu médico.

PROGNÓSTICOS

Muitas pesquisas estão sendo realizadas tentando buscar as causas e o funcionamento do ceratocone.

O objetivo é conhecer profundamente a origem do problema e desenvolver alternativas terapêuticas cada vez mais avançadas.

Fonte: www.drcampiolo.med.br

Ceratocone

O que é?

É uma distrofia corneana, de causa desconhecida, provavelmente relacionada a fatores genéticos, que pode apresentar manifestações de intensidade variável em diferentes membros de uma mesma família. Ocorre um aumento excessivo da curvatura da córnea, que pode assumir a forma de um "cone".

O ceratocone sempre evolui?

Nem sempre. Ele pode cursar com evolução lenta ou ficar estacionado.

Qual o perigo do ceratocone?

As formas severas evoluem com piora da visão, afinamento e aumento da curvatura corneana, até perda da transparência ou perfuração da córnea.

Qual o tratamento?

Dependendo do estágio, pode ser tratado com óculos, lentes de contato ou transplante de córnea.

Fonte: www.oftalmocenter.com.br

Ceratocone

O que é?

O ceratocone é uma degeneração da córnea (desordem ocular não inflamatória), que determina um astigmatismo irregular, progressivo e que geralmente leva a baixa acuidade visual que não melhora com óculos, necessitando de correção com lentes de contato e, eventualmente, transplante de córnea.

A percepção de imagens distorcidas é a desordem ocular mais freqüente desta doença que acomete 5 em cada 10.000 pessoas e começa entre 15 e 40 anos de idade.

A palavra ceratocone é formada de duas palavras gregas: kerato, que significa córnea, e konos, que significa cone.

O ceratocone é uma condição em que a forma normalmente arredondada da córnea é distorcida e desenvolve uma protuberância em forma de cone, resultando em prejuízo à visão.

O progresso da doença depende da idade do paciente na época de seu aparecimento. Quanto mais precoce o aparecimento, mais rápida a evolução.

A doença é sempre bilateral e assimétrica.

Felizmente hoje já existe um tratamento alternativo que consiste na colocação de anéis na córnea (Anel de Ferrara) que reduz o astigmatismo e estabiliza o ceratocone, possibilitando melhor qualidade visual e evitando o transplante de córnea.

Este procedimento é realizado no centro cirúrgico da Clínica, com anestesia local (colírios), em um procedimento rápido, sem necessidade de internação e com a grande vantagem de ser um procesimento reversível, isto é, se não der resultado, o anel é retirado sem prejuízo para o paciente.

A quem se destina

A princípio, todos os portadores de ceratocone, mas cada caso deve ser analisado pelo médico e são necessários exames complementares para se avaliar se a córnea pode receber o implante do anel.

Fonte: www.oftalmojanot.com.br

Ceratocone

O que é? Quais são os sintomas? Como pode ser tratado?

Ceratocone
Ceratocone

O ceratocone é uma doença não inflamatória, isto é, não provoca vermelhidão, não produz secreções nem faz a pessoa lacrimejar, que causa uma deformação da córnea.

A córnea é uma estrutura transparente que reveste a parte anterior do olho - se o olho fosse comparado a um relógio, a córnea seria o vidro.

Ela é composta por cinco camadas: o epitélio, a membrana de Bowman, o estroma, a membrana de Descemet e o endotélio.

O estroma é a parte mais espessa da córnea, sendo responsável pela manutenção de sua forma semi-esférica que é deformada com o ceratocone.

O ceratocone provoca o afinamento da córnea na sua porção mais central - o eixo visual - que causa um defeito em sua forma.

O ceratocone deixa a córnea pontiaguda, parecida com um cone, causando problemas de visão.

Ceratocone
Córnea normal

Ceratocone
Ceratocone precoce

Ceratocone
Ceratocone avançado

Evolução da doença

Na sua fase inicial, o ceratocone incipiente, o problema apresenta-se como um astigmatismo irregular, levando o paciente a trocar o grau com muita freqüência. O diagnóstico, neste caso, é feito através da topografia corneana - exame que mostra em imagem as irregularidades de qualquer área da córnea e permite a medição de seus meridianos. O tratamento do ceratocone é feito no sentido de proporcionar ao paciente uma boa visão. Por esse motivo, num primeiro momento, o problema apresentado pode ser satisfatoriamente corrigível com o uso de óculos.

Após o período incipiente, o ceratocone tende a evoluir quando a anomalia pode se agravar, comprometendo a área central da córnea - o eixo visual. Passa-se observar o aumento do grau de astigmatismo e um afinamento na córnea que também fica mais salientada. Nessa fase, os óculos deixam de ser satisfatórios e o astigmatismo passa a ser corrigido com lente de contato rígida.

Na terceira fase do ceratocone, a córnea já está muito fina, ainda mais salientada - o ceratocone deixa a córnea pontiaguda, parecida com um cone - e, conseqüentemente, bastante comprometida. A lente de contato começa então a soltar-se do olho ou a provocar feridas, tornando-se impossível que o seu uso seja mantido.

Neste caso, a técnica mais moderna e quem vem trazendo bons resultados é a cirurgia para colocação do Anel de Ferrara. Esse anel é introduzido na córnea, na região mais espessa e plana, provocando um achatamento da área curva, o que reduz o ceratocone. É uma cirurgia indicada em ceratocones de grau não muito avançado, em que a córnea precisa ter uma boa espessura para que o anel possa ser introduzido, sem que haja risco de perfuração. Nos casos em que a córnea apresenta representativo afinamento e/ou cicatrizes no ápice do cone, a indicação cirúrgica mais adequada volta a ser a do transplante de córnea.

As estatísticas

Segundo uma pesquisa realizada pela Nova Contact Lenses, o ceratocone acomete cinco em cada 10 mil pessoas. Geralmente o problema é detectado na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade. Afeta homens e mulheres e quase sempre acomete os dois olhos. O ceratocone é um doença progressiva que, durante seu estágio ativo, provoca mudanças rápidas. Por isso, o exame oftalmológico deve ser realizado anualmente ou mesmo mais freqüentemente para monitorar a evolução da doença.

Por quê?

Não se sabe ao certo o motivo pelo qual a doença se manifesta. Fatores genético devem ser levados em consideração pelo fato de o ceratocone desenvolver-se, em alguns casos, entre gerações de famílias e, até mesmo, entre irmãos. Alguns dados também indicam que o ceratocone é muito mais freqüente em determinadas pessoas, como as portadoras de síndromes genéticas como a síndrome de Down, de Turner, de Ehlers-Danlos, de Marfan, pessoas com alergias e portadoras de doenças como a osteogenesis imperfecta e prolapso da válvula mitral.

Como se trata de uma doença progressiva que pode ter conseqüências graves como a perda sensível da visão, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda a visita freqüente ao oftalmologista. Embora o diagnóstico precoce não detenha a evolução do ceratocone, o tratamento correto na fase inicial da doença pode controlar da melhor forma possível o problema.

Fonte: www.jfservice.com.br

Ceratocone

Ceratocone é uma desordem ocular não inflamatória e auto-limitada caracterizada pelo afinamento progressivo da parte central da córnea. No ceratocone a córnea assume uma forma de cone, por isso o nome, o que acarreta na percepção de imagens distorcidas. O principal sintoma dessa doença é a diminuição da visão.

É ainda muito mais freqüente em portadores de síndromes como a de Down, de Turner, de Ehlers-Danlos, de Marfan e pessoas alérgicas e portadoras de doenças como a osteogenesis imperfecta e com prolapso da válvula mitral.

Muitos pacientes não percebem que têm o problema porque inicia-se com miopização e astigmatismo no olho. Isso pode evoluir rapidamente ou em outros casos levar anos para se desenvolver. Pode ainda afetar gravemente e limitar as pessoas diante de tarefas do dia-a-dia.

O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade, embora tenha sido relatado casos de início aos 6 anos de idade.

Raramente o ceratocone desenvolve-se após os 30 anos de idade. Afeta homens e mulheres em igual proporção e na grande maioria dos casos afeta os dois olhos.

Causas

As causas para o ceratocone podem estar relacionadas a mudanças físicas, bioquímicas e moleculares no tecido corneano. Porém, nenhuma teoria deu conta de elucidar os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone.

É bem possível que o ceratocone seja o resultado final de diferentes condições clínicas. Já é conhecida a associação com doenças hereditárias, atópicas (alérgicas), sistêmicas e ainda pelo uso prolongado de lentes de contato. Mesmo sem ter uma causa conhecida, sabe-se que pode haver períodos de agravamento e de estabilização da doença.

O diagnóstico definitivo do ceratocone é feito com base nas características clínicas e com exames objetivos como a topografia corneana (exame que mostra em imagem o formato preciso da córnea). A evolução do ceratocone é quase sempre progressiva com aumento do astigmatismo, mas pode estacionar em determinados casos.

Tratamento

O tratamento do ceratocone é feito no sentido de proporcionar ao paciente uma boa visão. Nos casos leves, o uso de óculos pode ser suficiente e nos moderados é indicado o uso de lentes de lentes de contato para corrigir o problema. Nos últimos anos, novos materiais já permitem a confecção de lentes de contato confortáveis com maior poder de correção do ceratocone. A indicação varia ainda de acordo com a severidade da doença. Na sua fase inicial o ceratocone apresenta-se como um astigmatismo irregular levando o paciente a trocar o grau de astigmatismo com muita freqüência.

Apesar desses avanços alguns pacientes não evoluem bem ou não se adaptam às lentes de contato e requerem procedimentos cirúrgicos para deter o avanço do ceratocone. Em muitos casos realiza-se a ceratoplastia (modificação do formato da córnea) e em casos mais avançados são indicados inclusive o transplante de córnea.

Fonte: www.drvisao.com.br

Ceratocone

Ceratocone é uma deformação da córnea, classificada como ectasia não inflamatória, caracterizada por um afinamento progressivo da porção central da córnea.

À medida que a córnea vai se tornando afinada, o paciente percebe uma baixa da visão, que pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.

Como o próprio nome diz, no ceratocone a córnea apresenta o formato de um cone.

Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone porque este se inicia como miopia ou astigmatismo ou ambos, que pode evoluir rapidamente e, em outros casos levar anos para se desenvolver.

O diagnóstico em sua fase inicial é bem difícil de ser feito, necessitando de exame complementar: topografia corneana. Em estágios mais avançados, a topografia, ajuda a controlar a evolução do “cone”, bem como a paquimetria ultra-sônica que, mostra o seu afinamento.

O Ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos e raramente se desenvolve após os 30anos de idade. O ceratocone afeta homens e mulheres em igual proporção e em 90% dos casos afeta ambos os olhos. Em geral se desenvolve assimetricamente.

O diagnóstico da doença no segundo olho ocorre cerca de cinco anos após o diagnóstico no primeiro olho. Progride ativamente por 5 a 10 anos, e então pode estabilizar-se por muitos anos. Durante o estágio ativo as mudanças podem ser rápidas.

Em um estágio precoce a queda da visão pode ser corrigida pelo uso de óculos; mais tarde o astigmatismo irregular requer a correção óptica com o uso de lentes de contato.

O exame oftalmológico deve ser realizado anual ou semestral de acordo com a indicação do oftalmologista, para monitorar a progressão da doença. Cerca de 20% dos pacientes eventualmente irão necessitar de transplante de córnea.

Qual é a causa do ceratocone?

Nenhuma teoria explica completamente os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone, mas sabe-se que se trata de uma doença hereditária. Pacientes alérgicos com hábito de coçar os olhos tem mais chance de desenvolver ceratocone na adolescência.

Quais os sinais/sintomas do ceratocone?

Geralmente pacientes com ceratocone têm modificações freqüentes nas prescrições dos seus óculos em curto período de tempo e, além disso, os óculos já não fornecem uma correção visual satisfatória. As refrações são freqüentemente variáveis e inconsistentes. Os pacientes relatam visão dupla ou visão de vários objetos, queixamse de visão borrada e distorcida tanto para longe quanto para perto. Alguns referem halos em torno das luzes e sensibilidade anormal à luz.

Quais as opções de tratamento disponíveis para o ceratocone?

O tratamento do ceratocone depende da severidade do mesmo.

1º Correção óptica: Inicialmente os óculos corrigem satisfatoriamente a miopia e o astigmatismo. Entretanto, à medida que a doença progride a visão é mais adequadamente corrigida com o uso de lentes de contato que promovem o aplanamento corneano e propiciam uma visão satisfatória.

Ceratocone
LENTE DE CONTATO

Quando as lentes de contato não fornecerem mais uma boa visão, ou se houver intolerância ao uso das lentes de contato, está indicado o transplante de córnea.

Ceratocone

TRANSPLANTE DE CÓRNEA

O anel corneano é uma órtese, implantada na córnea, deixando sua estrutura inalterada respeitando a sua região mais nobre que é a zona ótica central. Mesmo com o implante, não é descartado o uso de lentes de contato.

Ceratocone
ANEL CORNEANO

O conhecimento do que realmente é o ceratocone é fundamental para a tranqüilidade do paciente, pois o impacto psicológico causado pela notícia de que é portador de ceratocone é bastante grande.

A informação obtida de seu médico, é um grande caminho para encarar algumas situações com serenidade, mostrando-se conhecedor dos problemas e de suas reais possíbilidades de tratamento.

Desta forma, o paciente deve procurar manter-se em contato com o seu oftalmologista, tirando com ele as possíveis dúvidas que surgirão e seguindo as orientações por ele prescritas.

Observações importantes:

Procure ter lentes de reserva e carregue-as principalmente no caso de viagem.
Se tiver muita sensibilidade à luz providencie óculos de sol de boa qualidade.
Evitar exagerar no uso de lentes de contato, dê o devido descanso ao seu olho. Procure respeitar a sensibilidade de seu olho, que é diferente de uma pessoa para
outra.Programe-se para isto.
Lembre-se, o seu médico não tem o controle sobre o que acontece e do que você faz no seu dia a dia. Então é seu dever cuidar adequadamente de seus olhos e programar as visitas ao seu médico de acordo com a orientação .
Use óculos de proteção no caso de realizar atividades que possam levar a impactos no olho.
Ao observar mudanças visuais ou aparecimento de sintomas oculares como irritações, coceira excessiva, escurecimentos, intolerância á lente, etc... procure sempre seu médico oftalmologista.

Fonte: www.imo.com.br

Ceratocone

O que é ceratocone?

A córnea normalmente é redonda na parte frontal do olho, mas às vezes ela se torna fina e toma o formato de um cone. Como acontece na miopia ou astigmatismo, esse formato anormal impede que a luz seja focalizada corretamente na retina.

Como o olho funciona?

Olhar para algo parece simples. Mas o olho é um órgão extremamente complexo, que conta com uma grande interconexão de sinais para transmitir dados do mundo exterior para o cérebro.

Quais são os sintomas do ceratocone?

Em estágios iniciais - que normalmente aparecem no fim da adolescência ou começo dos 20 anos -, o ceratocone causa uma visão levemente desfocada e uma sensibilidade maior a luz intensa. À medida que a doença progride, depois de 10 ou 20 anos, a visão vai ficando cada vez mais distorcida.

Como se pode corrigir o ceratocone?

Nas fases iniciais da doença, óculos ou lentes de contato hidrofílicas podem corrigir a distorção visual. Mais tarde, com o progresso da doença, lentes de contato RGP (rígidas gás-permeáveis) são mais recomendadas.

Fonte: www.bausch.com.br

Ceratocone

O que é a córnea?

A córnea é uma estrutura transparente e curva, localizada na porção anterior do globo ocular (na superfície do olho). Portanto, a córnea saudável deve permitir a passagem de luz através dela (deve ser transparente). A perda da transparência da córnea (opacificação) chama-se leucoma corneano, o qual pode prejudicar a visão. Além de ser transparente, a córnea normal apresenta uma curvatura capaz de ajudar na formação da imagem na retina (focar a imagem, melhorando sua nitidez). Assim, alterações na curvatura da córnea também poderão prejudicar a visão.

O que é o ceratocone?

O ceratocone é uma ectasia (um tipo de doença não inflamatória) que altera a curvatura da córnea, prejudicando a visão. Esta alteração da curvatura, por sua vez, ocorre devido a mudanças no colágeno que compõe a córnea, levando à diminuição da rigidez da mesma. Assim, com o passar do tempo, a córnea vai se tornando mais curva na área central ou paracentral (região próxima do centro), com se fosse um cone.

Além de alterar a curvatura, o ceratocone também costuma afetar a espessura da região central ou paracentral da córnea, tornando-a mais fina. Este conjunto de alterações geralmente ocorre nos dois olhos, embora possa haver grande diferença entre eles. Desta forma, a visão poderá estar bastante prejudicada em um dos olhos, enquanto ainda se mantém boa no outro.

Quais são as causas do ceratocone?

Embora não se saiba ao certo quais as exatas causas do ceratocone, sabemos que indivíduos alérgicos (portadores de rinite alérgica, asma ou outras formas de alergia) estão mais predispostos a desenvolver o ceratocone, possivelmente devido ao ato de coçar os olhos. Existem, também, fatores genéticos envolvidos e já sabemos que algumas doenças genéticas podem levar ao ceratocone. Assim, na síndrome de Down, por exemplo, existe uma maior freqüência de ceratocone do que no restante da população, onde a incidência desta alteração corneana é de cerca de 1 caso para cada 1.500 pessoas.

Quais são os sintomas do ceratocone?

O principal sintoma é a diminuição da visão, a qual costuma piorar progressivamente. Além de comprometer a visão, dor ocular também pode ocorrer em casos de hidropsia (ver abaixo mais informações sobre hidropsia).

Como se diagnostica o ceratocone?

Embora o diagnóstico clínico possa ser feito nos casos mais avançados da doença, na grande maioria das vezes, o diagnóstico do ceratocone requer exames complementares. Dentre tais exames, a topografia corneana é o exame mais empregado. Com a evolução tecnológica, novos exames foram desenvolvidos e, hoje em dia, além da topografia, contamos também com outros equipamentos capazes de fornecer mais detalhes sobre a córnea. Dentre tais equipamentos, o Orbscan e o Pentacam são os mais utilizados por fornecerem informações de alta qualidade.

O ceratocone progride com o tempo?

O ceratocone geralmente inicia na infância ou adolescência e progride na idade adulta, levando a uma piora progressiva da visão com o passar do tempo. Em alguns casos, pode ocorrer uma complicação chamada hidropsia, que consiste em um edema (inchaço) da córnea, devido à ruptura da membrana de Descemet (uma camada interna da córnea). Quando isto ocorre, a visão geralmente fica muito prejudicada e pode haver dor ocular.

Tratamento

Nos casos iniciais, o uso de óculos pode melhorar um pouco a visão, mas isto não resolve o problema, pois o ceratocone progride para estágios nos quais os óculos não serão capazes de melhorar a visão satisfatoriamente. Nestes estágios, a melhora da visão poderá ser obtida com diferentes métodos, cabendo ao oftalmologista orientar o paciente na escolha da melhor alternativa para cada caso.

Abaixo, falaremos um pouco sobre as seguintes formas de tratamento: lentes de contato, cross-linking, anéis intra-estromais e transplante de córnea.

Lentes de contato

Existem diversos tipos de lentes de contato que podem ser usadas no tratamento do ceratocone. As lentes mais utilizadas nos casos de ceratocone são as lentes rígidas, as quais podem ser de diferentes formas (monocurvas, bicurvas, etc) e materiais. Lentes gelatinosas especiais também podem ser usadas com sucesso, em alguns casos. Além disso, o sistema de piggyback também pode ser usado em casos difíceis, consistindo no uso de uma lente rígida sobre uma lente gelatinosa.

Anéis intra-estromais

Anéis intra-estromais são próteses de acrílico, especialmente desenvolvidas para serem introduzidas na córnea, a fim de corrigir as deformidades decorrentes do ceratocone, melhorando, assim, a curvatura corneana. Contudo, nem todos os casos de ceratocone podem ser resolvidos com estes anéis. Além disto, existem diversas marcas e modelos de anéis intra-estromais, como o Keraring, o Anel de Ferrara e outros mais. Portanto, cabe ao oftalmologista avaliar cada caso e orientar o paciente na escolha da melhor alternativa de tratamento.

Cross-linking

O cross-linking é uma técnica desenvolvida para estabilizar o ceratocone, impedindo ou diminuindo a progressão do mesmo. Esta técnica consiste em desepitelizar a superfície da córnea, pingar uma solução contendo riboflavina (vitamina B2) e aplicar um tipo específico de radiação ultra-violeta (UVA) por 30 minutos. Através deste método, ocorre a formação de ligações covalentes entre as fibras de colágeno que compõe o estroma corneano. Estas novas ligações, por sua vez, aumentam a rigidez da córnea, dificultando a progressão do ceratocone.

Transplante de córnea

O transplante de córnea é, muitas vezes, o único tratamento possível para os casos severos de ceratocone. A cirurgia de transplante de córnea consiste em substituir uma porção da córnea (doente) de um paciente por uma córnea saudável, proveniente de um doador. Existem diversos tipos de transplantes de córnea, cada qual apresentando vantagens e desvantagens específicas.

Assim, podemos dividir os transplantes em dois tipos:

1)Transplantes penetrantes
2)
Transplantes lamelares.

Os transplantes penetrantes são aqueles que substituem toda a espessura da córnea, enquanto os transplantes lamelares substituem apenas uma fatia (camada) da córnea. Dependendo de cada caso, o médico poderá optar por um tipo ou outro de transplante, de acordo com o que for melhor para o paciente.

Luciano P. Bellini

Fonte: www.agapasm.com.br

Ceratocone

Ceratocone é uma ectasia corneana não inflamatória e auto-limitada, caracterizada por um afinamento progressivo da porção central da córnea. À medida que a córnea vai se tornando afinada o paciente percebe uma baixa da acuidade visual, a qual pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade do tecido corneano afetado.

Geralmente, pacientes com ceratocone têm modificações frequentes nas prescrições dos seus óculos em curto período de tempo e, além disso, os óculos já não fornecem uma correção visual satisfatória.

As refrações são frequentemente variáveis e inconsistentes. Pacientes com ceratocone frequentemente relatam diplopia (visão dupla) ou poliopia (visão de vários objetos) naquele olho afetado, e queixam-se de visão borrada e distorcida tanto para visão de longe quanto para perto.

Quais os sintomas?

Alguns referem halos em torno das luzes e fotofobia (sensibilidade anormal à luz). Muitos sinais objetivos estão presentes no ceratocone. Os achados ceratométricos iniciais são ausência de paralelismo e inclinação das miras. Estes achados podem ser facilmente confundidos nos casos de ceratocone incipiente.

Quais são as causas?

A etiologia proposta para o ceratocone inclui mudanças físicas, bioquímicas e moleculares no tecido corneano, entretanto nenhuma teoria explica completamente os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone.

É possível que o ceratocone seja o resultado final de diferentes condições clínicas. Já é bem conhecida a associação com doenças hereditárias, doenças atópicas ( alérgicas ), certas doenças sistêmicas, e o uso prolongado de lentes de contato.

Qual é o tratamentos

1. Correção óptica:

À medida que a doença progride a visão não é mais adequadamente corrigida e requer o uso de lentes de contato rígidas para promover o aplanamento corneano e fornecer uma visão satisfatória.

2. Tratamentos cirúrgicos:

Ceratoplastia penetrante: o transplante de córnea é mais comumente realizado.
Ceratoplastia lamelar:
a córnea é removida na profundidade do estroma posterior, e um botão de córnea doada é suturado no local.
Excimer laser:
recentemente este laser tem sido usado em situações específicas com algum sucesso na remoção de placas de córnea central.
Intacs & Anel:
este procedimento envolve um implante de um disco plástico entre as camadas da córnea com a finalidade de aplaná-la e trazê-la à sua forma natural.

O que é ceratocone?

Ceratocone é uma ectasia corneana não inflamatória e auto-limitada, caracterizada por um afinamento progressivo da porção central da córnea. À medida que a córnea vai se tornando afinada o paciente percebe uma baixa da acuidade visual, a qual pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade do tecido corneano afetado.

Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone porque este se inicia insidiosamente como uma miopização e astigmatismo no olho. Esta patologia ocular pode evoluir rapidamente ou em outros casos levar anos para se desenvolver. Esta doença pode afetar severamente nossa forma de perceber o mundo, incluindo tarefas simples como dirigir, assistir TV ou ler um livro.

O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade, embora tenha sido relatado casos de início aos 6 anos de idade.

Raramente o ceratocone desenvolve-se após os 30 anos de idade. O ceratocone afeta homens e mulheres em igual proporção e em 90 % dos casos afeta ambos os olhos.

Em geral a doença desenvolve-se assimetricamente: o diagnóstico da doença no segundo olho ocorre cerca de 5 anos após o diagnóstico no primeiro olho. A doença progride ativamente por 5 a 10 anos, e então pode estabilizar-se por muitos anos. Durante o estágio ativo as mudanças podem ser rápidas.

Em um estágio precoce da doença a perda de visão pode ser corrigida pelo uso de óculos; mais tarde o astigmatismo irregular requer correção óptica com o uso de lentes de contato rígidas. Lentes de contato rígidas promovem uma superfície de refração uniforme e, além disso, melhoram a visão.

O exame oftalmológico deve ser realizado anualmente ou mesmo mais freqüentemente para monitorar a progressão da doença.

Embora muitos pacientes possam continuar lendo e dirigindo, alguns sentirão que a qualidade de vida é adversamente afetada. Cerca de 20 % dos pacientes eventualmente irão necessitar de transplante corneano.

Qual é a etiologia do ceratocone?

A etiologia proposta para o ceratocone inclui mudanças físicas, bioquímicas e moleculares no tecido corneano, entretanto nenhuma teoria explica completamente os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone.

É possível que o ceratocone seja o resultado final de diferentes condições clínicas. Já é bem conhecida a associação com doenças hereditárias, doenças atópicas (alérgicas), certas doenças sistêmicas, e o uso prolongado de lentes de contato.

São encontradas diversas anormalidades bioquímicas e moleculares no ceratocone:

Há um processo anormal dos radicais livres e superóxidos no ceratocone;
Há um crescimento desorganizado dos aldeídos ou peroxinitritos nestas córneas;
As células que são irreversivelmente danificadas sofrem um processo de apoptose;
As células que são danificadas reversivelmente sofrem um processo de cicatrização ou reparo. Neste processo de reparação, várias enzimas degradativas e fatores reguladores da cicatrização levam a áreas focais de afinamento corneano e fibrose.

Quais são as estatísticas sobre o ceratocone?

Distribuição conforme a faixa etária:

08 a 16 anos: 2,1 %
17 a 27 anos:
25,9 %
27 a 36 anos:
35,6 %
37 a 46 anos:
20,1 %
47 a 56 anos:
11,7 %
57 a 66 anos:
3,0 %
67 a 76 anos:
1,5 %

Distribuição conforme o sexo:

Feminino: 38 %
Masculino:
62 %

Classificação quanto ao tipo do cone:

Oval: 60 %
Pequeno monte:
40 %
Globoso:
menos de 1 %
Fonte:
Nova Contact Lenses
Incidência na população geral:
varia de 0,05 % a 0,5 %

Como se faz o diagnóstico de ceratocone?

A identificação de um ceratocone moderado ou avançado é razoavelmente fácil. Entretanto, o diagnóstico de ceratocone em suas fases iniciais torna-se mais difícil, requerendo uma cuidadosa história clínica, medidas da acuidade visual e refração, e ainda exames complementares realizados por instrumentação especializada. Geralmente, pacientes com ceratocone têm modificações frequentes nas prescrições dos seus óculos em curto período de tempo e, além disso, os óculos já não fornecem uma correção visual satisfatória. As refrações são frequentemente variáveis e inconsistentes.

Pacientes com ceratocone frequentemente relatam diplopia (visão dupla) ou poliopia (visão de vários objetos) naquele olho afetado, e queixam-se de visão borrada e distorcida tanto para visão de longe quanto para perto. Alguns referem halos em torno das luzes e fotofobia (sensibilidade anormal à luz).

Muitos sinais objetivos estão presentes no ceratocone. A retinoscopia mostra reflexo "em tesoura". Com o uso do oftalmoscópio direto percebe-se um sombreamento. O ceratômetro também auxilia no diagnóstico. Os achados ceratométricos iniciais são ausência de paralelismo e inclinação das miras. Estes achados podem ser facilmente confundidos nos casos de ceratocone incipiente.

A redução da acuidade visual em um olho, devido à doença assimétrica no outro olho, pode ser um indício precoce de ceratocone. Este sinal é freqüentemente associado com astigmatismo oblíquo.

A topografia corneana computadorizada ou fotoceratoscopia pode fornecer um exame mais acurado da córnea e mostrar irregularidades de qualquer área da córnea. O ceratocone pode resultar em um mapa corneano extremamente complexo e irregular, tipicamente mostrando áreas de irregularidades inferiormente em forma de cone, o qual pode assumir diferentes formas e tamanhos.

O diagnóstico de ceratocone também pode ser feito através do biomicroscópio ou lâmpada de fenda.

Através deste instrumento o médico poderá observar muitos dos sinais clássicos do ceratocone:

Anéis de Fleischer: anel de coloração amarelo-amarronzada a verde-oliva, composto de hemossiderina depositada profundamente no epitélio circundando a base do cone.
Linhas de Vogt:
são pequenas estrias semelhantes a cerdas de pincel, geralmente verticais embora possam ser oblíquas, localizadas na profundidade do estroma corneano.
Afinamento corneano:
um dos critérios propostos para o diagnóstico de ceratocone é o afinamento corneano significante maior que 1/5 da espessura da córnea. À medida que a doença progride o cone é deslocado inferiormente. O ápice do cone é geralmente a área mais afinada.
Cicatrizes corneanas:
geralmente não são vistas precocemente, porém com a progressão da doença ocorre ruptura da membrana de Bowman, a qual separa o epitélio do estroma corneano. Opacidades profundas da córnea não são incomuns no ceratocone.
Manchas em redemoinho:
podem ocorrer naqueles pacientes que nunca tenham usado lentes de contato.
Hidropsia:
ocorre geralmente nos casos avançados, quando há ruptura da membrana de Descemet e o humor aquoso flui para dentro da córnea tornando-a edemaciada. Quando isso ocorre o paciente relata perda visual aguda e nota-se um ponto esbranquiçado na córnea. Hidropsia causa edema e opacificação.
Caso a membrana de Descemet se regenere, o edema e a opacificação diminuem. Pacientes com síndrome de Down têm maior incidência de hidropsia. Os atos de coçar e friccionar os olhos devem ser evitados nestes pacientes.
Sinal de Munson:
este sinal ocorre no ceratocone avançado quando a córnea protui o suficiente para angular a pálpebra inferior quando o paciente olha para baixo.
Reflexo luminoso de Ruzutti:
um reflexo luminoso projetado do lado temporal será deslocado além do sulco limbar nasal quando um alto astigmatismo e córnea cônica estão presentes.
Pressão Intra-ocular reduzida:
uma baixa pressão intra-ocular geralmente é encontrada como resultado do afinamento corneano e/ou redução da rigidez escleral.

Como se classifica o ceratocone?

O ceratocone pode ser classificado conforme sua curvatura ou de acordo com a forma do cone:

Baseado na severidade da curvatura:

Discreto: < 45 dioptrias em ambos os meridianos.
Moderado:
entre 45 a 52 dioptrias em ambos os meridianos.
Avançado:
> 52 dioptrias em ambos os meridianos.
Severo:
> 62 dioptrias em ambos os meridianos.

Baseado na forma do cone:

Pequeno monte: forma arredondada, com diâmetro pequeno em torno de 5 mm.
Oval:
geralmente deslocado inferiormente, com diâmetro > 5 mm. É o tipo mais comumente encontrado no exame de topografia corneana.
Globoso:
quando 75 % da córnea está afetada, possui diâmetro maior que 6 mm. É também chamado ceratoglobo, e é o tipo mais difícil para se adaptar lentes de contato.

Quais são as opções de tratamento disponíveis para o ceratocone?

O tratamento do ceratocone depende da severidade da condição.

1. Correção óptica

Inicialmente, os óculos corrigem satisfatoriamente a miopia e astigmatismo.

Entretanto, à medida que a doença progride a visão não é mais adequadamente corrigida e requer o uso de lentes de contato rígidas para promover o aplanamento corneano e fornecer uma visão satisfatória.

Tardiamente, quando as lentes de contato não fornecem boa visão ou há intolerância ao uso das lentes de contato, está indicado o transplante de córnea.

2. Tratamentos cirúrgicos

Vários tipos de tratamentos cirúrgicos têm sido propostos para casos de ceratocone:

Ceratoplastia penetrante: o transplante de córnea é o tratamento mais comumente realizado. Neste procedimento, a córnea com ceratocone é removida e então a córnea do doador é recolocada e suturada no receptor.

Lentes de contato são geralmente necessárias para fornecer uma melhor acuidade visual.

Ceratoplastia lamelar: a córnea é removida na profundidade do estroma posterior, e um botão de córnea doada é suturado no local. Tal técnica é mais difícil de ser executada e a acuidade visual é inferior àquela obtida com a ceratoplastia penetrante. As desvantagens da técnica incluem vascularização e embaçamento do enxerto.
Excimer laser:
recentemente este laser tem sido usado em situações específicas com algum sucesso na remoção de placas de córnea central.
Contudo o LASIK é ainda um procedimento experimental e não está claro se é apropriado para o tratamento do ceratocone.
Intacs ou Anel:
este novo procedimento, recentemente aprovado pelo FDA (Food and Drugs Administration), envolve um implante de um disco plástico entre as camadas da córnea com a finalidade de aplaná-la e trazê-la à sua forma natural.
Todavia os Intacs têm sido utilizados somente nos casos de discreta baixa acuidade visual para perto. Diferentemente dos transplantes, os Intacs corrigem imediatamente a baixa visual do paciente com ceratocone.
Outros benefícios incluem o rápido retorno às atividades cotidianas em poucos dias e uma visão mais natural em relação àquela fornecida pelo transplante de córnea. Os Intacs são desenhados para permanecerem no olho, embora possam ser retirados, caso seja necessário.
O candidato ideal ao procedimento com Intac é aquele incapaz de usar óculos ou lentes de contato, e com poucas alterações corneanas.

Fonte: www.drqueirozneto.com.br

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