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Cisto Hidático

 

 

O cisto hidático ou hidatidose é causado pela fase larval do verme platelminte Echinococcus granulosus que parasita o intestino do cão e outros animais.

A contaminação ocorre pela ingestão dos ovos do verme através da água, alimentos ou pelo contato direto com os animais portadores.

No intestino, os ovos liberam as larvas que, pela circulação, atingem diversos órgãos (pele, músculos, fígado, cérebro, ect.).

As larvas se desenvolvem em grandes esferas cheias de líquido chamada cistos hidáticos. Alguns podem atingir o tamanho de uma bola de bilhar e, após alguns anos, chegar ao tamanho de uma bola de futebol.

Um cisto pode formar outros que se espalham pelo organismo, com graves conseqüências.

Profilaxia

A profilaxia consiste em hábitos de higiene pessoal e em cuidados relacionados à alimentação e aos cães.

Fonte: www.francine.bio.b

Cisto Hidático

Infestação causada principalmente pelo cestóide Echinococcus granulosus.

Etiologia

Na natureza o ciclo de vida do parasita se man­tém entre cães e ruminantes. O ruminante come os ovos, desenvolvendo sua forma larvária (cistos hidáticos teciduais).

Uma vez que o ruminante é abatido, suas vísceras são ingeridas pelos cães, dentro dos quais se desenvol­ve grande quantidade de vermes, eliminando ovos.

A infecção no homem ocorre através da ingestão de ovos a partir de alimentos e mãos contaminados, desenvolvendo cistos hidáticos em seus tecidos.

Cosmopolita. O sul do Brasil é hiperendêmico, especialmente no Rio Grande do Sul, acometendo gado ovino e bovino.

Clínica

Os cistos podem passar desapercebidos e serem descobertos fortuitamente em exame radiológico. Acometem principalmente fígado (52-77%) e pulmões (8,5-44%).

As principais manifestações hepáticas são a forma biliar com dispepsia pós-prandial, dor abdominal e ic­terícia colestática, e a forma tumoral, com a descoberta de massa hepática regular e pouco sensível à palpação.

A forma pulmonar, geral­mente assintomática, pode se manifestar por tosse, dor torácica, dispnéia e ocasionalmen­te com hemoptise. A abertura de cisto para a árvore brônquica pode causar vômica.

Cistos em outras localizações podem causar manifes­tações alérgicas pulmonares (broncoespasmo). A localização óssea, menos freqüente, costuma ser mais invasiva e manifestar-se por fraturas patológicas ou por compressão medular.

Raro acometimento do SNC ou miocárdio. A rup­tura de cisto de qualquer localização pode cau­sar reações anafiláticas graves.

Diagnóstico

Exames de imagem: a ultra-sonografia, a to­mografia computadorizada e a ressonância magnética evidenciam os cistos hidáticos em abdome e tórax. Os cistos têm aspecto circular, homogêneo e bem delimitado, fazendo diagnóstico diferencial com outras tumorações císticas.

Exames laboratoriais: sorologia (ELISA, imunoblot, hemaglutinação, imunodifusão), reação em cadeia por polimerase (PCR). Em caso de rompimento e na aspiração do cisto (durante o tratamento): identificação da parede do cisto (membrana anista) ou dos protoescóceles do verme.

Tratamento

Aspiração-reinjeção-reaspiração percutânea de cisto (PAIR) + albendazol:

1. Antes da drenagem: albendazol 15 mg/kg/dia (máx. 800 mg) VO 12/12 horas com comida, por 1 semana.
2. Punção com agulha e aspiração do conteúdo do cisto. Instilação de escolicida (salina hipertônica 15-30% ou álcool absoluto) por 20-30 minutos. Reaspiração com irrigação final. Taxa de cura de 96%.
3. Depois da drenagem: albendazol 15 mg/kg/dia (máx. 800 mg) VO 12/12 horas com comida, por 28 dias.

Ressecção cirúrgica do cisto intacto + escolicida (salina hipertônica, povidine, peróxido de hidrogênio, nitrato de prata ou albendazol). Taxa de cura de 90%.

Fonte: www.consultormedico.com

Cisto Hidático

Echinococcus granulosus

É um helminto cestódeo, agente da hidatidose.

O parasito adulto (1) mede de 3 a 6 mm e está presente apenas no intestino do cão. A larva se encontra no interior dos cistos, que possuem um tamanho de aproximadamente 2 a 5 cm.

O hospedeiro intermediário (ovelha) ou o acidental (homem) se contamina ao ingerir os ovos liberados no ambiente pelo cão (hospedeiro definitivo, elimina nas fezes os proglotes contendo ovos).

Os ovos se rompem no intestino e liberam a larva, que perfura a mucosa e atinge a circulação sangüínea, chegando ao fígado. Em 70% dos casos, forma um cisto nesse local, mas pode invadir o tecido pulmonar ou ainda outros órgãos.

O ciclo no homem termina com a formação do cisto hidático (2) no fígado e/ou pulmão e não há eliminação de formas de contágio.

A contaminação é sempre acidental, do cão para o homem.

Pode haver compressão dos tecidos pelo crescimento do cisto ( cerca de 1 cm por ano, podendo chegar a 10 cm), causando dor abdominal, crises semelhantes à colelitíase e distúrbios digestivos variados.

Dentro do cisto encontra-se a areia hidática , formada por escóleces isolados e por fragmentos da membrana prolígera e das vesículas prolígeras.

Com frequência, se desenvolve hipersensibilidade, provocando crises alérgicas e, com a ruptura do cisto e a liberação da areia hidática na circulação, até o choque anafilático.

As medidas de prevenção incluem o cozimento das vísceras de ovelhas antes de oferecê-las para os cães; tratamento dos cães parasitados; inibir o carnivorismo por parte dos cães; evitar a proximidade de cães a matadouros.

No homem, o tratamento é preferencialmente cirúrgico, com a remoção do cisto. Esta infecção é mais frequente no Rio Grande do Sul.

Cisto Hidático
Echinococcus granulosus

Cisto Hidático
Echinococcus granulosus - parasitos adultos

Cisto Hidático
Echinococcus granulosus - Cisto Hidático

Cisto Hidático
Echinococcus granulosus - Areia Hidática

Echinococcus granulosus

Echinococcus granulosus é um parasita pertencente à Classe Cestoda, tendo um ciclo de vida envolvendo dois hospedeiros. O verme adulto vive no intestino delgado do cão e outros canídeos e a forma larval (metacestóide) desenvolve-se principalmente no fígado e pulmão dos hospedeiros intermediários, que podem ser ovinos, bovinos e humanos.

O metacestóide (cisto) de E. granulosus é unilocular, de forma sub-esférica e repleto de líquido hidático. O cisto consiste de uma membrana germinativa suportada externamente por uma camada laminada acelular, a qual é, por sua vez, envolvida por uma camada adventícia produzida pelo hospedeiro.

Na membrana germinativa formam-se as cápsulas prolígeras, onde se originam os protoescólices . Estes podem se desenvolver no verme adulto quando ingeridos pelo hospedeiro definitivo. Quando atingem a maturidade, os vermes adultos liberam a última proglote repleta de ovos, os quais são eliminados com as fezes e podem, então, ser ingeridos pelo hospedeiro intermediário. No estômago e intestino delgado eles eclodem dando origem às oncosferas que penetram na parede intestinal e atingem o fígado ou pulmões através da circulação. Nestes órgãos inicia-se o desenvolvimento que levará à formação do metacestóide.

Cisto Hidático
Protoescólices de Echinococcus granulosus

O cisto hidático é a forma patogênica do E. granulosus. A patogenia é devida principalmente à pressão física que o desenvolvimento do cisto exerce sobre as vísceras do hospedeiro. Além disso, anafilaxia pode também ocorrer quando um cisto se rompe e libera grandes quantidades de líquido hidático na cavidade do corpo.

Fonte: www.ufrgs.br

Cisto Hidático

Cisto hidático:

Echinococcus granulosus

Fronteira

A cirurgia deve ser muito cuidadosa para não romper o cisto hidático e implantar o echinococcus em outros locais.

Sinais e sintomas: na maioria são assintomáticos. Quando tem sintomas, são variados desde dor ou desconforto no quadrante superior direito e dispepsia, podendo ser acompanhados de náusea, vômito, febre e icterícia.

Diagnóstico: é confirmado pela presença de um exame de imagem fortemente sugestivo (eco, TC, RMN), associado ou não a um teste imunológico positivo.

Tratamento: farmacológico com albendazol. Cistos mais simples são tratados com procedimento percutâneo. Cistos mais complexos com cirurgia.

Cistos simples hepáticos

São malformações congênitas dos ductos biliares. Apresentam um conteúdo líquido seroso e geralmente não se comunicam com a árvore biliar. Estas lesões podem ser solitárias (61%), multicísticas (36%) ou policísticas (3%).

Hidatidose hepática:

É o órgão mais acometido

Compressão do parênquima hepá tico, vasos e vias biliares

Distúrbios gástricos

Congestão porta e estase biliar

Icterícia

Ascite

Doença policística hepática:

Dor à palpação

Leve predileção pelo sexo feminino

Associada à doença policística renal

Cistos revestidos por epitélio biliar achatado

Pode destruir grande parte do parênquima

A laparoscopia está indicada apenas quando há um número limitado de cistos grandes. Do contrário, a técnica aberta é a mais apropriada.

Fonte: www.geocities.com

Cisto Hidático

Define-se como doença crônica, endêmica, provocada por uma larva de uma pequena ténia do cão, caracterizada pela existência de um quisto, podendo-se localizar em qualquer parte do organismo

Agentes de transmissão

O agente causador é a Echinococcus granulosa ou Taenia echinococcus.

Este verme parasita, tem habitualmente como hospedeiro o cão e, mais raramente, o gato.

Aloja-se no intestino delgado, tem entre 3 a 6 mm de comprimento e um corpo formado por 3-4 anéis, o último dos quais se vai enchendo de ovos à medida que o verme se desenvolve, libertando-os então para o exterior com as fezes.

Condições de exposição

Estes ovos, que são muito resistentes e contêm o embrião já formado, só poderão prosseguir a sua evolução quando ingeridos por um animal conveniente: os carneiros, as vacas e os porcos.

Uma vez ingeridos (o que pode ocorrer nas pastagens ou nos passeios pelo campo, onde o cão deixa as suas fezes), e chegando ao intestino, a casca do ovo é digerida e a larva posta em liberdade, penetrando na parede do intestino delgado para alcançar um vaso sanguíneo ou linfático, e assim chegar ao fígado onde habitualmente se fixa, podendo passar a outro qualquer ponto do organismo.

Ciclo

O ciclo começa quando o cão se infecta ao ingerir vísceras de animais que por sua vez apanharam o parasita por se alimentarem de pastos e águas contaminados.

Só no intestino do cão é que o embrião se torna adulto. Por isso, se o homem ingerir carne de um animal que esteja infectado, não contrairá a doença.

No órgão atingido forma-se um quisto (quisto hidático) que é a forma larvar do verme e que se caracteriza por encerrar alguns milhares de parasitas.

Se as vísceras dos animais infectados são ingeridas por qualquer cão, as larvas do quisto, chegando ao intestino delgado do cão e alojando-se, repetirão o seu ciclo continuamente.

Incubação

O período de incubação é difícil de precisar.

Sintomas

O portador do quisto hidático pode não apresentar quaisquer sintomas ou apresentá-los muito depois de ter sido contaminado, daí ser muito difícil de determinar o período de incubação.

Os principais sintomas podem ser de duas origens: uns próprios do parasita e outros dependendo do órgão afetado.

Os sintomas gerais próprios do parasita são muito variáveis, podendo-se manifestar por comichão, falta de ar, agitação nervosa, vómitos, diarreia, etc. Os outros sintomas dependem, naturalmente, do órgão lesado.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é de fácil execução. A Reação de Casoni consiste na injeção intradérmica de 0,2 cc. de líquido do quisto hidático, proveniente de um animal abatido no matadouro. Sendo positiva, nota-se que a pele fica avermelhada à volta do ponto injetado.

Contração da doença

A contração da doença pode dar-se de várias formas: pelo ciclo evolutivo do parasita, para o que é preciso ingerir os seus ovos, podendo dar-se quando se convive muito de perto com animais infectados.

No caso da contaminação do homem pelo cão, tal deve-se ao simples fato de permitirmos que um cão infectado nos lamba as mãos e/ou cara depois de ter lambido o orifício retal, onde podem existir ovos do parasita. Outra forma de contrair a doença tanto no homem como no cão deve-se à ingestão de água e alimentos crus contaminados com detritos fecais.

Prevenção

A prevenção deve ser fundamentalmente ambiental, através de medidas sociais da limpeza sistemática dos espaços públicos, com especial atenção para os dejetos deixados na rua, parques, jardins, etc. pelos nossos cães.

De qualquer modo, havendo um contato muito próximo com os nossos cães em casa, é sempre indispensável que se lavem bem as mãos sempre que lhes toquemos.

Os vegetais usados crus na nossa alimentação (legumes, fruta, etc.) devem ser bem lavados, pois em muitos casos desconhecemos a sua proveniência.

Os casos ocorram com mais frequência no campo, especialmente onde há gado. O Alentejo é a zona do país com maior incidência de casos de pessoas contaminadas. Para evitar a doença, há um conjunto de medidas que podem ser tomadas, como não dar vísceras cruas aos cães, não deixar animais mortos ao seu alcance, desparasitá-los e levá-los regularmente ao veterinário.

Em zonas onde existem cães abandonados, a propagação da doença é dificilmente controlada.

Fonte: whippetp.no.sapo.pt

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