É um helminto cestódeo, agente da hidatidose.
O parasito adulto (1) mede de 3 a 6 mm e está presente apenas no intestino do cão. A larva se encontra no interior dos cistos, que possuem um tamanho de aproximadamente 2 a 5 cm.
O hospedeiro intermediário (ovelha) ou o acidental (homem) se contamina ao ingerir os ovos liberados no ambiente pelo cão (hospedeiro definitivo, elimina nas fezes os proglotes contendo ovos).
Os ovos se rompem no intestino e liberam a larva, que perfura a mucosa e atinge a circulação sangüínea, chegando ao fígado. Em 70% dos casos, forma um cisto nesse local, mas pode invadir o tecido pulmonar ou ainda outros órgãos.
O ciclo no homem termina com a formação do cisto hidático (2) no fígado e/ou pulmão e não há eliminação de formas de contágio.
A contaminação é sempre acidental, do cão para o homem.
Pode haver compressão dos tecidos pelo crescimento do cisto ( cerca de 1 cm por ano, podendo chegar a 10 cm), causando dor abdominal, crises semelhantes à colelitíase e distúrbios digestivos variados.
Dentro do cisto encontra-se a areia hidática , formada por escóleces isolados e por fragmentos da membrana prolígera e das vesículas prolígeras.
Com frequência, se desenvolve hipersensibilidade, provocando crises alérgicas e, com a ruptura do cisto e a liberação da areia hidática na circulação, até o choque anafilático.
As medidas de prevenção incluem o cozimento das vísceras de ovelhas antes de oferecê-las para os cães; tratamento dos cães parasitados; inibir o carnivorismo por parte dos cães; evitar a proximidade de cães a matadouros.
No homem, o tratamento é preferencialmente cirúrgico, com a remoção do cisto. Esta infecção é mais frequente no Rio Grande do Sul.


Echinococcus granulosus - parasitos adultos

Echinococcus granulosus - Cisto Hidático

Echinococcus granulosus - Areia Hidática
Echinococcus granulosus é um parasita pertencente à Classe Cestoda, tendo um ciclo de vida envolvendo dois hospedeiros. O verme adulto vive no intestino delgado do cão e outros canídeos e a forma larval (metacestóide) desenvolve-se principalmente no fígado e pulmão dos hospedeiros intermediários, que podem ser ovinos, bovinos e humanos.
O metacestóide (cisto) de E. granulosus é unilocular, de forma sub-esférica e repleto de líquido hidático. O cisto consiste de uma membrana germinativa suportada externamente por uma camada laminada acelular, a qual é, por sua vez, envolvida por uma camada adventícia produzida pelo hospedeiro.
Na membrana germinativa formam-se as cápsulas prolígeras, onde se originam os protoescólices . Estes podem se desenvolver no verme adulto quando ingeridos pelo hospedeiro definitivo. Quando atingem a maturidade, os vermes adultos liberam a última proglote repleta de ovos, os quais são eliminados com as fezes e podem, então, ser ingeridos pelo hospedeiro intermediário. No estômago e intestino delgado eles eclodem dando origem às oncosferas que penetram na parede intestinal e atingem o fígado ou pulmões através da circulação. Nestes órgãos inicia-se o desenvolvimento que levará à formação do metacestóide.

Protoescólices de Echinococcus granulosus
O cisto hidático é a forma patogênica do E. granulosus. A patogenia é devida principalmente à pressão física que o desenvolvimento do cisto exerce sobre as vísceras do hospedeiro. Além disso, anafilaxia pode também ocorrer quando um cisto se rompe e libera grandes quantidades de líquido hidático na cavidade do corpo.
Fonte: www.ufrgs.br