O cisto hidático ou hidatidose é causado pela fase larval do verme platelminte Echinococcus granulosus que parasita o intestino do cão e outros animais. A contaminação ocorre pela ingestão dos ovos do verme através da água, alimentos ou pelo contato direto com os animais portadores.
No intestino, os ovos liberam as larvas que, pela circulação, atingem diversos órgãos (pele, músculos, fígado, cérebro, ect.). As larvas se desenvolvem em grandes esferas cheias de líquido chamada cistos hidáticos. Alguns podem atingir o tamanho de uma bola de bilhar e, após alguns anos, chegar ao tamanho de uma bola de futebol. Um cisto pode formar outros que se espalham pelo organismo, com graves conseqüências.
A profilaxia consiste em hábitos de higiene pessoal e em cuidados relacionados à alimentação e aos cães.
Fonte: www.brasilescola.com
Também chamada de tenia anã
Familia: Taenidae
No Brasil, é comum no Rio Grande do Sul. Ocorre também na Argentina e Uruguai.
ADULTO: Possui escólex com 4 ventosas e rostro com acúleos.
OVO: Apresenta embrióforo (revestimento externo) e embrião hexacanto.
CISTO HIDÁTICO: Pode alcançar 5 a 10 cm. Estruturas (de fora para dentro):
Mb. adventícia ou externa (pericisto)
Mb. anista : secretada pela prolígera e serve para defesa
Mb. prolígera: responsável pela proliferação do parasita, origina as vesículas prolígeras (que originam os protoexcólex) glicogênio
Líquido hidático: parecido com o LCR, com substs antigênicas.
Intestino delgado de cães (HD)
Fígado e pulmões dos HI. No homem pode ser encontrado tb no cérebro, ossos e rins.
HD - Forma adulta: em canídeos
HI - Forma larvar (cisto hidático): em ovinos, bovinos, suínos,... e homem
Os ovos são eliminados pelas fezes dos cães e contaminam o ambiente, como os pastos. O HI ingere esses ovos junto com alimento. Nos animais, assim como no homem, há dissolução do embrióforo e liberação da oncosfera por estímulo do suco gástrico. Assim, a oncosfera é liberada no duodeno dos HI e com os acúleos atravessa a parede intestinal, caindo na circulação, podendo ir para os músculos, baço, SNC, pulmão,... No fígado, a oncosfera (embrião hexacanto) se transforma em cisto hidático (hidátide ou larva) e se aloja nos tecidos.
Quando os cães se alimentam das vísceras desses animais, ingerem o cisto com escólexes, que no duodeno desenvaginam-se e se transformam em vermes adultos em 2 meses. Os vermes adultos vivem no intestino dos cães até morrerem e serem eliminados (cerca de 4 meses).
Mecanismos de transmissão: Homem - ingerindo ovos eliminados pelos cães infectados, pelos pêlos repletos de ovos. Muito comum ocorrer com crianças.
Ovinos, caprinos, suínos,...(HI) - ingerindo ovos das fezes dos cães junto com seus alimentos.
Muitas pessoas podem ser portadoras de cistos hidáticos durante toda a vida sem buscar assistência médica. Como geralmente ocorre na infância, os sintomas podem se manifestar só na fase adulta.
Devido à ação mecânica, pode ocorrer compressão e função diminuída de algum órgão. Pode haver compressão do sistema porta levando a estase sanguínea, ascite e perturbação do fluxo biliar. Pode haver dificuldade respiratória e eliminação de escólexes no catarro. Pode causar também reação alérgica.
CLÍNICO: Difícil. Geralm. há manifestações crônicas hepáticas ou pulmonares.
LABORATORIAL: Reações imunológicas. Usa-se também raio X, tomografia computadorizada e ultrasonografia.
cirúrgico. Há risco de ruptura dos cistos, originando novos cistos.
Impedir que os cães comam as vísceras dos HI, fazendo divisão das pastagens, proibindo a alimentação dos cães com vísceras, fazendo controle dos matadouros, incinerando as vísceras que contenham cistos. Realizar tratamento em massa de todos os cães em regiões de risco, eliminar cães errantes e educação sanitária.
Fonte: members.tripod.com
É um helminto cestódeo, agente da hidatidose. O parasito adulto (1) mede de 3 a 6 mm e está presente apenas no intestino do cão. A larva se encontra no interior dos cistos, que possuem um tamanho de aproximadamente 2 a 5 cm.
O hospedeiro intermediário (ovelha) ou o acidental (homem) se contamina ao ingerir os ovos liberados no ambiente pelo cão (hospedeiro definitivo, elimina nas fezes os proglotes contendo ovos). Os ovos se rompem no intestino e liberam a larva, que perfura a mucosa e atinge a circulação sangüínea, chegando ao fígado. Em 70% dos casos, forma um cisto nesse local, mas pode invadir o tecido pulmonar ou ainda outros órgãos. O ciclo no homem termina com a formação do cisto hidático (2) no fígado e/ou pulmão e não há eliminação de formas de contágio. A contaminação é sempre acidental, do cão para o homem.
Pode haver compressão dos tecidos pelo crescimento do cisto ( cerca de 1 cm por ano, podendo chegar a 10 cm), causando dor abdominal, crises semelhantes à colelitíase e distúrbios digestivos variados. Dentro do cisto encontra-se a areia hidática (3), formada por escóleces isolados e por fragmentos da membrana prolígera e das vesículas prolígeras. Com frequência, se desenvolve hipersensibilidade, provocando crises alérgicas e, com a ruptura do cisto e a liberação da areia hidática na circulação, até o choque anafilático.
As medidas de prevenção incluem o cozimento das vísceras de ovelhas antes de oferecê-las para os cães; tratamento dos cães parasitados; inibir o carnivorismo por parte dos cães; evitar a proximidade de cães a matadouros. No homem, o tratamento é preferencialmente cirúrgico, com a remoção do cisto. Esta infecção é mais frequente no Rio Grande do Sul.
Fonte: www.ufrgs.br