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Coqueluche

Doença infecciosa aguda, transmissível, de distribuição universal, que compromete especificamente o aparelho respiratório (traquéia e brônquios) e se caracteriza por paroxismos de tosse seca. Ocorre sob as formas endêmica e epidêmica.

Em lactentes pode resultar em número elevado de complicações e até em morte.

A doença evolui em três fases sucessivas:  

Fase catarral

Com duração de uma ou duas semanas, inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca), seguidos pela instalação gradual de surtos de tosse, cada vez mais intensos e freqüentes, até que passam a ocorrer as crises de tosses paroxísticas.  

Fase paroxística

Geralmente afebril ou com febre baixa. Em alguns casos ocorrem vários picos de febre ao longo do dia. A manifestação típica são os paroxismos de tosse seca (durante os quais o paciente não consegue inspirar e apresenta protusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose com sensação de asfixia), finalizados por inspiração forçada, súbita e prolongada, acompanhada de um ruído característico, o guincho, seguidos de vômitos.

Os episódios de tosse paroxística aumentam em freqüência e intensidade nas duas primeiras semanas e, depois, diminuem paulatinamente. Nos intervalos dos paroxismos, o paciente passa bem. Essa fase dura de 2 a 6 semanas.  

Fase de convalescença

Os paroxismos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum; esta fase pode persistir por mais 2 a 6 semanas e alguns casos pode se prolongar por até 3 meses. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante a convalescença da coqueluche, podem provocar reaparecimento transitório dos paroxismos.

Lactentes jovens (<6 meses) são propensos a apresentar formas graves, muitas vezes letais. Indivíduos inadequadamente vacinados ou vacinados há mais de 5 anos, podem apresentar formas atípicas da doença, com tosse persistente, porém sem o guincho característico.

Agente etiológico

Bordetella pertussis. Bacilo gram negativo aeróbio, não esporulado, imóvel e pequeno, provido de cápsula (formas patogênicas) e fímbrias.

Reservatório

O homem é o único reservatório natural.

Modo de transmissão

Contato direto da pessoa doente com pessoa suscetível (gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou ao falar). A transmissão por objetos recém contaminados com secreções do doente é pouco freqüente, visto a dificuldade do agente sobreviver fora do hospedeiro.

Período de incubação

Em média, de 5 a 10 dias, podendo variar de 1 a 3 semanas e, raramente até 42 dias.

Período de transmissibilidade

Para efeito de controle, considera-se que esse período se estende de 5 dias após o contato com um doente (final do período de incubação) até 3 semanas após o início dos acessos de tosse típicos da doença (fase paroxística). A maior transmissibilidade da doença ocorre na fase catarral.

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade é geral.

O indivíduo torna-se imune após adquirir a doença (imunidade duradoura, mas não permanente); após receber vacinação básica (mínimo de três doses) com DTP ou DTPa: imunidade por alguns anos. Em média de 5 a 10 anos após a última dose da vacina, a proteção pode ser pouca ou nenhuma.

Complicações

Pneumonia e otite média por Bordetella pertussis, pneumonias por outras etiologias, ativação de tuberculose latente, atelectasia, bronquiectasia, enfisema, pneumotórax, ruptura de diafragma; encefalopatia aguda, convulsões, coma, hemorragias intra-cerebrais, hemorragia sub-dural, estrabismo, surdez; hemorragias sub-conjuntivais, epistaxe, edema de face, úlcera do frênulo lingual, hérnias (umbilicais, inguinais e diafragmáticas), conjuntivite, desidratação e/ou desnutrição.

Diagnóstico

O diagnóstico específico é realizado mediante o isolamento da Bordetella pertussis através de cultura de material colhido de nasorofaringe com técnica adequada.

A técnica da cultura para o isolamento da Bordetella pertussis da secreção nasofaríngea é considerada como"padrão ouro"para o diagnóstico laboratorial da coqueluche, pelo seu alto grau de especificidade, embora sua sensibilidade seja variável. Como a Bordetella pertussis apresenta um tropismo pelo epitélio respiratório ciliado, a cultura deve ser feita a partir da secreção nasofaríngea.

A coleta do espécime clínico deve ser realizada antes do início da antibioticoterapia ou, no máximo, até 3 dias após seu início. Por isso, é importante procurar a unidade de saúde ou entrar em contato com a coordenação da vigilância epidemiológica na Secretaria de Saúde do Município ou do Estado.

Diagnóstico diferencial

Deve ser feito com as infecções respiratórias agudas, como traqueobronquites, bronqueolites, adenoviroses e laringites. Outros agentes também podem causar a síndrome coqueluchóide, dificultando o diagnóstico diferencial, entre os quais Bordetella parapertussis, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia trachomatis, Chlamydia pneumoniae e Adenovírus (1, 2, 3 e 5). A Bordetella bronchiseptica e a Bordetella avium são patógenos de animais que raramente acometem o homem. Quando isto ocorre tratam-se de imunodeprimidos.

Tratamento

A eritromicina (de preferência o estolato) é o antimicrobiano de escolha para o tratamento da coqueluche, visto ser mais eficiente e menos tóxico. Este antibiótico é capaz de erradicar o agente do organismo em um ou dois dias quando iniciado seu uso durante o período catarral ou no início do período paroxístico, promovendo assim a diminuição do período de transmissibilidade da doença.

No entanto, é necessário procurar atendimento para que o medicamento seja prescrito em doses adequadas por profissional capacitado. A imunoglobulina humana não tem valor terapêutico comprovado.

Características Epidemiológicas

Em populações aglomeradas, condição que facilita a transmissão, a incidência da coqueluche pode ser maior na primavera e no verão, porém em populações dispersas nem sempre se observa esta sazonalidade.

Não existe uma distribuição geográfica preferencial nem característica individual que predisponha à doença, a não ser presença ou ausência de imunidade específica. A letalidade é mais elevada no grupo de crianças menores de um ano, particularmente nos menores de seis meses de idade, grupo que no Brasil concentra quase todos os óbitos por coqueluche.

Objetivos da vigilância epidemiológica

a) Acompanhar a tendência temporal da doença, para detecção precoce de surtos e epidemias, visando adotar medidas de controle pertinentes

b) Aumentar o percentual de isolamento em cultura, com envio de 100% das cepas isoladas para o Laboratório de Referência Nacional para estudos moleculares e de resistência bacteriana a antimicrobianos.

Notificação: É doença de notificação compulsória.

Definição de caso

Suspeito

a) Todo indivíduo, independente da idade e estado vacinal, que apresente tosse seca há 14 dias ou mais, associado a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística (tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas (5 a 10) em uma única expiração);guincho inspiratório; vômitos pós-tosse; ou

b) Todo indivíduo, independente da idade e estado vacinal, que apresente tosse seca há 14 dias ou mais e com história de contato com um caso confirmado de coqueluche pelo critério clínico.  

Confirmado

a) Critério Laboratorial - Todo caso suspeito de coqueluche com isolamento de Bordetella pertussis.

b) Critério Epidemiológico - Todo caso suspeito que teve contato com caso confirmado como coqueluche pelo critério laboratorial, entre o início do período catarral até três semanas após o início do período paroxístico da doença (período de transmissibilidade).

c) Critério Clínico - Todo caso suspeito de coqueluche cujo hemograma apresente leucocitose (acima de 20.000 leucócitos/mm³) e linfocitose absoluta (acima de 10.000 linfócitos/mm³), desde que sejam obedecidas as seguintes condições: resultado de cultura negativa ou não realizada; inexistência de vínculo epidemiológico (vide item b acima); não se confirme outra etiologia.

Medidas de controle

Vacinação

A medida de controle de interesse prático em saúde pública é a vacinação dos suscetíveis na rotina da rede básica de saúde. A vacina contra coqueluche deve ser aplicada mesmo em crianças cujos responsáveis refiram história da doença.

Esquema Básico de vacinação

Os menores de um ano deverão receber 3 doses da vacina combinada DTP+Hib (contra difteria, tétano e coqueluche e infecções graves causadas pelo Haemophilus influenzae), a partir dos 2 meses de idade com intervalo de pelo menos 30 dias entre as doses (o ideal é intervalo de dois meses).

De seis a doze meses após a terceira dose, a criança deverá receber o 1º reforço com a vacina DTP (tríplice bacteriana), sendo que o 2º reforço deverá ser aplicado de 4 a 6 anos de idade. A vacina DTP não deve ser aplicada em crianças com 7 anos ou mais de idade. A vacina DTPa (tríplice acelular) é indicada em situações especiais e deve-se observar as recomendações do Ministério da Saúde. Vacinação de bloqueio -Frente a casos isolados ou surtos: proceder a vacinação seletiva da população suscetível, visando aumentar a cobertura vacinal na área de ocorrência do(s) caso(s).  

Controle de comunicantes

A) Vacinação

Os comunicantes íntimos, familiares e escolares, menores de 7 anos não vacinados, inadequadamente vacinados ou com situação vacinal desconhecida deverão receber uma dose da vacina contra coqueluche e orientação de como proceder para completar o esquema de vacinação.

B) Pesquisa de novos casos

Coletar material para diagnóstico laboratorial de comunicantes com tosse, segundo orientação constante no Guia de Vigilância Epidemiológica.

C) Quimioprofilaxia

Tem indicação restrita e deve-se observar as recomendações constantes no Guia de Vigilância Epidemiológica.

Fonte: br.gocities.com

Coqueluche

Apesar de ser altamente contagiosa, a coqueluche só se torna realmente grave quando ataca menores de um ano de idade, subnutridos ou portadores de outras doenças que tenham sua capacidade de defesa comprometida.

Trata-se de uma enfermidade que agride o aparelho respiratório e é causada por três bactérias do gênero Bordetella, sobretudo a B. pertussis.

O contágio se dá pelas gotículas de saliva liberadas pelo doente por meio de tosse, espirro ou fala - objetos contaminados também podem transmitir a doença.

O período de maior contaminação acontece quando o enfermo se encontra na primeira fase da infecção (catarral), onde os sintomas ainda não são suficientemente claros, e que ainda permitem um maior contato social do doente com pessoas sadias.

Após uma incubação que dura de sete a dez dias, surgem os primeiros sintomas que apresentam-se sob a forma de tosse com catarro, coriza, ligeiro mal-estar e, raramente, febre baixa, o que não permite diferenciar a coqueluche de qualquer gripe comum.

Com o passar do tempo (duas semanas aproximadamente), a coqueluche começa a se expressar mais intensamente por meio de sintomas típicos: a tosse torna-se mais seca e curta, ocorrendo de oito a dez vezes em um único movimento expiratório (lembrando o soar de uma metralhadora).

A tosse quase deixa o paciente sem ar e ao tentar inspirá-lo de volta, é possível identificar um guincho, semelhante a um assobio, característico da infecção e seguidos da eliminação de uma substância viscosa que, por vezes, provoca vômitos.

Se não for tratada, a coqueluche pode provocar complicações respiratórias graves como broncopneumonia, enfisema, dispnéia, ruptura do diafragma, inflamação nos ouvidos, convulsões, coma e morte.

A melhor forma de evitar a coqueluche é através da aplicação da vacina tríplice e do isolamento dos doentes.

Nos casos mais graves, costuma-se administrar antibióticos, mais exatamente a eritromicina.

Fonte: www.fiocruz.br

Coqueluche

O que é

Doença infecciosa aguda e contagiosa, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que ataca o aparelho respiratório e se manifesta por acessos violentos de tosse, respiração ruidosa, expectoração e vômitos.

A coqueluche ou tosse comprida (nome comum) acomete mais as crianças e os idosos e pode matar.

Sintomas

De início, são semelhantes aos de uma gripe. Surge febre baixa e tosse seca.

Dias depois, os sintomas pioram. Aparece um catarro claro e viscoso no nariz

O doente espirra com freqüência, perde o apetite e parece cansado

Em seguida, o rosto fica avermelhado e os olhos lacrimejantes

Por fim, o doente tem tosse sufocante em acessos que dificultam a respiração

Transmissão

Ocorre a partir de uma pessoa contaminada, especialmente, nos primeiros dias da doença.

Quando uma pessoa contaminada:

Fala, as gotículas com a bactéria podem alcançar até 1,5m de distância

Tosse, as gotículas com a bactéria chegam até 5,5m

Contágio

Acontece pela inalação das secreções respiratórias que o doente espalha pelo ar.

Incubação

A bactéria tem o período de incubação de aproximadamente uma semana a dez dias, quando se prolifera nos pulmões. Ela ataca toda a árvore respiratória (brônquios e bronquíolos) desencadeando um processo inflamatório nos pulmões.

Complicações

Os pulmões podem ser atacados por vírus ou bactérias, surgindo doenças secundárias como pneumonia, que pode lavar à morte. Se a coqueluche se manifesta em crianças que não foram vacinadas, poderá ser controlada e amenizada com administração de gamaglobulina, uma proteína do sangue que contém anticorpos.

Cuidados com o doente

Imediatamente após o diagnóstico, o paciente deve ter os talheres e os pratos separados para evitar a transmissão da doença

O doente deve ser mantido afastado de crianças por pelo menos três semanas

A violência dos ataques de tosse pode ser combatida com sedativos. Os tranqüilizantes também são úteis para atenuar a tensão nervosa

As refeições devem ser freqüentes e em pequenas quantidades para diminuir o esforço da criança em engolir os alimentos

O paciente deve ficar de repouso na cama com o quarto ventilado e ar umidificado

Tratamento

Para limitar a ação da bactéria, pode ser usada a globulina super-imune (proteína produzida a partir de elementos do sangue) que fortalece as defesas naturais do corpo. Antibióticos têm pouco ou nenhum efeito sobre o bacilo e podem ser administrados para combater infecções secundárias.

Vacina

A vacina tríplice é utilizada para o combate à coqueluche e também para mais duas doenças: difteria e tétano. São dadas três doses, com intervalo de dois meses.

A imunização deve iniciar-se no segundo mês de vida, com dose de reforço aos 15 meses e quatro anos de idade. E, se houver a possibilidade de contágio, pode ser aplicada uma dose de reforço.

Fonte: www.santalucia.com.br

Coqueluche

“As febres acometem garotos de quatro, dez meses ou um pouco mais velhos, sendo incalculável o número de quantos já morreram. Principalmente pela tosse característica, que é geralmente chamada de quinta ou quintana, os sintomas são sérios. Os pacientes ficam livres desta tosse terrível por cerca de quatro a cinco horas e depois o paroxismo da tosse retorna, desta vez tão grave que o sangue é expelido com força pelo nariz e pela boca”. Guillaume de Baillou (1736)

A coqueluche, conhecida como tosse espasmódica, é uma doença imunoprevenível de grande importância na infância, que pode levar a complicações graves, inclusive com óbito.

A Bordetella pertussis é o agente etiológico da coqueluche, embora quadros clinicamente mais brandos possam ser causados pela Bordetella parapertussis.

Vários outros agentes etiológicos podem determinar apresentação clínica semelhante, conhecida por síndrome pertussis, como alguns tipos de adenovírus, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia trachomatis, Chlamydia pneumoniae, além da Bordetella bronchiseptica. O homem é o único hospedeiro da Bordetella pertussis.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO: Clinicamente, manifesta-se ao longo de três estádios, após um período de incubação que varia de 7 a 10 dias:

FASE CATARRAL: De 7 a 14 dias, com manifestações em vias aéreas superiores, com tosse, coriza e lacrimejamento, mimetizando um resfriado comum;

FASE PAROXÍSTICA: Caracterizada por acessos de tosse seguidos de guinchos com expectoração de muco claro, viscoso e espesso, seguidos de vômitos. Dura geralmente de 4 a 6 semanas;

FASE DE CONVALESCENÇA: Desaparecimento dos guinchos com persistência da tosse por até 3 semanas.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

O diagnóstico é eminentemente clínico, uma vez que a bactéria apresenta dificuldades laboratoriais para ser isolada, necessitando de meios específicos e imediata inoculação no meio após a coleta. Além disso, não está presente no sangue, portanto a hemocultura é quase sempre negativa.

O diagnóstico baseia-se na suspeita clínica de surtos de tosse paroxística seguida de guinchos e vômitos, associada à presença de leucocitose (acima de 20.000 céls./mm3), com linfocitose.

Lembrar que em crianças pequenas, em especial no primeiro ano de vida, o quadro clínico é mais grave, porém mais inespecífico e os guinchos podem não estar presentes.

A apnéia e a cianose são comuns nesta faixa etária e complicações neurológicas como crises convulsivas podem ocorrer.

TRATAMENTO

MEDIDAS GERAIS

Contactar o Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da FMT/IMT-AM, a fim de notificar o caso e iniciar busca de contactantes

A hospitalização geralmente não é necessária, porém casos mais graves em lactentes exigem internação hospitalar

Caso necessário, manter a criança adequadamente hidratada utilizando a via parenteral e controlando o equilíbrio ácido-básico

Deve-se ter cuidado ao alimentar a criança, preferindo-se alimentos semi-sólidos, frios e em pequena quantidade

Manter o ambiente calmo e tranqüilo

Administrar oxigênio sob máscara durante as crises de paroxismo (em casos mais graves pode ser necessário suporte ventilatório) e aspirar secreções após as mesmas

O isolamento respiratório é necessário até 5 dias após o início do tratamento com eritromicina. O paciente transmite a doença por até 3 semanas após o início do período paroxístico, caso não faça uso de antibióticos.

ANTIBIOTICOTERAPIA

A escolha terapêutica faz-se pela eritromicina, pela sua boa penetração nas vias respiratórias.

Vale ressaltar que o estolato de eritromicina atua melhor, uma vez que o estearato e o etilsuccinato não atingem concentrações séricas favoráveis à erradicação da bactéria, levando a falhas terapêuticas.

A dose recomendada é de 35 a 50 mg/kg/dia VO 6/6h, por 14 dias, com dose máxima de 2g/dia. Iniciar o mais precocemente possível a terapia, a fim de atenuar a doença, de preferência até a fase catarral.

Na fase paroxística, apesar de não diminuir o curso da doença, o uso do antibiótico reduz a transmissibilidade. Outras opções terapêuticas são as tetraciclinas (em crianças acima de 8 anos) ou o cloranfenicol.

Não se deve utilizar ampicilina, pois a mesma não atinge boas concentrações em secreções das vias respiratórias.

DROGAS DE SUPORTE

Corticosteróides podem alterar a gravidade e o curso da doença (hidrocortisona 30 mg/kg/dia IM, 6/6h por 2 dias); os anticonvulsivantes diminuem o número e a intensidade dos acessos paroxísticos (fenobarbital: ataque com 15 mg/kg/dose 1x/dia e manutenção com 6mg/kg/dia 6/6h); durante a crise convulsiva, utilizar diazepam 0,3 mg/kg/dose IV sem diluir, lentamente; broncodilatadores (salbutamol 0,3-0,5 mg/kg/dia VO 8/8h).

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Coqueluche

O que é?

Doença infecto-contagiosa que afeta o aparelho respiratório (traquéia e brônquios) e provoca tosse seca contínua.

Qual o agente envolvido?

É usualmente causada por bactérias da família Bordetella, mas apenas a Bordetella pertussis está associada às coqueluches endêmica e epidêmica com possíveis complicações de morte.

Quais os sintomas?

As manifestações da coqueluche podem ser divididas em três fases:

Fase catarral

Começa com problemas respiratórios, febre, mal-estar, catarro e tosse seca.

Fase paroxística

Nessa fase a tosse seca se torna incontrolável e provoca inspiração forçada, acompanhada de um ruído característico conhecido como "guincho", seguida de vômitos.

Fase de convalescença

É a fase da recuperação. Os surtos intensos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum.

É preciso ter atenção especial em relação a recém-nascidos, menores de seis meses. Eles são especialmente vulneráveis à doença e, se contaminados, podem apresentar complicações graves, muitas vezes fatais.

Como se transmite?

Pelo contato direto, a partir gotículas de secreções do doente ao tossir, espirrar ou falar. Pode ser também por meio de objetos que tenham estado recentemente em contato com as secreções respiratórias de um indivíduo infectado.

Como tratar?

Com antibiótico (eritromicina, mais eficiente e menos tóxico), além de um bom repouso e ingestão de muito líquido.

Como se prevenir?

Todas as crianças com até 6 anos de idade devem tomar a vacina contra coqueluche, mesmo que os pais nunca tenham tido a doença.

Fonte: portal.saude.gov.br

Coqueluche

"A coqueluche é uma doença causada por uma bactéria, a Bordetella pertussis, apresentando incidência relativamente alta, principalmente em crianças abaixo de um ano de idade. Felizmente, a vacinação vem desempenhando um papel muito importante no controle desta patologia".

Introdução

A coqueluche é uma doença infecciosa do trato respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis. Altamente contagiosa, é mais comum em lactentes e crianças do que em adultos.

A B. pertussis é um cocobacilo Gram-negativo que cresce somente em meios especiais contendo sangue. Existe ainda um outro tipo semelhante de bactéria, a B. parapertussis, que se acredita ser a responsável por uma minoria de casos confirmados de coqueluche.

A transmissão da doença se dá através do ar, pela inalação de gotículas de Flügge contaminadas.

O alcance populacional é elevado: apenas nos EUA são registrados cerca de 5000 novos casos a cada ano. Os casos mais graves ocorrem geralmente em crianças menores de um ano de idade, com índices expressivos de mortalidade entre lactentes menores de seis meses de idade.

No Brasil, imunização contra a coqueluche deve ser feita em toda criança com 2, 4 e 6 meses de idade e. Aos 15 meses de idade, é feita uma quarta dose de reforço.

Atualmente, esta vacina é conjugada a duas outras vacinas contra tétano e difteria, recebendo então o nome de DPT (difteria, pertussis e tétano tríplice bacteriana). Mais recentemente, foi adicionado ao mesmo período de 2, 4 e 6 meses do esquema DPT, a imunização contra o Haemophilus influenzae do tipo b, e o esquema vacinal passou a ser denominado "tetra-Hib" (tetravalente).

Apesar da grande importância do programa de imunização no sentido de se manter uma profilaxia eficaz contra a coqueluche, a vacina não confere imunidade permanente, assim como o contágio com a doença propriamente dita. Após cerca de 10 anos de aplicada a última dose da vacina, sua eficácia pode chegar a apenas 50% daquela obtida inicialmente.

Portanto, como geralmente a doença não chega a atingir níveis preocupantes de gravidade em adolescentes e adultos, estes podem se tornar apenas portadores ou pacientes com doença subclínica que nem sequer foi diagnosticada e propiciar o contágio de lactentes e crianças menores não imunizados.

A Bordetella pertussis age através de diversos fatores de virulência, sendo o principal deles a exotoxina TP (toxina pertussis). Essa bactéria não chega a invadir o epitélio respiratório ciliado, permanecendo fixada em sua superfície, atingindo principalmente as áreas dos brônquios e bronquíolos. Podem haver manifestações pulmonares de pequena monta, como pneumonia intersticial, atelectasia e broncopneumonia.

Quadro Clínico e Diagnóstico

Em geral, as manifestações clínicas se iniciam uma a duas semanas de contágio.

Academicamente, o quadro pode ser dividido em períodos que correspondem às diferentes características clínicas pelas quais passam os indivíduos acometidos: período catarral, período paroxístico e período de convalescença.

A fase catarral assemelha-se a uma infecção viral das vias aéreas superiores e é a primeira a se instalar. Esta fase é mais importante em termos de maior potencial de contágio. O paciente passa a apresentar tosse principalmente noturna, espirros e hiperemia de conjuntivas oculares, além de febre baixa.

O período paroxístico tem início cerca de 10 dias após os primeiros sintomas e caracteriza -se pela acentuação da tosse, que se torna mais freqüente e quintosa (a qualidade de quintosa, aqui referida, é muito comum na coqueluche, e pode ser explicada como sendo episódios de tosse de intensidade progressiva que culminam com inspiração profunda e eliminação de um tampão mucoso, podendo ou não ser acompanhada de vômitos).

Tais episódios, as "quintas", podem ocorrer freqüentemente durante o dia e a noite, e esporadicamente vêm acompanhados de outros sinais e sintomas como edema periorbitário, epistaxe, petéquias e cianose. Nesta fase, a ausculta pulmonar pode evidenciar roncos difusos e a radiografia de tórax é inespecífica, mostrando muitas vezes apenas adenomegalia hilar. A duração do período paroxístico é de aproximadamente 14 a 28 dias.

No período de convalescença, as manifestações clínicas começam a cessar, sendo as crises de tosse menos intensas e menos freqüentes, assim como episódios de vômitos, entre outros. Esta fase pode ser longa, chegando a durar até 12 semanas até que cesse completamente.

O diagnóstico de coqueluche é primordialmente clínico, sendo importantes uma anamnese e um exame físico bem-feitos. O hemograma pode evidenciar, nas primeiras semanas de doença, leucocitose com predomínio de linfócitos. Caso haja altos níveis de polimorfonucleares, deve-se considerar uma infecção bacteriana subjacente.

A confirmação laboratorial pode ser necessária em casos atípicos ou leves e deve ser feita através de cultura de material colhido através de swab de secreção da faringe posterior.

O material assim obtido deve ser semeado em meio de cultura especial, sendo que a relação de falsos-negativos aumenta à medida que aumenta o período de duração da doença desde o início das manifestações clínicas. Métodos sorológicos não são recomendados devido à demora com que exibem positividade.

Algumas complicações podem ocorrer, advindas dos sinais e sintomas mais comuns da coqueluche. Vômitos podem levar à desnutrição ou a distúrbios de natureza ácido-básica (alcalose metabólica por perda de ácidos).

Otite média aguda pode surgir em conseqüência da doença, assim como pneumonia primária ou secundária a outros agentes e pneumotórax. O principal fator envolvido na mortalidade devida à coqueluche é o envolvimento pulmonar, seja pela própria Bordetella pertussis ou por bactérias outras ou vírus.

Tratamento

O tratamento varia tanto em relação à gravidade da doença quanto no que concerne à idade do paciente. Em situações onde a coqueluche se apresenta de forma a exibir um quadro clínico mais comprometedor ou de forma já complicada com outras morbidades, e em situações em que se trata de um paciente menor de seis meses de idade, a internação é recomendável.

Em âmbito hospitalar, todas as medidas necessárias para que seja possível evitar conseqüências mais sérias da doença como distúrbios ácido-básicos e hidroeletrolíticos, desnutrição e infecções secundárias devem ser instituídas com rigor e vigilância constante.

Especificamente, para o tratamento da coqueluche, devem ser usados antimicrobianos, mesmo que sua utilização seja controversa devida a diversas condições: na coqueluche grave, a antibioticoterapia parece não funcionar tão eficazmente in vivo quanto in vitro; o período catarral é o único onde uma melhora clínica pode ser evidente com o uso de medicações que combatem a bactéria; no período paroxístico, os antimicrobianos não parecem exibir qualquer traço de melhora na evolução da doença.

Uma das melhores justificativas para o uso de antibióticos para o tratamento da coqueluche, apesar de alguns argumentos, é o de impedir a infectividade do paciente acometido.

O antibiótico de escolha é a eritromicina, e deve ser utilizada na dose de 50 mg/kg, dividida em quatro doses, durante duas semanas. Uma alternativa a esse esquema é a administração de sulfametoxazol-trimetoprim.

Indivíduos comunicantes íntimos de pacientes com coqueluche devem receber profilaxia com eritromicina e uma dose de vacina como reforço.

O esquema de profilaxia para a coqueluche com a vacinação já foi mencionado anteriormente. Deve-se lembrar que a vacina é feita a partir de bactérias inativadas, podendo causar febre como efeito colateral, além de reações dermatológicas no local da inoculação. A encefalopatia aguda é uma complicação rara porém grave da vacinação.

Vacinas acelulares com menor quantidade de efeitos colaterais, obtidas a partir de toxinas bacterianas, estão sendo atualmente estudadas. Espera-se que, em um futuro próximo, estas vacinas poderão, se comprovada sua eficácia, substituir as atuais e propiciar maior segurança às crianças imunizadas.

Conclusão

A coqueluche é uma doença causada pela bactéria Bordetella pertussis, é de alta contagiosidade, é transmitida através de gotículas de secreção contaminada e é muito comum em crianças menores de um ano de idade. Suas manifestações clínicas envolvem febre baixa, irritação de vias aéreas superiores e, mais tardiamente, crises de tosse muito típicas, o que muitas vezes propiciam condições para um diagnóstico puramente clínico. A confirmação diagnóstica pode ser feita através de cultura.

O tratamento é feito com macrolídeos, de preferência a eritromicina. A vacinação é de extrema importância na profilaxia da doença, e deve ser feita, de acordo com esquema do Ministério da Saúde, aos 2, 4 e 6 meses de idade, sendo uma dose de reforço feita aos 15 meses.

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Fonte: www.espacorealmedico.com.br

Coqueluche

Conceito

Coqueluche é uma doença do aparelho respiratório altamente contagiosa, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que provoca acessos de tosse durante várias semanas, sendo principalmente grave em crianças pequenas

Coqueluche
Coqueluche

Sintomas

Após 7 a 15 dias do contágio de outra pessoa doente, desenvolvem-se três fases:

Fase catarral

Caracterizada por espirros, coriza, lacrimejamento, mal-estar, febre e tosse seca discreta, que aumenta principalmente à noite. Dura de uma a duas semanas.

Fase paroxística

Aparecem acessos severos de tosse que provoca vômitos, dispnéia e cianose, principalmente à noite. Pode se complicar com pneumonia e convulsões. Dura de 4 a 6 semanas.

Fase de convalescença

Durante 2 a 3 semanas os acessos de tosse diminuem em freqüência e intensidade.

Tratamento

Antibióticos apropriados, outros medicamentos e cuidados especiais, principalmente em crianças, serão receitados pelo médico responsável.

Prevenção

Existem vacinas efetivas que fazem parte da vacina tríplice (DPT) para crianças.

O paciente deve ser isolado principalmente na fase paroxística que é a mais contagiosa.

Fonte: www.pulmonar.org.br

Coqueluche

A coqueluche é uma doença infecciosa que ataca o aparelho respiratório (traquéia e brônquios).

O que causa?

O agente causador é a bactéria Bordetella pertussis.

Sinais e sintomas

A pessoa inicia com uma ou duas semanas de sintomas leves, como febre baixa, mal estar, coriza e tosse seca. Com o tempo, a tosse começa a ficar mais freqüente e intensa, ocorrendo períodos de tosse forte e repetida, seguidos de períodos de calma.

Durante a crise de tosse, a pessoa chega a sentir dificuldade para respirar, fica com o rosto vermelho e até mesmo azulado.

A tosse é seguida por um som agudo e inarticulado (“guincho”) caracterísco e vômitos. Esses episódios ficam cada vez piores até que, cerca de duas semanas mais tarde, diminuem gradualmente.

Nos intervalos entre as crises de tosse a pessoa se sente bem. Depois que diminui, a tosse permanece leve por algumas semanas, podendo piorar novamente se a pessoa tiver uma infecção respiratória qualquer.

Quando surgem os sintomas?

Os sintomas surgem de sete a 14 dias após o contato com a bactéria.

É transmissível?

A transmissão se dá por contato direto com a pessoa doente, como por exemplo através de gotículas de secreção (saliva) ou com objetos recém contaminados.

A pessoa transmite a bactéria desde antes de apresentar os sintomas até três semanas após o aparecimento da tosse.

Tem algum risco?

Algumas pessoas, principalmente crianças abaixo dos seis meses de vida, podem apresentar formas mais graves da doença (alterações pulmonares, convulsões, sangramento nasal, alterações neurológicas e desidratação devida a vômitos repetidos).

Como evitar?

A forma mais segura e efetiva de prevenir a coqueluche é a vacinação das crianças de dois meses até quatro anos e onze meses com a vacina Tríplice (DTP – difteria, tétano e coqueluxe ou pertussis).

No calendário de vacinações do Ministério da Saúde as doses devem ser feitas aos dois, quatro e seis meses de idade , com uma dose de reforço aos quinze meses.

Caso alguma dose não seja recebida, o médico poderá orientar os pais sobre a melhor forma de completá-lo.

Fonte: www.medicinal.com.br

Coqueluche

A coqueluche (pertussis) é uma infecção altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que produz episódios de tosse que habitualmente terminam em uma inspiração prolongada e profunda e com a produção de um som agudo (estridor, guincho).

A coqueluche, outrora muito freqüente nos Estados Unidos e ainda um problema importante no mundo todo, vem se tornando novamente mais comum nos Estados Unidos desde o finalfinal da década de 1980. Epidemias locais têm ocorrido a cada 2 a 4 anos.

Um indivíduo pode apresentar coqueluche em qualquer idade, mas a metade dos casos ocorre em crianças com menos de 4 anos. Nem sempre um episódio de coqueluche confere uma imunidade total e permanente, mas um segundo episódio, quando ele ocorre, normalmente é discreto e nem sempre é diagnosticado como coqueluche.

Uma pessoa infectada dissemina os microrganismos da coqueluche no ar em perdigotos (gotículas de saliva) expelidos através da tosse. Qualquer pessoa nas proximidades pode inalálos e infectar-se. Uma pessoa com coqueluche geralmente deixa de ser infectante após a terceira semana da doença.

Estágios da Coqueluche
Primeiro Estágio (Catarral) Segundo Estágio (Paroxístico) Terceiro Estágio (de Convalescença)
Início
Começa gradualmente 7 a 10 dias (não mais de 3 semanas) após a exposição Começa 10 a 14 dias após os primeiros sintomas Começa 4 ou 6 semanas depois dos primeiros sintomas
Sintomas
Espirros, lacrimejamento e outros sintomas semelhantes ao do resfriado; inapetência, apatia; tosse seca e incômoda, inicialmente noturna e, a seguir, diurna e cada vez mais freqüente; a febre é rara Episódios de tosse de 5 a 15 ou tosses mais rápidas e consecutivas, seguidas por uma inspiração profunda (inalação de ar rápida e profunda, a qual produz um ruído agudo, um estridor). Após algumas respirações normais, pode ocorrer um outro episódio de tosse. Uma grande quantidade de muco espesso pode ser expectorada através da tosse (o qual é geralmente deglutido por lactentes ou crianças ou que pode ser observado como grandes bolhas que saem pelas narinas), durante ou após o episódio de tosse. Um episódio prolongado de tosse ou o muco espesso podem provocar vômito. Nos lactentes, episódios de asfixia e de apnéia (paradas respiratórias transitórias), que podem fazer com que a pele se torne azulada, são mais comuns que os estridores Os acessos de tosse tornam-se menos freqüentes e graves; o vômito diminui; a criança tem melhor aspecto e se sente melhor. Podem ocorrer acessos de tosse ocasionais durante meses, normalmente iniciados por irritação decorrente de uma infecção do trato respiratório, por exemplo um resfriado

Sintomas e Diagnóstico

Em média, os sintomas começam 7 a 10 dias após a exposição à bactéria causadora da coqueluche. As bactérias invadem o revestimento da garganta, da traquéia e das vias aéreas, aumentando a secreção de muco. A princípio, o muco é fluido, mas, a seguir, ele torna-se mais espesso e viscoso.

A infecção dura aproximadamente 6 semanas, evoluindo em três estágios: estágio catarral (sintomas leves semelhantes ao de um resfriado), estágio paroxístico (episódios de tosse intensa) e estágio de convalescença (recuperação gradual).

O médico que examina uma criança no primeiro estágio (catarral) tem de saber diferenciar a coqueluche da bronquite, da gripe e de outras infecções virais e inclusive da tuberculose, uma vez que todas essas doenças produzem sintomas parecidos. O médico coleta amostras de muco do nariz e da garganta com um swab.

A seguir, é realizada a cultura da amostra em laboratório. Quando a criança encontra-se no estágio inicial da doença, a cultura do material consegue identificar as bactérias responsáveis pela coqueluche em 80 a 90% dos casos. Infelizmente, a cultura dessas bactérias nas fases mais avançadas da doença é difícil, embora a tosse esteja em sua pior fase.

Os resultados podem ser obtidos mais rapidamente através do exame de amostras para detectar bactérias da coqueluche utilizando corantes de anticorpos especiais, mas esta técnica é menos confiável.

Complicações

As complicações mais comuns afetam as vias respiratórias. Os lactentes apresentam um risco especial de lesão devido à falta de oxigênio após períodos de apnéia (paradas respiratórias transitórias) ou episódios de tosse.

As crianças podem apresentar pneumonia, a qual pode ser fatal. Durante os episódios de tosse, o ar pode ser impulsionado dos pulmões para o interior dos tecidos que os circundam ou os pulmões podem romper e colapsar (pneumotórax).

Os episódios de tosse intensa podem causar hemorragia ocular, nas membranas mucosas e, ocasionalmente, na pele ou no cérebro. Pode ocorrer a formação de uma úlcera sob a língua quando esta é comprimida contra os dentes inferiores durante os episódios de tosse.

Ocasionalmente, a tosse pode causar prolapso retal (exteriorização do reto) ou uma hérnia umbilical, a qual pode ser observada como uma protuberância.

Os lactentes podem apresentar convulsões, mas elas são raras em crianças maiores. A hemorragia, o edema ou a inflamação cerebral podem causar lesão cerebral e retardo mental, paralisia ou outros distúrbios neurológicos. A otite média (infecção do ouvido) também ocorre freqüentemente em conseqüência da coqueluche.

Prognóstico e Tratamento

A grande maioria das crianças com coqueluche recupera-se completamente, embora a sua recuperação seja lenta. Aproximadamente 1 a 2% das crianças com menos de 1 ano de idade morrem.

A doença pode ser grave em qualquer criança com menos de 2 anos e é problemática mas raramente grave em crianças maiores e em adultos. Contudo, são as crianças maiores e os adultos com a forma leve da doença que geralmente transmitem a coqueluche para as crianças menores.

Os lactentes gravemente doentes geralmente são internados porque eles necessitam de cuidados de enfermagem e de oxigênio. Eles podem necessitar de tratamento em uma unidade de terapia intensiva. Esses lactentes geralmente são mantidos em um quarto escuro e silencioso e são perturbados o mínimo possível.

Um distúrbio pode provocar um episódio de tosse, o qual pode causar dificuldade respiratória. As crianças maiores com um quadro leve não necessitam permanecer confinadas ao leito.

Durante o tratamento, pode ser realizada a aspiração do muco da garganta. Em casos graves e quando for necessário, é realizada a colocação de uma cânula (tubo) traqueal para a liberação direta de oxigênio aos pulmões. Os medicamentos contra tosse são de valor questionável e geralmente não são prescritos.

Pode ser realizada a administração intra-venosa de líquidos para se repor os líquidos perdidos durante os episódios de vômito e porque a tosse pode impedir a alimentação da criança. A boa nutrição é importante e, para as crianças maiores, é melhor fracionar a alimentação em pequenas refeições freqüentes.

O médico geralmente prescreve o antibiótico eritromicina, com o objetivo de erradicar as bactérias causadoras da coqueluche. Os antibióticos também são utilizados para combater as infecções que acompanham a coqueluche (p.ex., pneumonia e otite média).

Prevenção

As crianças são vacinadas sistematicamente contra a coqueluche. Em geral, a vacina contra coqueluche é combinada com as vacinas contra a difteria e o tétano, a vacina DTP (difteriatétano- pertussis). O antibiótico eritromicina é administrado como medida profilática às pessoas expostas à coqueluche.

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Coqueluche

O que é?

É uma infecção altamente contagiosa que causa tosse com pouca ou nenhuma febre. Uma pessoa infectada tem episódios de tosse que devem evoluir para vômito ou causar um som ruidoso quando a pessoa tenta inspirar.

Quais são os sintomas?

Os sintomas aparecem de 6 a 21 dias (na média de 7 a 10) depois de exposto a bactéria. A doença começa com sintoma de resfriado, coriza (nariz escorrendo) e tosse.

Em alguns casos a tosse pode durar de 1 a 2 meses. Durante o acesso de tosse, os lábios e unhas ficam azuis devido à falta de ar. Depois da tosse pode ocorrer o vômito. Durante o acesso de tosse, podem ocorrer ataques ou mesmo levar a morte, particularmente em crianças. Crianças na idade escolar e adulto tem sintomas mais leves que as crianças na idade pré-escolar.

Quais são as complicações da coqueluche?

A coqueluche é mais perigosa para crianças abaixo de 1 ano.

As complicações neste grupo são: pneumonia, convulsão, e mais raramente, dano cerebral e morte. Estas complicações são menores em crianças maiores e adultos.

Como a coqueluche se espalha?

Ocorre quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. O risco de contaminação ocorre na sua fase inicial quando parece ainda ser um resfriado. Pessoas na fase de tratamento com antibióticos poderão contagiar outras dentro dos primeiros 5 dias de tratamento.

Como se pega a coqueluche?

Qualquer pessoa exposta pode contrair a coqueluche. Pessoas não imunizadas ou que não foram adequadamente imunizadas correm sério risco de contrair a doença. A proteção da vacina é de 5 anos, e muitos pegam a doença por não fazerem a vacina de reforço.

Como é a vacinação?

A vacinação contra a coqueluche está associada as vacinas DPT ou DPTa. O esquema de vacinação começa aos 2 meses de idade, 4, 6 e 12 meses. O reforço ocorre aos 5 anos. Pessoas infectadas deveriam evitar o contato com outras até que esteja imune. Devem se submeter ao tratamento completo segundo a orientação médica.

Recomendação da Tríplice acelular para adolescentes e adultos

Existe uma indicação para adolescentes com 15 anos de se tomar a vacina tríplice acelular especial para esta faixa de idade, para que se evite a contaminação de crianças menores de 1 ano que ainda não completaram o esquema vacinal.

Fonte: www.companhiadavacina.com.br

Coqueluche

1. O que é coqueluche?

Doença infecciosa aguda, causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis, de rápida proliferação.

Ao penetrar no organismo, essa bactéria lesa os tecidos da mucosa do aparelho respiratório.

A transmissão ocorre pelo contato direto com indivíduos que têm a bactéria colonizada em sua orofaringe (estes indivíduos podem estar doentes ou apenas serem portadores assintomáticos).

A incubação da coqueluche é de 7 à 14 dias, aproximadamente, e o contágio ocorre a partir dos primeiros sintomas até um mês depois.

2. Quais são os sintomas da coqueluche?

A principal característica da coqueluche é a presença de tosse forte e prolongada. - daí o nome popular de "tosse comprida". Nos primeiros dias e durante uma ou duas semanas, os sintomas são inespecíficos e semelhantes aos de uma gripe (febre, tosse leve, coriza, olhos avermelhados e lacrimejantes).

Mais tarde, quando esses sintomas desaparecem surge a tosse típica da doença: “crise” de tosse por alguns minutos, em que o doente não consegue tomar fôlego, o que só faz no final do acesso, geralmente com um “guincho”, podendo ser acompanhada por vômitos.

Depois de cada acesso, o doente sente-se bem e volta a suas atividades normalmente. À noite, a tosse é mais intensa e as crises mais freqüentes. Outros sinais próprios da doença são pequenas lesões no freio da língua, congestionamento da pele do rosto e hemorragias leves nos olhos, todos causados pelos prolongados acessos de tosse.

A fase de crise de tosse pode prolongar-se por três a seis semanas e é seguida por uma fase de recuperação com tosse persistente por cerca de 3 semanas.

O quadro clínico é mais grave nos primeiros meses de vida, quando a resistência da criança é menor e as crises, provocando diminuição da oxigenação do organismo, podem trazer conseqüências sérias. É muitas vezes necessária a internação, inclusive em unidades de terapia intensiva, pois o risco de morte é real.

Já nos adultos a doença pode passar despercebida, sem sintomas importantes, geralmente com tosse seca que se mantém por alguns meses, mas capaz de ser transmitida para outras pessoas, inclusive bebês suscetíveis, que podem desenvolver um quadro severo.

3. Como se diagnostica coqueluche?

O diagnóstico se baseia na observação do quadro clínico e é confirmado laboratorialmente.

O diagnóstico de coqueluche poderá ser bastante difícil. Baseado nos sintomas, o médico pode levantar a hipótese diagnóstica, mas a única forma de ter certeza será mediante cultura (a partir das secreções nasais e da garganta) e exame de sangue.

4. Como é o tratamento?

O tratamento deve sempre ser orientado pelo médico, para evitar complicações como pneumonia e broncopneumonia.

É necessário o uso de antibiótico que destrua a Bordetella. Recomenda-se que o doente seja isolado de outras pessoas suscetíveis por um período de quatro semanas.

5. Como prevenir a coqueluche?

A melhor prevenção é o uso precoce da vacina já a partir do segundo mês de vida; em três doses no primeiro ano de vida e dois reforços (entre os 15 a 18 meses e entre os 4 a 6 anos).

A vacina protege por cerca de 10 anos e por isso, se fazem necessário reforços na adolescência e idade adulta, o que só é possível nas clínicas particulares onde está disponível uma vacina para adolescentes e adultos, que, infelizmente, ainda não existe na rede pública. Esta vacina pode ser usada a partir dos 10 anos de idade.

6. Que vacinas protegem da coqueluche?

A vacina contra a coqueluche está sempre combinada àquelas contra o tétano e a difteria no que chamamos de tríplice bacteriana, que, por sua vez, pode estar combinada a outras vacinas nas chamadas vacinas combinadas, como a tetra, a penta e a hexa.

Veja abaixo as possíveis apresentações dessa vacina:

Tríplice Bacterianas de células inteiras (DTPw) pediátrica

Tríplice Bacterianas acelular (DTPa) pediátrica

Tríplice Bacterianas acelular (dTpa) adulto

Combinações:

Tetra de células inteiras - DTPw + Hib

Tetra acelular - DTPa + Hib

Penta acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável

Hexa acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável + Hepatite B

7. Qual a diferença entre as vacinas contra coqueluche do posto e da rede privada?

As vacinas da rede pública são produzidas a partir da célula inteira da bactéria causadora da coqueluche, já as da rede privada contêm apenas fragmentos dessa célula e por isso causam menos reações adversas e são chamadas de acelulares.

8. Qual a vantagem de usar as vacinas acelulares?

As vacinas acelulares são menos dolorosas e mais seguras, pois causam menos reações adversas.

Além disso, possibilitam a vacinação contra a coqueluche daqueles que apresentaram reação adversa grave à vacina de células inteiras.

9. As vacinas combinadas sobrecarregam o sistema imunológico?

Não. O sistema imunológico não fica sobrecarregado e reage normalmente, produzindo anticorpos contra todas as doenças preveníveis pela vacina combinada.

10. Como é a vacinação contra coqueluche?

A vacinação contra coqueluche é rotina há muitos anos para as crianças.

São três doses e dois reforços: aos 2, 4 ,6 e 18 meses e entre 5 e 6 anos de idade. A proteção satisfatória só ocorre após a terceira dose, aos 6 meses de idade, deixando então os bebês em risco até esta idade.

O último reforço é aplicado entre os 4 à 6 anos de idade e mantém a imunidade por mais dez anos.

Após este período, a imunidade cai, deixando os adolescentes e adultos suscetíveis, fazendo-se necessário reforço com a vacina do tipo adulto.

11. Se a doença é branda nos adolescentes e adultos, por que vacina-los?

O adolescente e o adulto, caso contraiam a doença, mesmo apresentando um quadro brando ou até assintomático estão transmitindo a bactéria e podem contaminar algum bebê com menos de 6 meses, sem proteção adequada e de risco para a doença grave.

Daí a importância da vacinação do adulto e dos adolescentes, que têm sido os responsáveis pelo aumento da incidência da coqueluche nos últimos anos, principalmente entre os bebês pequenos.

12. Se já tiver tido a doença é preciso vacinar?

Sim, pois a doença, da mesma forma que a vacina, não confere proteção por longo prazo, isto é, o nível de anticorpos vai caindo com o tempo, deixando a pessoa suscetível à coqueluche e capaz de transmiti-la para outras pessoas.

13. A gestante pode de vacinar?

A gestação não é contra-indicação para o uso de dTpa e é improvável que ofereça risco para mãe e feto. No entanto, estudos segurança em gestantes ainda não foram avaliados.

Deste modo, não se recomenda a vacinação de rotina na gravidez, sendo o uso de dTpa em gestantes recomendado somente em situações de risco especial (gestante adolescente, que trabalha ou convive com crianças pequenas). Naquelas gestantes que não receberam a vacina contra coqueluche nos últimos anos é indicada a vacinação logo após o parto.

14. Existe alguma contra-indicação para a vacina Tríplice Bacteriana do Adulto?

Apesar de ser uma vacina acelular e muito segura, está contra-indicada em algumas situações:

Antecedente de reação anafilática à vacina ou seus componentes;

Pessoas com antecedente de encefalopatia sem causa identificável sete dias após dose anterior de vacinas contendo componente para coqueluche.

15. Quais são as reações adversas mais comuns das vacinas contra coqueluche?

De modo geral, pode ocorrer febre e dor local nas primeiras 48 horas.

Entretanto, é possível reação mais severa que o esperado, sobretudo com a vacina de células inteiras, como febre alta (>40,5 C), tremores ou convulsões e hipotonia (flacidez do tônus muscular) nas primeiras 48 horas após vacinação, choro intenso e persistente por mais de três horas.

Estes casos não contra-indicam a vacinação mas requerem precauções e cuidados adicionais, sendo especialmente indicada a vacina acelular.

Fonte: www.vaccini.com.br

Coqueluche

A Coqueluche (também conhecida como tosse convulsiva) é uma infecção do sistema respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis.

É caracterizada por períodos severos de tosse que pode terminar em um som “coqueluche” quando a pessoa inala transmissores infectados.

Quem é afetado por ela?

Com o número de surtos notificados de tosse convulsa em ascensão nos diz que há uma necessidade de proteger os adolescentes e adultos, bem como as crianças, contra esta infecção respiratória altamente contagiosa.

Geralmente considerada como uma doença de infância, coqueluche realmente afeta pessoas de todas as idades.

Além disso, a doença tem sido cada vez mais relatada entre os adolescentes e adultos nos últimos anos. Isto é importante porque aqueles que têm a tosse pode não perceber que eles têm a tosse convulsa e pode ser a principal fonte de infecção para crianças, que têm o maior risco de morrer da doença.

Causa de tosse convulsiva

A causa da doença é uma infecção com bactérias. A bactéria que provoca a tosse convulsa é chamada Bordetella pertussis (B. pertussis).

Como é transmitida?

As bactérias coqueluche são espalhadas através do contato direto com secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Elas podem ser transmitidas através do ar ou por tocar uma superfície contaminada.

A tosse convulsa é uma infecção altamente contagiosa. Uma pessoa é mais propensa a transmitir a bactéria que causa coqueluche quando eles estão a sentir os sintomas, especialmente durante as primeiras três semanas.

Período de Incubação

Quando uma pessoa é infectada com Bordetella pertussis, as bactérias começam multiplicando dentro dos pulmões. O período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas é chamado de período de incubação.

O período de incubação coqueluche é geralmente 7 a 10 dias, com um intervalo de 4 a 21 dias, e raramente podem ser tão longos quanto 42 dias.

Sintomas

Uma vez que os sintomas começam a tosse convulsiva, há geralmente três fases da doença.

Durante a primeira fase, os sintomas mais comuns são como um resfriado ou gripe e podem incluir:

Espirros.

Coriza.

Congestão nasal.

Febre ligeira.

Tosse seca que pode piorar durante a noite.

Ao contrário de um resfriado, os sintomas de tosse convulsa pioram dentro de duas semanas.

Os sintomas mais comuns durante a próxima fase pode incluir:

Acessos de tosse.

Episódios de tosse intensa que pode terminar em um som “coqueluche” quando a pessoa inala estando infectada.

Tosse intensa que leva ao vômito, o que pode tornar difícil para uma pessoa para comer ou beber.

Pele de viragem azul durante episódios de tosse.

Na última fase, os sintomas melhoram gradualmente, desaparecendo dentro de duas a três semanas. No entanto, acessos de tosse, muitas vezes voltam com outras infecções respiratórias durante muitos meses após os sintomas melhorarem.

Complicações associadas à tosse convulsiva

As complicações da tosse convulsiva é uma grande preocupação quando a pessoa desenvolve os sintomas de tosse, principalmente em crianças menores de 12 meses de idade.

As possíveis complicações da tosse convulsiva podem incluir:

Infecção do ouvido médio (otite média).

Dificuldade em respirar.

Menos oxigênio no sangue (hipoxia).

Pneumonia.

Convulsões.

Encefalopatia.

Desnutrição.

Morte.

Como é feito o diagnóstico?

A fim de fazer um diagnóstico, o médico irá fazer uma série de perguntas, realizar um exame físico, e (em alguns casos) recomendam alguns testes.

Como parte do diagnóstico de tosse convulsa, o médico também irá afastar outras causas de possíveis sintomas de tosse convulsa, como o resfriado comum, gripe e bronquite.

Se você ou seu filho é considerado de alto risco para ter a tosse convulsa, seu médico pode recomendar determinados testes de laboratório. Os exames laboratoriais podem diagnosticar a tosse convulsa e serem úteis em lactentes jovens, casos atípicos e casos modificados por vacina contra coqueluche.

Os testes que podem ser usados para ajudar em fazer um diagnóstico incluem:

Cotonete.

Nariz ou da garganta.

Os exames de sangue.

Opções de Tratamento

O tratamento da tosse convulsa normalmente envolve antibióticos e cuidados de suporte, que consiste em alívio dos sintomas e complicações como o organismo combata a infecção.

O tratamento preventivo também é recomendado para qualquer um que entre em contato íntimo com a pessoa infectada.

Pessoas com tosse convulsa são aconselhadas a evitar o contato com outras pessoas, especialmente crianças e as crianças.

Vacina

Embora não exista uma proteção ao longo da vida contra a tosse convulsa, a imunização pela vacina da coqueluche é a melhor medida de prevenção da tosse convulsa disponíveis. As vacinas estão disponíveis para crianças até 7 anos de idade, e para adultos.

As vacinas para adolescente e adultos (Adacel ® e Boostrix ®) têm os mesmos componentes da vacina para lactentes e crianças jovens, mas em quantidades reduzidas.

Bebês e Coqueluche

Crianças com idade de 12 meses, normalmente tornam-se mais gravemente doentes, como resultado da tosse convulsa, e são mais propensos a terem complicações e a serem hospitalizados do que as pessoas em outras faixas etárias.

Adultos e Coqueluche

Muitas pessoas acreditam que a coqueluche é uma doença que só afeta bebês e crianças. O fato é que, coqueluche em adultos são responsáveis por mais da metade dos casos de coqueluche nos últimos anos.

História

Surtos de coqueluche foram descritos pela primeira vez no século XVI, e do organismo foi isolado pela primeira vez em 1906.

No século XX, a tosse convulsa foi uma das doenças mais comuns na infância e uma das principais causas de mortalidade infantil nos Estados Unidos. Antes da disponibilidade de vacina contra coqueluche na década de 1940, mais de 200.000 casos de coqueluche foram notificados anualmente.

Como a utilização generalizada da vacina a incidência de tosse convulsa diminuiu em mais de 80 por cento em comparação com a era pré-vacinal.

Estatísticas sobre Coqueluche

A tosse convulsa continua a ser um grave problema de saúde entre as crianças nos países em desenvolvimento, com uma estimativa de 285.000 mortes decorrentes da doença em 2001.

Nos Estados Unidos, uns totais de 25.827 casos foram notificados em 2004, o maior número desde 1959.

Durante 2001 a 2003, a maior incidência média anual de tosse convulsa foi entre crianças menores de um ano de idade (55,2 casos por 100.000 habitantes) e, particularmente entre crianças menores de seis meses de idade (população de 98,2 por 100.000).

Em 2002, 24 por cento de todos os casos de tosse convulsa estavam nessa faixa etária.

No entanto, nos últimos anos, os adolescentes (11 a 18 anos de idade) e adultos (20 anos) foram responsáveis por uma proporção crescente de casos de coqueluche.

Durante 2001-2003, a incidência anual da coqueluche entre as pessoas com idade entre 10 a 19 anos aumentou de 5,5 por 100.000 em 2001 para 6,7 em 2002 e 10,9 em 2003. Em 2004, cerca de 60 por cento dos casos de coqueluche ocorreram em pessoas de 11 anos de idade e mais velhos.

Fonte: www.vidaesaude.org

Coqueluche

A coqueluche é uma doença de distribuição universal.

A incidência independe da raça, clima e situação geográfica: ocorre em todo o mundo.

É uma doença infecciosa aguda e transmissível que compromete especificamente o aparelho respiratório (traquéia e brônquios) e se caracteriza por paroxismos de tosse seca.

A coqueluche evolui em três fases sucessivas:

Fase catarral

Com duração de uma ou duas semanas, inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre um pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca), seguidos pela instalação gradual de surtos de tosse, cada vez mais intensos e freqüentes, até que passam a ocorrer as crises de tosses paroxísticas.

Fase Paroxística

Com duração de duas a seis semanas, apresenta como manifestação típica os paroxismos de tosse seca, (durante os quais o paciente não consegue inspirar e apresenta protusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose com sensação de asfixia), finalizados por inspiração forçada, súbita e prolongada, acompanhada de um ruído característico, o guincho, seguidos de vômitos. Os episódios de tosse paroxística aumentam a freqüência e intensidade nas duas primeiras semanas e, depois, diminuem paulatinamente. Nos intervalos dos paroxismos a criança passa bem.

Fase de Convalescença

Os paroxismos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum; essa fase pode persistir durante mais algumas semanas. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante a convalescença da coqueluche, podem provocar reaparecimento transitório dos paroxismos.

Coqueluche em indivíduos não adequadamente vacinados: a Coqueluche nem sempre se manifesta sob a forma clássica acima descrita. Alguns indivíduos podem apresentar formas atípicas da doença, por não estarem adequadamente imunizados (3 doses de DPT + 1 dose de reforço).

Coqueluche em menores de 6 meses: lactentes jovens (< de 6 meses) constituem o grupo de indivíduos particularmente propensos a apresentar formas graves, muitas vezes letais, de coqueluche. Nessas crianças, a doença manifesta-se através de paroxismos clássicos, associados, às vezes, com episódios de parada respiratória (asfixia), cianose, sudorese, convulsões e vômitos intensos, exigindo hospitalização, vigilância permanente e cuidados especializados. Pode haver importante perda de peso e desidratação.

Diagnóstico Diferencial: com as infecções respiratórias agudas: traqueobronquites, bronqueolites, adenoviroses, laringites, etc.

Complicações

As principais complicações da doença são:

Respiratórias

Pneumonia B. pertussis, pneumonia por outras etiologias, ativação de tuberculose latente, atelectasia, broquietasia, enfisema, pneumotórax, ruptura de diafragma, otite média e apnéia.

Neurológicas

Encefalopatia aguda, convulsões, coma, hemorragias intra-cerebrais, hemorragia sub-dural, estrabismo e surdez.

Outras

Hemorragias sub-conjuntivais, epistaxe, edema da face, úlcera do frênulo lingual, hérnias (umbilicais, ingüinais e diafragmáticas), conjuntivite, desidratação e/ou desnutrição (devido a vômitos freqüentes pós-crise).

Tratamento

O uso de medicamentos sintomáticos tem sido utilizado. A eritromicina pode ser administrada para promover a diminuição do período de transmissibilidade da doença.

Aspectos Epidemiológicos

A Coqueluche é modernamente considerada uma síndrome (síndrome pertussis), podendo ser causada por vários agentes (Bordetella pertussis, Bordetella parapertusis, Bordetella brocheseptica e adenovírus 1, 2, 3 e 5), entretanto, apenas a Bordetella pertussis está associada com as coqueluches endêmica e epidêmica e com o cortejo de complicações e de mortes.

Agente Etiológico

Bordetella pertussis é um bacilo gram-negativo, aeróbio, não esporulado, imóvel e pequeno, provido de cápsula (formas patogênicas) e de fímbrias.

Reservatório

O homem é o único reservatório natural de Bordetella pertussis, não tendo sido demonstrada a existência de portadores assintomáticos crônicos.

Modo de Transmissão

Se dá, principalmente, pelo contato direto de pessoa doente com pessoa suscetível, através de gotículas de secreção da orofaringe, eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ocorrer transmissão por objetos recentemente contaminados com secreções do doente.

Período de Incubação

de sete dias, em média, podendo variar entre 7 e 14 dias.

Período de Transmissibilidade

A maior transmissibilidade da doença ocorre na fase catarral. Para efeito de controle, considera-se que o período de transmissão se estende de sete dias após o contato com um doente - final do período de incubação - até três semanas após o início dos acessos de tosse típicos da doença (fase paroxística).

Suscetibilidade e Imunidade

A suscetibilidade é geral. O indivíduo torna-se resistente à doença nas seguintes eventualidades:

Após adquirir a doença - imunidade duradoura; e

Após receber imunização básica com DPT - mínimo de três doses de vacina.

Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade

Entre populações aglomeradas, a incidência pode ser maior em fins de inverno e começo da primavera, porém em populações dispersas a incidência estacional é variável.

Não existe uma distribuição geográfica preferencial.

A aglomeração populacional facilita a transmissão. Não existe característica individual que predisponha à doença a não ser presença ou ausência de imunidade específica.

A morbidade da coqueluche no país é muito elevada, com média de 36.173 casos notificados por ano, no período 1981 - 1991; a partir de então vem decrescendo paulatinamente.

A mortalidade tem estado em torno de 0.3 por 100.000 habitantes. A letalidade da doença tem importância mais acentuada no grupo das crianças menores de seis meses, onde se concentram cerca de 50% dos óbitos por coqueluche.

Diagnóstico Laboratorial

Específicos: em situações de surto, é recomendável, sempre que possível, a identificação do agente infeccioso, através de cultura, pelo menos numa amostra dos casos, para que se possa conhecer a incidência da Bordetella pertussis.

Cultura

É o método de excelência para identificar o agente etiológico da coqueluche. Para melhorar a probabilidade de sucesso, diferentemente dos procedimentos utilizados para coleta de material por "swab" (cotonete com algodão) a amostra deve ser colhida com bastão especial, cuja ponta é coberta por dácron ou de alginato de cálcio, isto porque o algodão interfere no crescimento da Bordetella pertussis.

A seguir deve ser transportada para meios de cultura especiais (Regan-Lowe ou Bordet-Gengou). Observe-se que o crescimento, em condições ideiais, para essa bactéria consegue-se em torno de 60 a 76% das vezes.

Interferem no crescimento bacteriano nas culturas: uso de antimicrobianos ou de vacina específica, momento da coleta (quando passada a fase aguda da doença).

Sorologia

Seria o método ideal para confirmar o diagnóstico de coqueluche, desde que, existisse comercialmente em larga escala, pudesse ser rápido, facilmente reprodutível e de baixo custo.

Por essas características, até o momento não se dispõe de testes adequados nem padronizados. Os novos métodos em investigação apresentam limitações na interpretação, sensibilidade, especificidade e reprodutibilidade, além de necessitarem de laboratórios especializados.

Dessa forma, a confirmação diagnóstica continua sendo o isolamento da bactéria de secreções de nasofaringe semeadas em meio de cultura.

Outros Métodos Laboratoriais que podem ser utilizados: neutralização da toxina, detecção do antígeno pelo método com anticorpos monoclonais e método da adenilatociclase: têm alta sensibilidade e especificidade, porém não foram padronizados.

É importante salientar que o isolamento e detecção de antígenos, produtos bacterianos, ou seqüência genômicas de Bordetella pertussis são aplicáveis ao diagnóstico de fase aguda. A sorologia deve ser reservada para diagnósticos mais tardios ou levantamentos epidemiológicos.

Inespecíficos

Para auxiliar na confirmação e/ou descarte dos casos pode-se realizar exames complementares: no período catarral, pode existir uma leucocitose relativa (de 10.000 leucócitos) que, no final dessa fase, já atinge um número, em geral, superior a 20.000 leucócitos/mm3.

No período paroxístico, o número de leucócitos pode elevar-se para 30.000 ou 40.000, associado a uma linfocitose de 60 a 80%.

Velocidade de Hemossedimentação (VHS)

A coqueluche oferece uma condição singular, apresenta VHS normal ou diminuída (geralmente inferior a 3), embora seja de origem infecciosa, o que permite distinguí-la dos demais processos catarrais das vias respiratórias, nos quais a VHS se encontra, em geral, acelerada.

Exames Radiológicos

Recomenda-se a realização de RX de tórax em menores de 4 anos, para auxiliar no diagnóstico diferencial e/ou presença de complicações.

Medidas de Controle

Vacinação Sistemática

A medida de controle da coqueluche que tem interesse prático em saúde pública é a vacinação dos suscetíveis na rotina da rede básica de saúde.

Mesmo em crianças que já tiveram coqueluche, a vacinação DPT (tríplice) é recomendada até a idade de 06 (seis) anos.

Vacinação de Bloqueio

Em situação de surto da doença, poderá ser indicada a vacinação seletiva da população suscetível, visando melhorar a cobertura vacinal.

Definição de Pessoa Adequadamente Vacinada

Criança que tenha recebido três doses de vacina DPT (tríplice), a partir de dois meses de vida, com intervalo de, pelo menos, 30 dias entre as doses (seria o ideal o intervalo de dois meses) e reforço aplicado no prazo de 6 a 12 meses da 3ª dose.

Controle de Comunicantes

A taxa de ataque secundário de crianças suscetíveis é bastante elevada nos contatos domiciliares do doente, podendo ser igual ou superior a 90%.

Crianças expostas, principalmente as que estão com o esquema de vacinação incompleto, devem ser observadas cuidadosamente quanto a sintomas respiratórios durante 14 dias (o período máximo de incubação) a partir do contato.

As crianças já vacinadas, menores de seis anos, que não receberem o reforço após um ano da última dose do esquema básico, deverão recebê-lo o mais breve possível após a exposição.

A quimioprofilaxia com eritromicina nos contatos menores de 06 anos (40mg/Kg/dia), durante 10 dias, pode ser indicada, já que nem sempre o isolamento domiciliar é viável e a imunidade conferida pela vacina não é absoluta.

Isolamento e Desinfecção Concorrente e Terminal

É recomendada a desinfecção concorrente e terminal dos objetos contaminados com as secreções nasofaríngeas.

O isolamento durante o período de transmissibilidade reduz o risco da transmissão para outras crianças expostas. Especial atenção deve ser dada aos lactentes, a fim de evitar o contágio.

Vigilância Epidemiológica

O propósito da vigilância epidemiológica da coqueluche é de conhecer cerca de 80% dos casos esperados, a partir de estudos com séries históricas, visando a adoção de medidas de controle pertinente.

Notificação

Tipos de dados

Notificação de casos e óbitos por grupo etário e situação vacinal; e dados relativos à utilização da vacina DPT (cobertura vacinal, estado de conservação da vacina, estratégia de vacinação, etc.). Fontes: Os dados de morbidade da coqueluche são gerados pelas seguintes fontes: unidades sanitárias e outros serviços de assistência médica; e acompanhamento de óbitos por coqueluche incluídos no Subsistema de Informações sobre Mortalidade.

Investigação Epidemiológica

Casos

Busca ativa de mais casos na comunidade; identificação de contatos; investigação do estado vacinal dos contatos e administração de doses necessárias; avaliação da cobertura vacinal com 3 doses de DPT; e coleta de material para exame (leucograma e outros).

Surto

Considera-se surto a ocorrência de casos, restrita a uma área geográfica, com incidência maior do que a observada nas semanas epidemiológicas anteriores.

A investigação epidemiológica de um surto tem por finalidade:

Determinar a magnitude do problema;

Identificar as áreas de ocorrência; identificar os grupos populacionais mais atingidos;

Mensurar a cobertura vacinal da área;

Identificar os susceptíveis e desencadear as medidas de controle.

Em determinadas circunstâncias, principalmente em grandes áreas urbanas, quando a doença estiver amplamente disseminada, é necessária a realização de inquérito epidemiológico através de estudo amostral. A amostra deve ser adequadamente dimensionada, independente da localização dos casos da doença.

Definição de Caso

Suspeito

Todo indivíduo que apresenta tosse seca com duração de 14 dias ou mais, e que tem história de contato com paciente de coqueluche.

Confirmado

Caso suspeito acrescido de um ou mais dos fatores abaixo:

Isolamento da Bordetella pertussis

Sorologia positiva

Leucograma(s) sugestivo(s)

Tosse paroxística seguida de vômitos

Tosse com guincho inspiratório

Contato com outro caso confirmado.

Definição de Contato

Qualquer pessoa exposta a um caso de coqueluche, entre o início do período catarral e até três semanas após o início do período de tosse típico da doença (período de transmissibilidade).

Conduta Frente a um Caso

Para cada caso de coqueluche conhecido pela unidade de saúde devem ser feitos a investigação, o registro e a notificação municipal e/ou estadual, de acordo com a semana de ocorrência, idade do paciente, município de residência e estado vacinal (número de doses recebidas), para acompanhamento e análise.

Conduta Frente a um Surto

Quando houver um surto da doença, ou a análise da tendência sugerir esse fato, é recomendável proceder à investigação epidemiológica, visando obter informações mais detalhadas para a aplicação das medidas de controle.

Análise dos Dados

A vigilância epidemiológica da coqueluche tem como objetivo proporcionar conhecimentos atualizados sobre características epidemiológicas, no que diz respeito, principalmente, à distribuição de sua incidência por áreas geográficas e grupos etários, taxas de letalidade e mortalidade, eficácia dos programas de vacinação, bem como a detecção de possíveis falhas operacionais da atividade de controle da doença na área, sendo, portanto, necessárias ações visando à obtenção de dados sobre confirmação do diagnóstico; à proporção de casos em vacinados; à determinação de coeficientes de ataque; aos padrões de distribuição e programação da doença; à cobertura vacinal e, também; às condições de conservação e de aplicação da vacina utilizada.

Fonte: www.saude.mg.gov.br

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