DALTONISMO



O nome daltonismo tem origem em Dalton, químico inglês que era portador desta anomalia. Os portadores desta anomalia apresentam dificuldade na distinção de determinadas cores primárias, como o verde e o vermelho, enxergadno, em vez delas, as cores cinza, amarela ou azul. É possível que esta anomalia seja resultado do mau funcionamento dos cones existentes na retina, provocado pela presença de alelos defeituosos, que não formam pigmentos necessários para a percepção de determinadas cores. A freqüencia do daltonismo é muito maior entre os homens (5%) do que entre as mulheres (0,25%). Isso ocorre devido ao fato de os homens precisarem de apenas um alelo para serem daltônicos, enquanto as mulheres necessitam de dois alelos.

Já estão identificados diversos tipos de daltonismo, sendo que um deles é denominada efeito protan. Este tipo de daltonismo é condicionado por um gene recessivo ligado ao sexo. O gene para a visão normal é representado por D, e o gene para o fenótipo daltônico é representado por d. Desse modo, temos os seguintes fenótipos e genótipos.

Genótipos

Fenótipos
homem normal XDY
homem daltônico XdY
mulher normal XDXD
mulher normal portadora XDXd
mulher daltôncia XdXd

Fonte: www.brasilescola.com

DALTONISMO



Daltonismo - Figura Ilustrativa

O daltonismo é uma deficiência na visão que dificulta a percepção de uma ou de todas as cores. Durante séculos, os problemas relacionados com a visão das cores não encontraram mais que soluções e interpretações puramente empíricas. Foi somente por volta de 1801 que o físico inglês Thomas Young formulou, em termos de hipótese, a primeira explicação científica para a sensibilidade do olho humano às cores. Cerca de cinqüenta anos mais tarde, Hermann von Helmholtz, físico e fisiologista alemão, se encarregaria de desenvolver essa hipótese e convertê-la em teoria, que se tornou universalmente aceita.

Daltonismo - Figura Ilustrativa II

Segundo a teoria de Young-Helmholtz, a retina possui três espécies de células sensíveis - os cones. Cada uma delas seria responsável pela percepção de uma dada região do espectro luminoso. Essas regiões seriam o vermelho. o verde e o azul. Estas seriam as cores primárias, que, por combinações, originariam todos os outros tons cromáticos. Embora a teoria de Young-Helmholtz tenha sido contestada, ela se ajusta, ainda hoje, aos fenômenos observados.

Daltonismo - Figura Ilustrativa III

Os estímulos imediatos da percepção visual são os feixes luminosos que, depois de passarem pela pupila, incidem na retina. É ali que a energia luminosa se converte em sinais elétricos, responsáveis pela atividade neural. Os impulsos neurais, provenientes da retina, são então encaminhados ao cérebro, que os interpreta e classifica. A cor que você vê depende de quanto é excitada cada espécie de cone. Quando você olha para a luz vermelha, somente os cones de suas retinas sensíveis ao vermelho enviam mensagens para o cérebro. Se você olhar para uma luz verde, os cones sensíveis ao verde responderão. Os cones sensíveis ao azul responderão à luz azul mais intensamente.

(Sensibilidade dos cones)
(Sensibilidade dos cones)

Nem todas as pessoas vêem as cores da mesma maneira. Aproximadamente 10% dos homens e 1% das mulheres apresentam algum grau de deficiência na avaliação das cores. Essa deficiência chama-se daltonismo. Nas pessoas daltonicas os cones não existem em número suficiente ou apresentam alguma alteração. O tipo mais comum de daltonismo é aquele em que a pessoa não distingue o vermelho do verde. Aquilo que, para uma pessoa é normal, é verde ou vermelho, para esse daltônico é cinzento em várias tonalidades. O motorista com esse tipo de daltonismo pode contornar o problema de distinguir as luzes do semáforo observando suas posições, pois pelas cores não é possível. Em número menor, existem daltônicos que confundem o azul e o amarelo. Um tipo raro de daltonismo é aquele em que as pessoas são completamente "cegas" para as cores: seu mundo é em preto, branco e cinzento. Existem testes especiais que permitem detectar se uma pessoa é ou não daltônica. As figuras seguintes, por exemplo, serão observadas diferentemente por pessoas de visão normal e por aqueles que sofrem de daltonismo.

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Fonte: geocities.yahoo.com.br

DALTONISMO



Também chamada de discromatopsia ou "cegueira para as cores", é um defeito genético de transmissão bastante peculiar que atinge, em 97% dos casos, os homens. Isso ocorre porque a falha genética está ligada ao cromossomo X. Os homens têm apenas um X, como as mulheres têm dois desses cromossomos, a chance de ter os dois defeituosos é menor. Homens daltônicos vão transmitir o gene do daltonismo somente para suas filhas, nunca para os filhos, as filhas não manifestam nunca o daltonismo mas têm uma chance de 50% de transmiti-lo para seus filhos homens. Portanto, homem daltônico só tem possibilidade de ter netos daltônicos se tiver filhas, que serão sempre, e somente, portadoras, e a possibilidade desses netos serem daltônicos será sempre de 50%.

O daltonismo não é tido como uma deficiência física de grande significado (dado que a maior parte dos daltônicos tem visão normal, no que se refere às demais características), apesar de dificultar, e muitas vezes impossibilitar, uma série de atividades profissionais e do dia-a-dia. Apesar de não existir nenhum tratamento, tem se desenvolvido alguns recursos ópticos para facilitar a identificação das cores.

Na retina humana normal existem receptores sensíveis às cores, os cones, que contêm pigmentos seletivos para a cor, verde, vermelha e azul. A deficiência de cores ocorre quando há uma redução na quantidade de um ou mais desses pigmentos.

Os daltônicos vêem de 500 a 800 cores. Uma das cores prediletas de quem tem esta alteração genética é o roxo, cor viva. A incidência de daltônicos pode variar conforme a localidade. Nos EUA e na Europa, por exemplo, é maior do que entre os índios da região andina. É comum que uma mesma família tenha diversos casos de daltonismo.

Muitas vezes, a pessoa nem tem idéia de que é daltônica até fazer um teste. O grande problema é que tem se notado um grande aumento de usuários de Internet que apresentam esse tipo de problema. Chegou-se ao número de 1 a cada 12 usuários de Internet apresentando uma forma de daltonismo. E isso faz crescer a polêmica em cima de usuabilidade e acessibilidade nos sites.

Para um daltônico, navegar na Internet pode ser uma experiência até mesmo frustrante. Alguns problemas podem ser até mesmo graves, como não encontrar navegação no site, e até mesmo textos podem estar 'ilegíveis'. Devido ao grande número de deficientes para cores e a gravidade das dificuldades que eles encontram na Web, seria interessante levantar essa questão e começar a pensar com mais seriedade na criação de páginas que sejam acessíveis a todos.

Tipos

A pessoa pode ser portadora de uma deficiência na identificação da cor ou pode ter ausência completa de sensibilidade à ela. O problema pode ser ligado às duas cores ou a apenas uma delas. O Protan designa o distúrbio para reconhecer a cor vermelha _ a protanopia é quando o indivíduo não tem o receptor para o vermelho (ausência completa) e a protanomalia é quando o receptor é deficiente. O Deutan designa o distúrbio para identificar a cor verde _ na deutanopia, o indivíduo não tem o receptor para o verde (ausência completa) e na deutanomalia, o receptor é deficiente. Atualmente, já existem lentes com filtro que auxiliam o portador de deficiência em relação à uma cor. Entretanto, o material é caro e precisa ser feito sob medida, conforme o "índice" de identificação de cada cor confundida.

Outros problemas ligados à identificação das cores

O Tritan é um distúrbio que impede o reconhecimento da cor azul. A identificação pode ser deficiente ou nula (nos casos em que há ausência completa de sensibilidade à cor). Pode ser adquirida, por exemplo, por alterações hormonais.

Apenas um numero muito pequeno de pessoas sofre de verdadeira incapacidade para ver todas as cores. Neste caso dizemos que têm visão acromática, ou seja, vê o mundo em tons preto, branco e cinza. A estimativa é de que, para cada 30 ou 40 mil pessoas, exista uma acromata. Quem tem acromatopsia nem mesmo sonha em cores.

ALGUNS FATOS SOBRE DALTÔNICOS

>> Apesar de existirem vários tipos de daltonismo, a grande maioria tem dificuldade de distinguir entre o vermelho e o verde.

>>Grande parte dos daltônicos apresentam dificuldade em enxergar 'sombras' de cores. Algumas cores (principalmente cores com vermelho e verde) aparecem mais 'claras' do que o normal.>>A grande maioria dos daltônicos podem ver bem o preto e o branco.

>>A grande maioria dos daltônicos podem ver bem as sombras com base no azul e no amarelo.

>> A percepção das cores varia muito de uma pessoa com daltonismo para outra.

>> 8% dos homens e 0.4% de mulheres apresentam algum tipo de daltonismo.

Existem três métodos para verificar o grau de daltonismo:

- Anomaloscópio de Nagel. Nesse aparelho, o indivíduo que vai ser examinado vê um campo dividido em duas partes. Uma delas é iluminada por uma luz monocromática amarela, enquanto a outra é iluminada por uma mistura de luzes monocromáticas vermelha e verde. Solicitando ao indivíduo sob exame que ele iguale os dois campos, ele pode alterar a razão entre a intensidade das luzes vermelha e verde, bem como reduzir ou aumentar a intensidade da luz amarela. Por intermédio desse exame, os seres humanos podem ter seu tipo de daltonismo classificado.

- Lãs de Holmgreen; Consiste em um feixe de lã em diversas cores, que devem ser separadas

- Lâminas Pseudoisocromáticas (ou livro de Ishihara); São quadros formados por pontos coloridos sobre as quais aparece um número desenhado em determinada cor. Por ser um método simples este é o mais difundido.

Teste Ishihara para Daltonismo

Lâmina Percepção Visual Normal Deficiência para Percepção das Cores Vermelha e Verde Ausência de Percepção para Cores
1 R E Não há Leitura
2 U G Não há Leitura


1


2

A figura acima monstra outra lâmina do teste de Ishihara para determinação do Daltonismo. Se você visualizar n.º 8 está normal. O daltônico vê o n.º 3.

Um pouco de história:

A inabilidade de discriminar cores foi ignorada até o fim do século 18, e sua existência só foi aceita quando o químico John Dalton descreveu, com explicações científica, sua própria dificuldade na visão de cores em 1798. A partir de sua descoberta foram criados inúmeros testes para detectar a presença do daltonismo, sendo o mais popular o Teste de Ishihara (de onde vem a planilha acima).

Quais as limitações para um daltônico?

Já na idade escolar aparecem as primeiras dificuldades com os desenhos de mapas e identificação dos lápis de cores. Os pais e professores devem estar atento para essa dificuldade. Infelizmente (para os daltônicos, é claro) o mundo atual vive a Era das Cores. Cada vez mais a codificação industrial é feita em cores e diversas profissões excluem, por razões, o "deficiente para cores": piloto de aviação civil e militar, cabeamento em telecomunicações, eletrônica e indústria gráfica em geral, artes, indústria química, geologia, arqueologia, decoração e moda.

Dificuldades do dia-a-dia:

Há algumas áreas que apresentam dificuldades para o daltônico. Mapas e quadros estatísticos com códigos coloridos em suas legendas. LEDs (Light Emitting Diodes), ou as populares "luzinhas" bi ou tri cores nos carregadores de celulares, no painel do rádio, no monitor do computador. As observações do tipo "Olha que linda árvores carregada de cerejas!!" Respondo: "que cerejas?". A compra de roupas sempre exige uma assessoria para não haver erros graves de combinação e para que não ocorram extravagâncias de cores que parecem bonitas.

O que responde às pessoas que me perguntam como vejo o mundo na minha condição de daltônico? Explico que uma pessoa tem condições de ouvir e apreciar uma música sem conhecer as notas que estão nela. Faço então a seguinte analogia: para mim, o mundo é lindo e também muito colorido, mesmo sem precisar saber o nome de algumas cores que o compõe.

Fonte: www.ufv.br

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