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Depressão

 

 

O que é Depressão?

Depressão (do latim depressione) é uma palavra freqüen- temente usada para descrever nossos sentimentos. Em primeiro lugar, depressão não é um estado de tristeza profunda nem desânimo, preguiça, estresse ou mau humor.

A depressão, enquanto evento psiquiátrico, é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Mesmo assim, podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de mudanças e crescimento, épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução.

Para entendermos melhor essa diversidade de sintomas de- pressivos, vamos considerar que, entre as pessoas, a depressão seria como uma bebedeira geral, onde cada pessoa alcoolizada ficasse de um jeito: uns alegres, outros tristes, irritados, engraçados, dorminhocos, libertinos... A única coisa que todos teriam em comum é o fato de estarem sob efeito do álcool, todos estariam tontos, com os reflexos diminuídos, etc. Na depressão também. Cada personalidade se manifestará de uma maneira.

Na verdade, ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso.

Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Tipos

Há dois tipos de depressão: monopolar (não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). A depressão bipolar se caracteriza pelo transtorno afetivo, ou seja, a alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

Causas

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Em nosso cérebro existem mensageiros químicos chamados neuro-transmissores que ajudam a controlar as emoções. Os dois mensageiros principais são a serotonina e a norepinefrina. Os níveis aumentam ou diminuem, mudando nossas emoções. Quando os neuro-transmissores encontram-se em equilíbrio, sentimos a emoção certa para cada ocasião. Quando alguém está deprimido, os mensageiros químicos não estão em equilíbrio. Mas isso ocorre em algumas pessoas e não em outras. Sendo que em certas famílias é mais freqüente. Por isso, a tendência genética ainda é alvo de estudos para que se encontre a causa da depressão.

Eventos estressantes como perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave e pequenas contrariedades, ainda não são considerados fortes suficientes para desencadear depressão. Porém, em pessoas que têm a tendência genética, esses fatores podem se transformar em depressão. Além disso, alguns medicamentos, como os remédios para pressão alta, podem causar depressão. O álcool e algumas drogas ilegais podem piorar a depressão.

Sintomas - Você sofre de depressão?

Como outras doenças, a depressão tem certos sintomas. Uma vez que esses sintomas são reconhecidos, pode-se tomar providências para o tratamento. Faça o seguinte teste para saber se você (ou alguém de sua família ou um amigo) pode estar deprimido.

Durante a maior parte das duas últimas semanas, você:

Sentiu-se triste, preocupado ou aborrecido?
Sentiu que sua vida era monótona, sem possibilidades de melhorar?
Tem tido crises de choro?
Ficou irritado com coisas pequenas que antes não o perturbavam?
Não se diverte mais com seus passatempos ou atividades que antes o alegravam?
Sentiu falta de autoconfiança ou sentiu-se fracassado?
Tem dificuldade para dormir, ou tem dormido muito?
Tem dificuldade de concentração ou de tomar decisões?
Tem menos interesse em sexo do que antes?
Tem pensado em morte e/ou suicídio?

Se algumas respostas foram afirmativas, este possivelmente é um quadro depressivo. Mas para afirmarmos que o paciente está deprimido, temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia e quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado, e pelo contrário, movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança, desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Tratamento

O primeiro passo no tratamento é consultar o médico que irá estabelecer as causas. Atendimento médico, medicação antidepressiva, aconselhamento e apoio da família e amigos são meios eficazes no tratamento. Orientação, entendimento e cuidados nas dosagens das medicações são os passos fundamentais.

O médico precisa conhecer os sintomas e saber por quanto tempo você tem se sentido deprimido. A visita pode incluir um exame físico e testes laboratoriais.

Assim, os problemas físicos podem ser descartados, e o médico irá poder fazer um plano de tratamento efetivo para você.

Seu médico poderá fazer algumas perguntas, como:

Alguém em sua família sofre de depressão?
Você está tomando algum medicamento?
Você sofreu alguma alteração ou perda importante em sua vida?
Você tem tido alterações no sono ou no apetite?
Você tem pensado em morte ou suicídio?
Você tem dificuldade de se concentrar no trabalho?
Você tem sentido mudanças no desejo sexual?

Estatísticas

Os períodos depressivos são mais comuns no sexo feminino. Sendo 3,2% no feminino e 1,9% no sexo masculino.

Estima-se que 5,8% dos homens e 9,5% das mulheres passarão por períodos depressivos em 12 meses.

A depressão contínua afeta de 15% a 20% das mulheres e de 5% a 10% dos homens.

Em 20% dos casos, a depressão segue um curso contínuo, especialmente quando não há tratamento adequado.

Embora a depressão possa manifestar-se em qualquer momento, a incidência mais alta é nas idades médias. Mas há um crescimento reconhecido durante a adolescência e início da vida adulta. Portanto, manifesta-se com maior freqüência entre os 20 e 50 anos.

Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem tratamento. Entre os pacientes que procuram o clínico geral, apenas 50% são diagnosticados corretamente.

A maioria dos pacientes não tratados irá tentar suicídio pelo menos uma vez. Sendo que 17% conseguem se matar.

Com tratamento correto, 70% a 90% dos pacientes recuperam-se.

Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)

Depressão

O que é ?

Depressão é uma doença do humor caracterizada por um conjunto de sintomas variados

Sentimentos de tristeza são comuns em situações de perdas, fracassos e conflitos interpessoais (ex. luto) x reação desprorporcional com comprometimento funcional

Depressão pode ser uma manifestação de doenças físicas ou uso de medicações

Sintomas

Tristeza prolongada, “sensação de vazio” e ataques de choro sem explicação
Dormir muito pouco ou dormir demasiado
Perda de apetite e de peso ou aumento de apetite e de peso
Perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram prazerosas
Inquietação ou irritabilidade
Lentificação
Sintomas físicos persistentes que não respondem ao tratamento (como dor de cabeça, dor crônica, prisão de ventre e outras alterações digestivas)Dificuldade em concentar-se, recordar ou tomar decisões
Fadiga ou perda de energia
Sentimentos de culpa, de desesperança ou inutilidade
Pensamentos recorrentes sobre morte e suicídio.

No idoso ...

Humor ansioso ou irritado
Queixas físicas diversas com exames clínico/laboratoriais normais
Queixas de memória com bons resultados nos testes cognitivos
Apetite reduzido com perda de peso na ausência de doença física
Insônia inicial e principalmente despertar precoce (< 5 horas/noite)
Idéias de baixa auto-estima, menos valia
Atos auto-lesivos, desesperança e ideação suicida
Crenças irreais de perseguição, doença grave ou falência dos órgãos internos

Outras condições que cursam com sintomas depressivos:

Luto
Ajustamento
Depressão bipolar
Distimia
Distúrbio misto de ansiedade e depressão
Transtorno disfórico pré-menstrual

É comum as pessoas ficarem deprimidas?

Maioria não procura atendimento médico, ½ em atendimento clínico não especializado; ¼ em psicoterapia, ¼ com psiquiatra

A depressão é pouco diagnosticada pelo médico não psiquiatra (30 a 50%)

Transtorno freqüente

3 a 11% da população geral
20% dos idosos
33% pós IAM e 47% nos pcts. com câncer

Duas vezes mais freqüente em mulheres (15 a 25%)

Incapacitante: 4ª causa de afastamento do trabalho (em 2020 será 2ª causa)

Crônico e recorrente:

80% apresentarão um segundo episódio, em média 4
12% não remitem

Quando buscar ajuda?

Se houver suspeita.

Teste de duas questões

Durante o último mês você se sentiu incomodado por estar para baixo, deprimido ou sem esperança?
Durante o último mês você se sentiu incomodado por ter pouco interesse ou prazer para fazer as coisas?

O que causa depressão?

Muitas causas podem estar envolvidas:

Biológicas: Excesso ou falta de algumas substâncias no cérebro, os “neurotransmissores”
Genéticas:
Herança familiar multifatorial
Medicamentos:
Alguns medicamentos como antihipertensivos, cimetidina, indometacina, etc.
Doenças clínicas:
IAM, câncer, transtornos hormonais, etc.
Psicológicas:
Cognição negativa, perdas precoces, situações de vida.

Tratamento

Medicamentos antidepressivos
Psicoterapia
ECT

Fases

Aguda Objetivo: remissão dos sintomas e melhora do funcionamento psicossocial
Duração: em geral, de 6 a 8 semanas
Continuação Objetivo: prevenção de recaídas e recuperação do funcionamento psicossocial
Duração: em média, de 4 a 9 meses
Manutenção Objetivo: prevenção de recorrências
Duração: indefinida

Tratamento:Adesão

Atitudes e crenças

Deve-se tomar o antidepressivo só até melhorar
Antidepressivos podem mudar a personalidade
Meu médico me forçou a tomar o antidepressivo
Pode-se tomar menos pílulas nos dias em que você se sente melhor
Minha depressão desapareceria mesmo sem tratamento
Pode-se tomar pílulas extras nos dias em que você se sente pior

Causas de abandono do tratamento antidepressivo

Sentem-se melhor
Efeitos adversos
Medo de ficar dependente
Sentimento de desconforto
Falta de eficácia
“Tenho que me curar sozinho”

Informações que influenciam positivamente a adesão

Medicamentos demoram de duas a quatro semanas para fazer efeito
Não parar sem antes falar com o médico
Realizar atividades de laser

Suicídio

14 – 15% dos pacientes deprimidos tentam (11% com êxito)
Não considerar como tentativas de chamar a atenção
15 – 22% apresentam nova tentativa no ano seguinte; 10% se suicidam em 10 anos
Fatores de risco: M, > 45 anos, separado ou divorciado, classes sócioeconômicas extremas, morar em área urbana, desempregado ou aposentado, ser ateu, e ter poucos contatos sociais; doenças crônicas
Personalidade impulsiva, uso de álcool e drogas.

Perguntando sobre ideação suicida

Sente que a vida perdeu o sentido?
Tem esperança de que as coisas vão melhorar?
Pensou que seria melhor morrer?
Pensamentos de por fim à própria vida?
São idéias passageiras ou persistentes?
Pensou em como se mataria?
Já tentou, ou chegou a fazer algum preparativo?
Tem conseguido resistir a esses pensamentos?
É capaz de se proteger e retornar para a próxima consulta?
Tem esperança de ser ajudado?

Circunstâncias que sugerem risco de suicídio

Comunicação prévia de que iria se matar
Mensagem ou carta de adeus
Providências finais (ex. conta bancária) antes do ato
Planejamento detalhado
Precauções para que o ato não fosse descoberto
Ausência de pessoas por perto que pudessem socorrer
Não procurou ajuda logo após a tentativa de suicídio
Método violento, ou uso de drogas mais perigosas
Crença de que o ato seria irreversível e letal
Afirmação clara de que queria morrer
Arrependimento por ter sobrevivido

Concluindo ...

Transtorno mental mais comum na população
Recorrente e com risco de cronificação
Recuperação plena se tratado adequadamente

Luciana Porto C. da Nóbrega

Referências

Fleck MPA et al. Diretrizes da Associação Médica Brasileira para o tratamento da depressão. Revista Brasileira de Psiquiatria 2003;25(2):114-22
Shua-Haim JR et al. Depression in Elderly. Hospital Medicine 1997;33(7):45-58
Louzã MR et al. Psiquiatria Básica. Artes Médicas. Porto Alegre, 1995.
Moreno DH e Soares MB. Diagnósticos & Tratamento: Elementos de Apoio - Depressão. Editora Lemos. São Paulo, 2003.
Botega NJ. Prática psiquiátrica no hospital geral: interconsulta e emergência. Editora Artmed. Porto Alegre, 2002

Fonte: www.hoje.org.br

Depressão

É doença, tem tratamento e atinge em torno de 24 milhões de pessoas na América Latina e Caribe. Um em cada quatro deprimidos procura ajuda.

O QUE É?

Bem diferente da tristeza ou do baixo astral, a depressão é o resultado de uma alteração da ação de neurotransmissores no cérebro. É uma doença com sintomas bem específicos e pode ser caracterizada quando estes perduram por no mínimo duas semanas.

NÚMEROS

Para 1 homem, 2 mulheres sofrem de depressão.

40% a 60%

Dos casos de suicídio têm estreita relação com a doença.
Homens depressivos morrem 4 vezes mais por suicídio que mulheres (apesar de elas cometerem mais tentativas).
A depressão tem início entre 15 e 24 anos.

CAUSAS DA DOENÇA

A depressão pode ter causas apenas endógenas. É como se tudo levassse à alegria mas, mesmo assim, o indivíduo está deprimido.

Entretanto, muitas vezes, o mal é desencadeado por fatores como:

Estresse agudo
Morte de um ente querido
Doença grave

NEUROTRANSMISSORES

São as substâncias responsáveis pelas trocas de informações do Sistema Nervoso Central (SNC). É graças aos neurotransmissores que temos emoções, sentimos prazer etc. Veja quais são os neurotransmissores que influenciam na depressão e como eles atuam e se relacionam.

COMO ACONTECE A DEPRESSÃO

A sinapse (comunicação entre os neurônios) é a base do funcionamento cerebral e do sistema nervoso.

Estado normal

Os neurônios (células nervosas) liberam neurotransmissores, que são capturados por outros neurônios por meio de seus receptores (a substância de comunicação se fixa na célula como uma chave na fechadura). Dentro da célula nervosa, uma bomba de recaptação retira parte dos neurotransmissores da sinapse e uma enzima específica metaboliza o resto das substâncias. sinapse ampliada

Depressão

Acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores liberados, mas a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Então, o neurônio receptor captura menos neurotransmissores e o sistema nervoso funciona com menos "combustível".

SINTOMAS

Humor deprimido
Perda de interesse, prazer e energia
Cansaço por qualquer coisa
Concentração reduzida
Auto-estima reduzida
Idéias de culpa e inutilidade
Sono perturbado
Apetite reduzido

TRATAMENTO

Depende da gravidade dos sintomas. Basicamente, é feito com psicoterapia e antidepressivos. Normalmente, os medicamentos demoram de 10 a 15 dias para surtir efeito. Além disso, a terapia com remédios deve durar no mínimo seis meses.

Ação do antidepressivo

O antidepressivo faz com que haja maior disponibilidade de neurotransmissores na sinapse.

Para isso, o remédio pode atuar de duas formas:

Bloqueando a ação da bomba de recaptação
Bloqueando a ação da enzima que degrada os neurotransmissores

Efeito do antidepressivo

No início do tratamento, a quantidade de neurotransmissores aumenta rapidamente. Os resultados clínicos são mais demorados.

Fonte: www.santalucia.com.br

Depressão

Sintomas

Os mais comuns são tristeza, desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, de apetite (algumas pessoas tem aumento de sono e de apetite), de desejo sexual, falta de vontade ate mesmo de fazer coisas simples tipo tomar banho, assistir televisão ou ler um jornal. Sensação da falta de sensações. Ou seja, basicamente uma diminuição geral do nível de energia da pessoa.

Nem sempre a depressão significa tristeza, na maioria das vezes o sintoma principal é a queda de energia.

Ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos que não saem da cabeça. A pessoa perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais gostava de conviver. Parece que não consegue se concentrar numa leitura ou guardar na memória o que leu.

Às vezes aparecem ataques de ansiedade com sudorese, palpitações e tremor, verdadeiros ataques de pânico, o que não quer dizer que você também tenha a Síndrome do Pânico.

Também podem ocorrer Pensamentos Obsessivos: a pessoa sabe que eles não fazem sentido mas não consegue tirá-los da cabeça.

Por exemplo: conferir portas e janelas, achar que poderia fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas, etc. Essa pensamentos podem fazer parte da Depressão e não quer dizer que a pessoa também esteja sofrendo de DOC.

Problemas que antes eram resolvidos com facilidade se tornam tarefas pesadas e difíceis. Coisas que antes eram agradáveis se tornam sem graça.

Alguns casos de Depressão se caracterizam por dores vagas e difusas pelo corpo ou na cabeça, com vários exames laboratoriais normais. O intestino pode ficar preso, a boca amarga, a pele envelhecida, os cabelos e as unhas fracos e sem brilho.

Muitas vezes aparecem pensamentos de "dormir e não acordar mais". Algumas pessoas se sentem como se estivessem separadas do mundo por uma redoma de vidro.

Outras não conseguem nem sentir alegria nem tristeza ("sensação da falta de sentimentos").

A pessoa pode ficar com "idéias fixas".

As principais são as seguintes:

Acha a situação financeira ruim e sem perspectiva.
Se sente culpado por coisas que fez e que não fez. O passado volta carregado de auto-recriminações, de arrependimentos, de coisas erradas que fora da Depressão a pessoa nem se lembra que existiram.
Durante a fase depressiva a auto-estima fica abaixo de zero.
Acredita estar passando por uma doença incurável.
Evidentemente nem todas as pessoas com Depressão apresentam todos esses sintomas.
As pessoas mais idosas podem apresentar um quadro clínico com falta de memória importante, às vezes mais evidente do que a própria Depressão.
Outras pessoas tem nítida piora da Depressão quando o tempo está nublado. Ë o que se chama de Depressão Sazonal. Ela pode ser muito bem tratada com Fototerapia.

Causas, fatores desencadeantes e situações que propiciam o aparecimento da Depressão

Existem muitas. Geralmente é uma combinação de mais de uma causa

Por exemplo:

Predisposição genética.
Depressões anteriores. Depressão, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Daí a importância de começar a tratar o quanto antes.
Personalidade perfeccionista, detalhista.
Distimia.
Distúrbio Obsessivo Compulsivo.
Psicose.
Situações difíceis, desgastantes, frustrantes.
Perda de pessoa querida, de dinheiro, de posição profissional ou social, aposentadoria, etc.
Gravidez, Parto (Depressão Puerperal) e Menopausa.
Síndrome do Pânico.
Stress Pós Traumático:
experiência traumática na qual a pessoa se sentiu indefesa ou humilhada ou sem possibilidade de reação, por exemplo assalto, seqüestro, acidentes.

Medicamentos

Corticóides, Quimioterapia, Interferon, Pílula Anticoncepcional (causa comum de depressão em mulheres jovens), Implantes Hormonais, Betabloqueadores, Parlodel, Digitálicos, Dissulfiram, Reserpina, Cinarizina, Neurolépticos, Benzodiazepínicos, Barbitúricos, etc.

Drogas ou álcool, Anfetaminas, Anabolizantes.

Doenças Sistêmicas

Hepatite (principalmente a C), Hiper- e Hipotireoidismo, Câncer, Pneumonia, Mononucleose, Reumatismo, Insuficiência Cardíaca, Infarto, Ponte de Safena, Asma, Insuficiência Respiratória, Apnéia Obstrutiva do Sono, Câncer, Esclerose Múltipla, Doença de Cushing, Diabetes, Anemia Perniciosa, Lupus, Artrite Reumatóide, Aids, Hipovitaminoses, Doença de Wilson, Sífilis, Huntington, Lupus, Poliarterite Nodosa, Hipovitaminoses, Insuficiência Renal.

Doenças cerebrais

Traumatismos cranianos, Acidente Vascular Cerebral ("derrame"), Insuficiência Circulatória Cerebral, Alzheimer, Arteriosclerose, Esclerose Múltipla, Parkinson, Huntington, tumores benignos e malignos, Epilepsia, Aneurismas, Enxaquecas, etc.
Dores crônicas, Fibromialgia.
Radioterapia.
Manifestação pára-neoplásica.

O que é esta Depressão?

De uma maneira bem simples, seu cérebro é formado por inúmeras células que se comunicam entre si através de substâncias químicas chamadas Neurotransmissores e por algum motivo eles não estão "circulando" como deveriam. Por isso você se sente sem pique, com a concentração e a memória fracas, meio "devagar" (algumas pessoas sentem na verdade agitação, ao invés de apatia) e com alguns dos outros sintomas descritos acima.

Uma Depressão pode ser "química" apesar de ter causa externa?

Sim. Muitas vezes ela começa reativa a algum problema real, mas com o tempo vai se tornando física. Úlcera, Infarto, gastrite e muitas outras doenças são desencadeadas por um Stress e no entanto depois também se tornam físicas.

Mas é importante você saber que os eventos de vida que desencadearam a ou as primeiras depressões são cada vez menos necessários.

Ou seja: com o tempo ela pode aparecer sozinha sem absolutamente nenhum motivo.

É por isso que é tão importante tratar logo e de maneira completa

Tratamento

Antidepressivos

São remédios que corrigem o metabolismo dos Neurotransmissores. Eles não são calmantes e nem estimulantes, não criam dependência física e nem psíquica.

Psicoterapia

Pode ser útil, pois a Depressão afeta a pessoa como um todo e quase nenhuma doença se restringe apenas ao seu aspecto físico. Traços de personalidade assim como problemas atuais ou passados podem ter algo a ver com a Depressão. Existem várias técnicas de Psicoterapia e algumas são mais indicadas que outras.

Se a Depressão apresenta certo grau de intensidade, a medicação tem prioridade absoluta com relação à terapia. A Psicoterapia pode esperar um pouco para ser iniciada, mas a medicação não, pois todas as pesquisas indicam que quanto mais rápido começar o tratamento medicamentoso maior é a chance de não se ter recaídas mais tarde.

Tempo para começar a melhorar

Quase todos os Antidepressivos precisam de 3 a 6 semanas para fazer efeito. Não interrompa o tratamento por não sentir melhora nos primeiros dias. Uma maneira de apressar a melhora é tratar com Antidepressivo no soro.

Para a família

Geralmente a família sofre porque não consegue ajudar e sobrecarrega porque vê a pessoa passar por especialistas, fazer exames, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhora. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, e começa a dar palpites para a pessoa "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se ela não soubesse de tudo isso ...

A Depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa somente com "pensamento positivo".

A pessoa com Depressão geralmente está completamente indecisa com relação a tudo. Alguém tem que tomar decisões inclusive para iniciar o tratamento.

Observações

A) Algumas vezes o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer que seja um caso grave. Na maioria das vezes basta trocar de medicação.
B)
Mesmo que você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação. Seu médico deve decidir quando diminuir, interromper ou trocar de medicação. Mesmo que sua depressão seja curta, o tratamento será longo. Na verdade, quanto mais tempo você tomar o Antidepressivo, menor é o risco de uma outra depressão no futuro.
C)
Decisões importantes com relação a problemas atuais de sua vida devem ser tomadas depois da Depressão ter melhorado. No momento todos os seus pontos de vista estão pessimistas e você está arriscado a tomar decisões que não tomaria se não estivesse deprimido.
D)
Uma dúvida freqüente é se a Depressão pode voltar. Muitas vezes pode. Existem fatores que serão avaliados para se chegar a uma conclusão. Porém, hoje em dia existem várias possibilidades de se fazer um tratamento preventivo para evitar esse problema.
E)
Se quando parar ou diminuir a dose do Antidepressivo os sintomas da Depressão voltarem, não quer dizer dependência da medicação, mas sim que ainda não era hora dessa parada. Antidepressivos não criam dependência. A Depressão é que algumas vezes exige tempo de tratamento mais longo.
F)
Alguns Antidepressivos podem apresentar alguns efeitos colaterais que nem sempre ocorrem e geralmente são muito fracos e não chegam a incomodar.
G)
Um bom condicionamento físico é sempre importante, pois a ginástica libera Endorfinas, que são nossos Antidepressivos naturais e aumentam nosso bem estar. O intestino funciona melhor, a pressão arterial fica mais estável, a pessoa tem menos taquicardia.

Concluindo

A Depressão é uma doença que incomoda muito a vida do paciente e de sua família. Por outro lado, costuma ser fácil de tratar. Assim como na Depressão a pessoa não consegue se imaginar bem, quando ela passa a pessoa não consegue imaginar como era possível estar tão mal tão pouco tempo atrás.

Fonte: www.mentalhelp.com

Depressão

O Que é?

A depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.

A Depressão é, portanto, uma doença afetiva ou do humor, não é simplesmente estar na "fossa" ou com "baixo astral" passageiro. Também não é sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço.

As pessoas com doença depressiva (estima-se que 17% das pessoas adultas sofram de uma doença depressiva em algum período da vida) não podem, simplesmente, melhorar por conta própria e através dos pensamentos positivos, conhecendo pessoas novas, viajando, passeando ou tirando férias. Sem tratamento, os sintomas podem durar semanas, meses ou anos. O tratamento adequado, entretanto, pode ajudar a maioria das pessoas que sofrem de depressão.

A Depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido.

A pessoa deprimida não tem ânimo para os prazeres e para quase nada na vida, de pouco adiantam os conselhos para que passeiem, para que encontrem pessoas diferentes, para que freqüentem grupos religiosos ou pratiquem atividade exóticas.

Os sentimentos depressivos vêm do interior da pessoa e não de fora dela e é por isso que as coisas do mundo, as quais normalmente são agradáveis para quem não está deprimido, parecem aborrecedoras e sem sentido para o deprimido.

A Depressão é medicamente mais entendida como um mal funcionamento cerebral do que uma má vontade psíquica ou uma cegueira mental para as coisas boas que a vida pode oferecer. A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido.

Portanto, as doenças depressivas se manifestam de diversas maneiras, da mesma forma que outras doenças, como, por exemplo, as do coração.

Respondendo a pergunta inicial sobre o que é a Depressão?, podemos dizer: a Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor), caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. Depois dessa explicação seria interessante saber o que é o Afeto, já que a Depressão é uma doença afetiva.

O Que é o Afeto?

O Afeto é a parte de nosso psiquismo responsável pela maneira de sentir e perceber a realidade. A afetividade é, então, o a parte psíquica responsável pelo significado sentimental de tudo aquilo que vivemos. Se as coisas que vivenciamos estão sendo agradáveis, prazerosas, sofríveis, angustiantes, causam medo ou pânico, dão satisfação, etc., todos esses valores são atribuídos pela nossa afetividade. Será através de nosso Afeto que o mundo, no qual vivemos, chega até nossa consciência com o significado emocional que tem para nós.

A afetividade funciona como as lentes dos óculos através das quais enxergamos emocionalmente nossa realidade. Através dessas lentes podemos perceber nossa realidade com mais clareza ou não, com mais colorido ou não, com mais esperança ou não e assim por diante. Há determinados estados onde a pessoa enxerga sua realidade como se estivesse usando óculos escuros, ou seja, tudo é percebido de maneira cinzenta, escura e nublada. Outros percebem a realidade como se estivessem usando óculos cor-de-rosa, onde tudo parece mais exuberante. Alguns vêem o mundo através de uma lupa, onde as questões adquirem dimensões maiores e assim por diante.

Tendo em vista o fato da afetividade (lentes do óculos) ser diferente entre as pessoas, alguns sofrerão mais que outros diante de um mesmo problema. Devido a essa sensibilidade pessoal diferente para com a realidade, cada um de nós reagirá à essa realidade também de maneira muito pessoal e diferente. Aqueles que se sentem ameaçados reagem de uma maneira, aqueles que se percebem inseguros de outra, os otimistas de outra ainda, os tímidos, os expansivos, os pensativos, os sentimentais e por aí à fora, cada um reagindo à vida de maneira própria e pessoal.

Deve ficar claro que a afetividade não pode ser simplesmente submetida à influência da vontade, portanto, ninguém deseja voluntariamente Ter um afeto depressivo, assim como, também, dificilmente alguém conseguirá melhorar seu estado afetivo simplesmente porque um amigo ou pessoa de sua intimidade lhe dê bons conselhos e palavras de otimismo.

A afetividade pode ser melhorada e adequada mediante dois procedimentos: com a utilização de medicamentos que atuam nos neurotransmissores e nos neuroreceptores cerebrais e, através de práticas psicoterápicas e psicopedagógicas de aperfeiçoamento da personalidade. Nesse último caso pleiteai-se que a pessoa passe a conhecer melhor as questões de suas emoções e de sua Depressão. Através desse conhecimento pretende-se que a pessoa passe a melhorar sua relação com a realidade e consigo mesma.

Devido ao afeto depressivo e negativo, as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas pessimistamente nos deprimidos. Uma simples tontura, por exemplo, apesar de ser um acontecimento perfeitamente trivial na vida de qualquer pessoa, é percebida como algo mais sério pelo deprimido, como uma ameaça de desmaio ou coisa assim.

Por causa do afeto depressivo as pessoas passam a observar exageradamente o funcionamento de seus organismos. Ora verificando o ritmo intestinal, ora prestando muita atenção às sensações vagas, aos formigamentos, às dores aqui e ali, às indisposições, palpitações e assim por diante.

Como é

O quadro da Depressão é o mais variável possível, de acordo com a personalidade da pessoa deprimida. Da mesma forma, como cada um de nós reage diferente aos sentimentos, cada um terá uma maneira pessoal de manifestar sua Depressão. Há pessoas que ficam caladas diante das suas preocupações, outras choram, outras contam suas dificuldades para todo mundo, outras sentem dor de estômago, alguns têm aumento da pressão arterial, enfim, cada um reagirá diferentemente diante de suas emoções.

Podemos fazer uma comparação didática entre a depressão e a alergia. A alergia é uma tipo de resposta de nosso organismo à alguma coisa capaz de irritá-lo.

Embora várias pessoas possam ser alérgicas, cada qual manifestará sua alergia de maneira particular e será alérgica à diferentes elementos; algumas terão rinite, outras asma, outras ainda urticária ou simples coceiras e assim por diante.

O fenômeno em pauta é um só: a alergia. Entretanto, cada organismo tem sua própria maneira própria de manifestá-la.

Portanto, aquela velha mania das pessoas ficarem comparando entre si o que sentem não é suficiente para que se dê o diagnóstico de Depressão. Para alguns acontece da Depressão se manifestar através da Síndrome do Pânico, por exemplo, sem tristeza, sem desânimo e sem choro, enquanto, para outros ela se apresenta sob a forma Típica, com tristeza, choro e apatia. Outros ainda, podem apresentar sintomas físicos e assim por diante. Crianças deprimidas, em geral, costumam ir mal na escola, ficam rebeldes, irritadas e não se mostram tristes. Embora em todos os casos haja depressão, não se pode comparar sintomas.

O popular Esgotamento pode ser também uma outra forma da Depressão. Sentir-se esgotado é sentir-se sem disposição para a vida. Não para a vida em seu sentido biológico de continuar vivendo, mas à vida em seu sentido cotidiano; falta disposição para continuar, dia após dia, a enfrentar os mesmos problemas corriqueiros, falta disposição para enfrentar a monotonia e a constância da vida, para continuar à fazer as mesmas coisas, para suportar as mesmas pessoas, etc.

Esgotamos, por assim dizer, nossa energia e nossa capacidade de adaptação ao trivial, ao feijão-com-arroz de nossa vida cheia de problemas.

O que se constata na clínica é que não existe um estado de esgotamento sem que haja também um estado afetivo diminuído. Esse estado afetivo pode ser a causa ou a conseqüência do esgotamento, ou seja; ou a pessoa teve um episódio depressivo e acabou por entrar em esgotamento ou, ao contrário, começou por apresentar um esgotamento que acabou resultando num estado depressivo.

Na Depressão Típica falta energia para tolerar conviver com nosso próximo, falta tolerância para aceitar o jeito de ser dos outros, falta ânimo para resolver problemas da vida, falta otimismo para acreditar que as coisas estão bem.

Hoje, mais do que nunca, há uma tendência (científica) em aceitar o fato da Depressão, seja por esgotamento ou sem motivos aparentes, ser conseqüência não apenas das experiências de vida atuais ou do passado, como se pensava antes mas, principalmente, causada por uma determinada alteração orgânica-cerebral (física).

Como dissemos antes, podemos dividir a Depressão em dois tipos básicos: a Depressão Típica, com todos os sintomas emocionais percebidos e sentidos pelas pessoas de maneira franca, ou seja, com um quadro predominantemente emocional de indisposição, insegurança, angústia, tristeza, apatia, desânimo, etc. e a Depressão Atípica, ou seja, com sintomas que não sugerem (à primeira vista) tratar-se de uma Depressão mas que equivalem à ela em sua essência.

Tipos

À Depressão pode se manifestar como Depressão Típica ou Depressão Atípica. A Depressão Atípica é uma maneira disfarçada da Depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente, naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo e, apesar de já terem ido à muitos consultórios médicos com as mais variadas queixas e de terem feito inúmeros exames, continuam achando que a medicina ainda não conseguiu descobrir a causa de seus problemas.

A Depressão Típica, por sua vez, se manifesta com todos os sintomas emocionais típicos, tais como apatia, desinteresse, tristeza, desânimo, etc. A Depressão pode ser entendida como um estado afetivo rebaixado. Portanto, o que mais se constata na Depressão Típica é um cansaço ou inibição das atividades físicas e psíquicas tal como se houvesse uma perda de energia geral. Para as pessoas deprimidas todas as atividades parecem mais cansativas, difíceis e tediosas. Há um comprometimento do ânimo geral para tudo, inclusive para as atividades que deveriam dar prazer.

Depressão Atípica

Como já dissemos, um grande número de casos de Depressão se apresenta de forma atípica, ou seja, sem que a pessoa se perceba deprimida e sem a grande maioria das queixas contidas na Depressão Típica.

Algumas pessoas acreditam ser obrigatório um motivo de vida (existencial) para aparecer a Depressão. Quando não detectam um motivo justo para sua Depressão, acabam achando impossível manifestar um sentimento depressivo. Pensam que se estivessem deprimidos sem motivos e apesar das coisas estarem bem, seriam considerados emocionalmente descontrolados. Nesse tipo de pacientes aparece a Depressão Atípica.

Por uma questão biológica e natural, normalmente as emoções não obedecem cegamente a razão e, apesar de sabermos racionalmente não haver motivos suficientes para nossa Depressão, esta alteração afetiva acaba aparecendo mascaradamente e com sintomas diferentes da Depressão Típica. Tais sintomas não deixam de representar um sinal de alerta sobre uma eminente falência psíquica (ou esgotamento, como gostam de dizer).

Vejamos um exemplo da autonomia de nossas emoções sobre nossa razão. Há pessoas que não toleram presenciar cenas de sangue sob o risco de passarem mal. Presenciando um médico de Pronto Socorro limpar os ferimentos de uma criança com extensas queimaduras, podem vir a desmaiar. Pois bem. O desmaio é uma defesa psíquica do organismo que não deseja presenciar a cena, portanto, uma atitude francamente psicológica. Essa fuga de uma realidade que não se quer presenciar é uma atitude planejada pelo nosso psiquismo sem que tenhamos participado dela conscientemente.

Ora, ninguém acredita que esse desmaio seja uma doença física que aparece sempre que o paciente estiver diante de uma criança com queimaduras. Portanto, trata-se de um desmaio eminentemente psíquico. Nem podemos pensar, também, que a pessoa desmaiou porque assim desejou nem que está fingindo um desmaio. Trata-se de uma atitude psíquica de adaptação à uma situação que não se quer presenciar. É a emoção subjugando a razão.

Como vimos neste exemplo, as emoções aparecem independente de nossa vontade, portanto, as alterações do humor aparecem mesmo diante de nosso eventual e pretenso controle.

Estima-se que até 40% dos portadores de Depressão tem, como manifestação principal, a ansiedade. Como a ansiedade apresenta um quadro muito mais exuberante e conveniente que o sintoma depressivo, os deprimidos atípicos acabam se achando apenas ansiosos e não depressivos. Essa situação de ansiedade é reconhecida por muitos como sendo também um caso de Esgotamento.

Podemos dividir essas Depressões Atípicas em dois grupos:

1- com sintomas predominantemente Físicos e
2-
com sintomas predominantemente Psíquicos

Quando os sintomas são de natureza física aparecem em qualquer órgão ou sistema, quando são psíquicos se manifestam através de determinadas emoções que equivalem aos sentimentos depressivos, embora tenham outro colorido.

Dissemos predominantemente, porque haverá predomínio de sintomas físicos ou psíquicos em cada caso, mas a mesma pessoa pode apresentar tanto sintomas físicos quanto psíquicos ao mesmo tempo. É isso que acontece com mais freqüência, ou seja, a pessoa além da ansiedade, da fobia ou do pânico (sintomas psíquicos) apresenta ainda palpitação, sudorese, formigamentos, tontura, hipertensão, taquicardia (sintomas físicos) e assim por diante.

O Pensamento Depressivo

A Depressão se caracteriza também por tipos próprios de esquema de pensamento. As idéias e crenças da pessoa deprimida são, freqüentemente, negativas.

Apesar dessas idéias parecerem artificiais e completamente sem fundamento para as pessoas não-deprimidas, ou mesmo para o próprio deprimido quando não está em Depressão, durante o momento em que o afeto está deprimido esses pensamentos parecem bastante verdadeiros. Depois de passada a crise de Depressão o próprio depressivo entende o absurdo de tais pensamentos.

Não há, evidentemente, apenas um esquema de pensamento característico para todos pacientes deprimidos mas, de um modo geral, podemos reconhecer certos esquemas de pensamento comuns à esses pacientes.

Conhecendo os esquemas de pensamento possíveis na Depressão, podemos entender claramente porque algumas palavras ditas sem nenhuma pretensão ofensiva e atitudes muitas vezes inocentes podem ser interpretadas negativamente pelos deprimidos. Uma simples brincadeira ao dizer que uma pessoa é feia, chata ou que está incomodando poderá ser interpretada ao pé da letra e não como uma simples brincadeira. Para o paciente depressivo essas brincadeiras podem representar verdadeiras. Podem também interpretar negativamente uma simples reportagem na televisão sobre determinado vírus ou doença.

A - Pessimismo

Devido ao fato da afetividade depressiva não permitir uma visão mais positiva da realidade, os deprimidos insistem sempre em considerar que a maneira negativa e sombria de perceber as coisas do mundo é uma maneira realista de viver.

Na realidade, se olharmos a vida com muita emoção vamos encontrar motivos que nos entristecem em qualquer lugar e em qualquer situação; crianças carentes, fome universal, guerras, violência urbana, seqüestros, carestia, insegurança social, corrupção, acidentes catastróficos e por aí à fora. Entretanto, é um dever para com nosso bem-estar estarmos adaptados à vida, com tudo que ela tem de bom e de ruim, sem necessariamente nos conformar com tudo.

Estar inconformado significa estarmos sempre procurando melhorar as condições atuais, fazer alguma coisa para mudar a situação para melhor. Esse inconformismo é uma atitude sadia e desejável. A adaptação, entretanto, nos obriga a continuar vivendo apesar de tudo. Reclamando, contestando, protestando ou agindo, porém, vivendo com saúde e determinação. Quando adoecemos por causa das coisas à nossa volta, do destino, da sorte, dos acontecimentos é sinal que estamos, além de inconformados (o que é natural) também desadaptados (o que não é normal).

Nos casos mais graves a pessoa deprimida passa a projetar nos outros as idéias pessimistas que têm à seu próprio respeito. O empresário começa a suspeitar que os outros comentam sua bancarrota, a mulher pudica suspeita que comentam à respeito de sua moral, a adolescente acha que estão comentando ser ela muito feia e chata, o sócio se acha enganado, o marido pensa que sua esposa já não o suporta mais e assim por diante. Narealidade são idéias pessimistas que nascem na própria pessoa e são projetadas nos demais.

B - Generalizações

No depressivo há uma tendência em generalizar pensamentos, porém, só os pensamentos negativos. Devido à um afeto que valoriza o lado ruim das coisas o deprimido tende a generalizar seu pensamento; nada em minha vida tem sido bom, tudo que eu faço está errado, para mim tudo é mais difícil, isso só poderia ter acontecido comigo, ninguém gosta de mim e coisas assim.

As generalizações pessimistas não levam em consideração o lado bom da vida. Não leva em conta também a saúde e bem estar daqueles que lhe são queridos, a consideração dos amigos, o fato de, bem ou mal, terem sido superados obstáculos para chegar até aqui, enfim, o deprimido excluí de suas generalizações qualquer elemento positivo de sua vida. E não faz isso propositadamente mas sim, infelizmente, conduzido por um afeto rebaixado. As lentes dos óculos da Depressão não mostram as coisas boas.

C - Pensamento Inseguro

Trata-se da sensação de insegurança muito comum aos deprimidos. Esse pensamento é responsável pela pessoa deixar de fazer certas coisas e de freqüentar certos lugares ou que evitem determinadas decisões.

Esse tipo de pensamento se reforça na tendência às generalizações. Há um constante questionamento; se não der certo, se ficar pior, se eu não tiver condições, se eu ficar mal comentado, se eu passar mal. Nos casos de Depressão Atípica a insegurança faz com que se evitem de situações onde certamente passarão mal.

Química

Não são conhecidas ainda todas as causas da Depressão e talvez ainda demore muito tempo para essa tarefa ser concluída. Entretanto, pesquisas nessa área sugerem fortemente influências bioquímicas importantes para a regulação de nosso estado afetivo. Pesquisas recentes sugerem também a importância de fatores genéticos na Depressão. Vem daí a incidência aumentada do transtorno depressivo em membros de certas famílias ou a concordância entre irmãos deprimidos.

Desde a milenar invenção do vinho temos noção dos efeitos de produtos químicos sobre a atuação da personalidade humana. Ao longo dos anos tem sido muito grande nossa inclinação para substâncias que aliviem nossos males, amenizem nossas angústias e proporcionem momentos de bem estar. Conhecendo a história do ópio, das bebidas alcoólicas e dos tóxicos passamos a aceitar melhor a idéia de algumas substâncias poderem alterar a percepção que se tem da realidade.

Os tratamentos medicamentosos para a Depressão procuram realizar uma correção bioquímica de tal forma que haveria um aumento no nível desses neurotransmissores , juntamente com um reequilíbrio dos neuroreceptores. Podemos, com esses conhecimentos, entender melhor a atuação de determinados medicamentos psicotrópicos, bem como a ação cerebral de outras substâncias entorpecentes e euforizantes, como é o caso da cocaína.

Medicamentos antidepressivos, muito em moda ultimamente e um dos mais expressivos avanços da ciência na área cerebral nesse século, promovem uma expressiva correção no nível dos neurotransmissores e, concomitantemente, também um ajuste na quantidade e qualidade dos neuroreceptores. Dessa feita procuramos através de medicamentos, promover uma normalidade na bioquímica cerebral compatível com uma tonalidade afetiva mais harmônica.

Que quadros podemos ter

Em algumas pessoas a Depressão se apresenta de forma Típica em outros de forma Atípica.

Nas formas Atípicas de Depressão podemos ter, concomitantemente, variados quadros psicoemocionais:

A - QUADROS ANSIOSOS
A.1 – SÍNDROME DO PÂNICO
A.2 – FOBIAS
A.3 – ANSIEDADE GENERALIZADA
B – QUADROS SOMÁTICOS (com queixas
físicas)
B.1 – QUADROS SOMATOMORFOS
B.2 – DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
B.3 – HIPOCONDRIA
C – QUADROS NA INFÂNCIA
D.1 – HIPERATIVIDADE
D.2 – MEDO PATOLÓGICO
D.3 – DIFICULDADES ESCOLARES
D – QUADROS IMPULSIVOS
C.1 – BULIMIA NERVOSA
C.2 – ANOREXIA NERVOSA
C.3 – QUADROS OBSESSIVO-COMPULSIVOS

A – Os Quadros Ansiosos

Em resumo podemos dizer que os estados depressivos proporcionam grande sensação de insegurança e está aí a origem da ansiedade na Depressão. Muitas situações, fatos e circunstâncias podem significar ameaça ao deprimido, como por exemplo, viajar sozinho, sentir-se preso num elevador, esperar numa fila do banco, estar em locais muito cheios de gente, cismar com alguma doença, sentir-se avaliado pelos outros, enfim, uma série de circunstâncias passam a nos representar ameaças devido à nossa insegurança.

Diante de situações de ameaça, mesmo que represente ameaça apenas para o paciente deprimido, a reação será de ansiedade. Essa ansiedade será patológica, tanto devido à sua intensidade quanto à sua freqüência.

B – Os Quadros Somáticos

São aqueles que se manifestam predominantemente com queixas físicas. A Depressão, ao invés de se manifestar tipicamente com quadro clássico de tristeza, choro, indisposição, apatia, etc., manifesta-se com queixas físicas.

Quando essas queixas, apesar de incômodas ao paciente, não são constatadas por exames médicos, por exemplo, pelo eletrocardiograma, pelo raio x, pelos exames de sangue, etc., falamos em Transtornos Somatomorfos. Incluem-se aqui as queixas dolorosas, as palpitações, falta de ar, tonturas, formigamentos, etc.

Quando a Depressão determina ou mesmo agrava certas doenças as quais podem ser confirmadas por alterações em exames médicos, como por exemplo, a diabetes, a hipertensão arterial, asma, alergias variadas, labirintite, etc., falamos em Doenças Psicossomáticas.

C – Os Quadros na Infância

A Depressão na infância é quase sempre Atípica. Um dos quadros mais freqüentemente associados à Depressão Infantil é o Transtorno Hiperativo, normalmente acompanhado de dificuldade de atenção. As crianças em idade pré-escolar com este quadro são muito hiperativas, sem noção de perigo, estabanadas ao extremo e, em idade escolar, além disso tudo também com severo prejuízo no rendimento didático.

D – Os Quadros Impulsivos

São pouco conhecidas as implicações da depressão com os principais quadros impulsivos, notadamente em relação à Bulimia Nervosa, caracterizada por impulsos incontroláveis de comer, seguidos de profunda sensação de arrependimento e atitudes aliviatórias, tais como provocar o próprio vômito, abusar de laxantes e diuréticos. Também em relação à Anorexia Nervosa, caracterizada pela recusa sistemática em alimentar-se acompanhada da distorção patológica quanto ao esquema corporal (acham-se sempre com peso acima do ideal).

O quadro Obsessivo-Compulsivo se caracteriza por pensamentos absurdos que invadem a consciência mesmo sem o consentimento do paciente, fazendo com que este adote atitudes compensatórias para alívio da ansiedade.

Nestas 3 circunstâncias o tratamento faz-se, preferentemente com antidepressivos.

Tratamento

Se a Depressão pode ser considerada, hoje em dia, realmente uma doença que acomete o ser humano então, como qualquer outra doença, deve ser tratada pela medicina. E a medicina dispõe, felizmente, de recursos muitíssimo satisfatórios para este tratamento.

Desde o descobrimento dos primeiros antidepressivos, na década de 50, até hoje, muito se progrediu nessa área. Atualmente os medicamentos para depressão são muito eficientes, específicos e cada vez com menos efeitos colaterais. Os antidepressivos NÃO são calmantes. São substâncias específicas para a correção do humor ou do afeto.

Se o tratamento deve ser mais prolongado ou mais breve é uma importante questão que deverá ser avaliada pelo médico e discutido com o paciente. O paciente deve saber sobre a natureza dos medicamentos, suas ações e efeitos adversos, sobre o tempo previsto para sua ação terapêutica (normalmente em torno de 2-3 semanas), bem como a previsão de tempo de uso.

É sempre importante termos em mente que os sintomas ansiosos e físicos desaparecerão com o tratamento da Depressão na expressiva maioria dos casos, sem necessidade de ansiolíticos (calmantes) e/ou medicamentos sintomáticos. Havendo necessidade desses medicamentos para alívio mais rápido de sintomas físicos e ansiosos aborrecedores e que normalmente são a principal queixa que motiva a consulta, devemos considerar o curto espaço de tempo em que serão usados. O principal medicamento será sempre o antidepressivo.

Se o paciente é deprimido, o tempo de tratamento pode ser mais longo e, inversamente, se o paciente está deprimido, passa apenas por uma fase de Depressão, podemos pensar num tratamento mais breve.

Fonte: gballone.sites.uol.com.br

Depressão

As vezes, os altos e baixos em nossa vida podem nos fazer descer bem fundo. A perda de um amor, sérios problemas de saúde, mudança de trabalho, mudança de cidade ou uma grande decepção pode impulsionar as pessoas a um estado extremamente depressivo. Mas, se após algumas semanas esta pessoa ainda não se recuperou e ainda sofre de insônia por causa dos problemas, a melhor medida é consultar um médico, ela pode estar com depressão.

A depressão pode afetar em média 320 milhões de pessoas nos E.U.A a cada ano. Uma em quatro mulheres ou um em cada dez homens pode sofrer de depressão durante a vida. Mesmo que a depressão seja uma doença tão comum, as pessoas costumam se culpar por desenvolvê-las. Tomam doença como uma fraqueza pessoal e ficam se culpando por não serem um pouco mais fortes, felizes ou levarem uma vida melhor.

A boa notícia sobre a depressão é que quase todos os casos de depressão podem ser tratados. Hoje a medicina tem muito mais recursos que no tempo de nossos pais, e usa uma grande variedade de tratamentos que combinados podem ajudar o paciente a ter alívio nos sintomas. Sendo que 80-90% dos pacientes tratados, conseguem responder além dos sintomas durante o tratamento.

Fatores que contribuem para a Depressão

Um dos grandes problemas da depressão é que as pessoas não a reconhecem como uma doença. Elas pensam que os sintomas físicos como, a fadiga, mudança de apetite e insônia, são sinais de qualquer outro tipo de doença. Outros ainda pensam que tais problemas são apenas criados por elas mesmas e não têm relação direta com seu organismo.

Na verdade, a depressão é uma desordem cerebral que afeta o corpo inteiro, seus próprios comportamentos, senso de humor, sua maneira de pensar e sentir.

Apesar dos cientistas ainda não saberem o mecanismo exato que desenvolve a doença, podem afirmar que alguns fatores contribuem para o aparecimento da depressão.

São eles:

Fatores Genéticos: Alguns tipos de depressão podem surgir hereditariamente. Em algumas pesquisas, pôde-se comprovar um " link" entre os membros de mesma família, o que não ocorreu com famílias de pacientes adotados. Em outras pesquisas mais recentes os cientistas afirmam ter esperança de que em pouco tempo poderemos identificar as marcas genéticas que indicariam a suscetibilidade para um indivíduo ser um maníaco depressivo.
Desequilíbrio químico:
Alguns dados de pesquisas sugerem que pacientes que sofrem de depressão têm em comum um desequilíbrio químico de algumas substâncias cerebrais que permitem que as células se inter-comuniquem. Outros estudos mostram alterações químicas corporais e algumas mudanças hormonais em pacientes com depressão. Mas os cientistas não podem afirmar se este desequilíbrio gera a doença ou é resultado desta.
Estresse:
Qualquer tipo de mudança na vida pode iniciar uma depressão. Uma promoção no trabalho pode causá-la tanto quanto ser despedido de outro. O nascimento de uma criança sempre é seguido de uma depressão, devido a sensação de perda de algo que se ama.
Doença Grave:
A depressão pode ser conectada também a certos medicamentos ingeridos em algumas doenças como, analgésicos para artrites, remédios para baixar o colesterol e outros para pressão e problemas cardíacos.
Abuso de medicamentos:
Cientistas acreditam que 25% dos indivíduos que ingerem medicamentos em excesso são levados à depressão. Drogas e álcool levam as pessoas a se alto medicarem podendo causar um efeito dominó, embora, possam ser curadas por um profissional especializado.

Tipos

Para 20%-35% dos individuos depressivos ter uma rotina de vida normal é quase impossível, outros oscilam entre momentos de depressão e bem-estar e ainda existem os que apresentam episódios de " baixas" terríveis alternadas com "altos" inapropriados.

Descrevemos abaixo alguns tipos mais comuns de depressão:

Depressão Clínica: Quando a depressão é tão séria que requer tratamento. Os sintomas são mais fortes e são ditos realmente depressivos severos. Tais condições tendem a ser, portanto, por episódios.
Distimia:
Apesar de muitas pessoas sofrerem de depressão, alguns indivíduos são recorrentes ou possuem aquela depressão que pode durar um longo período e são diagnosticadas como Distimia. Para aqueles indivíduos que foram diagnosticados como depressivos por episódios, são classificados com depressão dupla. Distimia é uma doença do humor, porém ocorrendo de uma forma crônica, com a persistência de tristeza por longo tempo (pelo menos dois anos), durando a maior parte do dia, na maioria dos dias.
Depressão bipolar:
Consiste de depressão com terríveis " baixas" com inesplicáveis " altos ". Alguns especialistas acreditam que este estado é devido ao deseqiulíbrio de substâncias químicas cerebrais. Medicamentos podem corrigir este desbalanceamento em 80% dos casos.
Desordem por Estação (Seasonal affective disorder (SAD):
Cientistas acreditam que algumas pessoas respondem a mudanças de certas exposições à luz, sendo que os terapeutas se focalizam no ajuste desta exposição.

Quem fica depressivo?

Quase duas vezes mais mulheres que homens sofrem de depressão clínica. Maníacos depressivos, porém, pode ocorrer igualmente entre ambos os sexos. Não há diferenças significativas entre grupos étnicos.

E na maioria dos casos a depressão pode ocorrer em indivíduos que nasceram após 1945, devido a grandes mudanças em nossa sociedade como o aumento do número de mães solteiras, mudanças de papéis, expectativas e estresse.

Porém, pessoas podem sofrer de depressão em qualquer idade. Especialistas acreditam que 2% das crianças e 4%-8% de adolescentes sofrem desse mau.

Outro grupo que pode ser bastante afetado são os idosos. Indivíduos com histórico de depressão na família são grandes candidatos a desenvolvê-la.

A depressão pode ocorrer com o uso abusivo de substâncias em tratamentos médicos e psiquiátricos.

O casamento pode também ter um bom ou mau impacto. Indivíduos casados ou dentro de um relacionamento íntimo apresentam baixo índice de depressão se comparados com aqueles que vivem sós. Porém, indivíduos que relatam ter uma relação infeliz no casamento apresentam o maior índice de depressão encontrado. Ao passo que homens felizes no casamento apresentam a menor taxa.

Tratando

A depressão é uma doença altamente tratável. Embora para se ter sucesso é imprescindível que o paciente procure um profissional experiente neste tipo de doença. Um que saiba que tipo é mais adequado para cada tipo de depressão.

O primeiro passo, portanto será uma avaliação do histórico médico e psiquiátrico do paciente. Um exame clínico pode também fazer parte dessa avaliação, a fim de determinar se o paciente foi diagnosticado por algum problema que tenha levado a um quadro depressivo.

Medicamentos

Se seu médico lhe prescreve medicamentos para depressão, alguns fatores podem contribuir para que obtenha sucesso: seu peso, saúde, metabolismo e outras características. Os medicamentos podem levar de 3-6 semanas para realmente fazerem efeito e devem ser tomados em dosagem adequada dentro do período designado. Por isso, é tão importante que o tratamento seja feito por um especialista. Se por algum motivo, a medicação não funcionar, seu médico poderá prescrever uma outra combinação de medicamentos para descobrir o que funciona melhor com você.

Psicolterapia

Em alguns casos, a psicoterapia sozinha pode reverter a depressão. Ela envolve sessões de conversação com um profissional especilizado, que poderá ajudar o paciente a se auto-conhecer para fazer mudanças positivas em seus próprios sentimentos, comportamentos e vida pessoal.

Estudos mostram que em alguns casos, a psicoterapia teve tanto sucesso quanto os medicamentos no alívio de sintomas, apesar dos resultados levarem mais tempo para acontecerem.

Geralmente, psiquiátras prescrevem uma combinação de sessões de psicoterapia com medicamentos para conseguir melhores e mais rápidos resultados.

Terapia Eletroconvulsiva (Electroconvulsive therapy (ECT)

Esta terapia utiliza a eletricidade para atingir o mesmo transmissor químico do cérebro afetado pelos medicamentos. Porém, o uso do ECT, tem diminuído ao longo dos anos, mas ainda é utilizado com pacientes que não podem tomar medicamentos devido a outros problemas de saúde ou com pacientes que não tiveram boa resposta dos medicamentos.

De acordo com a Associação Americana de Psiquiátras, é uma forma de salvar vidas quando outros medicamentos e terapias falharam ou em casos extremos de pacientes suicidas.

Terapia Leve

Pessoas com " desordem por estação " passam por um tratamento terapêutico onde a luz é gerada por uma caixa de luz artificial.

Saindo da Escuridão

O primeiro passo para sair de uma depressão é reconhecer que isso não é apenas parte de quem você é, instrínseco a sua personalidade criativa, ou apenas uma condição que lhe impede de ouvir uma música " metal " ou ler um livro "macabro". Mas é uma doença como a pressão alta, asma e outras que dependem de medicamentos e podem ser tratadas por um profissional qualificado. Agradecemos a todos que lutam carinhosamente para driblar esta doença e os grandes avanços farmacêuticos por tornar a cura mais efetiva que antes.

O suporte de pessoas que amamos e também de outros que sofrem do mesmo mau são muito raros em nossa vida, mas com a ajuda de profissionais capacitados, o paciente em poucas semanas pode mudar seu comportamento e impedir futuras quedas levando-o a uma vida completamente normal.

Fonte: www.cdof.com.br

Depressão

A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa auto-estima, que aparecem com freqüência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

Sintomas

Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas gradáveis
Desinteresse, falta de motivação e apatia
Falta de vontade e indecisão
Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
Pessimismo, idéias freqüentes e desproporcionais de culpa, baixa auto-estima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte. A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
Interpretação distorcida e negativa da realidade:
tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e seu mundo
Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
Perda ou aumento do apetite e do peso
Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono
Muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário . habitual) ou, menos freqüentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarréia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros

Causas

A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.

Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais muitas vezes são conseqüência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresentam o problema em algum momento da vida.

Tratamento

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente. Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios.

A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão.

A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Depressão

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais.

A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento.

Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro.

Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso.

Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Como é?

Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos.

Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

Perda de energia ou interesse
Humor deprimido
Dificuldade de concentração
Alterações do apetite e do sono
Lentificação das atividades físicas e mentais
Sentimento de pesar ou fracasso

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

Pessimismo
Dificuldade de tomar decisões
Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
Irritabilidade ou impaciência
Inquietação
Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
Chorar à-toa
Dificuldade para chorar
Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
Dificuldade de terminar as coisas que começou
Sentimento de pena de si mesmo
Persistência de pensamentos negativos
Queixas freqüentes
Sentimentos de culpa injustificáveis
Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Diferentes tipos

Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

Depressão e doenças cardíacas

Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.

Depressão no paciente com câncer

A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.

Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como"os portadores de câncer são deprimidos". A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.

Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.

A identificação

Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Causa

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.

Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

Fonte: www.psicosite.com.br

Depressão

A depressão é muito frequente na sociedade atual tendo tendência a aumentar à medida que ela se vai tornando menos humana.

A depressão para caracteriza-se por um grande desinteresse pela vida, falta de vontade de viver, por vezes existem medos seja de enfrentar algo seja apenas medo de viver a vida ou alguma situação da vida.

Da mesma forma a pessoa sente-se incapaz de lidar com as coisas básicas do seu dia a dia.

A depressão pode igualmente resultar de uma desorientação da pessoa face a determinados objetivos caso ela sinta que lhe falta algo que lhe dê um motivo para viver.

A depressão pode levar ao suicídio ou a uma incapacidade de funcionar quer física quer mentalmente.

Esta situação (depressão) tanto pode acontecer na infância como na adolescência como na vida adulta ou mesmo após o parto.

Em qualquer das situações a pessoa com depressão sente-se incapaz de lidar com algo, ou sente que não vale a pena viver ou lutar e isso leva-a a afastar-se de tudo e de todos podendo tentar ou consumar o suicídio.

é uma situação para a qual todos devíamos estar prevenidos pois pode acontecer com qualquer pessoa, podendo acontecer mesmo com alguém da nossa família sem que tenhamos consciência desse fato.

Aliás, os sintomas da pessoa com depressão podem passar completamente despercebidos e só tomamos consciência da situação quando a pessoa comete alguma "asneira".

Depois é demasiado tarde.

Para evitar "asneiras" demasiado graves devemos agir quanto antes melhor, e para isso temos de estar precavidos acerca dos sintomas que são um sinal de depressão para que saibamos se nós ou alguém à nossa volta sofre de depressão.

Alguns dos sintomas são:

Afastamento de amigos ou pessoas.
Falta de vontade de realizar uma determinada tarefa que progressivamente se alastra ou pode alastrar a muitas outras atividades.
Perda de vontade de fazer seja o que for. Desiste da vida e de lutar por ela e pelas coisas.
Cansaço ou falta de energia.
Vontade de ficar só. Afasta-se de tudo e todos.
Não querer ouvir barulhos ou querer musica ou barulhos em altos berros (pois é uma forma de se alhear e afastar do que se passa à sua volta).
Abusar de medicamentos, álcool ou drogas. (Costumam ser meios para se afastar e alhear do que se passa à sua volta).
Medo de executar determinada tarefa; ou medo do que possa acontecer se falhar. Vive obcecada com a sua incapacidade ou com o que possa acontecer a outrem se ela falhar.
Vontade de chorar ou chora às escondidas.
Dores de cabeça, uma grande tensão ou desconforto a nível das costas, ombros ou cabeça ou pode mesmo ter dores ou desconfortos a nível lombar ou cintura.
Não se sente bem em lado nenhum.
Sente-se triste e abatida sem conseguir encontrar algo que a anime ou que lhe consiga despertar interesse.
Tem maus resultados escolares, incapacidade de se concentrar ou irrita-se facilmente.
Desleixa-se com o vestir ou com a sua apresentação. Isso deixou de lhe interessar.

Estes são alguns dos sintomas com que nos podemos deparar e para os quais devemos estar precavidos mas não quer dizer que por ter alguns deles a pessoa sofra de depressão. Existem também outros que não estão aqui. Aconselhe-se como seu médico ou especialista.

Na depressão bipolar a pessoa passa por fases em que está "tudo bem" e fases em que se sente demasiado deprimida ou em baixo. Isto apenas indica que existe algo que está a ativar estes estados de espirito que precisa de ser corrigido para que a pessoa passe para um estado normal ou pelo menos mais normal.

Na depressão pós-parto os sintomas podem incluir um afastamento do bebé, um sintoma de não querer saber dele, um sintoma de incapacidade de tomar conta dele ou de cuidar dele, um pânico exagerado acerca do que possa acontecer ao bebé e outros sintomas tal como alguns dos acima descritos.

Tratamentos

A situação corrente convencional para resolver a depressão, seja ela qual for, costuma ser:

1. Antidepressivos
2. Psicoterapia.

No entanto existem outras soluções (caso sejam indicadas) que serão dadas mais à frente.

Na primeira situação o médico pesa os prós e os contras da medicação pois a mesma não é isenta de riscos, e qual a mais indicada para a pessoa.

Como se sabe a medicação não cura (não resolve as causas) e como tal a pessoa muitas das vezes acaba por ficar com um problema crônico que dura o resto da vida, precisando de tomar medicação para equilibrar a química cerebral e dessa forma conseguir ter alguma qualidade de vida.

A complementar os anti depressivos ou em sua substituição caso a situação não seja grave pode-se procurar a ajuda de um naturopata, ou um homeopata, ou mesmo a experimentar os Florais de Bach ou outros técnicos e técnicas pois estas ajudas estão normalmente isentas de contra indicações e são tão ou mais poderosas do que a medicação química. Não é sem razão que na Alemanha se usa a homeopatia e produtos naturais para tratar a depressão em maior numero do que os medicamentos químicos.

No entanto, só o seu médico pode aconselhar ou dar-lhe as melhores sugestões. Converse com ele pois muitos deles são receptivos a alternativas como complementos aos seus tratamentos.

Quanto à psicoterapia; ela é boa mas mesmo assim deixa algumas questões sem respostas pois trabalha sobretudo a componente emocional mas não as carências nutricionais do corpo ou outras carências ou necessidades que o corpo ou pessoa possa ter.

Por vezes existem problemas emocionais aos quais não é fácil chegar e as técnicas usadas por vezes não dão os melhores resultados apesar de todo o empenho do psicólogo e da pessoa.

Como se isto não bastasse, a psicoterapia leva tempo e numa pessoa deprimida a dificuldade é acrescida.

Muitas depressões têm como origem ou agravantes, condições físicas que precisam de ser corrigidas. E enquanto essas condições físicas não forem corrigidas, a pessoa não conseguirá ultrapassar a depressão.

Para além das disfunções físicas que muitas vezes existem e que muitas vezes estão na origem da depressão, costumam existir também disfunções a nível do sistema sacro craniano.

O sistema sacro craniano (liquido céfalo raquidiano, meninges e suas ligações ao sacro e ao crânio) é um sistema fisiológico muitas vezes completamente ignorado pela comunidade médica mas que é o responsável pelo ambiente fisiológico no qual todo o sistema nervoso central vive, funciona e se desenvolve.

Disfunções (ou maus funcionamentos) neste sistema alteram por completo o funcionamento do sistema nervoso e mesmo do próprio corpo, o que se traduz por muitas e variadas patologias.

A depressão normalmente tem uma das seguintes causas:

1. Causa emocional, ou
2. Causa física, ou
3. Causa física e emocional.
4. Desarranjos Hormonais ou carências nutricionais.
5. Outras causas que têm de ser determinadas e corrigidas.

Contrariamente ao que é comum ouvir-se e dizer-se, muitas das vezes existem causas físicas para a depressão, quer essas causas estejam na origem da depressão quer estejam como agravantes da depressão.

As causas físicas podem advir de disfunções no corpo ou de disfunções do sistema sacro craniano.

Há que corrigir as disfunções quer do corpo quer do sistema sacro craniano se queremos que todo o corpo entre em sintonia e em harmonia.

A grande maioria das disfunções existentes a nível do corpo e do sistema sacro craniano não são detectáveis nos exames médicos que atualmente existem pelo que passam completamente despercebidas dos profissionais de saúde e dessa forma acabam por não serem tratadas.

Esta é também a razão deste importante sistema fisiológico ser muitas das vezes completamente ignorado pela comunidade médica.

De salientar que essas disfunções apenas são detectáveis e corrigidas por pessoas treinadas para o efeito.

No entanto existem técnicas, terapias e medicinas que permitem resolver muitos desses problemas físicos.

Algumas dessas técnicas existem na osteopatia, na quiroprática, na osteopatia craniana, na terapia sacro craniana, na libertação mio fascial ou mesmo em outras.

Estas duas ultimas terapias são muito mais abrangentes e completas pois trabalham o sistema sacro craniano e também o corpo e como tal são mais eficazes para as depressões que têm origem ou uma forte componente física.

Uma coisa é certa, a depressão seja qual for a causa, altera o funcionamento do corpo e das suas glândulas endócrinas e estas alteram o funcionamento do corpo. Não interessa para aqui o quê ou quem altera o quê; o que interessa saber é que o funcionamento do corpo, do seu sistema imunitário, e das suas glândulas endócrinas está alterado, para além do seu sistema emocional.

Quem controla todo o corpo é o sistema nervoso central. é este que tem o funcionamento alterado e que não está a controlar convenientemente o resto do corpo seja isso devido a fatores emocionais quer devido a condições físicas que o estejam a afetar.

Quanto às causas físicas (se existirem) que podem ser responsáveis por esta situação qualquer terapeuta Sacro Craniano ou qualquer terapeuta Mio Fascial deve ser capaz de verificar se elas existem ou não, e é capaz de as corrigir. (Mas tudo depende dos conhecimentos e experiência deles.)

No caso da depressão pós parto as alterações e disfunções no corpo e no sistema sacro craniano costumam ser as mais frequentes o que altera por completo todo o funcionamento do sistema nervoso, do sistema hormonal e do sistema emocional.

A Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral) e a Libertação Miofascial liberta as causas físicas, ajuda todo o sistema endócrino, melhora o funcionamento do sistema sacro craniano (o qual melhora o sistema nervoso central) libertando restrições e tensões no sistema sacro craniano, nas meninges e melhorando a drenagem e a circulação do liquido céfalo-raquidiano, liquido esse que banha, envolve e protege todo o sistema nervoso central melhorando assim a capacidade da pessoa relaxar e de equilibrar todo o seu sistema endócrino e hormonal o que pode ajudar bastante na situação, se for esse o caso.

A Libertação Mio Fascial faz tudo o que a Terapia Sacro Craniana faz e vai muito mais além, trabalhando todo o corpo e corrigindo aquilo que muitas das vezes está por detrás das alterações do sistema sacro craniano e das muitas disfunções e maus funcionamentos que existem no corpo e no sistema sacro craniano.

A rapidez e a eficiência da Libertação Miofascial faz com que ela seja a terapia que mais uso uma vez que consegue resultados muitas vezes considerados impossíveis.

Com a ajuda da Libertação Somato Emocional o terapeuta Sacro Craniano ou o terapeuta Mio Fascial pode libertar muitas das emoções que estão presas no corpo e a agravarem a situação.

Claro que podem existir muitas outras técnicas, terapias ou medicinas que também podem dar uma boa ajuda e que devem ser usadas para que os resultados sejam rápidos e estáveis.

A solução passa sempre por determinar e corrigir as causas da depressão.

Muitas depressões podem ser eliminadas em muito pouco tempo quando se sabe o que fazer para detectar e o que fazer para corrigir as causas.

Uma vez as causas corrigidas o problema pura e simplesmente deixa de existir.

E hoje isso é simples e fácil de fazer e de conseguir.

No caso de crianças com depressão, eu começo pelos pais primeiro.

Também no autismo, o tratamento deve sempre começar por os pais se submeterem a tratamento primeiro, para que fiquem mais relaxados e não transmitam o seu stress e tensões acumuladas ao longo dos anos aos seus filhos, impedindo-os dessa forma de fazerem os progressos que precisam.

No caso da Hiperatividade e mesmo da Dislexia ou de Problemas de Aprendizagem ou outros, quase sempre as crianças beneficiam imenso quando os seus pais recebem tratamento primeiro ou em simultâneo.

Notas:

1) Eu não sou médico nem psicólogo. Para diagnósticos ou avaliações em problemas de saúde, queira consultar o seu médico ou profissional de saúde. Recomendo a consulta de médicos ou de profissionais competentes e certificados.
2)
São precisas várias sessões para se resolverem problemas que levaram anos a formar-se.
Qualquer problema é o resultado da soma de muitos problemas acumulados ao longo dos anos. Querer resolver tudo numa sessão é algo irrealista.
As formações, os conhecimentos e as experiências adquiridos ao longo dos anos e ao longo de toda uma vida permitiram-me entender não apenas os problemas, mas as muitas situações que se encontram por detrás dos problemas que se manifestam no nosso dia a dia, sejam eles fisicos, emocionais, mentais ou outros.
Eu aplico os conhecimentos adquiridos ao longo da vida e não apenas terapias.

Fonte: www.jcsantiago.info

Depressão

Diagnóstico

Ninguém está livre de sentir uma tristeza profunda diante de alguma perda, de passar por um momento de baixo-astral ou de desânimo passageiro. Mas aqui não estamos falando desses sentimentos comuns, que fazem parte da vida de qualquer pessoa. A depressão é uma doença que entra em cena quando o sofrimento vem do nada ou é completamente desproporcional ao motivo que o disparou, se arrastando por meses e até anos. Essa triste realidade abala cerca de 340 milhões de pessoas no mundo - algo entre 2% e 5% da população. O cenário é tão grave que a Organização Mundial da Saúde calcula que em vinte anos a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam.

Não à toa: além de comprometer o jeito como a pessoa vê o mundo, a doença afeta a própria saúde física, abrindo caminho para vários outros problemas. Sem falar no risco de suicídio, que atinge entre 15% e 20% dos deprimidos. Ninguém consegue sair desse poço sem ajuda, na base da boa vontade. A boa notícia é que, com tratamento médico, 70% desses pacientes se curam.

O diagnóstico é essencialmente clínico. O médico suspeita de depressão quando o paciente apresenta quatro ou cinco sintomas clássicos que persistem por semanas. E não espere aquele quadro típico de alguém prostrado na cama. Alguns já ficam atentos para quem simplesmente não sente prazer nas coisas ou não vibra com a vida. Não há nenhum exame que aponte a depressão, mas o especialista pode pedir testes para afastar doenças como o hipotiroidismo que, sabidamente, pode levar a quadros depressivos. Infelizmente, muitos pacientes ainda custam a reconhecer que precisam de ajuda e muitos médicos ainda acham que a depressão é uma mera conseqüência de algum outro problema da pessoa.

Tratamento

Quem sofre de depressão não consegue levantar a cabeça sem ajuda profissional. De nada adianta insistir que a vítima saia, viaje ou conheça novas pessoas. Mas com um bom acompanhamento a grande maioria delas consegue superar o drama. As drogas tentam reequilibrar as substâncias em desequilíbrio no cérebro. As de última geração agem em três neurotransmissores - a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. Até pouco tempo atrás a melhor opção eram os inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Mas nenhuma delas está livre de efeitos colaterais e a escolha vai depender de cada paciente.

Uma vez iniciado o tratamento, a pessoa (e sua família) deve vencer outro desafio: dar tempo ao tempo, já que os remédios podem levar semanas até surtir efeito.

Ao lado dos medicamentos, a psicoterapia é fundamental. Os casos mais brandos podem ser aliviados também com mudanças no estilo de vida, incluindo exercícios leves, relaxamento, meditação e acupuntura.

Mas atenção: esses recursos são coadjuvantes e não dispensam os remédios sem o aval do médico.

Causas

Não se trata de pessimismo ou de simples cara amarrada. A depressão envolve alterações químicas no cérebro. É certo também que esse desarranjo tem fatores genéticos. Há quem diga que os genes são de longe o fator de risco mais importante. Na massa cinzenta do deprimido as moléculas responsáveis pelo bem-estar estão em constante baixa - ao contrário das demais pessoas, que enfrentam essa baixa por algum motivo específico e a tristeza some em poucas semanas.

Outros fatores podem empurrar quem tem essa tendência ao fundo do poço: certos remédios, drogas, doenças neurológicas, cardiovasculares, infecciosas e até tumores.

As oscilações hormonais também têm sua parcela de culpa - o que ajuda a explicar por que o problema é duas vezes mais comum nas mulheres e por que costuma aparecer na gravidez e no pós-parto, períodos de turbulência hormonal.

Sintomas

Tristeza profunda
Falta de prazer
Perda ou ganho de peso
Alterações no sono
Cansaço
Sentimentos de ruína ou fracasso que levam a pensamentos de culpa ou morte
Alterações nas relações sociais
Perda de interesse pelas coisas
Retardo motor, dificuldades de atenção e de memória
Pessimismo exacerbado

Fatores de risco

Levando em conta a predisposição genética, os estudos apontam quem é mais vulnerável à depressão:

Quem tem história familiar
Pessoas da raça branca
Quem passou por acontecimentos - como perdas, lutos e estresse - que podem desencadear ou agravar o quadro
Quem tem personalidade tímida, introspectiva e insegura
Gente que teve muitas experiências de fracasso na vida
Mulheres
Gravidez e parto
Pessoas que têm pouco convívio social e relações mais desestruturadas

Complicações

Estudos mostram que os deprimidos têm mais chance de desenvolver outras doenças, como males cardíacos e derrame. Tanto que há quem diga que ela deve ser colocada ao lado da hipertensão e do colesterol alto no que diz respeito à saúde do coração. Tumores e infecções pela queda de imunidade também acabam encontrando um terreno fértil nesses pacientes.

Fonte: saude.abril.com.br

Depressão

Causas

A depressão maior não é causada por apenas um fator. Provavelmente é conseqüência da combinação de fatores biológicos, genéticos e psicológicos, entre outros. Algumas condições de vida (como “stress” extremo ou luto) podem desencadear uma tendência natural, psicológica ou biológica, para depressão. Em algumas pessoas, a depressão aparece mesmo quando tudo está bem.

O consumo excessivo de álcool ou o uso de drogas algumas vezes podem levar à depressão. Assim que esses hábitos são interrompidos, a depressão pode desaparecer. Procure seu médico se tiver problemas com álcool ou drogas. Para isso também existe tratamento. Lembre-se de que a depressão maior não é causada por fraqueza, preguiça ou falta de força de vontade.

É uma doença que pode ser tratada. Conhecer as causas da depressão ajuda os deprimidos, seus amigos e sua família a entender quanto ela é dolorosa e por que não é possível “sair dela”. Em nosso cérebro existem mensageiros químicos chamados neurotransmissores.

Esses mensageiros ajudam a controlar as emoções. Os dois mensageiros principais são a serotonina e a norepinefrina. Os níveis deles aumentam ou diminuem, mudando nossas emoções. Quando os neurotransmissores encontram-se “em equilíbrio”, sentimos a emoção certa para cada ocasião. Quando alguém está deprimido, os mensageiros químicos não estão em equilíbrio. Isso significa que alguém pode se sentir triste quando deveria estar alegre.

Ainda não está claro por que isso ocorre em algumas pessoas e não em outras, mas parece que a depressão ocorre em certas famílias.

Outros desencadeadores da depressão são:

Eventos estressantes ou perdas

É normal sentir-se triste após uma perda, como a morte de um ente querido ou o rompimento de uma relação. Às vezes essa tristeza pode se transformar em depressão, em pessoas que têm essa tendência.
Problemas de dinheiro, trabalho ou outros problemas pessoais podem também desencadear a depressão;
Algumas doenças, como esclerose múltipla ou derrame, podem causar alterações cerebrais que levam à depressão.
Outras doenças podem levar à depressão porque são dolorosas e mudam a vida das pessoas.

Níveis hormonais

Os hormônios são substâncias que se encontram no organismo. Se os níveis de hormônios entrarem em desequilíbrio, a depressão pode surgir. Por exemplo, pessoas com problemas de tireóide podem ficar deprimidas.
O uso de certos medicamentos, drogas ou álcool. Alguns medicamentos, como os remédios para pressão alta, podem causar depressão. (Se isso ocorrer, entre logo em contato com o médico.) O álcool e algumas drogas ilegais podem piorar a depressão. Não é bom que os deprimidos usem essas substâncias, mesmo que pareçam ajudar momentaneamente.

Tipos

A depressão pode ser classificada de acordo com a causa, com a presença ou não de um componente genético (história familiar), com os sintomas e com a gravidade do quadro, em:

Primária (quando não tem uma causa detectável) ou secundária (atribuível a doenças físicas ou a medicamentos).
Genética, de acordo com o padrão de aparecimento em membros de uma mesma família (esporádica, espectral ou familial).
Unipolar (quando não há ocorrência de episódios de mania) ou bipolar (quando ocorrerem sintomas intercalados ou concomitantes de mania).
Leve ou grave, de acordo com a gravidade dos sintomas e o grau de comprometimento funcional.

Reativa ou secundária

Surge em resposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hipertireoidismo, doença de Cushing, LES, etc.), ou uso de drogas (reserpina, clonidina, metildopa, propranolol, promazina, clorpormazina, acetazolamida, atropina, hioscina, haloperidol, corticosteróides, benzodiazepínicos, barbitúricos, anticoncepcionais, hormônios tireoidianos, etc). Corresponde a mais de 60% de todas as depressões.

Menor ou distimia

É uma desordem depressiva crônica durando pelo menos 2 anos em adultos e que se manifesta pela presença da síndrome depressiva, onde o paciente consegue funcionar socialmente mas sem experimentar prazer.

Maior ou unipolar

É uma desordem depressiva primária, endógena, e que não tem relação causal com situações estressantes, patologias orgânicas ou psiquiátricas, caracterizando-se por episódios puramente depressivos em períodos variáveis da vida do paciente geneticamente predisposto à doença. Resultaria de uma inclinação inata determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do SNC. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, impedindo o indivíduo de agir normalmente, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a cerca de 25% de todas as depressões.

Bipolar ou psicose maníaco-depressiva

É também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna-se falante, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipossensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.

Subtipos

A depressão pode variar muito em relação a sintomas, história familiar, resposta ao tratamento e evolução.

Alguns subtipos de depressão são claramente distintos, com implicações na escolha do tratamento e no prognóstico:

Melancólica ou endógena: Forma grave, com acentuado retardo ou agitação psicomotora, anedonia, humor não reativo a estímulos agradáveis, despertar matinal precoce, sintomas piores de manhã.
Atípica:
Humor reativo a estímulos (a pessoa consegue se alegrar com estímulos agradáveis), inversão dos sintomas vegetativos (ao invés de insônia e falta de apetite, a pessoa tem hipersonia e aumento de apetite), ansiedade acentuada, queixas fóbicas.
Sazonal:
Relacionada à luminosidade diurna, com episódios que se repetem no outono/inverno e sintomas atípicos. Mais freqüente em países com inverno rigoroso, melhora com fototerapia (exposição diária prolongada a luz forte).
Com sintomas psicóticos:
Forma rara, porém grave, com delírios e alucinações.
Pós-parto:
Ocorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto (e as mudanças que ele traz, hormonais e de vida) seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma.

Tratamentos

O tratamento da Depressão evidentemente, como enfatizamos, quando se refere ao tratamento dos deprimidos não restringe-se exclusivamente ao tratamento medicamentoso. A depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.

Tratamentos psicológicos específicos para episódio depressivo são efetivos, com maior evidências para depressões leves e moderadas.

Os diferentes antidepressivos têm eficácia semelhante para a maioria dos pacientes deprimidos, variando em relação ao seu perfil de efeitos colaterais e potencial de interação com outros medicamentos.

Primeiramente, é importantíssima a procura de uma orientação adequada para o diagnóstico e tratamento da depressão.

Quer o orientador seja o médico da família, um psiquiatra, psicólogo ou outro profissional, o objetivo do aconselhamento será sempre o mesmo: ajudar a entender a depressão e desenvolver formas de lidar com ela. A orientação pode ser individual ou em grupo. A família pode ou não estar envolvida.

Assim como os medicamentos, o aconselhamento não traz resultados imediatos.

A avaliação médica é necessária para que se saiba os sintomas e por quanto o paciente está acometido pela depressão. Esta avaliação inclui exames físicos e testes laboratoriais.

Algumas perguntas facilitam o diagnóstico da depressão, como por exemplo:

Alguém em sua família sofre de depressão?
Está tomando algum medicamento?
Você sofreu alguma alteração ou perda importante em sua vida?
Tem tido alterações no sono ou no apetite?
Tem pensado em morte ou suicídio?
Tem dificuldade de se concentrar no trabalho?
Tem sentido mudanças no desejo sexual?

Antidepressivos

Há muitos tipos de antidepressivos. Todos são igualmente eficazes no tratamento dos sintomas da depressão, diferindo apenas nos efeitos colaterais.

Os primeiros antidepressivos amplamente usados foram os tricíclicos. São muito eficazes, mas causam efeitos colaterais porque afetam substâncias químicas do cérebro não relacionadas com a depressão. Entre esses efeitos estão boca seca, constipação, visão embaçada, pressão arterial baixa, sonolência diurna e ganho de peso. Os tricíclicos também são perigosos em caso de dosagem excessiva.

Desde 1989, vários novos antidepressivos foram desenvolvidos. Eles foram criados para afetar somente a serotonina, uma substância química do cérebro. São mais seguros e mais bem tolerados do que os tricíclicos. Por exemplo, eles raramente causam aumento de peso. O mais popular desses novos antidepressivos é composto por cloridrato de fluoxetina. Esses novos medicamentos também têm possíveis efeitos colaterais, como náusea, insônia, nervosismo e agitação. Como a maior parte dos deprimidos tem dificuldade para dormir, esses efeitos colaterais podem incomodar.

Infelizmente, nem todas as pessoas com depressão reagem ou toleram bem aos antidepressivos existentes. Porém, as pesquisas nessa área avançam substancialmente.

Serotonina

A Serotonina é uma substância chamada de Neurotransmissor que existe naturalmente em nosso cérebro e, como tal, serve para conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. Atualmente a Serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos chamados antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.

Para se ter uma noção da influência bioquímica sobre o estado afetivo das pessoas, basta lembrar dos efeitos da cocaína, por exemplo. Trata-se de um produto químico atuando sobre o cérebro e capaz de produzir grande sensação de alegria, ou seja, proporciona um estado emocional através de uma alteração química.

Outros produtos químicos, ou a falta deles, também podem proporcionar alterações emocionais. Pensando nisso, em meados desse século a medicina começou a suspeitar ser muito provável a existência de substâncias químicas atuando no metabolismo cerebral capazes de proporcionar o estado depressivo. Isso resultou, nos conhecimentos atuais dos neurotransmissores e neuroreceptores, muitíssimos relacionados à atividade cerebral. Alguns desses neurotransmissores, notadamente a serotonina, noradrenalina e dopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. Assim sendo, hoje em dia é mais correto acreditar que o deprimido não é apenas uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos nem tristes ficam. É mais acertado acreditar nos deprimidos como pessoas que apresenta um transtorno da afetividade, concomitante ou proporcionado por uma alteração nos neurotransmissores e neuroreceptores. Inclusive observou-se que as pessoas submetidas a dietas com baixos teores de Triptofano, uma substância (aminoácido) precursora da Serotonina, desenvolviam um quadro depressivo moderado. Também foram realizados testes em pacientes gravemente deprimidos, bem como em pacientes suicidas, e constataram-se também baixíssimos níveis da Serotonina no líquido espinhal dessas pessoas.

Existe um teste (entrevista) internacional para avaliação do grau de depressão chamado teste de Hamilton. Pois bem, este teste mostra altas pontuações (sugerindo maior depressão) em pessoas com dosagem menor de triptofano (o precursor da Serotonina). Essas pesquisas abrem a possibilidade de se utilizar o triptofano como coadjuvante no tratamento de pacientes deprimidos, coisa que já vem sendo feita por muitos psiquiatras.

Também os Transtornos da Ansiedade, principalmente o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e o Transtorno do Pânico, estariam relacionados a Serotonina, tanto assim que o tratamento para ambos também é realizado às custas de antidepressivos que aumentam a disponibilidade de Serotonina. Nesses estados ansiosos, também a noradrenalina, um outro neurotransmissor estaria diminuído.

A ação terapêutica das drogas antidepressivas ocorre no Sistema Límbico, o principal centro cerebral das emoções. Este efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre um neurônio e outro), principalmente da Norepinefrina (NE) e/ou da Serotonina (5HT) e/ou da dopamina (DO), bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores. O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio da recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico (neurônio anterior) ou ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase (MAO), a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. Será, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

A constatação do envolvimento dos receptores 5HT, conhecidamente implicados na Depressão, também na sintomatologia da Ansiedade parece ser um importante ponto de partida para a identidade terapêutica dos dois fenômenos psíquicos como tendo uma raiz comum (Bromidge e cols, 1998, Kennett e cols, 1997), seja em relação às causas dos dois transtornos, seja do ponto de vista do tratamento dos dois transtornos com antidepressivos.

No Sono

Os baixos níveis de Serotonina estão relacionados com alterações do sono, tão comuns em pacientes ansiosos e deprimidos. Essas alterações do sono, normalmente através da insônia, deve-se ao desequilíbrio entre a Serotonina e um outro neurotransmissor, a acetilcolina.

O tratamento com antidepressivos pode melhorar o desempenho do sono, embora em alguns casos possa haver insônia. Outro efeito que pode ser muito útil dos antidepressivos é em relação ao tratamento de pessoas dependentes de medicamentos hipnóticos (para dormir), já que estes proporcionam um certo desequilíbrio na acetilcolina.

Na Atividade Sexual

Tendo em vista a ação da Serotonina na diminuição da liberação de estimulantes da produção de hormônios pela hipófise, ou seja, quanto mais serotonina menos hormônio sexual, alguns antidepressivos que aumentam a Serotonina acabam por diminuir a atividade sexual.

No Apetite

A vontade de comer doces e a sensação de já estar satisfeito com o que comeu (saciedade) dependem de uma região cerebral localizada no hipotálamo. Com taxas normais de Serotonina a pessoa sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. Havendo diminuição da Serotonina, como ocorre na depressão, a pessoa pode ter uma tendência ao ganho de peso. É por isso que medicamentos que aumentam a Serotonina estão sendo cada vez mais utilizados nas dietas para perda de peso. Um desses medicamentos é a fluoxetina, a qual, além de tratar a depressão, aumentando a Serotonina, também proporciona maior controle da fome (notadamente para doces).

Outros

Também na regulação geral do organismo a Serotonina tem um papel importante. A temperatura corporal, por exemplo, controlada que é no Sistema Nervoso Central (SNC) recebe uma influência muito grande dos níveis de Serotonina. Isso talvez possa explicar porque algumas pessoas têm febre de origem emocional, predominantemente as crianças. Também interfere no limite da sensação de dor. Algumas doenças caracterizadas por dores de tratamento difícil podem ser muito beneficiadas com medicamentos que aumentam a Serotonina. É o caso, por exemplo, da enxaqueca, das lombalgias (dores nas costas) e outros quadros de dor inespecífica.

Psicofármacos

Os psicofármacos mais utilizados no tratamento da depressão são:

Prozac

O prozac é a fluoxetina, um antidepressivo inibidor da recaptação da serotonina. Suas principais indicações são para o tratamento da depressão, do transtorno obsessivo-compulsivo e da bulimia nervosa. A dose geralmente usada varia entre 20 e 80mg ao dia. O ajuste da dose depende dos benefícios e efeitos colaterais que o paciente estiver passando. Pacientes que tenham alcançado um benefício satisfatório com 20mg não terão motivo para elevar a dose.

Os efeitos colaterais mais comuns geralmente passageiros são: dores de cabeça, insônia, nervosismo, tonteiras, enjôo ou diarréia.

Outros efeitos relatados com menos freqüência foram: sedação, ansiedade, zumbidos, sensação de cansaço, tremores, aumento da quantidade de suor, inapetência, prisão de ventre, má digestão.

Anafranil

O princípio ativo do anafranil é a clomipramina, um antidepressivo tricíclico, portanto dos mais antigos antidepressivos. A apresentação em drágeas de 10 e 25mg. A dose média recomendada é 100mg/dia, podendo chegar a 250mg ou 300mg caso os efeitos colaterais sejam bem tolerados pelo paciente e os benefícios justifiquem essa dose. Pode ser usada em crianças na dose de 3mg/Kg de peso por dia. Para abrandar os efeitos colaterais a dose deve ser elevada lentamente e ao fim do tratamento retirada lentamente também, com alguns dias de intervalo entre uma e outra redução. Em geral o médico retira aproximadamente 25% da dose a cada redução.

Os principais efeitos do anafranil são o combate à depressão e aos sintomas obsessivos. Quanto ao primeiro efeito sua ação é semelhante aos demais do grupo (imipramina, amitriptilina, nortriptilina). Contudo como antiobsessivo destaca-se por ser consideravelmente superior aos do seu grupo, equivalendo-se apenas aos antidepressivos do grupo dos inibidores da recaptação da serotonina. Além desses efeitos possui também eficácia suficiente para bloquear as crises de pânico.

Uma outra situação freqüentemente usada é a dor crônica que encontra em associação de outras medicações com o anafranil bons resultados. A principal limitação dessa medicação está nos efeitos colaterais que muitas vezes não são tolerados pelos pacientes.

Os principais efeitos colaterais são: secura da boca, que deve ser contornada com pequenos e freqüentes goles de água; prisão de ventre que pode ser controlada com uma dieta rica em fibras como farelo de trigo que não engorda e facilita o trânsito intestinal, laranjas com bagaço também são muito úteis e saudáveis; aumento do apetite e conseqüentemente do peso; visão embaçada; inibição do desejo sexual é proporcional a dose e mais significativa nas mulheres; efeitos genéricos como dores de cabeça, tonteiras, zumbidos, queda da pressão arterial ao levantar-se e mesmo alterações do ritmo cardíaco em pessoas com problemas prévios podem acontecer. Todos esses problemas desaparecem quando a medicação é suspensa e geralmente melhoram quando a dose é reduzida.

Você é Depressivo?

Caso você se identifique com alguns destes tópicos, pense seriamente em procurar ajuda médica, pois você pode estar apresentando um quadro depressivo.

Sinto-me miserável e triste. Acho difícil fazer as coisas que eu costumava fazer. Fiquei com uma sensação de medo ou pânico aparentemente sem nenhuma razão.

Falo choramingando ou tenho exatamente esta impressão. Não aprecio as coisas que eu costumava fazer. Estou agitado e não consigo permanecer quieto. Não consigo adormecer facilmente sem as pílulas para dormir. Sinto-me ansioso quando saio de casa sozinho. Perdi o interesse pelas coisas em geral. Fico cansado sem motivo algum. Estou mais irritável do que o usual. Acordo de madrugada e depois durmo mal o resto da noite.

O que é Depressão?

A depressão é um distúrbio da emoção que afeta o corpo, o humor e o pensamento: altera o apetite e o sono, a forma como a pessoa se sente e como pensa.

Não é uma tristeza passageira, não é sinal de fraqueza pessoal ou uma condição que possa ser revertida com força de vontade. Sua característica essencial é o humor deprimido ou triste na maior parte do tempo, por um período prolongado. A maioria das pessoas com depressão também tem acentuada redução da capacidade de sentir prazer (anedonia) e padrões negativos de pensamento.

O custo econômico da depressão, considerando-se a perda de produtividade e as conseqüências sociais, é muito elevado e o custo em sofrimento humano é incalculável. Estima-se que 15% das pessoas com depressão grave tentam suicídio. Mais de 60% dos suicídios são atribuíveis a depressão. A maioria das pessoas deprimidas não procura tratamento médico e, das que procuram, apenas metade são diagnosticadas como tal.

Classificação

A depressão pode variar muito em relação a sintomas, história familiar, resposta ao tratamento e evolução.

Alguns subtipos de depressão são claramente distintos, com implicações na escolha do tratamento e no prognóstico:

Melancólica ou endógena: Forma grave, com acentuado retardo ou agitação psicomotora, anedonia, humor não reativo a estímulos agradáveis, despertar matinal precoce, sintomas piores de manhã.
Atípica:
Humor reativo a estímulos (a pessoa consegue se alegrar com estímulos agradáveis), inversão dos sintomas vegetativos (ao invés de insônia e falta de apetite, a pessoa tem hipersonia e aumento de apetite), ansiedade acentuada, queixas fóbicas.
Sazonal:
Relacionada à luminosidade diurna, com episódios que se repetem no outono/inverno e sintomas atípicos. Mais freqüente em países com inverno rigoroso, melhora com fototerapia (exposição diária prolongada a luz forte).
Sintomas psicóticos:
Forma rara, porém grave, com delírios e alucinações.
Pós-parto:
Ocorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto (e as mudanças que ele traz, hormonais e de vida) seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma.

Diagnóstico

Embora a depressão cause sintomas somáticos, como alteração do sono e do apetite, não existe nenhum teste ou exame de laboratório que detecte alterações específicas (chamadas marcadores biológicos) e que possa ser usado como método diagnóstico. Exames laboratoriais são solicitados em geral para o diagnóstico diferencial, isto é, para se excluírem doenças que podem causar depressão.

O método para diagnosticar depressão é a entrevista diagnóstica com o paciente, em que o médico investiga:

Sintomas História do paciente História familiar Diagnóstico diferencial
Sempre que possível, o médico procura complementar as informações com o relato de familiares.
A depressão pode ser difícil de distinguir da tristeza normal, particularmente no caso de luto ou doença física. Além disso, uma pessoa pode estar deprimida, sem apresentar todos os sintomas de depressão. Algumas pessoas têm poucos sintomas, outras têm muitos. A gravidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa e também ao longo do tempo. O diagnóstico depende de se encontrar um padrão de alterações clínicas acompanhadas de humor deprimido e do grau e duração do comprometimento associado.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outros transtornos mentais onde ocorrem sintomas depressivos, como transtornos de ansiedade, esquizofrenia, transtornos alimentares, transtornos de personalidade e abuso ou dependência de álcool e drogas. Além disso, várias condições clínicas e medicamentos podem causar depressão (ver adiante). Nestes casos, o tratamento e controle adequados da condição associada é fundamental, além do tratamento da depressão.

Critérios Diagnósticos de Episódio Depressivo

Para o diagnóstico de um episódio depressivo pela CID-10 ou pelo DSM-IV é necessária a constatação de no mínimo 5 de 9 sintomas (relacionados a seguir), sendo 1 obrigatoriamente humor deprimido ou anedonia, presentes na maior parte do tempo, com duração mínima de 2 semanas e comprometimento significante da atividade social, ocupacional e outras:

Humor deprimido na maior parte do tempo, quase todos os dias
Perda de interesse ou prazer (anedonia) em todas ou quase todas as atividades (incluindo atividade sexual) na maior parte do tempo, quase todos os dias
Alteração do apetite e/ou perda ou ganho de peso, sem estar em dieta (+/- 5% do peso corporal em 1 mês)
Insônia ou hipersonia quase todos os dias
Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias
Fadiga ou perda de energia quase todos os dias
Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada
Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias
Pensamentos recorrentes de morte (não apenas medo de morrer), idéias ou tentativa de suicídio.

Além disso, os sintomas não devem ser efeito fisiológico direto de substância (remédio ou droga) ou atribuíveis a condição clínica (como alcoolismo ou hipotireoidismo) nem serem atribuíveis a luto.

Tratamento

Os principais objetivos do tratamento da depressão são:

1. Eliminar os sintomas e restaurar a atividade psicossocial e ocupacional ao estado pré-sintomático. 2. Reduzir a probabilidade de recaída* e recorrência*

O tratamento eficaz deve:

Eliminar sintomas Melhorar o funcionamento ocupacional, interpessoal e conjugal Reduzir o potencial de suicídio Racionalizar recursos (reduzir o uso de serviços de saúde) Melhorar a evolução a longo prazo

Potenciais efeitos adversos que devem ser evitados incluem:

Efeitos colaterais Complicações médicas Piora da condição inicial Tempo excessivo para o efeito terapêuticao Custo elevado

O tratamento ideal deve ser aceitável pela maioria dos pacientes, ser previsivelmente eficaz e produzir mínimos efeitos adversos.

Modalidades de Tratamento Antidepressivo

Os tratamentos formais para depressão são:

Tratamento farmacológico, com medicamentos antidepressivos Psicoterapia Combinação de medicamentos e psicoterapia Eletroconvulsoterapia (ECT)

Cada modalidade de tratamento tem riscos e benefícios que devem ser cuidadosamente avaliados, na escolha da melhor opção para cada paciente. Tratamentos de 2a. e 3a. linha são considerados em determinados casos, se os tratamentos de primeira linha forem contra-indicados, ineficazes ou inadequados.

Os antidepressivos são um grupo heterogêneo de medicamentos com efeitos terapêuticos em comum, os mais importantes dos quais em depressão. Entretanto, a maioria desses fármacos são eficazes também no tratamento do pânico e em outros transtornos de ansiedade; alguns são eficazes também em TOC (transtorno obssessivo-compulsivo) e outras condições.Não se conhece o exato mecanismo de ação dos medicamentos antidepressivos. Sabe-se que eles interagem com sistemas de neurotransmissão monoaminérgica cerebral, particularmente com a serotonina e a noradrenalina.

Os antidepressivos subdividem-se convencionalmente em:

Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Antidepressivos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRSs) IMAOs Não-seletivos Seletivos Outros antidepressivos

Os tricíclicos e IMAOS não-seletivos são os antidepressivos mais antigos. Interagem tanto com serotonina como com noradrenalina, são mais potentes e mais eficazes em formas graves de depressão. Entretanto, têm mais efeitos colaterais e, em superdose, são cardiotóxicos (risco potencial em pacientes com tendência suicida). Além disso, têm posologia bastante variável (a dose é tateada individualmente) e devem ser introduzidos gradual e lentamente. Particularmente os IMAOs, por causa de sua toxicidade e risco, são reservados a pacientes refratários.

Os antidepressivos mais novos, como os ISRSs e outros (bupropion, mirtazapina, reboxetina e venlafaxina) têm um perfil mais favorável de efeitos colaterais, maior facilidade de administração (doses menos variáveis). Por isto, são preferíveis aos tricíclicos como primeira opção, particularmente em pacientes mais sensíveis ou de maior risco, como idosos ou pacientes com doenças físicas. Por outro lado, em geral são mais caros.

Fases do Tratamento

O tratamento da depressão incui 3 fases:

1. Tratamento de fase aguda (por 6 a 12 semanas)
2.
Tratamento de continuação (por 4-9 meses)
3.
Tratamento de manutenção (por 1 ou mais anos)

O tratamento de fase aguda visa obter a remissão, isto é, ausência de sintomas e o retorno da atividade do paciente ao estado anterior à depressão. A remissão pode ocorrer espontâneamente ou com tratamento. Em geral, o tratamento abrevia o tempo para remissão. Se o paciente melhora com o tratamento, diz-se que houve uma resposta. Resposta com medicamentos antidepressivos é esperada em 2-4 semanas e remissão, em 1,5-3 meses.

Se os sintomas retornam, no período de 6 meses após a recuperação, em grau suficiente para preencher os critérios diagnósticos de depressão, diz-se que houve uma recaída ou recidiva. O tratamento de continuação visa impedir a recaída. No tratamento de continuação, o medicamento é mantido na mesma dose em que foi eficaz na fase aguda. Redução da dose ou descontinuação precoce pode produzir recaída. Se o paciente continuar assintomático por 6 meses, diz-se que houve recuperação. Após a recuperação, o tratamento pode ser interrompido.

Todos os pacientes tratados com medicação para um primeiro episódio depressivo devem fazer tratamento de continuação, após a remissão dos sintomas, mantendo a mesma dose que foi eficaz na fase aguda, para evitar recaídas. Por isto, a duração mínima do tratamento com antidepressivos é de 6 meses (fase aguda e continuação).

Alguns pacientes podem ter recorrência, isto é, um novo episódio depressivo após a recuperação total de um episódio anterior. Recorrências podem ocorrer até 2 anos após o término do tratamento de continuação, em até 50% dos casos após um episódio depressivo único. Após o segundo episódio depressivo, a recorrência chega a 80%. O tratamento de manutenção têm por objetivo impedir a recorrência. Pacientes com episódios depressivos recorrentes, devem fazer tratamento de manutenção por 1 ano ou mais, com a mesma dose eficaz na fase aguda, após o tratamento de fase aguda e de continuação.

Aproximadamente 50% dos pacientes com depressão têm recuperação completa, em 6 semanas de tratamento com qualquer medicamento antidepressivo em dose adequada.

Dos demais, a maioria apresenta alguma melhora, e necessita de ajuste de dose ou substituição do medicamento. Pacientes com comorbidade psiquiátrica, isto é, com outros transtornos mentais, como transtornos de ansiedade, uso de substâncias, transtorno de personalidade ou transtornos psicóticos, têm taxas menores de resposta ao tratamento antidepressivo. Para os que não apresentam remissão completa, recomenda-se substituição do medicamento ou tratamentos combinados.

Vinte a 40% dos pacientes com depressão leve a moderada respondem a placebo, em ensaios clínicos controlados. Respostas ao tratamento antes de 2 semanas provavelmente refletem um efeito placebo. Depressão grave dificilmente responde a placebo. Além disso, em geral quanto mais grave a depressão, maior a vantagem do tratamento farmacológico em relação ao tratamento psicoterápico, em termos de eficácia.

As causas mais comuns de falta de resposta ou remissão incompleta são dose inadequada do medicamento e/ou duração inadequada do tratamento. A maioria dos pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento farmacológico em dose e duração adequadas podem responder a ECT.

Fonte: www.roche.com.br | www.virtual.epm.br

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