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Diabetes

 

 

A diabetes é uma doença caracterizada pela incapacidade do organismo produzir insulina, ou de utilizá-la adequadamente, e pela presença de concentrações elevadas de glicose no sangue, uma vez que a insulina é a "chave" que abre a "porta" por onde a glicose entra nas células. Se houver falta de insulina, a glicose permanece no sangue em vez de fornecer energia às células.

Existem dois tipos principais de diabetes

Diabetes tipo 1: Que é causada pela destruição das células do pâncreas que produzem a insulina. Manifesta-se habitualmente antes dos 30 anos de idade mas pode ocorrer em qualquer idade.
Diabetes tipo 2:
É muito mais frequente e representa cerca de 90-95% de todos os casos de diabetes a nível mundial. Esta forma de diabetes ocorre quase inteiramente em adultos e resulta da incapacidade do organismo em responder à ação da insulina

Doenças e complicações relacionadas com a diabetes

A diabetes tipo 2 pode conduzir a diversas complicações que podem resultar em incapacidade permanente ou morte, entre as quais:

Doenças cardiovasculares.
Lesões renais.
Lesões neurológicas.
Doenças oculares e cegueira.
Doenças digestivas.
Síndrome do pé diabético, que pode obrigar à amputação.

O que provoca a diabetes tipo 2?

Na diabetes tipo 2 o pâncreas produz habitualmente insulina, mas o organismo não consegue utilizá-la eficazmente. Isto faz com que a glicose se acumule no sangue e, portanto, não cumpra o seu papel como principal fonte de energia.

Quem está em maior risco?

Pessoas com excesso de peso.
Pessoas com má alimentação ou falta de exercício.
Pessoas com história familiar de diabetes.
Idosos.
Pessoas que tomam determinados medicamentos.

Predisposição Genética da Diabetes tipo 2

Doenças como a diabetes tipo 2 são controladas por um grande número de genes, tendo cada um deles uma variante que confere um pequeno aumento no risco.

Estas variantes interagem entre si e com o ambiente de forma complexa. Isto torna extremamente difícil determinar a contribuição de cada gene alterado para a doença.

Seja como for, a investigação em curso sobre estas variantes irá aumentar a nossa compreensão da doença.

Diagnóstico da diabetes tipo 2

A tecnologia de diagnóstico oferece uma grande diversidade de sistemas cómodos e inovadores que permitem diagnosticar facilmente a diabetes tipo 2.

O objetivo do teste da glicose é determinar a quantidade de glicose presente no sangue. Se tiver algum dos sintomas abaixo indicados na sua próxima consulta deve ponderar com o seu médico a realização de uma análise à quantidade de glicose presente no sangue (glicemia).

Quais são os sintomas?

Sensação constante de sede.
Vontade frequente de urinar.
Perda de peso inexplicável.
Fadiga;Infecções frequentes.

Tratamento da Diabetes tipo 2

Os diabéticos podem levar uma vida absolutamente normal e ativa. A única exigência é que aprendam a controlar a sua diabetes.

Os níveis elevados de glicose no sangue podem ser controlados com medicamentos antidiabéticos orais que aumentam a produção de insulina pelo pâncreas e/ou melhoram a capacidade das células do organismo para responderem à insulina;

Nas fases mais avançadas da diabetes tipo 2 pode ser indispensável o recurso à insulina;

Nos doentes com excesso de peso ou que não fazem exercício suficiente, a adopção de alterações adequadas no estilo de vida pode ter um impacto positivo significativo na doença. Assim, o controlo do peso é muito importante no âmbito do tratamento a longo prazo da diabetes tipo 2. Uma perda moderada de peso, da ordem dos 5-10% do peso corporal, pode melhorar os níveis de glicose no sangue bem como a capacidade de resposta do organismo à insulina.

Prevenção da Diabetes tipo 2

As pessoas susceptíveis podem evitar a diabetes:

Fazendo uma alimentação adequada - poucas gorduras / muitas fibras / poucas calorias.
Emagrecendo sempre que necessário, de preferência no âmbito de um programa de controlo do peso.
Aumentando o exercício físico;

Fazendo análises regulares dos níveis de glicose no sangue, especialmente as pessoas em maior risco de vir a ter a doença como acontece com:

Pessoas com excesso de peso.
Pessoas com má alimentação ou falta de exercício.
Pessoas com idade superior a 45 anos.
Pessoas com história familiar de diabetes.
Idosos.
Pessoas que tomam determinados medicamentos.

Fonte: www.roche.pt

Diabetes

O que é diabete ou diabetes?

Diabetes ou diabete, é uma condição onde existe uma falta ou resistência a ação da insulina, levando a aumento de glicemia (açucar) no sangue.

A insulina é um hormônio fabricado pelo pâncreas - um orgão que fica no interior da barriga, e que é o responsável por promover o aproveitamento do açúcar do organismo.

Este açúcar vem dos hidratos de carbono que comemos e é essencial para a vida.

Quando existe pouca insulina ou resistência do organismo a sua ação temos como resultado aumento das taxas de glicemia (açúcar no sangue) é :

Aumento da quantidade de liquido ingerido
Aumento da fome
Aumento do número de vezes em que se urina

Outros sintomas também podem acontecer, tais como: Fraqueza, tonturas, caimbras, formigamentos, sonolência excessiva.

Em pessoas com diabetes e com taxas de glicemia muito altas pode haver também, vômitos, confusão mental e coma.

Esses sintomas podem ser mais ou menos intensos dependo das taxas de açucar no sangue ,do estado do organismo de cada um, e do tempo de duração do desequilíbrio metabólico.

TIPOS DE DIABETES

Os dois tipos mais comuns de diabetes são: Diabete tipo 1 ( antigamente chamado Insulino dependente ou Infanto Juvenil ) e o Diabete tipo 2 ( anteriormente chamado Diabete Não Insulino dependente ou do Adulto)

Diabete do tipo 1, é mais comum em crianças e adolescentes e seu início é mais súbito. Os sintomas de sede, aumento de fome e emagrecimento são na maioria das vezes acompanhados por grande mal estar , sonolência e prostração .

Deve-se procurar o médico rapidamente ao se suspeitar desta doença, se for num final de semana, não espere a segunda feira , não atrase, não demore.

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, e é sempre com Insulina.

Insulina é sempre o único tratamento disponível para essas pessoas.

Estima-se que 10 % das pessoas com diabetes, são do tipo 1.

Diabete do tipo 2 é de longe o mais comum.

No Brasil 7,6% da população dos 30 aos 69 anos tem Diabete tipo 2;

Metade das pessoas com Diabete tipo 2 não sabem que tem a doença, portanto é importante que as pessoas que tenham mais chance de ter a doença façam exames periódicos para deteccta-la.

Os sintomas da doença são os mesmo que no tipo 1 embora possam ser menos intensos ou de aparecimento menos súbitos..

Muitas vezes o diagnóstico é feito pelo aparecimento de complicações da doença como: impotência, alterações visuais, renais, ou cardiovasculares.

É mais comum em pessoas após os 40 anos de idade, obesos, com pouca atividade física e que tenham parentes diabéticos.

Nesse tipo de diabetes a herança é mais importante do que nos do tipo 1.

O tratamento do diabete tipo 2 é feito no início com comprimidos . Alguns casos no início controlam só com dieta e controle do pêso.Todos as pessoas melhoram com normalização do peso

Outros tipos de diabete podem ser conseqüentes a doenças como:

Pancreatite
Geralmente pôr alcoolismo crônico, mas são mais raras.
Uso de corticoides, etc

IMPORTANTE

Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.

Fonte: Federação Internacional de Diabetes

Diabetes

Um dos mais importantes processos metabólicos do organismo é a conversão de alimentos em energia e calor, dentro do corpo.

Os alimentos são constituídos de três nutrientes principais:

Carboidratos - (digestão) -> Glicose(açúcar no sangue)
Proteínas -
(digestão) Aminoácidos
Gorduras -
(digestão) Ácidos Graxos

Podemos retirar energia de qualquer uma das três categorias, mas os carboidratos são c especialmente importantes porque eles são rapidamente convertidos em glicose quando precisamos rapidamente de energia. Entre as refeições, o fígado libera a glicose estocada para a corrente sangüínea.

Assim, mantém normais os níveis de glicose rio sangue. Para ajudar a penetração do suprimento de açúcar em cada célula do corpo, o pâncreas envia Insulina para a corrente sanguínea, fazendo corri que o hormônio chegue aos receptores de insulina ria superfície destas células. Só quando a insulina se liga à superfície das células é que elas podem absorver a glicose da corrente sanguínea.

Quando o nível de glicemia (açúcar no sangue) aumenta após unia refeição, a quantidade de insulina (chamada de insulina da hora da refeição) também aumenta para que este excesso de glicose possa ser rapidamente absorvido pelas células. 0 fígado pára de secretar glicose e passa a estocar glicose do sangue para usá-la posteriormente. Quando a insulina termina seu trabalho ela se degrada. 0 corpo, assim, tem que renovar constantemente seu estoque de insulina.

TIPO 1

No Diabetes Tipo 1, ou insulino-dependente, as células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas. Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue.

Ainda não é possível produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a insulina é degradada, pelo estômago, em urna forma inativa.

Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as células produtoras de insulina do pâncreas. 0 transplante de um pâncreas sadio ou, apenas, o transplante de células produtoras de insulina de uni pâncreas sadio já foram tentados, irias ainda são considerados em estágio experimental.

Portanto, a dieta correta e o tratamento com a insulina ainda são necessários por toda a vida de um diabético. Não se sabe o quê causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou o porquê do diabetes aparecer em certas pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem ter o seu papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado. Os diabéticos, ou as pessoas com diabetes na família, não devem ter restrições quanto a ter filhos.

TIPO 2

Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo II, sabe-se que neste caso o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no Diabetes Tipo I.

Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo II; embora a obesidade não leve, necessariamente ao diabetes. 0 Diabetes Tipo II é um distúrbio comum, afetando 2-10% da população. Todos os diabéticos tipo II produzem insulina quando diagnosticados e, a maioria, continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas.

O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por estas células.

Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica". Os sintomas do Diabetes Tipo II são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais "brando" que o Tipo I. 0 Diabetes Tipo II deve ser levado a sério; embora seus sintomas possam permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde do indivíduo.

Fonte: www.geocities.com

Diabetes

A Genética do Diabetes

Provavelmente você desejou saber como adquiriu diabetes. Você pode estar preocupada se seus filhos também terão. Ao contrário de algumas características, o diabetes não parece ser herdado em um padrão simples. Contudo, claramente algumas pessoas já nascem com predisposição para desenvolver a doença.

O que leva a ter diabetes?

As causas para o diabetes tipo 1 e tipo 2 são diferentes. Ainda assim, dois fatores são importantes em ambos. Primeiro, você deve ter herdado uma predisposição para a doença. Segundo, alguma coisa no seu meio ambiente deve ter ativado o diabetes. Somente os genes não são suficientes. Uma prova disto são irmãos gêmeos idênticos. Irmãos gêmeos idênticos têm genes idênticos. Contudo, quando um gêmeo tem diabetes tipo 1, o outro adquire a doença quase na metade das vezes. Quando um gêmeo tem diabetes tipo 2, o risco do outro é na maioria das vezes de 3 em 4.

Diabetes Tipo 1 Na maioria dos casos de diabetes tipo 1, as pessoas precisam herdar os fatores de risco dos pais. Nós entendemos que estes fatores são mais comuns entre os brancos porque estes têm a maior taxa de diabetes tipo 1. Como a maioria das pessoas em risco de adquirir diabetes não têm a doença, pesquisadores querem descobrir qual a influência do meio ambiente para o aparecimento da mesma.

O diabetes tipo 1 desenvolve com mais freqüência no inverno e é mais comum em lugares de clima frio. Outro fator, responsável pelo para desencadear o diabetes pode ser um vírus. Talvez um vírus, de efeitos moderados na maioria das pessoas, pode ativar o diabetes tipo 1 em outras.

Uma dieta logo no início do nascimento pode ter uma participação. O diabetes tipo 1 é menos comum em pessoas que foram amamentadas e naquelas que se alimentaram de alimentos sólidos mais tarde.

Em muitas pessoas, o desenvolvimento do diabetes tipo 1 parece demorar muitos anos. Em experimentos que seguiram parentes de diabéticos tipo 1, pesquisadores descobriram que a maioria daqueles que tiveram diabete em idade mais avançada, tinham certamente auto-anticorpos no sangue por muitos anos antes. (Auto -Anticorpos são anticorpos “que deram errados”, os quais atacam os próprios tecidos do corpo).

Diabetes Tipo 2 - tem bases genéticas mais fortes que o diabetes tipo 1, mas ainda assim depende mais de fatores ambientais. Parece confuso? O que acontece é que o histórico familiar de diabetes tipo 2 é um dos fatores de risco mais forte para se adquirir a doença.

Americanos e Europeus comem muita comida com gordura e com pouquíssimo carboidrato e fibra, e praticam poucos exercícios. O diabetes tipo 2 é comum em pessoas com esses hábitos. Nos Estados Unidos, os grupos étnicos com maior risco de adquirir a doença são os Afros Americanos, Mexicanos Americanos, e os Índios.

Outro fator de risco para adquirir diabetes tipo 2 é a obesidade. A obesidade é mais arriscada para os jovens e para pessoas que têm sido obesas por um longo tempo.

O diabetes gestacional é mais um quebra-cabeça. Mulheres que adquirem diabetes durante a gravidez têm provavelmente um histórico familiar de diabetes, especialmente pelo lado materno. Mas como em outras formas de diabetes, fatores não genéticos têm certa influência. Mães de idade mais avançada e mulheres acima do peso têm mais propensão a adquirir diabetes gestacional.

Fonte: American Diabetes Association (ADA)

Diabetes

O que é Diabetes?

Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina.O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente.

Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil.

Como se desenvolve?

No tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta).

Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico – antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.

No tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.

Nos pacientes com outras formas de DM, o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversas agressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.

OS SINTOMAS

Apesar dos sintomas, muitas pessoas adultas têm diabetes e não sabem.

Diabetes Tipo I

Aumento do número de vezes de urinar: Poliúria.
Sede excessiva:
Polidipsia.
Excesso de fome
: Polifagia.
Perda rápida de peso.
Fadiga, cansaço e desânimo.
Irritabilidade.

O Diabetes Tipo II pode apresentar os mesmos sintomas que o Diabetes Tipo I, freqüentemente menos intenso.

O Diabetes Tipo II ainda apresenta os seguintes sintomas:

Infecções freqüentes.
Alteração visual (visão embaçada).
Dificuldade na cicatrização de feridas.
Formigamento nos pés.
Furunculose.

Os sintomas muitas vezes são vagos como formigamento nas mãos e pés, dormências, peso ou dores nas pernas, infecções repetidas na pele e mucosas.

Diagnóstico

É feito através da confirmação dos sinais e sintomas clássicos, da glicemia em jejum (exame de sangue onde são verificadas as taxas de glicose no sangue) e o teste padronizado de tolerância à glicose (TTG).

Fonte: Rede Farmavip

Diabetes

O Diabetes é um distúrbio no metabolismo da glicose do organismo, onde a glicose presente no sangue passa à urina sem ser usado como um nutriente pelo corpo.

Existem, porém, diferenças nas causas e na gravidade deste distúrbio. Por isso, costuma-se falar em diferentes tipos de diabetes. Os dois tipos mais comuns são chamados de Diabetes Tipo I e de Diabetes Tipo II. A distinção entre um e outro, nem sempre é fácil.

O Diabetes Tipo I também é chamado de diabetes insulino-dependente porque os portadores deste tipo de diabetes dependem de tratamento insulínico para sobreviverem. Este tipo de diabetes sempre afeta indivíduos jovens.

O Diabetes Tipo II, ou não insulino-dependentes, geralmente afeta indivíduos mais velhos. ele pode aparecer com diferentes níveis de gravidade e este nível de gravidade pode variar com o tempo. O Diabetes Tipo II pode não requerer um tratamento insulínico em seus estágios iniciais, mas a insulina poderá ser a melhor escolha quando, simplesmente, outros tipos de tratamento se tornarem, gradualmente, inadequados.

PRINCIPAIS SUSPEITAS

A doença só se manifesta pelo aparecimento de vários destes sinais e sintomas, ao mesmo tempo.

Urinar muitas vezes durante o dia, à noite, e em grandes quantidades.
Sede exagerada.
Obesidade.
Perda de peso.
Ter muita fome.
Desânimo e fadiga fáceis (cansaço).
Piora da visão.
Furúnculos freqüentes.
Cicatrização difícil e infecções da pele.
Familiares diabéticos.
Impotência sexual.
Pressão arterial alta.

A DOENÇA

Se você possui e pensa que é a única pessoa portadora de diabetes, está muito enganado. De cada 100 pessoas, pelo menos 6 ou 7 tem a doença, o que o fará encontrar diabéticos onde for.

Assim, é lógico que algum conhecimento sobre a doença é importante e a primeira informação que você deve ter é que a INSULINA, hormônio produzido pelo pâncreas, é o pivô da história.

Ela tem a responsabilidade de manter a utilização adequada dos nutrientes (alimentos), entre os quais a GLICOSE, que é a mais simples de um grupo de substâncias chamadas CARBOIDRATOS ou açúcares.

Qualquer carboidrato ingerido (por exemplo: o amido encontrado nos cereais e raízes - batata), para ser absorvido no intestino, tem de ser quebrado nas suas formas mais simples, SACAROSE (açúcar de mesa) e GLICOSE.

Uma vez absorvida, a glicose, para ser utilizada, tem de entrar nas células e é a INSULINA que torna este processo possível ou mais fácil.

Se uma pessoa não tem insulina, ou se sua ação está diminuída, o primeiro resultado é fácil de se imaginar: a glicose, não podendo entrar na célula e ser consumida, acumula-se no sangue (HIPERGLICEMIA).

Esse excesso de glicose tem de ser eliminado e o caminho mais fácil é a urina (GLICOSÚRIA). Para sair na urina, necessita levar água consigo e isto faz a pessoa urinar mais que o normal (POLIÚRIA).

Ao eliminar muita água pela urina, a pessoa se desidrata, tem sede e passa a beber água exageradamente (POLIDIPSIA).

Se a célula não recebe glicose, além dos outros nutrientes que a insulina controla (proteínas e gorduras), o cérebro "pensa" que está faltando alimento (ENERGIA) para o corpo e ativa mecanismos de emergência para arranjar esse alimento.

Esses mecanismos fazem o fígado produzir glicose e mandá-la para o sangue, além de obrigar o tecido gorduroso a queimar suas reservas para produzir mais energia que movimentará o corpo humano.

Você pode imaginar, e é verdade, que a glicose vai subir mais ainda e o paciente começa a EMAGRECER e a sentir FRAQUEZA (pois falta energia).

Esses fenômenos levam a pessoa a sentir fome (POLIFAGIA), o que vai aumentar ainda mais os níveis sangüíneos de glicose. A queima de gorduras para produzir energia gera um sub-produto chamado ACETONA, que tem de ser eliminado pela respiração dando um hálito com cheiro adocicado (HÁLITO CETÔNICO) – e pela urina (ACETONÚRIA).

Agora você sabe como é a doença e como ela se manifesta e já pode começar a entender algumas exigências do tratamento.

O DIAGNÓSTICO

Não será difícil você imaginar como se descobre a doença, já que, numa pessoa com todas as queixas descritas, o exame a ser feito é a dosagem de glicose no sangue (GLICEMIA) e na urina ( GLICOSÚRIA).

Diabetes Tipo I

DIABETES TIPO I ou INSULINO DEPENDENTE

As células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas. Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a insulina é degradada pelo estômago, em uma forma inativa.

Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as células produtoras de insulina no pâncreas.

DIABETES TIPO II

DIABETES TIPO II ou DIABETES INSULINO INDEPENDENTE

O que se pode controlar só com dieta, ou com esta mais comprimidos (HIPOGLICEMIANTE ORAL). É um diabetes que ocorre mais em pessoas adultas.

Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo II, sabe-se que neste caso o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no Diabetes Tipo I.

Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo II; embora a obesidade não leve, necessariamente ao diabetes. O Diabetes Tipo II é um distúrbio comum, afetando 2-10% da população. Todos os diabéticos tipo II produzem a insulina quando diagnosticados e, a maioria, continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica".

Os sintomas do Diabetes Tipo II são menos pronunciados e esta é a razão para considerar es tipo de diabetes mais "brando" que o tipo I. O Diabetes Tipo II deve ser levado a sério; embora seus sintomas possam permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde do indivíduo.

Os diabéticos tipo II produzem um pouco de insulina natural, mas por muitas razões suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea.

Hiperglicemia

Alta taxa de glicose no sangue

Pode ser causada por:

Alimentar-se demasiadamente..
Tomar menos medicamento do que o receitado.
Estar doente ou com infecção.

O que você pode sentir:

Muita sede, garganta seca...
Urinar frequentemente...
Visão embaçada...
Muito cansaço.

O que fazer:

Verifique a taxa de açucar na urina ou sangue e cetonas na urina. Siga seu plano alimentar e medicamentos cuidadosamente. Beba muita água.

Ligue para seu médico quando: aglicemia estiver acima dos parâmetros normais; caso houver presença de cetona na urina.

Hipoglicemia

Baixa taxa de glicose no sangue

Pode ser causada por:

Alimentar-se pouco ou fazer as refeições fora dos horários programados. Tomar mais medicamentos para diabetes que o receitado. Exercitar-se mais do que o planejado.

O que você pode sentir:

Fraqueza, tremores...
Suor, fome exessiva...
Tontura, dor de cabeça ou dificuldade em concentrar-se.

O que fazer:

Verifique sua glicemia imediatamente. Coma ou beba algo doce: ex.: 1 copo de suco ou refrigerante não diet ou 1 colher de chá de açúcar ou mel ou 1 copo de leite desnatado. Após 15 minutos, verifique sua glicemia. Se o resultado for inferior a 60mg/dl. repita os passos anteriores. Faça um pequeno lanche: bolachas, queijos e frutas. Comunique seu médico.

INSULINA

A substância mais importante no controle da glicemia é a insulina. Trata-se de um de um hormônio produzido por células especiais no pâncreas. Quando hidratos de carbono são ingeridos e absorvidos, a glicemia aumenta; neste momento, células produtoras de insulina liberam este hormônio para a corrente sanguínea. Esta liberação reduz a glicemia, dirigindo a glicose do sangue para o fígado, músculos e tecido adiposo, a fim se ser usada mais tarde na produção de energia. Quando há insuficiente insulina tal processo não ocorre, levando-se glicemia a níveis excessivamente altos.

O Valor normal de glicemia se situa, em jejum, entre 80 e 120 mg por 100 ml de sangue - podendo variar um pouco dependendo do método de determinação utilizado. Quando a glicemia ultrapassa 180 mg/100 ml, aparece glicose na urina (glicosúria). Quando a glicemia atinge valores excessivamente altos pode provocar perda de consciência e morte. A doença resultante da alteração na regulação da glicemia é conhecida por diabetes mellitus ou simplesmente diabetes.

Os diabéticos que não produzem insulina necessitam tomar insulina em injeções. Em contrapartida, a maioria dos diabéticos que ainda produzem alguma insulina podem ser tratados com dieta ou dieta mais antidiabéticos orais, os quais aumentam a eficiência da insulina.

Resistência à Insulina

Sabe-se que mais de 80% dos diabéticos não necessitam injeções de insulina e também que a maioria dessas pessoas é obesa. Pessoas obesas, diabéticas ou não, necessitam produzir muito mais insulina diária do que aquelas nas mesmas condições e idade, porém magras. Pela redução do peso as necessidades de insulina são reduzidas. Portanto, a base fundamental no tratamento dos diabéticos obesos é a dieta de emagrecimento.

O tratamento com insulina

A insulina só pode ser administrada por injeção, porque ela é destruída no estômago se administrada oralmente. Embora a insulina administrada subcutaneamente seja tão boa quanto a insulina produzida pelo pâncreas, ela é mais difícil de ser regulada. O pâncreas normal sente o aumento da glicose no sangue depois de uma refeição e, imediatamente, ajusta o suprimento de insulina. A insulina injetada, porém, é absorvida pelo sangue independente das quantidades de glicose presentes.

Sobre a insulina

Os diferentes tipos de preparados de insulina são distinguidos pela velocidade com que a insulina injetada é absorvida do tecido subcutâneo pela corrente sanguínea (início da ação) e pelo tempo que o organismo leva para absorver toda a insulina injetada (duração da ação).

Insulina de ação rápida

Também chamada insulina regular, simples ou cristalina. Este tipo é uma solução clara de insulina de aspecto límpido e transparente, que tem um início de ação rápido e uma duração curta. Insulinas de ação rápida, atingem a corrente sanguínea e começam a baixar o nível de glicose no sangue em, aproximadamente, 1/2 hora depois de sua administração. Mas, como os nutrientes dos alimentos são absorvidos muito mais rapidamente do intestino pela corrente sanguínea, a insulina pode ser injetada 1/2 hora antes da refeição.

Insulina de ação intermediária

Esta insulina é obtida pela adição de uma substância que retarda a absorção da insulina. A combinação de insulina e de uma substância retardadora, geralmente, resulta na formação de cristais que dão ao líquido uma aparência turva. Os cristais de insulina devem ser agitados (misturados) suave e uniformemente no líquido antes de cada injeção. Nas insulinas de ação intermediária, as primeiras moléculas de insulina levam aproximadamente 1 hora e meia para alcançarem a corrente sanguínea. A maior quantidade de moléculas atinge a corrente sanguínea entre a 4ª e a 12ª hora depois da administração e, aproximadamente, depois de 24 horas a dose é totalmente absorvida.

Insulina pré misturada

Também estão disponíveis preparados pré-misturados de insulina de ação rápida e insulina de ação intermediária.

Cuidado com os pés

Os diabéticos têm motivos especiais para cuidar dos pés. Níveis elevados de glicose no sangue por um longo tempo podem levar à perda de sensibilidade e dificuladades na circulação do sangue nos pés do diabético. Com isso, você pode não sentir queimaduras, cortes e machucados, facilitando o aparecimento de infecções, por sua vez, interferem no bom controle do Diabetes. O cuidado diário e meticuloso dos seus pés e a escolha de um calçado podem ajudar a previnir esses problemas.

Olhe para seus pés

Procure calos, rachaduras, bolhas e mudanças na cor da pele.
Use um espelho ou peça a ajuda de outra pessoa se tiver dificuldades para ver seus pés; Examine cuidadosamente entre os dedos.

Como lavar os seus pés

Lave os pés diariamente com água morna e sabão neutro;
Não deixe seus pés de molho e não use bolsas de água quente;
Secar bem os pés, principalmente entre os dedos e ao redor das unhas;
Passe creme hidratante nas pernas e nos pés, mas nunca entre os dedos;
Não use talco, spray ou esparadrapo nos pés;
Não corte os calos e não use produtos para retirá-los;
Como cuidar de suas unhas
Corte as unhas em linha reta e nunca deixe-as muito curtas;
Não retire as cutículas e os cantos das unhas;
Não use canivete, gilete ou faca para cortar as unhas;
Não ande descalço, nem mesmo dentro de casa;
Informe à pessoa que cuida de seus seus pés para seguir esses cuidados;
Use calçados e meias confortáveis
Use calçados fechados e macios;
Não use calçados apertados, abertos, de bico fino e de salto alto;
Antes de calçar meias e sapatos, verifique se não há nada dentro deles que possa machucar sues pés, omo pregos, pedras ou furos;
Não ande descalço, nem mesmo dentro de casa;
Quando indicado, use palmilhas diariamente, durante todo o tempo;
Ao fazer exercícios, use calçados adequados e a palmilha;
Use meias de algodão sem costuras e sem elásticos, trocando-as diariamente.

IMPORTANTE

Quando houver qualquer alteração nos seus pés, procure o médico ou a enfermeira do local em que você faz o acompanhamento do Diabetes. Peça ao profissional para examinar seus pés durante a consulta. Cuide bem dos seus pés. Um passeio diário estimulará a circulação sanguínea e o fará sentir-se muito melhor. Lembre-se de caminhar e fazer exercícios diariamente, para que este hábito possa contribuir para evitar as complicações tardias do Diabetes.

O tratamento do diabetes tipo 1

Em um indivíduo não diabético, a glicose e a insulina, automaticamente, trabalham juntos. Assim, o paciente diabético tipo 1 de aprender, com a experiência, como combinar as quantidades de alimentos que ingere com a quantidade de insulina que administra. A melhor maneira de fazer esta combinação é medindo o nível de glicose no sangue em diferentes horas do dia, com orientação do médico.

Dieta

Os alimentos podem, a grosso modo, ser divididos em duas categorias: os que contém açúcares "rápidos" (carboidratos de absorção rápida) e os que contém açúcares "lentos" (carboidratos de absorção lenta). Os alimentos com açúcares rápidos contém açúcar refinado e incluem geléias, doces, balas, frutas, sucos de frutas e leite. Estes açúcares rápidos produzem altos níveis de glicose no sangue (dependendo da quantidade consumida), porque o açúcar chega à corrente sanguínea em um curto período de tempo. Portanto, é melhor combiná-los com açúcares lentos. Estes são encontrados em alimentos como as batatas, vegetais e arroz. Os açúcares lentos são mais seguros para o diabético porque eles chegam à corrente sanguínea mais lentamente e dão ao corpo a chance de absorvê-los antes que eles se acumulemno sangue. As fibras dos alimentos retardam a absorção de açúcares.

Você pode também, reservar o consumo de açúcares rápidos para os períodos onde o seu controle mostrar que o seu nível de glicose no sangue está muito baixo. Se o seu nívelde glicose no sangue estiver muito baixo, você sentirá os efeitos e deverá consumir açúcares rápidos para corrigir este estado.

Algumas regras gerais que devem ser lembradas:

Coma de 4 a 6 pequenas refeições e lanches por dia
Mantenha horários rígidos para as refeições, "não pule refeições"
Não coma além da conta; coma apenas as quantidades recomendadas pelo seu médico, nutricionista e/ou educador em diabetes
Coma pães de fibras ou de grãos inteiros - evite o pão branco
Coma verduras e legumes diariamente
Evite as gorduras, açúcares e o álcool

Exercícios

Os exercícios aumentam a sensibilidade do corpo à insulina e, portanto, tendem a diminuir o nível de glicose no sangue. Para o diabético, qualquer tipo de atividade física (trabalho em casa, caminhar, correr) deve ser considerado como exercício. Exercícios regulares e programados são melhores porque impactos súbitos, de exercícios mais mais intensos, podem trazer problemas para o controle da glicose no sangue.

Se você pratica esportes, pode continuar a fazê-los com toda a segurança, desde que o seu diabetes esteja razoavelmente bem controlado e que você tome as precauções necessárias para evitar níveis extremamente baixos de glicose no sangue. Durante os exercícios que não taçam parte de sua rotina diária, especialmente exercícios pesados, vocêprovavelmente necessitará de um lanche prévio ou diminuir a dose de insulina injetada, sempre com a orienteação do seu médico.

O tratamento com insulina

A insulina só pode ser administrada por injeção porque ela é destruída no estômago se administrada oralmente. Embora a insulina administrada subcutaneamente seja tão boa quanto a insulina produzida pelo pâncreas, ela é mais difícil de ser regulada. O pâncreas normal sente o aumento da glicose no sangue depois de uma refeição e, imediatamente, ajusta o suprimento de insulina. A insulina injetada, porém. é absorvida pelo sangue independente das quantidades de glicose presentes. Os diabéticos devem aprender como ajustar refeições e administrações de insulina, para evitar extremos de muita glicose no sangue (hiperglicemia) e muito pouca glicose no sangue (hipoglicemia).

Ter diabetes não significa desistir de ser mãe

As mulheres com diabetes podem ter uma gestação normal e dar a luz à crianças sadias desde que tomem certas precauções. Quanto mais o metabolismo da mãe diabética desviar-se do normal durante a gestação, maior será o risco para o desenvolvimento do bebê. Isto porque o bebê e a mãe dividem o mesmo suprimento de sangue e os níveis de glicose de um, serão idênticos aos níveis de glicose do outro. enquanto um adulto pode tolerar níveis periodicamente altos de açucar no sangue, estes níveis podem representar uma séria ameaça ao desenvolvimento normal do bebê.

Um bom controle, portanto, é essencial mesmo antes da concepção. Recomenda-se planejar a gravidez. As primeiras 7-8 semanas depois da concepção são particularmente importantes, porque neste período vários orgãos essenciais do bebê estão se formando. A paciente diabética, tratada com insulina, deve esperar uma mudança na sua necessidade de insulina durante a gravidez, Possilvelmente, uma necessidade um pouco menor de insulina no começo da gravidez e uma necessidade maior com o decorrer do tempo. Depois do nascimento, esta quantidade de insulina voltará aos níveis usuais.

As mulheres com diabetes podem amamentar, desde que tomem precauções contra a hipoglicemia, reduzindo a dose de insulina ou ingerindo mais alimentos, especialmente carboidratos. A gravidez também aumenta a necessidade de outras substâncias como cálcio, ferro e vitaminas.

Diet & Ligth

Os alimentos diet ou light são encontrados em grande quantidade e variedade nos supermercados. Embora muito utilizados, poucas pessoas sabem a diferença entre eles.

O termo diet pode ser utilizado somente para alimentos dietéticos que são: alimentos para dietas especiais, com restrição de açúcares, de sódio, de gorduras, de colesterol, de aminoácidos e de proteínas; alimentos para dietas de controle de peso e alimento para dietas enterais.

Por exemplo, os produtos que não contém açúcar são indicados para os diabéticos; os sem sal para hipertensos; os sem gordura para quem luta contra o colesterol.

O termo light pode ser utilizado apenas quando foram cumpridos os atributos reduzido ou baixo ( redução mínima de 25% das calorias ou de qualquer outro componente ). É destinado para o consumidor que quer emagrecer ou manter peso. Possuem pouca ou nenhuma gordura com menos açúcar, menos calorias que os convencionais, desde que este menos não vá além de 25%

Assim muitos alimentos podem ser light, até mesmo um sorvete, caso seja feito com pouca gordura e pouco carboidrato. ATENÇÃO! Um alimento diet não é necessariamente light, pois é possível restringir o açúcar e compensar em gorduras, como acontece na maioria dos chocolates diet. Ou seja, um alimento diet não é necessariamente baixo em calorias e sim restrito em algum nutriente.

Adquira o hábito saudável de ler os rótulos das embalagens. Assim, você terá a certeza de que o produto que está levando para casa atende às suas necessidades específicas e individuais.

Fonte: www.melitus.hpg.ig.com.br

Diabetes

O Diabetes Mellitus é uma disfunção causada pela deficiência total ou parcial de produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Como conseqüência a glicose não é aproveitada adequadamente pelas células provocando sua elevação no sangue, ultrapassando as taxas normais ( 70 a 110 mg/dl ).

Para entender melhor o Diabetes, é preciso conhecer a função da glicose e da insulina em nosso organismo.

A glicose é quem gera energia para nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver insulina. Portanto a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.. Quando nos alimentamos, ingerimos vitaminas, proteínas, sais minerais e glicose ( açúcar ). Essa glicose é absorvida no intestino, entra na corrente sanguinea e com a ajuda da insulina, penetra nas células para produzir energia e assim garantir o funcionamento do organismo. Existem algumas formas ou tipos de Diabetes, sendo os mais conhecidos os do tipo 1 e do tipo 2, no entanto existem ainda outros tipos como o gestacional , o provocado pelo uso de alguns medicamentos ou provocados por doenças do pâncreas ( tumores, etc )

O Diabetes quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública devido as suas complicações.

Tipos

Tipo 1

É o tipo de diabetes onde ocorre destruição das células do pâncreas que produzem insulina.Seu aparecimento se dá de forma abrupta em crianças, adolescentes e adultos jovens. O inicio dos sintomas é súbito e sua evolução clinica é rápida, podendo levar ao coma hiperglicêmico em poucos dias. É o chamado diabetes insulino-dependente, pois requer o uso de insulina no seu tratamento. Representa aproximadamente 10% do total de quem têm diabetes.

Tipo 2

É o tipo de diabetes mais comum. Neste o pâncreas diminui a produção de insulina e/ou a insulina produzida não é bem usada pelo organismo. Ocorre geralmente em adultos após os 35 anos de idade.O inicio dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando seu diagnóstico e o tratamento. È o chamado diabetes insulino-não-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora possa também as vezes ser tratado com insulina.

Representa 90% das pessoas que têm diabetes.

O Diabetes Gestacional

Geralmente surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, onde ocorreu alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Futuramente elas podem vir a desenvolver o Diabetes tipo 2.

Outros tipos: específicos de diabetes podem vir a ocorrer, mas constituem situações raras de ocorrer e são causadas por:

Defeitos genéticos funcionais das células Beta e na ação da insulina.
Doenças do Pâncreas.
Endocrinopatias.
Induzidos por fármacos e agentes químicos.
Infecções.
Formas incomuns de diabetes imuno-mediado.
Outras síndromes genéticas associadas ao diabetes.

Como Diagnosticar

O diagnóstico do Diabetes inicialmente è feito através dos sintomas descritos pelo paciente ao médico, depois pelo exame clinico e por fim são feitos exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico. Quando já se possui histórico de diabetes na família se faz alguns exames de forma rotineira como meio de prevenir o aparecimento do diabetes.

Os exames sugeridos são :

Glicemia de jejum

Inicialmente, o primeiro exame realizado para verificar se um indivíduo é portador de diabetes, ou possui tendência a se tornar, é a glicemia de jejum.

Os valores considerados normais, após jejum de oito horas, são de 70 a 110 mg/dl. Valores acima de 125 mg/dl indicam uma suspeita de diabetes, exigindo a realização de exames mais específicos, dentre os quais a Curva Glicêmica ( teste de tolerância a glicose ). No entanto, valores 20 % acima de 125 mg/dl são suficientes para se afirmar que o individuo está diabético, dispensando a realização de qualquer outro exame.

Glicemia pós-prandial

O método mais simples e cômodo para avaliar se o individuo está diabético, principalmente do tipo 2, é dosar a glicemia 1, 2, 3 horas após uma refeição rica em carboidratos. Em pessoas normais a glicemia não deve ser superior a 160 mg/dl,, 120 mg/dl, 100 mg/ dl em 1,2, 3 horas respectivamente.

Curva glicêmica

Este exame consiste em, após uma coleta de sangue em jejum, administra-se glicose por via oral ou glucagon de maneira subcutânea e repete a coleta de sangue 1, 2, 3 horas após, os resultados deste teste dependem do método de analise, mas continua sendo o melhor meio de diagnóstico do diabetes. Valores em jejum acima de 130 mg/dl e após 2 horas acima de 200 mg/dl confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus.

Tratamentos

Tipo 1

Os portadores de Diabetes tipo 1 têm que aplicar insulina diariamente o que envolve o uso de seringa e agulha, ou caneta de insulina, ou para aqueles que optarem isso também pode ser feito por meio do uso de uma bomba de insulina. A necessidade de insulina é diferente para cada diabético e somente pode ser prescrita pelo médico ou diabetólogo que vai adequar tipo de insulina, a dose a ser usada e horário de acordo com a idade do paciente, tipo físico, alimentação, estilo de vida e tipo de atividade física.

Insulina

Existem vários tipos de insulina:

INSULINA GLARGINA

A Glargina é um novo tipo de insulina com ação prolongada. É absorvida lentamente e de forma estável pelo organismo a partir do local de aplicação (daí ser conhecida também como insulina basal), o que permite uma única aplicação diária. Em alguns casos, no entanto, torna-se necessário o uso combinado com outros tipos de insulina.Seu uso reduz o risco de hipoglicemias, pois não possui picos de ação. A tecnologia utilizada em sua produção é DNA recombinante, o que faz com que tenha a mesma segurança da insulina humana.

INSULINA LENTA

Insulina de ação intermediária, sua ação é obtida por meio de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo (daí a aparência leitosa de seu líquido). Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação.

Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais rápida, ampliando assim seu espectro de ação.

INSULINA LISPRO OU ASPART ( Ultra-rápida )

Insulinas de ação rápida e duração curta, tem aspecto límpido e transparente. Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais lenta, auxiliando no controle do diabetes, na rotina diária. São indicadas para a cobertura das refeições.

INSULINA NPH

Insulina de ação intermediária, se parece com a insulina lenta. A adição de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo é responsável pela sua aparência leitosa. Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação.Diferente do que acontece com a Insulina Glargina, sua ação não é homogênea e nem previsível.

INSULINA REGULAR

Insulina de ação rápida e duração curta,é geralmente usada em situações de emergência, como crises de cetoacidose, coma ou cirurgias ou mesmo quando o teste de glicemia se encontra alterado. Tem aspecto transparente, semelhante à água potável.è usada para complementar o uso de outras com ação mais lenta.

INSULINA ULTRA LENTA

Insulinade ação longa, costuma ser indicada para uso noturno tendo seu uso complementado por insulinas de ação rápida durante o dia. De aspecto leitoso, seus frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação.

Tipo 2

Os pacientes portadores de diabetes tipo 2 geralmente fazem o tratamento medicamentoso quando necessário, utilizando hipoglicemiantes orais. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e a dose desses medicamentos deve ser prescrita pelo médico, pois é individual. Alguns diabéticos do tipo 2 em fase inicial conseguem manter seu diabetes sob controle apenas seguindo dieta rigorosa, assim como outros que já desenvolveram complicações necessitam utilizar insulina,ou nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

Prevenção

No caso do diabetes tipo 2, mesmo que o individuo possua antecedentes familiares, a hereditariedade é um fator muito importante e mesmo sendo portador de uma carga genética, é possível evitar ou retardar o aparecimento do diabetes desde que se mantenha o peso, pratique atividades físicas, evitando o sedentarismo, e evite a obesidade, que é preocupante por ser um dos fatores desencadeantes deste tipo de diabete.

A obesidade aumenta a exigência sobre seu pâncreas e a perda de peso no caso de indivíduo obeso ou a manutenção do peso acabará por minimizar essa sobrecarga de trabalho ao órgão.

O ser humano durante o processo de envelhecimento, tem normalmente uma diminuição da função pancreática / endócrina.

Por isso até pouco tempo era comum ouvir coisas do tipo: diabetes é doença de velho. Isso não é verdade, pois provavelmente neste individuo já existia uma tendência mas que com o passar dos anos acrescida do processo natural de envelhecimento fez com que o diabetes se manifesta-se.Claro que se esse individuo tivesse abusado, tivesse ficado obeso, levasse uma vida sedentária ou praticasse grandes transtornos alimentares, provavelmente teria antecipado em anos o aparecimento do diabetes.È muito importante que indivíduos que possuam antecedentes familiares de diabetes tomem cuidado e mesmo não apresentando sintomas, pois no caso do diabetes tipo 2 eles muitas vezes passam despercebidos, façam exames de rotina e, observando qualquer alteração procurem o médico.

Fatores de risco para diabetes

Idade acima de 45 anos
História familiar de diabetes
Doença cardiovascular
Hipertensão
Obesidade
Microalbuminúria ( presença de proteína na urina )
Níveis de colesterol HDL £35mg/dl ou triglicerídeos ³ 250mg/dl
Portadores de glicemia de jejum alterada ( entre 110 e 126mg/dl) ou após 2h (entre 140 e 200mg/dl) no GTT oral
Mulheres com ovários policísticos, que apresentaram diabetes na gravidez, ou que tenham tido filhos com peso acima de 4 kg ao nascimento
Uso de drogas que podem elevar a glicemia (corticosteróides, diuréticos tiazídicos, betabloqueadores)
Pessoas que possuem estes fatores de risco devem procurar o médico e realizar periodicamente exames de glicemia.

Fonte: www.portaldiabetes.com.br

Diabetes

A Diabetes Mellitus é uma doença muito comum no mundo inteiro. Às vezes produz sintomas desde seu início, outras vezes não apresenta nenhum, passando totalmente despercebida. Por isso, um grande número de pessoas portadoras de diabete não o sabem, e somente ficarão sabendo quando surgir alguma complicação, como, por exemplo, um enfarte de miocárdio. O diagnóstico precoce da diabete permite estabelecer o tratamento adequado e evitar possíveis complicações.

A diabete é uma doença que impede o aproveitamento correto dos alimentos ingeridos, especialmente dos açúcares, devido a uma carência total ou parcial de um hormÿnio chamado insulina. Uma pessoa normal ingere, com a sua alimentação, açúcares, proteínas e gorduras. O alimento é digerido no estÿmago e absorvido no intestino delgado. Depois, chega ao fígado, onde uma parte se transforma em glicose, que entra na corrente sangÿínea e faz com que o pâncreas produza insulina. A insulina permite que a glicose entre nas células e produza calor e energia. De certo modo, a insulina abre a porta da célula para que a glicose possa entrar. Quando uma pessoa diabética se alimenta, o pâncreas não produz a insulina necessária para que esta glicose entre nas células, provocando uma acumulação ou aumento de açúcar no sangue (glicemia elevada). Então o organismo consome gorduras e proteínas para obter energia.

Existem dos tipos de diabete conhecidos:

Diabete Tipo 1 (Insulinodependente)

A diabete tipo 1 ou "insulinodependente" é aquela que requer a administração diária de insulina para seu controle adequado.

Esta forma clínica de diabete se apresenta com maior freqÿência em crianças e adultos jovens, e se produz porque as células do pâncreas (células insulinoprodutoras), que normalmente fabricam a insulina, não fazem seu trabalho ou produzem quantidades insuficientes do hormÿnio. Em pessoas com predisposição para desenvolver este tipo de diabete, infeções virais ou o próprio sistema imunológico do organismo (sistema de defesa contra a infeção) podem atacar as células insulinoprodutoras do pâncreas e alterar a secreção da insulina.

Geralmente, os sintomas aparecem de forma inesperada.

Os mais comuns são: cansaço ou debilidade, apetite exagerado (polifagia), sede intensa (polidipsia), micção freqÿente (poliúria), visão distorcida ou mudanças na visão. Todos esses sintomas são secundários ao aumento de glicose no sangue (hiperglicemia).

A perda súbita de peso indica níveis baixos de insulina, e sua presença junto aos outros sintomas deve alertar sobre a necessidade de iniciar o tratamento. O tratamento consiste na associação de um plano de alimentação adequado, exercício físico e aplicação de insulina, cuja dose e freqÿência de injeções serão determinadas pelo médico em cada caso particular.

Diabete tipo 2 (não insulinodependente)

A diabete tipo 2 ou "não insulinodependente" afeta habitualmente adultos obesos com mais de 40 anos. Esta é a forma clínica mais comum (90% do total de diabéticos).

No tipo 2, as células insulinoprodutoras do pâncreas produzem insulina, mas o organismo não pode utilizá-la adequadamente. Há insulina, mas as células parecem não reconhecê-la, e a glicose não pode entrar nos tecidos. Esta incapacidade de usar o hormÿnio de maneira eficaz se chama "insulino-resistência". Nestes casos, o pâncreas é obrigado a fabricar cada vez mais insulina, sem alcançar o efeito normal, o que aumenta o nível de açúcar no sangue (hiperglicemia).

A diabete não insulinodependente é uma doença hereditária.

Herda-se a predisposição para desenvolvê-la, e diversos fatores a desencadeiam, tais como:

Infecções
Intervenções cirúrgicas
Gravidez
Menopausa
Emoções

A obesidade deve ser destacada como um fator que precipita a diabete, por produzir insulino-resistência. Uma pessoa que tenha parentes diabéticos possui predisposição, portanto deve evitar o excesso de peso.

O início da doença é lento, apresenta os mesmos sintomas que a diabete tipo 1, mas geralmente mais leves. Isto explica por que, tanto para o paciente quanto para o médico, o diagnóstico é mais difícil.

A maioria dos diabéticos não insulinodependentes podem alcançar um bom controle metabólico com um plano de alimentação (alcançando o peso ideal) e exercícios físicos. Em alguns casos é necessário agregar ao tratamento medicamentos orais (hipoglicemiantes orais). A aplicação de insulina se reserva para situações especiais, como perda de peso, gravidez, intervenções cirúrgicas, infecções ou outras doenças que possam interferir no controle da glicemia.

Diabete Gestacional

É a diabete que se desenvolve durante a gravidez e desaparece com o parto. Seu diagnóstico e tratamento são importantes para se ter uma gravidez normal.

Deve-se considerar que 50% das mulheres que apresentam diabete gestacional terão diabete no futuro.

As complicações crÿnicas da Diabetes Mellitus não são exclusivas de nenhum tipo da doença em especial.

A alteração em órgãos como os olhos, rins, pés etc. depende do controle habitual da glicemia e não do tipo de diabete.

O objetivo do tratamento é alcançar um bom controle metabólico, isto é, a utilização adequada da glicose. Desta forma evita-se grande parte das complicações que a longo prazo podem alterar a qualidade de vida, tanto do diabético insulinodependente como do não insulinodependente.

Porque o autocontrole do sangue?

Porque se você tem diabete, a única forma de manter sua glicose dentro dos níveis normais é fazendo suas próprias análises. Assim, de acordo com os resultados, você poderá adotar ações imediatas baseadas nas recomendações de seu médico.

Quais são as vantagens do autocontrole da glicose no sangue?

É mais preciso do que o teste de urina.
O nível exato de glicose pode ser determinado a qualquer momento.
Níveis altos ou baixos de glicose podem ser identificados rapidamente.
Um teste de glicose no sangue não depende de que o rim elimine na urina o excesso de glicose existente no sangue.
Os testes de glicose no sangue lhe ensinarão mais sobre a diabete e como controlá-la.
Se você mantiver os níveis de glicose no sangue dentro dos níveis normais, pode evitar problemas sérios nos olhos, nos rins, nos pés e nas pernas.
Um teste de glicose no sangue não necessita tanta privacidade quanto um teste de urina.

O que acontece com o teste de urina?

O objetivo do tratamento e do programa de controle é manter a glicose dentro dos níveis normais ou perto deles. Antes, os diabéticos somente podiam controlar sua glicose com testes de urina, mas esse teste não indica o nível exato de glicose no sangue. Agora, pode-se fazer uma medição direta da glicose no sangue em casa, em vez de no hospital ou no laboratório. Porém, seu médico ainda pode precisar que se realize algum teste de urina, sobretudo para controlar as cetonas, quando a glicemia é superior a 200mg.

O que preciso fazer para começar com o programa de autocontrole?

Precisa assumir um compromisso pessoal, porque você estará fazendo algo todos os dias para cuidar da sua saúde. Fale com o seu médico e diga-lhe que quer saber tudo sobre a diabete e o autocontrole do sangue. Somente você e seu médico podem determinar quantas vezes por dia vai precisar realizar o autocontrole do sangue. Você vai precisar fazer o controle em diversos momentos do dia, uma vez que seu objetivo é manter o nível de glicose dentro nos valores normais durante 24 horas. Terá que levar um registro de todos os resultados a cada consulta médica. Ele poderá revisar as informações e, com base nelas, ajustar o tratamento e o programa de autocontrole.

Como medir o conteúdo de açúcar no sangue?

O primeiro passo para determinar o conteúdo de açúcar no seu sangue é obter uma gota de sangue. A maioria das pessoas faz isso picando um dedo com um dispositivo de lanceta. Há dois métodos diferentes que você pode usar para medir a quantidade de açúcar que há numa gota de sangue.

Estes métodos são:

a) A prova visual
b)
A prova com medidor

Estes métodos são descritos a seguir. Há muitas coisas a serem consideradas ao selecionar o método ou o instrumento mais adequado para você. Seu médico pode ajudá-lo, já que conhece seu caso e os muitos sistemas de prova que existem.

Prova Visual

A prova visual se realiza com pequenas fitas plásticas. Estas fitas têm uma pequena bolha em uma das extremidades. As substâncias químicas na bolha mudam de cor ao entrar em contato com o açúcar. Os resultados nas fitas de prova visual são precisas se você pode notar pequenas diferenças entre vários tons de cor.

Para fazer a prova do sangue com uma fita visual, aplique uma gota de sangue na bolha da fita e siga as instruções da caixa. Espere o tempo indicado nas instruções. Se o tempo indicado não for observado, o resultado da prova será incorreto. Em seguida, compare as cores da bolha com as cores na caixa de fitas.

A tabela de cores indicará os limites do nível de açúcar no sangue nesse momento. Por exemplo, a tabela pode indicar que o nível de açúcar no sangue está entre 80 e 120mg/dl ou entre 180 e 240mg/dl.

Provas com o medidor

As provas com o medidor proporcionam uma maneira mais exata de determinar o nível de açúcar no sangue. Os medidores usam fitas muito parecidas às utilizadas nas provas visuais, mas a mudança de cor da fita de prova pode ser observada com maior exatidão. Cada um tem seu próprio método de uso. O método correto de cada medidor deve ser usado para que qualquer medidor dê resultados precisos do nível de açúcar no sangue. Por exemplo, cada máquina usa apenas um tipo de fita ou de cartucho. Alguns medidores requerem que você controle o tempo de duração da prova e que limpe ou seque a fita, enquanto outros não. E existem outras diferenças. As respostas às seguintes perguntas podem ajudá-lo a selecionar um medidor que satisfaça suas necessidades.

É fácil de usar?

Peça a alguém para lhe mostrar como funciona. Prove-o você mesmo se for possível. Os botões são fáceis de usar? Você entende as etapas? As reposições são facilmente obtidas? O tamanho do medidor é adequado para você? Pode ver os números na tela com facilidade? O medidor tem "memória" para se manter atualizado nas leituras do açúcar no sangue? O medidor tem sinal sonoro que indique as etapas a seguir?

Como manter o registro

Você terá mais vantagens das provas de sangue se mantiver um bom registro dos resultados. Estes registros ajudarão você e seu médico a descobrir problemas no plano de cuidados de sua diabete. Seus planos de alimentação, atividade e medicamentos podem ser adaptados, caso seja necessário, para corrigir problemas com o controle do açúcar no sangue. Use o diário de autocontrole da diabete ou qualquer caderno pequeno para registrar os níveis de açúcar no sangue. Não se esqueça de levá-lo a todas as consultas que tiver com o seu médico.

Os resultados têm maior utilidade quando se registra:

A data
A hora de cada prova
O resultado de cada prova
A hora em que você se injetou com a insulina ou tomou a pastilha para a diabete
Os tipos e as doses de insulina ou as pastilhas para a diabete
Os resultados das provas cetonas

Qualquer coisa especial ou diferente que possa ter afetado o açúcar do sangue (atividade física adicional, não ter almoçado etc.) Horários para as provas de açúcar no sangue.

Com quanta freqüência deve-se verificar o açúcar no sangue?

A resposta a esta pergunta depende de suas próprias necessidades. Muitas pessoas necessitam verificar o açúcar do sangue de 4 a 6 vezes por dia. Isso é recomendado para os que se aplicam duas ou mais injeções de insulina por dia, os que utilizam bombas de insulina, as diabéticas grávidas, qualquer diabético que sofra de outra doença e as pessoas que tenham problemas com níveis inesperados ou baixas pronunciadas de açúcar no sangue. Pode ser que outras necessitem verificar seu nível de açúcar no sangue com menos freqÿência. Seu médico pode ajudá-lo a organizar um horário de provas que se adapte à sua diabete e a seu estilo de vida.

O açúcar do sangue se mede usualmente antes do café da manhã, antes do almoço, antes do jantar e antes de dormir. Esta última prova se faz antes de comer algo, se for o caso. Para ver se existe uma boa correspondência entre sua dieta e sua medicação, faça uma prova ocasional do sangue duas horas depois de comer.

Meça o açúcar mais vezes do que o usual, pelo menos quatro vezes por dia, quando estiver doente ou sujeito a uma tensão fora do comum, ou quando sua rotina diária mudar. Fale com seu médico sobre a freqÿência com que planeja fazer a prova de seu nível de açúcar no sangue. Converse sobre que tipo de horário é prático para você.

Dez conselhos uteis:

1. Conheça os níveis de glicose do seu sangue. Verifique-os com regularidade.
2.
Descubra qual o seu peso ideal e mantenha-o.
3.
Siga uma dieta com pouco açúcar.
4.
Aplique sua insulina ou tome seus medicamentos, na forma que o seu médico aconselhou.
5.
Não se esqueça de visitar seu médico periodicamente (a cada dois a quatro meses).
6.
Siga os conselhos de seu médico sobre dieta, exercícios, medicamentos e controle.
7.
Leve sempre com você o cartão que o identifica como diabético; ele será muito útil em caso de queda brusca do nível de açúcar no seu sangue.
8.
Se usa insulina, tenha sempre à mão uma dose, açúcar, fruta ou glicose para o caso de hipoglicemia.
9.
Não se esqueça de seus controles. Isso melhorará sua qualidade de vida.
10.
6% da população é diabética, e metade não sabe disso. Ajude a detectá-los.

Fonte: www.homeandhealthbrasil.com

Diabetes

É uma deficiência do organismo no aproveitamento do açúcar decorrente de defeitos na secreção e/ou ação de um hormônio produzido pelo pâncreas chamado insulina.

Quais são os tipos?

Tipo I ou Insulino Dependente: É mais comum em crianças e em adultos jovens. Este tipo faz uso de insulina.
Tipo II ou Insulino Não Dependente:
Ocorre mais em adultos e idosos, principalmente com peso acima do normal (obesos). Este tipo faz uso de medicamentos orais (hipoglicemiantes). Se não controlado, pode ser associado ao tratamento a insulina.

Fatores de Risco

Hereditariedade
Obesidade
Sedentarismo
Infecções, cirurgias
Traumas, problemas emocionais
Gravidez
Medicamentos

Quais os Sinais e Sintomas?

Fome e sede intensas
Urina em excesso
Cansaço, fraqueza e desânimo
Emagrecimento
Dores nas pernas
Visão turva
Infecções freqüentes
Cicatrização difícil

Quais os Sinais e Sintomas?

Hiperglicemia

É o aumento da glicose no sangue. Pode ocorrer devido a estresse, redução dos exercícios habituais, cirurgias, aumento no consumo de alimentos e uso de alguns medicamentos (Ex: corticóides e alguns quimioterápicos).

Hipoglicemia

É a diminuição da taxa de glicose sangüínea. Pode ocorrer devido ao consumo reduzido de alimentos, fracionamento inadequado das refeições, uso de bebidas alcoólicas, exageros nas atividades físicas.

Sintomas

Tontura, visão turva, sensação de desmaio, suores frios.

Observação: Nestes casos procurar serviço médico urgente.

Alimentação

A dieta do diabético deve manter a glicose no sangue o mais próximo possível do nível fisiológico normal afim de prevenir ou retardar o desenvolvimento e progressão de complicações cardiovasculares renais, oculares e neurológicas.
Utilizar carnes magras, leite desnatado e queijos magros.
Cozinhar com óleos vegetais (milho, oliva, girassol, arroz, gergelim).
Substituir açúcar por adoçante.
Aumentar o consumo de fibras (frutas, preferencialmente com casca ou bagaço, verduras, cereais integrais), pois retardam o esvaziamento gástrico e também diminuem a absorção da glicose.
Não abusar do sal de cozinha (o excesso de sal pode aumentar a pressão sangüínea) e alimentos ricos em sódio como embutidos e frios, enlatados e temperos prontos.
É importante considerar o horário das refeições, composição da dieta, seu conteúdo energético e atividade física de acordo com suas necessidades.
Deve-se fracionar as refeições.
Variar os alimentos utilizados, escolhendo sempre tipos de verduras, legumes e frutas, diversificando e garantindo assim o fornecimento de vitaminas e minerais.
Manter o seu peso ideal (estipulado pela nutricionista)

Evitar:

Açúcar, doces, balas e refrigerantes não dietéticos.
Gorduras dos alimentos de origem animal (laticínios integrais, manteiga, carnes gordas, lingüiças, etc), prevenindo-se contra doenças cardiovasculares.
Bebidas alcoólicas e fumo.
Cautela no uso de produtos dietéticos. Nem todos os produtos são apropriados aos diabéticos.
Alimentos "DIET" são aqueles isentos de açúcar, sódio, gorduras, colesterol ou aminoácidos. Aqui se encontram os alimentos para emagrecer e alimentos para dietas com restrição a um desses componentes.
Alimentos "LIGHT" são aqueles com teor reduzido de colesterol, açúcar, gordura, calorias, proteínas ou aminoácidos, com exceção dos alimentos ricos em fibras.
Os adoçantes a base de ciclamato, sacarina, aspartame e stevia são recomendados. Os adoçantes a base de frutose e xilitol podem interferir na taxa de glicose. O adoçante a base de sorbitol pode favorecer as complicações do diabetes.
Observar a composição contida no rótulo destes produtos. Não utilizar produtos que contenham sacarose ou glicose.

Fonte: www.hcanc.org.br

Diabetes

SINTOMAS DO DIABETES

Apesar dos sintomas, muitas pessoas adultas têm diabetes e não sabem.

Diabetes Tipo I

Aumento do número de vezes de urinar: Poliúria.
Sede excessiva: Polidipsia.
Excesso de fome: Polifagia.
Perda rápida de peso.
Fadiga, cansaço e desânimo.
Irritabilidade.

O Diabetes Tipo II pode apresentar os mesmos sintomas que o Diabetes Tipo I, freqüentemente menos intenso.

O Diabetes Tipo II ainda apresenta os seguintes sintomas:

Infecções freqüentes.
Alteração visual (visão embaçada).
Dificuldade na cicatrização de feridas.
Formigamento nos pés. - Furunculose.

Os sintomas muitas vezes são vagos como formigamento nas mãos e pés, dormências, peso ou dores nas pernas, infecções repetidas na pele e mucosas.

TRATAMENTO do diabetes

O diabetes tem tratamento e pode ser controlado. Hoje temos evidências de que a manutenção da glicemia normal, ou próximo do normal, leva ao desaparecimento dos sintomas e previne complicações. Assim, a qualidade de vida da pessoa é restabelecida e sua produtividade no trabalho é normal.

A cura está sendo fomentada através de varias linhas de pesquisas com resultados preliminares promissores. Como ainda são pesquisas, necessitam portanto de mais tempo para comprovação dos resultados e de segurança, não estando aprovadas para a indicação clínica.

Em condições especiais, alguns pacientes podem ser submetidos a transplantes de pâncreas ou receberem implantes de células betas. Nestas condições, são obrigados a usar drogas imunossupressoras para o resto de suas vidas, convivendo com os benefícios e os ônus destas terapêuticas.

O tratamento compreende dois conjuntos de medidas:

As medidas não medicamentosas e as medicamentosas. O primeiro conjunto é representado por um plano alimentar, um plano de atividade física e um plano de educação com informações sobre saúde e diabetes.

Todos devem ser individualizados. Quando após estas medidas, o controle adequado do diabetes não foi obtido, estão indicadas as medidas medicamentosas com os comprimidos orais e a insulina.

Os portadores de diabetes tipo I, já no início, devem usar insulina juntamente com as medidas não medicamentosas, o que envolve o uso de seringa e agulha, caneta de insulina, ou pode ser fornecida por uma bomba de insulina.

Bombas de insulina são usadas junto ao corpo em um cinto ou no bolso. Elas liberam insulina por meio de um tubo que a conecta a uma agulha colocada sob a pele e quantidades extras de insulina necessárias antes das refeições, dependendo do nível de glicose no sangue e da refeição.

A necessidade de insulina é diferente para cada pessoa e deve ser adequada ao estilo de vida e tipo de atividade física.

A terapia deve ser monitorada pelo paciente através de testes de glicemia com aparelhos glicosímetros e com o tratamento intensivo com várias doses de insulina ao dia, seguindo orientação de um médico endocrinologista.

O paciente portador de diabetes tipo II faz o tratamento medicamentoso quando necessário. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e deve ser individualizado.

Usam-se hipoglicemiantes orais e, eventualmente haverá necessidade de introdução de insulina nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

Novas Terapias no Diabetes Tipo 2

Diferentes estudos têm demonstrado a relação entre a magnitude e tempo de hiperglicemia e o aparecimento de complicações crônicas do diabetes.

Além disso, a manutenção do bom controle glicêmico tem se mostrado efetivo tanto no diabetes tipo I como no tipo II, reduzindo ou retardando o desenvolvimento destas complicações, permitindo assim, uma maior longevidade e qualidade de vida para o pacientes diabéticos.

No tipo II as estratégias terapêuticas diferem do tipo I em função das características fisiopatológicas específicas do tipo II:

1) A deficiência secretória da célula pancreática é usualmente parcial e gradativa, variado com o tempo de doença;
2)
Uma menor sensibilidade tecidual hepática e periférica à ação da insulina (resistência à insulina) e
3)
um aumento da secreção hepática de glicose.

Portanto, no diabetes tipo II diversos agentes farmacológicos orais, além do tratamento substitutivo com a insulina endógena, podem ser utilizados:

Hipoglicemiantes/Antidiabéticos Orais

Recentemente um grupo de cientistas ingleses encerrou uma das maiores e mais longas pesquisas mundiais sobre o tratamento por via oral do diabetes tipo II. O estudo, que durou mais de 15 anos, acompanhando cerca de 5.200 pacientes, testou todas as opções de hipoglicemiantes e antidiabéticos orais e os resultados no organismo.

Para a tranqüilidade de médicos e pacientes do mundo inteiro, a conclusão foi positiva. Todos os medicamentos existentes no mercado têm efeitos benéficos, reduzindo bastante o número de complicações.

Os tipos mais conhecidos são as sulfoniluréias (que aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas), as biguanidas (que aumentam a sensibilidade do organismo à insulina já produzida) e a acarbose (que torna mais lenta a absorção da glicose no intestino, dando tempo ao organismo para manter a glicemia normal).

Além destes três tipos básicos surgiram recentemente, os sensibilizadores de insulina de última geração chamados thiazolidinedionas, cujo representante mais conhecido é o troglitazone (ainda não disponível no mercado brasileiro), que tem um mecanismo de ação diferente.

O tratamento via oral está indicado para o diabético tipo II, porque este paciente ainda produz insulina. No momento não há evidências que justifiquem o uso de antidiabéticos orais no diabético tipo I, cujo organismo não produz nenhuma insulina, embora não se possa descartar a possibilidade de uso no futuro.

A escolha do antidiabético a ser usado ocorre de acordo com as características de cada um. Um paciente obeso, por exemplo, irá se beneficiar mais de um antidiabético do tipo biguanida, porque ela não atua promovendo maior secreção de insulina, ou seja, não contribui para o aumento de peso.

Ao contrário, provoca até uma certa falta de apetite (um dos efeitos colaterais), reduzindo o ganho de peso e facilitando o controle do diabetes.

A acarbose seria reservada para aqueles pacientes que tem uma elevação muito significativa da glicemia, logo após as refeições. Pelo fato da acarbose atuar tornando mais lenta a absorção dos carboidratos, isso faz com que esses níveis aumentem devagar no sangue e, com isso, permite que a insulina atue de maneira progressiva. Os outros pacientes sem estas características iniciariam com as sulfoniluréias.

Todo diabético que começa seu tratamento por via oral pode, ao longo do tempo, evoluir para a necessidade de usar insulina. Neste caso, inicialmente pode ser útil a associação destes dois medicamentos. Alguns grupos médicos acreditam que se deve iniciar com a insulina noturna, para manter a glicemia estável durante a noite.

À medida que vai ocorrendo a chamada falência secundária à droga oral, ou seja, o antidiabético não consegue mais controlar a glicemia, o médico começa a prescrever insulina associada, até que muitos diabéticos do tipo II passam a usar somente insulina, depois de um longo período de diabetes.

Importante ressaltar que, qualquer que seja a opção adotada pelo médico, existe uma redução significativa dos riscos de complicações crônicas desde que a glicemia seja mantida o mais próximo possível dos limites normais. Até recentemente, muitos ainda acreditavam que níveis um pouco elevados de glicose não representavam problema. Atualmente o objetivo do tratamento é manter a glicemia semelhante à de pessoas não diabéticas.

Tipos de insulina são usados no tratamento do diabetes

São usadas insulinas de origem animal, como as retiradas dos pâncreas de boi e porco; as insulinas humanas fabricadas através de bactérias previamente preparadas; e as mistas (mistura de insulina bovina e suína).

Quanto ao tempo de ação do efeito redutor do açúcar no sangue (glicemia), as insulinas são separadas em: de ação rápida (insulina Regular com aspecto transparente, semelhante a água potável), de ação intermediária (insulina HPH ou Lenta com aspecto leitoso) e de longa duração (também com aspecto leitoso).

Nos últimos anos, surgiram os análogos da insulina humana, fabricados através da engenharia genética, alguns a com sua função redutora do açúcar muito rápida e outros com esta função mais demorada.

Detecção

O diabetes pode ser detectado através de testes simples que pesquisam a presença de açúcar na urina ou que avaliam a quantidade de açúcar no sangue.

Mas o diagnóstico deve ser comprovado através do exame laboratorial de sangue (glicemia), que pode ser realizado em três condições:

1- Com glicemia pela manhã em jejum de pelo menos 8 horas (uma noite) e o resultado igual ou superior a 126mg/dl é sugestivo de diabetes;
2-
Com glicemia 2 horas após sobrecarga com 75g de glicose (a glicose é ingerida com água, após jejum de uma noite e o sangue é colhido 2 horas após para dosagem da glicose), o resultado igual ou superior a 200mg/dl é sugestivo de diabetes;
3-
Com glicemia casual (o sangue deve ser colhido em qualquer horário do dia, sem relação com alimentação) esta glicemia deve ser realizada apenas nas pessoas que estão apresentando quadro clínico sugestivo de diabetes (muita fome, muita sede e muita urina) e o resultado igual ou superior a 200mg/dl é sugestivo de diabetes. Um resultado positivo por qualquer critério acima, deverá ser referendado nos dias subsequentes por uma nova glicemia de jejum ou 2 horas pós-sobrecarga.

Valores referência de glicemia

O Valor de glicemia normal de 70 a 110 mg/dl em jejum oral de 8 horas. Os Valores intermediários entre 110-126 mg/dl devem ser mais bem investigados com outros testes para afastar o diagnóstico de diabetes. É aceitável a glicemia pós-prandial (após refeição) de 140mg/dl.

Pacientes acima de 45 anos com história de obesidade e alteração de colesterol e parentes com diabetes devem realizar o teste de glicemia de jejum pelo menos entre 1 a 3 anos.

O que é hipoglicemia?

Hipoglicemia ou crise insulínica é a queda rápida do açúcar no sangue. Se prolongada, pode levar o diabético ao coma. Os sintomas da hipoglicemia são sudorese, tremores, dor de cabeça, visão turva, fala arrastada, irritabilidade, nervosismo, confusão mental, convulsões e perda da consciência.

Esta condição aparece quando o teor de insulina é superior as necessidades do momento, como na seguinte situação: aplicou insulina pela manhã e logo em seguida saiu para o trabalho sem ter comido nada. Horas depois no trabalho, passou mal com desmaio.

O que é hiperglicemia?

Hiperglicemia é o aumento do açúcar no sangue. Seus sinais e sintomas são os mesmos descritos no item "quais são os sintomas do diabetes?".

Complicações agudas na hipoglicemia:

Sintomas: suor frio, fraqueza, palidez, dor de cabeça, palpitação, tremores, visão turva, sensação de fome, irritabilidade, mudança de comportamento.

O que fazer?

Beba um copo de refrigerante não dietético, suco ou de água com açúcar.

Em caso de perda de consciência: Não ofereça nada via oral nem aplique insulina; Procure o serviço médico mais próximo.

Complicações agudas na hiperglicemia

Sintomas: aumento da sede e volume urinário, fraqueza e dores generalizadas, perda de apetite, náuseas, vômitos e respiração acelerada.

O que fazer?

Beba líquido sem açúcar. Procure atendimento médico.

Complicações crônicas

Acometem as pessoas que não controlam bem o diabetes, levando à perda da visão, problemas renais, circulatórios, diminuição e perda da sensibilidade e impotência sexual. Portanto, quando o controle do diabetes não é adequado, a pessoa pode apresentar as complicações conseqüentes do açúcar elevado no sangue.

No diabetes tipo I, a elevação aguda do açúcar pode acarretar transtornos metabólicos como o emagrecimento, a desidratação, que nos casos mais graves, sem tratamento, pode evoluir para o estado de coma, com perda dos sentidos. É o coma diabético. Alguns pacientes com diabetes tipo II, com pouca produção de insulina ou que tenham uma doença grave associada, como uma pneumonia, podem também desenvolver este quadro.

As principais complicações são aquelas que aparecerão no curso dos anos de evolução do diabetes. São as complicações dos vasos sangüíneos como o infarto no coração; o aumento da pressão arterial; o derrame ou a isquemia cerebral; o pé diabético; as lesões dos rins com insuficiência renal; as lesões dos nervos com aparecimento de dor; as paralisias; as lesões dos olhos com a catarata e, principalmente, a retinopatia diabética que pode levar a redução e até a perda da visão.

Estas complicações que surgem em decorrência do não tratamento ou do tratamento irregular do diabetes, são responsáveis por aumento do número de consultas, exames, internações, cirurgias e outros procedimentos médicos.

Elas aumentam a incapacidade laborativa provisória ou permanente da pessoa com diabetes, e são causadoras de um enorme impacto econômico e social em nosso meio. O mais importante é que todas estas complicações podem ser evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do diabetes.

Prevenção do diabetes

1º) Controlar bem seu diabetes

Há relação estreita entre o mau controle da glicemia e o desenvolvimento da microangiopatia. Mantenha a taxa de glicose próxima do normal.

2º) Não abusar do consumo de proteínas de origem animal na sua alimentação

Deverá seguir a orientação de médico ou do nutrologista.

3º) Manter a Pressão Arterial tão baixa quanto for possível

Temos que 125/80 como limite máximo. Cabe ao seu médico estabelecer a terapêutica necessária, porém ao paciente diabético reduzir o consumo de sal e procurar emagrecer, se estiver acima do peso ideal.

4º) Não fumar

Manter os seus níveis de colesterol e triglicérides normais.

5º) Faça exames anuais

Mesmo sem apresentar nenhum sintoma.

6º) Atente para seu estilo de vida

Pratique atividades físicas e faça sua alimentação o mais saudável possível.

DIABETES (ALIMENTAÇÃO)

A alimentação é um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes. Ela deve ser individualizada levando em consideração o estado nutricional do paciente e hábitos de vida, possibilitando o melhor controle metabólico.

Seus objetivos são:

Contribuir para a normalização da glicemia;
Diminuir os fatores de riscos cardiovascular;
Fornecer calorias suficientes para obtenção e/ou manutenção do peso corpóreo saudável;
Prevenir complicações agudas e crônicas.

Atividade física

A atividade física é de fundamental importância e deve estar integrada na vida do paciente diabético devido aos benefícios do exercício à ação da insulina. Ela contribui para a redução da glicemia e da necessidade de insulina e medicamentos, pois ela melhora a captação de glicose pelas células.

COMPLICAÇÕES VASCULARES

Retinopatia diabética:

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira, fazendo parte ao lado das nefropatias, vasculopatias e neuropatias, das complicações mais freqüentes dos pacientes com Diabetes Mellitus que, com o aumento da sobrevida, manifestam progressivamente a doença com maior incidência e gravidade.

A retinopatia diabética apresenta comportamento diferente nos pacientes insulino-dependentes, sendo que o controle metabólico adequado tende a retardar o aparecimento e diminuir a gravidade das alterações fundoscópicas que, no entanto, quando já existentes não se modificam significativamente com a normalização da glicemia.

A associação da hipertensão arterial, nefropatia, gravidez e fumo podem piorar o prognóstico. Como a acuidade visual pode estar preservada temporariamente, mesmo nas formas mais severas da retinopatia, os pacientes devem ser orientados sobre a existência e riscos da doença e que somente o controle oftalmológico periódico pode propiciar sua detecção e tratamentos precoces, com conseqüente melhor prognóstico para preservação da visão.

Todos os diabéticos devem ser submetidos a exame oftalmológico completo com atenção especial à oftalmoscopia direta e indireta e biomicroscopia do fundo do olho com dilatação pupilar. As avaliações deverão ser anuais, quando os resultados forem normais, mas os controles periódicos devem ser complementados com retinografia e realizados em intervalos mais curtos se existirem alterações compatíveis com retinopatia diabética, com ou sem baixa visão.

Complicações da retinopatia diabética

A retinopatia diabética pode ser: tipo simples, caracterizada pela presença de microaneurismas, hemorragias superficiais ou profundas, edema de retina, precipitados lipídicos, exsudatos moles e zonas de não perfusão capilar e tipo proliferativa, caracterizada por neovascularização do disco óptico, retina e/ou vítreo.

Tratamento

Não há evidências de ação eficaz, até o momento, de que qualquer tratamento clínico seja profilático ou curativo através da utilização de diversas drogas, sendo que apenas a fotocoagulação tem mostrado bons resultados na prevenção e terapia de alterações retinianas que predispõem à baixa visual reversível.

O tratamento mais utilizado é a fotocoagulação com raio laser, sendo que as principais indicações são relacionadas à terapia de edema de mácula, da zona de não perfusão capilar, que leva à neovascularização; e da proliferação fibrovascular, que leva à hemorragia e tração vítreo-retiniana.

A maculopatia é mais comum nos pacientes insulino independentes e a neovascularização nos insulino-dependente. O tratamento pode ser cirúrgico através da vitrectomia, quando há hemorragia vítrea persistente e recidivante, ou quando há descolamento tradicional da retina ou distorção da região peri-papilar e do pólo posterior.

Nefropatia Diabética

Os rins são o filtro do nosso organismo. São constituídos por milhões de pequenos vasos que transportam sangue com impurezas que aqui são libertadas e eliminadas através da urina que aqui se forma. Quando no diabetes estes pequenos vasos são lesados em grande quantidade aparece a nefropatia. A sua evolução é lenta e silenciosa. O sinal mais precoce é a perda, acima de valores normais, de proteínas na urina (microalbuminúria).

Inicialmente em quantidades muito pequenas e mais tarde, já em fase não reversível, em grandes quantidades. Se a nefropatia continua a evoluir há acúmulo de produtos antes eliminados, manifestações de fadiga, cansaço e perda do apetite e caminha-se para a insuficiência renal.

Em estados mais avançados, os rins podem mesmo parar de funcionar. Se ambos os rins não funcionam, deverá ser feito o mesmo trabalho que o rim fazia, mas agora artificialmente. É a diálise. Na fase seguinte, e se houver condições e indicação, o diabético pode ser submetido ao transplante renal.

Chama-se microalbuminúria à presença de quantidades mínimas de proteínas (albumina) na urina. Numa pessoa saudável essa quantidade é muito pequena e não ultrapassa, em circunstâncias normais, os 30 miligramas por dia ou 20 microgramas por minuto. No diabético em risco de estar a desenvolver a nefropatia, essa quantidade de albumina na urina está aumentada.

A dosagem da microalbuminúria é a única forma, atualmente conhecida, de detectar a tempo o início da nefropatia diabética e parece ser um marcador de maior taxa de complicações cardiovasculares futuras.

A microalbuminúria determina-se através de uma análise feita na urina. Esta análise é obrigatória em todos os diabéticos adultos e em qualquer criança ou jovem com mais de cinco anos de diabetes e deve ser realizada, no mínimo, três vezes por ano. Para o diagnóstico precoce da nefropatia é necessária a pesquisa de microalbuminúria.

Em primeiro lugar, em face de uma análise de microalbuminúria aumentada ou como se diz por vezes, positiva, é sempre necessário confirmá-la uma segunda vez. Só após 2 pesquisas positivas seriadas, se pode afirmar que existe microalbuminúria.

A presença de microalbuminúria é, sobretudo, um marcador de risco para doença renal e, também, cardiovascular. Significa um aviso para o diabético de que está a caminho da doença renal e que também está em risco de vir a sofrer de doença cardiovascular. Nesta fase inicial não existem, ainda, sintomas de doença. Contudo, é nesta fase que as medidas de prevenção se tornam mais eficazes.

Fonte: www.unimeds.com.br

Diabetes

O diabetes é uma doença em que há aumento da glicemia (açúcar no sangue). Ocorre porque o pâncreas não produz insulina suficiente ou porque a insulina não age bem no organismo.

Como se desenvolve o diabetes?

A glicose (açúcar) vem principalmente dos alimentos, mas o corpo também a produz. Quando nos alimentamos, o pâncreas libera uma quantidade maior de insulina para permitir que a glicose que consumimos durante a refeição sirva como fonte de energia para o organismo, mantendo os níveis de açúcar no sangue normais.

A insulina é um hormônio que age transportando a glicose do sangue (absorvida da alimentação) para dentro da célula, para que sirva como fonte de energia. Trata-se de um hormônio essencial para a sobrevivência.

Perfil de Risco

Tipo 1: Pessoas de todas as idades podem desenvolver diabetes tipo 1, mas ele ocorre, geralmente, em crianças e adultos abaixo dos 30 anos de idade.
Tipo 2:
Vários dados indicam que o diabetes é o resultado de uma combinação de suscetibilidade genética e fatores externos/ambientais. Esses fatores externos são atividade física reduzida e um aumento no consumo de calorias, especialmente gordura.

O impacto da atividade física reduzida e do consumo calórico excessivo no desenvolvimento do diabetes Tipo 2 representa a base para o aumento epidêmico global na prevalência do diabetes Tipo 2. Ele tem tradicionalmente atingido adultos acima de 40 anos, mas está começando a aparecer em crianças também.

São fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes Tipo 2:

História familiar de diabetes Tipo 2
Idade acima de 45
Evidência de tolerância à glicose comprometida
Inatividade Física
Sobrepeso (acima do peso normal)
Diabetes gestacional.

Tipo de Diabetes

Os principais tipos de diabetes são:

Tipo 1

O pâncreas não produz insulina

Ocorre principalmente em crianças e adolescentes, mas adultos também podem ter esse tipo de diabetes. Geralmente são pessoas magras. O tratamento do diabetes tipo 1 é necessariamente feito com insulina.

Tipo 2

É o tipo mais freqüente de diabetes.

A insulina produzida pelo pâncreas não é suficiente ou não age de forma adequada para diminuir a glicemia. É mais comum em adultos e em pessoas que têm familiares com diabetes tipo 2.

Está muito relacionado à obesidade e, por isso, vem atingindo pessoas cada vez mais jovens. Inicialmente, o tratamento pode ser apenas com dieta e exercício físico, mas, com o tempo, provavelmente serão necessários comprimidos, insulina ou a associação dos dois.

Como saber se tenho diabetes?

Através de sintomas, como:

Muita sede.
Urina em excesso.
Muita fome.
Cansaço.
Perda de peso sem explicação.
Visão embaçada.
Coceira no órgão genital femino.
Infecções urinárias freqüentes.
Dificuldade de cicatrização de feridas.
Formigamentos, dormências e dores nas mãos, pernas e pés.

Por que controlar bem o diabetes?

Quando o diabetes não é bem controlado, após alguns anos podem surgir problemas nos olhos, rins, nervos e vasos que podem levar ao prejuízo da visão, perda da função renal, amputação de membros, infarto e derrame. O bom controle do diabetes é fundamental para evitar tais complicações.

Complicações

Agudas
Hiperglicêmia
Hipoglicemia
Crônicas
Microangiopatia
Nefropatia
Retinopatia
Neuropatia Infarto
Macroangiopatia
Derrame
Infarto

Como saber se estou bem controlado?

Avaliação clínica:

Ir ao médico, ao dentista e ao nutricionista

Veja alguns exames laboratoriais que avaliam a glicemia e seu controle:

Glicemia de Jejum de 70 a 110mg/dl
Glicemia 2 horas após as refeições menor que 140mg/dl
HbA1c menor que 7mg/%

Automonitorização

Realizar exame de ponta de dedo (glicemia capilar) e de urina, como orientado pelo seu médico.

Para garantir o bom controle do diabetes, além da glicemia, devemos:

Manter a pressão arterial controlada, reduzindo as chances de infarto e derrame;
Manter o colesterol controlado, evitando problemas no coração;
Manter o peso controlado, reduzindo as chances de desenvolvimento de outras doenças, como a hipertensão arterial, por exemplo.

Tratamento Tipo 1

É fundamental a compreensão do tratamento

No diabetes tipo 1, como o pâncreas não produz insulina, e este é um hormônio essencial à vida. O tratamento é necessariamente com reposição de insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Por ser uma proteína, ela não pode ser ingerida por via oral, pois, nesse caso, seria digerida pelas enzimas do aparelho digestivo.

Para o controle adequado são necessárias tanto uma insulina de ação lenta (controla a glicemia de jejum) quanto uma insulina de ação rápida (controla a glicemia após a refeição).

Principais tipos de Insulina

Insulina NPH: É uma insulina de ação basal. Começa a agir horas após a aplicação (veja a curva acima). É usada para controlar a glicemia nos períodos em que não estamos nos alimentando (basal), como durante a madrugada. Por isso pode ser utilizada antes de dormir em uma dose única e, freqüentemente, são necessárias mais de uma dose, principalmente no diabetes tipo 1. Para o controle de glicemia pós-prandial, a insulina de ação mais prolongada, como a NPH, deve ser associada à insulina de ação rápida ou ultra rápida.

Regular

É uma insulina de ação rápida, que age controlando a glicemia após a refeição. Como tem um pico de ação um pouco retardado, deve ser injetada, no mínimo, meia hora antes das refeições. Seu pico de ação ocorre, aproximadamente, 3 horas após a aplicação.

Insulina Asparte

É um análogo de insulina que tem ação ultra-rápida, com pico de concentração rápido, cerca de 1 hora após a aplicação. Portanto, pode ser aplicada imediatamente antes ou até mesmo após as refeições. Por ter uma ação mais curta que a Insulina R (regular), a Insulina Asparte possibilita maior segurança, com menor risco de hipoglicemia tardia após a aplicação, ou seja, entre as refeições.

Insulina Bifásica

Trata-se de uma insulina que tem dois componentes em sua fórmula, um de ação basal N (NPH) (70% do total) e outro de ação ultra-rápida (30% restantes). Portanto, quando se aplicam, por exemplo 10 Ul dessa insulina, na verdade estão sendo administradas 7 Ul de insulina N e 3 Ul de insulina Asparte. Possibilita, portanto, maior conveniência, pois não é necessário que se prepare a mistura antes da administração. Pode ser administrada uma, duas ou três vezes ao dia (cada refeição), dependendo do caso de cada paciente.

Para cada paciente, uma determinada insulina é mais adequada. Essa é uma decisão do médico, de acordo com cada caso. O importante é a busca do bom controle glicêmico.

Sistemas de Aplicação de Insulina

Seringas

Dor
Inconveniência
Sangramento
Constrangimento
Incerteza
Complicação

Caneta

Suavidade
Conveniência
Higiene
Conforto
Precisão
Facilidade

Tratamento Tipo 2

No diabetes tipo 2 há uma combinação de insuficiência de secreção de insulina pelo pâncreas com um aumento na resistência à sua ação. Inicialmente o tratamento do diabetes tipo 2 pode ser apenas com dieta e exercício físico, mas, com o tempo, provavelmente serão necessários comprimidos, insulina ou a associação dos dois.

Alguns comprimidos agem aumentando a secreção de insulina. Outros, diminuindo a resistência à ação desse hormônio. Às vezes, o diabetes tipo 2 é descoberto por acaso e pode estar muito descontrolado, já necessitando de insulina desde o início.

Esse é o caminho natural do tratamento e usar insulina não significa piora ou agravamento do diabetes.

Comprimidos (Antidiabéticos Orais ou Hipoglicemiantes Orais)

Os comprimidos são freqüentemente usados em combinação com outros hipoglicemiantes, principalmente quando têm mecanismos de ação diferentes. Podem, também, ser associados à insulina.

Glinidas

Comprimidos que estimulam a secreção de insulina de maneira imediata e, portanto, são tomadas nas refeições imitando a fisiologia. Sulfonilréias São comprimidos que têm ação prolongada, induzindo o pâncreas a um trabalho extra, estimulando a secreção de insulina durante todo o dia, sendo normalmente usados uma ou duas vezes por dia. Metformina e Glitazonas São comprimidos que agem diminuindo a resistência à ação da insulina. Acarbose São comprimidos que agem retardando a absorção de carboidratos da refeição.

Fonte: www.novonordisk.com.br

Diabetes

O diabetes mellitus é uma doença caracterizada por uma deficiência de insulina causando um aumento da glicose. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, um órgão localizado no abdome logo atrás do estômago. A ação principal da insulina é levar a glicose do sangue para dentro das células. Quando existe uma diminuição da produção ou um comprometimento da ação da insulina, a glicose acumula no sangue e começa a provocar os sintomas do diabetes.

O diabetes é muito frequente?

Sim. Hoje se estima que 7,6% da população é portadora de diabetes e, o que é mais preocupante, quase a metade não sabe que possui a doença. No mundo inteiro, há pelo menos 130 milhões de diabéticos e a expectativa é que em 2025 este número chegue a 300 milhões.

Este aumento da incidência do diabetes está relacionado ao maiornúmero de pessoas com excesso de peso e obesidade, ao crescente sedentarismo, à maior expectativa de vida da população em geral e à maior sobrevida dos pacientes diabéticos.

Quais são os tipos de diabetes?

Os principais tipos de diabetes são o tipo 1, o tipo 2 e o diabetes gestacional.

O diabetes tipo 1 aparece geralmente antes dos 30 anos e existe uma deficiência quase completa de insulina. Anticorpos do próprio organismo promovem uma destruicão progressiva das cúlas que pdoÉ causado por uma destruição das células do pâncreas. Representa aproximadamente 10% dos diabéticos.

O diabetes tipo 2 aparece geralmente após os 40 anos, tem forte fator hereditário e frequentemente está associado à obesidade e ao sedentarismo.

Neste tipo, a insulina pode estar até aumentada mas não funciona adequadamente: é o que chamamos de resistência à insulina. Representa aproximadamente 90% dos casos de diabetes.

O diabetes gestacional é uma situação transitória que ocorre apenas durante o período da gestação devido aos hormônios da gravidez que aumentam a glicose e diminuem a ação da insulina. Na grande maioria dos casos, a glicose normaliza após o parto.

Quais são os sintomas do diabetes?

O excesso da glicose no sangue e na urina provocam os principais sintomas do diabetes: perda de peso, beber muita água e urinar muito. No diabetes tipo , estes sintoams aparecem de maneira abrupta e intensa podendo até chegar ao coma se não tratado rapidamente. No diabetes tipo 2, os sintomas ocorrem de maneira lenta. Outros sintomas frequentes são visão turva, tonturas, fraqueza, impotência e dormências.

Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Através da dosagem de glicose pelo exame de sangue . Uma glicose de jejum maior que 126 mg% ou uma glicose ao acaso acima de 200 mg% confirmam o diagnóstico de diabetes.

Como é o tratamento do diabetes?

O tratamento do diabetes se apóia em quatro pilares principais:

Dieta
Exercício físico
Medicamentos
Educação do paciente.

Na dieta é recomendável uma alimentação balanceada evitando os açúcares de absorção rápida. Os exercícios físicos ajudam a diminuir a glicose e melhoram a a ação da insulina nas células.

Os medicamentos, quando necessários, podem estimular a produção de insulina pelo pâncreas, melhorar a ação da insulina já existente ou ainda diminuir a absorção intestinal da glicose.

Nos diabéticos tipo 1, é necessária a aplicação de injeções de insulina tendo em vista que a produção de insulina pelo pâncreas está muito reduzida. E, por último, a educação do paciente, que envolve os cuidados que o diabético deve aprender em relação ao diabetes, sobretudo no que se refere à automonitorização, ou seja, o paciente aprender a medir a sua glicose através de aparelhos portáteis e ajustar a dose de seu medicamento conforme as orientações que recebeu do seu médico.

A insulina precisa ficar na geladeira?

Em situações de estoque e amarzenamento sim. Isto vale para as que estão na farmácia e as que ainda não estão em uso na sua casa. A insulina que está em uso pode ficar à temperatura ambiente desde que não seja exposta a temperaturas excessivas ou à ação direta do sol. Se preferir guardá-la na geladeira, utilize as partes inferiores e retire-a meia hora antes. A insulina não deve ser aplicada gelada pois pode ficar mais dolorosa e, principalmente, NUNCA pode ser congelada.

Como é o controle médico do paciente diabético?

O acompanhamento médico procura não só manter as glicemias em níveis satisfatórios mas também prevenir o aparecimento de complicações crônicas. A glicohemoglobina, ou hemoglobina glicosilada, é um exame também muito útil pois permite avaliar a média da glicose dos dois últimos meses proporcionando uma visão mais panorâmica do controle. Além da glicose, é importante que sejam avaliados sistematicamente a pressão arterial, o peso corporal, os níveis de colesterol e triglicérides além de avaliações periódicas dos pés, dos rins, do coração e dos olhos.

O que é um glicosímetro?

É um aparelho portátil, que mede de maneira confiável a glicose do paciente a partir de uma gota de sangue extraída da ponta do dedo com um aparelho chamado lancetador. A gota de sangue é colocada sobre uma fita reagente descartável e o aparelho calcula em poucos segundos a glicose daquele momento. O glicosímetro é muito útil para que o paciente possa acompanhar a sua glicose em horários diferentes do dia e em situações especiais como febre, doenças, stress e gravidez quando os exames devem ser mais frequentes.

E os adoçantes? São seguros para a saúde?

Sim. Os adoçantes são alternativas valiosas para o controle da glicose pois permitem uma substituição do açúcar ao invés de uma simples restrição e ainda contribuem para a perda de peso em pacientes obesos. Os adoçantes, durante vários anos, têm demonstrado sua grande segurança e seu uso hoje é também permitido para crianças e até para gestantes. Os vários tipos e combinações mais modernas de adoçantes se adaptam às variações individuais de paladar.

Os produtos diet podem ser usados por diabéticos?

Os lançamentos da indústria alimentícia de versões com isenção de açúcar, vem crescendo muito não só no número de alternativas mas principalmente na qualidade e paladar dos produtos. Este fato, evidentemente, contribui para a tratamento (mais nítido nos casos de diabetes em crianças) permitindo um estilo de alimentação com menos restrições. É importante, porém, que seja avaliado com seu médico quais os produtos mais recomendados para o seu caso porque os termos diet e light não se referem obrigatoriamente à restrição de açúcar e sim aos critérios para a modificação daquele alimento. Desta forma, podemos ter produtos diet ou light, que apesar da modificação em sua composição, ainda continuam tendo açúcar em sua composição.

Qual a diferença entre "diet" e "light"?

O termo "Diet" significa que o alimento foi modificado para atender a um tipo específico de dieta como, por exemplo, a substituição do açúcar pelo adoçante para os diabéticos e a retirada da lactose do leite para pessoas alérgicas a lactose. Portanto, o fato de ser diet não significa que não contém açúcar. O termo "Light" indica que o produto tem menos calorias que o produto tradicional como, por exemplo, a maionese light.

O fato de ser light também não indica necessariamente que seja isento de açúcar. A maioria dos alimentos light conseguiram a redução das calorias através da substituição do açúcar pelo adoçante e portanto, são diet e light ao mesmo tempo, como é o caso dos refrigerantes. O importante é acostumar a ler os rótulos dos produtos e adequar as compras ao plano alimentar prescrito pelo médico ou nutricionista.

Quais são as complicações do diabetes?

A glicose alta persistente pode provocar, com o passar dos anos, problemas em vários órgãos do corpo. As principais complicações atingem a circulação, os rins, os olhos e os nervos. O aparecimento destas complicações nos diabéticos pode ser evitado através de um controle rigoroso e um tratamento adequado da glicose.

Existem perspectivas de cura para o diabetes?

Sim. Um pesquisa recente no Canadá conseguiu bons resultados com o transplante apenas das ilhotas pancreáticas em diabéticos tipo 1, em que os pacientes ficaram completamente livres de insulina mas em uso de medicamentos imunosupressores para evitar a rejeição do organismo às ilhotas. Em Belo Horizonte, cirurgiões especializados já estão realizando transplantes de pâncreas (isolados ou em associação com o transplante de rim) com ótimos resultados embora também haja a necessidade do uso dos imunossupressores.

E o que está para vir em relação ao tratamento?

O diabetes é objeto de estudo de muitos centros de pesquisa e sempre estão sendo lançados medicamentos mais modernos e com menos efeitos colaterais para o tratamento bem como aparelhos mais sofisticados para medição de glicose ou aplicação de insulina. Uma insulina de longa duração e a insulina inalável já estão na fase final de pesquisa e serão, em breve, lançadas no Brasil.

Fonte: www.endocrinologia.com.br

Diabetes

O que é diabetes, como ocorre, quais os principais sintomas?

Se você não é daquelas pessoas iniciadas no assunto diabetes ou se tem dúvidas sobre tais informações, este é o lugar certo para ter noções básicas e corretas do que é o diabetes.

Mas se você já tem essas noções básicas, conheça a nossa seção de cuidados básicos, com dicas simples e fáceis para melhorar sua qualidade de vida.

Além disso, você pode entrar em contato com a Associação de diabetes de sua região, para orientação e informações adicionais.

Noções básicas

O diabetes é uma enfermidade que provoca o aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue por falta absoluta ou relativa de insulina.

Aumento da quantidade de glicose no sangue

Transformamos grande parte dos alimentos que ingerimos em glicose. Essa glicose é transportada no sangue até as células, onde será usada como fonte de energia. Para facilitar esse transporte, nosso corpo produz uma substância chamada insulina. Quando se tem diabetes, o corpo não produz insulina ou não produz o suficiente, ou ainda a insulina produzida não funciona adequadamente. Daí o aumento da quantidade de glicose no sangue.

Alto nível de glicose no sangue: sintomas e conseqüências

Sem a insulina ou com o funcionamento inadequado dela, a glicose vai-se acumulando no sangue e é eliminada na urina. Os sintomas do diabetes são cansaço, perda de peso, sede, necessidade freqüente de urinar e visão turva. Com o tempo, podem surgir sérios problemas nos olhos - levando até à cegueira -, nos nervos, no coração, nos pés, nas artérias e nas veias.

Tipos de diabetes

Diabetes do Tipo I (diabetes mellitus insulinodependente): A falta de insulina ou sua produção insuficiente pelo corpo obriga a pessoa a aplicar insulina. Ocorre com mais freqüência em jovens.
Diabetes do Tipo II (não insulinodependente):
É o caso de pessoas que produzem insulina, que não funciona de forma adequada. Atinge mais os adultos, pessoas com antecedentes familiares de diabetes ou com excesso de peso. Alimentação adequada, exercícios físicos, controle de peso e, em alguns casos, medicamentos, sejam comprimidos ou insulina, ajudam no controle desse tipo de diabetes.

Testes para se detectar glicose no sangue

Os testes mais comuns são:

Colocar uma gota de sangue em um medidor especial.
Teste da urina, usando uma fita especial que, em contato com a urina, acusa a presença de glicose ou cetonas. A presença de cetonas na urina pode significar que o nível de glicose no sangue está descontrolado.
Exame de sangue chamado HbA1C, que mostra o nível médio de controle da glicose sangüínea (glicemia) nos últimos 2 ou 3 meses. É um exame importante para o controle durante o tratamento do diabetes.

De qualquer forma, a indicação sobre o teste mais apropriado deve ser feita pelo médico.

Baixo nível de glicose no sangue - Hipoglicemia

A insulina ou comprimidos, ao mesmo tempo em que ajudam a controlar o diabetes, podem baixar o nível de glicose no sangue, especialmente durante ou depois da prática de exercícios físicos. (Outros fatores que podem levar a esse quadro são a alimentação insuficiente ou o uso de medicamentos em excesso).

Sintomas de baixo nível de glicose no sangue

Os sintomas são tremor, tontura, irritabilidade, sudorese e cansaço. Na presença de alguns desses sintomas deve-se comer ou beber imediatamente algum alimento doce.

Importante: procurar sempre a melhor orientação com o médico, sobre como evitar tais situações devido à hipoglicemia.

Orientações em caso de doença

O diabetes pode ser mais difícil de controlar quando você estiver doente. Nessas ocasiões você deve ter sempre à mão fitas para medir a cetonúria e alimentos especiais para o caso de ter hipoglicemia.

As seguintes orientações podem ajudá-lo(a) a manter o controle do diabetes:

Relate qualquer doença ao seu médico quando ela provocar aumento da glicemia e/ou causar cetonúria. Procure o seu médico logo caso você precise de orientações sobre como tratar a sua doença ou se não houver melhora em 6-8 horas.
Teste a glicemia e as cetonas freqüentemente, ao menos a cada 2-4 horas, até que os resultados estejam normais.
Procure o seu médico para solicitar orientações, especialmente se a glicemia permanecer muito alta (igual ou maior a 250mg/dl) por mais de 6 horas, se a cetonúria durar mais de 6 horas, se você não conseguir ingerir fluídos ou alimentos por mais de 4 horas, se você tiver febre, se a doença durar mais de 24 horas, se você estiver desidratado, se tiver dor abdominal severa ou se tiver outros sintomas inexplicáveis.
Quando falar com o médico tenha em mãos os resultados dos testes de glicemia e cetonas urinárias e a temperatura.
Continue aplicando a insulina, mesmo se você não estiver ingerindo alimentos sólidos ou se estiver vomitando. Sua necessidade de insulina pode permanecer a mesma ou até aumentar se você estiver doente. Caso você tome antidiabéticos orais, continue com a dose normal. No caso de vômitos, procure seu médico. Se a glicemia estiver menor do que 70mg/dL e você ingerir um antidiabético oral pode ocorrer hipoglicemia. Nessa situação, procure o seu médico.
Continue a alimentar-se e ingerir líquidos mesmo se estiver vomitando, se tiver diarréia ou se a glicemia estiver alta. Ingira pelo menos 45-50g de carboidratos a cada 3-4 horas para evitar a hipoglicemia enquanto a insulina elimina as cetonas. Caso os alimentos normais não sejam bem tolerados, tente líquidos contendo carboidratos ou alimentos leves.

Os seguintes alimentos (nas quantidades mencionadas) contêm 15g de carboidrato:

1/2 copo de refrigerantes normais
1/2 xícara de gelatina normal
1 copo de bebida isotônica (do tipo Gatorade)
1 xícara de sopa
1/2 copo de suco de fruta
1 fatia de torrada
6 bolachas cream cracker

Para evitar a desidratação, beba pelo menos 250ml de líquido a cada hora. Caso isso provoque vômitos, limite o líquido a 1-2 colheres de sopa a cada 20 minutos. Líquidos com minerais, tais como caldos e bebidas isotônicas, ajudam a evitar a desidratação.

Limite as suas atividades caso a sua glicemia esteja maior do que 250mg/dL ou a cetonúria esteja aumentada.

Como controlar a glicose

No diabetes, manter a saúde é controlar o nível de glicose no sangue (glicemia). Para se ter uma idéia, a glicemia normal para uma pessoa que não tem diabetes antes de uma refeição é de 70 a 110 mg/dl. Para cada caso, contudo, um médico é quem deverá estabelecer o nível desejável assim como a melhor maneira para o controle das taxas glicêmicas.

Nível de glicose no sangue

Exercícios, alimentos, medicamentos e a tensão afetam o nível de glicose no sangue. Ele pode subir se a pessoa comer demais, se estiver sob muita tensão, se não tomar medicamento suficiente ou se estiver doente.

O médico deve ser informado se a glicemia estiver sempre alta ou se isto ocorre em apenas determinadas horas do dia. Ele também deve ser avisado se surgir algum dos sintomas característicos, como cansaço e sede constantes, excesso de urina ou visão distorcida.

Uma forma muito simples e prática para acompanhar e controlar a glicemia é utilizando uma tabela de controle de glicemia, onde você anota dados sobre o nível do açúcar em seu sangue, em vários períodos ao longo do dia.

Baixo nível de glicose no sangue (menos de 70 mg/dl)

É o tipo de situação que se manifesta geralmente com pessoas que tomam medicamentos para o diabetes e insulina e devem sempre estar atentas às possibilidades de isso ocorrer.

Estou doente. O que faço?

Em caso de doença, o diabético precisa de tratamento especial, que inclui tomar os medicamentos, fazer exame de urina ou de glicemia pelo menos a cada quatro horas.

Se não puder comer, deve tomar bebidas que contenham açúcar.

É necessário entrar em contato com o médico se o diabético não conseguir comer, se estiver vomitando, se tiver diarréia, se o exame acusar a presença de cetonas na urina ou se estiver com o nível de glicose no sangue fora da meta que o médico estipulou.

Automonitorização da Glicemia

As pessoas que têm diabetes devem fazer o possível para deixar seu açúcar no sangue o mais próximo do normal possível. Isso é importante porque pode evitar ou retardar complicações nos olhos, nos rins, nos nervos e nos vasos sanguíneos. Para conseguir um bom controle da glicemia é preciso que o paciente, o médico e todos os profissionais envolvidos no tratamento trabalhem em conjunto. A medicação, a dieta e os exercícios físicos são importantes neste controle. Existem duas formas de checar o controle do diabetes. Aprincipal, é a monitorização da glicemia no sangue. A outra é a pesquisa de cetonas na urina.

MONITORIZAÇÃO DA GLICEMIA NO SANGUE

Esta é a principal forma de checar o controle do diabetes. É possível saber o valor da glicemia a qualquer momento. É muito importante registrar os valores e mostrá-los ao médico nas consultas, assim ele terá uma boa idéia da resposta ao tratamento e poderá fazer mudanças, caso seja necessário.

QUEM DEVE FAZER A MONITORIZAÇÃO DA GLICEMIA?

Todos os pacientes diabéticos terão benefícios com a monitorização da glicemia, mas em alguns casos isso será ainda mais importante.

Veja as situações nas quais a monitorização da glicemia deve ser sempre realizada:

Paciente em uso de comprimidos para diabetes ou insulina
Pacientes em tratamento intensivo com insulina
Gestantes diabéticas
Diabetes de difícil controle
Pacientes que têm hipoglicemias

COMO FAZER A MONITORIZAÇÃO DA GLICEMIA?

O paciente pica o dedo com uma agulha especial, chamada lanceta, e colhe uma gota de sangue que será colocada na fita apropriada para o aparelho de medição, conhecido como glicosímetro. A lanceta pode ser utilizada junto com um lancetador, que facilita o procedimento e o torna menos doloroso. Antes de usar a lanceta, deve-se lavar as mãos com água e sabão. O melhor local para fazer a colheita é na lateral dos dedos, evitando a polpa digital.

O glicosímetro é o aparelho utilizado para “ler” a glicemia do sangue colocado na fita. O valor da glicemia aparece no mostrador digital do glicosímetro. A maior parte dos glicosímetros disponíveis no mercado permite armazenar o valor de várias glicemias e até fazer um download dos resultados no computador.

Os resultados obtidos com os glicosímetros geralmente são precisos.

A maior parte dos erros acontece devido a procedimentos incorretos, tais como:

Limpeza inadequada do aparelho
Utilizar o glicosímetro ou a fita em temperaturas diferentes da temperatura ambiente
Fitas fora do período de validade
Glicosímetro não calibrado para a caixa de fitas em uso
Uma gota de sangue muito pequena
É recomendável fazer um “treino” antes de começar a utilizar o glicosímetro e as fitas. Um educador em diabetes pode ajudar o paciente a fazer este treino.

QUAL É A IMPORTÂNCIA DOS RESULTADOS DAS GLICEMIAS?

A análise dos resultados das glicemias mostrará se o tratamento está sendo eficaz e também dará uma idéia de como a alimentação, o exercício e o estresse afetam os resultados. Um bom controle levará algum tempo. Os resultados não são um julgamento pessoal de sucesso. Maus resultados indicam que algumas mudanças devem ser feitas no tratamento.

EXAMES DE AÇÚCAR E CETONAS NA URINA

A pesquisa de açúcar na urina não é tão acurada quanto a do sangue. Ela só deve ser realizada se a pesquisa no sangue for impossível.

A pesquisa de cetonas na urina é diferente. Esta pesquisa é importante quando o diabetes está mal controlado ou quando o paciente está com outro problema de saúde. Quantidades moderadas ou grandes de cetonas estão presentes na urina quando a gordura está sendo utilizada como fonte de energia. A presença de cetonas na urina é mais comum no diabetes do tipo 1 nas situações em que a quantidade de insulina é insuficiente para que o organismo utilize a glicose como fonte de energia.

Todo paciente com diabetes às vezes precisa checar a quantidade de cetonas na urina.

COMO FAZER A PESQUISA DE CETONAS NA URINA?

O teste também é feito com uma fita apropriada. Para realizá-lo, uma pequena quantidade de urina é coletada em um recipiente limpo e a fita é colocada em contato com esta urina. Após algum tempo (verificar as especificações na caixa), a coloração da fita vai modificar-se e deve ser comparada com as cores mostradas na embalagem. Cada coloração corresponde a um valor aproximado das cetonas na urina. Caso o resultado detecte pequenas quantidades de cetona, um novo teste deve ser realizado após algumas horas para verificar se o problema foi corrigido ou não. Quando o teste detecta quantidades moderadas ou grandes é um sinal de que o diabetes está fora de controle. É aconselhável entrar em contato com o médico para receber orientações sobre como proceder.

QUANDO TESTAR AS CETONAS NA URINA?

É aconselhável testar as cetonas quando o paciente apresentar alguma destas situações:

Glicemia sanguínea maior que 300mg/dL
Estiver com náusea, vômitos ou dor abdominal
Sentir-se “doente”
Tiver muita sede ou estiver com a pele avermelhada
Sentir cansaço o tempo todo
Tiver dificuldade para respirar
Tiver hálito com cheiro de fruta
Estiver confuso

Nestes casos, será necessária orientação médica para a correção dos distúrbios o mais rápido possível.

Fonte: www.diabetesnoscuidamos.com.br

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