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Diarréia

A diarréia é uma doença freqüente em crianças, caracterizada por um aumento de freqüência das evacuações, habitualmente mais de 3-4 por dia, ao mesmo tempo em que as fezes ficam amolecidas ou aquosas. Nas crianças, muitas vezes se acompanham de vômitos e febre.

Quais são as causas mais importantes?

As causas mais importantes são as infecções do trato gastrintestinal, predominando os vírus e bactérias. Outros agentes infecciosos, como parasitas, ou diferentes toxinas, contidas em microorganismos ou alimentos estragados, também podem causar diarréia

A diarréia é uma doença grave?

Na maioria dos casos a diarréia não, podendo ser tratada no próprio domicilio da criança, com cuidados básicos e observação pela própria família. Em crianças pequenas, especialmente menores de 6 meses, a diarréia pode ser mais grave quando aparece a sua principal complicação, a desidratação. Esta complicação é mais freqüente em crianças que não estão mamando e/ou são desnutridas.

Como se trata a diarréia?

A diarréia não complicada se trata basicamente com paciência, pois é uma doença auto-limitada, ou seja, o próprio organismo se encarrega da cura em poucos dias. Durante este período, o mais importante é manter a alimentação normal da criança e oferecer bastantes líquidos, de preferência o soro de reidratação oral, para prevenir a desidratação. Também devem ser observados sinais de alguma eventual complicação; nestes casos, procurar um pronto atendimento por profissional de saúde

Existem medidas de prevenção?

Varia medidas são efetivas para evitar as diarréias. Nas crianças pequenas é fundamental o aleitamento materno exclusivo, até o sexto mês de vida. Quando for necessário oferecer outros alimentos, lavar bem as mãos, usar água filtrada e fervida, cozinhar bem estes alimentos. Acompanhar o crescimento da criança e manter as vacinas em dia, também são úteis para que as defesas da criança sejam efetivas no momento de controlar uma infecção.

O que é a desidratação?

A desidratação é a complicação mais freqüente da diarréia, podendo também ser a mais grave. Significa falta de água no organismo. Ela ocorre quando os líquidos que a criança esta perdendo pela diarréia ( e vômitos ), não são adequadamente repostos no tratamento oferecido. É uma situação que pode e deve ser evitada. Quando acontecer, deve ser prontamente tratada.

Como se reconhece a desidratação?

A criança fica com sede, podendo ser observado que ela procura beber líquidos com mais vontade. Os olhos da criança se modificam e parecem "fundos" . Muitas vezes a criança estará inquieta ou irritada. A pele vai ficando seca e pode observar-se uma prega cutânea ao beliscar a pele na região do abdome.

Como se trata a desidratação?

Nos casos de desidratação leve, o tratamento consiste em aumentar a ingestão de líquidos, especialmente o soro de reidratação oral, com a finalidade de que a criança recupere o seu estado normal, para depois manter este aporte aumentado de líquidos com fins preventivos. Caso não melhore desta forma, ou a situação de desidratação seja grave, a criança devera ser tratada em um hospital.

Como se usa o soro oral em casa?

O soro oral pode ser obtido nos serviços de saúde, ou ser preparado em casa conforme orientação dos profissionais de saúde. De um modo prático, recomenda-se oferecer 50 a 100 ml do soro após cada evacuação aquosa, nas crianças menores de 1 ano, e 100-200 ml nas crianças maiores.

Quando a criança deve ser levada para o hospital?

Se a criança não consegue beber os líquidos oferecidos, ou vomita toda vez que ingere os líquidos, ela poderá piorar rapidamente e deve ser levada ao hospital. Outros sinais que devem alertar a família são: a criança começa a ficar quieta demais, sem reagir aos estímulos ambientais, dormindo em excesso, ou aparecerem os sinais de desidratação ( já descritos ) durante o tratamento

E necessário usar antibióticos?

Antigamente era prática comum usar antibióticos nas diarréias, mas hoje, raramente é necessário. Apenas em algumas diarréias em que as evacuações apresentam-se com sangue ( chamadas diarréias disentéricas ), poderá ser considerado o uso de algum antibiótico, que sempre deve ser prescrito por um profissional de saúde

Que outros medicamentos podem ser usados na diarréia?

Muitos medicamentos chamados "antidiarréicos" existem nas farmácias, mais nenhum deles deve ser utilizado, pois alem de não oferecerem vantagens, têm sérios efeitos colaterais que podem piorar a situação. É importante lembrar que a diarréia é a forma que o organismo tem de eliminar as toxinas ou bactérias que estão agredindo o organismo, desse modo, trata-se de um mecanismo de defesa que não deve ser interferido. O problema é que o organismo elimina estas toxinas junto com elementos que são necessários para o nosso funcionamento, como água e nutrientes, entretanto, estes últimos podem ser repostos no tratamento descrito.

Fonte: www.imip.org.br

Diarréia

Denomina-se diarréia quando o volume ou o número de evacuações aumenta. Também pode ocorrer diminuição na consistência das fezes, que ficam pastosas. O intestino (dividido em grosso e delgado) funciona, normalmente, absorvendo e eliminando líquidos e substâncias. Quando sua função está alterada, há um desequilíbrio entre eliminação e absorção e a pessoa pode passar a apresentar diarréia.

Quando ocorre

1) Ocorre quando os movimentos do intestino não estão normais. Essa possibilidade só pode ser pensada apenas quando todas as outras causas foram afastadas. A diarréia do paciente diabético ou com doença da tireóide e a síndrome do intestino irritável são alguns exemplos.

2) Ocorre quando determinados agentes estimulam a secreção intestinal entre eles estão determinados laxantes, medicações, toxinas (metais pesados e toxinas produzidas por bactérias, por exemplo) e alergias intestinais.

3) Pode ocorrer quando existem inflamações que, normalmente, estão associadas a lesão da mucosa do intestino. Elas costumam afetar, principalmente, o intestino grosso. As infecções intestinais são a principal causa da diarréia inflamatória. Outras possíveis causas são as doenças inflamatórias intestinais (como a doença de Crohn e retocolite ulcerativa), doenças do sistema imune, após radioterapia, etc.

4) Substâncias que estão no intestino, mas não podem ser absorvidas puxam água para dentro do interior do tubo digestivo. Este efeito é provocado, principalmente, por laxantes; antiácidos com magnésio; alimentos dietéticos e balas contendo sorbitol, manitol ou xilitol.

Como o médico avalia a diarréia

A avaliação do paciente com diarréia começa com duas questões básicas, que podem facilitar o diagnóstico do médico. É preciso saber a quanto tempo a diarréia está presente e qual é o provável local da diarréia (intestino delgado ou grosso). Respondendo a essas duas questões ele pode seguir na avaliação.

Na maioria dos casos, as diarréias agudas, que duram de duas a três semanas, não são graves e não necessitam de intervenção médica. A diarréia aguda pode ser causada por infecções, doenças inflamatórias ou reações a drogas. Nos adultos a principal causa são as doenças infecciosas. Normalmente, desaparecem apenas com o tratamento dos sintomas.

As diarréias crônicas duram mais do que três semanas. As fezes são aquosas e podem ser divididas em dois tipos: primeiro, as que melhoram quando a pessoa que está com ela faz jejum e têm, ainda, como causa, por exemplo, o uso excessivo de alimentos ou substâncias que agem como laxantes. Segundo, as que não respondem ao jejum como a diarréia da síndrome do intestino irritável e do diabético. Quando as fezes apresentam muco ou sangue, o diagnóstico diferencial deve ser feito entre as doenças inflamatórias intestinais, tumores e certas infecções.

Os exames diagnósticos

As fezes dos pacientes acometidos pela diarréia devem ser colhidas para a pesquisa de ovos e parasitas. Embora comum em nosso meio, verminoses não devem ser tratadas sem a confirmação laboratorial. Cultura das fezes, pesquisa de gordura, pesquisa de toxinas e outros testes nas fezes são solicitados pelo médico de acordo com a suspeita diagnóstica.

Tratamento

A reposição de líquidos é o primeiro ponto do tratamento das diarréias. Soro caseiro e líquidos em geral são a melhor forma de promover reidratação oral. A hospitalização do paciente, especialmente no caso dos idosos, pode ser necessária em casos de vômitos intratáveis e desidratação grave.

A maioria das medicações dá alívio sintomático à diarréia. Entretanto, agentes que diminuem os movimentos intestinais, popularmente usados em nosso meio, devem ser evitados, especialmente nas causas infecciosas. Os microrganismos precisam ser eliminados. Do contrário, podem levar à invasão do intestino com quadros graves de generalização da infecção.

O uso de antibióticos no tratamento das diarréias é controverso. A grande maioria dos pacientes apresenta uma condição clínica estável e não necessita de antibióticos. Algumas infecções específicas, quando comprovadas, necessitam do tratamento adequado como, por exemplo, giardíase, amebíase e salmonelose. De qualquer forma, só o médico poderá receitar qualquer medicamento para diarréia de um paciente.

Diarréia

Em criança ou adulto suspenda a alimentação normal. O intestino precisa descansar seja qual for a causa da diarréia.

Aguarde a melhora da consistência das fezes para reintroduzir alimentos.

Observe se o adulto ou a criança não está vomitando para poder começar a hidratar imediatamente pela via oral.

Use soluções reidratantes ou uma colher de sopa do soro caseiro (junte a um copo d’água, uma pitada de sal e uma colher de açúcar) de hora em hora.

Caso haja possibilidade, as soluções reidratantes disponíveis devem ser preferidas, principalmente para crianças. Além de terem os nutrientes na dose certa que precisa ser reposta, são apresentados em sabores diversos e adocicados que tornam mais fácil a aceitação por parte dos pequenos.

Force a ingestão de líquidos, principalmente água. Pode-se usar também Coca-cola light, mate com adoçante e água de coco verde. Não dê água de coco maduro.

Com o passar do tempo, se os episódios diarréicos cessarem ou diminuírem, comece com alimentos sólidos e outros líquidos.

Torradas puras ou com pouca margarina light; biscoito polvilho.

Maçã sem casca, banana, suco de caju com adoçante.

Arroz. Frango cozido (não use purê de batata).

Medicações antidiarréicas e/ou repositoras da flora intestinal devem ser usadas apenas quando receitadas pelo clínico ou pelo pediatra.

Se a diarréia persistir procure o médico.

No caso de crianças ofereça logo o tratamento sintomático, mas faça sempre contato com o pediatra.

Fonte: www.altanapharma.com.br




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