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Diverticulite

 

O que é?

A doença diverticular do cólon ou diverticulose do cólon refere-se à presença de divertículos no intestino grosso.

Diverticulite
Enema opaco mostrando a presença de divertículos em todos os segmentos intestinais (doença diverticular universal)

A diverticulite aguda ou simplesmente diverticulite é o processo inflamatório e infeccioso associado ao divertículo e resulta da perfuração espontânea do mesmo.

Um divertículo é uma pequena saculação ou bolsa circular que se desenvolve na parede do cólon e tem comunicação direta com o interior do intestino.

Representa na verdade uma herniação da camada mais interna de revestimento do intestino através de um ponto de fraqueza na parede do cólon.

Podem variar em número e localização e podem acometer todo o cólon (doença diverticular universal). Acometem mais freqüentemente o cólon sigmóide e é nesse local também onde ocorre mais freqüentemente a diverticulite.

Diverticulite
Desenho ilustrando o cólon sigmóide acometido por divertículos e diverticulite aguda.
Após a microperfuração de um dos divertículos, o processo infeccioso leva a uma resposta inflamatória
que resulta em espessamento da parede do intestino (segmento em vermelho)

Diverticulite
Radiografia de exame de enema opaco evidenciando doença diverticular universal do cólon. Nesse exame, após preparo intestinal, o contraste baritado e ar são injetados através do orifício retal . Nota-se as imagens de adição (mais evidentes dentro da circunferência) que correspondem à deposição de contraste no interior das pequenas saculações que correspondem aos divertículos

Quais as causas?

Existem evidências de que a idade, a constipação intestinal e a dieta pobre em fibras estejam implicadas na origem dos divertículos do intestino grosso.

A maioria da população a partir dos 85 anos de idade têm divertículos. Estima-se que 10 a 20% dos pacientes com diverticulose terão diverticulite.

Embora seja afecção mais freqüente na terceira idade, muitos indivíduos jovens têm divertículos e nessa população jovem, a doença costuma ser mais sintomática e por vezes mais grave.

Quais os sinais e sintomas?

A maioria dos pacientes com divertículos no intestino grosso é assintomática e assim permanece sem desenvolver qualquer sinal ou sintoma resultante da presença dos divertículos no intestino.

Alguns pacientes com divertículos podem sentir dor abdominal leve na forma de cólica no lado esquerdo do abdome, diarréia ou alteração do hábito intestinal. Os sintomas de dor geralmente são aliviados pela evacuação. Muitas vezes é difícil associar esses sintomas leves aos divertículos e cabe somente a seu especialista fazer esse diagnóstico.

Por outro lado, os sintomas da diverticulite aguda são prontamente identificáveis na forma de dor abdominal localizada e de moderada ou forte intensidade no lado esquerdo do abdome podendo ou não estar associada a febre e alteração do hábito intestinal. Pacientes que já tiveram uma crise de diverticulite reconhecem uma crise subseqüente com facilidade.

A hemorragia digestiva é outra complicação da doença diverticular. Manifesta-se pela eliminação de sangue vivo em grande quantidade pelo orifício retal , inicialmente em companhia de fezes e depois isoladamente e caracteristicamente na forma de coágulos.

Assim como a diverticulite aguda, a hemorragia digestiva é uma urgência médica e os pacientes com essas suspeitas devem procurar consultar especialista com rapidez em consultório ou no Pronto-Socorro.

Diverticulite
Na fotografia acima de exame de arteriografia digital observa-se (seta e círculo) o achado de extravazamento de contraste injetado por cateterismo seletivo da artéria mesentérica superior em paciente com hemorragia digestiva. O tratamento cirúrgico levou a achado de sangramento por divertículo do cólon ascendente

Como é feito o diagnóstico?

Diverticulite
Fotografia de exame de videocolonoscopia ilustrando óstios diverticulares (setas) que são a comunicação entre o interior do intestino e a loja formada pelos divertículos. Trata-se de paciente assintomático e o diagnóstico de doença diverticular é um achado de exame

Diverticulite
Enema opaco mostrando acometimento do cólon sigmóide por divertículos. Nota-se a grande alteração da anatomia tubular o intestino resultante da presença dos divertículos, inflamação, espessamento da parede e redução do calibre (círculo)

Diverticulite
Tomografia computadorizada de paciente com quadro de diverticulite aguda com flegmão (círculo vermelho) e prováveis coleções abdominais bem como fístula colovesical (note ar no interior da bexiga - círculo verde)

A suspeita de doença diverticular é realizada a partir da entrevista médica e pelo exame físico do paciente.

Deve ser confirmada pelos exames de colonoscopia ou enema opaco.

Durante uma crise de diverticulite aguda, a realização desses exames está contraindicada devido à possibilidade de piorar a contaminação resultante da perfuração do divertículo. Como resultado, empregam-se mais freqüentemente o exame de ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada associados a avaliação laboratorial (exames de sangue) para confirmar a hipótese diagnóstica de diverticulite.

Quais as complicações?

A diverticulite aguda é uma complicação da diverticulose e resulta da perfuração (usualmente espontânea) de um único divertículo localizado mais freqüentemente no cólon sigmóide.

Essa perfuração é mais comumente bloqueada pelo próprio cólon sigmóide ou por vísceras abdominais a ele vizinhas. Mais raramente, a diverticulite evolui com a formação de uma coleção de pus na cavidade abdominal, o abscesso. A fístula colovesical é complicação de diverticulite aguda onde a perfuração de um divertículo é bloqueada pela bexiga e cria-se uma comunicação anormal entre o segmento intestinal que abriga o divertículo perfurado e a bexiga. Os sintomas são a eliminação de ar ou fezes pela urina e infecções urinárias de repetição.

A peritonite difusa por pus ou mesmo fezes é outra complicação incomum e grave da diverticulite aguda.

A hemorragia resultante de doença diverticular também pode ser entendida como uma complicação.

Qual a relação com o câncer do intestino grosso?

Não há nenhuma relação. No entanto, como ambas as afecções são prevalentes, em especial após os 60 anos de idade, muitos pacientes podem sofrer de ambas as afecções.

Qual é o tratamento?

Pacientes assintomáticos com doença diverticular devem procurar levar vida saudável através do controle da obesidade, prática de atividades físicas regulares, ingesta de água e líquidos e sobretudo de fibras alimentares presentes nas frutas, legumes, verduras e cereais.

Para os pacientes com sintomas de cólica diverticular não-complicada por diverticulite, as mesmas orientações podem ser seguidas. Laxantes ou antiespasmódicos podem ser usados no alívio de constipação associada ou das cólicas abdominais.

Já para os doentes com diverticulite aguda, o tratamento se inicia a partir do diagnóstico. Embora alguns pacientes não necessitem de internação hospitalar, a maioria dos epsecilaistas optará por jejum de pelo menos 24 horas e antibioticoterapia endovenosa em regime de internação hospitalar. A maioria dos casos de diverticulite responde a essa abordagem.

Quando é preciso operar?

É preciso operar nos casos de:

Diverticulite aguda recorrente: nessa situação, o racional de oferecer ao paciente uma operação eletiva objetiva prevenir a ocorrência de uma complicação como a peritonite e o abscesso.
Fístula colovesical:
trata-se de complicação de diverticulite aguda onde a perfuração de um divertículo é bloqueada pela bexiga e cria-se uma comunicação anormal entre o segmento intestinal que abriga o divertículo perfurado e a bexiga que requer tratamento cirúrgico eletivo.
Abscesso:
a maioria dos casos pode cursar sem necessidade de cirurgia na fase aguda quando o abscesso pode ser tratado por punção guiada por ultrassonografia ou tomografia computadorizada e antibióticos. Uma operação para prevenir novo abscesso está indicada.
Peritonite difusa: nesses casos, a decisão de operar é feita imediatamente após o diagnóstico. Trata-se de operação de urgência que deve ser realizada devido ao risco de morte resultante do processo infeccioso.
Hemorragia digestiva maciça:
Pacientes com hemorragia digestiva maciça e necessidade de múltiplas transfusões podem necessitar de operação de urgência cabendo ao especialista a decisão sobre o melhor momento para a operação. Da mesma forma, pacientes com repetição dos episódios de sangramento merecem operação a fim de prevenir novos episódios e transfusões.
Situações especiais:
pacientes com sintomas de diverticulite ainda que não complicada mas com comprometimento do sistema imunológico tais como diabéticos ou transplantados merecem avaliação especializada objetivando realizar uma operação preventiva. Nesses pacientes, há uma maior dificuldade diagnóstica bem como maior gravidade associada às complicações.

Qual operação é realizada?

Diverticulite
Secção da transição entre o sigmóide e o reto durante operação de retossigmoidectomia
por videolaparoscopia realizada por endogrampeador

Diverticulite
Na fotografia, observamos o aspecto durante a operação de retossigmoidectomiia por videolaparoscopia do reto seccionado
após a remoção do cólon sigmóide acometido por diverticulite

Diverticulite
Aspecto final do abdome após tratamento cirúrgico de diverticulite por videolaparoscopia. Note a cicatriz umbilical (seta) e a pequena incisão auxiliar (círculo) que foi utilizada para a retirada do segmento de intestino operado

A operação geralmente realizada para pacientes com diverticulite aguda recorrente é a de sigmoidectomia.

Nessa operação, o cólon sigmóide é removido e realiza-se a união por meio de uma anastomose (mecânica). É realizada sob anestesia geral e requer preparo intestinal semelhante ao da colonoscopia.

É preferencialmente realizada por videolaparoscopia. A via de acesso convencional (por incisão abdominal) é utilizada somente nos casos de dificuldade técnica para completar a operação por vídeo como nas situações de grande inflamação, obesidade e operações abdominais prévias.

A duração da internação hospitalar pós-operatória raramente excede cinco dias.

Espera-se completa recuperação após cerca de dez dias.

A realização de colostomia (derivação intestinal que necessita do uso do dispositivo ou bolsa coletora) não está prevista no tratamento cirúrgico eletivo da diverticulite.

Nos casos graves onde houve necessidade de operação de urgência e com achados de peritonite difusa por pus ou fezes, ela deve ser realizada. Geralmente, programa-se o fechamento da colostomia e o reestabelecimento da evacuação pelo orifício retal 8 semanas após a operação de urgência.

Como prevenir?

Embora a precisa causa do aparecimento da doença diverticular seja desconhecida, especialmente quando ocorre em jovens, é necessário dizer que a melhor forma de prevenir o aparecimento de divertículos e suas complicações é através da dieta de fibras, isto é, favorecer o consumo de alimentos ricos em fibras tais como as verduras e frutas, legumes e cereais.

Fonte: www.colorretal.com.br

Diverticulite

Diverticulite é a inflamação dos divertículos, hérnias (bolsas) que se formam no tubo digestivo. Embora raro, as pessoas já podem nascer com divertículos; o mais comum, porém,é que se desenvolvam ao longo da vida. Podem ocorrer em todo o tubo digestivo, isto é, na faringe, no esôfago, duodeno, intestino delgado e intestino grosso.

Mas são mais comuns no intestino grosso. Esse último segmento compõe-se de cólon, reto e orifício retal. Os divertículos formam-se em especial no sigmóide, porção final do cólon. Resultam do fato de que este segmento é fino, tem paredes espessas e por ele passam fezes endurecidas.

Se forem feitos exames de raios X se poderá observar que 60% da população acima dos 60 anos tem divertículos no cólon — o que é chamado de diverticulose — e não apresenta sintomas. O fenômeno ocorre igualmente nos dois sexos. Deve-se sobretudo a uma dieta pobre em fibras e à maior expectativa de vida média da população, que, naturalmente, com o passar do tempo, sofre um enfraquecimento dos músculos da parede do cólon.

As fibras ajudam a criar maior volume fecal, facilitando o funcionamento do intestino. Nas dietas ricas em carboidratos e proteínas, em que não há fibras para carrear o bolo fecal, a pressão interna no intestino aumenta, favorecendo a formação de hérnias. Isso vem ocorrendo ultimamente em especial no Ocidente, com o aumento do consumo de fast foods, pobres em fibras. A conseqüência é o aumento da incidência de diverticulite já a partir da quarta década de vida. Estão mais suscetíveis indivíduos obesos, estressados e os que sofrem de obstipação intestinal.

Por volta de dois terços dos portadores de divertículos passam a vida inteira sem problemas. Os demais podem ter sintomas que vão da simples presença de gases, dores vagas, distensão abdominal e alteração do ritmo intestinal, até os quadros agudos em conseqüência da inflamação. A diverticulite aguda ocorre pela inflamação de um ou mais divertículos, devido à retenção de fezes nas hérnias e a proliferação das bactérias.

O sintoma da diverticulite aguda é dor abdominal em geral do lado esquerdo. Às vezes o doente sente também dor reflexa do lado direito, que pode ser confundida com apendicite aguda (inflamação do apêndice). Ocorrem ainda, de acordo com a intensidade da infecção, febre e distensão abdominal.

A diverticulite aguda é classificada em complicada e não complicada. Complicada é quando existe o risco de perfuração, com a formação de abscesso (bolsa de pus) no local; do aparecimento de fístula, isto é, comunicação com órgãos, principalmente a bexiga; ou de infecção maior, que é a inflamação do peritônio. A peritonite pode ser localizada ou generalizada, com a saída de pus ou fezes do cólon para o interior da cavidade abdominal, o que é grave.

Identifica-se a diverticulite aguda com exames de imagem. Fora dessa fase, realiza-se colonoscopia (exame visual do interior do cólon) ou enema opaco (chapa com líquido de contraste). Com esses dois exames se descartam males como câncer e se confirma a diverticulite.

Em geral o tratamento da diverticulite aguda é clínico, feito principalmente com antibióticos. Indica-se cirurgia na forma aguda complicada; quando há repetição dos episódios de diverticulite aguda; ou se a doença se torna crônica, com o progressivo espessamento, deformidade e estreitamento da parede do cólon. A cirurgia cura a doença. Consiste na retirada do sigmóide e ligamento das extremidades intestinais.

Pode ser realizada por laparotomia (abertura do abdome) ou laparoscopia: fazem-se apenas quatro a cinco pequenos furos pelos quais passa o equipamento cirúrgico.

O ideal, claro, é a prevenção. É possível evitar a diverticulite com algumas medidas práticas. Aumente o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, aveia e farelo de aveia; controle a obesidade e o stress; e faça exercícios físicos pelo menos três vezes por semana.

Angelita Habr-Gama

Fonte: caras.uol.com.br

Diverticulite

A diverticulite é uma inflamação decorrente do divertículo intestinal. O divertículo é como uma alça formada normalmente no intestino grosso. A presença de vários divertículos é chamada diverticulose. Quando estes divertículos inflamam ou rompem ocorre a Diverticulite.

Esta inflamação está associada à:

Ingestão inadequada de fibras
Obstipação intestinal
Idade (com a idade, os movimentos do intestino tendem a diminuir, podendo causar um quadro de obstipação intestinal)

Os sinais e sintomas mais comuns são:

Dor abdominal
Diarréia
Idade (com a idade, os movimentos do intestino tendem a diminuir, podendo causar um quadro de obstipação intestinal)

O tratamento nutricional visa:

Evitar a obstipação intestinal:

Aumentar a ingestão de fibras (frutas, verduras e legumes crus)
Ingerir bastante água ao longo do dia (1,5 a 2,0 litros)
Realizar atividade física – o exercício auxilia os movimentos do trânsito intestinal

Evitar a ingestão de alimentos que contenham sementes ou grãos (podem ser depositados nos divertículos e causar a diverticulite)

Durante as crises de diarréias e dores abdominais o ideal é evitar todos alimentos ricos em fibras (para evitar a estimulação dos movimentos intestinal) e ingerir bastante líquido para repor o perdido na diarréia.

Em casos mais graves pode ocorrer uma hemorragia digestiva: evacuação de sangue vivo pelas fezes em grande quantidade. Nesses casos, deve-se procurar um Pronto – Socorro imediatamente.

Fonte: www.alessandracoelho.com.br

Diverticulite

Divertículos e Diverticulite Aguda

Os Divertículos são pequenos sáculos que se formam na parede do intestino grosso, em virtude da herniação (ou saída) das camadas mais finas do mesmo através da camada muscular. É uma condição adquirida e ocorre em 70% a 80% de pessoas maiores de 80 anos, podendo acometer 10% a 15% de pacientes entre 40 e 50 anos. São geralmente assintomáticos (não causam sintomas) e descobertos por exames de colonoscopia ou raios-X do intestino grosso com contraste.

Os Divertículos podem ter duas conseqüências principais: sangramento no intestino e a Diverticulite.

A Diverticulite Aguda é a infecção com inflamação de um ou mais Divertículos. Acomete principalmente a porção esquerda do intestino grosso. O paciente queixa-se de dor aguda localizada no abdome (‘barriga’) inferior com febre e calafrios; às vezes, diarréia e vômitos. O paciente deve ser assistido por equipe de gastroenterologista e cirurgião. O exame de sangue mostra sinal de infecção aguda e o diagnóstico é confirmado pela tomografia do abdome. Dizemos assim tratar-se de um caso de abdome agudo.

O tratamento depende da forma de apresentação da doença. Na maioria dos casos, é possível o tratamento com antibióticos e infusão de líquidos pela veia associada ao jejum, com melhora do quadro em sete a dez dias da internação. A Diverticulite pode levar à perfuração do intestino com peritonite (infecção generalizada na ‘barriga’) ou abscesso (volume localizado de pus) ao redor do intestino. Nestes casos, a doença costuma ser mais grave com risco de morte, inclusive, e necessita de tratamento cirúrgico de urgência.

Recomenda-se também a cirurgia para casos selecionados de episódios repetidos de Diverticulite.

Nestes casos, a cirurgia laparoscópica é indicada com possibilidade de recuperação mais rápida do paciente, entre outras vantagens deste método minimamente invasivo.”

Felipe Rocha

Fonte: www.unimedjp.com.br

Diverticulite

Diverticulite, Como Prevenir?

Diverticulite é uma inflamação que se manifesta basicamente no intestino grosso.

A mucosa do intestino é irrigada por vasos que atravessam a camada muscular, isso cria um ponto de fragilidade no músculo e, em determinadas condições, a mucosa pode formar uma hérnia, semelhante a um dedo de luva invertido: é o divertículo.

Nele pode penetrar e ficar retida pequena quantidade de fezes que recebe o nome de fecalito. Havendo condições favoráveis, bactérias também podem assentar-se nesse local.

A presença de numerosos divertículos no intestino recebe o nome de diverticulose. A diverticulite ocorre quando eles inflamam, podendo apresentar abscesso ou perfuração.

É provável que fatores dietéticos expliquem a freqüência maior dessa doença no mundo ocidental. Estudos mostram que a principal causa da diverticulose é a falta de fibras na dieta alimentar. As fibras ajudam a formação de fezes volumosas e macias que passam suavemente pelo trato intestinal e são eliminadas mais facilmente. Quando há pouca ou nenhuma fibra na dieta, a pressão dentro do intestino aumenta e facilita a formação de hérnias.

Outro fator que influi na formação de divertículos é a idade, pois o problema manifesta-se com maior freqüência em pessoas por volta dos 60 anos. Com o passar dos anos, a musculatura lisa do cólon vai perdendo a elasticidade e podem formar-se pequenas hérnias ou divertículos.

A maioria das pessoas que sofrem de diverticulite não apresentam sintomas. Outras apresentam um pequeno sangramento nas fezes. A melhor maneira de identificar a doença é consultar seu médico regularmente.

Problemas a curto/médio prazo:

Dor abdominal (geralmente do lado inferior esquerdo do abdômen)
Diarréia Cólicas
Alteração do hábito intestinal
Sangramento retal
Febre

Problemas a longo prazo:

Perfuração do intestino
Abscesso (excesso de pus no intestino)
Formação de uma fístula (lesão)

Depois de diagnosticado a diverticulose, inicia-se o tratamento clínico com medicação própria prescrita por médico, e uma dieta leve e até líquida pode ser necessária para a evolução do quadro por 72 horas. Geralmente, 80% desses casos evoluem para a cura e se não regredir pode haver indicação cirúrgica ou para drenagem do abscesso.

Em relação à ingestão de fibras, ainda não existe uma quantidade ideal, mas estima-se que um consumo de 10 a 20g por dia seria importante para prevenir e tratar a doença. Portanto, é importante o consumo de verduras, legumes, frutas, cereais integrais e outros alimentos ricos em fibras. Ingerir água também é fundamental para o melhor aproveitamento das fibras.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, é recomendado o consumo de 20 a 25g de fibras por dia. O “Food and Drug Administration”, recomenda o consumo de quatro porções diárias de fibras por dia, sendo 20 a 30g. Deve-se consumir aproximadamente 6g ou 25% do total de fibras em forma de fibra solúvel.

Seguindo o tratamento e adotando mais fibras na dieta, o prognóstico é excelente. Boa parte das pessoas com diverticulite não apresentam sintomas, e as hospitalizadas recebem alta de 2 a 4 dias após o início do tratamento.

Referências

MAHAN, L.K. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 8 ed., Roca, São Paulo,1994.
WHO (1985) Energy and protein requirements. Report of a joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation. World Health Organ. Tech. Rep. Ser. 724:1-206.
AUGUSTO et al.,. Terapia Nutricional. Editora Atheneu. São Paulo, 1993. Site da internet: http://www.drauziovarella.com.br Acesso em 15/07/2005
ALMEIDA E. Site da internet: www.lincxcom.br. Acesso em 15/07/2005
JENKINS DJ et al. Soluble fiber intake at a dose approved by the US Food and Drug Administration for a claim of health benefits: serum lipid risk factors for cardiovascular disease assessed in a randomized controlled crossover trial. Am J Clin Nutr 2002;75:5:834-9.
AMERICAN HEART ASSOCIATION. AHA Scientific Statement. Dietary guidelines. Revision 2000. A statement for health care professionals from the nutrition committee of the American Heart Association. Circulation 2000; 102:2284-99.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Diverticulite

A diverticulite é uma complicação da diverticulose decorrente da inflamação de um ou mais divertículos no aparelho digestivo, caracterizados como pequenas bolsas que se projetam para fora da parede intestinal. Os divertículos podem se formar em qualquer parte do sistema digestivo, porém se encontram com mais frequência no intestino grosso.

Normalmente eles aparecem após 50 anos de idade e costumam passar despercebidos na maioria das pessoas, pois raramente causam complicações como a diverticulite.

Causas

Apesar de as causas ainda serem desconhecidas, alguns fatores contribuem para o desenvolvimento da doença, como envelhecimento, obesidade e falta de fibras na alimentação e de exercício físico.

Nos idosos, a complicação pode estar relacionada com a diminuição da força e da elasticidade da parede intestinal. A fibra, por sua vez, contribui para manter as fezes moles, evitando maior esforço local. O aumento dessa pressão no cólon leva à ruptura da parede dos divertículos, causando a infecção.

Sintomas

Quando manifestados, os divertículos causam fortes dores abdominais, febre, náuseas e mudanças significativas dos hábitos intestinais. Quanto maior o tempo de evolução e da extensão da área dos divertículos, maior o risco de complicação. Nesses casos, pode haver inflamação e, consequentemente, perfuração, ocasionando peritonite (inflamação de toda a região abdominal), sendo necessário procedimento cirúrgico.

Os sintomas mais comuns da diverticulite são dor no canto inferior esquerdo do abdômen, com períodos de melhora e piora, mudanças de hábito do intestino (como diarreia e constipação), febre, náuseas e vômitos. Casos mais raros de complicação da doença podem ocasionar inchaço e sangramento pelo reto.

Diagnóstico

O diagnóstico se baseia, sobretudo, na história clínica do indivíduo. Durante o exame clínico, o paciente demonstra sensibilidade maior à palpação na parte inferior esquerda do abdômen. Quanto aos exames diagnósticos, recomenda-se a realização de raios X do intestino grosso, em que é necessária a administração de contraste por via retal para indicar localização, quantidade e extensão da doença.

A colonoscopia permite visualização direta do interior do intestino para identificar as “bocas” dos divertículos, além de diferenciar a diverticulite de outras doenças do intestino, cujos sintomas são similares, como câncer no intestino, pólipo, inflamação da mucosa, doença de Chron, entre outras que afetam o intestino grosso.

Contudo, o médico ainda deve descartar a possibilidade de apendicite, colite, infecção do trato urinário e endometriose, dependendo da idade da mulher.

Tratamento

Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. Somente o especialista poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.

O tratamento da diverticulite dependerá do estágio diagnosticado da doença. Nos casos mais leves, os cuidados podem ser feitos com a administração de antibióticos, repouso, dieta leve e líquida. Durante uma crise, pode-se tornar necessária a hospitalização para reposição de líquido e antibiótico intravenosos.

Se os riscos de complicações forem evidentes e/ou se as crises forem recorrentes, o paciente pode precisar de cuidados mais avançados, como procedimento cirúrgico, no qual são drenados os abscessos, ou até mesmo a retirada da área comprometida do cólon.

Prevenção

Para evitar ou retardar a progressão da diverticulite, o indivíduo deve adotar hábitos de vida saudáveis.

O consumo de alimentos ricos em fibras, por exemplo, ajuda a amolecer os resíduos e a eliminá-los mais rapidamente pelo cólon. Para a fibra ter bom funcionamento, é necessário ingerir muito líquido, preferencialmente água; caso contrário, a fibra pode causar constipação.

Por fim, a prática de exercícios físicos também é indicada como medida preventiva, pois estimula a função normal do intestino, além de reduzir a pressão no interior do cólon.

Fonte: revista.lsf.com.br

Diverticulite

O que são Diverticulose e Diverticulite?

A diverticulose é um quadro clínico comum no qual pequenas bolsas se formam projetando-se para fora do cólon (intestino grosso) por pressão exercida em pontos frágeis da parede intestinal. Essas pequenas bolsas se chamam divertículos. Quando elas se infeccionam ou se inflamam, o quadro clínico passa a se chamar diverticulite.

Se um desses divertículos infeccionados se rompe, a infecção pode espalhar-se por todo o abdome. Isso é conhecido como peritonite e pode representar um perigo de vida.

Qual é a causa da diverticulose?

Acredita-se que uma dieta pobre em fibras e prisão de ventre sejam as causas da doença diverticular. Essa enfermidade começou a ser notada quando alimentos processados, com baixo teor de fibras, foram introduzidos na dieta americana. Desde então, a doença diverticular tornou-se comum em países desenvolvidos, tais como os Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, onde dietas pobres em fibras são comuns.

Uma dieta pobre em fibras resulta em prisão de ventre. Com ela ocorre a dificuldade de evacuar fezes endurecidas, o que faz o cólon exercer mais pressão para empurrá-las adiante. O aumento de pressão, com o tempo, faz com que pontos frágeis do cólon se projetem para fora da parede intestinal, formando divertículos.

Acredita-se que a causa da diverticulite esteja no acúmulo de fezes e bactérias que ficam presas nos divertículos. A diverticulite pode desenvolver-se de repente e sem sintomas prévios.

Quais são os sintomas?

Diverticulose

Pode não haver nenhum sintoma
Cólicas leves
Distensão inchaço abdominal
Prisão de ventre
Sangramento pelo reto

Diverticulite

Dor abdominal,cólicas, vômito
Sensibilidade em torno do lado esquerdo do abdome
Sintomas de infecção:
febre,enjôo, vômito,calafrios

Quais são as complicações da diverticulite?

A diverticulite pode resultar em sangramento, infecções, abscessos, perfuração (rasgos /rupturas do cólon), peritonite (infecção de todo o abdome) e/ou obstrução intestinal. Essas complicações são graves e devem ser tratadas imediatamente.

Como se faz o diagnóstico da diverticulose e diverticulite?

O médico fará um levantamento do histórico de saúde e realizará um exame médico, solicitando exames diagnósticos na mesma ocasião. Se os sintomas forem brandos, tais como inchaço / distensão abdominal, cólicas leves e prisão -de ventre, talvez sejam solicitados exames tais como colonoscopia, sigmoidoscopia ou enema de bário. Todos esses procedimentos possibilitam ao médico “ver” o cólon internamente.

Se os sintomas forem mais graves, talvez o médico prefira não realizar um dos procedimentos mais invasivos acima mencionados. Em lugar deles, talvez solicite exames comuns de radiografia e tomografia abdominal para determinar o grau de inflamação do cólon antes de tentar algum procedimento endoscópico mais invasivo.

Como se faz o tratamento da diverticulose e da diverticulite?

Para diverticulose, o médico poderá recomendar um aumento tanto de líquidos como de fibras na dieta a fim de reduzir a prisão de ventre e o potencial da diverticulite.

Uma dieta rica em fibras, juntamente com maior quantidade de líquidos, poderá ajudar a manter as fezes moles e diminuir a pressão exercida dentro do cólon, de modo que o conteúdo intestinal possa avançar mais facilmente.

A recomendação de evitar o consumo de nozes, sementes, pipoca e vegetais crus tem sido recentemente questionada por profissionais de assistência à saúde.

Pergunte ao seu médico se você deve limitar ou evitar esses alimentos.

O tratamento da diverticulite poderá incluir antibióticos, uma dieta limitada a líquidos claros para descansar o cólon, e a minimização das complicações. Caso esse tratamento não seja bem sucedido, ou se a crise de diverticulite for grave, o médico poderá aconselhar cirurgia para remover a parte afetada do cólon.

Uma cirurgia de emergência é realizada quando existe algum abscesso, ruptura, infecção, hemorragia ou obstrução.

Essa cirurgia geralmente envolve duas operações:

Primeiramente, é feita a limpeza de toda infecção presente e a remoção da parte inflamada do intestino. O cirurgião cria, então, uma colostomia temporária (ver separadamente a folha sobre colostomia).
Em seguida, uma segunda cirurgia é realizada, umas 6 semanas mais tarde, depois que o intestino tiver cicatrizado, para rejuntar as duas extremidades do cólon e fechar o abdome onde a colostomia tinha sido criada temporariamente.

Fonte: www.danburyhospital.org

Diverticulite

Divertículo é uma cavidade em forma de dedo ou bolsa que se forma na parede dum órgão oco. Os divertículos podem existir no cólon, no esófago, no duodeno e, mais raramente, no intestino delgado e no estômago.

Cerca de 50% da população europeia com mais de 50 anos tem divertículos do cólon. É um situação que geralmente não dá origem a sintomas e por isso se prefere a denominação diverticulose em vez de doença diverticular para retirar a esta entidade a noção de doença.

Porque aparecem os divertículos ?

A razão porque são frequentes os divertículos do cólon, sobretudo na região sigmóide do cólon, depois dos 50 anos de idade, nas pessoas dos países industrializados, não está esclarecida mas, tem-se atribuído o aparecimento dos divertículos aos hábitos alimentares onde a fibra é escassa. Os alimentos mais refinados, sem verduras, sem farelo, que as populações dos países ricos foram introduzindo nos seus hábitos alimentares são muito provavelmente a causa principal do aparecimento dos divertículos. Na Ásia e na África, onde a população faz uma alimentação rica em fibra os divertículos são raros. Pensa-se que o aumento de pressão no cólon, necessária para fazer a propulsão de um volume de fezes, mais pequeno, leva à formação dos divertículos.

Quais os sintomas da diverticulose?

Muitas vezes é assintomática ou então é acompanhada de prisão de ventre e dor abdominal.

Os divertículos são uma possível causa de perda de sangue. Se os divertículos se inflamam dão origem a uma diverticulite causam além de dor intensa e diarreia, perda de sangue pelo orifício retal e febre. A perfuração dum divertículo com formação dum abcesso ou originando uma peritonite, são complicações, pouco frequentes, mas possíveis da doença diverticular. A obstrução do intestino como consequência duma doença diverticular é uma complicação rara mas possível.

Como se diagnostica?

O Clister opaco foi durante décadas o meio de diagnóstico da diverticulose e ainda hoje se utiliza mas, a pouco e pouco vai sendo substituído pelos exames endoscópicos: fibrossigmoidoscopia e colonoscopia. A tomografia axial computorizada - TAC - pode ser útil no estudo das complicações da doença diverticular.

Tratamento

Se não houver sintomas o médico limita-se a recomendar uma dieta rica em fibra e sossega o doente sobre a benignidade da situação. As complicações não são frequentes e o prognóstico é bom. Se há obstipação e dor além da dieta rica em fibra o médico recomenda um laxantes de volume.

Nas crises de diverticulite o médico receita antibióticos.

A cirurgia de urgência é necessária nos casos de perfuração ou hemorragia grave. Se repetidas crise de diverticulite causarem uma obstrução do intestino pode haver necessidade de o cirurgião fazer uma colectomia para retirar a zona obstruída.

Fonte: www.gastroalgarve.com

Diverticulite

A diverticulite de desenvolve a partir de uma condição chamada diverticulose. Se você tem mais de 40 anos, é comum que você tenha diverticulose – bolsas pequenas e salientes (divertículos) no seu trato digestivo. Nos Estados Unidos, mais de 50% das pessoas com mais de 60 anos têm divertículos. Apesar dos divertículos poderem se formar que qualquer lugar, incluindo no seu esôfago, estômago e intestino delgado, a maioria ocorre no intestino grosso. Devido ao fato de que essas bolsas raramente causarem qualquer problema, você pode nunca saber da existência delas.

Algumas vezes, entretanto, uma ou mais dessas bolsas se tornam inflamadas ou infectadas, causando dor abdominal severa, febre, náusea e uma mudança importante nos seus hábitos intestinais. Quando os divertículos se tornam infectados, a condição é chamada de diverticulite.

Os quadros leves da diverticulite podem ser tratados com repouso, mudanças na dieta e antibióticos.

Mas casos severos de diverticulite podem eventualmente necessitar de cirurgia para remover a porção doente do seu cólon.
Felizmente, a maioria das pessoas com diverticulose nunca desenvolve diverticulite.

O melhor de tudo, é que você pode ajudar a prevenir ambos os tipos da doença diverticular incluindo mais alimentos com alto teor de fibras em sua dieta.

Sinais e sintomas

A diverticulite pode causar sintomas semelhantes à apendicite, exceto que você geralmente sentirá dor no lado inferior esquerdo do seu abdome, em vez do lado inferior direito. A dor geralmente é severa e surge subitamente, mas algumas vezes você pode ter uma dor leve que se torna pior ao longo de vários dias e flutua em intensidade. Você pode também sentir desconforto abdominal, febre, náuseas e constipação ou diarréia.

Sinais e sintomas menos comuns da diverticulite podem incluir:

Vômitos
Inchaço
Sangramento pelo reto
Frequente desejo de urinar
Dificuldade ou dor enquanto urina
Desconforto abdominal quando usando um cinto ou ao inclinar-se para frente

Causas

Os divertículos geralmente se desenvolvem quando regiões naturalmente mais fracas no seu cólon permitem a passagem sobre pressão. Isto faz com que pequenas bolsas protruam através da parede do cólon. Nas populações Ocidentais, essas bolsas são mais comuns no seu cólon sigmóide ou descendente – as porções mais baixas do seu intestino grosso, logo acima do reto. Nas populações asiáticas, as bolsas no cólon direito (ceco e cólon ascendente) são mais comuns.

A pressão aumentada no cólon pode levar a uma ruptura da parede do divertículo levando a uma infecção. Uma laceração pequena ou perfuração pode também ocorrer em uma bolsa infectada, a qual pode causar uma infecção dentro do seu abdome (peritonite). Se a infecção é limitada a uma área em torno da parede do seu cólon onde os divertículos estão inflamados, você pode desenvolver uma coleção localizada de pús conhecida como um abscesso.

Fatores de risco

Estes fatores de risco podem aumentar a pressão da parede do seu cólon:

Idade: Você está mais propenso a ter diverticulite se você tem mais de 40 anos, apesar de não se saber porquê. Isto pode ser devido às alterações ligadas à idade, como uma redução na força e elasticidade da sua parede intestinal, que leva à diverticulite.
Muito pouca fibra:
A diverticulite é rara em países onde as pessoas comem uma dieta com alto teor em fibras que ajudam a manter as fezes macias. Mas é comum nas nações industrializadas, onde a dieta padrão é rica em carbohidratos refinados e pobre em fibras. Na verdade, a doença diverticular emergiu após o surgimento dos moinhos industriais, os quais reduziram significativamente o conteúdo de fibra da farinha e outros grãos. A doença foi observada pela primeira vez nos Estados Unidos no início do século XX, quando os alimentos processados se tornaram o pilar da dieta Americana.
Falta de exercícios:
A falta de exercícios tem sido associada com um risco aumentado de formação de divertículos, expondo a pessoa ao risco para diverticulite. As razões para isto não são bem compreendidas

Rastreamento e diagnóstico

Como os divertículos em si geralmente não trazem problemas, a maioria das pessoas descobrem ter diverticulose durante exames de rotina para o rastreamento do câncer de cólon ou durante exames que pesquisam outros problemas intestinais.

A diverticulite, por outro lado, é geralmente diagnosticada durante uma crise aguda.

Seu médico geralmente irá examinar seu abdome procurando áreas com desconforto. Você pode precisar fazer um exame de sangue e um exame de imagem como uma Tomografia Computadorizada (TC) para ajudar a visualizar as bolsas que estão inflamadas ou infectadas. Uma TC usa uma série de raios-X direcionados por computador para fornecer uma visão clara dos seus órgãos internos.

A diverticulite pode ser confundida com outras causas de dor abdominal como apendicite, doença inflamatória pélvica ou síndrome do intestino irritável.

A diverticulite pode variar de uma inflamação menor até uma infecção maciça. Como a diverticulite pode ser séria, procure seu médico imediatamente se você suspeita estar tendo uma crise.

Complicações

Em casos raros, uma bolsa infamada ou infectada pode se romper, deixando escapar os resíduos intestinais para sua cavidade abdominal e levando a uma peritonite – uma inflamação no revestimento da sua cavidade abdominal (peritôneo). A peritonite é uma emergência médica e requer cuidado imediato.

Outras complicações da diverticulite podem incluir sangramento, um bloqueio no seu cólon ou intestino grosso, um abscesso ou fístula. Uma fístula é uma passagem anormal que ocorre entre partes diferentes do seu intestino, entre seu intestino e sua bexiga ou órgão genital feminino, ou entre o seu intestino e sua parede abdominal.

Apesar de não existir evidências que a doença diverticular aumente seu risco para o câncer de cólon ou reto, ela pode fazer com que o diagnóstico de câncer se torne mais difícil. Por causa disto, seu médico frequentemente irá recomendar uma colonoscopia após você ter se recuperado de uma crise de diverticulite juntamente com os exames de rastreamento de cânceres mais frequentes. Uma colonoscopia é um exame que permite a seu médico examinar todo seu cólon e reto usando um tubo longo e flexível com uma pequena videocâmera em sua ponta (colonoscópio).

Tratamento

Em geral, o tratamento depende da severidade de seus sinais e sintomas e se este é a sua primeira crise de diverticulite ou não. Se seus sintomas são leves, uma dieta líquida ou pobre em fibras e antibióticos pode ser tudo o que você precisa. Mas se você têm riscos de complicações ou tem ataque recorrente de diverticulite, você pode necessitar um cuidado maior.

Tratamento domiciliar

Se seu quadro clínico demanda tratamento domiciliar, programe-se para permanecer em repouso por alguns dias. Você também irá necessitar evitar temporariamente grãos vegetais, frutas e vegetais para que seu cólon possa descansar e desinflamar. Uma vez que seus sintomas estejam melhores – geralmente em dois a quatro dias – você poderá gradualmente aumentar a quantidade de alimentos com fibras na sua dieta.

Além disso, seu médico irá provavelmente prescrever antibióticos para ajudar a matar as bactérias causadoras de infecção. Mesmo que você comece a sentir-se melhor, certifique-se de terminar todo o curso de medicação. Parar muito cedo pode fazer com que sua infecção retorne ou pode contribuir para criar cepas de bactérias que são resistentes aos antibióticos.

Se você tem dor moderada ou severa, seu médico pode recomendar um analgésico, como acetaminofeno (Tylenol e outros). Seu médico pode também prescrever uma medicação mais potente, entretanto estas medicações tendem a ser constipantes e podem agravar o problema.

Hospitalização

Se você tem um ataque mais severo que inclui ou coloca você em risco de ter uma obstrução intestinal ou uma peritonite, você pode necessitar hospitalização e antibióticos intravenosos.

Cirurgia

Se você tem uma fístula ou diverticulite recorrente, seu médico pode indicar uma cirurgia para remover a parte doente do seu cólon.

Há dois tipos de cirurgia:

Ressecção intestinal primária

Esta é a cirurgia padrão para pessoas com diverticulite. Seu cirurgião remove a parte doente do seu intestino e então reconecta os segmentos saudáveis do seu cólon (anastomose). Isto permite que você tenha evacuações normais. Dependendo da quantidade de inflamação, você pode necessitar uma cirurgia aberta (tradicional) ou laparoscópica. Na cirurgia aberta, seu cirurgião faz uma incisão longa em seu abdome, enquanto na cirurgia laparoscópica a cirurgia é realizada através de três ou quatro pequenas incisões. Você irá cicatrizar mais rápido e irá se recuperar mais rapidamente com a cirurgia laparoscópica. A cirurgia laparoscópica pode não ser uma poção se você tem muito sobrepeso ou tem inflamação extensa.

Ressecção intestinal com colostomia

Esta cirurgia pode ser necessária se você tem tanta inflamação em seu cólon que não é possível reunir seu cólon e reto. Durante uma colostomia, seu cirurgião faz uma abertura (estoma) na sua parede abdominal. A parte não afetada do seu cólon é então conectada ao estoma, e as fezes passam através de uma abertura para dentro de uma bolsa. Uma colostomia pode ser temporária ou permanente. Vários meses depois – uma vez que a inflamação tenha cessado – seu cirurgião poderá realizar uma segunda cirurgia para reconectar seu cólon e reto.

Recomendações

Existem coisas que você pode fazer para ajudar a prevenir ou reduzir a progressão da doença diverticular:

Coma mais fibra

Alimentos com alto teor em fibras, como frutas frescas, vegetais e grãos, amaciam o material fecal e ajuda com que ele passe mais rapidamente através do seu cólon. Isto reduz a pressão dentro do seu trato digestivo.

Procure ingerir de 25 a 30 gramas de fibra a cada dia. Uma maçã ou ½ xícara de espinafre contém de 2 a 3 gramas de fibra, e ½ xícara de feijões cozidos contém em torno de 6 gramas. Tente substituir os alimentos ricos em gordura por frutas, vegetais e grãos. Certifique-se de acrescentar as fibras gradualmente para evitar o inchaço, o desconforto abdominal e os gases.

Se for difícil para você consumir de 25 a 30 gramas de fibra todos os dias, considere usar uma suplementação de fibras, como psyllium (Metamucil, etc..), metilcelulose, goma guar (Benefiber) ou plantago ovata (Plantabem). Apesar de comumente recomendado, há pouca evidência que evitar comer sementes ou castanhas previne ataques recorrentes de diverticulite.

Beba muito líquido

As fibras trabalham absorvendo água, aumentando assim, o volume e a maciez do bolo fecal no seu cólon. Mas se você não beber líquidos o suficiente para repor o que é absorvido, as fibras podem se tornar constipantes.

Responda às necessidades de evacuar

Quando você necessitar usar o banheiro, não adie. Retardar os movimentos intestinais leva à fezes mais duras que necessitam mais esforço para passar e aumenta a pressão dentro do seu cólon.

Faça exercícios regularmente

Os exercícios ajudam na função intestinal normal e reduzem a pressão dentro do seu cólon. Tente exercitar-se pelo menos 30 minutos na maioria dos dias.

Fonte: www.clinigastro-sc.com.br

Diverticulite

Diverticulite Aguda

Divertículos são formações saculares que podem ser encontradas em todo o tubo digestivo, localizando-se, entretanto, com maior freqüência ao longo do intestino grosso. Estas saculações são o resultado da fraqueza de alguns locais da parede do intestino grosso, principalmente na musculatura desta parede.

Esta doença atinge 8% da população mundial, e aumenta progressivamente com a idade. Sabe-se que um terço das pessoas com mais de 60 anos apresentam divertículos intestinais. Em contrapartida, é menos freqüente em pessoas com idade inferior a 40 anos (2 a 5%).

A diverticulite aguda ocorre devido à obstrução destes divertículos por fezes ou por alguns alimentos, o que levaria a um grande processo inflamatório na parede intestinal, associado a uma infecção do local.

A diverticulite aguda é uma complicação comum na evolução e história natural da doença diverticular, e ocorre em 10 a 25% dos pacientes com divertículos intestinais.

A evolução da diverticulite aguda pode ser para a resolução pelo tratamento clínico, ou então se complica pela formação de abscesso (pus), perfuração e peritonite (infecção da cavidade abdominal).

De acordo com esta evolução, a diverticulite aguda se apresenta em quatro graus:

1) inflamação e infecção limitada à parede do intestino grosso
2)
abscesso (presença de pus) próximo ao divertículo comprometido
3)
perfuração do abscesso com vazamento de pus para toda a cavidade abdominal
4)
o vazamento de fezes para a cavidade abdominal devido à perfuração do divertículo.

Diverticulite

Sintomas

Apesar da diverticulite aguda acometer qualquer idade, ela é mais comumente observada em pacientes com mais de 50 anos de idade.

A dor é a sua principal característica, estando esta localizada no lado esquerdo do abdome. O sintoma doloroso é semelhante ao da apendicite aguda, só que no lado esquerdo. A dor tem um início lento, mas progressivo, tornando-se constante com a evolução do processo inflamatório, e se apresenta como cólica intestinal.

Observam-se náuseas, mas os vômitos são infreqüentes, e quando presentes podem sugerir intenso processo inflamatório intestinal. A distensão do abdome é uma queixa freqüente, principalmente após as refeições. A febre é outro sintoma normalmente referido e, quando elevada, sugere a possibilidade de diverticulite com abscesso. Alterações do hábito intestinal, como diarréia e, principalmente constipação, também são muito comuns. Surtos repetidos de diverticulite aguda levam ao estreitamento do intestino grosso, causando distensão do abdome e alteração na forma das fezes (em fita ou “bolinhas”).

Devido à proximidade do intestino grosso com a bexiga e o ureter, alguns pacientes referem sintomas semelhantes aos da infecção urinária, como a ardência ao urinar.

Ao exame físico, o paciente refere dor à palpação do abdome, e dependendo da intensidade (abscesso ou peritonite), o exame é extremamente desconfortável para o paciente. Em alguns casos, o intestino grosso acometido pela diverticulite é facilmente palpável devido ao grande processo inflamatório ou à presença de abscesso volumoso.

Diagnóstico

O exame de sangue (hemograma) mostra um aumento das células de defesa (leucócitos), podendo ser este aumento discreto (diverticulite leve) ou intenso (abscesso e peritonite).

A ultra-sonografia e a tomografia computadorizada do abdome são métodos úteis no diagnóstico da diverticulite aguda, pois mostram a inflamação da parede do intestino grosso, além da presença do abscesso. Nos casos que atendo em meu consultório, dou preferência à tomografia, já que este é um método de maior eficácia do que a ultra-sonografia no diagnóstico da diverticulite e das suas complicações, além de possibilitar o diagnóstico de outras doenças (ginecológicas e apendicite aguda), quando não se tem certeza se a causa dos sintomas é mesmo a diverticulite.

Um outro exame importante no diagnóstico da diverticulite é o enema opaco. Neste exame injeta-se contraste no interior do intestino, e desta forma, o exame mostra a presença dos divertículos, do processo inflamatório na parede do intestino grosso, além, da diminuição do calibre do intestino. No entanto, este exame só pode ser realizado por médico experiente, pois a colocação do contraste no intestino gera um aumento da pressão em seu interior, o que levaria ao risco de perfuração do divertículo.

Tratamento

O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da presença ou não de complicações. As diverticulites muito leves podem apresentar resolução em ambiente domiciliar, e os pacientes são orientados a fazerem dieta sem fibra, e recebem antibióticos para o tratamento da infecção associada, de analgésicos, para o tratamento dos sintomas dolorosos, de antieméticos para a prevenção de náuseas e vômitos e antigases, para a melhora da distensão abdominal.

Nas formas não complicadas, nas quais o paciente apresenta dor mais forte, febre, desconforto à palpação do abdome e alteração no hemograma, o tratamento clínico deve ser indicado. O tratamento clínico consiste em hospitalização, jejum ou dieta leve para promover o “repouso intestinal”, e hidratação. Estes pacientes recebem antibióticos e analgésicos por via endovenosa (veia). Após a melhora dos sintomas dolorosos e do quadro infeccioso, a dieta é reintroduzida de forma progressiva. O tratamento clínico permite a cura em 70 a 85% dos pacientes com diverticulite aguda.

O tratamento cirúrgico está indicado nos casos em que houve falha no tratamento clínico ou na existência de complicações, como o abscesso e a perfuração intestinal. A operação consiste na ressecção (retirada) da parte do intestino grosso comprometida pelos divertículos e pela diverticulite, com reconstrução do intestino (junção).

Nos casos em que há uma grande infecção intestinal associada à presença de pus e fezes na cavidade abdominal, a ressecção do intestino também é realizada. No entanto, a reconstrução do intestino pode ser perigosa devido ao risco de fístula (vazamento) no local de junção das partes do intestino. Nestes casos, realiza-se uma colostomia (exteriorização do intestino grosso através da parede do abdome). Depois de resolvido o processo inflamatório e infeccioso por completo, o paciente é submetido à reconstrução do trânsito intestinal normal, com fechamento da colostomia. Este segundo tempo da cirurgia é realizado, em geral, dois meses após o primeiro tempo do tratamento cirúrgico.

Fonte: www.drfernandovalerio.com.br

Diverticulite

A Doença diverticular dos cólons é uma condição comum que afeta cerca de 50 % das pessoas acima dos 60 anos e quase a totalidade dos que estão próximo aos 80 anos.

Apenas uma pequena percentagem deles terão sintomas e muito menos necessitarão de cirurgia. Os divertículos são pequenas saculações que se desenvolvem na parede do cólon, usualmente no sigmóide ou na metade esquerda do intestino grosso, mas que podem também acometer todo o orgão. A diverticulose representa a condição de presença destas saculações.

A diverticulite é a inflamação destes pequenos "sacos".

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da doença diverticular são a dor abdominal ( geralmente no quadrante inferior esquerdo do abdome ), diarréia, cólicas, alterações do hábito intestinal e ocasionalmente sangramento retal, por vezes, severos.

Estes sintomas ocorrem em uma pequena percentagem dos pacientes e são , por vezes, difíceis de distinguir de uma outra patologia do cólon que é a síndrome do cólon irritável.

A diverticulite, por sua vez, é uma infecção do divertículo e pode causar um ou mais dos seguintes sintomas: Dor, febre e mudança no hábito intestinal. Sintomas mais intensos são associados com complicações mais sérias como perfuração do intestino, abscesso ou a formação de uma fístula.

O que causa a Doença Diverticular?

Existem indicações que uma dieta pobre em fibras durante anos criam uma pressão aumentada dentro do cólon e resultam na formação de pequenas saculações que chamamos de divertículos.

Como é tratada?

A diverticulose e a doença diverticular são geralmente tratadas com controle da dieta e ocasionalmente com medicações para ajudar a controlar dor, cólicas e alterações no hábito intestinal.

O aumento na ingesta de alimentos ricos em fibras (grãos, legumes, vegetais, frutas, etc) e algumas vezes na restrição de certos alimentos, reduzem a pressão dentro do cólon e, então, as complicações serão mais difíceis de ocorrer.

A diverticulite requer um manejo mais intenso. Os casos leves podem ser conduzidos sem hospitalização, mas esta é uma decisão que só poderá ser feita por um médico.

O tratamento consiste em antibióticos orais ou venosos, restrição dietética e, algumas vezes emolioentes fecais. Muitas crises agudas podem ser tratadas desta maneira.

A cirurgia é reservada para episódios recorrentes, nas complicações ou quando não há resposta ao tratamento clínico.

Nos casos que necessitemde cirurgia, usualmente uma parte do cólon (geralmente o cólon esquerdo ou o sigmóide) é removida e uma colostomia temporária geralmente é necessária.

A Doença Diverticular pode se transformar em Câncer?

A exata relação entre câncer e doença diverticular não está inteiramente estabelecida mas, o diagnóstico diferencial, por vezes é difícil de ser feito e necessita de métodos complementares de diagnóstico para esta diferenciação.

Fonte: wwww.hub.unb.br

Diverticulite

A diverticulite é a inflamação ou a infecção de um ou de mais divertículos.

A diverticulite é menos frequente em pessoas com menos de 40 anos do que nas que têm mais de 40.

No entanto, pode ser grave em pessoas de qualquer idade.

Os homens abaixo dos 50 anos com uma diverticulite necessitam de ser operados com uma frequência três vezes maior do que as mulheres. Quando a idade ultrapassa os 70 anos, então são as mulheres que necessitam de cirurgia três vezes mais do que os homens.

Sintomas e diagnóstico

Tipicamente, os sintomas iniciais são dor abdominal espontânea, dor à palpação (geralmente na parte baixa esquerda do abdómen) e febre.

Se o médico souber que se trata dum doente com divertículos, o diagnóstico de diverticulite pode basear-se quase por completo nos sintomas.

As radiografias com um clister de bário para confirmar o diagnóstico ou para estudar o problema podem lesionar ou perfurar um intestino inflamado, pelo que estes testes normalmente são protelados algumas semanas.

A apendicite e o cancro do cólon ou do ovário muitas vezes são confundidos com uma diverticulite.

Pode ser necessária uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma ecografia para se ter a certeza de que o problema não é causado por uma apendicite ou por um abcesso. Para descartar o cancro, o médico pode utilizar a colonoscopia, sobretudo se existir hemorragia. Às vezes é preciso efetuar uma intervenção cirúrgica exploratória com o fim de confirmar o diagnóstico.

Complicações

A inflamação dos divertículos pode conduzir à formação de trajetos anormais (fístulas) entre o intestino grosso e outros órgãos. Em geral, as fístulas formam-se entre o cólon sigmóide e a bexiga. São mais frequentes nos homens do que nas mulheres, mas a histerectomia (extirpação cirúrgica do útero) aumenta o risco na mulher. Com este tipo de fístula, o conteúdo intestinal, incluindo as bactérias habituais, penetra na bexiga e provoca infecções das vias urinárias. Podem surgir outras fístulas entre o intestino grosso e outros órgãos, como o intestino delgado, o útero, a genitália, a parede abdominal ou até a coxa ou o peito.

Outras possíveis complicações da diverticulite são a inflamação das estruturas vizinhas, a extensão da inflamação à parede intestinal, a rotura do divertículo (perfuração), a hemorragia e a obstrução intestinal.

Tratamento

A diverticulite ligeira pode ser tratada com repouso em casa, dieta líquida e antibióticos orais.

Os sintomas geralmente desaparecem com rapidez. Ao fim de poucos dias, começa-se uma dieta mole e baixa em fibras e a ingestão diária duma preparação à base de sementes de psílio. Depois dum mês, pode-se retomar uma dieta com alto teor em fibra.

As pessoas com sintomas mais graves (como a dor abdominal localizada, febre e outros sinais de infecção grave ou de complicações) normalmente são internadas num hospital. Se lhes forem administrados líquidos intravenosos e antibióticos, devem permanecer acamadas e não tomar nada por via oral até os sintomas desaparecerem.

Se o estado não melhorar, o doente pode precisar de cirurgia, sobretudo se a dor (espontânea ou à palpação) e a febre aumentarem.

Só cerca de 20 % dos que sofrem de diverticulite são tratados cirurgicamente quando o quadro não melhora. Destes, cerca de 70 % têm dor e inflamação e o resto apresenta hemorragias, fístulas ou obstrução.

Às vezes, apesar de não existir sinal de inflamação, infecção ou complicações, pode também ser recomendada a cirurgia porque o risco de surgir um problema que venha a exigi-la é elevado.

Por outro lado, é mais simples e segura uma intervenção feita antes de o problema aparecer.

A cirurgia de urgência é necessária em pacientes hospitalizados por perfuração intestinal e peritonite. O cirurgião geralmente extirpa o segmento perfurado e cria uma abertura entre o intestino grosso e a superfície cutânea (colostomia). As extremidades livres do intestino são unidas numa operação posterior, durante a qual, além disso, se fecha a colostomia.

Quando surge uma hemorragia maciça, pode-se identificar a origem injetando uma substância de contraste nas artérias que irrigam o intestino grosso, ao mesmo tempo que se fazem radiografias (procedimento conhecido como angiografia). A injecção de vasopressina (um fármaco que contrai as artérias) pode controlar a hemorragia, mas pode ser perigosa, sobretudo nas pessoas mais velhas. Em alguns casos, a hemorragia torna a aparecer poucos dias depois, sendo então necessário um tratamento cirúrgico. A extirpação do setor intestinal afetado só é possível se a origem da hemorragia for conhecida. Caso contrário, extirpa-se uma grande parte do intestino (colectomia subtotal). Se a hemorragia estancar (ou diminuir significativamente) sem tratamento, a melhor forma de determinar a sua causa é por meio duma colonoscopia.

O tratamento duma fístula requer a extirpação cirúrgica da área do cólon onde a mesma começa e a anastomose (conexão) das extremidades do intestino seccionado.

Diverticulite: razões para a cirurgia programada

Condição Razão
Dois ou mais ataques graves de diverticulite (ou um ataque grave em alguém com menos de 50 anos). Risco elevado de complicações graves.
Progressão rápida da doença. Risco elevado de complicações graves.
Massa abdominal persistente e dolorosa. Pode ser um cancro.
As radiografias mostram alterações sugestivas no segmento inferior do intestino grosso (cólon sigmóide). Pode ser um cancro.
Dor ao urinar (em homens ou em mulheres que tenham sofrido uma histerectomia). Pode ser um aviso duma perfuração iminente para a bexiga.
Dor abdominal súbita em pessoas que tomam corticóides O intestino grosso pode ter-se perfurado para a cavidade abdominal.

Fonte: www.manualmerck.net

Diverticulite

"Os divertículos colônicos são hérnias da mucosa na parede intestinal. Normalmente possuem poucos milímetros de diâmetro, mas alguns chegam a ultrapassar 2 cm de tamanho. Podem acometer toda a extensão do intestino grosso, contudo, cerca de 90% das lesões costumam se concentrar no sigmóide".

A incidência da Doença Diverticular Colônica (DDC) aumenta com a idade, atingindo de 50-66% nas pessoas com mais de 80 anos, independente do sexo. Felizmente, em 80% dos casos os divertículos são assintomáticos.

A diverticulite é a complicação mais comum da DDC e o processo que leva à inflamação do divertículo é semelhante àquele da apendicite (obstrução do orifício diverticular por um fecalito levando à perfuração).

A extensão e localização da perfuração determinam a evolução clínica: microperfurações podem permanecer localizadas, bloqueadas pela gordura pericólica e pelo mesentério, levando à formação de pequenos abscessos pericólicos. Macroperfurações resultam em abscessos mais extensos, que podem formar grandes massas inflamatórias, se estender para outros órgãos e/ou formar trajetos fistulosos. Tardiamente, ocorrem fibrose e estenose. Perfurações livres no peritônio são potencialmente fatais, mas felizmente são pouco comuns.

Quadro Clínico

Classicamente, a diverticulite manifesta-se com dor no quadrante inferior esquerdo (acometimento sigmoideano). Pacientes com sigmóide redundante podem apresentar dor suprapúbica ou mesmo à direita.

Em geral, a dor é intermitente e associada a alterações do hábito intestinal (diarréia ou constipação) e febre. Anorexia, náuseas e vômitos são razoavelmente freqüentes, mas hematoquezia, melena e sinais de peritonite são menos comuns.

O acometimento da bexiga por contigüidade pode levar ao surgimento de sintomas urinários. Os ruídos hidro-aéreos normalmente estão diminuídos, porém pode haver hiperperistalse na presença de obstrução. Abscessos intra-abdominais podem se manifestar como massas dolorosas palpáveis ao exame físico.

A obstrução intestinal aguda durante um episódio de diverticulite em geral é autolimitada e tende a responder bem ao tratamento conservador (ver Conduta Terapêutica). Estenoses crônicas devem ser avaliadas colonoscopicamente para excluir a possibilidade de neoplasia.

Alguns pacientes com antecedente de DDC de longa data podem apresentar episódios de exacerbação associados a pneumatúria, fecalúria e eliminação de fezes ou flatos pelo aparelho genital, levantando a suspeita de trajetos fistulosos concomitantes fístulas são complicações relativamente comuns da DDC, sendo colovesiculares em 65% dos casos, com predominância masculina(2:1) possivelmente decorrente da proteção dada à bexiga pelo útero. O segundo trajeto mais comum é a formação de fístulas colovaginais (25% de todos os casos). Fístulas colo-entéricas, colo-uterinas e colorretais ocorrem, mas são mais raras.

Exames Complementares

O leucograma apresenta-se normal em até 45% dos pacientes com diverticulite aguda. Boa parte dos pacientes com febre associada com leucocitose persistente apresenta diverticulite complicada com formação de abscessos.

A Tomografia Computadorizada (TC) é considerada o exame complementar de escolha na maioria dos pacientes e pode evidenciar divertículo com infiltração pericólica,espessamento da parede intestinal e formação de abscesso. A TC possui sensibilidade de 69-95% e especificidade de 75-100%, ainda assim, exames não excluem completamente o diagnóstico de diverticulite aguda.

O Ultra-som (US) possui sensibilidade de 84-98% e especificidade de 80-98%. A acurácia é um pouco inferior à TC, mas permanece como um exame bastante útil em mulheres para excluir distúrbios pélvicos e/ou ginecológicos.

O Estudo Radiográfico ainda é recomendado, consistindo em radiografias de abdome em ortostatismo e decúbito dorsal, e tórax (útil para detectar pneumoperitônio,apresentam em 12% dos pacientes com diverticulite aguda). As radiografias abdominais mostram alterações em 30-50% dos casos, tais como distensão ou obstrução de alças intestinais, íleo paralítico e hipotransparências em partes moles (sugerindo abscessos em formação).

O Enema Opaco continua sendo um bom exame complementar, mas a possibilidade de perfuração é uma contra-indicação importante. Pode observar extravasamento do material de contraste delineando cavidade abscedada, sinus ou trajeto fistuloso intramural.

São considerados sinais inespecíficos: diverticulose extensa, espasmo, massas extraluminais deslocando o intestino e espessamento da mucosa. Obviamente, a ausência de divertículos no enema baritado indica reconsideração do diagnóstico.

Nos pacientes com suspeita de diverticulite associada a trajetos fistulosos, além dos exames supracitados, recomenda-se cistoscopia e cistografia. Naqueles com manifestações hemorrágicas significativas, recomenda-se angiografia. Procedimentos Endoscópicos devem ser evitados devido ao risco de perfuração pelo instrumento ou pela insuflação de ar.

Os principais diagnósticos diferenciais da diverticulite aguda são: apendicite aguda, doença de Crohn, Carcinoma colorretal, colite isquêmica, colite pseudomembranosa, doença ulcerosa péptica (e suas complicações), afecções ovarianas (cistos, abscessos, torção), prenhez ectópica e salpingites.

Conduta Terapêutica

Pacientes com sintomas discretos, sem sinais sugestivos de irritação peritoneal, boa capacidade para hidratação oral e bom suporte familiar podem ser tratados ambulatorialmente com dieta líquido-pastosa (atenção especial à hidratação oral adequada), repouso, antiespasmódicos e antibioticoterapia de amplo espectro por 7-10 dias (p.ex.: amoxicilina + ácido clavulânico, sulfametoxazol-trimetoprim + metronidazol ou ciprofloxacin + metronidazol).

Quaisquer alterações no estado geral ou no curso favoráveis do tratamento devem ser relatadas imediatamente ao médico assistente. A internação está indicada nos pacientes apresentando incapacidade para ingerir líquidos / medicações, presença de co-morbidades (p.ex.: diabetes, imunossupressão, senilidade, febre e/ou leucocitose persistente) ou resposta desfavorável ao tratamento ambulatorial.

A maioria dos pacientes internados responde bem ao tratamento conservador com suspensão da dieta (ou dieta pobre em resíduos), hidratação parenteral e antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro (p.ex.: metronidazol + gentamicina ou clindamicina + ceftriaxona).

Cerca de 15-30% necessitam de cirurgia, com índice de mortalidade de 18%, chegando a 35% nos casos de perfuração livre com peritonite generalizada.

Tratamento da diverticulite associada com abscessos

Os pacientes que evoluem com formação de abscessos devem ser tratados de acordo com o estágio da perfuração. Nos casos com abscesso pericólico localizado apresentando coleções pequenas, recomenda-se conduta conservadora. Curiosamente, o prognóstico favorável relaciona-se à formação de um trajeto fistuloso, entre o cólon e o abscesso (o que permitira drenagem interna espontânea da coleção). Coleções maiores devem ser submetidas à punção percutânea guiada por TC (4 semanas após realiza-se a intervenção cirúrgica definitiva). A intervenção cirúrgica como primeira medida é recomendada em até 25% dos casos, especialmente nos abscessos multiloculados, inacessíveis ou sem resposta à punção com drenagem.

Pacientes com abscesso à distância devem ser submetidos à drenagem guiada por TC ou ressecção em bloco com reanastomose. A peritonite generalizada é um evento raro, mas exige conduta cirúrgica urgente com colostomia proximal, suporte nutricional parenteral e antibioticoterapia de amplo espectro.

Tratamento da diverticulite associada a fístulas

O tratamento dos pacientes com diverticulite associada a trajetos fistulosos é eminentemente cirúrgico: a ressecção do segmento fistulizado com reanastomose pode ser realizada em cerca de 75% dos pacientes.

Tratamento da diverticulite associada com obstrução

Apesar da localização preferencialmente à esquerda dos divertículos, a maioria dos estudos contra-indica a hemicolectomia esquerda ou sigmóido-colectomia como opção de tratamento empírico para pacientes com hemorragia digestiva baixa sem identificação do sítio sangrante. Já foram relatados sucessos utilizando colonoscopia e irrigação local com epinefrina a 1:1000, eletrocautérios bipolares e selantes de fibrina. Obtém-se êxito em 95% dos pacientes tratados endoscopicamente, sem morbidade, mas ainda são necessários mais estudos controlados para definir o papel da colonoscopia no tratamento da DDC.

Conclusão

A diverticulite é um evento preocupante e cerca de 30% dos pacientes apresentam recorrência - estes novos episódios tendem a não responder bem ao tratamento clínico, aumentando a mortalidade.

Alguns autores recomendam ressecção eletiva (Cirurgia profilática) após um ou dois ataques não-complicados, especialmente em indivíduos com menos de 40 anos de idade e/ou imunocomprometidos. Esta abordagem deve ser individualizada de acordo com a severidade do episódio, o estado geral do paciente e o risco de um ataque subseqüente em relação ao risco inerente ao próprio procedimento cirúrgico.

É importante observar que cerca de 10% dos pacientes operados apresentam novas crises de diverticulite após a ressecção (e 3% necessitam de re-intervenção). Estes números salientam ainda mais a importância do diagnóstico precoce, permitindo a adoção das medidas clínicas conservadoras adequadas como modo de reduzir a morbi-mortalidade deste distúrbio.

Fonte: www.espacorealmedico.com.br

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