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Doenças Respiratórias

 

O que são doenças respiratórias?

As doenças respiratórias são as que afetam o trato e os órgãos do sistema respiratório.

Quais são os fatores de risco?

O tabagismo, a poluição, a exposição profissional a poluentes atmosféricos, as condições alérgicas e doenças do sistema imunitário, entre outros.

Que tipos de doenças respiratórias existem?

Existem 14 tipos diferentes de doenças respiratórias:

Broncopatias: doenças dos brônquios, como a asma, a bronquiectasia e a bronquite.

Pneumopatias: grupo de doenças pulmonares, entre as quais se destacam a atelectasia, as doenças pulmonares intersticiais, neoplasias pulmonares, tuberculose pulmonar, hipertensão pulmonar, pneumopatias obstrutivas, pneumonia, pneumopatias fúngicas, pneumopatias parasitárias, síndroma do desconforto respiratório do recém-nascido.

Transtornos respiratórios: são assim designadas as doenças respiratórias em geral ou aquelas que não são uma doença específica. Neste grupo incluem-se a apneia, síndroma do desconforto respiratório do recém-nascido, dispneia, insuficiência respiratória, hiperventilação, etc. A tosse, a rouquidão, a aspiração de mecônio, respiração bucal, laringismo, síndroma do desconforto respiratório do adulto, também são considerados transtornos respiratórios.

Fístula do trato respiratório: passagem anormal na comunicação entre algum componente do trato respiratório ou entre qualquer parte do sistema respiratório e os órgãos circunvizinhos.

Doenças torácicas: doenças que afetam o tórax.

Transtornos da motilidade ciliar: desordens caracterizadas pelo movimento ciliar anormal no nariz, nas sinuses paranasais, no trato respiratório, entre outras. A síndroma de Kartagener, doenças respiratórias crónicas, a sinusite crónica e a otite crónica constituem manifestações deste tipo de transtornos.

Doenças nasais: doenças do nariz em geral ou não especificadas. Exemplos de doenças nasais são as neoplasias nasais, doenças dos seios paranasais e a rinite. A epistaxe (derramamento de sangue pelas fossas nasais), a granuloma letal da linha média, a obstrução nasal, as deformidades adquiridas nasais, a rinoscleroma (infecção) e os pólipos nasais (tumores) integram-se também nas doenças nasais.

Hipersensibilidade respiratória: uma forma de hipersensibilidade que afeta o trato respiratório, como acontece com a asma, a febre dos fenos, a alveolite alérgica extrínseca, a aspergilose broncopulmonar alérgica e a rinite alérgica perene.

Infecções respiratórias: infecções do trato respiratório superior. Resultam dessas infecções as seguintes doenças: empiema pleural, complexo da doença respiratória bovina, bronquite, laringite, legionelose (doença do Legionário), pneumopatias fúngicas, pneumopatias parasitárias, pleurisia, pneumonia, rinite, sinusite, tonsilite, tuberculose pleural, tuberculose pulmonar, coqueluche, resfriado comum, influenza, abcesso pulmonar, faringite, rinoscleroma, síndroma respiratório agudo grave, traqueíte (inflamação da traqueia) e tuberculose laríngea.

Doenças da traqueia: incluem neoplasias da traqueia, estenose traqueal (estreitamento patológico da traqueia), traqueíte, traqueobroncomegalia, fístula traqueoesofágica.

Doenças da laringe ou laringopatias: doenças da laringe em geral ou não especificadas, entre as quais se contam a laringite, os distúrbios da voz, o granuloma laríngeo, o edema laríngeo, as neoplasias laríngeas, o laringismo, a laringoestenose, a tuberculose laríngea, a paralisia das cordas vocais. Estas doenças relacionam-se também com as otorrinolaringopatias.

Doenças pleurais: empiema pleural, hemotórax (derrame de sangue no tórax), derrame pleural, neoplasias pleurais, pleurisia e tuberculose pleural, bem como quilotórax (derrame de quilo na cavidade pleural), hemopneumotórax, hidropneumotórax, hidrotórax e pneumotórax.

Anormalidades do sistema respiratório: anormalidades congénitas estruturais do sistema respiratório, como o cisto broncogénico, o sequestro broncopulmonar, a atresia coanal, a malformação adenomatóide, a cística congénita do pulmão, a síndroma de Kartagener, a síndroma de Cimitarra e a traqueobroncomegalia.

Neoplasias do trato respiratório: neoplasias pulmonares, pleurais e nasais.

Como se diagnosticam as doenças respiratórias?

Pela observação clínica, através de técnicas e meios complementares de diagnóstico, entre os quais: testes da função respiratória, testes de sons respiratórios, broncografia, broncoscopia, laringoscopia, radiografia pulmonar de massa, depuração mucociliar, testes de provocação nasal, rinomanometria e rinometria acústica.

Quais são os principais sintomas de doença respiratória?

Cada doença tem sintomas específicos, que só o médico pode avaliar. Contudo, a tosse, a rouquidão, o nariz entupido, dores no peito, dores de garganta, garganta irritada, pingo no nariz, dificuldade em respirar quando não está a fazer esforço (a subir escadas, a andar, a fazer exercício), dispneia, entre outros, são sintomas de doença respiratória.

A que médico devo recorrer?

Em primeira instância, ao seu médico de família no centro de saúde da sua área de residência. Só ele pode determinar se deve ser encaminhado para um médico especialista e de que especialidade.

Fonte: www.min-saude.pt

Doenças Respiratórias

São as doenças mais frequentes durante a infância, acometendo um número elevado de crianças, de todos os níveis sócio-econômicos e por diversas vezes. Nas classes sociais mais pobres, as infecções respiratórias agudas ainda se constituem como importante causa de morte de crianças pequenas, principalmente menores de 1 ano de idade.

Os fatores de risco para morbidade e mortalidade são baixa idade, precárias condições sócio-econômicas, desnutrição, déficit no nível de escolaridade dos pais, poluição ambiental e assistência de saúde de má qualidade (SIGAUD, 1996).

A enfermagem precisa estar atenta e orientar a família da criança sobre alguns fatores:

Preparar os alimentos sob a forma pastosa ou líquida, oferecendo em menores quatidades e em intervalos mais curtos, respeitando a falta de apetite e não forçando a alimentação

Aumentar a oferta de líquidos: água, chás e suco de frutas, levando em consideração a preferência da criança

Manter a criança em ambiente ventilado, tranquilo e agasalhada se estiver frio

Fluidificar e remover secreções e muco das vias aéreas superiores frequentemente

Evitar contato com outras crianças

Havendo febre: até 38,4ºC dar banho, de preferência de imersão, morno (por 15 minutos); aplicar compressa com água morna e álcool nas regiões inguinal e axilar; retirar excessos de roupa. Se ultrapassar este valor oferecer antitérmico recomendado pelo pediatra.

RESFRIADO

Inflamação catarral da mucosa rinofaríngea e formações linfóides anexas.

Possui como causas predisponentes: convívio ou contágio ocasional com pessoas infectadas, desnutrição, clima frio ou úmido, condições da habitação e dormitório da criança, quedas bruscas e acentuadas da temperatura atmosférica, susceptibilidade individual, relacionada à capacidade imunológica (ALCÂNTARA, 1994).

Principais sinais e sintomas: febre de intensidade variável, corrimento nasal mucoso e fluido (coriza), obstrução parcial da respiração nasal tornando-se ruidosa (trazendo irritação, principalmente ao lactente que tem sua alimentação dificultada), tosse (não obrigatória), falta de apetite, alteração das fezes e vômitos (quando a criança é forçada a comer).

Não existindo contra-indicações recomenda-se a realização de exercícios rrespiratórios, tapotagem e dembulação. Se o estado for muito grave, sugerindo risco de vida para a criança se ela continuar em seu domicílio, recomenda-se a hospitalização.

PNEUMONIA

Inflamação das paredes da árvore respiratória causando aumento das secreções mucosas, respiração rápida ou difícil, dificuldade em ingerir alimentos sólidos ou líquidos; piora do estado geral, tosse, aumento da frequência respiratória (maior ou igual a 60 batimentos por minuto); tiragem (retração subcostal persistente), estridor, sibilância, gemido, períodos de apnéia ou guinchos (tosse da coqueluche), cianose, batimentos de asa de nariz, distensão abdominal, e febre ou hipotermia (podendo indicar infecção).

AMIGDALITES

Muito frequente na infância, principalmente na faixa etária de 3 a 6 anos (ALCÂNTARA, 1994). Seu quadro clínico assemelha-se a um resfriado comum.

Principais sinais e sintomas: febre, mal estar, prostração ou agitação, anorexia em função da dificuldade de deglutição, presença de gânglios palpáveis, mau hálito, presença ou não de tosse seca, dor e presença de pus na amigdala.

Às orientações de enfermagem acrescentaria-se estimular a família a ofertar à criança uma alimentação mais semi-líquida, a base de sopas, papas ...

OTITE

Caracterizada por dor, febre, choro frequente, dificuldade para sugar e alimentar-se e irritabilidade, sendo o diagnóstico confirmado pelo otoscópio.

Possui como fatores predisponentes:

Alimentação em posição horizontal, pois propicia refluxo alimentar pela tuba, que é mais curta e horizontal na criança, levando à otite média;

Crianças que vivem em ambiente úmido ou flhas de pais fumantes;

Diminuição da umidade relativa do ar;

Limpeza inadequada, com cotonetes, grampos e outros, prejudicando a saída permanente da cera pela formação de rolhas obstrutivas, ou retirando a proteção e facilitando a evolução de otites micóticas ou bacterianas, além de poder provocar acidentes.

Orientar sobre a limpeza que deve ser feita apenas com água, sabonete, toalha e dedo.

SINUSITE

"Desencadeada pela obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face, favorecendo a retenção de secreção e a infecção bacteriana secundária" (LEÃO, 1989). Caracteriza-se por tosse noturna, secreção nasal e com presença ou não de febre, sendo que raramente há cefaléia na infância (SAMPAIO, 1994).

Casos recidivantes são geralmente causados por alergia respiratória. Possui como fatores predisponentes:

Episódios muito frequentes de resfriado
Crianças que vivem em ambiente úmido ou flhas de pais fumantes
Diminuição da umidade relativa do ar.

RINITE

Apresenta como manifestações clínicas a obstrução nasal ou coriza, prurido e espirros em salva; a face apresenta "olheiras"; dupla prega infra-orbitária; e sulco transversal no nariz, sugerindo prurido intenso. Pode ser causada por alergia respiratória, neste caso faz-se necessário afastar as substâncias que possam causar alergia.

BRONQUITE

Inflamação nos brônquios, caracterizada por tosse e aumento da secreção mucosa dos brônquios, acompanhada ou não de febre, predominando em idades menores. Quando apresentam grande quntidade de secreção pode-se perceber ruído respiratório ("chiado" ou "ronqueira") (RIBEIRO, 1994).

Propicia que as crianças portadoras tenham infecções com maior frequência do que outras. Pode se tornar crônica, levando a anorexia a uma perda da progressão de peso e estatura (RIBEIRO, 1994). Recomenda-se afastar substâncias que possam causar alergias.

ASMA

Doença crônica do trato respiratório, sendo uma infecção muito frequente na infância. A crise é causada por uma obstrução, devido a contração da musculatura lisa, edema da parede brônquica e infiltração de leucócitos polimorfonucleares, eosinófilos e linfócitos (GRUMACH, 1994).

Manifesta-se através de crises de broncoespasmo, com dispnéia, acessos de tosse e sibilos presentes à ausculta pulmonar. São episódios auto-limitados podendo ser controlados por medicamentos com retorno normal das funções na maioria das crianças.

Em metade dos casos, os primeiros sintomas da doença surgem até o terceiro ano de vida e, em muitos pacientes, desaparecem com a puberdade. Porém a persistência na idade adulta leva a um agravo da doença.

Fatores desencadeantes: alérgenos (irritantes alimentares), infecções, agentes irritantes, poluentes atmosféricos e mudanças climáticas, fatores emocionais, exercícios e algumas drogas (ácido acetil salicílico e similares).

É importante que haja:

Estabelecimento de vínculo entre paciente/ família e equipe de saúde

Controle ambiental, procurando afastar elementos alergênicos

Higiene alimentar

Suspensão de alimentos só deverá ocorrer quando existir uma nítida relação com a sintomatologia apresentada

Fisioterapia respiratória a fim de melhorar a dinâmica respiratória, corrigir deformidades torácicas e vícios posturais, aumentando a resistência física.

Durante uma crise o paciente precisa de um respaldo medicamentoso para interferir na sintomatologia e de uma pessoa segura e tranquila ao seu lado. Para tanto a família precisa ser muito bem esclarecida e em alguns casos faz-se necessário encaminhamento psicológico.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ALCÂNTARA, P. ROZOVIT, T. Infecções Vias das Aéreas Superiores. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8º ed. São Paulo: SARVIER, 1994.
GRUMACH, A.S. & SAMPAIO, P.L. Doenças Alérgicas Respiratórias. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8º ed. São Paulo: SARVIER, 1994.
LEÃO, E. et al Pediatria Ambulatorial. 2º ed. Belo Horizonte: COOPMED, 1989.
RIBEIRO,T.V.M. Bronquite. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8º ed. São Paulo: SARVIER, 1994.
SAMPAIO, P.L. Otorrinolaringologia. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8º ed. São Paulo: SARVIER, 1994.
SIGAUD, C.H.S.; VERÍSSIMO, M.L.R. Enfermagem Pediátrica: o cuidado de enfermagem à criança e ao adolescente. São Paulo: Pedagógica e Universitária, 1996.

Fonte: www.hospvirt.org.br

Doenças Respiratórias

Proteja-se das doenças respiratórias

O inverno está chegando... E junto com os dias ensolarados e frios vêm também as doenças respiratórias.

Nas ruas, escolas, shoppings – em todos os lugares – é frequente encontrar pessoas com tosse, coriza e até abatidas pela febre.

Proteja-se das doenças respiratórias

Resfriado e gripe, por exemplo, manifestam sintomas semelhantes; entretanto, os vírus que provocam essas doenças são diferentes. O Influenza é o responsável pela gripe, cujos sintomas são mais intensos, como febre alta, dores musculares e indisposição. O Rinovírus é ocausador dos resfriados, que provocam sintomas e sensação de mal estar menos intensos.

Lá vem a gripe

Doenças Respiratórias

As doenças das vias respiratórias, cuja proliferação torna-se fácil com o frio, pois as pessoas tendem a ficar em locais fechados - e os vírus são transmitidos por meio do ar e do contato - principalmente pelas mãos dos indivíduos doentes.

Os sintomas são: febre, coriza, obstrução nasal, dores pelo corpo e cansaço; podem ocorrer também chiado no peito e aumento de secreção nos pulmões.

A bronquiolite (inflamação nos bronquíolos) é uma doença muito comum no inverno, que ocorre mais frequentemente em crianças menores de 6 meses e é causada pelo vírus respiratório sincicial. Dependendo da gravidade, o tratamento poderá necessitar de internação hospitalar.

Segundo dr. Joaquim Carlos Rodrigues, coordenador do Centro de Doenças Respiratórias da Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), “os grandes sinalizadores são a respiração rápida e difícil, além de dificuldade para mamar”.

A melhor forma de prevenção ainda é a vacinação, principalmente no caso da gripe. Mas as pessoas devem tomar alguns cuidados diários para ficar longe dos problemas respiratórios. Devem-se evitar lugares fechados, aglomerações e contato com quem estiver gripado. Vale também manter os ambientes bem ventilados.

Quando o problema respiratório se instala, em geral, cabe apenas tratar os sintomas. Os medicamentos servem para atenuar a coriza, a febre e as dores no corpo. Os médicos também orientam os pacientes a fazer repouso, a manter alimentação equilibrada e a ingerir muito líquido.

As doenças respiratórias causadas por vírus podem baixar a resistência do organismo - pois atingem o sistema imunológico – e facilitar a instalação de infecções bacterianas, como a pneumonia, a otite e a sinusite.

Alergia: quem não tem?

O frio, a falta de chuva e a poluição – típicos do inverno –, fazem o cenário ideal para agravar um outro problema muito comum: a alergia respiratória, cujas manifestações mais frequentes são a rinite e a asma.

As alergias são determinadas por uma predisposição genética, isto é, as pessoas nascem com essa capacidade e poderão manifestá-la em qualquer fase da sua vida. “O problema não precisa necessariamente ser respiratório - a alergia pode ser na pele e até no estômago. A boa notícia é que, em geral, o problema diminui com o aumento da idade”, afirma o dr. Pedro Mangabeira, otorrinolaringologista do HIAE.

A alergia pode se manifestar ou se intensificar por exposição a vários fatores do ambiente, tais como tapetes, cortinas, bichos de pelúcia, produtos com cheiro forte, fumaça de cigarro, inseticidas, bolor, pelos de animais e alguns tipos de alimentos.

“A higiene do ambiente, assim como evitar a exposição a esses fatores, é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem tem alergia”, enfatiza o dr. Rodrigues.

Não há cura para as alergias, mas existem formas de tratamento que podem amenizar os seus sintomas. Quem tem alergia respiratória, por exemplo, pode procurar o apoio de especialistas nessa área (podem ser pediatras, pneumologistas, otorrinolaringologistas ou alergistas).

Eles podem receitar medicamentos para o controle da alergia. O alergista pode ainda, em casos selecionados e mais intensos, indicar um tratamento com vacinas especialmente formuladas - a chamada imunoterapia -, cuja função é melhorar a tolerância e reduzir a sensibilidade aos causadores da alergia. Esse tipo de tratamento é mais demorado e os resultados são obtidos em longo prazo.

Fonte: www.einstein.br

Doenças Respiratórias

Quais são as doenças respiratórias mais freqüentes no inverno?

Rinite, sinusite, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), asma e pneumonia.

Por que no inverno?

Porque nessa estação do ano há fatores que estimulam a ocorrência das doenças respiratórias: queda de temperatura, baixa umidade e resfriamento do ar e o contato com ácaros de roupas guardadas. Também o ambiente fechado e a ventilação reduzida facilitam a propagação de infecções e alergias.

Qual a causa dessas doenças?

Os responsáveis pelas infecções respiratórias agudas são os vírus (mais de 90% dos casos) e as bactérias. As reações alérgicas (rinite, por exemplo) são causadas, em sua grande maioria, pelos ácaros – microorganismos encontrados na poeira.

Gripe e resfriado são a mesma coisa?

A gripe, causada pelo vírus da influenza, costuma ser classificada separadamente do resfriado comum, caracterizando-se por um quadro de infecção das vias aéreas superiores com maior repercussão clínica. Pode apresentar-se com febre alta, prostração, mialgia e calafrios. Os sintomas de coriza, tosse e faringite podem ficar em segundo plano frente às manifestações sistêmicas mais intensas. Febre, diarréia, vômitos e dor abdominal são comuns em crianças mais jovens.

Tosse e fadiga podem durar várias semanas.

Vacina contra a gripe?

A vacina é recomendada para pessoas mais suscetíveis à infecção, como por exemplo os idosos, cuja imunidade torna-se comprometida com o tempo.

Entretanto, sua indicação deve ser obrigatória em pacientes com asma, doenças cardiopulmonares crônicas, hemoglobinopatias, doenças renais ou metabólicas crônicas, doenças que necessitam de uso contínuo de aspirina ou imunodeficiência.

Por que quem faz a vacina ainda pode ter gripe?

A vacina da gripe objetiva imunizar contra a infecção de um determinado tipo de vírus – Influenza – que se caracteriza por um quadro de infecção das vias aéreas superiores com maior repercussão clínica, ou seja, sintomas mais graves. No entanto, a maioria dos casos de infecção das vias aéreas superiores não são causados por esse vírus.

Como prevenir?

Cuidar da higiene das mãos de familiares, ou outras pessoas com infecção respiratória viral;

Evitar o contato de crianças sadias com pessoas com infecção respiratória;

Dormir em local arejado e umedecido (o uso de recipientes com água no quarto é uma alternativa);

Usar agasalho quando sair ao ar livre;

Evitar o acúmulo de poeira em casa;

Lavar e secar ao sol mantas, cobertores e blusas de lã guardadas por muito tempo.

Algumas recomendações importantes

O uso de antimicrobiano não combate a infecção viral, não previne complicação bacteriana e poder causar efeitos adversos.

Da mesma forma os antitussígenos ou anti-histamínicos.

Em caso de dificuldade respiratória, febre alta, prostração, secreção nasal purulenta por mais de 10 dias, otalgia, ou tosse persistente por mais de 10 dias, procurar atendimento médico.

Fonte: chasqueweb.ufrgs.br

Doenças Respiratórias

Alergias Respiratórias

Poeira doméstica, fungos, pêlos de animais, fumaça e odores fortes, como cola de sapateiro e perfumes, são alguns entre tantos outros diferentes agentes externos, denominados alérgenos, que provocam reações alérgicas do nosso organismo. Desta forma, podem ocorrer diversas manifestações, comumente apresentadas como rinite ou asma brônquica.

Rinite

A rinite é um processo irritativo das vias nasais, caracterizando-se por espirro, produção excessiva de muco, coceira no céu da boca e congestão nasal.

Asma ou Bronquite

Esta reação aos alérgenos causa obstrução e dificulta a passagem do ar pelas vias respiratórias, manifestando-se sob forma de chiados no peito e falta de ar.

Além da alergia respiratória, mudanças repentinas de temperatura, umidade, desgaste emocional e processos inflamatórios, como gripes ou resfriados, também contribuem para desencadear uma crise alérgica.

Pessoas com alergias respiratórias devem ter sua atenção redobrada:

Mantenha o ambiente livre de poeira. Na falta de um aspirador, faça a limpeza com um pano úmido.
Para sua casa, prefira pisos lisos, que acumulam pouca poeira. Evite cortinas e tapetes.
Prefira travesseiros de espuma aos de penas e edredons no lugar de mantas ou cobertores de lã. São recomendáveis colchas e cobertores antialérgicos. Coloque revestimento plástico em almofadas e travesseiros.
Evite usar talcos, perfumes e o contato com objetos de pelúcia, animais de pêlo e penas.
Não permaneça em ambientes com cheiro de tinta, cola, materiais de limpeza ou qualquer substância com odores ativos.

AFECÇÕES DO PULMÃO

Tuberculose Pulmonar

Causada por um microorganismo denominado Bacilo de Koch, a tuberculose pulmonar atinge principalmente pessoas debilitadas, com deficiência no sistema de defesa orgânica. Pessoas de vida e alimentação irregulares, usuários de bebidas alcoólicas e portadores do vírus da AIDS (HIV) correm um risco maior de contrair tuberculose.

Importante: No caso de confirmação do diagnóstico da tuberculose, os indivíduos que mantêm contato direto e constante com o portador deverão se submeter a uma avaliação médica.

Enfisema Pulmonar

O hábito de fumar é a principal causa do enfisema pulmonar. A doença está associada a estados gripais, caracterizando-se por pneumonias freqüentes e falta de ar constante, que prejudicam o desempenho físico. A diminuição da capacidade respiratória dos pulmões atinge com mais freqüência as pessoas idosas, exigindo mais atenção.

Pneumonia

A pneumonia, um processo inflamatório dos pulmões, pode ser causada por vários tipos de microorganismos, havendo tratamento específico para cada um deles.

Falta de ar, fraqueza, febre alta (no caso de pneumonia por bactérias) e diminuição da capacidade para realizar atividades físicas são sintomas característicos da
doença.

OS CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER:

Inclua proteínas na alimentação, em quantidades equilibradas: verduras, legumes e frutas, procurando sempre estabelecer horas certas para as refeições.

Consuma frutas ricas em vitamina C, tais como laranja, limão, melão e abacaxi, entre outras, além de verduras como couve, alface e agrião.

Beba sempre bastante líquido.

Evite bebidas muito geladas.

Não tome bebidas alcoólicas.

Mantenha sua casa sempre bem ventilada, principalmente os quartos de dormir.

Evite os banhos muito quentes.

Leve sempre um guarda-chuva e agasalho para os dias chuvosos e frios.

Procure amamentar seu filho pelo menos nos primeiros seis meses de vida. O aleitamento é fundamental para prevenir doenças, inclusive as respiratórias. É através do leite que a mãe passa seus anticorpos para o bebê, protegendo-o contra infecções e garantindo seu desenvolvimento.

Vacine seu filho. A vacinação completa até o primeiro ano de vida previne a criança de coqueluche, tuberculose e outras infecções respiratórias graves.

Pratique esportes ao ar livre. Correr, nadar ou caminhar aumentam a capacidade respiratória. Mas não esqueça de consultar um médico para uma pré-avaliação das suas condições físicas.

Em atividades profissionais que possam afetar seu sistema respiratório utilize os equipamentos de proteção fornecidos por sua empresa.

Cuidado com a fadiga. O sono repousante e reparador evita doenças.

Evite aglomerações e ambientes fechados, onde a contaminação é mais freqüente.

Não fume. Os efeitos do cigarro são os mesmos para as pessoas que convivem com os fumantes e pioram a situação em ambientes fechados. Filhos de pais fumantes apresentam cinco vezes mais resfriados que os de não fumantes.
Prefira lenços descartáveis, em caso de gripes ou resfriados.

Fonte: www.hbpscs.com.br

Doenças Respiratórias

Existem dois tipos de doenças respiratórias.

As de origem infecciosa, como resfriados e pneumonias e as de origem alérgicas, como a asma e a rinite. Entre outras.

As doenças respiratórias mais conhecidas são:

ASMA: que é uma doença inflamatória crônica e afeta indivíduos de todas as idades. Mais especificamente a asma é uma inflamação dos brônquios que sofrem um estreitamento por inchaço das paredes, provocada pela inflamação, pela contração dos músculos que estão ao redor dos brônquios e pelo aumento de produção de escarro.

BRONQUITE (ou asma)

É uma doença pulmonar caracterizada pela inflamação dos brônquios. Existem outros tipos de bronquite, como a bronquite crônica do fumante inveterado, a bronquite catarral aguda (inflamação aguda, mas reversível, dos brônquios) e a bronquiolite. Esta última, comum na infância.

PNEUMONIA

É conhecida como uma doença que vem do frio, pois no inverno há um aumento de sua incidência, principalmente em idosos, crianças, e fumantes.

Trata-se de uma infecção aguda que pode atingir parcial ou inteiramente os pulmões e caso não seja bem tratada pode levar ao óbito.

RINITE

É uma inflamação das mucosas do nariz, geralmente crônica, e quase sempre é causada por alergias. Ela ajuda a aumentar as ocorrências de sinusites e otites, contribuindo em determinados casos para o crescimento desarmônico crânio facial. Estudos constataram que a rinite alérgica atinge cerca de 20 % à 30% da população e sua maior ocorrência é nos dias frios e nas mudanças bruscas de temperatura.

SINUSITE

É uma inflamação da parte interna dos seios da face, e pode ser decorrente de vários episódios de gripes e resfriados, podendo em determinados casos provocar a pneumonia.

RESFRIADO

Trata-se de uma infecção leve das vias aéreas superiores (nariz e garganta), que normalmente se cura sozinha sem a necessidade de se recorrer à medicamentos.

GRIPE

Esta por sua vez é uma doença contagiosa que ataca as vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões) e é causada por um vírus chamado Influenza.

Atualmente o governo tem investido na vacina, principalmente de idosos, contra o vírus influenza, a qual deve ser repetida todos os anos, devido a capacidade que o vírus possui de alterar sua estrutura periodicamente.

Embora não tenha encontrado dados estatísticos (números) à respeito, sabe-se que esta vacina tem reduzido o número de casos de gripes, e suas complicações nos idosos (público alvo). Caso não ocorra complicações, ela tende a passar sozinha como o resfriado.

Fatores que influenciam a ocorrência dessas doenças

Mudanças no Clima

Estudos constataram que as mudanças bruscas climáticas e as baixas temperaturas interferem nas incidências de tais doenças, devido o fato de que o organismo direciona suas energias para manter a temperatura do corpo equilibrada, o que possivelmente enfraquece as defesas orgânicas.

Outro fator é que com a chegada do frio as pessoas restringem-se à ambientes fechados o que favorece a propagação dos vírus, tais como o influenza.

Poluição do Ar

Estudos revelam que a quantidade de resíduos lançados pelo tráfego excessivo de veículos e pela atividade industrial, principalmente nos centros urbanos, tem afetado a qualidade do ar, prejudicando as condições de saúde da população. " O monóxido de carbono (CO) emitido pelos automóveis é o principal poluente nas grandes cidades e se inalados diariamente e com freqüência, os gases poluentes afetam diretamente o sistema respiratório, causando doenças como rinite, bronquite, pneumonia e asma.

Quando inalado em níveis muito altos, o CO provoca náuseas e dor de cabeça, além de agravar problemas cardíacos. No período do inverno, quando acontecem os picos de contaminação do ar, o risco de morte por doenças respiratórias pode aumentar até 12%. Nessa época, a procura por atendimento em prontos socorros infantis cresce 25%.

O excesso de óxido de enxofre na atmosfera provoca tosse e bronquite crônica nas crianças e falta de ar e enfisema pulmonar nos idosos. O óxido de nitrogênio e os hidrocarbonetos ocasionam irritação de olhos, nariz e pele.

As partículas inaláveis, presentes na fuligem lançada por veículos e chaminés industriais, além de irritar os olhos, causam doenças respiratórias crônicas e queda da resistência às infecções. O município de Cubatão (SP) é o que possui a maior concentração de material particulado no Brasil, com 90 microgramas por m³.

De acordo com o Bird, o índice aceitável é de 50. Para tentar controlar a poluição do ar nas cidades, o Conama criou, em 1986, o Programa de Controle da Poluição do Ar para Veículos Automotores (Proconve), que estabeleceu limites para a emissão de poluentes.

Segundo técnicos do Ministério do Meio Ambiente, os veículos emitiam até 50 g de CO por km rodado, índice de poluição considerado alto.

O programa previu etapas e prazos para a indústria automobilística equipar os carros novos com filtros e catalisadores que reduzissem esse valor para 1 ou 2g por km rodado. Hoje é preciso 28 veículos novos para lançar na atmosfera uma quantidade de CO equivalente à emitida por um carro fabricado em 1980. A modificação contribuiu para reduzir em 21,4% a taxa de emissão de CO, a partir de 1997, nas grandes cidades.

Os picos de poluição do ar passaram a ser registrados basicamente no inverno, entre os meses de maio e setembro, época em que as condições atmosféricas favorecem a concentração de poluentes."

Fonte: mathematikos.psico.ufrgs.br

Doenças Respiratórias

A queda da temperatura, provocada pela chegada do inverno, é uma das principais responsáveis pelo aumento do número de casos de problemas respiratórios.

E na mira dessas doenças estão principalmente: crianças e idosos.

Gripes e Resfriados

São as infecções virais mais comuns das vias respiratórias. Caracterizam-se por coriza, tosse com expectoração de catarro, dor de cabeça, sensação de mal-estar, irritação da garganta, febre, rouquidão, dores musculares e sudorese. A contaminação pode ocorrer através da saliva, pela fala, pela tosse ou pelo espirro. Para evitar contrair gripes e resfriados é importante lavar bem as mãos, cobrir a boca quando tossir e não espirrar próximo a outras pessoas.

Nos casos de gripe, geralmente ocorre um cansaço extremo, febre por dois ou três dias, dores no corpo, de cabeça e de garganta, além de coriza. A melhora ocorre depois de três ou cinco dias. É possível prevenir a gripe com uma alimentação saudável, bebendo muita água, fazendo exercícios e dormindo bem.

Já o resfriado ataca principalmente o nariz e a garganta, causando espirros, coriza e tosse. A recuperação acontece em dois ou três dias. Para prevenir o resfriado procure evitar lugares fechados, fazer exercícios regulares, ter uma boa alimentação, descansar e ingerir bastante líquido.

Tosse

Doenças Respiratórias

É um meio que o organismo utiliza para limpar o aparelho respiratório e expulsar o catarro (muco com pus) e os microorganismos da garganta ou dos pulmões. Por isso, quando a tosse produz catarro, não tome nenhum medicamento, por conta própria, beba bastante água, evite o fumo e procure orientação médica para soltar e expulsá-lo.

O melhor tratamento continua sendo a prevenção: melhorar as defesas do corpo com alimentação saudável, rica em verduras, frutas e legumes, tomar bastante água, já que o pulmão fabrica por dia 800 ml de secreção que é eliminada em forma de vapor. É importante, também, manter a casa e o ambiente livres de poeira e sujeira, principalmente para evitar o agravamento de doenças simples, como a rinite e a sinusite.

Rinite

É caracterizada por espirros, coceira no nariz, coriza e nariz entupido. A crise pode ser causada por poeira, pólen, mofo ou pêlo de animal, entre outros agentes causadores dos sintomas.

Sinusite

Uma inflamação dos seios da face. Ocasiona dor no rosto acima e abaixo dos olhos, muco espesso ou pus no nariz, às vezes apresenta com mau cheiro, nariz entupido e febre.

Fonte: www.herbarium.net

Doenças Respiratórias

Principais doenças respiratórias e como estas se relacionam com as quatro técnicas alternativas.

As doenças respiratórias são a 3ª causa de mortes no mundo todo, ganhando da AIDS e só perdendo para as doenças cardiovasculares e os derrames.

Dividimos este capítulo em 3 tópicos gerais:

A- Infecções respiratórias causadas pelos vírus:

Resfriado e gripe.

B- Infecções respiratórias causadas pelas bactérias:

Sinusite, bronquite, bronquiolite, pneumonia, meningite, febre reumática, escarlatina, glomerulonefrite, amigdalite, faringite, tuberculose, difteria e (doenças causadas por fungos).

C- Doenças respiratórias que não são causadas por microorganismos (alergias respiratórias):

Rinite alérgica e asma.

A- INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS CAUSADAS PELOS VÍRUS

(Como as doenças virais se relacionam com as quatro técnicas naturais).

Essas doenças, a priori, não devem ser tratadas com antibióticos, mas poderão sempre ser prevenidas ou tratadas com as técnicas alternativas citadas.

A - 1 Resfriados e gripes (considerações gerais)

Resfriados e gripes são provocados por vírus que são parasitas intracelulares obrigatórios, isto é, dependem das células vivas para se multiplicarem e são bem menores do que as bactérias.

Os vírus são cerca de cem vezes menores do que as bactérias e não chegam a constituir uma célula como estas. Eles são formados apenas por um ácido nucleico envolto por uma cápsula de proteína e alguns biólogos nem os consideram um ser vivo, pois estes só se comportam como tal quando estão no interior das células.

Os menores vírus medem cerca de 10 a 20 nanômetros (1nm=1 milhão de vezes menor do que 1 milímetro), o que já é um fator facilitador da sua entrada no interior das células das mucosas.

Resfriados e gripes são causados por vírus diferentes, assim, os sintomas que causam no organismo também serão diferentes. A grande maioria dos resfriados é provocada pelos rhinovírus e pelos coronavirus, já a gripe é provocada pelos ortomixovirus da influenza dos tipos A, B ou C, sendo que os do tipo A é que provocam as epidemias e pandemias de gripe.

O rhinovírus (rhis=nariz), o mais comum de todos e responsável pela maioria dos resfriados possui, pelo menos, 115 sorotipos diferentes já identificados na natureza, daí a dificuldade em se produzir uma vacina contra o resfriado. Porém, este vírus confere uma imunidade de mais de dois anos ao organismo e provavelmente, sua ação se restrinja às mucosas das vias aéreas devido ao fato dele crescer melhor a 33°C (temperatura da mucosa), ao invés dos 37°C (temperatura do corpo humano).

Já o coronavirus, responsável por apenas 15% dos resfriados, possui somente dois sorotipos, mas, em compensação, confere uma imunidade de apenas um ano.

Como dissemos, o vírus da gripe possui 3 sorotipos básicos identificados, permitindo, assim, a confecção de vacinas feitas de vírus já mortos e que funcionam como antígenos, provocam a formação de anticorpos (elementos de defesa) no organismo; por isso existem vacinas para a gripe e não para o resfriado.

A- 1.2 Sintomas do resfriado (após o vírus ter penetrado a membrana mucosa):

Os sintomas do resfriado são bem mais brandos do que os da gripe e se localizam principalmente no nariz e na garganta. A grande maioria dos resfriados começa pela garganta, passando inicialmente à narina correspondente do lado da garganta afetada.

Às vezes, o resfriado é tão fraco que congestiona apenas uma das narinas, mas geralmente ambas acabam sendo comprometidas, a não ser que você faça a Reversão (técnica nº3).

Portanto, ao sentir um ponto na garganta ou esta arranhar, procure se precaver logo, principalmente com a técnica nº3 da Reversão: cortando de imediato o frio, agasalhando-se mais, evitando e afastando-se das intempéries climáticas e das causas ambientais.

Aplique também a técnica nº 4 da hiperventilação para debelar a dor de garganta que normalmente ocorre antes do resfriado.

No resfriado, a febre, quando existe, geralmente é baixa, mas pode chegar aos 38°C ou um pouco mais, principalmente durante o período inicial, por isso, ficamos também muito mais sensíveis ao frio, como na gripe.

Os resfriados duram de 2 a 7 dias, provocando catarro e coriza e geralmente garganta inflamada, mas atenção: o nariz nunca deve ser assoado com muita força para não favorecer as principais complicações bacterianas, as sinusites e otites, que podem aparecer ao final do resfriado e, por vezes, devem ser tratadas com os antibióticos.

A técnica n°1 da exposição da garganta ao sol debela o problema acima, dispensando os antibióticos ou ajudando a sua ação, mas atenção: esta técnica, como já enfatizamos, só deve ser usada para combater o catarro residual no final da infecção e com a garganta já recuperada, não mais inflamada.

A- 1.3 Sintomas da gripe (após o vírus ter penetrado a membrana mucosa).

São bem mais fortes do que os do resfriado e se estendem pelo corpo todo, provocando prostração, abatimento, sensação de mal estar geral, dores musculares e algumas vezes, até dores abdominais, com vômitos e/ou diarréias. Nariz e garganta também são atacados e a febre geralmente é muito alta, podendo chegar aos 40ºC, provocando calafrios, dor de cabeça, tosse e fraqueza. A doença pode perdurar por mais de uma semana.

As gripes, ao contrário dos resfriados, provocam epidemias na população, principalmente nos meses frios, porém podem ser evitadas por meio de vacinas, que devem ser aplicadas em: crianças, idosos, cardíacos, aidéticos, diabéticos, doentes renais, reumáticos, doentes pulmonares e nos agentes da saúde.

Para facilitar a identificação rápida, se é uma gripe ou um resfriado, podemos resumir tudo nos 6 sintomas mais importantes:

SINTOMAS

RESFRIADO

GRIPE

Febre: ausente ou rara comum, (39º a 40º C)
Cefaléia (dor de cabeça): ausente comum
Mal estar geral: discreto comum, severo e duradouro
Faringite (dor de garganta): comum menos comum
Secreção nasal: comum e abundante menos comum, pouca
Vômito e/ou diarréia: raro comum

É importante também diferenciar os sintomas de uma gripe dos de uma amigdalite ou faringite, pois ambas provocam febre alta.

Nas amigdalites não há quase corrimento nasal ou catarro intenso, mas, geralmente, pontos brancos de pus na garganta. As amigdalites podem ser confundidas com as gripes, no entanto devem ser tratadas com antibióticos, pois são causadas por bactérias, ao contrário das gripes que são causadas por vírus. Para a antibioticoterapia no caso das amigdalites, recomendamos sempre consultar um médico.

Porém, ambas as doenças podem ser, muitas vezes, evitadas com a técnica nº 3 da Reversão associada à n°4 da Hiperventilação, se as mesmas forem aplicadas preventivamente, logo ao início dos sintomas.

Atenção: somente 20% das dores de garganta são causadas por bactérias, sendo a grande maioria causada por resfriados e gripes, devendo-se então ter sempre o cuidado de não tomar antibióticos desnecessariamente, principalmente as crianças, pelos efeitos colaterais destes.

A Vacina é contra a contra gripe e não contra resfriados:

A vacina é um bom recurso preventivo contra a gripe, pois faz com que nosso organismo produza anticorpos contra alguns tipos de vírus da gripe. Contudo, ela não imuniza o organismo contra todos os vírus, conferindo apenas cerca de 50% de imunização; sendo assim, principalmente para os idosos, além da vacinação anual, estes devem ficar atentos e aplicar a técnica de nº 3 da Reversão logo aos primeiros sintomas.

Atenção: se você tomou a vacina, você só ficará imunizado para 50% dos casos de gripe e não do resfriado, que são provocados por outros tipos de vírus e portanto, continuará a ficar resfriado normalmente, como se nunca tivesse tomado a vacina.

Como no Brasil se confunde muito resfriado com gripe, muitas pessoas acham que a vacina não surte efeito por esse motivo.

De qualquer modo, mais uma razão para complementar a vacina com as nossas técnicas; neste caso, além de pegar menos gripes, pegará também menos resfriados.

A complicação mais séria da gripe é a pneumonia, descrita mais adiante, mas outras complicações podem surgir, principalmente nos cardíacos, hipertensos e portadores de problema renais.

A- 1.4 A Técnica da Reversão (veja o capítulo da técnica da Reversão):

É importante lembrar novamente que você pode reverter a maior parte dos resfriados ou gripes iminentes, se estiver consciente dos sintomas iniciais e aplicar a técnica da Reversão, normalmente, associada também à Hiperventilação para combater as dores de garganta (veja as técnicas e o quadro geral).

Isto é de grande proveito, principalmente para os idosos, mais vulneráveis s complicações bacterianas.

Com a aplicação desta técnica, mesmo que o vírus acabe penetrando no organismo este, geralmente, atuará mais de forma mais branda e a fase infecciosa será mais fraca, não causando maiores transtornos.

O paciente, com o tempo, estará cada vez mais consciente de quando e como aplicar as técnicas e isto é muito importante para a identificação dos sintomas iniciais e do porquê conseguiu ou não reverter a infecção iminente.

A- 1.5 Sintomas da iminência de um resfriado ou de uma gripe na Reversão.

A- 1.6 Conselhos importantes sobre resfriados e gripes e suas relações com as nossas técnicas naturais.

Caso não consiga reverter o resfriado ou a gripe e contraia a infecção, continue a se manter sempre aquecido, isto é muito importante e tente repousar mais; ingira sucos de frutas naturais e evite o vento, o frio e a umidade.

Manter o calor é fundamental, tanto para prevenir quanto para curar e evitar as complicações bacterianas, como as pneumonias e outras.

Não adianta tomar remédios, antibióticos e se expor às intempéries sem agasalhos. Há registros de pessoas saudáveis e até muito fortes que contraíram um resfriado ou uma gripe e faleceram de pneumonia dupla por mero descuido.

Não pegamos mais resfriados no inverno ou nos dias mais frios pelo fato de ficarmos mais em aglomerados em ambientes fechados, como é largamente preconizado, mas sim devido ao próprio frio e às instabilidades que favorecem as infecções.

Essa teoria foi criada para explicar o maior número de resfriados no inverno do que no verão, quando ainda se acreditava que o frio não predispunha a essas doenças, porém, no calor do verão, os aglomerados, festivais etc. nada causam a mais.

Então, mais importante do que evitar aglomerados é se manter aquecido, pois é muito mais fácil pegar resfriados estando isolado e no frio intenso da serra limpa do que aquecido e portanto, protegido, na multidão contaminada.

Gripes e resfriados são doenças do frio, mas podem ser predispostas por desequilíbrios das mucosas também no verão e o nosso maior aliado contra elas não é somente o repouso, apesar deste ajudar, mas, principalmente, a manutenção do calor corpóreo.

O tempo estável e os dias ensolarados também ajudam não só a evitar essas doenças como também a curá-las pela ação direta da radiação eletromagnética do sol na atmosfera, no solo, nos objetos e no próprio corpo.

Por exemplo: já foi verificado que a parte da areia da que pega menos sol devido à sombra projetada dos prédios nas praias contem uma quantidade de germes muito maior do que a parte que pega sol o dia todo.

Em comunidades especiais e isoladas que vivem em locais muito secos e frios, como os esquimós, pode até existir uma situação em que haja uma explosão de resfriados ou gripes durante o verão, como conseqüência das alterações climáticas bruscas, associadas à presença de um novo vírus mutante na comunidade. Entretanto, em condições normais de temperatura e umidade é sabido que o frio é o fator mais agressivo na quebra da resistência orgânica contra os vírus da gripe e do resfriado, seguido das instabilidades climáticas.

A sensibilidade aos fatores climáticos ou ambientais varia muito de pessoa a pessoa e existem pessoas mais ou menos resistentes. Contudo, mesmo as mais resistentes acabam contraindo mais infecções ao se exporem às condições ambientais adversas e muitas acabam se tornando mais cautelosas com a idade.

O fato de estarmos ou não exercendo uma atividade física também é muito importante com relação aos fatores climáticos; por exemplo: um goleiro estará sempre mais sujeito às instabilidades climáticas do que os jogadores da linha. Então, uma boa maneira de não contrairmos infecções ao sermos surpreendidos pelo frio, chuvas ou outras intempéries é nos mantermos sempre em atividade física, não ficando parados e aumentando assim o calor corpóreo.

Os vírus da gripe e do resfriado são veiculados normalmente através do ar a partir de portadores assintomáticos ou de pessoas já doentes, através de espirros ou da própria fala. Mas, podem também ser disseminados a partir de objetos já contaminados e principalmente, pelas mãos.

Por isso, é muito importante lavar sempre as mãos com sabonete, principalmente ao entrar em casa e antes das refeições.

Crie este simples hábito em sua casa com seus filhos e estará evitando, além das infecções citadas, outras doenças bacterianas e parasitárias perigosas.

A- 1.7 A Febre.

Após ter pego um resfriado ou uma gripe, a coisa mais importante a fazer é manter o calor do corpo e você vai sentir que o próprio organismo lhe pede isso, ao alterar a regulagem de seu “termostato” através do hipotálamo.

Principalmente durante a gripe, você vai ficar muito sensível ao frio devido febre alta, que é uma defesa do organismo para melhor combater o vírus com o calor do corpo. Por isso, a febre não deve ser muito evitada, a não ser quando passar dos 38.5ºC, para aliviar o mal estar geral e proteger o cérebro.

Paradoxalmente, no início da infecção viral temos observado que a temperatura do corpo pode estar mais baixa que a temperatura normal, que se situa em torno dos 36.7ºC. Normalmente, ela pode baixar até 36.3ºC, facilitando a penetração dos vírus nas células das mucosas e isto pode deve ser produzido pela própria ação do vírus.

É exatamente nesse momento que deve ser aplicada a técnica nº 3 da Reversão. Não temos certeza, mas é possível que o próprio vírus produza inicialmente esta queda na temperatura, facilitando sua penetração nas mucosas, daí a técnica da Reversão térmica ser tão importante e eficaz neste momento. Depois, o calor deve ser mantido até que passe qualquer sensação de frio e comecemos a suar com o excesso de agasalhos ou procedimentos para fazer a reversão.

A- 1.8 A Vitamina C.

Nenhuma vitamina ou mineral isolados são específicos para combater os vírus. Após ter contraído um resfriado, o ideal é ingerir bastante líquido, de preferência sucos de frutas para fluidificar as secreções e o catarro, a fim de que estes possam ser melhor eliminados e também para facilitar a movimentação dos cílios da mucosa.

O mineral zinco isolado também não demonstrou ter qualquer eficácia contra resfriados e gripes.

Ao invés de tomar doses elevadas de vitamina C artificial, que contém somente a vitamina, é preferível tomar um suco de acerola ou de laranja, pois estes contém outras vitaminas e ainda sais minerais, fitoquímicos e outras substâncias nutracêuticas (que combatem as doenças) variadas e importantes.

Essas substâncias agem em conjunto, sinergicamente, como anti oxidantes que atuam nos radicais livres, favorecendo o combate ao vírus do resfriado e da gripe e ainda potencializam a ação da vitamina C e de outras vitaminas.

A vitamina C, apesar de ser um poderoso anti oxidante, não previne ou cura sozinha resfriados e gripes.

Então, para prevenir ou curar resfriados e gripes, prefira ingerir uma ou duas laranjas ao dia ou, por exemplo, sucos de laranja ou acerola frescos, do que 1g de vitamina C pura na sua forma medicamentosa, que é quase toda eliminada pelo organismo.

Em seu livro o Dr. Póvoa nos dá um exemplo interessante, no caso do brócolis, de como as substâncias denominadas nutracêuticas nos protegem contra doenças: "temos no brócolis vitamina C, ácido fólico, cálcio e ferro. Mas há também o sulfarofano e o indol, que são substâncias que protegem contra o câncer".

Então, dificilmente um remédio artificial será mais rico e saudável do que um alimento natural e isto obviamente se aplica à vitamina C isolada ou mesmo associada a um único mineral. Mil vezes o calor e o repouso para prevenir ou curar resfriados e gripes do que gramas de vitamina C artificial, além de sair muito mais barato.

Existe hoje um consenso entre os cientistas de que as vitaminas e os sais minerais devem ser ingeridos através da alimentação, desde que a pessoa seja saudável, não tenha nenhuma carência e se alimente corretamente.

Importante salientar também que os suplementos vitamínicos não são controlados da mesma forma que os medicamentos, nem nos EUA. As dosagens recomendadas são apenas estimadas e existem doenças graves, como a cirrose medicamentosa e outras que pode ser agravadas pelo excesso de vitaminas, fora o trabalho imposto ao organismo para eliminar os excessos.

A- 1.9 As Injeções.

Não se deve tomar nenhum medicamento injetável para gripes e resfriados, que estão até proibidos e nenhuma farmácia deveria aplicar injeções no caso de gripes e resfriados, mesmo que a garganta esteja irritada .

Os analgésicos, antipiréticos ou antialérgicos tomados por via oral estão liberados, mas na dosagem correta e para melhorar o estado geral; estes funcionam como paliativos.

Como vimos, os antibióticos não fazem nenhum efeito contra os vírus da gripe ou do resfriado e só devem ser tomados quando houver complicações bacterianas e a conselho médico.

Além disso, nos casos das complicações citadas, ao invés dos antibióticos você poderá utilizar, ao final da infecção e com a garganta já sadia, a técnica nº1 para o tratamento de eventuais sinusites ou otites bacterianas.

A- 1.10 A transmissão dos resfriados e gripes.

Resfriados e gripes são doenças de início repentino e são contagiosas, isto é, os vírus podem ser transmitidos de pessoa a pessoa através de gotículas de salivas ou perdigotos, aerossóis de espirros, por via aérea, pelas mãos ou por material infectado pelos vírus, como lenços, etc.

Contatos muito íntimos como espirros e beijos na boca com as pessoas infectadas também facilitam a transmissão de vírus ou bactérias pela alta carga viral ou bacteriana veiculada, mas isso não significa que ficaremos irremediavelmente resfriados.

Cobaias humanos já foram diretamente infectadas com novos vírus mutantes do resfriado e não contraíram a doença, o que reforça a teoria de que as mucosas íntegras são fundamentais para se evitar a infecção.

Só para lembrar: as doenças virais da infância, também transmissíveis pelo ar, como o sarampo, caxumba, catapora e rubéola, são todas controláveis através de procedimentos de imunização – a vacinação preventiva.

B- INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS CAUSADAS PELAS BACTÉRIAS

Consideramos aqui as principais complicações bacterianas relacionadas aos resfriados e à gripe:

Na ordem: sinusite, bronquite, pneumonia, meningite, febre reumática, escarlatina, glomerulonefrite, amigdalite, faringite e tuberculose.

Estas doenças podem ser tratadas com antibióticos ou quimioterápicos, conquanto o tratamento venha sempre acompanhado de uma orientação médica. Para a sua prevenção aconselhamos as técnicas naturais de n° 1 a 4, citadas.

Consideramos ao final as alergias respiratórias, incluindo a rinite alérgica e a asma,

Finalmente, incluímos um tópico especial sobre os antibióticos, fármacos em geral e a automedicação, devido às conseqüências envolvidas.

B- 1 Sinusite.

É a mais comum das complicações do resfriado e geralmente ocorre ao final deste.

A sinusite é uma inflamação das cavidades dos ossos da face (seios) que se comunicam com a cavidade nasal e provoca dor acima dos olhos e nos maxilares e que se agrava ao abaixar a cabeça, além de produzir catarro ou muco espesso e às vezes mau cheiro.

É muito comum a sinusite ser confundida com uma rinite alérgica, porém a última não é provocada por microrganismos e não há, portanto, uma infecção, mas sim, apenas uma reação alérgica ao frio, ventos ou à umidade.

Falaremos das rinites e alergias mais adiante, ao final deste capítulo, porém tanto as rinites como as sinusites podem ser bem tratadas com a técnica nº1 da exposição da garganta ao sol, sem precisar o concurso dos antibióticos, que nem sempre conseguem atingir o alvo, além de poder produzir alguns efeitos colaterais. O tratamento pode também ser associado à medicação com os antibióticos, aumentando as chances de cura. De qualquer forma, obtivemos sempre ótimos resultados somente com a técnica nº1 aplicada às sinusites e rinites.

B- 2 Otite.

As otites (dor de ouvido) ocorrem geralmente no ouvido médio e logo após os resfriados devido à comunicação existente entre a cavidade nasal e o ouvido.

Isto se dá em decorrência do catarro residual do resfriado: há dor e, por vezes, ruídos que incomodam. Nos dois casos e a garganta não estando mais inflamada, aplica-se a técnica nº 1.

No caso dos bebês, deve-se tomar muito cuidado no banho para não deixar entrar água nos ouvidos.

As crianças devem aprender desde cedo a tirar a água dos mesmos, após os banhos de piscina ou de mar: deita-se do lado do ouvido atingido pelo ruído da água, introduzindo o dedo indicador no ouvido e vibrando o mesmo lá dentro até aliviar.

Geralmente este procedimento funciona. Em caso negativo, deve-se pingar mais tarde o remédio apropriado que absorve a umidade e evita as infecções.

Durante os resfriados deve-se tomar o cuidado de não assoar com força e constantemente o nariz, o que favorece às sinusites e otites.

A sinusite verdadeira não deve ser confundida com a rinite alérgica que, apesar de poder apresentar o mesmo sintoma da dor, não tem catarro com pus ou muco espesso, por não ser provocada por bactérias, mas por agentes alérgenos tais como o frio, a poluição, ventos etc., havendo apenas um corrimento claro e líquido.

B- 3 Bronquite e bronquiolite.

É comum, após um resfriado e gripes, o aparecimento de uma inflamação nos brônquios, a bronquite, com o surgimento de tosse que pode ser catarral ou seca. A tosse seca persistindo por mais tempo, pode estar associada também a um fator alérgico, mas geralmente, é provocada por bactérias.

Mais adiante tratamos especificamente das alergias respiratórias e da asma.

Em todos os casos de bronquites, sinusites, otites, e após um resfriado ou gripe, a técnica nº1 será sempre recomendada, desde que a garganta não esteja mais inflamada.

Na maioria dos casos evita-se, assim, ter que tomar os antibióticos. A técnica n°1, além de abreviar a cura, apressa o desaparecimento dos sintomas bacterianos ou alérgicos.

Tem sido chamado de "bronquiolite" a inflamação dos brônquios que ocorre em crianças até os 3 anos e principalmente em bebês de 3 a 6 meses no tempo frio e mormente nos prematuros ou nos que não mamaram no peito.

Os sintomas da bronquiolite são: inapetência, tosse intensa, febre baixa, vômitos (crianças), dor de ouvido (crianças), olhos vermelhos (conjuntivite), batimento das asas do nariz e cianose (cor azulada) no quadro respiratório grave. Os sintomas geralmente duram uma semana e a respiração tende a melhorar somente após o 3° dia.

Esta doença é provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que pode ser do grupo parainfluenza, influenza ou o adenovírus e ataca o aparelho respiratório atingindo os brônquios e os alvéolos pulmonares, podendo provocar um comprometimento respiratório grave que pode levar à internação, pela gravidade do quadro.

Nos adultos, a infecção é geralmente leve, assemelhando-se a uma gripe ou um forte resfriado e a contaminação da doença se dá sempre através do ar ou de mãos ou objetos contaminados.

Esta doença ocorre quase que exclusivamente no inverno ou na entrada de frentes frias, no outono, caracterizando-se em mais uma doença do frio e as técnicas n° 2 e 3 da fricção e da reversão são altamente recomendadas, já que não existe um tratamento com medicação.

Normalmente se dá apenas a imunoglobulina anti-VSR para ajudar o próprio organismo a combater o vírus. Por essa e por outras, recomenda-se sempre a amamentação dos bebês, quando os anticorpos da mãe são passados para o filho, aumentando assim a imunização natural num período em que o sistema imunológico das crianças ainda está imaturo.

B- 4 Pneumonia ou Pneumonia pneumocócica (considerações gerais):

São as complicações mais graves e comuns dos resfriados e das gripes e ainda, de bronquites, asmas, coqueluches ou após uma doença grave qualquer, como o sarampo. Trata-se de uma doença aguda e repentina, como o resfriado, sendo mais comum em crianças e em idosos acima de 65 anos.

Provavelmente os mecanismos de implantação dos pneumococos nos pulmões sejam semelhantes aos que ocorrem nas mucosas nasal e faríngea, a partir de estragos produzidos pelos vírus. Assim sendo, o calor também é fundamental para preveni-la e as nossas técnicas naturais nº 2 e 3 podem ser utilizadas com sucesso.

Já existem vacinas grátis para os idosos, mas não muito eficientes, sendo ainda o calor o nosso maior aliado.

B- 4.1 Sintomas da Pneumonia.

Febre alta, acompanhada de calafrios e tremores (pode não haver febre principalmente nos adultos), dor no tórax, falta de ar, tosse, muco amarelo esverdeado, catarro sanguinolento e respiração rápida e superficial, às vezes com chiado.

Atenção: uma criança estando prostrada, com respiração rápida e pouco profunda (mais de 50 por minuto), provavelmente está com pneumonia, mesmo que no momento não haja febre.

Chame um médico imediatamente e vá aplicando as técnicas nº 2 e 3. Se não houver médico na região, vá a uma farmácia e dê o antibiótico específico, de preferência por via oral para não dar reação.

Dados recentes da OMS indicam que a pneumonia é a infecção que mais mata crianças nos países subdesenvolvidos, e a desnutrição, a falta de cuidados e de higiene são os maiores responsáveis.

As quatro doenças que mais matam crianças de até cinco anos no mundo todo são: pneumonia, 19%; diarréias, 17%; malária 8% e septicemia (infecção generalizada), 10%; o que perfaz 54% das mortes, o restante ficando com os partos prematuros e asfixia no nascimento, o que nos dá um total de 73% dos 10 milhões de óbitos de crianças a cada ano no mundo.

A pneumonia é também a principal causa de morte durante as epidemias ou pandemias de gripe em todo mundo.

Nas epidemias de gripe, apenas 1/3 dos óbitos devem-se propriamente ao vírus, o restante é devido às complicações bacterianas, como a pneumonia.

Portanto, estando um adulto com gripe e febre alta por mais de 72 horas, desconfie também de pneumonia; procure um médico e aplique logo as técnicas 2 e 3, pois quanto mais rápido for diagnosticada a doença, mais chances de salvar o paciente com a antibioticoterapia.

Em todos os casos de resfriados e gripes, os cuidados com a conservação do calor corporal, principalmente nas crianças e à noite, enquanto dormem, são fundamentais para prevenir as complicações bacterianas que causam pneumonia e outras doenças respiratórias.

Recomendamos, então, as técnicas n° 2 e 3 que serão sempre muito eficazes e estarão sempre ao alcance de todos.

Principalmente nas cidades cuja altitude é elevada, a temperatura à noite pode cair muito. Bebês e crianças perdem calor mais rápido do que adultos e se não estiverem bem agasalhados e bem nutridos podem desenvolver a doença. Portanto, para estas recomendamos sempre a fricção no peito no caso de tosse e a reversão quando necessária, mantendo sempre o calor do corpo durante a noite.

Já nas regiões litorâneas devemos ficar atentos às frentes frias com vento úmido do mar, que também podem também abrir as portas para a meningite.

B- 5 Meningite (considerações gerais):

Depois da pneumonia, a meningite é a mais grave complicação de resfriados e gripes. É a doença mais traiçoeira em nosso meio e acomete principalmente crianças e jovens já resfriados ou gripados.

A bactéria, o meningococo, na maioria das vezes, se aproveita de um forte resfriado para penetrar a mucosa, geralmente no clima frio, na entrada de frentes frias e nas mudanças climáticas bruscas.

A infecção pode ser causada também por vírus, protozoários ou fungos, mas a forma bacteriana, a meningite meningocócica, é a mais comum e geralmente a que produz as epidemias de meningite.

Não se sabe ainda exatamente como e porque a bactéria, que normalmente se encontra em 5% da população, consegue repentinamente transpor a barreira das mucosas e invadir as meninges. Achamos muito provável que a meningite bacteriana seja também favorecida pela ação dos vírus que provocam a infecção inicial, um resfriado ou uma gripe, pois geralmente ela acompanha estes.

B- 5.1 Sintomas da meningite

Geralmente há um forte resfriado com excessiva secreção nasal, febre, vômitos fortes, rigidez ou dor na nuca e nas costas; cefaléia forte (dor de cabeça), alterações na pele com petéqueas, (manchas vermelhas ou roxas e erupções) geralmente na região do peito ou nas pernas e tornozelos. Finalmente, falta de apetite, falta de ar, apatia, sudorese intensa, alterações da consciência, convulsões e coma.

Aos primeiros sintomas, procure imediatamente um médico ou um hospital. Mantenha o corpo do paciente aquecido, aplicando as técnicas nº 2 e 3. Não havendo médico, vá a uma farmácia e ministre o antibiótico específico e mantenha o paciente aquecido. O antibiótico é a penicilina.

A taxa de portadores assintomáticos do meningococo na mucosa da garganta pode chegar a 30 % na população sadia, disseminando, assim, a doença principalmente entre as crianças, o segmento mais atingido da população.

Existem vacinas preventivas específicas, mas não para todos os tipos sorológicos do meningococo e a nossa técnica nº 1 da exposição da garganta ao sol sempre poderá ajudar a prevenir a doença nos casos de surtos epidêmicos, atuando sem especificidade em quaisquer tipos bacterianos, pois o meningococo na garganta é sensível ao calor e à radiação.

Porém, uma vez que a bactéria consiga romper a barreira das mucosas e se instalar no organismo, passando às meninges e produzindo a doença, o único recurso que restará são os antibióticos e/ou quimioterápicos.

Além do meningococo, temos a bactéria Haemophilus influenzae, que causa a maioria das complicações bacterianas das vias aéreas superiores pós resfriados e gripes, como: sinusites, otites, faringites, traqueites e laringites e também pode causar a meningite e, em caso de surtos epidêmicos, poderá ser prevenida com antibióticos e/ou com a técnica natural n°1.

A melhor prevenção é então procurar evitar os resfriados, gripes e as infecções na garganta, aplicando-se as quatro técnicas de acordo com o proposto. Entretanto, ocorrendo um aumento no número de casos de meningite bacteriana em comunidades, escolas, quartéis, hospitais ou qualquer outro aglomerado populacional, a técnica nº1, da exposição do sol na garganta, poderá ser aplicada preventivamente como uma opção aos antibióticos ou conjuntamente, pois que existem pessoas alérgicas aos antibióticos, sem mencionar seus efeitos colaterais.

B-6 Febre reumática, escarlatina e glomerulonefrite (considerações gerais):

A febre reumática ou reumatismo infeccioso, a escarlatina e a glomerulonefrite são infecções das vias aéreas provocadas pela bactéria Streptococus pyogenes. Da mesma forma que em outras infecções já vistas, o microrganismo causador se localiza na garganta e eventualmente pode invadir o organismo a partir de desequilíbrios na mucosa provocando inicialmente a chamada faringite estreptocócica.

B- 6.1 Sintomas da febre reumática.

Dor de garganta e febre muito alta. A dor de garganta pode durar uma semana ou mais e a febre pode ser em torno de 40º C. Nos casos não tratados, após a fase inicial, advém a fase crônica da doença e a bactéria recrudesce.

Isso ocorre duas ou três semanas após a infecção primária, provocando surtos febris vespertinos, calafrios, inflamação nas articulações e nos músculos involuntários, nódulos sob a pele e, finalmente, degeneração das válvulas cardíacas, caracterizando a febre reumática ou reumatismo infeccioso.

Os portadores assintomáticos podem chegar a 20%. As infecções também incidem mais no clima frio e a mais comum em nosso meio é a febre reumática, que pode ser prevenida com a técnica n° 1.

Se a bactéria não for bem combatida, pode migrar da garganta e se localizar em outras regiões do corpo, produzindo uma toxina que provoca, principalmente nas crianças entre 3 e 10 anos, uma reação de hipersensibilidade de seu sistema imunológico à toxina bacteriana citada.

No caso da febre reumática, a bactéria inflama as articulações e as válvulas do coração, o que pode depois obrigar o paciente a sofrer cirurgias corretivas. Pode também provocar sinusites, otites, infecção nos pulmões e nas articulações e ainda atacar os rins provocando a glomerulonefrite.

Um médico deve ser procurado para dar orientação e para aplicar o antibiótico específico. Acreditamos que, no caso dos surtos, a infecção possa ser prevenida com a técnica n° 1, mas como no caso da meningite, são necessários ainda estudos complementares para confirmação.

Nos EUA, ocorrem pelo menos 250 mil casos de faringite estreptocócica ou escarlatina por ano, o que pode provocar a febre reumática.

Nos países subdesenvolvidos estima-se que a doença seja responsável por 25% a 50% de todas as afecções cardiovasculares, ocorrendo sempre nos mais jovens e onerando o sistema de saúde pública.

Resumindo: a febre reumática, a escarlatina e a glomerulonefrite são doenças provocadas pelo mesmo microrganismo o Streptococus pyogenes. As três começam com uma infecção, amigdalite ou faringite, que se caracteriza pela garganta inflamada (avermelhada), ocorrendo também um edema ou intumescimento das amígdalas.

Se houver ainda um “exantema” ou avermelhado da pele que acompanha a faringite, a doença é a escarlatina e se na segunda fase há sangue na urina, está caracterizada a glomerulonefrite dos rins. As três podem ser prevenidas com a técnica n° 1.

.B- 7 Amigdalites e faringites (dor de garganta):

São infecções das amígdalas ou da garganta provocadas por vários tipos de bactérias e não pelos vírus. Diferentemente de gripes e resfriados, que são causadas por vírus, estas podem ser tratadas com antibióticos.

A grande maioria das faringites (90%) são provocadas pelo Streptococus pyogenes.

B- 7.1 Sintomas das faringites ou amigdalites bacterianas

Geralmente provocam febre muito alta (40°C ou mais), , mas é preciso ficar atento, pois somente cerca de 20% das inflamações de garganta são provocadas pelas bactérias, devendo-se ter o cuidado para não tomar antibióticos desnecessariamente, pois podem ser causadas por um simples resfriado ou uma gripe.

As infecções da garganta são muito comuns na infância e geralmente são causadas pelo vírus de um resfriado ou de uma gripe.

Neste caso teremos, além da alteração febril, sintomas tais como: congestionamento nasal, catarro etc. Os antibióticos só devem ser aplicados caso ocorram complicações bacterianas.

Nas amigdalites a bactéria é geralmente o Streptococus pyogenes beta hemolítico.

Após o surto inicial da doença ela pode provocar a febre reumática em 3% dos casos não tratados.

Os fatores climáticos e ambientais também influem decisivamente nessas infecções: o frio, o vento e a umidade são fatores predisponentes, sendo o calor do corpo e o equilíbrio eletrônico das mucosas fundamentais para a prevenção e o tratamento.

Nas amigdalites, faringites ou traqueites já instaladas as melhores atitudes são: evitar falar muito e em clima frio manter o corpo aquecido através das técnicas 2 e 3, procurando logo um especialista em caso de febre alta (sem os sintomas de resfriado ou gripe).

Novamente, técnica nº1 da aplicação do sol na garganta não deve ser aplicada com a mesma inflamada, mas sim com a garganta saudável.

B- 8 Tuberculose (considerações gerais):

É uma doença lenta e progressiva e que geralmente se estabelece no organismo antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Ocorre nos pulmões, mas pode ocorrer em outros órgãos, sendo que o ser humano é o reservatório quase que exclusivo da bactéria Micobacterium tuberculosis ou “Bacilo de Koch” na natureza.

B- 8.1 Sintomas da tuberculose.

Tosse crônica persistente e com catarro, principalmente ao acordar, febre vespertina, perda de apetite e de peso, fadiga, mal estar geral e suores noturnos, dores vagas no tórax.

Nos casos mais graves há eliminação de sangue pela tosse, a pele fica pálida e pode até haver rouquidão.

A tuberculose é transmitida pelo ar ou através de objetos contaminados, como lenços infectados ou copos, xícaras e talheres mal lavados. Além do Micobacterium tuberculosis há o Micobacterium bovis, que é um patógeno do gado, mas que também é transmitido ao homem através do consumo do leite “in natura”, não pasteurizado ou não fervido.

Existem, atualmente, 10 a 15 milhões de pessoas infectadas pela bactéria só nos EUA, embora a maioria nunca vá desenvolver a doença. São 26 mil novos casos da doença a cada ano e dados recentes sugerem que ela está novamente em ascensão após um período de declínio. No Brasil, a doença se apresenta com cerca de 40 casos por 100 mil habitantes/ano.

Em alguns países subdesenvolvidos, a tuberculose ainda é a principal causa de óbitos, agravada agora pela grande incidência da Aids.

Recentemente, constatou-se que a tuberculose voltou a ficar fora de controle na África, cujos casos têm aumentado num percentual de 4% ao ano e isso se deve principalmente à infecção combinada ao vírus da Aids.

De acordo com a OMS, em 2003, 1,7 milhões de pessoas morreram da doença no mundo todo e o Brasil está incluído na lista dos países mais afetados. Existem ainda focos preocupantes da doença em prisões e hospitais onde cepas bacterianas mais resistentes podem se desenvolver.

A bactéria da tuberculose se aloja nos alvéolos pulmonares e evolui lentamente. Após um mês, a sua presença já pode ser evidenciada pelo teste da tuberculina (P.P.D.). Se o teste der positivo em 48 horas, significa que a pessoa já foi infectada pela bactéria, mas isso não quer dizer que já esteja ou que vá ficar doente, mas sim, que entrou em contato com o microrganismo.

A infecção primária pode passar despercebida até que um exame radiológico diagnostique a doença. Só com a evolução desta aparecem os sintomas já descritos, mas nas crianças a positividade ao teste já é sinal de alerta, pois a incidência da doença é maior nelas e nos adultos jovens.

É necessário tratamento médico, pois o bacilo forma tubérculos encapsulados nos alvéolos pulmonares e se um vaso sanguíneo se rompe, este pode invadir a corrente sanguínea sendo transportado para todo o corpo, formando tubérculos em outros locais. A morte sobrevém quando há danos suficientes nos pulmões ou em outros órgãos vitais do organismo.

Existem muitas reincidências da doença devido às dificuldades do tratamento, que dura mais de um ano e é feito com agentes antimicrobianos.

Antes do advento dos antibióticos ou de quimioterápicos específicos, o tratamento da doença consistia em manter o paciente em clínicas especializadas (sanatórios), geralmente situados em locais altos e de clima seco e saudável e a Suíça era o país que oferecia as melhores condições.

No Brasil havia também ótimos locais, mas um dos segredos do tratamento era a helioterapia, ou seja, a exposição do paciente à ação benéfica do sol.

Com o surgimento dos antibióticos, essa prática quase desapareceu, entretanto recomendamos a radiação solar preventiva através da técnica nº 1 da exposição da garganta ao sol.

B-9 Difteria.

A difteria é causada pelo bacilo diftérico ou Corinaebacterium difteriae, que é uma bactéria que também se localiza na faringe e produz uma toxina que necrosa os tecidos, além de fabricar uma falsa membrana que, num estágio avançado da doença, pode vir a bloquear a traquéia, sufocando a vítima.

A exotoxina circula no sangue, atacando os rins, o sistema nervoso e o coração e a doença é típica de climas mais temperados ou frios, cuja taxa de portadores assintomáticos é de 5% a 10% nas áreas endêmicas.

Porém, esta doença, que já foi muito comum nos EUA e na Europa, quase não mais ocorre devido aos antibióticos e à vacinoterapia.

No Brasil, a doença é muito rara e da mesma forma que as doenças bacterianas da nasofaringe, poderá em casos isolados ou em surtos epidêmicos, ser prevenida com a aplicação da técnica nº 1 da radiação solar na garganta.

B-10 Doenças causadas por fungos.

Observação: por serem doenças relativamente raras, incluímos as doenças respiratórias causadas pelos fungos no capítulo das doenças bacterianas e fizemos apenas uma rápida abordagem sobre o assunto.

Várias infecções das vias aéreas inferiores (pulmões) são causadas pelos fungos transmitidos pelo ar, que são encontrados no solo ou na vegetação morta.

Os esporos (formas resistentes) ou fragmentos de hifas são inalados ou podem ainda entrar no corpo por intermédio de um ferimento ou de uma lesão na pele, podendo causar infecção nos pulmões. Eventualmente, se espalham pelo corpo e produzem uma infecção generalizada que normalmente é muito perigosa.

Felizmente, possuímos boa resistência contra os fungos, a não ser quando estamos debilitados por alguma doença como a AIDS, tuberculose, câncer, diabete e leucemia.

Como esses fungos se localizam geralmente nos pulmões, fica difícil sua prevenção com as nossas técnicas, porém podemos, no caso da inalação das hifas, que são menos resistentes do que os esporos, utilizar a técnica n° 1 preventivamente, enquanto estas ainda estiverem localizadas na mucosa da garganta.

As doenças causadas por fungos mais comuns são: Histoplasmose, Blastomicose, Criptococose e as Coccidioidomicoses.

C - DOENÇAS RESPIRATÓRIAS TRANSMITIDAS PELO AR E QUE NÃO SÃO CAUSADAS POR MICROORGANISMOS - ALERGIAS RESPIRATÓRIAS.

Alergias respiratórias, rinite, asma e bronquite asmática: considerações gerais e suas relações com as nossas técnicas naturais.

O sol é o maior antialérgico que existe e nenhum ácaro resiste a ele.

As pessoas mais alérgicas devem sempre que possível colocar lençóis e fronhas ao sol ou pelo menos deixar que a radiação solar penetre no quarto.

Os ácaros sobrevivem captando água da atmosfera e quanto mais escuro e úmido for o ambiente melhor para eles.

Sol e tempo seco são melhores que qualquer aparelho para eliminá-los e a técnica n°1 é especial para isso, pois descongestiona as vias respiratórias, aumentado a ventilação nas vias aéreas superiores, além de aquecer e equilibrar o trato respiratório.

Como vimos, os cômodos devem ser mantidos fechados somente no tempo chuvoso ou úmido, e durante o tempo seco e ensolarado deve-se arejar bem o quarto durante o dia, principalmente durante o inverno, procurando deixar a roupa de cama exposta ao sol da manhã.

Durante a noite, a pessoa deve sempre se proteger do frio e da umidade excessivos.

Na rinite alérgica não há infecção por microrganismos; e há somente desconforto pelo corrimento nasal, coceira e espirros. Evite coçar ou espremer o nariz, o que provoca maior reação alérgica.

A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e ocorre em quatro entre dez pessoas, adultos e crianças.

As causas são variadas: frio e umidade excessivos, poeira, poluição, produtos químicos irritantes, pólen de plantas e alimentos.

Existe ainda a rinite medicamentosa, pois as pessoas costumam usar medicamentos nasais em excesso.

Os sintomas da rinite são: prurido ou coceira nasal, obstruçao nasal (nariz entupido) corrimento nasal (coriza), espirros, olhos lacrimejantes, olfato prejudicado e dores de cabeça.

O ar condicionado também pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, mas raramente produz infecções, a não ser por fungos e quando os filtros se encontram empoeirados. Normalmente somos bastante resistentes aos fungos.

Qualquer ventilação direta (como por ventiladores) também pode desequilibrar eletricamente o corpo e as mucosas e os ventos muito frios podem desencadear uma rinite ou sinusite, além de problemas nos nervos faciais.

A principal medida a ser tomada é afastar-se ou proteger-se dos fatores desencadeantes das alergias e dos desequilíbrio elétricos do corpo: poeiras, ácaros, ventilação direta, poluição, frio, frentes frias, umidade, ventos e correntezas. No caso, as técnicas naturais de 1 a 4 podem ser utilizadas para prevenir ou para debelar a alergia, principalmente a mais comum, provocada pelo frio e pela umidade excessiva.

Existe uma ciência nascente que associa os fatores climáticos às dores articulares, reumatismos, dores de cicatrizes ou cirúrgicas. Cada vez mais se relaciona o clima às doenças infecciosas, alérgicas e às dores reumáticas e articulares, que parecem ter um ponto em comum, além das suas causas intrínsecas - o fator ambiental.

Nas bronquites alérgicas, além de todas as causas citadas, temos o cigarro como o grande fator desencadeante.

A asma tem um componente genético ou congênito, mas pode ser sempre agravada ou desencadeada pelo frio, fumaça, poluição, poeiras, ácaros, pêlos de animais domésticos e até pelo ar mais frio e rarefeito, ou mesmo por fortes emoções.

Há relatos de casos fatais com excursionistas asmáticos. Estes devem se proteger bem antes de se aventurarem pelas montanhas. Nesses casos, as técnicas naturais de 1 a 4 podem minimizar situações desagradáveis, salvando vidas, principalmente as técnicas 2 e 3 da Fricção e da Reversão.

Os distúrbios elétricos favorecem a ação dos agentes alérgicos, desequilibrando a membrana mucosa das vias aéreas. As moléculas dos agentes irritantes (alérgenos), ligam-se mais facilmente às moléculas do tecido epitelial mucoso em condições climáticas favoráveis.

As infecções das vias aéreas, resfriados e gripes, mais comuns no frio, predispõem também às alergia e aos ataques de asma devido à irritação do aparelho respiratório e ao congestionamento, principalmente em crianças. Logo, todas as atitudes que previnem as infecções são indicadas para se evitar as crises de asma.

A asma:

Existem cerca de 20 milhões de asmáticos, só no Brasil, quer dizer, 10% da população e as crianças representam 25% do total e que são obrigados a controlar a doença, fazendo uso de medicamentos corticóides orais e esteróides inalantes, que com o tempo podem se tornar perigosos. A asma é responsável por 23 % das faltas escolares a cada ano.

O sintomas da asma são: tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito e os principais fatores que provocam as crises são: mudanças bruscas de temperatura, frio, poeira doméstica, cigarro e poluição atmosférica.

A doença não tem cura e deve ser controlada

As técnicas da Fricção, da Exposição da Garganta ao Sol, e da Reversão devem ser usadas preventivamente e certamente poderão fazer diminuir o número de bitos que ocorrem anualmente (cerca de 180 mil no mundo todo e 2 mil só no Brasil), além de restringir a utilização dos fármacos e das inalações e seus efeitos colaterais.

O mundo dos micróbios.

Convivemos em equilíbrio com as bactérias, vírus e outros microrganismos. Só no intestino carregamos cerca de 50 trilhões de bactérias, a grande maioria útil e fundamental à nossa saúde, sendo que, no corpo de um homem adulto existe até 100 trilhões de bactérias de, pelo menos, mil espécies diferentes. Além disso, entramos constantemente em contato com milhares de outros micróbios através do ar, da poeira e dos objetos.

Na verdade, não devemos nos preocupar exageradamente com o asseio, com práticas de limpeza excessivas, como veiculam os meios de comunicação, a não ser naqueles ambientes ou situações específicas, que exijam esses procedimentos. Há quem diga hoje que, nós mamíferos, existimos e evoluimos apenas para albergar esses microrganismos

Nos primórdios da vida, as bactérias abriram os caminhos metabólicos para que, muito tempo depois, pudéssemos sobreviver bem adaptados aos ecossistemas, e os vírus vieram como resultado dessas interações.

Bactérias muito primitivas aprenderam a fixar o nitrogênio do ar um bilhão de anos antes que o oxigênio livre pudesse ser produzido à partir da fotossíntese das cianobactérias e permitisse a plena evolução dos seres mais complexos; foi assim que a vida começou na Terra a partir dos microrganismos.

Devemos, pois, saber viver com sabedoria e em equilíbrio com esses microrganismos, sem evitá-los de um modo exagerado e sabendo que, mais do que tentar combatê-los dentro do nosso organismo, é preciso aprender a preveni-los e a conviver em harmonia com eles mantendo-os fora do nosso corpo e utilizando menos os antibióticos, que produzem efeitos colaterais e induzem à resistência bacteriana.

A própria evolução dos seres vivos está sendo vista hoje, menos como uma competição e mais como uma cooperação entre as variadas espécies e o nosso organismo como uma verdadeira simbiose entre células e bactérias.

Como bem diz a neurocientista Candace Pert: "as células brancas do sangue (sistema imunológico) são como pedacinhos do cérebro flutuando pelo corpo".

Fonte: engolindoosol.tripod.com

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