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Anfetaminas

Sintetizada pela primeira vez em 1887, as anfetaminas são drogas estimulantes, ou seja, alteram nosso psiquismo, aumentando, estimulando ou acelerando o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso central.

São drogas sintéticas, fabricadas em laboratório, não sendo, portanto, produtos naturais. Foi lançada no mercado farmacêutico na forma de um inalador indicado como descongestionante nasal, em 1932. Em 1937, iniciou-se o comércio de benzedrina, um comprimido para revigorar energias e elevar estados de humor. Foi usado, durante a Segunda Guerra Mundial, pelas tropas alemãs para combater a fadiga provocada pelo combate. Os Estados Unidos também permitiram seu uso na Guerra da Coréia.

Por ser uma droga cujo uso terapêutico auxilia principalmente na moderação do apetite, são facilmente encontradas nas farmácias, que são obrigadas a vendê-las sob prescrição médica.

Além de inibidoras de apetite, as anfetaminas podem, também, a partir de uma certa dosagem, provocar um estado de grande excitação e sensação de poder.

Este uso se popularizou após a Segunda Guerra Mundial, na década de 50.

Na gíria, estas drogas são conhecidas, por exemplo, como "rebite" e/ou "bolinha".

"Rebite" é como são chamadas as anfetaminas entre os caminhoneiros. Tendo um prazo para entregar determinada mercadoria, eles tomam o "rebite", objetivando dirigir à noite e não pegar no sono, ficando "acesos" e "presos" ao volante.

O uso entre jovens passou a ser também freqüente. Usadas com o nome de "bolinha", deixam a pessoa "acesa", "ligadona", provocando um "baque". Procurando varar a noite estudando, uma pessoa pode usá-las com o objetivo de realizar esta tarefa por mais tempo, evitando o cansaço.

Mais ou menos em l970, inicia-se o controle da comercialização - pois as anfetaminas passaram a ser consideradas drogas psicotrópicas, sendo portanto ilegal seu uso sem acompanhamento médico adequado.

Efeitos físicos e psíquicos

As anfetaminas provocam dependência física e psíquica, podendo acarretar, com seu uso freqüente, tolerância à droga, assim como a sua interrupção brusca, síndrome de abstinência.

Consumidas por via oral ou injetadas, são consideradas psicotrópicos estimulantes, por induzir a um estado de grande excitação e sensação de poder, facilitando a exteriorização de impulsos agressivos e incapacidade de julgar adequadamente a realidade.

O uso prolongado pode provocar forte dependência, sendo que no extremo podem surgir alucinações e delírios, sintomas denominados "psicose anfetamínica".

Nomes comerciais

Dualid, Inibex, Hipofagin, Moderine (substância ativa - dietilpropiona).
Lipomax, Desobesi (substância ativa - fenpropex).
Dasten, Absten, Moderamin, Fagolipo, Inobesin, Lipese, Diazinil (substância ativa - mazindol).
Uso terapêutico: anorexígeno (medicamento utilizado para provocar a anorexia, que é aversão ao alimento).
Pervitin (substância ativa: metanfetamina) - "ice".
Não tem uso terapêutico.
Ritaline (substância ativa: metilfenidato).
Uso terapêutico: sistema hipercinético.

Nomes populares

Bolinha
Bola
Rebite
"ice".

Fonte: www.imesc.sp.gov.br

Anfetaminas

As anfetaminas foram sintetizadas na década de 30. O propósito era o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, então denominado hiperatividade ou disfunção cerebral mínima.

Atualmente, existem indicações para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da narcolepsia e da obesidade com restrições.

Nos últimos 20 anos, anfetaminas modificadas têm sido sintetizadas em laboratórios clandestinos para serem utilizadas com fins não-médicos.

A mais conhecida e utilizada no Brasil é a 3,4-metilenedioxi-metanfetamina (MDMA), o ecstasy, uma metanfetamina inicialmente identificada com os clubbers e suas festas, conhecidas por raves.

São classificadas como estimulantes - drogas que aceleram o funcionamento do cérebro, são drogas sintéticas, ou seja, são produzidas em laboratório. Existe também uma droga tipo anfetamina que é natural, usada por nativos do norte da África e do Oriente Médio. Ela é encontrada nas folhas de Khat, cujo nome científico é Catha edulis.

As anfetaminas foram introduzidas em 1930 e eram usadas para congestão nasal. Depois elas começaram a serem utilizadas no tratamento da depressão e na diminuição do apetite. Logo em seguida, foi descoberto o efeito de dependência causada pela droga e, com isso houve um controle e declínio do seu uso.

A ingestão de anfetamina causa insônia, perda de apetite e um estado de hiperexcitabilidade. A pessoa se torna muito ativa, inquieta, e extrovertida.

A anfetamina produz efeitos também fora do Sistema Nervoso; nos olhos, ela provoca dilatação da pupila; no coração, há taquicardia e ocorre aumento da pressão arterial.

COMPLICAÇÕES AGUDAS

Quadros ansiosos agudos, com sintomas de inquietação, podem aparecer na intoxicação aguda ou overdose. Irritabilidade, tremor, ansiedade, labilidade do humor, cefaléia, calafrios, vômitos, sudorese e verborragia podem acompanhar este estado.

O uso endovenoso (pouco freqüente no Brasil) produz um quadro com sensação de poder, hiperexcitabilidade, euforia e aumento da libido.

Comportamentos agressivos podem aparecer. A tolerância e fissura pelo flash levam a um padrão de uso compulsivo por um longo período, seguido de exaustão e períodos prolongados de descanso.

O ecstasy (MDMA) é habitualmente consumido em tabletes ou cápsulas, contendo cerca de 120mg da substância. Produz um quadro de euforia e bem-estar, sensação de intimidade e proximidade com os outros. Outros efeitos são a anorexia, taquicardia, tensão maxilar, bruxismo e sudorese.

A duração dos efeitos vai de 4 a 6 horas e o desenvolvimento de tolerância rápida impede o uso compulsivo e aditivo.

Crises hipertensivas, precordialgias, arritmias cardíacas, hepatites tóxicas, hipertemia, convulsões, rabdomiólise e morte já foram relatados. Sintomas ansiosos e psicóticos agudos e crônicos (em indivíduos predispostos) podem aparecer.

As principais complicações ameaçadoras à vida na overdose por anfetaminas são a hipertemia, hipertensão, convulsões, colapso cardiovascular e traumas.

A síndrome de abstinência chega a atingir cerca de 87% dos usuários de anfetamina. Sintomas depressivos e exaustão podem suceder períodos prolongados de uso ou abuso

COMPLICAÇÕES

Pessoas que desejam melhorar seu desempenho social utilizam anfetaminas cronicamente em baixas doses (20-40mg/dia) e de modo socialmente imperceptível.

Tais indivíduos expõem-se a esforços e atividades desnecessárias, resultando em fadiga excessiva. Sua crítica sobre a relação entre a fadiga e ao uso prolongado de anfetaminas é prejudicada.

A tentativa de abandonar ou diminuir o uso resulta em depressão e letargia. O uso crônico torna-o distante da realidade, irritado, paranóide e impulsivo, descuidado com a aparência e seus compromissos. Pode haver suicídio decorrente da impulsividade do uso ou da depressão nos períodos de exaustão.

Quanto às complicações clínicas, o uso crônico leva a estados de desnutrição e a complicações como infarto agudo do miocárdio, cegueira cortical transitória, cardiopatias irreversíveis, vasoespasmos sistêmicos e edema agudo de pulmão.

Sinais e sintomas do consumo de anfetamina:

Redução do sono e do apetite.
Aceleração do curso do pensamento.
Pressão de fala (verborragia).
Diminuição da fadiga.
Euforia.
Irritabilidade.
Midríase.
Taquicardia.
Elevação da pressão arterial.

Sinais e sintomas de abstinência das anfetaminas:

Fissura intensa.
Ansiedade.
Agitação.
Pesadelos.
Redução da energia.
Lentificação.
Humor depressivo.

Tolerância e dependência às Anfetaminas

Com o uso crônico dessa droga, ocorre uma diminuição do seu efeito com o passar do tempo.

Para se obter o mesmo efeito é preciso aumentar a dose, ou seja ocorre um efeito de tolerância.

Não ocorre uma Síndrome de abstinência característica quando cessa a ingestão abrupta da droga.

Fonte: www.unimeds.com.br

Anfetaminas

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central - SNC, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa. São sintéticas, fabricadas em laboratório e cada uma delas pode ser comercializada sob forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes comerciais.

Deixam as pessoas "acesas" "ligadas", com menos sono e elétricas. São chamadas de "rebite", principalmente entre os motoristas que precisam dirigir várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados.

Também são conhecidas como "bola" por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico.

Quando uma anfetamina é continuamente tomada, a cada dia a droga produz menos efeito, assim para obter o que deseja a pessoa precisa tomar doses maiores.

Há até casos que de 1 a 2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40 a 60 comprimidos diariamente.

O tempo prolongado de uso também pode trazer uma sensibilização do organismo aos efeitos desagradáveis (paranóia, agressividade, etc.) ou seja, com pequenas doses o indivíduo já manifesta esses sintomas.

Ao que se sabe, algumas podem ficar em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada, entretanto, não é regra geral.

Efeitos no cérebro

As anfetaminas agem de maneira ampla, afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono), inapetência (perda de apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando muito agitada.

É capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Esse só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo; e se nova dose for tomada as energias voltam, embora com menos intensidade.

De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de sua capacidade, realizando esforços excessivos, que, logicamente, são prejudiciais à saúde.

E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, não conseguindo realizar as tarefas normais que fazia anteriormente ao uso dessa droga.

Dosagem tóxica

Se uma pessoa exagera na dose, todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem surgir comportamentos diferentes do normal: mais agressividade, irritação, suspeita de que os outros estão tramando contra ela - é o chamado delírio persecutório.

Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa, pode ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica.

Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midriase ( pupilas dilatadas) acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos), taquicardia e hipertensão.

As intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser internada por algum tempo até ficar totalmente livre da droga. Às vezes, durante a intoxicação, a temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode gerar convulsões.

Trabalhos recentes com animais de laboratório mostram que o uso continuado pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro, produzindo lesões irreversíveis nos usuários.

Fonte: www.antidrogas.com.br

Anfetaminas

Curiosamente, a primeira anfetamina foi desenvolvida nos anos 30, quando se buscavam novos descongestionantes nasais.

Algumas anfetaminas foram usadas para tratamento de resfriados e rinite alérgica, embora em baixíssima dose e por pouco tempo, sendo logo abandonadas pela grande gama de possíveis colaterais graves.

As anfetaminas são medicamentos sintéticos que foram usados antigamente para tratamento da depressão. Hoje em dia, com mais de 100 antidepressivos que não causam dependência no mercado, é inadmissível o uso de anfetaminas para tratamento da depressão.

Existe somente um medicamento baseado em anfetamina no Brasil com uso justificável na Medicina: o metilfenidato. Este medicamento é específico para o uso em crianças antes da puberdade com transtorno de hiperatividade que não responderam a tratamento não-medicamentoso e aos antidepressivos, que não geram dependência. Nestas condições, em crianças pré-puberdade com transtorno de hiperatividade, as anfetaminas não geram dependência. O único uso médico recomendável de anfetamina em adultos é para alguns transtornos do sono, raríssimos.

As anfetaminas são drogas estimulantes do SNC, causadoras de euforia. Salvo alguns detalhes de interesse somente médico, os efeitos e a capacidade de gerar dependência das anfetaminas são similares aos da cocaína.

A dependência de anfetaminas aparece rapidamente.

Existem duas faces do problema de dependência e abuso de anfetaminas no Brasil: um legal, outro ilegal.

Os derivados de anfetamina são parte integrante dos inibidores de apetite, usados em regimes de emagrecimento, tanto dos medicamentos fabricados em laboratórios farmacêuticos, como das "fórmulas de emagrecimento" preparadas em farmácias de manipulação. Receitados e tomados como parte integrante de regimes de emagrecimento (ou pior, em substituição aos esquemas progressivos de controle de peso baseados no controle do aporte de calorias na alimentação e aumento do gasto de calorias através do condicionamento físico gradual), freqüentemente escapam do controle do médico e do próprio paciente, que passa a viver uma dependência química. Com grande freqüência, o paciente acaba consultando vários médicos em busca de receitas do remédio "com que faz tratamento", e que tem que tomar "senão engordo de novo", ou pior, busca no mercado ilegal a droga para suprir sua dependência.

Como a maioria das pessoas que tomam inibidores de apetite são mulheres jovens com alguns quilos a mais e uma grande consciência de seu corpo, estas constituem uma grande parcela dos dependentes de anfetaminas no Brasil.

Como as anfetaminas, além de suprimir o apetite, também prejudicam o sono e causam irritabilidade e ansiedade, na tentativa de contrabalançar estes colaterais, um calmante benzodiazepínico (que, por sua vez, também é gerador de dependência) é acrescentado à anfetamina na maioria dos medicamentos e fórmulas manipuladas. É como alguém dizer, "Posso tomar minha sopa a 100°C, porque com ela vou tomar um copo de água gelada a 1°C. A média é cerca de 50°C, uma boa temperatura para uma sopa!". Só que nunca o resultado é 50°C na prática.

O mesmo ocorre nas associações de anfetaminas e benzodiazepínicos: algumas pessoas reagem mais aos benzodiazepínicos, outras à anfetamina, mas em todos os casos o que se obtém da associação dos dois é somente a adição de mais efeitos colaterais.

Por exemplo, freqüentemente, as anfetaminas produzem depressões graves em pessoas predispostas, pois são "auxiliadas" na tarefa pelo calmante.

A única associação que funciona para quem quer perder peso sem perder saúde é a de dieta controlada + exercício físico. Infelizmente, não existem soluções rápidas e fáceis...

As anfetaminas, sendo baratas e de fácil fabricação, mantém um comércio clandestino bastante rico no Brasil e em outros países. Apelidadas de "boletas" ou "rebites", são facilmente encontradas a preço módico nos lugares mais inapropriados, como alguns postos de combustíveis e restaurantes de beira de estrada.

Ninguém sabe exatamente de onde vêm, mas o suprimento é contínuo.

São usadas por alguns motoristas profissionais, principalmente de veículos de carga, para diminuir o sono e lhes permitir dirigir por longos períodos. Isto representa um perigo para o usuário e para os demais motoristas da estrada, pois, se o sono diminui a capacidade de dirigir com segurança, a anfetamina pode cortar o sono, mas não atenua a fadiga, somente a mascara, e acrescenta os seus próprios efeitos de diminuir a concentração, perturbar o raciocínio e o controle dos impulsos à limitação da fadiga. A melhor maneira de aliviar o cansaço, a fadiga e o sono, ainda é dormir.

Estudantes, ocasionalmente, em véspera de provas, usam anfetaminas para permanecerem acordados estudando durante a noite.

Da mesma maneira, a anfetamina tira o sono, mas provoca desconcentração e ansiedade, reduzindo a capacidade de ler e estudar, além da fadiga, que não é retirada pela droga: se não a sentimos, não significa que não está mais lá. A depressão, a ansiedade e a fadiga acumuladas, no dia seguinte, são péssimas coisas para se levar para provas.

Novamente, nenhum medicamento substitui o estudo progressivo e diário.

Dependentes de drogas por vezes fazem complicados esquemas de drogas, que podem incluir anfetaminas.

O resultado por vezes é desastroso, pois associações de drogas psicoativas freqüentemente dão resultados desfavoráveis; os que têm a sorte de não desenvolverem inibição respiratória ou parada cardíaca, geralmente entram em um ciclo vicioso de drogas: "Preciso de duas destas para acordar, e duas destas para dormir".

Alguns desportistas tomam anfetaminas, uma forma de doping para obterem maior sentimento de energia.

No entanto, a fadiga e o cansaço são mecanismos de defesa, com uma finalidade biológica clara: evitar que exageremos e causemos dano ao corpo por atividade excessiva. Atletas em uso de anfetamina estão também em especial risco de aumentos fatais de pressão arterial e falha cardíaca por arritmia ou infarto. E as anfetaminas perturbam a coordenação motora, fundamental em todos os esportes

Fonte: anovavida.tripod.com

Anfetaminas

Introdução

As anfetaminas foram sintetizadas na década de trinta. O propósito era o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, então denominado hiperatividade ou disfunção cerebral mínima.

Atualmente têm indicações para o tratamento da transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da narcolepsia e da obesidade com restrições1(D).

Nos últimos vinte anos, anfetaminas modificadas têm sido sintetizadas em laboratórios clandestinos para serem utilizadas com fins não-médicos (quadro 1). A mais conhecida e utilizada no Brasil é a 3,4-metilenedioxi-metanfetamina (MDMA), o ecstasy, uma metanfetamina inicialmente identificada com os clubbers e suas festas, conhecidas por raves.

Quadro 1: anfetaminas de uso médico e não-médico

Anfetaminas de uso médico

nome do princípio ativo

 

Anfetaminas de uso não-médico

nome do princípio ativo

(nome corrente)

 

d-anfetamina

metanfetamina HCl

fenfluramina

metilfenidato

pemolide

fenproporex

mazindol

dietilpropiona

anfepramona

 

3,4-metilenedioxi-metanfetamina - MDMA

(ecstasy)

4-metilaminorex

(ice)

derivado metanafetamínico

(crystal)

FONTE: Ellenhorn et al (1997) 2(D)

O consumo no Brasil é pouco conhecido. Um estudo com adultos de uma cidade brasileira mostrou uma prevalência de 1,3%, sendo que 80% destes usuários possuia prescrição médica para consumir esta substância3(B).

Entre estudantes o uso das anfetaminas é eminentemente feminino, provavelmente com o intuito de perder peso4(D).

Desse modo, nota-se a existência de diferentes tipos de usuários, cujo consumo de anfetamina tem propósitos diversos5(D) (quadro 2):

Quadro 2: Tipos de usuários de anfetamina.

Usuários instrumentais

 

Consomem anfetamina com onjetivos específicos, tais como melhorar o desempenho no trabalho e emagrecimento.

Usuários recreacionais

 

Consomem anfetamina em busca de seus efeitos estimulantes.

Usuários crônicos

 

Consomem anfetamina com a finalidade de evitar o desconforto dos sintomas de abstinência.

FONTE: OMS (1997) 5(D)

Farmacologia

As anfetaminas são estimulantes do SNC, capazes de gerar quadros de euforia, provocar a vigília, atuar como anorexígenos e aumentar a atividade autonômica dos indivíduos6(D) (quadro 3). Algumas são capazes de atuar no sistema serotoninérgico, aumentando a liberação do neurotransmissor na sinapse ou atuando como agonista direto.

Essa propriedade parece ser a responsável pelos efeitos alucinógenos de algumas anfetaminas: o ecstasy (MDMA) e similares têm grande afinidade pelos receptores serotoninérgicos 5HT e 5HT2 7(D).

Quadro 3: Sinais e sintomas do consumo de anfetaminas.

 

* Redução do sono e do apetite

* Aceleração do curso do pensamento

* Pressão de fala (verborragia)

* Diminuição da fadiga

* Euforia

* Irritabilidade

* Midríase

* Taquicardia

* Elevação da pressão arterial.

Complicações agudas

Quadros ansiosos agudos, com sintomas de pânico e inquietação podem aparecer na intoxicação aguda ou overdose. Irritabilidade, tremor, ansiedade, labilidade do humor, cefaléia, calafrios, vômitos, sudorese e verborragia podem acompanhar este estado, que necessitará de farmacoterapia8(D). Ansiolíticos benzodiazepínicos podem ser prescritos em doses usuais9(D).

O uso endovenoso (pouco freqüente no Brasil) produz um quadro de intenso prazer (rush ou flash) , sensação de poder, hiperexcitabilidade, euforia e aumento da libido. Comportamentos agressivos podem aparecer. A tolerância e fissura pelo flash levam a um padrão de uso compulsivo por um longo período, seguido de exaustão e períodos prolongados de descanso. Sintomas paranóides podem surgir durante a intoxicação6(D).

Há problemas relacionados ao uso injetável, como: infecções, endocardites e abscessos.

Cristais de metanfetaminas, como o ice ou o cristal (desconhecidas no Brasil), são fumadas em cachimbos de vidro, podendo também serem injetadas ou inaladas. O efeito é prolongado (2 a 24 horas) e os sintomas euforizantes e estimulantes são intensos. Sintomas psicóticos podem aparecer. Há ocorrência de bruxismo, tiques e anorexia 2(D).

ECSTASY

O ecstasy (MDMA) é habitualmente consumido em tabletes ou cápsulas, contendo cerca de 120mg da substância7(D). Produz um quadro de euforia e bem-estar, sensação de intimidade e proximidade com os outros. Outros efeitos são a anorexia, taquicardia, tensão maxilar, bruxismo e sudorese. A duração dos efeitos é 4 a 6 horas e o desenvolvimento de tolerância rápida impede o uso compulsivo e aditivo7(D). Crises hipertensivas, precordialgias, arritmias cardíacas, hepatites tóxicas, hipertermia, convulsões, rabdomiólise e morte já foram relatadas. Sintomas ansiosos e psicóticos agudos e crônicos (em indivíduos predispostos) podem aparecer 2(D).

As principais complicações ameaçadoras à vida na overdose por anfetaminas são a hipertermia, hipertensão, convulsões, colapso cardiovascular e traumas. Edemas pulmonares cardiogênico são possíveis2(D).

Síndrome de abstinência

A síndrome de abstinência chega a atingir cerca de 87% dos usuários de anfetamina 9(C). Sintomas depressivos e exaustão podem suceder períodos prolongados de uso ou abuso (quadro 4). Sintomas mais pronunciados de abstinência foram observados em usuários de metanfetaminas pela via inalatória (ice e cristal) 2(D).

Quadro 4: Sinais e sintomas de abstinência das anfetaminas.

 

* Fissura intensa

* Ansiedade

* Agitação

* Pesadelos

* Redução da energia

* Lentificação

* Humor depressivo

 

Tratamento

O tratamento medicamentoso para a remissão dos sintomas de abstinência das anfetaminas não tem se mostrado promissor10(A). Antidepressivos e agonistas dopaminérgicos foram investigados sem sucesso11(A). As condutas medicamentosas seguem critérios adotados pela clínica individual, quando os pacientes são tratados suportivamente, mantendo as condições vitais adequadas. Benzodiazepínicos de ação curta podem ser utilizados12(D).

Complicações crônicas

Pessoas que desejam melhorar seu desempenho social utilizam anfetaminas cronicamente em baixas doses (20-40mg/dia) e de modo socialmente imperceptível.

Tais indivíduos expõem-se a esforços e atividades desnecessárias, resultando em fadiga excessiva. Sua crítica sobre a relação entre a fadiga e ao uso prolongado de anfetaminas é prejudicada. A tentativa de abandonar ou diminuir o uso resulta em depressão e letargia2(D). O uso crônico torna-o distante da realidade, irritado, paranóide e impulsivo, descuidado com a aparência e seus compromissos. Pode haver suicídio decorrente da impulsividade do uso ou da depressão nos períodos de exaustão8(D).

Sintomas psicóticos com sintomas de primeira ordem podem ocorrer em qualquer modo de uso. Normalmente, os acometidos são usuários crônicos, que utlizam anfetaminas em grande quantidade 13(C). As principais características são a presença de delírios persecutórios e auto-referentes, além de alucinações auditivas e visuais14(C). O tratamento pode ser feito com neurolépticos ou benzodiazepínicos12(D).

Quanto às complicações clínicas, o uso crônico leva a estados de desnutrição e a complicações como infarto agudo do miocárdio, cegueira cortical transitória, cardiopatias irreversíveis, vasoespasmos sistêmicos e edema agudo de pulmão2(D).

DEPENDÊNCIA

As anfetaminas são capazes de causar dependência. No entanto, boa parte dos indivíduos não procura auxílio especializado. Além disso, não há abordagens específicas e baseadas em evidências para esses pacientes11(A). No entanto, considerar o consumo de anfetamina entre indivíduos que apresentam quadros sugestivos de complicação da substância (em busca do diagnóstico precoce), bem como motivá-los para buscar tratamento especializado melhora o prognóstico destes15(D).

Ribeiro M e Marques

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) Parecer técnico-científico do Grupo Assessor de Estudos sobre Medicamentos Anorexígenos. D.º 21/07/2002. Disponível por URL: http:www.abeso.org.br/informes/informe 2.htm
2. Ellenhorn MJ, Schonwald S, Ordog G, Wasserberger J. Amphetamines and designer drugs. In: Ellenhorn MJ, Schonwald S, Ordog G, Wasserberger J. Ellenhorn’s medical toxicology - diagnosis and treatment of human poisoning. Maryland: William & Wilkins; 1997. P. 340-55.
3. de Lima MS, Beria JU, Tomasi E, Mari JJ. Use of amphetamine-like appetite suppressants: a cross-sectional survey in Southern Brazil. Subst Use Misuse. 1998;33(8):1711-9.
4. Galduróz JC, Noto AR, Carlini EA. IV Levantamento sobre o uso de drogas entre estudantes de 1o e 2o graus em 10 capitais brasileiras. São Paulo: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID); 1997.
5. World Health Organization. Amphetamine-type stimulants. Geneve: OMS; 1997.
6. Gold MS, Herkov M. Cocaine, crack and other type stimulants. In: Graham AW, Schultz TK. Principles of addiction medicine. Chevy Chase: ASAM; 1998.
7. Laranjeira R, Dunn J, Rassi R, Fernandes M. “Êxtase” (3,4-metilenodioximetanfetamina-MDMA): uma droga velha e um problema novo. Rev APB-APAL 1996;18:77-81.
8. Wilkins JN, Conner BT, Gorelick DA. Management of stimulant, phencyclidine, hallucinogen, marijuana and multiple drug intoxication and withdrawal. In: Graham AW, Schultz TK. Principles of addiction medicine. Chevy Chase: ASAM; 1998.
9. Cantwell B, McBridge AJ. Self detoxification by amphetamine dependent patients: a pilot study. Drug Alcohol Depend 1998; 49:157-63.
10. World Health Organization (WHO). Systematic review of treatment for amphetamine-related disorders. Geneve: WHO; 2001. P. 9.
11. Srisurapanont M, Jarusuraisin N, Kittirattanapaiboon P. Treatment for amphetamine withdrawal (Cochrane review). In: The Cochrane Library, Issue 1, 2002. Oxford: Update software.
12. Gawin FH, Ellinwood E Cocaine and other stimulants. N Eng J Med 1988; 318(18): 1173-82.
13. Hall W, Hando J, Darke S, Ross J. Psychological morbidity and route of administration among anfetamine users in Sidney, Australia. Addiction 1996; 91: 81-7.
14. Yui K, Ykemoto S, Goto K. Factors for susceptibility to episode recurrence in spontaneous recurrence of methamphetamine psychosis.
Ann N Y Acad Sci. 2002; 965: 292-304.
15. Bruce M. Managing amphetamine dependence. Adv Psychiatry Treat 2000; 6: 33-40.

Fonte: www.viverbem.fmb.unesp.br

Anfetaminas

Definição

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas” com “menos sono”, “elétricas”, etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos pré-determinados. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.

Nos USA, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” C gelo).

Outra anfetamina, metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, com um consumo crescente nos USA.

As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia, temos um grande número destes medicamentos, conforme mostra a tabela.

Tabela – Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas do tipo anfetamina, vendidos no Brasil. Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF – ano 1996/1997.

Droga do tipo Anfetamina Produtos (remédios comerciais) vendidos nas farmácias
Dietilpropiona ou Anfepramona Dualid S; Hipofagin S; Inibex S; Moderine
Fenproporex Desobesi-M; Lipomax AP; Inobesin
Mazindol Dasten; Fagolipo; Absten-Plus; Diazinil; Dobesix
Metanfetamina Pervitin*
Metilfenidato Ritalina

* Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Nos USA cada vez mais usado sob o nome de ICE.

Efeitos no cérebro

As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bolinha” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.

A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas.

Efeitos no resto do corpo

As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração (o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sanguínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas

Efeitos tóxicos

Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez) todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica.

Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia.

Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões.

Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas.

Aspectos Gerais

Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber com o tempo que a droga faz a cada dia menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa ir tomando a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1-2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40-60 comprimidos diariamente. Este é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga.

Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e pára de tomar, apresentaria sinais desta interrupção da droga, ou seja, se teria uma Síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar nestas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, isto não é uma regra geral, isto é, não aconteceria com todas as pessoas.

Informações sobre consumo

O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso frequente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas.

Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

Fonte: www.cebrid.epm.br

Anfetaminas

São substâncias sintéticas (feitas em laboratórios) com efeitos estimulantes.

Alguns tipos bem comuns são: speed, cristal e anfes. As anfetaminas propriamente ditas são a dextroanfetamina e a metanfetamina.

Parecem pequenos cristais amarelados com sabor amargo. As anfetaminas podem também ser encontradas em forma de cápsulas, comprimidos e pó, tabletes ou líquida.

Quando se tornaram ilegais?

Há produtos a base de anfetaminas comercializados legalmente no mercado, principalmente consumidos por mulheres, que buscam emagrecer. Enquanto isso, outras são importadas de maneira ilegal, como é o caso da Pervitin, cuja venda foi proibida no Brasil no início dos anos 70.

Usando Anfetaminas

Geralmente são consumidas via oral, diluídas em água, fumadas ou aspiradas. Em festas e baladas, anfetaminas como o cristal liberam o hormônio cerebral do stress norepinefrina (noradrenalina) e as substâncias do prazer e bem-estar, como a serotonina.

O efeito dura de 6 a 12 horas, podendo provocar hiper-atividade e uma grande necessidade de movimento. A pessoa pode perder o sono e a fome, ficando dias sem comer.

Altos e baixos

As anfetaminas fazem com que se sinta energia e euforia, deixando a pessoa "ligada" e confiante, impulsiva e menos propensa a sentir dor.

Fisicamente, a temperatura do corpo, os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea são elevados a níveis perigosos, correndo risco de ataque cardíaco, derrame, coma e até a morte.

Além disso, podem-se sentir os dentes rangendo, a mandíbula tremendo e insônia. Passados os efeitos, uma sensação de exaustão, agressividade e paranóia podem tomar conta de quem usa, fazendo até com que se tenha vontade de se matar.

Sexo com Anfetaminas

Anfetaminas como speed podem causar problemas de ereções, deixando os órgãos sexuais menos sensíveis. As drogas ainda mais fortes, como o cristal, podem fazer com que se sinta muito excitado, tornando-se até mesmo um compulsivo sexual.

Sob efeito dessas drogas, você pode vir a fazer coisas que não faria normalmente, como relações sexuais mais longas e agressivas, resultando em ferimentos ou sangramentos. Você pode contrair ou passar doenças como HIV, hepatite C e outras doenças.

Um relacionamento de longo prazo?

A tolerância em relação a essas drogas é alta, ou seja, você pode se tornar dependente, fazendo com que queira tomar doses cada vez maiores para conseguir o mesmo efeito.

Muitas são as pessoas que dão adeus a empregos, casa, dinheiro, namoro, amigos e família. É possível desenvolver psicoses e problemas de saúde mental duradouros.

Anfetaminas com outras drogas

Coquetel anti-HIV – inibidores de protease podem causar um grande aumento na quantidade de speed ou cristais no corpo, resultando em overdose.
Cocaína e Ecstasy –
misturar essas drogas com anfetaminas acarreta em uma sobrecarga extremamente perigosa para o coração.
Antidepressivos –
pode ocorrer aumento da pressão sanguínea.
Álcool –
ocultam os efeitos do álcool, fazendo com que a pessoa perca ainda mais o limite e fique ainda mais bêbada.

É bom saber

Qualquer forma de uso para as anfetaminas pode prejudicar partes do seu corpo, física e emocionalmente.

Compartilhar seringas e agulhas pode passar HIV, hepatite B e C.

Fonte: www.vivasemdrogas.com.br

Anfetaminas

 

Dependência das anfetaminas

Entre as drogas classificadas como anfetaminas estão a anfetamina, a metanfetamina (speed) e a metilendioxi-metanfetamina (MDMA, ecstasy ou adão).

O abuso de anfetaminas pode ser crónico ou intermitente. A dependência é tanto psicológica como física. Anos atrás, a dependência das anfetaminas pôde começar quando se receitavam medicamentos para perder peso, mas agora a maior parte do abuso começa com a sua distribuição ilegal.

Algumas anfetaminas não estão aprovadas para uso médico e outras são fabricadas e consumidas ilegalmente. A metanfetamina é a anfetamina que mais se consome de forma abusiva. A MDMA tem uma distribuição ampla na Europa e, em anos recentes, nos Estados Unidos. Os consumidores tomam muitas vezes estas drogas para dançar sem descanso até ao amanhecer. A MDMA interfere na recaptação da serotonina (um neurotransmissor) e é considerada tóxica para o sistema nervoso.

Sintomas

As anfetaminas aumentam o estado de alerta (reduzem a fadiga) e a concentração, diminuem o apetite e melhoram a resistência física. Podem induzir um estado de bem-estar ou de euforia.

Muitos consumidores de anfetaminas estão deprimidos e utilizam os efeitos destes estimulantes sobre o humor para aliviar temporariamente a depressão. A resistência física pode, em certo grau, melhorar temporariamente. Por exemplo, nos atletas que participam numa corrida, a diferença entre o primeiro e o segundo pode ser apenas de umas décimas de segundo e as anfetaminas podem provocar a diferença. Algumas pessoas, como os camionistas que percorrem grandes distâncias, podem usar as anfetaminas para que as ajudem a permanecer acordadas.

Para além de estimular o cérebro, as anfetaminas aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Ocorreram ataques cardíacos mortais, inclusive em atletas jovens e saudáveis. A pressão arterial pode chegar a ser tão alta que rompa um vaso sanguíneo no cérebro, provocando um acidente vascular cerebral e provavelmente ocasionando paralisia e morte. A morte é mais provável quando as drogas como o MDMA são usadas em locais com temperaturas elevadas e pouca ventilação, quando o consumidor está muito ativo fisicamente (por exemplo, dançando rapidamente) ou quando transpira intensamente e não bebe água suficiente para recuperar o líquido perdido.

As pessoas que consomem habitualmente anfetaminas várias vezes ao dia desenvolvem rapidamente tolerância. A quantidade consumida no final pode ultrapassar em várias centenas de vezes a dose original. Com tais doses, quase todos os consumidores abusivos se tornam psicóticos, porque as anfetaminas podem causar ansiedade intensa, paranóia e uma alteração do sentido da realidade. As reações psicóticas incluem alucinações visuais e auditivas (ver e ouvir coisas que não existem) e sentimentos de omnipotência. Embora estes efeitos possam suceder em qualquer consumidor, as pessoas com uma doença psiquiátrica, como a esquizofrenia, são mais vulneráveis.

Tratamento

Quando se interrompe bruscamente o consumo de uma anfetamina, ocorrem sintomas opostos aos efeitos da droga. O consumidor acha-se cansado ou sonolento (um efeito que pode durar dois ou três dias depois de deixar de tomar a droga). Algumas pessoas ficam intensamente ansiosas e inquietas.

Os consumidores que estavam deprimidos quando começaram a usar as anfetaminas podem inclusive ficar mais deprimidos quando as deixam. Podem tornar-se suicidas, mas pode acontecer que durante vários dias lhes faltem as forças para tentarem suicidar-se. Assim, os consumidores crónicos podem necessitar de ser hospitalizados durante a abstinência da droga.

Uma pessoa que sofre delírios e alucinações pode tomar um medicamento antipsicótico, como a clorpromazina, que tem um efeito calmante e alivia o sofrimento.

No entanto, um medicamento antipsicótico pode diminuir de forma aguda a pressão arterial. Habitualmente, um ambiente tranquilizante e seguro ajuda a pessoa a recuperar.

Fonte: www.manualmerck.net

Anfetaminas

Sob a designação geral de anfetaminas, existem três categorias de drogas sintéticas que diferem entre si do ponto de vista químico.

As anfetaminas, propriamente ditas, são a destroanfetamina e a metanfetamina.

Combinações de metanfetamina e pentobarbital, um barbitúrico; e Amphaplex, um coquetel de metanfetamina, anfetamina e dextroanfetamina Existem no mercado vários produtos que podem ser enquadrados numa dessas três categorias.

São eles:

Benzidina e Bifetamina, anfetaminas puras
Dexedrine, um sulfato de destroanfetamina, com estrutura molecular semelhante ao hormonio epinefrine (adrenalina), que é uma substância secretada no corpo humano pela glândula supra-renal nos momentos de susto
Dexamil, uma combinação de dextroanfetaminae amobarbital, um sedativo
Methedrine e Desoxyn, metanfetaminas puras
Desbutal e Obedrin
Preludin, uma droga que difere quimicamente das anfetaminas, é enquadrada nesse grupo por causar os mesmos efeitos.

Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. Geralmente ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos de cinco miligramas, as anfetaminas também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó.

A anfetamina surgiu no século 19, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, em 1887. Cerca de 40 anos depois, a droga começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e bronquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, era lançada na França a primeira versão comercial da drogacom o nome de Benzedrine, na forma de pó para inalação. Cinco anos mais tarde, a Benzedrine surgiu na forma de pílulas, chegando a vender mais de 50 milhões de unidades nos três primeiros anos após sua introdução no mercado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, tanto os aliados como as potências do Eixo empregaram sistematicamente as anfetaminas para elevar o moral, reforçar a resistência e eliminar a fadiga de combate de suas forças militares. Tropas alemãs, como as divisões Panzer, empregavam a Methedrine. Já a Benzedrine foi usada pelo pessoal da Força Aérea norte-americana estacionado em bases na Grã-Bretanha. Em território dos Estados Unidos, entretanto, o uso das anfetaminas por pessoal militar só foi oficialmente autorizado a partir da Guerra da Coreia. A febril produção de anfetaminas para atender aos pilotos da Luftwaffe, a força aérea de Hitler, gerou excedentes que provocaram uma verdadeira epidemia anfetamínica no Japão. Perto do final, da guerra, os operários das fábricas japonesas de munição receberam generosos suprimentos da droga, que era anunciada como solução para eliminar a sonolência e embalar o espírito. Como resultado, no período imediato do pós-guerra, o Japão possuía 500 mil novos viciados.

Pouco mais tarde, no início da década de 50, militares americanos servindo no Japão e na Coreia se transformaram nos primeiros a utilizar o speedball, uma mistura injetável de anfetamina e heroína. Outra epidemia anfetamínica aconteceu na Suécia em 1965, depois que a droga passou a ser fornecida pelo serviço nacional de saúde. Milhares de pessoas se aproveitaram do fato de a anfetamina ser distribuída gratuitamente para consumir quantidades abusivas da sua substância, até que ela foi tornada ilegal algum tempo depois.

Nas últimas décadas, a anfetamina tem sido usada em massa em tratamentos para emagrecer, já que a droga é temporariamente eficaz na supressão do apetite.

Entretanto, à medida que o tempo passa, o organismo desenvolve tolerância à anfetamina e torna-se necessário aumentar cada vez mais as doses para se conseguir os mesmos efeitos. A perda de apetite gerada pelo seu uso constante pode transformar-se em anorexia, um estado no qual a pessoa passa a sentir dificuldade para comer e até mesmo para engolir alimentos pastosos, resultando em sérias perda de peso, desnutrição e até morte. Durante muito tempo, a anfetamina foi também utilizada para tratar depressão, epilepsia, mal de Parkinson e narcolepsia. Atualmente, apenas a narcolepsia permanece utilizando essa droga em seu tratamento.

As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da norepinefrina, um neuro-hormônio que ativa partes do sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade.

Resultado: o batimento cardíaco é acelerado e a pressão sanguínea sobe bastante. Ao agir sobre os centros de controle do hipo tálamo, ao mesmo tempo em que reduz a atividade gastrointestinal, a droga inibe o apetite e seu efeito pode durar de quatro a 14 horas, dependendo da dosagem.

A anfetamina é rapidamente assimilada pela corrente sanguínea e, logo depois de ser ingerida, provoca arrepios seguidos de sentimentos de confiança e presunção. As pupilas dilatam, a respiração torna-se ofegante, o coração bate freneticamente e a fala fica atropelada. Em seguida, o usuário da droga pode entrar em estado de euforia e elevação, enquanto seu corpo se agita com uma intensa liberação de energia. Quando essa energia se extingue, o efeito começa a declinar, sendo substituído por inquietação, nervosismo e agitação, passando à fadiga, paranóia e depressão.

Esgotadas as sensações da droga, o abuso leva geralmente a dores de cabeça, palpitações, dispersividade e confusão. Como o efeito é pouco duradouro e termina em depressão, o usuário é levado a tomar doses sucessivas, que vão aumentando na quantidade de anfetamina ingerida à medida que o organismo vai se habituando à droga. O ciclo de abuso e dependência pode criar uma reação tóxica no organismo, conhecida como psicose anfetamínica, que pode durar até algumas semanas, com irritabilidade, insónia, alucinações e até a morte em casos extremos. Os sonhos de quem abusa de anfetaminas são perturbados e interrompidos, e seu sono é pouco reparador.

Overdoses fatais, todavia, são raras, e a dosagem letal ainda é desconhecida, sendo que os usuários mais habituais podem consumir até 1000 miligramas por dia.

Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossível.

As anfetaminas são as drogas geralmente associadas com os casos de doping em corridas de cavalos, jogos de futebol e outras competições desportistas.

Na prática laboratorial sempre nos deparamos com situações em que, geralmente os pais desejam saber se seu filho está ou não usando drogas, e aqui no blog, depois do texto que escrevi, “como saber se uma pessoa fez uso de drogas de abuso” sempre recebo emails e comentários sobre o assunto. Neste texto citado, abordei mais especificamente a cocaína, desta vez vou destacar anfetaminas, maconha e opiáceos, nestes grupos encontramos drogas como haxixe e ecstasy.

Como disse no texto anterior o material mais usado para verificar a presença destas substâncias no organismo humano é a urina, mas cabelo também pode ser usado.

Em épocas de festa, como temos visto os noticiários na TV, aumenta a procura e a venda destes produtos, principalmente durante o carnaval.

Maconha

Neste caso a substância pesquisada e a 11-nor-9-carboxi-delta-9-THC é o elemento presente na planta Cannabis sativa está presente em drogas de abuso como maconha e haxixe. Pode ser de4 a 6 horas de uso, e continua positivo para esta substância durante 7 a 10 dias depois de ter usado eventualmente ou 1 a 6 meses em usuários crônicos.

O material coletado é a urina, que deve ser refrigerada até o momento do exame.

Opiáceos

Morfina é a substância detectada durante o exame de urina, podendo ser encontrado neste líquido biológico após 3 horas depois do uso e mantém-se positivo durante 1 a 2 dias.

O procedimento para coleta de urina segue a mesma recomendação das dosagens anteriores, a amostra deve ser refigerada

Anfetaminas

Anfetaminas são substâncias químicas produzidas em laboratório consideradas como estimulantes, já que provocam o aumento da atividade cerebral do indivíduo, deixando o usuário eufórico, ofegante e “elétrico”. Esse aumento do processo cerebral é totalmente nocivo para a saúde, já que leva o usuário a extrapolar seus próprios limites, podendo causar danos irreparáveis ao cérebro. Quando esse ciclo de euforia acaba, o usuário se sente debilitado, fraco e depressivo, se vê obrigado a voltar a consumir novas e maiores doses da droga, criando assim um processo de dependência.

Essas drogas podem ser consumidas através de comprimidos, por via oral, diretamente injetada na corrente sanguínea, sob a forma de pó ou dissolvidas em bebidas alcoólicas. Os maiores usuários das anfetaminas geralmente são estudantes, caminhoneiros, pilotos e atletas, que buscam a melhora de desempenho em suas atividades, já que as anfetaminas aceleram o cérebro e provocam a perda de sono.

Além de afetar o cérebro humano, as anfetaminas causam a dilatação da pupila, aumento das pulsações e da pressão cardíaca. Estudos comprovam que entre os estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado uma droga tipo anfetamina alguma vez na vida.

Essas drogas possuem efeitos tão fortes que alguns delírios e alucinações causados pela droga podem levar o usuário ao suicídio por razões ilusórias, como uma perseguição imaginária, por exemplo.

Existem no mercado vários produtos que podem ser enquadrados numa dessas três categorias.

São eles:

Benzidina e Bifetamina anfetaminas puras; Dexedrine, um sulfato de dextroanfetamina, com estrutura molecular semelhante ao hormônio epinefrina (adrenalina), que é uma substância secretada no corpo humano pela glândula supra-renal nos momentos de susto; Dexamil, uma combinação de dextroanfetamina e amobarbital, um sedativo; Methedrine e Desoxyn, metanfetaminas puras; Desbutal e Obedrin, combinações de metanfetamina e pentobarbital, um barbitúrico; e Amphaplex, um coquetel de metanfetamina, anfetamina e dextroanfetamina. Dualid, Inibex, Hipofagin, Moderine (substância ativa - dietilpropiona). Lipomax, Desobesi (substância ativa - Femproporex). Preludin, uma droga que difere quimicamente das anfetaminas, é enquadrada nesse grupo por causar os mesmos efeitos. tem se do romance, em que, devidos aos hormonios, a atraçãop fisica, e toda quimica que acontece pelos hormonios, pode ser considerada tambêm como anfetaminas, porem não é oficial.

Características físicas

Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. Geralmente ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos de cinco miligramas, as anfetaminas também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó, igual a cocaína.

História

A anfetamina surgiu no século XIX, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, em 1887. Cerca de 40 anos depois, a droga começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e bronquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, era lançada na França a primeira versão comercial da droga, com o nome de Benzedrine, na forma de pó para inalação. Cinco anos mais tarde, a Benzedrine surgiu na forma de pílulas, chegando a vender mais de 50 milhões de unidades nos três primeiros anos após sua introdução no mercado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, tanto os aliados como as potências do Eixo empregaram sistematicamente as anfetaminas para elevar o moral, reforçar a resistência e eliminar a fadiga de combate de suas forças militares. Tropas alemãs, como as divisões Panzer, empregavam a Methedrine. Já a Benzedrine foi usada pelo pessoal da Força Aérea norte-americana estacionado em bases na Grã-Bretanha. Em território dos Estados Unidos, entretanto, o uso das anfetaminas por pessoal militar só foi oficialmente autorizado a partir da Guerra da Coreia. A febril produção de anfetaminas para atender aos pilotos da Luftwaffe, a força aérea de Hitler, gerou excedentes que provocaram uma verdadeira epidemia anfetamínica no Japão. Perto do final, da guerra, os operários das fábricas japonesas de munição receberam generosos suprimentos da droga, que era anunciada como solução para eliminar a sonolência e embalar o espírito. Como resultado, no período imediato do pós-guerra, o Japão possuía 500 mil novos viciados.

Pouco mais tarde, no início da década de 50, militares americanos servindo no Japão e na Coréia se transformaram nos primeiros a utilizar o speedball, uma mistura injetável de anfetamina e heroína. Outra epidemia anfetamínica aconteceu na Suécia em 1965, depois que a droga passou a ser fornecida pelo serviço nacional de saúde. Milhares de pessoas se aproveitaram do fato de a anfetamina ser distribuída gratuitamente para consumir quantidades abusivas da sua substância, até que ela foi tornada ilegal algum tempo depois.

Contemporâneo

Nas últimas décadas, a anfetamina tem sido usada em massa em tratamentos para emagrecer, já que a droga é temporariamente eficaz na supressão do apetite.

Entretanto, à medida que o tempo passa, o organismo desenvolve tolerância à anfetamina e torna-se necessário aumentar cada vez mais as doses para se conseguir os mesmos efeitos. A perda de apetite gerada pelo seu uso constante pode transformar-se em anorexia, um estado no qual a pessoa passa a sentir dificuldade para comer e até mesmo para engolir alimentos pastosos, resultando em sérias perdas de peso, desnutrição e até morte. Durante muito tempo, a anfetamina foi também utilizada para tratar depressão, epilepsia, mal de Parkinson e narcolepsia. Atualmente, apenas a narcolepsia permanece utilizando essa droga em seu tratamento.

Ação farmacológica

As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da noradrenalina, um neuro-hormônio que ativa partes do sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade.

Resultado: o batimento cardíaco é acelerado e a pressão sanguínea sobe bastante. Ao agir sobre os centros de controle do hipotálamo, ao mesmo tempo em que reduz a atividade gastrintestinal, a droga inibe o apetite e seu efeito pode durar de quatro a 14 horas, dependendo da dosagem. A anfetamina é rapidamente assimilada pela corrente sanguínea e, logo depois de ser ingerida, provoca arrepios seguidos de sentimentos de confiança e presunção.

As pupilas dilatam, a respiração torna-se ofegante, o coração bate freneticamente e a fala fica atropelada. Em seguida, o usuário da droga pode entrar em estado de euforia e elevação, enquanto seu corpo se agita com uma intensa liberação de energia. Quando essa energia se extingue, o efeito começa a declinar, sendo substituído por inquietação, nervosismo e agitação, passando à fadiga, paranóia e depressão. Esgotadas as sensações da droga, o abuso leva geralmente a dores de cabeça, palpitações, dispersividade e confusão.

Como o efeito é pouco duradouro e termina em depressão, o usuário é levado a tomar doses sucessivas, que vão aumentando na quantidade de anfetamina ingerida à medida que o organismo vai se habituando à droga. O ciclo de abuso e dependência pode criar uma reação tóxica no organismo, conhecida como psicose anfetamínica, que pode durar até algumas semanas, com irritabilidade, insônia, alucinações e até a morte em casos extremos. Os sonhos de quem abusa de anfetaminas são perturbados e interrompidos, e seu sono é pouco reparador.

Doses fatais, todavia, são raras, e a dosagem letal ainda é desconhecida, sendo que os usuários mais habituais podem consumir até 1000 miligramas por dia. Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossível.

As anfetaminas são as drogas geralmente associadas com os casos de doping em corridas de cavalos, jogos de futebol e outras competições desportistas.

São usuários comuns de anfetamina no mundo todo: caminhoneiros (por provocar insônia), estudantes (por aumentar o poder de concentração), freqüentadores de raves (por dar mais energia ao organismo), jovens adolescentes obsessivos por sua forma física (por provocar perda de apetite e consequentemente perda de peso) e de profissionais que trabalham com algo que exija criatividade (por estimular as idéias).

Legalidade

Atualmente, a anfetamina é proibida em vários países. Em alguns países da Europa a substância foi totalmente proibida, sendo encontrada somente de forma clandestina, vinda de outros locais. No Brasil a substância é comercializada em forma de remédios para tratamento de obesidade e pessoas que sofrem de distúrbios psicológicos, sendo encontrada, portanto em medicamentos controlados que exigem receita médica do paciente.

Com o desenvolvimento da ciência atualmente existem alternativas tanto para tratar os vícios quanto para reduzir os efeitos colaterais em pacientes que, por algum motivo necessitam fazer uso das mesmas. Quando o uso é para um tratamento prolongado, é comum que haja intervalos nos fins de semana e pausas de semanas a meses. Entretanto, como regra, não há como delimitar de forma absoluta os efeitos lesivos e os paliativos são reservados a casos bem particulares na medicina.

Por outro lado, alguns esotéricos defendem técnicas que geram o mesmo estímulo das ditas aminas simpatomiméticas. Entretanto o risco de dano é tanto maior quanto menos ciência houver. Experiências com esta droga podem resultar em danos graves. Caso exista duvidas sobre a utilização deve-se procurar um médico.

Fonte: escolafilintomuller.wikispaces.com

Anfetaminas

A anfetamina surgiu no século 19, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, em 1887. Cerca de 40 anos depois, a droga começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e bronquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, era lançada na França a primeira versão comercial da droga, com o nome de Benzedrine, na forma de pó para inalação. Cinco anos mais tarde, a Benzedrine surgiu na forma de pílulas, chegando a vender mais de 50 milhões de unidades nos três primeiros anos após sua introdução no mercado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, tanto os aliados como as potências do Eixo empregaram sistematicamente as anfetaminas para elevar o moral, reforçar a resistência e eliminar a fadiga de combate de suas forças militares. Tropas alemãs, como as divisões Panzer, empregavam a Methedrine. Já a Benzedrine foi usada pelo pessoal da Força Aérea norte-americana estacionada em bases na Grã-Bretanha. Em território dos Estados Unidos, entretanto, o uso das anfetaminas por pessoal militar só foi oficialmente autorizado a partir da Guerra da Coréia. A febril produção de anfetaminas para atender aos pilotos da Luftwaffe, a força aérea de Hitler, gerou excedentes que provocaram uma verdadeira epidemia anfetamínica no Japão.

Perto do final, da guerra, os operários das fábricas japonesas de munição receberam generosos suprimentos da droga, que era anunciada como solução para eliminar a sonolência e embalar o espírito. Como resultado, no período imediato do pós-guerra, o Japão possuía 500 mil novos viciados.

Pouco mais tarde, no início da década de 50, militares americanos servindo no Japão e na Coréia se transformaram nos primeiros a utilizar o speedball, uma mistura injetável de anfetamina e heroína.

Outra epidemia de anfetaminas aconteceu na Suécia em 1965, depois que a droga passou a ser fornecida pelo serviço nacional de saúde. Milhares de pessoas se aproveitaram do fato de a anfetamina ser distribuída gratuitamente para consumir quantidades abusivas da sua substância, até que ela foi tornada ilegal algum tempo depois.

Nas últimas décadas, a anfetamina tem sido usada em massa em tratamentos para emagrecer, já que a droga é temporariamente eficaz na supressão do apetite.

Entretanto, à medida que o tempo passa, o organismo desenvolve tolerância à anfetamina e torna-se necessário aumentar cada vez mais as doses para se conseguir os mesmos efeitos.

A perda de apetite gerada pelo seu uso constante pode transformar-se em anorexia, um estado no qual a pessoa passa a sentir dificuldade para comer e até mesmo para engolir alimentos pastosos, resultando em sérias perdas de peso, desnutrição e até morte.

Durante muito tempo, a anfetamina foi também utilizada para tratar depressão, epilepsia, mal de Parkinson e narcolepsia. Atualmente, apenas a narcolepsia permanece utilizando essa droga em seu tratamento.

As anfetaminas são estimulantes do Sistema Nervoso Central. Elas agem de maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação perde o apetite, tem insônia, sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que engole inibidores de apetite regularmente para emagrecer, esta na realidade tomando anfetaminas.

A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo. Se nova dose for tomada, as energias voltam, embora com menos intensidade. De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de suas capacidades, esforços excessivos, o que é prejudicial para a saúde.

E, o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia, ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois nem consegue realizar as tarefas que normalmente fazia anteriormente ao uso dessas drogas.

O uso excessivo de anfetaminas pode causar um verdadeiro estado de paranóia, alucinações, taquicardia e pode causar lesões irreversíveis no cérebro, podendo levar à morte.

Sob a designação geral de anfetaminas, existem três categorias de drogas sintéticas que diferem entre si do ponto de vista químico. As anfetaminas, propriamente ditas, são a destroanfetamina e a metanfetamina.

Existem no mercado vários produtos que podem ser enquadrados numa dessas três categorias.

São eles: Benzidina e Bifetamina, anfetaminas puras; Dexedrine, um sulfato de destroanfetamina, com estrutura molecular semelhante ao hormônio epinefrine (adrenalina), que é uma substância secretada no corpo humano pela glândula supra-renal nos momentos de susto.

Dexamil, uma combinação de dextroanfetamina e amobarbital, um sedativo; Methedrine e Desoxyn, metanfetaminas puras; Desbutal e Obedrin, combinações de metanfetamina e pentobarbital, um barbitúrico.

Amphaplex, um coquetel de metanfetamina, anfetamina e dextroanfetamina. Preludin, uma droga que difere quimicamente das anfetaminas, é enquadrada nesse grupo por causar os mesmos efeitos.

Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. Geralmente ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos de cinco miligramas, as anfetaminas também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó.

As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da norepinefrina, um neuro-hormônio que ativa partes do sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade, com isso, o batimento cardíaco é acelerado e a pressão sanguínea sobe bastante.

Ao agir sobre os centros de controle do hipotálamo, ao mesmo tempo em que reduz a atividade gastrointestinal, a droga inibe o apetite e seu efeito pode durar de quatro a 14 horas, dependendo da dosagem.

A anfetamina é rapidamente assimilada pela corrente sanguínea e, logo depois de ser ingerida, provoca arrepios seguidos de sentimentos de confiança e presunção. As pupilas dilatam, a respiração torna-se ofegante, o coração bate freneticamente e a fala fica atropelada.

Em seguida, o usuário da droga pode entrar em estado de euforia e elevação, enquanto seu corpo se agita com uma intensa liberação de energia. Quando essa energia se extingue, o efeito começa a declinar, sendo substituído por inquietação, nervosismo e agitação, passando à fadiga, paranóia e depressão.

Esgotadas as sensações da droga, o abuso leva geralmente a dores de cabeça, palpitações, dispersividade e confusão. Como o efeito é pouco duradouro e termina em depressão, o usuário é levado a tomar doses sucessivas, que vão aumentando na quantidade de anfetamina ingerida à medida que o organismo vai se habituando à droga.

O ciclo de abuso e dependência pode criar uma reação tóxica no organismo, conhecida como psicose anfetamínica, que pode durar até algumas semanas, com irritabilidade, insônia, alucinações e até a morte em casos extremos. Os sonhos de quem abusa de anfetaminas são perturbados e interrompidos, e seu sono é pouco reparador.

Overdoses fatais, todavia, são raras, e a dosagem letal ainda é desconhecida, sendo que os usuários mais habituais podem consumir até 1000 miligramas por dia.

Ao contrário do que os médicos pensavam quando se começou a utilizar a anfetamina, a droga não causa dependência física, mas psicológica, podendo chegar a tal ponto em que o abandono de seu uso torna-se praticamente impossível.

As anfetaminas são as drogas geralmente associadas com os casos de doping em corridas de cavalos, jogos de futebol e outras competições desportistas.

Fonte: www.guerracontraasdrogas.com.br

Anfetaminas

Princípio ativo

São diversos os tipos de anfetaminas no mundo, não existindo uma única substância que as caracterize. A metanfetamina é uma das mais difundidas nos Estados Unidos. Ela é normalmente fumada com a ajuda de um cachimbo e é conhecida como "ice". Na Europa, principalmente na Holanda e Inglaterra, a anfetamina mais comum é a metilenodioximetanfetamina, que é usualmente ingerida com bebidas alcóolicas.

Efeitos

O efeito que caracteriza as anfetaminas é o aumento da capacidade física do usuário, ou seja, a pessoa sob efeito da droga é capaz de praticar atividades que normalmente não conseguiria. Isso ocorre porque as anfetaminas aumentam a resistência nervosa e muscular do usuário, aumentam também a capacidade respiratória e a tensão arterial, deixando a pessoa "ligada".

Apesar de parecer um benefício, esse aumento geral da capacidade é ilusório, já que acaba com o fim do efeito da droga, levando o usuário a extrapolar os reais limites do corpo, o que acaba sendo nocivo. Além disso, ao perceber que "perdeu" sua força, o usuário entra em depressão e busca novas doses da droga para voltar a ter um aumento da sua capacidade e autoconfiança.

Doses maiores da droga intensificam seus efeitos e deixam o usuário mais agressivo, irritado e com mania de perseguição (delírio persecutório). Se as doses forem ainda maiores, podem provocar delírios e paranóias, estado conhecido como psicose anfetamínica.

Fisicamente, as anfetaminas causam taquicardia, dilatação excessiva das pupilas e palidez, além de também causarem insônia e perda de apetite. O uso contínuo da droga pode levar à degeneração das células cerebrais, causando lesões irreversíveis ao cérebro.

Histórico

O primeiro tipo de anfetamina, a Benzedrina, foi sintetizada pela primeira vez no final do século passado na Europa. Seu uso medicinal foi gradativamente sendo ampliado e nas décadas de 30 e 40 já eram conhecidas 39 utilidades para as anfetaminas, que logo passaram a ser usadas sem intenções medicinais.

O seu uso não medicinal começou a se espalhar pelo mundo e hoje é uma das drogas que mais ganha usuários a cada ano. Nos EUA, as autoridades revelam que o número de óbitos relacionados com anfetaminas como o Rohypnol ou o GHB cresceu 63% entre 95 e 98. No Brasil, a ONU vem constantemente alertando sobre o crescimento do consumo de anfetaminas.

Curiosidade

Os delírios e alucinações causados pela droga podem levar o usuário ao suicídio por razões ilusórias, como uma suposta perseguição.

Fonte: www.crhikary.com

Anfetaminas

As anfetaminas são substâncias de origem sintética e com efeitos estimulantes. São frequentemente chamadas de speed, cristal ou anfes.

As anfetaminas, propriamente ditas, são a dextroanfetamina e a metanfetamina.

Quando estão em estado puro têm o aspecto de cristais amarelados com sabor amargo. No entanto podem também ser encontradas sob a forma de cápsulas, comprimidos, pó (geralmente branco, mas também pode ser amarelo ou rosa), tabletes ou líquido. As anfetaminas, quando vendidas ilegalmente, podem ser misturadas com outras substâncias, tornando-as bastante perigosas. São, por vezes, chamadas de droga "suja", dado que o seu grau de pureza pode ser de apenas 5%. São geralmente consumidas por via oral, intravenosa (diluídas em água), fumadas ou aspiradas (em pó). A forma menos prejudicial e consumir anfetaminas é engolindo-as (não misturadas com álcool). A inalação danifica as mucosas do nariz e injetar é a forma mais perigosa de usar esta ou qualquer outra droga, dado que aumenta o risco de overdose e de problemas físicos ou contágio de doenças.

As anfetaminas estimulam o Sistema Nervoso, atuando na noroadrenalina, um neurotransmissor. Os sistemas dopaminérgicos e serotonérgicos são também afetados. Imitam os efeitos da adrenalina e noradrenalina - permitem ao corpo efetuar atividades físicas em situações de stress.

Têm sido principalmente utilizadas para tratamento da obesidade, uma vez que provocam perda de apetite. Foram também bastante utilizadas para tratar depressão, epilepsia, Parkinson, narcolepsia e danos cerebrais em crianças.

Existem vários produtos à venda no mercado: Benzedrine, Bifetamina, Dexedrine, Dexamil, Methedrine, Desoxyn, Desbutal, Obedrin e Amphaplex.

ORIGEM

Apesar da planta Éfedra ser utilizada na medicina chinesa, como anti-asmático, desde tempos remotos, a sua utilização na medicina ocidental era nula. O isolamento e estudo da efedrina por Chen e Schmidt surge apenas em 1926, abrindo as portas para a produção de anfetaminas. Os anos 30 foram particularmente ricos em ensaios clínicos neste âmbito, marcando-se em 1938 o início da comercialização da metanfetamina. Inicialmente as anfetaminas foram fármacos facilmente prescritos, utilizados para o tratamento da narcolepsia, obesidade, doença de Parkinson, asma, etc. Durante a Segunda Guerra Mundial, foram administradas de forma maciça aos soldados (tanto aliados como das potências do Eixo) para combater a fadiga, reforçar a resistência, elevar o moral e manter o estado de alerta.

A produção de anfetaminas em série para dar resposta aos pilotos da Luftwaffe (a força aérea de Hitler), originou grandes excedentes que acabaram por provocar uma epidemia anfetamínica no Japão. A droga era cedida a operários fabris japoneses como forma de eliminar a sonolência e embalar o espírito, o que acaba por provocar um aumento de 500 000 viciados neste país no pós-guerra. Finda a guerra, começaram a ser descobertas as consequências do consumo regular. Como consequência, iniciam-se as tentativas de restrição, nomeadamente no Japão, enquanto que outros países adoptam políticas de tolerância.

Na década de 50, os militares norte americanos em serviço no Japão e Coreia começam a utilizar uma mistura injetável de anfetamina e heroína, à qual chamam speedball.

Nos anos 60 verifica-se um aumento no consumo de anfetaminas, as quais, apesar de serem produzidas de forma legal, eram obtidas por meios menos lícitos.

Em 1965, ocorre nova epidemia anfetamínica na Suécia concomitante com o fornecimento gratuito da droga pelo serviço nacional de saúde; ela foi tornada ilegal pouco tempo depois.

Quando era uma droga legal, tornou-se bastante popular entre os camionistas e entre o pessoal que trabalhava no negócio dos aprovisionamentos devido à suas propriedades estimulantes. Estes grupos que usavam anfetaminas para fins "profissionais", isto é, com o objetivo de os ajudar a cumprir as suas tarefas, quer elas fossem conduzir muitas horas seguidas ou permanecer a noite sem dormir, conseguiam manter um rigoroso controlo em relação ao seu consumo.

Nos anos 70 começaram a ser muito procuradas pelas classes trabalhadoras mais jovens, tendo-se perdido um pouco do referido controlo.

É nesta altura que surgem os chamados "speed freeks", indivíduos que ficam vários dias acordados sob o efeito de anfetaminas, mas com aspecto debilitado devido à redução do apetite. Curiosamente, esta droga não foi muito bem acolhida entre os hippies como é visível em slogans como "speed kills". O seu uso permaneceu restrito na Holanda, ao contrário do Japão ou Escandinávia.

No contexto do aumento do consumo desta substância, o turismo e a sua massificação desempenham um papel bastante importante, dado que facilitaram aos indivíduos do norte da Europa o acesso a esta droga, a qual era pouco controlada nos países do sul.

A Convenção de Viena em 1971 marcou o aumento do controlo das anfetaminas. Foi nesta altura que foram sendo retirados do mercado os produtos farmacêuticos que continham anfetaminas, chegando mesmo à sua supressão em alguns países. Conseqüentemente, nos anos 80 floresce o mercado negro de produção ilegal. Em Portugal, alguns fármacos foram muito consumidos e objeto de abuso de natureza toxicómana, tendo estes sido retirados do mercado.

Na segunda metade dos anos 80 e princípio dos anos 90, o Dinintel foi muito procurado, chegando alguns toxicodependentes a consumir mais de 50 cápsulas por dia; este fármaco foi reclassificado. No nosso país não existem atualmente anfetaminas puras no mercado lícito e são difíceis de encontrar no ilícito. Nos últimos anos, o consumo de anfetaminas aumentou significativamente na Europa, principalmente associado à "dance culture".

EFEITOS

O consumo de anfetaminas pode provocar hiper-atividade e uma grande necessidade de movimento, às quais pode associar-se o aumento da atenção e concentração (daí o seu uso por estudantes). Paralelamente, a pessoa pode perder o sono e a fome. O estado de excitação nervosa, euforia, loquacidade e aumento do grau de confiança, pode resultar numa diminuição da auto-crítica.

No entanto, os efeitos positivos transformam-se em negativos com alguma rapidez, podendo a pessoa experimentar fadiga, depressão, apatia ou agressividade (ocasionalmente). Os efeitos duram entre 6 a 12 horas.

RISCOS

O consumo de anfetaminas pode provocar sede, transpiração, desidratação, diarreia, taquicardia, aumento da tensão arterial, náuseas, má disposição, dor de cabeça, tonturas, vertigens, sono conturbado e pouco reparador. São frequentes tiques exagerados e anormais da mandíbula ou movimentos estereotipados. Nos casos de perda de apetite devido ao uso constante de anfetaminas, poderá ocorrer o risco de desenvolvimento de uma anorexia nervosa, desnutrição e até morte.

O consumo crónico pode conduzir a uma acentuada perda de peso e exaustão, redução da resistência às infecções, testículos volumosos e doridos, tremores, ataxia, perturbações no ritmo cardíaco, dores nos músculos e nas articulações. Pode ainda ocorrer falha súbita no coração, por exemplo no caso de atletas dopados.

É possível a ocorrência de uma reação tóxica no organismo - psicose anfetamínica - com duração variável (até algumas semanas), a qual se caracteriza por irritabilidade, hiper-excitabilidade, insónia, tremores, alucinações e até a morte, em casos extremos. É confundida frequentemente com esquizofrenia.

A sobredosagem pode provocar inquietação, alucinações, aumento da temperatura corporal, taquicardia, náuseas, vómitos, cãibras no abdómen, fortes dores no peito, insuficiência respiratória e cianose, aumento da circulação sanguínea, dificuldade de micção, perda de consciência, convulsões e morte.

Pessoas com problemas cardíacos, tensão alta, doença mental, ansiedade e ataques de pânico ou que tomam drogas de prescrição médica como os IMO (inibidores das monoaminooxidases), betabloqueadores ou anti-depressivos, correm maiores riscos quando tomam anfetaminas.

TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA

A tolerância pode ser rapidamente desenvolvida e é geralmente grande. Não ocorre uma real dependência física mas existe dependência psicológica. Nos casos de consumo continuado (speed run), que resultam em grande exaustão e depressão, estes efeitos poderão ser contrariados pela retoma do consumo, criando uma espécie de imitação de dependência física.

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

Os sintomas não são muito intensos. Poderá notar-se letargia, fadiga, apatia, sonolência, insónia ou hipersónia, depressão, dores musculares. A irritabilidade, alterações do sono e ideias suicidas, podem persistir durante meses.

Fonte: www.saude.rs.gov.br

Anfetaminas

A anfetamina é uma amina simpaticomimética, que produz efeitos estimulantes poderosos sobre o SNC, provocando também ação adrenérgica tanto periférica quanto central sobre o Sistema Nervoso.

HISTÓRICO

A anfetamina foi preparada pela primeira vez por Edellano, em 1887 e sintetizada no final da década de 1920; sendo introduzida na prática médica apenas em 1936.

A substância foi amplamente utilizada na segunda Guerra Mundial por soldados aliados, alemães e japoneses com a finalidade de aumentar a coragem e reduzir a fadiga. Tais efeitos eram realmente percebidos por seus usuários, mas em 1943 as autoridades médicas britânicas proibiram o uso de anfetamínicos por parte de pilotos da Royal Air Force, incorrendo em sucessivos erros fatais quando sob o efeito destas drogas.

Após o término da guerra em 1945, o mundo foi invadido pela anfetamina e especialmente por dois de seus derivados: a melanfetamina (Pervitin) e a fenmetrazina (Perludin).

Os objetivos almejados pelos usuários eram: a redução da fadiga, do sono e do apetite, além do aumento da capacidade de trabalho. Logicamente os que se deixaram seduzir por esse vasto universo de promessas pagaram um tributo relativamente caro à toxicidade dos anfetamínicos.

Motoristas de caminhão, vigilantes noturnos e universitários, na ânsia de passarem noites em vigília, não mediram doses da droga.

Pessoas obesas vislumbraram nestas substâncias oportunidade milagrosa de emagrecimento; espantadas com sua a ação anorexigênica, tornaram-se igualmente dependentes da droga. Este quadro de abuso da droga gerou muitos dependentes químicos e fez com que a venda dos anfetamínicos fosse prescrita por lei. Essa medida reduziu o consumo geral destas substâncias, mas não foi capaz de eliminar o abuso por parte de seus usuários.

Hoje em dia, as bolinhas, como são igualmente conhecidas, têm sido progressivamente substituídas por tóxicos mais em voga. Isso foi provocado pela retirada das farmas mais ativas de anfetaminas do mercado brasileiro. Talvez a dietilpropriona seja a única sobrevivente da espécie.

A substância tem sido fabricada em associação a um ansiolítico em várias preparações comerciais, utilizadas como anorexigênicas.

DERIVADOS ANFETAMÍNICOS

Os derivados anfetamínicos são análogos, com pequenas diferenças na potência e na duração dos efeitos:

Metamfetamina
Fenmetrazina
Metilfenidato
Dietilpropiona
Fenilpropanolamina
Nazindol
Dextoanfetamina
Fenfluramina
2.5 Dimetoxi-4-metilanfetamina-Dom, STP
Metileno-dioxianfetamina-MSA
Metileno-metanfetamina-MSMA-extase.

PRODUÇÃO

Os anfetamínicos disponíveis no mercado ilícito são, por vezes, produzidos em laboratórios clandestinos e, em geral, constituem-se de formulações úmidas, de odor desagradável, característico da presença de assíduos de solventes.

A concentração do fármaco pode variar, observando-se, em tais substâncias, a presença de sub-produtos e intermediários resultantes do emprego de matérias primas impuras, reações incompletas e purificações insuficientes do produto final.

MECANISMO DE AÇÃO

A anfetamina e seus análogos atuam (em potências variáveis, de acordo com a estrutura) como aminas simpatomiméticas nos receptores alfa e beta adrenérgicos.

As anfetaminas aumentam a liberação de catexolaminas, inibindo, por outro lado, a monoamino-oxidase, ação estimulante da atividade catecdaminérgica.

UTILIZAÇÃO MÉDICA

Na síndrome hipercinética, doença infantil caracterizada por hiperatividade, incapacidade de concentração e alto grau de comportamento impulsivo;

Na marcolepsia, distúrbio marcado por crises de sono (paralisia do sono e pesadelos audio-visuais intensos que podem persistir mesmo quando em estado de vigília, bem como cataflexia (perda súbita do tonus muscular);

No tratamento da obesidade, por seu efeito anorexígeno.

UTILIZAÇÃO COMO DOPAGEM

Na era moderna do esporte, o emprego de substâncias para alterar o rendimento começa com os estimulantes. Tais substâncias são utilizadas com o intuito de aumentar o estado de alerta, reduzir a fadiga e aumentar a competitividade.

Foi verificado que jogadores de futebol americano, usuários de anfetaminas, continuavam jogando ainda que sofressem algum tipo de lesão.

A incidência de casos de usuários da droga, especialmente entre jogadores de futebol e baseball, ainda é grande. Corredores e nadadores fazem uso da anfetamina para aumentar a energia e resistência; jóqueis recorrem àquela para suprimir o apetite e evitar aumento do peso corporal.

O aumento no desempenho seria explicado pela propriedade das anfetaminas de mascarar os sintomas de fadiga, levando o atleta a ultrapassar seus limites de segurança e resistência.

TOLERÂNCIA, DEPENDÊNCIA E SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

A tolerância aos efeitos subjetivos e anorexígenos dos anfetamínicos dá-se rapidamente, gerando a taquifibria.

A anfetamina produz dependência psíquica e, em certos casos, física - variando de acordo com o estado mental e personalidade de cada usuário.

A síndrome de abstinência é caracterizada por uma crise depressiva profunda e duradoura, acompanhada de fadiga crônica, letargia, hiperfagia, apatia, ansiedade e distúrbios do sono.

FORMAS DE CONSUMO

Via Oral: por meio de comprimidos e cápsulas
Através da pele:
em papel impregnado
Fumo:
à semelhança do crack, como forma básica da metanfetamina, constitui o gelo ou drop ice. Seu prazo de ação é mais prolongado que o da cocaína, podendo durar várias horas após ter sido fumada
Endovenosa:
após repetidas administrações deste tipo, o usuário tem a sensação de leves orgasmos por todo o corpo (assemelhando-se ao uso da heroína). Esse estado é seguido de excitação e agitação. Todo este processo é designado: "surto oku rash".

SINONÍMIAS

Os anfetamínicos são também conhecidos por: "bolinha"; "speed" (acelerador); "cristal" (devido à metedrina, um componente de aspecto cristalino); "co-piloto" (em função de acompanharem muitos motoristas em acidentes rodoviários fatais, quando seu uso é prolongado.

Os que escapam com vida, relatam terem largado o volante por estarem certos de haver alguém dirigindo em seu lugar) e, finalmente: "pilula da morte" (em função de levarem à morte ou à loucura em menos tempo que muitas outras drogas).

EFEITOS ORGÂNICOS

No SNC: nervosismo, irritações, vertigens, tremores, loquacidade, manias, alucinações, delírios, excitações psicomotoras, insônia, convulsões (rara), anorexia, midríase, coma, analgesia, agitações, hiperatividade, confusões, hemorragia cerebral, morte, delírios, auto-escoriações, estimulo do humor, aumento da vigília e do desempenho físico e intelectual (quanto à atenção e à concentração) e estado de bem-estar, comportamento estriotipado;
No Sistema Cardiovascular:
aumento da pressão arterial, arritmias, taquicardia, dispnéia e bradipnéia, extrasístoles, infarto do miocárdio, colapso circulatório, palpitações e angina;
Outros efeitos:
hiperglicemia, calafrios, febre, espasmos, anúria, diminuição da motilidade gástrica, verbosidade acelerada, eloquência inesgotável, metabilidade psicomotora, rangir de dentes, alergia à água, pruridos, sudação, contrações musculares, secura de mucosas, dores musculares, desconfiança (mesmo em relação ao companheiro de uso da droga), hiperacusia ( estado em que os ruídos soam doloramente) e rubor.

EFEITOS NA GRAVIDEZ

A administração da droga pode acarretar ao feto, independente de qualquer estágio de gestação: lesão cística cerebral, padrão anormal de comportamento, e, posteriormente: baixo rendimento escolar.

EPIDEMIOLOGIA

Em pesquisas realizadas quanto ao uso de drogas por parte dos estudantes, verificou-se, em escolas da rede estadual de 1º e 2º graus (POA): 8,5 % dos entrevistados usavam anfetaminas em 1992, contra 7,8 % em 1994.

Fonte: www.octopus.furg.br

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