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Ópio

O Ópio , produto natural da papoula Papaver Somniferum, pertence à categoria dos opiáceos, a qual é também composta pela morfina, codeína e heroína.

É obtido através da realização de uma incisão na cápsula da papoula, de onde sai um líquido de aspecto leitoso que solidifica com facilidade, tornando-se acastanhado. São necessárias, em média, 3000 plantas para obter um quilo e meio de Ópio .

É apresentado sob a forma de tubos pequenos (semelhantes a um cigarro sem filtro), pó ou pequenas bolinhas já preparadas para o consumo. A forma mais habitual de consumir Ópio é fumá-lo, mas pode também ser comido, bebido ou injetado.

Os opiáceos atuam sobre receptores cerebrais específicos localizados no sistema límbico, na massa cinzenta, na espinal medula e em algumas estruturas periféricas.

A nível farmacológico, os principais efeitos do Ópio são causados pela morfina, um dos seus principais compostos. Tem uma potente ação analgésica e depressora sobre o Sistema Nervoso Central.

Origem

O Ópio é extraído da papoula Papaver Somniferum que cresce no Médio e Extremo Oriente e mais recentemente, nos Estados Unidos. Em Portugal, foram descobertas plantações no Alentejo e Algarve.

A palavra Ópio deriva do grego ôpion, que significa suco ou sumo de uma planta. No latim medieval chamava-se Opium, opiatum ipistus.

Achados arqueológicos na Suíça mostram-nos que 3200 a 2600 anos A.C. a papaver era já cultivada, pensa-se que para fins alimentares (45% de óleo), apesar de serem também conhecidas as suas propriedades narcóticas. Os primeiros escritos a mencionar o Ópio são de Teofrasto e datam de III a.C..

No mundo clássico Greco-latino, a papaver era usada pelas elites para fins medicinais, sendo considerada um medicamento mágico.

O Ópio atinge grande prestígio nos finais da Idade Média e no Renascimento devido à ação dos "Senhores" de Veneza que detinham o seu quase monopólio.

Entrou na Europa por intermédio de Paracelsus (1493-1541). Só no século VII é que passa a ser conhecido no Oriente enquanto um produto mágico oriundo do Ocidente.

Sendo inicialmente uma substância utilizada para fins terapêuticos, transforma-se numa substância de abuso e de recreação, assumindo este tipo de consumo particular saliência a partir do século XVIII. Na China, esta expansão adquiriu características epidémicas devido às grandes importações da Inglaterra (grande controladora das plantações da papaver), às quais a China, mais tarde, se irá opor, gerando as guerras do Ópio e consequentemente um aumento dos lucros para o mercado desta substância (finais do século XIX).

No século XIX começam a ser isoladas as substâncias que compõem o Ópio .

A primeira foi a morfina em 1806, seguida pela codeína em 1832 e a papaverina em 1848.

Em termos medicinais, estas substâncias acabam por substituir o Ópio , sendo utilizadas como analgésicos e contra a diarreia.

O aumento de imigrantes chineses nos Estados Unidos, assim como a administração intravenosa a feridos da guerra civil, fez com que o uso de opiáceos aumentasse drasticamente neste país. Tal fato criou condições para que a morfina se tornasse um importante remédio para combater o vício do Ópio .

No final do século XIX, os Estados Unidos começam a tentar controlar o uso do Ópio , tentando mesmo proibi-lo. Charles Henry Brent, o bispo americano nas Filipinas, leva a cabo uma campanha moralista contra o Ópio e a opiomania, tendo esta grande aceitação. Também na China se fazem notar movimentos anti-Ópio , que são vistos com desconfiança pela Inglaterra e Holanda, as principais beneficiárias dos lucros deste comércio.

A pressão americana faz com que em 1909, representantes de países com colónias no Oriente e na Pérsia se reunissem em Shangai na Conferência Internacional do Ópio , presidida pelo Bispo Brent, à qual se seguiu a de Haia em 1911. Em 1912 realizou-se a primeira convenção internacional do Ópio , que procurou que os países signatários criassem o compromisso de tomar medidas de controlo do comércio do Ópio nos seus próprios sistemas legais. Em 1913 e 1914 realizam-se novas convenções, tendo sido a partir desta última que os Estado Unidos criaram a Lei dos Narcóticos de Harrison, que não só controlava o comércio, como também tornava ilegal a posse por parte de pessoas não autorizadas.

Efeitos

O Ópio pode produzir o alívio da dor e da ansiedade, diminuição do sentimento de desconfiança, euforia, flash, sensação de bem-estar, tranquilidade, letargia, sonolência, depressão, impotência, incapacidade de concentração, embotamento mental. Estes efeitos podem ser acompanhados de depressão do ciclo respiratório (causa de morte por overdose), edema pulmonar, baixa de temperatura, náuseas, vómitos, contração da pupila, desaparecimento do reflexo da tosse, obstipação, amenorreia ou morte.

Os efeitos duram entre 4 a 6 horas.

Riscos

A longo prazo, o Ópio pode diminuir a capacidade de trabalho, provocar enfraquecimento físico e diminuir o desejo sexual.

Na mulher produzem-se ciclos menstruais irregulares.

Tolerância e Dependência

Existe tolerância assim como grande dependência, tanto física como psicológica.

Síndrome de Abstinência

O indivíduo poderá experimentar bocejos, febre, choro, sudação, tremores, náuseas, agitação, ansiedade, irritabilidade, insónia, hipersensibilidade à dor, dilatação das pupilas, taquicardia e aumento da tensão arterial. Posteriormente poderão ocorrer dores abdominais, toráxicas e nos membros inferiores, lombalgias, diarreia ou vómitos.

Fonte: www.psicologia.com.pt

Ópio

O ópio é a única droga que foi motivo declarado para uma guerra. No século 17, a British East Índia Company produzia ópio na Índia e o vendia em grande quantidade para a China. Até que, em 1800, o Imperador Ch'ung Ch'en proibiu o consumo da droga, que se alastrava pelo território chinês como uma verdadeira epidemia.

Todavia o contrabando prosseguiu e, em 1831, a venda de ópio em Cantão atingiu o equivalente a 11 milhões de dólares, enquanto que o comércio oficial deste porto chinês não passou dos sete milhões de dólares.

A insistência do governo chinês em reprimir o uso e a venda da droga levou o país a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a Guerra do Ópio.

Ela começou em Março de 1839, durou quase três anos e terminou com a vitória dos ingleses, que obrigaram a China a liberar a importação da droga e a pagar indemnização pelo ópio confiscado e destruído em todos esses anos, além de ceder Hong Kong. Como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina da China era viciada em ópio.

Uma das substâncias mais viciante que existe, o ópio é produzido a partir da resina extraída das cápsulas de sementes de papoula, (Papaver somniferum), planta originária da Ásia Menor e cultivada na Turquia, Irã, Índia, China, Líbano, Grécia, Jugoslávia, Bulgária e sudoeste da Ásia, onde se localiza o famoso Triângulo Dourado. A droga é feita retirando-se um líquido leitoso das cápsulas da papoula, que, depois de secado, resulta numa pasta amarronzada, que então é fervida para se transformar em ópio.

Processamentos posteriores do ópio resultam em morfina, codeína, heroína e outros opiáceos.

No mercado ilegal, o ópio é vendido em barras ou reduzido a pó e embalado em cápsulas ou comprimidos.

Ele não é fumado e sim inalado pelos usuários, já que em contato direto com o fogo o ópio perde suas propriedades narcóticas.

A droga também é comida e consumida como chá ou, no caso de comprimidos, dissolvida sob a língua.

Uma dose moderada faz com que o usuário mergulhe num relaxado e tranquilo mundo de sonhos fantásticos.

O efeito dura de três a quatro horas, período em que o usuário se sente liberado das ansiedades cotidianas, ao mesmo tempo em que seu discernimento e sua coordenação permanecem inalterados.

Nas primeiras vezes, a droga provoca náuseas, vómitos, ansiedade, vertigens e falta de ar, sintomas que desaparecem à medida que o uso se torna regular.

O consumidor frequente torna-se passivo e apático, seus membros parecem cada vez mais pesados e sua mente envolve-se numa onda de letargia.

Como os seus derivados, o ópio provoca tolerância no organismo, que passa a necessitar de doses cada vez maiores para se sentir normal.

O aumento da dosagem leva ao sono e à redução da respiração e da pressão sanguínea, podendo evoluir, em caso de overdose, para náusea, vomito, contração das pupilas e sonolência incontrolada, passando à coma e morte por falha respiratória.

A overdose pode ser causada não apenas por um aumento da dosagem de ópio, mas também pela mistura da droga com álcool e barbitúricos.

Como o ópio causa grave dependência, o consumidor habitual pode morrer em razão da síndrome de abstinência, caso o uso da substância seja suspenso abruptamente.

Especialistas afirmam que a inalação casual da droga dificilmente causa vício, embora seja desconhecido o ponto exato em que a pessoa se torna dependente de ópio.

Uma vez viciado, o indivíduo deixa de sentir o estupor originalmente produzido pela droga, passando a consumir ópio apenas para escapar dos terríveis sintomas da síndrome de abstinência, que duram de um a dez dias e incluem arrepios, tremores, diarreias, crises de choro, náusea, transpiração, vómito, cólicas abdominais e musculares, perda de apetite, insónia e dores atrozes.

Pesquisas recentes indicam que os opiáceos podem causar mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, fazendo com que o ex-viciado se mantenha predisposto a retornar ao vício mesmo após anos de privação do uso de opiáceos.

O ópio possui diversos alcalóides, entre eles a morfina, principal responsável pelo efeito narcótico. Outros alcalóides fazem do ópio um agente anestésico, e por milhares de anos a droga foi utilizada como sedativo e tranquilizante, além de ser ministrada como remédio para disenteria, diarreia, gota, diabetes, tétano, insanidade e até ninfomania.

O ópio também já foi considerado medicamento útil na alcoolismo, sendo que no século 19 milhares de alcoólatras passaram a consumir preparados de opiáceos para se livrar da bebida, mas apenas trocavam uma droga por outra.

Fonte: naoasdrogas.tripod.com

Ópio

O ópio é a única droga que foi motivo declarado para uma guerra. No século 17, a British East Índia Company produzia ópio na Índia e o vendia em grande quantidade para a China. Até que, em 1800, o Imperador Ch'ung Ch'en proibiu o consumo da droga, que se alastrava pelo território chinês como uma verdadeira epidemia. Todavia o contrabando prosseguiu e, em 1831, a venda de ópio em Cantão atingiu o equivalente a 11 milhões de dólares, enquanto que o comércio oficial deste porto chinês não passou dos sete milhões de dólares.

A insistência do governo chinês em reprimir o uso e a venda da droga levou o país a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a Guerra do Ópio. Ela começou em Março de 1839, durou quase três anos e terminou com a vitória dos ingleses, que obrigaram a China a liberar a importação da droga e a pagar indemnização pelo ópio confiscado e destruído em todos esses anos, além de ceder Hong Kong. Como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina da China era viciada em ópio.

Uma das substâncias mais viciante que existe, o ópio é produzido a partir da resina extraída das cápsulas de sementes de papoula, (Papaver somniferum), planta originária da Ásia Menor e cultivada na Turquia, Irã, Índia, China, Líbano, Grécia, Jugoslávia, Bulgária e sudoeste da Ásia, onde se localiza o famoso Triângulo Dourado. A droga é feita retirando-se um líquido leitoso das cápsulas da papoula, que, depois de secado, resulta numa pasta amarronzada, que então é fervida para se transformar em ópio. Processamentos posteriores do ópio resultam em morfina, codeína, heroína e outros opiáceos.

Ópio
Ópio

No mercado ilegal, o ópio é vendido em barras ou reduzido a pó e embalado em cápsulas ou comprimidos.

Ele não é fumado e sim inalado pelos usuários, já que em contato direto com o fogo o ópio perde suas propriedades narcóticas. A droga também é comida e consumida como chá ou, no caso de comprimidos, dissolvida sob a língua. Uma dose moderada faz com que o usuário mergulhe num relaxado e tranqüilo mundo de sonhos fantásticos. O efeito dura de três a quatro horas, período em que o usuário se sente liberado das ansiedades cotidianas, ao mesmo tempo em que seu discernimento e sua coordenação permanecem inalterados. Nas primeiras vezes, a droga provoca náuseas, vômitos, ansiedade, vertigens e falta de ar, sintomas que desaparecem à medida que o uso se torna regular. O consumidor freqüente torna-se passivo e apático, seus membros parecem cada vez mais pesados e sua mente envolve-se numa onda de letargia.

Como os seus derivados, o ópio provoca tolerância no organismo, que passa a necessitar de doses cada vez maiores para se sentir normal. O aumento da dosagem leva ao sono e à redução da respiração e da pressão sanguínea, podendo evoluir, em caso de overdose, para náusea, vomito, contração das pupilas e sonolência incontrolada, passando à coma e morte por falha respiratória. A overdose pode ser causada não apenas por um aumento da dosagem de ópio, mas também pela mistura da droga com álcool e barbitúricos. Como o ópio causa grave dependência, o consumidor habitual pode morrer em razão da síndrome de abstinência, caso o uso da substância seja suspenso abruptamente.

Especialistas afirmam que a inalação casual da droga dificilmente causa vício, embora seja desconhecido o ponto exato em que a pessoa se torna dependente de ópio. Uma vez viciado, o indivíduo deixa de sentir o estupor originalmente produzido pela droga, passando a consumir ópio apenas para escapar dos terríveis sintomas da síndrome de abstinência, que duram de um a dez dias e incluem arrepios, tremores, diarréias, crises de choro, náusea, transpiração, vômitos, cólicas abdominais e musculares, perda de apetite, insônia e dores atrozes. Pesquisas recentes indicam que os opiáceos podem causar mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, fazendo com que o ex-viciado se mantenha predisposto a retornar ao vício mesmo após anos de privação do uso de opiáceos.

O ópio possui diversos alcalóides, entre eles a morfina, principal responsável pelo efeito narcótico. Outros alcalóides fazem do ópio um agente anestésico, e por milhares de anos a droga foi utilizada como sedativo e tranqüilizante, além de ser ministrada como remédio para disenteria, diarréia, gota, diabetes, tétano, insanidade e até ninfomania. O ópio também já foi considerado medicamento útil na alcoolismo, sendo que no século 19 milhares de alcoólatras passaram a consumir preparados de opiáceos para se livrar da bebida, mas apenas trocavam uma droga por outra.

Fonte: www.crah.org.br

Ópio

O ópio é obtido por incisão das capsulas da papoula; o látex que escorre é simplesmente seco ao ar para formar uma massa escura e friável. Rico em morfina trata-se de um dos medicamentos mais antigos que se tem conhecimento.

Quase todas as civilizações antigas usavam a papoula e o ópio.

A teriaga (medicamento usado pelos antigos contra a mordedura de animais), uma preparação complexa que associa dezenas de ingredientes além do ópio, era apresentada como antídoto de diversos venenos e como remédio para diversas doenças. Uma dessas fórmulas foi incluída na farmacologia francesa  no início do século XX. No século XII um médico inglês, Thomas Sydenham, criou a fórmula de um láudano (medicamento que tem como base a tintura do ópio) que conservaria o seu nome e cujo o uso constituiu a bases da toxicomania de numerosos artistas do período romântico.

A grande época do ópio foi o século XIX, quando esta droga se tornou o centro de um conflito internacional em escalada que opôs a Inglaterra à China; ela constituiu o fermento da Guerra do Ópio.

Na Europa, a dependência do ópio desenvolveu-se nos círculos artísticos e intelectuais, na forma do consumo fumado, e no meio médico, na forma de ópio ingerido. Quando a medicina generalizou o recurso à morfina por via injetável, a opiofagia diminuiu mas o uso de ópio fumado banalizou-se nos meios militares e artísticos, um fenômeno que teve relação com as conquistas coloniais francesas na Indochina e com um certo fascínio pelo Extremo Oriente. As casas de fumo foram numerosas na França até que uma lei de 1916 veio limitar rapidamente o uso público do ópio.

O interesse do ópio tem haver com a sua riqueza em alcalóides.

Foram isoladas cerca de 20 moléculas diferentes, pertencendo há vários grupos químicos, entre os quais:

Derivados do morfinano: morfina, codeína, tebaína
Derivados da isoquinoleína: papaverina, laudanina,laudanosina, noscapina, narceína.

O uso abusivo do ópio desemboca rapidamente numa utilização abusiva,  a opiomania.

Na prática o ópio é tradicionalmente fumado (cachimbo) ou inalado na forma de de vapor (narguilé). O calor da combustão provoca uma vaporização de uma parte da morfina, sendo o resto degradado pelo calor. A morfina chega ao cérebro em alguns segundos.

A ação é rápida e intensa, mas menos prolongada que por via oral. A quantidade de ópio consumida cotidianamente varia muito com o grau de tolerância, entre 1 e 30 gramas. Calcula-se, no entanto, que uma quantidade de 3 a 4 gramas, representando a inalação de 350 a 500mg de morfina, constitui a média. O elixir paregórico é uma preparação à base de tintura de ópio – também chamada de tintura de ópio benzóico, indicada no tratamento sintomático de episódios diarréicos e muitas vezes utilizada pelos dependentes como substituto da heroína.

Fonte: evandergomes.com

Ópio

O ópio é a matéria resinosa coletada das cápsulas imaturas da papoula ou Papaver somniferum muito comum em países asiáticos e também em alguns da Europa como a Hungria, Turquia e Rússia. É fonte de mais de 20 diferentes alcalóides (substâncias orgânicas nitrogenadas) e com intensa bioatividade farmacológica tais como a morfina (10 a 16%; potente analgésico do grupo narcótico), noscapina e codeína (antitussígenos), papaverina (relaxante muscular moderado e potencial modulador da função erétil por ser vasodilatador) e tebaína (convulsivante).

A heroína é um derivado de síntese da morfina através do anidrido (ácido) acético e cuja aspiração ou injeção tem efeito potencializado em relação à droga mãe.

Foi inventada já em 1898 pelo laboratório alemão Bayer e naquela época se acreditava que poderia aliviar os vícios tanto da morfina quanto do alcoolismo. Ledo engano. A heroína é cerca de 3 vezes mais potente do que a morfina e o processo de adicção é mais rápido.

Como se não bastassem os perigos da heroína, ela ainda é consumida em coquetéis conhecidos como speedballs, onde a droga é misturada com anfetaminas ou cocaína. O cantor e comediante John Beluschi foi uma das vítimas deste famigerado coquetel de drogas em 1982.

Os históricos laços comerciais entre a Inglaterra e a China culminaram na Guerra do Ópio em 1839 quando o governo chinês, dada a degradação moral reinante no País, decidiu proibir a importação de ópio inglês então produzido na Índia. Sendo a China perdedora, a ela coube ceder indenização bem como a concessão do protetorado de Hong Kong, somente há pouco devolvido à soberania chinesa continental.

Neste mercado ilegal (maiormente explorado pelo Afeganistão) o ópio é vendido em barras ou reduzido a pó e embalado em cápsulas ou comprimidos. Ele não é fumado e sim inalado pelos usuários, já que em contato direto com o fogo o ópio perde suas propriedades narcóticas. A droga também é comida e consumida como chá ou, no caso de comprimidos, dissolvida sob a língua.

Uma dose moderada faz com que o usuário mergulhe num relaxado e tranqüilo mundo de sonhos fantásticos. O efeito dura de três a quatro horas, período em que o usuário se sente (aparentemente) liberado das ansiedades cotidianas. Nas primeiras vezes, a droga provoca náuseas, vômitos, ansiedade, vertigens e falta de ar, sintomas que desaparecem à medida que o uso se torna regular. O consumidor freqüente torna-se passivo e apático, seus membros parecem cada vez mais pesados e sua mente envolve-se numa onda de letargia. Fica então a realidade do viciado substituída pela ilusão de bem-estar.

Como os seus derivados, o ópio provoca tolerância no organismo, que passa a necessitar de doses cada vez maiores para se sentir normal. O aumento da dosagem leva ao sono e à redução da respiração e da pressão sanguínea, podendo evoluir, em caso de overdose, para náusea, vômito, contração das pupilas e sonolência incontrolada, passando à coma e morte por falha respiratória. Este quadro letal pode ser causado não apenas por um aumento da dosagem de ópio, mas também pela mistura da droga com álcool e barbitúricos.

Uma vez viciado, o indivíduo deixa de sentir o estupor originalmente produzido pela droga, passando a consumir ópio apenas para escapar dos terríveis sintomas da síndrome de abstinência, que duram de um a dez dias e incluem arrepios, tremores, diarréias, crises de choro, náusea, transpiração, vômito, cólicas abdominais e musculares, perda de apetite, insônia e dores atrozes. Pesquisas recentes indicam que os opiáceos podem causar mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, fazendo com que o ex-viciado se mantenha predisposto a retornar ao vício mesmo após anos de privação do uso de opiáceos. C

om o fracasso da heroína como tratamento aos morfinômanos foi sintetizada a metadona, também um analgésico narcótico, empregado em hospitais para a recuperação dos viciados. Como droga substitutiva pode ser paulatinamente abandonada sem os temíveis efeitos de abstinência experimentados no caso da morfina e heroína.

José Domingos Fontana

Fonte: www.parana-online.com.br

Ópio

Mais conhecida como "papoula" é um suco resinoso, coagulado, o látex leitoso da planta dormideira, extraído por incisão feita na cápsula da planta, depois da floração.

O Ópio tem um cheiro típico, que é desagradável. Manifesta-se, especialmente, com o calor. Seu sabor é amargo e um pouco acre, sendo castanha a sua cor.

Os principais alcalóides do Ópio são: a morfina (10%), a codeína, a tebaína, a papaverina, a narcotina e a narceína.

Ópio
Ópio -
Papoula

Sua ação apresenta-se em duas formas:

1 - alcalóide de ação deprimente: morfina, codeína, papaverina. narcotina e narceína.

Influência no córtex cerebral - morfina
Influência no sistema respiratório - codeína

Antiespasmódicos e paralisantes das fibras musculares dos órgãos de musculatura involuntária (estômago, por exemplo) - papaverina, narcotina e narceína.

2 - alcalóides de ação excitantes - laudanosina e tebaína.

Ópio
Ópio em pó e pasta

O número de viciados, no Brasil, é pequeno. Para se fumar o Ópio , utiliza-se um cachimbo especial, com uma haste de bambu e um fornilho de barro, e os seus adeptos seguem um verdadeiro ritual. Pode ser utilizado ainda, como comprimido, supositórios, etc. Causa, a longo prazo, irritabilidade crescente e lenta deterioração intelectual, com declínio marcante dos hábitos sociais.

Quanto aos aspectos físicos, os viciados ficam magros e com cor amarela, diminuindo, ainda, sua resistência às infecções.

A crise de abstinência pode começar dentro de aproximadamente, doze horas, apresentando-se de várias formas, indo desde bocejos até diarréias, passando por rinorréia, lacrimação, suores, falta de apetite, pele com arrepios, tremores, cãimbras abdominais e insônia ou, ainda, inquietação e vômitos.

Os opiáceos determinam violenta dependência física e psíquica, podendo-se dizer que a escravidão do viciado é total, deixando-o totalmente inutilizado para si, para a família e para a sociedade, pois a droga passa a agir quimicamente em seu corpo, de forma que a retirada brusca da droga pode ocasionar até a morte.

Fonte: www.antidrogas.com.br

Ópio

Ao procurar sua filha desaparecida - Perséfone - a deusa Deméter passou por uma cidade chamada Mecone, a cidade das papoulas. Em seus campos, ela colheu flores e, cortando um fruto imaturo dessa planta, provou seu exsudato, esquecendo-se de todas as suas preocupações”.

Tão antiga quanto o homem, é sua busca pela felicidade, mesmo que seja obtida por um breve período. Talvez por isto, a primeira droga a ser descoberta tenha sido o Ópio (do grego opion = suco de Papaver).

Desde o período neolítico, ela já era utilizada para o alívio de dores e em cerimônias religiosas, alternando seu uso entre o tratamento de doenças e o alcance do “mundo de ilusões” ou do “paraíso”.

Viajando pelo mundo antigo, encontram-se relatos do uso do Ópio em praticamente todas as civilizações conhecidas: egípcios, mesopotâmicos, persas, gregos e romanos.

Foi primeiramente encontrado na tumba de Chá do Egito e datada do século XV a.C. Nos papiros descobertos por Ebers, o Ópio era componente básico em cerca de 700 remédios, a exemplo de um paregórico prescrito para acalmar crianças.

Ópio
Ópio

Na civilização grega, o Ópio era utilizado pelas iniciadas ao culto de Deméter em seus ritos para esquecer a tristeza com a chegada do final do o fim do ano, através de um curto sono induzido pela droga, que simbolizava a passagem do inverno antes do rejuvenescimento da primavera.

Além disso, era usado pelos soldados gregos, em solução com álcool, para banir o medo, tranqüilizar e dar coragem aos guerreiros durante as batalhas.

Largamente conhecido dos grandes médicos gregos, a exemplo de Hipócrates e Galeno, que fez um estudo sobre os efeitos tóxicos da droga e definiu o conceito de tolerância, o Ópio era recomendado para a cura da epilepsia, bronquite, asma, pedra nos rins, febre, melancolia e como sedativo, tranqüilizante e também ministrado como remédio para disenteria, diarréia, gota, diabetes, tétano, insanidade e até ninfomania.

Ao contrário de outros povos, que utilizavam o Ópio apenas como analgésico ou durante as cerimônias religiosas, os romanos viam na papoula um poderoso símbolo de sono e morte, pois eles consideravam-na uma arma, utilizada em suicídios e assassinatos.

Em 183 a.C., Aníbal suicidou-se ao ingerir uma dose de Ópio contida em seu anel.

Anos mais tarde, Agripina, a última mulher do imperador Cláudio, assassinou seu enteado com a droga para que Nero assumisse o império.

Avançando para a Idade Média, onde a medicina era baseada em adivinhações e as receitas mais pareciam fórmulas mágicas, o Ópio era a base principal dos medicamentos para aliviar a dor. Abu Ali al Hussein Abdallah Ibn Sina - o Avicena - considerado o maior médico deste período, descrevia em seu livro, "Canon of Medicine", remédios que misturavam o Ópio com nozes, eufórbia e alcaçuz. A despeito de seu conhecimento da medicina e das proibições do álcool pelo Alcorão, Avicena morreu por uma overdose de Ópio misturado com vinho.

Cinco séculos depois de Avicena, surgiu Paracelso - um alquimista que renegou os ensinamentos de seus antecessores e considerou o Ópio como o “elixir da vida” ou ainda, o “marco da imortalidade”.

Durante o século XIX, o uso do Ópio era tão comum quanto o da aspirina ou do paracetamol atualmente.

Na Grã-Bretanha, entre 1831 e 1859, o consumo aumentava cerca de 2,4% ao ano.

Para se ter uma idéia, a importação da droga em 1830 era de 40 toneladas, elevando-se para 127 toneladas em 1860, sendo que desses, mais de 34 toneladas foram reexportados para a América.

Sempre alternando-se entre medicamento e droga de abuso, o Ópio inspirou muitas obras-primas, assim como foi responsável por inúmeras mortes.

O Ópio foi a única droga a ser motivo declarado para uma guerra. Em 1839, o imperador chinês Ch'ung Ch'en proibiu o consumo da droga, produzida pela Inglaterra, em seu território, levando a um conflito de três anos com este país, conhecido como a Guerra do Ópio. A guerra terminou com a vitória dos ingleses, que obrigaram a China a liberar a importação da droga e a pagar indenização pelo Ópio confiscado e destruído em todos esses anos, além de ceder-lhes a cidade de Hong Kong. Como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina da China estava viciada em Ópio.

Ópio
Figura 1 - Cena da Guerra do Ópio

O Ópio reduz a capacidade de trabalho e provoca enfraquecimento físico.

O farmacodependente fica indolente e sem ambição; magro, fraco, não tem mais desejo sexual.

A droga acarreta ainda tolerância e, através desta, desenvolve a dependência física: o indivíduo precisa tomar a droga sempre, aumentando progressivamente as doses; a interrupção ou abstenção produz tremores, vômitos, diarréia, dores por todo o corpo, delírio, excitação e colapso, sintomas da “síndrome de abstinência”.

Em 1891, o famoso poeta francês Baudelaire escreveu em seu ensaio sobre o Ópio - incluso em um livro denominado Paraísos Artificiais - que o mesmo “induz à clareza mental, aguça as potencialidades da índole, estimula o sonho e suscita a abundância de imagens e fantasias elevadas; apenas seu uso contínuo é responsável pela perda do controle do processo imaginativo e da capacidade de trabalhar”.

Ainda no século XIX, foi extraída pelo francês Armand Seguin, a principal substância ativa do Ópio: a morfina (nome grego derivado de Morfeus - deus do sono); mais tarde, esta foi estudada pelo farmacêutico alemão Friedrich Sertürner, tornando-se o primeiro composto ativo extraído de um vegetal e iniciando-se daí os estudos e pesquisas para isolar os componentes ativos das de plantas.

Apesar disso, a estrutura química da morfina somente foi elucidada 164 anos mais tarde, através de estudos de cristalografia de Raios-X.

Outros alcalóides isoquinolínicos da papoula como a codeína, a tebaína e a papaverina foram descobertos a seguir e a morfina passou então a disputar com o Ópio o espaço na medicina e no vício das pessoas.

Ópio
Figura 2 - Alguns alcalóides.

No ano de 1874, o farmacêutico inglês Alder Wright, à procura de uma alternativa tão poderosa quanto a morfina, mas sem a inconveniente dependência provocada por ela, aqueceu-a com anidrido acético até a ebulição, criando a diacetilmorfina - mais conhecida como heroína.

A heroína é considerada como um dos melhores analgésicos conhecidos. Seu nome foi uma homenagem ao seu heroísmo no combate a dor.

Entrou no mercado em 1898 e, cinco anos depois, foi retirada de circulação devido à sua capacidade de causar dependência.

Até 1920, o Ópio e seus derivados foram utilizados livremente. Em vista do uso abusivo destes e do saldo de farmacodependentes da Primeira Grande Guerra, eles foram proibidos em diversos países e as convenções internacionais de 1925 e 1931 recomendaram uma série de medidas restritivas à fabricação e exportação da heroína.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a produção de Ópio voltou a se expandir e as refinarias de heroína se multiplicaram em Hong Kong (Sudeste Asiático) e Marselha (França). A heroína passou então a ser contrabandeada pelas quadrilhas internacionais e vendida no mercado negro do mundo ocidental, sobretudo nos Estados Unidos. Neste país, até 1950, o uso de heroína limitava-se a guetos de latinos e negros.

Por volta de 1965, a droga heróica tornou-se uma epidemia, espalhando-se também pela classe média, mais especificamente entre os jovens de 15 a 24 anos.

A cultura do “tudo permitido”, do amor livre, de drogas e do “rock'n roll” promoveu a experimentação: a frase da moda era “be cool”. Entre 1960 e 1970, o número de usuários de heroína passou de 50.000 para 500.000.

Ópio
Jack Kerouac

Esta nova juventude buscava ídolos e os encontrou em personalidades esportivas, ativistas políticos e pop-stars, mas para muitos do meio acadêmico, o herói era um escritor - Jack Kerouac.

Ele revolucionou a literatura americana incluindo em suas poesias e histórias o submundo do crime e o uso de heroína e morfina; seu caráter inovador surgiu sob efeito das drogas e do álcool, influenciando os jovens e criando uma nova cultura, onde as drogas eram aceitáveis.

Em 1971, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, iniciou uma campanha ofensiva contra os traficantes e produtores de opiáceos. Segundo ele, o problema tinha assumido a dimensão de uma emergência nacional e, se não fosse destruída a ameaça das drogas, elas seriam a destruição do país. Figuras famosas participaram da cruzada contra as drogas, incluindo o cantor de rock Elvis Presley - talvez o mais conhecido “junkie” (usuário de drogas) americano.

Um grande número dos frutos da geração paz e amor foram usuários de heroína, mas conseguiram livrar-se dela, como por exemplo os vocalistas Eric Clapton e Boy George e o guitarrista do conjunto de rock Rolling Stones, Keith Richards.

Outros usuários da droga não tiveram a mesma sorte, como a cantora Janis Joplin, vitimada por overdose em 1970, e mais recentemente, em 1994, Kurt Cobain, outro roqueiro, vocalista e líder do grupo Nirvana, que suicidou-se com uma arma sob influência da heroína.

Atualmente, o Ópio é ainda usado em pequena quantidade na medicina para o tratamento de pacientes com câncer de estômago e como antiperistáltico, sob forma de Elixir Paregórico ou tintura de Ópio, ambos vendidos apenas por prescrição médica e que inclusive constava na Farmacopéia Brasileira.

Com a introdução dos narcóticos sintéticos e outras drogas analgésicas, a aplicação da morfina na terapia foi diminuindo, embora ainda seja considerada um protótipo de droga narcótica.

Apesar de restrita a utilização dos opiáceos no mundo e da constante guerra contra o narcotráfico, o comércio global destas drogas movimenta cerca de US$ 750 bilhões/ano e é um problema que está longe de ser sanado.

Pesquisas recentes indicam que os opiáceos podem causar mudanças bioquímicas permanentes a em nível molecular, fazendo com que o ex-viciado se mantenha predisposto a retornar ao vício mesmo após anos de privação do uso.

Origem do Ópio

Numa família com 28 gêneros de papoula e 250 espécies, apenas 2 delas contêm uma quantidade razoável de Ópio: Papaver bracteatum e P. somniferum. Esta última, originária da Ásia Menor, é cultivada na Turquia, Irã, Índia, China, Líbano, Grécia, Iugoslávia, Bulgária e sudoeste da Ásia, incluindo o Afeganistão, onde se localiza o famoso Triângulo Dourado. Possui uma flor de delicada e simples beleza.

O Ópio é produzido a partir da resina extraída artesanalmente das cápsulas de sementes do fruto imaturo de papoula, que depois de seco, resulta numa pasta amarronzada, que então é fervida para se transformar em Ópio.

Cerca de 20% de sua composição química é de alcalóides classificados em dois grupos principais: os do grupo piridino-fenantreno como a morfina e a codeína e os do grupo isoquinolínico, a exemplo da papaverina e noscapina.

Além destes, são encontrados a tebaína e alcalóides-traço como meconina, meconiasina, narceína, codamina, laudanina e a protopina (ver figura 2). São encontrados no Ópio, ainda, mucilagens, ceras, açúcares e pequenas quantidades de sais de cálcio e magnésio.

A presença de taninos, ácido oxálico e ácidos graxos indica adulteração.

No Ópio de boa qualidade a umidade não deve ultrapassar 12,5%.

Referências Bibliográficas

BOOTH, M. Opium - A History. St. Martin´s Press. New York, 1998.
GORDON, N. O Físico. Tradução: Aulyde Soares Rodrigues. Ed. Rocco. Rio de Janeiro, 2000.
PATRICK, G.L. An Introduction to Medicinal Chemistry - 2ª- edição. Oxford University Press, 2001.
ROBBERS, J. E. SPEEDIE, M.K. TYLER, V. E. Farmacognosia e Biotecnologia. Editora Premier. 1997.
SILVA, P. Farmacologia. 5ª- edição. Ed. Guanabara-Koogan, Rio de Janeiro-RJ, 1998.

Fonte: www.sbq.org.br

Ópio

O que é o Ópio ?

É um líquido leitoso que escorre de uma planta quando nela fazemos um corte. Esta planta chama-se Papaver somniferum, popularmente conhecida como papoula do oriente.

No Ópio existem muitas substâncias que dele podem ser extraídas, como a morfina e a codeína.

O que são opiáceos/opióides?

Substâncias chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos são aquelas obtidas do Ópio ; podem ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína que é obtida da morfina através de uma pequena modificação química).

Mas o ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação semelhante à dos opiáceos: meperidina, o propoxifeno, a metadona são alguns exemplos. Estas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhante aos opiáceos). Todas elas têm um efeito analgésico (tiram a dor) e um efeito hipnótico (dão sono). Por ter estes dois efeitos estas drogas são também chamadas de narcóticas.

Como os opiáceos/opióides são usados?

São usados pela boca (via oral) quando apresentado na forma de comprimidos ou cápsulas, ou ainda são usados por injeção intramuscular ou intravenosa, quando apresentados em forma de ampolas. As formas injetáveis são de uso restrito hospitalar.

Por que as pessoas usam os opiáceos/opióides?

Do ponto de vista médico, são usados para aliviar a dor como pré-anestésicos, antidiarréicos para diminuir a tosse e para cólicas biliar, renal ou uretral. (aliviam a dor nestes casos). Mas estas drogas são também usadas para fins não-médicos (o que se chama de "abuso").

Quem são as pessoas que mais usam os opiáceos/opióides com fins médicos?

São aquelas que sofrem de dores muito intensas como no caso dos pacientes com câncer, grandes queimaduras, politraumatizados etc.; eles só podem receber as drogas por receita do médico. Mas para se ter uma idéia de como os médicos temem os efeitos tóxicos destas drogas basta dizer que eles relutam muito em receitar a morfina (e outros narcóticos) para pacientes com câncer, que geralmente têm dores extremamente fortes.

Os opiáceos/opióides são utilizados para fins médicos?

Não, outras pessoas usam essas drogas para sentir "barato" "ficar nas nuvens", novas sensações, prazer. Ou seja, fazem uso indevido sem ter alguma doença ou sentir dor.

Quantos usam indevidamente os opiáceos/opióides

Na Europa e América do Norte existem muitos milhares de pessoas usando abusivamente (até nas veias) morfina, heroína e outros narcóticos. No Brasil felizmente este uso indevido é muitíssimo menor. Por exemplo, em levantamento feito pelo CEBRID nas residências das 24 maiores cidades do Estado de São Paulo, em 1999, não houve nenhum relato de uso dessas substâncias. Por outro lado, só muito raramente os hospitais e clínicas brasileiras tratam de pessoas que estão dependentes de morfína ou heroína; via de regras estás pessoas retornaram da Europa ou Estados Unidos.

O que fazem os opiáceos/opióides no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?

As pessoas sob ação dos narcóticos apresentam uma contração acentuada da pupila dos olhos ("menina dos olhos"): ela às vezes chega a ficar do tamanho da cabeça de um alfinete. Há também uma paralisia do estômago cheio como se não fosse capaz de fazer a digestão. Os intestinos também ficam paralisados e como conseqüência a pessoa que abusa destas substâncias geralmente apresenta forte prisão de ventre. É baseado neste efeito que os opiáceos são utilizados para combater as diarréias, ou seja, são usados terapeuticamente como antidiarréico. Com doses maiores ou em pessoas sensíveis poder ocorrer queda de pressão arterial, o coração fica mais lento, a freqüência respiratória diminui e a pele pode ficar meio azulada ("cianose").

O que fazem os opiáceos/opióides no corpo quando usados continuamente (efeitos físicos crônicos)?

A administração por tempo prolongado dos opiáceos pode provocar tolerância (a pessoas precisa usar doses cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos) e dependência (a pessoa não consegue mais parar de tomar a droga). A pessoa fica com prisão-de-ventre crônica, estômago sempre "empachado" (má digestão) e com a visão prejudicada devido à miose.

O que fazem os opiáceos/opióides na mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)?

Todas as drogas opiáceas ou opióides têm basicamente os mesmos efeitos no cérebro: diminuem a sua atividade. As diferenças ocorrem mais num sentido quantitativo, isto é, são mais ou menos eficientes em produzir os mesmos efeitos; tudo fica então sendo principalmente uma questão de dose. Assim temos que todas essas drogas diminuem a nossa vigília (isto é aumentam o sono); para algumas drogas a dose necessária para este efeito é pequena, sou seja, elas são bastante potentes como, por exemplo, a morfina e a heroína. Outras, por sua vez, necessitam doses de 5 a 10 vezes maiores para produzir os mesmos efeitos, como a codeína e a meperidina. Algumas drogas podem ter também uma ação mais específica, por exemplo, de deprimir os acessos de tosse. É por esta razão que a co! deína é tão usada como antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse.

Outras têm a característica de levarem a uma dependência mais facilmente que as outras, daí serem muito perigosas como é o caso da heroína. Além de deprimir os centros da dor, da tosse e a vigília (o que causa sono) todas estas drogas em doses um pouco maior que as usadas pelo médico acabam também por deprimir outras regiões do nosso cérebro como por exemplo as que controlam a respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue.

Via de regra as pessoas que usam estas substâncias sem indicação médica, ou seja, abusam das mesmas, procuram efeitos característicos de uma depressão geral do nosso cérebro: um estado de torpor, como que isolamento das realidades do mundo, uma calmaria onde realidade e fantasia se misturam, um sonhar acordado, um estado sem! sofrimento, o afeto meio embotado e sem paixões. Enfim, um fugir das sensações que são a essência mesma do viver. Sofrimento e prazer que se alternam constituem a nossa vida psíquica plena.

O que fazem os opiáceos/opióides com a mente quando usados continuamente (efeitos psíquicos crônicos)?

O uso por tempo prolongado pode provocar a dependência e, como conseqüência, toda a vida psíquica da pessoa fica dirigida para obter a droga. A mente da pessoa fica completamente obnubilada (a melhor tradução deste termo médico para linguagem popular é "abestalhada"), sem nenhum contatcto com a realidade.

Os opiáceos/opióides afetam o desempenho escolar?

Podem provocar sonolência e turvação dos processos sensoriais (sentidos) e mentais, além de provocar desinteresse por tudo. Desta maneira o desempenho escolar fica muito prejudicado.

Os opiáceos/opióides são usados como medicamento?

Sim, a morfina é usada como analgésico, antidiarréico ou contra a tosse; a codeína é muito usada para a tosse. Existem vários outros opiáceos/opióides indicados para estes usos. A heroína, entretanto, não tem nenhum caso médico.

Os opiáceos/opióides podem ser usados na gravidez?

Eles são contra indicados na gravidez. Tanto a morfina e heroína como outros narcóticos passam da mãe para a criança que ainda está no útero, prejudicando-a. E quando a criança nasce e deixa de receber a droga, que vinha através da mãe, pode passar a sofrer a síndrome de abstinência.

As pessoas ficam dependentes de opiáceos/opióides? Tem síndrome de abstinência?

Sim. A dependência de opiáceos é caracterizada por um fortíssimo desejo de tomar a droga e, pior, por uma clara síndrome de abstinência na sua ausência.

Após a administração crônica, durante alguns dias ou semanas a suspensão do uso causa irritabilidade, calafrios corporais, convulsão, caimbras, cólicas, diarréia, lacrimejamento e vômitos. Tais sintoma só diminuem após alguns dias. O sofrimento da pessoa é muito grande.

As pessoas podem parar de usar opiáceos/opióides?

A interrupção abrupta pode desenvolver a síndrome de abstinência. Para parar a pessoa precisa de acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo. Ainda, existem medicamentos que ajudam o dependente a abandonar o uso do opiáceos.

Há tolerância com o uso de opiáceos/opióides?

Sim. Após a administração de várias doses, a pessoa precisa cada vez doses maiores para obter o mesmo efeito.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando?

Se o uso não é por receita médica, a pessoa será considerada dependente e deverá, por lei, submeter-se a tratamento.

Fonte: www.geocities.com

Ópio

Origem

É uma substância extraída do fluído branco, leitoso e seco presente na planta chamada papoula.

Classificação

Ilícita e depressora

Como se apresenta

Depois de seco, o fluido leitoso transforma-se numa pasta marrom para depois virar um pó.

Possíveis efeitos

Euforia, sonhos confusos, alívio de dores físicas ou emocionais, liberação de endorfina gerando sensação de prazer, diminuição da atividade do Sistema Nervoso Central (SNC) como sonolência, por exemplo.

Pode causar

Prostação intensa, tremores musculares, ondas de frio e calor, dores ósseas e musculares, vômitos, febre, diarréia, desidratação, hiperglicemia, estando ainda sujeito a complicações neurológicas gravíssimas como abcesso cerebral, meningite, necrose da medula, cegueira, crise convulsiva, acidente vascular cerebral, coma narcótico.

Mesmo se livrando da droga, o viciado, nos primeiros 7 ou 8 meses, ainda poderá apresentar os seguintes efeitos remanescentes: diminuição dos batimentos cardíacos, redução da pressão arterial, o mesmo da temperatura do corpo, aumento de adrenalina no sangue, grande sensibilidade ao stress e aumento de sintomas depressivos, sintomas esses que podem fazer o viciado retornar ao vício. Pode induzir ao aborto ou parto pre-maturo além de intoxicar o feto que frequentemente o mata após o parto e, se sobreviver, apresentará sintomas da síndrome de abstinência.

Fonte: www.ac.gov.br

Ópio

O Ópio ("suco", em grego) é obtido a partir de um líquido leitoso da cápsula verde da papoula (Papaver somniferum), planta que cresce naturalmente na Ásia.

É também chamada de "dormideira", sendo originária do Mediterrâneo e Oriente Médio.

Quando seco, o suco passa a se chamar pó de Ópio.

O Ópio é apresentado em barras de cor marrom e gosto amargo que podem ser reduzidas a pó. Quando aquecido, produz um vapor amarelo que é inalado.

Pode ser dissolvido na boca ou ingerido como chá.

A papoula é legalmente cultivada, servindo de fonte de matéria-prima a laboratórios farmacêuticos. Contudo, em sua maioria, as plantações são ilegais e destinam sua produção ao comércio clandestino de Ópio e heroína.

Entre os gregos antigos, o Ópio era revestido de um significado divino como símbolo mitológico poderoso. Os seus efeitos eram considerados como uma dádiva dos deuses, destinada a acalmar os enfermos.

Na China, desde tempos imemoriais, a planta da papoula era símbolo nacional (tal como os ramos do café no Brasil).

Parece que o Ópio foi introduzido na China pelos árabes no século IX ou X.

As provas mais antigas do conhecimento do Ópio remontam às plaquinhas de escrever dos sumerianos, que viveram na baixa Mesopotâmia (hoje o Iraque) há cerca de 7.000 anos.

O conhecimento de suas propriedades medicinais chega depois à Pérsia e ao Egito, por intermédio dos babilônios. Os gregos e os árabes também empregavam o Ópio para fins médicos.

O primeiro caso conhecido de cultivo da papoula na Índia data do século XI. No tempo do império Mongol (século XVI), a produção e o consumo de Ópio nesse país já eram fatos normais.

O Ópio era conhecido também na Europa na Idade Média, e o famoso Paracelso o ministrava a seus pacientes.

Quando utilizado por prazer, era ingerido como chá.

O hábito de fumar Ópio conta umas poucas centenas de anos.

Em muitas sociedades orientais tradicionais, recorre-se ao Ópio contra dores nas enfermidades do corpo mas, também, como tranqüilizante.

É também instrumento de relaxamento e de sociabilidade.

No século XIX, a "British East India Company" produzia Ópio na Índia e o vendia para a China. A insistência do governo chinês em reprimir a venda e o uso da droga que se alastrava, levou a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a "Guerra do Ópio". Os ingleses obrigaram a China a liberar a importação da droga e como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina chinesa era descrita como dependente da droga.

Amplamente aceita como droga recreativa no Oriente, e comprado livremente na Inglaterra e Estados Unidos, até fins do século XIX, o Ópio provocou o surgimento de "casas de Ópio" na maioria das cidades européias. Foi somente no início do século XX que o seu consumo começou a ser proibido.

Efeitos físicos e psíquicos

As pessoas não iniciadas podem experimentar náuseas, vômitos, ansiedade, tonturas e falta de ar.

O dependente entra diretamente num estado de torpor, sentindo os membros pesados e o raciocínio lento.

A dependência e tolerância se desenvolvem rapidamente e o dependente passa a sentir tudo, menos prazer.

Privado da droga, tem tremores, suores, angústia, cólicas e cãibras - sintomas da síndrome de abstinência

Nomes comerciais:

Tintura de Ópio
Elixir Paregórico
Elixir de Dover (substância ativa - pó de Ópio).

Uso terapêutico:

Anti-diarréico
Analgésico.

Fonte: www.imesc.sp.gov.br

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