É uma substância extraída do fluído branco, leitoso e seco presente na planta chamada papoula.
Ilícita e depressora
Depois de seco, o fluido leitoso transforma-se numa pasta marrom para depois virar um pó.
Euforia, sonhos confusos, alívio de dores físicas ou emocionais, liberação de endorfina gerando sensação de prazer, diminuição da atividade do Sistema Nervoso Central (SNC) como sonolência, por exemplo.
Prostação intensa, tremores musculares, ondas de frio e calor, dores ósseas e musculares, vômitos, febre, diarréia, desidratação, hiperglicemia, estando ainda sujeito a complicações neurológicas gravíssimas como abcesso cerebral, meningite, necrose da medula, cegueira, crise convulsiva, acidente vascular cerebral, coma narcótico.
Mesmo se livrando da droga, o viciado, nos primeiros 7 ou 8 meses, ainda poderá apresentar os seguintes efeitos remanescentes: diminuição dos batimentos cardíacos, redução da pressão arterial, o mesmo da temperatura do corpo, aumento de adrenalina no sangue, grande sensibilidade ao stress e aumento de sintomas depressivos, sintomas esses que podem fazer o viciado retornar ao vício. Pode induzir ao aborto ou parto pre-maturo além de intoxicar o feto que frequentemente o mata após o parto e, se sobreviver, apresentará sintomas da síndrome de abstinência.

DIGA NÃO ÀS DROGAS!
Fonte: www.ac.gov.br
O Ópio ("suco", em grego) é obtido a partir de um líquido leitoso da cápsula verde da papoula (Papaver somniferum), planta que cresce naturalmente na Ásia. É também chamada de "dormideira", sendo originária do Mediterrâneo e Oriente Médio.
Quando seco, o suco passa a se chamar pó de Ópio.
O Ópio é apresentado em barras de cor marrom e gosto amargo que podem ser reduzidas a pó. Quando aquecido, produz um vapor amarelo que é inalado.
Pode ser dissolvido na boca ou ingerido como chá.
A papoula é legalmente cultivada, servindo de fonte de matéria-prima a laboratórios farmacêuticos. Contudo, em sua maioria, as plantações são ilegais e destinam sua produção ao comércio clandestino de Ópio e heroína.
Entre os gregos antigos, o Ópio era revestido de um significado divino como símbolo mitológico poderoso. Os seus efeitos eram considerados como uma dádiva dos deuses, destinada a acalmar os enfermos.
Na China, desde tempos imemoriais, a planta da papoula era símbolo nacional (tal como os ramos do café no Brasil).
Parece que o Ópio foi introduzido na China pelos árabes no século IX ou X.
As provas mais antigas do conhecimento do Ópio remontam às plaquinhas de escrever dos sumerianos, que viveram na baixa Mesopotâmia (hoje o Iraque) há cerca de 7.000 anos.
O conhecimento de suas propriedades medicinais chega depois à Pérsia e ao Egito, por intermédio dos babilônios. Os gregos e os árabes também empregavam o Ópio para fins médicos.
O primeiro caso conhecido de cultivo da papoula na Índia data do século XI. No tempo do império Mongol (século XVI), a produção e o consumo de Ópio nesse país já eram fatos normais.
O Ópio era conhecido também na Europa na Idade Média, e o famoso Paracelso o ministrava a seus pacientes.
Quando utilizado por prazer, era ingerido como chá.
O hábito de fumar Ópio conta umas poucas centenas de anos.
Em muitas sociedades orientais tradicionais, recorre-se ao Ópio contra dores nas enfermidades do corpo mas, também, como tranqüilizante.
É também instrumento de relaxamento e de sociabilidade.
No século XIX, a "British East India Company" produzia Ópio na Índia e o vendia para a China. A insistência do governo chinês em reprimir a venda e o uso da droga que se alastrava, levou a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a "Guerra do Ópio". Os ingleses obrigaram a China a liberar a importação da droga e como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina chinesa era descrita como dependente da droga.
Amplamente aceita como droga recreativa no Oriente, e comprado livremente na Inglaterra e Estados Unidos, até fins do século XIX, o Ópio provocou o surgimento de "casas de Ópio" na maioria das cidades européias. Foi somente no início do século XX que o seu consumo começou a ser proibido.
As pessoas não iniciadas podem experimentar náuseas, vômitos, ansiedade, tonturas e falta de ar.
O dependente entra diretamente num estado de torpor, sentindo os membros pesados e o raciocínio lento.
A dependência e tolerância se desenvolvem rapidamente e o dependente passa a sentir tudo, menos prazer.
Privado da droga, tem tremores, suores, angústia, cólicas e cãibras - sintomas da síndrome de abstinência
Nomes comerciais:
Tintura de Ópio
Elixir Paregórico
Elixir de Dover (substância ativa - pó de Ópio).
Uso terapêutico:
Anti-diarréico
Analgésico.
Fonte: www.imesc.sp.gov.br