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Enterobíase

 

O que é

A Enterobíase ou Oxiuríase é uma infecção causada pelo Enterobius vermicularis ou Oxyurus vermicularis, que se localiza no ceco ( parte final do intestino delgado ), cólon ascendente, apêndice ou reto.

Não possui hospedeiro intermediário, sendo parasita exclusivo do homem.

As fêmeas, após serem fecundadas, migram do intestino grosso ( cólon ) para o reto e orificio retal, onde depositam seus ovos.

Acomete com maior frequência as crianças, principalmente as de comunidades fechadas ( orfanatos, creches e internatos).

As manifestações da infecção podem ser devidas a 3 mecanismos básicos:

Movimentação das fêmeas grávidas por ocasião da postura na região retal e/ou periretal, gerando prurido ( coceira ) predominantemente noturna, sendo este o principal sintoma da infestação.

Pela localização dos vermes no intestino podem ocorrer manifestações digestivas diversas

Migração da fêmeas para a órgão genital feminino, vulva, útero, etc. determinando vulvovaginite com corrimento e prurido.

Em crianças menores pode ocorrer ainda insônia e irritabilidade decorrentes tb da coceira.

O diagnóstico laboratorial feito através do exame comum de fezes é falho, pois somente em 5% dos casos são encontrados ovos ou vermes adultos.

O melhor método é feito através do swab retal ( um palito com chumaço de algodão na ponta ) ou pelo chamdo método de Graham ( fita adesiva transparente e lâmina de microscopia ).

A coleta deve ser feita pela manhã, antes de qualquer higiene.

O tratamento deve ser indicado para todas as pessoas da família qdo. um caso é diagnosticado, para todos os participantes de um grupo comunitário, para interromper o ciclo da transmissão que no caso é fezes ---> boca ---> fezes.

São usados como medicamentos o mebendazol, o albendazol, o pamoato de pirantel, todos com altos índices de cura ( 95% ).

As heteroinfecções são evitadas pelo tratamento conjunto.

Apesar dos altos índices de cura a terapêutica deve ser repetida após 2 semanas.

As autoinfestações ocorrem devido ao prurido ( coceira ) e o hábito de se levar a mão a boca, principalmente em crianças.

O controle de cura é feito uma semana após o segundo esquema terapêutico, pelo método do swab retal, durante 7 dias consecutivos ( ou cinco em dias alternados).

Terapêutica

Enterobíase:

Albendazol – VO – 400mg / dose única

Mebendazol – VO – 100mg / 2x dia p/ 3 dias (é a droga mais utilizada contra os vermes. É um polivalente).

Pamoato de Pirantel – VO – 10mg/kg/ dose única

Albendazol e Mebendazol impedem a captação de glicose. O Pamoato de Pirantel provoca paralisia muscular.

Fonte: www.geocities.com

Enterobíase

O agente etiológico é o Enterobius vermicularis ou Oxiuros vermicularis (Linnaeus, 1758).

O termo Oxiuros significa (do grego oxy = pontiagudo e uros = cauda) cauda afilada ou pontiaguda.

Os vermes adultos vivem na região cecal e imediações (apêndice ileocecal).

Em casos de ectopia parasitária, as fêmeas podem ser encontradas na órgão genital feminino, útero e bexiga.

O seu ciclo evolutivo é do tipo monoxêmico (isto é, possui apenas o hospedeiro definitivo-homem).

Após a fecundação os machos são eliminados com as fezes e as fêmeas, repletas de ovos, desprendem-se do ceco e se dirigem para a região retal e periretal, na qual se rompem, eliminando os ovos que são ingeridos pelo hospedeiro.

Mecanismo de transmissão

Direta (esfincter retal-oral): muito comum nas crianças.

Indireta ou secundária (enteroinfecção): quando os ovos presentes nos alimentos ou poeira são ingeridos ou aspirados (ocorre em recintos coletivos, como escolas, creches, colégios, habitação, enfermarias de Pediatria etc.).

Retroinfecção: migração das larvas da região retal para o ceco, na qual se desenvolveriam em vermes adultos (excepcional).

Auto-infecção interna: os ovos eclodiriam ainda no reto e as larvas migrariam para o ceco. É um processo também excepcional.

Quadro clínico

O principal sintoma é o prurido retal que, às vezes, é intolerável e o constante ato de coçar pode determinar proctites.

Nas meninas pode determinar a prática do onanismo, vulvovaginites, cervicites, salpingites etc.

Outros sintomas referidos são dores abdominais, diarréia, náuseas, vômitos, inapetência, insônia, irritabilidade, enurese noturna, puxos, tenesmo, fezes mucossanguinolentas e convulsões.

Diagnóstico

Clínico

A ocorrência do prurido retal e vulvar em crianças, sobretudo noturno, e a presença de larvas de helmintos na região retal e periretal levantam o diagnóstico de enterobíase.

Laboratorial (parasitológico)

A. Método da fita gomada (Graham), realizado pela manhã, antes do asseio corporal.

B. "esfincter retal swab" (raspador retal de Hall).

C. Intradermoneação de Grübel.

D. Encontro de vermes na região retal, periretal e vulvar.

E. Esfregaço vaginal para pesquisa de ovos de parasitas.

Tratamento

Sais de piperazina - pouco usados hoje em dia

Pamoato de pirvínio

Nome comercial: Pyr-Pam

Apresentação: suspensão de 40 ml com 50 mg/5 ml

Dose: 5 a 10 mg/kg (ou 1 colher-medida - 5 ml para cada 5 kg de peso)

Obs.: o medicamento poderá ser administrado pela manhã, de uma só vez. Não há necessidade de jejum ou uso de purgativos.

Mebendazol - pamoato de pirantel e albendazol - mesma dose usada para anclostomíase e ascaríase.

Fonte: www.phar-mecum.com.br

Enterobíase

Introdução

A enterobíase ou oxiuríase é uma infecção parasitária intestinal causada pelo nematódeo Enterobius vermicularis ou Oxyurus vermicularis.

A evolução nos mostra que esta verminose foi originária no continente africano, dispersando-se com as migrações ocorridas no passado para outros continentes.

Um dos ramos de estudo da Parasitologia, a Paleoparasitologia, tem contribuído em muito para os dados históricos da patologia, reconstruindo rotas da dispersão, com especial atenção nos achados em material arqueológico(1).

O encontro do nematódeo data de período antes da Era Cristianiana, em especial no Estado do Colorado, nos Estados Unidos, através de coprólitos(1).

Na América do Sul, o primeiro achado de ovos de E. vermicularis em coprólitos humanos foi feito por Patruco e colaboradores em 1983, no Peru, seguido de Ferreira et al. (1984) e Araújo etal., em 1985, no Chile, com datas pré-colombianas (4.000 anos a 800 a.D.)(2).

O parasito (agente etiológico)

O Enterobius vermicularis ou Oxyurus vermicularis é um verme cilíndrico, de cor branca, com aspecto de fio de linha, medindo o macho 2 a 5 mm de comprimento e a fêmea, 8 a 13 mm. Apresenta na extremidade anterior uma dilatação da cutícula formando duas expansões, denominadas asas cervicais.

Internamente, o esôfago termina em uma estrutura muscular arredondada e proeminente, chamada bulbo esofagiano. A extremidade posterior da fêmea termina em ponta fina e alongada, enquanto a do macho mostra um enrodilhamento ventral e a presença de um espículo(3).

Os ovos são brancos, transparentes, com dupla membrana, um lado plano e o outro convexo, similar à letra D do alfabeto. Medem aproximadamente 50 a 60 micras de largura por 20 a 30 micras de comprimento, são resistentes aos desinfetantes comerciais e podem sobreviver em ambientes domiciliares por duas a três semanas(4).

Enterobíase
Ovo de E. vermicularis – “esfincter retal swab”

Enterobíase
Ovo de E. vermicularis - fezes

Ciclo de vida

Os vermes adultos vivem no intestino grosso e após a cópula o macho é eliminado. As fêmeas fecundadas não fazem oviposição no intestino e têm seu útero abarrotado com aproximadamente 11.000 ovos. Em um determinado momento o parasito se desprende do ceco e é arrastado para a região esfincter retal e perianal, onde se fixa e libera grande quantidade de ovos.

E. vermicularis é o parasito de maior poder de infecção, pois seus ovos necessitam de apenas seis horas para se tornar infectantes.

Ao serem ingeridos, os ovos sofrem a ação do suco gástrico e duodenal, libertando as larvas que se dirigem ao ceco, onde se fixam e evoluem até o estágio adulto. A duração do ciclo é em média de 30 a 50 dias.

Epidemiologia

É uma doença de distribuição mundial (cosmopolita), mais freqüentemente encontrada em crianças de 5 a 14 anos de idade(6). Sua transmissão é direta de pessoa a pessoa, sem a intervenção do solo, não requerendo condições especiais de ambiente, clima e nível social(4).

Elevada prevalência tem sido relatada nos Estados Unidos (20%)(5), Índia (12,8%)(7) e Brasil (5,9%)(8), embora sua mensuração seja difícil, pois a maioria dos
inquéritos epidemiológica não utiliza a metodologia adequada para o diagnóstico dessa parasitose.

Em pacientes com Aids, nos parece até o momento não existir qualquer importância da doença durante o curso natural da patologia, conforme estudos realizados por nosso grupo em 1999(9) e em publicação mais recente; nem ao menos obtivemos o encontro do nematódeo, com justificativa de não termos também procedido à metodologia ouro para o diagnóstico(10).

Raramente a infecção é fatal, sendo que a sua morbidade é correlacionada com as infecções secundárias(5).

Patogenia

Ao nível do intestino atua sobre a mucosa intestinal, ocasionando um processo inflamatório com exsudato catarral. Devemos lembrar que não ocorre lesão anatômica, pois a mucosa não é penetrada. A migração dos parasitos adultos pela pele a diferentes locais pode desencadear uma reação inflamatória local, agravando-se por lesões traumáticas e infecções secundárias(3-5).

Manifestações clínicas

O sintoma característico da enterobíase é o prurido do orifício retal, que se exacerba no período noturno devido à movimentação do parasito pelo calor do leito, produzindo um quadro de irritabilidade e insônia(3-6).

Em relação às manifestações digestivas, a maioria dos pacientes apresenta náuseas, vômitos, dores abdominais em cólica, tenesmo e, mais raramente, evacuações sanguinolentas(3-6).

Nas mulheres, o verme pode migrar da região esfincter retal para a genital, ocasionando prurido vulvar, corrimento vaginal, eventualmente infecção do trato urinário, e até excitação sexual. Apesar da sintomatologia, não se verifica eosinofilia periférica e os níveis de IgE em patamares dentro da normalidade, com exceção de estudo de infecção massiva promovendo uma alta elevação de IgE sangüíne a e contagem de eosinófilos(11).

Existem relatos de localização ectópica da patologia levando a quadros de apendicites, salpingites, granulomas peritoneais e perianais, doença inflamatória pélvica(12).

Diagnóstico

O método de escolha utilizado para o diagnóstico da enterobíase difere em relação às outras verminoses em geral. As técnicas habituais de demonstração de ovos de helmintos não apresentam positividade superior a 5% dos casos, uma vez que as fêmeas não fazem oviposição no intestino.

Como eleição emprega-se a técnica dos “swabs anais”, também denominada de método da fita de celofane adesiva e transparente, ou da fita gomada, reportada por Graham(3-6). A outra técnica não habitual descrita na literatura é chamada de vaselina-parafina (VASPAR). Adota-se como padrão da colheita do material o horário no período matutino, antes de o paciente defecar ou tomar um banho(5). Caso não seja possível tal procedimento, poderia se optar pela coleta após o paciente ter se deitado. Com estas técnicas, aumenta-se sensivelmente a positividade do achado dos ovos de E. vermicularis e, se realizado em dias consecutivos, com no mínimo três coletas, segundo consenso de expertos da Federação Latino-Americana de Parasitologia (FLAP)(13).

Prevenção e controle

Inicialmente, para se realizar uma excelente profilaxia, deve-se estender o tratamento da parasitose a todos os indivíduos que residem na mesma residência, além de troca de roupa de cama, interior e cobertor no dia da realização do tratamento proposto(3,4,6).

A atenção das autoridades públicas na questão da educação sanitária deve ser um dos quesitos primordiais, principalmente objetivando a população pediátrica.

Nesta faixa etária temos que orientar para que as unhas sejam cortadas bem rentes e sobre o uso de macacão para dormir.

A limpeza ambiental é outro fator que deve ser verificado devido à transmissão da doença ocorrer pela inalação de pó, pela ingestão nasal dos ovos do parasito. Com esta afirmação existe a necessidade de não varrer a poeira nas casas, e sim proceder com uso de aspirador.

O controle de cura desta helmintose, segundo o último consenso da FLAP, sugere efetuar pela técnica de Graham um exame diário por sete dias a partir de uma semana depois de finalizada a terapia(13).

Tratamento

A enterobíase, por ser uma parasitose de fácil disseminação, deve ser tratada para todos aqueles com exposição. Várias drogas estão disponíveis no mercado internacional, com índices de cura clínica e parasitológica bastante satisfatórios.

O tratamento de escolha é o pamoato de pirantel na dose de 10 mg/kg em dose única, não ultrapassando 1 g, por via oral, preferencialmente em jejum.

Apresenta uma eficácia em torno de 80 a 100% de cura, com poucos efeitos adversos, tais como: cefaléia, tonturas e distúrbios gastrointestinais leves.

Não deve ser administrado a gestantes e, como lembrança, o paciente deve ser comunicado que o fármaco poderá produzir cor vermelha na urina e fezes.

Sugere-se na maioria dos casos a repetição do tratamento, aumentando assim a taxa de cura deste nematódeo intestinal(14).

Como terapia alternativa à participação dos benzimidazólicos de uso em humanos, mebendazol e albendazol apresentam também o mesmo esquema preconizado em dose única e repetição em 2 semanas. A maior vantagem da utilização destas drogas reside nas populações poliparasitadas, como ocorre na maioria dos países da América Latina. O mebendazol é administrado por via oral, 100 mg, independente da idade do paciente, apresentando eficácia de 90 a 100% de cura, com raros efeitos colaterais(15,16). O albendazol é receitado na dose de 400 mg, também independente da idade, e proporcionando taxa de cura também perto dos 100%.

Náuseas, vômitos, diarréia, secura na boca e prurido cutâneo podem surgir após o advento de novas buscas para o tratamento antiparasitário, novas medicações têm sido propostas e que merecem citação, dentre elas: ivermetina e a nitazoxanida.

A ivermetina é membro das avermetinas, sendo um análogo sintético da avermetina B1a (abametina), resultante da fermentação do actinomiceto do solo Streptomyces avermitilis. Recentemente liberado para uso em humanos, no tratamento da enterobíase, utiliza-se na dose de 200 ?g/kg, alcançando índices de cura de cerca de 85%, embora não seja esta a sua principal indicação(3-5,14).

A nitazoxanida, um 5-nitotriazol, de amplo espectro antiparasitário, cuja maioria dos trabalhos desenvolvidos foi em relação aos patógenos oportunistas em pacientes com Aids e em casos de giardíase, amebíase, fasciolíase, teníase em indivíduos imunocompetentes.

Sua veiculação em enterobíase ocorreu em estudo clínico de pacientes no Egito, com índices de cura de 95% nos pacientes, com leve ou quase ausência de eventos adversos, como: cefaléia, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia e dor gástrica. A dose recomendada é aproximadamente 7,5 mg/kg, por via oral, por período de três dias consecutivos, ingeridos depois de comida. Como dado adicional, existe comprimido e suspensão líquida que atende o grupo etário infantil no gosto morango(17,18).

Sérgio Cimerman

Benjamin Cimerman

Referências

1. Ferreira LF, Reinhard KL, Araújo A, Camillo-Coura L Paleoparasitology of oxyuriasis. Anais da Academia Nacional de Medicina 1997;157(1):20-24.
2. Araújo A & Ferreira LF. Oxiuríase e migrações pré-históricas. História, Ciências, Saúde. Manguinhos 1985;2(1):99-109.
3. Botero D & Restrepo M. Parasitosis intestinales por nematodos. En: Parasitosis Humanas. 3ª ed. Corporación para Investigaciones Biológicas. Medellín, Colombia: 1998. p. 125-134.
4. Bina JC. Enterobíase. Em: Medicina Tropical - Seus Fundamentos e Bases Gerais. Cimerman Sérgio & Cimerman Benjamin. 1ª ed. Editora Atheneu; 2003 (no prelo).
5. Bocka J. Pinworms. Last Updated July 12, 2001. Disponível em: www.emedicine.com/infectiousdiseases.
6. Cimerman B & Cimerman S. Enterobíase. Em: Parasitologia Humana e seus Fundamentos Gerais. 2ª ed. Rio de Janeiro, Brasil: Editora Atheneu; 2001. p. 304-306.7. Kang G, Mathew MS, Rajan DP, Daniel JD, Mathan MM, Mathan VI et al. Prevalence of intestinal parasites inrural Southern Indians. Tropical Medicine and Health 1998;3(1):7-75.
8. Prado MS, Barreto ML, Strina A, Faria JAS, Nobre AA, Jesus SR. Prevalência e intensidade da infecção por parasitas intestinais em crianças na idade escolar na cidade de Salvador (Bahia, Brasil). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 2001;34(1):99-101.
9. Cimerman S, Cimerman B, Lewi DS. Prevalence of intestinal parasitic infections in patients with acquiredimmunodeficiency syndrome in Brazil. International Journal Infectious Diseases 1999;3:203-206.
10. Cimerman S, Castañeda CG, Iuliano WA, Palacios R.Perfil das enteroparasitoses de pacientes com infecção pelo vírus HIV/Aids na era da terapia anti-retroviral potente em um centro de referência em São Paulo, Brasil Parasitología Latinoamericana 2002;57:111-119.
11. Villarreal O, Villarreal JJ, Domingo JA. Progressive eosinophilia and elevated IgE in enterobiasis. Allergy 1999;54(6):646-648.
12. Tandan T, Pollard AJ, Money DM, Scheifele DW. Pelvic inflammatory disease associated with Enterobius vermicularis. Archives Diseases of Children 2002;86:439-440.
13. FLAP. Informe técnico de un comité de expertos Normas para evaluar medicamentos en parasitosis del tubo digestivo y anexos del hombre. Parasitología al día 2000;24:3-4.
14. Anonymous. Drugs for parasitic infections. The Medical Letter on Drugs and Therapeutics. April, 2002.
15. Cimerman B, Fernandes MFP, Hernandes N, Campos Neto JM. Mebendazol: esquemas terapêuticos na prática clínica. Folha Médica 1980;80:101-103.
16. Chaia G, Cimerman B, Bichued L. Reavaliação terapêutica do mebendazol na enterobíase. Folha Médica 1986;92:71-73.
17. Abaza H, El-Zayadi A, Kabil SM, and Rizk H. Nitazoxanide in the treatment of patients with intestinal protozoan and helminthic infections: a report on 546 patients in Egypt. Current Therapeutic Research 1998;59:116-121.18. Romero Cabello R, Robert Guerrero L, Munoz Garcia MR, and Geyne Cruz A. Nitazoxanide for the treatment of intestinal protozoan and helminthic infections in Mexico. Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene 1997;91:701-703.

Fonte: www.revista-api.com

Enterobíase

Infestação causada pelo nematelminto Enterobius vermicularis (Oxyurus oxyura)

Etiologia

Infestação através da ingestão de ovos contaminantes da mão, fômites, água e de alimentos. As larvas são liberadas no intestino delgado e se desenvolvem em vermes adultos no intestino grosso. A fêmea grávida migra para cólon e reto, perambulando à noite pela pele da região perianal, onde deixa rastro de ovos. Não tem ciclo pulmonar.

Cosmopolita. Embora apresente maior preva­lência em países em desenvolvimento, mantém índices elevados mesmo em países desenvolvidos de clima temperado/frio.

Clínica

Geralmente assintomático. O prurido noturno é o sintoma mais comum. Ocasionalmente irritação retal, proctite, eczema. Pode migrar pelo períneo para órgão geniturinário feminino, causando prurido vulvar, secreção vaginal, disúria, enurese e doença inflamatória pélvica em meninas. Raramente – apendicite.

Diagnóstico

Swab esfincter retal ou colocação de fita adesiva em prega esfincter retal com posterior visualização por microscopia direta – devem ser realizados pela manhã.

Tratamento

Albendazol 400 mg/dia VO em dose única, repetir em 2 semanas.

Mebendazol 100 mg VO em dose única ou 2 x/dia, repetir em 2 semanas.

Pamoato de pirantel 11 mg/kg/dia (máx. 1g) VO em dose única, repetir duas vezes a cada 2 semanas (há relato do uso de 20-30 mg/kg/dia em dose única).

Fonte: www.consultormedico.com

Enterobíase

AGENTE ETIOLÓGICO: Enterobius vermicularis, helminto (verme) intestinal conhecido por oxiuríase. Mede cerca de um centímetro de comprimento, é branco e fino como um fio de linha.

RESERVATÓRIO: O ser humano.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Em média 4 semanas, porém a sintomatologia pode levar meses para surgir pois depende da quantidade de vermes resultantes de infestações sucessivas.

MODO DE TRANSMISSÃO

Os ovos do verme pode ser transmitidos diretamente do esfincter retal para a boca (as larvas causam coceira intensa no esfincter retal) o que é comum em criança, assim como em doentes mentais e adultos com precários hábitos de higiene.

A transmissão pode ser indireta através de água, alimentos e roupas contaminadas (vestimentas e roupas de cama) e até mesmo através da poeira. Uma terceira forma de contaminação é a retroinfestação que consiste na migração das larvas da região do esfincter retalpara o intestino onde se tornam vermes adultos.

QUADRO CLÍNICO

Pode cursar sem sintomas ou apresentar prurido (coceira) intenso na região retal, habitualmente à noite o que causa desconforto, irritabilidade e sono agitado. Podem ocorrer também enjôo, vômitos, dor abdominal e dificuldade de evacuar.

COMPLICAÇÕES

As lesões causadas pelo ato de coçar podem causar infecções (ferimentos) em torno do esfincter retal, cuja mucosa fica coberta por muco sanguinolento. Inflamações em vulva e órgão genital feminino podem ocorrer devido à presença do verme. Raramente o verme sobe pela órgão genital feminino e causa inflamações no útero, ovários e trompas. Pode ocorrer apendicite.

TRATAMENTO

Pamoato de Pirantel, Mebendazol e Albendazol. As três drogas são contra-indicadas em gestantes.

Fonte: portal.saude.rj.gov.br

Enterobíase

Contaminação

Pela ingestão ou inalação seguida de deglutição, de ovos infectados presentes no meio ambiente ou na região retal e periretal, inclusive na roupa de cama.

Quadro clínico

Prurido ("comichão") retal, principalmente à noite, com insónia e agitação, dor abdominal e disenteria.

Pode haver comprometimento dos genitais femininos.

Fonte: www.janssen-cilag.pt

Enterobíase

Aspectos Epidemiológicos: Agente etiológico - Enterobius vermicularis, nematódeo intestinal

Reservatório: O homem

Modo de transmissão

São diversos os modos de transmissão:

a) Direta: do orificio retal para a cavidade oral, através dos dedos, principalmente nas crianças, doentes mentais e adultos com precários hábitos de higiene.

b) Indireta: através da poeira, alimentos e roupas contaminados com ovos.

c) Retroinfestação: migração das larvas da região retal para as regiões superiores do intestino grosso, onde se tornam adultas. Os ovos se tornam infectantes poucas semanas após terem sido colocados na região periretal pelas fêmeas grávidas, que migram ativamente do ceco e porções superiores do cólon até a luz do reto e daí para a região periretal, onde fazem a ovoposição.

Período de incubação

O ciclo de vida do parasito dura de 2 a 6 semanas. A sintomatologia aparece quando existe um grande número de vermes resultante de infecções sucessivas, que ocorre alguns meses depois da infecção inicial.

Período de transmissibilidade

Dura enquanto as fêmeas grávidas expulsam ovos na pele periretal, que permanecem infectantes por uma ou duas semanas fora do hospedeiro.

Complicações

Salpingites, vulvo vaginites, granulomas pelvianos. Infecções secundárias às escoriações.

Aspectos Clínicos

Descrição

Infecção intestinal causada por helmintos. Pode cursar assintomática ou apresentar, como característica principal, o prurido retal, freqüentemente noturno, que causa irritabilidade, desassossego, desconforto e sono intranqüilo.

As escoriações provocadas pelo ato de coçar podem resultar em infecções secundárias em torno do orificio retal, com congestão na região retal, ocasionando inflamação com pontos hemorrágicos, onde encontram-se freqüentemente fêmeas adultas e ovos. Sintomas inespecíficos do aparelho digestivo são registrados, como vômitos, dores abdominais, ternesmo, puxo e, raramente, fezes sanguinolentas. Outras manifestações, como vulvovaginites, salpingites, ooforite e granulomas pelvianos ou hepáticos, têm sido registradas esporadicamente.

Sinonímia

Oxiuríase, caseira.

Características epidemiológicas

Distribuição universal, afetando pessoas de todas as classes sociais. É uma das helmintíases mais freqüentes na infância, inclusive em países desenvolvidos, sendo mais incidente na idade escolar. É importante ressaltar que, em geral, afeta mais de um membro na família, o que tem repercussões no seu controle, que deve ser dirigido a pessoas que cohabitam o mesmo domicílio.

Não provoca quadros graves nem óbitos, porém causa repercussões no estado de humor dos infectados pela irritabilidade ocasionada pelo prurido, levando a baixo rendimento, em escolares.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos - Diagnosticar e tratar para evitar o baixo rendimento escolar e a irritabilidade dos indivíduos infectados. Desenvolver atividades de educação em saúde, particularmente de hábitos pessoais de higiene. Para fins de vigilância e de controle, o tratamento deve ser feito em todo o grupo familiar ou que cohabita o mesmo domicílio, visando evitar as reinfestações.

Notificação - Não é de notificação compulsória.

Definição de caso:

a) Suspeito: paciente com prurido retal.

b) Confirmado: paciente com presença de ovos de Enterobius vermiculares, com ou sem prurido retal.

Medidas de Controle

Educar a população em hábitos de higiene pessoal, particularmente o de lavar as mãos antes das refeições, após o uso do sanitário, após o ato de se coçar e quando for manipular alimentos.

Manter as unhas aparadas rente ao dedo para evitar acúmulo de material contaminado.

Evitar coçar a região retal desnuda e evitar levar as mãos à boca.

Eliminar as fontes de infecção através do tratamento do paciente e de todos os membros da família.

Troca de roupas de cama, de roupa interna e toalhas de banho, diariamente, para evitar a aquisição de novas infecções pelos ovos depositados nos tecidos.

Manter limpas as instalações sanitárias.

Fonte: www.pgr.mpf.gov.br

Enterobíase

O que é

Infestação intestinal causada por helminto. Pode cursar assintomática ou apresentar, como característica principal, o prurido perianal, frequentemente noturno, que causa irritabilidade, desassossego, desconforto e sono intranquilo. As escoriações provocadas pelo ato de cocar podem resultar em infecções secundárias em torno do orifício retal, com congestão na região do orifício retal, ocasionando inflamação com pontos hemorrágicos, onde se encontram, frequentemente, fêmeas adultas e ovos. Sintomas inespecíficos do aparelho digestivo são registrados, como vômitos, dores abdominais, tenesmo, puxo e, raramente, fezes sanguinolentas. Outras manifestações, como vulvovaginites, salpingites, ooforite e granulomas pélvicos ou hepáticos, têm sido registradas, esporadicamente.

Sinonímia: Oxiuríase, caseira.

Agente Etiológico: Enterobius vermicularis, nematódeo intestinal.

Reservatório: O homem.

Modo de Transmissão

Predominantemente fecal-oral. São diversos os modos de transmissão:

Autoinfecção externa ou direta – Do orifício retal para a cavidade oral, por meio dos dedos, principalmente nas crianças, doentes mentais e adultos com precários hábitos de higiene.

Autoinfecção indireta – Ovos presentes na poeira ou alimentos atingem o mesmo hospedeiro que os eliminou.

Heteroinfecção – Os ovos presentes na poeira ou alimentos atingem um novo hospedeiro.

Retroinfecção – Migração das larvas da região do orifício retal para as regiões superiores do intestino grosso, chegando até o ceco, onde se tornam adultas.

Autoinfecção interna – Processo raro no qual as larvas eclodem ainda dentro do reto e depois migram até o ceco, transformando-se em vermes adultos.

Período de Incubação

O ciclo de vida do parasito dura de 2 a 6 semanas. A sintomatologia aparece quando existe um número de vermes resultante de infestações sucessivas, que ocorre alguns meses após a infestação inicial.

Período de Transmissibilidade: Dura enquanto as fêmeas grávidas expulsam ovos na pele perianal, que permanecem infectantes por 1 ou 2 semanas fora do hospedeiro.

Complicações: Salpingites, vulvovaginites, granulomas pélvicos. Infecções secundárias as escoriações.

Diagnóstico

Em geral, clínico, devido ao prurido característico. O diagnóstico laboratorial reside no encontro do parasito e de seus ovos. Como dificilmente é conseguido nos parasitológicos de fezes de rotina, sendo achado casual quando o parasitismo é muito intenso, deve-se pesquisar diretamente na região perianal, o que deve ser feito pelos métodos de Hall (swab do orifício retal) ou de Graham (fita gomada), cuja colheita é feita na região do orifício retal, seguida de leitura em microscópio. Também podem ser pesquisados em material retirado de unhas de crianças infectadas, que oferecem alto índice de positividade.

Diagnóstico Diferencial: Moléstias do aparelho digestivo, vulvovaginites.

Tratamento

Pamoato de Pirvínio, 10 mg/kg/VO, dose única; Pamoato de Pirantel, 10 mg/kg/VO, dose única. Mebendazol, 100 mg, VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Essa dose independe do peso corporal e da idade. Albendazol, 10 mg/kg, VO, dose única, até o máximo de 400 mg. Todas essas drogas são contraindicadas em gestantes.

Características Epidemiológicas

Distribuição universal, afetando pessoas de todas as classes sociais. É uma das helmintíases mais frequentes na infância, inclusive em países desenvolvidos, sendo mais incidente na idade escolar. É importante ressaltar que, em geral, afeta mais de um membro na família, o que tem implicações no seu controle, que deve ser dirigido a pessoas que vivem no mesmo domicílio. Não provoca quadros graves nem óbitos, porem interfere no estado de humor dos infectados, em vista da irritabilidade ocasionada pelo prurido, levando a baixo rendimento escolar.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos

Diagnosticar e tratar para evitar o baixo rendimento escolar e a irritabilidade dos indivíduos infectados. Desenvolver atividades de educação em saúde, particularmente de hábitos pessoais de higiene. Para fins de vigilância e de controle, o tratamento deve ser feito em todo o grupo familiar ou que coabita o mesmo domicílio, visando evitar as reinfestacoes.

Notificação: Não é doença de notificação compulsória.

Definição de Caso

Suspeito – Paciente com prurido do orifício retal.

Confirmado – Paciente com presença de ovos de E. vermicularis, com ou sem prurido do orifício retal.

MEDIDAS DE CONTROLE

Orientar a população quanto a hábitos de higiene pessoal, particularmente o de lavar as mãos antes das refeições, após o uso do sanitário, após o ato de se cocar e antes da manipulação de alimentos. Manter as unhas aparadas rente ao dedo, para evitar acumulo de material contaminado. Evitar cocar a região do orifício retal desnuda e levar as mãos à boca. Eliminar as fontes de infecção através do tratamento do paciente e de todos os membros da família. Troca de roupas de cama, de roupa interna e toalhas de banho, diariamente, para evitar a aquisição de novas infecções pelos ovos depositados nos tecidos. Manter limpas as instalações sanitárias.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

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