Para entender o que é escoliose, devemos saber que a coluna vertebral, vista por trás, deve ser "reta".
Qualquer desvio para os lados pode configurar uma "escoliose".
Mas, preste atenção. Um desvio lateral mínimo, causado, por exemplo, por maus hábitos posturais, deve ser caracterizado como uma atitude escoliótica.
Por outro lado, a escoliose é uma DOENÇA e deve ser tratada como tal.
Antigamente, acreditava-se que a escoliose era somente um desvio lateral da coluna, chamada pelos leigos de "coluna torta".
Atualmente, a definição correta é a de que a escoliose, doença, é um desvio tridimensional da coluna vertebral, ou seja, a coluna desvia-se nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas também para frente/trás e em volta de seu próprio eixo.
Resumindo, ATITUDES ESCOLIÓTICAS são desvios da coluna - em geral somente para os lados - que, com bastante freqüência, podem ser reduzidos totalmente, ou seja, testes de flexibilidade mostram que a coluna é flexível a ponto de retornar sua forma fisiológica. Têm causas que variam de um mau hábito postural a um desequilíbrio momentâneo de crescimento dos membros inferiores, por exemplo.
Por outro lado, ESCOLIOSES EVOLUTIVAS ESTRUTURAIS são aquelas que, em geral, vão evoluir, com alterações nos três planos do espaço e que devemos tentar brecar sua evolução o mais rápido possível. Testes de flexibilidade indicam que a coluna vertebral, neste caso, não pode mais ser reduzida à sua condição fisiológica.
Depende. Alguns desvios não evoluem, mas cerca de 25% dos casos podem evoluir. A evolução pode justificar somente observação, mas tratamento fisioterápico, ortopédico (utilização de coletes) ou cirúrgico podem ser necessários.
Em cerca de 70% dos casos, nenhuma causa é encontrada e falamos, então, de escolioses idiopáticas. As escolioses idiopáticas acometem cerca de oito vezes mais as meninas que os meninos.
A freqüência de escolioses familiares é relatada por diversos autores, entre 30 e 80%, sendo 40% o índice mais freqüentemente citado. Atualmente, os especialistas convergem em direção a uma hereditariedade multifatorial, podendo associar retardo de maturação do sistema de equilibração e problemas metabólicos.
Existem algumas escolioses com causa definida, como, por exemplo, na paralisia cerebral, ou outras de fundo neurológico, bem como escolioses causadas por más-formações, poliomielite, distrofias musculares, síndromes específicas (Marfan, Rett, Ehlers-Danlos, etc.), tumores, etc.
Ela pode aparecer em qualquer idade, mas uma coisa é certa: a escoliose é uma DOENÇA DO CRESCIMENTO, ou seja, quanto menor for a criança, mais cuidados deveremos ter. Por outro lado, é durante os estirões que temos as maiores possibilidades de que ela "apareça" e, por isso, devemos redobrar nossas atenções em relação a ela, nestes períodos.
Como informação geral, saiba que há escolioses do recém-nascido (que aparecem no primeiro ano de vida), infantis (aparecem até 3 anos), juvenis (de 4 anos até a adolescência), do adolescente (quando devemos tomar muito cuidado) e as escolioses do adulto e do idoso, que surgem após a maturação do esqueleto
A época mais "fácil" para "acharmos" é o começo da adolescência, quando os meninos e as meninas (sobretudo estas) começam a reparar mais na sua aparência. Existe um teste simples, chamado teste de Adam, que pode ser feito, e consiste em colocar a criança em pé, com os braços ao longo do corpo, e os pés em posição natural.
Pede-se à criança para inclinar o corpo para frente e verifica-se se há gibosidades (um lado mais alto que o outro no tronco). Além disso, um ombro mais alto que o outro, um lado do bumbum mais elevado ou mais para frente, uma calça comprida que parece nunca ter o mesmo comprimento nas duas pernas, são sinais de que a coluna pode não estar "reta".
De toda forma, qualquer "cisma" deve ser averiguada com o pediatra, o ortopedista ou o fisioterapeuta, o mais rápido possível. Não deixe para mais tarde, pois a escoliose tem um período quando ela é perfeitamente tratável. Se deixarmos para quando a criança já cresceu bastante, as chances de um bom tratamento caem drasticamente.
Depende. É fundamental que ela seja diagnosticada o mais breve possível. Podemos falar em boas chances de cura para as atitudes escolióticas. Para as escolioses evolutivas, tudo dependerá da "agressividade" da mesma, ou seja, com qual angulação ela foi descoberta, quanto você ainda tem para crescer e uma série de outros fatores que só um especialista poderá dizer. Atualmente, mesmo com toda a melhora dos tratamentos fisioterápicos e ortopédicos, o mais sensato que podemos dizer é que devemos tentar "bloquear" a evolução da escoliose.
Não. A escoliose idiopática, até a maturação do esqueleto (18/19 anos), dificilmente é dolorosa. Se a criança ou adolescente queixar-se de dores, é melhor investigar, porque não é comum e, neste caso, o especialista deve ser novamente consultado. Por outro lado, na idade adulta, a escoliose pode tornar-se dolorosa, mesmo que as chances de piora da angulação sejam diminuídas.
Fonte: www.escoliose.fst.br
Nas crianças em fase de crescimento, os ossos podem apresentar desalinhamentos.
Esses problemas incluem a escoliose, na qual a coluna vertebral encurva-se anormalmente, e vários problemas que afetam o osso do quadril, o fêmur, os joelhos e os pés. Freqüentemente, o problema sofre resolução espontânea, mas, algumas vezes, ele é causado por um distúrbio que deve ser tratado.
Geralmente, uma escoliose discreta não causa sintomas.
A pessoa pode sentir fadiga nas costas após permanecer muito tempo sentada ou em pé. A fadiga pode ser seguida por dor muscular nas costas e, finalmente, por uma dor mais intensa.
As curvaturas, em sua maioria, são convexas para a direita na parte superior das costas e para a esquerda na parte inferior. Um quadril pode estar mais alto que o outro.
Uma escoliose discreta pode ser detectada durante um exame físico de rotina na escola. Um dos genitores, um professor ou um médico pode suspeitar de uma escoliose quando uma criança apresenta um ombro que parece mais alto que o outro ou quando suas roupas não tem um caimento adequado.
Para diagnosticar esse problema, o médico pede à criança que ela se incline para frente e observa a coluna vertebral por trás, pois a curvatura anormal pode ser mais facilmente visualizada nessa posição. As radiografias ajudam a confirmar o diagnóstico.
O prognóstico depende da localização da curvatura, de sua gravidade e de quando começaram os sintomas. Quanto mais grave a curvatura, maior a probabilidade de piora do quadro.
Metade das crianças com escoliose perceptível devem ser tratadas ou acompanhadas rigorosamente por um médico. O tratamento imediato pode evitar uma maior deformidade.
Habitualmente, a criança com escoliose é tratada por médico ortopedista. A criança pode usar uma colete ou um aparelho gessado para manter a coluna vertebral reta.
Algumas vezes, o médico realiza uma estimulação elétrica da coluna vertebral, através de pequenas correntes elétricas aplicadas nos músculos espinhais que induzem a coluna vertebral a permanecer reta. Algumas vezes, é necessária a realização de uma cirurgia, na qual as vértebras são fundidas. Uma haste metálica pode ser inserida durante a cirurgia para manter a espinha reta até ocorrer a fusão das vértebras.
A escoliose e seu tratamento podem causar problemas psicológicos, colocando em risco a auto-imagem do adolescente.
O uso de um colete ou de um aparelho gessado pode preocupar o adolescente por fazê-lo sentir-se diferente e a hospitalização e a cirurgia podem ameaçar a sua independência.
No entanto, renunciar a essas soluções poderia acarretar uma deformidade evidente e permanente. O aconselhamento e o apoio podem ser úteis.

Em Pé Em Flexão Ventral
Fonte: www.msd-brazil.com