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Escoliose

 

Para entender o que é escoliose, devemos saber que a coluna vertebral, vista por trás, deve ser "reta".

Qualquer desvio para os lados pode configurar uma "escoliose".

Mas, preste atenção. Um desvio lateral mínimo, causado, por exemplo, por maus hábitos posturais, deve ser caracterizado como uma atitude escoliótica.

Por outro lado, a escoliose é uma DOENÇA e deve ser tratada como tal.

Antigamente, acreditava-se que a escoliose era somente um desvio lateral da coluna, chamada pelos leigos de "coluna torta".

Atualmente, a definição correta é a de que a escoliose, doença, é um desvio tridimensional da coluna vertebral, ou seja, a coluna desvia-se nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas também para frente/trás e em volta de seu próprio eixo.

Resumindo, ATITUDES ESCOLIÓTICAS são desvios da coluna - em geral somente para os lados - que, com bastante freqüência, podem ser reduzidos totalmente, ou seja, testes de flexibilidade mostram que a coluna é flexível a ponto de retornar sua forma fisiológica. Têm causas que variam de um mau hábito postural a um desequilíbrio momentâneo de crescimento dos membros inferiores, por exemplo.

Por outro lado, ESCOLIOSES EVOLUTIVAS ESTRUTURAIS são aquelas que, em geral, vão evoluir, com alterações nos três planos do espaço e que devemos tentar brecar sua evolução o mais rápido possível. Testes de flexibilidade indicam que a coluna vertebral, neste caso, não pode mais ser reduzida à sua condição fisiológica.

ESCOLIOSE É GRAVE?

Depende. Alguns desvios não evoluem, mas cerca de 25% dos casos podem evoluir. A evolução pode justificar somente observação, mas tratamento fisioterápico, ortopédico (utilização de coletes) ou cirúrgico podem ser necessários.

QUAL É A CAUSA DA ESCOLIOSE?

Em cerca de 70% dos casos, nenhuma causa é encontrada e falamos, então, de escolioses idiopáticas. As escolioses idiopáticas acometem cerca de oito vezes mais as meninas que os meninos.

A freqüência de escolioses familiares é relatada por diversos autores, entre 30 e 80%, sendo 40% o índice mais freqüentemente citado. Atualmente, os especialistas convergem em direção a uma hereditariedade multifatorial, podendo associar retardo de maturação do sistema de equilibração e problemas metabólicos.

Existem algumas escolioses com causa definida, como, por exemplo, na paralisia cerebral, ou outras de fundo neurológico, bem como escolioses causadas por más-formações, poliomielite, distrofias musculares, síndromes específicas (Marfan, Rett, Ehlers-Danlos, etc.), tumores, etc.

A ESCOLIOSE APARECE EM QUALIDADE?

Ela pode aparecer em qualquer idade, mas uma coisa é certa: a escoliose é uma DOENÇA DO CRESCIMENTO, ou seja, quanto menor for a criança, mais cuidados deveremos ter. Por outro lado, é durante os estirões que temos as maiores possibilidades de que ela "apareça" e, por isso, devemos redobrar nossas atenções em relação a ela, nestes períodos.

Como informação geral, saiba que há escolioses do recém-nascido (que aparecem no primeiro ano de vida), infantis (aparecem até 3 anos), juvenis (de 4 anos até a adolescência), do adolescente (quando devemos tomar muito cuidado) e as escolioses do adulto e do idoso, que surgem após a maturação do esqueleto

COMO DESCOBRIR SE TENHO ESCOLIOSE?

A época mais "fácil" para "acharmos" é o começo da adolescência, quando os meninos e as meninas (sobretudo estas) começam a reparar mais na sua aparência.

Existe um teste simples, chamado teste de Adam, que pode ser feito, e consiste em colocar a criança em pé, com os braços ao longo do corpo, e os pés em posição natural.

Pede-se à criança para inclinar o corpo para frente e verifica-se se há gibosidades (um lado mais alto que o outro no tronco). Além disso, um ombro mais alto que o outro, um lado do bumbum mais elevado ou mais para frente, uma calça comprida que parece nunca ter o mesmo comprimento nas duas pernas, são sinais de que a coluna pode não estar "reta".

De toda forma, qualquer "cisma" deve ser averiguada com o pediatra, o ortopedista ou o fisioterapeuta, o mais rápido possível. Não deixe para mais tarde, pois a escoliose tem um período quando ela é perfeitamente tratável. Se deixarmos para quando a criança já cresceu bastante, as chances de um bom tratamento caem drasticamente.

ESCOLIOSE TEM CURA?

Depende. É fundamental que ela seja diagnosticada o mais breve possível. Podemos falar em boas chances de cura para as atitudes escolióticas. Para as escolioses evolutivas, tudo dependerá da "agressividade" da mesma, ou seja, com qual angulação ela foi descoberta, quanto você ainda tem para crescer e uma série de outros fatores que só um especialista poderá dizer. Atualmente, mesmo com toda a melhora dos tratamentos fisioterápicos e ortopédicos, o mais sensato que podemos dizer é que devemos tentar "bloquear" a evolução da escoliose.

ESCOLIOSE DÓI?

Não. A escoliose idiopática, até a maturação do esqueleto (18/19 anos), dificilmente é dolorosa. Se a criança ou adolescente queixar-se de dores, é melhor investigar, porque não é comum e, neste caso, o especialista deve ser novamente consultado. Por outro lado, na idade adulta, a escoliose pode tornar-se dolorosa, mesmo que as chances de piora da angulação sejam diminuídas.

Fonte: www.escoliose.fst.br

Escoliose

A ESCOLIOSE E SUAS FORMAS DE TRATAMENTO

INTRODUÇÃO

A escoliose é uma deformidade vertebral muito comum e de grande importância social.

A escoliose afeta principalmente as adolescentes do sexo feminino, é uma idade em que origina verdadeiros problemas psicológicos, pois pode desenvolver-se previamente sadias, sem que até a presente data conheça-se a causa da maioria dos casos.

Sabe-se pelas pinturas cupestes da idade da pedra, que existe escoliose desde os tempos mais remotos. Hipócrates foi o primeiro em uilizar o termo escoliose, embora que com este nome englobara todas as curvas raquidianas.

Durante o século XVI, Pare descobriu as escolioses como são conhecidas hoje e já então utilizou couraças de ferro que aplicava nas costas dos doentes de deter a deformidade vertebral.

Nos anos seguintes o progresso ficou detido, até o final do século XIX, quando resurgiu grande vontade de conhecer a patogenia da lesão, coincidindo com o desenvolvimento da ciências morfológicas que deram como resultado descrições muito preciosas da anatomia patológica das curvas.

Em 1946, Blount e Schmidt, desenharam o colete de Milwalkee, o qual continua sendo a base do tratamento não cirúrgico da escoliose (Pericé e col, 1989).

O QUE É ESCOLIOSE?

É um desvio da coluna no plano frontal acompanhado de uma rotação e de uma gibosidade. (Dimeglio, 1990 ).

A escoliose é uma deformidade vertebral de diversas origens. Apesar de que seu aspecto físico pode ser parecido. As escolioses de um ou outro grupo etiológico podem ter prognósticos muito diferentes, pela destinta progressividade e gravidade de suas curvas (Pericé e col, 1989)

Para melhor entender a definição de uma escoliose é preciso opô-la à atitude escoliotica:

a) sem gibosidade
b)
sem rotação vertebral

A atitude escoliótica deve-se, em 8 entre 10 casos, a uma desigualdade de comprimento dos membros e desaparece com o paciente na posição horizontal (Dimeglio, 1990).

Quando pensar na possibilidade de escoliose?

1) na puberdade

a) Exame sistemático das costas de toda criança

2) Diante de antecedente familiar

3) Diante de qualquer:

a) assimetria dos ombros
b)
obliqüidade da bacia
c)
Impressão de membros muito curtos
d)
Assimetria dos flancos (Dimeglio, 1990 )

4) Diante de uma cifose, de uma deformidade torácica 5) Diante da criança que se equilibra mal (Dimeglio, 1990 )

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

1) Idiopática: 75% dos casos. Existem diversos tipos de escoliose. Felizmente, a maioria é rara. O tipo habitual é a “Escoliose Idiopática", assim chamada porque se desconhece sua causa.

a) Um caso em quatro é de origem familiar
b)
Apesar de sua freqüência, este diagnóstico não deve ser o primeiro a ser admitido. Deve-se considerar a escoliose, quando associada a outro sinal clínico, qualquer que seja, como podendo não ser uma escoliose idiopática. (Dimeglio, 1990)

2) Congênita: 10% dos casos

a) secundariamente por uma má formação raquidiana presente ao nascimento.
Diante de toda escoliose congênita é preciso procurar outras más formações:
rins (urografia escretora sistemática, 20% de más formações urinárias). Coração, surdez. (Dimeglio, 1990)

3) Paralítica:

a) A poliomielite diferencia as escolioses torácicas, que diminuem a capacidade respiratória das escolioses lombares, que criam condições para uma bacia oblíqua e ameaçam o quadril
b)
A enfermidade motora cerebral principalmente em crianças de cama, principalmente em crianças quadriplegicas
c) Miopatia:
o risco de escoliose aumenta quando a criança fica de cama d) A espinha bífida e) A artroglipose (Dimeglio, 1990 )

4) Outras causas:

a) Doença neurológica: Charcot Mari, Recklinghausen, Friedrei ch
b) Doença cromossômica:
Trissomia 21
c) Síndromes raras:
Ehlers Danlos, willi prader
d)
Toxogenica: depois de uma intervenção na caixa torácica (Dimeglio, 1990)

CURVATURA DA COLUNA VERTEBRAL

Posteriormente a coluna vertebral é vertical, mantendo o alinhamento quando o indivíduo flete o tronco. De perfil a coluna apresenta curvas fisiológicas anteriores e posteriores.

As curvas fisiológicas permitem que a coluna aumente a sua flexibilidade e a capacidade de ab sorver os choques, enquanto mantém a tensão e estabilidade adequada das articulações intervertebrais.

Quando aumentamos ou eliminamos as curvaturas fisiológicas da nossa coluna, estamos nos pré dispondo aos riscos de dor nas costas, podendo haver uma contratura muscular (HALL, 2000).

Classificação

1) Escoliose não estruturada:

a) Escolioses posturais: freqüentes em adolescentes, as curvas são leves e desaparecem por completo com a flexão da coluna vertebral ou bem com o decúbito
b)
Escolioses secundárias e dismetria: a diferente longitude dos membros inferiores levam a uma obliqüidade pélvica e secundariamente a uma curva vertebral. A curva desaparece quando o paciente senta-se ou ao compensar a dismetria com a alça do sapato correspondente.

2) Escoliose estruturada transitoriamente:

a) Escoliose ciática: secundária a uma hérnia discal, pela irritação das raízes nervosas. Com a cura da lesão desaparece a curva
b) Escoliose histérica:
requer tratamento psiquiátrico
c) Escoliose inflamatória:
em casos de apendicite ou bem abscessos perinefrítico

3) Escoliose estruturada:

a) Escoliose idiopática: hereditária na maioria dos casos. Provavelmente se trata de uma herança multifatorial. É o grupo mais freqüente das escolioses. Segundo a idade de aparição há três tipos:

1ª) infatil – antes dos três anos de idade (Pericé, e col, 1989) Geramente são muito graves, pois ao final do crescimento podem vir a apresentar uma angulação superior a 100 graus (Dimeglio, 1990)
2ª)
Juvenil desde os três até os 10 anos (Pericé, e col, 1989) Escoliose juvenil I entre 3 a 7 anos, escoliose juvenil II, entre 7 e 11 anos, escoliose juvenil III, entre 11 e a primeira menstruação (Dimeglio,1990)
3ª) do adolescente:
desde os 10 anos até a maturidade(Pericé, e col, 1989 ) Após a primeira menstruação e ao final da puberdade antes da maturidade óssea completa(Dimeglio, 1990).

b) Escoliose congênita: provavelmente não é hereditária, se não o resultado de uma alteração ocorrida no período embrionário – tipos: (Pericé, e col, 1989)

1) Defeito de forma vertebral 2) vértebra em cunha
3)
Hemivertébra
4)
Defeito de segmento vertebral
5)
Unilateral (barra)
6)
Bilateral (bloco vertebral)
7)
Funções costais congênitas
8)
Complexas (Pericé, e col, 1989)

Tratamento Conservador

A escoliose é uma das lesões de mais difícil tratamento. A variação no desenvolvimento e progressão de cada curva vertebral em cada idade faz desta afecção um tema complexo, que exige do cirurgião especializado conhecimentos muito específicos a fim de poder oferecer a cada paciente o tratamento mais eficaz no momento ideal (Pericé, e col, 1989)

O objetivo da escoliose estruturado consiste principalmente em prevenir o avanço da deformidade.

Não há que se esquecer que a escoliose estruturada é sempre progressiva durante os anos de desenvolvimento ósseo, especialmente durante o crescimento repentino da pré-adolescência.

O melhor tratamento da escoliose consiste na sua determinação precoce. Tratando as curvas precocemente, sem esperar que se volte rígidas e acelere-se sua progressão, poder-se-á, em muitos casos, evitar a cirurgia.

Durante muito tempo tem-se acreditado que a escoliose era o resultado de um desequilíbrio muscular que poderia corrigi-rse por meio de uma fisioterapia , em forma de exercícios de reforço da musculatura do tronco.

Um programa de exercícios específicos em combinação com um colete dá muita flexibilidade às curvas e facilita sua correção(Poericé, e col, 1989).

Indicação do Colete Milwaukee

Idealizado em 1957 por Blount, permite, através de uma força corretiva, uma atuação constante de distração, sem impedir as atividades e os exercícios do usuário.

As indicações mais claras do colete de Milwalkee são as curvas flexíveis e de mediana intensidade (20º a 40º) do adolescente. A partir dos 40º duvida-se da efetividade do colete. A partir dos 60º as curvas devem sempre ser operadas (Pericé, e col, 1989).

O colete deve ser usado 23 horas por dia; há uma hora para a realização de exercícios e higiene. O tempo de uso, em anos, depende da regressão da curvatura.

A retirada definitiva do colete deve ser gradativa, até que o emprego da órtese seja somente no período noturno, até o amadurecimento do esqueleto.

Este aparelho permite, através de almofadas, corrigir as deformidades das escápulas, costelas e ombros. Seus apoios são na espinha ilíaca, no queixo e occiput, nas escolioses torácicas

CONCLUSÃO

A Escoliose é um problema comum, que geralmente requer somente observação com exames regulares durante os anos de crescimento do indivíduo.

A detecção da Escoliose logo em seu estágio inicial é muito importante para assegurar a não progressão da curva. É relativamente pequeno o número de casos que necessitam de intervenção médica, pois os avanços em técnicas modernas de ortopedia tem tornado a Escoliose uma condição altamente controlável.

A fisioterapia com suas variadas técnicas manuais tem permitido uma excelente evolução dos pacientes que apresentam o quadro de escoliose e que quando sua angulação alcança parâmetros acima de 20 graus, se faz necessário o uso de colete milwalkee que facilitará o controle da curva e melhor evolução do tratamento fisioterapêutico Colete Milwakee utilizado para correção da escoliose entre 20 a 30 graus

Lucia Alves Vital Sampo

Antonio Vital Sampo

BIBLIOGRAFIA

1. Dimeglio, A. Ortopedia Pediátrica, São Paulo, Editora Santos, 199 0 2. Hall, J.S., Biomecânica Básica,Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000 3. Pericé, R.V., Riambau, O. C, Paloma, S.C., Órtese e prótese do aparelho locomotor coluna vertebral, Editora Santos, 1989

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Escoliose

Nas crianças em fase de crescimento, os ossos podem apresentar desalinhamentos.

Esses problemas incluem a escoliose, na qual a coluna vertebral encurva-se anormalmente, e vários problemas que afetam o osso do quadril, o fêmur, os joelhos e os pés. Freqüentemente, o problema sofre resolução espontânea, mas, algumas vezes, ele é causado por um distúrbio que deve ser tratado.

Sintomas e Diagnóstico

Geralmente, uma escoliose discreta não causa sintomas.

A pessoa pode sentir fadiga nas costas após permanecer muito tempo sentada ou em pé. A fadiga pode ser seguida por dor muscular nas costas e, finalmente, por uma dor mais intensa.

As curvaturas, em sua maioria, são convexas para a direita na parte superior das costas e para a esquerda na parte inferior. Um quadril pode estar mais alto que o outro.

Uma escoliose discreta pode ser detectada durante um exame físico de rotina na escola. Um dos genitores, um professor ou um médico pode suspeitar de uma escoliose quando uma criança apresenta um ombro que parece mais alto que o outro ou quando suas roupas não tem um caimento adequado.

Para diagnosticar esse problema, o médico pede à criança que ela se incline para frente e observa a coluna vertebral por trás, pois a curvatura anormal pode ser mais facilmente visualizada nessa posição. As radiografias ajudam a confirmar o diagnóstico.

Prognóstico e Tratamento

O prognóstico depende da localização da curvatura, de sua gravidade e de quando começaram os sintomas. Quanto mais grave a curvatura, maior a probabilidade de piora do quadro.

Metade das crianças com escoliose perceptível devem ser tratadas ou acompanhadas rigorosamente por um médico. O tratamento imediato pode evitar uma maior deformidade.

Habitualmente, a criança com escoliose é tratada por médico ortopedista. A criança pode usar uma colete ou um aparelho gessado para manter a coluna vertebral reta.

Algumas vezes, o médico realiza uma estimulação elétrica da coluna vertebral, através de pequenas correntes elétricas aplicadas nos músculos espinhais que induzem a coluna vertebral a permanecer reta. Algumas vezes, é necessária a realização de uma cirurgia, na qual as vértebras são fundidas. Uma haste metálica pode ser inserida durante a cirurgia para manter a espinha reta até ocorrer a fusão das vértebras.

A escoliose e seu tratamento podem causar problemas psicológicos, colocando em risco a auto-imagem do adolescente.

O uso de um colete ou de um aparelho gessado pode preocupar o adolescente por fazê-lo sentir-se diferente e a hospitalização e a cirurgia podem ameaçar a sua independência.

No entanto, renunciar a essas soluções poderia acarretar uma deformidade evidente e permanente. O aconselhamento e o apoio podem ser úteis.

Escoliose
Em Pé Em

Escoliose
Flexão Ventral

Fonte: www.msd-brazil.com

Escoliose

ESCOLIOSE TRATADA COM REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL

INTRODUÇÃO

"A escoliose é o desvio lateral não fisiológico da linha mediana. Devido ao alinhamento vertebral e às relações estruturais das borda.§ vertebrais e às articulações posteriores, a inclinação lateral é acompanhada por rotação simultânea" (CAILLIET)I.

A mesma acontece devido a um movimento de torção generaliíljadopor toda a raque. Esse movimento ttproduzido por uma perturbação lI>calizadaque origina uma ruptura do equilíbrio raquidiano (PERDRIOLLE)4.

Segundo PINK,TSCHAUNER5 a verdadeira escoliose estrutural é caracterizada pela rotação do corpo da vértebra. As curvas espinhais evoluem em direção lateral, e são acompanhadas por um padrão de deformidade rotatório. Na coluna torácica a ligação costal às vértebras resulta em deformidade do gradeado costal.

A rotação do corpo vertebral está relacionada com a convexidade e a concavidade da curva. Assim devido à rotação e inclinação que as vértebras sofrem, os músculos da concavidade estão sempre encurtados e os da convexidade estão sempre alongados.

A nomenclatura da escoliose é considerada a partir da convexidade acrescida da curvatura escoliótica. Por exemplo se temos uma escoliose na região torácica com convexidade à direita, dizemos simplesmente que é uma escoliose torácica direita.

A literatura relata vários métodos e recursos fisioterápicos que tem sido utilizados para melhorar a escoliose: métodos Schroth e Klapp, exercícios fisicos, estimulação elétrica dos músculos, colete associado a exercícios ou sozinho, etc.

Este estudo relata um caso de escoliose torácica direita, tratada com Reeducação Postural Global (RPG).

CASO

Indivíduo com 17 anos, branca, sexo feminino, com escoliose torácica direita de 20 graus (Figura 1), referindo dor na região tóraco-Iombar ao deitar e dor e cansaço nos membros inferiores (MMII) principalmente após andar ou ficar muito tempo em pé. A curva lateral somente foi percebida após crescimento acelerado(por volta dos 14anos).

Escoliose
Figura 1 - Curva escoüótica antes do tratamento fisioterápico

A avaliação foi feita nas posições em pé, sentada e inclinada para a frente.

Em pé foram observadas as alterações próprias da escoliose: tronco inclinado à direita, ombro esquerdo mais alto, ombros protraídos mais acentuadamente à direita, cabeça inclinada para o lado direito. A avaliação das cadeias musculares (MARQUES)3, apontou para um encurtamento d,\ cadeia inspiratória e posterior principalrrtente a nível de paravertebrais. As demais encontravam-se dentro dos parâmetros de normalidade.

Na posição sentada foi observado uma inversão das curvas lombar e torácica e inclinada para a frente foi observado uma convexidade acentuada na região torácica direita e uma rotação de tronco à es- querda

o tratamento fisioterápico tinha por objeti- vo realizar um alinhamento global e mais especificamente corrigir as inversões das curvas lombar e torácica e diminuir a con- vexidade e a rotação de tronco, sempre trabalhando em direção à simetria dos hemicorpos

No início optou-se por trabalhar deitada, rã no chão para melhorar a função da cadeia inspiratória passando em seguida para as posições em pé, sentada e inclinada para a frente, sendo estas duas últimas as preferidas, pois facilitava a vizualização da escoliose e por ser mais fácil "pegá-Ia" nas mãos

Os ângulos da curvatura da escoliose foram calculados segundo o método de CaBE

Uma linha é traçada perpendicularmente à margem superior da vértebra que mais se inclina para a concavidade. Também é traçada uma linha na borda inferior da vértebra mais inferior com a angulação em direção à concavidade. É considerado o ângulo destas linhas confluentes. A vértebra apical é identificada mas não faz parte da medida (CAILLIET)

RESULTADOS

A dor referida ao ilÚcio na região tóraco- lombar desapareceu após seis sessões e a dor nos MMII ao final de cinco sessões. Após 16 sessões com duração de uma hora cada, pu- demos verificar que houve uma diminuição significativana curva escoliótica(Figura 2).

Escoliose
Figura 2 - Curva escoliótica após 16 sessiJes de fisioterapia

O alinhamento das cristas ilíacas, ao RX, mostrava uma diferença de um centimetro, sendo o membro inferior direito mais baixo que o esquerdo. Na segunda radiografia realizada após quatro meses, esta diferença passou a ser de 0,3 milimetros, havendo portanto um ganho de 0,7 milimetros

Com relação ao ângulo da curvatura, ini- cialmente este era de 20 graus e passou a" 10 graus, havendo portanto um ganho no alinhamento vertebral.

DISCUSSÃO

A literatura pouco se refere ao tratamento fisioterápico empregado na escoliose e menos ainda em relação aos resultados deste. A escoliose sempre foi entendida como uma deformidade que adquire ares de definitiva, pouco importando o que se faz em termos de fisioterapia.

Alguns autores referem-se a alguns métodos de correção, aos exercicios físicos, à estimulação életri- ca etc, mas boa parte da literatura é reser- vada para falar do uso de coletes como forma de correção da escoliose e entre eles o mais usado é o de Milwaukee. Devido à rotação que acompanha a curva escoliótica, muitos a julgam irreversível e poucos acredi- tam na diminuição dos ângulos da curvatura

Após o término do crescimento vertebral (por volta dos 15 anos nas meninas), a coluna é menos flexível e portanto menos corrigí- vel (Cailliet)l. A nossa paciente estava próximo da idade limite de final de cresci- mento, e ainda apresentava uma flexibili- dade vertebral, o que facilitou a correção

Como na escoliose as vértebras inclinam-se para o lado da concavidade e a face anterior das vértebras gira para a convexidade, o trabalho de fisioterapia realizado com esta paciente, pautou-se no seguinte principio: estimular o alongamento longitudinal incluíndo aí a concavidade, e ao mesmo tempo desrodar os corpos vertebrais. É necessário com uma das mãos fazer pressão direta e contínua sobre a gibosidade, pedindo para que ao mesmo tempo a paciente realize a expiração nesse ponto e com a outra mão tracionar as vértebras da concavidade para que estas girem em sentido inverso.

Resumindo é necessário inclinar o tronco para o lado da convexidade e rodá-Io para o lado da concavidade.

Amélia Pasqual Marques

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CAllLIET, R. Esco/iose diagnóstico e tratamento. São Paulo: Manole, 1979
2. LAPIERRE, A La reeducacionfisica. Barcelona: Ed. Científico-Médica, 1977
3. MARQUES, A P. Reeducação Postural Global: um programa de ensino para a formação de fisioterapeutas. São Paulo, 1994. Tese (doutorado) - Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
4. PERDRlOLLE, R. A esco/iose seu estudo tridimensional. São Paulo: Andrei, 1985
5. PINK, P. , TSCHAUNER, C. Scoliosis and spondylolisthesis in children and adolescents. PediatrPado/., v.27, n.5, p.65-74, 1992.

Fonte: www.herniadedisco.com.br

Escoliose

Escoliose não é uma doença é um sinal um achado, pois, todas as colunas têm curvas. Estas curvas estão no pescoço, no tronco e na coluna lombar.

O ser humano precisa destas curvas para manter o alinhamento e o equilíbrio do corpo sobre a pelve.

Então, quando há um desvio lateral anormal da coluna chamamos de ESCOLIOSE.

Alterações estruturais na coluna variam com a gravidade da escoliose.

Escoliose
Desvio lateral anormal

Escoliose
Sem desvio lateral (Primeira Figura Lado Esquerdo) Curvas normais Vista de lado ( Segunda e Terceira Figura)

CAUSAS DA ESCOLIOSE

80% dos casos de escoliose são idiopáticas, ou seja, de causa desconhecida
Escoliose é um sinal clínico e não diagnóstico de uma doença.
Grupos por idade:
infantil (nascimento aos 3 anos); juvenil (4anos ao início da puberdade); adolescente (puberdade ao final do crescimento ósseo); adulto (após o final do crescimento ósseo).

Ocorre preferencialemente em mulheres.

FATORES GENÉTICOS

Escoliose idiopática é uma condição familiar
Não existe base genética
DeGeorge (JBJS, 1967). Filhos de mães mais velhas apresentam risco maior que a população em geral.
A forma exata da herança é desconhecida
Existe uma incidência maior de escoliose nas famílias dos pacientes com escoliose que na população em geral (20x mais comum)

COMO É O PACIENTE COM ESCOLIOSE?

Diferença na altura dos ombros
Cabeça não centrada
Caixa costal com diferença de altura
Deslocamento do corpo para um lado

Escoliose
Vista de frente

Escoliose
Vista de costas

Escoliose
Quando curvado para frente

COMO É UM RX DO PACIENTE COM ESCOLIOSE

Escoliose
Coluna desviada para o lado

TRATAMENTO CONSERVADOR

O objetivo é retardar a progressão e em alguns casos melhorar a deformidade Não consegue alinhar a coluna completamente

Fisioterapia:

Exercícios para postura (RPG) e fortalecer musculatura

Natação - Auxilia no reforço muscular do tronco e melhora a postura

A fisioterapia e a natação não melhoram a deformidade e não previnem a piora da escoliose.

Fisioterapia é importante como coadjuvante no tratamento com colete.

TRATAMENTO COM COLETE

Quando usar?

Nas curvas mais graves.
Nos casos em que falha o tratamento conservador com fisioterapia.

 Escoliose
Milwaukee

 Escoliose
Boston

TRATAMENTO CIRÚRGICO

A cirurgia é uma boa opção nos casos de escoliose grave (curvas superior a 45º) e/ou quando falha o tratamento conservador com colete

Há dois objetivos primários: Impedir a progressão da curva e melhorar a deformidade estética

Existem diferentes técnicas e métodos. A técnica mais comum é a fusão com enxerto ósseo da parte posterior da coluna associado a colocação de instrumental cirúrgico de metal na região da coluna acometida pela escoliose

Fonte: www.institutodacoluna.com.br

Escoliose

Escoliose é um desvio látero-láteral que ocorre na coluna vertebral, ou seja, a coluna fica deformada lateralmente, formando como se fosse uma letra "s".

Temos curvaturas na coluna que são naturais, são: lordose lombar, cifose torácica e a lordose cervical, veja na figura ao lado para melhor entendimento.

Na figura abaixo estamos vendo a coluna de lado e observamos estas curvaturas naturais em todo ser humano

Escoliose

As curvaturas patológicas são o exagero destas curvaturas, tais como: hiperlordose e hipercifose, que causam os transtornos de saúde como dor, cãibras, dores nas pernas (ciático), parestesia (formigamento e adormecimento de pernas ou mãos), hérnias de disco, etc,

Escoliose é a curvatura no outro eixo da coluna. Quando a olhamos de trás para frente observa-se curvaturas como se fosse uma letra "s" ou, em outros casos com a letra "c". Isto é a escoliose.

Veja nas figuras do quadro abaixo alguns exemplos de escolioses:

Escoliose
Escoliose Torácica em "C"

Escoliose
Escoliose Lombae em "C"

Escoliose
Escoliose

Escoliose
Escoliose - Antes

Escoliose
Escoliose - Depois

A escoliose ocorre, muitas vezes, em conjunto com gibosidade (corcunda) e com rotação das vértebras.

É muito comum a escoliose surgir no início da adolescência, quase sempre sem sintoma algum. O jovem não sente dor nem incômodo algum devido a escoliose.

Na maioria dos casos a escoliose só começará a incomodar apenas na idade adulta adiantada.

Para a redução destas curvaturas patológicas faz-se necessário tratamento prolongado (alguns anos.

Para o tratamento da escoliose eu uso a somatória de 3 técnicas: quiropraxia, r.p.g. (reeducação postural global) e acupuntura.

O ideal seria que os pais detectassem logo no início, o surgimento da escoliose, para evitar o seu agravamento.

Claro que adultos podem tratar sua escoliose, mas quanto antes iniciarmos o tratamento, menor será o tempo necessário.

Caso os pais observem qualquer uma das alterações abaixo devem procurar ajuda profissional:

Estando atrás do jovem observar se existe alguma curvatura lateral
Ombros desnivelados
Clavícula proeminente
Cintura desigual

Fonte: www.drgilberto.com

Escoliose

O que é Escoliose?

Escoliose é o desvio da coluna no sentido lateral e rotacional. Assim, temos a formação de gibosidade vertebral (corcunda) na região toráxica. O desvio rotacional pode ser visto radiologicamente pela assimetria dos pedículos vertebrais e a lateralização da coluna é feita pelo deslocamento a partir do seu eixo central, constituindo-se assim, de deformidades vista no sentido antero-posterior. A escoliose pode estar compensada ou descompensada. A escoliose compensada apresenta os ombros no mesmo nível, revelando que a curva principal se equilibra com a curva compensatória. Curva principal é a curva responsável pela deformidade, e a curva compensatória ou secundária é aquela que busca a compensação para manter o tronco ereto.

As escolioses podem ter diversas etiologias. A mais comum é a idiopática ou escoliose do adolescente, que evolui durante o período de crescimento.

Costumeiramente tem uma curva em "S" e atinge o segmento dorsal e lombar com curvas leves e moderadas. Podemos ter ainda as escolioses congênitas, cujas causas são deformidades congênitas da coluna vertebral. Os principais exemplos estão nas agenesias vertebrais, hemi-vértebras e barras ósseas, constituindo-se em deformidades a partir da concepção, atingindo curvas severas de até 180º, quando a coluna processa uma curva completa sobre si mesma. Invariavelmente o tratamento é cirúrgico e precoce, buscando corrigir o defeito ósseo a partir do seu nascimento.

A paralisia de grupos musculares na sustentação da coluna são causadas pelas escolioses paralíticas.

Observando-se o corpo humano pelas costas, a coluna vertebral normal apresenta-se reta, da cabeça até a região sacral.

Quando a coluna se apresenta curva, no plano das costas, essa deformidade é denominada escoliose, sendo caracterizadas pela curva em "C" e pela hipotrofia muscular, causando assim, a queda lateral da c.v. Outros exemplos de escoliose são causadas por seqüelas de efeitos traumáticos, processos infecciosos, doença de Von-Recklin Gausen (doença pseudo tumoral de estrutura nervosa), as escolioses por doenças endócrinas, por seqüelas das osteosporoses, etc. Podemos ainda classificar as escolioses como funcionais e estruturais.

As funcionais são aquelas cujo desvio da coluna depende de alterações extrínsecas à mesma, como por exemplo o encurtamento com disparidade entre os membros inferiores, causando assim, um desvio do eixo da coluna pela variação de comprimento entre os dois membros.

As estruturais são aquelas em que a causa do desvio encontra-se localizada diretamente com as estruturas ósteo ligamentares vertebrais. Ainda devemos classificar as curvas das deformidades como móveis e rígidas. A importância dessa classificação se faz para o planejamento da correção cirúrgica da deformidade.

Durante a infância, a escoliose afeta meninos e meninas. Na fase adolescente, as meninas são 5 a 8 vezes mais afetadas pela escoliose. Entretanto, 90% dos casos de escoliose idiopáticas são devidos a acréscimos moderados da curvatura da coluna e, geralmente, não são contemplados com tratamento intensivo.

Durante a juventude, geralmente, a escoliose não apresenta processos de dor. Se a escoliose não for corrigida, na fase adulta,podem ocorrer dores nas costas.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos.

A cada aplicação ocorrerá uma redução nas curvaturas, nos pontos mais críticos, em um processo totalmente indolor. É recomendável que o emprego de MAGNASPINE(r) seja acompanhado por uma fisioterapia que vá adaptando a musculatura às novas posições alcançadas pela coluna. Entretanto, mesmo sem esse acompanhamento, MAGNASPINE(r) conseguira reduzir as curvaturas mas, obviamente, com um tempo maior. Neste caso seria recomendável um acompanhamento com natação.

IMPORTANTE:

O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro: Costa Plana, Hérnia de disco.

Escoliose
Coluna normal

Escoliose
Coluna com escoliose

A escoliose não deve ser confundida com má postura.

Quando a causa é desconhecida ela recebe o nome de escoliose idiopática.

Aproximadamente 85% das escolioses são idiopáticas. É a grande maioria.

Durante a infância, a escoliose afeta meninos e meninas.

Na fase adolescente, as meninas são 5 a 8 vezes mais afetadas pela escoliose. Entretanto, 90% dos casos de escoliose idiopáticas são devidos a acréscimos moderados da curvatura da coluna e, geralmente, não são contemplados com tratamento intensivo.

Durante a juventude, geralmente, a escoliose não apresenta processos de dor. Se a escoliose não for corrigida, na fase adulta,podem ocorrer dores nas costas.

No plano das costas, parte da musculatura atua mantendo a coluna reta e estável. Para isso a natureza fez esses músculos aos pares e simétricos.

Quando um músculo fica mais tensionado que o seu par, ele acaba puxando a coluna para o seu lado e, assim, provoca a escoliose.

Para os casos onde as deformidades da coluna não forem causadas por doenças nos ossos ( osteoporose, tuberculose etc ) ou deformações nas vértebras, é obvio que o tratamento deve reconduzir a coluna para a posição normal e, através da fisioterapia, desenvolver a musculatura interessada para mantê-la na posição corrigida.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos. Na figura abaixo mostra-se a ação física de uma força de tração na coluna.

Fonte: www.magnaspine.com.br

Escoliose

Escoliose é um desvio tri-dimensional da coluna e dos arcos costais (ou costelas). A deformidade resultante lembra o formato de uma escada em espiral.

A curvatura resultante é, portanto, uma resposta a um movimento torsional de toda a coluna vertebral. Geralmente, diz-se que a coluna adquire a forma de um "S".

A escoliose também consiste de uma rotação importante das vértebras na convexidade (parte de fora) da curva. Isto explica, em parte, a formação da giba torácica (proeminência dos arcos costais num lado do tórax) e da giba lombar (pelo deslocamento dos músculos que estão acima das vértebras.

Este problema não está associado, de forma alguma, a problemas posturais ou ao uso de mochilas.

COMO A ESCOLIOSE AFETA SEU CORPO?

Um ombro é geralmente mais alto que o outro devido à curvatura escoliótica.

Uma das escápulas pode ser mais proeminente que a outra.

Os seios podem parecer assimétricos. Um deles, geralmente o direito, pode não parecer tão desenvolvido quanto o outro, devido à deformidade na região torácica.

A escoliose e a alteração dos arcos costais pode causar um giba (corcunda) na região dorsal.

A linha da cintura está desviada e é mais aberta na concavidade da escoliose.

Um quadril pode ser mais alto que o outro devido a diferença no comprimento dos membros inferiores ou deformidade do osso do quadril. Esses problemas, algumas vezes, estão associados a escoliose.

Dor nas costas, apesar de incomum, pode estar presente na escoliose.

TIPOS DE ESCOLIOSE

Existem trës tipos principais de escoliose:

1) ESCOLIOSE IDIOPÁTICA

Idiopática significa que a causa exata desta condição é desconhecida. 80% dos pacientes com escoliose sofrem de escoliose idiopática.

2)ESCOLIOSE CONGÊNITA

Este tipo de escoliose é secundário a uma deformidade na vértebra, que está presente ao nascimento e é visível em radiografias.

3)OUTROS TIPOS DE ESCOLIOSE

Escoliose Neuromuscular resulta de uma doença neurológia, muscular ou neuromuscular.

Escoliose Pós-Traumática pode ocorrer após fratura da coluna, secundária à lesão das estruturas ósseas.

PROGRESSÃO NATURAL DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA

Ao nascimento, a coluna vertebral está alinhada.

A deformidade da coluna pode começar logo aos primeiros anos de vida, mas na maioria das vezes não aparece até o início da puberdade (por volta dos 10 anos de idade).

A escoliose atinge seu período máximo de deformação entre os 10 e 14 anos de idade, que coincide com o estirão de crescimento da adolescência (período de crescimento rápido que ocorre no início da puberdade).

A escoliose afeta 2 a 4% da população.

Cinco em cada 1000 pessoas têm curvas maiores que 20 graus.

Uma em cada 1000 pessoas tem curva maior que 40 graus.

Entre os adolescentes, a escoliose afeta meninos e meninas na mesma proporção, se levarmos em consideração curvas menores que 10 graus. Entretanto, a medida que a gravidade da escoliose aumenta, a proporção de meninas acometidas em relação a meninos também aumenta.

Se uma menina não teve sua primeira menstruação (ou menarca), existe uma chance de 50% de que a escoliose irá progredir. Se ela já teve a menarca, a chance de que a escoliose progrida é de 20%.

O início dos ciclos menstruais indica que a jovem já encerrou seu estirão de crescimento e que a fase de deformação rápida da escoliose está no fim.

No sexo masculino, este período corresponde à mudança no timbre da voz e ao aparecimento de pelos pubianos. O final do crescimento ocorre entre os 16 e 17 anos nas mulheres e entre os17 e 18 anos nos homens.

CIRURGIA: PORQUE E QUANDO

Como já foi explicado, a escoliose progride e piora durante o estirão de crescimento. Além disso, algumas curvas pioram mais que as outras, e algumas curvas pioram mesmo com o uso do colete.

O uso do colete visa conter a progressão da curvatura escoliótica durante o estirão de crescimento, mesmo que posteriormente haja necessidade de cirurgia.

Os objetivos da cirurgia são os seguintes:

Redução da curvatura
Bloqueio da progressão da deformidade
Prevenção de problemas cardio-respiratórios e neurológicos
Melhor aparência estética do paciente
Melhor qualidade de vida no futuro

A cirurgia geralmente é capaz de reduzir a escoliose em 50 a 70%, mas não necessariamente retira a gibosidade dorsal

O principal objetivo da cirurgia é realinhar a coluna através de implantes metálicos inseridos permanentemente nas vértebras. Estes implantes auxiliam na redução da deformidade e da gibosidade dorsal. Esta última diminui com a cirurgia, mas raramente desaparece por completo. Em casos onde a gibosidade é muito grande, o cirurgião pode propor um cirurgia alternativa para correção desta.

Nenhuma cirurgia para escoliose é obrigatória se não há risco de vida ao paciente. Entretanto, curvas maiores que 40-50 graus tendem a progredir mesmo após o final do crescimento.

Grandes deformidades podem levar a problemas cardio-respiratórios e a dor crônica. Além disto, quanto maior a curva, mais difícil é a correção e menor a redução da deformidade; os resultados não são tão bons quanto as cirurgias para curvas menores, e os riscos cirúrgicos também aumentam.

VANTAGENS DA CIRURGIA NO ADOLESCENTE

PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
Uma escoliose grave, se deixada sem tratamento, pode resultar em problemas respiratórios devido à deformação progressiva do tórax, por volta dos 40-50 anos de idade.

FLEXIBILIDADE DA COLUNA
Normalmente nosso corpo é mais flexível quando somos mais jovens. O mesmo se aplica à coluna vertebral, facilitando a correção cirúrgica e o realinhamento da coluna.
ALTERAÇÕES ESTÉTICAS

Com a progressão da escoliose, a gibosidade dorsal torna-se mais pronunciada, o tronco pode aparentar estar deslocado lateralmente em relação aos quadris, um seio pode ficar mais proeminente que o outro, e a linha do quadril torna-se assimétrica. Todas essas alterações, somadas, pode causar problemas psicológicos ao paciente.

MELHOR FORMA FÍSICA E RECUPERAÇÃO MAIS RÁPIDA
De uma maneira geral, temos uma melhor saúde quando jovens, com uma recuperação mais rápida e menor risco de complicações. Ainda, é muito mais fácil se recuperar de uma cirurgia quando não existem obrigações (trabalho, filhos, casa, etc...). Se um adolescente requer semanas para se recuperar de uma cirurgia, um adulto pode necessitar de vários meses de recuperação.

Período Hospitalar

PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO

Alguns hospitais requerem que o paciente esteja internado na noite anterior à cirurgia. Outros preferem que você chegue na manhã da cirurgia, permitindo que você durma em casa. Entretanto, você deve chegar ao hospital por volta das 6:00 AM para que não ocorram atrasos na cirurgia.

Você não deve ingerir alimentos ou líquidos a partir das 10:00 PM na noite anterior à sua cirurgia.

ACOMODAÇÕES

Seus pais podem permanecer no hospital durante seu internamento. Apenas uma pessoa pode passar a noite no quarto com você. Caso haja necessidade de permanecer na unidade de recuperação após a cirurgia, as regras dessa unidade serão explicadas a você no hospital.

CONSENTIMENTO INFORMADO - AUTORIZAÇÃO PARA CIRURGIA

Do ponto de vista Legal, você pode aceitar ou recusar a cirurgia. Se você concorda em submeter-se ao procedimento cirúrgico, você deve assinar uma autorização. Através deste, você permite ao cirurgião a realização da cirurgia e ao anestesista a indução da anestesia. Este documento protege os seus direitos, assim como os do seu médico e os do hospital.

Caso você seja menor de idade, um de seus pais ou responsável deve assinar o termo de consentimento.

ANESTESIA

Seu anestesista fará uma avaliação antes da cirurgia. Esta pode ser feita no consultório, ou logo após seu internamento no hospital. Ele será responsável por lhe explicar o procedimento de anestesia, e caso necessário, poderá lhe prescrever uma medicação para lhe ajudar a dormir na noite anterior à cirurgia.

A MANHÃ DA CIRURGIA

Você deve estar em jejum desde a noite anterior a cirugia. isto inclui balas e gomas de mascar. Isto é fundamental para evitar o risco de vômito e aspiração do conteúdo do seu estômago para dentro dos pulmões durante a cirurgia.

Você deve lavar todo seu corpo antes da cirurgia, incluindo seu cabelo. Suas unhas devem estar curtas e limpas, sem esmalte. Evite o uso de cremes e perfumes, e se seu cabelo for longo você deve utilizar um prendedor de cabelo não metálico (elástico) para prender seu cabelo para trás. O uso de maquiagem não é permitido no dia da cirurgia.

Medicações de rotina: se você usa algum medicamento rotineiramente, avise seu médico e anestesista. Traga as medicações com você, mas elas devem ser administradas pela equipe hospitalar, já que algumas doses podem ser modificadas durante seu internamento.

Se você utiliza pílulas anti-concepcionais, avise seu médico. Alguns hematologistas recomendam que seu uso seja interrompido um mês antes da cirurgia.

Lentes de contato não devem ser utilizadas no seu internamento. Lembre-se de trazer óculos com você caso esteja acostumado a usá-los.

INDO AO CENTRO CIRÚRGICO

Lembre-se que seus pais ou acompanhantes podem ir com você até a entrada do centro cirúrgico com você, mas permaneceram fora dele durante a cirurgia. É rotina que os pacientes sejam levados ao centro cirúrgico numa maca ou na própria cama.

SALA DE CIRURGIA

Você será recebido pela equipe de enfermagem, que será responsável por você durante toda a cirurgia. Alguns aparelhos serão conectados ao seu corpo para melhor controle de seus dados vitais.

É recomendável que seus pais aguardem no quarto durante a cirurgia, já que o procedimento dura cerca de 4-5 horas. A equipe de enfermagem geralmente comunica a família, por telefone, sobre o andamento da cirurgia.

ANESTESIA

O anestesista fará com que você adormeça fazendo com que você respire através de uma máscara e injetando medicamentos através de uma acesso venoso, que ele mesmo instalará no seu braço.

Uma vez dormindo, um tubo será posicionado nas suas vias respiratórias, através da sua boca. Isso permite ventilar seus pulmões e uma oxigenação perfeita de todo seu corpo durante a cirurgia.

Em algumas cirurgias, há necessidade de transfusão sanguínea, que é determinada pelo anestesista em conjunto com o cirurgião. Esse sangue geralmente é retirado do seu próprio corpo antes da cirurgia (num processo chamado autodoação), ou em alguns casos pode ser doado por seus pais ou familiares.

INCISÃO CIRÚRGICA

Após a anestesia, o cirurgião irá preparar a sua pele para a cirurgia com uma solução de povedine-iodo. É importante que você avise a equipe médica em caso de alergia a IODO, pois outros produtos podem ser utilizados em seu lugar. Em seguida, campos estéreis são colocados sobre seu corpo ao redor da área a ser operada, com o objetivo de evitar infecções.

O tamanho e local da incisão varia com o tipo de cirugia planejada, tipo de intrumentos a serem implantados, e com a preferência do cirurgião. Uma segunda incisão pode ser necessária, caso haja necessidade de retirar enxerto ósseo, na região da pelve (cintura).

IMPLANTES CIRÚRGICOS

Parafusos, ganchos e hastes feitos de aço ou titânio são utilizados para auxiliar na correção da deformidade. Rejeição a este tipo de metal é extremamente rara, já que são bem tolerados pelo seu corpo.

Existem várias técnicas similares para tratar a escoliose cirugicamente.

Independente do material utilizado, o objetivo é o mesmo: inserir o implante nas vértebras para corrigir a deformidade.

ARTRODESE (FUSÃO ÓSSEA)

A fusão óssea permite que a correção de deformidade não seja perdida no futuro. Ela ocorre através da colocação de pequena quantidade de osso retirado de seu osso ilíaco (o osso da bacia), sobre as articulações da coluna, expostas durante a cirurgia.

Os implantes metálicos obtêm a correção imediata da deformidade, mas sua principal função é manter a coluna alinhada até que a fusão óssea ocorra. Sem isso, com o tempo os implantes podem se enfraquecer e quebrar.

WAKE-UP TEST (TESTE DO DESPERTAR)

Uma fez feita a correção cirúrgica, é importante saber que esta não interferiu no funcionamento da medula espinhal. Isto é feito através de uma redução gradual da anestesia, até que você acorde. O anestesista pedirá que você mova seus pés, e sua resposta será observada por um dos auxiliares cirúrgicos. Assim que o teste termine você voltará a dormir. As medicações analgésicas aplicadas pelo anestesista impedem que você sinta qualquer dor durante este procedimento, e na maioria das vezes o paciente não lembra de ter realizado o teste.

Caso o teste mostre alguma modificação no movimento das pernas, o cirurgião reduz a correção da deformidade até que estes sejam normalizados, e caso a alteração persista, todos os implantes são retirados, e o tratamento deve ser modificado. Este teste é feito de rotina, mas o risco de alteração do funcionamento dos nervos ocorre apenas em curvas maiores que 80 graus, ou quanto alguma alteração prévia da medula espinhal existe.

FIM DA CIRURGIA

Uma vez encerrada a cirurgia, a incisão cirúrgica é fechada com fios de sutura que serão absorvidos pelo seu próprio corpo. Isto significa que NÃO há necessidade de retirar os pontos posteriormente. Você será levado a uma área de recuperação, até que recupere completamente a consciência e seus dados vitais sejam reestabilizados.

OUTRAS TÉCNICAS CIRÚRGICAS

Toracoplastia

Envolve a correção da deformidade das costelas (giba), através do encurtamento de algumas costelas. Este procedimento é feito por questões estéticas, e sua necessidade deve ser discutida entre cirurgião e paciente antes da cirurgia. Como envolve os arcos costais, pode causar alguma limitação dos movimentos respiratórios após a cirurgia.

Toracotomia

A correção de alguns tipos de deformidade pode envolver uma cirurgia na parte anterior da coluna, através do tórax (toracotomia), onde a remoção de uma das costelas permite que o cirurgião tenha acesso à coluna. Este procedimento pode ser feito isoladamente (cirurgia anterior apenas) ou em conjunto com a cirurgia posterior. Há a necessidade da instalação de um dreno torácico após a cirurgia para permitir que os pulmões voltem a se expandir, o que pode causar um desconforto extra por um ou dois dias após a cirurgia. Em alguns casos, essa operação pode ser feita através de vídeo cirurgia, com incisões menores que as convencionais. Entretanto, a eficácia da cirurgia vídeo-assistida ainda deve ser comprovada em estudos científicos.

COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS

Complicações durante cirurgias para escoliose são extremamente raras, e a maioria das operações são conduzidas sem problemas.

Entretanto, em alguns casos, complicações podem ocorrer. Felizmente a maioria destas complicações pode ser resolvida graças à experiência da equipe cirúrgica.

Complicações Relacionadas à Cirurgia da Coluna

Problemas Neurológicos

O risco de complicações neurológicas foi estimado em 0,7% pela Sociedade Americana de Pesquisa em Escoliose, sendo que a maioria dos pacientes afetados recupera-se completamente. Dentre as causas estão compressão da medula espinhal ou nervos pelos implantes metálicos, hematoma epidural, ou correção excessiva da deformidade. Obviamente, vários testes são feitos durante a cirurgia para evitar que isso ocorra.

Hemorragia

Cerca de 3% das cirurgias para escoliose podem cursar com sangramento excessivo. Esse problema é corrigido durante o procedimento com a administração de líquidos (soro, ringer ou sangue) para manutenção de pressão sanguínea adequada.

Problemas respiratórios

Durante a realização de cirurgia por via anterior (toracotomia) ou na ressecção de costelas (toracoplastia), pode haver dificuldade para expandir os pulmões adequadamente. Neste caso, o cirurgião precisa inserir um dreno de tórax por alguns dias, para manter a pressão dentro do tórax e drenas eventuais sangramentos na cavidade torácica.

Após a cirurgia, uma boa função pulmonar ajuda a evitar infecções respiratórias. Por isso é importante que você realize exercícios respiratórios logo após a cirurgia, mesmo que isso lhe cause alguma dor.

Problemas intestinais

Vômitos e náuseas são comuns após a cirurgia, e são manejados com medicamentos específicos para reduzir o desconforto causado por estes problemas. Alguns pacientes apresentam dificuldade para recuperar o funcionamento normal do intestino após cirurgia para coluna; isso requer controle da ingesta de alimentos, para que o problema não se agrave. Medicamentos laxativos podem ser necessários se não houver movimento intestinal após o quarto ou quinto dia pós-operatório.

INFECÇÃO

Esta é uma das complicações mais comuns envolvendo qualquer procedimento cirúrgico. Quanto mais complexa e prolongada a cirurgia, maior é a perda sangúinea, maior o tempo de anestesia, e maior é o tempo de exposição do corpo. Todas essas condições aumetam o risco de infecção, que no caso da cirurgia para escoliose, varia de 1 a 5%.

O próprio paciente é uma fonte de microorganismo que podem contaminar o local da cirurgia, levando à infecção apesar do uso de antibióticos. Outros fatores, como idade elevada, desnutrição, obesidade, imunossupressão, diabetes, uso de corticóides, e uma infecção pré-existente, podem aumentar o risco de infecção pós-operatória.

Problemas Circulatórios

Apesar de raros em crianças e adolescentes, há a preocupação com Tromboflebites sempre que um paciente fica acamado. Movimentação precoce após a cirurgia, e em alguns casos o uso de meias compressivas especiais, auxiliam a reduzir o risco de alteração na circulação das pernas. Caso isso ocorra, medicamentos específicos são utilizados para fazer com que a circulação volte ao normal.

Parada Cardíaca

Sempre existe um risco, ainda que mínimo, de parada cardíaca toda vez que uma anestesia é aplicada. Na maioria das vezes é impossível prever sua ocorrência.

Através da monitorização do paciente durante a cirurgia, alterações são detectadas precocemente, e medidas são tomadas antes que uma parada cardíaca possa ocorrer. Ainda, anestesistas são peritos em manobras para reverter qualquer complicação cardíaca que possa ocorrer durante a cirurgia.

COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS

Complicações durante cirurgias para escoliose são extremamente raras, e a maioria das operações são conduzidas sem problemas. Entretanto, em alguns casos, complicações podem ocorrer. Felizmente a maioria destas complicações pode ser resolvida graças à experiência da equipe cirúrgica.

PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO

Assim que você deixar o centro cirúrgico, você ainda estará sob efeito dos anestésicos. Algum tempo depois, é natural que você sinta alguma dor. Existem medicamentos prescritos pelo seu médico, e que serão aplicados pela equipe de enfermagem, que controlarão essa dor pós-operatória.

Você também pode sentir uma sensação de desconforto e dificuldade para encontrar uma posição cômoda, mas isso faz parte de um processo de adaptação do seu corpo a um novo alinhamento de sua coluna.

Edema

Você pode apresentar um aumento de volume, que é mais evidente na face e mãos, e este decorre da grande quantidade de líquidos que você recebe durante a cirurgia e por ter ficado muito tempo numa mesma posição (o que é necessário para a cirurgia). Este edema pode levar até três dias para desaparecer completamente.

Acesso Venoso

Uma pequena cânula permanecerá conectada a uma veia no seu braço, permitindo que você receba hidratação adequada, antibióticos e analgésicos, nas 48 horas que seguem a cirurgia.

Sonda Urinária

Esta é inserida antes da cirurgia para esvaziar sua bexiga, e é mantida por 24 horas para evitar o desconforto de ir ao banheiro no período que se segue à cirurgia. Assim que você se sentir confiante para deixar a cama, o cateter é retirado.

Incisão Cirúrgica

A equipe de enfermagem será responsável por averiguar os curativos periodicamente, e trocá-los quando necessário.

Drenos

Muitas vezes drenos são posicionados na região da cirurgia ou no tórax (nas toracotomias e toracoplastias), para evitar que sangue se acumule nos locais operados. Estes são removidos entre 24 e 48 horas após a cirurgia.

Exercícios Respiratórios

É fundamental que você realize exercícios após a cirurgia, permitindo uma recuperação mais rápida e evitando o acúmulo de secreções no pulmão.

Visitas

Seus pais e membros diretos da sua família podem visitá-lo no hospital. Entretanto, você precisa de repouso para se recuperar o mais rápido possível; recomendamos que visitas sejam restritas nas 48 horas que se seguem à cirurgia.

Mobilização

Você ficará deitada nas primeiras 12 a 24 horas após a cirurgia, e a equipe de enfermagem será responsável a ajudar na mdança de posição na cama, para aumentar seu conforto. Assim que você se sentir confiante, a cama será reclinada gradualmente até que você esteja completamente sentado. Apartir deste momento você pode tentar sair da cama e ir ao banheiro ou sentar-se numa cadiera por curtos períodos de tempo.

Dieta

Assim que seu intestino volte a funcionar, você pode iniciar sua alimentação, gradualmente. Nas primeiras 24-48 horas, é preferível uma dieta leve, com sucos e sopas.

Exercícios

Apesar de estar acamado nos primeiros dias do período pós operatório, você deve mobilizar braços e pernas logo nas primeiras 24 horas; geralmente um fisioterapeuta ou seu médico orientam esses exercícios.

Alta Hospitalar

Depende do tipo de cirurgia e da sua recuperação. O período médio de internamento é de 4 a 5 dias.

RECUPERAÇÃO

Nas primeiras semanas que se seguem à cirurgia, você precisará de alguma ajuda para sair da cama, ir ao banheiro, ou tomar banho.

A dor decorrente da cirurgia deve diminuir gradualmente, tanto na coluna quanto na pelve (caso tenha sido retirado enxerto ósseo). A medicação para dor, deve ser utilizada somente quando necessário.

Higiene

Você pode tomar banhos de chuveiro em casa, mas recomendamos que utilize uma cadeira plástica, para evitar quedas, já que neste período você pode não estar acostumado ao novo alinhamento do seu corpo. Banhos de banheira são permitidos após duas semanas da cirurgia. Tenha sempre alguém na casa e não tranque a porta do banheiro, caso você não se sinta bem.

Cuidados com a cicatriz: evite cremes e perfumes no primeiro mês.

Não recomendamos que a cicatriz seja exposta ao sol no primeiro ano após a cirurgia, pelo risco de causar uma cicatriz aumentada e de coloração distinta à da sua pele. Procure aplicar protetor solar a cada duas horas sobre a área operada.

Alguns dermatologistas recomendam o uso de um creme de vitamina E para auxiliar na remodelação da cicatriz a partir da quarta semana pós-operatória.

Caso note aumento de volume, secreção ou alteração de cor ao redor da cicatriz, comunique seu cirurgião, para certificar-se que tudo está bem.

Ainda, você pode notar uma alteração temporária da sensibilidade ao redor da cicatriz, que deve desaparecer gradualmente em um ou dois meses.

Dieta

É comum, após um cirurgia longa como a da escoliose, que você não tenha apetite. É melhor para sua digestão que você faça diversas pequenas refeições durante o dia (de 4 a 6). Você também deve tomar cerca de 8 copos de água por dia. Frutas e vegetais são uma rica fonte de fibras, que auxiliarão seu intestino a funcionar normalmente. Ainda, vegetais ricos em ferro e carnes vermelhas auxiliam na recuperação dos níveis de ferro no seu sangue.

Reabilitação

Após duas semanas, reabilitação ajudará na recuperação de seu equilíbrio e flexibilidade, assim como no fortalecimento de sua musculatura.

Retorno às atividades normais

Quando em casa, procure fazer duas a três caminhadas ao dia, aumentando a distância gradualmente. Além de recuperar sua forma física rapidamente, exercícios estimulam o crescimento ósseo, auxiliando na consolidação do enxerto.

Você deve se programar para ficar um mês sem ir à escola / trabalho após a cirurgia. Uma sugestão é ter um programa de estudos em casa nesse mês.

Outros efeitos da cirurgia

O stress de uma cirurgia pode, algumas vezes, causar alterações no ciclo menstrual. Não existe motivo para preocupações, já que este evento é temporário.

Você deve ser reavaliada pelo seu cirurgião 4 semanas após a cirurgia, quando uma radiografia será feita, para que seu médico se certifique de que a recuperação está ocorrendo normalmente.

Fonte: www.viallespine.com.br

Escoliose

INTRODUÇÃO

A escoliose envolve uma modificação estrutural das vértebras e costelas com rotação vertebral no plano transverso, desvio lateral no plano frontal e lordose no plano sagital, o que esteticamente gera transtornos, principalmente em crianças e adolescentes por seu caráter evolutivo (DICKSON & LEATHERMAN, 1988; DICKSON & LEATHERMAN, In DICKSON, 1990).

Vários autores têm pesquisado alguns métodos de mensuração dessas deformidades nos três planos a fim de acompanhar a evolução das mesmas (THULBOURNE & GILLESPIE, 1976; WEINSTEIN, ZAVALA, PONSETI, 1981; DICKSON, 1983; DUVAL-BEAUPÈRE & LAMIREAU, 1985; TURNER-SMITH et al., 1988; CRUICKSHANK, KOIKE, DICKSON, 1989; NISSINEN et al., 1989; CARR et al.,1989, 1991; CARMAN, BROWNE, BIRCH, 1990; PEARSALL, REID, HESSEN, 1992; DUVAL-BEAUPÈRE, 1992, 1996; SCUTT, DANGERFIELD, DORGAN, 1996; SOUCACOS et al.,1997; THEOLOGIS et al.,1997).

As deformidades vertebrais na escoliose estão intimamente relacionadas com sua patogênese, que permanece desconhecida, especialmente na escoliose idiopática, o que representa mais de 80% de todas as escolioses. Consequentemente, muitas hipóteses têm sido apresentadas, focalizando sobre fatores genéticos, esqueléticos, miogênicos, tóxicos ou químicos, mecânicos ou biomecânicos, neurohormonais e neurogênicos. Até agora, nenhuma dessas hipóteses foram convincentes. (BYRD III, 1988; COILLARD & RIVARD, 1996).

SMITH & FERNIE (1991), estudando a biomecânica funcional da coluna, relataram que a coluna vertebral, quando curvada dentro de seu estado normal, mais ainda sob condições de escoliose, é um sistema inerentemente instável, requerendo suporte muscular ativo para manter sua postura. A progressão de uma curva escoliótica pode ser vista como uma deformação planejada em escalas combinadas por alterações devido ao crescimento. A presença de rotação axial combinada com inclinação lateral, pode contribuir para o desenvolvimento de curvas escolióticas exageradas. A deformidade do corpo vertebral que acompanha a escoliose, vai destruindo qualquer simetria e vai adicionando um estado de desequilíbrio.

Por ser um tema tão abrangente, a escoliose tem conduzido pesquisas, principalmente no que diz respeito à deformidade produzida na superfície corpórea, e sua relação com a deformidade anatômica estrutural pela rotação dos corpos vertebrais e a magnitude da angulação na curva escoliótica.

ETIOLOGIA E INCIDÊNCIA DA ESCOLIOSE

A escoliose pode ser classificada segundo sua etiologia em estrutural e não estrutural. Na primeira temos a idiopática, a neuromuscular e a osteopática; a não estrutural pode ser causada pela discrepância de membros inferiores, espasmo ou dor nos músculos da coluna vertebral por compressão de raiz nervosa ou outra lesão na coluna e ainda pelo posicionamento do tronco (KISNER & COLBY, 1987).

Segundo THOMSON, SKINNER, PIERCY (1994), a escoliose idiopática é responsável pela maioria dos casos de escoliose estrutural que não dependem de processos patológicos ou de traumas ósseos. A escoliose idiopática pode ocorrer na infância e na adolescência e pode afetar qualquer parte da coluna secundária acima ou abaixo, dependendo da posição da primária. A curva tende a aumentar até a cessação do crescimento esquelético, sendo de pior prognóstico as torácicas devido à rotação da caixa torácica e conseqüente efeito sobre a respiração e sistema cardiovascular.

DICKSON (1983), realizou um estudo epidemiológico em crianças em idade escolar e constatou 3 tipos de escoliose: escoliose por inclinação pélvica (aproximadamente 40% dos casos); escoliose vertebral (60% dos casos); escoliose progressiva (10% das escoliose vertebrais que mediram 10o ou mais e que progrediram 5o ou mais por ano). Essa assemelha-se à escoliose idiopática, pois em garotas com curvas torácicas à direita o potencial de progressão é considerável, sendo que o índice de prevalência foi de aproximadamente 15%. Nas escoliose por inclinação da pelve, nenhuma progressão ocorreu durante o presente estudo.

GIBOSIDADE

A escoliose estrutural é caracterizada pela presença de um proeminência rotacional no lado convexo da curva. Nesta, as vértebras são rodadas no sentido da convexidade, que é melhor visualizada quando o paciente realiza uma flexão anterior de tronco, produzindo uma gibosidade. Essa gibosidade é uma alteração no formato da superfície do tronco de difícil correção, provavelmente resultante da deformidade da caixa torácica, quando na região torácica, sendo este um importante componente da escoliose que ainda não é bem entendido. Se a gibosidade for localizada na região lombar, caracteriza-se por uma proeminência ou maior volume da musculatura e pode ser correlacionada com a magnitude da deformidade espinhal (THULBOURNE & GILLESPIE, 1976; STOKES, ARMSTRONG, MORELAND, 1988; STOKES, 1989).

A postura de flexão anterior da coluna para observar e medir a gibosidade também é conhecida como teste de Adams e transformou-se na posição padrão para detectar escoliose. Essa posição de flexão anterior de tronco com o paciente em posição ortostática parece produzir a acentuação da deformidade na superfície do tronco, que é associada a uma deformidade vertebral subjacente em pacientes com escoliose. O aparente aumento da proeminência da deformidade na superfície do tronco durante a flexão anterior é a base do teste de avaliação, recomendado pela Sociedade de Pesquisas em escoliose e usado extensivamente por todo o mundo (DICKSON & LEATHERMAN, 1988). CARR et al. (1991), acrescenta que a deformidade da caixa torácica causa uma elevação do lado da convexidade e depressão do lado da concavidade.

Segundo THULBOURNE & GILLESPIE (1976), na escoliose idiopática o mais importante componente é a gibosidade torácica, e ainda acrescenta que é a característica mais ressentida pelo paciente. Os autores usaram um método simples de mensurar a deformidade das costelas em escoliose idiopática através de um instrumento que consiste de uma série de faixas móveis, que acompanha um nível d’água.

CAILLIET (1977), usou um instrumento composto de três réguas para medir o lado côncavo e convexo da gibosidade na curva escoliótica e usou também um outro instrumento com uma agulha oscilante sobre uma bolha de ar que fornecia o ângulo da obliqüidade numa escala em graus. Segundo ele, há muitos métodos para medir objetivamente a deformidade de rotação da coluna escoliótica.

SURÓS (1977), também usou um hidrogoniômetro de Rippstein, que fornecia a medida em graus, assim como fez uso de uma medida mais simples, através de uma régua e um nível d’água, que fornecia em milímetros a quantidade de gibosidade.

DUVAL-BEAUPÈRE & LAMIREAU (1985), relataram que a altura da gibosidade está diretamente correlacionada com a velocidade de progressão da escoliose, e também com o ângulo de Cobb na posição supina. DUVAL-BEAUPÈRE (1992, 1996), usou um nível d’água para medir gibosidade em escoliose, na posição sentada com flexão anterior do tronco. Os resultados mostraram que 95% dos pacientes estudados que apresentavam ângulo de Cobb inicial em supino maior que 17° ou ortostático de 24° ou gibosidade maior que 11mm, mostravam uma escoliose progressiva. O mesmo autor em 1996, repetiu o experimento e declarou que nenhum prognóstico pode ser feito baseado nestes parâmetros citados anteriormente, mas se na primeira avaliação, estes excedem os valores limiares, o risco de piora é bem maior e a escoliose provavelmente progredirá.

BUNNELL & DELAWARE (1984); BUNNELL (1993), utilizaram o escoliômetro, que é um instrumento que é colocado na superfície do tronco e fornece o ângulo de inclinação torácica, ou seja, a medida da gibosidade em graus.

O escoliômetro, segundo MURRELL et al. (1993), tem sido proposto como sendo um objeto simples e não invasivo para exame e acesso na progressão da escoliose. O paciente permanece em flexão anterior e o instrumento é colocado em sua região torácica, e o maior grau de rotação é visualizado. Uma mensuração similar pode ser feita na região lombar.

NISSINEN et al. (1989), utilizaram um nível d’água e o escoliômetro em escolares para avaliar a assimetria do tronco e escoliose. O tamanho da gibosidade em milímetros e em graus era maior em garotas, e a maioria das crianças (61%) tinham gibosidade de 1-5mm; 20%, aproximadamente, tinham gibosidade de 6mm ou mais. Existiu uma correlação positiva entre o tamanho da gibosidade e o ângulo de rotação do tronco medido através do escoliômetro; e houve uma discreta correlação entre o tamanho da gibosidade e o ângulo de Cobb.

PEARSALL, REID, HEDDEN (1992), realizaram uma pesquisa com 14 sujeitos com escoliose idiopática adolescente e utilizaram três métodos não invasivos para mensurar escoliose, através do contorno do tronco. Eles usaram o escoliômetro, um aparelho de contorno do tronco (back contour device) e a imagem fotográfica de Moiré e correlacionaram com o ângulo de Cobb de radiografias em ântero-posterior. A possível vantagem dessas medidas é que fornecem um registro quantitativo que pode ser usado para verificar a progressão ou regressão da curva escoliótica.

Esse método teve como resultado que as correlações das medidas com o ângulo de Cobb na região torácica foram estatisticamente significantes para o escoliômetro, aparelho de contorno posterior e imagem fotográfica de Moiré. Entretanto, na região lombar as mesmas não foram identificadas. O estudo mostra ainda que, se existir um movimento associado entre a rotação axial e inclinação lateral na coluna escoliótica, as observações propostas parecem razoáveis, isto é, a severidade da inclinação lateral pode ser proporcional ao grau de rotação vertebral, conduzindo para a rotação do tronco e costelas dentro da região torácica.

Apesar dos resultados obtidos sugerirem que esses métodos não invasivos sejam indicadores razoáveis das condições escolióticas da coluna torácica e para diagnóstico clínico preciso do estado escoliótico de toda coluna, a investigação radiográfica ainda se faz necessária.

A flexão anterior é o melhor prognóstico para escoliose no adolescente em crescimento (NISSINEN et al., 1992). Esse autor concluiu que todas as crianças em que a escoliose idiopática progressiva se desenvolveu, tiveram uma assimetria visível na idade de 10 anos. Um número de fatores relatados com a assimetria de tronco, postura e crescimento, independentemente um do outro, predispõe ao desenvolvimento de uma manifestação clínica de escoliose.

SCUTT, DANGERFIELD, DORGAN (1996), sugerem que a adoção de uma posição padronizada, a mensuração da deformidade na superfície através de radiografia, permitirá consistência de julgamentos clínicos baseado sobre estes parâmetros.

Os autores investigaram 27 pacientes com escoliose idiopática do adolescente e usaram o escoliômetro para medir o ângulo de inclinação torácica em três posições: flexão anterior na posição ortostática e na posição sentada e em decúbito ventral. Houve uma boa correlação do ângulo de inclinação torácica quando medido na posição de decúbito ventral com as medidas radiográficas de rotação vertebral e do ângulo de Cobb. Essa medida em decúbito ventral era menos sujeita à mudanças de posição do paciente e mais confortável para o mesmo, particularmente se estivesse em período pós operatório. Quando em posição de flexão anterior na posição ortostática, a gibosidade era melhor observada, sendo importante por tornar aparente deformidades pequenas que serão mensuradas.

SOUCACOS et al. (1997), utilizaram o teste de Adams e um nível d’água para estudar a prevalência de escoliose em escolares. Após a mensuração com a régua e um nível d’água, as crianças que apresentavam gibosidade maior do que cinco milímetros eram encaminhadas para exame radiológico para confirmação da presença de escoliose. Das 4185 crianças avaliadas por radiografia, 1402 apresentavam assimetria no teste de Adams, mas radiologicamente não havia escoliose. A avaliação de escolares com escoliose usando um teste simples parece ser um efetivo meio para a precoce detecção e acompanhamento de escoliose e outras deformidades vertebrais.

Mensurações não invasivas seriadas do contorno da superfície do tronco, particularmente o tamanho da gibosidade, podem predizer a progressão da escoliose (THEOLOGIS et al., 1997) e a importância de intercalar essas medidas entre medidas radiológicas é realizada objetivando um bom parâmetro quantitativo de acompanhamento das escolioses sem expor os pacientes aos riscos decorrentes da radiação excessiva (NASH et al., 1979; ARDRAN et al., 1980; KOGUTT, WARREN, KALMAR, 1989).

EVOLUÇÃO

A importância em detectar precocemente a escoliose reside no fato de que o tratamento, mesmo nas escolioses leves, pode ser iniciado com o objetivo de, pelo menos observar a evolução do quadro ou indicar tratamentos não operatórios, embora estes nem sempre apresentem bons resultados. Sem intervenção, a curvatura progride entre o tempo de detecção e o tempo de maturidade esquelética; o risco de progressão aumenta assim que o grau de curvatura aumenta (ROWE et al.,1997).

O diagnóstico precoce pode levar à revelação da escoliose precoce mínima, e o encaminhamento precoce ao tratamento, havendo menos necessidade da realização de uma cirurgia. Além disso, a descoberta da escoliose antes de ocorrer uma rotação significativa, resultará na prevenção de anormalidades estéticas significativas, dor e complicações cardiopulmonares (CAILLIET, 1977).

A evolução da escoliose na criança é possível enquanto houver crescimento vertebral remanescente na coluna. Quando o crescimento for completo, de acordo com o indicado pelas epífises “fechadas e fundidas”, termina a assimetria do corpo vertebral, levando à escoliose estrutural. O aumento da curvatura escoliótica no adulto é conseqüência de alterações no disco intervertebral com um aumento na compressão no lado côncavo da curvatura, o que geralmente ocorre em curvas com ângulo de Cobb maior que 50o (CAILLIET, 1977).

STOKES (1997), constatou que a causa da progressão da escoliose é primariamente biomecânica. De acordo com sua tese, a curvatura lateral altera a geometria muscular e vertebral e o padrão de ativação muscular, causando uma assimetria na força da musculatura vertebral. Seu estudo confirmou que a força mecânica influencia o crescimento e, portanto, a forma vertebral em crianças.

Ana Claudia Bonome Salate

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Fonte: www.profala.com

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