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Esofagite

 

Esofagite Infecciosa

Esofagite infecciosa ocorre principalmente em pacientes imunodeprimidos.

Candida albicans, herpes vírus e citomegalovírus são os principais patógenos. Candidíase pode ocorrer em pacientes com diabetes não controlada, tratados com corticóides sistêmicos ou em tratamento a longo prazo com antibióticos de amplo espectro (principalmente tetraciclinas). Herpes vírus pode acometer pacientes saudáveis, neste caso a infecção é autolimitada.  

Clínica

Os sintomas mais comuns são odinofagia, disfagia e, em alguns, pacientes dor subesternal. As manifestações sistêmicas incluem náuseas, vômitos e febre. O diagnóstico é feito através de endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia seguida por cultura.

Tratamento

Candidíase: nistatina oral (em solução deve ser bochechada e deglutida) 5 ml 4 a 6 ve-zes ao dia. Os casos resistentes podem ser tratados com fluconazol 100 mg/dia ou cetoconazol 200 mg/dia por 14 a 21 dias ou anfotericina B 0,3-0,7 mg/kg/dia.
Herpes simples:
aciclovir 400 mg 5 x/dia 14 a 21 dias.
CMV:
ganciclovir 5 mg/kg/dose IV 12/12 horas por 14 a 21 dias ou cidofovir 5 mg/kg IV 1 x/semana durante 2 semanas.

Esofagite induzida por fármacos

Vários medicamentos podem causar lesão esofágica os mais comuns são AINEs, quinidina, zidoduvina, alendronato, vitamina D, sulfato ferroso e antibióticos (doxaciclina, traciclina, clindamicina, sulfamotoxazol/trimetropim).

A lesão ocorre principalmente quando o fármaco (comprimido) é engolido sem água ou na posição supina (pacientes acamados apresentam elevado risco).

Clínica

Sintomas incluem grave dor retroesternal, odinofagia e disfagia; geralmente iniciam algumas horas após a ingestão do comprimido. A esofa­gite pode evoluir para hemorragia e perfuração.

Tratamento

A cura ocorre rapidamente após a retirada do agente. Para prevenir a esofagite o paciente deve tomar o comprimido com um copo de água e permanecer na posição vertical por 30 minutos após a ingestão.

Esofagite cáustica

Lesão cáustica esofágica que ocorre acidentalmente (criança) ou deliberadamente (suicídio) com a ingestão de líquidos alcalinos ou ácidos. A ingestão do liquido é seguida imediatamente de uma sensação de queimação e dor torácica, disfagia, ânsia de vômito e salivação excessiva. A aspiração do líquido pode resultar em estridor.

O exame inicial deve-se focar nas vias aéreas e no sistema circulatório.

Complicações imediatas: mediastinite, per­furação, pneumonia aspirativa ou peritonite.

Complicações tardias: refluxo gastroesofágico e estenose esofágica, a qual atinge de 14 a 69% dos casos e depende da intensidade e da exten­são da lesão inicial. A estenose aparece em 50% dos casos na terceira semana, em 80% nos dois meses e 100% nos oito meses seguintes.

O sintoma principal da estenose é a disfagia. Todo paciente com este sintoma deve ser sub­metido a esofagografia, com a finalidade de evidenciar a extensão e características do es­treitamento. Acredita-se que a estenose é pro­duzida por fechamento do lúmen, pelo excesso de tecido de granulação, pelas aderências das lesões ulceradas e pela destruição dos plexos mioentéricos.

O risco tardio após a ingestão de cáustico é o desenvolvimento de carcinoma escamoso do esôfago.

Tratamento

O tratamento inicial é de suporte de líquidos e analgésicos. Lavagem gástrica e antídotos orais são perigosos e não devem ser utilizados. Não é recomendada administração de corticóides e antibióticos.É feita EDA nas primeiras 24 horas para avaliar o grau da lesão. Alimentação nasoentérica é iniciada após 24-48 horas e subseqüente alimentação oral quando o paciente tolerar as secreções orais.

Fonte: www.consultormedico.com

Esofagite

Esofagite é uma inflamação da mucosa esofágica causada, na maioria das vezes, por refluxo de conteúdo gástrico. A mucosa do esôfago, mais sensível, não é adequada para receber conteúdo extremamente ácido como o suco gástrico.

Por que ocorre Refluxo de Ácido do Estômago para o Esôfago?

O refluxo ocorre na dependência de diversos fatores, desde alimentares até anatômicos, estando muitas vezes associado à hérnia hiatal, mas a falha do Esfíncter Esofagiano Inferior parece ser a principal causa. Vamos tentar explicar.

A musculatura da região inferior do Esôfago é mais espessa e tem um maior tônus, estabelecendo uma zona de maior pressão, que é chamada de EEI (Esfíncter Esofagiano Inferior). Quando nos alimentamos, logo após a deglutição ocorre uma onda peristáltica esofágica que impulsiona o bolo alimentar em direção ao estômago. O esfíncter esofagiano inferior se relaxa com a chegada desta onda peristáltica permitindo que o alimento passe para o estômago, mas logo após isso, ele se fecha novamente, impedindo que haja refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago. Assim, este esfíncter inferior do esôfago funciona como uma válvula, permitindo a passagem de conteúdo em uma só direção. Você pode observar que pessoas normais com o estômago cheio pode ficar de ponta cabeça (plantar bananeira) que o conteúdo gástrico não retorna para o esôfago. O conteúdo gástrico só retornaria se a pessoa provocasse vômitos.

Muitas pessoas têm refluxos esporádicos, não sendo estes suficientes para provocar uma doença. A salivação e peristalse secundária do esôfago, são mecanismos para combater a ação lesiva do conteúdo gástrico (ácido) refluído sobre a mucosa esofágica. Entretanto estes mecanismos têm limites na neutralização do refluxo. Quando o refluxo é freqüente e prolongado, temos um quadro patológico chamado Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE).

Geralmente isso ocorre devido ao funcionamento incorreto do EEI.

A Esofagite é o principal sintoma da DRGE, podendo variar desde esofagite grau leve, até casos mais graves com úlceras esofágicas ou estenoses. Por outro lado a DRGE pode apresentar-se com sintomatologia extra-esofágica, já que o refluxo pode acometer outras áreas além do esôfago.

Sintomas da DRGE

O sintoma principal da Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE), é a piroze ou sensação de queimação na região retro-esternal. Podemos ter dores torácicas de diferentes grau de intensidade, muitas vezes sendo confundida com problema cardíaco. As vezes o paciente percebe a regurgitação de ácido ou alimento até o esôfago superior ou boca. Halitose em alguns pacientes pode ser secundária à DRGE. Disfagia (dificuldade na deglutição) e odinofagia (dor à deglutição) podem ocorrer conseqüente a inflamação ou até mesmo estreitamento do esôfago. Problemas respiratórios (como pneumonia, tosse, asma) podem aparecer devido ao comprometimento da árvore respiratória que é atingida pelo refluxo. Laringite, gengivite e problemas dentários ocorrem em alguns casos devido a ação direta do líquido refluído. Salivação excessiva pode ocorrer devido a reflexos vagais aumentados, estimulados pela presença de ácido no esôfago.

Dor de ouvido pode ocorrer, em casos raros. Hemorragia ocorre em esofagite mais severa.

O Refluxo Gastro-Esofágico é desencadeado ou agravado com:

Situações que aumentam a pressão intra-abdominal como esforços físicos, obesidade, gravidez; Aumento da pressão intra-gástrica como refeições volumosas acompanhada de ingestão de líquidos excessivos, principalmente gasosos; Consumo de substâncias que exercem efeito relaxante no esfíncter esofagiano inferior como café, álcool, gorduras, chocolate, fumo, etc. A posição deitada pode favorecer o refluxo, pois há menor efeito da ação da gravidade sobre o líquido refluído. Entretanto, pode ocorrer refluxo na posição sentada e até mesmo em pé, pois no tórax temos uma pressão negativa que favorece a entrada de ar nos pulmões durante a respiração, e essa pressão torácica negativa tende sugar o conteúdo gástrico para o esôfago, principalmente quando há incompetência do EEI. Hérnia de Hiato

Pacientes com DRGE, na maior parte, apresentam Hérnia Hiatal. Em situação de normalidade, todo o estômago deve estar contido na cavidade abdominal. A cavidade abdominal é separada da cavidade torácica por uma estrutura muscular chamada de Diafragma que é o principal músculo da respiração. Na sua porção central existe uma abertura (hiato esofágico) por onde atravessa o esôfago. A Hérnia de Hiato ocorre quando há alargamento deste hiato, permitindo desta forma que uma porção do estômago migre para o tórax. Algumas pessoas podem ter hérnia de hiato sem apresentar DRGE.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado nos sintomas, mas para verificação da gravidade da doença e da presença ou não de complicações, são necessários alguns exames.

A EDA (Endoscopia Digestiva Alta) é o melhor exame para diagnosticar a Esofagite.

Ela verifica a gravidade da esofagite.

No entanto, em casos raros, podemos ter refluxo sem esofagite endoscópica aparente. Assim é recomendável biópsia do esôfago para estudo histopatológico em pacientes sintomáticos com esôfago aparentemente normal. Outra finalidade da EDA é diagnosticar a hérnia hiatal e o esôfago de Barrett. Pela endoscopia possibilita realização de biópsias em áreas suspeitas de neoplasia. É também possível verificar o grau de sucesso do tratamento com exame posterior de controle.

O Estudo Radiológico talvez seja a melhor forma para se diagnosticar a Hérnia Hiatal (já que na Endoscopia pode passar desapercebida em alguns casos) e quando acompanhado de radioscopia pode-se documentar melhor a presença de refluxo. A Phmetria é a melhor forma de se documentar o refluxo, porém isoladamente não fornece dados da gravidade da esofagite.

Podemos ter paciente com muito refluxo e pouca esofagite e vice-versa. A Manometria do esôfago identifica problemas de motilidade esofágica e determina a pressão do esfíncter esofagiano inferior. Enfim, muitas vezes pode ser necessário a realização de mais de um exame para um diagnóstico correto e conseqüente um tratamento adequado.

Como é o tratamento clínico da DRGE?

O tratamento consiste em dieta alimentar, medidas comportamentais e medicamentos.

Dieta

Deve ser evitados substâncias que promovem relaxamento do esfíncter esofagiano inferior (como café, álcool, gorduras, chocolate, fumo, etc.). Refeições copiosas (volumosas) seguido de muito líquidos também deve ser evitado.

Medidas comportamentais

Esforço físico ou deitar-se após alimentação deve ser evitado. Atividades onde trabalha-se abaixado, deitado ou inclinado para frente como jardinagem, devem ser evitadas. Elevar os pés da cabeceira da cama ou deitar-se com o tronco mais elevado pode ser útil em casos em que o refluxo predomina no período noturno ou deitado.

Medicamentos

Antiácidos (em líquidos ou em comprimidos mastigáveis) podem ser usados, mas têm efeito temporário, devendo ser ingerido várias vezes ao dia.

Eles tem a finalidade de neutralizar o ácido produzido pelo estômago.

Inibidores da secreção de ácido: bloqueadores H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina) e os inibidores da bomba de prótons ( I.B.P. ) como omeprazol, lanzoprazol, pantoprazol e rabeprazol. Estes mais eficazes e recomendável nos casos mais graves e início de um tratamento.

Procinéticos

Medicamentos que têm a finalidade de aumentar a pressão do Esfíncter esofagiano inferior e a velocidade de esvaziamento gástrico.

Entre eles incluem: Bromoprida, metoclopramida, domperidona, e cisaprida.

Pacientes com DRGE devem fazer exame endoscópico periódico, no mínimo 1 vez por ano, mesmo sem sintomatologia.

Pode ser necessário em intervalo de tempo menor, após um tratamento inicial, nos casos mais complicados ou no agravamento dos sintomas, ou melhor, sempre com acompanhamento médico e seguindo suas orientações.

O que acontece com quem que não trata adequadamente a DRGE? Pode vir apresentar Doença Maligna (Câncer)?

Paciente que não trata o refluxo adequadamente pode evoluir de diferentes formas, a curto ou longo prazo, podendo variar desde uma simples esofagite crônica não complicada, até casos com úlceras e hemorragias.

A esofagite também pode evoluir para uma estenose (estreitamento do esôfago) e consequentemente disfagia.

A evolução depende muito da gravidade do refluxo. Podemos ter pacientes com DRGE e ausência de esofagite endoscópica, mas ter manifestações extra-esofágicas importantes, como problemas respiratórios.

Nos casos mais graves, ao longo do tempo, podemos ter a substituição do epitélio normal do esôfago por epitélio colunar, chamado de Esôfago de Barrett. Este Epitélio ou Esôfago de Barrett, além de indicar severidade do refluxo, está associado à uma maior incidência de neoplasia maligna do esôfago. É portanto, um potencial precursor do Câncer de Esôfago.

Quando é indicado o tratamento cirúrgico?

Falha do tratamento clínico. Defeito grave do Esfíncter Esofagiano Inferior (identificado no estudo manométrico). Necessidade de uso prolongado e de altas doses de medicamentos (I.B.P.).

Complicações da doença como hemorragia, úlcera, e estenose. Esôfago de Barrett. Neoplasia.

Fonte: www.cirurgias.hpg.ig.com.br

Esofagite

Doença do Refluxo Gastro-Esofágico - DRGE

Esofagite
Refluxo gastro-esofágico

Esofagite de Refluxo é uma doença que decorre de uma alteração anatômica, Hérnia Hiatal, que prejudica a válvula anti-refluxo.

Quando o conteúdo do estômago, em geral muito ácido, atinge a mucosa esofágica, este tecido inflama originando a enfermidade, que provoca a volta do conteúdo estomacal no sentido da boca, sem enjôo ou vômito, freqüentemente, com azedume ou amargor.

Existem dois tipos de refluxo, o patológico e o fisiológico, que se diferenciam quanto à quantidade regurgitada e a freqüência.

O refluxo na criança pode ser considerado normal e melhora espontaneamente, deixando de ser habitual a partir de um ano de idade. Mas quando a sua freqüência é intensa, pode levar a desnutrição e problemas respiratórios, tais como pneumonia, e esofagite (inflamação do esôfago, devido ao refluxo do conteúdo ácido do estômago).

Esofagite

Não existe uma explicação comprovada para a existência do refluxo, porém a mais aceita é de que o músculo existente na extremidade inferior do esôfago não se desenvolveu direito ou é "fraco". Na velhice, a "fraqueza" deste músculo permite que o alimento volte para trás em direção a boca.

A azia é a principal queixa para quem sofre de Refluxo.

Pode ocorrer também um aumento da salivação, a sialorréia, que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação, como se fosse um antiácido natural.

Não raro o refluxo causa tosse, pigarro e alterações da voz. O engasgo - tosse forte e súbita, atrapalhando a respiração - pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. A ocorrência de falta de ar com chiado ou miado no peito, como a asma, pode ser desencadeada pelo refluxo.

De acordo com a professora do Serviço de Gastroenterologia do HUCFF, Eponina Lemme, a doença pode evoluir para complicações denominadas em geral de dismotricidade esofágica, ou seja, sensações desde bola na garganta, desconforto ao engolir e até fortes dores no peito, espasmos que representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levarem ao estômago aquilo que ingerimos.

O DRGE pode ser detectado através de radiografia ou da Endoscopia Digestiva Superior, um exame que permite visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno.

Na criança é usado a Cintilografia do trânsito esôfago-gástrico, um método que capta e registra imagens da radioatividade do estômago refluindo para o esôfago.

Além disso, o estudo da pressão interna do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) podem detectar variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE.

O tratamento clínico em geral envolve medidas educativas associadas aos medicamentos.

A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados favoráveis. "Algumas medidas ajudam no controle dos sintomas como: evitar a bebida alcoólica, não deglutir líquidos muito quentes, ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições, evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos, particularmente, cítricos, doces e gordurosos", disse a professora Eponina.

Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez já lançada no estômago e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago. Outros remédios destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal em direção ao intestino, minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago. Entretanto "o tratamento clínico combate muito bem os sintomas, mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico", afirmou Lemme.

O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico substitui o papel exercido pelo esfíncter e normaliza o calibre do hiato. Com uns poucos pontos cirúrgicos constrói-se uma válvula aproximando-se o diafragma para diminuir o diâmetro do esfíncter inferior do esôfago sem apertá-lo em sua passagem do tórax para o abdômen. A cirurgia obtém muito bons resultados.

Beatriz Padrão

Wang pei Yi

Fonte: www.olharvital.ufrj.br

Esofagite

Esofagite é uma inflamação da porção mais baixa do esôfago. O esôfago é o tubo que conecta a garganta ao estômago.

A esofagite produz azia e dor na área atrás do esterno.

A esofagite de refluxo é causada por uma condição denominada de refluxo gastro-esofageano que é quando os conteúdos ácidos voltam do estômago para o esôfago que causando queimação. Quando o refluxo ocorre freqüentemente o suco ácido pode inflamar o esôfago causando a esofagite.

Como acontece?

Pode acontecer com:

Obesidade
Gravidez
Hérnia de hiato
Vômitos freqüentes
Pessoa que sofrem de Esclerodermia
Após o uso de sondas naso-gástricas

Quais os sintomas?

Sintomas podem surgir quando você se deita após as refeições e é aliviado quando você se senta.

Eles incluem:

Azia
Dor severa, ou pressão atrás do esterno
Dor
Tosse
Falta de ar

A azia, o sintoma mais comum, normalmente acontece 30 a 60 minutos após as refeições e pode ser severa. A dor pode irradiar-se para o pescoço, mandíbula, braços e para as costas.

Como é diagnosticado?

O médico irá rever os seus sintomas e fará um exame físico.

Feito isto ele poderá solicitar alguns dos seguintes exames:

Radiografia contrastada do esôfago
Endoscopia digestiva alta
Teste de perfusão ácida
Manometria do esôfago
Um teste para monitorar a acidez de esôfago

Como é tratado?

O tratamento p-ode ser feito com medicamentos ou com cirurgia. A cirurgia é necessária para menos de 25% dos doentes com esofagite de refluxo.

Por quanto tempo os sintomas durarão?

A duração dos sintomas e a resposta ao tratamento varia de pessoa para a pessoa.

O que pode ser feito para ajudar a prevenir a esofagite de refluxo?

Evite o stress especialmente durante as refeições.
Coma freqüentemente e em pequenas quantidades.
Evite fumar.
Evite se deitar por pelo menos 3 horas após as refeições.

Fonte: www.hub.unb.br

Esofagite

DIETA PARA ESOFAGITE

Evitar atividades que exigem curvar o peito sobre a barriga.
Evitar deitar após as refeições.
Não usar roupas muito apertadas, pois aumenta a pressão sobre o abdome.
Elevar a cabeceira da cama em aproximadamente 15 cm.
Procure comer devagar e mastigar bem os alimentos.
Coma pequenas refeições divididas em três intervalos iguais diários.
Evitar a ingestão de alimentos duas horas antes de dormir.
Evitar chocolates, açúcares, hortelã, cafeína (café, chá preto), frutas cítricas, leite integral e produtos à base de tomate.
Evitar refrigerantes e bebidas alcóolicas.
Evitar fumo.
Evitar o estresse.
Evitar alimentos gordurosos e frituras, frios e condimentados.
Procure perder peso, a obesidade aumenta a pressão sobre o abdome, o que agrava o refluxo ao esôfago.
Procure não fazer exercícios após refeições.
Evitar tomar líquido durante as refeições.

Fonte: www.gastroclinicajp.com.br

Esofagite

INTRODUÇÃO

Doenças de refluxo, algumas vezes chamada de doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) ou Esofagite de Refluxo, acontece quando o músculo no final do esôfago se abre no momento errado e permite que o contéudo do estômago penetre no esôfago. Quando os sucos gástricos ácidos entram em contato com a parede sensível do esôfago, pode causar uma sensação de queimação. Azia e “ boca ácida ” são outros sintomas da doença de refluxo.

Contudo, muitas pessoas consideram essas sensações normais e não procuram ajuda médica.

O MÚSCULO QUE ATUA COMO UMA VÁLVULA

O esôfafo é um tubo muscular longo situado no tórax que liga a boca ao estômago, há um músculo em forma de anel que atua como uma válvula. Este músculo contrai-se para evitar que o estômago retorne para o esôfago. Neste sistema de mão única, o esôfago é isolado do estômago, exceto durante a deglutição, arroto ou vômito. Então, o músculo relaxa o suficiente para abrir e deixar o alimento penetrar no estômago.

A pressão sobre o músculo determina se ele deverá abrir ou permanecer fechado. O aumento de pressão mantém o músculo contraído e protege o esôfago dos sucos ácidos do estômago.

Menos pressão permite ao músculo relaxar e abrir.

Lembre-se, a doença de refluxo ocorre quando este músculo relaxa e se abre no momento errado, permitindo que o conteúdo do estômago retorne para o esôfago por períodos prolongados.

Vários fatores podem piorar os sintomas de refluxo.

Fumar e tomar café contribuem de forma importante para a irritação e devem ser evitados. Além disso, se os sucos (tais como de tomate, laranja, abacaxi) causam sintomas, você deve reduzir a quantidade ingerida.

Atividade Física, como curvar o peito sobre a barriga e deitar, também pode aumentar os sintomas da doença de refluxo, especialmente após a refeição.

Pressão sobre o abdômen, comum nas pessoas que usam roupas muito apertadas ou são obesas ou em mulheres que estão grávidas, frequentemente pode levar o aumento da irritação.

SINTOMAS PARA FICAR ATENTO

A azia, o mais comum dos sintomas de refluxo, é uma sensação de queimação ou dor que sobe do estômago. A azia ocorre frequentemente após as refeições e pode ser devida a ingestão de alimentos fritos, gordurosos ou condimentados.

Outro sintoma comum de refluxo é um gosto amargo ou ácido na boca causado por uma reurgitação de ácido ou alimento do estômago. Isto normalmente acontece dentro de 1 ou 2 horas após a refeição. Ambas reações podem piorar se você deitar.

Os sintomas menos comuns de refluxo são dor no peito e um líquido de gosto salgado na boca.

COMPLICAÇÕES QUE VOCÊ PRECISA SABER

O refluxo crônico pode causar problemas secundários, tais como, dificuldade de deglutição, rouquidão ou laringite que não melhora, e danos nas cordas vocais.

O refluxo também pode causar ou piorar problemas respiratórios, tais como, asma e pneumonia recorrente, particularmente se o conteúdo do estômago penetrar nas vias aéreas.

Por mais desconfortável que possa ser, a doença de refluxo é normalmente uma doença leve que raramente oferece risco de vida. Entretanto, pode desenvolver complicações quando a pessoa não é tratada adequadamente. Estas incluem sangramento ou úlceras no esôfago e, em poucos casos,um estreitamento real do esôfago. Isto pode levar a dificuldade de engolir e a parada do alimento na área estreitada.

O refluxo crônico pode também estar associado com o esôfago de Barrett, uma condição que pode levar ao câncer.

É FÁCIL DIAGNOSTICAR A DOENÇA DE REFLUXO

Há vários métodos possíveis usados para o diagnóstico da doença de refluxo.

Uma radiografia do estômago e duodeno pode ser efetuado para confirmar um diagnóstico da doença de refluxo.

Um método mais sensível é a endoscopia, que proporciona ao médico a visão direta do esôfago. Alguns hospitais e consultórios médicos estão aparelhados para efetuarem um teste de acidez de 24 horas.

Este teste mede o conteúdo ácido do estômago e requer que os pacientes usem um registrador à bateria. Durante este período, os pacientes podem desempenhar suas atividades normais, inclusive dormir. Podem ser efetuados testes adicionais chamados estudos da motilidade esofágica. Esses métodos têm por objetivo avaliar o movimento do alimento e a capacidade de esvaziamento do esôfago.

O TRATAMENTO PODE SER MUITO EFICAZ

Os objetivos do tratamento são controlar os sintomas, acelerar a cura a qualquer dano, e diminuir a recorrência e as complicações.

As três fases do tratamento são:

1) Adequação da maneira de viver
2)
Medicação
3)
Cirurgia.

Na maioria das vezes, as fazes 1 e 2 são tão eficazes que a fase 3 não é necessária.

FASE 1 – Adequação da maneira de viver

A maioria das pessoas com doença de refluxo podem ser eficazmente tratadas com uma combinação de adequação na maioria de viver e antiácidos.

Independente de outros métodos de tratamento, a adequação na maneira de viver, talvez seja o mais importante. É uma das coisas que só você pode fazer para que você mesmo se sinta melhor.

Além de tomar antiácidos, orientado por seu médico, é necessário fazer ajustes na sua dieta, para a fase 1 do tratamento. Você deverá se alimentar com pequenas quantidades de alimentos ricos em proteínas e pobres em gorduras. É melhor comer em intervalos iguais e não comer nada duas horas antes de dormir.

Os alimentos a serem evitados incluem chocolate, hortelã, álcool, cafeína, frutas cítricas, leite integral e produtos e base de tomate.

Também foi demonstrado que perder peso tem um efeito importante na redução dos sintomas da esofagite de refluxo, uma vez que diminui a pressão sobre o abdômen. Evitar roupas muito apertadas e atividades que aumentem a pressão sobre o abdômen. Conjuntamente, o fumo também dever ser evitado.

A elevação da cabeceira da cama de 10 a 15 cm, mostrou reduzir a quantidade de ácido que reflue para o esôfago. O ideal é colocar tijolos em baixo dos pés da cabeceira da cama ao invés de aumentar o número de travesseiros sob sua cabeça, porque com os travesseiros você pode mudar de posição durante a noite, ou usar uma espuma em forma de cunha pois dessa maneira a(o) parceira(o) conjugal nãp seria incomodada(o).

Alguns medicamentos podem piorar os sintomas da doença de refluxo.

Informe seu médico sobre qualquer medicação que você esteja tomando. Ele pode determinar se os medicamentos podem causar problemas.

FASE 2 – Medicamento

A fase 2 de tratamento é o próximo passo para os indivíduos que não respondem às adequações na maneira de viver e ao uso de antiácidos. Seu médico pode prescrever um antagonista de receptor H2, Tais medicamentos ajudam a reduzir a quantidade de ácido liberada, causando menos irritação. É importante que você siga todas as instruções de doses e continue a tomar a medicação prescrita como indicada, mesmo que você se sinta melhor em um ou dois dias.

FASE 3 – Cirurgia

Independente das fases 1 e 2 poderem ser muito eficazes no tratamento da doença de refluxo, aproximadamente 5 a 10% dos pacientes em condições muito graves eventualmente requerem cirurgia. A fase 3 do tratamento dever ser considerada quando a terapia com medicamentos falha em reduzir os sintomas, quando há necessidade de se evitar complicações tais como hemorragia, ou quando a doença de refluxo contribui para uma doença pulmonar.

COLOCANDO AS COISAS COM CLAREZA

A doença de refluxo pode com clareza ser um problema crônico, porém é importante colocar as coisas em perspectiva. Apesar da doença raramente oferecer risco de vida, pode ser um problema doloroso. Contudo, a maioria das pessoas são tratadas eficazmente através de adequação na maneira de viver e medicamentos. Somente se essas medidas falham é que a cirurgia se torna necessária.

Manter uma atitude mental positiva, trabalhando junto com seu médico e seguindo o tratamento recomendado, pode ser “o melhor remédio” para a doença de refluxo.

Fonte: www.uniclinica.com.br

Esofagite

CLASSIFICAÇÃO DA ESOFAGITE PÉPTICA

Uma classificação adequada da Doença de Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE) é necessária para a avaliação da eficácia terapêutica das drogas (estudos comparativos) e para determinar a resposta ao tratamento.

A Classificação de Savary-Miller é a mais utilizada, mas não promove uma definição clara do dano mucoso na DRGE. Ela também define estenose esofágica como Grau IV, mesmo que não haja mais inflamação mucosa.

Uma nova classificação da DRGE, a Classificação de Los Angeles, foi apresentada durante o Congresso Mundial de Gastroenterologia em Los Angeles (1994).

Nesta nova classificação o termo "mucosal break" (solução de continuidade da mucosa) foi introduzido para descrever lesões na mucosa esofágica, substituindo termos tradicionais como eritema, erosão, edema e úlcera.

Uma solução de continuidade da mucosa foi definida como uma área deprimida ou com eritema claramente demarcada da mucosa normal adjacente.

Classificação de Savary-Miller (1978)

GRAU I ou LEVE: erosões ou traços vermelhos não confluentes na porção distal do esôfago.
As formas podem ser longitudinal, triangular ou oval. Podem ser cobertas por fino exsudato branco e serem únicas ou múltiplas.
GRAU II ou MODERADA: erosões múltiplas confluentes não atingindo toda circunferência do órgão.
GRAU III ou INTENSA: o processo inflamatório se estende em toda a circunferência do esôfago, porém não causando estenose. Pode acompanhar edema, eritema, friabilidade e sangramento.
GRAU IV ou COMPLICADA: corresponde às formas crônicas complicadas, como diminuição da luz do órgão e/ou úlceras e/ou Barrett.

Classificação de Los Angeles (1994)

GRAU A: uma (ou mais) solução de continuidade da mucosa confinada às pregas mucosas, não maiores que 5 mm cada;
GRAU B: pelo menos uma solução de continuidade da mucosa com mais de 5 mm de comprimento, confinada às pregas mucosas e não contíguas entre o topo de duas pregas;
GRAU C: pelo menos uma solução de continuidade da mucosa contígua entre o topo de duas (ou mais) pregas mucosas, mas não circunferencial (ocupa menos que 75% da circunferência do esôfago);
GRAU D: uma ou mais solução de continuidade da mucosa circunferencial (ocupa no mínimo 75% da circunferência do esôfago).

Observação: As complicações (estenose, Barrett) são apresentadas à parte e podem ou não ser acompanhadas pelos vários graus de esofagite.

Fábio Guerrazzi

Fonte: www.gastrocentro.unicamp.br

Esofagite

ESOFAGITE E ESTENOSE

O esôfago é um tubo alimentar que leva a comida e líquidos da boca para o estômago. O estômago tritura os alimentos e produz uma grande quantidade de ácido que ajuda na digestão. Na parte inferior do esôfago (próximo ao estômago), há um músculo especializado chamado esfincter inferior do esôfago (EIE). Este músculo normalmente está contraído firmemente, relaxando somente para permitir a passagem de líquidos e alimentos do esôfago para dentro do estômago. A finalidade de este músculo permanecer contraído é para prevenir que o conteúdo ácido do estômago e o alimento já no estômago voltem para o esôfago.

Infelizmente, o músculo EIE, nem sempre funciona adequadamente.

Há alguns fatores que provocam a fraqueza deste músculo:

Nicotina (cigarro)
Alimentos fritos ou gordurosos
Chocolate
Café
Sucos de frutas
Gravidez.

O QUE É ESOFAGITE?

Quando o ácido e as enzimas do estômago repetidamente refluem para dentro do esôfago, este torna-se inflamado e ulcerado. Esta inflamação é conhecida como esofagite. Quando a inflamação é severa, desenvolve-se a úlcera do esôfago.

A HÉRNIA HIATAL CAUSA ESOFAGITE?

A hérnia de hiato é quando o estômago passa para o tórax através do diafragma (é um músculo que separa o tórax do abdômen). Quando existe hérnia, o conteúdo do estômago ultrapassa a pressão do EIE, ocasionando o refluxo do estômago para o esôfago. Como resultado há inflamação do esôfago. Portanto a hérnia hiatal é uma causa importante de esofagite.

HÁ OUTRAS CAUSAS DE ESOFAGITE?

Certas infecções por fungos (sapinho) e vírus, podem causar a inflamação. Irradiação e substâncias cáustica (soda cáustica), também podem causar esofagite. Porém o refluxo ácido do estômago é de longe a causa mais comum.

QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS?

Azia, ocorre quando há refluxo ácido para dentro do esôfago.

É uma sensação de uma queimação do peito até o pescoço. Algumas vezes, pode ocorrer regurgitação até a boca, provocando a sensação de um líquido amargo na boca. Quando a esofagite é severa e as úlceras estarem presentes, o ato de engolir provoca dor, quando o alimento atinge esta parte do esôfago.

Posteriormente se a porção inferior do esôfago se estreita devido à cicatrização, o alimento pode parar nesta área. Este sintoma é chamado de disfagia e é desconfortável.

A esofagite também pode causar hemorragia. Fezes pretas, anemia e vômitos de sangue são sinais de hemorragia.

DIAGNÓSTICO

O melhor exame para o diagnóstico é pela endoscopia, por permitir o exame interno do esôfago e biopsia durante este procedimento. É um exame importante para excluir o câncer de esôfago.

TRATAMENTO

Medidas gerais:

1- Comer menos e distribuir alimentação ao longo do dia.
2-
Evitar comer ou beber 2 horas antes de ir dormir;
3-
Eliminar fatores que aumentam a pressão intra-abdominal: cintas e roupas apertadas, ou mesmo exercícios abdominais.
4-
Se for obeso, perder peso; a obesidade causa refluxo.
5-
Eliminar ou reduzir significativamente cigarros, álcool, alimentos gordurosos, café e chocolate.
6-
Elevar a cabeceira da cama em mais ou menos 15 graus, para gravidade ajudar a evitar o refluxo gastresofágico durante o sono.

Outros tratamentos:

Drogas: as drogas atualmente disponíveis tem a finalidade de reduzir a produção da secreção ácida do estômago.

Outros medicamentos aumentam a força de contração do músculo EIE. Estes medicamentos são parte importante no tratamento da esofagite.

Cirurgia: com o advento da cirurgia laparoscópica o procedimento tornou-se mais simplificado. Esta cirurgia (fundoplicatura) é realizada sob anestesia geral.

O QUE É ESTENOSE?

O EIE pode abrir para permitir a passagem de uma moeda de 25 centavos ou mais. Quando a inflamação é contínua no esôfago, desenvolve-se tecido endurecido e provoca estreitamento do esôfago. Em alguns casos avançados, este estreitamento ou estenose pode ser severo. A abertura pode reduzir-se ao diâmetro de um lápis ou menos. Os alimentos o os líquidos demoram e movem-se vagarosamente através dessa abertura para chegar ao estômago. Por exemplo, um pedaço de carne, pode bloquear completamente o esôfago. O câncer de esôfago também pode Ter este sintoma. Portanto é crítico que seja afastado este diagnóstico.

TRATAMENTO

Pode ser feito pela dilatação da estenose. A dilatação pode ser feita com ogiva de metal e balões dilatadores. Uma outra alternativa é o tratamento cirúrgico. É recomendado somente nos casos extremos, quando a dilatação falha.

RESUMO

A esofagite freqüentemente pode ser tratada clinicamente ou cirurgicamente de maneira adequada. Quando a cicatrização torna-se severa, o estreitamento pode ocorrer. Esta condição pode ser tratada por simples dilatação.

Fonte: www.gastroweb.com.br

Esofagite

O refluxo de material ácido do estômago para o esôfago não significa necessariamente doença. Ele é comum e ocorre diversas vezes ao dia em todas as pessoas, mas por curtos períodos de tempo e esse ácido é eliminado do esôfago rapidamente.

A mucosa do esôfago é pouco resistente ao ácido, mas tem a capacidade de suportar esse refluxo normal.

Em alguns casos, a mucosa do esôfago pode ter sua resistência diminuída ou o ácido refluir mais vezes ou por mais tempo que a mucosa esofágica pode resistir. O ácido pode ainda refluir até a garganta, ou causar sintomas pela simples irritação do esôfago. Nessas situações, o refluxo deixa de ser considerado normal e trata-se de doença do refluxo gastroesofágico.

Fisiopatologia ( como a doença ocorre )

Há diversos fatores que mantém o refluxo gastroesofágico dentro dos níveis fisiológicos:

Fatores que impedem o refluxo gastroesofágico
Anatômicos entrada oblíqua do esôfago no estômago ( promove o fechamento quando o estômago está cheio )
roseta da mucosa gástrica ao nível da cárdia ( as pregas se encaixam como uma engrenagem )
elementos de fixação do estômago ( artéria gástrica esquerda e ligamento frenoesofágico ), que mantém o mesmo no lugar
pilar direito do diafragma ao nível do hiato*
fator valvular ( prega de Gubaroff )
Fisiológicos pressão do esfíncter inferior do esôfago (EIE)*
eficiência do mecanismo de clareamento esofágico ( capacidade do esôfago de empurrar o ácido através das suas contrações )
saliva ( pelo alto teor de bicarbonato e proteínas tamponantes, neutraliza o ácido no esôfago )
resistência da mucosa esofágica à agressão ( é pouco resistente ao ácido, pepsina, sais biliares e enzimas pancreáticas )
volume e tempo de esvaziamento do conteúdo gástrico

* fatores mais importantes

Diversas condições facilitam o aparecimento do RGE em níveis patológicos, levando à doença. Um dos mais conhecidos porém mais controversos é a hérnia de hiato, ou hérnia hiatal. Normalmente, o esôfago termina no estômago pouco abaixo do hiato diafragmático. Na hérnia, a transição esofago-gástrica está localizada acima do hiato, o que faz com que o estômago seja submetido à pressão do diafragma, não o esôfago. Enquanto esse é fino e tende a permanecer fechado pela pressão, o estômago tem paredes mais espessas e não cede à pressão do diafragma, deixando espaço livre para que o ácido reflua para o esôfago. No entanto, mesmo sendo mais freqüente em pessoas com DRGE que nas normais, pode haver hérnia mesmo em pessoas sem a doença.

Condições que aumentam a pressão intra-abdominal também facilitam o refluxo por empurrar o conteúdo gástrico para cima, incluindo ascite, obesidade, gravidez e exercícios extenuantes. Outras condições, que levam à redução da pressão intra-torácica, "puxam" o conteúdo do estômago para o esôfago, principalmente as doenças pulmonares e otorrinolaringológicas, aonde o esforço do paciente de respirar leva à essa alteração de pressão.

A influência do Helicobacter pylori na DRGE ainda não está estabelecida. Há estudos que sugerem menor freqüência do DRGE em portadores do H. pylori, assim como há estudos que poderiam indicar um aumento na incidência de DRGE após o tratamento e erradicação da bactéria. O H.pylori produz amônia, que neutraliza parte do ácido, além da gastrite causada pela bactéria alterar a produção de ácido. Mas essa relação ainda necessita de muita pesquisa para ser compreendida. Até o momento, não há indicação ou contra-indicação de erradicar o Helicobacter pylori em portadores do DRGE.

Sintomas

Os sintomas da DRGE podem ser divididos em típicos ( pirose e regurgitação ) e atípicos ( de origem esofágica, como disfagia e odinofagia, ou extra-esofágica, como tosse crônica e asma ).

Pirose ( queimação ) é a sensação de queimadura que sobe do epigastro ( aonde fica o estômago, pela região retroesternal ( atrás do osso central do tórax ) e que pode chegar até o pescoço. Costuma estar relacionado a alimentos e à posição ( geralmente piora quando se deita ). Cerca de um terço das pessoas tem esse sintomas uma vez ao mês e 7% de todas as pessoas tem esse sintoma diariamente. Só com esse sintoma, é possível realizar o diagnóstico correto da DRGE em 80% dos casos ( valor preditivo positivo ). No entanto, a ausência de pirose não descarta a presença de DRGE, pois apenas 80% dos portadores de refluxo apresentam esse sintoma.

Regurgitação é o refluxo de pequenas quantidades de material de sabor ácido para a boca, geralmente após as refeições. Ocorre em cerca de um terço dos portadores da doença do refluxo gastroesofágico, mas podem ocorrer ocasionalmente com qualquer pessoa, principalmente após refeições em grande quantidade.

Odinofagia é a dor após engolir, quando o alimento está passando pelo esôfago. Esse sintoma é relativamente raro na doença do refluxo gastroesofágico, pois geralmente reflete erosões mais graves ou úlceras, particularmente aquelas causadas por infecções do esôfago ( monilíase, citomegalovírus, herpes e outras ) ou por medicamentos.

Manifestações atípicas da DRGE
Manifestações Sintoma ou doença
Esofágicas Dor torácica não cardíaca
Pulmonares Asma
Tosse crônica
Fibrose pulmonar idiopática
Fibrose cística
Pneumonias de repetição
Apnéia do sono
Bronquiectasias
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Otorrinolaringológicas Otite média
Sinusite crônica
Gotejamento nasal posterior
Laringoespasmo
Estenose de laringe
Estenose glótica
Estenose de traquéia 
Granulomas e pólipos de laringe
Laringite crônica
Laringite posterior
Úlcera de laringe
Úlcera de aritenóide
Hiperqueratose de laringe
Faringite
Rouquidão
Pigarro
Sensação de globus
Neoplasia de laringe
Orais Aftas
Erosões dentárias
Halitose
Alterações gengivais

A intensidade e freqüência dos sintomas não estão relacionados à gravidade de erosões esofágicas nem ao aparecimento de complicações sérias, com úlceras esofágicas, esôfago de Barrett ou câncer.

No entanto, alguns sintomas são considerados sinais de alarme e exigem uma investigação mais detalhada:

Sinais de alarme

Disfagia
Odinofagia
Anemia
Hemorragia digestiva
Emagrecimento
História familiar de câncer
Náuseas e vômitos
Sintomas de grande intensidade
Sintomas predominantemente noturnos

Diagnóstico

A endoscopia digestiva alta é o método de escolha para visualização e avaliação da mucosa, devido à facilidade de sua execução e disponibilidade na maioria dos centros médicos em nosso meio. No entanto, a ausência de alterações endoscópicas não exclui o diagnóstico de DRGE, já que 25 a 50% dos pacientes dos pacientes com sintomas típicos apresentam endoscopia normal, sendo portadores de doença do refluxo não-erosiva. Apesar de não ser o método ideal para constatar a presença de refluxo gastroesofágico, a endoscopia permanece o exame inicial pois permite avaliar a gravidade da esofagite e realizar biópsias quando necessário.

A pHmetria de 24 horas permite caracterizar o refluxo gastroesofágico, evidenciando a quantidade de episódios e o tempo em que o conteúdo ácido permanece em contato com o esôfago. Se realizado com dois sensores ( dois canais ), permite a avaliação de refluxo ácido para a porção alta do esôfago, ajudando o diagnóstico de manifestações atípicas da DRGE. Está ainda indicada para pessoas que não obtiveram resposta satisfatória ao tratamento e naqueles casos de doença do refluxo não-erosiva.

Outra opção muito utilizada é o teste terapêutico. Quando não há sinais de alarme, o paciente é jovem e os sintomas são típicos de DRGE, pode-se tentar o tratamento medicamentoso e observar o resultado. Uma melhora de 75% dos sintomas em 1 semana é considerada diagnóstico de DRGE.

Há outrs opções de métodos diagnósticos, mas são pouco utilizados e têm indicações limitadas:

Método O que analisa Quando usar
Raio-X contrastado Avalia o contorno interno do esôfago, permitindo a análise de distúrbios de contração, úlceras e estenoses ( estreitamentos ), mas não permite a análise das contrações como a manometria nem a realização de biópsias como a endoscopia. Esclarecimento da disfagia e odinofagia, ou quando não há nenhum outro exame disponível.
Teste de Bernstein & Baker O gotejamento, através de uma sonda, de ácido no esôfago distal, promove o surgimento de sintomas semelhantes às queixas do paciente com DRGE. Como só ajuda o disgnóstico de refluxo mas não dá nenhuma outra informação, não se usa mais.
Cintilografia Analisa o que acontece com o material radioativo que foi engolido. Se aspirado, esse material é visto no pulmão. Permite ainda analisar o tempo que demora para o estômago empurrar todo o material para o intestino. Quando há suspeita de aspiração pulmonar, em crianças pequenas, que não toleram pHmetria e quando é necessário medir o tempo de esvaziamento gástrico.
Manometria Avalia o perfil de contração da musculatura do esôfago, permitindo avaliar se a contração está adequada, se há distúrbios na mesma e ainda a pressão do esfíncter inferior do esôfago. Suspeitas de distúrbios motores do esôfago e na avaliação pré-operatória da DRGE se a opção cirúrgica de tratamento for a escolhida.

Tratamento

O principal conceito que deve ser compreendido pelo portador da DRGE é que essa é uma doença crônica, cujos sintomas tendem a voltar logo em seguida ou pouco após o final do tratamento. Sendo assim, mudanças de comportamento devem ser feitas para diminuir ou evitar que o refluxo persista, evitando assim não só os sintomas, mas também as complicações ( estenoses, úlceras, câncer ).

Isoladamente, essa medidas têm pouco efeito, mas devem fazer parte do tratamento:

Medidas comportamentais

Medidas comportamentais
Elevação da cabeceira da cama em 15-20 cm
Não se deitar nas duas horas posteriores às refeições
Evitar o cigarro
Evitar alimentos que agridam a mucosa ( ácidos )
Evitar alimentos que favoreçam o refluxo frituras e gorduras
tomates e molhos de tomate
alho e cebola
doces e chocolate
mentolados
refrigerantes
bebidas alcoólicas
café, chá preto e mate
Evitar medicamentos que facilitem o refluxo teofilina
anticolinérgicos
beta-bloqueadores
nitratos
bloqueadores do canal de cálcio
Evitar medicamentos que agridem a mucosas quinidina
doxiciclina
anti-inflamatórios

Várias classes de medicamentos foram utilizados no tratamento do DRGE. Antiácidos, procinéticos e bloqueadores H2, apesar de promoverem alívio dos sintomas, são ineficazes no tratamento, levam a efeitos colaterais e/ou promovem tolerância no organismo. O tratamento da DRGE é universalmente realizado com inibidores de bomba protrônica ( omeprazol, lansoprazol, rabeprazol, rabeprazol e esomeprazol ) em todas as suas fases ( aguda, crônica, recidiva e manutenção ) em doses variadas. O tratamento deve ter duração mínima de 6 a 12 semanas, durante a qual a dose poderá ser reduzida gradualmente. Pessoas que conseguem se manter sem medicação por mais de 6 meses sem sintomas poderão ser tratados apenas quando esses surgirem, mas as demais poderão precisar de um tratamento contínuo, com a mínima dose necessária para que continuem sem sintomas.

Em alguns casos, no entanto, o tratamento poderá ser cirúrgico:

Indicações do tratamento cirúrgico da DRGE
DRGE complicada úlceras, esôfago de Barrett, câncer
DRGE não complicada manifestações atípicas comprovadamente pelo refluxo
necessidade de uso contínuo de IBP em menores de 40 anos de idade
necessidade de uso contínuo de IBP em pacientes que não podem arcar com os custos

Fonte: www.cccastelo.com.br

Esofagite

Cândida é um fungo que pode proliferar em qualquer parte do tubo gastrointestinal, e a esofagite por cândida a cada dia torna-se mais diagnosticada pelos especialistas. Esse aumento deve-se a melhora dos estudos diagnósticos com a introdução da EDA e, ainda pelo aumento do número de pacientes imunossuprimidos, incluindo pacientes com transplante de órgãos, pacientes submetidos à quimioterpia por câncer, e inúmeras outras causas infecciosas, como a epidemia mundial de SIDA. Outros estados de enfermidade que contribuem para o desenvolvimento de candidíase são o Diabetes Mellitus e a malignidade. A candidíase esofagiana sintomática também tem sido descrita em pascientes sem nenhuma patologia de base. Nos anos antecedentes a introdução do exame endoscópico, o diagnóstico era feito pela ingestão de bário e a realização da esofagografia, que demonstrava áreas irregulares de exsudato, úlceras, estenoses, aperistalses, etc.

Entretanto, na esofagite por cândida, na maioria das vezes, as radiografias são normais (baixa sensibilidade). Se uma anormalidade for vista na radiografia, essa não deve ser de origem fúngica (baixa especificidade). A endoscopia é um método diagnóstico muito superior para a avaliação de esofagite por cândida.

Os sintomas presentes na esofagite por cândida são usualmente difagia e odinofagia.. Em adição, obstrução esofagiana pelas membranas de crescimento fúngico pode ocorrer. O diagnóstico é feito pela aparência endoscópica da mucosa esofagiana e pelo exame de escovado esofágico, guiado pela EDA.

Uma escala de graduação da esofagite por cândida tem sido proposta por Kodsi.

O exame endoscópico de uma esofagite precoce e leve, ou moderada demonstra pequenos amontoados de um exsudato branco e cremoso; a mucosa ao redor pode ser eritematosa ou regularmente normal à aparência endoscópica.

Com a evolução da doença para uma esofagite severa, grandes placas de exsudatos tornam-se evidentes, entremeadas com uma mucosa eritematosa e com ulcerações precoces. Estas alterações são características, mas não patognomônicas. A mucosas recobertas pelos exsudatos tornam-se muito eritematosas e friáveis, e os exsudatos mais volumosos. A mucosa gástrica além da junção escamo-colunar é quase sempre normal na visualização.

Com a progressão da inflamação e das placas exsudativas o esôfago pode se tornar estreitado ou até mesmo evoluir para um quadro de obstrução. Nesse ponto, são notadas friabilidade, sangramento e ulcerações, todas estas marcantes.

O diagnóstico diferencial endoscópico inclui a esofagite herpética e a esofagite de refluxo; cada uma presente com aparências endoscópicas similares.

Outras infecções esofagianas raras incluem esofagite por Torulopsis glabrata, Pneumocystis carinii e Lactobacillus acidophilus. Existem ainda casos reportados de úlceras aftosas do esôfago em pacientes portadores de SIDA, em que somente há a presença do vírus HIV. Isso, hoje em dia, também deve ser considerado na avaliação do diagnóstico diferencial.

Após o tratamento da esofagite por cândida, pode-se notar anormalidades residuais das mucosa, mais comumente apresentadas como uma irregularidade da superfície da mucosa.

O diagnóstico é usualmente feito pelo exame de escovado da mucosa esofágica, obtido durante o exame endoscópico. Uma escova de citologia delicada é passada sobre a placa ou exsudato e escovado seriadamente. Após a elaboração da lâmina de patologia corada por Gram, micélios e hifas podem ser vistas. Biópsias podem ser obtidas e examinadas por invasão da mucosa por cândida, especialmente em pacientes que se apresentam com a mucosa ulcerada, mas certamente esta não é a técnica mais difundida.

A cultura não tem valor diagnóstico, já que a Cândida é normalmente observada em 35-50% dos lavados de orofaringe e em 65-90% das amostras de fezes.

Portanto, uma cultura positiva para cândida não é indicativo da doença. Se uma cultura é desejada, uma escova de citologia estéril deve ser passada sobre o exsudato, e logo após, cuidadosamente deve ser separada e levada diretamente para um meio de cultura Agar Sabouraud ou lavada com solução salina fisiológica seguida de cultura da solução salina. Sorologia também pode ser determinada como método diagnóstico para os quadros de esofagite invasiva por cândida, mas a sensibilidade e a especificidade do método sorológico ainda não são satisfatórias devido ao elevado número de resultados falso-positivos.

Fonte: www.medstudents.com.br

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