Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home   Voltar

Estrabismo

O que é

O estrabismo é a perda do paralelismo dos olhos. Os músculos do olho que nos ajudam a olhar numa direcção, são afetados.

Os dois olhos não olham para o mesmo sítio, um deles olha para o objeto pretendido, o outro desvia-se numa outra direcção.

Este desvio pode ser grande e constituir um defeito estético notável. Porém, pode haver casos onde o desvio é muito pequeno e, assim sendo, passar despercebido. No entanto, irá causar os mesmos problemas de visão que os grandes desvios.

Quais as causas do estrabismo?

As causas são diversas, sabe-se que tem origem na união de vários fatores, uns são atualmente conhecidos outros ainda estão por determinar.

Existe uma alteração dos músculos do olho em conjunto com uma má visão. Um olho torce-se porque vê mal e porque vê mal torce-se. Um fator de extrema relevância é o fator hereditário, é reconhecida a predisposição hereditária para o estrabismo.

O estrabismo pode ocorrer na infância, quando a criança já nasce estrábica. O que se pode relacionar com fatores como a hereditariedade, sofrimento fetal, infecções, tumores, traumatismos, fatores emocionais, determinados graus de visão, baixa visão, graus diferentes entre os olhos e etc.

Até aos seis meses a criança pode fazer movimentos descoordenados com os olhos, sem que isso signifique que esteja com estrabismo. Porém, depois dessa idade, se a criança apresentar sintomas característicos de estrabismo, deve de ser levada imediatamente a um oftalmologista.

Quando o estrabismo aparece na idade adulta, pode ser um indício de uma grave doença no cérebro ou no organismo. As causas mais frequentes são hemorragia cerebral, traumatismos, tumores, doenças musculares, problemas de tiróide, pressão alta, paralisia dos músculos dos olhos por causa da diabetes.

Se o indivíduo começar a ter visão dupla deve procurar de imediato um oftalmologista para descobrir a causa e o tratamento adequado.

Tipos de estrabismo

Os olhos podem desviar-se:

Horizontalmente
Para dentro - estrabismo convergente;
Para fora - estrabismo divergente.
Verticalmente
Para cima ou para baixo - estrabismo vertical.

Quais são os sintomas do estrabismo?

Desvio de um olho, perda do paralelismo dos olhos;
Diminuição da acuidade visual de um olho em relação ao outro (olho vago ou ambliopia);
Proporções anormais da cabeça, desvios, inclinações e torcicolos;
Diploplia (visão dupla), quando o estrabismo tem início na idade adulta;
Mau cálculo das distâncias e relevos, perda de visão binocular.

Diante de qualquer dúvida ou apreciação de qualquer destes sintomas, consulte precocemente o oftalmologista.

A precocidade do tratamento pode resolver muitas consequências.

Como se pode tratar o estrabismo?

Existem numerosas técnicas que permitem corrigir este problema. O objetivo é estabelecer precocemente o equilíbrio muscular (o paralelismo dos olhos) e correcção da diminuição da visão, tratar a ambliopia.

O tratamento médico é muito variável:

Pode ser recomendado o uso de óculos especiais.
Exercícios especiais.
Obstrução do olho dominante de forma alterna com o outro olho com o intenção de corrigir o estrabismo.
Programas de treino visual para reforçar a visão binocular;

O tratamento cirúrgico

o tratamento cirúrgico é utilizado quando o tratamento médico não é suficiente e os olhos permanecem desviados. O objetivo é fortalecer ou debilitar certos músculos do olho, de forma a obter uma boa visão e evitar que se torçam.

A cirurgia pode incidir sobre vários músculos de um olho ou dos dois olhos, e, por vezes, poderá efetuar-se sem recorrer a anestesia geral, por exemplo com o uso de "toxinas botulínicas" (toxinas que produzem uma paralisa temporal dos músculos).

O oftalmologista é o único técnico especializado para avaliar o caso na sua especificidade e indicar qual o melhor processo a seguir.

Deverá ter-se em conta que deverá aliar-se o tratamento médico anteriormente citado a este último. Este tratamento, pode causar complicações, como o aparecimento de infecções, reacções alérgicas e queda da pálpebra superior.

Prevenção

Todo o recém-nascido deve ser observado e/ou acompanhado pelo oftalmologista desde o seu nascimento. A função visual e o seu desenvolvimento vão ser determinadas nos primeiros meses da vida de uma criança.

Uma criança com estrabismo, seja evidente ou não, deve de ser diagnosticado e tratado precocemente, o que irá oferecer maiores garantias de ser resolvido com melhores prognósticos de futuro.

O atendimento precoce, permitirá avaliar as causas associadas, evitar ou tratar a ambliopia e investigar possíveis patologias oculares associadas (como cataratas, lesões inflamatórias na retina ou lesões tumorais), bem como patologias gerais, principalmente do sistema nervoso central.

Em caso de estrabismo, a vigilância e controlo deve ser garantido até à adolescência, ainda que a situação estética seja normal.

A criança deve de participar de forma ativa no tratamento, sendo rigoroso no cumprimento, sobretudo na primeira época das oclusões oculares.

Fonte: www.ataraxia.pt

Estrabismo

O que é

Estrabismo é um defeito no alinhamento dos olhos, ou seja, eles apontam para diferentes direções. O desvio pode ser notado sempre ou esporadicamente.

Um olho pode estar direcionado para frente enquanto o outro pode virar para dentro, para fora, para cima ou para baixo. As vezes, o olho desviado pode endireitar e o olho reto pode desviar.

Estrabismo é uma condição comum entre as crianças, afetando cerca de 4% da população, mas também pode ocorrer mais tarde  na vida. Pode ser hereditário (familiar) e ocorre igualmente em pessoas do sexo masculino e feminino.

A visão e o cérebro

Quando a visão binocular é normal (os dois olhos funcionam juntamente) ambos os olhos focalizam o mesmo alvo. A parte visual do cérebro funde as duas imagens numa imagem tridimensional única. quando um olho desvia, como ocorre no estrabismo,duas imagens diferentes são enviadas ao cérebro.

Em crianças, o cérebro aprende a ignorar a imagem do olho mal alinhado e vê somente a imagem de um olho.  Isto causa perda da percepção da profundidade e da visão binocular. Adultos que desenvolvem estrabismo frequentemente têm visão dupla, pois o cérebro já está treinado a receber imagens de ambos os olhos e não consegue ignorar a imagem do olho desviado.

Ambliopia

O alinhamento normal de ambos os olhos durante a infância permite o desenvolvimento de boa visão em cada olho. O alinhamento anormal,ou estrabismo, pode causar visão reduzida ou ambliopia. O cérebro reconhecerá a imagem do olho de melhor visão e ignorará a imagem do olho mais fraco (olho amblíope).

Isto ocorre em aproximadamente metade das crianças que têm estrabismo. A ambliopia pode ser tratada colocando-se um tampão no olho de melhor visão para melhorar a visão do olho mais fraco. Se a ambliopia for detectada nos primeiros anos de vida, o tratamento frequentemente é bem sucedido.

Se o tratamento adequado for deixado para depois, a ambliopia ou visão reduzida geralmente torna-se um problema permanente. Como regra, quanto mais cedo a ambliopia for tratada, geralmente antes dos 7 anos de vida melhor será o resultado final.

Causas e sintomas do estrabismo

A causa exata do mau alinhamento dos olhos que leva ao estrabismo não é totalmente compreendida. Seis músculos, que controlam os movimentos dos olhos, são presos na parte externa de cada olho. Em cada olho, dois músculos movimentam o olho para a esquerda ou para direita. Os outros quatro músculos o movimentam para cima ou para baixo e controlam movimentos de inclinação. Para alinhar e forçar ambos os olhos num alvo único, todos os músculos de cada olho devem estar equilibrados e funcionando juntamente com os músculos correspondentes do olho oposto.

O cérebro controla os  músculos do olho, isso explica o porquê as crianças com distúrbios que afetam o cérebro, como paralisia cerebral, síndrome de Down, hidrocefalia e tumores cerebrais frequentemente têm estrabismo. Catarata ou outra lesão nos olhos que afeta a visão também podem causar estrabismo. O sinal principal do estrabismo é um olho que desvia.ás vezes, o paciente fica com um dos olhos fechado na luz solar ou inclina a cabeça numa direção específica para usar os dois olhos ao mesmo tempo. Problemas com a percepção de profundidade também podem ser observados.

Detecção e diagnóstico

As crianças devem ser examinadas pelo médico da família, pediatra ou oftalmologista durante a infância e na idade pré-escolar para detectar problemas potenciais nos olhos. Isto é particularmente importante se um parente da criança tem estrabismo ou ambliopia. Nesse caso a criança deve ser examinada no primeiro ano de vida. Nas crianças frequentemente é difícil determinar a diferença entre olhos que parecem estar desviados e O verdadeiro estrabismo.

Crianças pequenas geralmente têm a base do nariz alargada e uma dobra de pele na pálpebra superior que tende a encobrir o globo quando a criança olha para o lado, aparentando desvio. Esse aspecto de estrabismo pode melhorar conforme a criança cresce. O estrabismo verdadeiro não é curado com o crescimento.

Muitas vezes somente o oftalmologista pode distinguir o verdadeiro do falso estrabismo.

Tratamento

Os objetivos do tratamento do estrabismo são preservar a visão e endireitar os olhos e restaurar a visão binocular. Dependendo da causa do estrabismo o tratamento pode envolver o reposicionamento dos músculos do olho desequilibrado, remover uma catarata ou corrigir outras condições que estão fazendo com que o olho vire. Depois de um completo exame oftalmológico incluindo um estudo detalhado de partes internas do olho um oftalmologista pode recomendar exercícios ortópticos, óculos ou cirurgia. Cobrir ou tapar o olho bom para melhorar a visão no olho fraco frequentemente é necessário.

Esotropia

Os dois tipos mais comuns de estrabismo são esotropia e exotropia. Esotropia significa um olho virado para dentro e é o tipo mais comum de estrabismo em crianças. Crianças jovens com esotropia não usam seus olhos em conjunto. Na maioria dos casos, a cirurgia precoce para alinhar o olho é necessária para obter visão binocular e prevenir perda de visão permanente.

A cirurgia em qualquer idade pode resultar em melhora do campo visual lateral. Durante a cirurgia, a posição dos músculos dos olhos é ajustada. Por exemplo, na cirurgia para esotropia, os músculos internos são enfraquecidos. Ás vezes os músculos externos são encurtados para permitir que os olhos se movam para fora.

Esotropia acomodativa

A esotropia acomodativa é uma forma comum de esotropia que ocorre em crianças com hipermetropia, geralmente com dois anos de idade ou mais. Quando a criança é pequena ela pode focalizar os olhos para ajustar a hipermetropia, mas o esforço da focalização (acomodação) necessário para ver claramente estimula os olhos ao desvio.

Os óculos ajudam a reduzir o esforço da focalização e podem endireitar os olhos. Ás vezes, óculos bifocais são necessários para o trabalho de perto. Colírios ou lentes especiais, chamadas prismas, também podem ser usados para endireitar os olhos. Exercícios ortópticos são ocasionalmente indicados em crianças mais velhas.

Exotropia

A exotropia (olho virado para fora) é um outro tipo comum de estrabismo. Ocorre mais frequentemente quando a criança está focalizando objetos distantes.

Normalmente a exotropia ocorre de forma intermitente, particularmente quando a criança está distraída, doente ou cansada. Os pais geralmente observam que a criança fecha um olho na luz do sol. Apesar de óculos, exercícios ou prismas poderem reduzir ou ajudar a controlar esse desvio, frequentemente a cirurgia é necessária.

Cirurgia de Estrabismo

O globo ocular nunca é removido da cavidade durante nenhum tipo de cirurgia ocular. A cirurgia de estrabismo consiste em fazer uma pequena incisão no tecido que cobre o olho, permitindo ao oftalmologista acessar os músculos oculares subjacentes. Quais músculos oculares serão reposicionados durante a cirurgia depende da direção que o olho está desviando.

Pode ser necessário realizar a cirurgia em um ou em ambos os olhos. A anestesia geral é necessária quando a cirurgia de estrabismo é realizada em crianças.

A anestesia local é uma opção para adultos. O tempo de recuperação é rápido. Geralmente, as pessoas são capazes de retornar suas atividades normais dentro de alguns dias. Depois da cirurgia, óculos ou prismas podem ser úteis. Hipercorreção ou hipocorreção podem ocorrer nesses casos e será necessário outra cirurgia.

A cirurgia precoce é recomendada para corrigir o estrabismo, pois crianças mais novas podem desenvolver visão binocular uma vez que os olhos são alinhados.

Conforme a criança vai ficando mais velha, as chances de recuperar a visão binocular diminuem, apesar do campo de visão lateral poder melhorar.

Olhos desviados também podem ter um efeito negativo sobre a autoconfiança da criança.

Como em qualquer procedimento, a cirurgia de estrabismo pode ter riscos como: infecção, cicatrização excessiva e outras complicações todas muito raras. A cirurgia geralmente é um tratamento seguro e eficiente para o mau alinhamento ocular. Entretanto, não é um substituto, dos óculos ou do uso de oclusão.

Injeções de Botox

Botox , uma droga aprovada pelo Food and Drug Administration dos EUA,é uma alternativa para a cirurgia em alguns indivíduos. A injeção no músculo enfraquece-o temporariamente e relaxa-o, permitindo que o músculo oposto recupere sua função. Apesar dos efeitos do uso da droga terminarem após várias semanas, em alguns casos como em paralisia, o mau alinhamento pode ser permanentemente corrigido.

Resumo

O estrabismo não cura com o crescimento.
O tratamento é mais eficiente quando a criança é pequena.
O alinhamento dos olhos é possível em qualquer idade e pode resultar em melhora do campo visual.
O tratamento para o estrabismo pode ser feito com colírios, exercícios ou óculos.
Se o tratamento cirúrgico for indicado, quanto mais cedo for realizado, melhores chances a criança tem de desenvolver visão binocular normal.

Moacir Cunha

Fonte: Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica

Estrabismo

O que é

O estrabismo é um distúrbio caracterizado pelo desalinhamento dos olhos que ocorre em decorrência da incapacidade dos músculos dos olhos em trabalharem em conjunto.

É geralmente classificado de acordo com a direção para a qual o olho se desvia.

A forma mais comum é a esotropia, ou estrabismo convergente, que ocorre quando o olho se desvia em direção ao nariz.

A exotropia, ou estrabismo divergente, ocorre quando o olho se desvia para fora, longe do nariz.

Um ou ambos os olhos podem virar para cima ou para baixo.

Geralmente, os dois olhos apontam em direções diferentes. O estrabismo também pode ser classificado de acordo com o fato do desvio ocular variar (estrabismo não-concomitante) ou não variar (estrabismo concomitante) com a direção de fixação.

Pode ocorrer em adultos como resultado de traumatismo ou certas doenças. Os sintomas mais óbvios são desalinhamento e movimentos descoordenados dos olhos.

Fonte: www.allergan.com.br

Estrabismo

É a denominação do desvio do olhar conjugado. Isto ocasiona a perda de noção de profundidade e visão binocular.

O estrabismo em crianças, quando não tratado, é responsável por ambliopia (olho preguiçoso).

Tratamento

Existem duas categorias distintas de estrabismo:

Em adultos o tratamento resume-se em diagnosticar a causa do estrabismo e tratar a causa base. Podemos tratar sintomas como visão dupla com oclusão monocular alternada aguardando a resolução da causa base. Eventualmente podemos indicar uma cirurgia para resolução de estrabismo residual, mas sempre aguardamos um intervalo de cerca de seis meses antes de indicar uma correção cirúrgica.

Em crianças devemos ser o mais precoce possível no diagnóstico e terapêutica a serem instituidos, para termos um melhor resultado sensorial, pois até os sete anos o desenvolvimento ocular ainda não está consolidado. Após esta idade, todos os tratamentos visando uma recuperação sensorial (da acuidade visual) terão resultados medíocres.

As metas para um tratamento eficaz do estrabismo são:

Preservar a visão do olho normal, e recuperar a visão do olho amblíope
Alinhar os olhos
Procurar restaurar a visão binocular

Cirurgia: Alinhamento Ocular

A cirurgia atua sobre a musculatura ocular. O grupo muscular que será operado depende do tipo de desvio ocular de cada paciente.

Em alguns casos, poderá ser necessária mais de uma intervenção cirúrgica.

É realizado freqüentemente, sob anestesia geral em centro cirúrgico, podendo em adultos ser realizada sob anestesia local.

A recuperação pós-operatória é rápida, e em cerca de uma semana os pacientes podem recuperar suas atividades habituais.

Lembramos sempre que a cirurgia do estrabismo é uma complementação do tratamento clínico.

Fonte: www.clinicalavue.com.br

Estrabismo

"O cérebro controla os músculos oculares. Isto explica por que crianças com paralisia cerebral, Síndrome de Down e hidrocefalia, com freqüência desenvolvem estrabismo."

O que é estrabismo?

Estrabismo é o desalinhamento dos olhos, onde cada olho aponta para uma direção diferente. Apesar de ser uma doença que acomete aproximadamente 4% das crianças, pode também surgir na vida adulta. O desvio dos olhos poderá ser constante e sempre notado, ou poderá ter períodos normais e períodos com olhos desviados. Um dos olhos poderá estar olhando em frente, enquanto o outro desvia para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Em outros casos, o olho desviado poderá estar olhando em frente, ocasionando o desvio do olho que não é desviado.

Músculos extra-oculares

Existem seis pares de músculos extra-oculares, presos do lado de fora de cada globo ocular e que controlam seus movimentos. Em cada olho, dois músculos movem os olhos para a direita e a esquerda; os outros quatro músculos movem os olhos para cima e para baixo e controlam a inclinação dos mesmos. Para manter os olhos alinhados e focalizados em um ponto, todos os músculos oculares de cada olho devem estar em perfeito equilíbrio de forças e trabalhando em conjunto com os músculos correspondentes do olho contralateral. Quando os músculos oculares não trabalham harmoniosamente, resulta um desvio ocular ou estrabismo.

Os olhos são feitos para focalizar uma imagem nítida sobre a retina e transmití-la ao cérebro. Se ambos os olhos estão fixando o mesmo ponto, a área visual do cérebro pode fundir as duas imagens em uma única imagem tridimensional. Isto cria uma visão de profundidade e uma visão tridimensional. Quando um dos olhos fica estrábico, duas imagens diferentes são enviadas para o cérebro. Nas crianças de baixa idade, o cérebro aprende a ignorar a imagem do olho desviado, passando a receber somente a imagem do olho não desviado ou de melhor visão. Isto provoca a perda da visão tridimensional. Adultos que ficam estrábicos desenvolvem uma diplopia (visão dupla), pois seus cérebros foram estimulados a receber imagens de ambos os olhos, não podendo assim ignorar a imagem do olho desviado.

O paralelismo dos olhos durante a infância permite o desenvolvimento de uma boa visão em cada olho. No estrabismo, o desvio dos olhos poderá provocar uma baixa visual ou ambliopia. A ambliopia acomete aproximadamente 50% das crianças estrábicas. O cérebro reconhecerá a imagem do olho de melhor visão e ignorará a imagem do olho fraco ou amblíope. A ambliopia pode ser tratada com a oclusão do olho preferido ou de melhor visão, com a finalidade de melhorar a visão do olho desviado. Se a ambliopia for detectada nos primeiros anos de vida, o tratamento tem um alto índice de sucesso. Se este tratamento é iniciado mais tarde, a ambliopia e a baixa visual serão definitivas. Como regra geral, quanto mais cedo a ambliopia for tratada, melhor o resultado visual.

Causas e sintomas

O estrabismo é causado pelo desalinhamento de músculos oculares. Entretanto, não se sabe a exata causa deste desvio que leva ao estrabismo. Sabe-se que o estrabismo é uma doença familiar. No entanto, em vários pacientes não existe uma história familiar positiva para estrabismo. É uma doença que acomete igualmente homens e mulheres.

O cérebro controla os músculos oculares. Isto explica por que crianças com paralisia cerebral, Síndrome de Down e hidrocefalia, com freqüência desenvolvem estrabismo. Até mesmo um tumor cerebral poderá provocar estrabismo. Se a visão de um dos olhos está embaçada devido à catarata ou a outra lesão, geralmente o olho se torna estrábico.

O sintoma primário do estrabismo é um olho que não fixa objetos à sua frente. Às vezes, algumas crianças desviam os olhos em ambientes muito claros. Poderão também não ter visão de profundidade. Algumas crianças inclinam ou giram suas cabeças em uma determinada direção, com a finalidade de manter os olhos paralelos.

Com bastante freqüência, os pais têm a falsa impressão de que o problema da criança foi curado espontaneamente. Apesar de o cansaço ou doença poderem piorar o estrabismo, as crianças não se curam espontaneamente. Se há suspeita de que uma criança esteja estrábica, é necessário um exame oftalmológico para determinar sua causa e iniciar o tratamento imediato.

Diagnóstico

Durante a infância, toda criança deverá ser examinada pelo pediatra ou oftalmologista com a finalidade de detectar qualquer problema ocular, especialmente se um parente próximo é estrábico ou amblíope. Mesmo pais observadores poderão não descobrir o estrabismo, sem a ajuda de um oftalmologista. É muito difícil saber a diferença entre olhos que parecem desviados e um estrabismo verdadeiro. Crianças menores têm geralmente a ponte do nariz achatada e uma prega palpebral redundante no canto interno dos olhos, o que costuma esconder o olho no olhar lateral, levando a uma preocupação dos pais sobre se estes olhos são realmente desviados. Um oftalmologista experiente pode rapidamente distinguir esta forma de um estrabismo verdadeiro.

Nunca é tarde para se examinarem os olhos de crianças. Felizmente o oftalmologista pode examinar olhos até mesmo de recém-nascidos. Se o exame ocular é prorrogado até a idade escolar, às vezes será tarde para o tratamento correto do estrabismo e da ambliopia. Ocasionalmente, um olho estrábico poderá ter como causa uma catarata, um tumor intra-ocular ou um tumor cerebral. É muito importante reconhecer estas patologias o quanto antes, pois assim poderão ser tratadas e o estrabismo corrigido.

Tratamento

O objetivo do tratamento é preservar a visão, colocar os olhos paralelos e recuperar a visão binocular. O tratamento do estrabismo depende de sua causa.

Poderá ser direcionado para a correção do desequilíbrio de forças musculares, remoção de catarata ou tratamento de outras doenças que possam provocar um desvio ocular. Após o exame oftalmológico completo, incluindo também o de fundo de olho, o oftalmologista indicará o tratamento clínico, ótico, ou cirúrgico. Em alguns pacientes será necessária a oclusão do olho de melhor visão, com a finalidade de garantir visão igual nos dois olhos.

As duas formas mais comuns de estrabismo são a esotropia, onde os olhos são desviados para dentro, e a exotropia, quando o são para fora. Esotropia é a forma de estrabismo mais comum em crianças. As crianças que nascem com esotropia não aprendem a usar os dois olhos ao mesmo tempo e podem não enxergar bem do olho mais fraco. Na maioria dos casos, é necessário cirurgia precoce para colocar os olhos paralelos, na tentativa de obter visão binocular e prevenir a perda permanente da visão no bebê ou na criança. O objetivo da cirurgia ocular é ajustar a tensão muscular em um ou ambos os olhos, com a finalidade de colocá-los olhando em frente. Por exemplo, na cirurgia para correção da esotropia, os músculos retos mediais são removidos da parede do globo ocular e suturados mais posteriormente, permitindo uma diminuição das forças de tração e levando os olhos para fora. Algumas vezes, os músculos externos (músculos retos laterais) poderão ser reforçados, diminuindo-se o seu tamanho, o que também deslocará os olhos para fora.

Estrabismo
Estrabismo convergente

Estrabismo
Estrabismo divergente

Outra forma freqüente de esotropia é a que ocorre em crianças após os dois anos de idade e é causada pela necessidade de óculos. Estas crianças são geralmente hipermétropes. Elas têm capacidade de focalizar a imagem e corrigir a hipermetropia , o que permite que enxerguem longe e perto. No entanto, algumas crianças entortam os olhos ao tentarem focalizar os objetos. O uso de óculos que corrigem toda a hipermetropia reduz a necessidade desta focalização, mantendo assim os olhos paralelos. Em algumas crianças, é necessário o uso de óculos bifocais, que reduzirão sua necessidade de focalizar objetos próximos.

Ocasionalmente, será necessário o uso de colírio ou lentes especiais, chamadas prismas, para ajudá-las a focalizar nitidamente os objetos. Mais raramente, exercícios oculares (exercícios ortópticos) serão necessários para ajudar as crianças a controlar o desvio ocular.

Estrabismo
Olhos desviados sem óculos

Estrabismo
Olhos paralelos com óculos

Exotropia ou desvio divergente dos olhos é outra forma comum de estrabismo. Ocorre mais freqüentemente quando a criança está fixando objetos distantes.

Pode ocorrer de forma intermitente, especialmente quando a criança está doente, cansada ou relaxada. Os pais poderão notar que um dos olhos desvia-se, quando a criança está em ambiente muito claro. Apesar de óculos e prismas diminuírem o desvio divergente, cirurgia é o tratamento mais comum.

O tratamento cirúrgico do estrabismo é seguro e eficaz, mas não substitui o uso dos óculos nem o tratamento da ambliopia. No ato cirúrgico, o olho não é removido da órbita. Uma pequena incisão é feita nos tecidos que envolvem o globo ocular, permitindo o acesso aos músculos. A escolha do músculo a ser operado depende da direção do desvio ocular. Após a cirurgia, os olhos poderão estar quase, mas não perfeitamente paralelos, apesar da avaliação clínica completa e da boa técnica cirúrgica. Nestes casos, o ajuste final dependerá da coordenação entre o olho e o cérebro. Às vezes o paciente precisa usar prismas ou óculos após a cirurgia. Hipercorreção ou hipocorreção poderá ocorrer e nova cirurgia poderá ser necessária.

Um ou ambos os olhos podem ser operados. Crianças são operadas sob anestesia geral, mas, em alguns adultos, a anestesia local pode ser usada. O tempo de recuperação é rápido e o paciente estará em condições de retornar às atividades normais em poucos dias.

Cirurgia precoce é indicada para correção do estrabismo em crianças menores, porque estas podem desenvolver visão normal, assim que os olhos forem alinhados. À medida que a criança cresce, diminuem as chances de conseguir desenvolver visão normal. E mais, o defeito estético causado pelo "olho torto" pode ter um efeito negativo na sua auto-estima. Como em toda cirurgia, existe um pequeno risco de complicação na correção cirúrgica do estrabismo. Existe uma chance pequena de ocorrer infecção, sangramento, cicatrização exagerada e outras complicações muito raras, que podem causar a perda da visão.

Uma nova maneira de tratamento está sendo usada em algumas formas especiais de estrabismo e num selecionado grupo de pacientes. É a aplicação intramuscular de toxina botulínica tipo A (Botox). Este tratamento provoca uma paralisia temporária do músculo onde foi feita a aplicação e diminui o tamanho do desvio.

Podem ser necessárias uma ou mais injeções para a correção do estrabismo.

Quem pode tratar o estrabismo?

O oftalmologista é o profissional educado, treinado e licenciado para oferecer todo o cuidado necessário aos olhos, incluindo o diagnóstico e tratamento do estrabismo.

Cuidado total aos olhos inclui um exame oftalmológico completo, prescrição de lentes corretoras, diagnóstico de doenças oculares e correta terapêutica clínica ou cirúrgica. Somente o oftalmologista pode oferecer atenção total aos olhos. O oftalmologista deve ser sempre consultado se a criança tem história familiar positiva de ambliopia ou estrabismo, se os olhos parecem não estar paralelos, se existe uma baixa de visão em um ou em ambos os olhos, ou se existe alguma evidência da presença de catarata, glaucoma ou outra forma de doença ocular.

Previne-se a perda de visão

O tratamento do estrabismo é tão mais eficaz quanto mais cedo for instituído. À medida que a criança cresce, torna-se mais difícil tratar o estrabismo e restabelecer a visão binocular, mas a correção estética é possível ser feita em qualquer idade. Não existe maneira de prevenir o estrabismo, mas olhos desviados sempre podem ser tratados, e a perda de visão pela ambliopia pode ser prevenida, se o tratamento é feito precocemente.

Resumindo:

Não existe cura espontânea do estrabismo.
O tratamento do estrabismo pode ser não-cirúrgico e incluir o uso de colírio, óculos ou injeções.
Se o tratamento cirúrgico for indicado, é aconselhável que se faça enquanto a criança for menor, para permitir o uso normal dos olhos.
Se você tiver mais perguntas ou quiser maiores informações sobre estrabismo ou ambliopia, consulte seu oftalmologista.

Fonte: www.estrabismo.com.br

Estrabismo

O que é o estrabismo?

Estrabismo, ou vesgueira, é uma anomalia dos olhos em que eles perdem o paralelismo entre si.

Enquanto um dos olhos olha em frente, o outro está desviado.

Existem diversos tipos de estrabismo: o olho afetado pode estar desviado em direção ao nariz (estrabismo convergente, para o lado (estrabismo divergente, para cima ou para baixo (estrabismo vertical.

Pode haver uma combinação de desvio horizontal e vertical num mesmo paciente, como, por exemplo, em direção ao nariz e para cima.

Estrabismo
Pré-cirúrgico

Estrabismo
Pós-cirurgico

O estrabismo pode estar presente já no início da vida ou surgir mais tarde, ainda na infância. Pode também aparecer ainda mais tarde, mesmo em adultos, neste caso geralmente causado por alguma doença física não ocular, como o diabetes e doenças neurológicas, ou devido a um traumatismo na cabeça. A incidência, neste último caso, tem-se tornado mais freqüente com o aumento dos acidentes de trânsito.

Quando surge no adulto, ou na criança grande, o primeiro sintoma do paciente é a visão dupla (diplopia). Nos estrabismos adquiridos mais cedo, não há esse sintoma.

Em certos casos, o estrabismo é chamado alternante, porque em alguns momentos está desviado um dos olhos (enquanto o outro olha para frente) e em outros a situação se inverte.

É comum parentes ou amigos dizerem aos pais de uma criança estrábica que “isso sara sozinho”, pois isso ocorreu com um seu filho. Trata-se de má interpretação dos fatos, pois o estrabismo jamais sara espontaneamente. Quando os pais perceberem que o seu filho não sarou, pode ser tarde demais, o filho já perdeu irremediavelmente a visão de um olho. O que ocorre é que, antes dos 4 meses de idade, os olhos podem “dar umas desviadinhas”, porém raramente e por períodos de tempo muito curtos. Isso ocorre porque os reflexos que alinham os olhos ainda não estão maduros. Não se trata de estrabismo, pois estrabismo é uma doença e essas “desviadinhas” antes dos 4 meses são “normais”, ou seja, não constituem doença. Após os 4 meses, isso já não pode mais acontecer. O “sara sozinho” do amigo foi nada mais do que o desaparecimento normal de um fato normal; mas qualquer desvio ocular freqüente ou permanente, em qualquer idade, é doença, é estrabismo, e estrabismo não sara sozinho.

O estrabismo é um problema apenas de posicionamento dos olhos?

Não. O desvio dos olhos é o que se vê. Atrás dele há problemas sensoriais, cerebrais, na área da visão. Tentarei explicar isso de maneira simples.

Quando uma pessoa normal olha para um objeto, este forma imagens na retina de cada um dos olhos. Essas duas imagens vão ao cérebro, o qual as funde, e o indivíduo vê só uma imagem. Se estamos olhando para um objeto situado a 2 m de distância e colocamos um dedo à frente do nariz, percebemos o dedo em duplicata (diplopia). Se agora olharmos para o dedo, o objeto distante é que será percebido duplo. A visão dupla é, então, o gatilho de um reflexo, por meio do qual alinhamos os olhos para que ambos olhem para o objeto que nos chama a atenção. Esse reflexo (reflexo de fusão) é o responsável pela manutenção do adequado alinhamento dos olhos a todo momento durante a vida. Devido a ele, o indivíduo normal nunca fica estrábico.

A pessoa que nasceu estrábica ou adquiriu o estrabismo muito cedo, antes de um ano de idade, usa outro mecanismo para não ver duplo; em vez de alinhar os olhos, suprime a imagem que se formou na retina do olho desviado. Essa imagem não chega ao cérebro. Com isso, ele fica livre da visão dupla, mas sofre uma conseqüência grave. As células cerebrais responsáveis por esse olho atrofiam, por falta de uso; a visão desse olho fica baixa, complicação chamada ambliopia.

Note-se que esse mecanismo não ocorre nos estrabismos adquiridos tardiamente; a diplopia é constante, só desaparecendo com o realinhamento cirúrgico dos olhos.

Como tratar ou prevenir a ambliopia?

A ambliopia pode ser curada, desde que um tratamento adequado se inicie muito cedo, antes dos 2 anos de idade. Depois disso, as possibilidades de cura pioram rapidamente, pois células cerebrais atrofiadas não podem ser recuperadas. É por esse motivo que o estrabismo é uma questão de urgência. A criança deve consultar um médico oftalmologista especializado em crianças o mais rapidamente possível, assim que o desvio dos olhos é percebido. Por outro lado, todas as crianças devem fazer um “check-up” oftalmológico de rotina, mesmo que não haja nenhuma queixa quanto aos olhos, em torno de um ano de idade, pois há estrabismos de muito pequeno ângulo de desvio, que não são percebidos pelas pessoas não especializadas, mas são suficientes para causar ambliopia. Além disso, pode ocorrer que a criança tenha um defeito (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) num só olho. O comportamento visual dessa criança é normal, pois o olho não afetado tem boa visão, mas o afetado desenvolverá ambliopia. Somente o especialista habituado ao tratamento de crianças está capacitado a fazer esse diagnóstico e instituir o tratamento adequado, que, como disse acima, só será efetivo se iniciado cedo.

O tratamento da ambliopia é feito antes do tratamento do desvio dos olhos.

O tratamento da ambliopia fica claro após o que foi dito acima. Por que o olho tornou-se amblíope? Porque não foi utilizado durante a fase de maturação da criança. O que fazer então? Obriga-la a utilizar esse olho (chamado vulgarmente “olho preguiçoso”). Isso se consegue ocluindo (tapando) o olho bom durante algum tempo, de forma contínua ou interrompia, dependendo do caso. O oftalmologista precisa acompanhar a criança, para ir dosando a oclusão de acordo com a evolução do tratamento, para evitar que o olho que se está ocluindo torne-se também amblíope.

Uma vez normalizada a visão do olho afetado, costuma ocorrer um fato que assusta os pais: o estrabismo, que era de um só olho, transforma-se em alternante, isto é, cada hora é um dos olhos que desvia. Isso é o sinal de que a visão de ambos os olhos está igualada; é o que se desejava, a ambliopia está curada.

Como corrigir o desvio dos olhos?

Eliminada a ambliopia, passa-se a tratar do desvio dos olhos. Em alguns casos, isso se consegue apenas com o uso de óculos, mas, na grande maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico.

Ao ouvir falar em operação dos olhos, os pais geralmente se assustam. Afinal, um órgão tão delicado; não há risco de perder a visão? Os riscos são diminutos. O maior risco é não ficar tão perfeito como se deseja e ser necessário um retoque. É uma possibilidade que ocorre em aproximadamente 25 % dos casos. Mas, após o primeiro ato cirúrgico, os pais perdem o medo, pois viram que a operação traumatizou a criança muito pouco, ou quase nada. A cirurgia não é feita sobre o olho – este é perfeito. O problema está nos músculos que o movimentam, como as rédeas de uma carroça. Imagine uma carroça, com o cavalo à frente. Se uma rédea for muito curta, a cabeça do cavalo ficará desviada para o lado dela. Para endireitar a cabeça, não se vai tocar nela, mas sim na rédea, que será alongada ou encurtada. Assim é a operação de estrabismo – trabalha-se sobre os músculos.

A internação hospitalar é de poucas horas e a recuperação é rápida; os olhos ficam vermelhos por alguns dias, mas isso não impede as atividades normais do paciente, exceto a freqüência a piscina ou mar por alguns dias.

Outro fato que amedronta os pais é a anestesia geral. O que tenho a dizer sobre isso é que opero crianças há 50 anos, sem nunca ter tido nenhum acidente anestésico, por menor que seja. Já operamos juntos alguns milhares de pacientes. Esse é o tamanho do risco anestésico, na minha estatística. Não digo que não há risco, mas estou certo de que ele não é maior do que uma viagem de avião ou de carro, ou mesmo a pé, na cidade de São Paulo.

Um problema relacionado ao ato cirúrgico é o traumatismo psicológico da criança, ao entrar desacompanhada dos pais no centro cirúrgico. Este é um problema importante, que eu evito por meio do trabalho de um psicanalista especializado em crianças. Estas vão ao seu consultório nas vésperas da operação, acompanhadas dos pais, e o analista estabelece um vínculo muito forte de amizade e confiança com elas, além de exibir-lhes os instrumentos que serão utilizados durante a anestesia. Ao chegar ao hospital, o analista encontra-se com elas no quarto e leva-as ao centro cirúrgico pela mão. Este método tem eliminado quase inteiramente o choro e a má lembrança que um ato traumático pode deixar por muitos anos.

E se a ambliopia não puder mais ser curada?

Nos casos em que a ambliopia já não é mais curável, porque ultrapassou-se o tempo hábil, a correção cirúrgica do estrabismo passa a ter finalidade apenas estética. Mas esse “apenas” não significa que ela seja menos importante. Um defeito físico localizado nos olhos provoca seguramente problemas sérios de ordem emocional; quando duas pessoas conversam, cada uma olha para os olhos da outra. Se uma delas tem os olhos desviados, a sua auto-estima baixa enormemente.

No adulto, isso é extremamente incômodo, e, numa criança, traz como conseqüência sérias neuroses, que a acompanharão para o resto da vida.

Alterações oculares podem provocar mau posicionamento da cabeça(torcicolo)?

Sim. Há certas anomalias do aparelho oculomotor que podem provocar mau posicionamento da cabeça (torcicolo).

Freqüentemente esses casos são mal diagnosticados, crendo-se que a anomalia reside no pescoço. Existe, realmente, um torcicolo, chamado “torcicolo congênito”, causado por inelasticidade e encurtamento de um dos músculos do pescoço (o esterno-cleido-mastoídeo).

O diagnóstico diferencial entre as duas situações é fácil; no torcicolo de causa ocular, a cabeça pode ser endireitada, ou mesmo inclinada para o outro lado, enquanto, no causado pela anomalia muscular do pescoço, não se consegue endireitas a cabeça, mesmo passivamente, tentando fazê-lo com as mãos.

Algumas vezes, o mau posicionamento da cabeça é uma atitude inconsciente, com a finalidade de melhorar a visão; esses casos são acompanhados de nistagmo (tremor dos olhos), que diminui muito a capacidade visual, mas que pode ser reduzido colocando os olhos em certa posição.

O indivíduo, então, gira (ou inclina) a cabeça a fim de colocar os olhos naquela posição e, assim, enxergar melhor. Em qualquer dos casos de torcicolo de causa ocular, pode-se eliminá-lo por meio de uma operação, do mesmo tipo da cirurgia do estrabismo.

EM RESUMO

O estrabismo deve ser tratado assim que é percebido pela primeira vez e todas as crianças devem consultar um oftalmologista especializado em crianças em torno de um ano de idade, mesmo que não se perceba a existência de nenhum problema ocular. Essas duas providências podem evitar sérios problemas visuais.

Lembrar que posição viciosa de cabeça pode ser causada por problema ocular.

Carlos R. Souza Dias

Fonte: estrabismo.med.br

Estrabismo

O estrabismo é a existência de desalinhamento entre os olhos, isto é, quando ficam "tortos" ou "vesgos".

É um problema freqüente e significa uma das duas coisas:

Um dos olhos não enxerga bem e, por isso, fica desalinhado, ou;
Os olhos desalinhados levam à deficiência da visão de um dos olhos;

O estrabismo deve ser tratado imediatamente. É errado tratar o estrabismo apenas quando a criança fica mais velha.

Na verdade, a existência de estrabismo pode indicar a presença de algo muito grave na visão da pessoa.

A primeira coisa que o médico faz quando encontra um adulto que começou a ter estrabismo recentemente é pesquisar doenças do cérebro e do olho.

Nas crianças, o médico deve descartar a presença de doenças neurológicas e tentar salvar a visão de ambos os olhos, antes de pensar na cirurgia de correção do olho torto.

No começo, é mais comum usar oclusores ("tampões") oculares e/ou óculos, para tentar obter um bom desenvolvimento da visão de ambos os olhos e a maturidade da parte do cérebro responsável pela visão.

Depois, parte-se para a cirurgia. Entretanto, em alguns casos, a conduta cirúrgica é necessária desde o início ou não há como salvar a visão de um dos olhos - cada caso é um caso.

Toda criança deve ser avaliada desde o nascimento, mesmo sem ter estrabismo.
Além dessa doença, existem muitas outras que podem comprometer a visão, pelo resto da vida.
Não deixe de levar a sua filha ou o seu filho ao oftalmologista, desde o nascimento, até a adolescência.
O desvio dos olhos pode ser muito sutil, difícil de perceber, mas isso não quer dizer que o problema seja menos grave. Até mesmo os pequenos desvios do olho podem levar à cegueira.

Leve sua criança ao médico oftalmologista, mesmo que não haja estrabismo perceptível, para uma boa avaliação da saúde ocular. 

Fonte: www.ceofro.com.br

Estrabismo

CIRURGIA DE CORREÇÃO DE ESTRABISMO

A grande maioria dos estrabismos exige tratamento cirúrgico para sua eliminação. Grande parte das vezes a finalidade é apenas estética. Em outros casos, a cirurgia visa restaurar ou recuperar a visão binocular com todas as suas vantagens, como a percepção ou discriminação de distância (estereopsia) e a fusão das imagens provenientes de cada olho. Em ambas situações, procura-se promover ou restaurar a ortotropia (olhos paralelos) de preferência mantido em todas as posições do olhar.

O tratamento cirúrgico na maior parte das vezes se baseia em modificações nos músculos oculomotores, debilitando-os, alongando-os, encurtando-os ou alterando a orientação de seu plano de ação. Algumas vezes pode-se atuar na conjuntiva e fáscias oculares.

Quando nos propomos a realizar uma intervenção cirúrgica devemos considerar vários fatores que podem interferir no resultado.

Assim diante das seguintes situações: baixo potencial de fusão, correspondência sensorial anômala, altos erros refracionais, ambliopia severa não tratável, lesão ocular irreversível, dano cerebral grave, etc., o efeito de um determinado procedimento cirúrgico não é tão previsível.

Numa situação oposta: boa acuidade visual e ausência das alterações acima, a chance de sucesso melhora significativamente.

A re-operação, a fim de alterar o resultado previamente obtido quer melhorando a estética ou a visão binocular do paciente, é uma possibilidade que está sempre presente embora seja desagradável e frustrante tanto para o paciente como para o cirurgião. Mesmo com todo o cuidado durante o ato cirúrgico e experiência na elaboração do plano cirúrgico, estamos sujeitos a resultados indesejados e muitas vezes temos que re-operar, visto que o sucesso do tratamento está relacionado não só as habilidades propedêuticas e cirúrgicas do médico, mas também as características do próprio desvio.

Estrabismo
Atlas de Clínica Oftalmológica, D.J. Spalton, Editora Manole, 1992

A CIRURGIA

Uma vez estabelecido o plano cirúrgico, parte-se para a cirurgia propriamente dita, que pode ser realizada com anestesia geral (crianças, adultos não cooperativos ou ansiosos) ou ainda com anestesia local, quer seja bloqueio peribulbar ou mesmo com anestesia tópica, nos casos da cirurgia reajustável.

Pós-operatório

O curativo inicial deve ser mantido por 24 horas. Após remover o curativo, são orientados colírio de corticóide e antibiótico por uma semana a 15 dias e analgésicos para dor.

Compressas frias (03 a 04 pedras de gelo picado dentro de um saco plástico envoltas em um pano) por 20 minutos a cada 4 horas ajudam a diminuir a dor e o edema nas primeiras 24 horas pós-operatórias.

Lacrimejamento, irritação, ardência, sensação de corpo estranho são normais na primeira semana devido à presença dos pontos conjuntivais e da própria inflamação decorrente do trauma cirúrgico. Em geral o olho reassume seu aspecto normal ao final da segunda semana de pós-operatório.

CUIDADOS

Pós-operatório da cirurgia de estrabismo é relativamente tranqüilo, visto que a intervenção só abrange tecidos perioculares (músculo, fáscia e conjuntiva). O olho em si não sofre intervenção interna de modo que a acuidade visual permanece inalterada.
Como regra geral para qualquer cirurgia ocular, evite tocar os olhos com os dedos, evite coçá-los e procure evitar também traumas.
Não use lenço de pano para secar possível lacrimejamento, somente gaze, algodão ou lenço de papel, descartando-os a seguir.
Use óculos escuros durante o dia caso o sol incomode.
Dentro do possível procure manter os olhos voltados para frente. Pequenos movimentos oculares não trazem problemas. Evite, porém, olhar em posições laterais ou verticais extremas, fato que provocaria uma tração aumentada em uma sutura muscular recém realizada.
Se necessário, limpar o olho operado com soro fisiológico ou água boricada.
Não é necessária a retirada de pontos cirúrgicos, os mesmos ou são absorvidos ou caem espontaneamente.
Sem qualquer restrição para atividades leves ou dieta. Seu bom senso é seu guia.

Fonte: www.danielparente.com.br

Estrabismo

O que é estrabismo?

Estrabismo é o termo que define os olhos desalinhados, que apontam para direções diferentes. O mais comum é manifestar-se na forma de olhos vesgos, e quase sempre é acompanhado de olho preguiçoso, a ambliopia.

Estrabismo
Estrabismo

O que causa?

É causado por defeito nos músculos responsáveis pela movimentação dos olhos. Esse defeito ainda não tem uma causa conhecida, mas sabe-se que está relacionado com distúrbios neurológicos causados por doenças ou acidentes que alteram o funcionamento dos músculos oculares.

Quando os olhos não estão alinhados, duas imagens do mesmo objeto são levadas ao cérebro (diplopia) que reconhece a imagem do melhor olho e ignora a imagem do outro olho,agravando a dificuldade de visão deste,gerando ambliopia ("olho fraco"). Isso ocorre em aproximadamente 50% das crianças que têm estrabismo.

A ambliopia pode ser tratada com a oclusão do olho bom com o intuito de estimular a visão do olho fraco. Se a ambliopia é detectada nos primeiros anos de vida, geralmente o tratamento tem sucesso. Se o seu tratamento inicia-se tardiamente, geralmente torna-se permanente. Quanto mais precoce é o tratamento da ambliopia, melhor é o resultado.

Outras causas de ambliopia:

Anisometropia (graus muito diferentes entre os olhos)
Ptose de pálpebra ou qualquer processo que atrapalhe a visão de um dos olhos nos primeiros anos de vida

Quais os tipos de estrabismo?

É importante reconhecer as diversas formas de estrabismo, pois sua evolução e tratamento diferem.

Esotropia ou estrabismo convergente: quando um dos olhos está desviado para dentro, para o lado nasal, como se o olho desviado olhasse o próprio nariz. É a forma mais comum de estrabismo. Pode acometer os dois olhos ao mesmo tempo.
Exotropia ou estrabismo divergente:
quando um dos olhos se encontra desviado para fora. Com freqüência, esta forma de estrabismo só é evidenciada no olhar à distância.
Hipertropias:
estas são formas de estrabismo em que um dos olhos se encontra desviado para cima enquanto o outro olho fixa o objeto. As hipertropias com freqüência vêm acompanhada de esotropia ou exotropia, tornando assim a condição mais complexa.
Ciclotropias:
são formas mais raras de estrabismo, nas quais um olho ou ambos os olhos se encontram girados no sentido horário ou anti-horário. As ciclotropias podem vir acompanhadas de um balanço ou movimento intermitente dos olhos conhecido como nistagmo.
Pseudo-estrabismo:
quando num exame oftalmológico detalhado não se confirma a suspeita de estrabismo, tem-se o chamado falso ou pseudo estrabismo. Geralmente é observado em crianças que têm uma base do nariz mais larga associada à presença de uma acentuada prega do canto interno dos olhos, como nas pessoas de raça oriental. Quando estas crianças olham para o lado, tem-se a impressão de que apresentam um desvio dos olhos para dentro. Um simples exame feito pelo oftalmologista, conhecido como teste de cobertura, irá demonstrar a normalidade ou a ausência de estrabismo.

Existem algumas formas de estrabismo chamadas intermitentes, nas quais o desvio ou estrabismo só se manifesta eventualmente. Isto pode ocorrer nas fases iniciais do estrabismo.

Tratamento

Para os bebês que nascem com estrabismo e estão em condições perfeitas de saúde, a melhor solução é uma cirurgia para alinhar os olhos, fazendo com que a sua visão venha a se desenvolver o melhor possível. O tratamento em crianças pode ser feito através do uso de óculos ou de um tampão em um dos olhos para desenvolver melhor a visão do olho estrábico. Caso os olhos continuem desviados ou esteja havendo um problema estético pode ser feita uma cirurgia, que em geral traz ótimos resultados.  

O principal objetivo do tratamento é preservar a visão, colocar os olhos de forma paralela e recuperar a visão binocular. O tratamento do estrabismo vai depender muito de sua causa e pode ser clínico, óptico ou cirúrgico.

Para qualquer tratamento do estrabismo, é recomendado que se inicie diante dos primeiros sinais. Quando criança, é importante que se comece o quanto antes apresentar episódios de desvios dos olhos. As etapas do tratamento podem consistir em colírios específicos, correção do erro refracional com a indicação de óculos, uso de oclusão de um olho para tratar a ambliopia ou cirurgias, que podem corrigi-lo.

O médico oftalmologista especializado em estrabismo (estrabólogo) é o profissional capaz de tratar, diagnosticar e orientar devidamente para todos os casos de estrabismo. Pode ainda ser assessorado por ortoptista, que cuida de desvios, bem como nos exercícios ortópticos.

Nem todo tratamento de estrabismo é cirúrgico. Se a cirurgia for indicada, quanto mais cedo for feita, melhor a chance de a criança desenvolver visão binocular normal. Quando se trata de correção estética na criança e adulto ou cirurgia funcional no adulto, o procedimento pode ser feito em qualquer idade.

Hoje em dia, uma nova modalidade de tratamento está sendo usada em algumas formas especiais de estrabismo e num selecionado grupo de pacientes. Trata-se da aplicação intramuscular de toxina botulínica tipo A. Este tratamento provoca uma paralisia temporária do músculo e ajuda em alguns casos recomendados de estrabismo.

Fonte: www.oftalmojanot.com.br

Estrabismo

Estrabismo é um defeito visual no qual os olhos estão mal alinhados e apontam em diferentes direções.O não alinhamento pode ser notado sempre , ou pode ser notado esporadicamente. Um olho pode estar direcionado reto , para frente, enquanto o outro pode virar para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

O olhovirado pode endireitar ás vezes e o olho reto pode desviar

Estrabismo
Alinhamento Normal dos Olhos

Estrabismo
Estrabismo

Estrabismo é uma condição comum entre as crianças, afetando cerca de 4%, mas também pode ocorrer mais tarde na vida.Ocorre igualmente em pessoas do sexo masculino e feminino, e pode ser hereditário(familiar). Entretanto, muitas pessoas com estrabismo não tem parentes com o problema.

É possível que seu filho tenha estrabismo se:

Os olhos dele apresentarem desvio para dentro ou para fora
Os olhos dele não se moverem juntos
O ponto de luz que é refletido em cada um dos olhos não é simétrico
A tendência é inclinar a cabeça para um lado.
Não é capaz de calcular profundidade
Olhar para o sol só com um olho

Causas

A causa exata do mau alinhamento dos olhos que leva ao estrabismo não é totalmente compreendida, embora o problema aparentemente seja genético.

Como os olhos desalinhados não focalizam em conjunto, ocorre visão dupla.Uma criança com estrabismo , inconscientemente vai ignorar uma das imagens que vê, e automaticamente as conexões nervosas entre o olho e o cérebro relativas á imagem ignorada não vão conseguir se desenvolver, daí a ambliopia (o cérebro reconhecerá a imagem do olho de melhor visão e ignorará a imagem do olho mais fraco), olho preguiçoso.  

Tratamento

Os objetivos do tratamento para o estrabismo são preservar a visão, endireitar os olhos e restaurar a visão binocular.Para desenvolver uma boa visão, o olho afetado deve ser obrigado a trabalhar.

Existem muitos tratamentos que podem ser usados isoladamente ou em conjunto, dependendo do tipo , da severidade e da causa do estrabismo de seu filho.

Esses tratamentos são:  

Óculos
Colírios ou pomadas
Medicação injetável
Cirurgia
Tampão(cobrir o olho que vê melhor)

Cirurgia de Estrabismo

Estrabismo

A cirurgia de Estrabismo envolve uma pequena incisão no tecido que recobre o olho, permitindo ao oftalmologista acessar os músculos orbiculares subjacentes.Pode ser necessário realizar a cirurgia em um ou ambos olhos.Na cirurgia de estrabismo em crianças , a anestesia geral é necessária.Nas cirurgias realizadas em adultos a anestesia local é uma opção.

O tempo de recuperação é rápido, e dentro de alguns dias o paciente já está apto a retornar as suas atividades normais. Depois da cirurgia, óculos ou prismas poderam ser utilizados.Hipercorreção ou hipocorreção podem ocorrer, e nesses casos será necessária outra cirurgia.

A cirurgia precoce é recomendada pois conforme a criança vai ficando mais velha , as chances de recuperar a visão binocular diminuem , apesar do campo de visão lateral poder melhorar. Olhos desviados também podem ter um efeito negativo sobre a autoconfiança da criança.

A cirurgia de estrabismo geralmente é um tratamento seguro e eficiente para o mau alinhamento ocular.

Porém, como em qualquer cirurgia ,existem riscos como: infecção, hemorragia, cicatrização excessiva e outras complicações muito raras.

Fonte: www.clinicadrtoufic.com.br

Estrabismo

Os olhos de um recém-nascido são examinados com o objetivo de se verificar a presença de doenças (p.ex., glaucoma congênito e catarata congênita).

O estrabismo pode estar presente ao nascimento ou pode ocorrer posteriormente.

A conjuntivite (inflamação da conjuntiva, a qual recobre a parte interna da pálpebra e a esclera (branco do olho) é comum em crianças.

Elas também podem apresentar outros tipos de infecções oculares.

O que é o Estrabismo

O estrabismo (vesgueira) é o mal alinhamento de um olho, de modo que a linha de visão não é paralela à do olho oposto e ambos os olhos não são direcionados para o mesmo objeto concomitantemente.

Normalmente, ambos os olhos movem-se concomitantemente, de maneira que o cérebro produz uma única imagem fundida de ambos os olhos. Como cada olho possui um ponto de visão discretamente diferente, a imagem é tridimensional. Quando os olhos não estão alinhados adequadamente, o cérebro pode receber imagens de cada olho que são demasiadamente diferentes para serem fundidas, ocasionando a diplopia (visão dupla). Para evitar a diplopia, o cérebro pode eliminar a imagem do olho desviado.

Quando o cérebro deve eliminar constantemente imagens de um olho, a visão deste é gradualmente perdida. Como a imagem produzida por um único olho não é tridimensional, a percepção de profundidade também é perdida.

Estrabismo: Desvio de Um Olho

Existem vários tipos de estrabismo.

Um dos olhos pode girar para dentro (esotropia ou estrabismo convergente), para fora (exotropia ou estrabismo divergente) ou pode girar para cima (hipertropia) ou para baixo (hipotropia).

Nesta ilustração, o olho afetado é o direito.

Estrabismo
Esotopria  

Estrabismo
Exotropia     

Estrabismo
Hipertropia

Estrabismo
Hipotropia

A esotropia acomodativa em crianças com hipermetropia pode ser tratada prematuramente com lentes, para que não se exija acomodamento ao olhar os objetos distantes. Em alguns casos, os óculos bifocais podem ser úteis. Outros tratamentos incluem medicamentos como gotas de ecotiofato, que contribuem para que o olho foque corretamente os objetos próximos.

O estrabismo paralítico pode ser tratado com óculos que contenham lentes prismáticas que inclinem a luz para que ambos os olhos recebam quase a mesma imagem. Outra alternativa é constituída pela cirurgia. Exige-se um seguimento periódico até aos 10 anos de idade.

Fonte: www.msd-brazil.com

Estrabismo

O estrabismo, a ambliopia, a função visual anormal são condições inter-relacionadas envolvendo o olho, as estruturas anexas e os centros visuais superiores do cérebro.

O estrabismo é um desalinhamento manifesto dos dois olhos. Pode estar presente no nascimento ou desenvolver-se mais tarde, durante a infância ou a idade adulta. A maioria dos estrabismos mais comuns desenvolve-se nas crianças de pequena idade ou em pré-escolares, afetando aproximadamente de 2 a 4% deste grupo etário.

O estrabismo é classificado, usualmente, de acordo com a direção do Desvio:

Esotropia: o olho desvia-se em direção ao nariz;
Exotropia:
o olho desvia-se em direção à orelha correspondente;
Hipertropia:
o olho desvia-se para cima.

Se o transtorno não é detectado ou se é impropriamente tratado, cerca da metade das crianças com estrabismo desenvolverão ambliopia, resultando em severo déficit visual. O tratamento do estrabismo inclui avaliação médica geral, exame oftalmológico completo, correção de qualquer erro óptico refrativo significante, terapia oclusiva, para tratar a ambliopia, e tratamento cirúrgico necessário para obter o melhor alinhamento estético e funcional dos dois olhos.

Em adultos, o estrabismo pode ser causado por paralisia de um ou mais músculos extra-oculares responsáveis pelo posicionamento e movimentação dos globos oculares. Este estrabismo paralítico com freqüência desenvolve-se subitamente, podendo ser causado por doença vascular, doença metabólica, tumores, aneurisma ou trauma. Adultos com estrabismo paralítico freqüentemente têm visão dupla.

O tratamento envolve diagnóstico e terapia da patologia subjacente, oclusão de um olho, para evitar visão dupla, injeções para diminuir contraturas secundárias e cirurgia para correção do desalinhamento constante.

A ambliopia é uma diminuição da acuidade visual de um ou de ambos os olhos - freqüentemente causada por não-focalização de imagens devido a erro refrativo severo ou à opacificação dos meios oculares, como na catarata - em crianças pequenas, impedindo o desenvolvimento normal da visão.

Geralmente não existe qualquer alteração estrutural no olho amblíope. Funcionalmente, não há desenvolvimento normal, e a acuidade visual pode ficar leve ou severamente diminuída.

O tratamento geralmente só é efetivo quando iniciado numa idade precoce ou dentro de um curto espaço de tempo após o aparecimento da ambliopia.

O tratamento consiste em ocluir o melhor olho e corrigir qualquer anormalidade associada. Se o tratamento iniciar tardiamente, a diminuição da visão e mesmo a cegueira legal do olho amblíope podem ser as conseqüências.

Estrabismo, ambliopia e função visual anormal podem ocorrer separadamente ou em combinação nos indivíduos afetados.

Fonte: www.oftalmologia-lavinsky.com.br

Estrabismo

Você deve suspeitar de estrabismo quando perceber que um dos olhos de seu filho ou de outra pessoa não estiver olhando o objeto fixado.

Ao observar um objeto, a pessoa estrábica o faz com um olho apenas, enquanto o outro olho, o olho desviado, parece olhar em outra direção.

Quais são os tipos de Estrabismo?

É importante reconhecer as diversas formas de estrabismo pois sua evolução e tratamento diferem.

Esotropia ou estrabismo convergente, quando um dos olhos está desviado para dentro, para o lado nasal, como se o olho desviado olhasse o próprio nariz.

É a forma mais comum de estrabismo. Pode acometer os dois olhos ao mesmo tempo.

Estrabismo
Olho direito desviado para dentro

Exotropia ou estrabismo divergente

Quando um dos olhos se encontra desviado para fora. Com freqüência, esta forma de estrabismo só é evidenciada no olhar à distância.

Hipertropias

Estas são formas de estrabismo em que um dos olhos se encontra desviado para cima enquanto o outro olho fixa o objeto. As hipertropias com freqüência vêm acompanhada de esotropia ou exotropia, tornando assim a condição mais complexa.

Ciclotropias

São formas mais raras de estrabismo, nas quais um olho ou ambos os olhos se encontram girados no sentido horário ou anti-horário. As ciclotropias podem vir acompanhadas de um balanço ou movimento intermitente dos olhos conhecido como nistagmo.

Pseudo-estrabismo

Quando num exame oftalmológico detalhado não se confirma a suspeita de estrabismo, tem-se o chamado falso ou pseudo estrabismo. Geralmente é observado em crianças que têm uma base do nariz mais larga associada à presença de uma acentuada prega do canto interno dos olhos, como nas pessoas de raça oriental.

Quando estas crianças olham para o lado, têm-se a impressão de que apresentam um desvio dos olhos para dentro. Um simples exame feito pelo oftalmologista, conhecido como teste de cobertura, irá demonstrar a normalidade ou a ausência de estrabismo.

Existem algumas formas de estrabismo chamadas intermitentes, nas quais o desvio ou estrabismo só se manifesta eventualmente. Isto pode ocorrer nas fases iniciais do estrabismo.

O Estrabismo e a visão

Em algumas formas de estrabismo os chamados latentes ou não manifestos, a visão é pouco ou quase nada afetada.

Os sintomas mais comuns nesta forma de estrabismo são: ardor ocular, visão embaçada e dor de cabeça. Estes sintomas podem ocorrer durante ou após os esforços visuais prolongados, tais como ler, assistir TV, trabalhar muito tempo no computador, etc.

Com freqüência, entretanto, o estrabismo irá determinar uma baixa visual acentuada no olho estrábico.

Chamada de ambliopia estrabísmica, esta baixa visual decorre do não desenvolvimento da área do cérebro responsável pela visão do olho estrábico. É como se a visão do olho desviado fosse anulada ou suprimida pelo cérebro, privilegiando o olho de visão mais nítida.

A supressão é uma forma de defesa, que preserva a pessoa portadora de estrabismo de conviver com a visão simultânea de dois objetos diferentes (o olho desviado estaria olhando para um objeto e o olho normal para outro).

Se não tratada, a pessoa portadora de estrabismo também terá dificuldades com a percepção de profundidade, ou de distância entre os objetos.

Conhecida como visão estereoscópica, esta noção de profundidade só é possível quando se olha para um objeto com os dois olhos ao mesmo tempo. A pequena diferença no ângulo com que o objeto é visto pelos dois olhos é que nos dá a noção de profundidade.

Quais são as causas do Estrabismo?

Embora freqüentemente não se saiba a causa do estrabismo, em muitos casos ele está ligado a uma herança genética.

O estrabismo pode surgir como decorrência da falta do uso de óculos no momento certo. É o que acontece com crianças quando entram na escola e passam a usar a visão de forma mais acentuada. A presença de hipermetropia (um tipo de defeito de refração ou grau) nestas crianças, causa um estrabismo chamado acomodativo.

Doenças do sistema nervoso central tais como meningite, paralisia cerebral, síndrome de Down, podem vir acompanhadas de estrabismo. O traumatismo craniano pode provocar desvios transitórios ou permanentes, causando visão dupla, a chamada diplopia.

Quando presente ao nascimento, o estrabismo é chamado de congênito.

Quando levar a criança com estrabismo ao oftalmologista?

Deve-se levar a criança ao oftalmologista assim que se perceba ou se suspeite de estrabismo, não importando a idade. Um exame oftalmológico detalhado irá dizer se a criança é estrábica ou não.

Como é feito o exame de vista?

O exame de vista consiste em: medida da acuidade visual, exame dos movimentos e alinhamento dos olhos, exame da parte anterior do olho e medida da pressão intra-ocular. As pupilas são dilatadas para se determinar a existência de algum defeito de refração e para se examinar o fundo de olho. Os defeitos de visão ou ametropias, popularmente denominados de grau, são a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. Um exame complementar, chamado exame ortóptico, pode ser necessário para avaliar e medir o desvio ocular.

Estrabismo
Medida do estrabismo através de prismas

O tratamento do Estrabismo

Além de corrigir o desvio, o tratamento do estrabismo tem por objetivo proporcionar à criança a possibilidade de visão normal nos dois olhos. O melhor resultado obtido com o tratamento seria aquele em que a criança recuperasse também a visão de profundidade.

O tratamento deve ser iniciado assim que o estrabismo for diagnosticado.

A primeira providência consiste em receitar óculos se a criança apresentar algum tipo de grau. Havendo diferença de visão entre os dois olhos, estará indicada a oclusão do olho de melhor visão por tempo variável.

A oclusão só tem resultado em crianças geralmente até os 8 anos de idade. Tem por finalidade fazer com que a criança utilize o olho de pior visão, estimulando assim a área do cérebro relacionada à visão deste olho.

A correção do estrabismo através de cirurgia está indicada quando o desvio dos olhos persiste mesmo após o tratamento clínico ou conservador. A cirurgia visa alinhar os olhos quando a pessoa olha para a frente. Com freqüência, a cirurgia tem finalidade apenas estética, não proporcionando melhora da visão do olho desviado. Por isto mesmo, a cirurgia é apenas mais uma etapa do tratamento.

Em adultos, a cirurgia pode ser realizada sob anestesia local, mas em crianças a anestesia geral é utilizada.

Nos casos em que o estrabismo é apenas latente ou em que haja uma debilidade da musculatura extra-ocular (insuficiência de convergência), o tratamento ortóptico pode ser útil. Habitualmente realizado por um profissional especializado, a ortoptista, o tratamento consiste em exercícios para a musculatura extra-ocular, reforçando-a, diminuindo assim o cansaço aos esforços visuais.

Fonte: www.ipvisao.com.br

Estrabismo

Cirurgia do Estrabismo

É o desvio dos olhos.

Pode se apresentar das seguintes formas:

Interno (ET)
Externo (XT)
Vertical:
para cima ou para baixo ou
Torcional:
em torno do eixo Antero-posterior do olho.

Em crianças

Na infância, este desvio pode ser quase imperceptível e causar a ambliopia (visão esquecida) de um dos olhos, por isto é fundamental que você leve seus filhos ao oftalmologista aos três anos de idade. Deste modo haverá tempo para o tratamento, com óculos ou oclusão (tampão), até o final do desenvolvimento da visão, aos sete anos de idade.

Em alguns casos é necessário um tratamento mais invasivo (toxina botulínica, o famoso Botox, ) ou mesmo cirurgia.

Em Adultos

Na vida adulta o desvio dos olhos pode causar diplopia (visão dupla) e acontece em indivíduos hipertensos, diabéticos ou após trauma.

Parte destes estrabismos, classificados como paréticos ou paralíticos, se resolve espontaneamente, apenas com acompanhamento clínico (oclusão alternada dos olhos, vitamina B, vasodilatores, etc).

Fonte: www.penidoburnier.com.br

Estrabismo

Quais os Sintomas do Estrabismo?

Estrabismo é um termo geral para definir a ocorrência de olhos desalinhados, que apontam para direções diferentes.

Tipicamente, manifesta-se na forma de olhos vesgos, e quase sempre é acompanhado de olho preguiçoso (ambliopia).

É possível que seu filho tenha estrabismo se:

Os olhos dele apresentam desvio para dentro ou para fora
Os olhos dele não se movem juntos
O ponto de luz refletido em cada um dos olhos não é simétrico
Ele tende a inclinar a cabeça para um lado
Ele não é capaz de calcular profundidade
Ele olha para o sol só com um olho

Qual a Causa do Estrabismo?

Ninguém sabe por que os olhos de algumas crianças são desalinhados, embora o problema aparentemente seja genético. Como os olhos desalinhados não focalizam em conjunto, ocorre visão dupla. Uma criança com estrabismo inconscientemente vai ignorar uma das duas imagens que vê, e as conexões nervosas entre seu olho e o cérebro correspondentes à imagem ignorada não vão conseguir se desenvolver. Isso resulta em olho preguiçoso (ambliopia).

Como se pode corrigir o Estrabismo?

Para desenvolver uma boa visão, o olho afetado deve ser obrigado a trabalhar. Há vários tratamentos que podem ser usados isoladamente ou em conjunto, dependendo do tipo, da severidade e da causa do estrabismo de seu filho.

Esses tratamentos incluem:

Óculos
Colírios ou pomadas
Medicação injetável
Cirurgia
Cobrir o olho que vê melhor

Fonte: www.bausch.com.br

Estrabismo

O que é estrabismo?

Estrabismo é um defeito de posicionamento dos olhos, ou seja, quando o olhar está dirigido a uma direção num olho e a outra no contralateral.

A falta de alinhamento entre os olhos pode ser notada constantemente ou apenas em alguns momentos. Enquanto um olho fixa em frente, o outro desvia para dentro ou para fora, para cima ou para baixo.

O estrabismo é uma condição comum entre crianças, afetando cerca de 4% da população, podendo ocorrer, também, no adulto. Afeta homens e mulheres igualmente e pode ser transmitido hereditariamente.

Visão e cérebro

Existindo visão binocular normal, ambos os olhos fixam o mesmo ponto. A porção visual do cérebro funde as duas imagens numa única.

Quando um dos olhos desvia (estrabismo), duas diferentes imagens são enviadas ao cérebro. Na criança, o cérebro aprende a ignorar ("não vê") a imagem do olho desviado e passa a ver somente a imagem do olho não desviado. Isso leva à perda de profundidade e da visão binocular.

Por outro lado, nos adultos que desenvolvem estrabismo, freqüentemente ocorre visão dupla, porque o cérebro já foi treinado a receber as imagens de ambos os olhos e não ignorar uma delas.

Causas

A causa que leva ao estrabismo ainda não é completamente conhecida.

Os movimentos oculares são efetuados por seis músculos que devem trabalhar dentro de um sistema de equilíbrio de forças para manter os olhos alinhados.

Isso explica a origem do estrabismo em algumas doenças neurológicas. Vale lembrar que o estrabismo também pode ser causado por doenças oculares como catarata ou trauma ocular, entre outras.

Detecção e diagnóstico

O sintoma primário do estrabismo é o desvio de um ou ambos os olhos. Muitas vezes a criança pode desviar ou fechar um dos olhos sob o estímulo da luz, ou entortar a cabeça para alinhar os olhos.

Quando há suspeita da existência de estrabismo, a criança deverá ser encaminhada logo ao oftalmologista.

Tratamento

Tem como objetivo evitar a ambliopia, alinhar os olhos se possível e restaurar a visão binocular.

Isso pode ser conseguido através de tratamento clínico (óculos/tampão) e/ou cirúrgico.

Tipos de estrabismo

I - Esotropia

Ocorre quando um ou ambos os olhos desviam para dentro.

Pode ser de três tipos:

O estrabismo causado somente por um desequilíbrio muscular, cujo tratamento é feito por cirurgia;
O estrabismo em que há desequilíbrio óptico e muscular que tem como tratamento o uso de óculos e/ou cirurgia;
Aquele que ocorre geralmente em crianças que têm alto grau de hipermetropia, e que é corrigido apenas com óculos.

II - Exotropia

Ocorre quando um ou ambos os olhos entortam para fora. Manifesta-se mais freqüentemente quando o paciente olha para longe ou em situações de desatenção e cansaço.

O tratamento pode ser feito através de exercícios, óculos, ou, se necessário, cirurgia.

III - Estrabismo no adulto

É aquele que se manifesta na fase adulta. Devem ser investigadas as causas e dentre essas podemos ter doenças neurológicas, diabetes, doenças da tiróide, tumores cerebrais, acidentes, entre outras.

Pode ser tratado clinicamente com óculos, prismas, exercícios ou através de cirurgia.

IV - Pseudoestrabismo ("falso estrabismo")

É uma condição em que fatores anatômicos ou funcionais podem simular um desvio nos olhos.

Nos primeiros meses de vida, os olhos podem desviar-se por alguns instantes, o que só se normaliza após o desenvolvimento da fixação na criança, em torno de 6 meses.

Outras causas importantes são o formato achatado e largo na base nasal, próprio da criança e o epicanto, que é uma proeminência de pele no canto interno dos olhos. Ambos encobrem a parte branca dos mesmos, principalmente quando a criança olha para os lados. Com o crescimento, estes aspectos tendem a diminuir e desaparecer.

Sumário

Estrabismo não desaparece com o crescimento, mas pseudoestrabismo, sim. Quanto mais precoce o exame oftalmológico e o tratamento do estrabismo, melhor será o resultado visual.
O tratamento para o estrabismo não é sempre cirúrgico, podendo ser feito através de colírios, óculos e exercícios.
Se a cirurgia está indicada, quanto mais cedo for feita, melhor a chance de a criança desenvolver visão binocular normal.
Quando se trata de correção apenas estética na criança e adulto ou cirurgia funcional no adulto, o procedimento pode ser feito em qualquer idade.

Fonte: www.sadalla.com.br

Estrabismo

Estrabismo é o termo médico para designar olhos que não estão perfeitamente alinhados, ou seja, um olho fixa em uma direção e o outro em direção diferente.

O desvio pode ser constante, ou manifestar-se somente em algumas condições. Costuma iniciar-se na infância, mas também pode ocorrer em adultos.

É causado por erros refracionais, doenças, traumatismos, ou hereditariedade. Lesões oculares ou cerebrais também podem originar estrabismo.

MOVIMENTOS OCULARES E VISÃO BINOCULAR

Cada olho possui seis músculos, que atuam de forma coordenada, para move-lo nas diversas direções.

O cérebro envia impulsos aos doze músculos para que os dois olhos estejam fixando o mesmo objeto ao mesmo tempo.

A imagem de cada olho é levada ao cérebro e percebida como única, o que é designado como fusão, ou visão binocular.

Caso haja estrabismo na infância não se consegue uma boa qualidade de fusão na vida adulta.

AMBLIOPIA

Quando há estrabismo na infância, o cérebro bloqueia ativamente ou suprime a imagem que provém do olho desviado para evitar a percepção de visão dupla.

Com isso, cessa o desenvolvimento da acuidade visual nesse olho, ocorrendo a ambliopia.

Os seres humanos nascem com visão baixa, com desenvolvimento progressivo até atingir a normalidade em torno dos seis anos, em condições normais de estímulo. Caso a visão na se tenha desenvolvido até essa idade, pouco pode ser feito para melhora-la. O déficit visual costuma ser permanente.

As causas mais comuns de ambliopia são:

Estrabismo
Diferenças de refração entre os dois olhos
Condições que impedem a entrada normal de luz no olho, como catarata, cicatrizes na córnea.
Opacidades ou anomalias no interior do olho.

EFEITOS EMOCIONAIS E COMPORTAMENTAIS DO ESTRABISMO

A aparência do estrábico pode provocar reações negativas em pessoas estranhas à família, causando distúrbios no comportamento e na personalidade da criança.

A criança pode-se tornar alvo de brincadeiras de mau gosto ou de rejeição por parte dos colegas. Sentir-se diferente dos demais pode causar sentimentos de inferioridade, mudanças de comportamento, mau ajuste em atividades e relacionamentos com os outros.

Para evitar-se esses problemas, e melhorar-se a função visual é que se recomenda o tratamento precoce do estrabismo. A criança deve estar com os olhos em boa posição quando entra no jardim de infância.

OBJETIVOS NO TRATAMENTO DO ESTRABISMO

Primeiro objetivo: Boa visão em cada olho. Refere-se ao tratamento da ambliopia, que é feito usualmente com oclusão.
Segundo objetivo:
olhos bem posicionados. Para conseguir-se um bom posicionamento dos olhos podes-se usar um ou mais dos seguintes métodos: óculos, medicamentos, ortóptica (exercícios oculares), cirurgia.
Terceiro objetivo:
fusão. Não há tratamento disponível para desenvolver-se fusão em quem tem incapacidade fusional. Ainda que algumas crianças estrábicas consigam certo grau de fusão em algum momento, o desenvolvimento integral da mesma só é possível nas que ficaram estrábicas mais tarde, ou seja, nas que tiveram os seus olhos em posição nos primeiros anos, com possibilidades de desenvolver fusão.

Apesar de ser uma força poderosa na manutenção do alinhamento ocular, a capacidade de fusão não é absolutamente fundamental para uma vida normal. O importante é que a criança esteja com a visão normal em cada olho e com os dois olhos alinhados quando começar a ter convívio social com os outros de sua idade, para poder integrar-se de forma saudável.

Fonte: www.coll.med.br

Estrabismo

Estrabismo é um tipo de alteração ocular que desalinha os olhos para direções diferentes e representa a perda do paralelismo dos olhos. O desvio dos olhos pode ser constante e sempre notado, ou poderá ter períodos normais e períodos com olhos desviados. Um dos olhos poderá estar direcionado para frente, enquanto o outro desvia para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Em outros casos, o olho desviado poderá estar olhando em frente, ocasionando o desvio do olho que não é desviado.

No olho humano, existem seis pares de músculos extra-oculares, presos do lado de fora de cada globo ocular e que controlam os movimentos. Em cada olho, dois músculos movimentam os olhos para a direita e a esquerda. Os outros quatro músculos movimentam os olhos para cima e para baixo. Para termos os olhos alinhados e focalizados num ponto, todos os músculos oculares devem estar num equilíbrio perfeito de forças. Quando os músculos oculares não trabalham em conjunto ocorre um desvio ocular ou estrabismo.

O estrabismo é mais freqüente entre as crianças, mas pode ocorrer também nos adultos. Atinge de maneira similar homens e mulheres e, em alguns casos, tem caráter familiar. O s tipos mais conhecidos de estrabismo são o esotrópico, que ocorre quando um ou ambos os olhos desviam para dentro, e o exotrópico, quando um ou ambos os olhos entortam para fora. Esse acontece mais quando o paciente olha para longe ou em situações de desatenção e cansaço.

Nos adultos, o estrabismo pode ter alguns fatores envolvidos. Devem ser estudadas as causas, tais como doenças neurológicas, diabetes, doenças de tiróide, tumores cerebrais, acidentes entre outras podem estar relacionadas. Há ainda o pseudoestrabismo, que vem a ser uma condição em que fatores anatômicos ou funcionais podem simular um desvio nos olhos.

Causas

O estrabismo é causado pelo desalinhamento de músculos oculares. Entretanto, não se sabe a causa precisa desse desvio que leva ao estrabismo. Sabe-se que o estrabismo pode ser uma doença familiar. No entanto, em vários pacientes não existe uma história familiar positiva para estrabismo.

O cérebro controla os músculos oculares. Isto explica porque crianças com paralisia cerebral, Síndrome de Down, hidrocefalia, tumores cerebrais podem desenvolver estrabismo. Quando a visão de um dos olhos embaçar devido à catarata ou a outra lesão, geralmente o olho se torna estrábico também.

Com bastante freqüência, os pais têm a falsa impressão de que o problema da criança foi curado espontaneamente. Apesar de o cansaço ou doença poderem piorar o estrabismo, não há cura espontânea do estrabismo.

Podem ser sinais da presença de estrabismo: visão dupla, embaralhamento visual, embaçamento aos esforços visuais, entortar a cabeça para ver, fechar um olho na claridade e piscar constantemente. Caso haja suspeita, são necessários exames oftalmológicos para determinar sua causa e iniciar o tratamento imediatamente.

Tratamento

O principal objetivo do tratamento é preservar a visão, colocar os olhos de forma paralela e recuperar a visão binocular. O tratamento do estrabismo vai depender muito de sua causa e pode ser clínico, óptico ou cirúrgico.

Para qualquer tratamento do estrabismo, é recomendado que se inicie diante dos primeiros sinais. Quando criança, é importante que se comece o quanto antes apresentar episódios de desvios dos olhos. As etapas do tratamento podem consistir em colírios específicos, correção do erro refracional com a indicação de óculos, uso de oclusão de um olho para tratar a ambliopia ou cirurgias, que podem corrigi-lo.

O médico oftalmologista especializado em estrabismo (estrabólogo) é o profissional capaz de tratar, diagnosticar e orientar devidamente para todos os casos de estrabismo. Pode ainda ser assessorado por ortoptista, que cuida de desvios, bem como nos exercícios ortópticos.

Nem todo tratamento de estrabismo é cirúrgico. Se a cirurgia for indicada, quanto mais cedo for feita, melhor a chance de a criança desenvolver visão binocular normal. Quando se trata de correção estética na criança e adulto ou cirurgia funcional no adulto, o procedimento pode ser feito em qualquer idade.

Hoje em dia, uma nova modalidade de tratamento está sendo usada em algumas formas especiais de estrabismo e num selecionado grupo de pacientes. Trata-se da aplicação intramuscular de toxina botulínica tipo A. Este tratamento provoca uma paralisia temporária do músculo e ajuda em alguns casos recomendados de estrabismo.

Fonte: www.drvisao.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal