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Filariose

A filariose é causada por vermes conhecidos popularmente como filárias. A espécie mais comum no Brasil é a de nome científico Wulchereria bancrofti.

A filariose é muito comum em países tropicais, ou seja, com clima quente e úmido a maior parte do ano. Isso inclui o Brasil e América Central e Latina, a China, o Sudeste asiático e a África.

Filariose

As filárias têm o corpo fino e alongado. Elas são transmitidas para o homem através da picada de um inseto, o mosquito do gênero Culex.

Esse mosquito é considerado um hospedeiro intermediário, enquanto o homem é o hospedeiro definitivo.

Filariose

Quando esses mosquitos picam uma pessoa, as larvas das filárias caem direto no sangue humano e se instalam nos vasos e gânglios linfáticos.

Depois de três meses, as larvas já estão adultas e começam a se reproduzir, criando novas larvas.

Uma curiosidade dessa doença é o fato de que os vermes adultos ficam instalados no sistema linfático, enquanto suas larvas circulam pelo corpo inteiro através do sangue.

Nos canais linfáticos, as filárias causam diversas feridas e inflamações. Com o tempo ocorre a hipertrofia da região afetada, ou seja, o local fica muito maior do que o normal.

Essa doença é conhecida popularmente como elefantíase, pois deixa as pessoas doentes com algumas partes do corpo muito maiores do que o normal, geralmente as pernas, o escroto (nos homens) e as mamas (nas mulheres).

Para se evitar contrair a filariose deve-se combater os insetos, mantendo sempre sua casa e os locais de convívio muito bem limpos.

Filariose

Filariose

 

Fonte:www.protelas.hpgvip.ig.com.br

Filariose

A filariose é uma doença causada por um nematódeo, a Wucheceria bancrofti, sendo transmitida por mosquitos, principalmente o Culex quinquefasciatus.

É uma doença comum na África. Em nosso país já foi muito prevalente, sendo que atualmente está localizada em focos endêmicos na região metropolitana do Recife e, em menor escala, em Maceió, cidades onde as condições ambientais e de drenagem favorecem a permanência de alto índice de população vetorial. Em Belém, onde a eliminação encontra-se próxima, a infecção ocorre de forma residual.

Nos últimos anos o combate à filariose está apoiado no tratamento com Dietilcarbamazina da população que vive em área de foco.

No Brasil a primeira experiência com esta forma de abordagem foi realizada em Recife em novembro de 2003. Faz-se também o controle do vetor, visando reduzir a densidade populacional do mosquito transmissor, além de atividades de educação em saúde, para que as pessoas residentes nas áreas de foco aprendam a manejar os potenciais criadouros visando sua eliminação.

A prevalência da doença é aferida mediante exames hemoscópicos e a detecção de microfilárias em residentes das áreas de foco.

Nas últimas duas décadas houve uma variação nas atividades operacionais do programa de filariose, o que pode ter se refletido na detecção dos filariêmicos. Entretanto, há uma clara redução no Índice de Lâminas Positivas (ILP), que não pode ser atribuída somente a questões operacionais. Em Belém não se detectaram filariêmicos a partir de 2002, mesmo tendo sido examinados um total de 171.702 residentes em área de foco. Em Maceió o ILP de 2003 foi de 0,08, mantendo a tendência de redução.

Atualmente a filariose encontra-se em fase de eliminação. Entretanto, a descoberta recente de drogas mais potentes contra a W. bancrofti, assegurando maior efetividade nas ações de tratamento dos portadores, e experiências positivas em ações de controle do vetor, permitem colocar a filariose como uma doença candidata à eliminação no futuro próximo.

Fonte: portal.saude.gov.br

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