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Gastrite

Sabe aquela sensação de que o estômago está pegando fogo? Não, você não engoliu nenhum dragão. É azia. Parece que tudo queima, arde e você mal consegue se alimentar direito.

A gastrite é uma inflamação do estômago e aparece após várias situações: quando passamos horas sem nos alimentar (pois as paredes dos estômago estão trabalhando para receber o alimento e enviá-lo para o local correto, como ele não vem, elas acabam batendo uma na outra e ocasionando o atrito), quando comemos coisas muito gordurosas, industrializadas ou ácidas e o estômago libera muito ácido para digeri-las.

Situações de estresse e estado nervoso abalado também são motivos para esse mal aparecer. Também pode ser desencadeada por uma bactéria que vive na mucosa do estômago, o helicobacter pylori.

Além da queimação, a gastrite pode apresentar os seguintes sintomas: soluços, eructações (arrotos), perda de apetite, náuseas, sensação de estômago cheio e vômitos. Em alguns casos, quando o estômago está muito sensível, pode ocorrer hemorragia.

Quais os tipos?

A gastrite pode ser aguda, que é aquela que surge de repente, caracterizada por uma situação passageira que melhora com medicamentos. Se mal cuidada, pode evoluir para gastrite crônica.

A gastrite crônica pode evoluir para a forma de gastrite erosiva ou gastrite hemorrágica e pode causar perdas de sangue pela boca (também chamado hematêmese) ou pelo orifício retal (melena) obrigando-nos a procurar o hospital mais próximo.

A úlcera deve-se em geral à ação do suco gástrico sobre a mucosa do estômago, implicando corrosão e conseqüente perda de parte do tecido. Inicialmente, pelo atrito entre as paredes, ocorre erosão (desgaste) simples e, gradativamente, vão sendo destruídas até chegar à perfuração total da parede do órgão, resultando em conseqüências graves como hemorragias digestivas.

A úlcera gástrica pode ter várias causas como: bactérias, ingestão de antiinflamatórios e estresse.

Devemos procurar um médico, explicar-lhe os sintomas e se houver necessidade, ele poderá indicar o tratamento correto (dieta, medicação ou até mesmo endoscopia).

Gastrite
Gastrite

Deve-se evitar

Alimentos gordurosos e frituras em geral
Frutas ácidas:
laranja, limão, abacaxi, kiwi, morango, damasco, etc

Legumes ácidos: Pepino, tomate, couve, couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, nabo, rabanete, etc
Café, chá preto, mate e chocolate
Temperos como vinagre, pimenta, molhos industrializados, molho de tomate, ketchup, caldos, etc
Fuja dos enlatados e conservas. lingüiça, salsicha , patês, mortadela, presunto, bacon, carne de porco, carnes gordas
Bebibas alcoólicas e gasosas.

Claro, você não precisa ficar sem comer. Alimentar-se de três em três horas e comer coisas saudáveis é o primeiro passo para evitar a gastrite.

E o resultado não poderá ser outro: corpo perfeito, saúde em equilíbrio!

Fonte: www.herbarium.net

Gastrite

A gastrite é uma patologia muito frequente. Para a prevenir, evite substâncias irritantes para a mucosa do estômago.

O que é A gastrite define-se como a inflamação do revestimento mucoso do estômago. A mucosa do estômago funciona como barreira de defesa, oferece resistência à irritação e, normalmente, pode suportar um elevado conteúdo ácido. No entanto, pode ficar «irritada» e inflamada por diferentes motivos.Quais as causas Na origem de uma gastrite podem estar situações infecciosas (bactérias, fungos, vírus), ingestão de substâncias corrosivas, ingestão de medicamentos, alterações da imunidade, exposição a radioterapia ou causas desconhecidas.

A gastrite bacteriana segue-se normalmente a uma infecção por organismos como o Helicobacter pylori (bactérias que crescem nas células secretoras de muco do revestimento do estômago). Estas bactérias são capazes de se desenvolver no ambiente ácido do estômago e lesar a mucosa protetora. O crescimento bacteriano pode provocar gastrite de forma transitória ou persistente.

A gastrite viral ou por fungos pode desenvolver-se em doentes crônicos ou imunodeprimidos.

A gastrite aguda por «stress», o tipo mais grave de gastrite, é consequência de lesões graves (como queimaduras extensas que resultam da ação de substâncias corrosivas ou cáusticas).

A gastrite erosiva crônica pode ser secundária a substâncias irritantes como os medicamentos, sobretudo a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides (AINE). Com este tipo de gastrite, que se desenvolve lentamente em pessoas saudáveis, podem verificar-se hemorragias ou ulcerações. É mais frequente em pessoas que abusam do álcool.Quais os sintomas Os sintomas variam conforme o tipo de gastrite. No entanto, geralmente uma pessoa com gastrite sofre de indigestão e de queixas ligeiras na parte alta do abdómen.

Na gastrite aguda por «stress», a doença subjacente, em geral os traumatismos ou as queimaduras, podem camuflar os sintomas gástricos.

No entanto, podem sentir-se queixas moderadas na parte alta do abdómen.

Pouco depois de um traumatismo, no revestimento do estômago podem surgir pequenos pontos hemorrágicos. Em poucas horas estas pequenas lesões hemorrágicas podem converter-se em úlceras. As úlceras e a gastrite podem desaparecer se a pessoa recuperar rapidamente do traumatismo. Se assim não for, as úlceras podem tornar-se maiores e começar a sangrar. A hemorragia pode fazer com que as fezes sejam de cor negro-alcatrão e, se for muito abundante, fazer baixar a tensão arterial. A hemorragia pode ser maciça e mortal.

Os sintomas da gastrite erosiva crônica incluem náuseas ligeiras e dor na parte superior do abdómen. No entanto, muitas pessoas, como os consumidores crônicos de aspirina, não sentem dor. Algumas pessoas podem apresentar sintomas parecidos com os de uma úlcera, como dor, quando o estômago está vazio.

Se a gastrite se complicar com úlceras sangrantes, as fezes podem adoptar uma cor negro-alcatrão (melena) ou então verificar-se vómitos de sangue vermelho ou de sangue parcialmente digerido, tipo borra de café (hematemese).Como se diagnostica

O médico suspeita duma gastrite quando o doente tem dores na parte alta do abdómen, bem como náuseas ou ardor. Se os sintomas persistirem, muitas vezes não são necessárias análises e começa-se o tratamento em função da causa mais provável.

Se o médico tiver dúvidas, pode ser necessário um exame ao estômago com um endoscópio (tubo/sonda com câmara na extremidade que permite visualizar o interior do tubo digestivo). Se necessário, pode ser feita uma biopsia (obtenção de uma amostra do revestimento do estômago para ser examinada ao microscópio).

Se a gastrite se mantiver ou reaparecer, o médico procura a causa, por exemplo uma infecção, analisa os hábitos dietéticos, o consumo de medicamentos, a ingestão de álcool, e o tabagismo.

Muitas pessoas com gastrite bacteriana têm anticorpos contra a bactéria causadora do problema; estes podem ser detectados com uma análise ao sangue.Como se desenvolve Depende da causa subjacente à doença, mas o prognóstico é regra geral, bom.Formas de tratamento A abordagem terapêutica depende da causa específica.

Algumas formas de gastrite resolvem-se por si e não exigem o recurso a terapêutica.

Será necessário tratar uma infecção por Helicobacter pylori se provocar sintomas. A infecção pode ser controlada ou eliminada com antibióticos, como a amoxicilina e inibidores da bomba de protões gástrica (responsável pela acidez do estômago), como o omeprazole. Por vezes, pode ser difícil eliminar o Helicobacter pylori do estômago.

A maioria das pessoas com gastrite aguda por stress cura-se por completo quando se consegue controlar a doença subjacente, a lesão ou a hemorragia.

No entanto, uma pequena percentagem das pessoas internadas nas unidades de cuidados intensivos têm hemorragias abundantes por este tipo de gastrite, que pode até ser mortal. Nestes casos, pode ser necessário o recurso à cirurgia, além de fármacos que neutralizam a acidez do estômago e que reduzem ou anulam a produção do ácido gástrico.Formas de prevenção A prevenção consiste em evitar a utilização prolongada de substâncias irritantes para a mucosa gástrica (medicamentos anti-inflamatórios, álcool e tabaco).

Doenças comuns como diferenciar A prevenção consiste em evitar a utilização prolongada de substâncias irritantes para a mucosa gástrica (medicamentos anti-inflamatórios, álcool e tabaco).Outras designações A prevenção consiste em evitar a utilização prolongada de substâncias irritantes para a mucosa gástrica (medicamentos anti-inflamatórios, álcool e tabaco).

Quando consultar o médico especialista A prevenção consiste em evitar a utilização prolongada de substâncias irritantes para a mucosa gástrica (medicamentos anti-inflamatórios, álcool e tabaco).Pessoas mais predispostas Os indivíduos consumidores crônicos de medicamentos anti-inflamatórios, com hábitos etílicos excessivos e prolongados e os fumadores.

Outros Aspectos

Os indivíduos consumidores crônicos de medicamentos anti-inflamatórios, com hábitos etílicos excessivos e prolongados e os fumadores.

Fonte: www.millenniumbcp.pt

Gastrite

Gastrites e Dispepsia Funcional

É comum pessoas apresentarem algum tipo de sensação desagradável, localizada na parte central alta do abdômen, relacionada com a refeição, procurarem um médico e relatarem que têm uma gastrite. Será que tais sintomas constituem na realizade uma gastrite?

Sintomas como dor na parte central alta do abdômen (comumente referida como " boca do estômago"), sensação de peso no estômago, saciedade precoce (comer pouco e ter a sensação de que comeu demais), eructações (arrotos), flatulência, náuseas e/ou vômitos, quando relacionados com o horário das refeições, são comumente considerados de uma gastrite. Estes sintomas são chamados de dispépticos (palavra de origem grega que significa "digestão alterada"), na grande maioria dos casos nada tem a ver com gastrite.

O que é então, a gastrite?

A gastrite é uma inflamação das camadas mais superficiais do estômago. Na maioria dos casos, essa gastrite não provoca qualquer sintoma, isto é, você tem a gastrite e não sente nada.

Se a gastrite não me provoca nenhum mal-estar eu não me sintom bem após as refeições, o que é que eu tenho então?

Quando você sente um ou mais daqueles sintomas (dor, digestão difícil, saciedade precoce, flatulência, arrotos, náuseas, vômitos) relacionados com o horário e/ou tipo de alimento e os exames solicitados pelo médico não mostraram nenhuma doença no estômago, na vesícula, no pâncreas e nenhuma verminose, você tem o que chamamos de dispepsia funcional. Evidentemente é preciso que esses sintomas venham ocorrendo por algum tempo e com certa frequencia para que sejam considerados decorrentes de uma dispepsia funcional.

Como saber se tenho ou não gastrite ou dispepsia funcional?

O diagnóstico de gastrite só pode ser feito pelo patologista, que examinará uma biópsia realizada durante um exame endoscópico. A endoscopia permite saber se você tem alguma doença no esôfago, estômago ou duodeno que explique os sintomas dispépticos. Caso a endoscopia tenha sido normal e os outros exames não tenham revelado nenhum problema na vesícula e no pâncreas, nem verminoses (em particulargiárdia e estrongilóides), o diagnóstico a ser feito é de dispepsia funcional.

Qual a causa da gastrite?

A principal causa da gastrite crônica é uma bactéria chamada Helicobacter pylori. Entre outras causas está o uso continuado de alimentos com muito sal.

Bebidas alcoólicas consumidas abusivamente e alguns medicamentos, como os antiinflamatórios (comumente utilizados para o tratamento de reunmatismo, dor de garganta), podem também provocar sintomas de gastrite. Na realidade o álcool e os medicamentos provocam muito mais uma irritação do que uma inflamação.

A gastrite crônica pode ser perigosa?

Como você já sabe, o principal agente da gastrite crônica é a infecção pela Helicobacter pylori. Existem diferentes tipos desta bactéria, umas que provocam gastrite mais intensa e outras mais leves. Aquelas que causam inflamação mais forte podem originar uma úlcera ou até mesmo um câncer de estômago, dependendo de outros fatores, como tipo de alimentação e herança genética da predisposição para essas doenças. É preciso deixar claro que na maioria das pessoas a bactéria só provoca gastrite.

Quais são os tipos de dispepsia funcional?

Quando o que mais o incomoda são as dores de estômago, a chamados de dispepsia tipo úlcera. Neste caso a dor melhora quando você come, e você pode até ser acordado no meio da noite em consequencia da dor. Quando os sintomas são mais de digestão difícil, saciedade precoce, arrotos, náuseas, flatulência, a chamamos dispepsia tipo dismotilidade ou motora. Se você é daqueles que têm uma mistura dos sintomas dos dois tipos, dizemos que a sua dispepsia é do tipo indefinido ou misto.

Fonte: www.portalmed.com.br

Gastrite

A gastrite caracteriza-se por uma inflamação da mucosa gástrica, geralmente manifestada por náuseas, vômito, hemorragia, dor, mal estar.

Crises ocorrem muito freqüentemente após ingestão de alimentos específicos para os quais o indivíduo já tem sensibilidade aumentada, comer muito rapidamente, comer após emoções fortes, ou quando o indivíduo se encontra muito cansado. Excesso de álcool, tabaco ou alimentos muito condimentados podem ser fatores desencadeantes de crises de gastrite.

Segue abaixo uma orientação dietética:

Alimentos proibidos

Alimentos gordurosos e frituras em geral
Frutas ácidas (laranja, abacaxi, limão, morango, damasco, pêssego, cereja, kiwi)
Temperos (vinagre, pimenta, molho inglês, massa de tomate, molhos industrializados, katchup, mostarda, caldos concentrados, molho tártaro), picles
Doces concentrados (goiabada, marmelada, doce de leite, cocada, pé-de-moleque, geleia, compotas)
Frutas secas e cristalizadas
Frutas oleaginosas (nozes, avelã, coco, amêndoa, castanha de caju e do pará, amendoim, pistache)
Feijão e outras leguminosas
Pepino, tomate, couve, couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, nabo, rabanete
Café, chá preto, mate e chocolate
Lingüiça, salsicha , patês, mortadela, presunto, bacon, carne de porco, carnes gordas, alimentos enlatados e em conserva
Bebidas alcoólicas e gasosas

Alimentos permitidos

Leite, queijo fresco, ricota
Chá de camomila, erva-doce, erva-cidreira, melissa, espinheira santa
Sopas magras
Carnes magras desfiadas, picadas, moídas, ensopadas, cozidas, assadas, grelhadas
Ovos cozidos, poches, quentes
Verduras e legumes bem cozidos
Frutas (exceto as mencionadas acima)
Pães brancos, bolachas maria, maizena e água e sal
Arroz, macarrão simples
Batata, mandioca, mandioquinha cozidos

Recomendação importante: Não ficar por mais de 3 horas sem se alimentar

Fonte: pitboorei.vilabol.uol.com.br

Gastrite

"A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite."

Introdução

O estômago é um órgão de extrema importância para o processo de digestão dos alimentos. Nele, encontramos vários tipos de células com diferentes funções. Algumas produzem enzimas que ajudam na quebra dos alimentos e outras produzem ácido clorídrico, que é responsável pelo ambiente ácido característico desse órgão.

Normalmente, há produção de um muco que reveste internamente a parede do estômago, protegendo as células da agressão pelo ácido.

O que causa a gastrite?

A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes:

Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado.
A transmissão pode ocorrer por duas vias:
oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.
Aspirina:
o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticóide por longo período também pode levar a gastrite.
Álcool:
pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.
Gastrite auto-imune:
em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.
Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.
Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn.
A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.

Quais os sintomas?

A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes.

Comumente, os sintomas são:

Desconforto na região superior do abdome: pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. Alguns pacientes podem relatar dor em queimação; dor que melhora com a ingestão de alimentos.
Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.
Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite.
Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas, pode haver eliminação de sangue digerido, nas fezes (que ficam escuras) ou nos vômitos.

Como se faz o diagnóstico?

O médico suspeita de gastrite quando o paciente relata a presença dos sintomas listados anteriormente. O médico investiga os hábitos alimentares do paciente, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, se o paciente tem outras doenças já diagnosticadas. A partir daí, exames complementares podem ou não ser realizados.

Importante ressaltar que o diagnóstico de gastrite só pode ser firmado pela endoscopia digestiva alta, quando o médico visualiza a mucosa gástrica lesada e colhe fragmentos (biópsia) para exame citológico. Caso não seja realizada a endoscopia, o diagnóstico mais correto é o que chamamos de Dispepsia, que pode ser funcional ou não.

Se a causa da gastrite for evidente já na história, como por exemplo, o uso de antiinflamatórios, o médico já indica o tratamento adequado. No caso do H. pylori, a identificação da infecção pode ser feita no material obtido pela biópsia, à endoscopia, através de um teste respiratório ou exame de sangue. Se o paciente for portador dessa bactéria, o médico decidirá sobre a erradicação ou não da infecção, com base no quadro clínico do paciente.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da gastrite é direcionado pela causa. Entretanto, alguns medicamentos são utilizados para a melhora dos sintomas enquanto se trata a causa específica. O paciente deve evitar o uso de medicamentos como a aspirina e outros antiinflamatórios não-esteróides, bebidas alcoólicas e cigarro.

O tratamento da infecção pelo H. pylori pode ser bastante difícil em alguns pacientes, e não é raro que ocorra a reinfecção. Esse tratamento não é indicado de rotina em todos os pacientes, sendo reservado para aqueles que apresentam úlcera péptica ou linfoma gástrico. Neles, o tratamento é realizado com antibióticos, medicamentos que reduzem a secreção de ácido pelo estômago e também com agentes protetores da mucosa gástrica.

Na gastrite induzida por medicamentos, geralmente a suspensão do agente suspeito leva à resolução do quadro. Associado a isso utiliza-se medicamentos para melhora sintomática. Em alguns tipos de gastrite pode ser necessário o uso de corticóide, para conter o processo inflamatório e prevenir complicações.

Nos pacientes hospitalizados, em unidade de tratamento intensivo, politraumatizados e grandes queimados, o desenvolvimento de gastrite aguda pode ser dramático. Por isso, neles, é feita a prevenção do desenvolvimento da doença, com o uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido, pelo estômago.

Os medicamentos utilizados para melhora sintomática podem atuar melhorando o esvaziamento gástrico ou reduzindo a secreção de ácido. Os que melhoram o esvaziamento gástrico são os chamados pró-cinéticos, que reduzem a estase alimentar no estômago e auxiliam na digestão, como por exemplo, a metoclopramida e a bromoprida.

A redução da secreção de ácido é eficiente para combater a dor e a azia, e pode ser feita com medicamentos de dois grupos:

Antagonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina. São também usados para a prevenção da gastrite aguda nos pacientes hospitalizados.
Inibidores da bomba de prótons: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol.

Outros medicamentos que podem ser usados, eventualmente, são os protetores da mucosa gástrica, como o sucralfato, por exemplo.

Algumas orientações

Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.
Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
Evitar os famosos "fast-foods".
Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.
Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.
O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.
Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.

Fonte: www.bibliomed.com.br

Gastrite

O termo gastrite se designa a qualquer processo inflamatório que se desenvolva no tecido (mucosa) que reveste o estômago.

Dependendo do comprometimento existente na mucosa, a gastrite pode ser classificada em erosiva e não-erosiva. Dependendo do tempo de evolução, também pode ser classificada em aguda (somente inflamação da mucosa) e crônica (onde há um certo grau de atrofia e diminuição da digestão dos alimentos).

Existem muitos fatores predisponentes para se desenvolver a gastrite: medicamentos analgésicos - antiinflamatórios (AINE), estresse (psíquico ou físico), álcool, pessoas com doenças graves, etc.

Nos últimos anos, diversos estudos apoiam o papel de uma bactéria, o H. Pylori, como agente causador, principalmente da gastrite crônica.

Quadro clínico

As manifestações clínicas são gerais, podendo não produzir nenhum problema. Quando aparecem, geralmente começam com perda de apetite, náuseas e vômitos ocasionais, tonturas e sensação de ardor ou queimação no abdômen.

Em alguns casos, não há manifestação de sintomas e a gastrite se apresenta como um quadro de hemorragia digestiva, com eliminação de sangue pela boca ou de fezes escuras. As perdas de sangue podem não ser evidentes e, ao persistirem, podem ocasionar um quadro de anemia.

Também podem aparecer distensão do abdômen, arrotos, estômago pesado após as refeições e gosto ruim na boca, constituindo o quadro denominado dispepsia funcional.

Tratamento

A maioria das lesões erosivas da mucosa do estômago cicatriza de forma espontânea, e a hemorragia geralmente é autolimitada em muitos casos.

Para acelerar o processo de cura, são utilizados medicamentos inibidores da secreção ácida do estômago, como antiácidos, anti-histamínicos (ranitidina), inibidores da bomba de prótons (omeprazol) ou medicamentos que possuam propriedades protetoras do estômago (sucralfato). Nos casos de gastrite associada à bactéria H. Pylori, a eliminação do microorganismo é associada a uma melhora das manifestações clínicas. Para tratar esta bactéria, pode-se recorrer ao bismuto coloidal ou antibióticos, como a amoxicilina, a claritromicina e o nitroimidazol.

Fonte: www.homeandhealthbrasil.com

Gastrite

A gastrite é a inflamação do revestimento mucoso do estômago.

A mucosa do estômago oferece resistência à irritação e normalmente pode suportar um elevado conteúdo ácido. No entanto, pode irritar-se e inflamar-se por diferentes motivos.

A gastrite bacteriana segue-se normalmente a uma infecção por organismos como o Helicobacter pylori (bactérias que crescem nas células secretoras de muco do revestimento do estômago). Não se conhecem outras bactérias que se desenvolvam em ambientes normalmente ácidos como o do estômago, embora muitos tipos possam fazê-lo no caso de o estômago não produzir ácido. Tal crescimento bacteriano pode provocar gastrite de forma transitória ou persistente.

A gastrite aguda por stress, o tipo mais grave de gastrite, é provocada por uma doença ou lesão graves de aparecimento rápido. A lesão pode não afetar o estômago. Por exemplo, são causas frequentes as queimaduras extensas e as lesões que provocam hemorragias maciças.

A gastrite erosiva crônica pode ser secundária a substâncias irritantes como os medicamentos, sobretudo a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides (AINE), à doença de Crohn e a infecções bacterianas e virais. Com este tipo de gastrite, que se desenvolve lentamente em pessoas que, por outro lado, gozam de boa saúde, podem verificar-se hemorragias ou ulcerações. É mais frequente em pessoas que abusam de álcool.

A gastrite viral ou por fungos pode desenvolver-se em doentes crônicos ou imunodeprimidos.

A gastrite eosinófila pode resultar duma reação alérgica a uma infestação por certos vermes (nemátodos). Neste tipo de gastrite, os eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos no sangue) acumulam-se na parede gástrica.

A gastrite atrófica ocorre quando os anticorpos atacam o revestimento mucoso do estômago, provocando o seu adelgaçamento e perda de muitas ou de todas as células produtoras de ácido e de enzimas. Esta perturbação afeta normalmente as pessoas mais velhas. Também tem tendência para ocorrer nas pessoas a quem foi extirpado parte do estômago (procedimento cirúrgico chamado gastrectomia parcial). A gastrite atrófica pode provocar anemia perniciosa porque interfere com a absorção da vitamina B12 presente nos alimentos.

A doença de Ménétrier é um tipo de gastrite de causa desconhecida. Nesta, as paredes do estômago desenvolvem pregas grandes e grossas, glândulas volumosas e quistos cheios de líquido. Cerca de 10 % dos afetados desenvolvem cancro do estômago.

A gastrite de células plasmáticas é outra forma de gastrite de origem desconhecida. Nesta doença, as células plasmáticas (um tipo de glóbulos brancos) acumulam-se nas paredes do estômago e noutros órgãos.

A gastrite também pode ser induzida pela ingestão de agentes corrosivos, como os produtos de limpeza, ou pelos elevados níveis de radiação (por exemplo, na radioterapia).

Sintomas

Os sintomas variam conforme o tipo de gastrite. No entanto, normalmente uma pessoa com gastrite sofre de indigestão e de queixas ligeiras na parte alta do abdómen.

Na gastrite aguda por stress, a doença subjacente, os traumatismos ou as queimaduras em geral camuflam os sintomas gástricos. No entanto, podem sentir-se queixas moderadas na parte alta do abdómen. Pouco depois dum traumatismo, no revestimento do estômago podem surgir pequenos pontos hemorrágicos. Em poucas horas, estas pequenas lesões hemorrágicas podem converter-se em úlceras.

As úlceras e a gastrite podem desaparecer se a pessoa recuperar rapidamente do traumatismo. Se assim não for, as úlceras podem tornar-se maiores e começar a sangrar, normalmente entre 2 e 5 dias depois da lesão. A hemorragia pode fazer com que as fezes sejam de cor negro-alcatrão, tingir de vermelho o líquido do estômago ou, se for muito abundante, fazer baixar a tensão arterial. A hemorragia pode ser maciça e mortal.

Os sintomas da gastrite erosiva crônica incluem náuseas ligeiras e dor na parte alta do abdómen.

No entanto, muitas pessoas (como os consumidores crônicos de aspirinas) não sentem dor. Algumas pessoas podem apresentar sintomas parecidos com os duma úlcera, como dor, quando o estômago está vazio.

Se a gastrite se complicar com úlceras sangrantes, as fezes podem adoptar uma cor negro-alcatrão (melena) ou então podem verificar-se vómitos de sangue vermelho (hematemese) ou de sangue parcialmente digerido (como borra de café).

Na gastrite eosinófila, a dor abdominal e os vómitos podem ser provocados por um estreitamento ou por uma obstrução completa da saída do estômago para o duodeno.

Na doença de Ménétrier, o sintoma mais comum é a dor de estômago. São menos habituais a perda de apetite, os vómitos e a perda de peso. A hemorragia é também rara. Pode ser provocada uma retenção de líquidos e uma tumefação dos tecidos (edema) devido à perda de proteínas pela inflamação do revestimento do estômago. Estas proteínas misturam-se com o conteúdo do estômago e são eliminadas do organismo.

Na gastrite de células plasmáticas, podem aparecer dor abdominal, vómitos e diarreia, juntamente com uma erupção cutânea.

A gastrite por radioterapia provoca dor, náuseas e ardor devido à inflamação e, por vezes, ao desenvolvimento de úlceras no estômago. Estas podem perfurar a parede do estômago, pelo que o conteúdo deste se espalha pela cavidade abdominal e provoca uma peritonite (inflamação do revestimento abdominal) e uma dor muito intensa.

Esta doença grave, caracterizada pela rigidez do abdómen, requer cirurgia imediata. Em alguns casos, depois da radioterapia, formam-se umas cicatrizes que estreitam a saída do estômago, provocando dor abdominal e vómitos. A radiação pode danificar o revestimento protetor do estômago, de tal forma que as bactérias podem invadir a sua parede e provocar uma forma de gastrite grave e extremamente dolorosa de aparecimento brusco.

Diagnóstico

O médico suspeita duma gastrite quando o paciente tem dores na parte alta do abdómen, bem como náuseas ou ardor. Se os sintomas persistirem, muitas vezes não são necessárias análises e começa-se o tratamento em função da causa mais provável.

Se o médico tiver dúvidas, pode ser necessário um exame ao estômago com um endoscópio. Se for preciso, pode ser feita uma biopsia (obtenção duma amostra do revestimento do estômago para ser examinada).

Se a gastrite se mantiver ou reaparecer, o médico procura a causa, por exemplo uma infecção, e analisa os hábitos dietéticos, o consumo de medicamentos e a ingestão de álcool.

A gastrite bacteriana pode ser diagnosticada com uma biopsia. Muitas pessoas com gastrite bacteriana têm anticorpos contra a bactéria causadora do problema; estes podem ser detectados com uma análise ao sangue.

Tratamento

Muitos especialistas tratam uma infecção por Helicobacter pylori se provocar sintomas. A infecção pode ser controlada ou eliminada com bismuto e antibióticos, como a amoxicilina e o metronidazol. Por vezes, pode ser difícil eliminar o Helicobacter pylori do estômago.

A maioria das pessoas com gastrite aguda por stress cura-se por completo quando se consegue controlar a doença subjacente, a lesão ou a hemorragia.

No entanto, 2 % das pessoas nas unidades de cuidados intensivos têm hemorragias abundantes por este tipo de gastrite, o que muitas vezes é mortal. Portanto, quando existe uma doença grave, uma lesão importante ou queimaduras extensas, os médicos procuram prevenir a gastrite aguda por stress.

Para a prevenir e tratar, na maioria das unidades de cuidados intensivos, e depois duma intervenção cirúrgica, costumam ser administrados antiácidos (que neutralizam a acidez do estômago) e potentes fármacos antiulcerosos (que reduzem ou anulam a produção de ácido do estômago).

Nos doentes com fortes hemorragias devidas a uma gastrite por stress, foi utilizada uma ampla variedade de tratamentos.

No entanto, só algumas pessoas têm um bom prognóstico: tais hemorragias podem ser mortais. De fato, as transfusões de sangue podem piorar a hemorragia.

Os pontos de hemorragia podem ser temporariamente fechados mediante a aplicação de calor durante a endoscopia, mas a hemorragia reaparecerá se o problema subjacente não for resolvido. Se a hemorragia persistir, deve ser induzida a coagulação do vaso sanguíneo lesionado ou pode ser necessário extirpar todo o estômago, com o fim de salvar a vida da pessoa.

A gastrite crônica erosiva pode ser tratada com antiácidos. O enfermo deve evitar certos fármacos (por exemplo, a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides) e comidas irritantes. Os comprimidos de aspirina com um revestimento protetor provocam menos úlceras do que os que o não têm. O misoprostol provavelmente reduz o risco de úlceras provocadas pelos medicamentos anti-inflamatórios não esteróides.

Para uma pessoa com gastrite eosinófila, pode ser necessária a cirurgia ou a administração de corticosteróides para diminuir a obstrução da saída do estômago.

A gastrite atrófica não se cura. Normalmente, os que sofrem deste problema devem receber injecções de suplementos de vitamina B12.

A doença de Ménétrier pode ser curada retirando parte ou a totalidade do estômago, mas o tratamento farmacológico não é eficaz.

A gastrite de células plasmáticas pode ser tratada com medicamentos antiulcerosos que bloqueiam a secreção ácida do estômago.

Fonte: www.manualmerck.net

Gastrite

O que é

É o processo inflamatório do estômago, que ocorre devido a um deseqüilíbrio entre os fatores de agressão (ácido) e os fatores de defesa (mucosa).

Fatores dietéticos, hábitos como o fumo, além de a presença de uma bactéria (H.pylori) podem originar esta inflamação.

O diagnóstico se faz pela história clínica e é confirmado pela endoscopia.

O tratamento é feito principalmente com medicamentos que reduzem a produção de ácido do estômago, associado a orientações alimentares:

Parar de fumar
Evitar ingesta de café, gorduras, frituras, refrigerantes e álcool
Alimentação em horários regulares

Fonte: www.pancreas.com.br

Gastrite

O estômago é um órgão em forma de jota(J) que coleta os alimentos mastigados e os líquidos. Tritura os alimentos misturando-os com as suas enzimas e empurra os alimentos triturados para o duodeno, que é a 1ª porção do intestino fino. Há diversos tipos de células no estômago. Umas produzem ácido clorídrico e outras pepsina, um hormônio digestivo. Estas substâncias e a ação de trituramento dos alimentos pelo estômago é o primeiro passo para a digestão

O QUE É GASTRITE?

Gastrite significa inflamação do estômago. Isto traduz a presença de glóbulos brancos (células de defesa do organismo) no revestimento interno do estômago. A gastrite não significa que há úlcera ou câncer. A presença da inflamação é uma resposta do organismo à uma agressão crônica ou aguda.

Quais são as causas da gastrite?

Helicobacter pylori: este é o nome da bactéria que aprendeu viver na fina camada de muco do estômago. Na verdade não há infecção propriamente pela agressão direta da bactéria mas sim as substâncias por elas produzidas que provocam a inflamação aguda e crônica. É provavelmente adquirida na infância e permanece por toda a vida a menos que haja cura pelo tratamento com antibióticos. A infecção pode levar para gastrite, úlcera e mesmo câncer de estômago em algumas pessoas.

Felizmente agora há maneiras de se fazer o diagnóstico e tratamentos adequados para eliminar a bactéria.

Gastrite auto imune
Anemia perniciosa:
O sistema imune produz anticorpos para lutar contra infecção e manter o corpo saudável. Em algumas situações o organismo enganosamente produz anticorpos cujo alvo são seus próprios órgãos.

Esses anticorpos podem causar danos severos ou mesmo destruir o órgão.

Doenças como: lupus, hipotiroidismo, artrite reumatóide e diabetes que requerem insulina, são exemplos.

As células do revestimento do estômago também podem ser atacadas pelo sistema imune, levando a perda de células gástricas. Isto causa inflamação crônica podendo resultar em diminuição de absorção da vitamina B 12 devido a ausência do fator gástrico, destruído pela inflamação crônica.

O câncer de estômago pode instalar-se tardiamente.

Gastrite por aspirina e por antiinflamatórios:

As drogas antiinflamatórias aqui consideradas são as não esteróides.

Os antiinflamatórios para dores articulares e analgésicas incluem: voltarem, feldene, aspirina, eles reduzem a substância protetora do estômago chamada prostaglandina. Estes medicamentos quando utilizados por pouco tempo não causam problemas. Ao contrário o seu uso regular pode levar para uma gastrite ou uma situação mais séria como a úlcera.

Álcool: álcool e certas substâncias químicas podem causar inflamação e dano ao estômago. Há relação estrita com a dose necessária para causar gastrite. O uso social ou ocasional do álcool não agride o estômago, embora estimule a produção de mais ácido.

SINTOMAS

Os sintomas da gastrite dependem se é aguda ou crônica. Na fase aguda pode ocorrer dor na parte superior do abdômen, náusea e vômito. Na fase crônica a dor pode ser contínua, ocorrendo eventualmente perda de apetite provocado pela sensação de saciedade precoce após pequena quantidade de alimento ingerido. Muito freqüentemente, não há sintomas mesmo com gastrite. Se a dor é severa pode ser por uma úlcera bem como pela gastrite.

DIAGNÓSTICO

O médico poderá suspeitar de gastrite ouvindo a história médica. Entretanto o exame definitivo é pela endoscopia e biópsia do estômago. Lembre-se que a biópsia nem sempre é feita para pesquisar lesão tumoral.

TRATAMENTO

O tratamento da gastrite dependerá da sua causa. Para aliviar os sintomas a redução da acidez gástrica pela medicação é muito útil. Além do que, o diagnóstico específico é necessário. Eliminação da aspirina, antiinflamatórios ou álcool quando são a causa da gastrite.

COMPLICAÇÕES

Como a maioria das causas de gastrite são conhecidas, o tratamento costuma ser efetivo e medidas preventivas são disponíveis e assim as complicações são raras. A única exceção é a infecção H. pylori que presente no estômago ao longo do tempo pode levar ao câncer de estômago e linfoma.

RESUMO

As causas da gastrite são variadas. Os sintomas podem ser recentes ou de longa data, de intensidade variável. O diagnóstico é usualmente fácil e feito pela endoscopia. Na maioria dos casos o tratamento é efetivo e as complicações são raras.

DISPEPSIA E GASTRITE

PROBLEMAS INDIGESTOS

Dores, falta de apetite e um ardor que insiste em aparecer... esses são alguns dos sintomas característicos de problemas como DISPEPSIA E GASTRITE.

Fruto de fatores como: medicamentos que agridem a mucosa estomacal, ingestão inadequada de alimentos e até mesmo estresse. Nas próximas páginas você vai conhecer todas as características dessas doenças, desde o seu diagnóstico até o tratamento atual. O objetivo é contribuir para um aumento efetivo na sua qualidade de vida. Afinal, bem informados, todos nós vivemos melhor.

O QUE É DISPEPSIA?

DISPEPSIA é um conjunto de sintomas que se referem à dor ou desconforto na parte superior do abdome, náuseas, queimação, azia e empachamento, muitas vezes confundidos com GASTRITE. Acontece principalmente, por alterações nos movimentos de contração do estômago e do início do intestino ou até pela sensibilidade alterada do estômago de algumas pessoas. A incidência de dispepsia é muito alta na população. Sua presença é suspeita quando há existência de queixas gastrointestinais geralmente associadas à alimentação. Caracteristicamente este grupo de pacientes não apresenta qualquer alteração significativa quando investigados através de exames freqüentes como ultra-sonografia abdominal, endoscopia digestiva, exames laboratoriais de sangue, fezes e urina.

QUAIS AS CAUSAS DA DISPEPSIA?

A DISPEPSIA pode ser causada por vários fatores, desde problemas psico-sociais, ingestão inadequada de alimentos, bebidas alcoólicas, medicamentos irritantes, estresse, depressão, ansiedade e verminoses.

O QUE É GASTRITE?

A GASTRITE significa inflamação ou irritação da mucosa que recobre o interior do estômago e pode surgir repentinamente (Gastrite aguda) ou de desenvolvimento progressivo (Gastrite crônica).

QUAIS AS CAUSAS DA GASTRITE?

A bactéria Helicobacter Pylori, alguns tipos de vírus, bebidas alcoólicas, vômitos crônicos, uso de medicamentos irritantes, especialmente antiinflamatórios, excesso de ácido gástrico e ingestão de substâncias cáusticas podem ser responsáveis pelo surgimento de gastrites.

QUAIS OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA DISPEPSIA E GASTRITE?

Dor abdominal, queimação, soluços, perda de apetite, náuseas, sensação de estômago cheio e vômitos constituem os sintomas mais freqüentes da dispepsia e alguns casos de gastrite.

QUAIS OS EXAMES MAIS INDICADOS PARA IDENTIFICAR A DISPEPSIA E GASTRITE?

História clínica e exame físico para pesquisar doenças que possam causar os sintomas de irritação gástrica referidos pelo paciente.
Fazer exame de fezes para pesquisa de verminoses.
Endoscopia digestiva com biópsia para afastar doenças mais graves e pesquisar a presença da bactéria que causa a úlcera e gastrite (Helicobacter pylori).
Ultra-sonografia de abdome para avaliar demais órgãos do aparelho digestivo (ex: pâncreas e vesícula biliar).
Exames de maior complexidade poderão ser solicitados a critério do médico que acompanha o caso.

COMO TRATAR?

O tratamento da DISPEPSIA ou da GASTRITE deve adequar-se a eliminação da causa específica, podendo algumas vezes ser apenas sintomática.

Quando a GASTRITE for causada por agente irritativo é necessária a eliminação do agente causal (bactérias ou vermes). Medicamentos específicos como antibióticos e vermífugos são utilizados.

Na DISPEPSIA, algumas vezes o tratamento envolve o uso de medicamentos que reduzem ou inibem a acidez gástrica associada ou não ao uso de drogas de ação procinética (que aceleram o esvaziamento do estômago).

E lembre-se: É fundamental manter uma dieta saudável e equilibrada.

Fonte: www.gastroweb.com.br

Gastrite

O termo Gastrite significa etimologicamente a presença de “inflamação do estômago”, muito embora esta denominação muitas vezes seja usada como referência para definir uma simples indisposição estomacal, aquilo que tecnicamente deveria ser chamada de dispepsia.

A gastrite é uma doença específica, controlável clinicamente através do uso de inúmeros medicamentos que controlam muito bem essa doença do estômago, seja contra o stress, a má alimentação e uma bactéria especial que tem predileção pela mucosa gástrica, que é a Helicobacter pylori.

As gastrites podem ser classificadas em dois grandes grupos, que são a Gastrite erosiva ou hemorrágica e não erosiva. Define-se a erosão como uma ulceração rasa, que não ultrapassa a camada muscular da parede do estômago, como se fosse uma afta.

Esta forma de Gastrite ocorre frequentemente em pacientes submetidos a grandes momentos de stress internados em CTI, sendo também chamada Gastrite do stress e também pessoas que estão usando antinflamatórios, aspirina, quando são chamadas também de Gastrite hemorrágica. Entre as gastrites não-erosivas, que são crônicas, a mais comum está associado a uma bactéria chamada Helicobacter pylori, também responsável por algumas formas de úlceras pépticas. Nestas circunstâncias, a biópsia gástrica é realizada de rotina para pesquisar a presença dessa bactéria, que foi descoberta em 1987 e hoje responsabilizada pelas gastrite e úlceras.

COMO OCORRE A GASTRITE?

Além da dependência do stress e de medicamentos, a Gastrite pode acontecer de maneira associada a hábitos de vida, envolvendo alimentação, alcool e tabagismo, o que é a forma mais frequente da doença, produzida com um desequilíbrio da acidez estomacal. A inflamação da mucosa gástrica, nesse caso, pode ser manifestada por náuseas, vômito, hemorragia, dor, mal estar. Estas crises ocorrem muito freqüentemente após ingestão de alimentos específicos para os quais o indivíduo já tem sensibilidade aumentada, comer muito rapidamente, comer após emoções fortes, ou quando o indivíduo se encontra muito cansado. A utilização habitual de álcool, tabaco ou alimentos muito condimentados podem ser fatores desencadeantes de crises de gastrite.

Alguns alimentos estão frequentemente relacionados com o aparecimento de Gastrite:

Alimentos gordurosos e frituras em geral
Frutas ácidas (laranja, abacaxi, limão, morango, damasco, pêssego, cereja, kiwi)
Temperos (vinagre, pimenta, molho inglês, massa de tomate, molhos industrializados, katchup, mostarda, caldos concentrados, molho tártaro), picles
Doces concentrados (goiabada, marmelada, doce de leite, cocada, pé-de-moleque, geleia, compotas)
Frutas secas e cristalizadas
Frutas oleaginosas (nozes, avelã, coco, amêndoa, castanha de caju e do pará, amendoim, pistache)
Feijão e outras leguminosas
Pepino, tomate, couve, couve-flor, brócolis, repolho, pimentão, nabo, rabanete
Café, chá preto, mate e chocolate
Lingüiça, salsicha , patês, mortadela, presunto, bacon, carne de porco, carnes gordas, alimentos enlatados e em conserva.

Os portadores de Gastrite relacionada com alimentação não devem ficar por mais de 3 horas sem se alimentar, já que o alimento adequado pode auxiliar a neutralização do ácido estomacal. Além desses cuidados alimentares, geralmente utilizam-se medicamentos que reduzem a produção de ácidos pelo estômago, tanto na prevenção como no tratamento das lesões.

A CAUSA INFECCIOSA

A descoberta da participação da bactéria Helicobacter pylori na causa destas doenças, que hoje é tida como o agente da mais frequente infecção humana, há apenas 15 anos (1983), revolucionou o entendimento de algumas Gastrites, Úlceras pépticas gastricas e duodenais. Por causa do grande número de pacientes que são portadores da infecção, e também do grande número de trabalhos científicos que estabelecem novas conotações para a infecção, cresce significativamente a pressão para os médicos tratarem todos os pacientes. Mas, a fim de não estimular o surgimento de cepas resistentes das bactérias com um tratamento indiscriminado, a terapia com antibióticos deve ser bastante criteriosa, segundo critérios de bom senso. A infecção pelo H. pylori é universal, mas predomina nos países em desenvolvimento, onde metade da população é infectada até os 10 anos de idade. A bactéria não tem reservatórios na natureza, portanto a transmissão se dá entre as pessoas, através de contato direto ou contaminação de água. A taxa de infecção tem uma grande correlação direta com baixos índices sócio-econômicos.

A Gastrite pode predominar no corpo ou no antro gástrico ou ainda atingir todo o estômago, quando é denominada de uma pangastrite. Naqueles de predomínio no antro, há tendência de haver secreção ácida normal ou aumentada e maior chance de úlcera duodenal; enquanto nos pacientes em que a gastrite predomina no corpo do estômago há tendência de desenvolvimento de Gastrite Atrófica, Úlcera Gástrica e Câncer.

COMO É FEITO O TRATAMENTO?

Além dos cuidados usuais de dieta e uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido pelo estômago, o objetivo do tratamento da Gastrite causada pelo Helicobacter pylori é a erradicação do microrganismo, que é definida como a negativação dos exames quatro semanas após o fim do uso de antimicrobianos O tratamento é difícil devido a localização da bactéria no estômago, entre as células superficiais da mucosa e a camada de muco que reveste internamente o estômago, ficando protegida do contato direto do antibiótico ingerido e ao mesmo tempo, do que chega pela corrente sanguínea. Os antibióticos usuais atingem índices de erradicação entre 70% e 95% com diversas combinações de três ou mais drogas. Há consenso internacional quanto à necessidade de erradicar o Helicobacter pylori quando ele coexiste com doença ulcerosa, mas em relação a outras situações clínicas como a Gastrite, existem ainda controvérsias entre os vários autores.

Fonte: www.rafe.com.br

Gastrite

Gastrite significa inflamação do estômago.

A gastrite aguda é uma inflamação que se resolve em poucos dias: ou cura ou evolui para gastrite crônica.

Quase todos os portugueses adultos e mais de 50% da população mundial tem gastrite crônica causada pelo Helicobacter pylori.

Esta gastrite crônica causada pelo H. pylori, raras vezes é causa de sintomas ou justifica tratamento.

Gastrite Aguda

A gastrite aguda é, na maior parte dos casos, uma situação passageira que ou cura ou evolui para a gastrite crônica, mas por vezes toma a forma de gastrite erosiva ou gastrite hemorrágica e pode causar perdas de sangue pela boca ( hematémeses ) ou pelo reto ( melenas ) obrigando-nos a ir à urgência do Hospital.

Causas de gastrite aguda:

Helicobacter pylori e outras bactérias, vírus, tóxicos... Álcool Anti-infamatórios não esteróides ( AINE ) Stress grave dos queimados, dos traumatizados do crânio, dos doentes com insuficiência respiratória, dos doentes com sepsia.

O H. pylori, a ingestão de álcool ou de aspirina e outros medicamentos anti-inflamatórios são a causa mais frequente de gastrite aguda.

O Helicobacter pylori causa uma gastrite aguda transitória, por isso mal conhecida, que poderá causar dor epigástrica, mal-estar, náuseas etc., mas que evolui em poucos dias para gastrite crônica.

A GASTROENTERITE é uma inflamação aguda do estômago (gastrite) e intestino (enterite), muito frequente, na maior parte dos casos relacionada com intoxicação alimentar. Além das náuseas e vómitos é acompanhada de diarreia .

Gastrite crônica

Gastrite crônica pelo Helicobacter pylori: sabemos desde 1983 que a causa mais frequente de gastrite crônica é uma bactéria: o Helicobacter pylori.

A gastrite crônica causada pelo Helicobacter pylori ( também designada por gastrite B ), localizada sobretudo no antro do estômago, é uma das infecções mais frequentes no mundo, atingindo mais de 50 % da humanidade e mais de 90% dos adultos de alguns continentes e países ( África, América do sul, Portugal etc.).

Em Portugal cerca de 50% das crianças com 8 anos de idade já têm gastrite causada pelo Helicobacter pylori.

O aspecto endoscópico do estômago com gastrite crônica é normal ou ligeiramente alterado.

O diagnóstico da gastrite crônica faz-se, observando um fragmento de estômago ao microscópio.

A existência do Helicobacter pylori na mucosa do estômago pode ser comprovada por vários testes de fácil execução. Mas fazer um teste para comprovar a existência duma bactéria que em Portugal quase todos temos e, raramente justifica tratamento, é uma inutilidade.

A gastrite crônica pelo H. Pylori que, quase todos os portugueses adultos têm, raramente causa sintomas e, não se defende como norma o seu tratamento, que seria a erradicação do Helicobacter pylori. ( A erradicação do Helicobacter pylori deve fazer-se nas pessoas que têm úlcera do estômago ou do duodeno ou linfoma MALT ).

A gastrite crônica causada pelo H. pylori, em determinadas condições, relacionadas com a virulência de certas estirpes do Helicobacter pylori, e com certos genes do hospedeiro, transforma-se em gastrite atrófica e metaplasia intestinal (na metaplasia intestinal a mucosa do estômago é substituída por mucosa intestinal ) que nalguns raros casos, e em circunstâncias especiais, evolui para cancro do estômago.

Esta evolução da gastrite crônica até cancro do estômago é ainda mal conhecida e não temos, por enquanto, maneira de a evitar. Cientistas em todo o mundo e duma maneira especial cientistas portugueses ( Leonor David, Celso Reis ) do IPATIMUP do Porto ( Sobrinho Simões ) têm feito grandes progressos na identificação das estirpes mais virulentas do H. pylori e dos portugueses portadores dos genes que codificam as mucinas gástricas ( as mucinas são um gel - semelhante à saliva - que cobre as nossas mucosa ) que facilitam o aparecimento do cancro do estômago. Estas descobertas acabarão por permitir, num futuro, que desejemos próximo, o rastreio dos indivíduos com estes fatores de risco e assim contribuir para a diminuição da mortalidade relacionada com o cancro do estômago.

Em conclusão: quase todos os portugueses adultos e, mais de 50% da população mundial têm gastrite crônica causada pelo H. pylori mas, é duvidoso, muito duvidoso que, lhe possam ser atribuídos sintomas, ou que haja algum beneficio em a tratar. As pessoas com sintomas relacionados com o estômago a quem foi dito que têm " gastrite ", na maior parte dos casos, têm Dispepsia Funcional.

Outras gastrites infecciosas: para além da gastrite pelo Helicobacter pylori e da gastrite granulomatosa da tuberculose e da sífilis, outras bactérias como o streptococcus, a Escherichia coli, o staphilococcus, o Clostridium podem ser, embora muito raramente, causa de gastrites graves, sobretudo em indivíduos debilitados, alcoólicos, com SIDA... As gastrites por fungos ( candida, histoplasma etc. ) assim como as gastrites por vírus ( cytomegalovírus, herpes vírus etc. ) são situações muito, muito raras. No entanto, nos indivíduos com SIDA é frequente encontrar gastrite pelo citomegalovírus ( CMV ), por cândidas e outros agentes.

Gastrite crônica auto-imune: também designada por gastrite A ou gastrite da Anemia Perniciosa. É pouco frequente em Portugal. Na Anemia Perniciosa há uma atrofia da mucosa gástrica em que desaparecem as células que produzem o fator intrínseco. O fator intrínseco é indispensável para que a absorção de vitamina B12 se faça no intestino delgado. A estes doentes, uma vez que não produzem fator intrínseco e por isso não absorvem Vitamina B12 esta vitamina terá que ser injetada, assim como aos doentes a quem foi retirado todo o estômago ( submetidos a gastrectomia total ). Geralmente faz-se uma injecção mensal de pelo menos 200 µg de Vitamina B12. A Anemia Perniciosa leva a lesões neurológicas graves.

Gastrite crônica dos anti-inflamatórios e do refluxo biliar - gastrite química. O uso continuado de medicamentos anti-inflamatórios e a bílis do refluxo biliar do duodeno para o estômago ou do refluxo biliar após cirurgia do estômago ( gastrectomia parcial ) podem ser causa de gastrite crônica.

Há outras gastrites crônicas muito raras:

Gastrite granulomatosa: da doença de Crohn, da tuberculose, da sífilis, da sarcoidose etc.
Gastrite a eosinófilos:
entidade muito rara.. Os doentes com esta gastrite devem ser seguidos na consulta de alergologia.
Gastrite linfocítica:
muitas vezes associada às pápulas umbilicadas e denominada gastropatia papulosa, por vezes também denominada gastrite varioliforme por causa do aspecto. Esta gastrite parece não causar sintomas e, não se conhece nenhum tratamento eficaz. É uma afecção anódina.
Doença de Ménétrier também chamada gastropatia hipertrófica ou gastrite de pregas gigantes:
situação rara caracterizada por pregas gigantes no corpo do estômago associada a náuseas, diarreia e a perdas de proteínas, podendo dar origem a um edema generalizado. A causa é desconhecida.

DUODENITES E EROSÕES DO DUODENO

A inflamação da mucosa do duodeno pode aparecer associada à gastrite causada pelo H. pylori. Essa mucosa inflamada do bulbo duodenal pode ser substituída por mucosa do estômago e ser colonizada pelo H. pylori. Admitem alguns peritos que esse será o mecanismo inicial para o aparecimento da úlcera do duodeno.

Também alguns vírus, bactérias e parasitas podem invadir o duodeno e ser causa de duodenite, mas são situações raras.

Por vezes a mucosa do duodeno tem aspecto nodular e, alguns chamam-lhe mesmo duodenite nodular. Ao exame microscópico nalguns casos observa-se uma duodenite, noutros observa-se mucosa gastrica e noutros hiperplasia das glândulas do duodeno ( glândulas de Brunner ). Não se sabe se estas alterações têm significado clínico.

Fonte: www.gastroalgarve.com

Gastrite

O que é?

Gastrite é a inflamação da camada mais interna do estômago, a mucosa. Pode estar localizada em alguma região do estômago, ou estar atingindo toda a extensão deste órgão. A gastrite é dividida em aguda ou crônica. A aguda é autolimitada, ou seja, a inflamação desaparecerá em um curto tempo. Em contrapartida, a gastrite crônica persiste por longos períodos de tempo.

Causas

A gastrite é causada por substâncias que irritam a mucosa do estômago e através de infecções (vírus e bactérias), que levam ao processo inflamatório.

Algumas substâncias como os medicamentos antiinflamatórios, o álcool, o cigarro, café, os doces em excesso e os alimentos condimentados estão relacionados ao surgimento da gastrite. Algumas infecções virais também são causadoras de gastrite, principalmente na forma aguda. Os hábitos alimentares também têm papel relevante no surgimento da gastrite, como o jejum prolongado durante o dia, e o excesso na ingestão de gorduras e frituras.

Estas substâncias levariam a um defeito na barreira de proteção que protege a mucosa do estômago em relação ao ácido gástrico utilizado na digestão dos alimentos. Sendo assim, o ácido produzido no próprio estômago agiria como irritante da mucosa, causando o processo inflamatório.

As gastrites crônicas, por sua vez, estão relacionadas à infecção pela bactéria Helicobacter pylori. Esta bactéria vive muito bem em lugares com muito ácido, como o interior do estômago, e tem como característica destruir a barreira de proteção da mucosa contra o ácido. A infecção por esta bactéria é mais comum em lugares com condição sócio-econômica mais precária, e a transmissão se dá por via oral-fecal. A infecção prolongada pelo Helicobacter pylori pode levar ao desenvolvimento de gastrite atrófica, atrofia do estômago, e até mesmo câncer de estômago. Desta forma, pacientes com dores de estômago crônicas devem procurar um médico especialista para o diagnóstico e tratamento da infecção por esta bactéria.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da gastrite são dor de estômago caracterizada por queimação, sensação de “empachamento” após as refeições, distensão do abdome na região do estômago, má-digestão, náuseas e vômitos, eructações (arrotos) freqüentes, soluços e azia.

Nos casos mais graves, pode haver sangramento do estômago devido ao processo inflamatório, e então a gastrite é denominada de gastrite hemorrágica. Nestes casos, o paciente apresentará vômitos com sangue e evacuação de fezes muito escurecidas e com odor fétido (chamadas de melena) devido a presença do sangue.

O exame físico de pacientes com gastrite apresenta pouca alteração, como desconforto discreto à palpação do estômago. Nos casos com gastrite hemorrágica, o paciente apresentará sintomas relacionados ao sangramento, como a queda da pressão arterial, palidez da pele, sudorese e aumento da freqüência cardíaca.

Diagnóstico

O diagnóstico da gastrite é realizado através da Endoscopia Digestiva Alta.

Este exame permite a visualização de toda a mucosa do estômago, tornando o diagnóstico da gastrite muito evidente. Através da endoscopia digestiva também é possível a realização de biópsias, que permitem o diagnóstico histológico (microscópico) da gastrite, assim como a pesquisa da bactéria Helicobacter pylori.

Deve-se chamar a atenção para os pacientes com mais de 55 anos e naqueles com sinais de alarme como sangramento, anemia, perda de peso não intencional, vômito persistente, história familiar prévia de câncer gastrointestinal. Estes pacientes devem realizar a endoscopia digestiva em caráter de urgência, para a exclusão de gastrite hemorrágica, úlceras e câncer de estômago.

O diagnóstico da infecção por Helicobacter pylori também pode ser realizado através das fezes, de testes respiratórios e exames de sangue.

Tratamento

O tratamento inicial da gastrite está relacionado aos hábitos alimentares. Os pacientes devem evitar alimentos muito condimentados, frituras e gorduras, doces e chocolates, café, refrigerantes, balas, chicletes e álcool. Também deve ser realizada dieta regrada com horários definidos.

Os pacientes com gastrite devem realizar dietas fracionadas, ou seja, alimentar-se várias vezes ao dia, mas com quantidades menores de alimentos. Desta forma, os alimentos reagiriam com o ácido gástrico durante grande parte do dia, e este último não causaria a inflamação da mucosa.

Em relação ao tratamento medicamentoso, este é feito com remédios que diminuam a acidez do estômago, permitindo assim, que a mucosa cicatrize, e cessando a queixa de queimação. Além disso, em alguns pacientes, está indicada a utilização de medicamentos pró-cinéticos, ou seja, que promovam o esvaziamento mais rápido do estômago. Estes medicamentos diminuem a distensão do abdome e a sensação de empachamento.

Nos pacientes portadores de infecção por Helicobacter pylori, o tratamento consiste no uso de medicações que diminuam a acidez no estômago, tornando o ambiente menos favorável à bactéria, além do uso de antibióticos específicos.

Fonte: www.drfernandovalerio.com.br

Gastrite

Definição

O que ingerimos é recebido pelo estômago, o qual funciona como uma bolsa. O estomago é forrado internamente por uma mucosa semelhante a que temos na boca, e a inflamação dessa mucosa, decorrente de um desequilibrio entre os fatores que protegem e os que agridem denomina-se gastrite.

No mundo, mais de 2 bilhões de pessoas são portadores de gastrite.

Sintomas

A gastrite pode ser totalmente assintomática, especialmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais relevantes. Freqüentemente, os sintomas são:

Desconforto na região superior do abdome ( boca do estomago): pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. Alguns pacientes podem referir dor em queimação; dor que melhora com a ingestão de alimentos.
Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.
Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento (barriga que estufa) logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite.
Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas pode haver eliminação de sangue digerido, nas fezes (que ficam escurecidas) ou nos vômitos.
Azia ou queimação:
se houver refluxo do suco gástrico, com isso, pode piorar quando a pessoa se deita depois de uma refeição mais volumosa ou rica em gorduras.

Entretanto, os sintomas podem ser semelhantes as de outras doenças, como a úlcera gastroduodenal, cancer gastrico,   calculo de vesicula ou, simplesmente, sintomas do trato digestivo.

As causas da gastrite podem ser  divididas em dois grupos:

Fatores agressores e aqueles que alteram os mecanismo de proteção ou defesa da mucosa gástrica.

Fatores agressores

Destaca-se a bactéria Heliobacter pylori e medicações ( antiinflamatórios, analgésicos, corticóides , antibióticos) e bebidas alcoólicas.

Fatores que alteram os mecanismos de defesa ou proteção

O mecanismo de defesa pode ser alterado pelo jejum prolongado, o tabagismo e algumas das medicações acima citadas.

Helicobacter pylori

Essa bactéria que tem a capacidade de colonizar a mucosa gástrica da maioria dos pacientes com gastrite, úlcera gastroduodenal e também com câncer foi descoberta na década de 80. Agredindo diretamente a mucosa, a bactéria leva a um processo inflamatório e também contribui de maneira indireta para o desenvolvimento do câncer gástrico.

A transmissão pode ocorrer por duas vias

Por meio de água ou alimentos contaminados.. Cerca de 60% das pessoas adultas tem infecção ocasionada por essa bactéria.

Essa bactéria tem a competência de viver dentro da camada de muco que protege o estomago. Ela foi descoberta na década de 80.  A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem  diretamente a  mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.

Diagnóstico

Na gastrite aguda, normalmente a história clínica leva ao diagnóstico, sendo desnecessário realizar exames.

Quando ocorrer complicações, como  hemorragia, a endoscopia digestiva alta é o exame preconizado. A endoscopia é um exame que visualiza diretamente a mucosa do estômago, mostrando alterações de vários tipos de gastrite.

Perto de 40% dos casos de gastrite crônica não são vistas por esse exame.

Por esse motivo, durante o exame podem se obter pequenos fragmentos da mucosa ( biopsia), que são colocados em contato com uma substância que muda de cor quando na  presença da bactéria. É o chamado teste da urease.

Tratamento

O tratamento da gastrite tem de levar em conta o que originou a doença. Como existe associação entre Helicobacter pylorii e gastrite, se tratarmos apenas a segunda sem combater o primeiro, a probabilidade de a doença reaparecer aumenta. No entanto, ela atenuará bastante, se os dois tratamentos ocorrerem ao mesmo tempo. O uso de ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios e álcool devem ser evitados.
A medicação para gastrite pode ser ministrada por via oral e os resultados conseguidos são bastante satisfatórios.

Recomendações: como evitar a bactéria e a gastrite

A lavagem apropriada dos alimentos crus e a emprego de água filtrada auxiliam na prevenção da infecção ocasionada pela bactéria.
Respeite os horários das refeições. Separar algum tempo para café da manhã, almoço e jantar sossegado não é ostentação, é obrigação.
Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a fazer uma grande refeição.
Mastigue bem os alimentos, pois a digestão começa na boca.
Dê preferência a frutas, verduras e carnes magras. Os alimentos gordurosos são de difícil digestão.
Evite jantar e deitar logo em seguida, pois isso provoca o refluxo dos alimentos.
Evite fumar, ingerir bebidas alcoólicas ou fazer uso de medicações que ataquem a mucosa gástrica, principalmente quando o estomago está vazio.
Procure um médico e siga suas recomendações se tiver azia, má digestão e sensação de estômago cheio depois de ingerir pequenas porções de alimentos.

Fonte: www.clinicaq.com.br

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