Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Diabetes Gestacional  Voltar

Diabetes Gestacional

 

Diabetes Gestacional - Definição

Diabetes gestacional (DG) é por definição qualquer grau de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticado pela primeira vez durante a gestação.

Desta forma, não elimina aqueles casos em que a paciente já possuía a doença, porém não tinha conhecimento da mesma. Todas as pacientes com diabetes gestacional devem ser reavaliadas após a gestação.

Patogênese

A patogênese da DG ainda não está bem esclarecida. Sabe-se que a gestação está associada a um grau de resistência insulínica e acredita-se que as gestantes que desenvolvem DG possuem uma resistência mais acentuada associada a uma diminuição da reserva de insulina. Esta fisiopatologia confirma o fato de que pacientes com DG possuem um risco maior de desenvolvimento de Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 após a gestação, uma vez que a patogênese da doença é a mesma.

Rastreamento 

Gestantes que não apresentam qualquer um dos fatores de risco para desenvolvimento de DG (Quadro 1), não precisam ser rastreadas. Nos demais casos, este se inicia na primeira consulta pré-natal com uma dosagem de glicemia de jejum. Se o valor for maior que 85 ou 90 mg/dl , de acordo com as prioridades de cada serviço e dos recursos disponíveis para detecção e tratamento do DG, o rastreamento é considerado positivo e indica a necessidade de um teste diagnóstico.

A escolha do teste dependerá do grau da hiperglicemia. Valores acima de 110 mg/dl requerem confirmação imediata, que pode ser feita com uma nova glicemia de jejum. Se > 110 mg/dl, está confirmado o diagnóstico de DG. Se a glicemia do rastreamento for > 85-90 e < 110 mg/dl, a gestante deve ser submetida ao teste de tolerância oral à glicose.

Quadro 1: Fatores de risco para Diabetes Gestacional
Idade > 25 anos.
Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual.
Deposição central de gordura corporal.
História familiar de diabetes em parentes de 1º grau.
Baixa estatura.
Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual.
Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, macrossomia ou diabetes gestacional.

Diagnóstico 

O método diagnóstico preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é mais simples do que aquele adotado pela Associação Americana de Diabetes (ADA) e, portanto, o método utilizado atualmente em nosso meio. Consiste no teste de tolerância com sobrecarga oral (TOTG) de 75g de glicose (Quadro 2).

De acordo com a OMS, ele deve ser realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, exceto nas gestantes de alto risco ou aquelas que tiverem rastreamento positivo. Nestas pacientes a realização do teste deve ser mais precoce, em geral na 20ª semana. Ainda referente às gestantes de alto risco, se o rastreamento inicial for negativo, deve ser repetido entre a 24ª e 28ª semana.

Quadro 2: padronização do TOTG com 75g de glicose (OMS)
1 - Ingesta mínima de 150g de carboidrato nos 3 dias que antecedem ao teste. Atividade física habitual.
2 - Jejum de 8 horas (ingesta de água é permitida).
3 - Não fumar ou caminhar durante o teste.
4 - Anotar medicações e intercorrências que possam alterar o teste.
5 - Ingerir 75g de glicose anidra dissolvidas em 250-300 ml de água, em até 5 minutos.
6 - Centrifugar imediatamente o sangue coletado para separação do plasma e medida da glicemia. Caso não seja possível, coletar o sangue em tubos fluoretados e mantê-los resfriados (4 ºC) até a centrifugação, que deve ser feita rapidamente.

Para o diagnóstico do DG, a OMS preconiza o uso das glicemias de jejum e de 2 horas, utilizando os mesmos valores adotados fora da gestação: jejum de 126 mg/dl e glicemia de 2 horas de 140 mg/dl.

O quarto Workshop de Diabetes adota valores um pouco distintos: jejum de 95, 1h pós carga de 180 e 2h de 155 mg/dl.

Tratamento 

O tratamento inicial consiste em dieta para diabetes. Geralmente calcula-se a mesma com 30 a 32 Kcal/Kg limitando a quantidade de carboidratos em 40% do total de calorias, e a partir do segundo trimestre é acrescentado 300 Kcal/dia. Os adoçantes artificiais podem ser utilizados com moderação. Se os níveis de glicemia de jejum não permanecerem £ 95 mg/dl ou 2h pós prandial £ 120 mg/dl, devemos iniciar insulina uma vez que os hipoglicemiantes orais estão contra-indicados na gestação. Geralmente inicia-se o esquema com insulina de ação lenta pela manhã, e a dose inicial pode ser de 0,2 U/ Kg /dia. Conforme a necessidade pode-se acrescentar mais picadas ao dia com insulina de ação lenta e/ou regular.

Além do grau de controle glicêmico, o crescimento fetal também pode indicar a necessidade de insulinoterapia. Se a circunferência abdominal fetal, medida entre 29 e 33 semanas de gestação, for maior ou igual ao percentil 75, devemos intensificar o tratamento com início de insulina.

A monitorização diária com glicemias capilares de jejum e pós prandial é de extrema importância principalmente para aquelas em insulinoterapia. As fitas de glicosúria não estão indicadas. O objetivo é manter a glicemia capilar de jejum £ 95 mg/dl e a de 2h pós prandial £ 120 mg/dl. O número de picadas por dia vai depender do controle glicêmico de cada paciente.

A atividade física moderada está indicada desde que não haja contra-indicações (sangramento, etc), pois melhora o controle glicêmico.

Parto 

O DG não é uma indicação para parto cesáreo ou parto antes de 38 semanas completas de gestação; entretanto, após este período o risco de macrossomia é maior. Desta forma, se o feto for viável, deve-se programar o parto para a 38ª semana.

Para o parto programado, a gestante deve permanecer em jejum, aplicar 1/3 da dose matinal de insulina e receber infusão contínua de glicose a 5%. O controle glicêmico deve ser feito com glicemia capilar de 4/4h e administração de insulina regular se necessário.

Pós-parto 

O aleitamento materno deve ser estimulado, e se houver hiperglicemia neste período, esta deve ser controlada com insulina. A partir da 6ª semana após o parto, a paciente deve ser reavaliada com nova glicemia de jejum e classificada de acordo com os critérios diagnósticos atuais.

Complicações obstétricas e peri-natais 

A DG não complicada não está associada a uma taxa maior de mortalidade, mas aumenta o risco de macrossomia (> 4Kg) e outras morbidades fetais, tais como hipoglicemia, hipocalcemia, policitemia e icterícia prolongada. As pacientes portadoras de DG possuem maior risco de desenvolverem hipertensão e necessitarem de parto cesáreo. É importante a monitorização da pressão arterial e dosagem de proteinúria.

Complicações de longo prazo 

Como citado anteriormente, as pacientes com DG possuem maior chance de desenvolverem DM tipo 2, principalmente se forem obesas. Crianças nascidas de mãe com DG possuem uma chance maior de serem obesas, terem intolerância à glicose ou diabetes na adolescência.

Diabetes Gestacional - Causas, Sintomas e Tratamento

Nomes Alternativos: Intolerância à glicose durante a gravidez.

Definição: Intolerância ao carboidrato de gravidades variáveis que se inicia ou é reconhecida durante a gravidez.

Causas, incidência, e fatores de risco

A diabetes gestacional é uma desordem que começa ou é reconhecida primeiramente durante a gravidez. Torna-se aparente durante a 24a. e 28a. semana de gravidez.

Em muitos casos o índice de glicose volta ao normal após o parto.

É recomendado que todas mulheres grávidas façam um teste de glicose durante esse período.

Geralmente os sintomas são suaves e não é uma ameaça à mulher grávida.

Todavia, mortes de fetos ou recém-nascidos estão associadas com o aumento do nível de glicose no sangue durante a gravidez.

Mas se houver um controle eficiente dos níveis de glicose no sangue, não haverá risco para a criança. A criança nascida de mulher com diabetes gestacional, pode ter peso acima do normal, níveis baixos de glicose no sangue durante um período, e níveis altos de bilirrubina.

Os fatores de risco para uma diabetes gestacional são: idade acima de 25 anos, um histórico de diabetes na família, obesidade, um filho anterior com peso acima de 4 a 5 quilos, uma morte inexplicável de um recém-nascido anterior, uma deformação congênita de um filho anterior, e infecções freqüentes.

Prevenção

Ter conhecimento dos fatores de risco e fazer um bom controle pré-natal, principalmente durante a 24a. e 28a. semanas de gravidez ajudará a um prognóstico logo no início da diabetes gestacional.

Sintomas

Muita sede
Aumento de urina
Perda de peso, apesar do aumento de apetite
Fadiga
Náusea
Vômito
Infecções freqüentes, incluindo bexiga, genitália e pele
Visão embaçada

Obs: normalmente não há sintomas.

Sinais e Testes

Teste de tolerância oral de glicose entre a 24a. e 28a. semanas de gravidez.

Tratamento

As metas para o tratamento são: manter os níveis de glicose no sangue dentro dos limites normais enquanto durar a gestação e assegurar o bem estar do feto.

Minucioso monitoramento da mãe e do feto deve prosseguir durante a gravidez. Um monitoramento dos níveis de glicose feito pela gestante permite que a mesma cuide melhor de sua saúde. Monitoramento fetal para se ter acesso ao tamanho do feto e exames de ultra-som para seu bem estar.

Uma boa dieta permite calorias adequadas e nutrientes necessários para a gravidez e um bom controle dos níveis de glicose no sangue. O ideal é a mãe receber acompanhamento de nutricionista.

Se a administração da dieta não controlar a glicose nos níveis desejáveis, será necessário o início do uso de insulina. O monitoramento do nível de glicose no sangue feito pela gestante é muito importante com o uso da insulina.

Esperanças (prognóstico)

Na diabetes gestacional há um aumento de risco em mortes fetal e neonatal, mas esse risco diminui com um tratamento efetivo e vigilância constante da mãe e do feto. Freqüentemente os altos níveis de glicose no sangue desaparecem após o parto. Todavia, mulheres com diabetes gestacional devem ter um acompanhamento pós parto e a intervalos regulares, para detectar logo, no caso de adquirir diabetes. Mais de 30% a 40% das mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes mellitus, de 5 a 10 anos após o parto. O risco torna-se maior com obesidade presente.

Tomados os cuidados adequados, os riscos de uma gestação planejada, em mulheres diabéticas, não são maiores do que na população em geral.

Uma das preocupações mais freqüentes da gestante diabética é saber se o nenê pode nascer com diabetes. A probabilidade de isso vir ocorrer é praticamente nula.

Cuidados

Consulte seu médico caso esteja grávida e sinta que os sintomas de intolerância à glicose estão desenvolvendo.

Diabetes Gestacional - O que é

Diabetes Gestacional é uma patologia que acomete subitamente mulheres não-diabéticas que engravidam.

No Diabetes Gestacional, a mulher desenvolve o Diabetes somente durante a gestação porque produz uma quantidade insuficiente de insulina para ela e seu bebê. Ao término da gestação, a mulher volta ao seu estado normal de produção de insulina. Isto ocorre porque, neste período, a placenta produz substâncias que bloqueiam a ação da insulina, o que pode provocar a elevação de glicose.

Mas não é preciso se alarmar. Essa é uma situação passageira em sua vida e seu bebê vai se desenvolver normalmente se forem seguidas todas as recomendações do seu médico.

Ao término da gestação a mulher volta ao seu estado normal e vai experimentar a emocionante tarefa de ser mãe.

FATORES DE RISCO DO DIABETES GESTACIONAL

Idade acima de 30 anos;
Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação;
Parentes próximos com Diabetes;
Gestação anterior com bebê pesando mais que 4 Kg ao nascer;
Aborto ou morte fetal anterior (não-esclarecidos);
Tratamento para "Pressão alta" ;
Diabetes
presente em gestações anteriores;
Presença de glicose na urina.

SINTOMAS DO DIABETES GESTACIONAL

Urinar muito
Ter sede exagerada
Comer muito
Perda ou aumento exagerado de peso
Cansaço, fraqueza e desânimo.

O Diabetes Gestacional pode estar presente mesmo sem que a mulher apresente quaisquer desses sintomas.

CONSEQUÊNCIAS DO AUMENTO ANORMAL DA GLICOSE PARA A MÃE E 0 BEBÊ

Macrossomia - a criança cresce muito e pode nascer pesando mais que 4 Kg; Parto cesariano em função do tamanho da criança ; Bebê com hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue); Morte fetal intra-útero; Infecções urinárias freqüentes na gestação; Parto prematuro em função de excesso de líquido amniótico no útero, causando, inclusive, aumento exagerado da barriga e do peso corporal.

Mantendo os níveis de glicose em valores normais, a gestante evita todas as consequências do Diabetes Gestacional. Quando o Diabetes Gestacional for diagnosticado, seria ideal o acompanhamento de uma equipe composta por médicos obstetra e endocrinologista, nutricionista e enfermeira. Caso contrário, siga corretamente as instruções do seu médico.

Diabetes Gestacional - Tipo

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida (leia mais a respeito) e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

Causas

Como nos outros tipos, a causa exata do diabetes gestacional é desconhecida. Contudo, os especialistas acham que o diabetes gestacional pode ser uma etapa do diabetes tipo 2, pelas semelhanças clínicas existentes entre ambos.

Os Fatores de Risco são Parecidos com Aqueles do Diabetes Tipo 2 e Incluem:

Idade acima de 25 anos;
Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
Deposição central excessiva de gordura corporal (gordura em excesso no tronco);
História familiar de diabetes em parentes de 1o grau;
Baixa altura (1,50cm);
Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê) ou de diabetes gestacional.

Hormônios

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz algumas substâncias (hormônios) em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam resistência (dificuldade) à ação da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com diabetes gestacional apresentam uma resistência mais exagerada. O diabetes gestacional costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios. Por isso o rastreamento para o diabetes gestacional ocorre nesse período.

Genética

Acredita-se que os genes do diabetes gestacional e do diabetes tipo 2 são semelhantes. Em ambos, o que ocorre não é a deficiência acentuada na produção da insulina, mas uma resistência à ação dessa substância. Além disso, o diabetes gestacional aumenta as chances de a mulher desenvolver o diabetes tipo 2 no futuro.

Os médicos acreditam que algumas mulheres com níveis glicêmicos mais elevados no início da gravidez (primeiro trimestre) provavelmente já estavam com diabetes antes do início da gravidez. Por esse motivo, e pela semelhança que o diabetes gestacional apresenta com o diabetes tipo 2, todas as mulheres que tiveram diabetes são orientadas a fazer a reavaliação das taxas de glicose após o parto.

Tratamento

Existem vários critérios para se fazer o diagnóstico do diabetes gestacional. De uma maneira geral, a indicação do tratamento inclui desde elevações mais leves das taxas de glicose até o diabetes franco, como diagnosticado fora da gravidez. O tratamento do diabetes gestacional tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia (peso elevado do bebê ao nascer), evitar a queda do açúcar ao nascer (hipoglicemia) do bebê e diminuir a taxa de cesareana.

No passado, esses bebês podiam apresentar outras complicações no nascimento, mas essas complicações estão menos freqüentes hoje em dia. Para o lado materno, além de aumento do risco de cesareana, o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente tem como acompanhante a inchação de pernas e que pode causar um parto mais prematuro.

O diabetes gestacional, é inicialmente tratado com planejamento alimentar, que idealmente deve ser orientado por nutricionista. Os exercícios físicos podem fazer parte do tratamento e serão orientados por seu médico. De maneira geral, mulheres que já faziam atividade física podem continuar a fazê-la normalmente. . Caso essas medidas não surtam os efeitos esperados por seu médico, será indicado o tratamento com insulina. Isso ocorre porque os efeitos dos antidiabéticos orais não estão bem estabelecidos na gravidez, então eles não podem ser usados nesse momento.

Outra observação importante está relacionada aos objetivos glicêmicos. No diabetes gestacional está recomendado um controle mais estreito das taxas de glicose. Seu médico combinará com você quais são as metas de tratamento.

Terapia Nutricional

A terapia nutricional é um aliado importante. Para muitas mulheres é suficiente para manter a glicemia dentro dos valores recomendados pelo médico. Na gravidez, a mulher deve ganhar um mínimo de peso, em geral entre 10 e 12 quilos para mulheres que estão com o peso adequado. Suas escolhas alimentares devem ser saudáveis.

Elas terão um papel singular para o tratamento do diabetes gestacional. Provavelmente, será necessário relembrar os conhecimentos básicos de nutrição. Por isso, a procura por um nutricionista torna-se interessante.

A dieta pode ser acompanhada de exercícios leves. Mesmo pessoas com algumas carências especiais durante a gravidez podem nadar ou caminhar. Seu médico orientará sobre as contra-indicações à prática de atividade física.

Entre os objetivos da terapia nutricional pode constar, também, um limite para ganhar peso, recomendado às mulheres obesas. Isso é imprescindível, porque é mais freqüente que mulheres obesas desenvolvam diabetes durante a gestação. O ganho de peso mínimo recomendado para essa situação é de 6,8kg.

Terapia Insulínica

O médico poderá recorrer à terapia insulínica caso haja dificuldade para atingir resultados satisfatórios somente com dieta. É comum que a resistência à insulina atinja o auge durante o terceiro trimestre.

O tratamento com insulina está, em geral, indicado quando as taxas de glicose em jejum fiquem acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl. O momento de iniciar a insulina será orientado por seu médico, dependendo de cada situação.

O uso da insulina pode incluir uma mistura de insulinas de ação curta e intermediária. Em geral, está recomendado o uso fracionado das doses de insulina. Seu médico combinará com você o melhor esquema de tratamento para o seu caso.

É comum haver a necessidade de aumento das doses de insulina mais no final da gravidez (a partir do terceiro trimestre). Isso simplesmente significa que a sua resistência à insulina está aumentando.

No terceiro trimestre da gravidez, os níveis baixos de glicose que levariam à hipoglicemia chegam a ser raros. Contudo, mulheres que usam insulina estão em risco de apresentar hipoglicemia. Para prevení-la, siga seu planejamento alimentar com atenção aos horários e faça as adequações necessárias à prática de exercício em função das alimentações.

Exames

O controle do tratamento do diabetes gestacional é feito com a monitorização da glicose. Isso pode ser feito em laboratório com a retirada de sangue ou em casa, com as tiras reagentes e glicosímetro. Recomenda-se que as mulheres em uso de insulina façam o controle das taxas de glicose com maior freqüência, para ajuste do tratamento. Seu médico indicará a melhor maneira de monitorizar as taxas de glicose.

Nas mulheres que usam insulina, pode ser necessário examinar o sangue com freqüência, talvez quatro ou mais vezes por dia. As medidas integradas de glicose (a mais importante é a taxa da glico-hemoglobina) em geral são de pouca utilidade no diabetes gestacional, pois elas estão, na grande parte das vezes, normais. Lembre que o diabetes gestacional é de duração curta, então isso faz com que a glico-hemoglobina não se modifique nesse período curto.

No final da gravidez você será orientada a fazer exames que avaliam o bem estar do bebê com mais freqüência. Seu médico conversará com você a respeito de quando iniciar essa avaliação. Ela depende do tipo de tratamento que você faz.

Lembre, por fim, que a mulher que apresenta diabetes gestacional precisa ser reavaliada após 2 meses do parto com um exame das taxas de glicose.

Apesar de o diabetes gestacional ser considerado uma situação de gravidez de alto risco, os cuidados médicos freqüentes e os cuidados tomados pela pessoa que o apresenta possibilitam que a gestação corra tranqüila e que os bebês nasçam no momento adequado e em boas condições de saúde.

Diabetes Gestacional - Mulheres

O diabetes gestacional é aquela hiperglicemia diagnosticada pela primeira vez na gestação.

É uma situação relativamente freqüente, podendo atingir cerca de 3 a 8% das grávidas. Esse quadro de diabetes ou intolerância à glicose pode ou não persistir após o parto.

As mulheres que apresentaram diabetes gestacional apresentam maior risco para o desenvolvimento posterior de diabetes tipo 2 e também de novos episódios de diabetes gestacional, se houverem novas gestações. Por essas razões, todas as mulheres que apresentaram esse tipo de diabetes devem ser testadas esporadicamente após o parto. O primeiro teste deve ser feito seis semanas após o nascimento do bebê.

Como fazer o diagnóstico do diabetes gestacional?

O diagnóstico é feito pela dosagem da glicemia de jejum ou após a ingestão de sobrecarga com açúcar (curva glicêmica). Apenas as mulheres com menos de 25 anos e sem antecedentes familiares para diabetes não precisam realizar o teste. Nas outras, o rastreamento do diabetes gestacional deve ser feito entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.

Como o diabetes gestacional afeta a mãe e o bebê?

Esse tipo de diabetes afeta a mãe em uma fase que os órgãos do bebê já estão formados, em fase de crescimento. Por essa razão, o diabetes gestacional não causa taxa maior de defeitos de formação, como pode ocorrer na mãe que já tinha diabetes e ficou grávida (se mal controlada). No entanto, o diabetes gestacional mal controlado pode ser prejudicial, promovendo problemas para o bebê especialmente no período perinatal (após o nascimento). As altas taxas de glicose passam pela placenta e chegam para o bebê, que pode secretar muita insulina fazendo com que ele fique muito grande (mais de 4 Kg). É o que se chama de macrossomia. Pelo excesso de insulina, esses bebês podem ter hipoglicemia depois que nascem. A mãe com diabetes gestacional tem maior chance de apresentar alterações na pressão arterial (hipertensão). Além disso, os partos via cesariana são mais freqüentes.

Como se trata o diabetes gestacional?

Uma vez diagnosticado o diabetes gestacional, é fundamental o controle das taxas de glicose para evitar problemas na saúde fetal e materna. A introdução de uma dieta balanceada e de atividade física podem, em muitos casos, controlar a hiperglicemia. No entanto, se houver elevação inadequada das taxas, devem ser introduzidas aplicações de insulina durante a gestação. A forma de controle do diabetes gestacional será determinada pelo médico, incluindo a realização de glicemias capilares (ponta de dedo) e de testes de A1C e frutosamina, e de cetona na urina. Mantendo-se as taxas bem controladas e seguindo as orientações do médico, a gestação pode seguir um curso normal, com saúde para a mãe e para o bebê.

Diabetes Gestacional - Diagnóstico

O diabetes gestacional é a intolerância aos carboidratos, de graus variados de intensidade (diabetes e tolerância diminuída à glicose), diagnosticada pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto.

O diagnóstico do diabete gestacional é por definição transitório, devendo ser reavaliado no período pós-parto.

O tratamento inicial consiste de uma dieta para diabetes, como na não gestante, mas com acréscimo de aproximadamente 300 Cal no segundo e terceiro trimestre dependendo do ganho de peso. A necessidade energética é bastante individualizada variando de acordo com o peso pré-gravidez, estágio da gestação e com o objetivo de manter os níveis glicêmicos dentro dos padrões de normalidade.

Alguns cuidados são necessários para que o risco de complicações seja reduzido, e a mulher possa desfrutar o período de gravidez com tranqüilidade.

Recomenda-se:

Evitar o consumo de açúcares em geral, mel, melado, doce, refrigerante e bebidas adoçadas com açúcar, se necessário, pode-se utilizar, qualquer tipo de adoçante. Não existe comprovação científica de que possam fazer mal à saúde da mãe ou causar danos ao feto, mas é melhor usá-los sob a supervisão de um médico ou nutricionista.

Alimentos ricos em amido (cereais e leguminosas) e frutas (ricas em açúcar simples) diariamente, porém com controle das quantidade para não alterar a glicemia e evitar ganho de peso excessivo.

As frutas contêm vitaminas extremamente necessárias para a gestante.

Hortaliças cruas e cozidas, 4 a 5 porções ao dia para garantir o fornecimento de vitaminas, minerais e fibras. As fibras insolúveis, farelo de trigo, grãos integrais e hortaliças, ajudam a combater a obstipação causada pela diminuição da atividade física e pelo aumento da pressão do útero.

Água - 6 a 8 copos ao dia, nos intervalos das refeições principais.

Laticínios magros - 4 porções ao dia para garantir proteínas e calorias adicionais necessárias ao crescimento do feto, aumento das necessidades metabólicas da gravidez e fornecimento de cálcio necessário para o desenvolvimento adequado de esqueleto fetal.

A moderação no uso do sal e dos alimentos ricos em sódio é indicada para todos as pessoas, inclusive na gravidez. Quando ocorre retenção de líquidos ou aumento da pressão arterial, esta restrição deverá ser mais severa.

É importante que o acompanhamento da evolução ponderal e níveis glicêmicos seja feito durante toda a gestação por profissionais especializados, para garantir a saúde da futura mamãe e de seu filho.

O ideal e procurar a orientação de um profissional especializado para que a orientação seja direcionada para "você", de acordo com as suas necessidades nutricionais, peso, exames laboratoriais e semana de gestação.

Fonte: www.medcenter.com/www.anad.org.br/

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal