A giardíase é uma parasitose intestinal, também denominada giardose ou lamblíase, causada pelo protozoário flagelado Giardia lamblia, que se apresenta sob duas formas: a de trofozoíto, piriforme, com disco suctorial, dois núcleos e oito flagelos, que vive no intestino delgado humano, e a de cisto, ovóide, tetranucleado, eliminado aos milhões com as fezes, contaminando a água e os alimentos.
É cosmopolita, sendo uma doença características das regiões tropicais e subtropicais.
Giardia lamblia é o enteroparasita com maior número de cistos encontrados em águas de córregos usados na irrigação de hortaliças, encontrando-se nas populações ribeirinhas freqüência considerável da protozzose.
O homem ingere alimentos ou água contaminados com os cistos. As moscas e baratas têm papel importante, a exemplo do que ocorre na amebíase e em outras doenças.
Os cistos percorrem a porção inicial do tubo digestivo, sem serem atacados pelo suco gástrico. Só no intestino delgado, ocorre o desencistamento, liberando novos trofozoítos que se fixam na mucosa intestinal, determinando o ínicio da parasitose. Ainda que as giárdias careçam de capacidade para invadir os tecidos, como acontece com as amebas, são capazes de desenvolver uma manifestação patogênica. Como são em grande número, podem chegar a cobrir amplas áreas da mucosa, interferindo nas funções de absorção de nutrientes orgânicos. O hospedeiro eliminará com as fezes novos cistos que irão contaminar o meio.
O período de incubação varia entre uma (ou menos) e 4 semanas.
A sintomatologia costuma ocorrer em 50% ou mais dos parasitados, associando-se provavelmente a fatores, como alteração da flora intestinal a óbito.
Na maioria dos casos, costuma ser leve ou moderada, raramente levando a óbito.
O sintoma mais comum é a diarréia, com muco e não sanguinolenta; desconforto abdominal, cólica, flatulência, náuseas e vômitos. Pode ocorrer dor no epigástrio (acima do estômago), simulando úlcera péptica.
Esta protozoose é mais freqüente em crianças com menos de dez anos de idade, principalmente no grupo ao redor do cinco anos ou menos.
A prevenção consiste na educação sanitária, higiene individual, proteção dos alimentos, tratamento da água, combate aos insetos vetores mecânicos, como moscas, etc.
O tratamento dos doentes consiste no uso de nitroimidazóis (ormidazol).
Fonte: www.brasilescola.com
A giardíase é uma infecção do intestino delgado causada pela Giardia lamblia, um parasita unicelular.
A giardíase ocorre em todo o mundo e é especialmente frequente entre as crianças e nos locais onde as condições sanitárias são deficientes. Em alguns países desenvolvidos, a giardíase é uma das infecções parasitárias intestinais mais comuns. É mais frequente entre os homossexuais masculinos e naqueles que tenham viajado para países em vias de desenvolvimento. Também é mais habitual entre as pessoas que têm um baixo conteúdo de ácido no estômago, naquelas em que este órgão foi extraído cirurgicamente, nss que sofrem de pancreatite crónica e nas pessoas cujo sistema imunitário é deficiente.
O parasita transmite-se de uma pessoa para outra através de quistos que se eliminam pelas fezes. A transmissão pode verificar-se directamente entre crianças ou parceiros sexuais, ou ainda de forma indirecta, através de alimentos ou água contaminados.
Os sintomas, que costumam ser ligeiros, incluem náuseas intermitentes, eructações, uma maior quantidade de gases (flatulência), queixas abdominais, fezes volumosas e com mau cheiro e diarreia. Se a afecção é grave, é possível que o doente não consiga absorver dos alimentos os nutrientes mais importantes e, como resultado, perde muito peso. Desconhece-se o motivo pelo qual a giardíase interfere na absorção de nutrientes.

Os sintomas orientam o médico para o diagnóstico. Este é confirmado através das análises laboratoriais que revelam a presença do parasita nas fezes ou nas secreções do duodeno. Dado que as pessoas que estiveram infectadas durante muito tempo tendem a excretar os parasitas com intervalos imprevisíveis, pode ser necessário efectuar exames em série das fezes.
A quinacrina por via oral é muito eficaz contra a giardíase. Contudo, pode causar mal-estar gastrointestinal e, em ocasiões raríssimas, pode induzir um comportamento extremamente anormal (psicose tóxica). O metronidazol também é eficaz e tem menos efeitos colaterais, mas em alguns países não está aprovado como tratamento da giardíase. A furazolidona é menos eficaz do que a quinacrina ou o metronidazol, mas, como se apresenta sob forma líquida, pode ser administrado às crianças. As mulheres grávidas podem ser tratadas com paromomicina, porém só se os sintomas forem graves.
Os indivíduos que vivem com um doente afectado ou que tenham mantido contacto sexual com a referida pessoa deverão consultar um médico para efectuar uma análise e, se for necessário, iniciar um tratamento.
Fonte: www.manualmerck.net
É o protozoário flagelado causador da giardíase. Essa doença possui distribuição mundial, porém é mais comum em climas temperados e em crianças nos primeiros anos de vida.
A Giardia é um parasito que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto. Ambas formas podem ser eliminadas nas fezes, sendo que nas fezes diarréicas são encontrados trofozoítos, e nas formadas são encontrados cistos. O cisto constitui a forma infectante. Os cistos ou trofozoítos são ingeridos pelo homem através da água ou de alimentos contaminados, e a ação das enzimas digestivas provoca o desencistamento, dando origem aos trofozoítos, que podem ficar livres na luz intestinal ou se fixarem na parede duodenal pelo disco suctorial. Se o protozoário aderir à mucosa intestinal, a absorção de nutrientes fica comprometida, principalmente de gorduras e de vitaminas lipossolúveis.
O parasito se multiplica por divisão binária no intestino delgado, sendo que a gravidade da doença é proporcional ao número de parasitos. Os trofozoítos vivem no duodeno e nas primeiras porções do jejuno, e a atividade dos flagelos lhes confere rápido e irregular deslocamento. Quando vai ocorrer o encistamento, o trofozoíto reduz o seu metabolismo e o seu tamanho, fica globoso, perde o disco suctorial e os flagelos e secreta uma parede cística ao seu redor. Dentro do cisto o núcleo se duplica, por isso quando o homem ingere um cisto, infecta-se com dois trofozoítos.
O intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas de giardíase costuma ser de duas semanas, mas pode durar vários meses. As manifestações clínicas variam, mas aqueles que são observados mais freqüentemente são: evacuações líquidas ou pastosas, número aumentado de evacuações, mal estar, cólicas abdominais e perda de peso. Além das formas agudas, a giardíase pode evoluir para formas subagudas ou crônicas. O diagnóstico é feito por visualização de cistos ou trofozoítos nas fezes, sendo que para a detecção da parasitíase devem ser feitas três coletas de fezes com intervalo de dois a três dias, pois na fase aguda a eliminação de cistos é menor e o resultado pode ser falso negativo.
A prevenção se faz pela higiene pessoal e dos alimentos, pelo saneamento básico e pela fervura ou filtração da água, pois ela é o principal veículo da Giardia (sua cloração não inativa os cistos).

Cistos de Giardia lamblia


Trofozoítos de Giardia lamblia
Fonte: www.ufrgs.br
A Giardia lamblia é mais freqüentemente transmitida por meio de água ou alimentos contaminados, ou por via fecal-oral. Os surtos têm seus picos no final do verão. A G. lamblia ocorre em todo o mundo e é mais prevalente em áreas com tratamento deficiente de água e condições sanitárias precárias. A soroprevalência em países em desenvolvimento varia de 20 a 30 porcento. A maioria das pessoas contaminadas é assintomática.
Uma taxa de soroprevalência tão alta quanto 35 porcento tem sido relatada em crianças. Apesar de muitas dessas crianças serem assintomáticas, elas podem transmitir a infecção para os membros da família.
O período usual de incubação para giardíase sintomática é de uma a duas semanas, porém, pode variar de um a 45 dias. Entretanto, até 60 porcento das pessoas expostas à infecção permanecem assintomáticas. Pacientes que desenvolvem sintomas usualmente têm diarréia de odor fétido, com fezes não-sanguinolentas.
Outros sintomas comuns incluem flatulência, cólicas abdominais, timpanismo, anorexia, náusea, perda de peso. Algumas vezes, ocorre febre na instalação da infecção. A má absorção é comum e é a causa da perda substancial de peso que pode ocorrer. De maneira diferente daquela que ocorre com outras formas de diarréia infecciosa, os pacientes com giardíase usualmente serão sintomáticos por uma ou duas semanas, antes de procurar por ajuda médica.
A doença pode se resolver espontaneamente, porém, os sintomas podem persistir por semanas e, algumas vezes, por meses. A infecção crônica ocorre a despeito da presença de uma resposta imuno mediada por anticorpo. As razões para isto não são claras; entretanto, os anticorpos de fato parecem fornecer proteção contra a infecção recentemente adquirida ou reinfecção.
O diagnóstico de giardíase é usualmente confirmado pela presença de cistos ou, menos freqüentemente, tropozoítos em amostras de fezes coradas com tricomo ou hematoxilina férrica. A sensibilidade desse teste pode ser melhorada pela repetição do exame das fezes em uma ou duas amostras adicionais. Os antígenos de Giardia podem ser detectados em amostras de fezes, usando-se anticorpos monoclonais ou ensaio de fluorescência direta. Esses testes devem ser considerados se os exames de rotina das fezes não fornecerem o diagnóstico.
Em pacientes com sintomas persistentes, um teste de cordão pode ser útil. Nesse teste, o paciente ingere uma cápsula na extremidade de um cordão que migra para o jejuno, onde os tropozoítos aderem. O cordão é retirado após quatro horas ou mais e pode ser examinado com relação a tropozoítos. Alguns médicos preferem efetuar uma esofagogastroduodenoscopia com aspiração e biópsia duodenal. Esse método ajuda na detecção de outras doenças que podem causar sintomas similares, tais como linfoma, doença de Whipple, criptosporidiose, isosporíase ou doença de Crohn.
Diversos tratamentos eficazes estão disponíveis atualmente para pacientes com giardíase sintomática.
A prevenção de infecção por Giardia lamblia deve ser direcionada no sentido de evitar água contaminada. Lavagem vigorosa das mãos e descarte adequado de fraldas usadas devem ser praticados em instalações de cuidado diário. Eclosões de giardíase têm sido usualmente associadas à água de superfície contaminada ou poços rasos.
O método mais eficaz de tornar os cistos de Giardia não viáveis é ferver a água. Cloronização não é eficaz.
Fonte: www.uniclinica.com.br