Glaucoma é um grupo de doenças oculares que compartilham a característica comum do dano ao nervo óptico. Se não for tratado, o glaucoma pode levar à perda gradual da visão.
Na maioria dos tipos de glaucoma, a pressão intra-ocular está elevada.
Entretanto, o glaucoma pode se manifestar sem que haja aumento da pressão intra-ocular.
Use o medicamento de acordo com as instruções do médico.
Informe seu oftalmologista se está usando outros medicamentos, especialmente aqueles comprados sem receita. E, se consultar outro médico, não deixe de informá-lo de que está sendo tratado do glaucoma.
Nunca use outro medicamento ou colírio sem autorização médica.
O glaucoma pode ser hereditário; por isso, recomende a todos os adultos de sua família - inclusive tios e primos - que façam um exame oftalmológico periódico.
O controle do glaucoma depende de você. Se o glaucoma for tratado da forma correta, praticamente não há riscos de perda da visão.
Histórico familiar de glaucoma de qualquer tipo
Diabetes
Hipertensão
Miopia
Idade avançada
Leia a bula que acompanha o medicamento e siga corretamente a s instruções nela contidas.
Lave as mãos.
Tenha o cuidado de não tocar o olho ou os cílios com a ponta do aplicador.
Se for aplicar diferentes tipos de colírio no mesmo olho espere pelo menos dez minutos entre a aplicação dos colírios para que a segunda gota não elimine a primeira.
Você perceberá que a medicação atingiu o seu olho adequadamente. Caso isso não aconteça, coloque uma gota.
Mantenha os olhos fechados durante 1 a 2 minutos para permitir que a medicação seja absorvida.
Use um lenço de papel para retirar o excesso de colírio.
Você pode sentir pequena ardência nos olhos, mas a sensação passará em segundos. Não deixe de usar seu colírio por esse motivo.

Puxe a pálpebra inferior para formar uma bolsa

Instile a gota de colírio dentro da bolsa formada pela pálpebra

Pressione levemente o canto interno do olho durante 3 minutos para
ocluir o ducto lacrimal
No glaucoma de ângulo aberto, o líquido drena muito lentamente da câmara anterior.
A pressão aumenta gradualmente, quase sempre em ambos os olhos, causando lesão do nervo óptico e uma perda da visão lenta e progressiva.
A perda da visão começa nas bordas do campo visual e, quando não tratada, acaba comprometendo todo o campo visual e, em última instância, acarreta a cegueira.
A forma mais prevalente de glaucoma, o glaucoma de ângulo aberto, é comum após os 35 anos de idade, mas, ocasionalmente, ocorre em crianças. A doença tende a ocorrer em famílias e é mais comum em indivíduos diabéticos ou míopes.
O glaucoma de ângulo aberto ocorre mais freqüentemente e pode ser mais grave em indivíduos da raça negra que em indivíduos da raça branca.

O líquido é produzido na câmara posterior, passa através da pupila até a câmara anterior e, a seguir, drena através dos canais de saída.
Inicialmente, o aumento da pressão intraocular não causa sintomas. Posteriormente, os sintomas podem incluir uma redução da visão periférica, cefaléia (dor de cabeça) e distúrbios visuais vagos (p.ex., o indivíduo vê halos em torno das lâmpadas elétricas ou apresenta dificuldade para adaptar-se à escuridão).
Finalmente, pode ocorrer visão em túnel (um estreitamento extremo dos campos visuais que torna difícil ver objetos em ambos os lados quando o indivíduo olha diretamente para a frente). O glaucoma de ângulo aberto pode ser totalmente assintomático até ocorrer uma lesão irreversível. Normalmente, o diagnóstico é estabelecido através da mensuração da pressão intraocular.
Por essa razão, todo exame oftalmológico de rotina deve incluir a mensuração da pressão intraocular.
O tratamento pode ser mais bem sucedido quando instituído imediatamente. Quando o comprometimento da visão é acentuado, o tratamento pode evitar uma maior deterioração, mas, geralmente, a restauração completa da visão não é possível. Os colírios normalmente conseguem controlar o glaucoma de ângulo aberto.
Comumente, o primeiro colírio prescrito contém um betabloqueador (p.ex., timolol, betaxolol, carteolol, levobunolol ou metipranolol), o qual pode diminuir a produção de líquido no olho. A pilocarpina também pode ser útil.
Ela contrai as pupilas e aumenta a drenagem da câmara anterior. Outros medicamentos úteis (p.ex., epinefrina, dipivefrina e carbacol) atuam melhorando a drenagem ou reduzindo a produção de líquido. Um inibidor da anidrase carbônica (p.ex., acetazolamida) pode ser administrado pela via oral, ou a dorzolamida pode ser utilizada sob a forma de colírio.
Quando o tratamento medicamentoso não consegue controlar a pressão intraocular ou quando os efeitos colaterais são intoleráveis, um cirurgião oftalmologista pode aumentar a drenagem da câmara anterior utilizando a laserterapia para criar um orifício na íris ou a cirurgia par remover parte da íris.
O glaucoma de ângulo fechado causa episódios súbitos de aumento de pressão, geralmente em um olho. Nos indivíduos com esta doença, o espaço existente entre a córnea e a íris, onde o líquido é drenado para fora do olho, é mais estreito que o normal.
Qualquer coisa que provoque a dilatação pupilar (p.ex., iluminação tênue, colírios que dilatam a pupila antes de um exame oftalmológico ou certos medicamentos orais ou injetáveis) pode acarretar uma interrupção da drenagem pela íris. Quando a drenagem do líquido é obstruída, a pressão intraocular aumenta subitamente.
Um episódio de glaucoma de ângulo fechado produz sintomas súbitos. Ele pode produzir uma discreta redução da visão, halos coloridos em torno de lâmpadas, dor no olho e cefaléia. Esses sintomas podem durar apenas algumas horas antes de ocorrer um episódio mais grave.
Ele produz uma perda rápida da visão e uma dor latejante súbita e intensa no olho. A náusea e o vômito são comuns e podem levar o médico a pensar que se trata de um problema digestivo. A pálpebra edemacia e o olho torna-se hiperemiado e lacrimejante. A pupila dilata e não fecha normalmente em resposta à luz intensa.
Embora a maioria dos sintomas desapareçam com uma medicação adequada, os episódios podem recorrer. Cada episódio reduz cada vez mais o campo visual.
Vários medicamentos podem ser utilizados para diminuir rapidamente a pressão intraocular durante um episódio agudo do glaucoma de ângulo fechado.
A ingestão de uma mistura prescrita de água e glicerina pode reduzir a pressão elevada e interromper o episódio. Os inibidores da anidrase carbônica (p.ex., acetazolamida) também são úteis quando administrados no início do episódio. Os colírios de pilocarpina promovem a constrição pupilar, a qual, por sua vez, exerce pressão sobre a íris e, conseqüentemente, desobstrui os canais de saída.
Os colírios contendo beta-bloqueadores também são utilizados para controlar a pressão. Após um episódio, o tratamento geralmente é mantido com colírios e doses variadas de um inibidor da anidrase carbônica. Nos casos graves, o manitol é administrado pela via intravenosa para reduzir a pressão.
A laserterapia, a qual cria um orifício na íris para permitir a drenagem do líquido, ajuda a evitar novos episódios e, freqüentemente, cura a doença de modo permanente. Quando a laserterapia não resolve o problema, o médico realiza uma cirurgia para criar um orifício na íris. Casos em que ambos os olhos apresentam canais de saída estreitados, podem ser tratados, mesmo quando os episódios afetam apenas um deles.
O glaucoma secundário é conseqüência de uma lesão ocular decorrente de uma infecção, uma inflamação, um tumor, uma catarata em desenvolvimento ou qualquer distúrbio ocular que interfere na drenagem do líquido da câmara anterior. As doenças inflamatórias (p.ex., uveíte) encontram-se entre os mais comuns desses distúrbios.
Outras causas comuns incluem a obstrução da veia oftálmica, as lesões oculares, a cirurgia ocular e o sangramento intraocular. Alguns medicamentos (p.ex., corticosteróides) também podem aumentar a pressão do olho.
O tratamento do glaucoma secundário depende da causa. Por exemplo, quando a causa é uma inflamação, o médico geralmente prescreve um corticosteróide para diminuir a inflamação, concomitantemente com medicamentos que causam a dilatação pupilar. Algumas vezes, a cirurgia é necessária.
Fonte: www.msd-brazil.com