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Glaucoma

O glaucoma é uma doença causada pela lesão do NERVO ÓPTICO relacionada a pressão ocular alta.

Pode ser crônico ou agudo.

Quando crônico é caracterizado pela perda da VISÃO PERIFÉRICA (visão que permite perceber objetos ao nosso redor), devido a lesão das fibras dos nervos que se originam na RETINA e formam o nervo óptico. O principal fator relacionado a esta lesão é a pressão interna do olho alta, porém existem outros fatores ainda em estudo.

Quando agudo, se dá porque a pressão interna do olho torna-se extremamente alta e causa perda súbita e grave da visão (a média da pressão é 16 mmg porém varia entre 12 até 23 mmg sem no entanto causar problemas na maioria das pessoas).

Quais os sinais e sintomas do Glaucoma?

O glaucoma raramente apresenta sintomas. Os sinais da doença só vão surgir nos glaucomas agudos, quando o paciente sofre fortes DORES DE CABEÇA, FOTOFOBIA, enjôo e DOR OCULAR intensa.

Quais os exames necessários para diagnóstico do glaucoma?

Para o diagnóstico do glaucoma alguns EXAMES devem ser realizados, como:

TONOMETRIA DE APLANAÇÃO (exame para a tomada da pressão intraocular)
FUNDO DE OLHO
(exame para avaliar se existe lesão do nervo ptico provocado pelo glaucoma)
GONIOSCOPIA
(exame para classificar o tipo de glaucoma)
CAMPO VISUAL
(exame para avaliar se há perda do campo visual). O diagnóstico precoce do glaucoma só é feito em um exame oftalmológico de rotina e a medida anual da pressão intraocular é a forma mais sensata de se preservar a VISÃO.

A pressão alta dos olhos pode ser um indicativo de glaucoma?

Sim, um dos fatores de risco relacionados ao glaucoma é a pressão interna do OLHO alta.

Entretanto este não é o único fator que contribui para a doença, pois algumas pessoas com pressão do olho alta nunca demonstrarão lesão por glaucoma.

Somente com acompanhamento e verificando outros fatores como aparência do NERVO ÓPTICO e o exame de CAMPO DE VISÂO comparativo dará melhores informações.

Mesmo com a pressão ocular alta a visão pode continuar piorando?

Sim, o bom controle da pressão interna do olho retarda a lesão do glaucoma, porém já foi observado que ele pode continuar a piorar em algumas pessoas, demonstrando que outros fatores podem estar relacionados para sua piora.

O glaucoma deixa o paciente cego?

Sim, a perda progressiva do CAMPO DE VISÃO PERIFÉRICO pode causar grandes dificuldades para perceber objetos a sua volta (porém só ocorre com muitos anos de doença não controlada, geralmente). Já o glaucoma avançado pode acometer a VISÃO CENTRAL também (aquela que se usa para leitura), podendo chegar ao ponto de perda total da VISÃO.

A cegueira causada pelo glaucoma é reversível?

Não, como ela se dá pela lesão que ocorre em fibras de nervos que saem da RETINA para o NERVO ÓPTICO, não se tem ainda como recuperá-las.

O colírio usado para baixar a pressão ocular deve ser usado para sempre?

Sim, a pressão interna dos olhos é o único fator relacionado ao glaucoma que é possível de intervir, portanto é onde são investidos recursos para controle.

Os COLÍRIOS são os meios até o momento mais seguros de manter o controle da pressão do olho e como já foi comprovado que o controle da pressão retarda a evolução do glaucoma é necessário o uso contínuo destes colírios para proteger o olho da lesão do glaucoma.

Quando a pressão ocular estiver normalizada a pessoa pode parar de usar os colírios?

Não, se são os COLÍRIOS que no caso estão mantendo a pressão controlada, parar seu uso causará novo desequilíbrio e aumento da pressão. Quando o controle não é alcançado com os colírios em terapia máxima a cirurgia para redução da pressão deve ser indicada.

Quando se opera o glaucoma o problema da pressão está resolvido?

Na maioria dos pacientes que são submetidos a CIRURGIA para redução da pressão interna do olho ocorre o equilíbrio da pressão em um nível seguro, não precisando mais do uso de COLÍRIOS.

Por outro lado, alguns pacientes podem apresentar difícil controle mesmo após a cirurgia, necessitando novas cirurgias ou até manter os colírios.

Quando se opera o glaucoma a visão pode voltar?

A CIRURGIA tem apenas o objetivo de controle da pressão interna do olho, para evitar a rápida progressão da lesão do glaucoma.

Portanto não melhora a VISÃO já afetada pela lesão do NERVO ÓPTICO, pelo glaucoma.

Ter familiares com glaucoma aumenta o risco de ter glaucoma?

Sim, um dos fatores de risco muito importante para ter o glaucoma é a história familiar. Porém não quer dizer que obrigatoriamente terá glaucoma quem tiver familiar glaucomatoso.

O EXAME oftalmológico adequado, com um bom oftalmologista, é muito importante para o esclarecimento de dúvidas.

Quais as pessoas mais propensas a terem glaucoma?

De acordo com as estatísticas1% a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma. Filhos de glaucomatosos precisam verificar com mais freqüência sua pressão intraocular.

Deve se ter atenção a certos MEDICAMENTOS que podem provocar o aumento da pressão intraocular.

Fonte: www.ibc.gov.br

Glaucoma

O glaucoma crônico (também chamado de "glaucoma de ângulo aberto" ou apenas "glaucoma") é a forma mais comum de glaucoma e causa perda visual progressiva e assintomática.

Como não há sintomas, geralmente não é percebido pelo paciente até que tenha ocorrido uma extensa perda do campo visual.

O glaucoma não é contagioso, não ameaça a vida e se for diagnosticado e tratado precocemente , raramente leva à cegueira.

A perda de campo de visão é causada principalmente pelo aumento da pressão dentro do olho.

Isto ocorre por aumento da quantidade de humor aquoso, lesando células da retina (que recebe as imagens) e principalmente provocando lesão do nervo óptico, que liga o olho ao cérebro.

O que é Humor aquoso?

É o líquido que preenche toda a parte anterior do olho.

É produzido pelo corpo ciliar, passa da câmara posterior para a câmara anterior através da pupila, e sai do olho pela malha trabecular, no ângulo da câmara anterior.

Como eu sei se tenho glaucoma?

Através do exame de fundo de olho (escavação do nervo óptico) e da tonometria, que é a medida da pressão ocular. Estes exames são realizados pelo oftalmologista, e são as principais formas de diagnosticar o glaucoma.

Observação: a pressão intra-ocular não tem relação com a do sangue; o aumento de uma delas não tem relação com a outra.

Como é feita a medida da pressão intra-ocular?

O oftalmologista, após pingar uma gota de colírio em cada olho, aproxima-se e encosta o tonômetro em seu olho, medindo a pressão intra-ocular. Este procedimento é indolor.

Glaucoma
Visão normal: A visão é clara e a área de visão é ampla

Glaucoma
Visão com glaucoma: o campo de visão é restrito, apesar da visão central poder ser boa

Quando é feito o exame de campo de visão?

Seu oftalmologista ao fazer o exame de fundo de olho visualiza o nervo óptico.

Quando ele julgar necessário, de acordo com a PIO e as alterções do nervo ptico, ele indicará a campimetria.

Qual é o tratamento do glaucoma?

O tratamento é direcionado para diminuir a pressão do humor aquoso, principalmente diminuindo a produção do humor aquoso. Existem hoje inúmeros medicamentos, na maioria colírios, para impedir a evolução do glaucoma.

O uso destes medicamentos geralmente protege a visão do paciente.

Não existe cirurgia para o glaucoma?

Existe, mas geralmente a cirurgias são realizadas apenas após a impossibilidade de controle do glaucoma com tratamento clínico.

Glaucoma Agudo

É o aumento da pressão do olho, agudamente. Ocorre por obstrução do ângulo da câmara anterior.

Explicando como ocorre...

Pelo ângulo da câmara anterior é que o humor aquoso sai do olho. Em algumas pessoas a íris e a córnea são muito próximas, isto é, estas pessoas tem um ângulo estreito, muito fechado. Com isto há risco de uma obstrução aguda do ângulo pela própria íris (na imagem, a íris esta em azul).

Quais são os sintomas?

Os sintomas são dor ocular intensa, olho vermelho e pupilas com tamanhos diferentes. Pode provocar até nauseas e vômito.

É possível saber se eu tenho ângulo fechado?

Sim. No exame, oftalmologista pode determinar se você tem o ângulo da câmara anterior estreito (ou fechado), o que pode levar a crises de glaucoma agudo.

E se for diagnosticado ângulo fechado?

Podem ser realizados:

Tratamentos clínico contínuo, com medicação que evita a dilatação da pupila;
Perfuração da íris com LASER, permitindo o escoamento do humor aquoso.

Fonte: atlas.ucpel.tche.br

Glaucoma

Gaucoma é uma doença que ocorre nos olhos e acontece quando a pressão intra-ocular está alterada.

Esta pressão pode afetar o nervo óptico e causar cegueira. Há vários tipos de glaucoma e o mais comum é o glaucoma crônico simples.

Dentro dos olhos existe um líquido transparente chamado "humor aquoso".

Este líquido se forma, circula e sai do olho, e é muito importante para nutrir e manter as estruturas dos olhos normais.

No entanto, quando ele tem dificuldade de sair do olho, a pressão intra-ocular aumenta de forma progressiva e causa lesão do nervo óptico, o que pode levar cegueira.

Quem tem risco de ter a doença?

O risco de ter glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum após os 40 anos, diabéticos e miopia alta.

Pessoas com histórico famíliar têm risco maior de apresentar a doença. Pessoas de raça negra também têm maior predisposição (quatro vezes maior ) de serem afetadas pelo glaucoma em relação às pessoas da raça branca.

Sintomas

Glaucoma não tem sintomas em estágios iniciais. A maior parte das pessoas que tem glaucoma não sabe, porque esta doença não causa dor ou outros sintomas.

Tratamento

O tratamento se faz de três maneiras: por medicamentos, por laser ou cirurgia.

No começo, o glaucoma pode ser tratado com medicamentos, que têm a função de baixar a pressão intra-ocular (colírios e comprimidos).

Fonte: dtr2001.saude.gov.br

Glaucoma

Glaucoma é um dano no nervo óptico com perda de campo visual. Pode ser devido a uma pressão ocular elevada e/ou uma diminuição no aporte de sangue para os tecidos oculares.

Se não forem tratados, estes fatores levam à perda da visão, normalmente gradual, infelizmente com o potencial de levar à cegueira. Sua pressão ocular é controlada pelo fluxo de fluido nos seus olhos. Num olho saudável ou normal, há um equilíbrio entre a quantidade de fluido produzida e a quantidade drenada, que mantém a pressão ocular na faixa normal.

No glaucoma, o fluido é drenado para fora do olho devagar demais. Isto significa que conforme o fluido fica dentro do olho, a pressão ocular sobe.

Esta pressão comprime o nervo óptico, que envia sinais para o cérebro, e que, por sua vez, processa o que o olho está vendo.

O aumento da pressão ocular normalmente não causa dor, e nos estágios iniciais, pode-se não perceber nenhuma diferença na visão. Entretanto, conforme a doença progride, os danos ao nervo óptico ocorrem e paulatinamente a visão é perdida cada vez mais.

Isto é o que acontece nas formas mais comuns de glaucoma. Seu médico pode chamá-lo de "glaucoma primário de ângulo aberto" ou "glaucoma crônico de ângulo aberto".

Há outros tipos de glaucoma que podem causar maiores danos ao nervo óptico, mais rapidamente.

Quem corre riscos de ter glaucoma?

O glaucoma primário de ângulo aberto normalmente ocorre em pessoas com idades acima de 40 anos e a probabilidade de se desenvolver esta doença aumenta com a idade.

Um histórico familiar de glaucoma também desempenha um importante papel no aumento do risco de desenvolvimento do glaucoma. Negros tendem a ter um início mais precoce e uma progressão mais rápida da doença do que os caucasianos.

Outros fatores de risco incluem pressão elevada do olho, histórico de diabetes ou alto grau de miopia (visão de perto).

O que se pode fazer em relação ao Glaucoma?

Uma vez danificado o nervo óptico, ele não pode ser regenerado. É por isso que é improvável que as pessoas recuperem a visão que já foi perdida com o glaucoma. A boa notícia é que, quando o glaucoma é tratado nos seus estágios iniciais, a perda de visão quase sempre é prevenida.

Seguindo adequadamente o plano de tratamento desenvolvido por seus médicos, a maioria dos pacientes de glaucoma pode controlar sua doença e vencer seus obstáculos.

Os médicos normalmente prescrevem medicamentos como primeira linha de tratamento para glaucoma. Apesar dos medicamentos não poderem reparar os danos, eles podem minimizar futuros danos e a perda de visão.

É por isso que os médicos pedem que os pacientes de glaucoma usem o medicamento, mesmo que sintam que seus olhos estão bons e que ainda estejam enxergando bem.

Para manter a visão, deve-se interromper o processo de dano ao nervo óptico antes que seja perdida qualquer porção de visão.

Às vezes, os medicamentos não conseguem prevenir que o glaucoma cause a perda de visão. Um tratamento a laser ou cirúrgico pode ser útil no controle da doença em tais casos.

Consulte o Oftalmologista. Não use medicamento sem orientação médica.

Fonte: www.alconlabs.com

Glaucoma

Conhecido como o "ladrão da visão", o glaucoma é um padrão específico de danos ao nervo óptico (o nervo que envia mensagens visuais do olho para o cérebro) e de perda de campo de visão provocados por várias enfermidades dos olhos.

A maioria dessas doenças é caracterizada por pressão ocular elevada. Essa pressão destrói o nervo óptico. Sem o nervo óptico, ocorre a visão tubular e, em seguida, a cegueira.

O glaucoma é uma das causas mais comuns e evitáveis da cegueira.

Quais são os sintomas do glaucoma?

Na maioria dos casos, não há sintomas durante os primeiros estágios da doença.

À medida que o glaucoma progride, ele danifica lentamente as fibras do nervo ptico do olho, estreitando o campo de visão.

Com freqüência, "pontos cegos" no do campo de visão passam despercebidos até que ocorra um dano ao nervo óptico.

Quem tem maior propensão a desenvolver glaucoma?

Pessoas que:

Tenham mais que 45 anos de idade.
Tenham histórico familiar de glaucoma.
Tenham pressão ocular anormalmente alta.
Tenham ascendência africana.
Tenham diabetes.
Sejam míopes.
Tenham histórico de uso freqüente e prolongado de esteróides ou cortisona.
Sofreram um ferimento ocular.

Como os Lions Clubes podem organizar exames de glaucoma?

Em primeiro lugar, os Leões podem entrar em contato com instituições locais de saúde para verificar se já existe um programa de exames para detecção de glaucoma. Se existir, os Leões podem ser voluntários para ajudar esse projeto comunitário.

Se não houver um programa de exames de glaucoma nas áreas próximas, os Leões podem trabalhar em conjunto com profissionais de saúde locais para providenciar esse serviço.

Organizar um projeto de exames de glaucoma inclui:

Verificar as diretrizes médicas e jurídicas locais;
Obter serviços de profissionais da área oftalmológica;
Conseguir um local para a realização dos exames;
Informar a população sobre os exames de glaucoma. Enviar notícias à mídia local, incluindo jornais, estações de rádio e televisão, etc. Criar cartazes apropriados para exibição em instituições de saúde, casas de repouso, asilos, templos de oração, escritórios governamentais e estabelecimentos empresariais e comerciais.
Providenciar o transporte de equipamentos médicos para o local dos exames. Os aparelhos auxiliam os profissionais oftalmológicos a determinar a presença do glaucoma e o avanço da doença.
Providenciar transporte para idosos e outros necessitados.
Auxiliar os oftalmologistas durante todo o processo de exame.

Fonte: www.lionsclubs.org

Glaucoma

O glaucoma é uma alteração em que a pressão do líquido que preenche o globo ocular está anormalmente aumentada, além do que o olho pode tolerar.

Quando essa pressão, chamada tensão intra-ocular, é maior do que o normal, aumenta consideravelmente o risco de que ocasione danos aos olhos.

O glaucoma é causado pelo acúmulo do líquido, chamado humor aquoso, que circula no interior do olho. Esse acúmulo se produz ou devido ao aumento da formação do líquido ou pela obstrução do conduto pelo qual normalmente esse líquido sai do olho. Desta forma, como continua sendo produzido o líquido, a pressão intra-ocular vai aumentando progressivamente.

O glaucoma irá ocasionar lesão ao olho se não for tratado, pois a pressão intra-ocular aumentada comprometerá os vasos sangüíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho e devido à falta de irrigação sangüínea adequada, as células da retina irão morrendo, provocando uma perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual. Se o processo não for controlado, poderá levar à cegueira.

O paciente geralmente não percebe que sofre de glaucoma. O glaucoma é insidioso.

Na maioria dos casos desenvolve-se lentamente, no transcurso de meses ou anos, sem ocasionar nenhum sintoma.

O dano pode progredir com tanta lentidão que a pessoa não se dá conta da perda gradual da visão.

Em geral, a visão vai piorando até que lentamente começa a afetar o próprio centro do campo visual e se estabelece a cegueira permanente.

Alguns pacientes poderão experimentar sintomas vagos, que são importantes avisos de que é necessário um exame ocular completo.

Esses sintomas podem compreender a necessidade de trocar com freqüência a graduação dos óculos, dificuldade para adaptar-se à obscuridade, perda da visão lateral e visão embaçada. Em raros casos, pode haver outros sintomas como o aparecimento de halos coloridos ao redor das luzes e cefaléia ou dor ocular, às vezes intensa.

O glaucoma é diagnosticado mediante um cuidadoso exame ocular realizado pelo oftalmologista, que compreende um procedimento simples e indolor para medir a pressão intra-ocular denominado Tonometria, e pelos exames de Fundoscopia, Campo Visual e estudo das papilas do nervo óptico.

O risco de ser portador de glaucoma aumenta com a idade. Geralmente ele se apresenta em pessoas com mais de 35 anos.

Uma forma rara pode ocorrer em crianças pequenas que é o Glaucoma Congênito.

As pessoas que têm maior risco de sofrer de glaucoma são as diabéticas e as com familiares portadores de glaucoma. Essas pessoas devem fazer exame ocular com regularidade.

Embora não se possa curar, na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado satisfatoriamente mediante tratamento apropriado.

O tratamento mais comum consiste em gotas de colírio. Ãs vezes também são usados comprimidos e em alguns casos pode ser necessária a intervenção cirúrgica, com a indicação ou não de colírio posteriormente.

O paciente deve aplicar as gotas todos os dias. Segundo o medicamento empregado, a posologia pode variar de uma gota até várias ao dia. Em alguns casos é prescrito mais de um colírio.

Algumas regras simples devem ser seguidas pelo portador de glaucoma:

Usar o medicamento de acordo com as instruções do médico. Não colocar menos gotas do que as prescritas; Se for viajar, não esquecer de levar uma quantidade adequada do medicamento. Lembrar que o glaucoma é controlado usando com regularidade o medicamento;

Como o glaucoma pode ser hereditário, recomendar a todos os adultos da família para que façam um exame oftalmológico periódico; Fazer Campo Visual de 6/6 meses, e o estudo da papila anualmente.

A perseverança do tratamento é fundamental para se evitar a deterioração da visão, que fatalmente ocorrerá naqueles que não se cuidarem adequadamente.

Existem vários tipos de glaucoma e entre eles uma forma severa e cruel, que apesar do tratamento, clínico ou cirúrgico, evoluirá para o "fechamento do tubo", para a perda inexorável da visão, à despeito de todos os esforços, bilateralmente, não necessariamente ao mesmo tempo. É uma doença que sempre progride com o passar dos anos.

A cirurgia programada do glaucoma é um procedimento relativamente rápido, que pode ser realizado sob anestesia local (com a presença do anestesista para a sedação) ou geral.

Ela pode ser realizada simultaneamente com a cirurgia de Catarata se houver, e até com implante de lente.

Já a cirurgia do glaucoma agudo é conduta drástica de urgência e não garante a visão, apenas alivia o sofrimento de dor do paciente. A perda de visão neste caso é marcante e pode ser até total, dependendo do tempo em que o paciente permaneceu em crise, e poderá surgir catarata neste olho tempos depois.

Por ser uma doença crônica, de progresso lento e na maioria das vezes sem sintomas definidos, e por não ser o brasileiro acostumado a uma medicina preventiva e insistente nos tratamentos, o glaucoma é a doença que mais causa a cegueira no País.

Os pacientes que se cuidam corretamente no entanto, portadores de glaucoma não severo, geralmente vão até o fim de suas vidas com uma visão socialmente útil preservada.

É recomendável o exame oftalmológico anual à todos os pacientes saudáveis profilaticamente!

Fonte: www.wellingtonsantos.com

Glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular que pode causar perda visual ou cegueira. No glaucoma ocorre acúmulo Parte de de fluido no olho fazendo trás do olho com que a pressão intra-ocular aumente. Essa pressão provoca danos ao nervo ptico e causa perda visual. A visão periférica é normalmente afetada em primeiro lugar, seguida da visão frontal.

Tipos de glaucoma

Existem dois tipos principais de glaucoma:

Glaucoma de ângulo aberto – nesse tipo de glaucoma, os sinais normalmente não são percebidos até que a doença esteja em estágio avançado. A pressão danifica lentamente o nervo óptico com o passar do tempo. O glaucoma afeta os dois olhos, mas os sinais podem ser observados primeiro em apenas um olho.

Glaucoma de ângulo fechado – nesse tipo de glaucoma, a pressão aumenta muito rápido e os sinais aparecem repentinamente. Pode ocorrer perda permanente da visão em apenas um dia, portanto, é muito importante procurar tratamento médico imediatamente.

Fatores de risco

Você corre risco de desenvolver glaucoma se:

Algum membro de sua família tiver glaucoma
Tiver diabetes, hipertensão, doença cardíaca ou hipotireoidismo
Tiver miopia
Tiver alguma lesão ocular, inflamação ocular crônica ou tiver sido submetido a determinadas cirurgias oculares
Ter tomado esteróides por longos períodos de tempo
Tiver mais de 60 anos de idade
For afro-americano ou mexicano-americano
For descendente de asiáticos-americanos – entre os quais o risco de glaucoma de ângulo fechado é maior

Sinais

O glaucoma pode não apresentar sinais até que ocorra perda visual.

Outros sinais do glaucoma:

Visão turva
Círculos luminosos ao redor de luzes Perda da visão periférica ou lateral
Visão em túnel (estreitamento do campo visual)
Olhos vermelhos
Dor intensa no olho
Náuseas e vômitos

Tratamento

O médico poderá pedir exames para verificar:

A pressão ocular
O nervo óptico
A visão

O glaucoma não tem cura e não é possível reverter os danos ocorridos. Mas com o tratamento, é possível reduzir a pressão ocular e prevenir a perda posterior da visão. O tratamento inicial mais comum para o glaucoma é feito com colírios.

Outros tratamentos podem incluir a administração de medicamentos por via oral, tratamento com laser ou cirurgia. O glaucoma precisa ser tratado durante toda a sua vida.

Não existe uma maneira comprovada de prevenir o glaucoma. Se o aumento da pressão intra-ocular for detectado e tratado precocemente, é possível reduzir a perda visual e prevenir a cegueira.

Faça um exame para detecção de glaucoma pelo menos a cada 5 anos depois dos 40 anos de idade. Exames oftalmológicos devem ser realizados com maior freqüência em caso de aumento na pressão intra-ocular

Para prevenir o aumento da pressão intra-ocular:

Encontre maneiras de lidar com o estresse.
Exercite-se regularmente.
Limite o consumo de cafeína.
Consuma uma dieta saudável à base de frutas e vegetais.
Use proteção nos olhos para trabalhar ou praticar esportes para evitar lesões.
Controle o diabetes, a hipertensão, o colesterol e as doenças cardíacas.
Não use remédios à base de ervas que são anunciados para o tratamento do glaucoma. A eficácia desses remédios não é comprovada e pode fazer com que você demore a obter o tratamento adequado.

Converse com seu médico ou enfermeira em caso de dúvidas ou preocupações.

Fonte: www.healthinfotranslations.com

Glaucoma

O que é Glaucoma?

O glaucoma ocorre quando um acúmulo de líquido cria pressão no olho, danificando o nervo óptico. Pode ser causado por um bloqueio gradual no canal que normalmente drena o excesso de líquido do olho. Muitas vezes, o ângulo de drenagem se torna menos eficiente devido ao processo de envelhecimento.

Quais são os sintomas do Glaucoma?

O glaucoma geralmente inicia de forma lenta, não exibindo nenhum sintoma até que danos sérios e irreversíveis tenham sido causados. Esse distúrbio é o principal motivo pelo qual você deve consultar um oftalmologista periodicamente após completar 40 anos. Com uma intervenção precoce, você terá uma chance muito maior de preservar a sua visão. Os três sinais mais comuns do glaucoma são o aumento da pressão intraocular, a redução do campo visual e dano ao nervo óptico e às fibras ópticas.

Às vezes, o glaucoma surge rapidamente, com os seguintes sintomas:

Visão desfocada
Dor forte no olho
Dor de cabeça
Halos ou arco-íris em volta da luz
Náusea e vômito

Esses sintomas requerem intervenção imediata.

Como se pode tratar o Glaucoma?

Colírios podem reduzir a pressão do olho, diminuindo a produção de líquido ou aumentando o fluxo de drenagem. Esses medicamentos normalmente são eficazes, desde que tomados regularmente. O glaucoma também pode ser tratado com cirurgia, com o objetivo de prevenir ou retardar danos maiores.

Como é a cirurgia para Glaucoma?

A cirurgia para glaucoma melhora o fluxo de líquido no olho, aliviando a pressão sobre o nervo óptico. Nessa cirurgia, o médico utiliza raios laser extremamente precisos para modificar a rota de drenagem existente ou para criar um furo alternativo na íris, dependendo do tipo de glaucoma que você tiver. A cirurgia pode curar o glaucoma; entretanto, danos existentes não podem ser revertidos. Por isso, é fundamental que você procure tratamento o mais cedo possível, a fim de minimizar a perda de visão.

Fonte: www.bausch.com.br

Glaucoma

O que é glaucoma?

Glaucoma é uma doença que ocorre nos olhos. Ela acontece quando a pressão dentro do olho está aumentada.

Esta pressão pode afetar o nervo óptico e causar cegueira. Há vários tipos de glaucoma, o mais comum é o glaucoma crônico simples.

Qual é a causa?

Dentro dos olhos existe um líquido transparente chamado “humor aquoso”.Este líquido se forma, circula e sai do olho, e é muito importante para nutrir e manter as estruturas dos olhos normais.No entanto, quando ele tem dificuladade de sai do olho,a pressão intra-ocular aumenta de forma progressiva e causa lesão do nervo óptico podendo levar à cegueira.

O que o paciente sente?

No início da doença, geralmente o paciente não sente nada nos olhos e a visão é normal.

Na maioria dos casos o glaucoma progride lentamente sem que o paciente se d6e conta da perda gradual da visão lateral. Alguns raros pacientes poderão Ter sintomas oculares não bem definidos como dor nos olhos ou ao redor deles a alteração da visão, como halos coloridos.

Que pessoas têm maior tendência a apresentar a doença (grupo de risco)?

O risco de ter glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum após os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de glaucoma na família têm risco maior de apresentar a doença. Portanto, os adultos com história familiar de glaucoma devem ser examinados periodicamente pelo oftalmologista.

Ainda, se deve considerar que pessoas da raça negra têm maior predisposição (quatro vezes mais) de serem afetadas pela doença em relação às pessoas da raça branca.

Como é descoberta a doença?

O glaucoma pode ser detectado somente após um exame oftalmológico cuidadoso., em que o médico faz a medida da pressão intra-ocular e o exame do fundo de olho, por meio de parelhos apropriados.

Como o glaucoma é tratado?

O tratamento se faz de três maneiras: por medicamentos, por laser ou cirurgia.

Geralmente, o tratamento inicial e o mais frequente, se faz através de medicamentos (colírios e comprimidos).

Há vários tipos de colírio no mercado com diferentes mecanismos de ação. Infelizmente alguns apresentam efeitos colaterais locais ou gerais.

Apenas o oftalmologista será capaz de indicar e orientar o uso mais adequado destes medicamentos, seja de modo isolado ou em associação.

Como agem os medicamentos?

A principal finalidade do uso de medicamentos é reduzir a pressão intra-ocular, seja por diminuição da produção do humor aquoso, ou pelo aumento da saída desse líquido do olho. Desta forma haverá proteção do nervo óptico e, em consequência, a manutenção da visão do paciente.

Que pesquisas estão sendo feitas?

No mundo todo, inúmeras pesquisas estão sendo realizadas para esclarecer as cusas do glaucoma, melhorar os meios diagnósticos e tornar o tratamento mais eficaz e mais fácil.

O que podemos fazer para protejer a visão do glaucomatoso?

Vários estudos demonstram que a descoberta precoce da doença e o tratamento á tempo são as melhores maneiras de controlar a doença e manter a visão do paciente glaucomatoso.Vale a pena recomendar que se você ou alguém que você conheça está no grupo de risco para glaucoma, deve consultar um oftalmologista periodicamente.

Fonte: www.clinicavalinhos.com.br

Glaucoma

Glaucoma é um grupo de doenças oculares que compartilham a característica comum do dano ao nervo óptico. Se não for tratado, o glaucoma pode levar à perda gradual da visão.

Na maioria dos tipos de glaucoma, a pressão intra-ocular está elevada.

Entretanto, o glaucoma pode se manifestar sem que haja aumento da pressão intra-ocular.

Conviva melhor com o glaucoma:

Use o medicamento de acordo com as instruções do médico.
Informe seu oftalmologista se está usando outros medicamentos, especialmente aqueles comprados sem receita. E, se consultar outro médico, não deixe de informá-lo de que está sendo tratado do glaucoma.
Nunca use outro medicamento ou colírio sem autorização médica.
O glaucoma pode ser hereditário; por isso, recomende a todos os adultos de sua família - inclusive tios e primos - que façam um exame oftalmológico periódico.
O controle do glaucoma depende de você. Se o glaucoma for tratado da forma correta, praticamente não há riscos de perda da visão.

Quais são os fatores de risco do glaucoma?

Histórico familiar de glaucoma de qualquer tipo
Diabetes
Hipertensão
Miopia
Idade avançada

Recomendações para usar o colírio:

Leia a bula que acompanha o medicamento e siga corretamente a s instruções nela contidas.
Lave as mãos.
Tenha o cuidado de não tocar o olho ou os cílios com a ponta do aplicador.
Se for aplicar diferentes tipos de colírio no mesmo olho espere pelo menos dez minutos entre a aplicação dos colírios para que a segunda gota não elimine a primeira.
Você perceberá que a medicação atingiu o seu olho adequadamente. Caso isso não aconteça, coloque uma gota.
Mantenha os olhos fechados durante 1 a 2 minutos para permitir que a medicação seja absorvida.
Use um lenço de papel para retirar o excesso de colírio.

Você pode sentir pequena ardência nos olhos, mas a sensação passará em segundos. Não deixe de usar seu colírio por esse motivo.

Como utilizar o colírio:

Glaucoma
Puxe a pálpebra inferior para formar uma bolsa

Glaucoma
Instile a gota de colírio dentro da bolsa formada pela pálpebra

Glaucoma
Pressione levemente o canto interno do olho durante 3 minutos para ocluir o ducto lacrimal

GLAUCOMA DE ÂNGULO ABERTO

No glaucoma de ângulo aberto, o líquido drena muito lentamente da câmara anterior.

A pressão aumenta gradualmente, quase sempre em ambos os olhos, causando lesão do nervo óptico e uma perda da visão lenta e progressiva.

A perda da visão começa nas bordas do campo visual e, quando não tratada, acaba comprometendo todo o campo visual e, em última instância, acarreta a cegueira.

A forma mais prevalente de glaucoma, o glaucoma de ângulo aberto, é comum após os 35 anos de idade, mas, ocasionalmente, ocorre em crianças. A doença tende a ocorrer em famílias e é mais comum em indivíduos diabéticos ou míopes.

O glaucoma de ângulo aberto ocorre mais freqüentemente e pode ser mais grave em indivíduos da raça negra que em indivíduos da raça branca.

Drenagem Normal do Líquido

Glaucoma

O líquido é produzido na câmara posterior, passa através da pupila até a câmara anterior e, a seguir, drena através dos canais de saída.

Sintomas e Diagnóstico

Inicialmente, o aumento da pressão intraocular não causa sintomas. Posteriormente, os sintomas podem incluir uma redução da visão periférica, cefaléia (dor de cabeça) e distúrbios visuais vagos (p.ex., o indivíduo vê halos em torno das lâmpadas elétricas ou apresenta dificuldade para adaptar-se à escuridão).

Finalmente, pode ocorrer “visão em túnel” (um estreitamento extremo dos campos visuais que torna difícil ver objetos em ambos os lados quando o indivíduo olha diretamente para a frente). O glaucoma de ângulo aberto pode ser totalmente assintomático até ocorrer uma lesão irreversível. Normalmente, o diagnóstico é estabelecido através da mensuração da pressão intraocular.

Por essa razão, todo exame oftalmológico de rotina deve incluir a mensuração da pressão intraocular.

Tratamento

O tratamento pode ser mais bem sucedido quando instituído imediatamente. Quando o comprometimento da visão é acentuado, o tratamento pode evitar uma maior deterioração, mas, geralmente, a restauração completa da visão não é possível. Os colírios normalmente conseguem controlar o glaucoma de ângulo aberto.

Comumente, o primeiro colírio prescrito contém um betabloqueador (p.ex., timolol, betaxolol, carteolol, levobunolol ou metipranolol), o qual pode diminuir a produção de líquido no olho. A pilocarpina também pode ser útil.

Ela contrai as pupilas e aumenta a drenagem da câmara anterior. Outros medicamentos úteis (p.ex., epinefrina, dipivefrina e carbacol) atuam melhorando a drenagem ou reduzindo a produção de líquido. Um inibidor da anidrase carbônica (p.ex., acetazolamida) pode ser administrado pela via oral, ou a dorzolamida pode ser utilizada sob a forma de colírio.

Quando o tratamento medicamentoso não consegue controlar a pressão intraocular ou quando os efeitos colaterais são intoleráveis, um cirurgião oftalmologista pode aumentar a drenagem da câmara anterior utilizando a laserterapia para criar um orifício na íris ou a cirurgia par remover parte da íris.

GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO

O glaucoma de ângulo fechado causa episódios súbitos de aumento de pressão, geralmente em um olho. Nos indivíduos com esta doença, o espaço existente entre a córnea e a íris, onde o líquido é drenado para fora do olho, é mais estreito que o normal.

Qualquer coisa que provoque a dilatação pupilar (p.ex., iluminação tênue, colírios que dilatam a pupila antes de um exame oftalmológico ou certos medicamentos orais ou injetáveis) pode acarretar uma interrupção da drenagem pela íris. Quando a drenagem do líquido é obstruída, a pressão intraocular aumenta subitamente.

Sintomas

Um episódio de glaucoma de ângulo fechado produz sintomas súbitos. Ele pode produzir uma discreta redução da visão, halos coloridos em torno de lâmpadas, dor no olho e cefaléia. Esses sintomas podem durar apenas algumas horas antes de ocorrer um episódio mais grave.

Ele produz uma perda rápida da visão e uma dor latejante súbita e intensa no olho. A náusea e o vômito são comuns e podem levar o médico a pensar que se trata de um problema digestivo. A pálpebra edemacia e o olho torna-se hiperemiado e lacrimejante. A pupila dilata e não fecha normalmente em resposta à luz intensa.

Embora a maioria dos sintomas desapareçam com uma medicação adequada, os episódios podem recorrer. Cada episódio reduz cada vez mais o campo visual.

Tratamento

Vários medicamentos podem ser utilizados para diminuir rapidamente a pressão intraocular durante um episódio agudo do glaucoma de ângulo fechado.

A ingestão de uma mistura prescrita de água e glicerina pode reduzir a pressão elevada e interromper o episódio. Os inibidores da anidrase carbônica (p.ex., acetazolamida) também são úteis quando administrados no início do episódio. Os colírios de pilocarpina promovem a constrição pupilar, a qual, por sua vez, exerce pressão sobre a íris e, conseqüentemente, desobstrui os canais de saída.

Os colírios contendo beta-bloqueadores também são utilizados para controlar a pressão. Após um episódio, o tratamento geralmente é mantido com colírios e doses variadas de um inibidor da anidrase carbônica. Nos casos graves, o manitol é administrado pela via intravenosa para reduzir a pressão.

A laserterapia, a qual cria um orifício na íris para permitir a drenagem do líquido, ajuda a evitar novos episódios e, freqüentemente, cura a doença de modo permanente. Quando a laserterapia não resolve o problema, o médico realiza uma cirurgia para criar um orifício na íris. Casos em que ambos os olhos apresentam canais de saída estreitados, podem ser tratados, mesmo quando os episódios afetam apenas um deles.

GLAUCOMA SECUNDÁRIO

O glaucoma secundário é conseqüência de uma lesão ocular decorrente de uma infecção, uma inflamação, um tumor, uma catarata em desenvolvimento ou qualquer distúrbio ocular que interfere na drenagem do líquido da câmara anterior. As doenças inflamatórias (p.ex., uveíte) encontram-se entre os mais comuns desses distúrbios.

Outras causas comuns incluem a obstrução da veia oftálmica, as lesões oculares, a cirurgia ocular e o sangramento intraocular. Alguns medicamentos (p.ex., corticosteróides) também podem aumentar a pressão do olho.

O tratamento do glaucoma secundário depende da causa. Por exemplo, quando a causa é uma inflamação, o médico geralmente prescreve um corticosteróide para diminuir a inflamação, concomitantemente com medicamentos que causam a dilatação pupilar. Algumas vezes, a cirurgia é necessária.

Fonte: www.msd-brazil.com

Glaucoma

Glaucoma
Glaucoma

O que é glaucoma?

O glaucoma ocorre quando a pressão dentro do olho está aumentada. Esta pressão elevada pode causar morte das fibras do nervo óptico e provocar a cegueira. 

O que causa o glaucoma? 

Dentro dos olhos, existe um líquido (humor aquoso) sendo produzido e drenado constantemente. No entanto, quando existe alguma barreira dificultando a saída desse líquido, há um acúmulo de líquido dentro dos olhos, aumentando a pressão intra-ocular. 

Quais os sintomas? 

Há vários tipos de glaucoma, sendo mais comum o glaucoma crônico simples. Neste tipo de glaucoma, a pessoa não sente absolutamente nada nos olhos e a visão é normal. Na maioria dos casos, o glaucoma progride sem que a pessoa se dê conta do problema. Ocorre lentamente uma perda da visão periférica que só é percebida quando já está em um grau elevado, prejudicando até a locomoção da pessoa. Raramente, o glaucoma pode provocar alguns sintomas como dor, olho vermelho, halos coloridos etc. 

Como se descobre a doença? 

O risco de ter glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum após os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de glaucoma na família têm um risco maior de desenvolver a doença. O glaucoma pode ser detectado somente após um exame oftalmológico cuidadoso, onde se faz a medida da pressão intra-ocular e o exame de fundo de olho. 

Qual o tratamento? 

O tratamento pode ser feito por 3 maneiras, dependendo do tipo de glaucoma: através de medicamentos (colírios ou comprimidos), através do laser ou através de cirurgia. 

O glaucoma tem cura? 

Note que o tratamento do glaucoma não é feito para devolver a visão perdida. Seu objetivo é baixar a pressão intra-ocular, evitando assim que continue o dano ao nervo óptico. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito antes que haja perda visual!!!

Fonte: www.oftalmocenter.com.br

Glaucoma

Em linhas gerais, pode-se definir glaucoma como sendo o aumento da pressão interna do olho causada pelo acúmulo do humor aquoso (líquido que preenche parte do olho) suficiente para lesar o nervo óptico.

O nervo óptico pode ser comparado a um cabo que conduz a informação recebida pelo olho até o cérebro.

Acredita-se que existam aproximadamente 67 milhões de pessoas com glaucoma no mundo.

A CAUSA

O humor aquoso é um líquido transparente que se forma, circula e sai do olho. Esta substância tem um papel importante na nutrição das estruturas do olho.

Acontece que o organismo produz o humor aquoso de forma constante, onde a produção e o escoamento equilibrado deste líquido se torna de suma importância para a manutenção da saúde ocular.

Desta forma, quando o humor aquoso tem dificuldade para sair (escoar) ou a sua produção é excessiva, a pressão intra-ocular aumenta de forma progressiva, impedindo uma adequada irrigação e nutrição do nervo óptico, levando o mesmo a sofrer lesões.

QUAL É A PRESSÃO OCULAR IDEAL DO PACIENTE COM GLAUCOMA?

Para sabermos qual a pressão ocular ideal dos paciente com glaucoma são necessários várias avaliações de pressão ocular, analise de nervo óptico, campos visuais seriados e analise de fatores de risco para comprovar a estabilidade da doença.

Não existe um valor numérico absoluto para avaliar esta estabilidade e sim um número ideal de pressão ocular para cada paciente.

AS CONSEQUÊNCIAS

O glaucoma não controlado pode levar a uma lesão permanente da visão podendo até chegar até mesmo a uma cegueira irreversível.

TIPOS DE GLAUCOMAS

Existem várias formas de glaucomas, mas as mais freqüentes são:

Glaucoma crônico de angulo aberto (±90% dos casos).
Glaucoma de angulo fechado(±5% dos casos).

Os outros tipos de glaucoma que corresponde a aproximadamente 5% dos casos são tipo traumático, neo-vascular, congênito, associado a outras má formações oculares, etc.

SINTOMAS

O glaucoma é comumente uma doença silenciosa, onde na maioria dos pacientes e praticamente assintomática, ou seja é comum a pessoa ser portadora do problema e não apresentar sintomas, principalmente no início da doença.

É freqüente, no tipo mais comum de glaucoma, não haver alterações de visão até que tenha ocorrido uma lesão muito importante do nervo óptico.

Os sintomas nas fases iniciais da doença são muito inespecíficos tais como:

Discreto lacrimejamento
Ardência
Fotofobia
Dor de cabeça
Vermelhidão ocular
Dor nos olhos ou ao redor deles
Visão com halos coloridos
Embaçamento da visão

Sintomas estes que também são comuns em várias outras doenças oculares.

O glaucoma acompanhado de dor nas fases iniciais da doença, é geralmente infreqüente e é devido a uma pressão ocular muito elevada.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser realizado o mais cedo possível, para que se possa iniciar o tratamento, cujo objetivo principal é reduzir a pressão intra-ocular, interrompendo a lesão do nervo óptico.

Como na maioria dos casos de glaucoma não temos sintomas específicos, geralmente o diagnóstico é feito em consultas oftalmológicas de rotina

Aproximadamente 1% da população acima de 40 anos é portadora desta doença e nas faixas etárias maiores este percentual aumenta consideravelmente.

O diagnóstico se baseia em três principais achados:

Pressão ocular elevada
Escavação de nervo óptico
Alteração de campo visual

O EXAME DE CAMPO VISUAL

Os exames de campo visual computadorizados, ofereceram um aumento na capacidade de diagnóstico do glaucoma e acompanhamento da perda de campo visual.

Neste exame, o paciente é posicionada na frente do equipamento apoiando sua cabeça num suporte de queixo.

O paciente deverá fixar o olhar em um ponto pré-determinado pelo operador e será solicitado a apertar um pequeno interruptor em sua mão toda vez que conseguir visualizar algum ponto de luz piscando em seu campo de visão. Estes pequenos flashes de luz ocorrem um a cada vez e em posições diferentes. A posição das luzes correspondem a pontos na retina.

Toda vez que o paciente aperta o botão do interruptor em sua mão, o equipamento envia um sinal ao computador que registra e ajusta os flashes.

Ao final, obtem-se um mapa do campo de visão do paciente onde pode-se observar e acompanhar o aparecimento, estabilidade ou progressão da perda do campo de visão.

FATORES DE RISCO E CAUSAS

Os fatores de risco no glaucoma incluem:

Idade acima dos 40 anos
Diabetes
Pressão alta
Histórico familiar de glaucoma
Fatores raciais

TRATAMENTO

Quando o diagnóstico de glaucoma é definido pelo médico, o paciente pode receber tratamento através de:

Medicamentos (colírios ou comprimidos)
Laser
Cirurgia

O fato de se escolher um dos tratamentos acima descritos, está baseado no tipo de glaucoma, assim como a extensão da lesão do nervo óptico, idade do paciente, alteração de campo visual, entre outras.

O objetivo do tratamento é diminuir a pressão intra-ocular, aumentando o escoamento ou diminuindo a produção do humor aquoso.

Além de uma orientação segura e continuada, o paciente precisa também de um acompanhamento médico periódico, seguido de exames que poderão melhor orientar o profissional para tratar o problema da melhor forma.

Boa parte dos glaucomas são crônicos e necessitam de tratamento por toda a vida.

O tratamento do glaucoma, mesmo não podendo restaurar a visão já perdida , pode previnir perdas futuras, impedindo o avanço da doença.

A ADESÃO DO PACIENTE AO TRATAMENTO

Por ser na maioria dos casos assintomático nas suas fases iniciais, a adesão do paciente ao tratamento, assim como a sua manutenção acaba por se tornar um desafio.

Muitas vezes por não apresentar sintomas, o paciente não consegue visualizar de forma concreta a real necessidade de instilar 1 ou mais colírios diariamente, geralmente durante toda a sua vida.

Cabe ao profissional médico uma cuidadosa orientação ao paciente sobre o problema assim como dos reais riscos a que está exposto, sendo este um dos mais fortes argumento para que o paciente passe a aderir e manter o tratamento.

Um outro aspecto importante é o envolvimento da família no tratamento do paciente. Muitas vezes é importante orientar o cônjuge e/ou filhos do paciente para que estes também conheçam o problema e auxiliem o paciente na adesão e manutenção do tratamento.

PREVENÇÃO

A visita regular ao oftalmologista é fundamental para que os diagnósticos se tornem cada vez mais precoces, impedindo as perdas visuais.

Fonte: www.drcampiolo.med.br

Glaucoma

O glaucoma é uma das principais causas da cegueira, sobretudo entre as pessoas mais idosas.

No entanto, a perda de visão provocada pelo glaucoma é evitável se você procurar tratamento ainda no início do seu desenvolvimento.

O que é Glaucoma?

O glaucoma é uma doença causada por uma deficiência na drenagem do humor aquoso (líquido transparente produzido pelo corpo ciliar e localizado entre a córnea e o cristalino), podendo causar aumento da pressão intra-ocular, comprometimento do nervo óptico e alterações de campo visual.

O nervo óptico é semelhante a um cabo elétrico, contendo uma quantidade enorme de fios. O glaucoma pode danificar as fibras dos nervos, fazendo assim com que se desenvolvam pontos cegos. Muitas vezes as pessoas só percebem estas áreas cegas depois do nervo óptico já ter sofrido danos irreversíveis. Se todo o nervo for destruído, ocorre a cegueira.

A pronta detecção e tratamento por seu oftalmologista são as chaves da prevenção de lesões ao nervo óptico e cegueira por causa do glaucoma.

Quais são os diferentes tipos de Glaucoma?

Glaucoma crônico de ângulo aberto

Trata-se da forma mais comum do glaucoma. Ocorre como decorrência do processo de envelhecimento. O ângulo de drenagem do olho torna-se menos eficiente com o passar do tempo e a pressão intra-ocular aumenta de maneira gradual. Quando este aumento de pressão resulta em lesão ao nervo óptico, é conhecido como glaucoma crônico de ângulo aberto. Mais de 90% dos pacientes adultos portadores de glaucoma sofrem deste tipo da doença.

O glaucoma crônico de ângulo aberto pode prejudicar a visão de forma tão gradual e indolor que o paciente nem percebe qualquer problema antes do nervo óptico já estar bastante lesado.

Glaucoma de ângulo fechado

Quando o ângulo de drenagem fica completamente obstruído, há um aumento súbito da pressão intra-ocular. Trata-se do glaucoma agudo de ângulo fechado.

Os sintomas incluem:

Visão embaçada.
Dor severa no olho.
Dor de cabeça.
Auréolas de arco-íris ao redor das luzes.
Náusea e vômitos.

Apresentando qualquer destes sintomas, procure imediatamente seu oftalmologista. O glaucoma agudo de ângulo fechado pode resultar em cegueira se não tratado rapidamente.

Glaucoma crônico de ângulo fechado

Ocorre quando há um fechamento mais gradual e indolor do ângulo de drenagem. Acomete com maior freqüência pessoas de origem africana e asiática.

Como se detecta o glaucoma?

Exames regulares com o oftalmologista são a melhor maneira de se detectar o glaucoma.

Durante um exame completo e indolor são avaliados:

Pressão intra-ocular através do exame de tonometria.
Ângulo de drenagem através da gonioscopia.
Nervo óptico com a oftalmoscopia.
Campo visual através da perimetria.

Deve-se repetir os exames anualmente se:

Algum membro da família for portador de glaucoma.
Já sofreu alguma lesão ocular grave.
Estiver tomando medicamentos esteróides.
Tiver mais que 35 anos

Quais são os grupos de risco de desenvolvimento de glaucoma?

A pressão alta por si só não caracteriza o glaucoma. Muitas informações são reunidas a fim de avaliar o risco de desenvolver a doença.

Os principais fatores de risco são:

Idade.
Miopia.
Histórico familiar de glaucoma.
Lesões oculares prévias.

Como é o tratamento do glaucoma?

O nervo óptico é semelhante a um cabo elétrico, contendo uma quantidade enorme de fios. O glaucoma pode danificar as fibras dos nervos, fazendo assim com que se desenvolvam pontos cegos. Muitas vezes as pessoas só percebem estas áreas cegas depois do nervo óptico já ter sofrido danos irreversíveis. Se todo o nervo for destruído, ocorre a cegueira.

Medicamentos

O glaucoma costuma ser controlado por meio de colírios, aplicados várias vezes ao dia, podendo estar associados a outros medicamentos.

Os medicamentos contra glaucoma podem ter efeitos colaterais.

Alguns colírios podem causar:

Sensação de ardência
Olhos vermelhos
Visão nublada
Dor de cabeça
Alterações do ritmo cardíaco ou da respiração.

Alguns remédios podem causar:

Formigamento dos dedos da mão e do pé
Sonolência
Perda de apetite
Irregularidade intestinal
Cálculos renais
Anemia ou sangramento fácil.

Tratamento a laser

O tratamento a laser pode ser eficaz para diferentes tipos de glaucoma.

Costuma-se empregar o laser de duas maneiras:

1- No glaucoma de ângulo aberto onde o próprio dreno é tratado. O laser aumenta o dreno para facilitar o escoamento do humor aquoso e controlar a pressão ocular. Esse processo é chamado de trabeculoplastia.
2-
No glaucoma de ângulo fechado, o laser cria uma abertura na íris para melhorar o fluxo de humor aquoso para o dreno. Esse processo é a iridotomia.

Cirurgia

Quando a cirurgia se faz necessária para controlar o glaucoma, um novo canal de drenagem é criado a fim de permitir o fluxo adequado do humor aquoso. Essa cirurgia é denominada trabeculectomia.

O tratamento do glaucoma requer dedicação total do paciente no uso adequado dos medicamentos e em seguir corretamente as orientações médicas.

Fonte: www.eyecare.com.br

Glaucoma

O QUE É GLAUCOMA?

O glaucoma é causado por diferentes enfermidades que, na maioria dos casos, levam a um aumento da PIO. O aumento da pressão é causado por um bloqueio ao fluído no interior do olho. Com o tempo isto causa dano ao nervo óptico. Através da detecção precoce, diagnóstico e tratamento, você e seu oftalmologista podem ajudar a preservar sua visão.

As pessoas que apresentam tendência a desenvolver o glaucoma de ângulo fechado, a câmara anterior apresenta-se mais rasa do que o usual. Como mencionado anteriormente, a malha trabecular esta situada no ângulo formado pelo encontro da córnea com a íris. Na maioria das pessoas, este ângulo apresenta aproximadamente 45 graus. Quanto mais estreito o ângulo, mais próxima estará a íris da malha trabecular.

Com o envelhecimento, a lente do olho (cristalino) torna-se maior. A habilidade do humor aquoso de passar entre a íris e o cristalino em seu caminho para a câmara anterior diminui, causando aumento da pressão de fluído atrás da íris, estreitando ainda mais o ângulo. Se a pressão se torna suficientemente alta, a íris é empurrada contra a malha trabecular, bloqueando a drenagem do aquoso, assim como se um ralo tivesse sido posto em uma pia e a torneira permanecesse aberta. Quando este espaço encontra-se totalmente bloqueado, o resultado é um ataque de glaucoma de ângulo fechado (glaucoma agudo).

GLAUCOMA AGUDO

Diferentemente do glaucoma primário de ângulo aberto, onde a PIO se eleva de forma lenta, no glaucoma agudo, ela sofre elevação abrupta. Esse rápido aumento pressórico pode ocorrer num prazo de algumas horas e tornar-se extremamente doloroso. Dependendo do aumento pressórico, a dor pode ser tão intensa que pode causar náuseas e vômitos. Os olhos tornam-se vermelhos, a córnea fica edemaciada e opaca, e o paciente pode referir halos luminosos e visão borrada.

Um ataque agudo de glaucoma é uma condição de emergência. Se há demora em iniciar o tratamento, a visão pode estar permanentemente destruída. Cicatrização da malha trabecular pode ocorrer como resultado de glaucoma crônico, que é muito mais difícil de ser controlado. Pode haver também o desenvolvimento de catarata. Dano do nervo óptico pode ocorrer rapidamente e causar perda permanente da visão.

Muitos destes ataques repetidos ocorrem em ambientes escuros como teatros e cinemas. Se você está lembrado, ambientes escuros causam dilatação da pupila, ou seja, aumento no seu tamanho. Quando isso acontece, há máximo contato entre a lente e a íris, o que deixa o ângulo estreito e pode desencadear um ataque.

Sabe-se também que a pupila também dilata em momentos de estresse e ansiedade. Conseqüentemente, muitos ataques de glaucoma agudo ocorrem durante períodos de estresse. Uma variedade de drogas também pode levar a um ataque de glaucoma por causar dilatação da pupila.

Estas incluem: antidepressivos, medicações para gripe, anti-histamínicos e algumas medicações para o tratamento de náuseas.

Ataques de glaucoma agudo nem sempre são drásticos. Algumas vezes o paciente pode sofrer uma série de ataques menores. Visão borrada com halos pode ser referida, mas sem vermelhidão ou dor ocular. Estes ataques podem acabar quando o paciente é exposto a um ambiente bem iluminado ou quando vai dormir - duas situações que naturalmente causam a constrição da pupila, permitindo assim que a íris se afaste da lente e permita o escoamento do aquoso.

Um ataque agudo de glaucoma pode ser tratado com uma combinação de colírios que diminuem o tamanho da pupila e a produção do líquido intra-ocular.

Assim que a pressão tenha baixado para níveis mais seguros o oftalmologista poderá realizar uma iridectomia com LASER. Este procedimento é totalmente ambulatorial e consiste na utilização de um feixe de LASER para construir uma pequena abertura na íris para que o fluxo do liquido intra-ocular seja restaurado. É utilizado um colírio anestésico que evita qualquer dor.

O procedimento é realizado em alguns minutos e pode ser realizado preventivamente mesmo no olho que não foi envolvido já que é comum o acometimento de ambos os olhos em épocas diferentes.

Exames de rotina utilizando uma técnica conhecida como gonioscopia podem prever com alguma antecedência um ataque agudo de glaucoma de ângulo fechado. Uma lente especial contendo alguns espelhos é colocada à frente do olho do paciente, permitindo a visualização do ângulo. Pacientes com ângulos estreitos podem ser advertidos quanto aos sinais e sintomas de uma crise e desta forma procurar tratamento imediatamente. Em alguns casos a iridectomia com LASER é aconselhável como prevenção em casos de alto risco.

Nem todos os pacientes com glaucoma de ângulo fechado experimentam um ataque agudo. Ao contrário, muitos desenvolvem o que chamamos de glaucoma crônico de ângulo fechado. Nestes casos, a íris vai fechando gradualmente drenagem do líquido intra-ocular sem sintomas associados.

Quando isso ocorre, aderências entre a íris e o sistema de drenagem do olho se formam lentamente e a pressão sobe somente quando existe aderências suficientes para comprometer o fluxo. Quando o paciente é tratado com medicação, como pilocarpina, um ataque agudo pode ser prevenido, mas a forma crônica da doença ainda continuará o afetando.

QUEM ESTÁ SOB RISCO

Toda a pessoa deveria ser informada sobre o glaucoma e seus efeitos. É importante para cada um de nós, crianças e adultos, um avaliação periódica da função visual, pois apenas a detecção precoce e o tratamento correto podem prevenir a perda da visão e mesmo a cegueira.

Existem algumas condições especiais que pode colocar determinadas pessoas em maior risco de desenvolvimento do glaucoma, são elas:

Pessoas acima de 45 anos: apesar de desenvolver-se em qualquer faixa etária, as pessoas acima de 45 anos tem uma chance maior de desenvolvimento.
Pessoas com história familiar de glaucoma: o glaucoma parece ter predileção por acometer determinadas famílias. A tendência pode ser herdada. De qualquer forma, não basta ter uma pessoa na família com a doença para também desenvolvê-la.
Pessoas com pressão intra-ocular anormalmente elevada: como já vimos, a pressão ocular elevada é principal fator de risco para o glaucoma.
Pessoas com descendência africana ou asiática: estas etnias têm uma predisposição especial a desenvolver glaucoma primário de ângulo aberto do que as outras.

Pessoas que possuem:

Diabetes
Miopia
Uso prolongado de esteróides (corticóides)
Alguma lesão ocular prévia
No glaucoma perde-se a visão periférica, a visão fica tubular.

DIAGNOSTICANDO O GLAUCOMA

O seu médico oftalmologista tem as ferramentas diagnósticas necessárias para determinar se você tem ou não glaucoma ou risco para tal, mesmo antes de aparecerem os sintomas.

Vamos falar um pouco destas ferramentas.

O TONÔMETRO

O tonômetro é o aparelho que mede a pressão intra-ocular. Se o médico usa um tonômetro de aplanação seu olho será anestesiado com colírio antes da medição. Você sentara junto ao aparelho conhecido como lâmpada de fenda e um pequeno prisma plástico tocará levemente seu olho a fim de realizar a medição. Um tonômetro de ar dispara um jato pequeno de ar na direção do olho e mede assim a pressão não necessitando anestesia, pois não há contato direto com seu olho.

A CAMPIMETRIA

Este teste permite ao seu médico avaliar como e se o glaucoma afetou seu campo de visão. O teste de campo visual é uma importante ferramenta que permite avaliar a extensão do dano sobre as fibras nervosas do nervo óptico. Existem diversos aparelhos que permitem este exame.

Na campimetria computadorizada você será solicitado a permanecer com o rosto apoiado em um apoio e a olhar fixamente para uma luz piloto. Cada vez que outras luzes aparecerem na sua frente você deverá acionar um botão, informando o computador que você a viu. Dessa forma, ao final do teste, seu médico receberá um gráfico ilustrativo do seu campo visual. O perímetro de Goldmman também realiza esta tarefa, porem sem a utilização de um computador.

Quando o ralo da pia entope, o aquoso não consegue deixar o olho tão rapidamente quanto é produzido, causando um fluxo retrógrado. No entanto, como o olho é um compartimento fechado, a pia não transborda; ao contrário, o fluxo retrógrado causa aumento da pressão intraocular. Chamamos isto de glaucoma de ângulo aberto. Para entender como o aumento da pressão afeta o olho pense em seu olho como se fosse um balão. Quando muito ar é soprado para dentro de um balão, a pressão aumenta, causando seu estouro.

Mas o olho é resistente demais para estourar. Esta pressão aumentada passa a atuar sobre a parte mais fraca do olho, o ponto na esclera onde o nervo óptico deixa o olho.

Como mencionado anteriormente, o nervo ptico é a parte do olho que carrega a informação visual até o cérebro. É formado por mais de um milhão de células nervosas. Quando se eleva a pressão no olho, as células nervosas tornam-se comprimidas, o que as danifica, e eventualmente até causa sua morte. A morte destas células resulta em perda visual permanente. O diagnóstico e o tratamento precoces do glaucoma podem prevenir esta situação.

TIPOS DE GLAUCOMA

Existe uma variedade de tipos de glaucoma.

As formas mais comuns são:

Glaucoma primário de ângulo aberto
Glaucoma de pressão normal
Glaucoma de ângulo fechado
Glaucoma agudo
Glaucoma pigmentar
Síndrome de esfoliação
Glaucoma pós-trauma

Vamos aprender algo sobre as diversas forma.

GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO ABERTO (GPAA)

Aproximadamente um por cento dos americanos apresentam esta forma de glaucoma, tornando-a a forma mais comum no país. Ocorre predominantemente em indivíduos acima de 50 anos. O GPAA não é acompanhado por sintomatologia. A pressão intraocular sobe lentamente, e a córnea se adapta sem edemaciar.

Se a córnea se torna edemaciada, o que usualmente é um sinal de que alguma coisa está errada, sintomas podem estar presentes. Mas como esta não é a regra, esta doença geralmente não é detectada. Não há dor e o paciente muitas vezes não percebe que está perdendo lentamente a visão até os últimos estágios da doença. Entretanto, quando a visão encontra-se prejudicada, o dano é irreversível.

No GPAA não há anormalidade visível na malha trabecular. Acredita-se que há algo errado na habilidade das células da malha trabecular em cumprir normalmente sua função, ou que haja menos células presentes como resultado natural do processo de envelhecimento. Outros acreditam que o responsável é um dano no sistema de drenagem do olho. Essas teorias, assim como outras tantas, são correntemente estudadas e testadas em vários centros de pesquisa do país.

O glaucoma, na verdade, diz respeito aos problemas resultantes da pressão intraocular aumentada. A pressão intraocular media numa população normal é aproximadamente 14-16 milímetros de mercúrio (mmHg). Numa população normal, pressões intraoculares acima de 20mmHg ainda podem ser consideradas dentro da normalidade. Já uma pressão intraocular acima de 22mmHg é considerada suspeita e possivelmente anormal. No entanto, nem todos os pacientes que apresentam PIO elevada desenvolvem glaucoma. O porquê de algumas pessoas desenvolverem dano glaucomatoso e outras não; é tópico de muitas pesquisas na atualidade.

Como mencionado anteriormente, a pressão elevada pode destruir as células do nervo óptico. Uma vez que um determinado número de células nervosas é destruído, "pontos cegos" começam a se formar no campo visual. Esses pontos cegos usualmente se desenvolvem primeiro no campo visual periférico, e, em estágios mais tardios, na visão central. Uma vez que ocorra perda visual, esta é irreversível, pois as células do nervo ptico estão mortas, e nada pode substitui-las até o presente momento. Trataremos das várias formas que tem seu oftalmologista de detectar o glaucoma nos estágios iniciais - antes que tenha ocorrido dano visual.

O glaucoma primário de ângulo aberto é uma doença crônica. Acredita-se que seja hereditária, embora isto ainda não esteja bem definido. No presente momento não se conhece a cura para esta doença, mas ela pode progredir mais lentamente e de forma mais arrastada se tratada. Visto que não apresenta sintomas, muitos pacientes têm dificuldade em entender porque é necessário um tratamento com medicamentos caros, e, ainda, por toda a vida.

Seguir corretamente a orientação médica e usar regularmente a medicação é crucial na prevenção da perda visual. Por isso é necessário discutir os efeitos colaterais da medicação com seu oftalmologista. Vocês dois precisam atuar como um time nesta batalha contra o glaucoma. A seguir discutiremos as medicações comumente prescritas e seus efeitos colaterais.

GLAUCOMA DE ÂNGULO FECHADO

O glaucoma de ângulo fechado afeta aproximadamente meio milhão de pessoas nos Estados Unidos. Há uma tendência de que esta seja uma doença herdada, mas muitas vezes vários membros de uma mesma família vão ser acometidos. É uma doença mais comum em indivíduos descendentes de asiáticos e também em pessoas hipermétropes.

A OFTALMOSCOPIA

O exame de fundo do olho como é conhecida popularmente a oftalmoscopia, permite que o seu médico visualize diretamente através da pupila o aspecto do nervo óptico. A sua coloração e aparência podem indicar se há ou não dano relacionado ao glaucoma e qual a extensão deste.

TRATANDO O GLAUCOMA

O glaucoma pode ser tratado utilizando-se colírios, medicamentos orais, cirurgia a laser, cirurgias convencionais e, uma combinação desses métodos. O propósito do tratamento é impedir perda visual ainda maior. Manter a pressão intraocular em níveis baixos é a chave para a prevenção da perda visual nos casos de glaucoma.

Seu medico tem a disposição diversas opções, estas incluem:

COLÍRIOS

Todos os colírios podem inicialmente causar sensação de ardência ou queimação. Isso freqüentemente ocorre devido ao agente antibacteriano presente nas soluções de colírio e não ao medicamento antiglaucomatoso em si. A pesar de desconfortável, este não dura mais do que alguns segundos.

E importante utilizar sua medicação exatamente como seu medico a prescreveu.

Por exemplo: colírios com prescrição de quatro vezes ao dia tem usualmente uma duração de ação de seis horas. Utilizando a medicação quatro vezes ao dia em intervalos regulares enquanto você está acordado garantirá uma cobertura efetiva do medicamento durante as vinte e quatro horas do dia.

Em razão da absorção dos colírios pela corrente sanguínea, é importante relatar ao seu medico quaisquer outros medicamentos em utilização no momento.

Alguns medicamentos podem tornar-se perigosos quando associados a outros. Pergunte ao seu medico e ou farmacêutico se os diversos medicamentos que você utiliza são seguros quando associados.

A fim de minimizar a absorção pela corrente sanguínea e aumentar a quantidade absorvida pelo olho feche seus olhos por um ou dois minutos após a administração dos colírios, pressionando levemente o canto do olho perto do nariz para fechar os ductos de drenagem da lagrima. O mesmo que todos os medicamentos possuam potenciais efeitos adversos, é importante observar que a grande maioria dos pacientes não apresenta nenhum efeito adverso.

USO ORAL

Ocasionalmente os colírios não são suficientes para controlar a PIO. Quando isto acontece, medicação via oral deve ser prescrita em adição aos colírios. Essa medicação, que apresenta mais efeitos adversos do que os colírios, também age diminuindo a "torneira" do olho, diminuindo a produção do líquido intra-ocular.

Esta medicação via oral usualmente é prescrita de duas até quatro vezes ao dia. É importante levar esta informação também aos seus outros médicos. Fazendo isso você estará contribuindo para que eles não lhe prescrevam drogas que possam causar interações medicamentosas perigosas.

A seguir citamos alguns inibidores da anidrase carbônica comumente prescritos e seus efeitos adversos:

CIRURGIA

CIRURGIA A LASER

A cirurgia a LASER tornou-se um método popular como passo intermediário entre as drogas e a cirurgia tradicional. O tipo mais comumente empregado para o glaucoma de ângulo aberto é chamado trabeculoplastia. Este procedimento dura de 10 a 20 minutos, não causa dor e pode ser efetuado no consultório médico.

O feixe de LASER é focalizado acima do ponto de drenagem do olho. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o LASER não "fura" o olho. Ao invés disso, seu calor intenso e localizado, faz com que algumas áreas do mecanismo de drenagem abram-se, resultando em uma passagem mais fácil do fluido intra-ocular para fora do olho.

Você pode ir para casa e retomar suas atividade normais logo após a cirurgia. Seu médico deve verificar a pressão de seu olho em uma ou duas horas após o procedimento. Após este procedimento, quase 80% de todos os pacientes respondem suficientemente bem, adiando um procedimento cirúrgico mais complexo.

Pode levar algumas semanas para observar-se a real diminuição da pressão ocular, motivo pelo qual você deve continuar com a medicação até que seu médico julgue necessário. Catarata não é um efeito adverso do LASER e as complicações são insignificantes, daí por que este método tornou-se extremamente popular.

CIRURGIA TRADICIONAL

A mais comum das cirurgias é chamada trabeculectomia. Nesse procedimento, o cirurgião remove uma pequena parte da malha trabecular - ponto de drenagem. Isto facilita a saída do humor aquoso, reduzindo a pressão. Este procedimento geralmente é feito sob anestesia local, tanto a nível ambulatorial como hospitalar. É importante notar que seus olhos não terão a mesma visão durante algumas semanas após o procedimento.

Apesar de a trabeculectomia ser um procedimento cirúrgico relativamente seguro, aproximadamente um terço dos pacientes desenvolvem catarata num prazo de cinco anos. Após a cirurgia muitos pacientes podem descontinuar o uso de medicamentos antiglaucomatosos. Talvez 10 a 15% dos pacientes necessitem alguma cirurgia adicional.

CONCLUSÃO

O exame oftalmológico de rotina é vital para a saúde de seus olhos. No caso de seu médico oftalmologista detectar glaucoma, o tratamento precoce pode ajudar a prevenir a perda visual.

Leoncio de Souza Queiroz Neto

Fonte: www.drqueirozneto.com.br

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