Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Gonorréia  Voltar

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

Esta doença ocorre nas partes úmidas e quentes do corpo, como no colo do útero e na garganta.

CAUSA

Bactéria (gonococo).

TEMPO DE INCUBAÇÃO

2 a 10 dias.

SINTOMAS

Pode não haver qualquer sintoma, particularmente nas mulheres, embora elas possam ter uma sensação de ardor ao urinar e também um corrimento vaginal amarelado, bem como febre, dores no abdomên e nas articulações e infecção do orifício retal. Os rapazes vão sentir dor ao urinar, ter um corrimento que sai do órgão genital masculino, infecção e irritação do orifício retal.

TRATAMENTO

Antibióticos (cura rápida).

COMPLICAÇÕES POR FALTA DE TRATAMENTO

Meses ou anos depois, pode atacar o coração, juntas, etc. Nessa fase, a doença ainda pode ser curada, mas há risco de esterilidade.

IMPORTANTE

Caso você esteja com algum problema de saúde ou acredita ter vivido uma situação de risco, a melhor coisa a fazer é procurar o centro de saúde mais próximo de sua residência. Isso diminuirá bastante a sua ansiedade.

Para prevenir DST/AIDS, use sempre camisinha

Fonte: www.geocities.com

Gonorréia

A gonorréia é uma doença sexualmente transmissível (DST) curável. Gonorréia é a segunda doença sexualmente transmissível decorrente de bactéria mais comum nos EUA, depois da clamídia.

A gonorréia pode se espalhar para o útero e tubos de falópio, resultando em doença inflamatória pélvica, a qual pode ocasionar gravidez tubária e infertilidade em mais de 10% das mulheres afetadas.

Além de poder ocasionar doença inflamatória pélvica, alguns pesquisadores acreditam que a gonorréia aumenta o risco de ser infectado pelo HIV.

Causa

A gonorréia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Essa bactéria pode infectar o trato genital, boca e reto, tanto em homens como em mulheres. Nas mulheres a abertura do útero (cérvix) é o principal local da infecção.

Transmissão

Pode haver transmissão da gonorréia durante sexo vaginal, oral ou orifício retal com um parceiro infectado. Se a mulher grávida tiver gonorréia, ela pode transmiti-la ao bebê durante o parto.

Sintomas

A gonorréia pode provocar corrimentos em mulheres e homens. Um pequeno número de pessoas pode ser infectado por gonorréia e não apresentar sintomas por vários meses.

Para mulheres, os primeiros sintomas da gonorréia geralmente são leves e costumam aparecer de 2 a 10 dias depois do contato sexual com parceiro infectado.

Quando a mulher apresenta sintomas, os primeiros deles podem incluir:

Sangramento durante intercurso vaginal.
Sensação de dor ou queimação ao urinar.
Corrimento vaginal amarelo ou com sangue

Sintomas mais avançados, os quais podem indicar o desenvolvimento de doença inflamatória pélvica, incluem cólicas e dor, sangramento fora do período de menstruação, vômito e febre.

Homens costumam ter sintomas mais freqüentemente do que mulheres, os quais pode incluir:

Pus branco, amarelo ou verde saindo do órgão genital masculino sem dor.
Sensação de queimação ao urinar, que pode ser forte.
Testículos doloridos ou inchados.

Se não for tratada, a gonorréia em homens pode ocasionar complicações na próstata e epididimite (inflamação dos testículos).

Sintomas da infecção no reto incluem corrimento, coceira e ocasionalmente movimentos do intestino doloridos com sangue fresco nas fezes. Os sintomas geralmente surgem de 2 a 5 dias depois da infecção, mas podem demorar até 30 dias para aparecer.

Tratamento

O médico geralmente prescreve uma dose única de antibiótico para tratar a gonorréia. Caso a mulher esteja grávida, ou tiver menos de 18 anos de idade, ela não deve ser tratada com certos tipos de antibióticos. Gonorréia e clamídia muitas vezes infectam a pessoa ao mesmo tempo.

Desta forma, médicos muitas vezes prescrevem uma combinação de antibióticos para as duas infecções.

Caso a pessoa tenha gonorréia, todos os seus parceiros sexuais devem fazer teste e passar por tratamento caso tenham sido infectados, mesmo que não apresentem sintomas. Os médicos também recomendam a pessoa não ter relações sexuais até que o parceiro infectado seja tratado.

Prevenção

A forma mais segura de evitar transmissão de DSTs é manter relação monogâmica com parceiro testado e não infectado. A utilização correta de preservativo masculino durante sexo vaginal e orifício retal pode reduzir o risco de infecção por gonorréia.

Complicações decorrentes da gonorréia

Se a gonorréia não for tratada, a bactéria pode se espalhar pelo trato reprodutivo ou, mais raramente, entrar na corrente sanguínea e infectar as articulações, válvulas cardíacas ou cérebro.

A complicação mais comum de gonorréia não tratada é a doença inflamatória pélvica, a qual geralmente aparece imediatamente depois do período menstrual.

A doença inflamatória pélvica causa cicatriz nos tubos de falópio. Se o tubo ficar com cicatriz, o ovo fertilizado pode não ser capaz de passar para o útero. Se isso acontecer, o embrião pode ser implantado no tubo, causando gravidez tubária (gravidez ectópica).

Essa é uma complicação séria que pode resultar em aborto natural ou causar a morte da mãe.

Em homens, a gonorréia pode causar epididimite, uma condição dolorosa dos testículos que pode ocasionar infertilidade se não for tratada. A gonorréia também pode afetar a próstata e causar cicatriz no canal urinário.

Complicações da gonorréia em crianças e recém-nascidos

Se a mulher estiver grávida e tiver gonorréia, ela pode passar a infecção ao bebê durante o parto. O médico pode evitar a infecção do bebê aplicando remédios logo após o nascimento.

Os médicos recomendam que a mulher grávida faça pelo menos um teste para gonorréia durante o pré-natal. Quando gonorréia ocorre no trato genital, boca ou reto de crianças, isso é geralmente devido a abuso sexual.

Hélio Augusto Ferreira Fontes

Fonte: National Institute of Allergy and Infectious Disease

Gonorréia

Também chamada blenorragia, a gonorréia é provocada por um gonococo, bactéria de forma arredondada que se instala nas mucosas. A infecção se localiza em diversas glândulas do aparelho genital do homem e da mulher e costuma afetar as mucosas da uretra, do colo uterino e do reto.

O tratamento com penicilina e outros antibióticos é extraordinariamente eficaz para combater a gonorréia.

A infecção pode deixar seqüelas graves: esterilidade, tanto no homem, se o epidídimo for atingido, quanto na mulher, se houver inflamação das trompas, e cegueira no recém-nascido contaminado pela mãe.

Durante muito tempo os especialistas acreditaram que sífilis e gonorréia eram a mesma doença.

Só no início do século XX foram registrados progressos significativos na identificação das duas enfermidades, com a descoberta dos microrganismos que as causam e o desenvolvimento de testes de detecção.

Entre 1940 e 1950 a erradicação dessas duas enfermidades parecia iminente, mas logo depois sua incidência voltou a aumentar.

O recrudescimento foi provocado por diversas causas, entre as quais a redução das campanhas de prevenção, a crescente resistência dos microrganismos aos antibióticos e diversos fatores sociais que influenciaram o comportamento sexual.

Fonte: www.biologica.hpg.ig.com.br

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

A blenorragia (gonorréia) é uma doença sexualmente transmissível, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que infecta o revestimento interno da uretra, do colo uterino, do reto e da garganta ou a esclera (branco dos olhos).

A blenorragia pode disseminar-se através da corrente sanguínea para outras partes do corpo, especialmente para a pele e para as articulações.

Nas mulheres, ela pode ascender através do trato genital, infectando as membranas internas da pelve e causando dor pélvica e problemas relacionados à reprodução.

Sintomas

Nos homens, os primeiros sintomas normalmente manifestam-se 2 a 7 dias após a infecção. Os sintomas começam com um discreto desconforto uretral, o qual é seguido, algumas horas mais tarde, por uma dor leve a intensa durante a micção e por uma secreção purulenta proveniente do falo. Os homens apresentam uma necessidade freqüente e urgente de urinar e esta urgência piora à medida que a doença dissemina-se até a parte superior da uretra. O orifício órgão genital masculino pode tornar-se hiperemiado e edemaciado.

Nas mulheres, os primeiros sintomas podem manifestar-se 7 a 21 dias após a infecção. Freqüentemente, as mulheres infectadas não apresentam sintomas (são assintomáticas) durante semanas ou meses e a doença é descoberta apenas quando o parceiro é diagnosticado e ela é examinada como contato. Quando os sintomas ocorrem, eles geralmente são leves. No entanto, algumas mulheres apresentam sintomas graves, como a necessidade freqüente de urinar, a dor à micção, o corrimento vaginal e a febre. O colo uterino, o útero, as tubas uterinas, os ovários, a uretra e o reto podem ser infectados e causar uma dor pélvica intensa e dor durante a relação sexual.

A secreção purulenta que parece ser proveniente da uretra pode ser oriunda do colo uterino, da uretra ou de glândulas localizadas próximas à abertura vaginal.

Os homossexuais e as mulheres que praticam a relação retal podem apresentar blenorragia do reto. A doença pode causar desconforto em torno do orifício retal e secreção proveniente do reto. A área em torno do orifício retal pode tornar-se hiperemiada e em carne viva e as fezes tornam-se recobertas de muco e pus.

Quando o médico examina o reto com um anoscópio (tubo de visualização), ele pode observar a presença de muco e pus sobre a parede do reto. O sexo oral com um parceiro infectado pode acarretar blenorragia da garganta (faringite gonocócica). Normalmente, a infecção é assintomática, mas, algumas vezes, ela causa dor de garganta e desconforto durante a deglutição. Quando líquidos infectados entram em contato com os olhos, pode ocorrer uma infecção ocular externa (conjuntivite gonorréica).

Os neonatos podem ser infectados pela bactéria da blenorragia pela mãe durante o nascimento, o que causa edema de ambas as pálpebras e secreção ocular purulenta. Nos adultos, os mesmos sintomas podem ocorrer, mas, freqüentemente, apenas um olho é afetado. Quando a infecção não é tratada, pode causar cegueira. A infecção vaginal em lactentes e meninas é geralmente conseqüência de abuso sexual por adultos, mas, raramente, é decorrente da manipulação de artigos domésticos infectados.

Os sintomas podem incluir a irritação, o rubor e o edema da vulva, com uma secreção vaginal purulenta. A menina pode apresentar uma lesão na uretra ou sentir dor durante a micção. O reto também pode estar inflamado. A roupa de baixo pode estar manchada pela secreção.

Complicações

Numa rara complicação da blenorragia, a infecção dissemina-se através da corrente sangüínea até uma ou mais articulações, as quais tornam-se edemaciadas, sensíveis e extremamente dolorosas, limitando os movimentos. A infecção da corrente sangüínea também pode causar o surgimento de manchas cutâneas vermelhas e cheias de pus, febre, sensação de mal estar generalizado e dor migratória em muitas articulações (síndrome da artritedermatite). O interior do coração pode ser infectado (endocardite). A infecção do revestimento do fígado (perihepatite) causa uma dor semelhante à de uma doença da vesícula biliar. Essas infecções são tratáveis e raramente são letais, mas a recuperação da artrite ou da endocardite pode ser lenta.

Diagnóstico

O médico pode estabelecer o diagnóstico rapidamente pela identificação da bactéria (gonococo) ao microscópio. Em mais de 90% dos homens infectados, o diagnóstico pode ser estabelecido pelo exame de uma amostra da secreção uretral. No entanto, ele só pode ser feito em aproximadamente 60% das mulheres usando através de uma amostra da secreção do colo uterino.

Quando não são observadas bactérias ao microscópio, a secreção é enviada ao laboratório para cultura. Quando o médico suspeita de uma infecção da garganta ou do reto, ele envia amostras dessas áreas ao laboratório para a realização de culturas. Embora não exista um exame de sangue para o diagnóstico da blenorragia, o médico pode coletar uma amostra para determinar se o indivíduo também apresenta sífilis ou infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Alguns indivíduos apresentam mais de uma doença sexualmente transmissível.

Tratamento

Em geral, os médicos tratam a blenorragia com uma única injeção intramuscular de ceftriaxona ou com um esquema de antibióticos orais de 1 semana (normalmente a doxiciclina). Quando há disseminação da blenorragia através da corrente sangüínea, o indivíduo geralmente é internado para ser tratado e, freqüentemente, são administrados antibióticos intravenosos. Como a infecção por Chlamydia é comum tanto em homens quanto em mulheres com blenorragia, mas é de difícil diagnóstico, os pacientes recebem um tratamento com doxiciclina ou tetraciclina durante uma semana ou uma dose única de azitromicina, um outro antibiótico de ação prolongada.

Quando os sintomas recorrem ou persistem no final do tratamento, o médico pode coletar amostras para cultura para certificar-se de que o paciente está curado.

Nos homens, os sintomas da uretrite podem recorrer, uma condição denominada uretrite pós-gonocócica. A uretrite pós-gonocócica, mais comumente causada pela Chlamydia e outros microrganismos que não respondem ao tratamento com ceftriaxona, ocorre sobretudo em indivíduos que não seguem o esquema terapêutico prescrito.

Fonte: www.msd-brazil.com

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

Agente etiológico

Neisseria gonorrhoeae. Diplococos ( forma de grãos de café ) Gram negativos. No esfregaço de casos agudos encontra-se no interior das células.

Conceito

Esta é uma das mais comuns entre as doenças transmitidas sexualmente.

Excepcionalmente por via indireta ( através de toalhas e esponjas úmidas infectadas ). No recém nascido blenorréia conjuntival

A gonorréia ou blenorragia é uma infecção venérea largamente difundida no mundo inteiro, provocada por um microorganismo, o gonococo, ou Neisseria gonorrhoeae. É transmitida pelas relações anais, vaginais e orais e ainda ao nascimento por uma mãe contaminada, no momento do parto.

A gonorréia é uma enfermidade altamente contagiante, com um período de incubação variante de 24 horas a algumas dias (vinte de regra, 2 a 21).

Note-se, no entanto, e isto é muito importante, que há casos com período de incubação muito maior. Há, nos consultórios, pacientes contaminados pela gonorréia, com sintomas surgindo a 15 e mesmo mais dias após o coito infectante.

Se, de dois a oito dias depois da relação sexual, o homem ou a mulher começarem a sentir uma ardência e dificuldade ao urinar, provavelmente contrairam gonorréia.

Eles podem notar, também, um corrimento de cor amarela ou esverdeada ou até mesmo de sangue, que sai do órgão genital, no caso do homem, ou pela genitália, no caso da mulher.

Gonorréia
No homem

Gonorréia
Na mulher

Se não houver tratamento, tanto no homem como na mulher, a gonorréia pode trazer sérias consequências:

Pode causar esterilidade que é a incapacidade de ter filhos

Oode atacar o sistema nervoso, causando meningitis

Pode afetar os ossos

O coração

Para a mulher, torna-se mais difícil reconhecer a doença, principalmente se ela estiver com algum corrimento.

Na mulher, a gonorréia pode causar outra doença que provoca uma inchação muito dolorosa nos seus orgãos sexuais externos.

Essa inchação aumenta rapidamente, até começar a sair uma pus de cheiro muito forte. Com a saída do pus, a dor melhora; mas a pessoa não fica curada. Se não for feito um tratamento adequado, algum tempo depois o pus volta a se formar, a inchação retorna e a doença se agrava cada vez mais.

A gonorréia ano-retal ocorre na mulher na maioria das vezes por contaminação pela secreção vaginal; no homem, por relação retal.

Amigdalite e faringite gonocócicas: são possíveis por contatos orogenitais.

Pode ocorrer também conjuntivite gonocócica

IMPORTANTE

Nem tudo corrimento é sintoma de doença transmitida pelo ato sexual.

Corrimentos são comuns em todas as mulheres, contudo, só o médico poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado para essa doença.

ATENÇÃO!

Na mulher, a gonorréia raramente apresenta sinais, normalmente sendo descoberto pelo aparecimento de corrimento em seu parceiro sexual, pelo exame médico ou, então, quando provoca complicações.

No momento do parto, a mulher com gonorréia não tratada pode contaminar o bebê, podendo causar problemas nos olhos ( oftalmina gonocócica ) que pode levar a cegueira.

COMPLICAÇÕES

NO HOMEM

São várias as complicações a que podem levar uma blenorragia não curada ou insuficientemente tratada, como:

1 Taisonite: Infecção de uma ou das duas glândulas de Tyson, que se apresentam inchadas e dolorosas, ao lado do frênulo.

2 Litrite: Infecção das glândulas periuretrais de Littré

3 Cauperite: Inflamação de uma ou das duas glândulas de Cowper, por vezes responsável até pela cronicidade de uma blenorragia.

4 Protatite: Na forma aguda, ocorrem defecação dolorosa, febre, disúria, corrimento uretral (que pode ser espesso e mais pela manhã), além do itumescimento da glândula, que se apresenta dolorosa ao toque retal. Na forma subaguda, os sintomas são os mesmos, mas bem menos severos. Já na fase crônica, os sintomas podem nem surgirem, mas ocorre, às vezes, um certo desconforto no períneo ou no meato, bem como ocasionalmente uma pequena secreção matinal na uretra ou então, crostas no meato. Devido aos empregos dos antibióticos, a prostatite crônica é hoje, um caso raro.

5 Vesiculite: É a infecção de uma ou das duas vesículas seminais, geralmente diagnosticada não só pela coexistência da gonorréia, como, também, pelo aparecimento da hematospermia (sangue no esperma).

6 Trigonitite: Uma das características da trigonitite é o aparecimento de sangue vivo no fim da micção, devido à ruptura dos vasos sangüíneos, congestionados, do trígono, provocada pela forte contração dos músculos elevadores do orifício retal sobre a bexiga, para eliminar o restante da urina.

7 Epididimite: Infecção de um ou dos dois epidídimos.

8 Estenose: Estreitamento da uretra, obrigando a manobras tendentes a desfazer ou, ao menos, minimizar os efeitos da contrição provocada.

9 Infecção da rafe mediana do falo: Uma infecção bastante rara, e quando ocorre, se constitui na única manifestação de uma blenorragia crônica. Nota-se uma linha vermelha, ocasionada pela inflamação, que termina em um orifício minúsculo, do qual se pode fazer sair um pequenina gota de pus pela expressão manual do local.

10 Adenite inguinal: pode seguir-se de uma infecção blenorrágica, de um ou dos dois lados, com surgimento de um pouco de dor.

11 Flebite das veias penianas e linfangite da veia dorsal do órgão genital masculino: raramente são verificados estes casos em uma infeção blenorrágica, visto serem mais produtos de traumatismos.

12 Inflamação na próstata e nos testículos

13 Incapacidade de gerar filhos ( esterilidade)

NA MULHER

Como no homem, a mulher pode apresentar também uma trigonite ou uma adenite inguinal. Mas as complicações mais habituais e mais sérias são expostas a seguir:

1 Esquenite: Inflamação das glândulas de Skene.

2 Bartolinite: Inflamação das glândulas de Bartholin.

3 Salpingite: Apresenta-se sob uma variedade de denominações, das quais a mais usada é "doença inflamatória pélvica", DIP. A DIP compreende as inflamações e infeções que se situam do colo do útero para cima, atingindo, portanto, o corpo do útero, as trompas, os ovários e o peritônio pélvico.

4 Septimecia gonocócica: Rara devido aos antibióticos, é a responsável por dermatites, artrites, endocardites, perihepatites, e meningites, entre outros.

5 Vulvites: Compreendem as infeções gonocócicas representadas pela bartolinite e a esquenite, bem como pela uretrite, tratando-se de uma denominação genérica para as infecções da vulva.

6 Cistite e trigonite: Ardor ou dificuldade na micção, fluxo purulento.

7 Colpite: São as afecções mais comuns do órgão genital feminino, cujo epitélio não está protegido por uma camada córnea, sendo, assim, facilmente atacado pelos microorganismos patogênicos.

8 Endometrite cervical: São quase sempre provocadas pelo gonococo, que pode originar saplingites e perviperitonite, quando se propaga para cima; parametrite, quando de propagação lateral; e colpite, para baixo. A menstruação provoca uma exacerbação do processo inflamatório.

9 Doença inflamatória pélvica

10 Inflamação nas trompas

11 Incapacidade de engravidar (esterilidade )

Gonorréia em crianças

A infecção no recém - nascido surge pelo contato do nascituro com as secreções da mãe contaminada pela gonorréia.

Numa menina na idade pré - pubertária, tanto a vulva como a uretra não apresentam resistência à infecção pelo gonococo, daí a facilidade de uma vulvovaginite gonocócica pelo contato com adulto infectado ou objetos contaminados, como toalhas e tampas de privada.

Tratamento

O tratamento da gonorréia, como de qualquer outra moléstia, deve ser feito sempre por médicos, visto a ingestão desordenada de antibióticos, nem sempre indicados no caso, com doses insuficientes, horários de tomada erradamente estabelecidos, etc., pode dar origem a complicações por vezes sérias, com a propagação dos gonococos para a próstata, as vesículas seminais, os epidídimos e os testículos, no homem, ou para o útero, as trompas, os ovários e os anexos, nas mulheres.

Antes de tudo, a quem deseja estar livre da gonorréia, é preciso que se previna...

Prevenção

Pessoas com apenas um parceiro sexual têm menos chances de adquirir Gonorréia.

É muito importante o uso de camisinha e espermicidas. A camisinha é uma barreira entre o organismo e a bactéria causadora da Gonorréia.

Os espermicidas ajudam a eliminar qualquer micro-organismo que entre em contato com eles.

A melhor prevenção é que se tenha apenas um parceiro sexual fixo, e que ainda, haja o uso da camisinha e de espermicidas.

Fonte: www.dstfacil.hpg.ig.com.br

Gonorréia

Uma infecção genital causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae ou gonococo.

É um dos tipos mais freqüentes de uretrite masculina essencialmente transmitida pelo contato sexual.

Como se pega?

Através de um contato sexual com um(a) parceiro(a) contaminado(a). Pode haver contaminação da criança pelo gonococo durante o parto, que se não for tratada pode causar cegueira no recém-nascido.

PERIGO

A quantidade de casos é maior nos/nas jovens (entre 15 e 30 anos), sexualmente ativos/as e sem parceiros/as fixos/as. Por isso é importante usar a camisinha masculina ou a camisinha feminina em todas as práticas sexuais.

Gonorréia

Gonorréia

Quais os sintomas?

No homem o principal sintoma é o corrimento pelo cretal da urina (pus). Acompanha-se freqüentemente de ardor ao urinar.

A mulher pode apresentar um corrimento vaginal ou um "caroço" na genitália, como também pode acontecer de não apresentar sintomas.

Mas cuidado! Mesmo assim ela pode transmitir a doença para seu parceiro e durante o parto o bebê pode adquirir a doença, levando principalmente à infecção dos olhos. Além disso, se não tratada rapidamente, pode causar inflamação nas trompas e incapacidade de engravidar no futuro.

Cerca de 70% dos casos de gonorréia em mulheres não apresentam sintomas, e mesmo assim ela pode transmitir a doença, tanto para o parceiro, como para o bebê durante o parto.

SE LIGUE

Se não for tratada corretamente ou mal tratada (utilizando remédios sem indicação médica) os sintomas podem se agravar cada vez mais.

Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

Atenção!

Na mulher a gonorréia pode se desenvolver e não apresentar sintomas.

Demora entre 2 a 7 dias. Na mulher, no entanto, a doença não é facilmente identificada porque pode ser confundida com uma secreção normal.

Por causa disso nem sempre as mulheres procuram tratamento imediato, como deveria acontecer.

Como se faz o diagnóstico?

Através de exames da secreção colhida no cretal da urina (no homem) ou do colo do útero (na mulher).

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. Para isso:

SUPER LEGAL

Procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será mais adequado e eficiente.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Gonorréia

GONORRÉIA E CLAMÍDIA

A gonorréia é a mais comum das DST.

Também é conhecida pelo nome de blenorragia, pingadeira, esquentamento.

Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero.

Sinais e Sintomas

Entre dois e oito dias após relação sexual desprotegida, a pessoa passa a sentir ardência e dificuldade para urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado até mesmo com sangue que sai pelo cretal da urina, no homem, e pela uretra, na mulher.

A clamídia também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos com os da gonorréia, como, por exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no cretal da urina e dor ao urinar.

As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção. Nesses casos, pode haver complicações como dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até esterilidade.

Formas de contágio

A principal forma de transmissão da gonorréia é por meio de relação sexual com pessoa infectada, seja essa relação oral, vaginal ou retal, sem o uso de preservativo. Mesmo sem apresentar sintomas, as mulheres contaminadas transmitem a bactéria causadora da doença.

Pode ocorrer também transmissão da mãe contaminada para o bebê, durante o parto. Caso esse tipo de transmissão aconteça, corre-se o risco de o bebê ter os olhos gravemente afetados, podendo levar à cegueira.

Prevenção

Usar camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais vaginais e orais. Além da camisinha masculina ou feminina, usar lubrificantes a base de água (KY, Preserv Gel) nas relações sexuais anais.

É recomendado realizar sempre o auto-exame, observando os próprios órgãos genitais e vendo se a cor, aparência, cheiro e a pele estão saudáveis.

Tratamento

Caso não sejam tratadas, essas DST podem provocar esterilidade, atacar o sistema nervoso (causando meningite), afetar os ossos e o coração.

Atenção: corrimentos são muito comuns em mulheres.

Portanto, sua ocorrência não significa, necessariamente, sinal de DST. O médico poderá fazer seu correto diagnóstico e indicação de tratamento adequado.

Fonte: www.aids.gov.br

Gonorréia

O sinal é um corrimento amarelado ou esverdeado, ou até mesmo um pouco de sangue, que sai do órgão genital masculino e feminino ou do orifício retal.

Isto aparece de 2 a 8 dias depois da transa.

Dói para urinar e para transar.

Se não tratar logo, a pessoa pode ficar estéril (incapaz de ter filhos).

Sem tratamento a doença pode afetar o sistema nervoso, os ossos e o coração. Na mulher é mais difícil perceber os sintomas.

Por isto ela deve procurar um ginecologista (médico de mulher), sempre que sentir alguma coisa diferente em seu corpo, ou pelo menos uma vez por ano.

A gonorréia passa de uma pessoa para outra através das relações sexuais e pode ser evitada quando se usa a camisinha masculina ou a camisinha feminina. Com o tratamento a pessoa fica curada.

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Gonorréia

O que é?

A gonorréia é a mais comum das doenças sexualmente transmissíveis (DST), provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Também é conhecida pelo nome de blenorragia, pingadeira ou esquentamento.

A principal forma de transmissão da gonorréia é por meio de relação sexual com pessoa infectada, seja essa relação oral, vaginal ou retal, sem o uso de preservativo. Mesmo sem apresentar sintomas, as mulheres contaminadas transmitem a bactéria causadora da doença.

Pode ocorrer também, durante o parto, transmissão da mãe contaminada para o bebê. Caso esse tipo de transmissão aconteça, corre-se o risco de o bebê ter os olhos gravemente afetados, podendo levar à cegueira.

Manifestações clínicas

Nos homens, a gonorréia atinge a uretra (canal por onde sai a urina) e nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero.

Entre dois e oito dias após relação sexual desprotegida, a pessoa passa a sentir ardência, dor e dificuldade para urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado e, algumas vezes, até mesmo com sangue, que sai pelo canal da urina, no homem, e pelo órgão genital feminino.

Caso não seja tratada, a gonorréia pode provocar esterilidade, atacar o sistema nervoso (causando meningite), afetar os ossos e o coração.

Tratamento

Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra a gonorréia é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais. 

A gonorréia é tratada com medicamentos antibióticos específicos para a doença, que devem ser indicados pelo médico após o correto diagnóstico.

É importante ressaltar que corrimentos são muito comuns em mulheres. Portanto, sua ocorrência não significa, necessariamente, sinal de DST. Em caso de corrimento vaginal, o médico poderá fazer o correto diagnóstico e indicação de tratamento adequado.

Fonte: Ministério da Saúde, DST-AIDS

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

Doença infecciosa do trato urogenital, sexualmente transmissível. É conhecida também como gonorréia ou blenorréia.

Causa

A bactéria Neisseria gonorrhoeae é a causadora da enfermidade. Provoca desde uma infecção assintomática até um quadro agudo com alta morbidade.

Transmissão

A contaminação ocorre por via sexual. A bactéria, em geral, entra pela mucosa do trato urogenital, infectando o revestimento interno da uretra, do colo uterino e do reto. As pessoas que praticam sexo retal e oral com parceiro infectado correm o risco de apresentar blenorragia no reto ou na garganta (faringite gonocócica).

A doença pode disseminar-se para outras partes do corpo através da corrente sanguínea, principalmente para a pele e para as articulações.

Os recém-nascidos de mães doentes ou portadoras podem ser contaminados na hora do parto.

Principais sinais e sintomas

A enfermidade se apresenta de forma diferente em homens e mulheres. Em 70% dos casos femininos, a gonorréia é assintomática. Os primeiros sinais e sintomas nas mulheres manifestam-se de sete a 22 dias após a infecção, com um corrimento escasso, leitoso, muitas vezes não percebido pela paciente.

Algumas mulheres sofrem com sintomas graves, como a necessidade freqüente de urinar, dor à micção, corrimento vaginal intenso e febre.A bactéria pode subir pelo trato genital e infectar as membranas internas da pelve, causando dor pélvica, dor durante a relação sexual e problemas relacionados à reprodução.

Nos homens, os sintomas podem ser mais intensos. Aparecem normalmente de dois a sete dias após a infecção. Primeiro surge um discreto desconforto uretral que, horas depois, é seguido por uma dor de intensidade leve a intensa durante a micção. Uma secreção purulenta pode sair da genitália masculina. A necessidade freqüente e urgente de urinar piora à medida que a doença se dissemina até a parte superior da uretra. O órgão genital masculinos pode apresentar-se inflamado e inchado.

Quando a gonorréia atinge o reto, pode causar bastante desconforto em torno do orifício retal em virtude da reação inflamatória ali presente. Aparece uma secreção proveniente do reto e as fezes tornam-se recobertas de muco e pus. Se, a doença tiver sido transmitida também por sexo oral, os sintomas e sinais são dor de garganta e desconforto durante a deglutição mas, na maioria desses casos, a infecção é assintomática.

Os recém-nascidos infectados pela bactéria no parto apresentam edema em ambas as pálpebras e secreção ocular purulenta. Esses mesmos sintomas podem ocorrer nos adultos quando líquidos infectados entram em contato com os olhos.

Complicações

A infecção pode disseminar-se pela corrente sanguínea e atingir algumas articulações, provocando dor e limitando os movimentos e até mesmo, nos casos mais graves, manchas cutâneas vermelhas e com pus, febre, sensação de mal-estar generalizado e dor migratória em muitas articulações (síndrome da artrite-dermatite).

O interior do coração e o revestimento do fígado também podem ser infectados. No entanto, essas infecções são tratáveis e raramente levam a morte, embora a recuperação possa ser lenta.

Tratamento

Normalmente, os médicos tratam a gonorréia com antibióticos. Quando há disseminação da blenorragia através da corrente sangüínea, o indivíduo geralmente é internado para ser tratado e, freqüentemente, são administrados antibióticos intravenosos.

Prevenção

A educação sexual dos jovens e o uso de preservativo são as principais medidas de controle da doença.

Mariana Mesquita

Fonte: www.unimed.com.br

Gonorréia

A gonorréia é também conhecida como pingadeira, esquentamento, gota matinal  ou corrimento.

Nos homens, seus sintomas aparecem após 2 a 10 dias do contato sexual suspeito, apresentando dor e ardência para urinar e uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do órgão genital masculino), daí o termo uretrite gonocócica.

Nas mulheres, se apresenta de formas variáveis, desde quadros sem sintomas, até quadros com corrimento amarelado, viscoso e odor forte no órgão genital feminino e ou uretra.

Não sendo tratada pode apresentar complicações como infecções nos testículos e próstata nos homens e nas tubas uterinas nas mulheres, provocando dor e problemas de infertilidade.

Não raramente a Gonorréia se complica podendo causar infecções nas Articulações, Fígado; Cérebro; Amígdalas e Faringe.

A chance de contrair Gonorréia de uma pessoa infectada é de 90% a cada relação.

Mulheres grávidas podem, durante o parto, transmitirem a doença ao recém nascido, o qual apresentará uma série de complicações.

O tratamento é feito com antibióticos, pois a doença é causada por uma bactéria - Neisseria gonorrhoeae.

A prevenção é feita com o uso de preservativos e o tratamento das pessoas contaminadas e seus parceiros. 

Fonte: www.uroepm.com.br

Gonorréia

Gonorréia no homem

Sinônimos e nomes populares: blenorragia, corrimento, escorrimento ou pingadeira.

O que é?

É uma uretrite causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhea a qual, ao microscópio, assemelha-se a um pequeno rim.

Como se desenvolve ou se adquire?

A gonorréia se transmite através de relações sexuais com parceiras contaminadas. O risco de se contaminar, na primeira vez, é de 15-20%. Esse aumenta à medida que aumentam o número de relações com parceiras contaminadas. Sexo oral ou retal também transmitem gonorréia.

O que se sente?

Após o contágio, há um período chamado de tempo de incubação no qual o paciente está assintomático. Esse período varia de dois à dez dias. Logo após surge secreção com dor para urinar. A secreção aumenta em quantidade com "inchume" da uretra e pele do órgão genital masculino. A gonorréia pode ocorrer sem secreção alguma.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente junto com o exame físico fornecem elementos fundamentais para o diagnóstico.

O exame bacterioscópico de secreção, com o auxílio de corantes especiais pode ser realizado no próprio consultório, pelo médico, se houver condições. Se não, o exame bacterioscópico e bacteriológico feitos em laboratório são solicitados.

Quais as conseqüências da doença?

Não tratada, a gonorréia pode causar estreitamento uretral no homem, como também afetar órgãos adjacentes: testículos, epidídimos e próstata. Com os tratamentos modernos, essas complicações são raras.

Como se trata?

Dá-se preferência a doses únicas de antibióticos, tais como coftriaxonia. Outros antibióticos também podem ser utilizados como azitromicina, doxiclina, cefixime, ciprofloxacina.

Abstinência sexual ou relações com preservativo durante o tratamento são encorajados.

Como se previne?

A seleção criteriosa da parceira e o uso de preservativos são importantes na prevenção.

Fonte: Medcentersul

Gonorréia

Causador: Neisseria gonorrhoeae

O que é Gonorréia?

Gonorréia é uma infecção bacteriana transmitida por contato físico íntimo durante uma relação sexual. Pode ser transmitida, também, através de sexo oral e vaginal.

Quais são os sintomas da Gonoréia?

Uma pessoa com a bactéria causadora da Gonorréia começará a apresentar sintomas de 2 a 21 dias após a infecção.

No entanto, a maioria das mulheres e muitos homens não apresentam qualquer sintoma.

Homens

Dor e ardor ao urinar.

Urinar com maior freqüência.

Secreção peniana viscosa e amarelada.

Mulheres

Secreção vaginal amarelada.

Sangramento (fora do período de menstruação)

Dor e ardor ao urinar.

Dor nas costas e cólicas abdominais.

Quais exames são feitos para se diagnosticar Gonorréia?

É feito um exame em laboratório da secreção uretral (homens) ou vaginal (mulheres). O material é coletado por um médico, da uretra masculina ou cérvice uterina.

A Gonorréia é curável?

O tratamento é feito com antibióticos e o paciente fica curado. O parceiro também deve ser tratado, para que não ocorra nova transmissão.

O que ocorre se a Gonorréia não for tratada?

Se a Gonorréia não for tratada, ela pode se espalhar para órgãos pélvicos e cavidade pélvica, causando a doença inflamatória pélvica. Esta doença provoca danos irreparáveis aos órgão pélvicos e pode levar à infertilidade, tanto em homens quanto em mulheres.

Como se previne a transmissão da Gonorréia?

Pessoas com apenas um parceiro sexual têm menos chances de adquirir Gonorréia. É muito importante o uso de camisinha e espermicidas.

A camisinha é uma barreira entre o organismo e a bactéria causadora da Gonorréia. Os espermicidas ajudam a eliminar qualquer micro-organismo que entre em contato com eles.

Fonte: med.fm.usp.br

Gonorréia

O que é?

A uretrite gonocócica, como também é conhecida a gonorréia, é causada pela Neisseria gonorrhoeae. É um dos tipos mais comuns de uretrite masculina.

Causa infecção e inflamação na mucosa uretral. Sua característica marcante é a presença de corrimento abundante pela uretra do homem ou pela uretra ou órgão genital feminino da mulher.

Pode ficar incubada por um período de 2 a 5 dias.

Transmissão

É transmitida somente pelo contato sexual. Atinge mais jovens que são sexualmente ativos e não têm parceiros fixos. A possibilidade de contaminação após o relacionamento com um parceiro doente é de 90%.

Sintomas

O primeiro sintoma que aparece é a sensação de coceira que se estende por toda a uretra. Depois de alguns dias, um ardor ao urinar também torna-se um sintoma seguido de um corrimento.  

Algumas pessoas podem ter febres. 

As mulheres, na maioria dos casos, não sentem os sintomas mas, mesmo assim, podem transmitir ao homem. 

Complicações

A gonorréia pode trazer algumas complicações para os homens como: artrite, meningite, faringite, prostatite, infecção ocular, entre outras.  

A mulher, se não for tratada, pode se tornar infértil e, se estiver grávida, pode abortar. Pode ocorrer também o parto prematuro, gravidez ectópica, , pneumonia, otite média do recém-nascido, entre outras complicações.

Exames

Há dois tipos de exames que podem ser feitos: o exame de amostras uretrais com a utilização da coloração Gram, que é mais específico para homens e a cultura em meio específico de Thayer-Martin. Este último é mais indicado para as mulheres e para casos suspeitos de resultados negativos.

Tratamento

O tratamento é feito a base de antibióticos. Durante o tratamento, os portadores de gonorréia devem suspender as relações sexuais, evitar bebidas alcoólicas e conversar com seu parceiro ou parceira para aderir ao tratamento, já que o risco de transmissão é altíssimo.

Fonte: www.soropositivo.org

Gonorréia

A gonorréia ou blenorragia é a mais famosa dentre as doenças sexualmente transmissíveis, sendo causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae (gonococo). É transmitida pelo sexo vaginal, retal ou oral. 

Quadro Clínico

Seus sintomas manifestam-se de dois a trinta dias após a contaminação, os quais diferem na mulher e no homem, que apresenta o quadro infeccioso mais aparente, caracterizado pela uretrite, infecção da uretra, canal por onde sai a urina. Essa infecção produz uma secreção purulenta (pus) amarelo-esverdeada, de forte cheiro que sai pela uretra, principalmente pela manhã, provocando ardor ao urinar, micção freqüente e febre baixa, além de edema e inflamação do prepúcio ou pelo reto, sintoma freqüente nos homossexuais e nas mulheres que praticam sexo retal.

A infecção quando não tratada pode acometer áreas extra-genitais determinando inflamações na próstata, vesículas seminais, epidídimos, pele, articulações dos dedos, articulações do joelho, endocárdio, fígado, meninges, além do desenvolvimento de outras complicações como estreitamento da uretra e a esterilidade. 

Muitas mulheres são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas da doença ou então apresentam efeitos muito brandos que não chegam a ser percebidos.

Quadros agudos apresentam corrimento intenso e fétido, mas na maioria das vezes, ocorre apenas inflamação do colo do útero e inflamações das glândulas para-uretrais, traduzidos por leve corrimento vaginal, irritação da vulva e órgão genital feminino, dores e pequena ardência ao urinar, o que se torna um complicador, porém a evolução da doença, por falta ou erro de tratamento, pode causar a esterilidade devido aos problemas de deformação das trompas.  

A Neisseria gonorrhoeae pode causar oftalmias em adultos geralmente por auto-inoculação e em recém-nascidos por contaminação durante parto, onde a mãe contaminada, ao dar à luz, transmite a infecção ao recém-nascido. Para evitar este tipo de transmissão utiliza-se a aplicação do colírio de nitrato de prata nos olhos do bebê (técnica de Credè), procedimento este obrigatório em todas as maternidades. 

Diagnóstico Laboratorial

Coleta de material uretral pela coloração de Gram;

Cultura em meio de Thayer-Martin.

Tratamento

Ao suspeitar que tenha contraído a gonorréia abstenha-se de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário. Não ponha em risco a saúde de outra pessoa, que inocentemente concorda em fazer sexo com você, seja honesto com a sua consciência e com o seu parceiro e avise-o para que procure o tratamento adequado.  

O tratamento da gonorréia é feito com antibióticos específicos, porém uma das maiores dificuldades para o diagnóstico correto dessa doença é que a maior parte dos pacientes antes de procurar o urologista ou ginecologista recorrem a tratamentos caseiros indicados por parentes ou vizinhos ou aos balconistas de farmácias.

Essa prática evidentemente dificulta o tratamento adequado. 

Ofloxacina 400mg VO dose única

Iprofloxacina 500mg VO dose única

Ceftriaxone 250mg IM dose única

Tianfenicol 2,5g VO dose única   

Prevenção

Evite o contato com as secreções do doente.

Evite parceiros que exalam mau cheiro do corpo ou genitais, isso é um dos sinais de descuido com a saúde e higiene.

Evite múltiplos parceiros.

Desconfie de qualquer secreção ou corrimento incomuns dos seus genitais e do seu parceiro.

Aborte o ato sexual caso perceba erupções no corpo do seu parceiro, além de manchas, feridas ou cortes nos genitais. Lembre-se, a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual.

Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual.

Tome banho ou pelo menos lave os genitais com água e sabão após cada ato sexual.

Urine imediatamente após o ato sexual.

Fonte: www.inf.furb.br

Gonorréia

O Que é Gonorréia ?

É uma doença infecto-contagiosa que causa um corrimento (secreção) purulenta na uretra do homem e da mulher.

Com freqüência causa uma coceira na uretra e uma ardência na hora de urinar. Nas mulheres estes sintomas são mais brandos .

Ela é perigosa ?

Se não tratada ela pode gerar abortos espontâneos, parto prematuro, infertilidade, meningite, miocardite, gravidez ectópica (o feto fica fora do útero), entre outras.

Ela pode ser tratada ?

Existem antibióticos que conseguem acabar com a Neisseria gonorrhoeae, que é a bactéria causadora da Gonorréia.

Basta procurar um posto de saúde e o médico os indicará.

Como ela é transmitida ?

Ela é transmitida pelo ato sexual sem prevenção. Apenas uma transa com o parceiro contaminado é suficiente para se contrair essa doença.

É importante lembrar que algumas vezes a Gonorréia pode ser inicialmente assintomática e, portanto, o fato da pessoa não apresentar sintoma nenhum não é garantia de que ela esteja livre da doença. Daí a enorme importância da prevenção.

Como prevenir ?

A única prevenção eficiente para essa doença é a prática do sexo seguro, ou seja, com o uso da camisinha. Ter uma vida sexual saudável também é importante.

Fazer sexo indiscriminadamente com diversos parceiros aumenta consideravelmente a probabilidade de se contrair, não só gonorréia, más as diversas outras doenças.

Fonte: www.virtual.epm.br

Gonorréia

A Gonorreia é uma Doença Sexual Transmissível causada por uma bactéria (Neisseria gonorroheae). A Gonorreia pode afectar homens e mulheres.

É transmitida de pessoa para pessoa durante sexo vaginal, retal ou oral. Pode ser encontrada na faringe, genitália, uretra e orifício retal.

Os recem-nascidos podem ser infectados à nascença com possíveis danos oculares.

Gonorréia
Gonorreia

Quais os sintomas da gonorreia?

Os sintomas aparecem normalmente 10 dias após a exposição.

Órgão Genital Masculino

Uretrite purulenta no órgão genital masculino ou no orifício retal. Dor ou comichão na glande. Ocasionalmente inchacho no órgão genital masculino. Dor ao urinar. Ocasionalmente a uretrite pode desaparecer sem tratamento mas a infecção mantem-se.

Órgão Genital Feminino

Cervicite. Dor na parte inferior do abdomem principalmente durante relação. Hemorragia. Dor ao urinar. Cerca de 50% das mulheres nesta situação não têm sintomas e estes podem ser confundidos com outras DSTs.

Faringe

Se existe infecção na faringe usualmente não existe sintomas mas pode causa "garganta seca". A gonorreia é mais transmissível para a faringe em relação falo/boca do sexo vaginal/boca. Estudos demonstraram que a gonorreia na faringe desaparece sem necessidade de tratamento até 3 meses depois da infecção.

Reto

Se existe infecção no reto pode haver libertação de pus on stools, dor espasmos e comichão no reto. Como em outros casos de gonorreia podem não haver sintomas.

A gonorreia é perigosa?

Sim!

O homem pode desenvolver infecções nos testículos que podem ser dolorosas e causar esterilidade.

No caso da mulher também pode originar estirilidade.

A Doença Inflamatória Pelvica , uma infecção grave da mulher, é um resultado comum de uma infecção da gonorreia não tratada, esta infecção pode causar danos no aparelho reprodutor e aumentar as probabilidades de uma gravidez tópica.

Como se trata a gonorreia?

Normalmente resolve-se através de medicação diária (duas a quatro vezes ao dia) durante uma semana. Tome todas as doses indicadas mesmo depois de se sentir melhor.

Evite sexo pelo durante o tratamento e após uma semana do mesmo estar completo.

Os seus parceiros deve ser examinado e tratado. Caso contrário poderá reinfectá-lo ou infectar outras pessoas.

Como posso evitar o contágio pela gonorreia?

Antes de mais proteja-se.

Fonte: www.crazymania.com.br

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção (corrimento) purulenta pela uretra no homem e uretra na mulher.

Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional).

Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).

Sinônimos: Uretrite Gonocócica, Blenorragia, Fogagem

Agente: Neisseria gonorrhoeae

Complicações e Consequências

Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença Inflamatória Pélvica. Infertilidade. Epididimite. Prostatite. Pielonefrite. Meningite. Miocardite. Gravidez ectópica. Septicemia, Infecção ocular, Pneumonia e Otite média do recém-nascido. Artrite aguda etc.

Transmissão

Relação sexual

O risco de transmissão é superior a 90%, isto é, ao se ter um relacionamento sexual com um(a) parceiro(a) doente, o risco de contaminar-se é de cerca de 90%.

O fato de não haver sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta a transmissibilidade da doença.

Período de Incubação: 2 a 10 dias

Tratamento: Antibióticos.

Prevenção: Camisinha. Higiene pós-coito.

Gonorréia
Uretrite gonocócica (no homem)

Gonorréia
Vaginite gonocócica

Gonorréia
Oftalmia gonocócica

Fonte: www.dst.com.br

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

É uma DST caracterizada secreção purulenta (amarelada) na uretra do homem e mulher.

Inicia-se geralmente com coceira e ardência para urinar.

É ainda hoje, uma das DSTs mais comuns por muitas vezes não apresentar sintomas importantes na mulher,sendo causada por uma bactéria: a Neisseria gonorrhoeae.

Transmissão

É de transmissão muito fácil ao contato sexual, aparecendo os sintomas entre 2 a 10 dias após a relação com parceiro infectado.

Complicações do tratamento tardio ou não tratamento

Se não diagnosticada a tratada precocemente, pode ocasionar:

Na mulher

Abortamentos, parto prematuro, doença inflamatória pélvica, infeção uterina pós-parto

No homem

Epididimite. prostatite

Em ambos os sexos

Infertilidade, infecção renal, meningite, miocardite septicemia , artrite aguda

No recém-nascido

Baixo peso,conjuntivite gonocócica, otite média,etc.

Por relações anais

Secreção retal além dos já citados para o homem.

Tratamento

Os parceiros devem ser comunicados e tratados com antibióticos ao mesmo tempo.

Prevenção

Preservativo e boa higiene

Fonte: www.drsergio.com.br

Gonorréia

Gonorréia ou Blenorragia

A Gonorréia, ou também chamada de Blenorragia, é uma das mais freqüentes entre as DSTs.

É causada por uma bactéria chamada Neisseria Gonorrhoeae (Gonococo). Esta é uma DST de transmissão essencialmente sexual, e altamente contagiosa.

Sua contaminação pode ocorrer, tanto no sexo vaginal, quanto no retal e oral, causando esta doença em localizações diferentes e com sintomas e características próprias.

Transmissão

Assim como as outras DSTs de transmissão essencialmente sexual os adultos não pegam Gonorréia por roupas íntimas contaminadas ou vaso sanitário sujo.

Porém as crianças, especialmente as meninas até a adolescência o contato direto, não sexual, com o Gonococo, através do adulto infectado ou objetos recém-contaminados como toalhas e tampas de vasos sanitários podem provocar à doença. Isso porque na menina a vulva e a uretra não apresentam resistência à infecção, diferentemente da mulher adulta.

O Gonococo não ultrapassa a barreira placentária e portanto não é transmitido da mãe para o filho intrauterinamente, todavia ao nascer por parto normal, a criança pode entrar em contato com secreções maternas contaminadas e adquirir uma infecção ocular pelo Gonococo, que é a conjuntivite gonocócica.

Sintomas

Os sintomas esta doença vão depender principalmente da porta de entrada, ou seja, do local onde o Gonococo foi introduzido, e isto depende do tipo de coito onde se deu a contaminação. No coito vaginal, os sintomas surgem cerca de 2 a 5 dias após o contágio, mas podem demorar até 15 dias para aparecer.

Os sintomas são:

No homem

Coceira na uretra (cretal do falo);

Ardência e dor ao urinar;

Secreção purulenta (parecida com pus) que pode ser amarelada, esverdeada ou até escurecida quando há sangue misturado, saindo da uretra por vezes abundantemente e com odor forte;

Pode ocorrer vontade freqüente de urinar (polaciúria) e um urinar bem doloroso "gota a gota" (estrangúria).

Na mulher

Coceira e ardência;

Corrimento purulento quase sempre com odor forte;

Polaciúria e estrangúria surgem em casos mais complicados.

Já no coito oral pode ocasionar faringite ou amigdalite gonocócicas em ambos os sexos. E no retal, o que pode acontecer é haver dor ao evacuar prurido e ardência anais e presença de pus e sangue nas fezes, além da vontade constante e dolorosa de evacuar sem conseguir, tanto na mulher quanto no homossexual passivo.

São inúmeras e bastante graves as complicações de uma Gonorréia não tratada, tratada errado ou insuficientemente.

O Gonococo pode se propagar ascendendo pelas vias urogenitais causando infecção de estruturas ao longo deste percurso podendo acarretar esterilidade ou impotência sexual.

No homem pode infeccionar glândulas, como a próstata podendo levar à queixa de impotência progressiva ou até os testículos onde pode haver diminuição da produção de espermatozóides e consequentemente infertilidade.

Na mulher pode infeccionar o útero ou as trompas, que causam fortes dores na barriga, principalmente durante o relacionamento sexual.

Outra possibilidade, felizmente mais difícil, é a infecção de outras áreas fora do trato genital, como:

Coração (endocardite gonocócica)

Articulações (artrite gonocócica)

Meninges cerebrais (meningite gonocócica)

Fígado.

Finalmente, uma mais grave e rara complicação é a infecção generalizada por Neisseria gonorrhoeae, que pode ser fatal.

Tratamento

O tratamento da Gonorréia, como de qualquer outra moléstia, deve ser feito sempre por médicos, visto que a ingestão desordenada de antibióticos, nem sempre indicados para o caso, com doses insuficientes, horários de tomada erradamente estabelecidos, etc., pode dar origem a complicações por vezes sérias, como a propagação dos gonococos para a próstata, as vesículas seminais, os epidídimos e os testículos, no homem, ou para o útero, as trompas e os ovários nas mulheres.

Por outro lado, a administração errada de antibióticos dá origem ao aparecimento de resistência à ação dos mesmos, agravando cada vez mais o quadro desta moléstia em todo o mundo.

Seguindo-se as recomendações médicas com zelo a doença pode desaparecer por completa sem deixar qualquer vestígio.

Fonte: www.cefetsp.br

Gonorréia

Trata-se de uma doença infecto-contagiosa bacteriana, sexualmente transmissível, que se caracteriza pela presença de abundante secreção (corrimento) purulenta pela uretra no homem e genitália e/ou uretra na mulher.

Este quadro freqüentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência durante a micção). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre.

Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes, passando a ser uma portadora da infecção, sem qualquer manifestação, que é o que acontece na maioria dos casos.

Também conhecida como "Esquentamento", Uretrite Gonocócica, Blenorragia.

MICRORGANISMO CAUSADOR

É causada por uma bactéria na forma de diplococo, a Neisseria gonorrhoeae ou gonococo.

COMPLICAÇÕOES EVENTUAIS

Aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto, Doença Inflamatória Pélvica, Bartolinite, Infertilidade, Epididimite, Prostatite, Pielonefrite, Meningite, Miocardite, Endocardite, Gravidez ectópica, Septicemia, Infecção ocular , Pneumonia, Otite média do recém-nascido, Artrite aguda de joelho etc.

TRANSMISSÃO

Transmite-se através da relação sexual, de maneira extremamente fácil entre parceiros contaminados.

A possibilidade de transmissão por um indivíduo contaminado para o seu parceiro durante o ato sexual é superior a 90%.

O fato de a mulher não apresentar sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta o risco da transmissibilidade da doença.

TEMPO DE INCUBAÇÃO: Variável em torno de 02 a 10 dias.

TRATAMENTO: Uso de Antibióticos por via sistêmica.

MODO DE PREVENÇÃO: Como toda doença sexualmente transmissível, a prevenção segura só é possível com o uso habitual de preservativo (camisinha) e hábito de higiene após o ato sexual.

Fonte: www.rafe.com.br

Gonorréia

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição

A Gonorréia é uma doença infecciosa do trato genital, de transmissão sexual, que pode determinar desde infecção assintomática até doença manifesta, com alta morbidade. Clinicamente, apresenta-se de forma completamente diferente no homem e na mulher. Nesta, cerca de 70 a 80% dos casos femininos, a doença é assintomática. Há maior proporção de casos em homens.

Gonorréia no Homem

Consiste em um dos tipos mais freqüentes de uretrite masculina do qual o sintoma mais precoce é uma sensação de prurido na fossa navicular que vai se estendendo para toda a uretra. Após 1 a 3 dias, o doente já se queixa de ardência miccional (disúria), seguida por corrimento, inicialmente mucóide que, com o tempo, vai se tornando, mais abundante e purulento.

Em alguns pacientes, pode haver febre e outras manifestações de infecção aguda sistêmica. Se não houver tratamento, ou se esse for tardio ou inadequado, o processo se propaga ao restante da uretra, com o aparecimento de polaciúria e sensação de peso no períneo; raramente observa-se hematúria no final da micção.

Gonorréia na Mulher

Embora a infecção seja assintomática na maioria dos casos, quando a infecção é aparente, manifesta-se sob a forma de cervicite que, se não for tratada corretamente, resulta em sérias complicações. Uma cervicite gonocócica prolongada, sem tratamento adequado, pode se estender ao endométrio e às trompas, causando doença inflamatória pélvica (DIP).

Esterilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica são as principais seqüelas dessas infecções. Em razão disso, é importante, como rotina, avaliação criteriosa de riscos mediante realização da anamnese e sinais clínicos observáveis ao exame ginecológico. Alguns sintomas genitais leves, como corrimento vaginal, dispareunia ou disúria, são freqüentes na presença de cervicite mucopurulenta.

O colo uterino pode ficar edemaciado, sangrando facilmente ao toque da espátula. Verifica-se presença de mucopus no orifício externo do colo. Os recém-nascidos de mães doentes ou portadoras de infecção desta etiologia no cérvice uterino podem apresentar conjuntivite gonocócica devido à contaminação no canal de parto.

Sinonímia: Blenorragia, blenorréia, esquentamento, pingadeira, purgação, fogagem, gota matutina, gono e uretrite gonocócica.

Agente Etiológico: Neisseria gonorrhoeae, diplococo gram-negativo.

Reservatório: O homem.

Modo de Transmissão da Gonorréia: Contato sexual.

Período de Incubação: Geralmente, entre 2 e 5 dias.

Período de Transmissibilidade

O risco de transmissão de um parceiro infectado a outro é de 50% por ato. Pode durar de meses a anos, se o paciente não for tratado. O tratamento eficaz rapidamente interrompe a transmissão.

Complicações

Dentre as complicações da uretrite gonocócica no homem destacam-se: balanopostite, prostatite, epididimite, estenose uretral (rara), artrite, meningite, faringite, pielonefrite, miocardite, pericardite, septicemia. A conjuntivite gonocócica em adultos não é um quadro raro e ocorre basicamente por auto-inoculação.

Também pode ocorrer a síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (peri-hepatite gonocócica) na doença sistêmica. A orquiepididimite poderá provocar diminuição da fertilidade, levando até mesmo esterilidade.

Na mulher, quando a Gonorréia não é tratada, a infecção ascendente de trompas e ovários pode caracterizar a chamada doença inflamatória pélvica (DIP), a mais importante complicação da infecção gonocócica na mulher. A DIP pode estar relacionada com endometrite, salpingite e peritonite. Alterações tubárias podem ocorrer como complicação dessa infecção, levando 10% dos casos à oclusão das trompas de falópio e à infertilidade. Naqueles casos onde não ocorre obstrução, o risco de desenvolvimento de gravidez ectópica é bastante elevado.

Diagnóstico

Clínico, epidemiológico e laboratorial. Esse último é feito pela coloração de Gram ou pelos métodos de cultivo. No exame bacterioscópio dos esfregaços, devem ser observados diplococos gram-negativos, arranjados aos pares. Thayer-Martin é o meio específico para a cultura.

Pode-se utilizar também métodos de amplificação de ácidos nucléicos, como a ligase chain reaction, mas têm custos mais elevados, quando comparados com o gram e a cultura.

Diagnóstico Diferencial

Infecção por clamídia, ureaplasma, micoplasma, tricomoníase, vaginose bacteriana e artrite séptica bacteriana.

Tratamento

Deve ser utilizada uma das opções a seguir: Ciprofloxacina, 500 mg, VO, dose única; Ofloxacina, 400 mg, VO, dose única; Ceftriaxona, 250 mg, IM, dose única. Existem evidências de altos índices de resistência desse agente à antibioticoterapia convencional. O Ministério da Saúde recomenda tratar simultaneamente Gonorréia e clamídia, com Ciprofloxacina, 500mg, dose única, VO, mais Azitromicina, 1 g, dose única, VO, ou Doxiciclina, 100 mg, de 12/12 horas, por 7 dias.

Características Epidemiológicas

Doença de distribuição universal que afeta ambos os sexos, principalmente adultos jovens sexualmente ativos.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos

Interromper a cadeia da transmissão por meio da detecção e do tratamento precoces dos casos e dos seus parceiros (fontes de infecção); prevenir novas ocorrências por meio de ações de educação em saúde.

Notificação

Não é doença de notificação compulsória nacional. Os profissionais de saúde devem observar as normas e procedimentos de notificação e investigação de estados e municípios.

MEDIDAS DE CONTROLE DA GONORRÉIA

Interrupção da cadeia de transmissão pela triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros, para diagnóstico e terapia adequados.

Aconselhamento

Orientações ao paciente, fazendo com que observe as possíveis situações de risco presentes em suas práticas sexuais e que desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais. Informações no que se refere a comportamentos preventivos.

Promoção do Uso de Preservativos

Método mais eficaz para a redução do risco de transmissão do HIV e outras DST. Convite aos parceiros para aconselhamento e promoção do uso de preservativos (deve-se obedecer aos princípios de confiabilidade, ausência de coerção e proteção contra a discriminação). Educação em saúde, de modo geral.

Observação

As associações entre diferentes DST são freqüentes, destacando-se a relação entre a presença de DST e o aumento do risco de infecção pelo HIV, principalmente na vigência de úlceras genitais. Desse modo, se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento, pré e pós-teste, para a detecção de anticorpos anti-HIV, quando do diagnóstico de uma ou mais DST, essa opção deve ser oferecida ao paciente.

Considera-se que toda doença sexualmente transmissível constitui evento sentinela para busca de outra DST e possibilidade de associação com o HIV. É necessário, ainda, registrar que o Ministério da Saúde preconiza a “abordagem sindrômica” aos pacientes com DST, visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças. O propósito desse tipo de abordagem é reduzir a incidência dessas doenças.

Fonte: www.medicinanet.com.br

Gonorréia

Gonorréia, também chamada de blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, é uma doença infectocontagiosa sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Neisseria gonorrheae, que infecta especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo.

Eventualmente, essa bactéria se dissemina pela corrente sangüínea, agride as grandes articulações ou causa feridas na pele. Ela pode também ser transmitida para a criança pela mãe no momento do parto. A prática de sexo oral e de sexo retal pode levá-la para a região retal e da orofaringe, resultando em obstrução do canal retal e alterações da voz.

Sintomas

A partir do momento em que penetra no canal da uretra, a bactéria da gonorréia provoca inflamação local, infecção, dor ou ardor ao urinar e saída de secreção purulenta através da uretra.

Nos homens, em geral, a doença provoca sintomas mais aparentes (secreção purulenta, ardor, eritema), mas, nas mulheres, pode ser assintomática.

Diagnóstico

O período de incubação que vai desde a relação desprotegida, sem preservativo, até as primeiras manifestações da doença, é curto; às vezes de 24 horas. Por isso, uma das maneiras de fazer o diagnóstico clínico da doença é perguntar quanto tempo depois da relação sexual apareceu a lesão e se a secreção lembra pus e está manchando as roupas íntimas.

O histórico do paciente acompanhado do exame clínico pode definir o diagnóstico de gonorréia e a comprovação é feita através de exames laboratoriais específicos.

Normalmente, não se colhe o pus que é eliminado, porque já sofreu a ação de enzimas e nem sempre contém bactérias. Despreza-se esse primeiro pus e colhe-se o material diretamente da uretra. É um exame rápido - em 15 minutos, está pronto o resultado - barato e indolor, mas importantíssimo para definir o agente etiológico da doença.

Tratamento

A penicilina benzatina usada no passado já não mata mais a Neisseria gonorrheae, porque a automedicação foi selecionando cepas cada vez mais resistentes. Por isso, atualmente, utilizamos a azitromicina e uma série de outros antibióticos, mas damos preferência às medicações ministradas em doses únicas assistidas, ou seja, o paciente toma o remédio na frente do médico.

O tratamento da gonorréia é simples, barato e está disponível gratuitamente na maioria dos postos de saúde.

Não tratada, a gonorréia pode atingir vários órgãos. Nos homens, a infecção alcança o testículo e o epidídimo e pode causar infertilidade.

Nas mulheres, chega ao útero, às trompas e aos ovários e provoca um processo inflamatório que, além da infertilidade, é responsável por uma complicação grave, às vezes, fatal, chamada doença inflamatória da pélvis.

Recomendações

Use preservativos nas relações sexuais. Essa é a única forma de evitar o contágio com a bactéria da gonorréia;

Procure assistência médica ao primeiro sinal de corrimento ou secreção purulenta, coceira ou ardor ao urinar;

Siga rigorosamente a prescrição médica para ter certeza de que a bactéria foi eliminada por completo.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

Gonorréia

É uma doença sexualmente transmissível (DST), conhecida também como gonorréia ou uretrite gonocócica, causada pelo diplococo Neisseria gonorrheae ou gonococo de Neisser.

A incidência da doença é maior nos indivíduos jovens (entre 15 e 30 anos), sexualmente ativos e sem parceiro fixo. Consiste num dos tipos mais freqüentes de uretrite masculina, atingindo todas as raças humanas.

Há uma variação individual considerável quanto à resistência à doença: alguns indivíduos são muito resistentes, outros incrivelmente suscetíveis.

A transmissão não-venérea é responsável por duas formas especiais de infecção gonocócica: oftalmia gonocócia neonatal e vulvovaginite aguda, em meninas.

Todos os hospitais têm uma rotina obrigatória: pingam-se duas gotas de uma solução de nitrato de prata nos olhos de todas as crianças recém-nascidas. Este procedimento é conhecido como método de Credé e previne a afecção blenorrágica dos olhos do bebê, em caso de a mãe ser portadora de blenorragia.

Contaminados os olhos da criança, ocorre uma inflamação que incha as pálpebras tornando impossível o movimento espontâneo. Com a fase purulenta, aparecem ulcerações na córnea, extravasamento de líquidos e, finalmente, a cegueira.

Sintomatologia

Tanto no homem quanto na mulher, os sintomas surgem de 3 a 9 dias depois do contágio. Na mulher, na maioria das vezes, ela não sabe que contraiu a doença.

De cada cinco mulheres infectadas, quatro não apresentam nenhum sintoma. No homem, o primeiro sintoma é a queimação ao urinar, decorrente da inflamação da uretra, seguido de um corrimento amarelado, cada vez mais abundante, acompanhado de prurido uretral.

Com a progressão da infecção, ocorrem freqüentemente ereções dolorosas, eliminação de sangue na urina e dores na evacuação.

Inicialmente a infecção se localiza na uretra, daí se propagando a outros órgãos do sistema urinário e genital, ocasionando graves complicações, em casos negligenciados.

No homem, poderão ocorrer infecções secundárias na próstata, nas vesículas seminais, no epidídimo e raramente nos testículos, dando origem à supuração crônica persistente e de localização profunda. Há formação de abscessos e destruição dos tecidos, levando à estenose uretral e à esterilidade permanente.

Na mulher, poderá acontecer infecção das tubas uterinas (salpingite), fechando o orifício abdominal ou tornando-se aderente ao ovário. Com a progressão, poderá causar doença inflamatória pélvica (DIP), levando à esterilidade. Além da localização geniturinária, pode o gonococo implantar-se no reto (proctite), na conjuntiva ocular, nas articulações (artrite gonocócica), no endocárdio (endocardite) e nas meninges (meningite).

Como os sintomas da blenorragia na mulher são pouco aparentes, principalmente na forma crônica, o médico freqüentemente terá de determinar um exame microscópico da secreção vaginal, denominado bacterioscopia do corrimento.

Profilaxia

Na prevenção, são importantes a higiene e o uso de preservativos. A ausência de sintomas, principalmente nas mulheres (70 a 80% dos casos), torna muito difícil o controle da doença. No tratamento, em geral, doses altas de penincilina. A doença não cria imunidade, daí serem possíveis reinfecções.

Importante

Nem todo corrimento é sintoma de doença transmitida pelo ato sexual. Corrimento é comum em todas as mulheres, e só o médico poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado.

Fonte: www.catho.com.br

Gonorréia

A gonorréia é também conhecida pelos nomes: blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, corrimento, escorrimento e pingadeira. É uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que afeta, principalmente, a uretra, tanto de homens quanto de mulheres. 

Gonorréia
Gonorréia

Como é uma DST (doença sexualmente transmissível), a prática sexual desprevenida - inclusive retal e oral - é uma forma de transmissão. Assim, reto e faringe podem, também, se comprometer. A probabilidade de contaminação após o relacionamento com um parceiro doente é de 90%.

Bebês correm o risco de serem infectados por suas mães, no momento do parto, apresentando danos oculares.

Algumas mulheres podem ter a doença sem, no entanto, apresentarem sintomas. Estes aparecem aproximadamente dez dias após o contato. Nestas, dores na região inferior do abdome, hemorragia e dor ao urinar podem aparecer. Nos homens, inflamação, incômodo ao urinar e secreção com pus – características semelhantes às que ocorrem quando há infecção retal. Ínguas na região da virilha podem aparecer.

Raramente, a bactéria se dissemina pela circulação sanguínea. Tal fato pode desencadear danos à epiderme, articulações, cérebro, faringe, olhos e válvulas cardíacas.

O diagnóstico é feito pela análise do histórico do paciente e exame da secreção. O tratamento é feito com o uso de antibióticos, geralmente em dose única. A penicilina deixou de ser utilizada em razão da grande resistência que as bactérias adquiriram a ela. No caso da gonorréia ocular, chamada conjuntivite gonocócica, é acrescido o uso de colírios de nitrato de prata.

Muitos postos de saúde distribuem as medicações gratuitamente.

Relações sexuais e bebidas alcoólicas devem ser evitadas neste período e por mais uma semana após o tratamento. Os parceiros de pessoas infectadas devem, também, se consultar, a fim de verificar se houve contágio.

Não tratada de forma correta, pode causar infecção dos órgãos do sistema genital, com condições de originar esterilidade.

O uso da camisinha (ou abstinência sexual) e o pré-natal são as únicas formas de evitar a gonorréia.

Fonte: drandre.site.med.br

Gonorréia

A gonorréia é doença infecciosa do trato urogenital, bacteriana, transmitida quase que exclusivamente por contato sexual ou perinatal.

Acomete primariamente as membranas mucosas do trato genital inferior e menos freqüentemente aquelas do reto, orofaringe e conjuntiva. Trata-se de afecção de manifestações clínicas pleomórficas, variando desde a ausência total de sintomas até a ocorrência de salpingite aguda, uma das causas mais comuns de infertilidadefeminina no mundo. Além disso, são conseqüências adicionais importantes as infecções bacteriêmicas, a conjuntivite neonatal e a epididimite aguda23.

A gonorréia encontra-se entre as mais antigas doenças humanas conhecidas, havendo referências da uretrite venérea nos escritos chineses, no Velho Testamento bíblico e em outras literaturas da antiguidade. O nome gonorréia origina-se do grego e foi Galeno (130-200 d.C.) que assim a denominou – gonorréia (gonos = espermatozóide + rhoia = corrimento), pela confusão do exsudato purulento com sêmen22.

Neisser em 1879 descreveu o organismo e Leistikow e Loeffler o cultivaram em 1982, quando recebeu a denominação de Neisseria gonorrhoea22.

Embora se observasse que infecções não tratadas curavam-se espontaneamente em dias ou em algumas semanas, reinfecções mostravam-se comuns, embora não se dispusesse de métodos capazes de diferenciar entre gonorréia recorrente e uretrite não-gonocóccica. Muitas terapias foram tentadas, mas somente com o advento das sulfonamidas na década de 30 e da penicilina em 1943, houve a disponibilização de terapêutica eficaz.

Durante 80 anos, o conhecimento a respeito do agente causal e da patogenia da gonorréia permaneceu escasso, porém no início dos anos 70 tem início uma nova era na informação a respeito da doença, e nos anos 90 uma revolução considerável ocorre no conhecimento da biologia molecular do gonococcus, que nos permite com mais detalhes entender os mecanismos de interação entre este agente e o homem.

A gonorréia tem-se demonstrado de difícil controle na maioria das populações e permanece um exemplo primário da influência que os fatores demográficos, sociais e comportamentais exercem na epidemiologia de uma doença infecciosa, apesar da disponibilidade de uma terapêutica antimicrobiana eficaz.

Considerando a mudança de conhecimentos a respeito da gonorréia, ocorrida nos anos 90, podemos dividir essa doença em duas fases: a gonorréia antes dos anos 90 e a dos anos 90, essa última caracterizada pelo desvendar das interações patógeno-hospedeiro, dos mecanismos de doença próprios do gonococcus, de seus tipos de resistência e da associação entre gonorréia e infecção pelo HIV, sendo essa última capaz de provocar uma mudança na história natural da
gonorréia e de tornar a terapêutica mais difícil.

Os autores registram a importância da abordagem sindrômica das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), pois se de um lado essa abordagem perde um pouco em especificidade, de outro, ganha enormemente em termos do aumento da sensibilidade no diagnóstico e na abordagem terapêutica dos pacientes com DST, e dentre essas, das doenças com corrimento, destacadamente a gonorréia.

Do ponto de vista do ensino médico impõe-se que os profissionais de saúde em formação, pelo menos os alunos de graduação de medicina e enfermagem e os médicos residentes de doenças infecciosas e da dermatologia tenham acesso e sejam treinados tanto na abordagem clássica do paciente com gonorréia como na abordagem sindrômica.

Diante da transição epidemiológica que vivemos, da situação de saúde de nossa população e da assistência médica ofertada em nossa rede de serviços de saúde, o fator mais importante da abordagem das DST encontra-se no controle das fontes de infecção, o que só será possível aumentando a cobertura com a abordagemsindrômica, incluindo, o manejo e orientação corretos dos parceiros(as) dos(as) pacientes.

AGENTE ETIOLÓGICO

A Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo, não flagelado, não formador de esporos, encapsulado, anaeróbio facultativo, com diâmetro entre 0,6 a 1,06µ. Na bacterioscopia corada pelo método de Gram, apresenta-se como duas estruturas reniformes justapostas, espelhadas pela concavidade e aproximadaspela extremidade, quase sempre agrupadas em massa no espaço extracelular e/ou no citoplasma dos polimorfonucleares abundantes54.

O gênero Neisseria apresenta cerca de 10 espécies saprófitas ou patogênicas ao homem, sendo a Neisseria gonorrhoeae, N. meningitidis, N. pharyngis e a N. catarrhalis as mais importantes.

A diferenciação das espécies pode ser feita através da oxidação dos açúcares. A N. gonorroheae oxida a glicose mas não a maltose, sucrose ou lactose17.

O gonococo não tolera redução da umidade e as amostras devem ser inoculadas imediatamente em meio apropriado. Obtém-se crescimento melhor em temperaturas de 35 a 37oC, e muitas amostras requerem uma certa quantidade de dióxido de carbono ou de bicarbonato. Colônias típicas surgem em 24 a 48 horas, porém sua viabilidade no meio perde-se rapidamente por autólise34 40.

O ágar-chocolate constitui meio de cultura satisfatório quando enriquecido com glicose e outros suplementos. O isolamento do gonococo de sítios que normalmente contêm altas concentrações de microorganismos saprófitas (faringe, reto e cérvix) pode ser difícil, devido ao super-crescimento da flora normal.

Esse problema pode ser vencido pelo uso de meios contendo agentes antimicrobianos que inibem as espécies não-patogênicas da Neisseria e outras espécies e que permitem o crescimento do gonococo.

Utiliza-se o ágar-chocolate contendo vancomicina, colistina e nistatina (meio de Thayer-Mar tin) com esse propósito. Ao meio de Thayer-Martin modificado adiciona-se trimetoprima para inibir as espécies de Proteus, sendo universalmente empregado no cultivo da N. gonorrohoeae .

O material obtido de sítios que não apresentam flora endógena (sangue, fluido sinovial e líquor) deve ser cultivado em meios livres de antibióticos17 22 34 42 54.

Como todas as bactérias Gram-negativas, o gonococo possui envelope celular composto de três camadas distintas: uma membrana citoplasmática interna, a parede celular de peptideoglicanas e membrana externa. A camada de peptideoglicanas da N. gonorroheae pode também contribuir para a resposta inflamatória, porque os fragmentos de peptideoglicanas gonocócicos mostram-se tóxicos às trompas de Falópio e causam consumo de complemento24 39.

Estudos da patogênese e da epidemiologia da gonorréia têm sido grandemente enriquecidos pelo desenvolvimento de métodos reproduzíveis de tipagem da N. gonorroheae. A caracterização das cêpas dos gonococos tem sido baseada em auxotipagem e fenotipagem, que têm permitido mapear a ocorrência temporal e geográfica da gonorréia em comunidades, analisar os padrões de resistência antimicrobiana e estudar a transmissão da doença7 24 45.

Muitos gonococos possuem plasmídio de conjugação e, portanto, podem transferir outros plasmídios não-próprios com alta eficiência4 40 47.

Muitos outros possuem plasmídio Pcr que codifica a produção de um tipo TEM-1 de beta-lactamase.

Os dois tipos mais comuns desse plasmídio são semelhantes aos encontrados em certos Haemophilus spp, incluindo o H. ducreyi. Há ainda o determinante tetM, que ocorre em gonococos com alto índice de resistência às tetraciclinas e que confere resistência a uma variedade de outras bactérias, incluindo Mycoplasma spp, Streptococcus spp, Gardnerella vaginalis e Ureaplasma urealyticum50 51.

A resistência cromossômica da N. gonorroheae a antibióticos beta-lactâmicos e às tetraciclinas resulta de interações entre uma série de mutações individuais, algumas das quais (por exemplo, os determinantes mtr e env) alteram a permeabilidade da membrana externa do organismo 45 . Para propósitos epidemiológicos consideram-se tais cêpas resistentes apenas quando a concentração mínima inibitória (CMI) mostram-se de tal monta que falências clínicas ocorrem com as doses terapêuticas máximas (penicilina G CMI > 1mg/dl ou tetraciclina CMI > 2mg/dl). A N. gonorroheae também usa transferência de DNA entre células (transformação) para promover variabilidadegenética21 22.

EPIDEMIOLOGIA

Poucos países possuem sistemas de notificação que permitem estimativas confiáveis da incidência da gonorréia. No Brasil, os estudos revelam-se escassos, tanto no que se refere a dados epidemiológicos quanto a dados de eficácia terapêutica e de resistência. O número de casos relatados nos Estados Unidos cresceu de 250.000 na década de 60 para 1 milhão de casos em 1978 22. Nesse período, a gonorréia transformou-se na doença infecciosa mais prevalente após o resfriado comum. A incidência estabilizou ou lentamente declinou na década de 80 e, a partir de 1992, rapidamente decresceu.

As maiores taxas de incidência de gonorréia e de suas complicações ocorrem nos países em desenvolvimento. Por exemplo, estima-se que em 1987, 10% de todos os recém-nascidos no Quênia foram adversamente afetados por doenças sexualmente transmissíveis e houve 50.000 casos de oftalmia gonocócica neonatal (4% de todos os nascidos vivos). A prevalência média de gonorréia em populações não selecionadas de mulheres grávidas gira em torno de 10% na África, 5% na América Latina e 4% na Ásia22 24.

No Brasil, o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS do Ministério da Saúde estimou para 1994, 860.265 casos de gonorréia, equivalendo a 56% do total de doenças sexualmente transmissíveis registradas e 1.315 casos de oftalmia gonocócica neonatal.

Porém, oficialmente notificaram-se apenas 119.470 casos de 1987 a 199537.

Até a década de 70, a sensibilidade do gonococo à penicilina mantinha-se elevada, entretanto em 1976, surgiram simultaneamente nos Estados Unidos e Inglaterra cepas produtoras de penicilinase. No início dos anos 80, houve aumento significativo das cepas resistentes, sendo considerada endêmica em algumas áreas norte-americanas e epidêmica nos continentes africano e asiático.

No Brasil, identificaram-se as primeiras cepas resistentes à penicilina a partir de 1984, e mais recentemente observou-se resistência à tetraciclina, com 39,7% de resistência cromossomial e 1,7% de resistência plasmidial. Permanecem escassos os estudos referentes à gonorréia no Brasil e seus padrões de resistência, não causando surpresa se estes números na realidade alcançarem proporções ainda maiores. Os dados relativos aos padrões de transmissão e à sua distribuição na população, que utilizamos no Brasil, refletem as realidades de outros países onde realizaram-se estudos epidemiológicos.

A faixa etária mais comprometida situa-se entre 15 e 30 anos, com o maior número de casos entre 20 e 24 anos11 13. A maioria dos casos é encontrada em homens, provavelmente por maior facilidade diagnóstica, já que 70% das mulheres infectadas permanecem assintomáticas. A proporção homem:mulher caiu de 1,5 em 1981 para 1,3 em 1992. A gonorréia mostra-se mais freqüente em não brancos que em brancos, alcançando proporções de até 40:115 22. Fatores associadas com risco aumentado de gonorréia incluem baixo nível sócio-econômico, nível inferior de educação e residência urbana27 42.

A infecção gonocócica apresenta alta contagiosidade, sendo o homem o reservatório natural do gonococo. O homem doente constitui a fonte de infecção, tendo essa, papel de grande veículo disseminador. Atualmente, vem se juntar à prostituição feminina, e à prostituição masculina, o homossexualismo e o bissexualismo.

As mucosas genital e retal representam a porta de entrada e saída do agente etiológico15.

O risco de aquisição da gonorréia em um único intercurso na mulher gira em torno de 50%, em duas exposições de 87,5%, e em mais de duas exposições de 100%. No homem, em um único intercurso, aproxima-se de 80%22.

A gonorréia e outras doenças sexualmente transmissíveis geralmente são transmitidas por pessoas com infecções assintomáticas ou que têm sintomas ignorados ou não percebidos. A resposta comportamental aos sintomas parece ser determinada pela educação e por vários fatores demográficos e sócio-culturais, mas exceto onde a atividade sexual se mantém por necessidade econômica ou outros fatores como o uso de drogas, a maioria das pessoas com sintomatologia genital cessa a atividade sexual e procura assistência médica.

Muitos transmissores da doença pertencem a um subgrupo de pessoas infectadas que não possuem ou não valorizam sintomas e não cessam espontaneamente a atividade sexual. Esse conceito sustenta a importância da busca ativa para promover tratamento aos parceiros sexuais das pessoas infectadas.

PATOLOGIA

A N. gonorroheae primariamente infecta o epitélio colunar. A ligação ao epitélio mucoso, mediada em parte pelos pilli e pela proteína Opa, é seguida em 24-48 horas pela penetração do organismo entre e através das células epiteliais para chegar ao tecido submucoso. Há resposta vigorosa de polimorfonucleares, com descamação do epitélio, desenvolvimento de microabscessos submucosos e formação de exsudato6. Lâminas coradas revelam grande número de gonococos dentro de poucos neutrófilos, enquanto a maioria das células não contêm organismos22.

A explicação para esse fenômeno pode envolver a estimulação ou a produção de receptores celulares do organismo para o gonococo após o contato inicial com este agente, que parece suficiente para estimular a fagocitose eficaz dos organismos adicionais. Além disso, alguns gonococos podem apresentar mecanismos de evasão contra a morte intracelular e continuam a multiplicar-se no interior das células do hospedeiro. Em infecções não tratadas, os macrófagos e linfócitos substituem gradualmente os polimorfonucleares. A infiltração mononuclear e linfocítica anormal persiste em tecidos por várias semanas após a negativação das culturas e a não identificação da N. gonorroheae na histologia22 23 24.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Após contato sexual do parceiro fonte com o novo hospedeiro e vencidas as barreiras naturais da mucosa, e em período de incubação relativamente curto (2 a 5 dias), a infecção evoluirá para doença27. Dar-se-á um processo localizado autolimitado em alguns casos sem maiores repercussões, enquanto em outros ocorrerão complicações no próprio aparelho urogenital ou a distância, provocando alterações sistêmicas.

Gonorréia no homem

A uretrite aguda representa a manifestação predominante no homem. O período de incubação é de 2 a 5 dias, podendo variar de 1 a 10 dias. Os principais sintomas incluem o corrimento uretral e a disúria, geralmente sem aumento da freqüência ou urgência urinária.

O corrimento pode ser inicialmente mucóide, mas em 1 a 2 dias, torna-se purulento. Comparada à uretrite não-gonocócica, o período de incubação da gonorréia mostra-se menor, a disúria revela-se mais comum e o corrimento, mais abundante e purulento52 (Figuras 1 e 2).

Gonorréia
Figura 1 - Corrimento uretral abundante em paciente com gonorréia
(Foto gentilmente cedida pelo Professor Sinésio Talhari)

Gonorréia
Figura 2 - Corrimento uretral abundante em paciente com gonorréia
(Foto gentilmente cedida pelo Professor Sinésio Talhari).

A maioria dos casos de uretrite gonocócica não tratados evolui para cura espontânea em algumas semanas. Uma pequena proporção de homens permanece assintomática e não apresenta sinais de uretrite22 42. A epididimite aguda constitue a complicação mais comum da uretrite gonocócica, sendo responsável por 10% das epididimites agudas nos jovens. Dependendo da extensão do processo inflamatório, poderão ocorrer complicações como edema peniano, balanopostite, cowperite, litrite, prostatite e orquite.

Poderá também evoluir para quadros sistêmicos, caracterizando a gonococcemia em todas as suas manifestações, como a artrite gonocócica, a síndrome de Fitz-Hugh-Curtis e complicações cardíacas e nervosas. Não mais se observam as estenoses uretrais em decorrência do abandono das lavagens e instilações uretrais profiláticas utilizadas no passado27 42.

Gonorréia na mulher

Aqui o locus primário da infecção genital situa-se na endocérvice12 13, porém a N. gonorrhoeae é também freqüentemente recuperada da uretra ou reto e ocasionalmente das glândulas periuretrais de Skene e dos ductos das glândulas de Bartholin. A evolução natural da gonococcia na mulher continua menos compreendida que no homem, parcialmente pela freqüência de co-infecção com outros patógenos, como Chlamydia trachomatis e Trichomonas vaginalis15 22.

A maior parte das pacientes infectadas provavelmente desenvolve sintomas, mas muitas permanecem assintomáticas ou desenvolvem sintomatologia leve que não incita preocupação e busca de assistência médica. Então, mulheres com infecção subclínica acumulam-se na população, e em grupos nos quais identifica-se a maioria das infecções por triagem ou por busca ativa, mais de 90% das mulheres permanecem assintomáticas. Há, ao que parece, cepas de gonococo capazes de determinar infecções assintomáticas. O período de incubação da gonorréia é mais variável e menos definido nas mulheres que nos homens, mas a maioria das que se tornam sintomáticas fazem-no em 10 dias.

Os sintomas predominantes incluem a cervicite, às vezes uretrite, corrimento vaginal, disúria e sangramento intermenstrual. Isso ocorre em qualquer combinação e varia em gravidade. Dor abominal ou pélvica geralmente se associa à salpingite, mas às vezes ocorrem em mulheres cuja laparoscopia mostra trompas normais. O exame físico pode ou não revelar exsudato cervical purulento ou mucopurulento e outros sinais de cervicite purulenta, como edema em zona de ectopia cervical ou sangramento endocervical. A contribuição específica do gonococo na origem desses sinais, dados os altos índices de co-infecção com outros patógenos, permanece desconhecida. Dor presente à mobilização uterina e à palpação anexial geralmente associa-se a infecção ascendente. Alterações tubárias podem ocorrer como complicação da infecção pelo gonococo, levando aproximadamente a 10% dos casos de obstrução tubária e infertilidade.

Nos casos em que não ocorre obstrução, há risco de gravidez ectópica6 22.

Gonorréia anorretal

Mais de 40% das mulheres com gonorréia não complicada e uma proporção semelhante de homens homossexuais apresentam culturas retais positivas para N. gonorrhoeae. O reto constitui o único local infectado em 40% dos homossexuais masculinos e em 5% ou menos das mulheres com gonorréia. A maioria das pessoas com culturas retais positivas permanece assintomática, mas algumas apresentam proctite aguda, com dor, prurido, tenesmo, descarga purulenta e sangramento retal. A anoscopia revela em alguns casos exsudato mucopurulento e alterações inflamatórias na mucosa retal33.

Outras manifestações locais

O principal fator de risco para a faringite gonocócica é a exposição sexual orogenital. Esta pode ser encontrada em 10 a 20% das mulheres heterossexuais com gonorréia e em 10 a 25% dos homens homossexuais14 22.

Raramente há faringite aguda ou linfadenite cervical; a maioria das infecções faríngeas permanece assintomática.

A infecção ocular nos adultos geralmente resulta da autoinoculação da conjuntiva em uma pessoa com gonorréia genital. A conjuntivite é geralmente grave, com exsudato purulento, e ulceração corneana pode ocorrer rapidamente na ausência de antibioticoterapia imediata.

Infecção gonocócica cutânea primária mostra-se rara, sendo a maioria dos casos relacionada à inoculação de lesão pré-existente ou à exposição simultânea com injúria cutânea, havendo casos com manifestação de lesões ulceradas da genitália, períneo ou dedos13 15 22.

Perihepatite

A perihepatite aguda (síndrome de Fitz-Hugh e Curtis) ocorre primariamente por extensão direta da Neisseria gonorrohoeae ou da Chlamydia trachomatis da trompa de Falópio à cápsula hepática e ao peritônio adjacente.

Alguns casos podem resultar de disseminação linfangítica ou bacteriêmica, explicando os raros casos de perihepatite em homens. A perihepatite resulta em dor abdominal, hipersensibilidade em topografia hepática, e sinais de peritonite em hipocôndrio direito. A maioria dos casos ocorre simultaneamente com doença inflamatória pélvica, mas muitas mulheres não relatam sintomatologia pélvica. A perihepatite deve ser considerada no diagnóstico diferencial de dor em quadrante superior direito do abdome em pacientes jovens sexualmente ativas18 26 44.

Infecção gonocócica disseminada

A infecção gonocócica disseminada (IGD) resulta de bacteriemia gonocócica e ocorre em 0,5 a 3% dos pacientes infectados. Artrite séptica e uma síndrome característica de poliartrite e dermatite constituem as manifestações predominantes, e a IGD representa a principal causa de artrite infecciosa em adultos jovens23 36 48. As complicações raras incluem a endocardite, a meningite, a osteomielite, a sepse com síndrome de Waterhouse-Friderichsen e a síndrome da angústia respiratória do adulto. As propriedades da N. gonorrhoeae classicamente associadas com a disseminação incluem resistência à ação bactericida do soro humano, especificidade por sorotipos por IA e susceptibilidade marcante à penicilina.

A deficiência de complemento pode predispor à bacteriemia gonocócica. Mais de 13% dos pacientes com IGD apresentam deficiência de complemento, e os pacientes com episódios repetidos de bacteriemia por Neisseria devem ser estudados quanto aos níveis séricos de complemento. Outros fatores de risco associados ao risco aumentado de disseminação incluem o sexo feminino, a menstruação, a infecção faríngea gonocócica e a gravidez. Em 50% das mulheres afetadas, os sintomas iniciam-se dentro de sete dias após o início da menstruação.

As manifestações mais comuns da IGD constituem a síndrome artrite-dermatite. Durante os primeiros dias, a maioria dos pacientes queixa-se de sintomas constitucionais e às vezes de poliartralgias migratórias envolvendo os joelhos, os cotovelos e as articulações mais distais. Nesse estágio, o exame físico demonstra tenossinovite, artrite e outros sinais de inflamação periarticular em duas ou mais articulações. O envolvimento assimétrico oligoarticular ajuda na distinção entre IGD e a poliartrite devido à síndrome de deposição de imunocomplexos.

Uma dermatite característica encontra-se presente em 75% dos casos, consistindo de pápulas e pústulas às vezes com componente hemorrágico.

As lesões apresentam-se em número variável, de 5 a 40, ocorrendo predominantemente nas extremidades. Bolhas hemorrágicas ocasionalmente são vistas, como também as lesões necróticas mimetizando ectima gangrenoso e as lesões da Síndrome de Sweet. Se não tratada, a dermatite e a artropatia na maioria das articulações melhoram espontaneamente, mas a artrite tipicamente progride em alguns locais, mais comumente no joelho, tornozelo, cotovelo e punho. Nesse estágio, o quadro clínico e os achados do fluido sinovial assemelham-se àqueles da artrite séptica. A IGD resulta da disseminação bacteriêmica da N. gonorrohoeae para a pele, articulações e tecidos periarticulares, embora em alguns casos imunocomplexos ou outros mecanismos imunológicos contribuam para a patogênese.

Durante o estágio de dermatite-poliartrite, o gonococo pode ser recuperado na hemocultura, entretanto, o líquido sinovial, se obtido, geralmente contém menos de 20.000 leucócitos/mm3 e mostra-se estéril. O gonococo pode ser visualizado por métodos imunohistoquímicos em biópsias de lesões cutâneas, mas as culturas permanecem estéreis. Na artrite séptica gonocócica, o fluido sinovial geralmente contém mais que 50.000 células/mm 3 e a cultura pode ser positiva em parte dos casos.

De maneira geral, só metade dos pacientes com IDG apresenta culturas positivas no sangue ou fluido sinovial, mas a N. gonorrohoeae pode ser recuperada de uma mucosa em cerca de 80% dos pacientes. Quando suspeita-se de infecção gonocócica disseminada, um mínimo de três hemoculturas devem ser obtidas; o fluido sinovial, se disponível, deve ser cultivado; todos os sítios de mucosa potencialmente infectados devem ser cultivados (uretra ou endocérvice, reto e faringe), independente da história dos sintomas ou exposição; e o parceiro sexual deve ser examinado e seus líquidos cultivados. Embora raramente positivas, a coloração pelo Gram e as culturas das lesões cutâneas pustulares são de fácil obtenção e devem ser realizadas.

O diagnóstico diferencial da síndrome de artrite-dermatite inclui meningococcemia, outras artrites infecciosas e o vasto número de artrites inflamatórias. A síndrome de Reiter e outras artrites reativas são comumente confundidas com a IGD, por serem comuns em adultos jovens sexualmente ativos e se associarem a uretrite, cervicite e a lesões cutâneas.

A endocardite infecciosa, que geralmente envolve a válvula aórtica, representa manifestação grave da doença, porém rara, ocorrendo em 1 a 2% dos casos de IGD. Embora às vezes associada com a síndrome artrite-dermatite, a endocardite pode ser a única manifestação da IGD. A meningite gonocócica, a sepse fulminante mimetizando a síndrome de Waterhouse-Friderichsen, a osteomielite e a síndrome de angústia respiratória do adulto constituem manifestações raras da IGD16 18 44.

Gonorréia na gravidez

A gonorréia nas gestantes associa-se com risco aumentado de aborto espontâneo, parto prematuro, ruptura prematura de membranas e mortalidade fetal perinatal, porém não está claro se a infecção gonocócica responsabiliza-se por estas conseqüências ou se constitui simplesmente um marcador para alto risco devido a outros mecanismos patogênicos. As manifestações clínicas da gonocorréia não se alteram na gravidez, exceto que a doença inflamatória pélvica e a perihepatite revelam-se raras após o primeiro trimestre, quando o concepto obstrui a cavidade uterina. Há controvérsias sobre a possibilidade de a gravidez ser um fator de risco para infecção disseminada22 27.

Infecções neonatais e pediátrica

Mães infectadas podem transmitir a N. gonorrhoeae para o concepto intraútero, durante o parto, ou no período pós-parto. A conjuntivite gonocócica do neonato (oftalmia neonatorum) representa a manifestação mais comumente reconhecida e já foi a principal causa de cegueira nos Estados Unidos, sendo ainda em alguns países pobres.

A profilaxia pela instilação de uma solução aquosa de nitrato de prata a 1% no saco conjuntival logo após o parto revelou-se altamente eficaz, embora falências ocasionais possam ocorrer. As principais medidas preventivas incluem a triagem de rotina e o tratamento pré-parto das mulheres grávidas infectadas. Foi Karl Credé quem estabeleceu as bases dessa profilaxia em 1884.

O diagnóstico da oftalmia gonocócica deve ser suspeitado clinicamente quando conjuntivite aguda, geralmente com exsudato purulento, se desenvolve dentro de 1 semana (usualmente 2 a 3 dias) do parto. Ela é confirmada pela identificação do gonococo nas secreções conjuntivais, obtida pelo Gram ou cultura.

Recém-nascidos expostos à gonorréia também podem desenvolver doença sistêmica, com sepse e artrite. Entretanto, vaginite purulenta constitui a principal manifestação da gonorréia em crianças pré-púberes após o período neonatal.

Após o período neonatal até 1 ano de idade, as crianças adquirem a doença por via não-sexual de um parente infectado, usualmente na vigência de maus hábitos de higiene. Após um ano de idade, as crianças adquirem a gonorréia por abuso sexual14 22 42.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico laboratorial da gonorréia depende da identificação da N. gonorrhoeae em um local infectado. O isolamento por cultura representa o método diagnóstico padrão e sempre deve ser utilizado 5 49.

Outros testes diagnósticos mostram-se inferiores, mas podem ser úteis quando o isolamento não é prático pela ausência de acesso a laboratório ou dificuldades no transporte do espécime. A amplificação do DNA pela reação em cadeia da polimerase (PCR) oferece sensibilidade comparável ou até mesmo superior a cultura, porém a experiência clínica revela-se limitada25.

Uma simples cultura em meio seletivo mostra sensibilidade de 95% ou mais para amostras uretrais de homens com uretrite sintomática e 80-90% para infecção endocervical nas mulheres, dependendo da qualidade do meio e da adequação da amostra 24 25 31 45.

Embora a uretra seja comumente infectada, a cultura de material uretral não aumenta a sensibilidade diagnóstica, exceto em mulheres que não têm cérvice por histerectomia. Culturas de outros locais, por exemplo de glândulas, devem ser obtidas quando indicadas pelo quadro clínico.

Amostras de fluidos normalmente estéreis, como sangue e fluido sinovial devem ser inoculadas em meio não seletivo como ágar-chocolate5 49.

Material da uretra masculina é mais adequadamente obtido pela inserção de um swab de 2-3cm na uretra, embora o exsudato purulento possa ser adequado para exame.

Quando a obtenção do material uretral não for possível, os primeiros 20-30ml de urina podem ser centrifugados e o sedimento cultivado. Tem-se o material endocervical utilizando-se um swab no orifício externo, com cuidado para evitar contato com a mucosa vaginal ou com secreções.

Amostras retais são obtidas com swab de 2-4cm no canal retal. Em pacientes com proctite sintomática, aumenta-se a sensibilidade da bacterioscopia e da cultura com a realização da anoscopia e análise de secreções purulentas. A escolha dos pontos anatômicos de obtenção de material para estudo depende dos sítios expostos e das manifestações clínicas5 9 16 17.

TRATAMENTO

Os medicamentos aceitáveis para o tratamento da gonorréia devem ter eficácia próxima de 100%. Deve-se considerar que os padrões de susceptibilidade antimicrobiana variam de acordo com a área geográfica ou com a população estudada e flutuam ao longo do tempo, devendo o tratamento ser individualizado de acordo com os dados epidemiológicos.

Deve ser ressaltado que quando se comparam as taxas de resposta da N. gonnorhoeae à penicilina há algumas décadas às respostas hoje obtidas, observam-se crescentes níveis de resistência. A falência na cura de um caso de gonorréia tem implicações em nível de saúde pública, pelo potencial para transmissão continuada e pela rápida emergência de resistência.

Uma variedade de fatores, além da susceptibilidade antimicrobiana, influenciam as decisões terapêuticas na gonococcia. Estes incluem características farmacocinéticas do agente, eficácia nas infecções complicada e não-complicada, toxicidade, conveniência da administração e custo. Uma consideração inicial é a eficácia potencial do agente para infecções concomitantes.

Historicamente, essa consideração se refere à sífilis, e permanece um fator importante ainda nos dias atuais. Mas, a Chlamydia trachomatis constitui o agente concomitante mais encontrado em associação com a gonorréia, ocorrendo em 15 a 25% dos homens heterossexuais e em 35 a 50% das mulheres. Altas taxas de co-infecção têm sido menos comumente documentadas em países em desenvolvimento que na América do Norte e na Europa.

Recomenda-se como terapia inicial um dos quatro esquemas terapêuticos alinhados abaixo:

ceftriaxona 250mg IM, cefixime 400mg VO, ciprofloxacina 500mg VO ou ofloxacina 400mg VO, sendo todos administrados em dose única22 29 35 41.

Ciprofloxacina e ofloxacina devem ser evitadas em gestantes e não apresentam atividades contra a sífilis, não abortando a sífilis em incubação.

Esquemas em dose única com várias outras cefalosporinas, quinolonas ou outros antibióticos podem ser utilizados, mas não mostram vantagens sobre esses quatro regimes recomendados. A espectinomicina 2g IM em dose única pode ser utilizada em gestantes com história de alergia à penicilina ou às cefalosporinas.

Independente do antibiótico de única dose escolhido, o tratamento inicial deve ser seguido de um terapia ativa contra Chlamydia trachomatis1 51. Além de tratar a infecção pela Chlamydia, dar uma segunda droga pode reduzir o potencial de seleção de gonococos resistentes. Os esquemas recomendados são a doxiciclina 100mg 12/12h VO diariamente por 7 dias, ou dose única de azitromicina 1g VO19 32.

Mulheres grávidas com gonorréia não complicada devem ser tratadas com ceftriaxona em dose única de 250mg IM. A doxiciclina e as quinolonas mostram-se contra-indicadas na gravidez, sendo se é recomenda realizar novos testes para se documentar cura, exceto quando há persistência dos sintomas2 10 12 20 22 29.

Os pacientes com infecção gonocócica disseminada devem ser tratados inicialmente com ceftriaxona 1g IV ou IM diariamente por 14 dias.

Infecções não complicadas em crianças e neonatos devem ser tratadas com ceftriaxona 25-50mg/kg, não excedendo 125mg. A conjuntivite e a doença disseminada devem ser tratadas com essa dose por 7 a 10 dias.

MANEJO DO PARCEIRO SEXUAL

O manejo dos parceiros sexuais representa parte integral do tratamento de pacientes com gonorréia e outras doenças sexualmente transmissíveis. Os parceiros devem ser examinados e tratados com uma das drogas recomendadas, independente da presença de sintomas.

A GONORRÉIA COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA39

Tendo em vista numerosos fatores que correlacionam as doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre si e essas com o HIV, na óptica da saúde pública é necessário que a gonorréia seja vista no contexto da abordagem sindrômica . Dentre outros objetivos, essa abordagem busca melhorar a sensibilidade do diagnóstico e do tratamento dos pacientes, e ao abordá-lo lembrando de todas as DSTs e não de uma só patologia.

A abordagem sindrômica agrupa a maioria das DSTs nas categorias: úlcera genital, corrimento uretral no homem, corrimento cervical e dor pélvica.

O texto a seguir enfoca a abordagem sindrômica, enfatizando o paciente com corrimento, situação na qual o diagnóstico de gonorréia se impõe.

Embora os poucos dados epidemiológicos existentes não se prestem a fazer inferências para o país como um todo, ao menos permitem, quando conjugados às informações geradas em outros países, a realização de estimativas que concluem pela elevada freqüência das DST em nosso país. Isto, associado ao alto índice de automedicação, torna o problema ainda maior, já que muitos dos casos não recebem a orientação e tratamento adequados, permanecem subclínicos, transmissores e mantendo-se como os elos fundamentais na cadeia de transmissão das doenças.

As DST são o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV, sendo que algumas delas, quando não diagnosticadas e tratadas em tempo, podem evoluir para complicações graves e até o óbito; algumas DST, durante a gestação, podem ser transmitidas ao feto, causando-lhe importantes lesões ou mesmo provocando a interrupção espontânea da gravidez; as DST podem causar grande impacto psicológico em seus portadores; as DST causam também grande impacto social, que se traduz em custos indiretos para a economia do País e que, somados aos enormes custos diretos decorrentes das internações e procedimentos necessários para o tratamento de suas complicações, elevam dramaticamente esses custos totais.

As DST, por suas características epidemiológicas, são agravos vulneráveis a ações de prevenção primária, como por exemplo a utilização de preservativos, de forma adequada, em todas as relações sexuais. Além disso, com exceção das DSTs causadas por vírus, existem tratamentos eficazes para todas elas; portanto, à medida que se consiga conscientizar os pacientes da necessidade de procurar rapidamente um serviço de saúde para tratar-se adequadamente e a seus parceiros sexuais, se logrará, a curto prazo, romper a cadeia de transmissão dessas doenças e consequentemente da infecção pelo HIV.

O controle das DST é possível, desde que existam bons programas preventivos e uma rede de serviços básicos resolutivos, ou seja, unidades de saúde acessíveis para pronto atendimento, com profissionais preparados, não só para o diagnóstico e tratamento, mas também para o adequado acolhimento e aconselhamento dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais, e que tenham a garantia de um fluxo contínuo de medicamentos e preservativos.

Os princípios básicos para o controle das DST, como em qualquer processo de controle de epidemias, são os seguintes:

Interromper a cadeia de transmissão, atuando objetivamente nos elos que formam essa corrente, ou seja, detectando precocemente os casos, tratando-os, e a seus parceiros, adequada e oportunamente;

Prevenir novas ocorrências, por meio de aconselhamento específico, durante o qual as orientações sejam discutidas conjuntamente, favorecendo a compreensão e o seguimento das prescrições médicas e contribuindo de forma mais efetiva para a adoção de práticas sexuais mais seguras.

A prevenção, estratégia básica para o controle da transmissão das DST e do HIV, se dará por meio da constante informação para a população geral e das atividades educativas que priorizem: a percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e a promoção e adoção de medidas preventivas com ênfase na utilização adequada do preservativo. As atividades de aconselhamento das pessoas com DST e seus parceiros durante o atendimento são fundamentais, no sentido de buscar que os indivíduos percebam a necessidade de maior cuidado, protegendo a si e a seus parceiros, prevenindo assim a ocorrência de novos episódios. Deve-se sempre enfatizar a associação existente entre as DST e a infeção pelo HIV. Deve-se, ainda, estimular a adesão ao tratamento, explicitando a existência de casos assintomáticos ou pouco sintomáticos, também suscetíveis a graves complicações. A promoção e distribuição de preservativos deve ser função de todos os serviços que prestam esse tipo de assistência. Desta forma, a assistência pode se constituir em um momento privilegiado de prevenção.

Os portadores de DST devem receber atendimento e tratamento imediato. A espera em longas filas e a possibilidade de agendamento para outro dia, associadas à falta de medicamentos, são talvez os principais fatores que induzem à busca de atenção diretamente com o balconista da farmácia. Em si, o atendimento imediato de uma DST não constitui apenas uma ação curativa, mas também, e principalmente, uma ação preventiva da transmissão do HIV e do surgimento de outras complicações.

O atendimento de pacientes com DST apresenta algumas particularidades. Ele visa interromper a cadeia de transmissão da forma mais efetiva e imediata possível.

Visa, ainda, evitar as complicações advindas da(s) DST em questão, e a cessação imediata dos sintomas.

O objetivo desse atendimento é tentar prover, em uma única consulta: diagnóstico, tratamento e aconselhamento adequados. Não há impedimento para que exames laboratoriais sejam colhidos ou oferecidos. A conduta, no entanto, não deverá depender de demorados processos de realização e/ou interpretação dos exames. Não se quer dizer com isto que o laboratório seja dispensável, ao contrário, tem seu papel aumentado principalmente em unidades de saúde de maior complexidade, que servirão como fontes para a definição do perfil epidemiológico das diferentes DST e de sua sensibilidade aos medicamentos preconizados.

Fluxogramas específicos, já desenvolvidos e validados, são instrumentos que auxiliarão o profissional que realiza o atendimento na tomada de decisões. Seguindo os passos dos fluxogramas, o profissional, ainda que não especialista, estará habilitado a: determinar um diagnóstico sindrômico, implementar o tratamento imediato, realizar aconselhamento para estimular a adesão ao tratamento, para a redução de riscos, para a convocação, orientação e tratamento de parceiros, promoção de incentivo ao uso de preservativos, dentre outros aspectos.

PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO URETRAL

Este é o quadro de entrada do fluxograma.

Nele encontra-se representada a principal queixa do paciente ao se apresentar ao serviço de saúde.

ANAMNESE E EXAME FÍSICO

Este quadro de ação indica que é necessário fazer a anamnese e examinar o paciente para determinar se ele tem corrimento uretral ou outro sinal de DST. Ao exame físico, com o prepúcio retraído, verificar se o corrimento provém realmente do meato uretral. Se não houver corrimento, solicitar ao paciente que ordenhe a uretra, comprimindo o órgão genital masculino da base à glande. Se mesmo assim não se observar o corrimento, sendo a história consistente, mantenha a conduta.

BACTERIOSCOPIA DISPONÍVEL NO MOMENTO DA CONSULTA?

Este quadro de decisão indica a possibilidade de se fazer a bacterioscopia durante a consulta, o que poderia auxiliar na decisão sobre os procedimentos a serem seguidos.

DIPLOCOCOS GRAM NEGATIVOS INTRACELULARES PRESENTES?

Este quadro de decisão indica que se houver exame bacterioscópico disponível durante a consulta, deve-se questionar o paciente sobre a utilização prévia de antibióticos ou sobre uma eventual micção imediatamente anterior à coleta do material, o que poderia omprometer sua qualidade; se nenhuma dessas possibilidades ocorreu, e estando presentes diplococos Gram negativos intracelulares, se faz o diagnóstico de gonorréia, não podendo-se, porém, descartar a possibilidade de co-infecção pela clamídia, cujo diagnóstico laboratorial exige técnicas demoradas e raramente disponíveis.

Recomenda-se, sempre, o tratamento concomitante para as duas infecções.

TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA

Este quadro de ação orienta para o tratamento concomitante para clamídia e gonorréia:

Gonorréia

Ofloxacina 400 mg, VO, dose única (contra-indicado em menores de 8 anos); ou

Cefixima 400mg, VO, dose única; ou

Ciprofloxacina 500mg, VO, dose única (contra-indicado em menores de 8 anos); ou

Ceftriaxona 250 mg, IM, dose única; ou Tianfenicol 2,5g, VO, dose única.

Clamídia

Azitromicina 1g, VO, em dose única; ou

Doxiciclina 100mg, VO, de 12/12 horas, durante 7 dias; ou

Eritromicina (estearato) 500mg, VO, de 6/6 horas, durante 7 dias

TRATAR SÓ CLAMÍDIA

Este quadro de ação indica que se estiverem ausentes os diplococos intracelulares, deve-se tratar o paciente apenas para clamídia como indicado no quadro anterior.

Aconselhar, oferecer anti-HIV e VDRL, enfatizar a adesão ao tratamento, notificar, convocar parceiros e agendar retorno.

Neste quadro de ação:

Considerar a associação entre as DSTs e a infecção pelo HIV. Aconselhar o paciente e oferecer-lhe a realização de sorologia anti-HIV;

A associação de mais de uma DST é muito freqüente. Explicar ao paciente sobre a importância de realizar a sorologia para sífilis;

Como orientação mínima para o paciente:

Concluir o tratamento mesmo se os sintomas ou sinais tiverem desaparecido;

Interromper as relações sexuais até a conclusão do tratamento e o desaparecimento dos sintomas;

Após a cura, usar preservativo em todas as relações sexuais ou adotar outras formas de sexo mais seguro;

Oferecer preservativos ao paciente, orientando sobre as técnicas de uso; e

Recomendar o retorno ao serviço de saúde se voltar a ter problemas genitais;

Enencorajar o paciente a comunicar a todos os seus parceiros(as) sexuais do último mês, para que possam ser atendidos e tratados. Fornecer ao paciente cartões de convocação para parceiros(as) devidamente preenchidos. Esta atividade é fundamental para se romper a cadeia de transmissão e para evitar que o paciente sereinfecte;

Notificar o caso no formulário apropriado;

Marcar o retorno para conhecimento dos resultados dos exames solicitados e para o controle de cura.

Gerson Oliveira Penna

Ludhmila Abrahão Hajjar

Tatiana Magalhães Braz

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Batteiger BE, Jones RB. Chlamydial infections. Infectious Diseases Clinical of North America 1:55-81, 1987.
2. Bignell C. Antibiotic treatment of gonorrhoea: Clinical evidence for choice. Genitourinary Medicine 72:315-320, 1996.
3. Biswas GD, Blackman EY, Sparling PF. High-frequency conjugal transfer of a gonococcal penicillinase plasmid. Journal of Bacteriology 143:1318-1324, 1980.
4. Bohnhoff M, Morello JA, Lerner SA. Auxotypes, penicillin susceptibility and serogroups of Neisseria gonorrhoeoe from disseminated and uncomplicated infections. Journal of Infectious Diseases 154:225-230, 1986.
5. Bonin P, Tanino TT, Handsfield HH. Isolation of Neisseria gonorrhoeae on selective and nonselective media in a sexually transmitted disease clinic. Journal of Clinical Microbiology 19:218-220, 1984.
6. Britigan BE, Cohen MS, Sparling PF. Gonococcal infections: a model of molecular pathogenesis. New England Journal of Medicine 312:1683-1694, 1985.
7. Buchanan TM, Chen KCS, Jones RB. Pili and principal outer membrane protein of Neisseria gonorrhoeoe : Immunochemical, structural, and pathogenic aspects. In:Brooks OF, Ootschlich EC, Holmes KK, Xao L, Chiang RO (eds) Immunobiology of Neisseria gonorrhoeoe. Washington, DC. American Society for Microbiology 145- 154, 1978.
8. Cannon JG, Sparling PP. The genetics of the gonococcus. Annual Review of Microbiology 38:111-133, 1984.
9. Carballo M, Dillon JR, Lussier M, Milthorp P, Winston S, Brodeur B. Evaluation of a urease-based confirmatory enzyme linked immunosorbent assay for diagnosis of Neisseria gonorrhoeae. Journal of Clinical Microbiology 30:2181-2183, 1992.
10. Centers for Disease Control and Prevention: Antibiotic- resistant strains of Neisseria gonorrhoeae: Policy guideline for detection, management, and control. Morbidity and Mortality Weekly Report 36(Suppl): lS-18S, 1987.
11. Centers for Disease Control and Prevention: Summary of notifiable diseases, United States, 1995. Morbidity and Mortality Weekly Report 44:4-5, 1996.
12. Centers for Disease Control and Prevention: Sexually transmitted diseases treatment guidelines, 1998. Morbidity and Mortality Weekly Report Recommendations and Reports 47(RR-1):1998.
13. Communicable Disease Surveillance Centre: Sexually transmitted disease quarterly report: Gonorrhoea in England and Wales. Community Diseases Report CDR Wkly 7:225, 1997.
14. Corman LC, Levison ME, Knight R, Carrington ER, Kaye D. The high frequency of pharyngeal gonococcal infection in a prenatal clinic population. Journal of American Medical Association 230:568-570, 1984.
15. Dallabetta G, Hook EW III. Gonococcal infections. Infectious Diseases Clinics of North America 1:25-54, 1987.
16. Dolter J, Bryant L, Janda JM. Evaluation of five rapid systems for the identification of Neisseria gonorrhoeae. Diagnostic Microbiology Infectious Diseases 13:265-267, 1990.
17. Faur YC, Weisburd MH, Wilson ME, May PS. A new medium for the isolation of pathogenic Neisseria (NYC medium): I. Formulations and comparisons with standard media. Health Laboratory Science 10:44-54, 1973.
18. Handsfield HH. Disseminated gonococcal infection. Clinical Obstetrical and Gynecology 18:131-142, 1975.
19. Handsfield HH, Dalu ZA, Martin DH, Douglas Jr JM, McCarty MC, Schlossberg D. Multicenter trial of single- dose azithromycin vs. ceftriaxone in the treatment of uncomplicated gonorrhea. Sexually Transmitted Diseases 21:107-111, 1994.
20. Handsfield HH, MeCutchan JA, Corey L, Ronald AR. Evaluation of new anti-infective drugs for the treatment of uncomplicated gonorrhea in adults and adolescents. Infectious Diseases Society of American and the Food and Drug Administration. Clinical Infectious Diseases l5(Suppl 1):123-130, 1992.
21. Handsfield HH, Rice RJ, Roberts MC, Holmes KK. Localized outbreak of penicillinase-producing Neisseria gonorrhoeae: Paradigm for introduction and spread of gonorrhea in a community. Journal of American Medical Association 261:2357-2360, 1989.
22. Handsfield HH, Sparling PF. Neisseria Gonnorrhoea. In: Mandell GL, Bennett JE, Dolin R. Mandell, Douglas and Bennett. Principles and practice of infectious diseases, 4th edition, Churchill Livingstone, p 1909-1927, 1995.
23. Handsfield HH, Wiesner PJ, Holmes KK. Treatment of the gonococcal arthritis-dermatitis syndrome. Annals of Internal Medicine 84:661-667, 1976.
24. Heckels JE. Molecular studies on the pathogenesis of gonorrhoeae. Journal of Medical Microbiology 18:293- 307, 1984.
25. Ho BS, Feng WG, Bong BK, Beckmann LI. Polymerase chain reaction for the detection of Neisseria gonorrhoeae in clinical samples. Journal of Clinical Pathology 45:439- 442, 1992.
26. Holmes KK, Counts GW, Beaty HN. Disseminated gonococcal infection. Annals of Internal Medicine 74:979- 993, 1971.
27. Hook EW III, Handsfield HH. Gonococcal infections in the adult. In: Holmes KK, Mardh PA, Sparling PF: Sexually Transmitted Diseases. New York, McGraw-Hill, p 149, 1990.
28. Hook EW III, Judson FN, Handsfield HH. Auxotype/ serovar diversity and antimicrobial resistance of Neisseria gonorrhoeae in two mid-sized American cities. Sexually Transmitted Diseases 14:141-146, 1987.
29. Ison CA. Antimicrobial agents and gonorrhoea: therapeutic choice, resistance and susceptibility. Genitourinary Medicine 72:253-260, 1996.
30. Jackman JD Jr, Glamann DB. Gonococcal endocarditis: twenty-five year experience. American Journal of Medical Science 301:221-230, 1991.
31. Jephcott AE. Microbiological diagnosis of gonorrhoea. Genitourinary Medicine 73:245-252, 1997.
32. Judson FN. Treatment of uncomplicated gonorrhea with ceftriaxone: a review. Sexually Transmitted Diseases 13:199-202, 1986.
33. Judson FN, Ehret JM, Eickhoff TC. Anogenital infection with Neisseria meningitidis in homosexual men. Journal of Infectious Diseases 137:458-463, 1978.
34. Kellogg DS Jr, Peacock WL, Deacon WE, Cheng DW. Neisseria gonorrhoeae: Virulence genetically linked to clonal variation. Journal of Bacteriology 85:1274-1279, 1963.
35. Luciano AA, Grubin L. Gonorroheae screening: comparison of three techniques. Journal of American Association 243:680-68l, 1980.
36. Maincourt DH, Orloff S. Gonococcal arthritis-dermatitis syndrome: study of serum and synovial fluid immune complex levels. Arthritis and Rheumatism 25:574-578, 1982.
37. Martin DH, Mroczkowski TF, Dalu ZA, McCarty J, Jones R, Hopkins SJ, Johnson RB. A controlled trial of a single dose of azithromycin for the treatment of chlamydial urethritis and cervicitis. New England Journal of Medicine 327:921-925, 1992.
38. McGee ZA, Johnson AP, Taylor-Robinson D. Pathogenic mechanisms of Neisseria gonorrhoeae: observations on damage to human fallopian tubes in organ culture by gonococci of colony type 1 or type 4. Journal of Infectious Diseases 143:413-422, 1981.
39. Ministério da Saúde. Manual de controle das doenças sexualmente transmissíveis. 3ª edição, Brasília, 1999.
40. Minnett S, Reller LB, Knapp JS. Neisseria gonorrhoeae strains inhibited by vancomycin in selective media and correlation with auxotype. Journal of Clinical Microbiology 14:94-99, 1981.
41. Moran IS, Zenilman JM. Therapy for gonococcal infections: options in 1989. Review of Infect Diseases 12(Suppl 6):5656-5664, 1990.
42. Morello JM, Janda WM, Doern GV. Neisseria and Branhamella. In: Balows A, Hausler WJ, Herrmann KL, Hagmann ZL (eds) Manual of Clinical Microbiology. 5th edition. Washington, DC. American Society for Microbiology p. 258-276, 1991.
43. Nowinski RC, Tam MR, Goldstein LC, Kuo CC, Korey L, Stamm WE, Handsfield HH, Knapp JS, Holmes KK. Monoclonal antibodies for diagnosis of infectious diseases in humans. Science 219:637-644, 1983.
44. O’Brien JA, Goldenberg DL, Rice PA. Disseminated gonococcal infection: a prospective analysis of 49 patients and a review of pathophysiology and immune mechanisms. Medicine 62:395-406, 1983.
45. Ofek I, Beachy EH, Bisno AL. Resistance of Neisseria gonorrhoeae to phagocytosis: Relationship to colonial morphology and surface pili. Journal of Infectious Diseases 129:310-316, 1974.
46. Rinaldi RZ, Harrison WO, Fan PT. Penicillin resistant gonococcal arthritis. Annals of Intern Medicine 97:43-45, 1982.
47. Roberts M, Piot P, Falkow S. The ecology of gonococcal plasmids. Journal of Clinical Microbiology 14:491-494, 1979.
48. Rompalo AM, Hook EW Ill, Roberts PL, Ransey PG, Handfield H, Holmes KK. The acute arthritis-dermatitis syndrome. The changing impor tance of Neisseria gonorrhoeae and Neisseria meningitidis. Archives of Internal Medicine 147:281-283, 1987.
49. Rothenherg RB, Simon R, Chipperfield F,Catterall RD. Efficacy of selected diagnostic tests for sexually transmitted diseases. Journal of American Medical Association 235:49-51, 1976.
50. Schoolnik GK, Fernandez R, Tai JY, Rothbard J, Gotschlich EC. Gonococcal pili: Primary structure and receptor binding domain. Journal of Experimental Medicine 159:1351-1370, 1984.
51. Segal E, Billyard E, So M, Storzbach S, Meyer TF. Role of chromossomal rearrangement in N. gonorrhoeae pilus phase variation. Cell 40:293-300, 1985.
52. Sherrard J, Barlow D. Gonorrhoea in men: clinical and diagnostic aspects. Genitourinal Medicine 72:422-426, 1996.
53. Stamm WE, Guinan ME, Johnson C, Starcher T, Holmes KK, McCormack WM. Effect of treatment regimens for Neisseria gonorrhoeae on simultaneous infection with Chlamydia trachomatis. New England Journal of Medicine 310:545-549, 1984.
54. Thayer JD, Martin Jr JE. Improved medium selective for the cultivation of N. gonorrhoeae and N. meningitidis. Public Health 81:559-562, 1966.

Fonte: www.scielo.br

 

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal