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Gripe

 

 

A gripe é uma doença contagiosa resultante da infecção pelo vírus influenza. O vírus influenza infecta o tracto respiratório (nariz, seios nasais, garganta, pulmões e ouvidos).

A maior parte das pessoas recupera em uma a duas semanas. A gripe é mais perigosa nas crianças pequenas, nos idosos (com mais de 65 anos de idade), nos doentes com problemas do sistema imunitário (infectados pelo VIH ou transplantados), ou com doenças crônicas (pulmonares, renais ou cardíacas). Nestes grupos de doentes a gripe pode levar a complicações graves, é nos quais ocorre o maior número de hospitalizações e de mortes.

Gripe aviária ou gripe das aves

A maioria dos vírus da gripe das aves não são infecciosos para o Homem. No entanto, se um vírus da gripe humana e outro da gripe aviaria infectarem uma pessoa ou um animal, os dois tipos de vírus podem unir-se, sofrer mutações e dar origem a um vírus novo, passível de se transmitir dos animais para o Homem, ou de pessoa para pessoa.

As vacinas desenvolvidas e administradas até à data para a prevenção da gripe não seriam eficazes contra este novo vírus mutante, o que torna a espécie humana vulnerável à infecção.

Os peritos consideram que a próxima pandemia (epidemias de grandes proporções que surgem em diversas zonas geográficas mais ou menos em simultâneo) de gripe poderá vir a surgir desta forma.

Sintomas

A gripe caracteriza-se pelo início súbito de sintomas que incluem frequentemente:

Febre elevada
Arrepios
Dor de cabeça
Dor muscular
Garganta inflamada
Nariz entupido
Tosse seca

Na gripe sem complicações, a doença aguda geralmente resolve-se ao fim de cerca de 5 dias e a maioria dos doentes recupera em 1-2 semanas. Porém, em algumas pessoas, os sintomas de fadiga podem persistir várias semanas

Como se transmite o vírus da Gripe

O vírus da gripe (vírus influenza) transmite-se facilmente de pessoa para pessoa através das gotículas emitidas com a tosse ou os espirros.

A inalação dessas gotículas através do nariz ou garganta permite a entrada do vírus no organismo. Uma vez dentro do organismo, o vírus destrói a membrana mucosa do trato respiratório e infecta as células.

É relativamente frequente a proliferação bacteriana nas membranas mucosas danificadas pela infecção pelo vírus influenza, que provocam infecções secundárias como pneumonia, sinusite, faringite, otite ou bronquite.

Complicações

O risco de ocorrência de complicações, hospitalização ou morte, em resultado da gripe, é maior nos idosos (com mais de 65 anos), nas crianças pequenas e nos doentes crônicos.

As complicações da gripe podem incluir a exacerbação de doenças já existentes ou problemas respiratórios (a pneumonia viral e/ou a pneumonia bacteriana secundária são as complicações respiratórias mais graves mas pode surgir otite média, bronquite, etc) ou não respiratórios (convulsões febris, síndroma de Guillain-Barré, encefalopatia, miosite, miocardite, entre outras).

O problema da Gripe

A principal medida de prevenção da gripe é a vacinação. A vacinação deve ser repetida anualmente e deve ser feita especialmente nos grupos de risco (idosos, crianças e doentes crônicos).

Uma vez que o vírus sofre alterações frequentes que o transformam num organismo diferente, a vacinação deve também ser repetida anualmente para poder ser eficaz. Estudos apontam para que a vacina da gripe oferece uma protecção de 30% a 90% aos indivíduos vacinados.


Tratamento

Habitualmente, a gripe é tratada com medicamentos para o alívio dos sintomas (analgésicos, antipiréticos, descongestionantes nasais, etc).

Os antibióticos são ineficazes contra a infecção viral mas podem ser prescritos se surgir uma infecção bacteriana secundária à gripe. Existem atualmente medicamentos inibidores da neuraminidase, que bloqueiam a multiplicação dos vírus responsáveis pela gripe. Desta forma consegue-se suspender a rápida proliferação do vírus e controlar a doença.

Plano Pandémico

As pandemias de gripe são eventos raros, mas recorrentes. Ocorrem normalmente com intervalos de 10 a 40 anos. O exemplo mais conhecido é a pandemia de 'gripe espanhola' de 1918, que se estima que tenha causado a morte a 30 a 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pandemia de gripe ocorre quando aparece uma nova estirpe do vírus influenza A contra a qual a população humana não tem imunidade. Em todo o mundo, ocorrem surtos sucessivos que podem dar origem a números elevados de mortes e casos de doença, causando uma perturbação generalizada da estrutura social.

Segundo a Direcção Geral de Saúde:

"A OMS recomenda que os países e as empresas se preparem para uma possível pandemia de gripe, pois, apesar de não se poder prever quando vai ser o seu início, existe atualmente esse risco.

Em situação de pandemia de gripe, as empresas têm um papel fulcral a desempenhar na protecção da saúde e segurança dos seus empregados, colaboradores e clientes, assim como na limitação do impacto negativo sobre a economia e a sociedade. Deste modo, as empresas deverão ter Planos de Contingência que contemplem a redução dos riscos para a saúde dos trabalhadores e a continuidade das atividades essenciais, de forma a minimizar o impacto de qualquer disrupção e a assegurar o funcionamento da sociedade."

Fonte: www.roche.pt

Gripe

A Gripe é uma doença infecciosa aguda de origem viral, extremamente contagiosa e que todo mundo, pelo menos uma vez, já teve. O vírus da gripe mais comum possui o nome de Influenza, termo que designa academicamente a doença. O vírus Influenza atinge anualmente cerca de 600 milhões de pessoas no mundo, alcançando todas as comunidades e acometendo com freqüência, a mesma pessoa duas ou três vezes por ano. Nas crianças menores estes números podem até duplicar. Isto porque o vírus da gripe sofre mutações com grande facilidade, e as defesas que o organismo cria no início do primeiro ataque podem não ser eficazes contra os ataques posteriores.

Pode-se dizer que a gripe é uma doença benigna, embora não se deva esquecer dos casos que apresentam complicações. Destas, a mais freqüente é a pneumonia, conseqüência a que são propensas tanto as pessoas de idade avançada como os lactentes. A taxa de mortalidade em decorrência da gripe varia entre 2% e 5% da população, segundo a virulência da epidemia. Uma epidemia de gripe geralmente alcança sua intensidade máxima em dois ou três meses e depois regride paulatinamente. Com epidemias relatadas desde 1510, a expansão epidemiológica da gripe a todo o planeta é uma característica de nosso século.

A primeira grande epidemia que se generalizou (pandemia) com repercussões mundiais de que se tem conhecimento se deu em 1918 e foi chamada de Gripe Espanhola, que provocou muitas internações, pânico e levou à morte mais de 21 milhões de pessoas (LINK P/ NOTÍCIAS DA ÉPOCA). Outras pandemias seguiram-se em 1957 e em 1968. Recentemente tivemos a Gripe Asiática e a Gripe Européia. Tais pandemias ocorreram após uma mudança genética drástica no vírus da influenza do tipo A levando à emergência de um novo tipo vírus. Essas mudanças que ocorrem nas características do vírus da influenza, em geral são imprevisíveis com os meios atualmente disponíveis.

Hoje se sabe que as grandes epidemias de gripe que afetaram a humanidade nas últimas centenas de anos provieram da China. Isso se deve à predileção dos chineses pela carne de aves, o pato em particular. E as mais graves epidemias de gripe estão associadas a cepas de vírus que ultrapassaram a barreira da espécie. Isto significa dizer que passaram para o homem vindas, por vezes, do porco, mas mais freqüentemente das aves. E é aí que aparece a China, apenas por ser a região do mundo onde esses animais são criados em condições de maior promiscuidade e de falta de higiene. Condições que se repetem para jusante da criação, ou seja, nos processos de abate, manuseamento, transporte e conservação até ao consumo. E acabam por facilitar os esforços do vírus para passar a barreira da espécie.

A gripe por Influenza se caracteriza por uma afecção catarral das vias respiratórias superiores. Sua transmissão se dá através das pequenas gotículas de saliva que se projetam ao tossir ou espirrar, o que fazem com freqüência as pessoas gripadas. Se alguém estiver no mesmo ambiente de alguém gripado pode se contaminar pelos vírus suspensos no ar. Um espirro é capaz de soltar centenas de milhares de vírus de uma só vez.

Os vírus invadem as células do aparelho respiratório, multiplicam-se e determinam as alterações responsáveis pelo quadro clínico gripal. Os primeiros sintomas costumam se manifestar 24 horas após o contato infectante. Aproximadamente 24 horas após o contato infectante, surgem sintomas como cefaléia, febre, calafrios, fraqueza, dor muscular, tosse, espirros, secreção nasal. O paciente percebe logo a necessidade de recolher-se ao leito. Com muita freqüência, dias de trabalho e atividades escolares são perdidos em função destes infortúnios. Fato este que se torna ainda mais relevante em países como é o caso do Brasil.

No Hemisfério Norte o vírus da influenza causa doença principalmente no período do inverno, correspondendo aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando a maior permanência das pessoas em lugares fechados favorece a rápida disseminação viral. No Hemisfério Sul, os meses de maior circulação do vírus corresponde aos meses de junho a agosto, principalmente naquelas regiões que possuem o inverno mais frio. As cepas que circulam nos dois hemisférios não são exatamente as mesmas, o que implica em vacinas específicas contendo, para cada hemisfério, as cepas mais prevalentes.

As infecções respiratórias agudas, desde as mais leves até as mais graves, podem ter como causa mais de 300 tipos diferentes de vírus. O vírus da influenza é apenas um destes e causa uma doença, em geral auto-limitada e contagiosa, que se propaga com bastante rapidez. A doença pode apresentar complicações em idosos, pessoas com doenças crônicas do coração, pulmões, rins, indivíduos com diabetes, anemias severas e imunodeprimidos.

A patogênese da infecção envolve transmissão respiratória do vírus, replicação no epitélio pulmonar com subseqüente destruição de células, não se demonstra viremia e permanece nas secreções respiratórias por 5 a 10 dias.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Não existe um medicamento eficaz para o tratamento da gripe. Os remédios servem apenas para diminuir os sintomas. Considera-se o tratamento da gripe como um "tratamento sintomático".

Quando não ocorrem complicações na evolução da doença, ocorre melhora e resolução completa em um período médio de cinco a dez dias. Outrossim, não devemos confundir as gripes com os resfriados comuns.

Na maioria das vezes, repouso, a ingestão abundante de líquidos e medicamentos sintomáticos são suficientes para o auxílio à recuperação total. Entretanto, os cuidados com os pacientes acometidos pela gripe não devem ser negligenciados. Podemos afirmar seguramente que as complicações ocorrem com certa freqüência na casuística dos consultórios médicos. Quando perceber que o estado gripal não está evoluindo com a melhora previsível, orientar-se com o seu médico é o melhor caminho a seguir. Complicações como as sinusites, otites e pneumonias são alguns dos problemas que podem surgir no decorrer do processo gripal. Ressalta-se que as pessoas com idade acima de 60 anos, os portadores de doenças crônicas, os imunodeprimidos e as crianças menores são as mais atingidas nestes casos.

Com a chegada das estações mais frias do ano, as pessoas reúnem-se em recintos fechados e ficam mais próximas umas das outras, havendo desta forma possibilidades maiores de contaminação pelo vírus da gripe.

Listamos a seguir algumas medidas de ordem profilática ou preventivas:

Cultive hábitos alimentares saudáveis, ingerindo alimentos ricos em proteínas, fibras, vitaminas...
Beba bastante líquido (água pura, suco de frutas ou chás). Os líquidos ajudam a manter o corpo hidratado, além de ajudar a eliminar as toxinas que fazem mal ao nosso organismo. Evite bebidas geladas
Durma pelo menos oito horas por dia
Faça exercícios regularmente. Pratique esportes. Diminua o stress em sua vida. Estudos mostram que pessoas mais estressadas adoecem mais, porque diminuem as defesas do organismo
Evite aglomerações e ambientes fechados. Mantenha sempre o ar circulando para que os vírus não se concentrem no local
Evite choques térmicos, como tomar banho quente e sair no frio
Não fume e evite a poluição
Lave sempre as mãos

Respire pelo nariz, nunca pela boca. A mucosa do nariz foi feita para aquecer e umedecer o ar que respiramos, evitando que o ar chegue frio nos pulmões.

Mais recentemente, foi introduzida no mercado brasileiro a vacina contra a gripe. Ela vem apresentando bons resultados, devendo ser utilizada sempre sob prescrição médica, durante o outono e repetida anualmente, uma vez que o vírus possui a capacidade de alterar sua estrutura periodicamente.

Alguns recomendam as vitaminas ou os tônicos reconstituintes para combater os efeitos da gripe. Mas não têm qualquer eficácia. O cansaço deriva da persistência dos efeitos tóxicos da infecção e eles só cedem, progressivamente, de maneira espontânea.

Os antibióticos não são adequados para combater a gripe, já que ela, como se disse, é provocada por vírus e os antibióticos combatem apenas as infecções produzidas por bactérias. Contudo, quando existe perigo de uma complicação broncopulmonar por sobreinfecção bacteriana, os antibióticos são eficazes para prevenir esta última.

A vacina antigripal é eficaz unicamente se o vírus, a partir do qual ela foi elaborada, coincidir como o da infecção a se prevenir. As dificuldades para que se produza tal coincidência são enormes, já que as características do vírus mudam de um ano para outro. Somente depois de se manifestar uma nova modalidade de gripe, dispõe-se dos elementos necessários para se adequar a vacina à epidemia concreta. A Organização Mundial de Saúde criou uma série de centros dedicados a isolar e identificar os vírus gripais modificados, para distribuí-los a todas as nações a fim de que sejam produzidas as vacinas. Mas em muitas ocasiões não é possível obter a tempo as doses suficientes para se deter uma epidemia.

Medidas devem ser tomadas para o combate à gripe. A tosse e as dores atenuam-se com remédios indicados especificamente para seu tratamento, independentemente de que sejam ou não resultado da gripe. Ao contrário do que diz a crença popular, é inútil o doente transpirar.

Quando você quiser dar adeus à gripe:

Tome uma injeção de Ozonyl, após consultar deu médico. Não desaparecendo os sintomas no dia seguinte, repita a aplicação, ou siga a orientação médica;
Fique em casa. Descansando e relaxando, você vai ativar o seu sistema imunológico, fazendo seu resfriado sarar mais rápido. Além disso, você evita passar a doença para os outros.
Use roupas claras e largas, que facilitem a respiração da pele. O "suador" é um mito;
Use lenços de papel ao invés de lenços de pano. Os lenços de pano acumulam grande quantidade de germes, espalhando no ar os vírus e reinfectando as pessoas. Sempre lave as mãos após assoar o nariz;
Beba muito líquido para amenizar a tosse e o ressecamento das mucosas;
Use compressas frias, que ajudam a reduzir a febre muito alta e diminui o mal-estar;
Gargareje com água morna e uma pitada de sal. Isso alivia a dor de garganta;

O VÍRUS INFLUENZA

O vírus da Influenza pertence à família dos ortomixovírus e se apresenta em 3 tipos: A, B e C.

O tipo A promove doença moderada a severa em todas as faixas etárias e pode causar epidemias, afetando até animais;

O tipo B afeta somente humanos, principalmente crianças e causa epidemias leves;

O tipo C não é epidêmico.

Os vírus A e B são os mais comuns. Cada um dos tipos apresenta populações diversas, denominadas cepas. Os vírus da Influenza podem sofrer de forma permanente, pequenas alterações na sua superfície, caracterizadas como mudanças antigênicas leves. É por isso que a cada ano a composição da vacina contra o vírus da Influenza precisa ser alterada. Há no mundo uma rede de mais de cem laboratórios credenciados pela Organização Mundial Saúde, que são responsáveis por captar os vírus circulantes na população e caracterizá-los.

No ano passado, as cepas de vírus da Influenza circulantes no país foram:

Influenza A/Sydney/05/97 Like (H3N2)
Influenza A/Bayern/07/97 Like (h6N1)
Influenza B/Beijing/184/93
Influenza B/Beijing/243/97.

Em todo o mundo, o vírus da Influenza é bastante disseminado, produzindo epidemias anuais, com grau variado de gravidade.

Os vírus multiplicam-se invadindo células hospedeiras e ordenando-lhes que produzam muitas cópias do seu próprio DNA - uma tarefa que o vírus é incapaz de desempenhar. Ligam-se ao exterior da célula e injetam-lhe o seu DNA. A célula não distingue entre o DNA oferecido pelo vírus e o seu próprio. Apenas segue as instruções genéticas inscritas no interior das suas paredes para fazer cópias de qualquer DNA que lhe apareça. Assim, em lugar de produzir novo material celular, a célula invadida transforma-se numa fábrica de vírus. Estes abandonam a célula que os gerou e partem em busca de outras células para multiplicar-se. E quando isto acontece em nosso corpo e o sistema imunitário não reconhece o vírus invasor ficamos doentes.

Em geral, somos imunes a esses vírus não porque o nosso sistema imunitário já tenha tido oportunidade de os conhecer e de se apetrechar para os enfrentar, mas sobretudo porque tais vírus nunca se aventuraram nesse novo território que é o corpo humano. Ora, é quando lhes propiciamos essa aventura - quer invadindo uma floresta virgem onde, por exemplo, o vírus Ebola levava uma vida pacata num hospedeiro qualquer (talvez um roedor ou um inseto), quer criando aves em condições de grande promiscuidade - que os vírus procuram alargar o seu domínio às células humanas que, totalmente desprevenidas, ficam à mercê de legiões de microrganismos.

É que essa é uma característica intrínseca dos vírus: a necessidade de novos locais para infestação, "conquistar novos territórios". É o instinto natural de muitas espécies.

Desenvolve-se então aquilo a que os médicos chamam um surto de nova cepa. E pouco há a fazer a não ser tentar circunscrever o surto. Como a cepa é nova, desconhecida, não existe qualquer forma de tratar a doença, nem nenhuma vacina que impeça o contágio. Todos se recordam das terríveis conseqüências do mais recente surto de Ebola na África Central; estamos familiarizados com as baixas que as novas estirpes de vírus da gripe costumam provocar, em especial nas pessoas menos resistentes - idosos e doentes do aparelho respiratório -, e também sabemos que certos vírus, como o da Aids, apesar de conhecidos há muitos anos, insistem em não dar tréguas à humanidade.

A Estrutura do Vírus

1. O RNA (Ácido Ribonucléico) é uma espécie de "livro de receitas" de como deve funcionar o microorganismo. A combinação de ingredientes é que faz a diferença de um vírus da gripe para outro. Depois que o vírus entra na célula, o RNA guia a fabricação de novos microorganismos. O RNA do Influenza tem alta capacidade de mutação. Por isso, cada gripe se apresenta de forma diferente.
2.
Espículas - Pequenas pontas que facilitam a fixação do vírus nas mucosas e nas membranas das células.
3.
Cápside - Tipo de capa para proteger o RNA, núcleo do vírus.
4.
Envelope - Estrutura que envolve a cápside, formada por proteínas e gorduras.

Como o Vírus Age

1. O vírus penetra no organismo, principalmente através das mucosas, pele que serve de revestimento para o nariz, a boca e os olhos.
2.
Pela mucosa do nariz, o Influenza atinge a corrente sanguínea. A passagem do vírus pela mucosa nasal aumenta a produção de secreção e provoca o primeiro sintoma da gripe: a coriza.
3.
Na corrente sanguínea, os vírus atacam as células.
4.
O vírus, quando penetra na célula, libera o RNA, que é transformado em DNA (outro tipo de livro de receitas) graças à ação de uma enzima, a transcriptase reversa.
5.
Quando o RNA se transforma em DNA, a célula é enganada, pois não interpreta o vírus como corpo estranho.
6.
O DNA do vírus se funde com o da célula, impedindo assim seu funcionamento normal e obrigando-a a produzir cópias do vírus.

VACINA

Sim. Existe vacina contra a gripe e sua eficácia é comprovada. A cada ano, mais de 150 milhões de pessoas no mundo todo recebem a vacina contra gripe. Ela é utilizada em muitos países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Uruguai, Chile, Argentina e Brasil.

O princípio de ação da vacina da gripe é engenhoso. Ela é composta por vírus inativado. Como são fracos, esses vírus provenientes da vacina não têm forças para desencadear um processo de infecção. Mas uma vez injetados no corpo, eles disparam o sistema de defesa do organismo, que ativa a produção dos macrógrafos, células que engolem e despedaçam o vírus enfraquecido. Os restos dos invasores servem de sinal para que os anticorpos - soldados naturais de defesa - comecem a ser produzidos.

Durante a duração da vacina e seu efeito, os vírus que entram em contato com o corpo já são destruídos antes de começarem a atuar, pelo Exército estimulado pela vacina.

A vacina é administrada em dose única, e confere níveis de anticorpos protetores em 70 a 95%, com eficácia clínica de 89%, o início da proteção ocorre em 2 semanas.

Devido à grande capacidade de mutação viral do Influenza, a vacina necessita ser atualizada a cada ano, de acordo com estudos de vigilância epidemiológica da Organização Mundial da Saúde. O Brasil participa do BGROG (Grupo Regional de Observação da Gripe) que tem a finalidade de sistematizar a coleta de informações do vírus Influenza em nosso meio. Possuímos três centros de referência para o diagnóstico laboratorial do vírus, que informam ao Centro Nacional de Epidemiologia da Fundação Nacional de Saúde/ FUNASA as cepas do vírus que estão circulando a partir da análise de amostras colhidas de pacientes.

O Ministério da Saúde introduziu, no ano passado pela primeira vez, a vacinação contra a gripe para os indivíduos acima de 65 anos de idade, seguindo as recomendações técnicas da Organização Mundial de Saúde. Obtivemos uma cobertura vacinal de 87,3 % nesta faixa etária, percentual significativamente elevado, mesmo em relação aos países europeus e da América do Norte que já utilizavam essa vacina anteriormente. No presente ano o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária alvo da campanha, para todos os indivíduos acima de 60 anos, além dos portadores das doenças que predispõem ao desenvolvimento das complicações.

A vacina, eficaz para reduzir a ocorrência das complicações nos grupos mais suscetíveis, deve ser aplicada antes do inverno para que haja alto grau de proteção quando ocorrer o período de maior circulação viral. No Brasil, o período indicado para a vacinação é no mês de abril.

Devem receber a vacina, por via intramuscular, as seguintes pessoas:

Profissionais da área da saúde
Adultos e crianças com doenças crônicas cardiovasculares e/ou pulmonares (asma etc.)
Indivíduos com 65 anos ou mais
Indivíduos com internação hospitalar ou acompanhamento médico rotineiro no ano precedente, em razão de doenças metabólicas crônicas como diabetes, doença renal ou metabólica crônica e anemia falciforme
Indivíduos imunossuprimidos de qualquer natureza (pós-transplante)
Trabalhadores de ambientes fechados (asilos, quartéis etc.)
Contactantes domiciliares de indivíduos de alto risco
Grávidas de alto risco (após o primeiro trimestre)
Indivíduos institucionalizados de qualquer idade com doenças crônicas de qualquer natureza
Pacientes de 6 meses a 18 anos que fazem uso crônico de Ácido Acetil Salicílico (aspirina etc.)

É viável a imunização de indivíduos que não se enquadram nos grupos acima, visando-se reduzir o risco de perda de dias de trabalho.

Reações adversas: a febre é pouco freqüente, cerca de 6 a 24 horas após a vacinação. Reações locais ocorrem em 10% dos indivíduos vacinados maiores de 13 anos.

Deve-se evitar a vacinação em indivíduos com doença febril aguda ou em evolução. A única contra-indicação verdadeira está nas pessoas com reações alérgicas graves (edema de glote, choque anafilático, urticária generalizada) a proteínas de ovo, presentes na composição da vacina.

Fonte: www.adeusgripe.com.br

Gripe

O que é gripe

A GRIPE (influenza) é uma das doenças respiratórias que mais acometem o homem.

Causada por um vírus específico, chamado vírus influenza: "Myxovirus influenzae". Este vírus possui a capacidade de mudar constantemente suas características, o que possibilita que um mesmo indivíduo tenha vários episódios de gripe durante a vida. Por causa das mutações e da rápida disseminação da doença, as epidemias e pandemias são uma característica importante da gripe.

Apesar de freqüentemente apresentar a imagem de uma doença benigna, a gripe é uma doença potencialmente grave, que mata milhares de pessoas todos os anos.

Os principais sintomas da gripe são:

Febre alta (febre > 39°C em 65% dos casos)
Dores musculares
Prostração (mal-estar, sensação de fraqueza)

Podendo vir acompanhados de:

Tosse
Dor de garganta
Dor de cabeça
Coriza
Dentre outros.

As três fases da doença:

Incubação: 24 a 72 horas
Sintomas: 3 a 7 dias
Recuperação: Até 2 semanas

A gripe (influenza) é diferente de um resfriado. A gripe é causada, unicamente pelo vírus influenza, enquanto o resfriado pode ser causado por outros vírus respiratórios, como o adenovírus, o vírus sincicial respiratório, o parainfluenza e o rinovírus. A gripe causa sintomas mais generalizados e de início súbito, que incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, tosse, coriza, dor de garganta e sensação de intensa fraqueza. Embora os sintomas de um resfriado sejam parecidos, estes são normalmente mais brandos, de início progressivo e de curta duração, em geral sem febre.

Gripe é diferente de resfriado

Os sintomas febre, dores no corpo e mal estar definem um quadro chamado de Síndrome Gripal, que não são exclusivos da gripe. Por causa da semelhança dos sintomas, a gripe pode ser facilmente confundida com um resfriado comum. Mas a gripe tende a apresentar sintomas mais fortes, podendo ocasionar complicacões e até a morte.

Vários vírus, por ex.:adenovírus Agente causador Vírus influenza
Progressivo Início dos sintomas Súbito
Coriza, congestão nasal Sintomas Calafrios, queda do estado geral, mialgias (dores musculares), dor de garganta, tosse
Ausente ou baixa Febre Normalmente Alta
Leve/moderada Grau de exaustão Importante
Rápida recuperação Evolução 1 a 2 semanas: comumente evolui com tosse, no 4º - 5º dia que perdura até 2 semanas
Leves/moderadas Complicações Severas (ex: pneumonia)
Todo o ano Ocorrência Sazonal (outono/inverno)

Fonte: www.vacinagripe.com.br

Gripe

Gripe ou resfriado?

Entre as infecções respiratórias agudas, grande motivo de procura a atendimento médico e falta ao trabalho ou a escola, destacam-se as gripes e resfriados.

Estima-se que um adulto possa ter até quatro episódios em um ano, porém em crianças este número pode duplicar.

Estas infecções virais provocam sintomas relacionados ao trato respiratório superior, especialmente nariz e garganta, como coriza, obstrução nasal, tosse e dor de garganta. Podem ser acompanhadas com frequência por outros sintomas gerais, como febre, dor de cabeça e dor no corpo.

O mal-estar causado por gripes e resfriados pode atrapalhar o dia-a-dia de diversas maneiras, sendo apontados como causas importantes de ausência na escola e no trabalho; Suas implicações físicas também podem fazer com que tarefas simples do cotidiano, como organizar a casa, se tornem difíceis e cansativas.

O que é o resfriado?

O resfriado é uma infecção do nariz e da garganta que pode ser causada por vários tipos de vírus diferentes, como o Rhinovírus e o Coronavírus, por exemplo. Normalmente, apresenta sintomas mais leves e que desaparecem em até uma semana.

O que é a gripe?

A gripe também é uma doença infecciosa, mas ao contrário do resfriado, é transmitida somente pelo vírus Influenza. Os sintomas são mais pronunciados e podem ter uma duração mais prolongada.

Além de comprometerem a qualidade de vida da população, a doença pode desencadear complicações mais sérias. Por este motivo, grupos específicos da população, como os idosos, por exemplo, que estão mais sujeitos a apresentarem complicações decorrentes da infecção pelo Influenza devem ser vacinados.

Como prevenir o contágio?

Os vírus que transmitem o resfriado e a gripe são contagiosos e podem se espalhar através do contato direto e indireto, podendo ser transmitidos tanto pelo toque quanto pela aspiração de gotículas contaminadas no ar.

Para dificultar o contágio, procure:

Lavar as mãos, especialmente antes das refeições, antes de cozinhar ou após utilizar o vaso sanitário.
Manter os ambientes arejados. Ambientes fechados facilitam a transmissão do vírus.
Não fumar. O fumo interfere no sistema de defesa das mucosas, facilitando a contaminação pelo vírus e outros agentes infecciosos.
Reduzir o estresse manter uma rotina saudável, com horários regulares para alimentação e sono, ajudam a manter o sistema de defesa do organismo funcionando adequadamente.
Ao tossir ou espirrar procure utilizar um lenço para evitar a dispersão de gotículas contaminadas.

Para ajudar o organismo a se recuperar mais rápido, o melhor a fazer é descansar, dormir bem e suficientemente, alimentar-se adequadamente e beber bastante líquido. Até o mal-estar típico destes quadros respiratórios passar por completo, deve-se repousar e ir retomando as atividades normais aos poucos.

Fonte: www.aspirina.com.br

Gripe

Histórico

Gripe, ou Influenza, é uma doença viral e das mais antigas conhecidas pelo homem. Sua primeira descrição foi feita por Hippocrates em 412 a.C.

Capaz de causar pandemias, os primeiros registros são do século XVI, desde essa época já se registraram 31 surtos mundiais, sendo que no século XX eles ocorreram em 1918, 1957 e 1968.

Atingindo grandes populações, o número de pessoas atualmente afetadas é estimado em mais de 600 milhões, tem capacidade de se espalhar rapidamente devido à falta de defesa imunológica do ser humano contra um vírus altamente mutante e que se torna diferente a cada surto anual.

Alguns surtos podem ser graves. Entre 1918 e 1920 a denominada "gripe espanhola" matou oficialmente 20 milhões de pessoas no mundo todo.

Sabe-se atualmente que as grandes epidemias de gripe vieram da China, provavelmente pela predileção dos chineses pela carne de aves, principalmente do pato, onde esses animais são criados em condições promíscuas e de pouca higiene.

As infecções respiratórias agudas podem ser causadas por mais de 300 tipos diferentes de vírus. O Influenza é apenas um deles e causa uma doença auto-limitada geralmente, embora contagiosa e que se propaga com rapidez.

O vírus Influenza

Da família dos ortomixovírus, pode ser de 3 tipos:

Tipo A: É o mais comum, que causa os sintomas mais graves, está associado a epidemias e pandemias. Pode afetar animais.

Tipo B: É menos comum e causa sintomas mais brandos que o tipo A, pode causar doença mais grave em idosos e crianças. Associado a endemias, é exclusivo de seres humanos.

Tipo C: Causa pouca febre, mais comum nos resfriados e não está associado a epidemias.

Vacinas

Os vírus dos tipos A e B são os mais comuns. Cada tipo apresenta várias cepas (populações) que podem sofrer a cada ano pequenas modificações de superfície, mudanças antigênicas leves denominadas de mutações. Por isso, a composição da vacina contra o vírus Influenza é alterada anualmente.

A vacina contra a gripe, fabricada com vírus inativado, é eficaz. Anualmente mais de 150 milhões de pessoas de todo mundo são vacinadas.

Ela é utilizada rotineiramente em muitos países: Estados Unidos, Inglaterra, França, Uruguai, Chile, Argentina e Brasil.

Há no mundo uma rede de mais de cem laboratórios credenciados pela Organização Mundial Saúde responsáveis pela captação dos vírus circulantes na população, a partir dos quais é preparada a vacina, que administrada em dose única, confere proteção em 70 a 95% dos vacinados, com eficácia clínica estimada em 89%. O início da proteção ocorre após 2 semanas.

Em 1999 o Ministério da Saúde do Brasil introduziu a vacinação contra a gripe para os indivíduos acima de 65 anos de idade, seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde. A cobertura vacinal foi de 87,3 %, um porcentual elevado se comparando com países desenvolvidos.

Em 2000 a faixa etária alvo da campanha foi ampliada para todos os indivíduos acima de 60 anos e aos portadores de doenças que predispõem a complicações.

Devem receber a vacina, por via intramuscular, as seguintes pessoas:

Profissionais da área da saúde
Adultos e crianças com doenças crônicas cardiovasculares ou pulmonares
Indivíduos com 65 anos ou mais
Indivíduos com doenças metabólicas crônicas como diabetes, doença renal, metabólica ou anemia falciforme
Indivíduos imunossuprimidos de qualquer natureza
Trabalhadores de ambientes fechados
Contactantes domiciliares de indivíduos de alto risco
Grávidas de alto risco (após o primeiro trimestre de gestação
Reações adversas: febre (pouco freqüente) cerca de 6 a 24 horas após a vacinação.
Deve-se evitar a vacinação em indivíduos com doença febril aguda ou em evolução. Quem tem alergia à clara de ovo ou a timerosal não deve ser vacinado.

Contágio

A gripe é transmitida pelo ar a partir de pessoas contaminadas. Um único espirro libera no ar milhões de vírus, que penetram no organismo através das mucosas (tecido de revestimento interno) do nariz, da boca e dos olhos, atingindo a corrente sangüínea.

Já no interior do corpo humano os vírus se multiplicam e invadem as células do hospedeiro, ordenando-lhes que produzam cópias do seu próprio material genético (DNA). Como não distingue entre o DNA do vírus do seu próprio, seguindo instruções genéticas para fazer cópias de qualquer DNA, a célula contaminada transforma-se numa "fábrica" de vírus.

Quadro clínico

Com a chegada das estações mais frias do ano, as pessoas reúnem-se em recintos fechados e ficam mais próximas umas das outras, havendo desta forma possibilidades maiores de contaminação, levando a uma doença catarral aguda das vias respiratórias superiores.

O quadro clínico geralmente inclui: febre; dor de cabeça, olhos vermelhos e lacrimejantes, espirros, coriza, congestão nasal, dor de garganta, tosse, dores musculares, fraqueza, fadiga, calafrios, mal- estar, cólica, vômitos e diarréia

Complicações

A gripe é uma doença benigna, mas que pode apresentar complicações, sendo a mais freqüente a pneumonia, mais comum em crianças, especialmente lactentes e nos idosos. Sinusites, otites e faringoamigdalites também são complicações habituais. A taxa de mortalidade em virtude da gripe é de 2% e 5% da população, segundo a virulência da epidemia, que alcança sua máxima intensidade em dois ou três meses e depois regride.

Tratamento

Até recentemente não existia um medicamento eficaz para o tratamento da gripe. Os remédios serviam apenas para diminuir os sintomas.

Quando não ocorrem complicações na evolução da doença, há melhora e resolução completa em torno de cinco a dez dias. Repouso, ingestão abundante de líquidos e medicamentos sintomáticos em geral são suficientes até a recuperação total.

Recentemente apareceram no mercado brasileiro medicamentos antivirais específicos para gripe, que costumam resolvê-la, desde que ingeridos nos 3 primeiros dias da doença instalada.

Quando o "estado gripal" não evolui com a melhora previsível, orientação médica é necessária. Complicações podem surgir no decorrer do processo. Ressalta-se que as pessoas com idade acima de 60 anos, os portadores de doenças crônicas, os imunodeprimidos e as crianças menores são as mais atingidas nestes casos.

Antibióticos não são adequados para o tratamento da gripe, visto que ela é provocada por vírus. Antibióticos combatem infecções bacterianas, portanto devem ser utilizados apenas nas complicações da gripe.

Prevenção

Hábitos alimentares saudáveis, com alimentos ricos em proteínas, fibras, vitaminas...
Beber bastante líquido (água pura, suco de frutas, etc.). Os líquidos mantêm o corpo hidratado e ajudam a eliminar toxinas.
Fazer exercícios regularmente. Diminuir o stress, pois pessoas estressadas adoecem mais (diminuem as defesas do organismo). Dormir pelo menos oito horas por dia.
Evitar aglomerações e ambientes fechados.
Não fumar e evitar poluição.
Respirar sempre pelo nariz, nunca pela boca. A mucosa nasal aquece, umedece, filtra e esteriliza o ar inspirado, evitando que ele chegue impróprio aos pulmões.

Fonte: www.pavan.med.br

Gripe

A influenza A, ou Nova Gripe, inicialmente chamada de gripe suína, é uma doença respiratória causada pelo vírus A(h6N1). Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

O vírus

O vírus foi identificado como Influenza A, subtipo h6N1, uma variante nova da gripe suína. Ele contém ADN típico de vírus aviários, suínos e humanos, incluindo elementos dos vírus suínos europeus e asiáticos.

Vacina

A vacina para a gripe A (suína) já se encontra disponível em alguns países, mas ainda em quantidade limitada.

A vacina destinada à prevenção da "gripe convencional" oferece pouca ou nenhuma proteção contra o vírus h6N1.

Contágio

A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos.

Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói o vírus da gripe suína.

Sintomas

A gripe A (suína) apresenta os mesmos sintomas da gripe humana comum.

Como Prevenir

Evitar o contato direto com pessoas doentes.
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
Evitar tocar olhos, nariz ou boca e lavar as mãos frequentemente com água e sabão.
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
Em caso de adoecimento, procurar assistência médica .
Não usar medicamentos sem orientação médica.

Transmissão

Gripe

A gripe pode afetar milhões de pessoas a cada ano.

É altamente contagiosa e ocorre mais no final do outono, inverno e início da primavera.

Diferentemente do resfriado que, na maioria das vezes, se dissemina pelo contato direto entre as pessoas, o vírus Influenza - da gripe, se dissemina, principalmente, pelo ar.

Contaminação Direta

Gripe

Quando a pessoa gripada espirra, tosse ou fala, gotículas com o vírus ficam dispersas no ar por um tempo suficiente para ser inaladas por outra pessoa.

No revestimento do nariz da pessoa que foi contaminada, ele se reproduz e se dissemina para a garganta e para o restante das vias aéreas, que inclui os pulmões, causando os sintomas da gripe.

Contaminação Indireta

Menos freqüentemente, a doença se dissemina pelo toque (mão contaminada com o vírus) do doente em objetos ou na mão de um indivíduo sadio que, ao levar a mão à boca ou ao nariz, se contamina.

Um dia antes da pessoa experimentar os sintomas da doença, ela já pode contagiar outras. Poderá contaminar por até 7dias após início dos sintomas – crianças até mais que isso.

Fonte: www.gripe.org.br

Gripe

Gripe é o nome utilizado para a doença causada pelo vírus da influenza. Infecções respiratórias agudas, desde as mais leves até as mais graves, podem ter como causa mais de 300 tipos diferentes de vírus. O vírus da influenza é apenas um e causa uma doença, em geral, auto-limitada e contagiosa, mas que se propaga com bastante rapidez.

Quais são os sintomas?

Febre (38° - 40° C)
Dor de cabeça de garganta e nos músculos
Mal estar
Tosse seca

Por que é difícil combatê-la?

O vírus pode ser de três tipos (A, B e C). Os dois primeiros são mais comuns. Eles ainda sofrem pequenas alterações genéticas. Por isso, a cada ano, a composição da vacina é alterada. O vírus da influenza já produziu três epidemias de maior importância, em 1918, 1957 e 1968. Todas ocorreram depois de mudanças genéticas drásticas.

Quem deve procurar a vacina?

A vacinação contra gripe é recomendada para os grupos de maior risco, como idosos e portadores de doenças crônicas. A vacina deve ser aplicada antes do inverno. No Brasil, o período indicado para a vacinação é no mês de abril.

Epidemias pelo mundo

1918-1919 - A gripe espanhola apareceu no final da I Guerra Mundial e, em menos de um ano, matou milhões de pessoas. A epidemia foi tão severa que nos Estados Unidos, onde um quarto da população foi infectada e 675 mil pessoas morreram, a expectativa de vida caiu 10%. A doença chegou ao Brasil provavelmente em setembro de 1918. Dois meses depois, já havia se alastrado por todo o país. Em apenas um mês, no Rio de Janeiro, morreram 15 mil pessoas. Entre as vítimas estava o presidente da República Rodrigues Alves.

1968 - A gripe de Hong Kong ganhou o mundo e matou mais de 46 mil pessoas. O vírus foi transmitido das aves para os seres humanos.

1997 - Um surto da doença causado pelo vírus H5N1, cujo primeiro caso foi registrado em maio, causou quatro mortes em Hong Kong. O H5N1 era um vírus conhecido, mas até aquele momento só afetava as aves. Uma mutação genética tornou-o transmissível também para os humanos, assustando a população da ex-colônia britânica e deixando os virologistas em estado de alerta. O governo teve de sacrificar 1,4 milhão de aves.

Curiosidades sobre a gripe

O vírus da gripe tem 80 milhões de anos e, a cada 30 anos, ressurge em uma nova versão, muitas vezes fatal.

Em épocas pré-históricas, a gripe já atacava pequenos roedores, passando depois para mosquitos e carrapatos. Esses animais se tornaram imunes, mas o vírus seguiu se reproduzindo e se adaptando às mudanças climáticas do planeta.

Ao longo da História, a gripe tem sido a causa de grandes mortandades. Nas epidemias de 1890, 1900 e 1918-1919, a gripe espanhola matou mais de 20 milhões de pessoas em menos de um ano.

A principal característica do vírus é sua espantosa capacidade de mudar tão logo o organismo humano crie anticorpos. O vírus segue sua mutação de tal maneira que a cada 30 anos geralmente aparece uma forma altamente letal.

Pesquisas recentes indicam a existência de 130 tipos de gripe.

Fonte: educaterra.terra.com.br

Gripe

A gripe é causada pelo vírus Influenza que é altamente contagioso. Para ter-se uma idéia de sua capacidade de contágio, basta dizer que a bordo dos aviões ele pode rodar o mundo inteiro em apenas quatro dias. Em constante mutação, propaga-se com mais rapidez do que os do resfriado comum.

Esse vírus causa infecção das vias respiratórias e pode representar grave perigo para a saúde, não pelo resfriado ou pela gripe em si, mas pelas complicações que dele advêm, como sinusite e pneumonia.

Muitos casos de gripe poderiam ser evitados com a vacinação. Como os idosos são mais sensíveis às complicações da gripe, a vacina é um recurso importante para a prevenção. É aconselhável, também, que crianças e profissionais da área de saúde sejam vacinadas.

A vacina da gripe não garante proteção total, mesmo assim, quem contrair gripe depois de recebê-la, certamente terá uma forma mais benigna da doença. Seus efeitos colaterais, se aparecerem, serão fracos. Algumas pessoas sentem o corpo dolorido e as crianças podem desenvolver um estado febril de baixa intensidade.

A imunização efetiva ocorre cerca de duas semanas após a vacinação, que deve ser efetuada preferivelmente na época das campanhas, pois estas geralmente antecedem os períodos de maior incidência de contaminação.

Recomendações

Dores de cabeça, dores no corpo e febre:

1) geralmente os resfriados não provocam febre nos adultos, mas a gripe, sim. Banhos prolongados, preferivelmente de imersão, com água morna podem ajudar a reduzir a febre e o desconforto que causa;
2)
mulheres grávidas, pessoas com histórico de úlceras e crianças não devem tomar antitérmicos e analgésicos sem ordem expressa do médico;
3)
beba muito liquido.Com febre a pessoa transpira mais. Essa perda de fluidos do organismo pode causar desidratação. Desidratação grave causa sede, diminui a micção e escurece qualquer urina produzida.

Diarréia

Esse sintoma da gripe, raro em adultos, é comum nas crianças. O maior risco é a desidratação, portanto assegure-se de que a criança ingira bastante líquido. Bebês devem tomar soro fisiológico feito em casa (1litro de água fervida, 1colher de chá de sal, 1colher de açúcar) ou adquirido nas farmácias.

Importante

Procure o médico imediatamente se os sintomas de gripes e resfriados não desaparecerem em no máximo 10 dias ou na ocorrência de febre alta, tosse intensa, falta de ar, respiração difícil, expectoração marrom ou esverdeada, pescoço rígido, dor forte de cabeça, erupção cutânea, dor de garganta, gânglios inflamados e diarréias em crianças. Esses sintomas podem sugerir complicações mais graves, como infecções bacterianas, meningites, sinusites e pneumonias.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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