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Herpes Simples

Aspectos Epidemiológicos

Agente etiológico - O herpes simples é causado pelo herpesvírus hominus tipo-1. São vírus DNA, da família Herpesviridae.

Reservatório - O homem

Modo de transmissão - Por contato íntimo com indivíduo transmissor do vírus, a partir de superfície mucosa ou de lesão infectante. O HSV é rapidamente inativado em temperatura ambiente e após secagem, logo, a disseminação por aerossóis ou fômites é rara. O vírus ganha acesso através de escoriações na pele ou de contato direto com a cérvix uterina, uretra, orofaringe ou conjuntiva. A transmissão assintomática também pode ocorrer, sendo mais comum nos primeiros 3 meses após a doença primária, quando o agente etiológico é o HSV-2 e na ausência de anticorpos contra o HSV-1.

Período de incubação - É de 1 a 26 dias, em média 8 dias.

Período de transmissibilidade - Variável de 4 a 12 dias após o aparecimento dos primeiros sintomas. Nas infecções assintomáticas, orais e genitais, pode haver disseminação transitória do vírus.

Aspectos Clínicos

Descrição - As infecções pelo herpes simples vírus apresentam-se como desafios, cada vez maiores, para diversas áreas da medicina, por serem dotadas de várias peculiariedades. Dentre elas, citam-se a capacidade do vírus permanecer em latência por longos períodos de tempo, podendo sofrer reativação periódica, gerando doença clínica ou sub-clínica. O herpes simples vírus é comumente associado a lesões de membranas mucosas e pele, ao redor da cavidade oral (herpes orolabial) e da genitália (herpes anogenital). O vírus do herpes simples determina quadros variáveis benignos ou graves. Há dois tipos de vírus: o tipo-1, responsável por infecções na face e tronco, e o tipo-2, relacionado às infecções na genitália e de transmissão geralmente sexual. Entretanto, ambos os vírus podem infectar qualquer área da pele ou das mucosas. As manifestações clínicas são distintas e relacionadas, ao estado imunológico do hospedeiro. A primo-infecção herpética é, em geral, sub-clínica e passa despercebida; o indivíduo torna-se portador do vírus sem apresentar sintomas. Em pequena porcentagem de indivíduos, a infecção é grave e prolongada, perdurando por algumas semanas. Após a infecção primária, o vírus pode ficar em estado de latência em gânglios de nervos cranianos ou da medula. Quando reativado por várias causas, o vírus migra através de nervo periférico, retorna à pele ou mucosa e produz a erupção do herpes simples recidivante.

Gengivoestomatite herpética primária: é de observação mais comum em criança, podendo variar de um quadro discreto, com algumas lesões vésico-erosivas e subfebril, até quadros graves, com erupção vesiculosa, febre alta, adenopatias e comprometimento do estado geral. Com o rompimento das vesículas, formam-se exulcerações, a gengiva edemacia-se e a alimentação é dificultada. A faringe pode ser atingida. Eventualmente, a primo-infecção em crianças ocorre na região genital (vulvo-vaginite herpética). O quadro dura de 2 a 6 semanas, com tendência à cura, sem deixar seqüelas.

Herpes recidivante: é de observação mais comum em adultos, surgindo as lesões em qualquer área da pele ou mucosa, onde ocorreu a inoculação primária. O aparecimento das lesões é, em geral, precedido de horas ou dias de discreto ardor ou prurido local; surgem em seguida as lesões características, vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que se tornam pústulas e se ulceram. A localização mais freqüente é nos lábios, desencadeado por traumas, exposição ao sol, tensão emocional, menstruação e infecções respiratórias.

Herpes genital: a primo-infecção em adulto surge 5-10 dias após o contato, em geral pelo Herpes Simples Tipo-2. Vesículas agrupadas dolorosas aparecem no órgão genital masculino, vulva ou reto, sendo o quadro acompanhado de cefaléia, febre e linfadenopatia. O herpes recidivante genital é freqüente e perdura de 5 a 10 dias.

Ceratoconjuntivite herpética: a primo-infecção pode ser no olho, com vesículas e erosões na conjuntiva e córnea. Após a regressão, podem surgir as recidivas, que determinam ulcerações profundas, eventualmente causando cegueira. Herpes simples neonatal: ocorre quando a parturiente apresenta herpes genital com contaminação do neonato durante o parto. São vesículas e bolhas que se erosam e são recobertas por crostas, sendo na maioria dos casos causadas pelo herpes simples tipo-2. O herpes simples neonatal é grave e muitas vezes fatal. Dos sobreviventes, 50% têm seqüelas neurológicas ou oculares.

Panarício herpético: infecção herpética recidivante atingindo os dedos das mãos e dos pés. Na primo-infecção, o quadro inicial é de vesículas que convalescem, podendo formar uma única bolha, com adenopatia e eventualmente febre. Após a cura da primo-infecção, ocorrem recidivas locais.

Doença neurológica: o acometimento neurológico é comum, uma vez que o herpes simples é um vírus neurotrópico. As complicações do sistema nervoso central são: meningite, encefalite, radiculopatia, mielite transversa.

Herpes simples em imunodeprimidos: o herpes simples em latência surge freqüentemente pela imunodepressão, impetigos, micose fungóide, leucemias, mieloma, transplantes e doenças crônicas. É uma das complicações mais freqüentes na aids, podendo com maior freqüência causar encefalite.

Sinonímia - Herpesvírus hominis, herpevírus tipo 1 e 2.

Gravidez: deve ser considerado o risco de complicações obstétricas, particularmente se a primo-infecção ocorrer durante a gravidez. A infecção primária materna no final da gestação oferece maior risco de infecção noenatal do que o herpes genital recorrente. As complicações do herpes na gestação são numerosas. Entretanto, a transmissão fetal transplacentária é rara, sendo em uma a cada 3.500 gestações. A infecção do concepto intra-útero, nos primeiros meses da gestação, culmina, freqüentemente, em aborto. O maior risco de transmissão do vírus ao feto se dará no momento da passagem desse pelo canal de parto, resultando em, aproximadamente, 50% de risco de contaminação. Mesmo na forma assintomática, poderá haver a transmissão do vírus por meio do canal de parto. Recomenda-se, portanto, a realização de cesariana, toda vez que houver lesões herpéticas ativas. Essa conduta não traz nenhum benefício quando a bolsa amniótica estiver rota há mais de 4 horas. A infecção herpética neonatal é grave, exigindo cuidados hospitalares especializados.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos - Diagnosticar e tratar precocemente todos os casos; prevenir o herpes neonatal.

Notificação - Não é doença de notificação compulsória nacional.

Medidas de Controle

É infecção de difícil controle em virtude de sua elevada transmissibilidade. Os contatos devem ser encaminhados à unidade de saúde para detectar a doença precocemente e para serem orientados quanto as medidas de prevenção de futuros parceiros. Os preservativos masculinos e femininos previnem a transmissão apenas nas áreas de pele recobertas pelos mesmos, podendo ainda assim ocorrer transmissões a partir de lesões na base do órgão genital masculino, na bolsa escrotal ou em áreas expostas da vulva. A busca de uma vacina eficaz e segura pode representar o amplo controle dessa doença.

Fonte: www.pgr.mpf.gov.br

Herpes Simples

O herpes simples é uma doença infecciosa aguda. Com exceção das infecções respiratórias, é, provavelmente, a virose mais comum.

Os vírus do herpes simples (VHS ou HSV), apresentam dois tipos distintos: tipo 1 (VHS-I), causador das infecções bucais, e o tipo 2 (VHS-II), causador das infecções genitais.

Atualmente, sabe-se que tanto o tipo 1 como o tipo 2 podem provocar infecções em ambas as localizações, entretanto, a maioria das infecções bucais é devida ao VSH-I.

São vesículas que aparecem geralmente na gengiva, língua e lábios, podendo em média durar 10-14 dias. Pode causar febre, mal-estar, dor de cabeça, dor ao deglutir, irritabilidade, náuseas, fadiga, perda do apetite, indisposição, inflamação dos gânglios e dor de garganta; pode ocasionar gengivite intensa.

O aspécto clínico e a história da doença pelo VHS são bem característicos.

Herpes Simples - Foto Ilustrativa

Para que um indivíduo apresente o herpes simples, é necessário que na infância, ele tenha apresentado a gengivo-estomatite herpética primária. Caracteriza-se por lesões inflamatórias que evoluem a ulcerações superficiais por toda a mucosa bucal, acompanhada de dor, febre, irritabilidade e linfadenopatia regional.

Regridem em 2 a 3 semanas. Isto é a infecção primária, ou seja, o primeiro contato com o vírus causador do herpes simples.

Após a infecção primária, o vírus se instala nos gânglios nervosos regionais, permanecendo latente, dormente, até ser reativado. As lesões recidivantes iniciam-se com ardor local, coceira e aparecimento de pequenas vesículas que coalescem, originando lesões maiores. Posteriormente, estas se rompem ocasionando ulcerações com halo eritematoso, ou seja, a região fica muito vermelha, machucada e dolorida.

Normalmente, as lesões cicatrizam em 7 a 14 dias sem deixar marcas.

Os fatores capazes de desencadear as recidivas, tirar o vírus da latência são: infecções das vias aéreas, doenças que são acompanhadas de febre alta (pneumonia, sinosites...), raios solares, traumatismo, mestruação, estress físico e emocional. As causas predisponentes são as que diminuem a resistência do paciente. Na maioria dos casos, não se consegue identificar o fator desencadeante. É mais freqüente em adultos e em crianças na faixa etária de 1 a 6 anos, podendo estar associado ao período da erupção dentária.

Deve-se fazer tentativas de controle da doença através de quimioterápicos antivirais e programas educativos. Não há tratamento específico, mas a desidratação das vesículas com vapor de cânfora, álcool absoluto, ou tintura composta de benzoía pode acelerar o curso da doença e promover a cicatrização sem seqüelas. O controle da infecção por este vírus baseia-se na prevenção através do cumprimento rigoroso das normas universais de biossegurança. Com um acompanhamento profissional é indicado para tratar, em alguns casos, Aciclovir - compr. (fazer uso do medicamento somente com receita); na fase prodrômica da manifestação do herpes, pode-se usá-lo topicamente de 5 a 6 vezes ao dia. Os casos de resistência são raros e, quando ocorrerem, a droga de eleição é o Foscarnet. O dentista vai saber o que é indicado para seu caso.

O VHS é mais freqüentemente transmitido através do contato direto com lesões ou objetos contaminados. A disseminação assintomática do vírus, através de fluídos orgânicos (sangue, saliva e secreções vaginais) ou das lesões crostosas - consideradas até como não infectantes - constituem uma importante forma de trasmissão.

O vírus sempre está presente na saliva do indivíduo durante a evolução da doença, podendo transmitir-se através de perdigotos e também pelo beijo.

Esse vírus pode infectar a pele ou membranas mucosas. Pode provocar também infecção ocular (via aerossóis ou auto-inoculação), porém não consegue atravessar a pele íntegra.

O VHS pode sobreviver por 2 horas na pele; por 4 horas em superfícies plásticas e por até 3 horas em tecidos.

O vírus quando penetra em um organismo saudável, que não tinha tido contato com o vírus até o momento, ele costuma permanecer em estado de latência. A reativação pode ser estimulada por trauma dos tecidos, estress, imunossupressão, luz ultravioleta, alterações hormonais e infecções.

Atenção

A persistência dessas lesões causadas pelo VHS, por mais de 4 semanas associadas à soropositividade para o HIV é conclusivo para o diagnóstico de AIDS. Procure sempre um profissional da área de saúde para orientações!!!

Seguem algumas ilustrações de herpes simples.

Herpes Simples - Foto Ilustrativa

Na região anterior do lábio, temos o herpes simples na fase de crosta, constituem uma importante forma de transmissão, como dito anteriormente. No canto da boca, está o herpes simples ainda na fase de vesículas, esta secreção produzida, é extremamente contagiosa.

Herpes Simples na Língua

Este paciente portador do vírus herpes simples, teve uma manifestação na língua, em forma de placa branca amarelada, com os mesmos sinais e sintomas das demais manifestações.

Caso de Herpes Recorrente

Caso de Herpes Recorrente onde o paciente apresentou todos os sinais e sintomas anteriormente relatados no artigo.

Fonte: www.saudevidaonline.com.br

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