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Herpes Simples

 

O vírus do herpes simples, Herpesvirus homini, determina quadros variáveis benignos ou graves. É doença universal.

Há dois tipos de vírus: o tipo 1, HSV-1, responsável pela maioria das infecções na face e tronco, herpes não genital e o tipo 2 HSV-2, agente das infecções na genitália e de transmissão geralmente sexual, herpes genital. Cerca de 80 a 90 % das infecções virais não genitais são causadas pelo HSV-1 e 20 a 10 % pelo HSV-2. O contrário acontece nas infecções genitais.

A transmissão da infecção ocorre por contato interpessoal. As partículas virais infectam a mucosa (bucal, vaginal, peniana ou retal) ou por soluções de contigüidade da pele (pele machucada). A primeira infecção herpética é encontrada em indivíduos que nunca tiveram contato prévio com o vírus. A infecção pelo HSV-1 ocorre em 90 % das crianças até os dez anos de idade.

A transmissão do HSV-2 é geralmente por contato sexual. Anticorpos anti HSV-2 são raramente observados antes da adolescência.

O período de incubação da primeira infecção gira em torno de dez dias. O quadro clínico é variável, podendo ser grave para a infecção pelo HSV-1 e pode perdurar por semanas. Quando discreta ou assintomática passa despercebida e o indivíduo torna-se portador. Após a infecção primária, o vírus permanece em latência (incubado) em gânglios de nervos cranianos ou espinhais. Quando reativado, por vários motivos, migra através do nervo periférico e retorna a pele e mucosa. É o herpes simples recidivante.

O vírus pode ser transmitido na ausência da lesão clinica ou portador sem sinais de infecção. Esta possibilidade explica a transmissão do herpes genital pelo parceiro clinicamente sadio. Eventualmente nestes casos a manifestação clínica pode ocorrer muito tempo após o contato sexual repetido. A mudança no comportamento sexual que ocorreu nas últimas décadas tem determinado aumento extraordinário da incidência e prevalência do herpes simples genital, bem como a aumento na incidência de sua localização na região oral. Nos EUA avalia-se entre 40 a 60 milhões a prevalência da infecção pelo HSV-2.

Herpes Simples Não Genital

É de observação mais comum em criança. O tempo de incubação entre a exposição e o aparecimento dos sintomas é de 3-10 dias. Pode variar de um quadro discreto, com algumas lesões vésico-erosivas (bolhas que se rompem e tornam-se úlceras superficiais) e subfebris até quadros graves como erupção vésico-bolhosa com febre alta, adenopatias (ínguas) e comprometimento do estado geral.

Com o rompimento das vesículas formam-se exulcerações, logo recobertas de placas esbranquiçadas: a gengiva fica edemaciada e a alimentação torna-se difícil.

A garganta pode ser comprometida.

A primeira infecção pode afetar os olhos, levando a cegueira.

Pode também afetar os dedos principalmente de médicos, dentistas, enfermeiros e auxiliares trabalhando sem proteção. Após a cura pode haver recidivas (panarício herpético).

Herpes não genital recidivante

É de observação mais comum em adultos, surgindo em qualquer área da pele ou mucosa após a inoculação primária. O aparecimento das lesões em geral e precedida em geral de horas ou dias de discreto ardor ou prurido local; surgindo depois as lesões características, vesículas agrupadas sobre base eritematosa(vermelha), que se tornam pústulas e se ulceram. A localização mais freqüente é nos lábios. Tem como fatores desencadeantes traumas, exposição ao sol, tensão emocional, menstruação, alimentos (chocolates) e infecções respiratórias (gripe).

Herpes simples genital

A primeira manifestação em adultos pelo HSV-2 surgem 5 a 10 dias após a inoculação. É caracterizada por vesículas agrupadas dolorosas no órgão genital masculino, vulva ou reto, que se ulceram. Pode ter sintomatologia discreta ou intensa. Nestes casos no homem há lesões em todo o falo, febre, dor de cabeça e linfadenopatia (ínguas), que involuem em cerca de duas semanas. Na mulher é caracterizada por vulvovaginite dolorosa acompanhada eventualmente de cistite e uretrite. Na maioria do pacientes há comprometimento do colo do útero.

Na localização da região rertal há proctite dolorosa, com tenesmo (dor ao evacuar) e secreção purulenta.

Herpes Genital recidivante

É repetido e caracteriza-se também por vesículas que se rompem formando pequenas ulcerações. Normalmente não tem sintomas gerais. Perduram 5 a 10 dias.

Tratamento

A droga efetiva é o aciclovir e outros antivirais, oral ou parenteral (na veia). A recidiva deve ser tratada igualmente.

Profilaxia

Quando a recidiva é freqüente o aciclovir deverá ser administrado profilaticamente por pelo menos 6 meses.

Vacinas estão em estudo.

Wanderley Ricardo de Paula

Fonte: www.brasiliaindica.com.br

Herpes Simples

Herpes simples: doença que afeta 99% da população

O herpes simples ou herpes recidivante é uma doença que afeta quase todos nós seres vivos. Muitas pessoas nem sabem que têm a doença, mas possuem o vírus escondido em seu organismo, que em condições que diminuem a resistência do mesmo, se torna ativo o que, conseqüentemente, ocasiona o herpes.

O herpes é causado por dois tipos de vírus, o tipo I e tipo II, sendo este último de localização principalmente genital e associado, às vezes, ao câncer de colo de útero.

A doença manifesta-se com ardor ou coceira local que, freqüentemente, antecede o aparecimento de bolhas pequenas agrupadas como um bouquet. Pode ocorrer em qualquer área do corpo, mas é mais comum próximo à mucosa oral ou genital.

As situações debilitantes que podem fazer o herpes manifestar são principalmente: stress, sol, distúrbios gastrintestinais, menstrual, infecções em geral, gripe, todas as doenças que diminuem a defesa orgânica, inclusive a AIDS.

Como afeta grande parte da população, procura-se ardentemente a cura para o herpes. Dizem que o primeiro laboratório farmacêutico que lançar a vacina realmente eficaz, terá o valor de suas ações tremendamente valorizado. Suspeita-se que esta vacina já esteja próxima, mas com o receio da espionagem farmacêutica pouco se fala sobre isso.

O tratamento atual consiste em uso de antivirais orais. Eles oferecem excelentes resultados nas crises agudas. Quando o paciente está com muitas crises seguidas, usamos preventivamente em doses mais baixas e por tempo prolongado. É também válido seu uso preventivo em situações de muita emoção, como por exemplo, quando o paciente vai casar, vai ficar tenso, ele provavelmente vai ativar o seu herpes.

Evita-se o uso de antivirais tópicos, pois podem induzir a resistência do vírus ao medicamento oral.

Ainda não existe vacina eficaz para o tratamento do herpes. Acredita-se que as melhoras relatadas com o seu uso são por auto sugestionamento.

Sempre lembrar que a grávida que tem herpes genital não pode fazer parto normal, deve ser feita cesariana, pois existe o risco de contaminação do bebê no canal do parto. No recém-nato, o herpes pode levar à patologia de risco de vida, como a encefalite herpética.

Uma mensagem final é que a população não deve ficar alarmada com a doença, que já tem um controle excelente. O importante é evitar o contato íntimo quando ainda existem bolhas (as lesões são contagiosas nesta fase), evitar as situações precipitantes do herpes e a certeza de que, em breve, teremos uma cura para esta doença que acomete praticamente todos nós.

Cristina Mansur

Fonte: www.sitemedico.com.br

Herpes Simples

O herpes foi observado e descrito pela primeira vez pelo patologista vienense Benjamin Lipschuetz (1878-1931), após uma demonstração microscópica da existência do vírus filtrável.

O agente infeccioso da doença é o vírus do herpes simples (HSV) dos tipos I e II, diferenciados serologicamente. O HSV-1 é responsável por infecções na face e no tronco, e o HSV-2 está relacionado com as infecções na área genital, de transmissão geralmente sexual. Essa divisão não é muito exata, já que ambos os vírus podem infectar qualquer área da pele ou das mucosas. Ambos são DNA vírus do tipo herpesvirus hominis, da família herpesviridae da qual também fazem parte o vírus varicela-zoster (V-Z); o Epstein-Barr vírus (EBV) e o citomegalovirus (CMV).

Herpes Simples
Infecções no HSV-1 no lóbulo do ouvido

Herpes Simples
Infecções no HSV-1 na gengiva

Herpes Simples
Infecções no HSV-1 na boca

Herpes Simples
Herpes genital faciais

Herpes Simples
Herpes genital (Infecções no órgão genital masculino)

Herpes Simples
Infecção da HSV-2 nas nádegas

Vírus são partículas sub-microscópicas (DNA ou RNA) que, provenientes do meio externo, infectam células vivas específicas, integram-se com o material genético da célula e utilizam o próprio metabolismo celular para reproduzirem-se gerando assim novas partículas virais. No caso dos vírus em questão têm caracteristicamente afinidade por células derivadas do tecido ectodérmico, principalmente as células epiteliais e células do tecido nervoso (dermoneurotrópico).

A infecção pode dar-se sob duas formas clínicas básicas: primária - desenvolve-se num indivíduo desprovido de anticorpos que não foi exposto anteriormente à infecção herpética, resultando em produção de anticorpos neutralizantes, e recorrente (recidivante) – instala-se num paciente previamente infectado, portador de anticorpos circulantes.

Relativamente ao herpesvirus hominis, a infecção primária geralmente acontece na primeira infância, ao redor dos 2 ou 3 anos de idade, eventualmente no adolescente ou adulto jovem, uma vez que nestes períodos da vida, várias oportunidades surgem para que ocorra a infecção. As gotículas de saliva contaminada constituem-se num veículo eficiente para a transmissão, além do eventual contato com as secreções das lesões de pessoas que apresentam clinicamente a doença.

Uma vez estabelecida a infecção, ocorre a ativação do sistema imunológico e dependendo da competência deste haverá ou não a expressão clínica da doença.

Na maioria das vezes (99%) ocorre a formação de anticorpos neutralizantes e a doença não se expressa clinicamente ou quando ocorre fá-lo de forma sub-clínica e inespecífica. No entanto, uma pequena parcela desses indivíduos infectados, menos de 1%, irão apresentar manifestações clínicas como consequência desta primo-infecção.

Esta resposta pode ocorrer em várias partes do corpo, sob diversas formas clínicas, entre elas: eczema herpético, panarício herpético, encefalite herpética, gengivoestomatite herpética, etc...

Após a infecção primária o vírus migra através dos nervos para gânglios nervosos podendo ficar em estado de latência (sem causar sintomas) durante muito tempo. Quando reativado, por diversas causas (machucados, sol, tensão emocional, menstruação e outras infecções), o vírus volta novamente para a pele através do nervo e produz as lesões características. Isso tem forte influência da imunidade da pessoa atingida. Pessoas imunodeficientes (com SIDA, leucemias e os transplantados, por exemplo) ou com algumas doenças crónicas costumam apresentar reativação do vírus mais frequentemente e de formas diferentes das habituais.

O herpes simples recorrente tem início com uma sensação pruriginosa e de tensão no local, onde após 12 a 24 horas ocorrerá a formação de vesículas acompanhadas de intensa sintomatologia. Esta forma recorrente geralmente não ocasiona alterações sistémicas significativas, o quadro é particularmente localizado envolvendo na maioria das vezes a região extra-bucal, afetando particularmente o vermelhão dos lábios, a pele dos lábios, principalmente a linha de transição entre as duas regiões, pode atingir ainda a pele do mento, nariz e malar. A linfadenopatia do tipo inflamatório geralmente está presente. Quando a mucosa bucal é acometida, as lesões mostram preferência pela gengiva e palato. As vesículas perduram por um período de 1 a 3 dias, quando se rompem deixando no local úlceras que posteriormente são recobertas por crostas, no caso das lesões externas, e cicatrizam-se espontaneamente decorridos 7 a 14 dias sem deixar sequelas…

O tipo I gera gengivoestomatites, que ocorrem mais frequentemente nas crianças menores de 5 anos.

Na fase da primeira infecção ocorre febre, dor de garganta, gânglios cervicais, edema de faringe e vermelhidão seguidas do desenvolvimento de lesões vesiculares ou ulcerativas na mucosa oral ou faríngea. A recorrência no aparecimento das lesões de orofaringe (geralmente com pródomos de coceira ou ardência por comprometimento de raízes nervosas), são mais frequentes nos lábios.

As lesões intra-orais são raras na recorrência.

O tipo II gera lesões genitais: A primeira infecção, se no sexo feminino, ocorre geralmente na vulva, uretra ou cérvix uterina. Sintomas de disúria (ardência ao urinar) podem ocorrer pelo acometimento da uretra. No homem a infecção inicial é mais frequentemente vista na glande peniana, prepúcio (pele que o recobre) ou no próprio pénis. No surto inicial pode ocorrer mal-estar, anorexia (falta de apetite) e gânglios (ínguas) na região da virilha. A recorrência das lesões genitais variam de indivíduo para indivíduo.

O vírus do herpes simples tem difusão no mundo inteiro, afetando cerca de 2% da população, sendo que 80% dos adultos possuem anticorpos circulantes contra o vírus.

O vírus é mais prevalente antes do 5º ano de idade dos indivíduos. Os ambientes de maior aglomeração, principalmente os mais pobres, contribuem para a incidência da infecção, da qual o homem é o único reservatório. Sua transmissão dá-se através do contato direto, entre eles a transmissão materna, o beijo e o contato sexual. Há ainda formas indiretas de contato através de objetos de uso pessoal.

O período de incubação pode ser de 2 dias a 2 meses.

Quanto a prevenção, até ao momento não há vacinas liberadas para o uso contra os vírus. Algumas permanecem em pesquisa desde os meados de 1990, até agora sem sucesso.

Entre as melhores formas de prevenção do herpes simples estão a higiene pessoal e a educação sanitária, com cuidado especial no sentido de evitar a contaminação da pele com material infectante.

As infecções herpéticas podem ser tratadas, mas o vírus não pode ser aniquilado, apenas mantido sob controlo. Começar o tratamento de um ataque de herpes simples I ou II dentro de 6 dias após o aparecimento dos primeiros sinais, pode ajudar o surto a desaparecer mais rapidamente. O herpes simples é geralmente tratado com vidarabina ou acyclovir (Zovirax) em forma de comprimidos ou em pomada. O segundo fármaco é o tratamento de escolha nas lesões mucocutâneas nos imunodeficientes, na encefalite e na forma neonatal, preferivelmente via intravenosa. O uso oral do acyclovir é indicado no tratamento inicial da forma genital.

Os efeitos secundários deste fármaco são raros e geralmente limitados a dores de cabeça e náusea.

Outros medicamentos eficazes contra o herpes incluem Valtrex e Famvir, que provocam normalmente dores de cabeça, náusea e vómitos.

Zinco e vitaminas C e E parecem aumentar a resposta do sistema imunitário contra herpes.

Extratos de Aloé vera parecem promover cicatrização e é possível que tenha efeitos anti-vírus. Carrisyn é o nome de marca de uma versão bebível.

Lysina é um aminoácido que tem ajudado algumas pessoas a tratar ou prevenir herpes, especialmente vesículas febris e úlceras. A dose recomendada é 500mg tomada três vezes por dia.

Outra opção terapêutica que tem se mostrado bastante eficiente para os casos de herpes é o uso do LASER terapêutico (baixa intensidade de potência).

O LASER atua como anti-inflamatório e analgésico; estas propriedades somadas ao seu poder bioestimulante diminuem o desconforto logo após a primeira aplicação e aceleram a reparação.

Os episódios de recorrência geralmente não respondem bem com à terapia mencionada.

Nos pacientes que possuem quadros de recorrência severos e frequentes, doses ditas supressivas da droga podem ser usadas mas não afetam o risco, a frequência ou a gravidade das recidivas.

No tratamento do herpes simples recidivante já foram tentadas as mais variadas técnicas e substâncias sem êxito importante. Na atualidade, sabe-se que a destruição do vírus pelo rompimento da cadeia de DNA surte os melhores efeitos na cura da doença. O primeiro método é chamado de foto-inativação e fundamenta-se no fato de que alguns corantes como o vermelho neutro, azul de toluidina e proflavina têm afinidade pela base guanina do DNA, causando rompimento da molécula sob exposição à luz.

O corante mais utilizado é o vermelho-neutro em solução aquosa de 0,1% aplicado sobre as lesões desde o início dos primeiros sintomas e exposição à luz, fluorescente, por cerca de 20 minutos. A aplicação e exposição devem ser repetidas cerca de três vezes ao dia, nos primeiros dias, após o aparecimento de vesículas que devem previamente ser rompidas com agulha esterilizada. O procedimento deve ser repetido a cada episódio recidivante da doença, sendo que os surtos e sua intensidade, em considerável número de pacientes, vão-se reduzindo e ficando menos sérios até desaparecerem completamente uma vez destruídos todos os vírus latentes.

Há também produtos e procedimentos que deve evitar.

Estes podem levar a um agravamento do surto: pomadas e cremes contendo cortizona ou antibióticos; nonoxynol-9 espalhado sobre vesículas febris e úlceras; tratamentos de luz e corantes vermelhos; idoxuridine (IDU, Stoxil, Herplex-D) espalhado sobre vesículas febris e úlceras; luz ultravioleta (incluindo luz solar e câmaras de bronzeamento rápido).

O bom senso clínico determina que para prevenir a ocorrência das lesões, inicialmente seja feito, junto ao paciente, um trabalho de orientação quanto à participação dos agentes desencadeantes. Identificar tais fatores e evitá-los, se possível, com certeza diminuirá a frequência das recorrências.

Fonte: portfolio.med.up.pt

Herpes Simples

Como mãe está ansiosamente esperando o nascimento do filho, é provável que esteja tomando uma série de medidas para garantir a saúde do seu bebê. Uma das medidas que os especialistas recomendam é se informar a respeito da infecção pelo vírus do herpes simples (HSV). A infecção por este vírus comum em geral é leve em adultos; no entanto, em lactentes, o HSV pode causar uma doença rara, porém grave.

O que é o vírus do herpes simples?

O HSV pode causar feridas na face e nos lábios (herpes facial, por exemplo "vesículas dolorosas"), ou feridas na região genital (herpes genital). O HSV-1 é a causa usual do herpes facial e o HSV-2 é a causa usual do herpes genital. No entanto, qualquer tipo de HSV pode infectar qualquer parte do organismo.

Qualquer tipo também pode infectar os recém-nascidos.

Qual a freqüência do vírus do herpes simples?

O número de pessoas infectadas pelo HSV-2 pode variar muito nos diferentes países e em diferentes populações. A prevalência de infecção pelo HSV-2 varia em todo o mundo. Cerca de 25% dos americanos adultos em comparação a 4-14% dos europeus e australianos estão infectados pelo vírus. A proporção de herpes genital em virtude de infecção pelo HSV-1 é elevada ou está aumentando em muitos países (p.x. Inglaterra, Escócia, EUA, Dinamarca, Holanda e Japão).

Você pode contrair o herpes genital se tiver contato sexual com um parceiro infectado pelo HSV ou se o parceiro infectado pelo HSV fizer sexo oral com você.

A maioria das pessoas com HSV não sabe que estão infectadas porque não têm sintomas ou porque os sintomas são extremamente leves e passam despercebidos.

Como o bebê contrai o herpes simples?

O bebê contrai o HSV com maior freqüência durante o nascimento, se o vírus estiver presente no canal de parto durante o parto.

O bebê também pode contrair o HSV se for beijado por alguém que sofra de herpes labial.

Em casos raros, o bebê pode contrair o HSV pelo toque, se alguém tocar uma lesão labial ativa e tocar imediatamente o bebê.

Como o herpes pode prejudicar o bebê?

O HSV pode causar herpes neonatal, uma doença rara, porém ameaçadora da vida. O herpes neonatal pode causar infecções de pele, oculares ou orais, lesão do sistema nervoso central e de outros órgãos internos, retardo mental ou morte. A medicação pode ajudar a prevenir ou reduzir o dano duradouro se for administrada precocemente.

Quantos bebês contraem herpes neonatal?

Embora o herpes genital seja comum, o risco de seu bebê contrair herpes neonatal é baixo, particularmente se você contraiu herpes genital antes do terceiro trimestre de gravidez. Nos EUA, um em cada 1800-5000 nascidos vivos são acometidos, no Reino Unido, um em cada 60.000, na Austrália e na França, um em cada 10.000 e na Holanda, um em cada 35.000 bebês contraem a infecção. Isto significa que a maioria das mulheres com herpes genital dá à luz bebês sdaios.

Quais os bebês sob maior risco?

Os bebês sob maior risco de herpes neonatal são aqueles cujas mães contraem a infecção pelo HSV genital no último trimestre de gravidez. Isto ocorre porque uma mãe recém-infectada ainda não produziu anticorpos suficientes contra o virus, de modo que não existe praticamente nenhuma proteção natural para o bebê antes do nascimento e durante o mesmo. Além disso, a infecção recém-adquirida pelo HSV genital está freqüentemente ativa; portanto, é provável que o vírus esteja presente no canal de parto durante o parto.

O que ocorre com as mulheres grávidas que têm história de herpes genital?

As mulheres que adquirem herpes genital antes de engravidar têm um risco muito baixo de transmitir o HSV para os bebês. Isto ocorre porque o sistema imune dessas mulhers já produziu anticorpos, que são passados para o bebê na corrente sangüínea através da placenta. Mesmo se o HSV estiver ativo no canal do parto durante o parto, os anticorpos ajudam a proteger o bebê. Além disso, se a mãe souber que tem herpes genital, o médico tomará medidas para proteger o bebê.

Protegendo o bebê: mulheres com herpes genital?

Se estiver grávida a tiver herpes genital, você pode ficar preocupada com o risco de transmitri a infecção para o bebê. Fique ciente de que o risco é extremamente pequeno, especialmente se você já tem herpes por algum tempo.

As seguintes medidas podem ajudar a diminuir ainda mais o risco:

Converse com seu médico de família ou obstetra. Certifique-se que ele ou ela saibam que você tem herpes genital.
Na hora do parto, verifique se está com algum sintoma na área gential - feridas, coceira, formigamento ou ardência. Seu médico também Ihe examinará com uma luz forte para detectar qualquer sinal de surto de herpes.
O ideal é que seu obstetra discuta com você, no início da gravidez, as opções de manejo do surto de herpes no momento do parto. As opções são proceder com o parto vaginal (evitando o uso de rotina de instrumentos) ou fazer parto cesáreo. Atualmente não há informações suficientes para se favorecer claramente uma opção ou outra; o risco de transmissão pelo parto vaginal é muito baixo e deve ser pesado contra o risco de parto cesáreo para a mãe.
Converse com seu médico sobre a estratégia de não romper a bolsa d'água que envolve o bebê, a menos que seja necessário. A bolsa d'água pode ajudar a proteger o bebê durante o maior tempo possível contra o vírus no canal do parto.
Depois do nascimento, vigie o bebê de perto por cerca de quatro semanas. Os sintomas de herpes neonatal incluem bolhas na pele, febre, cansaço, irritabilidade ou falta de apetite. Embora esses sintomas no início possam ser leves, não espere até seu bebê melhorar. Leve-o(a) ao médico imediatamente. Certifique-se de contar ao médico que você tem herpes genital.
Tenha pensamento positivo! Suas chances de ter um bebê sadio são enormes.

Protegendo o bebê: mulheres sem história de herpes genital

Os bebês cujas mães contraem infecção genital no último trimestre de gravidez são os que têm maior risco de herpes neonatal.

Embora esta ocorrêcia seja rara, a doença pode acontecer e causar lesões graves e até ameaçadoras da vida no bebê. A melhor maneira de proteger seu bebê é conhecer os fatos a respeito do HSV e saber como se proteger. O primeiro passo pode ser descobrir se você já é portadoro do vírus. Se o seu parceiro souber que ele tem herpes genital e você não souber se tem esta doença, é preciso discutir este assunto com seu médico.

Como posso fazer testes para detectar o HSV genital?

Se tiver sintomas genitais, o teste mais fidedigno é a cultura do vírus, que detecta o HSV da(s) área(is) genital(is) acometida(s). Este teste ainda é realizado em poucos lugares no Brasil. Para fazer este teste, seu médico deve colher uma amostra do local em que está o episódio de herpes enquanto as lesões estiverem em atividade, preferivelmente no primeiro dia. Os resultados do teste ficam prontos em cerca de sete dias.

Se não tiver sintomas, o exame de sangue poderá dizer se você está infectada pelo HSV-2, o tipo de HSV que em geral infecta o trato genital. (O exame de sangue também pode lhe dizer se você tem HSV-1 mas, em muitos casos, isto significa simplesmente que você tem herpes facial).

O exame de sangue mais acurado é o Western blot, mas este é muito mais utilizado em pesquisa. Existem ainda outros exames, como ensaios de immunoblot e testes POCKit™. Alguns desses testes só podem identificar a infecção pelo HSV-2, outros podem detectar o HSV-1 e o HSV-2 ou não especificarem.

Pergunte a seu médico a respeito desses testes, já que a disponibilidade dos mesmos é diferente de acordo com os países e alguns testes não são tão acurados quanto os outros.

Como posso garantir que não vou contair a infecção pelo HSV genital?

Se o seu teste for negativo para herpes genital, os passos a seguir poderão ajudá-la a se proteger contra a aquisição da infecção durante a gravidez:

Se o seu parceiro tem herpes genital, abstenha-se de sexo durante os episódios ativos.

Entre os episódios, ele deve usar preservativo do início ao fim toda vez que tiverem contato sexual, mesmo se não tiver sintomas (o HSV pode ser transmitido mesmo quanto os sintomas estão ausentes). Peça a seu parceiro que converse com seu médico a respeito do uso de tratamento antiviral supressivo durante a sua gravidez. Considere se abster de sexo durante o último trimestre.

Se não souber se o seu parceiro tem herpes genital, você pode solicitar-lhe que faça o teste. Caso seu parceiro tenha infecção genital ou facial pelo HSV, você tem chance de adquirir a infecção, a menos que tome medidas para prevenir a transmissão.

Não deixe seu parceiro fazer sexo oral com você se ele tiver uma lesão labial ativa (herpes facial). Você pode contrair herpes genital.

O que acontece se eu contrair HSV genita no final da gravidez?

Se apresentar sintomas genitais ou achar que foi exposta ao HSV genital, fale com seu obstetra imediatamente, já que a infecção durante esta época é a que traz o maior risco de transmissão para o bebê. No entato, saiba que o herpes pode ficar latente ("adormecido") por vários anos. O que parece ser uma nova infecção pode ser uma infecção antiga que está causando sintomas pela primeira vez. Os exames de sangue podem dizer se os seus sintomas são conseqüência de infecção antiga ou se você adquiriu a infecção pelo HSV genital recentemente.

Converse com seu médico a respeito da melhor maneira de proteger seu bebê. Quando uma mulher grávida contrai infecção por HSV genital durante o último trimestre, alguns médicos prescrevem medicação antiviral. Alguns recomendam parto cesáreo sob essas circunstâncias, mesmo se não houver nenhum episodios ativo.

Como posso proteger o bebê que ele nascer?

O bebê pode contrair herpes neonatal nas primeiras semanas de vida. Essas infecções são quase sempre causadas por beijo de adulto que tem lesão labial. Para proteger seu bebê, não o beije quando tiver lesão labial e peça o mesmo para as outras pessoas. Se tiver lesão labial, lave as mãos antes de tocar o bebê.

Para os parceiros das mulheres grávidas:

Se sua mulher estiver grávida e não tiver infecção pelo HSV você pode ajudar a garantir que o bebê permaneça protegido da infecção. Descubra se você tem HSV genital (veja a seção "como posso fazer os testes?"). Lembre-se, aproximadamente 20% dos adultos sexualmente ativos têm infecção pelo HSV genital e a maioria não tem sintomas.

Se descobrir que você tem o vírus, siga essas diretrizes para proteger sua parceira durante a gravidez:

Use preservativos do início ao fim toda vez que tiver contato sexual, mesmo se não tiver sintomas O HSV pode ser transmitido mesmo na ausência de sintomas.
Se tiver surtos de herpes genital, abstenha-se de sexo até a cura completa do episódio.
Converse com seu médico a respeito do uso de medicação antivrial para suprimir os surtos - esta estratégia pode reduzir o risco de transmissão entre os surtos.
Considere abster-se de relações sexuais durante o último trimestre de gravidez de sua parceira. Explore alternativas como toque, beijo, fantasias e massagem.
Se tiver lesões labiais ativas (em geral causadas pelo HSV-1), evite fazer sexo oral com sua parceira.

Sua parceira precisa contar para o médico dela que você tem herpes genital para que todos os aspectos sejam discutidos.

A melhor maneira de proteger o bebê do herpes neonatal é evitar o HSV genital no final da gravidez.

Fonte: www.ihmf.org

Herpes Simples

O vírus do herpes é um dos mais difíceis de controlar. É importante, assim, que as pessoas entendam como ele age, para que possam se prevenir, principalmente porque se estima que 85% da população mundial já tenha tido contato com o vírus, ou seja, são portadores.

Existem dois tipos de vírus do herpes simples, o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 (HSV- 1) é o causador habitual de úlceras labiais. Nesse caso, geralmente a infecção se dá através do contato com secreções da boca ou em torno da boca. O tipo 2 (HSV- 2), por sua vez, normalmente causa o herpes genital e sua transmissão acontece mais através de relação sexual com um portador do vírus, seja durante uma crise (quando o portador apresenta lesões) ou em períodos onde não há sinais ou sintomas.

Há poucos anos pensava-se que o tipo 1 estava mais relacionado com o herpes labial e o tipo 2 com o herpes genital. Hoje as pesquisas têm mostrado que ambos os tipos podem estar relacionados com qualquer uma das manifestações. Assim, o HSV-1 também pode causar herpes genital, porém mais comumente causa infecções na boca e lábios, e o HSV-2 pode causar erupções na boca e lábios, mas está mais associado a lesões na região genital.

Os primeiros sinais e sintomas, em ambos os tipos, aparecem geralmente no período de 14 dias após a infecção e podem permanecer por semanas - na primeira manifestação, esses sintomas costumam ser mais graves. Tipicamente aparecem como bolhas que estouram, deixando feridas que podem levar de duas a quatro semanas para sarar na primeira vez que ocorrem. Geralmente outra erupção pode aparecer semanas ou meses depois da primeira, mas quase sempre é menos severa e dura menos tempo.

Outros sintomas que podem acompanhar a primeira manifestação da infecção, e que são menos freqüentes em manifestações posteriores, são: febre, dor de cabeça, dores musculares, dor ou dificuldade para urinar.

Uma vez dentro do organismo, os vírus entram numa fase "quieta", esperando para "atacar" e causar novas infecções. Essas novas infecções são as recorrências.

Algumas pessoas nunca têm recorrências, outras só de vez em quando, e outras, freqüentemente. Nas recorrências, antes que se apresentem as lesões, podem aparecer sintomas iniciais de advertência, tais como ardor e coceira, no mesmo local onde surgiram as lesões da primeira infecção ou muito próximo a ele.

Ainda não se sabe exatamente o que faz com que o vírus volte a provocar as lesões.

Consideram-se como fatores prováveis: tensão emocional, fadiga, mudanças bruscas de temperatura, menstruação, trauma e exposição à radiação ultravioleta e outras doenças.

Tratamento

Apesar de não haver cura para o vírus do herpes, o médico pode prescrever um medicamento antiviral para tratar os sintomas e prevenir manifestações futuras.

O uso desses antivirais também pode diminuir o risco de transmissão, em caso de contato com indivíduos não infectados.

Prevenção

Devido ao risco de transmissão do vírus mesmo na ausência de sintomas, a prevenção se torna complicada. Existe um medicamento relativamente novo, o valaciclovir (Valtrex), que se tomado continuamente pela pessoa infectada, pode prevenir a transmissão do vírus - é importante mencionar aqui que esse medicamento apenas reduz as chances de transmissão, mas não garante segurança total.

Outra forma de prevenção é o uso de preservativos durante as relações sexuais. Esse método também reduz as chances de infecção, porém não as abole completamente, já que esta pode acontecer através do contato com outras áreas infectadas e que não são cobertas pelo preservativo.

Complicações

Geralmente as infecções pelo vírus do herpes não causam problemas mais sérios em adultos saudáveis. Em pessoas com comprometimento do sistema imune, entretanto, as manifestações podem ser severas e duradouras.

Ocasionalmente, as pessoas podem ter herpes do olho, que é causado geralmente pelo HSV-1. Essa infecção pode causar problemas oculares sérios, inclusive levar à cegueira. Uma mulher com herpes e que esteja grávida pode transmitir a infecção para o bebê. Um bebê que nasce com herpes, por sua vez, pode vir a óbito ou ter sérios problemas no cérebro, pele ou olhos. Assim, mulheres grávidas que tenham herpes, ou cujo parceiro seja portador, devem discutir essa situação com o médico para a elaboração de um plano que reduza as chances de contaminação do bebê.

Fonte: terramagazine.terra.com.br

Herpes Simples

O que é herpes?

A doença conhecida como herpes é causada pelo vírus herpes simples. O herpes simples é uma das infecções mais comuns da humanidade.

Há 2 tipos principais de vírus herpes simples (HSV): o tipo 1, que é principalmente associado com infeccões faciais e o tipo 2, que é principalmente genital.

Como ocorre esta doença?

Tanto o virus herpes do tipo 1 como o do tipo 2 residem em um estado de latência (um tipo de "dormência") nos nervos que dão a sensibilidade da pele.

A infecção inicial ocorre principalmente na infância, e passa muitas vezes desapercebida, por ser em geral um quadro muito discreto. Em países em desenvolvimento, quase 100% das crianças já foram infectadas aos 5 anos. Em grupos de maior poder aquisitivo esta taxa é mais baixa.

As infecções pelo virus do tipo 2 ocorrem principalmente após a puberdade, freqüentemente transmitidas sexualmente. A infeccão inicial causa mais sintomas.

Como se transmite esta doença?

O vírus pode ser eliminado na saliva e nas secreções genitais de individuos sem sintomas, principalmente nos dias ou semanas após um ataque da doença. Porém a quantidade eliminada através de lesões em atividade é 100 a 1000 vezes maior. A disseminacão é por contato direto com secrecões infectadas.

Pequenas lesões, especialmente na pele, ajudam a introduzir o vírus no organismo. Após a infecção inicial , desenvolve-se imunidade; porém esta não é capaz de proteger totalmente contra novos ataques da doença. Contudo, quando há uma deficiência imunológica, tanto a infeccão inicial como os episódios de recorrência da doença tendem a ser mais freqüentes e a ser mais pronunciados.

Quais são as manifestações desta doença?

A infeccão inicial pelo vírus herpes do tipo 1 se manifesta em geral na boca ou na mucosa oral. A maior parte dos casos ocorrem em crianças entre 1 e 5 anos de idade.

Após um período de incubacão de 4 a 5 dias, os sintomas se iniciam com febre, que pode ser alta, e indisposição. O ato de alimentar-se pode ser doloroso, e o hálito é ruim. Vesículas (pequenas bolhas) ocorrem em placas na língua, garganta, palato e dentro da boca. As vesículas evoluem com a formação de úlceras recobertas por crostas amareladas. Os gânglios regionais estão aumentados e dolorosos. A febre regride após 3-5 dias e a recuperacão usualmente é completa após 2 semanas. Depois desta recuperação, o vírus pode ou não voltar a se manifestar. Porém as recorrências são em geral quadros muito mais brandos que esta infecção inicial.

A infeccão pelo herpes do tipo 2 ocorre após o início da atividade sexual, e esta infecção causa o chamado herpes genital. A infecção inicial também causa um quadro bem mais intenso que o das recorrências, podendo haver febre, mal-estar, e muitas lesões na região genital. As lesões se iniciam como vesículas, que depois evoluem para úlceras ou feridas que podem ser muito dolorosas. Ulceração do órgão genital masculino pela infecção herpética é a causa mais freqüente de ulceração genital nas clínicas de doenças de transmissão sexual. As úlceras ocorrem mais freqüentemente na glande, prepúcio e coroa do órgão genital masculino.

Estas lesões são dolorosas e duram 2 a 3 semanas se não forem tratadas.

Na mulher, lesões semelhantes ocorrem na genitália externa, na mucosa vulvar, vaginal, e do cérvix uterino. Dor e dificuldade para urinar são comuns. A infecção do colo do útero pode progredir para uma ulceração grave.

Herpes simples perianal pode causar ulceração crônica em pacientes portadores de SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

Quais as complicações que podem ocorrer?

Conjuntivite com opacificação e ulceração superficial da córnea, pálpebras edemaciadas (inchadas). Freqüentemente o linfonodo (gânglio) próximo da orelha está aumentado.

Vesículas podem ocorrer nos locais de inoculacão do HSV na pele, por exemplo na face ou na ponta do dedo.

HSV pode superinfectar as lesões da dermatite atópica (um tipo de alergia de pele) causando o eczema herpeticum.

Infeccões herpéticas recorrentes. Após a infeccão inicial, aparente ou não, pode não haver mais manifestações clínicas durante a toda a vida. As recorrências são mais freqüentes com o vírus herpes do tipo 2 (genital), que com o herpes tipo 1 (oral).

Quais os fatores que desencadeam as recorrências desta doença?

As recorrências podem ser desencadeadas por:

Pequenos traumas
Outras infeccões, incluindo gripes e resfriados
Radiacão ultravioleta (Sol)
Condições que afetem os nervos da face
Cirurgias odontológicas
Dermabrasão ou peeling a laser
Ciclos menstruais (ataques podem ocorrer antes da menstruação)
Estresse emocional.

Em muitos casos, não há causa aparente para a o reaparecimento das lesões. Com o tempo há uma tendência a recorrências mais brandas e raras.

Quais os tratamentos disponíveis?

Na verdade, ainda não há um tratamento capaz de curar a infecção pelo vírus herpes de uma forma definitiva. Os medicamentos que dispomos (aciclovir, famciclovir, valaciclovir) são capazes de reduzir a quantidade de recorrências quando tomados por um período de tempo relativamente prolongado, mas uma vez que a tomada do medicamento é interrompida, novos ataques podem ocorrer, porém com uma freqüência e gravidade um pouco reduzidas. Novos estudos têm mostrado eficácia neste sentido sobretudo do valaciclovir. O uso de cremes contendo estes princípios ativos pode apresentar alguma resposta no sentido de reduzir um pouco a duração da lesão herpética quando aplicados bem inicialmente, na fase em que há apenas ardor, e a vesícula ainda não surgiu.

É muito importante que a prevenção das lesões seja feita no dia-a-dia, com o uso de batons com filtros solares, hidratação diária dos lábios, proteção e cuidados para evitar traumatismos da região afetada habitualmente.

Quando as lesões estiverem ativas, é importante a manutenção de uma higiene local cuidadosa, evitando assim que o quadro se complique com uma infecção bacteriana. Assim, o uso de um antisséptico brando, como a água boricada, está indicado, e pode até causar um certo alívio dos sintomas, especialmente quando a água boricada gelada é aplicada em compressas, de maneira suave.

Fonte: www.derme.org

Herpes Simples

A principal manifestação do herpes simples, uma infecção causada por vírus, é a presença de pequenas vesículas agrupadas que podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas que em geral surgem nos lábios e nos genitais. (imagem 1) Nos lábios, elas se localizam preferencialmente na área de transição entre a mucosa e a pele e de um lado só da boca, embora na primeira infecção possam ocorrer quadros mais extensos. (imagem 2)

Herpes Simples

Herpes Simples

Herpes Simples

A irrupção das lesões cutâneas é precedida por alguns sintomas locais como coceira, ardor, agulhadas, formigamento, mas em torno de uma semana o problema desaparece.

Entretanto, a primeira infecção pelo herpes vírus costuma ser mais grave e o restabelecimento completo, mais demorado. As lesões podem espalhar-se pelos dois lados da face ou dentro da boca com aspecto semelhante ao das aftas. Na fase final da evolução da doença, é comum o aparecimento de crostas. (imagem 3)

Herpes Simples

Herpes Simples

O herpes simples não deve ser confundido com o herpes zoster, provocado por um vírus da mesma família do herpes simples, mas com quadro clínico bastante diferente. As vesículas acometem um lado só de determinada região do corpo - nas imagens 4a e 4b apenas a face esquerda -, mas as lesões são muito mais extensas e estão associadas à dor intensa e persistente. Nesse caso, o tratamento precisa ser mais agressivo, porque a doença é mais grave.

Herpes simples

Herpes simples é uma infecção causada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2) que se caracteriza pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas especialmente nos lábios e nos genitais, mas que podem surgir em qualquer outra parte do corpo.

A transmissão se dá pelo contato direto das lesões com a pele ou a mucosa de uma pessoa não infectada. O vírus de herpes humano pode permanecer latente no organismo e provocar recidivas de tempos em tempos.

Nas crianças, é causa de lesões dolorosas na boca, às vezes confundidas com aftas, mas que são sinais de uma doença conhecida como estomatite herpética.

Sintomas

A irrupção das lesões cutâneas – pequenas bolhas cheias de líquido claro ou amarelado que formam crostas quando se rompem - é precedida por alguns sintomas locais como coceira, ardor, agulhadas, formigamento e que desaparecem em uma semana aproximadamente.

No caso especifico do herpes genital, podem ocorrer febre e ardor ao urinar. Algumas pessoas se referem também à sensação de choque, sintoma explicado pela afinidade desse vírus com as terminações nervosas.

A primeira infecção costuma ser mais grave e o restabelecimento completo, mais demorado. Nas recidivas, os sintomas são os mesmos, mas menos intensos.

Recomendações

Herpes é uma doença sexualmente transmissível. O uso de preservativos ajuda a diminuir o risco de contágio. Informe o/a parceiro/a se sabe que tem o vírus.
Alguns fatores, como traumatismo, estresse, exposição prolongada ao sol, menstruação, favorecem o aparecimento de recidivas. Na medida do possível, procure controlá-los.
Na gravidez, herpes simples pode representar uma preocupação. Dentro do útero a criança está protegida, mas pode ser infectada durante o parto normal. Mantenha seu médico informado.
Lave sempre as mãos e evite tocar as lesões, quer as suas, quer as de outras pessoas.

Consulte um médico se suspeitar que está com herpes simples, uma doença que não é grave, mas requer tratamento específico.

Tratamento

Vacinas estão sendo testadas para tratamento e prevenção do herpes simples, mas nenhuma comprovou ser totalmente eficaz. No entanto, existem medicamentos antivirais que ajudam a diminuir o período de evolução da crise herpética e os sintomas.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

Herpes Simples

Aspectos Epidemiológicos

Agente etiológico: O herpes simples é causado pelo herpesvírus hominus tipo-1.

São vírus DNA, da família Herpesviridae.

Reservatório - O homem

Modo de transmissão

Por contato íntimo com indivíduo transmissor do vírus, a partir de superfície mucosa ou de lesão infectante. O HSV é rapidamente inativado em temperatura ambiente e após secagem, logo, a disseminação por aerossóis ou fômites é rara. O vírus ganha acesso através de escoriações na pele ou de contato direto com a cérvix uterina, uretra, orofaringe ou conjuntiva. A transmissão assintomática também pode ocorrer, sendo mais comum nos primeiros 3 meses após a doença primária, quando o agente etiológico é o HSV-2 e na ausência de anticorpos contra o HSV-1.

Período de incubação: É de 1 a 26 dias, em média 8 dias.

Período de transmissibilidade: Variável de 4 a 12 dias após o aparecimento dos primeiros sintomas. Nas infecções assintomáticas, orais e genitais, pode haver disseminação transitória do vírus.

Aspectos Clínicos

Descrição

As infecções pelo herpes simples vírus apresentam-se como desafios, cada vez maiores, para diversas áreas da medicina, por serem dotadas de várias peculiariedades. Dentre elas, citam-se a capacidade do vírus permanecer em latência por longos períodos de tempo, podendo sofrer reativação periódica, gerando doença clínica ou sub-clínica. O herpes simples vírus é comumente associado a lesões de membranas mucosas e pele, ao redor da cavidade oral (herpes orolabial) e da genitália (herpes anogenital). O vírus do herpes simples determina quadros variáveis benignos ou graves.

Há dois tipos de vírus: o tipo-1, responsável por infecções na face e tronco, e o tipo-2, relacionado às infecções na genitália e de transmissão geralmente sexual.

Entretanto, ambos os vírus podem infectar qualquer área da pele ou das mucosas. As manifestações clínicas são distintas e relacionadas, ao estado imunológico do hospedeiro. A primo-infecção herpética é, em geral, sub-clínica e passa despercebida; o indivíduo torna-se portador do vírus sem apresentar sintomas. Em pequena porcentagem de indivíduos, a infecção é grave e prolongada, perdurando por algumas semanas. Após a infecção primária, o vírus pode ficar em estado de latência em gânglios de nervos cranianos ou da medula. Quando reativado por várias causas, o vírus migra através de nervo periférico, retorna à pele ou mucosa e produz a erupção do herpes simples recidivante.

Gengivoestomatite herpética primária: é de observação mais comum em criança, podendo variar de um quadro discreto, com algumas lesões vésico-erosivas e subfebril, até quadros graves, com erupção vesiculosa, febre alta, adenopatias e comprometimento do estado geral. Com o rompimento das vesículas, formam-se exulcerações, a gengiva edemacia-se e a alimentação é dificultada. A faringe pode ser atingida. Eventualmente, a primo-infecção em crianças ocorre na região genital (vulvo-vaginite herpética). O quadro dura de 2 a 6 semanas, com tendência à cura, sem deixar seqüelas.

Herpes recidivante: é de observação mais comum em adultos, surgindo as lesões em qualquer área da pele ou mucosa, onde ocorreu a inoculação primária. O aparecimento das lesões é, em geral, precedido de horas ou dias de discreto ardor ou prurido local; surgem em seguida as lesões características, vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que se tornam pústulas e se ulceram. A localização mais freqüente é nos lábios, desencadeado por traumas, exposição ao sol, tensão emocional, menstruação e infecções respiratórias.

Herpes genital: a primo-infecção em adulto surge 5-10 dias após o contato, em geral pelo Herpes Simples Tipo-2. Vesículas agrupadas dolorosas aparecem no órgão genital masculino, vulva ou reto, sendo o quadro acompanhado de cefaléia, febre e linfadenopatia. O herpes recidivante genital é freqüente e perdura de 5 a 10 dias.

Ceratoconjuntivite herpética: a primo-infecção pode ser no olho, com vesículas e erosões na conjuntiva e córnea. Após a regressão, podem surgir as recidivas, que determinam ulcerações profundas, eventualmente causando cegueira.

Herpes simples neonatal: ocorre quando a parturiente apresenta herpes genital com contaminação do neonato durante o parto. São vesículas e bolhas que se erosam e são recobertas por crostas, sendo na maioria dos casos causadas pelo herpes simples tipo-2. O herpes simples neonatal é grave e muitas vezes fatal.

Dos sobreviventes, 50% têm seqüelas neurológicas ou oculares.

Panarício herpético: infecção herpética recidivante atingindo os dedos das mãos e dos pés. Na primo-infecção, o quadro inicial é de vesículas que convalescem, podendo formar uma única bolha, com adenopatia e eventualmente febre. Após a cura da primo-infecção, ocorrem recidivas locais.

Doença neurológica: o acometimento neurológico é comum, uma vez que o herpes simples é um vírus neurotrópico.

As complicações do sistema nervoso central são: meningite, encefalite, radiculopatia, mielite transversa.

Herpes simples em imunodeprimidos: o herpes simples em latência surge freqüentemente pela imunodepressão, impetigos, micose fungóide, leucemias, mieloma, transplantes e doenças crônicas. É uma das complicações mais freqüentes na aids, podendo com maior freqüência causar encefalite.

Sinonímia: Herpesvírus hominis, herpevírus tipo 1 e 2.

Gravidez: deve ser considerado o risco de complicações obstétricas, particularmente se a primo-infecção ocorrer durante a gravidez. A infecção primária materna no final da gestação oferece maior risco de infecção noenatal do que o herpes genital recorrente. As complicações do herpes na gestação são numerosas.

Entretanto, a transmissão fetal transplacentária é rara, sendo em uma a cada 3.500 gestações. A infecção do concepto intra-útero, nos primeiros meses da gestação, culmina, freqüentemente, em aborto. O maior risco de transmissão do vírus ao feto se dará no momento da passagem desse pelo canal de parto, resultando em, aproximadamente, 50% de risco de contaminação. Mesmo na forma assintomática, poderá haver a transmissão do vírus por meio do canal de parto. Recomenda-se, portanto, a realização de cesariana, toda vez que houver lesões herpéticas ativas. Essa conduta não traz nenhum benefício quando a bolsa amniótica estiver rota há mais de 4 horas. A infecção herpética neonatal é grave, exigindo cuidados hospitalares especializados.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos: Diagnosticar e tratar precocemente todos os casos; prevenir o herpes neonatal.

Notificação: Não é doença de notificação compulsória nacional.

Medidas de Controle

É infecção de difícil controle em virtude de sua elevada transmissibilidade. Os contatos devem ser encaminhados à unidade de saúde para detectar a doença precocemente e para serem orientados quanto as medidas de prevenção de futuros parceiros. Os preservativos masculinos e femininos previnem a transmissão apenas nas áreas de pele recobertas pelos mesmos, podendo ainda assim ocorrer transmissões a partir de lesões na base do órgão genital masculino, na bolsa escrotal ou em áreas expostas da vulva. A busca de uma vacina eficaz e segura pode representar o amplo controle dessa doença.

Fonte: www.pgr.mpf.gov.br

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