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Hipertensão Arterial

O que é Hipertensão Arterial ou Pressão Alta?

É quando a pressão exercida pelo sangue em movimento na parede das artérias é muito forte,ficando acima dos valores normais. As artérias são vasos que saem do coração e levam o sangue oxigenado com nutrientes para todas as células do organismo.

Existe um valor estabelecido para se diagnosticar pressão alta?

Um indivíduo pode ser considerado hipertenso quando sua PA máxima fica igual ou maior que 14 (140 mmHg) e a PA mínima igual ou maior que 9 (90 mmHg).Entretanto podemos afirmar que o ideal é mantermos a PA máxima em 12 (120 mmHg) e a PA mínima em 8 (80 mmHg),a famosa medida 12 x 8.

A partir desses níveis a pressão começa a causar alterações em órgãos importantes do nosso organismo como:coração, rins,cérebro,artérias e olhos.

Por que uma pessoa apresenta pressão alta?

Porque, inicialmente a Hipertensão Arterial não apresenta nenhum sintoma e muitas vezes os sintomas a ela atribuídos, como: dor de cabeça, sangramento pelo nariz, tonturas, falta de ar e outros, nem sempre são causados por ela.

E apesar disto, esta “INIMIGA SILENCIOSA”, aumenta o risco da pessoa ter um infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame), insuficiência cardíaca, insuficiência renal e comprometimento da visão por lesões na retina

Por que a pressão alta é perigosa?

O principal fator é hereditário (o indivíduo herda da família o risco de vir a desenvolver hipertensão).Além destes fatores de risco incontroláveis, fatores ambientais podem aumentar a chance de instalação da hipertensão Arterial.

Alguns fatores ambientais: ingestão excessiva de sal, acima de 6 (seis) gramas diárias, aumento de peso, sedentarismo, excesso de bebida alcoólica, estresse, tabagismo e uso de alguns medicamentos.

Após feito o diagnóstico de Hipertensão Arterial,como tratá-la?

O tratamento pode ser feito com medicamentos ou não, isso vai depender dos níveis de sua pressão arterial, do comprometimento ou não de determinados órgãos e da presença de outras doenças.Portanto, quem pode decidir isso é somente o seu médico.

Hipertensão Arterial

Como você pode colaborar para o sucesso do tratamento modificando alguns de seus hábitos

Alimentação

Diminuir o sal da comida, nunca ultrapassar seis gramas por dia, ou seja, uma colher das de chá para toda a alimentação diária.

Retire o saleiro da mesa e use temperos naturais como: limão, cebola, alho e cheiro verde

Peso (NÃO PARA PACIENTES EM HEMODIÁLISE)

O excesso de peso tem grande relação com o aumento da pressão, se você está com o peso acima do normal, ou seja, índice de “massa corpórea” acima de 25 Kg/m2, deve iniciar um programa de redução de peso no qual a ingestão de alimentos de baixo valor calórico deve ser a regra.Evite dietas milagrosas, use sua criatividade, o correto é consumir alimentos de todos os grupos (cereais integrais,frutas,legumes, carnes leite e derivados), variando o máximo que puder para não faltar nutrientes.

Fórmula para se calcular o índice de massa corpórea:

peso/alturaxaltura=massa corpórea

Exemplo: Um indivíduo com 98Kg e 1,75m = 32Kg/m2

A massa corpórea desse individuo é igual a 32 Kg/m2

Portanto está com o peso acima do normal.

Sedentarismo

Abandone o sedentarismo.passe a fazer uma caminhada regularmente de no mínimo,30 minutos todos os dias ou,pelo menos, quatro vezes por semana.

Os melhores exercícios para hipertensos são: caminhar, nadar, correr, andar de bicicleta.Exercícios como halterofilismo e musculação não são recomendados para hipertensos.

Bebidas Alcoólicas

O uso excessivo de bebidas alcoólicas, eleva a pressão arterial.Por isso, para os homens, o uso de bebidas destiladas (uísque, vodka, água ardente, etc...) não deve exceder 60 ml ao dia, o vinho não deve exceder 240 ml, e a cerveja 720 ml.

Com relação às mulheres e indivíduos de peso baixo, a ingestão alcoólica não deve ultrapassar a metade da permitida para os homens.Se você não consegue se enquadrar nesses limites, sugere-se o abandono de bebidas alcoólicas.Pois além de fazer subir a pressão o álcool é uma das causas de resistência ao tratamento anti-hipertensivo, causando gastrite, problemas no fígado, coração, cérebro, isso tudo sem contar com os problemas sociais provocados pela bebida.

Tabagismo

O tabagismo é o mais importante fator de risco, previnível para a doença cardiovascular, sendo responsável por um em cada seis óbitos, pois a nicotina aumenta a pressão arterial e acelera a progressão da aterosclerose (depósito de gordura nas paredes das artérias).Portanto abandonar o tabagismo deve ser a primeira providencia do hipertenso.

Estresse

Para cada pessoa as causas do estresse podem ser diferentes.O melhor a se fazer é, se possível, identificar o motivo que está gerando a tensão e elimina-lo.Deve-se administrar esse problema de maneira mais harmônica.

Atividades de Lazer

Identifique uma atividade que lhe da prazer, como ler, pintar, bordar, participar de atividades sociais ou de grupos de relaxamento

Fonte: www.sauderenal.com.br

Hipertensão Arterial

Elevação dos níveis pressóricos além das cifras determinadas pelas atuais diretrizes é um fator independente de risco de conseqüências a nível cardíaco, coronariano, cerebrovascular, renal e vascular . Elevações a partir de 115/75 mmHg já demonstram aumento nos índices de mortalidade cardiovascular.

Mas a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) não pode ser vista apenas pelo aspecto das cifras tensionais elevadas. Na verdade a HAS existe num contexto sindrômico, com alterações hemodinâmicas, tróficas e metabólicas, entre as quais a própria elevação dos níveis tensionais, as dislipidemias, a resistência insulínica, a obesidade centrípeta, a microalbuminúria, a atividade aumentada dos fatores de coagulação, a redução da complacência arterial e a hipertrofia com alteração da função diastólica do VE.

Os componentes da síndrome hipertensiva são muitas vezes fatores de risco cardiovascular independentes. Os esquemas terapêuticos antigos, propostos com a intenção única de baixar os níveis tensionais, não obtiveram uma redução da morbidade e mortalidade como esperado, a despeito de uma redução eficaz dos níveis pressóricos.

Ao tratar a hipertensão devemos ter em mente os fatores de risco associados e o impacto do tratamento nestes fatores. Assim apesar de um controle satisfatório da PA outros fatores de risco potencialmente maiores podem se sobrepor, não melhorando a situação clínica do paciente, fazendo com que o tratamento atual da hipertensão arterial sistêmica não possa se resumir simplesmente à redução dos níveis pressóricos, mas do risco cardiovascular global.

Fisiopatologia

O desenvolvimento de hipertensão depende da interação entre predisposição genética e fatores ambientais, embora ainda não seja completamente conhecido como estas interações ocorrem. Sabe-se , no entanto, que a hipertensão é acompanhada por alterações funcionais do sistema nervoso autônomo simpático, renais, do sistema renina angiotensina, além de outros mecanismos humorais e disfunção endotelial. Assim a hipertensão resulta de várias alterações estruturais do sistema cardiovascular que tanto amplificam o estímulo hipertensivo, quanto causam dano cardiovascular.

Sistema nervoso autônomo (simpático)

O sistema simpático tem uma grande importância na gênese da hipertensão arterial e contribui para a hipertensão relacionada com o estado hiperdinâmico.

Mensurações das concentrações de catecolaminas plasmáticas tem sido usadas para avaliar a atividade simpática. Vários autores relataram concentrações aumentadas de noradrenalina no plasma em pacientes portadores de hipertensão essencial, particularmente em pacientes mais jovens. Estudos mais recentes sobre atividade simpática medida diretamente sobre nervos simpáticos de músculos superficiais de pacientes hipertensos confirmam esses achados. Também foi demonstrada a alteração da resposta reflexa dos baroreceptores, tanto em modelos experimentais como em modelos clínicos.

Mecanismos Renais

Mecanismos renais estão envolvidos na patogênese da hipertensão, tanto através de uma natriurese alterada, levando à retenção de sódio e água, quanto pela liberação alterada de fatores que aumentam a PA como a renina ou de fatores depressores da PA como prostaglandinas.

Sistema Renina-angiotensina

O sistema renina-angiotensina está envolvido no controle fisiológico da pressão arterial e no controle do sódio. Tem importantes implicações no desenvolvimento da hipertensão renal e deve estar envolvido na patogênese da hipertensão arterial essencial. O papel do sistema renina-angiotensina-aldosterona a nível cardíaco, vascular e renal é mediado pela produção ou ativação de diversos fatores de crescimento e substâncias vaso-ativas, induzindo vasoconstricção e hipertrofia celular.

Adaptação cardiovascular

A sobrecarga do sistema cardiovascular causada pelo aumento da pressão arterial e pela ativação de fatores de crescimento leva a alterações estruturais de adaptação, com estreitamento do lúmen arteriolar e aumento da relação entre a espessura da média e da parede arterial. Isso aumenta a resistência ao fluxo e aumenta a resposta aos estímulos vasoconstrictores. A adaptação vascular instala-se rapidamente.

Adaptações estruturais cardíacas consistem na hipertrofia da parede ventricular esquerda em resposta ao aumento na pós-carga (hipertrofia concêntrica), e no aumento do diâmetro da cavidade ventricular com aumento correspondente na espessura da parede ventricular (hipertrofia excêntrica), em resposta ao aumento da pré-carga.

Tanto as adaptações vasculares quanto as cardíacas atuam como amplificadores das alterações hemodinamicas da hipertensão e como início de várias das complicações dela decorrentes.

Disfunção endotelial

Novos estudos demonstraram o envolvimento do endotélio na conversão da angiotensina I em angiotensina II, na inativação de cininas e na produção do fator relaxante derivado do endotélio ou óxido nítrico. Além disso, o endotélio está envolvido no controle hormonal e neurogênico local do tônus vascular e dos processos homeostáticos. Também é responsável pela liberação de agentes vasoconstrictores, incluindo a endotelina, que está envolvida em algumas das complicações vasculares da hipertensão.

Na presença de hipertensão ou aterosclerose, a função endotelial está alterada e as respostas pressóricas aos estímulos locais e endógenos passam a se tornar dominantes. Ainda é muito cedo para determinar se a hipertensão de uma forma geral está associada à disfunção endotelial.

Também ainda não está claro se a disfunção endotelial seria secundária à hipertensão arterial ou se seria uma expressão primária de uma predisposição genética.

Estudos recentes identificaram de forma mais clara vários mecanismos fisiopatológicos envolvidos na hipertensão arterial, no entanto ainda não está claro quais fatores são iniciadores da hipertensão e quais são seus perpetuadores.

Fonte: www.manuaisdecardiologia.med.br

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é o tipo mais comum de alteração nos níveis de pressão sanguínea e também constitui um fator de risco para o desenvolvimento de acidentes vasculares cerebrais, popularmente conhecidos por derrame. Inicialmente silenciosa, a hipertensão caracteriza-se por valores elevados de modo persistente (POTTER e PERRY, 2004).

O fato de ser um problema de saúde que se desenvolve silenciosamente contribui para que o seu diagnóstico seja feito tardiamente e, algumas vezes, já devido as alterações fisiopatológicas desse evento.

Em decorrência disso, as ações preventivas já são de menor eficácia, quando comparadas com estados de saúde anteriores, mas de grande importância contribuindo para diminuir outros malefícios dos níveis pressóricos elevados.

A passagem do sangue do ventrículo esquerdo até a artéria chamada de AORTA e dela para o restante do corpo faz uma determinada força dentro desses vasos sanguíneos. Quando essa força aumenta além dos valores considerados normais, tem-se a hipertensão.

Ou seja, a hipertensão é quando a PRESSÃO exercida pelo sangue em movimento na parede das artérias é muito forte.

A pressão arterial pode ser verificada por métodos diretos – que são utilizados em situações nas quais se precisa adotar conduta médica muito rapidamente – e por métodos indiretos, com o uso de estetoscópio e esfigmomanômetro. Cada vez que se verifica os valores de pressão arterial obtem-se dois números diferentes. O primeiro deles é conhecido como pressão sístólica (máxima) e sempre é o maior número.

O outro representa a pressão diastólica (mínima) e é o menor número. As letras que aparecem na seqüência dos valores significam milímetros de mercúrio, isto é, a unidade padrão para a verificação da pressão arterial (GUYTON, 2002; POTTER E PERRY, 2004)

QUANDO A PRESSÃO ARTERIAL É CONSIDERADA ALTA?

Para adultos, quando ultrapassa a máxima de 130 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

Exemplo: 150/90 mmHg

Já para as pessoas que têm diabetes o máximo permitido para os valores de pressão arterial é 120/80 mmHg (IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2002).

Assim, percebe-se que é necessário controlar a pressão arterial e, desse modo, prevenir agravos e danos à saúde. Ainda com base nos autores acima mencionados salientamos os riscos da manutenção dos níveis pressóricos elevados.

TER PRESSÃO ALTA É PERIGOSO?

Sim, pois, como mencionamos anteriormente, ela é uma inimiga silenciosa e a pessoa corre o risco de desenvolver ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC), popularmente conhecido por DERRAME.

Quais são as causas da PRESSÃO ARTERIAL AUMENTADA?

FATORES NÃO CONTROLÁVEIS e FATORES HEREDITÁRIOS

Com relação a herança genética, ela É UM DOS PRINCIPAIS FATORES não controláveis que está envolvido com a hipertensão. Nessas situações a pessoa HERDA DA FAMÍLIA O RISCO DE DESENVOLVER HIPERTENSÃO.

Outro fator não controlável e de importância é a IDADE. Ela contribui para o envelhecimento dos vasos sanguíneos e assim com diminuição da elasticidade e, por conseqüência, para a elevação da pressão arterial.

Com isso, fica evidente que todas as pessoas necessitam fazer cuidados preventivos, pois estão sujeitas a, no futuro, desenvolver hipertensão artérial. Isso pode ser feito por meio de ações relativas aos fatores controláveis no advento da hipertensão arterial.

Dentre os FATORES CONTROLÁVEIS estão:

ESTRESSE
FUMO
USO DE ALGUNS MEDICAMENTOS

Quando é feito o diagnóstico médico de hipertensão arterial, há necessidade de tratá-la.

PODE HAVER NECESSIDADE DE UTILIZAR MEDICAMENTOS OU NÃO!

SE FOR NECESSÁRIO UTILIZÁ-LO, TOME-O SEMPRE NO MESMO HORÁRIO E NA DOSE RECOMENDADA PELO MÉDICO!

Há entretanto, algumas condutas que são auxiliares no controle da pressão arterial e VOCÊ PODE COLABORAR PARA O SUCESSO DO TRATAMENTO, MODIFICANDO ALGUNS DE SEUS HÁBITOS:

ALIMENTAÇÃO

Diminuir o sal da comida não ultrapassando 6g (1 colher de chá) ao dia. O sal faz com que a pessoa sinta mais sede e, ao tomar mais líquidos, eleva o volume sanguíneo, conseqüentemente, a pressão arterial.

PESO

Ingerir alimentos de baixo valor calórico; fazer atividade física. A obesidade é outro dos elementos que contribui para a elevação da pressão arterial. Ao consumir alimentos gordurosos ou mesmo que foram feitos com muita gordura o sangue fica com os níveis de colesterol aumentados.

Com isso, a possibilidade de fazer com que o coração faça mais força para bombear o sangue também contribui para a elevação da pressão arterial. Além disso, as gorduras podem ficar depositadas em alguns vasos sanguíneos, o que contribui para o desenvolvimento de acidente vascular cerebral.

A escolha dos alimentos também é efetiva para controlar o peso corpóreo. A prática de exercícios leva o organismo a utilizar as energias consumidas nas refeições.

BEBIDAS ALCOÓLICAS

Diminuir o consumo ao máximo ou mesmo deixar de beber. O álcool tem como um dos efeitos a produção de contração nos vasos sanguíneos (vasoconstricção) e, portanto, de elevar a pressão arterial.

FUMO

Deixar de fumar é a primeira providência a ser tomada pelo portador de hipertensão.

A nicotina, presente no cigarro provoca vasoconstricção, por conseguinte, elevação da pressão arterial.

ESTRESSE

Tentar eliminar a causa do estresse ou administrá-lo da melhor maneira possível.

ATIVIDADES DE LAZER

Procure identificar algo que lhe dê prazer e ponha toda sua energia nele. Quem sabe ler um livro, pintar, dançar, ser voluntário, bordar, cantar, etc…

QUANDO SE DEVE MEDIR A PRESSÃO ARTERIAL?

SE VOCÊ NÃO É HIPERTENSO DEVE MEDIR PELO MENOS 1 (UMA) VEZ POR ANO.
SE SUA PRESSÃO É DE 130/90 mmHg ou 140/90 mmHg DEVE ESTAR EM ALERTA, OBSERVAR OS RISCOS CONTROLÁVEIS E MEDIR A PRESSÃO 1 (UMA) VEZ POR SEMESTRE.
SE VOCÊ JÁ É PORTADOR DE PRESSÃO ALTA, TOMA MEDICAMENTOS E ESTÁ CONTROLADO, VERIFIQUE 1 (UMA) VEZ POR MÊS.

EXISTE ALGUMA MANEIRA DE PREVENIR QUE SE DESENVOLVA PRESSÃO ALTA?

Portanto, reconheça os fatores de risco:

Hereditariedade
Idade
Consumo excessivo de sal
Obesidade
Fumo
Estresse
Sedentarismo
Consumo intenso de bebidas alcoólicas.

“NÃO FIQUE AÍ PARADO, NÃO SÃO AS IDÉIAS BONITAS QUE VALEM, MAS SIM AS AÇÕES PRÁTICAS”

Angela S. Schossland

Rosilda Veríssimo Silva

Referências bibliográficas e bibliografia

André, Charles, Manual de AVC. Rio de Janeiro: Revinter, 1999.
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne Griffin. Sinais vitais. In:______. Fundamentos de enfermagem. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.
Cap. 31, p. 563-609.
SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
IV DIRETRIZES brasileiras de hipertensão arterial, São Paulo: BG Cultural, 2002.
Folheto informativo do Departamento de Hipertensão Arterial
Folheto informativo Bristol-Myers Squibb Brasil

Fonte: www.abavc.org.br

Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial é uma doença caracterizada pela elevação da pressão exercida pelo sangue sobre os vasos arteriais . que levam a complicações sobre os chamados órgãos alvos , que são os rins, cérebro, olho e o próprio coração .

Cifras superiores a 130/80 medidas por um aparelho de pressão adequado sobre o braço já são consideradas anormais .

A Hipertensão é a causadora de 40% dos derrames cerebrais e 25% dos Infartos do coração , participando efetivamente dos 37% de obitos no Brasil relacionados com as doenças cardio-vasculares . Cifras superiores a 115/75mmHg já são causadoras de elevação da mortalidade .

Os fatores de risco para Hiperensao são o excesso do consumo de sal , obesidade , sedentarismo , alcoolismo e preponderantemente o fator hereditário .

A Classificação da Hipertensão é a seguinte de acordo com a V Diretriz Brasileira

Tabela 7 – Classificação da pressão arterial de acordo com a medida casual no consultório (> 18 anos)
Classificação

Pressão sistólica (mmHg)

Pressão diastólica (mmHg)

Ótima

< 120

< 80

Normal

< 130

< 85

Limítrofe

130-139

85-89

Hipertensão estágio 1

140-159

90-99

Hipertensão estágio 2

160-179

100-109

Hipertensão estágio 3

= 180

= 110

Hipertensão sistólica isolada

= 140

< 90

Quando as pressões sistólica e diastólica de um paciente situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação da pressão arterial

Durante a investigação o medico deve solicitar, dentre outros, o exame da M.A.P.A. (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) , afim de classificar durante as 24 hs a Hipertensão e suas possíveis complicações , bem como afastar o diagnostico da Hipertensão do Jaleco branco , aquela que eleva-se apenas devido a proximidade do medico e o paciente .

COMPLICAÇÕES DA HIPERTENSÃO

A hipertensão por tratar-se de uma doença sistêmica , isto é , atinge vários órgãos podem levar a complicações e danos irreversíveis ao doente.

No coração ela pode levar ao surgimento de Hipertrofia Ventricular , que é o aumento da espessura do músculo cardíaco , que passa a necessitar de maior aporte sanguíneo devido a força exagerada que tem de realizar para vencer a barreira imposta pela Pressão Alta .

Este mecanismo leva a um descontrole entre a oferta e a necessidade de oxigênio pelas células cardíacas , aumentando o risco de um Infarto e levando a uma rigidez da musculatura cardíaca , fenômeno conhecido como Alteração do Relaxamento .

O cérebro é envolvido pelas alterações que sofrem as artérias que o irrigam . Pequenas formações saculares em suas microarterias são formadas pela ação da pressão exagerada nas suas paredes que podem romper-se causando o temível e mortal Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico . Também, devido a espessura aumentadas das artérias envolvidas pode haver uma diminuição na oferta de oxigênio sanguíneo e levar ao não menos grave Acidente Vascular Cerebral Isquêmico . Ambos extremamente graves e debilitantes .

O rim pode ser envolvido com tromboses e diminuição de sua capacidade de filtração , culminando com o aparecimento de Insuficiência Renal , doença traumática e irreversível .

Por fim o fundo do olho pode ser afetado, devido a hemorragias,levando a cegueira permanente .

O TRATAMENTO

MEDIDAS GERAIS

Controle de peso

Hipertensos com excesso de peso devem ser incluídos em programas de emagrecimento com restrição de ingestão calórica e aumento de atividade física. A meta é alcançar circunferência da cintura inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres, embora a diminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já seja suficiente para reduzir a pressão arterial

Padrão alimentar

Enfatizamos o consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio . Associada à redução no consumo de sal, mostra benefícios ainda mais evidentes, sendo, portanto, fortemente recomendada para hipertensos . Compõe-se de quatro a cinco porções de frutas, quatro a cinco porções de vegetais e duas a três porções de laticínios desnatados por dia, com menos de 25% de gordura107

O hábito alimentar dos hipertensos deve incluir :

Redução da quantidade de sal na elaboração de alimentos
Retirada do saleiro da mesa
Restrição das fontes industrializadas de sal:
molhos prontos, sopas em pó, embutidos, conservas, enlatados, congelados, defumados e salgados de pacote tipo snacks
Uso restrito ou abolição de bebidas alcoólicas
Preferência por temperos naturais como limão, ervas, alho, cebola, salsa e cebolinha, em substituição aos similares industrializados
Redução de alimentos de alta densidade calórica, substituindo doces e derivados do açúcar por carboidratos complexos e frutas, diminuindo o consumo de bebidas açucaradas e dando preferência a adoçantes não calóricos
Inclusão de, pelo menos, cinco porções de frutas/verduras no plano alimentar diário, com ênfase em vegetais ou frutas cítricas e cereais integrais
Opção por alimentos com reduzido teor de gordura, eliminando as gorduras hidrogenadas (“trans”) e preferindo as do tipo mono ou poliinsaturadas, presentes nas fontes de origem vegetal, exceto dendê e coco
Ingestão adequada de cálcio pelo uso de produtos lácteos, de preferência, desnatados
Busca de forma prazerosa e palatável de preparo dos alimentos:
assados, crus e grelhados
Plano alimentar que atenda às exigências de uma alimentação saudável, do controle do peso corporal, das preferências pessoais e do poder aquisitivo do indivíduo/família.

Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

Recomenda-se limitar o consumo de bebidas alcoólicas a, no máximo, 30 g/dia de etanol para homens e 15 g/dia para mulheres ou indivíduos de baixo peso (Tabela 2). Aos pacientes que não se enquadrarem nesses limites de consumo, sugere-se o abandono.

Características das bebidas alcoólicas mais comuns

Bebida % de etanol

(º GL Gay Lussac)

Quantidade de etanol (g) em 100 ml Volume para 30 g de etanol Consumo máximo tolerado
Cerveja ~ 6% (3-8) 6 g/100 ml x 0,8* = 4,8 g 625 ml ~ 2 latas (350 x 2 = 700 ml) ou 1 garrafa (650 ml)
Vinho ~ 12% (5-13) 12 g/100 ml x 0,8* = 9,6 g 312,5 ml ~ 2 taças de 150 ml ou 1 taça de 300 ml
Uísque, vodka, aguardente ~ 40% (30-50) 40 g/100 ml x 0,8* = 32 g 93,7 ml ~ 2 doses de 50 ml ou

3 doses de 30 ml

* Densidade do etanol.

Exercício físico

A prática regular de exercícios físicos é recomendada para todos os hipertensos, inclusive aqueles sob tratamento medicamentoso, porque reduz a pressão arterial. Além disso, o exercício físico pode reduzir o risco de doença arterial coronária, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade geral.

Recomendação de atividade física

Todo adulto deve realizar pelo menos 30 minutos de atividades físicas moderadas de forma contínua ou acumulada em pelo menos 5 dias da semana.

Recomendação individual

Fazer exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, ciclismo, dança, natação).
Exercitar-se de 3 a 5 vezes por semana.
Exercitar-se por, pelo menos, 30 minutos (para emagrecer, fazer 60 minutos).

Realizar exercício em intensidade moderada (B), estabelecida:

a) pela respiração: sem ficar ofegante (conseguir falar frases compridas sem interrupção).
b)
pelo cansaço subjetivo: sentir-se moderadamente cansado no exercício.
c)
pela freqüência cardíaca (FC) medida durante o exercício (forma mais precisa), que deve se manter dentro da faixa de freqüência cardíaca de treinamento (FC treino) (B), cujo cálculo é feito da seguinte forma: Fctreino = (Fcmáxima – Fcrepouso) x % + Fcrepouso, em que:

Fc máxima: deve ser preferencialmente estabelecida em um teste ergométrico máximo. Na sua impossibilidade, pode-se usar a fórmula: Fc máxima = 220 – idade, exceto em indivíduos em uso de betabloqueadores e/ou inibidores de canais de cálcio não-diidropiridínicos 132
Fc repouso medida após 5 minutos de repouso deitado.
%: são utilizadas duas porcentagens, uma para o limite inferior e outra para o superior da faixa de treinamento. Assim, para sedentários: 50% e 70%; para condicionados: 60% e 80%, respectivamente.

Realizar também exercícios resistidos (musculação) (B). No caso dos hipertensos, estes devem ser feitos com sobrecarga de até 50% a 60% de 1 repetição máxima (1 RM = carga máxima que se consegue levantar uma única vez) e o exercício deve ser interrompido quando a velocidade de movimento diminuir (antes da fadiga concêntrica, momento que o indivíduo não consegue mais realizar o movimento) (C).

Abandono do tabagismo

O tabagismo deve ser agressivamente combatido e eliminado. Hipertensos podem usar com segurança terapias reposicionais com nicotina para abandono do tabagismo. Eventual descontrole de peso observado com a abolição do tabaco, embora transitório e de pequeno impacto no risco cardiovascular, não deve ser negligenciado.

Controle do estresse psicoemocional

Estudos experimentais demonstram elevação transitória da pressão arterial em situações de estresse, como o estresse mental, ou elevações mais prolongadas, como nas técnicas de privação do sono. Estudos mais recentes evidenciam o efeito do estresse psicoemocional na reatividade cardiovascular e da pressão arterial, podendo contribuir para hipertensão arterial sustentada.

Tratamento Medicamentoso

Objetivos

O objetivo primordial do tratamento da hipertensão arterial é a redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares. Assim, os anti-hipertensivos devem não só reduzir a pressão arterial, mas também os eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.

O tratamento medicamentoso associado ao não-medicamentoso objetiva a redução da pressão arterial para valores inferiores a 140 mmHg de pressão sistólica e 90 mmHg de pressão diastólica, respeitando-se as características individuais, a presença de doenças ou condições associadas ou características peculiares e a qualidade de vida dos pacientes. Reduções da pressão arterial para níveis inferiores a 130/80 mmHg podem ser úteis em situações específicas, como em pacientes de alto risco cardiovascular, diabéticos, insuficiência cardíaca161 , com comprometimento renal e na prevenção de acidente vascular cerebral.

Características importantes do anti-hipertensivo

Ser eficaz por via oral.
Ser bem tolerado
Permitir a administração em menor número possível de tomadas, com preferência para dose única diária
Ser iniciado com as menores doses efetivas preconizadas para cada situação clínica, podendo ser aumentadas gradativamente, pois quanto maior a dose, maiores serão as probabilidades de efeitos adversos.
Não ser obtido por meio de manipulação, pela inexistência de informações adequadas de controle de qualidade, bioequivalência e/ou de interação química dos compostos.
Ser considerado em associação para os pacientes com hipertensão em estágios 2 e 3 que, na maioria das vezes, não respondem à monoterapia.
Ser utilizado por um período mínimo de 4 semanas, salvo em situações especiais, para aumento de dose, substituição da monoterapia ou mudança das associações em uso.

MECANISMO DE AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS DOS MEDICAMENTOS ANTIHIPERTENSIVOS

DIURÉTICOS (Hidroclorortiazida , Higroton , Lasix , Hidrion)

São utilizados para promoverem a redução do excesso de liquido circulante e diminuição da resistência dos vasos sanguineos . Devem ser preferencialmente usados em baixas doses . Os efeitos colaterais mais comuns são a perda de potássio (fraqueza muscular, câimbras ) , podendo acarretar o surgimento ou agravamento de arritmias cardíacas , elevação do acido úrico , intolerância a Glicose (eleva o valor da Glicemia após as refeições) e elevação dos Triglicerídeos .

AÇÃO CENTRAL (Aldomet , Atensina)

São medicamentos que agem na pressão arterial interferindo no chamado tonus simpático que acarreta diminuição da resistência dos vasos arteriais . Representados pela Alfa-metil-Dopa (Aldomet) e Clonidina (Atensina) . Promovem efeitos colaterais como sonolência , boca seca , disfunção sexual . O aldomet ainda pode provocar galactorreia (secreção de leite pelas mamas) , anemia por destruição das hemácias e Insuficiência hepática.

BLOQUEADORES DE CANAIS DE CALCIO (Nifedipina, Amlodipina , Diltiazem)

São medicamentos que diminuem o tônus dos vasos arteriais por bloquearem a entrada de cálcio na célula muscular arterial . Os principais efeitos colaterais são vermelhidão no rosto , braços e pernas , inchasso das pernas , dor de cabeça , obstipação intestinal.

INIBIDORES DA ENZIMA DE CONVERSÃO (Captopril , Enalapril , Losartan )

São vasodilatadores que promovem sua ação por inibição das enzima responsavel pela conversão hormonal que realiza a constricção das artérias . Seus principais efeitos colaterais é a tosse seca e persistente (menos observada nos mais modernos) e elevação do potássio em individuos com disfunção renal.

BETABLOQUEADORES (Propranolol , Atenolol )

São medicamentos que promovem o bloqueio da adrenalina no sistema cardio-vascular diminuindo a Pressão Arterial e a Freqüência Cardíaca . Não devem ser usados em asmáticos pelo risco de Broncoconstricção (desencadeamento de crises) . Pode levar a diminuição da freqüência cardíaca , insônia , depressão , astenia e disfunção sexual . Podem elevar o LDL colesterol e Triglicérides , alem de atenuar os efeitos da Hipoglicemia em diabéticos e elevar a intolerância a Glicose .

Marcelo Nogueira

Fonte: www.drmarcelonogueira.med.br

Hipertensão Arterial

É um estado alterado da saúde no qual a pressão do sangue está acima das medidas consideradas normais por um período longo de tempo. Esta alteração decorre do aumento na contratilidade da camada muscular lisa que forma a parede da artéria.

Algumas substâncias químicas do próprio organismo é que promovem a contração das artérias. Em situações de desequilíbrio dessas substâncias, ou da alteração dessa camada muscular, é que ocorre o aumento da pressão do sangue dentro dos vasos.

Em termos gerais, pode-se definir a hipertensão arterial, como as medidas acima de 140 mmHg para a pressão sistólica (valor maior) e acima de 90 mmHg para a pressão diastólica (valor menor).

A hipertensão arterial sistêmica (HAS), como é tecnicamente chamada, pode ser primária (quando a causa não é conhecida) ou secundária (devido à um problema conhecido), como por exemplo: estreitamento de uma parte da artéria, estreitamento de uma válvula cardíaca, tumores nas glândulas supra-renais (o que causa a Síndrome de Cushing e o Hiperaldosteronismo), tumores na glândula pituitária (localizada no cérebro), compressão do parênquima renal, ou outros problemas.

A hipertensão arterial pode acometer tanto adultos como crianças; acomete com maior frequência as pessoas negras, pessoas de média idade (nos homens antes, nas mulheres depois dos 50 anos), as pessoas obesas, e as mulheres que usam contraceptivos orais (anticoncepcionais). Pessoas com diabetes, gota, ou doença renal, tem alta frequência de hipertensão arterial.

O processo de envelhecimento também é um outro fator que faz com que as artérias fiquem endurecidas e a pressão arterial aumente. Estes fatores são considerados como "sem controle".

O estado descrito acima é também conhecido como "pressão alta" e "hipertensão essencial".

CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL EM ADULTOS E A RECOMENDAÇÃO DE SEGUIMENTO

Pressão Sistólica Pressão Diastólica Classificação Seguimento
< 130 < 85 normal reavaliar em 01 ano
130 a 139 85 a 89 normal - limítrofe reavaliar em 06 meses
140 a 159 90 a 99 hipertensão leve confirmar em 02 meses
160 a 179 100 a 109 hipertensão moderada confirmar em 01 mês
> ou = 180 > ou = 110 hipertensão grave imediato
> ou = 140 > 90 hipertensão sistólica confirmar em 02 meses

A hipertensão arterial é conhecida como a "doença que mata em silêncio". Na maior parte dos casos, não existe nenhum sintoma ou sinal, e este é o fator que faz com que grande parte dos hipertensos abandone o tratamento.

É importante ficar alerta para o fato de que, mesmo sem sinais, uma pessoa pode estar com a pressão alta e então correr alguns riscos mais sérios para a sua saúde.

Dependendo do estágio da doença, alguns sintomas podem se manifestar, como por exemplo: sangramento nasal, dor no peito, falta de ar, alterações da visão, vertigens, dor de cabeça e o urinar muitas vezes durante à noite. Se você apresentar alguns destes sintomas, combinados ou isolados, procure um serviço médico.

Saiba que a hipertensão arterial aumenta diretamente o risco de desenvolver doenças nas artérias coronárias (que podem conduzir a um infarto do miocárdio) e problemas vasculares no cérebro (derrame). É uma doença que não tem as causas completamente conhecidas, por isso não existe cura para a mesma.

Os tratamentos atuais consideram somente o seu controle. Portanto, se você descobrir que é hipertenso, não se desespere - existem formas de controlar  sua pressão arterial e o mais importante: ao iniciar um tratamento, não o abandone!

Acima, uma representação gráfica do dano causado no cérebro devido a um acidente vascular cerebral (derrame). Note que uma determinada artéria rompe-se, devido ao aumento da pressão, causando extravazamento de sangue para fora do vaso; ficando a região subsequente sem irrigação. As consequências deste acidente vascular podem levar a pessoa à morte ou causar sérias alterações no sistema neurológico.

Fonte: www.unifesp.br

Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial Sistêmica é um dos principais desafios em termos de saúde pública em todo planeta neste final de milênio.

Se estima a prevalência da Hipertensão Arterial nos EUA em 6% a 12% dependendo da idade, sexo e raça. (1) A prevalência em nosso meio também é elevada, estima-se que cerca de 15% a 20% da população brasileira seja de hipertensos (2).

Conceito de Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial Sistêmica também conhecida como Hipertensão Arterial Essencial, Doença Hipertensiva vulgarmente chamada de “Pressão Alta” é caracterizada pelos níveis pressóricos.

Quando a Pressão Arterial Sistólica (pressão do sangue dentro das artérias no momento da contração do coração) é Maior que 140 milímetros de mercúrio, e/ou quando a Pressão Arterial Diastólica (pressão do sangue dentro das artérias entre uma contração e outra) é Maior que 90 milímetros de mercúrio(2,3).

A Pressão Arterial Normal

Nossa pressão arterial é mantida em níveis normais as custas de sofisticado mecanismo de controle que envolve o Sistema Nervoso, Sistema endócrino, os rins e o coração.

O cérebro recebe informações de vários sensores de pressão(baroreceptores) localizados na parede de várias artérias do corpo. Caso haja uma variação brusca da pressão, suponhamos que o indivíduo levante-se, pela ação da gravidade o sangue irá se acumular nas partes mais baixas e imediatamente é enviado estímulos para o coração para que ele se contraia mais vezes e que cada contração se faça com maior vigor. Simultaneamente são enviados estímulos para as artérias e veias para que elas se contraiam reduzindo assim o seu diâmetro e consequentemente a pressão volte a subir.

Outro fator importante na regulação da pressão arterial é o volume de sangue dento do sistema vascular. Quanto mais líquido, no caso o próprio sangue, maior a pressão. O acúmulo de água em nosso corpo é determinado entre outras coisas pela concentração de sódio. O mesmo sódio do sal de cozinha.

A Hipertensão Arterial

Como foi dito anteriormente é uma das maiores preocupações médicas no momento. Pois além da elevada prevalência, tem uma alta morbidade e mortalidade. O curso social e econômico é enorme.

O risco de morte súbita, Doença Coronariana, como Infarto Agudo do Miocárdio, Doença Cérebro-Vascular (os derrames), Insuficiência Cardíaca, e Insuficiência Renal são algumas das complicações da Hipertensão Arterial.

Outro desafio da Hipertensão Arterial é que normalmente não apresenta sintomas, é uma doença silenciosa. Suas manifestações são conseqüência de complicações.

Tratamento da Hipertensão Arterial

Hoje não se discute mais a eficácia do tratamento no controle da Hipertensão Arterial.

O paciente tratado convenientemente está protegido das complicações enquanto a doença estiver sobre controle.

Seu tratamento envolve vários aspectos: mudanças dietético comportamentais e medicamentoso(3-4-5).

Estas mudanças incluem a correção do peso corporal, aumento da atividade física, moderação da ingesta de bebida alcóolica, abandono do fumo, diminuir a ingesta de sal e gorduras manter a ingesta satisfatória de Potássio, Cálcio e Magnésio e técnicas de relaxamento, controle de doenças concomitantes como o Diabete Melito e a dislipidemia(2,3).

Como vimos acima a maioria das recomendações envolve modificações dietéticas. Nem sempre o médico está preparado para fazer uma orientação adequada quanto a alimentação. A ênfase no tratamento oferecido pelo médico é o farmacológico, negligenciando os outros componentes do tratamento.

A importância na dieta no tratamento da Hipertensão Arterial é inquestionável, no MEDLINE* nos últimos dois anos formam publicados 626 artigos sobre o tema.

A dieta como único recurso terapêutico, também mostrou ser eficaz. Em um estudo randomizado controlado de acompanhamento por 4 anos se observou que os hipertensos que abandonaram o tratamento farmacológico e mantiveram a dieta a pressão arterial voltou a subir em 60% ao final dos 4 anos, enquanto que aqueles pacientes que abandonaram a medicação e retornaram aos velhos hábitos alimentares 90% tiveram sua pressão elevada.(6)

A Equipe

O volume de informações na área médica é enorme não é possível que um único profissional de saúde no caso o médico, detenha todo o conhecimento necessário para oferecer o melhor tratamento a seus pacientes. Hoje é preferível que se trabalhe em equipe, o paciente hipertenso não é exceção.

No III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial(2) é dito textualmente:

“A equipe multiprofissional pode e deve ser constituída por profissionais que, de uma forma ou de outra, lidem com pacientes hipertensos. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, professores de educação física, farmacêuticos e, inclusive, funcionários administrativos e agentes comunitários em saúde podem integrar a equipe”.

A participação da nutricionista na equipe consiste em:

Consulta de nutrição: avaliação nutricional e de hábitos alimentares
Educação nutricional individual e em grupo
Prescrição de dietas, resguardando aspectos socioeconômicos e culturais
Criação de modelos que possibilitem a implementação dos conhecimentos alimentares e nutricionais, em consonância com as recomendações para os pacientes hipertensos, traduzidas em preparações alimentares saborosas e práticas.

Conclusão

Como vimos a modificação dos hábitos alimentares não é tão simples assim e muito do fracasso do tratamento passa por uma falta de orientação.

Claudio Luiz dos Santos Teixeira

Referências

1. Harrison’s Principles of Internal Medicine 14 th Edition on CD-ROM.1998.
2. Departamento de Hipertensão Arterial Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Cardiologia, III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial. 1998.
3. Joint National on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure. The sixth report of the Joint National on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure (JNC VI)1997.
4. Kapan, NM Treatment of hypertension: Nondrug therapy in clinical hipertension, 6th ed, Wiliams &Wilkins, Baltimore 1994. P.171
5. Kotchen, TA, McCarron, DA, for the Nutrition Comittee. Dietary eletrolytes and blood pressure. A statment for Healthcare Professionals from American Heart association Nutrition Comittee. Circulation 1998; 98:613.
6. Stamler, R, Stamler, J, Grimm, R et al. Nutritional therapy for high blood pressure. Final report of a four-year randomized controled trial- the Hypertension Control Program. JAMA 1987; 257:1484.

Fonte: www.nutriweb.org.br

Hipertensão Arterial

A pressão arterial é a força que o sangue exerce sobre os vasos arteriais, de acordo com o bombeamento do coração. Mede-se esta força através de um aparelho conhecido como tensiômetro.

Quando a pressão esta acima do normal, chamamos de hipertensão arterial.

Causas

A hipertensão pode ser causada por doenças dos rins, das glândulas e das artérias. Mas, geralmente, não se encontra nenhuma causa orgânica.

Sintomas

Na maioria dos casos, a pessoa com hipertensão nada sente, sendo a doença diagnosticada por acaso, em exames clínicos de rotina ou com aparecimento de complicações nos rins, coração, cérebro e olhos.

Mas o doente pode apresentar:

Dores de cabeça
Palpitações
Tonturas
Náuseas
Mal estar
Calor pelo corpo
Sangramento no nariz
Falta de ar.

Prevenção

A hipertensão é uma doença que não tem cura. Para se evitar as complicações da pressão alta, os hipertensos devem medir sempre sua pressão arterial e seguir as orientações médicas.

Veja algumas orientações importantes:

Evite excesso de peso;
Use pouco sal na comida;
Evite comidas gordurosas;
Não fume;
Use pílulas anticoncepcionais somente com orientação médica;
Evite stress, preocupação, insatisfação e nervosismo.

O hipertenso deve alimentar-se, principalmente, de:

Frutas, verduras e hortaliças
Carnes brancas (peixes e aves)
Cereais (milho, feijão, arroz aveia, etc).

Recomendações Importantes

Não interrompa as orientações de alimentação, nem pare de usar os remédios, porque sua pressão pode voltar a subir e com ela reaperecerão os riscos de derrame, infarto ou congestão;
Caso você apresente, em qualquer lugar, os sintomas da hipertensão, procure imediatamente um serviço médico.

Fonte: www.saude.ba.gov.br

Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial, mais conhecida como “Pressão Alta”, pode ser encarada como uma doença ou como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças do coração, pois, na grande maioria das vezes, não provoca sintomas ou os sintomas são gerais (podem ocorrer em qualquer doença), como dores de cabeça, tonturas, mal estar...

É muito importante entender que quem sofre de hipertensão arterial terá que fazer seu controle por toda a vida, visto que, na grande maioria das pessoas (95%), não se consegue descobrir sua causa.

De todos esses casos, felizmente, a grande maioria (90%) apresentará hipertensão leve, ou seja, fácil de controlar e tratar.

Diagnóstico da Hipertensão Arterial

O diagnóstico da hipertensão arterial é estabelecido pelo encontro de níveis tensionais acima dos limites superiores da normalidade (140/90 mmHg) quando a pressão arterial é determinada através de metodologia adequada e em condições apropriadas.

Classificação diagnóstica da hipertensão arterial

A - Adultos (maiores de 18 anos)

PAD(mm Hg)
PAS (mm Hg)
Classificação
< 85 < 130 Normal
85-89 130-139 Normal Limítrofe
90-99 140-159 Hipertensão Leve (estágio 1)
100-109 160-179 Hipertensão Moderada (estágio2)
> 110 > 180 Hipertensão Grave (estágio 3)  
< 90 > 140 Hipertensão Sistólica Isolada  

B - Crianças e Adolescentes

Valores da PA Sistólica e Diastólica
Classificação
Menores que o percentil 90 Normal  
Entre os percentis 90 e 95 Normal Limítrofe
Maiores que o percentil 95 Hipertensão Arterial  

Os valores dos percentis 90 e 95 da pressão arterial para cada faixa etária são normalizados para o percentil da estatura da criança e adolescente.

Quando for medir sua pressão, esteja certo de:

Não estar com a bexiga cheia
Não ter praticado exercícios físicos
Não ter ingerido bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou ter fumado até 30 minutos antes da medida
Ter descansado por 5 a 10 minutos, sentado em ambiente calmo e com temperatura agradável
Relaxar bem o braço
Não falar durante o procedimento

Toda pessoa que controla sua pressão arterial deve faze-lo ao menos mensalmente e, de 6 em 6 meses, consultar-se com seu médico para checar a medicação.

Exame Físico

No exame físico, devem constar:

A medida do Índice de Massa Corporal (IMC = peso/[altura]²), pois o sobrepeso e a obesidade podem ser causas secundárias de hipertensão arterial
A medida da pressão arterial duas ou mais vezes. Em maiores de 65 anos deve ser medida sentado e em pé
O exame de fundo de olho. O encontro de lesões oculares requer maiores cuidados no tratamento
Procura de sopros carotídeos (ausculta do pescoço) e de sopros abdominais e inguinais
Ausculta cardíaca
Exame neurológico sumário.

O tratamento vai depender não somente dos níveis de pressão arterial, mas também da co-existência de fatores de risco e de lesões em outros órgãos do corpo.

Fatores de Risco Maiores

Tabagismo
Dislipidemia
Diabetes mellitus
Idade acima de 60 anos
Sexo:
homens ou mulheres pós-menopausa
História familiar de doença cardiovascular em mulheres com menos de 65 anos e em homens com menos de 55 anos.

Lesão em Órgãos-alvo ou Doenças Cardiovasculares

Doenças Cardíacas:

Hipertrofia ventricular esquerda
Angina ou infarto do miocárdio prévio
Revascularização miocárdica prévia
Insuficiência cardíaca

Episódio isquêmico ou acidente vascular cerebral

Neufropatia
Doença vascular arterial periférica
Retinopatia hipertensiva

Classificação em grupos, de acordo com o fator de risco individual

Grupo A — sem fatores de risco e sem lesões em órgãos-alvo
Grupo B —
presença de fatores de risco (não incluindo diabete mellitus) e sem lesão em órgãos-alvo

Grupo C — presença de lesão em órgãos-alvo, doença cardiovascular clinicamente identificável e/ou diabete mellitus.

Decisão terapêutica baseada na estratificação do risco e nos níveis de pressão:

Pressão arterial Grupo A Grupo B Grupo C>
Normal limítrofe
(130-139 mmHg/85-89 mmHg)
Modificações no
estilo de vida
Modificações no
estilo de vida
Modificações no
estilo de vida*
Hipertensão leve (estágio 1)
(140-159 mmHg/90-99 mmHg)
Modificações no
estilo de vida
Modificações no
estilo de vida**
(até 12 meses)
Terapia
medicamentosa
(até 6 meses)
Hipertensão moderada e severa
(estágios 2 e 3)
(> 160 mmHg/> 100 mmHg)
Terapia
medicamentosa
Terapia
medicamentosa
Terapia
medicamentosa

* Tratamento medicamentoso deve ser instituído na presença de insuficiência cardíaca, insuficiência renal, ou diabete mellitus.

** Pacientes com múltiplos fatores de risco podem ser considerados para o tratamento medicamentoso inicial

Modificações do Estilo de Vida

Medidas comprovadamente eficazes

Redução do peso corporal
Redução da ingestão de sódio
Maior ingestão de alimentos ricos em potássio (feijões, ervilha, vegetais de cor verde-escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja)
Redução do consumo de bebidas alcoólicas
Exercícios físicos aeróbicos regulares (30 minutos de caminhadas diárias)

Medidas associadas

Parar de fumar
Controlar o colesterol
Promover suplementação de cálcio
Controlar o diabetes
Promover uma dieta rica em fibras
Adotar medidas antiestresse (meditação, massagem, ioga, tai chi chuan, pescaria, trabalhos manuais, trabalhos voluntários, etc)
Evitar drogas que elevem a pressão (antiinflamatórios, anticoncepcionais, antidepressivos, anti-histamínicos, cocaína, moderadores de apetite, etc).

Princípios gerais da dieta

Adotar uma dieta baixa em calorias, balanceada, evitando o jejum e as dietas “milagrosas”
Consumir menos de 300 mg de colesterol por dia. O consumo de gorduras saturadas não deverá a ultrapassar a 10% do total de gorduras ingeridas
Redução do consumo de sal a menos de 6g/dia (1 colher das de chá)
Evitar açúcar e doces
Preferir ervas, especiarias e limão para temperar os alimentos
Ingerir alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados
Utilizar alimentos ricos em fibras (grãos, frutas, cereais integrais, hortaliças e legumes preferencialmente crus)
Evitar:
alimentos industrializados (ketchup, mostarda, shoyo, caldos concentrados); embutidos (salsicha, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio); conservas picles, azeitona, aspargo, palmito); enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha); bacalhau, charque, carne seca e defumados; aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas empacotadas; queijos em geral;

Evitar alimentos ricos em colesterol e/ou gorduras saturadas

Porco (banha, carne, bacon, torresmo)
Leite integral, creme de leite, nata, manteiga
Lingüiça, salame, mortadela, presunto, salsicha, sardinha
Frituras com qualquer tipo de gordura
Frutos do mar (camarão, mexilhão, ostras)
Miúdos (coração, moela, fígado, miolos, rim)
Pele de frango, couro de peixe
Dobradinha, caldo de mocotó
Gema de ovo e suas preparações
Carne de gado com gordura visível
Óleo, leite e polpa de coco
Azeite de dendê
Castanhas, amendoim
Chocolates e derivados
Sorvete.

Assim, torna-se evidente que quase todas as medidas não-medicamentosas dependem de mudanças no estilo de vida de forma permanente.

Por isso, o tratamento da pessoa portadora de hipertensão arterial se enriquece quando diferentes profissionais estão envolvidos além do médico, como o nutricionista, o terapeuta, o enfermeiro, o professor de educação física, etc.

Vale ressaltar que é de fundamental importância o envolvimento dos familiares do hipertenso na busca das metas a serem atingidas pelas modificações do estilo de vida. Mesmo porque, quando temos um hipertenso na família, todos os outros membros devem se preparar para colocar em prática medidas de vida saudável precocemente, pois, a chance de também desenvolver hipertensão arterial é muito grande.

Tratamento medicamentoso

O Tratamento com medicamentos deve ser individualizado para cada caso, devendo ser sempre o médico a fazer a modificações e ajustes.

Não pare de tomar o medicamento por conta própria. Lembre-se que a hipertensão arterial é uma condição traiçoeira, que não causa sintomas e que pode levar ao infarto ou ao derrame.

Técnica de medida da pressão arterial

O esfigmomanômetro de coluna de mercúrio é o ideal para essas medidas. Os aparelhos do tipo aneróide, quando usados, devem ser periodicamente testados e devidamente calibrados.

A medida da pressão arterial deve ser realizada na posição sentada, de acordo com o procedimento descrito a seguir:

1) Explicar o procedimento à pessoa.
2)
Certificar-se de que a pessoa:

Não está com a bexiga cheia
Não praticou exercícios físicos
Não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos, ou fumou até 30 minutos antes da medida.

3) Deixar a pessoa descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável.
4)
Localizar a artéria braquial por palpação.
5)
Colocar o manguito firmemente cerca de 2 cm a 3 cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial. A largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da circunferência do braço e seu comprimento, envolver pelo menos 80% do braço. Assim, a largura do manguito a ser utilizado estará na dependência da circunferência do braço da pessoa.
6)
Manter o braço da pessoa na altura do coração.
7)
Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro aneróide.
8)
Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, para a estimativa do nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30 segundos antes de inflar novamente.
9)
Colocar o estetoscópio nos ouvidos, com a curvatura voltada para frente.
10)
Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva.
11)
Solicitar a pessoa que não fale durante o procedimento de medição.
12)
Inflar rapidamente, de 10 mmHg em 10 mmHg, até o nível estimado da pressão arterial.
13)
Proceder à deflação, com velocidade constante inicial de 2 mmHg a 4 mmHg por segundo, evitando congestão venosa e desconforto para a pessoa.
14)
Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), que se intensifica com o aumento da velocidade de deflação.
15)
Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff), exceto em condições especiais. Auscultar cerca de 20 mmHg a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff).
16)
Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica, complementando com a posição da pessoa, o tamanho do manguito e o braço em que foi feita a mensuração. Deverá ser registrado sempre o valor da pressão obtido na escala do manômetro, que varia de 2 mmHg em 2 mmHg, evitando-se arredondamentos e valores de pressão terminados em “5”.
17)
Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas.
18)
A pessoa deve ser informada sobre os valores da pressão arterial e a possível necessidade de acompanhamento.

Fonte: www.orientacoesmedicas.com.br

Hipertensão Arterial

A pressão arterial mantém o sangue circulando no organismo. Tem início com o batimento do coração. A cada vez que bate, o coração joga o sangue pelos vasos sangüíneos chamados artérias.

As paredes dessas artérias são como bandas elásticas que se esticam e relaxam a fim de manter o sangue circulando por todas as partes do organismo.

O resultado do batimento do coração é a propulsão de uma certa quantidade de sangue (volume) através da artéria aorta. Quando este volume de sangue passa através das artérias, elas se contraem como que se estivessem espremendo o sangue para que ele vá para a frente. Esta pressão é necessária para que o sangue consiga chegar aos locais mais distantes, como a ponta dos pés, por exemplo.

Para conhecimento geral, colocamos em destaque alguns dos componentes do sistema cardio-circulatório:

O coração

É um órgão muscular que fica dentro do peito e que é responsável por bombear o sangue para os pulmões (para ser oxigenado) e para o corpo (suprindo as necessidades de oxigênio e nutrientes) depois que o sangue foi oxigenado nos pulmões. O coração bate em média de 60 a 100 vezes por minuto em situação de repouso.

É composto por duas câmaras superiores chamadas de átrios, e duas inferiores, os ventrículos. O lado direito bombeia o sangue para os pulmões e o esquerdo para o restante do corpo.

As artérias

São os vasos por onde o sangue corre vindo do coração. Elas estão distribuídas como se fossem uma grande rede de abastecimento por todo o corpo, podendo ser palpadas em alguns locais, onde estão mais superficializadas.

Alguns destes locais são: na face interna de seu punho, na região da virilha e no pescoço. Este movimento ou pulsação, que você sente quando coloca seu dedo, é quando o sangue está sendo empurrado por um batimento do coração e que ocasiona uma determinada pressão dentro do vaso.

Em geral as artérias são bem mais profundas, por isso somente em alguns locais é que elas podem ser palpadas. É nas artérias que ocorre o processo da doença da hipertensão.

As veias

São os vasos sanguíneos que trazem o sangue, agora cheio de impurezas, de volta ao coração. Assim como as artérias, elas formam uma enorme rede.

A grande característica que diferencia uma veia de uma artéria, é que elas estão mais superficiais e podem ser mais facilmente palpadas e visibilizadas. Além desta diferença, pode-se citar a composição de sua parede, que é mais fina.

O QUE SIGNIFICAM OS NÚMEROS DE UMA MEDIDA DE PRESSÃO ARTERIAL?

Significam uma medida de pressão calibrada em milímetros de mercúrio (mmHg). O primeiro número, ou o de maior valor, é chamado de sistólico, e corresponde à pressão da artéria no momento em que o sangue foi bombeado pelo coração.

O segundo número, ou o de menor valor é chamado de diastólico, e corresponde à pressão na mesma artéria, no momento em que o coração está relaxado após uma contração.

Não existe uma combinação precisa de medidas para se dizer qual é a pressão normal, mas em termos gerais, diz-se que o valor de 120/80 mmHg é o valor considerado ideal. Contudo, medidas até 140 mmHg para a pressão sistólica, e 90 mmHg para a diastólica, podem ser aceitas como normais.

O local mais comum de verificação da pressão arterial é no braço, usando como ponto de ausculta a artéria braquial.

O equipamento usado é o esfigmomanômetro ou tensiômetro, vulgarmente chamado de manguito, e para auscultar os batimentos, usa-se o estetoscópio.

TABELA DE VALORES MÉDIOS NORMAIS DE PRESSÃO ARTERIAL

Idade em Anos Pressão Arterial em MMHG
85/60
95/62
10  100/65
12 108/67
16 118/75
Adulto 120/80
Idoso 140-160/90-100

Fonte: www.if.ufrj.br

Hipertensão Arterial

O que é?

O coração, através de uma espécie de bombeamento, impulsiona o sangue para todo o corpo, exercendo uma pressão sobre os vasos sanguíneos, denominada Pressão Arterial.

A Hipertensão Arterial é uma doença crônica, não transmissível, de natureza multifatorial, assintomática (na maioria dos casos) que compromete fundamentalmente o equilíbrio dos mecanismos vasodilatadores e vasoconstritores, levando a um aumento da tensão sanguínea nos vasos, capaz de comprometer a irrigação tecidual e provocar danos aos órgãos por eles irrigados.

Quais são causas da Hipertensão?

Ainda não se sabe com exatidão as causas da Hipertensão Arterial. Entretanto, sabemos que muitos fatores de risco, tanto endógenos quanto exógenos podem ser igualmente responsáveis para o desenvolvimento dessa doença.

Fatores Endógenos

Idade
Sexo
Raça
Histórico Familiar

Fatores Exógenos

Consumo de Sal (cloreto de sódio)
Obesidade
Tabagismo
Consumo de bebidas alcoólicas
Sedentarismo

Sintomas

A Hipertensão Arterial é considerada uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não são observados sintomas no paciente. Quando ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, como dor de cabeça, tonturas , cansaço, enjôo, falta de ar e sangramento nasal. A falta de sintomas, faz com que, muitas da vezes, o paciente esqueça de tomar seus remédios ou até mesmo questione a sua necessidade, levando a um grande aumento no número de complicações.

Classificação da Pressão Arterial

A classificação das medidas da pressão arterial se torna necessária , para que haja um encontro de grupos que possuam características comuns para diagnóstico e tratamento.

Categoria Sistólica (mmHg) Diastólica (mmHg)
Pressão ótima

< 120

< 80

Pressão normal

< 130

< 85

Pressão limítrofe

130 - 139

85 - 89

Hipertensão estágio 1

140 - 159

90 - 99

Hipertensão estágio 2

160 - 179

100 - 109

Hipertensão estágio 3

180

110

Hipertensão sistólica isolada

140

 

< 90

Prevalência da Hipertensão

Estudos realizados em base populacional em algumas cidades do Brasil mostram prevalência de hipertensão arterial 22,3% a 43,9%. Com base nesses dados, podemos estimar que uma a duas pessoas a cada cinco são hipertensas.

Em estimativa realizada em 2004, 35% da população brasileira acima de 40 anos estava hipertensa.

Acredita-se que 20% da população mundial apresenta Hipertensão Arterial.

Doenças associadas

Existem diversas complicações relacionadas com o aparecimento e o desenvolvimento da hipertensão arterial.

Dentre elas podemos exemplificar:

Cardíaca: Angina pectoris (dor no peito), infarto agudo do miocárdio, cardiopatia hipertensiva e insuficiência
cardíaca.
Cerebral: Acidente vascular cerebral e demência vascular.
Renal: Insuficiência renal.

Tratamento medicamentoso para Hipertensão Arterial

Beta-bloqueadores

Diminuem a freqüência cardíaca tanto no repouso quanto em exercício. Causam hipotensão pós-exercício. A volta a calma do exercício deve ser realizada com cuidado e vagarosamente. Podem melhorar a tolerância ao exercício, desmascarando uma arritmia do miocárdio.

A intensidade do exercício pode ser controlada através da escala subjetiva de esforço de Borg. Evitar utilizar a freqüência cardíaca como parâmetro para controle da intensidade do exercício.

Inibidor da ECA

A renina é uma enzima secretada no Rim em resposta a fatores Cardiovasculares, tais como queda de pressão, depleção de Sódio ou uma queda do volume plasmático, provocando um aumento na pressão arterial. Esse medicamento age aumentando a concentração sanguínea de Angiotensina, que é convertida em Angiotensina II. Essa última causa o aumento na secreção de Aldosterona, o que intensifica a resistência periférica vascular, desenvolvendo a Hipertensão. O inibidor da ECA, evita a conversão de Angiotensina I em Angiotensina II, evitando o aumento de Pressão. Geralmente não apresentam alterações na Freqüência Cardíaca. A hipotensão pós-exercício, muitas vezes, se apresenta mais acentuada.

Vasodilatadores

Causam hipotensão pós-exercício. Recomenda-se realizar uma volta à calma mais duradoura.

Alguns autores relatam que a freqüência Cardíaca pode ter um ligeiro aumento, tanto em repouso, quanto em exercício.

Diuréticos

Geram uma diminuição do volume sanguíneo e conseqüentemente desidratação, principalmente em exercício. Realizar uma hidratação adequada. Geralmente não apresentam alterações na freqüência Cardíaca. Os diuréticos ainda podem causar uma redução de potássio, resultando em arritmias. Recomendar uma correta ingesta de alimentos ricos em potássio antes da atividade física.

Benefícios da Atividade Física no controle da Hipertensão Arterial

A atividade física produz uma diminuição na resistência vascular e nos níveis plasmáticos de norepinefrina (um potente vasoconstritor encontrado na circulação) sugerindo uma atividade nervosa diminuída.

Além dos benefícios citados acima a atividade física ajuda no aumento do colesterol “bom” (HDL), na liberação de hormônios vasodilatadores (dentre eles o óxido nítrico e a protaglandina) que fazem com que haja um aumento no diâmetro do vaso sanguíneo, aumentando o fluxo sanguíneo para os órgãos e músculos.

Mudanças de hábito importantes para controle da Pressão Arterial

Diminuição no consumo de sal
Aumento no nível de atividade física
Controle do peso
Moderação no consumo de bebidas alcoólicas
Diminuição do tabagismo
Controle do estresse emocional

Prescrição da Atividade Física

Além do tratamento médico convencional, a prática regular de Atividade Física e uma boa aptidão Cardiorrespiratória, têm demonstrado diminuição na incidência de Hipertensão Arterial.

A prática regular de atividade física reduz a pressão arterial de indivíduos hipertensos, além de colaborar ainda no controle do peso, que é um fator de risco para a Hipertensão Arterial.

Muitos estudiosos observaram ainda que logo após uma única sessão de Exercícios Físicos a pressão arterial se encontra abaixo dos níveis de repouso e esse comportamento vem sendo chamado de Hipotensão pós-exercício.

A hipotensão pós-exercício permanece por até 24 horas, inclusive em indivíduos da terceira idade. Essa hipotensão é mais significativa em indivíduos hipertensos.

A magnitude e a duração da Hipotensão pós-exercício está diretamente relacionada à intensidade e duração da atividade física. A freqüência semanal, modalidade, duração e intensidade recomendada do exercício em geral são as mesmas adotadas para indivíduos de baixo risco. Porém, segundo o Colégio Americano de Medicina e Exercício, o treinamento com exercícios em intensidades mais baixas (40% a 60% VO2 máximo) parece acarretar uma redução tão acentuada ou até maior do que exercícios em intensidades mais altas.

O treinamento de força não é recomendado como a fonte primária de treinamento com exercícios para os indivíduos hipertensos. Com exceção do treinamento de força em circuito, o treinamento de força nem sempre se revelou capaz de baixar a pressão arterial. Dessa forma, o treinamento de força é recomendado como componente de um programa de aptidão bem elaborado, mas não quando executado independentemente (ACSM, 2010).

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES PARA PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS

Pessoas com pressão arterial maior do que 200/115 não devem se exercitar
Interromper o treinamento ao sinal de dores de cabeça e/ou dores no peito
Controlar a pressão arterial antes e após a Atividade Física.

José A. Ramalhete

Referências Bibliográficas

Ghorayeb, Nabil ET AL. Tratado de Cardiologia do Exercício e do Esporte. Ed. Atheneu, 2007.
World Health Organization. International Society of Hypertension, 2003.
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2006.
Guidelines for Exercise Testing and Prescripition. Eighth Edition. Lippincott Williams e Wilkings, 2010.

Fonte: www.nbfit.net

Hipertensão Arterial

Quando o seu coração se contrai, o sangue é bombeado para fora e empurrado contra as paredes das artérias, fazendo com que elas se expandam.

A força com que o sangue é impulsionado contra as paredes arteriais é conhecida como pressão arterial sistólica. Após a contração, o coração relaxa e os vasos sanguíneos retraem-se.

A medição efetuada neste ponto determina a sua pressão arterial diastólica. A pressão arterial sofre variações ao longo do dia e de dia para dia, dependendo da sua atividade ou da forma como se sente. A sua pressão arterial pode subir se estiver nervoso ou contrariado, e baixar se estiver calmo e relaxado.

QUAIS OS MECANISMOS QUE CONTROLAM A PRESSÃO ARTERIAL?

Um sistema complexo controla o fluxo de sangue e regula a pressão arterial. Se o seu corpo não possuísse esse sistema, o sangue iria para os seus pés quando você estivesse em pé, a sua pressão desceria e você desmaiaria.

Outros fatores que podem afetar a sua pressão arterial:

A força e capacidade do seu músculo cardíaco bombear sangue
A quantidade total de sangue que circula no seu corpo
Estado geral das suas artérias.

O QUE É PRESSÃO ARTERIAL ALTA?

A variação da pressão arterial em determinadas situações é normal. A pressão é alta quando permanece acima dos níveis estabelecidos como normais tanto para os valores sistólicos como para os diastólicos.

Um diagnóstico de pressão alta não é normalmente feito a partir de uma única medição da pressão arterial.

Quando medida pela primeira vez e detectada como mais alta que o normal, o seu médico pedir-lhe-á que volte à consulta para fazer novas avaliações após algumas semanas para determinar se você apresenta um nível persistente de pressão arterial elevada.

O QUE É PRESSÃO ARTERIAL NORMAL?

A maioria dos médicos consideram que 120/80 mmHg é a pressão arterial média normal para adultos. A pressão arterial é considerada elevada quando em repetidas medições permanece igual ou acima de 140/90 mmHg.

O QUE CAUSA HIPERTENSÃO?

Infelizmente, e em cerca de 90% dos casos, não se sabem quais as causas do desenvolvimento de hipertensão. No entanto, ela é controlável em quase todos esses casos. Naqueles em que a causa da hipertensão é desconhecida, a doença é conhecida como hipertensão primária ou hipertensão essencial. Em menos de 10% dos casos, nos quais a causa é conhecida, falamos de hipertensão secundária.

Entre as causas de hipertensão secundária estão algumas doenças renais e vasculares, perturbações hormonais e defeitos congénitos (já presentes à nascença). Alguns casos podem ser corrigidos por cirurgia, outros podem ser controlados com medicação. Neste caso, a pressão arterial voltará ao normal quando as doses dos medicamentos forem reduzidas ou descontinuadas.

COMO É DIAGNOSTICADA A HIPERTENSÃO?

A sua pressão arterial pode sofrer variações durante todo o dia, sendo também influenciada por outros fatores: estar calmo ou nervoso, relaxado ou em atividade e fazer a medição em diferentes braços (esquerdo ou direito).

Se o seu médico suspeitar que você é hipertenso, ele irá fazer as leituras em ambos os braços numa primeira consulta e repetir a medição após alguns dias ou semanas. O braço que mostrar o nível mais alto é, geralmente, aquele que será usado para futuras medições. A sua pressão será também medida em várias posições, ou seja, em pé, sentada ou deitada, uma vez que os valores diferem ligeiramente nestas três posições. Se essas medições mostrarem que você é hipertenso, o seu médico fará a sua história clínica, procederá a um exame físico completo e poderá solicitar alguns exames laboratoriais.

COMO É MEDIDA A PRESSÃO ARTERIAL?

Os médicos medem a pressão arterial com um instrumento chamado esfigmomanómetro. Esse instrumento possui um manguito de tecido resistente, uma bolsa insuflável de borracha e um manómetro, que se assemelha a um termómetro ou a outro tipo de aferidor.

À medida que mais ar é libertado do manguito, o nível de mercúrio no manómetro ou a posição do ponteiro do manómetro aneróide continua a diminuir. Quando os batimentos deixam de ser ouvidos com estetoscópio, deverá ser feita uma nova leitura. Este registo determina a sua pressão mínima ou diastólica, que é medida quando o seu coração repousa entre batimentos, traduzindo a quantidade de pressão mínima existente nas paredes arteriais.

QUE FATORES DE RISCO MODIFICÁVEIS APRESENTAM MAIOR PERIGO ?

Todos são considerados perigosos, pois podem dar origem ou piorar um outro, aumentando o seu risco total.

Se tem hipertensão

A hipertensão pode acelerar o processo de aterosclerose ou endurecimento das artérias. Quando a pressão arterial está persistentemente alta, exerce pressão contra as paredes arteriais com uma força extra. A camada muscular das paredes arteriais torna-se gradualmente rígida e espessa, perdendo a sua elasticidade; as passagens tornam-se mais estreitas e a parede dos vasos mais rígidas, acumulando gordura ou colesterol.

Se já sofrer de aterosclerose, a pressão alta tende a piorar, acelerando o progresso aterosclerótico. A aterosclerose estreita as aberturas dos vasos, enrijecendo as suas paredes. Os vasos estreitados causam a subida da pressão arterial, acumulando mais gordura nas suas paredes. Com a continuação deste ciclo, aumenta o perigo de complicações sérias, como doença cardíaca, insuficiência renal e acidentes vasculares cerebrais

As pessoas com pressão alta têm uma maior probabilidade de desenvolver doença cardíaca. A maioria das vítimas de acidentes vasculares cerebrais sofre de hipertensão.

A pressão alta também faz com que o seu coração bombeie com mais força para manter o sangue em movimento, especialmente quando os vasos se encontram mais estreitos e espessos.

O trabalho suplementar exercido pelo coração pode acabar por culminar na perda de poder de bombeamento do músculo cardíaco até este deixar de ter força suficiente para manter o sangue a circular. Pode ocorrer congestão ou acumulação de líquido no sistema circulatório e levar a uma doença chamada insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Se tem hábitos tabágicos

Além de ser prejudicial para os pulmões, o tabaco também prejudica o coração e os vasos sanguíneos. O cigarro estimula o coração, fazendo-o bater mais depressa e provocando o estreitamento dos vasos sanguíneos, dificultando o bombeamento de sangue.

Também diminui o abastecimento de oxigénio ao coração e tecidos; torna o sangue mais susceptível à formação de coágulos; provoca batimentos cardíacos "extras" ou irregulares, além de produzir alterações nocivas na quantidade de lípidos (gorduras) que circulam no sangue.

A doença coronária ocorre mais frequentemente e de forma mais grave nos fumadores, que apresentam uma maior probabilidade de sofrer ataques cardíacos sendo a sua recuperação geralmente mais difícil.

Se tem colesterol e triglicéridos elevados

Certos tipos de substâncias gordurosas são elaboradas no próprio corpo e transportadas pela corrente sanguínea. Estas substâncias chamam-se lípidos e uma delas, o colesterol, pode também ser encontrado em muitos alimentos. A ingestão de alimentos ricos em colesterol pode aumentar a sua quantidade no organismo. Embora o corpo necessite de colesterol e de outros lípidos, uma quantidade excessiva destas lipoproteínas pode causar problemas. Quando elas circulam na corrente sanguínea, podem aderir às paredes arteriais. Um nível elevado de colesterol no sangue é a principal causa de aterosclerose, e quanto mais alto esse nível, maior será a probabilidade de desenvolver doença cardiovascular.

O que é a aterosclerose?

As paredes internas-saude dos vasos sanguíneos normais são lisas e flexíveis e o sangue circula através delas para transportar oxigénio e outros nutrientes para as diferentes partes do corpo.

À medida que as pessoas vão envelhecendo, as gorduras e outras substâncias transportadas pelo sangue acumulam-se formando depósitos na parede vascular.

Esses depósitos (placas) são conhecidos como aterosclerose. À medida que se tornam maiores, a passagem no interior dos vasos estreita-se ou fica bloqueada. É uma doença lenta e progressiva, que pode começar na infância.

Normalmente, são precisos vários anos para que a placa se forme no interior de uma artéria.

A aterosclerose pode causar muitos tipos de problemas circulatórios: dois dos principais são os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais.

A aterosclerose tende a ser um problema quando se desenvolve nas artérias coronárias, que transportam sangue para a parte mais profunda do músculo cardíaco.

Se a placa é formada no interior destas artérias e o sangue não puder chegar ao coração, o músculo cardíaco pode ficar privado do oxigénio transportado pelo sangue.

Quando a aterosclerose envolve uma ou mais artérias coronárias, falamos de insuficiência coronária.

A insuficiência coronária é a principal causa de problemas cardíacos graves, como angina de peito (dor no peito decorrente de doença cardíaca) e enfarte do miocárdio (ataque cardíaco). A angina de peito, ou angina, ocorre quando o coração é temporariamente privado de oxigénio. Um enfarte do miocárdio pode ocorrer quando o músculo cardíaco obtém muito pouco ou nenhum oxigénio durante um determinado período de tempo. A área do músculo cardíaco sem oxigénio sofre uma lesão e as células do músculo cardíaco circunscritas a essa área morrem.

O QUE É NECESSÁRIO PARA CONTROLAR A HIPERTENSÃO E PROTEGER-SE DE PROBLEMAS...

Dois importantes passos nesse sentido são:

Motivação: lembre-se que, ainda que a sua hipertensão seja ligeira e se esteja a sentir bem, não deixa de estar vulnerável a doenças cardiovasculares mais graves.
Ouça os conselhos do seu médico e de outros profissionais de saúde no que diz respeito a medicação, dietas e outras medidas auxiliares de tratamento.

COMO REDUZIR E CONTROLAR A HIPERTENSÃO SEM MEDICAMENTOS?

Muitas pessoas conseguem reduzir a pressão arterial sem medicamentos, com a simples eliminação do peso em excesso, restrição na ingestão de sal e domínio do stress. Se sofre de hipertensão ligeira, a adopção das medidas acima pode ser suficiente para baixar a sua pressão arterial para valores normais, e provavelmente não precisará de nenhum medicamento. Para outros, o tratamento da hipertensão poderá necessitar de alguns medicamentos.

Controle o seu peso

Se o seu peso é normal, é importante que continue como está. Se estiver com excesso de peso, o seu médico aconselhá-lo-à a seguir uma dieta adequada. A eliminação do peso em excesso contribui geralmente para a redução da pressão arterial, e quando o peso extra não é readquirido, a pressão arterial tende a permanecer estável.

Cuide da Sua Alimentação

Os hábitos alimentares contrários à boa saúde são a razão mais provável da obesidade, sendo geralmente difíceis de alterar sem a orientação adequada de um especialista, que o pode aconselhar nos seguintes pontos:

Como mudar os seus hábitos alimentares
Como estabelecer metas em relação ao peso que deve perder
Tipo de alimentos a evitar
Planeamento de refeições adequadas

As razões pelas quais a maioria das dietas da moda, dietas de impacto e recursos emagrecedores raramente têm um resultado satisfatório.

A maneira mais segura e mais fácil de perder peso e de não o recuperar é com auto-controlo, orientação adequada e mudança gradual, mas duradoura, dos seus hábitos alimentares

Cuidado o Sal

O tratamento da hipertensão inclui geralmente algumas restrições à ingestão de sal, devido ao sódio que este contém. Algumas pessoas respondem bem a uma simples redução na ingestão de sal. Porém, é importante que os indivíduos com hipertensão ou com tendência para a desenvolver diminuam a quantidade de sal na sua dieta.

Isso pode ser feito com facilidade, se seguir algumas sugestões:

Alimente-se com carne, vegetais e frutas frescas e não com alimentos embalados.
Leia atentamente os rótulos dos alimentos embalados e bebidas enlatadas; evite os que contenham um alto teor de sal ou "sódio".
Adicione muito pouco ou nenhum sal ao preparar os alimentos; experimente temperá-los com ervas ou sumo de limão.
Evite alimentos mais salgados, como bacon, chouriços, pickles, mostarda e alguns tipos de queijo.

O seu médico poderá dar-lhe uma ideia sobre a quantidade de sal (sódio) dos diferentes alimentos e aqueles que deve evitar ou limitar na sua dieta.

Os alimentos podem parecer insossos ou menos saborosos, sobretudo no início da dieta. Após algum tempo, no entanto, muitas pessoas passam a achar que os alimentos são mais agradáveis ao paladar sem a adição de sal.

Alimentos ricos em colesterol e gorduras saturadas

A ingestão de colesterol e de outras gorduras que se encontram nos alimentos é essencial para ter energia e uma boa saúde geral. No entanto, a quantidade e o tipo de gordura da sua dieta devem ser controlados, pois irão afetar o seu peso e os seus níveis de colesterol. Além do colesterol, existem dois outros tipos de alimentos que podem alterar o nível de colesterol no seu sangue.

As gorduras saturadas (encontradas em carnes, manteiga, margarina e em alguns óleos vegetais) podem aumentar as concentrações de colesterol, enquanto que as insaturadas (por exemplo, óleo de milho, azeite e óleos de peixe) podem ajudar a reduzi-lo.

Portanto, para reduzir o seu peso e equilibrar o seu colesterol, é importante seguir algumas orientações:

Evite alimentos ricos em colesterol (gema de ovo, carnes gordas e miúdos, fígado e rins).
Evite ou reduza a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas, incluindo produtos de origem animal e laticínios:
carnes, natas, queijo e manteiga.
Inclua na sua dieta alimentos que contenham gorduras insaturadas, incluindo produtos vegetais, como óleo de milho, óleo de soja e outros óleos vegetais.

Os Fumadores

Deixe de fumar ou reduza a quantidade de cigarros. Ao eliminar esse hábito, o seu coração e pulmões começarão a funcionar melhor, beneficiando todo o seu corpo.

Embora muitos fumadores acreditem que o tabaco já provocou estragos muito grandes e que sua saúde não vai melhorar, estão enganados; um ano após deixar de fumar o seu risco de sofrer um ataque cardíaco diminui em cerca de 50%. O risco de morte por outras doenças é também reduzido com o tempo.

Qualquer que seja a sua idade ou o tempo durante o qual fumou, deixar de fumar pode melhorar a sua saúde e aumentar a sua esperança de vida.

QUANDO SÃO NECESSÁRIOS MEDICAMENTOS PARA CONTROLAR A PRESSÃO ARTERIAL?

Determinados medicamentos podem ser prescritos para baixar a sua pressão arterial se ela estiver elevada e não descer para níveis normais com restrições dietéticas e/ou outras medidas de tratamento que não incluam o uso de medicamentos.

Se o médico lhe prescrever medicamentos para controlar a sua hipertensão, é importante que os tome conforme o recomendado.

Não falhe nenhuma dose porque, embora você possa estar a sentir-se bem , a sua pressão arterial pode subir a qualquer momento.

A pressão arterial sobe sobretudo no período da manhã, quando o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral aumenta.

QUAL O TIPO DE MEDICAMENTOS MAIS ADEQUADO PARA O SEU CASO?

Se sofre de hipertensão, a prescrição de um ou mais medicamentos dependerá de vários fatores. Os médicos iniciam geralmente o tratamento com a prescrição de uma dose baixa de um só medicamento, verificando a sua resposta após um curto período de tempo.

A dose pode ser aumentada ou um diferente tipo de medicamento prescrito, se não se obtiver a redução desejada na sua pressão arterial num determinado período de tempo ou se o medicamento original causar efeitos secundários insuportáveis. Após a sua pressão arterial estar controlada o médico poderá prescrever outras mudanças na sua medicação de forma a tornar o tratamento mais fácil e mais conveniente.

A meta é reduzir e manter um controlo adequado da sua pressão arterial com o menor número de medicamentos e uma dose mínima eficaz que não cause efeitos secundários incómodos.

QUAIS OS EFEITOS SECUNDÁRIOS DOS DIFERENTES MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS?

A maioria dos medicamentos prescritos para a hipertensão pode produzir alguns efeitos secundários, mas muitos desses efeitos são ligeiros e transitórios ou até mesmo imperceptíveis. No entanto, algumas pessoas interrompem o tratamento ao mínimo efeito secundário. Isso deverá ser evitado uma vez que a hipertensão causa lesões permanentes a órgãos vitais do seu corpo.

É importante que você entenda qual a razão de ocorrerem efeitos secundários e de que maneira podem ser evitados ou reduzidos, permitindo a continuação do tratamento.

Muitos efeitos secundários de medicamentos anti-hipertensivos desaparecem logo após o início do tratamento, quando o seu organismo se acostuma às alterações que possam ocorrer. Se persistirem, podem ser reduzidos ou inteiramente eliminados com a redução da dose ou com a mudança para outro medicamento. Fale com o seu médico sobre os efeitos secundários da medicação e deixe-o decidir sobre a alternativa mais indicada para o seu caso.

Estes medicamentos podem alterar muito rapidamente a saúde de alguns indivíduos, especialmente no início do tratamento. A descida repentina da pressão arterial pode fazer com que alguns doentes sintam tonturas ou sensação de desmaio. No entanto, isso acontece unicamente após as primeiras tomas e antes do seu organismo se acostumar a uma pressão arterial mais baixa.

Dado o álcool também reduzir a pressão arterial, as bebidas alcóolicas devem ser evitadas, especialmente no início do tratamento.

Outros efeitos secundários menos preocupantes, como cansaço, nariz entupido e secura de boca podem ocorrer, mas desaparecem geralmente após os primeiros dias de tratamento. Além disso, as alterações do humor, a depressão, o desconforto muscular ou cãibras nas pernas, diminuição do desejo sexual, inchaço das pernas e dos pés, tosse e dor de cabeça são também sintomas decorrentes do início do tratamento.

No entanto, a maioria dos efeitos secundários que podem ser causados por medicamentos anti-hipertensivos pode ser evitada através do ajuste das doses ou da mudança de medicamento.

E SE PRECISAR DE TOMAR MEDICAMENTOS PARA OUTROS PROBLEMAS ?

Se tem hipertensão e toma medicamentos para a controlar, deverá falar com o seu médico antes de tomar qualquer outros medicamentos. Certos medicamentos, tais como os receitados para constipações, as pílulas dietéticas, os descongestionantes e inaladores nasais, os laxantes e antiácidos podem inibir ou estimular a ação dos medicamentos anti-hipertensivos.

Para evitar problemas desnecessários, tome apenas os medicamentos prescritos ou aprovados pelo seu médico.

QUAL A MELHOR MANEIRA DE CONVIVER COM A HIPERTENSÃO ?

Se você é hipertenso e precisa de medicamentos, inicie o tratamento e continue-o, mesmo que esteja a sentir-se bem, porque a hipertensão pode facilmente acarretar problemas muito mais sérios se não for tratada e controlada.

Tome a sua medicação todos os dias

Lembre-se de que os benefícios proporcionados pelo controlo da sua pressão arterial superam qualquer possível desconforto ligeiro ou temporário produzido por efeitos secundários causados pela medicação.

Não se deixe desanimar por precisar de tomar a medicação indefinidamente

Estabelecendo e mantendo hábitos mais benéficos relacionados com a sua dieta alimentar ou com o seu estilo de vida, poderá reduzir ou eliminar a necessidade de tomar medicamentos para controlar a pressão arterial.

Melhore a sua condição física e o seu estado emocional.

E, principalmente, tenha uma vida mais saudável e mais longa.

Fatores de risco das doenças do coração

O SAL

Sabe-se que a maior parte das pessoas consome, em média, dez gramas de sal por dia, o que equivalente a quatro colheres de café cheias.

A retenção de líquidos pelo organismo é outro sério problema que pode afetar a pressão arterial. Por isso, os médicos recomendam não exagerar no sal. Nos indivíduos hipertensos, este cuidado deve ser redobrado, pois o sal retém a água no organismo, contribuindo para o aumento da pressão.

O FUMO

O hábito de fumar agrava os problemas da circulação, causando entupimento das veias e artérias, podendo ainda aumentar a pressão e o ritmo dos batimentos do coração. O cigarro ataca diretamente os pulmões, prejudicando a troca do sangue impuro pelo sangue carregado de oxigênio, que garante a VIDA.

O ÁLCOOL

A bebida alcóolica pode levar à insuficiência cardíaca: uma doença que faz o coração perder a força de bombear o sangue para o corpo.

Assim, as pessoas que consomem álcool com freqüência estão mais sujeitas à hipertensão a aos males do coração.

O ESTRESSE

O estresse é uma resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais que afetam principalmente as pessoas das grandes cidades. A ansiedade, a competição e a agressividade da vida moderna levam ao cansaço e ao esgotamento profundo que, em conjunto com outros fatores, podem contribuir para a hipertensão e as doenças do coração.

DIABETES

O diabetes, que se caracteriza pelo aumento da taxa de açúcar no sangue, freqüentemente se associa a distúrbios como obesidade, níveis elevados de gordura no sangue e hipertensão, aumentando o risco das doenças do coração. Pessoas que têm casos de hipertensão, diabetes e doenças do coração na família têm mais chances de contrair esses problemas.

IDADE

Em homens ou mulheres, o envelhecimento aumenta as chances de hipertensão e de problemas cardíacos. A partir da meia-idade é recomendável um acompanhamento médico periódico. A partir da menopausa, a mulher tem mais tendência para desenvolver doenças cardíacas.

COLESTEROL

O excesso de gordura ou colesterol no sangue forma placas que dificultam a circulação sangüínea, ocasionando a obstrução das artérias e, conseqüentemente, os males do coração e de outros órgãos.

OBESIDADE

Peso extra significa mais esforço para o coração. Para diminuir o excesso de peso, é importante a conscientização alimentar. Com uma dieta adequada e exercícios físicos regulares é possível chegar a um organismo equilibrado e saudável.

A PÍLULA

As pílulas anticoncepcionais podem contribuir para as doenças cardiovasculares. Em mulheres que fumam, o perigo é ainda maior.

O SEDENTARISMO

Sabe-se que as pessoas que levam uma vida sedentária, sem fazer qualquer tipo de atividade física, correm mais riscos de sofrer problemas cardíacos do que aquelas que praticam exercícios regulares que tonificam o corpo, reduzem o peso e ajudam a "queimar" as gorduras.

Fonte: www.goldencross.com.br

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial (pressão alta) é uma doença crônica que afeta cerca de 20% da população adulta. A metade dos hipertensos desconhece a própria enfermidade. Pode evoluir sem sintomas por mais de 20 anos e, quando não tratada, causa lesões em diversos órgãos e sistemas, produzindo graves complicações. Contribui para o aumento da aterosclerose, podendo determinar sérias complicações, invalidez e também a morte.

A incidência de hipertensão arterial ocorre com mais freqüência entre os 30 e os 55 anos de idade, podendo-se então avaliar os prejuízos para o ser humano e para a sociedade. A hipertensão arterial, bem como suas complicações, pode ser controlada, bastando que se conheça melhor essa doença.

O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL?

O coração funciona como uma bomba, impulsionando o sangue, cuja função é levar oxigênio e nutrientes para todo o corpo, através das artérias, que são tubos musculares. Chamamos de pressão arterial, aquela que o sangue exerce contra as paredes das artérias.

Quando o coração se contrai a pressão verificada é a "Máxima" ou a "Sistólica"; à medida que o sangue escoa das artérias para os capilares, o coração se dilata, a pressão vai diminuindo e o valor medido antes da próxima contração é a "Mínima" ou "Diastólica".

Atualmente considera-se Hipertensão Arterial níveis pressóricos iguais ou acima de 140 mmHg (máxima) ou de 90 mmHg (mínima), devidamente avaliados por médico, em dias diferentes.

QUAL A CAUSA? E COMO PREVENIR?

95% dos casos são chamados de essenciais, por não terem causa definida e estarem assossiados a múltiplos fatores de risco:

Histórico familiar: ter parentes próximos hipertensos significa maior risco.
Idade:
a hipertensão é mais comum após os 35 anos
Raça:
é mais freqüente nas pessoas da raça negra
Sensibilidade ao sódio:
para quem é sensível, o consumo de sal e outros alimentos que contém sódio é um fator de risco importante
Estresse emocional:
a ansiedade e as preocupações decorrentes das mudanças e desafios do dia-a-dia elevam o nível de adrenalina no sangueSedentarismo/obesidade
Drogas
: fumo, álcool, alguns medicamentos como os descongestionantes asais à base de vasoconstritores, os antiinflamatórios, pílulas anticoncepcionais, entre outros, elevam a pressão sanguínea.

Os três primeiros fatores mencionados não são passíveis de mudança, mas os demais dependem da adoção de estilo de vida saudável:

Evite excessos alimentares, principalmente sal de cozinha, álcool, açúcares e gorduras
Não abuse de alimentos com alto teor de colesterol: manteiga, banha, bacon, gema de ovo, gordura de coco, rins, miolos, peles de aves, frutos do mar, chocolate, cacau, frituras em geral e demais gorduras de origem animal
Controle o estresse e o peso corporal
Não fume
Pratique exercícios adequados regularmente, sob supervisão médica
Não tome medicamentos sem orientação médica.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS?

Habitualmente iniciada entre os 30 e os 55 anos, a hipertensão é assintomática. Algumas pessoas mais sensíveis podem apresentar alguns sintomas tais como dor de cabeça matinal localizada um pouco acima da nuca, tonteiras, sangramento nasal, opressão no peito e cansaço.

Se não for tratada, a hipertensão tende a se agravar e ocasionar lesões nas artérias de todo o organismo, sobretudo no cérebro, nos olhos, no coração e nos rins.

Além disso, a hipertensão contribui para o agravamento da aterosclerose, provocando doenças graves como os acidentes vasculares cerebrais (derrame cerebral); infarto do coração, angina do peito, arritmia, insuficiência cardíaca, doenças vasculares periféricas, doença da retina, insuficiência renal. É importante saber que todas as complicações da hipertensão arterial podem ser prevenidas.

TRATAMENTO

A hipertensão arterial essencial ainda não tem cura, devendo ser acompanhada pelo resto da vida. Mas com os recursos terapêuticos disponíveis a pressão em pouco tempo se normaliza. Consultas médicas periódicas são necessárias para avaliação da terapêutica e revisão cuidadosa de todo o organismo. O tratamento da hipertensão alivia o sofrimento e previne as complicações.

É fundamental a participação do paciente e sua adesão às recomendações médicas, para alcançar a melhoria da qualidade de vida desejada.

Os medicamentos anti-hipertensivos são eficazes, desde que usados corretamente. A escolha deles é específica para cada pessoa e somente o médico está habilitado para indicar o mais conveniente. Os horários e as doses corretas são itens importantes para o sucesso do tratamento. Não se deve parar de tomar os medicamentos pelo fato de sentir-se bem e julgá-los desnecessários.

Use pouco sal no preparo dos alimentos e nunca adicione aos já preparados, evitando molhos, temperos e alimentos industrializados, conservas, defumados, bacalhau, carne-seca, salgadinhos, etc.

Emagrecer se estiver com excesso de peso ou obesidade
Limitar o consumo de bebidas alcoólicas a 30ml/dia
Praticar exercícios aeróbios e recreativos
Evitar medicamentos que elevam a pressão
Utilizar técnicas de relaxamento
Controlar os fatores de risco

Fonte: www.qualivida.intermedica.com.br

Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial ou “Pressão Alta” significa que a pressão dentro das artérias de uma pessoa subiu a valores elevados e permanecem altos. Consideramos hoje, que o nível de pressão máxima maior do que 140 mmHg ou pressão mínima maior do que 90 mmHg indicam “pressão alta”.

A hipertensão arterial atinge mais de 30 % da população adulta, em plena fase produtiva, principalmente acima dos 30 anos de idade.

Embora exista uma influência de fatores hereditários (familiares) na elevação da pressão arterial, sabemos que condições de vida contribuem para esta elevação - baixa escolaridade, desemprego, baixos salários etc., assim como o estilo de vida - comer muito sal, ser “estressado”, estar acima do peso, não fazer exercícios e ingerir bebida alcoólica em excesso.

A HIPERTENSÃO ARTERIAL É PERIGOSA?

Esta doença é perigosa porque freqüentemente não causa sintomas, mas pode acarretar conseqüências graves para o indivíduo como:

Acidente vascular cerebral (derrame cerebral)
Infarto do miocárdio (insuficiência do coração)
Insuficiência renal ou ainda obstrução das artérias que levam o sangue para as pernas, se não for diagnosticada e tratada adequadamente.

Todas as pessoas, mesmo que não sintam nada, devem verificar sua pressão arterial no Posto de Saúde pelo menos uma vez por ano.

SEMPRE SÃO NECESSÁRIOS REMÉDIOS PARA TRATAR A HIPERTENSÃO ARTERIAL?

Não. Há uma série de medidas que podemos adotar para mudar nosso estilo de vida, que contribuem para o controle da hipertensão arterial, como: uma alimentação saudável e atividade física para reduzir o peso, diminuir a ingestão de sal e de bebidas alcoólicas e participar de atividades que o ajudem a lidar com o estresse.

A prescrição de medicamentos é feita quando essas medidas não são suficientes para reduzir a pressão ou quando a pessoa apresenta outros fatores de risco que agravam as conseqüências de uma pressão não controlada como:

Tabagismo
Diabetes
Colesterol muito elevado
História familiar de infarto ou
Derrame precoces.

O QUE É CONSIDERADO UM CONSUMO ALTO DE SAL?

Menos que uma colher de café de sal de cozinha (cloreto de sódio), cerca de 2,5 g são suficientes para nos mantermos saudáveis, mas o fato é que, uma quantidade muito acima, quase 4 vezes maior, é usada normalmente para temperar os alimentos. As pessoas acham que o sal deixa a comida mais gostosa, mas é apenas uma questão de hábito, vamos nos acostumando com o paladar mais salgado dos alimentos.

Algumas pessoas têm a pressão arterial mais sensível ao sal do que outras, mas de um modo geral, recomenda-se a todos, hipertensos ou não, comerem pouco sal.

Dicas: para comer pouco sal cozinhe o alimemto sem sal ou com pouco sal, experimentando outros temperos; não coloque o saleiro na mesa, evite alimentos industrializados, como os alimentos em conserva, os enlatados, defumados, embutidos (frios, salsichas, lingüiças) e os ressecados.

Para ter uma idéia de quanto você come de sal por dia, saiba quanto dura um pacote de 1 quilo de sal em sua casa e divida pelo número de dias e pelo número de pessoas que moram nela.

Exemplo: 1 quilo de sal (1000g) dura um mês na casa onde moram 4 pessoas.

Teremos então: 1000(1 quilo) ÷ 30(dias) ÷ 4(pessoas) = 8,3 g/dia para cada pessoa, o que está bem acima do necessário (2,5 g/dia)

O QUE É DIABETES?

Diabetes mellitus é uma alteração que ocorre no organismo, porque a insulina, hormônio responsável pela entrada da glicose nas células do nosso corpo é insuficiente (diabetes tipo 1) ou não age adequadamente (diabetes tipo 2).

COMO SABER SE ESTOU DIABÉTICO?

O diabetes tipo 1 ocorre mais comumente na infância e na adolescência e os indivíduos acometidos podem apresentar cansaço, dificuldade de concentração, emagrecimento importante e desidratação. A respiração fica acelerada e o hálito lembra acetona (“maçã passada”). Há necessidade de procurar atendimento médico com urgência porque o diagnóstico e tratamento adequados impedem a evolução para o coma diabético.

O diabetes tipo 2 é mais comum e afeta principalmente os adultos acima de 40 anos, obesos, com ou sem hipertensão arterial, que não fazem atividade física regular e que têm um parente de primeiro grau portador de diabetes.

Em ambos os tipos podem ocorrer: alteração na visão, sede aumentada, acordar várias vezes para urinar, cansaço, cãimbras, furúnculos ou inflamação na genitália (candidíase). Em muitos casos o indivíduo não sente nada e sabe ter diabetes por acaso, quando faz exames por outros motivos, como por exemplo, porque é hipertenso ou vai ser submetido a uma cirurgia.

As mulheres devem desconfiar de diabetes se ganharam peso excessivo na gravidez, se sofreu abortos espontâneos ou se o bebê nasceu com mais de 4 kg.

TRATAMENTO DO DIABETES

Ambos os tipos de diabetes requerem mudanças nos hábitos de vida, visando à reeducação alimentar e o combate ao sedentarismo. O açúcar, os refrigerantes, doces, bolos e frituras devem ser evitados para facilitar a perda de peso e o controle da glicemia (glicose no sangue). O tratamento medicamentoso pode variar desde o uso de comprimidos (hipoglicemiantes orais) ao uso de injeções (insulina), dependendo do tipo de diabetes.

PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES

Sabemos, hoje, que o controle do diabetes evita o aparecimento das complicações indesejáveis como cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio e amputações. O controle da pressão arterial naqueles que são hipertensos também é fundamental para prevenir as complicações. É importante também não fumar e evitar bebida alcoólica, pois estes fatores são agravantes dos problemas causados pelo diabetes.

Portanto, se você tem alguém diabético na família participe do seu tratamento, apoiando-o nas escolhas alimentares e na realização de atividade física. Toda a família se beneficiará de hábitos saudáveis!

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Hipertensão Arterial

É uma doença caracterizada pelo aumento constante da pressão sangüínea acima da normalidade, também conhecida como pressão alta.

Representa uma das causas mais freqüentes de mortalidade em adultos, por problemas cardiovasculares.

Pode ser dividida em:

Hipertensão Primária ou Essencial
Atinge um número maior de pessoas, sem uma causa conhecida, mas parece estar associada à presença de fatores de risco.

Hipertensão Secundária
Atinge um menor número de pessoas, sua origem está relacionada a problemas renais, glandulares, hepáticos, circulatórios ou se manifesta durante gravidez.

Fatores de risco que facilitam o aparecimento da Hipertensão Arterial

Idade - entre 40 a 60 anos
Sexo - ocorre com maior freqüência entre os homens
Hereditariedade
Obesidade, diabetes, nível de colesterol elevado
Vida sedentária (falta de exercícios regulares)
Abuso de café, álcool e fumo
Efeito colateral pelo uso de anticoncepcionais e anti-inflamatórios
Situações de "estresse" (ansiedade, tensão nervosa)

Conseqüências da Hipertensão Arterial não controlada

Pode ocorrer estreitamente ou rompimento das artérias, dificultando a circulação de sangue para todo organismo.

O resultado pode gerar complicações graves e até mesmo fatais, como por exemplo:

Infarto do miocárdio
Derrame cerebral ou
Insuficiência renal.

Sintomas e os sinais da Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial pode ser assintomática por muitos anos, sem que a pessoa perceba o desenvolvimento da doença.

Alguns sintomas podem servir como alerta:

Cefaléia
Inchaço nas pernas
Tontura
Fadiga
Irritabilidade
Impotência sexual
Taquicardia
Sangramento nasal
Falta de ar
Dor no peito
Trombose.

Como é classificada a pressão arterial?

 
Pressão sistólica (máxima)
Pressão diastólica (mínima)
Pressão normal
13 - 13,9 8,5 - 8,9
Hipertensão leve
14 - 15,9 9 - 9,9
Hipertensão moderada
16 - 17,9 10 - 10,9
Hipertensão grave
18 - 20,9 11 - 11,9
Hipertensão muito grave
21 ou mais 12 ou mais

Tratamento da Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença crônica não curável, podendo ser controlada através de mudanças que levam a uma vida mais saudável:

Manter o peso ideal
Evitar o consumo de alimentos salgados
Evitar o fumo e a bebida alcoólica
Evitar o "estresse" por meio de técnicas de relaxamento
Praticar exercícios físicos moderados e regularmente
Fazer consultas médicas periódicas
Usar medicamentos somente sob orientação médica

Consultar um nutricionista para a orientação dietética

Redução no consumo de sal de cozinha (cloreto de sódio)

Hipertensão Leve consumo de 3 a 5 gramas de sal/dia
Hipertensão Moderada consumo de 4 a 6 gramas de sal/dia
Hipertensão Grave consumo de 0,5 grama de sal/dia
Preparar as refeições sem sal
Lembre-se:
1 colher de café rasa é igual a 1 grama de sal

Alimentos ricos em Sódio que devem ser evitados:

Evitar queijos salgados, manteiga ou margarina com sal, carnes salgadas (bacalhau, carne seca, toucinho)
Embutidos e frios:
lingüiça, presunto, salame, mortadela, salchicha, etc
Enlatados:
palmito, ervilha, sardinha, atum, milho, etc
Produtos industrializados:
molhos em geral, salgadinhos para aperitivo, temperos prontos e preparações congeladas (lasanha, frango empanado, pizza, etc).

Sugestões para tornar a alimentação mais saborosa

Ao invés do sal, utilizar temperos naturais durante a preparação das refeições para realçar o sabor, com:

Cebola
Alho
Manjericão
Orégano
Alecrim
Salsa
Coentro
Louro e/ou
Outras especiarias aromáticas

Fonte: www.hcanc.org.br

Hipertensão Arterial

A pressão arterial alta (hipertensão) é geralmente um distúrbio assintomático no qual a elevação anormal da pressão nas artérias aumenta o risco de distúrbios como o acidente vascular cerebral, ruptura de um aneurisma, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e lesão renal.

Para muitas pessoas, a palavra hipertensão sugere tensão excessiva, nervosismo ou estresse. Contudo, em termos médicos, hipertensão referese a um quadro de pressão arterial elevada, independentemente da causa.

A hipertensão tem sido denominada de “assassino silencioso”, porque, em geral, ela não produz sintomas durante muitos anos (até ocorrer lesão de um órgão vital).

Estima-se que o número de norte-americanos que apresentam hipertensão arterial seja superior a 50 milhões. O problema ocorre mais freqüentemente entre os indivíduos da raça negra – 38% dos adultos negros apresentam hipertensão arterial, em comparação com 29% dos adultos da raça branca. Frente a um determinado nível de pressão arterial, as conseqüências da hipertensão são piores nos indivíduos da raça negra.

Nos Estados Unidos, estima-se que apenas dois em cada três indivíduos com hipertensão arterial têm seu quadro diagnosticado. Desses indivíduos, 75% são tratados com medicamentos e apenas 45% destes recebem um tratamento adequado.

Quando a pressão arterial é mensurada, são registrados dois valores: o mais alto se produz quando o coração se contrai (sístole) e o mais baixo se produz quando o coração relaxa entre os batimentos (diástole).

A pressão arterial é transcrita com o valor da pressão sistólica seguido por uma barra e o valor da pressão diastólica.

Por exemplo: 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio), o qual é lido como “cento e vinte por oitenta”.

A hipertensão arterial é definida pela pressão sistólica média em repouso de 140 mmHg ou mais e/ou pela pressão diastólica em repouso média de 90 mmHg ou mais. Nos casos de hipertensão arterial, é comum tanto a pressão sistólica quanto a pressão diastólica estarem elevadas.

Na hipertensão sistólica isolada, a pressão sistólica é igual ou superior a 140 mmHg, mas a pressão diastólica é inferior a 90 mmHg – ou seja, a pressão diastólica encontra-se dentro da faixa normal.

Com o envelhecimento, a hipertensão sistólica isolada torna-se cada vez mais comum. Em praticamente todos os indivíduos, a pressão arterial aumenta com a idade, com a pressão sistólica aumentando até os 80 anos de idade e a pressão diastólica aumentando até os 55 ou 60 anos e, em seguida, estabilizando nesse patamar ou até diminuindo.

A hipertensão maligna é uma forma de hipertensão arterial particularmente grave que, caso não seja tratada, geralmente leva à morte em três ou seis meses.

A hipertensão maligna é bastante rara, ocorrendo em apenas um em cada duzentos indivíduos com hipertensão arterial, mas é muito mais comum entre a raça negra do que entre a raça branca, em homens do que em mulheres e em pessoas de baixa situação socioeconômica do que em pessoas com padrão socioeconômico mais elevado.A hipertensão maligna é uma emergência médica.

Controle da Pressão Arterial

A elevação da pressão nas artérias pode ocorrer de várias maneiras. Por exemplo, o coração pode bombear com mais força, ejetando mais sangue a cada minuto. Outra possibilidade é as artérias de maior calibre perderem sua flexibilidade normal e tornarem-se rígidas, de modo que elas não conseguem expandir para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração.

Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um espaço menor que o normal e a pressão arterial aumenta. É isto o que ocorre em pessoas idosas cujas paredes arteriais se tornaram espessadas e rígidas por causa da arteriosclerose. De modo similar, a pressão arterial eleva em casos de vasoconstrição, quando artérias muito finas (arteríolas) se contraem temporariamente devido à estimulação nervosa ou por hormônios presentes no sangue.

Uma terceira forma de elevação da pressão arterial é através do aumento do aporte líquido ao sistema. Isto ocorre quando os rins funcionam mal e são incapazes de remover a quantidade adequada de sal e água do organismo. O volume de sangue no corpo aumenta e a pressão arterial também. Por outro lado, se a função de bombeamento de sangue do coração diminui, se as artérias dilatarem ou se houver perda de líquido do sistema, a pressão arterial é reduzida.

Os ajustes desses fatores são regidos por alterações da função renal e do sistema nervoso autônomo (parte do sistema nervoso que regula automaticamente muitas funções do organismo). O sistema nervoso simpático, o qual faz parte do sistema nervoso autônomo, aumenta temporariamente a pressão arterial durante a resposta de “luta ou fuga” (reação física diante de uma ameaça).

O sistema nervoso simpático aumenta tanto a freqüência quanto a força dos batimentos cardíacos. Ele também produz uma contração da maioria das arteríolas, mas expande as arteríolas de determinadas áreas, como na musculatura esquelética, onde é necessária uma maior irrigação sangüínea. Além disso, o sistema nervoso simpático diminui a excreção renal de sal e água, aumentando assim o volume sangüíneo do corpo.

O sistema nervoso simpático também libera os hormônios epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina), os quais estimulam o coração e os vasos sangüíneos. Os rins controlam a pressão arterial de vários modos. Se a pressão aumenta, os rins aumentam a excreção de sal e água, o que reduz o volume sangüíneo e faz a pressão retornar ao normal. Por outro lado, se a pressão cai, os rins diminuem a excreção de sal e água e, conseqüentemente, o volume sangüíneo aumenta e a pressão retorna ao normal.

Os rins também podem elevar a pressão arterial secretando a enzima renina, a qual estimula a produção do hormônio angiotensina, o qual, por sua vez, desencadeia a liberação do hormônio aldosterona. Devido ao importante papel dos rins no controle da pressão arterial, muitas doenças e anomalias renais podem causar o aumento da pressão arterial. Por exemplo, o estreitamento da artéria que irriga um dos rins (estenose da artéria renal) pode causar hipertensão. Da mesma forma, inflamações renais de diversos tipos e a lesão renal uni ou bilateral também podem provocar aumento da pressão arterial.

Variações da Pressão Arterial

A pressão arterial varia naturalmente durante a vida de um indivíduo. Lactentes e crianças normalmente apresentam pressão muito mais baixa que os adultos. A atividade também afeta a pressão, a qual é mais baixa quando o indivíduo encontra-se em repouso. A pressão arterial também apresenta variações ao longo do dia, sendo mais elevada pela manhã e mais baixa à noite, durante o sono.

Sempre que uma alteração provoca a elevação da pressão arterial, é desencadeado um mecanismo de compensação que procura compensar esse aumento e manter a pressão em níveis normais.

Assim, um aumento no volume do sangue bombeado pelo coração, o qual tende a aumentar a pressão arterial, faz com que os vasos sangüíneos dilatem e que os rins aumentem a excreção de sal e água, o que tende a reduzir a pressão arterial.

Entretanto, a arteriosclerose produz enrijecimento das artérias, impedindo sua dilatação, a qual auxiliaria na redução da pressão arterial aos seus níveis normais. Alterações arterioscleróticas renais podem comprometer a capacidade dos rins de excretar sal e água, o que contribui para a elevação da pressão arterial.

Doenças renais

Estenose da artéria renal
Pielonefrite
Glomerulonefrite
Tumores renais
Doença poliquística renal (geralmente hereditária)
Lesões do rim
Radioterapia que afeta o rim

Perturbações hormonais

Hiperaldosteronismo
Síndroma de Cushing
Feocromocitoma

Fármacos

Anticoncepcionais orais
Corticosteróides
Ciclosporina
Eritropoietina
Cocaína
Abuso de álcool
Alcaçuz (em quantidades excessivas)

Outras causas

Coarctação da aorta
Gravidez complicada por pré-eclampsia
Porfiria intermitente aguda
Intoxicação aguda por chumbo

Regulação da Pressão Arterial: Sistema Renina-Angiotensina- Aldosterona

Uma queda na pressão arterial (1) provoca a liberação de renina, uma enzima renal.

Por sua vez, a renina (2) ativa a angiotensina (3), um hormônio que provoca contração das paredes musculares das pequenas artérias (arteríolas), aumentando a pressão arterial.

A angiotensina também desencadeia a liberação do hormônio aldosterona pelas glândulas adrenais (4), provocando a retenção de sal (sódio) e a excreção de potássio. O sódio promove a retenção de água e, dessa forma, provoca a expansão do volume sangüíneo e o aumento da pressão arterial.

Causas

Em aproximadamente 90% dos indivíduos com hipertensão arterial, a causa é desconhecida. A condição é então denominada hipertensão primária essencial.

A hipertensão arterial essencial pode ter mais de uma causa. Ocorre uma combinação de diversas alterações cardíacas e dos vasos sangüíneos para elevar a pressão arterial.

Quando a causa é conhecida, a condição é denominada hipertensão secundária. Em 5 a 10% das pessoas com hipertensão arterial, a causa é uma doença renal.

Em 1 a 2%, a origem é um transtorno hormonal ou o uso de determinadas drogas como, por exemplo, os anticoncepcionais orais (pílulas de controle da natalidade).

Uma causa rara de hipertensão é o feocromocitoma, um tumor da glândula adrenal que secreta os hormônios epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina).

A obesidade, a vida sedentária, o estresse e a ingestão de quantidades excessivas de álcool ou de sal são fatores que têm um papel importante no desenvolvimento da hipertensão arterial em indivíduos com predisposição hereditária.

O estresse tende a elevar temporariamente a pressão arterial, mas, em geral, a pressão retorna ao normal assim que o estresse desaparece. Isto explica a “hipertensão do jaleco branco”, na qual o estresse decorrente da consulta a um médico faz com que a pressão arterial aumente o suficiente fazendo com que seja diagnosticada como hipertensão em alguém que, em outras circunstâncias, apresentaria uma pressão arterial normal.

No entanto, nas pessoas suscetíveis, essas elevações breves da pressão arterial são responsáveis por lesões que, finalmente, provocam uma hipertensão arterial permanente, inclusive quando o estresse desaparece. Entretanto, essa teoria de que os aumentos transitórios da pressão podem levar a uma hipertensão arterial permanente não foi demonstrada.

Sintomas

Na maioria dos indivíduos, a hipertensão arterial não produz sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados sintomas que muitos consideram (de maneira equivocada) associados à hipertensão arterial: cefaléia, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço. Embora os indivíduos com hipertensão arterial possam apresentar esses sintomas, eles ocorrem com a mesma freqüência naqueles com pressão arterial normal.

Quando indivíduo apresenta uma hipertensão arterial grave ou prolongada e não tratada, ela apresenta sintomas como cefaléia, fadiga, náusea, vômito, dispnéia, agitação e visão borrada em decorrência de lesões que afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins. Ocasionalmente, os indivíduos com hipertensão arterial grave apresentam sonolência ou mesmo o coma em razão do edema cerebral. Esse distúrbio, denominado encefalopatia hipertensiva, requer um tratamento de emergência.

Diagnóstico

A pressão arterial deve ser mensurada após o paciente permanecer sentado ou deitado durante 5 minutos. Uma leitura igual ou superior a 140/90 mmHg é considerada alta, mas não é possivel basear o diagnóstico apenas em uma leitura. Às vezes, mesmo várias leituras com valores altos não são suficientes para o estabelecimento do diagnóstico. Se a leitura inicial apresentar um valor alto, a pressão arterial deve ser medida novamente e, em seguida, medida mais duas vezes em pelo menos dois outros dias, para se assegurar o diagnóstico de hipertensão arterial.

As leituras não apenas revelam a presença da hipertensão arterial, mas também auxiliam na classificação de sua gravidade. Após a hipertensão arterial ter sido diagnosticada, geralmente são avaliados seus efeitos sobre os órgãos-chave: coração, cérebro e rins. A retina (membrana sensível à luz localizada sobre a superfície interna da porção posterior do olho) é a única região onde o médico pode visualizar diretamente os efeitos da hipertensão arterial sobre as arteríolas.

Acredita-se que as alterações na retina sejam similares às alterações dos vasos sangüíneos de outras áreas do corpo, por exemplo, os rins. Para examinar a retina, o médico utiliza um oftalmoscópio (instrumento que permite a visualização do interior do olho). Ao determinar o grau de lesão da retina (retinopatia), o médico pode classificar a gravidade da hipertensão arterial. As alterações cardíacas – sobretudo a dilatação decorrente do aumento do trabalho necessário para bombeamento do sangue sob uma pressão elevada – podem ser detectadas através da eletrocardiografia e de radiografias torácicas.

Nas fases iniciais, as alterações são detectadas de forma mais eficaz pela ecocardiografia (técnica que utiliza ondas ultra-sônicas para a obtenção de imagens do coração). Um som (bulha) cardíaco anormal, denominado quarta bulha cardíaca, o qual pode ser auscultado com o auxílio de um cardíestetoscópio, é uma das primeiras alterações cardíacas provocadas pela hipertensão arterial. As primeiras indicações de lesão renal são detectadas principalmente pelo exame de urina. A presença de células sangüíneas e de albumina (um tipo de proteína) na urina, por exemplo, pode indicar a presença de uma lesão renal.

O médico também deve investigar a causa da hipertensão arterial, especialmente em pessoas jovens, embora isso seja possível em menos de 10% dos casos.

Quanto mais alta for a pressão arterial e quanto mais jovem for o paciente, mais extensa deve ser a investigação da causa. A avaliação pode incluir radiografias e estudos renais com radioisótopos, a radiografia torácica e a determinação de determinados hormônios no sangue e na urina. Para detectar um problema renal, o médico inicialmente realiza uma anamnese (história clínica) do paciente, questionando sobre problemas renais preexistentes.

Em seguida, durante o exame físico, a área do abdômen sobre os rins é examinada, observando a presença de sensibilidade. Um estetoscópio é posicionado sobre o abdômen para auscultação de um ruído anormal (som característico do fluxo sangüíneo através de uma estenose da artéria que supre o rim). Uma amostra de urina deve ser enviada para análise laboratorial e devem ser realizadas radiografias ou ultra-sonografias do suprimento sangüíneo dos rins e, quando necessário, outras provas da função renal.

Quando a causa da hipertensão arterial é um feocromocitoma, são detectados na urina produtos metabólicos dos hormônios epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina). Geralmente, esses hormônios também produzem várias combinações de sintomas como cefaléia intensa, ansiedade, palpitação (percepção de freqüência cardíaca rápida ou irregular), transpiração excessiva, tremor e palidez. Outras causas raras de hipertensão podem ser detectadas através de determinados exames de rotina. Por exemplo, a determinação do nível de potássio no sangue pode auxiliar na detecção de hiperaldosteronismo, e a mensuração da pressão arterial nos membros superiores e inferiores pode auxiliar na detecção da coarctação da aorta.

Principais Causas da Hipertensão Secundária

Problemas renais
Estenose da artéria renal ielonefrite
Glomerulonefrite
Tumores renais im policístico (em geral hereditário)
Lesões renais
Radioterapia que afeta os rins
Distúrbios hormonais
Hiperaldosteronismo
Síndrome de Cushing
Feocromocitoma
Drogas
Contraceptivos orais
Corticosteróides
Ciclosporina
Eritropoietina
Cocaína
Álcool (quantidades excessivas)
Alcaçuz (quantidades excessivas)

Outras Causas: Coarctação da aorta Gravidez complicada pela pré-eclampsia Porfiria intermitente aguda Intoxicação aguda por chumbo

Classificação da Pressão Arterial em Adultos

Quando as pressões sistólica e diastólica de um indivíduo são classificadas em diferentes categorias, a mais alta é utilizada para classificar sua pressão arterial. Por exemplo, 160/92 é classificada como hipertensão arterial de grau 2 e 180/120 é classificada como hipertensão arterial de grau 4. A pressão arterial ideal para a minimização do risco de problemas cardiovasculares situa-se abaixo de 120/80 mmHg. No entanto, as leituras incomumente baixas devem ser avaliadas.

Medição da pressão arterial

Categoria
Pressão Arterial Sistólica
Pressão Arterial Diastólica
Pressão arterial normal Inferior a 130 mmHg Inferior a 85 mmHg
Pressão arterial normal alta 130-139 85-89
Hipertensão de grau 1 (leve) 140-159 90-99
Hipertensão de grau 2 (moderada) 160-179 100-109
Hipertensão de grau 3 (grave) 180-209 110-119
Hipertensão de grau 4 (muito grave) Igual ou superior a 210 Igual ou superior a 120

Prognóstico

A hipertensão arterial não tratada aumenta o risco de uma cardiopatia (como a insuficiência cardíaca ou o infarto do miocárdio), de insuficiência renal e de acidente vascular cerebral em pessoas jovens. A hipertensão arterial é o fator de risco mais importante do acidente vascular cerebral. Ela também é um dos três principais fatores de risco do infarto do miocárdio contra o qual uma pessoa pode instituir medidas. Os outros dois fatores de risco são o tabagismo e o nível sangüíneo elevado de colesterol.

O tratamento da hipertensão arterial diminui enormemente o risco de acidente vascular cerebral e de insuficiência cardíaca e, em menor grau,o risco de infarto do miocárdio. Sem tratamento, menos de 5% das pessoas com hipertensão maligna sobrevivem mais de um ano.

Principais «órgãos-alvo» da hipertensão arterial

Os principais «órgãos-alvo» são o cérebro, o coração, as grandes artérias e os rins. O exame adequado da retina através de um oftalmoscópio permite observar alterações secundárias à hipertensão.

Tratamento

A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas pode ser tratada para impedir complicações.

Como a hipertensão arterial em si é assintomática, os médicos procuram evitar tratamentos que provoquem mal-estar ou que interfiram no estilo de vida do paciente. Antes da prescrição de qualquer medicamento, é comum serem tentadas medidas alternativas. É aconselhado aos indivíduos com excesso de peso e com hipertensão arterial que eles reduzam o peso até os níveis ideais.

As alterações dietéticas dos indivíduos diabéticos, obesos ou com nível sangüíneo de colesterol elevado também são importantes para a saúde cardiovascular geral. A redução do consumo diário para menos de 2,3 g de sódio ou 6 g de cloreto de sódio (com manutenção da ingestão adequada de cálcio, magnésio e potássio) e a redução da ingestão diária de álcool para menos de 709 ml de cerveja, 236 ml de vinho ou 59 ml de uísque puro podem tornar desnecessário o tratamento da hipertensão arterial.

A prática moderada de exercícios aeróbios é útil. Desde que a pressão arterial esteja sob controle, os indivíduos com hipertensão arterial essencial não precisam restringir suas atividades.

Os tabagistas devem deixar de fumar.

Freqüentemente, os médicos recomendam aos indivíduos com hipertensão arterial que controlem a pressão arterial em casa, procedimento que conscientiza o paciente em relação ao cumprimento das recomendações médicas.

Terapia Medicamentosa

Teoricamente, qualquer pessoa com hipertensão arterial pode mantê-la sob controle por meio de uma grande variedade de drogas, mas o tratamento deve ser individualizado. O tratamento é mais eficaz quando existe uma boa comunicação entre o paciente e o médico e a colaboração com o programa de tratamento.

Não existe uma concordância entre os especialistas em relação ao nível de redução da pressão arterial durante o tratamento ou no que diz respeito a quando e como a hipertensão arterial de grau 1 (leve) deve ser tratada. No entanto, existe um consenso de que quanto mais alta for a pressão arterial, maiores são os riscos, inclusive quando os níveis encontram-se dentro da faixa de normalidade.

Por essa razão, alguns especialistas aconselham que qualquer elevação, não importando quão mínima ela seja, deve ser tratada e quanto maior for a redução, melhor. Outros especialistas afirmam que o tratamento da pressão arterial inferior a um certo nível pode, na verdade, aumentar os riscos de infarto do miocárdio e de morte súbita, em vez de reduzilos, particularmente em pessoas com doença arterial coronariana. Vários tipos de drogas reduzem a pressão arterial através mecanismos diferentes.

Alguns médicos utilizam um tratamento escalonado, isto é, iniciam com um tipo de droga e, de acordo com a necessidade, acrescentam outras. Outros médicos preferem um tratamento seqüencial, isto é, prescrevem uma droga e, caso esta seja ineficaz, a suspendem e prescrevem uma outra. Ao escolher uma droga, o médico leva em consideração fatores como a idade, o sexo e a raça do paciente; a gravidade da hipertensão; a presença de outros distúrbios, como o diabetes ou o nível sangüíneo de colesterol elevado; os possíveis efeitos colaterais, os quais variam de uma droga a outra; e o custo dos medicamentos e dos exames necessários para controlar sua segurança.

A maioria das pessoas tolera as drogas antihipertensivas sem problemas. No entanto, qualquer droga anti-hipertensiva pode causar efeitos colaterais. Por essa razão, caso eles ocorram, o paciente deve informar o médico, que poderá ajustar a dose ou substituir a droga utilizada por uma outra.

Geralmente, o primeiro medicamento receitado no tratamento da hipertensão arterial é um diurético tiazídico. Os diuréticos ajudam os rins a eliminar sal e água, o que diminui o volume de líquido do organismo, promovendo a queda da pressão arterial. Os diuréticos também produzem dilatação dos vasos sangüíneos.

Como os diuréticos acarretam perda de potássio na urina, algumas vezes é necessária a administração de suplemento de potássio ou de drogas que poupam potássio. Os diuréticos são particularmente úteis para os indivíduos da raça negra, idosos, obesos e portadores de insuficiência cardíaca ou insuficiência renal crônica. Os bloqueadores adrenérgicos – grupo de drogas que inclui os alfabloqueadores, os betabloqueadores e o alfa-betabloqueador labetalol – bloqueiam os efeitos do sistema nervoso simpático, o sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando a pressão arterial.

Sendo os bloqueadores adrenérgicos mais comumente utilizados, os beta-bloqueadores são particularmente úteis para os indivíduos da raça branca, jovens e para aqueles que sofreram um infarto do miocárdio ou apresentam freqüência cardíaca elevada, angina pectoris (dor torácica) ou cefaléia do tipo enxaqueca. Os inibidores da enzima conversora da angiotensina reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias.

Essas drogas são particularmente úteis para os indivíduos da raça branca, jovens, portadores de insuficiência cardíaca, indivíduos que apresentam proteína na urina em decorrência de uma nefropatia crônica ou de uma nefropatia diabética e homens que apresentam impotência como efeito colateral de uma outra droga.

Os bloqueadores da angiotensina II reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar – porém mais direto – ao mecanismo dos inibidores da enzima conversora da angiotensina. Devido ao seu modo de ação, os bloqueadores da angiotensina II parecem causar menos efeitos colaterais.

Os antagonistas do cálcio produz dilatação dos vasos sangüíneos através de um mecanismo completamente diferente. São particularmente úteis para os indivíduos da raça negra, idosos e aqueles que apresentam angina pectoris (dor torácica), certos tipos de arritmias ou enxaquecas. Relatos recentes sugerem que os antagonistas do cálcio de ação curta aumentam o risco de morte por infarto do miocárdio, mas não existem relatos sugerindo o mesmo efeito para os antagonistas do cálcio de ação prolongada.

Os vasodilatadores diretos dilatam os vasos sangüíneos através de outro mecanismo. Uma droga dessa classe quase nunca é utilizado isoladamente. Em vez disso, ela costuma ser adicionada como uma segunda medicação, quando a outra droga isoladamente não consegue reduzir suficientemente a pressão arterial.

As emergências hipertensivas – como a hipertensão arterial maligna – exigem a redução rápida da pressão arterial. Existem várias drogas que produzem esse efeito e a maioria delas é administrada pela via intravenosa. Essas drogas incluem o diazóxido, o nitroprussiato, a nitroglicerina e o labetalol. Anifedipina, um antagonista do cálcio, tem uma ação muito rápida e pode ser administrada pela via oral.

No entanto, devido a sua possibilidade de causar hipotensão, ela exige um controle cuidadoso do paciente. Tratamento da Hipertensão Secundária O tratamento da hipertensão secundária depende da sua causa. Em alguns casos, o tratamento de uma doença renal pode normalizar a pressão arterial ou, pelo menos, reduzi-la, de modo que a terapia medicamentosa é mais efetiva. Uma estenose de uma artéria renal pode ser dilatada através inserção de um cateter com um balão em sua extremidade, o qual é insuflado.

Também pode ser realizada uma derivação da área estenosada da artéria que irriga o rim. Freqüentemente, esse tipo de revascularização cura a hipertensão arterial. Tumores que causam hipertensão arterial, como o feocromocitoma, podem ser removidos cirurgicamente.

Fonte: ww.msd-brazil.com

Hipertensão Arterial

Como Medir a Pressão Arterial

1. Prepare o material separando o estetoscópio, o esfigmomanômetro, caneta ou lápis e papel para registro, fita métrica, algodão com antisséptico
2.
Certifique-se de que o estetoscópio e o esfigmomanômetro estejam íntegros e calibrados
3.
Certifique-se de que o manguito esteja desinsuflado antes de ser ajustado ao membro do cliente
4.
Lave as mãos antes de iniciar qualquer procedimento junto ao cliente
5.
Posicione o cliente em local calmo e confortável, com o braço apoiado ao nível do coração, permitindo 5 minutos de repouso
6.
Esclareça seu cliente dos procedimentos aos quais será submetido, a fim de diminuir a ansiedade
7.
Descubra o membro a ser aferido e meça a circunferência do braço para assegurar-se do tamanho do manguito
8.
Selecione o tamanho ideal da bolsa inflável a ser utilizada - deve corresponder a 40% da circunferência braquial, para a largura; e 80% para o comprimento
9.
Meça a distância entre o acrômio e o olécrano colocando o manguito no ponto médio
10.
Envolva o manguito em torno do braço, mantendo-o a 2,0 cm de distância da sua margem inferior à fossa antecubital, posicionando o centro da bolsa inflável sobre a artéria braquial, permitindo que tubos e conectores estejam livres e o manômetro em posição visível
11.
Palpe a artéria braquial e centralize a bolsa inflável ajustando o meio da bolsa sobre a artéria (para identificar o meio da bolsa inflável basta dobrá-la ao meio e colocar esta marcação sobre a artéria palpada)
12.
Com a mão "não dominante" palpe a artéria radial e simultaneamente, com a mão dominante feche a saída de ar (válvula da pêra do esfigmomanômetro), inflando rapidamente a bolsa até 70 mmHg e gradualmente aumente a pressão aplicada até que perceba o desaparecimento do pulso, inflando 10 mmHg acima deste nível
13.
Desinsufle o manguito lentamente, identificando pelo método palpatório a pressão arterial sistólica
14
. Aguarde de 15 a 30 segundos para inflar novamente o manguito
15.
Posicione corretamente as olivas do estetoscópio no canal auricular, certificando-se da ausculta adequada na campânula (a posição correta das olivas do estetoscópio é para frente em relação ao diafragma pois permite maior adequação ao conduto auricular, diminuindo a interferência de ruídos ambientais externos)
16.
Posicione a campânula do estetoscópio sobre a artéria braquial, palpada abaixo do manguito na fossa antecubital e simultaneamente com a mão dominante feche a saída de ar (válvula da pêra do esfigmomanômetro), com a mão "não dominante" palpe a artéria braquial e em seguida novamente com a mão dominante insufle o manguito gradualmente até o valor da pressão arterial sistólica estimada pelo método palpatório (passo 14) e continue insuflando rapidamente até 20 mmHg acima desta pressão
17
. Desinsufle o manguito de modo que a pressão caia de 2 a 4 mmHg por segundo, identificando pelo método aucultatório a pressão sistólica (máxima) em mmHg, observando no manômetro o ponto correspondente ao primeiro ruído regular audível - 1ª fase dos sons de Korotkoff; e a pressão diastólica (mínima) em mmHg, observando no manômetro o ponto correspondente à cessação dos ruídos (5ª fase dos sons de Korotkoff, no adulto)
18.
Desinsufle totalmente o manguito com atenção voltada ao completo desaparecimento dos sons
19.
Repita a ausculta após 30 segundos
20.
Retire o aparelho do membro do cliente deixando-o confortável
21.
Informe ao cliente o valor da pressão aferida
22.
Registre a posição em que o cliente se encontrava no momento da verificação da pressão arterial, o tamanho do manguito utilizado, o membro utilizado e os valores da pressão arterial (em mmHg)
23.
Guarde os aparelhos em local adequado e lave as mãos após terminar qualquer procedimento

OBSERVAÇÃO

Orientações quanto as condições ideais do cliente:

Proporcione um ambiente calmo e confortável com temperatura agradável
Permita o repouso por um período mínimo de 5 minutos
Confirme não ter havido ingesta de alimentos ou uso de fumo pelo menos 30 minutos antes da medida
Mantenha o cliente sentado, com as costas apoiadas confortavelmente no encosto da cadeira e o braço apoiado sob uma superfície próxima, posicionado ao nível do coração. A palma da mão deve ficar em supinação
Caso seja necessário verificar a pressão do cliente em posição ortostática apoie seu braço de modo que continue posicionado ao nível do coração

Orientações quanto as condições ideais do observador:

O observador deve coordenar habilidades visuais, manuais e auditivas
Posicionar o manômetro de modo que o menisco da coluna de mercúrio ou a agulha do manômetro aneróide não estejam inclinados em relação aos seus olhos
Anotar a posição do cliente, o tamanho do manguito, o membro utilizado e os valores obtidos da medida da pressão arterial
Estar atento para os sons de Korotkoff e saber diferenciá-los de ruídos externos.
Calcular a circunferência do membro e utilizar o manguito de tamanho correto.

Circunferência do Braço no Ponto Médio *(cm)
Nome do Manguito
Largura da Bolsa (cm)
Comprimento da Bolsa (cm)
5-5,7 Recém-nascido 3 5
7,5-13 Bebê 5 8
13-20 Criança 8 13
24-32 Adulto 13 24
32-42 Adulto Grande 17 32
42-50 Coxa 20 42

O ponto médio do braço pode ser obtido a partir da mensuração com uma fita métrica apropriada (que não estique) da distância do acrômio até o olécrano.

Fonte: www.unb.br

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