Ter energia demais nem sempre significa saúde perfeita. Quem não consegue parar quieto pode estar com hormônio em excesso no corpo.
Resultado do mau funcionamento da glândula tireóide, responsável pela produção dos hormônios que dão energia ao corpo. Acontece porque há uma fabricação excessiva de combustível e o organismo trabalha sem parar.
Alguns fatores podem desencadear o problema. Entre eles: excesso de iodo na alimentação; surgimento de nódulos na glândula que acumulam iodo e levam à produção exagerada de hormônios.
É considerada a causa mais comum do hipertireoidismo. Provocada por um defeito no sishipertireoidismo imunológico, que defende o organismo de corpos estranhos.

1 - Linfócito
2 - Organismo estranho
1 - Os linfócitos são células que fazem parte do exército de defesa que identifica o que é do copo e o que é estranho a ele. Quando eles encontram um organismo desconhecido, atacam-no.

1 - Células da tireóide
2 - A doença de Graves se manifesta quando o sishipertireoidismo imunológico começa a estranhar as células da tireóide. Os hormônios são produzidos sem parar e o corpo aproveita toda a energia que recebe.
A bactéria Yersinia pode desencadear o defeito no sishipertireoidismo de defesa. Presente em muito alimentos estragados, o microorganismo tem a mesma constituição genética da célula da tireóide. Os soldados de defesa se confundem e atacam tanto a bactéria quanto a glândula.

1 - Células da tireóide
2 - Hormônios
3 - Curiosamente, as células da tireóide atacadas não deixam de produzir. Pelo contrário, passam a fabricar hormônio demais, sem controle. A glândula geralmente fica aumentada com a doença de Graves.
A incidência do hipertireoidismo é cinco vezes maior na mulher do que no homem;
2% de todas as mulheres podem ser afetadas pelo problema;
50 mil mulheres no Distrito Federal sofrem de doenças na tireóide.

1 - Glândula Tireóides
É uma pequena glândula com formato de borboleta localizada no pescoço, logo abaixo do pomo de Adão.
Sua função é controlar o metabolismo do corpo, produzindo os hormônios T3 e T4 (combustível que alcança todos os órgãos viajando pela corrente sangüínea).
O iodo é fundamental nesse processo. A glândula funciona como um ar condicionado moderno. Se há hormônio suficiente no sangue, ela pára de produzi-lo.
Quando os níveis começam a cair, volta a trabalhar.
Uma das conseqüências comuns do hipertireoidismo é o aumento da glândula.
Os principais sinais estão relacionados com o aumento do metabolismo do corpo:
Exoftalmia: projeção dos olhos para fora, um estágio avançado da doença de Graves;
Aceleração do batimento cardíaco e aumento da pressão arterial;
Perda de peso, apesar do bom apetite;
Nervosismo e permanente irritabilidade;
Queda de cabelo;
Bócio: aumento anormal na glândula também conhecida como "papo";
Diminuição do fluxo menstrual e ciclos mais curtos;
Ligeiro aumento das mamas nos homens.
A meta básica é retornar os níveis de hormônio ao normal. Quem sofre do problema porque ingere muito iodo pode recuperar-se com uma dosagem leve da medicação ou até mesmo uma alteração na dieta.
No caso da doença de Graves, as alternativas são:
Cirurgias para a retirada da glândula. Nesse caso, o indivíduo terá que fazer reposição hormonal;
Drogas que inibem a atividade da tireóide;
Iodo radioativo: é o tratamento mais comum. O iodo é programado para danificar a célula, que o aproveita para produzir hormônio. Uma vez absorvido pela glândula, o iodo pode reduzir o tamanho da tireóide ou até eliminar os nódulos tóxicos que estimulam a produção exagerada de hormônio.
Fonte: www.santalucia.com.br
Hipertireoidismo é um distúrbio causado pelo elevado nível de hormônio tireoideo.
A glândula tireóide é uma pequena glândula localizada na base do pescoço.
Ela produz hormônio tireoideo, que é responsável por uma série de processos metabólicos, que permite a transformação dos alimentos em energia e a reconstrução das células.
Em pessoas com hipertireoidismo, há uma produção exagerada do hormônio. Isso pode ser causado pela inflamação ou infecção da glândula tireóide, mas é comumente causado pela estimulação auto-imune da glândula, onde o próprio corpo ataca a glândula como se fosse um corpo estranho.
Os sintomas são causados pelo alto nível do hormônio. Os sintomas podem ser: nervosismo, palpitação, tremores, transpiração, hiperatividade do trato intestinal, alterações menstruais, perda de peso.
Algumas pessoas toleram menos o calor. Alguns sentem ansiedade ou cansaço. Alterações nas unhas e nos cabelos podem ser notados. O coração pode bater de forma irregular ou ficar aumentado.
Existem várias causas do hipertireoidismo. Em algumas pessoas, o sishipertireoidismo imune produz anticorpos que ativam e estimulam a glândula. Isso causa a produção excessiva do hormônio. Um exemplo comum é a doença de Graves. Outra forma de hipertireoidismo pode ser causado pela tireoidite, ou inflamação da glândula. Alguns tumores benignos e malignos também podem produzir hormônio em excesso.
Não há forma conhecida de prevenção do hipertireoidismo.
O diagnóstico do hipertireoidismo é baseado tanto no exame físico como no teste laboratorial.
Os testes laboratoriais podem mostrar altos níveis de hormônio tireoideo e baixos níveis de TSH (hormônio estimulante de tireóide).
Em alguns casos os testes podem detectar anticorpos anti-tireoideos. Um teste de medicina nuclear, chamado escaneamento da tireóide, mede a função da tireóide. Isso pode ajudar no diagnóstico da causa do hipertireoidismo.
Os efeitos podem incluir problemas metabólicos e alterações na pele, cabelo, e unhas. Hipertireoidismo pode levar também a osteoporose, ou enfraquecimento dos ossos. Pessoas com doença de Graves podem ter alterações nos olhos que persistem mesmo após o tratamento.
Não apresenta riscos para outros.
O principal tratamento consiste em diminuir o nível de hormônio tireoideo. Isso pode ser feito com uso de medicamentos.
Os medicamentos chamados beta-bloqueadores são usados para bloquear os efeitos do hormônio nos tecidos.
Algumas pessoas são tratadas com a destruição da glândula tireóide usado iodo radioativo. O iodo é captado pela glândula e destroi o tecido em excesso. Esse tratamento é comumente usado em doença de Graves. Ela não funciona em pacientes com tireoidite.
Cirurgia geralmente não é preciso, exceto em casos de tumor produtor de hormônio.
Os efeitos colaterais dependem do medicamento usado. Quando o paciente é tratado com iodo radioativo, ele precisará fazer reposição hormonal pelo resto da vida. Mulheres grávidas não devem receber iodo radioativo.
Após o tratamento, os níveis do hormônio precisam continuar sendo acompanhados. Os medicamentos são ajustados de acordo com a necessidade para manter os níveis normais. Testes sanguíneos são usados para confirmar a produção do hormônio.
O acompanhamento é feito através de exame físico e testes de sangue.
Fonte: www.agendasaude.com.br