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Hipertireoidismo

Ter energia demais nem sempre significa saúde perfeita. Quem não consegue parar quieto pode estar com hormônio em excesso no corpo.

O que é?

Resultado do mau funcionamento da glândula tireóide, responsável pela produção dos hormônios que dão energia ao corpo. Acontece porque há uma fabricação excessiva de combustível e o organismo trabalha sem parar.

Causas

Alguns fatores podem desencadear o problema.

Entre eles: excesso de iodo na alimentação; surgimento de nódulos na glândula que acumulam iodo e levam à produção exagerada de hormônios.

Doença de Graves

É considerada a causa mais comum do hipertireoidismo. Provocada por um defeito no sishipertireoidismo imunológico, que defende o organismo de corpos estranhos.

O processo da doença de Graves

Hipertireoidismo
1 - Linfócito
2 - Organismo estranho

1 - Os linfócitos são células que fazem parte do exército de defesa que identifica o que é do copo e o que é estranho a ele. Quando eles encontram um organismo desconhecido, atacam-no.

Hipertireoidismo
1 - Células da tireóide

2 - A doença de Graves se manifesta quando o sishipertireoidismo imunológico começa a estranhar as células da tireóide. Os hormônios são produzidos sem parar e o corpo aproveita toda a energia que recebe.

A bactéria Yersinia pode desencadear o defeito no sishipertireoidismo de defesa. Presente em muito alimentos estragados, o microorganismo tem a mesma constituição genética da célula da tireóide. Os soldados de defesa se confundem e atacam tanto a bactéria quanto a glândula.

Hipertireoidismo
1 - Células da tireóide
2 - Hormônios

3 - Curiosamente, as células da tireóide atacadas não deixam de produzir. Pelo contrário, passam a fabricar hormônio demais, sem controle. A glândula geralmente fica aumentada com a doença de Graves.

Os números

A incidência do hipertireoidismo é cinco vezes maior na mulher do que no homem.
2% de todas as mulheres podem ser afetadas pelo problema.
50 mil mulheres no Distrito Federal sofrem de doenças na tireóide.

A tireóide

Hipertireoidismo
1 - Glândula Tireóides

É uma pequena glândula com formato de borboleta localizada no pescoço, logo abaixo do pomo de Adão.

Sua função é controlar o metabolismo do corpo, produzindo os hormônios T3 e T4 (combustível que alcança todos os órgãos viajando pela corrente sangüínea).

O iodo é fundamental nesse processo. A glândula funciona como um ar condicionado moderno. Se há hormônio suficiente no sangue, ela pára de produzi-lo.

Quando os níveis começam a cair, volta a trabalhar.

Uma das conseqüências comuns do hipertireoidismo é o aumento da glândula.

Sintomas

Os principais sinais estão relacionados com o aumento do metabolismo do corpo:

Exoftalmia: projeção dos olhos para fora, um estágio avançado da doença de Graves.
Aceleração do batimento cardíaco e aumento da pressão arterial.
Perda de peso, apesar do bom apetite.
Nervosismo e permanente irritabilidade.
Queda de cabelo.
Bócio:
aumento anormal na glândula também conhecida como "papo".
Diminuição do fluxo menstrual e ciclos mais curtos.
Ligeiro aumento das mamas nos homens.

Tratamento

A meta básica é retornar os níveis de hormônio ao normal. Quem sofre do problema porque ingere muito iodo pode recuperar-se com uma dosagem leve da medicação ou até mesmo uma alteração na dieta.

No caso da doença de Graves, as alternativas são:

Cirurgias para a retirada da glândula. Nesse caso, o indivíduo terá que fazer reposição hormonal.
Drogas que inibem a atividade da tireóide.
Iodo radioativo:
é o tratamento mais comum. O iodo é programado para danificar a célula, que o aproveita para produzir hormônio. Uma vez absorvido pela glândula, o iodo pode reduzir o tamanho da tireóide ou até eliminar os nódulos tóxicos que estimulam a produção exagerada de hormônio.

Fonte: www.santalucia.com.br

Hipertireoidismo

Hipertireoidismo é um distúrbio causado pelo elevado nível de hormônio tireoideo.

O que acontece com o organismo?

A glândula tireóide é uma pequena glândula localizada na base do pescoço.

Ela produz hormônio tireoideo, que é responsável por uma série de processos metabólicos, que permite a transformação dos alimentos em energia e a reconstrução das células.

Em pessoas com hipertireoidismo, há uma produção exagerada do hormônio. Isso pode ser causado pela inflamação ou infecção da glândula tireóide, mas é comumente causado pela estimulação auto-imune da glândula, onde o próprio corpo ataca a glândula como se fosse um corpo estranho.

Quais são os sinais e sintomas desta doença?

Os sintomas são causados pelo alto nível do hormônio.

Os sintomas podem ser: nervosismo, palpitação, tremores, transpiração, hiperatividade do trato intestinal, alterações menstruais, perda de peso.

Algumas pessoas toleram menos o calor. Alguns sentem ansiedade ou cansaço. Alterações nas unhas e nos cabelos podem ser notados. O coração pode bater de forma irregular ou ficar aumentado.

Quais são as causas e os fatores de riscos da doença?

Existem várias causas do hipertireoidismo. Em algumas pessoas, o sishipertireoidismo imune produz anticorpos que ativam e estimulam a glândula. Isso causa a produção excessiva do hormônio. Um exemplo comum é a doença de Graves. Outra forma de hipertireoidismo pode ser causado pela tireoidite, ou inflamação da glândula. Alguns tumores benignos e malignos também podem produzir hormônio em excesso.

Como é feita a prevenção da doença?

Não há forma conhecida de prevenção do hipertireoidismo.

Como a doença é diagnosticada?

O diagnóstico do hipertireoidismo é baseado tanto no exame físico como no teste laboratorial.

Os testes laboratoriais podem mostrar altos níveis de hormônio tireoideo e baixos níveis de TSH (hormônio estimulante de tireóide).

Em alguns casos os testes podem detectar anticorpos anti-tireoideos. Um teste de medicina nuclear, chamado escaneamento da tireóide, mede a função da tireóide. Isso pode ajudar no diagnóstico da causa do hipertireoidismo.

Quais são os efeitos a longo prazo?

Os efeitos podem incluir problemas metabólicos e alterações na pele, cabelo, e unhas. Hipertireoidismo pode levar também a osteoporose, ou enfraquecimento dos ossos. Pessoas com doença de Graves podem ter alterações nos olhos que persistem mesmo após o tratamento.

Quais são os riscos para os outros?

Não apresenta riscos para outros.

Quais são os tratamentos?

O principal tratamento consiste em diminuir o nível de hormônio tireoideo. Isso pode ser feito com uso de medicamentos.

Os medicamentos chamados beta-bloqueadores são usados para bloquear os efeitos do hormônio nos tecidos.

Algumas pessoas são tratadas com a destruição da glândula tireóide usado iodo radioativo. O iodo é captado pela glândula e destroi o tecido em excesso. Esse tratamento é comumente usado em doença de Graves. Ela não funciona em pacientes com tireoidite.

Cirurgia geralmente não é preciso, exceto em casos de tumor produtor de hormônio.

Quais são os efeitos colaterais do tratamento?

Os efeitos colaterais dependem do medicamento usado. Quando o paciente é tratado com iodo radioativo, ele precisará fazer reposição hormonal pelo resto da vida. Mulheres grávidas não devem receber iodo radioativo.

O que acontece após o tratamento?

Após o tratamento, os níveis do hormônio precisam continuar sendo acompanhados. Os medicamentos são ajustados de acordo com a necessidade para manter os níveis normais. Testes sanguíneos são usados para confirmar a produção do hormônio.

Como a doença é acompanhada?

O acompanhamento é feito através de exame físico e testes de sangue.

Fonte: www.agendasaude.com.br

Hipertireoidismo

Hipertireoidismo: sintomas e tratamento

Hipertireoidismo
Localização da Tireóide

A tireóide ou tiróide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso, provocando o hipertireoidismo ou em quantidade insuficiente, provocando o hipotireoidismo.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo se desenvolve quando há uma produção excessiva dos hormônios da tireóide (T3 e T4). A causa mais comum é uma doença auto-imune (o próprio corpo produz proteínas que “atacam” o órgão) chamada Doença de Graves.

Sintomas

Em sua forma mais suave, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas facilmente reconhecíveis ou apenas cursar com sintomas inespecíficos, como sensação de desconforto e fraqueza. Mas o hipertireoidismo pode ser uma doença grave e séria e até mesmo colocar em risco a vida da pessoa.

Quando o hipertireoidismo se desenvolve, há um aumento na tireóide, que pode ser associado aos vários sintomas:

Aceleração dos batimentos cardíacos, mais de 100 por minuto (chamada taquicardia)
Irregularidade no ritmo cardíaco, principalmente em pacientes com mais de 60 anos
Nervosismo, ansiedade e irritação
Mãos trêmulas e sudoreicas
Perda de apetite
Intolerância a temperaturas quentes e probabilidade de aumento da sudorese
Queda de cabelo e/ou fraqueza do couro cabeludo rápido crescimento das unhas, com tendência à descamação das mesmas
Fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas
Intestino solto
Perda de peso importante
Alterações no período menstrual
Aumento da probabilidade de aborto
Olhar fixo
Protusão dos olhos, com ou sem visão dupla (em pacientes com a Doença de Graves)
Acelerada perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas.

Tratamento

Não há um tratamento ideal para todos os pacientes com hipertireoidismo. Muitos fatores podem influenciar na escolha do tratamento ideal, como a idade, o tipo de hipertireoidismo, alergia a medicação utilizada para o tratamento do hipertireoidismo, a severidade do hipertireoidismo e outras doenças pré-existentes.

Os medicamentos anti-tireoidianos podem ser utilizados para abaixar os níveis dos hormônios tireoidianos circulantes no sangue.

Estes remédios impedem a utilização do iodo pela tiróide e, como o iodo é necessário para a fabricação dos hormônios tireoidianos, a produção dos mesmos conseqüentemente é diminuída. Além disso, bloqueiam a incorporação do iodo e a geração de hormônios da tireóide.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Hipertireoidismo

 

Hipertireoidismo
Bócio

Chama-se hipertireoidismo o funcionamento exagerado de uma glândula denominada "tireóide", que se localiza na parte da frente do pescoço, ao lado da traquéia. (É possível senti-la, quando pressionamos, com dois dedos, durante o ato de engolir, a parte inferior do pescoço, abaixo da saliência do osso chamada vulgarmente de "pomo de Adão".)

Tem forma de borboleta, composta por dois lobos, e sua função normal é produzir os hormônios L-tireoxina e L-tireonina, que regulam uma variedade de processos metabólicos do organismo, como crescimento, fertilidade, nível de cálcio no sangue e nos ossos.

A tireóide influencia a conversão dos alimentos em energia e a manutenção da temperatura corpórea.

Quando o nível dos hormônios produzidos está acima do normal, diz-se que há hipertireoidismo. A energia do corpo é consumida com mais rapidez e várias funções vitais são aceleradas.

Sintomas

Pessoas com hipertireoidismo leve podem não apresentar sintomas, os quais, raramente, aparecem todos juntos.

São eles:

Fadiga e fraqueza muscular
Perda de peso
Instabilidade emocional
Nervosismo
Tremores
Olhos saltados
Taquicardia
Intolerância ao calor
Tendência à diarréia
Diminuição do ciclo menstrual
Bócio (aumento de tamanho da glândula tireoideana)

Diagnóstico

O clínico geral, ao ouvir a história e as queixas do cliente, avaliará sintomas como tremores, sensação de fraqueza, transpiração excessiva e aumento da freqüência cardíaca.

Além disso, ao examiná-lo, já poderá perceber sinais de hipertireoidismo, ao apalpar o pescoço e verificar a presença de aumento ou de nódulos da tireóide.

Pedirá, então, exames de sangue, que revelarão os níveis dos hormônios (T3 e T4). No caso de haver alterações, o paciente será encaminhado ao endocrinologista, que solicitará ultra-som e, de acordo com a gravidade do caso, cintilografia e exame laboratorial do líqüido aspirado da tireóide, por meio de punção com agulha fina. Este último procedimento é simples e realizado no consultório mesmo. Se houver sintomas relacionados a problemas do coração, será necessário um eletrocardiograma e outros exames cardíacos.

Formas de tratamento

O objetivo do tratamento é fazer com que os hormônios tireoideanos voltem ao normal e a orientação do médico vai depender de cada caso.

De acordo com a gravidade, poderá indicar:

Medicamentos, para bloquear o excesso de produção de hormônios.
Medicamentos meta-bloqueadores, para combater os sintomas.
Tratamento com iodo radioativo.
Cirurgia para remoção da tireóide.
Causas do hipertireoidismo

As causas podem ser desde fatores genéticos, que desencadeiam problemas no sishipertireoidismo imunológico, principalmente em mulheres entre 20 e 40 anos (Doença de Graves), até o consumo de medicamentos com altas doses de iodo, que provocam produção exagerada de hormônio tireoideano.

Além dessas, o hipertireoidismo pode ser ocasionado por:

Certos tipos de inflamação ou infecções virais da tireóide.
Bócio multinodular (tumores benignos da glândula tireóide).
Baixa produção de TSH pele glândula pituitária.

Fonte: portalamazonia.locaweb.com.br

Hipertireoidismo

BÓCIO

Hipertireoidismo
Bócio

É um aumento do tamanho da glândula tireóide, que produz uma tumefação no pescoço que não corresponde a uma inflamação ou câncer.

O bócio simples se apresenta quando a glândula tireóide não pode produzir quantidade suficiente de hormônios para atender as demandas metabólicas do organismo.

A forma de compensar essa deficiência é aumentando o seu tamanho para poder sintetizar maior quantidade de hormônios.

O bócio simples pode ser classificado como endêmico (sempre presente em determinada comunidade) ou como esporádico.

Aquele do tipo endêmico geralmente é causado pelo reduzido consumo de iodo em regiões nas quais a terra tem baixo teor desse elemento.

O bócio esporádico é produto do consumo de altos teores de certos alimentos ou drogas bociogênicas que diminuem a produção de hormônios tireóideos (repolho, feijão de soja, pêssegos, morangos, espinafres e rabanetes) O consumo excessivo de iodo também produz bócio.

O aumento do tamanho da tireóide pode ser identificado pela presença de pequenos nódulos ou inclusive por uma massa visível na região do pescoço, também pode produzir dificuldades respiratórias por compressão da traquéia, dificuldades na deglutição por compressão do esôfago, e distensão das veias do pescoço que podem provocar tonturas ao levantar os braços acima da cabeça.

Como o aumento do tamanho da tireóide pode ser acompanhado pela baixa produção dos hormônios tireóideos (no caso de deficiência de iodo) ou pelo aumento dos mesmos (como acontece na Doença de Graves, um tipo de hipertireoidismo autoimune), o bócio pode apresentar sintomas de hipotireoidismo ou de hipertireoidismo.

No hipertireoidismo existe um aumento da freqüência cardíaca, palpitações, exoftalmia, nervosismo, aumento do apetite, perda de peso, hipertensão.

No hipotireoidismo, o pulso é lento, sente-se muito o frio, ocorre aumento de peso, constipação, queda do cabelo, pálpebra abaixada e aspereza e engrossamento da pele.

É detectado por ultra-sonografia de tireóide ou cintilografia de tireóide. A análise do sangue pode revelar valores de TSH (hormônio da hipófise que estimula a tireóide) normais ou altos, níveis de T4 normais ou baixos, captura de iodo normal ou aumentada. Na análise de urina, os níveis de excreção de iodo podem ser baixos.

A terapia com hormônios tireóideos inibe a estimulação do hormônio estimulante da tireóide (TSH) e permite a recuperação da glândula.

As deficiências de iodo são tratadas com pequena dose de iodeto de potássio e, quando for necessário, são eliminados os alimentos bociogênicos.

Quando um bócio difuso não responde ao tratamento médico ou quando ele está causando muitos transtornos na respiração ou na deglutição, pode ser necessária a remoção parcial da glândula.

Geralmente, o bócio simples desaparece de modo espontâneo. Entretanto, o aumento progressivo do tamanho da tireóide e o desenvolvimento de nódulos endurecidos podem indicar a evolução para um tumor maligno.

Fonte: www.phar-mecum.com.br

Hipertireoidismo

BÓCIO

O bócio é uma doença definida pela hipertrofia da glândula tireóide e sua manifestação mais marcante é o aumento de volume na região do pescoço, daí ser conhecida vulgarmente como "papo" ou "papeira".

Nas zonas em que se verifica a carência de iodo na água e no solo, como nas localidades distantes do mar, o bócio ocorre com maior freqüência, assumindo caráter endêmico.

No Brasil, quem primeiro se refere à endemia de bócio é o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, que, em suas viagens pelo Brasil no início do século XIX, cita localidades onde havia grande número de "papudos".

Hipertireoidismo
Bócio

No começo do século XX, os estudos realizados por Carlos Chagas chamam a atenção para a ocorrência de bócio endêmico no norte de Minas Gerais.

Observando que muitos portadores da tripanossomíase americana eram "papudos" e que o bócio grassava nas mesmas regiões em que havia a infestação das casas por barbeiros infectados, Chagas defende a concepção de que as lesões que levam à hipertrofia da tireóide resultam de processos inflamatórios provocados pela localização do Trypanosoma cruzi nessa glândula.

Na década de 1930, após a morte de Chagas, fica demonstrado que a doença de Chagas e o bócio são enfermidades que não mantêm nenhuma relação entre si.

Em meados da década de 1950 o Departamento Nacional de Saúde delimita as áreas de incidência de bócio endêmico no Brasil, nas quais passa a ser distribuído, para fins profiláticos, sal de cozinha obrigatoriamente iodado.

Fonte: www4.prossiga.br

Hipertireoidismo

Hipertireoidismo
Glâncula tireóide

A tireóide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço e produz os hormônios T3 (tiiodotironina) e T4 (tiroxina) que atuam em todo o nosso organismo, regulando o crescimento, digestão e o metabolismo.

Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

De maneira geral, quando a glândula está hiperfuncionante ocorre uma aceleração do metabolismo em todo organismo, podendo ocorrer agitação, diarréia, taquicardia, perda de peso etc, ao contrário, quando a glândula está hipofuncionante pode ocorrer cansaço, fala arrastada, intestino preso, ganho de peso, etc.

Cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireóide. Algumas estatísticas demonstram que 1 em cada 5 mulheres que procuram seus ginecologistas para iniciar a terapia de reposição hormonal apresenta, na verdade, problemas tireoidianos. Porém é importante estar atento pois todas as pessoas, independente de sexo e idade, estão sujeitas a alterações desta glândula.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo ou tireotoxicose é uma condição caracterizada pelo aumento da secreção dos hormônios da tireóide e pode originar-se de várias causas.

Em sua forma mais leve, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas facilmente reconhecíveis ou apenas cursar com sintomas inespecíficos, como sensação de desconforto e fraqueza. Mas o hipertireoidismo pode ser uma doença grave e séria e até mesmo colocar em risco a vida da pessoa.

A causa mais comum do hipertireoidismo é uma doença auto-imune (em que o próprio corpo produz anticorpos que "atacam" o órgão) chamada Doença de Graves.

Outras causas do hipertireoidismo incluem o bócio multinodular (aumento do volume da glândula que leva a produção excessiva dos hormônios), os tumores da glândula tireóide, da glândula pituitária, dos testículos ou dos ovários, a inflamação da tireóide resultante de uma infecção viral ou outra inflamação, a ingestão de quantidades excessivas de hormônio tireóideo e a ingestão excessiva de iodo.

Várias substâncias com altas concentrações de iodo, tais como comprimidos de alga, alguns expectorantes e amiodarona (medicação utilizada no tratamento de arritmias cardíacas) podem, ocasionalmente, causar hipertireoidismo.

Os principais sintomas do hipertireoidismo são:

Taquicardia,
Perda de apetite,
Perda de peso importante,
Nervosismo, ansiedade e inquietação,
Intolerância ao calor,
Sudorese aumentada,
Fadiga e cãibras musculares,
Evacuações freqüentes,
Irregularidades menstruais,

Outros sintomas que podem também estar presentes são: presença do bócio (papo), fraqueza, sede excessiva, aumento do lacrimejamento, dificuldade para dormir, pele fria e úmida, vermelhidão ou rubor da pele, pele anormalmente escura ou clara, queda de cabelo, descamação e rápido crescimento das unhas, náuseas e vômitos, atrofia muscular, tremor nas mãos, diarréia, pressão sanguínea alta, dor nos ossos, protusão dos olhos (exoftalmia), visão dupla, aumento da probabilidade de aborto, dentre outros.

Os sinais e sintomas característicos do hipertireoidismo podem ser detectados pelo médico.

Adicionalmente, exames podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico e definir a causa, como os listados abaixo:

TSH (hormônio estimulante da tireóide): O TSH é um hormônio que regula a produção dos hormônios tireoidianos (T3 e T4), quando a produção desses hormônios está alta, o nível de TSH diminui, e quando está baixa, o nível de TSH aumenta para estimular a produção dos hormônios tireoidianos. Um nível sangüíneo baixo do TSH é o melhor indicador de hipertireoidismo. Se o nível de TSH é muito baixo, é importante também checar os níveis de hormônio tireoidiano para confirmar o diagnóstico de hipertireoidismo.

T4 livre e T3 livre (são os hormônios tireoidianos ativos): Quando o hipertireoidismo se desenvolve, os níveis de T4 e T3 sobem acima dos valores normais.

TSI (imunoglobulina estimulante da tireóide): É uma substância freqüentemente encontrada no sangue quando a doença de Graves é a causa do hipertireoidismo. Este teste não é solicitado rotineiramente, uma vez que ele raramente interfere nas decisões do tratamento.

Antes do desenvolvimento de opções atuais do tratamento, a taxa de morte do hipertireoidismo era maior que 50%. Agora, diversos tratamentos eficazes estão disponíveis, e com o controle adequado, a morte por hipertireoidismo é rara. O tratamento varia dependendo da causa e também da gravidade dos sintomas.

O hipertireoidismo pode ser tratado com medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia.

Dentre as principais complicações do hipertireoidismo estão as complicações cardíacas, incluindo taquicardia, insuficiência cardíaca e arritmia.

A crise de tireóide ou "tempestade" da tireóide é uma exacerbação aguda dos sintomas do hipertireoidismo que podem ocorrer devido a infecções ou estresse.

Pode ocorrer ainda febre, diminuição do estado de alerta e dor abdominal, necessitando nesses casos de hospitalização.

No hipotireoidismo ocorre a deficiência dos hormônios da tireóide, que pode potencialmente afetar o funcionamento de todo o corpo. A taxa de funcionamento normal do corpo diminui causando lentidão mental e física. Os principais fatores de risco são idade superior a 50 anos, sexo feminino, obesidade, cirurgia de retirada da tireóide e exposição prolongada a radiação.

O grau de severidade pode variar de leve, apresentando um quadro de depressão em que o diagnóstico de hipotireoidismo pode passar desapercebido, até a forma mais grave, denominada mixedema, caracterizada pelo inchaço de todo o corpo e que constitui uma emergência médica.

João Santos Caio Jr

Henriqueta V. Caio

Fonte: drcaiojr.site.med.br

Hipertireoidismo

Quais são os sintomas do hipertireoidismo?

O hipertireoidismo é mais comum em mulheres, geralmente na faixa entre os 20 e os 40 anos. Os sintomas podem ser assustadores, principalmente se a pessoa afetada não tem idéia do que está acontecendo a ela.

Pessoas com hipertireoidismo têm excesso de hormônio tireoidiano porque sua tireóide produz mais hormônios que o normal. Isso faz com que todos os processos do corpo funcionem de forma acelerada.

O diagnóstico de hipertireoidismo é feito através de exames de sangue, com a dosagem dos hormônios tireoidianos (T3 e T4, que se encontram aumentados) e do hormônio que regula a tireóide, o TSH (que se encontra diminuído).

Fraqueza muscular - dificuldade em subir escadas ou levantar coisas pesadas
Tremores nas mãos
Batimentos cardíacos acelerados (taquicardia)
Fadiga e cansaço fácil
Perda de peso importante, mesmo alimentando-se de forma normal
Fome excessiva
Diarréia ou aumento do número de evacuações
Irritabilidade, agitação, ansiedade
Insônia
Problemas nos olhos (irritação, ardência ou dificuldades para enxergar)
Irregularidade menstrual
Suor excessivo e sensação de calor exagerado
Infertilidade.

Quais são as causas do hipertireoidismo?

A causa mais comum de hipertireoidismo é a chamada Doença de Graves (lê-se: “greives”), que recebeu esse nome em homenagem ao médico que a descreveu em 1835, Dr. Robert Graves.

Essa doença ocorre quando o sishipertireoidismo imunológico (sishipertireoidismo de defesa do organismo) começa a produzir anticorpos que atacam a própria glândula tireóide.

Esses anticorpos exercem um efeito semelhante ao do hormônio que regula o funcionamento da tireóide, o TSH, e levam ao crescimento e ao funcionamento exagerado da glândula. É freqüente o acometimento familiar na doença de Graves, atingindo mais de um membro da mesma família.

Um dos sintomas mais dramáticos da doença de Graves pode ser a alteração dos olhos que acontece junto com o hipertireoidismo. Quando isso acontece, a pessoa pode ter um inchaço atrás dos olhos que os empurra para a frente, fazendo com que estes fiquem parecendo maiores e mais saltados. Muitas vezes os olhos ficam constantemente irritados e vermelhos. Pode acontecer piora da visão.

Outras causas de hipertireoidismo são:

Alguns nódulos de tireóide
Bócio
multinodular, uma doença que acontece em pessoas mais idosas, geralmente com tireóides aumentadas há muitos anos;
Tireoidite subaguda, que é a inflamação dolorosa da tireóide, devido a uma infecção viral que destrói parte da tireóide e lança no sangue o hormônio que estava armazenado dentro da glândula. A inflamação melhora espontaneamente dentro de alguns dias ou semanas, e o hipertireoidismo também melhora;
Tireoidite linfocítica e tireoidite pós-parto: são tipos de inflamação indolor da tireóide que podem levar a uma descarga de hormônios tireoidianos no sangue e a um hipertireoidismo de curta duração;
Ingestão de hormônio tireoidiano em excesso, para tratamento de hipotireoidismo ou como componente de outras medicações (por exemplo, “fórmulas” para emagrecer).

Como é tratado o hipertireoidismo?

Vários tipos de tratamento podem ser usados no controle do hipertireoidismo, dependendo da causa em questão.

O tratamento pode ser feito com medicamentos.

Os mais usados são os antitireoidianos, que agem diminuindo a produção de hormônio pela tireóide.

Existem dois medicamentos desse tipo: o metimazol (Tapazol) e o propiltiouracil.

No caso da doença de Graves, o tratamento pode ser feito com o uso de uma dessas medicações, geralmente por um tempo prolongado (um a dois anos, ou até mais), obtendo a normalização do funcionamento da tireóide, mesmo após a interrupção do medicamento, numa boa parcela dos pacientes. No entanto, o hipertireoidismo pode voltar, meses ou anos após a interrupção da medicação.

Em outros tipos de hipertireoidismo, os antitireoidianos são comumente usados por alguns meses, até a normalização dos níveis de hormônios tireoidianos (T3 e T4) no sangue, e depois o paciente é encaminhado com segurança para outras formas de tratamento (tratamento definitivo).

Outro tipo de medicamento que pode ser usado são os chamados beta-bloqueadores, que são drogas que não bloqueiam a produção de hormônios tireoidianos mas controlam muitas das suas manifestações, como os batimentos cardíacos acelerados, os tremores, a ansiedade e o calor excessivo.

Quando os medicamentos não são suficientes para o controle do hipertireoidismo (como no bócio multinodular, nódulos tireoidianos ou na doença de Graves que não é adequadamente controlada apenas com medicação), o paciente é encaminhado para alguma forma de tratamento definitivo.

Existem duas formas de tratamento definitivo: a cirurgia (removendo parte ou toda a tireóide) e o iodo radioativo (ou radioiodo).

O que é o iodo radioativo e como funciona?

A tireóide é praticamente o único órgão do corpo que retém iodo. Assim, formas radioativas do elemento iodo podem ser utilizadas com segurança para tratar o hipertireoidismo, já que vão liberar radiação apenas para a tireóide. O resultado final é a destruição parcial ou total da glândula, como se a tireóide tivesse sido “queimada”. A resposta ao tratamento pode demorar um pouco (entre 6 a 18 semanas), mas o iodo radioativo leva ao controle adequado do hipertireoidismo na grande maioria das vezes, inclusive com redução de tamanho da tireóide quando esta se encontra aumentada de volume. O tratamento com iodo é feito por via oral, em dose única, e algumas vezes requer o isolamento do paciente em um quarto com paredes à prova de radiação (para evitar danos a outras pessoas), portanto é um tratamento seguro e muito eficaz.

Entretanto, já que o iodo radioativo pode destruir também a parte normal da tireóide, é bastante comum que as pessoas tratadas dessa forma passem a apresentar hipotireoidismo, ou seja, níveis baixos de hormônios da tireóide e todas as suas conseqüências. Isso não impede que o iodo radioativo seja muito utilizado, visto que é preferível que o paciente tenha hipotireoidismo a hipertireoidismo, pois o hipotireoidismo tem um tratamento muito mais simples e fácil, e permite uma vida completamente normal sem grandes riscos.

Quando é indicada cirurgia para tratar o hipertireoidismo?

A remoção da glândula tireóide (tireoidectomia), que pode ser parcial ou total, é outro tipo de tratamento definitivo para o hipertireoidismo. No entanto, a cirurgia é deixada para último caso, devido aos riscos que acompanham qualquer procedimento cirúrgico. A tireoidectomia deve ser preferencialmente realizada por um cirurgião experiente, para reduzir esses riscos.

Algumas complicações que podem acompanhar a cirurgia de tireóide são:

Lesão de nervos próximos à laringe, que podem comprometer a voz (rouquidão permanente);
Lesão das glândulas paratireóides, que controlam o metabolismo do cálcio no corpo, podendo levar a níveis permanentemente baixos de cálcio no sangue, cãibras, formigamento e enfraquecimento dos ossos (osteoporose).

A cirurgia, portanto, é reservada para casos em que há um aumento da tireóide (bócio) muito pronunciado, que dificulta a respiração, a fala ou a alimentação; quando há alguma razão para não usar o iodo radioativo; ou quando os medicamentos antitireoidianos e/ou o iodo radioativo não controlam adequadamente o hipertireoidismo. A cirurgia também pode ser indicada em pacientes que têm hipertireoidismo com a presença de nódulos suspeitos de câncer na tireóide (o que é incomum).

Após a cirurgia ou o iodo radioativo, o que mais deve ser feito?

Após algum tipo de tratamento definitivo para a tireóide, o paciente deverá ser acompanhado regularmente para confirmar a sua necessidade de reposição de hormônio tireoidiano (nas muitas vezes em que o paciente cursa com hipotireoidismo) e adequar a dose da medicação conforme os níveis desses hormônios nos exames de sangue. Geralmente, essa reposição de hormônio é feita pelo resto da vida.

Fonte: www.portalendocrino.com.br

Hipertireoidismo

O que é a tireóide?

A tireóide é uma glândula em forma de borboleta que está localizada no pescoço logo abaixo da região conhecida como "pomo de Adão".

Qual é a função da tireóide?

A tireóide produz dois hormônios muito importantes para o organismo: o T3 e o T4. Estes hormônios controlam o funcionamento de diversos órgãos e por isso, interferem diretamente em processos como crescimento, ciclo menstrual, fertilidade, sono, raciocínio, memória, temperatura do corpo, batimentos cardíacos, eliminação de líquidos, funcionamento intestinal, força muscular e controle do peso corporal. O funcionamento da tireóide depende da presença de um hormônio chamado TSH produzido pela hipófise. A hipófise é uma glândula do tamanho de uma ervilha localizada na base do cérebro atrás dos olhos.

Que doenças podem acometer a tireóide?

As doenças mais comuns são o hipotireoidismo, o hipertireoidismo, as tireoidites e os nódulos tireoidianos.

O que é o hipotireoidismo?

Quando a tireóide fica "preguiçosa", ou seja, não consegue produzir quantidades suficientes de T3 e T4, temos o hipotireoidismo. O exame de TSH elevado é o mais indicado para confirmar o hipotireoidismo e mostra que a hipófise está tentando estimular a tireóide a funcionar mais. Os sintomas mais freqüentes são desânimo, intestino preso, redução de memória e raciocínio, alterações menstruais, sonolência, ganho de peso, rouquidão, inchaço, sensação de frio, elevação do colesterol, abortos repetidos, queda de cabelo e pele seca. Quando descoberto em sua fase inicial, a pessoa pode ter poucos ou nenhum sintoma. Em crianças, pode causar ainda atraso do crescimento e, se não tratado, deficiência mental importante.

O que causa o hipotireoidismo?

A causa mais comum é a tireoidite crônica de Hashimoto, uma alteração em que anticorpos (anti-TPO) produzidos pela própria pessoa começam a atacar a tireóide destruindo lentamente suas células. Entre outras causas estão deficiência de iodo, cirurgia em que se retira a tireóide, radiação e após alguns tratamentos para hipertireoidismo.

Como é o tratamento?

O tratamento do hipotireoidismo é provavelmente um dos mais gratificantes da medicina, pois é prático, tem baixo custo, controla totalmente os sintomas, não interage com outros medicamentos e não apresenta efeitos colaterais se estiver nas doses corretas. Consiste em uma tomada diária de um comprimido com T4 cuja dosagem será orientada pelo endocrinologista conforme os resultados dos exames que deverão ser realizados em intervalos que variam de 2 a 6 meses. O único inconveniente é que o tratamento deve ser mantido por toda a vida para prevenir a volta dos sintomas e o aumento da tireóide.

O que é o hipertireoidismo?

Quando a tireóide fica "acelerada", produzindo os hormônios T3 e T4 em excesso, temos um quadro de hipertireoidismo. Exames de T3 e T4 elevados com um TSH baixo geralmente confirmam o diagnóstico. Os sintomas mais freqüentes são tremores, palpitação, arritmias, emagrecimento rápido, aumento de apetite, agitação, insônia, sensação de calor, mãos quentes, aumento da região anterior do pescoço, sudorese e fraqueza muscular. Em pessoas idosas, os sintomas podem passar quase despercebidos.

O que causa o hipertireoidismo?

A causa mais comum é a Doença de Basedow-Graves em que anticorpos produzidos pelo própria pessoa começam a estimular descontroladamente a tireóide causando o excesso de hormônios. Nesta doença, além dos sintomas já descritos, os olhos podem ficar salientes e arregalados pois ocorre um inchaço dos músculos que ficam atrás dos olhos. Entre outras causas estão tumores benignos em forma de nódulos produtores de hormônios e o bócio multinodular (aumento da tireóide com vários nódulos).

Como é o tratamento?

O tratamento do hipertireoidismo pode ser feito de três formas: medicamentos, iodo radioativo e cirurgia. A maioria dos tratamentos se inicia com medicamentos e, se houver intolerância, alergia ou efeitos colaterais graves deve ser indicado o iodo radioativo ou a cirurgia. Há tratamentos que podem se iniciar diretamente com o iodo radioativo. A cirurgia para o hipertireoidismo geralmente está reservada para casos em que a tireóide está muito aumentada ou há uma contra-indicação para o iodo radioativo. Após o tratamento, os pacientes com hipertireoidismo podem curar ou evoluir para um quadro de hipotireoidismo.

O que é a tireoidite subaguda?

A tireoidite subaguda é uma outra alteração tireoidiana que ocorre com menor freqüência e é caracterizada por uma inflamação geralmente provocada por um vírus, como se fosse uma "gripe da tireóide". O vírus ataca algumas células da tireóide e há um derramamento na circulação dos hormônios estocados causando sintomas e resultados de exames de sangue semelhantes ao hipertireoidismo. A diferença é que na maioria das vezes ocorre também uma dor intensa na região anterior do pescoço. Quando a dor não é típica, exames de sangue complementares e o mapeamento da captação de iodo pela tireóide (tireograma) podem ser necessários para o correto esclarecimento do diagnóstico.

E como é o tratamento da tireoidite subaguda?

Este tipo de tireoidite tem duração limitada e o tratamento envolve antiinflamatórios potentes para a redução da dor e da inflamação. Ocasionalmente pode ser útil um medicamento para os sintomas provocados pelo aumento transitório de hormônios tireoidianos na circulação.

O que são nódulos tireoidianos?

Os nódulos tireoidianos, também chamados de bócio nodular, são aumentos localizados na tireóide que podem ter características variadas. Alguns são constituídos apenas de líquidos e são chamados de nódulos císticos. Alguns produzem hormônios tireoidianos em excesso causando hipertireoidismo e são chamados de nódulos tóxicos.

Os nódulos tireoidianos são comuns?

Sim. Após a popularização da ultra-sonografia de tireóide, percebeu-se que os nódulos tireoidianos são muito freqüentes sobretudo em pessoas acima de 50 anos e muitos deles são benignos e não precisam de cirurgia. Entretanto, toda vez que estamos diante de um nódulo tireoidiano, a principal preocupação é identificar as diversas características para que seja indicada a cirurgia somente naqueles casos com confirmação ou suspeita de malignidade.

Quais exames costumam ser necessários?

Dependendo das características do nódulo, podem ser solicitados exames de sangue, o tireograma (mapeamento de captação da tireóide), a ultra-sonografia e uma punção aspirativa com agulha fina guiada por ultra-som.

Como é esta punção aspirativa?

Este exame, também chamado de PAAF - punção aspirativa com agulha fina -, geralmente é realizado na própria clínica de ultra-som. Consiste na introdução de uma agulha fina dentro do nódulo tireoidiano para aspiração de algumas gotas com células de tireóide que são enviadas para um laboratório de citologia para serem estudadas. É rápido, pouco doloroso e praticamente sem riscos para o paciente. É considerado o exame mais importante na avaliação do risco de malignidade de um nódulo tireoidiano.

E como é o tratamento destes nódulos?

A conduta dependerá dos resultados dos exames e poderá ser com medicamentos, cirurgia, iodo radioativo, injeção de etanol ou simplesmente observação clínica com ultra-sons seriados.

Quais tipos de nódulos são indicados para cirurgia?

Esta decisão envolve muitas variáveis e de, uma forma geral, a cirurgia é destinada àqueles em que há confirmação ou suspeita de malignidade, sinais de compressão ou desconforto no pescoço e os que representam problema estético para o paciente.

E como é o tratamento do câncer de tireóide?

Com exceção do tipo anaplásico (raro), a evolução do câncer de tireóide é relativamente lenta e a resposta ao tratamento é muito boa quando comparada a outros tipos de câncer. A grande maioria dos casos de câncer de tireóide é do tipo papilar ou folicular e o tratamento é feito com cirurgia e complementação com o iodo radioativo. A quimioterapia não é necessária para este tipo de câncer. Após a cirurgia, o paciente continuará o acompanhamento médico com exames periódicos para confirmação e controle de cura do câncer e para os ajustes da medicação, para o hipotireoidismo causado pela retirada da tireóide.

Geraldo Santana

Fonte: www.endocrinologia.com.br

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