Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  HPV  Voltar

HPV

O que é HPV?

É a sigla em inglês para papiloma vírus humano.

Os HPV são vírus da família Papilomaviridae (Figura 1), capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

HPV
Figura 1 - Papilomaviridae

Qual a relação entre os HPV e o câncer do colo do útero?

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Quais são eles?

Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.

Os HPV são facilmente contraídos?

Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV (Figura 2) em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens.

Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.

HPV
Figura 2 - Células infectadas pelo vírus HPV

Como os papilomavírus são transmitidos?

A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na órgão genital feminino, colo do útero, órgão genital masculino e orifício retal. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.

Como são essas infecções?

As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo" (Figura 3). Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

HPV
Figura 3 - Crista de galo

Como as pessoas podem se prevenir dos HPV?

O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

Proteção com Camisinha Masculina

Usar camisinha significa evitar as doenças transmitidas sexualmente, o câncer do colo do útero e uma gravidez fora de hora.

HPV

Você sabe usar a camisinha masculina?

A camisinha deve ser colocada antes de qualquer penetração e com o órgão genital masculino ereto (duro). (Figura 1)
Para colocar a camisinha, deve-se apertar com cuidado a pontinha da camisinha (espaço para o esperma), colocá-la sobre o órgão genital masculino e desenrolá-la pouco a pouco, até chegar à base do órgão genital masculino. Isso evita que se formem bolhas de ar que provocam o rompimento da camisinha. (Figuras 2, 3 e 4).
Depois que o parceiro ejacular, ele deve retirar o órgão genital masculino enquanto ele ainda está duro. Quando o órgão genital masculino começa a amolecer, a camisinha fica frouxa e o esperma pode derramar.
Retire a camisinha com cuidado, não deixando que o esperma seja derramado.
Depois da retirada, dê um nó e jogue fora.

Cuidados:

Como evitar o rompimento da camisinha?
Observe se a embalagem não está furada.
Verifique a data de validade.

Se a camisinha for comprada, veja se ela tem o selo de qualidade do INMETRO.
Não deixe as camisinhas em local quente e úmido. Elas devem ser guardadas em lugar fresco e seco.
Use apenas lubrificantes à base de água. Não use lubrificantes oleosos (como vaselina, óleo de amêndoa etc.), que estragam o látex da camisinha.

Proteção com Camisinha Feminina

HPV

Você conhece a camisinha feminina?

A camisinha feminina é um produto novo, que chegou ao Brasil há poucos anos. Ela é pouco conhecida, e são ainda poucos os serviços de saúde que têm essa camisinha.

Veja como colocá-la:

Dobre o anel interno. (Figura 1)
Introduza a camisinha feminina no órgão genital feminino e empurre tão fundo quanto possível. (Figura 2)
Verifique se ela está bem acomodada. (Figura 3)
O anel externo fica para fora. Essa sobra é importante para garantir a segurança da camisinha pois, durante a relação, órgão genital masculino e no órgão genital feminino aumentam de tamanho e a camisinha se ajusta melhor. (Figura 4)
Depois de ser usada ela deve ser jogada fora.

Cuidados:

Observe se a embalagem não está furada.
Verifique a data de validade.
A camisinha feminina não pode ser usada com a masculina, porque uma camisinha roçando na outra aumenta o risco de haver rompimento.

Como os papilomavírus podem ser diagnosticados?

As verrugas genitais encontradas no orifício retal, no órgão genital masculinos, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (órgão genital masculino), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR.

Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero?

Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis em todos os estados do país e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?

A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto pela genitália feminina (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.

É necessário que o parceiro sexual também faça os exames preventivos?

O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher infectada pelo papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. De qualquer forma, é recomendado procurar um urologista que será capaz - por meio de peniscopia (visualização do órgão genital masculino através de lente de aumento) ou do teste de biologia molecular (exame de material colhido do órgão genital masculino para pesquisar a presença do DNA do HPV), identificar a presença ou não de infecção por papilomavírus.

Qual o tratamento para erradicar a infecção pelo papilomavírus?

A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada (Figura 4).

HPV
Figura 4 - Região genital após o tratamento com o laser

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?

Embora estudos epidemiológicos mostrem que a infecção pelo papilomavírus é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.

Há algum fator que aumente o risco de a mulher desenvolver câncer do colo do útero?

Há fatores que aumentam o potencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero em mulheres infectadas pelo papilomavírus: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).

As vacinas contra o HPV

O que é a vacina contra o HPV?

É a vacina criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Apesar das grandes expectativas e resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

Qual o impacto desta nova tecnologia para a política de atenção oncológica e para o SUS?

É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema.

Ainda há muitas perguntas relativas à vacina sem respostas:

Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo de útero?
Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?
Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debeladas pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?
Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero?
Se os tipos 16 e 18 forem efetivamente suprimidos, outros tipos podem emergir como potencialmente associados ao câncer de colo do útero?

Todas essas perguntas precisam ser respondidas antes de a vacinação ser recomendada como política de atenção oncológica.

Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde e liderado pelo INCA, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Como a vacina funciona?

Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

Existe risco de infecção pela vacina?

Não. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos.

Qual o tempo de proteção após a vacinação?

A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, visto que só começou a ser comercializada no mundo há cerca de dois anos. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?

Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob que condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção que vêm sendo realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas serão as meninas antes da fase sexualmente ativa, que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolaou e que, mesmo comprovada a eficácia da vacina e sua aplicação ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

Fonte: www.inca.gov.br

HPV

Os Papilomavírus Humanos são vírus da família Papillomaviridae. Eles infectam células epiteliais e têm a capacidade de causar lesões na pele ou mucosas.

Causam diversos tipos de lesões como a verruga comum e a verruga genital ou condiloma, popularmente conhecida como “crista de galo”. Elas têm crescimento limitado e com freqüência regridem espontaneamente. É um vírus icosaédrico, não envelopado e com ácido nucléico constituído de DNA de dupla fita, circular.

São pequenos e possuem, no seu genoma, molécula dupla de DNA, circular. O diâmetro do capsídeo é de 55 nm. Seu DNA possui 7900 pares de bases e seu peso molecular é de 5,2 x 106 daltons.

O DNA circular pode ser dividido em três segmentos:

1. Região regulatória (“long control region” – LCR);
2
. Região precoce (“early” – E1 a E8);
3
. Região tardia (“late” – L1 e L2).

Os genes L codificam proteínas do capsídeo viral e os genes E codificam proteínas com funções reguladoras da atividade celular.

Classificam-se em vários tipos e subtipos e variantes de um mesmo tipo, dependendo da semelhança na seqüência dos nucleotídeos. Isto foi possível graças ao desenvolvimento das técnicas de hibridização molecular. Quando existe menos do que 50% de semelhança com outros membros, é definido um novo tipo e dado um número na ordem da descoberta. Se a semelhança é maior do que 50%, caracteriza-se um subtipo e, se for próxima de 100%, os vírus são considerados como variantes do mesmo tipo. Desta forma, os papilomavírus são genotipados e não sorotipados.

Outra maneira de se classificar um novo tipo é baseada na seqüência dos nucleotídeos dos genes E6, E7 e L1. Quando há uma diferença maior do que 10% em relação aos outros já conhecidos, se descreve um novo tipo.

Além disso, podem ser classificados em dois grupos: os de alto risco (16 e 18 principalmente) e os de baixo risco oncogênico (6 e 11 principalmente), segundo sua relação com a gênese do câncer anogenita, ou de baixo risco (6, 11, 42, 43 e 44), risco intermediário (31, 33, 35, 51, 52 e 58) e alto risco (16 e 18).

A origem geográfica do papilomavírus parece ter implicação no prognóstico da infecção, observando-se pela análise da reação em cadeia da polimerase que as mulheres com vírus de origem não-européia têm uma tendência maior para a persistência da infecção do que as variedades européias. Além disso, as não-européias estão mais associadas à maior prevalência e incidência de lesões de alto grau. Existem mais de 100 tipos virais de HPV descritos até o momento e, destes, aproximadamente 35 são encontrados no trato anogenital. O período de incubação é muito variável e pouco é conhecido sobre a latência ou persistência desses vírus no organismo.

A maior parte das mulheres infectadas pelo HPV não apresenta sintomas clínicos e, em geral, a infecção regride espontaneamente sem nenhum tipo de tratamento. A infecção por alguns tipos de HPV, considerados de alto risco oncogênico, está relacionada à transformação neoplásica de células epiteliais, sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino. Pode ocasionar lesões que, se não tratadas, têm potencial para progressão para o câncer. Em estudo recente, se observou que o risco de se desenvolver câncer de colo uterino em mulheres com infecção por HPV é 19 vezes maior. Mulheres com os tipos oncogênicos 18, 31 ou 33 têm um risco maior do que 50 vezes comparado ao daquelas não-infectadas e, se considerado o HPV 16, este risco teve aumento de mais de 100 vezes.

A persistência de infecção está associada ao maior risco de desenvolvimento de neoplasia intra-epitelial, especialmente na presença dos tipos 16 e 18. Analisando-se a persistência da infecção associada ao hábito de fumar, constata-se que há aumento do risco de falha no tratamento das neoplasias intra-epiteliais.

Dados atuais demonstram que o DNA do HPV do tipo oncogênico está prevalente em 99,7% dos casos de câncer cervical uterino ao se combinar dados de estudos prévios e atuais, excluindo-se os espécimes inadequados, o que leva a crer que o HPV está presente em virtualmente todos os casos de câncer cervical.

É uma das neoplasias mais freqüentes entre as mulheres. Foi responsável pela morte de 3.879 mulheres no Brasil em 1999, e estimava- se para o ano de 2000 que ocorreriam cerca de 17.251 casos novos com 3.625 óbitos pela doença. Para 2002, as estimativas sobre incidência e mortalidade por câncer prevêem 4.005 bitos (INCA).

Embora se saiba que mulheres jovens com certos tipos de HPV têm o risco aumentado para desenvolver câncer cervical, menos de 1% daquelas que são portadoras dos tipos oncogênicos irá evoluir desta maneira.

Com a utilização da técnica de PCR, observou- se que mulheres sem alteração citológica cérvico-orgão genital feminino em presença de alta carga do HPV 16 tiveram aumento no risco de progressão para neoplasia intra-epitelial de alto grau. Mulheres que usaram anticoncepcional oral por menos que cinco anos não tiveram risco aumentado para o desenvolvimento da neoplasia cervical maligna, porém, o uso prolongado (dez anos ou mais) pode ser um co-fator que aumenta para quatro vezes este risco quando positivas para HPV.

Outros locais como vulva, orifício retal e orgão genital masculino podem ter casos de câncer contendo HPV de alto risco, porém em menor proporção. Em relação ao orgão genital masculino, encontrou-se risco aumentado para o desenvolvimento de câncer na presença dos fatores fimose, processo inflamatório crônico (balanopostite e liquen esclero-atrófico) e tratamento com corticóide de alta potência e fotoquimioterapia com ultra-violeta A. O hábito de fumar tem relação com o câncer de orgão genital masculino e é dose-dependente.

O DNA do HPV foi encontrado entre 70% e 100% dos casos de neoplasia intra-epitelial e entre 40% e 50% dos casos de câncer de orgão genital masculino. O HPV 16 pode estar associado ao risco de desenvolvimento do câncer da genitália masculina.

Em estudo da relação do HPV com o desenvolvimento de neoplasia intra-epitelial e câncer oral, observou-se que o vírus é detectado nestas lesões em freqüência bem maior do que na mucosa normal. Os achados evidenciam que a infecção por HPV, especialmente os vírus de alto risco, é fator de risco significante para o desenvolvimento de câncer oral.

Ao se analisar, por PCR, casos com papilomatose respiratória recorrente, confirmouse a presença dos tipos 6, 11, 16, 31, 33, 35, ou 39 em diferentes combinações entre eles. Não se observou diferença no comportamento da doença em relação aos tipos virais presentes.

Pouco se conhece da epidemiologia da infecção retal pelo HPV. Em estudos desta região, em mulheres HIV-positivas e negativas, observou-se maior prevalência do DNA do HPV nessa topografia do que na região genital, quando ambas foram analisadas na mesma paciente. Vários estudos têm demonstrado uma forte associação entre os HPV de alto risco para o desenvolvimento da neoplasia cervical e o câncer retal, assim como a relação destes HPV e as lesões escamosas intra-epiteliais do orifício retal.

EPIDEMIOLOGIA

É a doença sexualmente transmissível viral mais freqüente. Nos Estados Unidos, de 1966 a 1981, observou-se aumento de 459% no número de consultas por essa virose. Só em 1981 verificou-se elevação de 398% para os homens e de 684% para as mulheres. Estima-se que, naquele país, a prevalência de manifestação clínica da infecção por HPV é de 1% entre os adultos sexualmente ativos e pelo menos 15% têm infecção subclínica, detectada pelos testes de DNA do HPV. A população mais atingida encontrase entre 18 e 28 anos de idade. Entre os principais fatores de risco para a aquisição desta infecção estão o comportamento sexual e a multiplicidade de parceiros, dentre outros, como o uso do contraceptivo oral, gravidez e alterações na imunidade celular. Os tipos virais mais encontrados nos casos de câncer são o 16 e o 18, ou seja, a infecção genital por Papilomavírus Humano é comum na população sexualmente ativa e pode causar neoplasia benigna e maligna do trato genital.

Vários fatores podem contribuir para a infecção por HPV, em especial, início da atividade sexual precoce, grande número de parceiros sexuais, estado civil e a escolaridade.

Na análise da soroprevalência de anticorpos ao capsideo do HPV 16, em mulheres grávi- das, observou-se que não houve associação en- tre a presença de lesões cervicais ou de orgão genitais femininos e a detecção dos anticorpos.

Os fatores preditivos de infecção por HPV foram: cinco ou mais parceiros sexuais; início de atividade sexual há seis anos ou mais; nível educacional e história de infecção por N. gonnorrhoeae. A prevalência é semelhante à de mulheres não-grávidas.

No estudo por PCR de material obtido da região do vulvo da genitália, observou-se que a concomi- tância de múltiplos tipos de HPV ocorreu mais freqüentemente do que o esperado pela simples casualidade e o risco de adquirir um novo tipo não diminuiu naquelas com infecção prévia por tipos filogeneticamente relacionados ou não.

FORMAS DE TRANSMISSÃO DO HPV

A principal via de transmissão do HPV é através do contato sexual. A transmissão pode ocorrer após uma única relação sexual com um parceiro infectado.

Gestantes infectadas pelo HPV podem trans- mitir o vírus para o feto durante a gestação ou no momento do parto. Material obtido da cavi- dade oral demonstrou que o HPV é positivo em crianças menores do que dois anos e adolescen- tes com 13 anos ou mais.

Em outro estu- do, encontrou-se baixo risco de transmissão da infecção perinatal, da mãe para o feto, embora não se possa afastar esta via de transmissão.

Em análise de pêlos retirados da região pubiana e periretal de pacientes com história recente de infecção genital por HPV ou com verrugas genitais, observou-se a presença do DNA dos tipos virais 6 e 11 em 36% do casos da região pubiana e 50% da região peri-retal. Dentre os primeiros, detectaram-se os tipos pesquisados em dois casos tratados com sucesso e sem evidência clínica de infecção, o que pode sugerir que o vírus permanece na região mesmo após o tratamento.

Estudo recente avaliou duas clínicas de especialidade gênito-urinária colhendo material de superfícies de vários locais das áreas de atendimento, dos banheiros de pacientes e, em uma das clínicas, no banheiro da área de lazer localizada dentro dela. Em uma delas, encontrou-se o DNA do HPV em mais de 50% das amostras. Na segunda clínica, o resultado foi negativo, assim como na área de lazer. Os HPVs mais comumente encontrados foram os tipos 6, 11 e 16, respectivamente. O DNA estava sempre associado à célula. Além disso, as células infectadas foram encontradas principalmente em superfícies usadas predominantemente por profissionais médicos. A fonte da provável contaminação dos banheiros de pacientes foi o contato das mãos com os genitais infectados e o ambiente. Já nas áreas de atendimento, a provável via de contaminação foi o contato das luvas dos médicos com as superfícies.

HPV NO HOMEM

A infecção genital por Papilomavírus Humano é cada vez mais prevalente. O papel do parceiro masculino na cadeia de transmissão do agente etiológico é ainda controverso. O método de escolha para rastreamento na mulher é a citologia cérvico-orgão genital feminino. No caso do homem, esse método mostrou-se pouco eficiente e o diagnóstico era baseado até recentemente nos achados da peniscopia associados aos dados da histopatologia.

A continuidade dos estudos mostrou que os achados colposcópicos no orgão genital masculino são muito inespecíficos, e as biópsias com grande freqüência não demonstram alterações sugestivas de infecção viral, mesmo quando submetidas à análise biomolecular.

Também parece claro hoje que a avaliação do parceiro masculino pela peniscopia não terá influência na história natural da doença em sua parceira. O mesmo é verdade em relação ao tratamento do parceiro.

A prevalência da infecção pelo HPV na população masculina é significativa, entretanto, a maior parte dos homens infectados não apresenta sintomas clínicos.

Quando presentes, as lesões provocadas pelo HPV podem apresentar diferentes aspectos e localizam-se principalmente no orgão genital masculino. Estima-se que mais de 70% de parceiros de mulheres com infecção cervical por HPV e/ou neoplasia intra-epitelial são portadores desse vírus.

Na avaliação da evolução clínica da infecção genital masculina por HPV, obteve-se como tempo médio de cura da doença 15,2 meses. Não se observou diferença neste tempo se foi realizado o tratamento ou só o seguimento. Mesmo que o tratamento não tenha afetado de forma significativa a taxa de cura, o número de lesões diminuiu depois que ele foi realizado e o aparecimento de novas lesões pareceu ser menos freqüente nos tratados. Concluiu-se, portanto, que o tratamento parece exercer efeito favorável em relação à doença clínica, ao não aparecimento de novas lesões exofíticas e são raras as lesões neoplásicas intra-epiteliais.

DIAGNÓSTICO DO HPV

O diagnóstico da infecção por HPV leva em conta os dados da história, exame físico e exames complementares com a pesquisa direta do vírus ou indiretamente através das alterações provocadas pela infecção nas células e no tecido.

Dentre as técnicas utilizadas para o diagnóstico, recomenda-se:

Papanicolaou

É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas sim as alterações que ele pode causar nas células. Indicado na rotina de “screening” para o câncer cervical ou na presença, nos genitais, de lesão HPV induzida no sentido de diagnóstico de neoplasia intra-epitelial ou câncer invasor associado.

Inspeção com ácido acético a 5%

A avaliação do colo uterino com esta solução mostrou-se eficaz para ajudar na identificação de lesões precursoras do câncer cervical, aumentando a sensibilidade da citologia cérvico-orgão genital feminino. Pode, ainda, ser de grande auxílio na triagem dos casos para a colposcopia e biópsia, mesmo em locais em que não haja condições adequadas para a realização da citologia.

Colposcopia e peniscopia

Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões na vulva, orgão genital feminino, colo do útero e orgão genital masculino. A importância da colposcopia é demonstrada por vários estudos. Entre eles, podemos destacar um estudo que mostrou que uma alta porcentagem dos casos de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) de alto grau (NIC 2 e 3) e lesões microinvasoras passariam sem diagnóstico não fosse o uso da metodologia.

No caso feminino, a indicação está vinculada à suspeita de lesão cervical no momento da avaliação clínica ou se houver alteração citológica positiva para neoplasia intraepitelial ou câncer ou atipias celulares de significado indeterminado. No homem, a indicação é controversa. Os estudos têm demonstrado alto índice de resultados falsopositivos.

Biópsia

É a retirada de um pequeno pedaço para análise. A sua indicação baseia-se no aspecto e localização. Se a atipia colposcópica é maior, a lesão é plana e está localizada no colo uterino, fica claro que devemos biopsiá-la para termos o correto diagnóstico histológico para dirigir a conduta. Lesões verrugosas, localizadas na orgão genital feminino ou vulva, que pelo aspecto levam-nos ao diagnóstico clínico de infecção viral, no geral não precisam ser biopsiadas (D).

Teste de hibridização molecular

É, sem dúvida, a técnica mais sensível de detecção da infecção pelo Papilomavírus Humano. O uso desta tecnologia no reconhecimento da presença do HPV oncogênico pode reduzir consideravelmente o número de citologias falso-negativas.

Captura híbrida

É uma reação de amplificação de sinal e associa métodos de hibridização molecular e antígenos monoclonais. É o exame mais moderno para fazer diagnóstico do HPV. Apesar de existirem diferentes técnicas de biologia molecular, este é o único teste aprovado pela Anvisa e FDA para o diagnóstico laboratorial da infecção por HPV na clínica do dia-a-dia. Detecta com alta sensibilidade e especificidade o DNA/HPV em amostra de escovado ou biópsia do trato genital inferior, grupo (de baixo ou alto riscos) e a carga viral. É evidente para alguns que a detecção do HPV não pode ser utilizada como ferramenta de diagnóstico isoladamente, mas pode melhorar muito a avaliação de NIC na prática clínica.

Dentre os vários estudos que utilizaram esta metodologia para o diagnóstico da infecção viral, da neoplasia intra-epitelial e do câncer do colo uterino, o estudo denominado Alts, conduzido pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, foi o que recentemente teve maior repercussão. Nele, avaliou-se a melhor conduta quando do encontro de Ascus à citologia. Os autores concluíram que o mais indicado é a pesquisa do DNA do HPV. Denominaram esse ensaio como Reflex-Test.

Reação em cadeia de polimerase (PCR)

Teste de alta sensibilidade, consiste em amplificação do alvo, ou seja, do DNA viral, e posterior hibridização. Tem sido utilizado principalmente em pesquisas, especialmente como um padrão ouro para comprovar ou não a existência do DNA do HPV. Estudo em nosso meio, utilizando este método, encontrou prevalência de 16% de DNA do HPV em mulheres.

Na análise de citologias falso-negativas, colhidas anteriormente ao desenvolvimento de câncer cervical uterino, observou-se a presença do DNA do HPV em grande parte dos esfregaços, em especial os tipos 16 e 18, quando este material foi colhido até seis anos antes do aparecimento do câncer. Na maior parte das pacientes, o DNA encontrado foi o mesmo na lâmina de citologia e nas biópsias de câncer. Concluiu-se que os erros no rastreamento pela citologia podem ser reduzidos se for associada à técnica de PCR para a pesquisa do HPV.

Estudo demonstrou que, por esta técnica, conseguiu-se boa correlação na comparação entre os resultados obtidos na análise do material colhido do colo e o colhido de orgão genital feminino para a detecção do DNA do HPV, assim como na identificação dos diferentes genótipos. A utilização da colheita de material de genitália feminina como rotina para a detecção do HPV e para o seguimento de infecções persistentes por este vírus é recomendada pelos autores.

A sensibilidade e a capacidade de identificar a prevalência viral dos métodos de captura híbrida e de PCR são semelhantes.

Hibridização in situ

Método de hibridização que demonstra o DNA viral na célula, tendo-se a oportunidade de avaliação do tecido ou esfregaço celular ao mesmo tempo em que se avalia a presença ou não do vírus. É menos sensível que os dois anteriores. Quando se aumenta muito esta sensibilidade, principalmente na análise de lesões de baixo grau, pode haver reação cruzada, diminuindo a acurácia do método, devido à grande reação cruzada entre as sondas (tipos 6/11, 16, 18, 31 e 33) e outros tipos não relacionados nas sondas (39, 42, 43, 44, 45, 51, 52, 56, 58 e 66). A análise do tipo viral por PCR deve ser realizada para confirmação.

Estudos realizados com esta técnica sugerem que a genotipagem do HPV presente no trato genital poderia ser um importante indicador prognóstico para o carcinoma de colo uterino.

TRATAMENTO

O tratamento tem por objetivo reduzir ou eliminar as lesões causadas pela infecção. A forma de tratamento depende de fatores como a idade da paciente, o tipo, a extensão e a localização das lesões.

FORMAS DE TRATAMENTO

Agentes tópicos: Ácido tricoloroacético de 50% a 90%

Aplicado uma vez por semana, por quatro semanas ou até o desaparecimento da lesão. Indicado nos casos de verrugas externas nos homens e mulheres, especialmente quando não há queratinização da lesão e para lesões de mucosa do orgão genital feminina ou cervical. Na mulher grávida, tem grande indicação, pois não tem efeitos adversos para o feto, independentemente da idade gestacional.

Por meio de análise pela PCR, evidenciou- se o desaparecimento do HPV em 93% dos espécimes biopsiados, comparados à fração não tratada, demonstrando a capacidade desta substância de causar dano ao DNA viral.

O sucesso terapêutico atinge índices de até 80% e as taxas de recorrência variam entre 30% e 60% com o uso tópico de ácido bi ou tricloroacético.

5-fluoruracila em creme Pode ser considerada terapia de escolha em casos de lesão condilomatosa extensa de orgão genital feminino, resistente a tratamento. A sua aplicação através do orgão genital feminino, uma vez por semana ou duas vezes por semana na vulva, durante dez semanas, é tão eficaz quanto esquema contínuo, mas é melhor tolerada. Talvez a grande aplicação desta droga esteja no uso periódico para a prevenção de recidivas em condilomas tratados cirurgicamente.

Embora a droga não seja aprovada pelo FDA para o tratamento tópico de verrugas genitais, algumas vezes tem sido usada como auto-aplicação, porém, causa irritação importante, o que pode se tornar um fator limitante.

A principal complicação do uso de 5-FU foi o desenvolvimento de úlceras na mucosa, nos fórnices e na periferia da ectocérvice, sendo que, em grande parte das pacientes, ocorreram sintomas relacionados a elas, tais como descarga sero-sanguinolenta, sangramento pós-coital, perda sangüínea sem relação com atividade sexual e dor. A cura espontânea destas úlceras é muito demorada e a sua persistência é comum.

Estudos realizados demonstraram que estas úlceras tratavam-se de adenose de orgão genital feminino.

PREVENÇÃO DA INFECÇÃO E DO CÂNCER DE COLO UTERINO

PRESERVATIVO

O uso do preservativo é recomendado principalmente para os indivíduos que nunca tiveram contato com o HPV.Estudo demonstrou que o seu uso exerceu efeito protetor contra o aparecimento de novas lesões sugestivas de infecção por HPV em parceiros de mulheres com esta infecção e que no início do atendimento pareciam sadios.

VACINAS

No momento, estão em fase de pesquisa e, de acordo com os resultados, podem se tornar um importante meio de prevenção da infecção e do câncer cer vical uterino.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO PRECOCES

O diagnóstico e o tratamento das lesões precursoras do câncer de colo uterino são as principais formas de prevenção. Em geral, as lesões provocadas pela infecção não causam sintomas como corrimento, sangramento, ardor ou prurido e por esta razão são detectadas apenas através do exame médico. Assim, recomenda-se consultar regularmente o ginecologista e a realização de exames preventivos.

EDUCAÇÃO

Tem grande importância, especialmente nas populações de baixa renda.

REFERÊNCIAS

1. Brown DR, Fife KH. Human papillomavirus infections of the genital tract. Med Clin North Am 1990; 74:1455-85.
2. Chang F. Role of papillomaviruses. J Clin Pathol 1990; 43: 269-76.
3. Schoell WM, Janicek MF, Mirhashemi R. Epidemiology and biology of cervical cancer. Semin Surg Oncol 1999; 16:203-11.
4. Zur Hausen H, de Villiers EM. Human papillomaviruses. Annu Rev Microbiol 1994; 48: 427-47.
5. Syrjänen KJ. Epidemiology of human papillomavirus (HPV) infections and their associations with genital squamous cell cancer. APMIS 1989; 97:957-70.
6. Lorincz AT, Reid R, Jenson AB, Greenberg MD, Lancaster W, Kurman RJ. Human papillomavirus infection of the cervix: relative risk associations of 15 common anogenital types. Obstet Gynecol 1992; 79: 328-37.
7. Villa LL, Sichero L, Rahal P, Caballero O, Ferenczy A, Rohan T, et al. Molecular variants of human papillomavirus types 16 and 18 preferentially associated with ervical neoplasia. J Gen Virol 2000; 81:2959-68.
8. Oriel JD. Natural history of genital warts. Br J Vener Dis 1971; 47:1-13.
9. van der Graaf Y, Molijn A, Doornewaard H, Quint W, van Doorn LJ, van den Tweel J. Human papillomavirus and the long-term risk of cervical neoplasia. Am J Epidemiol 2002; 156:158-64.
10. Schlecht NF, Kulaga S, Robitaille J, Ferreira S, Santos M, Miyamura RA, et al. Persistent human papillomavirus infection as a predictor of cer vical intraepithelial neoplasia. JAMA 2001; 286: 3106-14.
11. Acladious NN, Sutton C, Mandal D, Hopkins R, Zaklama M, Kitchener H. Persistent human papillomavirus infection and smoking increase risk of failure of treatment of cervical intraepithelial neoplasia (CIN). Int J Cancer 2002; 98:435-9.
12. Walboomers JM, Jacobs MV, Manos MM, Bosch FX, Kummer JA, Shah KV, et al. Human papillomavirus is a necessary cause of invasive cervical cancer worldwide. J Pathol 1999; 189:12-9.
13. Estimativa da incidência e mortalidade por câncer no Brasil 2000: Rio de Janeiro, INCA; 2000.
14. Josefsson AM, Magnusson PK, Ylitalo N, Sorensen P, Qwarforth-Tubbin P, Andersen PK, et al. Viral load of human papilloma virus 16 as a determinant for development of cervical carcinoma in situ: a nested casecontrol study. Lancet 2000; 355:2189-93.
15. van Duin M, Snijders PJ, Schrijnemakers HF, Voorhorst FJ, Rozendaal L, Nobbenhuis MA, et al. Human papillomavirus 16 load in normal and abnormal cervical scrapes: an indicator of CIN II/III and viral clearance. Int J Cancer 2002; 98:590-5.
16. Moreno V, Bosch FX, Muñoz N, Meijer CJ, Shah KV, Walboomers JM, et al. Effect of oral contraceptives on risk of cervical cancer in women with human papillomavirus infection: the IARC multicentric case-control study. Lancet 2002; 359:1085-92.
17. Dillner J, von Krogh G, Horenblas S, Meijer CJ. Etiology of squamous cell carcinoma of the orgão genital masculino. Scand J Urol Nephrol Suppl 2000; 205:189-93.
18. Miller CS, Johnstone BM. Human papillomavirus as a risk factor for oral squamous cell carcinoma: a metaanalysis, 1982-1997. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2001; 91:622-35.
19. Peñaloza-Plascencia M, Montoya-Fuentes H, Flores-Martínez SE, Fierro-Velasco FJ, Peñaloza-González JM, Sánchez- Corona J. Molecular identification of 7 human papillomavirus types in recurrent respiratory papillomatosis. Arch Otolaryngol Head Neck Surg 2000; 126:1119-23.
20. Palefsky JM, Holly EA, Ralston ML, Costa M, Greenblatt RM. Prevalence and risk factor for retal human papillomavirus infection in human immunodeficiency virus HIV-positive and high-risk HIV-negative women. J Infect Dis 2001; 183:383-91.
21. Palefsky JM, Holly EA, Gonzales J, Berline J, Ahn DK, Greenspan JS. Detection of human papillomavirus DNA in retal intraepithelial neoplasia and retal cancer. Cancer Res 1991; 51:1014-9.
22. Zaki SR, Judd R, Coffield LM, Greer P, Rolston F, Evatt BL. Human papillomavirus infection and retal carcinoma: retrospective analysis by in situ hybridization and the polymerase chain reaction. Am J Pathol 1992; 140:1345-55.
23. Frisch M, Glimelius B, van den Brule AJ, Wohlfahrt J, Meijer CJ, Walboomers JM, et al. Sexually transmitted infection as a cause of retal cancer. N Engl J Med 1997; 337:1350-8.
24. Frisch M, Fenger C, van den Brule AJ, Sorensen P, Meijer CJ, Walboomers JM, et al. Variants of squamous cell carcinoma of the retal canal and periretal skin and their relation to human papillomaviruses. Cancer Res 1999; 59:753-7.
25. Kiviat NB, Critchlow CW, Holmes KK, Kuypers J, Sayer J, Dunphy C, et al. Association of retal dysplasia and human papillomavirus with immunosuppression and HIV infection among homosexual men. AIDS 1993; 7:43-9.
26. Critchlow CW, Surawicz CM, Holmes KK, Kuypers J, Daling JR, Hawes SE, et al. Prospective study o high grade retal squamous intraepithelial neoplasia in a cohort of homosexual men: influence of HIV infection, immunosuppression and human papillomavirus infection. AIDS 1995; 9:1255-62.
27. Palefsky JM, Holly EA, Ralston ML, Jay N, Berry JM, Darragh TM. High incidente of retal high-grade squamous intraepithelial lesions among HIV-positive and HIV-negative homosexual/bisexual men. AIDS 1998; 12:495-503.
28. Palesfky JM, Holly EA, Ralston ML, Jay N. Prevalence and risk factors for human papillomavirus infection of the retal canal in human immunodeficiency virus (HIV)- positive and HIV-negative homosexual men. J infect Dis 1998; 177:361-7.
29. Condyloma acuminatum: United States, 1966 - 1981. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 1983; 32:306-8.
30. Koutsky L. Epidemiology of genital human papillomavirus infection. Am J Med 1997; 102:3-8.
31. Nonnenmacher B, Breitenbach V, Villa LL, Prolla JC, Bozzetti MC. Identificação do papilomavírus humano por biologia molecular em mulheres assintomáticas. Rev Saude Publica 2002; 36:95-100.
32. Hagensee ME, Slavinsky J, Gaffga CM, Suros J, Kissinger P, Martin DH. Seroprevalence of human papillomavirus type 16 in pregnant women. Obstet Gynecol 1999; 94:653-8.
33. Thomas KK, Hughes JP, Kuypers JM, Kiviat NB, Lee SK, Adam DE, et al. Concurrent and sequential acquisition of different genital human papillomavirus types. J Infect Dis 2000; 182:1097-102.
34. Summersgill KF, Smith EM, Levy BT, Allen JM, Haugen TH, Turek LP. Human papillomavirus in the oral cavities of children and adolescents. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2001; 91:62-9.
35. Watts DH, Koutsky LA, Holmes KK, Goldman D, Kuypers J, Kiviat NB, et al. Low risk of perinatal transmission of human papillomavirus: results from a prospective cohort study. Am J Obstet Gynecol 1998; 178:365-73.
36. Boxman IL, Hogewoning A, Mulder LH, Bouwes Bavinck JN, ter Schegget J. Detection of human papillomavirus types 6 and 11 in pubic and periretal hair from patients with genital warts. J Clin Microbiol 1999; 37:2270-3.
37. Strauss S, Sastry P, Sonnex C, Edwards S, Gray J. Contamination of environmental surfaces by genital human papillomaviruses. Sex Transm Infect 2002; 78:135-8.
38. Levine RU, Crum CP, Herman E, Silvers D, Ferenczy A, Richart RM. Cervical papillomavirus infection and intraepithelial neoplasia: a study of male sexual partners. Obstet Gynecol 1984; 64:16-20.
39. Rosemberg SK. Subclinical papilloma viral infection of male genitalia. Urology 1985; 26:554-7.
40. Barrasso R, Guillemotonia A, Catalan F, Coupez F, Siboulet A. Lésions génitales masculines a papillomavirus: intérêt de la colposcopie. Ann Dermatol Venereol 1986; 113:787-95.
41. Krebs HB, Schneider V. Human papillomavirus- associated lesions of the orgão genital masculino: colposcopy, cytology, and histology. Obstet Gynecol 1987; 70:299-304.
42. Rosemberg SK, Reid R. Sexually transmitted papillomaviral infections in the male: I. anatomic distribution and clinical features. Urology 1987; 29:488-92.
43. Jacyntho C, Fonseca NM, Costa CM, Mongenot CAB. Importância do teste do azul de toluidina na peniscopia: análise de 41 casos. In: Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia; 1989, São Paulo. Anais. São Paulo; 1989. p.63.
44. Nicolau SM, Martins NV, Ferraz PE, Stavale JN, Goncalves WJ, Baracat EC, et al. Importance of peniscopy, oncologic cytology and histopathology in the diagnosis of penile infection by human pa-pillomavirus. Rev Paul Med 1997; 115:1330-5.
45. Nicolau SM. Diagnóstico da infecção genital por papilomavírus humano: relação entre a peniscopia e a histopatologia das lesões acetobrancas da genitália masculina. [Tese de Doutorado] São Paulo: Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, 1997.
46. Nicolau SM, Camargo CGC, Stávale JN, Gallo C, Dôres GB, Lörincz A, et al. Hybrid capture in the detection of HPVDNA in male sexual partners of women with genital infection. 19th International Papillomavirus Conference, HPV 2001, Florianópolis; 2001.
47. Teixeira J, Derchain SFM, Teixeira LC, Santos CC, Panetta K, Zeferino LC. Avaliação do parceiro sexual e risco de recidi-vas em mulheres tratadas por lesões genitais induzidas por Papilomavírus Humano (HPV). RBGO 2002; 24: 315-20.
48. Krebs HB, Helmkamp BF. Treatment failure of genital condylomata acuminata in women: role of the male sexual partner. Am J Obstet Gynecol 1991; 165:337-40.
49. Ayre JE. The orgão genital femininol smear: “precancer” cell studies using a modified technique. Am J Obstet Gynecol 1949; 58:1205-19.
50. Meisels A, Fortin R. Condylomatous lesions of the cervix and orgão genital feminino. I. Cytologic patterns. Acta Cytol 1976; 20:505-9.
51. Schneider A, Meinhardt G, De Villiers EM, Gissmann L. Sensitivity of the cytologic diagnosis of cervical condyloma in comparison with HPV DNA hybridization studies. Diagn Cytopathol 1987; 3:250-5.
52. Galvane JO, Roteli-Martins C, Tadini V. Achados da inspeção visual com ácido acético para rastreamento de câncer do colo uterino. J Bras Doenças Sex Transm 2002; 14: 43-5.
53. Law KS, Chang TC, Hsueh S, Jung SM, Tseng CJ, Lai CH. High prevalence of high grade squamous intraepithelial lesions and microinvasive carcinoma in women with a cytologic diagnosis of low grade squamous intraepithelial lesions. J Reprod Med 2001; 46:61-4.
54. Walboomers JM, Husman AM, Snijders PJ, Stel HV, Risse EK, Helmerhorst TJ, et al. Human papillomavirus in false negative archival cervical smears: implications for screening for cervical cancer. J Clin Pathol 1995; 48:728-32.
55. Holub Z, Lukác J, Chválová M, Brozková H, Nováková M, Poustková M. Evaluation of the role of the HPV test in routine
clinical practice: prospective study. Ceska Gynekol 1999; 64:238-41.
56. Solomon D, Schiffman M, Tarone R. ALTS Study Group. Comparison of three management strategies for patients with atypical squamous cells of undetermined significance: baseline results from a randomized trial. J Natl Cancer Inst 2001; 93:293-9.
57. Finan RR, Irani-Hakime N, Tamim H, Almawi WY. Molecular diagnosis of human papillomavirus: comparison between cervical and orgão genital feminino sampling. Infect Dis Obstet Gynecol 2001; 9:119-22.
58. Riethmuller D, Gay C, Bertrand X, Bettinger D, Schaal JP, Carbillet JP, et al. Genital human papillomavirus infection among women recruited for routine cervical cancer screening or for colposcopy determined by Hybrid Capture II and polymerase chain reaction. Diagn Mol Pathol 1999; 8:157-64.
59. Southern SA, Graham DA, Herrington CS. Discrimination of human papillomavirus types in low and high grade cervical squamous neoplasia by in situ hybridization. Diagn Mol Pathol 1998; 7:114-21.
60. Marin J, Ursic-Vrscaj M, Erzen M. Detection of human papillomaviruses (HPV-16,18) in cervical smears by in situ hybridization. Isr J Med Sci 1994; 30:448-50.
61. Zhu WY, Blauvelt A, Goldstein BA, Leonardi C, Penneys NS. Detection with the polymerase chain reaction of human papillomavirus DNA in condylomata acuminata treated in vitro with liquid nitrogen, trichloroacetic acid, and podophyllin. J Am Acad Dermatol 1992; 26:710-4.
62. Stone KM. Human papillomavirus infection and genital warts: update on epidemiology and treatment. Clin Infect Dis 1995; 20:S91-S97.
63. Heaton CL. Clinical manifestations and modern management of condylomata acuminata: a dermatologic perspective. Am J Obstet Gynecol 1995; 172:1344-50.
64. Krebs HB. Treatment of genital condylomata with topical 5-fluorouracil. Dermatol Clin 1991; 9:333-41.
65. Krebs HB, Helmkamp BF. Chronic ulcerations following topical therapy with 5-fluorouracil for orgão genital feminino human papillomavirus-associated lesions. Obstet Gynecol 1991; 78:205-8.
66. Nicolau SM, Girão MJBC, Klotzel D, Stávale JN, Oliveira LM. Tratamento da infecção cérvico-orgão genital feminino pelo papilomavírus humano com 5-Fluorouracil e adenose orgão genital feminino– relato de casos. In: X Congresso Brasileiro - II Congresso Latino-Americano de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia; 1995; São Paulo. Anais. São Paulo; 1995. (TL 067).
67. Cezarino ER. Estudo colposcópico, histológico e histoquímico de lesões em orgãos genitais femininos causadas pelo 5-Fluorouracil. São Paulo, 1996. [Tese – Mestrado - Universidade Federal de São Paulo Paulo - Escola Paulista de Medicina].
68. Holmes MM, Weaver SH, Vermillion ST. A randomized, double-blind, placebocontrolled trial of 5-fluorouracil for the treatment of cer vico orgão genital feminino human papillomavirus. Infect Dis Obstet Gynecol 1999; 7:186-9.
69. Von Krogh G, Hellberg D. Self-treatment using a 0.5% podophyllotoxin cream of external genital condylomata acuminata in women: a placebo-controlled, double-blind study. Sex Transm Dis 1992; 19:170-4.
70. Beutner KR, Conant MA, Friedman-Kein AE, Illeman M, Artman NN, Thisted RA, et al. Patient applied podofilox for treatment of genital warts. Lancet 1989; 1:831-4.
71. Kirby P, Dunne A, King DH, Corey L. Double-blind randomized clinical trial of self-administered podofilox solution versus vehicle in the treatment of genital warts. Am J Med 1990; 88:465-9.
72. Greenberg MD, Rutledge LH, Reid R, Berman NR, Precop SL, Elswick RK, et al. A double blind randomized trial of 0.5% podofilox and placebo for the treatment of genital warts in women. Obstet Gynecol 1991; 77:735-9.
73. Von Krogh G. Topical self-treatment of penile warts with 0.5% podophyllotoxin in ethanol for four or five days. Sex Transm Dis 1987; 14:135-40.
74. Baker DA, Douglas JM, Buntin DM, Micha JP, Beutner KR, Pastner B. Topical podofilox for the treatment of condylomata acuminata in women. Obstet Gynecol 1990; 76:656-9.
75. Rosenberg MJ, Long SC, Adair DW, Isenberg R. Patient-applied treatment for genital warts: experience from a large postmarketing study. J Dermatol Treat 1995; 6:223-6.
76. Gonzalez-Sanchez JL, Martinez-Chequer JC, Hernandez-Celaya ME, Barahona- Bustillos E, Andrade-Manzano AF. Randomized placebo-controlled evaluation of intramuscular interferon beta treatment of recurrent human papillomavirus. Obstet Gynecol 2001; 97:621-4.
77. Eron LJ, Judson F, Tucker S, Prawer S, Mills J, Murphy K, et al. Interferon therapy for condylomata acuminata. N Engl J Med 1986; 315:1059-64.
78. Friedman-Kein AE, Eron LJ, Conant M, Growdon W, Badiak H, Bradstreet PW, et al. Natural interferon alfa for treatment of condylomata acuminata. JAMA 1988; 259:533-8.
79. De Aloysio D, Miliffi L, Iannicelli T, Penacchioni P, Bottiglioni F. Intramuscular interferon-beta treatment of cervical intraepithelial neoplasia II associated with human papillomavirus infection. Acta Obstet Gynecol Scand 1994; 73:420-4.
80. Mojana G, Carinelli S, Borroni R, Buonaguidi A, Luzzu A, Milesi M. The diagnosis and therapy of HPV-associated genital lesions: the role of systemic beta-interferon treatment. Minerva Ginecol 1995; 47:31-7.
81. Penna C, Fallani MG, Gordigiani R, Sonni L, Taddei GL, Marchionni M. Intralesional beta-interferon treatment of cervical intraepithelial neoplasia associated with human papillomavirus infection. Tumori 1994; 80:146-50.
82. Hengge UR, Benninghoff B, Ruzicka T, Goos M. Topical immunomodulators— progress towards treating inflammation, infection, and cancer. Lancet Infect Dis 2001; 1:189-98.
83. Testerman TL, Gerster JF, Imbertson LM, Reiter MJ, Miller RL, Gibson SJ, et al. Cytokine induction by the immunomodulators imiquimod and S-27609. J Leukoc Biol 1995; 58:365-72.
84. Megyeri K, Au W-C, Rosztoczy I, Raj NB, Miller RL, Tomai MA, et al. Stimulation of interferon and cytokine gene expression by imiquimod and stimulation by Sendai virus utilize similar signal transduction pathways. Mol Cell Biol 1995; 15:2207-18.
85. Edwards L, Ferenczy A, Eron L, Baker D, Owens ML, Fox TL, et al. Self-administered topical 5% imiquimod cream for external anogenital warts. Arch Dermatol 1998; 134:25-30.
86. Syed TA, Hadi SM, Qureshi ZA, Ali SM, Kwah MS. Treatment of external genital warts in men with imiquimod 2% in cream: a placebo-controlled, double-blind study. J Infect 2000; 41:148-51. 87. Bashi SA. Cryotherapy versus podophyllin in the treatment of genital warts. Int J Dermatol 1985; 24:535-6.
88. Godley M, Bradbeer C, Gellan M, Thin RN. Cryotherapy compared with trichloroacetic acid in treating genital warts. Genitourin Méd 1987; 63:390-2.
89. Arena S, Marconi M, Frega A, Villani C. Pregnancy and condyloma: evaluation about therapeutic effectiveness of laser CO2 on 115 pregnant women. Minerva Ginecol 2001; 53: 389-96.
90. Hippelainen MI, Hippelainen M, Saarikoski S, Syrjanen K. Clinical course and prognostic factors of human papillomavirus infections in men. Sex Transm Dis 1994; 21:272-9.
91. Gérard CM, Baudson N, Kraemer K, Bruck C, Garçon N, Paterson Y, et al. Therapeutic potential of protein and adjuvant vaccinations on tumour growth. Vaccine 2001; 19:2583-9.
92. Lehtinen M, Luukkaala T, Wallin KL, Paavonen J, Thoresen S, Dillner J, et al. Human papillomavirus infection, risk for subsequent development of cer vical neoplasia and associated population attributable fraction. J Clin Virol 2001; 22:117-24.
93. Shepherd J, Peersman G, Weston R, Napuli I. Cervical cancer and sexual lifestyle: a systematic review of health education inter ventions targeted at women. Health Educ Res 2000; 15: 681-94.

Fonte: www.projetodiretrizes.org.br

HPV

O que é o Papilomavírus Humano (HPV)?

O HPV é um vírus comum que afeta tanto homens quanto mulheres. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV.

Certos tipos de HPV causam verrugas comuns nas mãos e nos pés. A maioria dos tipos de HPV não causa nenhum tipo de sintoma e desaparece sem tratamento.

Cerca de 30 tipos de HPV são conhecidos como HPV genitais porque eles afetam a área genital.

Alguns tipos provocam mudanças nas células do revestimento do colo do útero. Caso não sejam tratadas, estas células anormais podem se tornar células cancerosas. Outros tipos de HPV podem causar verrugas genitais e mudanças benignas (anormais, mas não cancerosas) no colo do útero.

Muitos tipos de HPV provocam resultados anormais no exame de Papanicolau.

O HPV é um vírus comum?

O HPV é provavelmente mais comum do que você pensa. Em 2001, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que cerca de 630 milhões de pessoas (9%–13%) estavam infectadas com o HPV).

Quem está suscetível a adquirir o HPV genital?

Qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de atividade sexual envolvendo contato genital está sujeito a adquirir o HPV genital. É possível adquirir o vírus sem a ocorrência de intercurso sexual. Como muitas pessoas portadoras do HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, elas podem transmitir o vírus mesmo sem saber.

O HPV é altamente contagioso; assim, é possível adquiri-lo com uma única exposição.

Estima-se que muitas pessoas adquirem o HPV nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa. Dois terços das pessoas que tiveram contato sexual com um parceiro infectado vão desenvolver uma infecção pelo HPV no período de 3 meses, de acordo com a OMS.

Todas as pessoas que tem o HPV vão desenvolver câncer do colo de útero ou verrugas genitais?

Não. Para a maioria das pessoas que tem o HPV, as defesas do corpo são suficientes para eliminar o vírus. Entretanto, para algumas pessoas, certos tipos de HPV podem desenvolver verrugas genitais ou alterações benignas (anormais, porém não-cancerosas) no colo do útero.

Entretanto, nas mulheres que não conseguem eliminar certos tipos de vírus, mudanças anormais podem ocorrer no revestimento do colo do útero. Estas células anormais, se não forem detectadas ou tratadas, podem levar ao pré – câncer ou ao câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer do colo de útero leva vários anos, muito embora, em casos raros, ele possa acontecer em apenas um ano. Esta é a razão pela qual a detecção precoce é tão importante. Fale com seu médico sobre o exame de Papanicolau,ele pode ajudar a detectar mudanças celulares suspeitas no colo do útero.

Se o HPV não apresenta sinais ou sintomas, como vou saber que sou portadora?

Devido ao fato de que o HPV geralmente não apresenta nenhum sinal ou sintoma, você provavelmente não tem como saber que é portadora. A maioria das mulheres fica sabendo que tem o HPV por intermédio de um resultado anormal do exame de Papanicolau. O exame de Papanicolau é parte de um exame ginecológico e ajuda na detecção de células anormais no revestimento do colo do útero. Os médicos executam o Papanicolau para detectar e tratar estas células cervicais anormais, antes que elas tenham possam se tornar pré-câncer ou câncer. Muitas células anormais relacionadas com o HPV e com pré-cânceres podem ser tratadas com sucesso se forem detectadas precocemente. Realmente, o câncer do colo de útero é um dos tipos de câncer mais fáceis de serem prevenidos.

Por isso é tão importante seguir as recomendações de seu médico a respeito do exame de Papanicolau.

Um outro teste, - o teste do DNA do HPV - está disponível para a detecção de certos tipos de HPV que podem causar o câncer do colo de útero. Os resultados deste teste podem ajudar os médicos a decidir se exames ou tratamentos complementares serão necessários.

Como posso reduzir o risco de adquirir o HPV genital?

Para reduzir o risco de novas infecções genitais pelo HPV, você deve evitar qualquer tipo de atividade sexual que envolva contato genital ou limitar o número de parceiros sexuais. Os preservativos podem ajudar a reduzir o risco de aquisição de uma infecção pelo HPV. No entanto, como os preservativos não cobrem todas as áreas da região genital, eles não são capazes de prevenir completamente a infecção.

O HPV é um vírus comum que pode causar o câncer do colo de útero, células cervicais anormais e outras conseqüências. Saiba mais sobre estas enfermidades em outras seções deste site e fale com seu médico para obter maiores informações.

Qual a incidência do vírus na população?

Calcula-se que no Brasil e no mundo cerca de 25% da população sem nenhuma doença evidente está infectada pelo HPV. Este número é comprovado para mulheres. Para os homens a estimativa é de que o percentual seja mais elevado, ocorrendo, no entanto, de forma mais assintomática que nas mulheres. Ou seja, os homens parecem ter mais HPV, agindo como transmissores, mas apresentam menos doenças que as mulheres.

Os homens também desenvolvem doenças associadas ao vírus?

Sim. Também nos homens as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelos subtipos 6 e 11 do vírus. Mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer, como os do órgão genital masculino e do orifício retal. Segundo a Dra. Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre o Câncer e uma das maiores estudiosas do HPV no Brasil, a estimativa é de que a incidência do câncer do orifício retal seja de cerca de cinco casos por 100 mil homens por ano, contra 20 a 30 casos por 100 mil no câncer do colo de útero.

Quais as formas de prevenir a transmissão do HPV genital?

Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no órgão genital masculino. A novidade é a chegada, ainda em 2006, da primeira vacina capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Fonte: www.msd-brazil.com

HPV

Agente Causador

Vírus que induzem à formação de verrugasou papilomas: Papilomavírus.

O HPV (PapilomavírusHumano) é uma doença infecciosa, de transmissão freqüentemente sexual, também conhecida como condilomaacuminado, verruga genital ou crista de galo
O HPV é classificado como uma DST (Doença Sexualmente Transmissível)
A infecção por HPV atinge homens e mulheres, embora as manifestações clínicas mais freqüentes nas mulheres
A manifestação mais característica é a formação de verrugas, que são lesões benignas também chamadas de papilomas, de onde deriva o nome do vírus
O HPV apresenta estrutura viral definida e completa, um vírionde 52 a 55 nm de diâmetro, contendo molécula de DNA de 8 mil paresde bases, organizados em cadeia dupla, interna ao capsídeoproteico
Atualmente são conhecidos mais de 70 tipos, 20 dos quais podem infectar o trato genital

Estão divididos em 3 grupos, de acordo com o seu potencial de oncogenicidade:

O HPV apresenta estrutura viral definida e completa, um vírionde 52 a 55 nmde diâmetro, contendo molécula de DNA de 8 mil paresde bases, organizados em cadeia dupla, interna ao capsídeoproteico
Atualmente são conhecidos mais de 70 tipos, 20 dos quais podem infectar o trato genital

Ciclo causador

Os papilomavírustêm reação de atração (tropismo) pelo epitélio escamoso da pele e das mucosas
Os diversos tipos de HPV mostram uma tendência a se instalar em regiões preferenciais, tais como: mãos, pés, mucosa oral ou genital
O tipo de lesão que se desenvolve é associado ao tipo do vírus, p.ex.: os HPV´s1,2 e 4 causam verrugas nas mãos e nos pés; os HPV´s6 e 11 causam verrugas genitais e os HPV´s16 e 18 são encontrados em carcinomas de colo do útero e de orgão genital masculino
O Ciclo Biológico dos HPV´stem início quando as partículas virais penetram nas células da camada profunda que são as células do epitélio escamoso. Fissuras nesse epitélio possibilitam a entrada do vírus a essas células
O vírionentra na célula pela interação das proteínas do capsídeo. Depois de penetrar na célula, perde seu capsídeo, expondo seu DNA à ação de enzimas nucleares, o que favorece a expansão dos genes virais
Após a infecção, o vírus passa por um período de incubação de 2 a 3 semanas, antes que se inicie o desenvolvimento de lesões.

Modo de contaminação

O HPV é altamente contagioso; ou seja, é possível adquirí-locom uma única exposição
A contaminação do vírus HPV se dá, principalmente, através de contatos sexuais, por isso é classificado como DST. Ou seja, a contaminação ocorre durante as relações sexuais, pelo contato genital. A partir daí, o vírus se instala no interior de uma célula da mucosa genital para conseguir sobreviver. Pode ficar ali, em estado latente, sem causar nenhum sintoma, ou provocar lesões
Porém, infelizmente, existem casos relatados na literatura médica de contágio não-sexual, como, por exemplo, através do uso de toalhas, roupas ou objetos íntimos de outra pessoa
O uso de preservativos masculinos (camisinhas) não pode garantir100% de proteção contra a transmissão especificamente do papilomavirus. Isso porque o vírus pode estar instalado em áreas próximas aos órgãos protegidos, como na virilha.

Modo de prevenção

Formas de Prevenção:

Manter cuidados higiênicos
Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros
Usar preservativos em todas as relações sexuais
Visitar regularmente seu ginecologista/urologista e fazer exames de prevenção
É importante que o parceiro também procure um médico para verificar se ele está com o vírus.

Sintomas

Na maioria das vezes, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas
O tipo e a gravidade dos sintomas dependem da variante do HPV e do local de infecção
A principal diferença entre as variantes do vírus distribui-os por duas categorias: os que infectam as superfícies cutâneas em geral e os que infectam a região genital
Como já foi dito, na maior parte dos casos a infecção é assintomática (sem sintomas), e resolve-se espontaneamente sem deixar seqüelas
Alguns tipos de vírus, contudo, em especial os que afetam a áreagenital, podem causar alterações que vão desde lesões benignas (verrugas, papilomas) a câncer.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito através da história clínica, exame físico e exames complementares
O rastreio da seqüela mais importante (o cancro do colo do útero) é feito por rotina, através do exame do papanicolau, que embora não detecte a presença do vírus, permite reconhecer as alterações que ele causa nas células
A biópsia é utilizada para observação e caracterização das alterações celulares através da análise microscópica de uma amostra
A colposcopiae peniscopia são técnicas que permitem a pesquisa de condilomas(verrugas) de reduzidas dimensões nas mucosas
Mais recentemente, foram desenvolvidas técnicas de biologia molecular que permitem a detecção do DNA do vírus
Estas técnicas são a única forma de diagnosticar o HPV sem equívoco.

Tratamento

Uma vez detectado, e se está causando lesão específica, as células do local devem ser submetidas à destruição química ou física. O procedimento deve sempre ser indicado e realizado por médico especialista
Em seus estágios iniciais, as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 80% dos casos, impedindo que a paciente tenha maiores complicações no futuro
O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Deve ser feito o acompanhamento sistemático
A melhor arma contra o HPV é a prevenção, além do diagnóstico precocemente.

Fonte: www.csbrj.org.br

HPV

A infecção pelo Papilomavírus humano representa um autêntico desafio em termos de saúde pública, pois afeta milhões de indivíduos em todo o mundo. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Os HPVs podem ser de baixo e de alto risco para o desenvolvimento do câncer. Assim, os HPVs de tipos 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade.

Os vírus de alto risco, principalmente HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58 têm probabilidade maior de persistir e estarem associados a lesões pré-cancerígenas e tumores genitais. A infecção por HPV no cérvix humano é o primeiro passo para o desenvolvimento do câncer cérvico-uterino, portanto, é dado como prioridade o desenvolvimento de vacinas profiláticas contra a infecção por esse vírus. Esse trabalho de revisão busca demonstrar a atual situação das vacinas referentes infecção por Papilomavírus humano. As vacinas profiláticas contra HPV visam impedir a infecção por esse vírus, enquanto que as vacinas terapêuticas pretendem tratar o indivíduo já infectado sem sintomas ou o portador de uma lesão causada por HPV. A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A vacina tem demonstrado de 90% a 100% de eficácia em prevenir a infecção persistente de tipo específico de HPV, ou seja, tipos 6, 11, 16 e 18.

Os testes clínicos estão sendo demonstrados na fase 3. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência ao longo do tempo. Vale ressaltar que a vacina não irá proteger contra infecções por HPV preexistentes nem contra outros tipos de HPV, sendo o exame de prevenção do câncer ginecológico através do Papanicolaou necessário como rotina, conforme recomenda o Ministério da Saúde no Brasil.

A infecção pelo Papilomavírus humano representa um autêntico desafio em termos de saúde pública, pois afeta milhões de indivíduos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Para agravar a situação, essa virose pode acometer homens e mulheres, adultos e crianças, constituindo, portanto, uma afecção de caráter multidisciplinar. As infecções por HPV são relativamente comuns em indivíduos normais, variando de 20 a 40% conforme a idade e o estado imune, sendo mais comuns entre os jovens.

A maior parte dessas infecções regride espontaneamente, sendo na maioria das vezes totalmente assintomática. O risco de desenvolvimento de doença está associado a infecções persistentes por esse vírus, sobretudo aquelas que envolvem os tipos de alto risco oncogênico. O Papilomavírus humano (HPV) é um vírus da família Papovaviridae, capaz de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, entretanto, somente os tipos de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

As estimativas mundiais indicam que aproximadamente 20% dos indivíduos normais estão infectados com HPV. Segundo a Organização Mundial de Saúde, se registram mais de 500 mil novos casos por ano de câncer de colo de útero, dos quais em torno de 70% ocorrem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. E não superior a 15% da população feminina brasileira está envolvida em um programa de prevenção do câncer de colo de uterino, o que explica, em parte, as altas incidências dessa neoplasia em nosso país. No entanto, nem em países desenvolvidos, com ampla cobertura da população por programas de prevenção, existe uma porcentagem importante de mulheres que continuam sucumbindo à doença devido a falhas do teste de Papanicolaou.

Com o desenvolvimento da técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR), descobriu-se que infecções pelo HPV podem ser muito mais comuns, atingindo desde portadoras assintomáticas até pacientes com câncer cervical invasivo. Não são todos os tipos de Papilomavírus que podem se transformar em tumores malignos, os tipos mais comumente associados a verrugas, na sua grande maioria, não são os mesmos encontrados nos tumores malignos. As infecções “persistentes” por alguns tipos de vírus são consideradas como necessárias para desenvolver o câncer de colo uterino, por isso que o desenvolvimento de vacinas eficientes é considerado de suma importância para o controle desta enfermidade.

A história natural do carcinoma do colo uterino pode ser dividida em três fases: a primeira quando já está presente a infecção por HPV, sem outras manifestações detectáveis; a segunda quando já estão presentes alterações morfológicas das células do epitélio do colo uterino, que caracterizam as lesões intra-epiteliais; e a terceira com a presença de lesão atravessando a membrana basal do epitélio, caracterizando o carcinoma invasor, fase esta irreversível e que, se não tratada, levará ao óbito. O câncer cérvico-uterino é uma neoplasia muito freqüente na população feminina; constitui 36% dos tumores malignos que apresentam os países em desenvolvimento, sendo também a segunda causa de morte em mulheres no mundo.

Os HPVs são classificados em genotipos de baixo e de alto riscos para o câncer. Assim, os HPVs de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade. Os vírus de alto risco (principalmente HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58) têm probabilidade maior de persistir e estarem associados a lesões précancerígenas e tumores genitais; e especificamente o HPV do tipo 16 é três vezes mais freqüente no câncer do epitélio escamoso. O tipo de HPV 16 foi considerado pela IARC (Internacional Agency for Research on Cancer) como definitivamente carcinogênico para a raça humana. Segundo Linhares e Villa (2006) o HPV 16 sozinho é responsável por aproximadamente metade dos casos de câncer do colo do útero, além de estar envolvido na gênese de outros tumores anogenitais, como vulva, orgão genital masculino e orifício retal, embora em proporções menores.

A infecção por HPV no cérvix humano é o primeiro passo para o câncer cérvico-uterino, portanto, é dada como prioridade a infecção por HPV para o desenvolvimento de vacinas profiláticas. A resposta imune contra os vírus envolve tanto a resposta imune humoral como a celular.

O fator de risco mais importante para o câncer cérvico-uterino é a infecção pelo vírus HPV de alto risco; e para que haja a progressão da neoplasia intra-epitelial cervical, é necessária a participação de outros fatores, como alterações em protooncogenes (c-myc, ras e erbB2), antioncogenes (p53, Rb) e da resposta imune do hospedeiro. Uma das razões comuns relacionadas com a persistência de infecção por HPV é o vírus da imunodeficiência humana. Doentes HIV-positivos, bem como aqueles com outras causas de imunossupressão, têm risco aumentado para câncer oral e anogenital associados ao HPV. A eficácia da vacina contra o HPV para reduzir a incidência desses tumores nos imunodeprimidos pode depender de vários fatores, incluindo os efeitos do imunocomprometimento na resposta vacinação, se os doentes têm tipos virais não usados na vacina e se imunização deva ocorrer antes que a depressão imunológica seja acentuada. A infecção por HPV geralmente produz lesões verrugosas planas e hiperqueratosas no epitélio escamoso sem inflamação local. O HPV aparentemente evade da resposta imune e a infecção geralmente perdura por vários anos. O ciclo de replicação do HPV ocorre dentro dos queratinócitos e os vírions maduros escapam da superfície epitelial através dos queratinócitos que descamam. Desta maneira, durante a infecção há pouca presença de antígenos virais e poucas células apresentadoras de antígenos. A lesão produzida pelo HPV genótipos para a mucosa anogenital, ocasionalmente se converte em maligna, particularmente nos sítios de união do epitélio escamocolunar. Considerando a importância do tema, esse trabalho de revisão busca demonstrar a atual situação das vacinas referentes à infecção por papilomavírus humano.

Vacinas contra o Papilomavírus humano

Para desenvolver uma vacina contra o câncer cérvico-uterino devem ser considerados vários aspectos da imunologia contra o câncer e contra o vírus do papiloma. Uma vez analisada a resposta imune humoral e celular, assim como a presença de antígenos tumorais e vírions por moléculas HLA, é importante definir as estratégias para elaborar as vacinas.

Assim, é necessário que existam dois tipos de vacinas: as profiláticas e as terapêuticas. As primeiras são aplicadas antes da infecção, com a finalidade de produzir anticorpos neutralizantes contra o HPV. Já as segundas serão usadas subseqüentes à infecção, para evitar a replicação do vírus, contra as proteínas de membrana dos vírus e também para controlar o crescimento tumoral contra o HPV que está integrado ao DNA do hospedeiro.

As vacinas contra HPV profiláticas visam impedir a infecção por esse vírus, enquanto que as vacinas terapêuticas pretendem tratar o indivíduo já infectado ou até o portador de uma lesão causada por HPV.

As vacinas profiláticas começaram a ser pesquisadas há alguns anos nos EUA e hoje aproximadamente 25.000 mulheres, em vários países, participam de estudos sobre essa vacina, que até o momento tem se mostrado segura, bem tolerada, altamente imunogênica e eficaz contra os tipos de HPV que causam as verrugas genitais e 70% dos casos de câncer do colo de útero.

Os primeiros estudos sobre a vacina para prevenir o câncer do colo de útero concluíram que o recurso é 100% eficiente, bloqueando a doença e as lesões que podem tornar-se tumores malignos, anunciadas pelos fabricantes.

Estão sendo estudadas as vacinas Cervarix produzidas pela GlaxoSmithKline e Gardasil produzidas pela Sanofi Pasteur MSD/Merck.

As vacinas em testes protegem contra quatro tipos de HPV – 6, 11, 16 e 18. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% ou mais dos cânceres de colo de útero. Já os 6 e 11 respondem por mais de 90% das verrugas genitais. A vacina Cervarix é uma vacina bivalente e protege contra HPV 16 e 18. A vacina chamada de Gardasil foi geneticamente desenvolvida e bloqueia a infecção. Os resultados estão na fase III de testes, que envolvem grande número de voluntárias e consistem na última etapa antes da chegada do produto ao mercado. Entre as mulheres que receberam a vacina, nenhuma desenvolveu câncer cervical ou lesões pré-câncer nos dois anos seguintes. No grupo que não recebeu a vacina, 21% teve registro de lesões no útero ou câncer cervical. A vacina é preventiva, ou seja, só serve para conferir imunidade a pessoas que ainda não foram infectadas com o vírus.

Fases do teste da vacina para verificar eficácia

Os estudos para a produção do protótipo da vacina contra o HPV 16 foram iniciados em 1996 pela Merk Sharp & Dohme. Em 2000 a empresa realizou os primeiro estudo de uma vacina única contra os HPV 6, 11, 16 e 18. Os resultados dos estudos fase III foram apresentados em outubro de 2005. Mais de 20 mil mulheres participaram da pesquisa.

A eficácia da vacina foi avaliada em quatro estudos clínicos controlados com placebo, duplo-cegos, randômicos, fase II e III, que avaliaram 20.541 mulheres, em 33 países com idade de 16 a 26 anos. Todas as participantes foram acompanhadas por até cinco anos após o início das pesquisas. O Brasil teve grande importância na realização dos estudos, com a inclusão de mais de 3.400 mulheres.

Os estudos foram desenhados com o objetivo de avaliar os endpoints relacionados a NIC 2 e NIC 3, ou seja, lesões de alto grau précancerosas que representam cerca de 2% a 3% de todas as infecções por HPV. Entre os objetivos, não estava apenas prevenir a infecção em mulheres sem contato com o vírus, mas também acompanhar aquelas que já haviam tido contato com algum sorotipo do HPV, avaliando a eficácia da vacina quadrivalente numa população que se aproximasse mais da realidade.

Os estudos da fase II e III mostram que a vacina quadrivalente possui:

100% de eficácia na prevenção de cânceres cervicais, pré-cervicais vulvares e de genitália relacionados com HPV 16 e 18 em mulheres que não haviam sido expostas a esses tipos de HPV
95% de eficácia na prevenção de displasias cervicais de baixo grau (lesões de baixo grau) e précânceres causados por HPV tipos 6, 11, 16 ou 18
99% de eficácia nos casos de verrugas genitais causadas por HPV tipos 6 ou 11.

Sendo uma vacina quadrivalente, demonstrou proteção para o desenvolvimento de doenças causadas por outros tipos de HPV presentes na vacina, mesmo quando a paciente já tinha infecção por um dos tipos de HPV que fazem parte da vacina.

Os resultados do tratamento mostraram que dentre 8.625 mulheres que receberam a vacina (contra 8.673 que receberam placebo), 94% foram protegidas contra NIC e 95% contra o desenvolvimento de verrugas genitais relacionadas aos HPV 6, 11, 16 ou 18 (5).

Em relação à tolerabilidade, a vacina foi em geral bem tolerada, apenas 0,1% das participantes deixaram o estudo por causa de eventos adversos.

Os efeitos colaterais mais comuns foram: dor no local da aplicação, inchaço no local da aplicação, eritema no local da aplicação, febre e prurido no local da aplicação.

A vacina quadrivalente está sendo administrada em três doses intramusculares, em ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo.Os resultados de duas vacinas profiláticas compostas por VLP de HPV, contendo os tipos 16 e 18 e vacina quadrivalente com os tipos 6, 11, 16, 18 demonstraram serem seguras e bem toleradas pelas voluntárias jovens. Ressalte-se que as respostas imunes disparadas por ambas foram muito elevadas, tendose observados títulos de anticorpos mais de uma centena de vezes superiores àqueles observados em mulheres da mesma faixa etárias naturalmente expostas aos diferentes HPVs em estudo. As vacinas dos dois ensaios clínicos publicados apresentaram elevada eficácia, tendo controlado de 90 a 100% as infecções pelos tipos de HPV incluídos nas vacinas, além de prevenir entre 95 e 100% das lesões causadas por esses vírus.

Como são produzidas as vacinas contra HPV

Dentre as vacinas em desenvolvimento para prevenir a infecção por HPV, a única liberada para comercialização nos Estados Unidos é a quadrivalente, ou seja, que previne contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais, e contra os tipos 16 e 18, de alto risco de câncer do colo de útero e presentes em 70% dos casos.

No caso do vírus do HPV não é possível o desenvolvimento de vacinas tradicionais, as quais são baseadas geralmente no emprego de vírus mortos ou atenuados. E devido ao fato de sistemas eficientes para produzir partículas virais em quantidades suficientes para serem usadas nos programas em massa. Sendo assim, de maneira afortunada, a expressão da proteína viral tardia L1, sozinha ou em combinação com a proteína L2, leva a geração de estruturas similares a dos vírus infectantes e têm sido denominadas VLP (partículas semelhantes a vírus).

A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a sua presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

Essa vacina não oferece risco de manifestação da infecção, pois no seu desenvolvimento conseguiuse identificar a parte principal do DNA do HPV que codifica o capsídio viral (parte que envolve o genoma do vírus). Com o uso de um fungo (Saracomices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que em testes preliminares mostrou-se forte indutor da produção de anticorpos quando administrada em humanos. Essa “capa” viral, não possiu qualquer genoma no seu interior, por isso é chamada de partícula semelhante a vírus (VLP). Como as VLPs não contêm DNA viral, não são capazes de infectar as células ou se reproduzirem. O passo seguinte foi estabelecer a melhor quantidade de VLP necessária para prevenir as lesões induzidas por HPV e testá-la em humanos.

O capsidio do Papilomavírus é constituído por duas proteínas designadas L1 e L2. A expressão dos genes tardios L1 sozinho, ou L1 e L2, nos mais diversos sistemas de expressão (bactérias, leveduras, células de insetos) geram partículas cuja estrutura é muito semelhante aos vírions isolados de lesões naturais, principal fonte de antígenos para vacinação de animais. Dada a semelhança entre as estruturas gênicas desses vírus, a mesma estratégia de produção de antígenos tardios de HPV vem sendo empregada com sucesso, gerando os antígenos que estão sendo empregados em ensaios clínicos em humanos.

O que se almeja é a profilaxia da infecção através do desenvolvimento de uma resposta imune contra os capsídeos virais que simulariam as infecções naturais por esses vírus.

Recentemente, foi possível sintetizar nos sistemas acima mencionados o VLP constituído de L1/L2 e de uma das proteínas precoces que se dispõe internamente estrutura do capsídeo viral. Essas partículas passaram a ser chamadas de VLP quiméricas, constituindo-se em um antígeno vacinal muito atraente, já que poderia ser utilizado tanto na profilaxia quanto no tratamento das lesões associadas ao HPV.

Vacinas profiláticas e terapêuticas

Vacinas profiláticas

As vacinas profiláticas são aquelas com o objetivo de proteger contra a infecção por HPV. Estas estão dirigidas a produzir anticorpos neutralizantes contra proteínas estruturares L1 e L2 do capsídio viral do HPV. O uso das proteínas de fusão L1 e L2, que induzem a produção de anticorpos neutralizantes, têm demonstrado prevenir as infecções contra o HPV. Nestas vacinas são usadas partículas sintéticas de alguns tipos de HPV, que estão apresentando melhores resultados que as proteínas de fusão. Outra estratégia para produzir resposta imune neutralizante contra as proteínas do capsídio viral, tem sido a produção por engenharia genética de proteínas incapazes de infectar por si mesmas uma célula viva (VLP), elas são compostas unicamente pelas proteínas externas de membrana L1 ou L1/L2; esta técnica é muito útil para a produção de partículas virais in vitro.

Ensaios clínicos de vacinas profiláticas contra HPV-16 estão em andamento desde 1997. Na maioria desses ensaios, injeta-se VLP de HPV-16 purificadas a partir de culturas de leveduras ou células de inseto contendo vetores de expressão recombinantes com os genes L1 e/ou L2. As VLP purificadas estão sendo injetadas em humanos em ensaios clínicos em diferentes fases em andamento no mundo, sendo, na sua maioria, estudos duplo-cegos, controlados por placebo.

Os resultados de ensaios clínicos de fase I para vacinas profiláticas contra HPV tipo 11 e tipo 16 indicam que a administração da vacina por via subcutânea ou intramuscular é segura, não tendo causado nenhuma reação adversa ou reações de pequena monta, como dor local e febre num curto espaço de tempo, comparado ao grupo controle, que recebeu apenas placebo (salina ou hidróxido de alumínio). As doses referidas variaram entre 10 e 100 microgramas de VLP purificadas, sendo injetadas puras ou combinadas com hidróxido de alumínio como adjuvante. Nos ensaios reportados até agora, indivíduos vacinados exibiram uma boa resposta imune avaliada através do aumento da soropositividade aos antígenos virais específicos para cada tipo. Além disso, anticorpos neutralizantes foram detectados em níveis que excedem àqueles observados em indivíduos naturalmente infectados por HPV, indicando que, nesses ensaios, a vacina é imunogênica.

Os resultados de ensaios clínicos de fase II, visando definir a toxicidade e imunogenicidade das vacinas profiláticas contra HPV, são encorajadores. Entretanto, a eficácia dessas vacinas só será realmente avaliada em ensaios clínicos de fase III, em que será definida a dose ideal. Estes resultados almejam demonstrar, em um grande número de indivíduos, se as diferentes formulações são capazes de controlar não apenas as infecções, mas também o desenvolvimento de lesões causadas por esses HPVs. Deve-se destacar que as respostas imunes obtidas são, em sua essência, espécies-específicas, isto é, devem proteger apenas contra os tipos de HPV contidos nas vacinas em teste.

Esse vírus não se desenvolve em meios de cultivos existentes e se conhece pouco sobre os fatores que implicam na progressão da enfermidade clínica do HPV até o desenvolvimento de lesões malignas e devido ao longo tempo necessário para que se desenvolva o câncer, a vacinação profilática é menos atrativa quando se refere ao câncer de colo uterino, comparadas apenas às infecções por HPV que desenvolvem lesões rapidamente. A identificação dos prováveis indivíduos para aplicação das vacinas profiláticas se realiza principalmente pelos ensaios sorológicos, assim é difícil identificar os verdadeiros soronegativos, uma vez que esses exames têm baixa sensibilidade. E pelo fato das infecções serem em nível de mucosa, é necessário produzir vacinas que induzam a imunidade do tipo IgA, para que seja uma imunidade persistente porque para que se desenvolva o câncer invasivo é necessária a persistência da infecção por HPV. Nesse sentido a imunidade prolongada representa uma proteção contra a carcinogênese.

Vacinas Terapêuticas

O objetivo principal deste tipo de vacina é induzir imunidade celular específica que permita a regressão de lesões estabelecidas e também a regressão de tumores malignos. As vacinas terapêuticas que estão sendo utilizadas têm sido baseadas em vetores, vacinas tumorais e vacinas baseadas em peptídeos. As primeiras que utilizam vetores virais têm na vacina um vírus com grande capacidade de inserção genética e promove a produção de grandes quantidades de proteínas recombinantes. As vacinas tumorais consistem na transfecção de células tumorais com genes como MHC-I, moléculas coestimulantes, citocinas com INF-? e fatores de crescimento. Enquanto que as vacinas baseadas em peptídios são desenvolvidas em camundongos que produzem peptídeos que contêm epítopos para CTL e os que protegem contra tumores desenvolvidos por HPV-16.

Embora as vacinas terapêuticas induzam imunidade celular e humoral, não foi demonstrada eficácia clínica consistente. De qualquer maneira parece sensato imaginar que a melhora das imunidades celular e humoral deva evitar a replicação viral nas células com DNA viral integrado, bem como impedir que novas infecções pelo HPV ocorram. De qualquer maneira, são necessárias novas opções. A proteína E2 de muitos tipos do HPV induz à parada do crescimento e à apoptose. O maior obstáculo ocorre na liberação dessa proteína nas células transformadas ou infectadas pelo HPV. Uma das possíveis soluções é associar a proteína E2 com a proteína VP22 do herpes simplex vírus que se mostraram capazes de induzir apoptose experimentalmente.

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

A utilização de vacinas na prevenção de doenças de origem viral está entre as medidas globais mais bem-sucedidas em saúde pública.

As vacinas profiláticas determinaram proteção animadora contra a infecção pelos tipos específicos do HPV e impediram o aparecimento de neoplasias intra-epiteliais de alto grau até pelo menos cinco anos após a imunização.

A vacinação não substitui a triagem de rotina do colo uterino, desde que nenhuma vacina é 100% efetiva e a vacina quadrivalente recombinante contra o HPV tipos 6, 11, 16 e 18 não irá proteger contra os demais tipos, em torno de 40 genótipos de HPV que infectam o trato genital, porque a vacina é específica somente para esses quatro tipos. Vale ressaltar também que a vacina não irá proteger contra infecções por HPV preexistentes, sendo a triagem de rotina de prevenção do câncer necessária conforme recomenda o Ministério da Saúde no Brasil, lembrando que em relação às verrugas genitais, não existem métodos de prevenção, exceto a abstinência sexual. A camisinha não protege completamente contra a transmissão do vírus. Os fatores que parecem estar associados à presença de infecção genital pelo HPV são especialmente aqueles referentes ao comportamento sexual, como idade da primeira relação sexual, números de parceiros ao longo da vida, além daqueles relacionados com a situação socioeconômica.

As vacinas vêm mostrando maior efetividade quando administradas antes do início da atividade sexual e as campanhas de vacinação deverão ter como alvo as mulheres adolescentes e as préadolescentes. O comitê de aconselhamento na prática da imunização do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos recomendam a vacinação contra HPV preferencialmente em jovens de 11 a 12 anos, permitido para até nove anos e mulheres entre 13 a 26 anos, sendo que três doses devam ser dadas rotineiramente para as meninas de 11 a 12 anos. Porém, algumas correntes religiosas conservadoras e outros críticos têm expressado preocupações no sentido de que se as adolescentes forem vacinadas, isso poderia encorajar a precocidade para o sexo. Por outro lado o custo da vacina está estimado em U$120, que no caso de crianças, encarece os programas de vacinação, portanto, há que se viabilizar formas de acesso para toda a população.

As discussões devem ser feitas ainda sob os aspectos teóricos, práticos e éticos, como todas as questões que envolvem o lançamento de produtos à população.

Porém, a vacina bivalente, que protege contra os HPV 16 e 18 e a quadrivalente, contra os tipos 6, 11, 16 e 18, tem mostrado redução significante da incidência de infecções persistentes pelo HPV. A vacina bivalente mostrou eficácia de 91,6% contra infecção incidental e 100% contra as persistentes pelos HPV 16/18. A vacina foi segura, bem tolerada e altamente imunogênica. A vacina quadrivalente que protege contra os tipos oncogênicos e não oncogênicos mais comuns também conferiu 100% de eficiência para prevenir doenças associadas aos tipos virais 16 e 18, sugerindo que a vacinação em massa diminuirá o ônus provocado pelas doenças associadas ao HPV. Espera-se que com o uso amplo da vacina, 70% dos cânceres cervicais sejam evitados, bem como a proporção das outras doenças anogenitais associadas à infecção pelo HPV.

Deve ser lembrado que o desenvolvimento de vacinas profiláticas seguras e eficazes necessita de avanços em várias áreas de pesquisa sobre o HPV, mas com certeza as vacinas profiláticas trarão maior impacto na saúde da população em longo prazo que as vacinas terapêuticas.

Apesar dos resultados, especialistas sugerem, como outras vacinas, que o Gardasil requer três doses de reforço em seis meses. E além da vacina, a mulher ainda necessitará fazer o exame preventivo para o câncer ginecológico, devido a outros tipos de HPVs causadores dessa doença, sendo ainda o teste de Papanicolaou um indicador adequado para salvaguardar a saúde contra o câncer cervical. Vale ressaltar que não poderá deixar de lado outras estratégias de prevenção, tanto a prevenção do colo uterino como assegurar um comportamento sexual seguro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Chen CJ et al. Soroprevalence of human papilomavirus types 16 and 18 in the general population in Taiwan: Implication for optimal age of human papilomavirus vaccination. J. Clin Virol Jan 5, 2007.
2. Carvalho JjM, Oyakawa N. I Consenso Brasileiro de HPV. Papilomavirus humano 1 ed. São Paulo, BG Cultural, 2000, 142p.
3. Guzmán-Rojas L. et al. Perspectivas para o desarrolo de vacunas e inmunoterapia contra cáncer cervicouterino. Salud Publica, México; 40(1), Cuernavaca jan/ Fev 1998.
4. Linhares AC, Villa LL. Vacinas contra Rotavírus e Papiloma vírus humano (HPV). Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), 82(3), Porto Alegre, Julho de 2006.
5. Barnabas RV, Laukkanen P, Koskela P, Kontula O, Lehtinen M, Garnett G P. Epidemiology of HPV 16 and cervical cancer in Finland and the potential impact of vaccination: mathematical modelling analyses.PLos Med 2006 May;3(5):e138. Epub 2006 Apr 4. Disponível em www. msd-brazil.com/msdbrazil/hcp/diseases/hpv/noticias/hpv0406htlm. Acessado em 15/01/07.
6. Vacina contra HPV alcança 100% de eficácia. Estadão.com. Folha online e Agência EFE. Disponível em: http://www.cib.org.br/em-dia.phd. Acessado em 15/12/06.
7. Rama HC et al. Detecção sorológica de anti-HPV 16/18 e sua associação com os achados do Papanicolau em adolescentes e mulheres jovens. Revista Ass. Med. Brasileira. Vol. 52 Nº1, São Paulo Jan./Fev. 2006.
8. Quint WG, Harmsel WA, Doorn LJ. Vaccination against human papillomavirus for the prevention of cervical cancer. Ned Tijdschr Geneeskd, Jun 24; 150 (25): 1380-4, 2006.
9. Barnabas RV, Laukkanen P et al. Epidemiology of HPV 16 and cervical cancer in Finland and the potential impact of vaccionation: mathematical modelling analyses. PloS Med, May, 3(5): 164.
10. Nadal, S. R.; Manzione, C. R. Vacinas contra o Papilomavirus humano. Revista Brasileira Colo Proctol; Jul.-Set. 26 (3) 337-340, 2006.
11. Bosch FX, Franco EL et al. Chapter 30: HPV vaccines and screening in the prevention of cervical cancer; conclusion from a 2006 workshop of international experts. Vaccine Aug 21:24, 2006. 12. Moingeon P, Almond J, Wild M. therapeutic vaccines against infections diseases. Current Opinion in microbiology, 6:1-10, 2003.

Fonte: www.newslab.com.br

HPV

É um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres.

O HPV é uma família de vírus com mais de 80 tipos. Enquanto alguns deles causam apenas verrugas comuns no corpo, outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero.

Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, entrando em ação, em determinadas situações como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada.

Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. O mais comum é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo.

Geralmente, esta infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino, foram antes infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por esse tipo de tumor.

Em seus estágios iniciais as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, impedindo que a paciente tenha maiores complicações no futuro. Portanto, a melhor arma contra o HPV é a prevenção e se fazer o diagnóstico o quanto antes.

COMO DEVO ME PREVENIR?

Como em qualquer doença transmitida pelo sexo, é preciso que se tomem alguns cuidados como:

Manter cuidados higiênicos
Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros
Usar preservativos durante toda a relação sexual
Visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção.

COMO POSSO SABER SE TENHO HPV?

Este vírus pode ser detectado através dos seguintes exames:

Papanicolaou: É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas sim, as alterações que ele pode causar nas células.
Colposcopia:
Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões.
Biópsia:
É a retirada de um pequeno pedaço de tecido para análise.
Captura Híbrida:
É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A Captura Hïbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes da paciente ter qualquer sintoma.

Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.

COMO É O TRATAMENTO DO HPV ?

PREVINA-SE CONTRA O HPV E LEMBRE-SE:

A maioria das pessoas infectadas pelo HPV não desenvolve o câncer de colo uterino.
Por ser o principal causador do câncer do colo uterino, o HPV precisa ser descoberto o quanto antes. Por isso, sempre faça seus exames preventivos anualmente.
Use preservativos em todas as relações sexuais.
Fique atenta a esses sintomas: coceira, corrimento, sangramento anormal, principalmente fora da menstruação, e dor durante a relação sexual. Se você tiver algum desses sintomas procure seu ginecologista.
Fumar, beber em excesso ou usar drogas afeta o sistema de defesa do organismo fazendo com que o HPV atinja a mulher com maior facilidade.Procure saber mais sobre o HPV e o câncer de colo uterino e compartilhe todas essas informações com o seu parceiro e amigas. Assim será mais fácil se prevenir.
É importante que seu parceiro também procure um médico para verificar se ele está com o vírus.
Você não está sozinha! A maioria das pessoas com vida sexual ativa pode estar infectada por algum dos tipos do HPV.

UM NOVO CAPÍTULO NAS INFECÇÕES DOS ORGÃOS GENITAIS FEMININOS

O HPV, Human Papiloma Virus, é um vírus que vive na pele e nas mucosas genitais tais como vulva, orgao genital feminino, colo de útero, e orgao genital masculino.

Na figura acima pode-se perceber como o vírus, mostrado artisticamente como bolinhas, vive dentro das células e se prolifera.

Nos genitais existem duas formas de manifestação clínica.

As verrugas genitais que aparecem na orgao genital feminino, orgao genital masculino e orifício retal.

Existe uma outra forma, que é microscópica, que aparece no orgao genital masculino, orgao genital feminino e colo de útero.

Trata-se de uma infecção adquirida através de contato sexual.

O mais importante nesta doença é que existe uma associação entre alguns grupos de papiloma vírus e o câncer de colo de útero.

Seu diagnóstico de suspeita é feito através do papanicolau ou a colposcopia e o diagnóstico de certeza é feito através de biópsia da área suspeita.

Existem também exames que identificam o tipo do vírus e se os mesmos são cancerígenos.

O tratamento do HPV é por destruição química ou física das lesões sempre indicado e realizado por médico especialista. Leia mais sobre tratamentos.

O Papiloma Virus ou Human Papiloma Virus pode se alojar tanto no colo do útero como na orgao genital feminino e na vulva.

Na vulva ele causa a doença chamada condiloma genital ou popularmente conhecida no Brasil como "crista de galo".

Na orgao genital feminino e no colo do útero ele normalmente se apresenta com lesões microscópicas que só podem ser descobertas através do exame de papanicolau ou a colposcopia.

No homem ele pode se manifestar por verrugas no orgao genital masculino ou de maneira microscópíca.

É muito importante que o parceiro seja encaminhado para exame com um urologista onde um exame chamado peniscopia pode mostrar áreas suspeitas do papiloma.

Papanicolau

Como é feito o exame ginecológico

O nome correto é Papanicolaou mas por se ter tornado comum no Brasil escrever Papanicolau optamos por manter esta versão para melhor compreensão de nossos leitores.
O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização. O objetivo deste artigo é responder a maioria das perguntas para que as mulheres possam entender COMO e PORQUE é realizado este exame.
O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70 %, desde sua criação pelo Dr. George Papanicolaou em 1940. O sucesso do teste é porque êle pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.

Quem pode e deve fazer o exame?

Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente.

Qual a melhor época para fazê-lo?

No mínimo uma semana antes de sua menstruação. Evite duchas, cremes para a genitália feminina, e relações sexuais tres dias antes do exame.

No que consiste o exame ginecológico?

O exame completo é constituído do exame das mamas (leia artigo sobre este exame) e depois o exame ginecológico.

Este é constituído pelo exame externo da vulva e depois a colocação de um espéculo no órgão genital feminino para visualizar a uretra e o colo do útero.

Também consiste no exame de toque no órgão genital feminino quando o(a) médico coloca dois dedos no canal genital para examinar os órgãos internos da pélvis feminina.

Mulheres virgens também devem ser examinadas?

Sim, existem diversas técnicas que permitem o exame de mulheres virgens. Avise o médico que você é virgem ANTES do exame.

O que o médico vê lá dentro?

O exame mostra o interior do órgão genital e o colo do útero.

O que é o colo do útero?

Colo do útero é a parte do útero que fica dentro do órgão genital.

E o exame preventivo de câncer, o que é ?

Este exame é a colheita de material do colo do útero o qual é mandado para um laboratório especializado em citopatologia. Também é chamado de citologia oncótica, colpocitologia, Papanicolau, e fora do Brasil é conhecido como Pap Test ou Pap Smear.

Este exame pode ser complementado com a Colposcopia

Quais são os possíveis resultados ?

O resultado pode ser fornecido em Classes de Papanicolau que variam de I a V ou em descrição das lesões. Estes resultados devem ser interpretados exclusivamente por seu médico. Se tiver dúvidas pergunte.

Mas este exame só serve para isto ?

Não, a citologia serve para determinar outras condições de saúde de seu corpo tais como nível hormonal, e doenças do órgão genital e doenças do colo do útero. Por isto é importante que seja o seu médico quem interprete o exame e lhe dê medicamentos específicos para estas alterações.

Mais ainda o exame ginecológico é uma excelente oportunidade para você conversar com seu médico a respeito de sua saúde e de temas como câncer de mama, menopausa, e osteoporose.

O exame dói ?

Não. É preciso estar relaxada. Converse com seu médico se estiver com medo.

Onde fazer o exame ?

Se você tem um convênio médico ou usa um médico particular marque uma consulta com seu médico ginecologista de confiança.

Este exame também pode ser feito gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde e também em todas as Faculdades de Medicina do Brasil. Procure por um Serviço de Saúde da Mulher.

TRATAMENTO PARA O HPV

O tratamento depende de diversos fatores como:

A idade da paciente
O local e o número de lesões
Se a mulher está grávida ou apresenta alguma doença ginecológica.

Não se esqueça que mesmo após o tratamento é aconselhável o acompanhamento.

Seu médico é a pessoa mais indicada para lhe dar todas as orientações. Converse com ele.

QUAIS SÃO AS FORMAS PARA TRATAR O HPV?

Existem várias formas de tratar.

A maioria delas destruirá o tecido doente e pode ser feito por:

Criocirurgia: Tratamento feito com um instrumento que congela e destrói o tecido anormal.
Laser:
Utilizado em alguns tipos de cirurgia para cortar ou destruir o tecido onde estão as lesões.
CAF:
Feito com um instrumento elétrico remove e cauteriza a lesão.
ATA:
É um ácido aplicado pelo médico diretamente nas lesões.
Conização:
Um pedaço de tecido em forma de cone é retirado com o auxílio do bisturí, do Laser ou do CAF.
Medicamentos:
Em algumas situações pode-se utilizar medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

Fonte: www.gineco.com.br

HPV

O que é o HPV?

O HPV (papilomavírus humano) é um vírus que infecta o ser humano e que pertence a uma grande família. Até o momento, já foram identificados mais de 120 diferentes tipos.

Este vírus, após o contágio, pode permanecer "adormecido" (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (mãos, pés, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer.

Qual a diferença entre verrugas genitais e outros tipos de verrugas que aparecem em outras partes do corpo?

Nem todas as lesões de pele são verrugas, mas muitas delas têm em comum o mesmo fator desencadente: o HPV. Enquanto alguns tipos de HPV se desenvolvem melhor em determinadas áreas do corpo como mãos ou pés, outros têm preferência pela área genital. A verruga genital costuma se desenvolver na vulva, órgão genital femininoa, colo do útero, órgão genital masculino e região próxima ao orifício retal.

As verrugas genitais se assemelham às verrugas de outras partes do corpo, e assim como estas geralmente são assintomáticas. Podem ser únicas ou múltiplas, pequenas ou grandes, cor da pele, róseas ou acastanhadas. Se não tratadas, podem crescer em tamanho e número, adquirindo aspecto semelhante ao da "couve-flor".

Vulgarmente, as verrugas genitais são conhecidas como "crista de galo"; os médicos as chamam de condiloma acuminado. Apesar dos vários nomes, todos se referem a mesma lesão.

A infecção genital por HPV na população em geral é comum?

O HPV é considerado a principal doença sexualmente transmissível (DST) de etiologia viral. Estima-se que de 50 a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas.

Como ocorre a infecção pelo HPV?

O principal meio de transmissão do HPV é através de contato sexual com pessoas infectadas. Entretanto, a possibilidade de contaminação através de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras não pode ser descartada.

O que ocorre quando um indivíduo é infectado pelo HPV ?

De forma geral, o organismo pode reagir de três maneiras:

1- A maioria dos indivíduos (>90%) consegue eliminar o vírus naturalmente em cerca de 18 meses, sem que ocorra nenhuma manisfetação clínica.
2-
Em um pequeno número de casos, o vírus pode se multiplicar e então provocar o aparecimento de lesões, como as verrugas genitais (visíveis a olho nu) ou "lesões microscópicas" que só são visíveis através de aparelhos com lente de aumento. Tecnicamente, a lesão "microscópica" é chamada de lesão subclínica.
Sabe-se que a verruga genital é altamente contagiosa e que a infecção subclínica tem menor poder de transmissão, porém esta particularidade ainda continua sendo muito estudada.
3-
O vírus pode permanecer "adormecido" (latente) dentro da célula por vários anos, sem causar nenhuma manisfetação clínica e/ou subclínica. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, conseqüentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicas e/ou subclínicas.

Quanto tempo após ser infectado surgem as verrugas genitais?

A incubação, ou seja, o período necessário para surgirem as primeiras manifestações da infecção pelo HPV é de aproximadamente 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos! Assim, devido a esta ampla variabilidade para que apareça uma lesão, torna-se praticamente impossível determinar em que época e de que forma um indivíduo foi infectado pelo HPV.

Qual a relação entre o HPV, verrugas genitais e o câncer ?

Os tipos de HPV relacionados ao câncer do colo do útero normalmente não são os tipos que causam as verrugas genitais; estas últimas costumam ser causadas por tipos de "baixo risco".

Um pequeno número de tipos de HPV chamados de "alto risco" estão relacionados ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, órgão genital feminino, vulva, órgão genital masculino e o orifício retal. Todos estes cânceres possuem tratamento e podem ser detectados precocemente através de exames simples e periódicos, ou seja, em consulta médica de rotina.

O curso da infecção pelo HPV é igual para o homem e a mulher?

Tanto o homem como a mulher que estão infectados pelo HPV e que não possuem verrugas visíveis, na maioria das vezes desconhecem que são portadores do HPV, e que podem transmitir o vírus aos seus parceiros sexuais.

No entanto, a evolução, a manifestação e o tratamento são diferentes no homem e na mulher. Isto se deve, principalmente, às diferenças anatômicas e hormonais existentes entre os sexos. Na mulher existe um ambiente mais favorável para o desenvimento e multiplicação do HPV, podendo ocorrer complicações mais sérias, como lesões, que se não tratadas podem evoluir para câncer.

Qual a complicação mais grave na mulher?

O câncer do colo do útero está altamente relacionado ao HPV. No entanto, apenas a infecção pelo HPV não é capaz de provocar este câncer. Esta possibilidade está na dependência de alguns fatores como tipo de HPV, resistência do organismo e genética da pessoa. Menos de 1% das mulheres infectadas pelo HPV desenvolverão câncer do colo do útero.

Deve-se ter em mente que este tipo de câncer ou lesões que o antecedem (pré-câncer) podem ser detectados em praticamente 100% dos casos, através de exames preventivos muito simples e aos quais todas podem ter acesso: o Papanicolaou e a Colposcopia (aparelho com lentes de aumento para ver lesões muito pequenas).

Em condições normais, o tempo de evolução entre o contato com o HPV e o desenvolvimento do câncer do colo do útero dura em média 10 anos. Assim, a probabilidade de uma mulher que realiza exame ginecológico preventivo regularmente ter câncer do colo do útero é extremamente pequena. O tratamento das lesões que antecedem o câncer é simples e efetivo, e o mais importante é que ele impede o desenvolvimento para câncer. Na maioria das vezes é realizado com pequena cirurgia que conserva o corpo do útero, permitindo futuras gestações.

É possível que indivíduos que não tenham relações sexuais há vários anos possam vir a desenvolver verrugas genitais?

Sim. O contato com o vírus HPV pode ter ocorrido há vários anos e este permaneceu "adormecido" (estado latente). A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, conseqüentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicas e/ou subclínicas.

Como as verrugas genitais são diagnosticadas ?

Conforme a localização das lesões, pode ser difícil verificar a presença de verrugas genitais apenas pelo auto-exame. Nem sempre é possível notar a diferença entre uma verruga e outros tipos de lesões de pele. Desta forma, sempre que houver suspeita de infecção pelo HPV, é altamente recomendável procurar o médico. Este profissional poderá não só orientar e tratar, como também realizar exames apropriados, caso sejam necessários. De forma geral, o diagnóstico das verrugas genitais pode ser realizado durante uma simples consulta. Entretanto, o diagnóstico da infecção subclínica requer exames com aparelhos com lente de aumento (colposcópio ou lupa). A infecção latente só pode ser diagnosticada através de testes laboratoriais sofisticados, que têm indicação restrita a casos específicos.

O que se deve saber sobre HPV, verrugas genitais e gestação ?

Devido às alterações hormonais que ocorrem durante a gestação, as verrugas podem aumentar em tamanho e número. Somente se as lesões forem muito grandes a ponto de interferir na passagem do bebê pelo canal de parto, é que a cesareana poderá ser indicada. Caso contrário, lesões pequenas, microscópicas ou latentes não contra-indicam o parto através do orgão genital feminino.

Quanto aos bêbes de mães que possuem verrugas genitais, na grande maioria estes nascem saudáveis, existindo risco mínimo de desenvolverem verrugas no futuro.

É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.

É normal se sentir decepcionado/deprimido após receber o diagnóstico de infecção pelo HPV ou verrugas genitais?

Sim, muitas pessoas se sentem decepcionadas. Podem ocorrer sentimentos de vergonha, diminuição do desejo sexual, medo de ter câncer, revolta contra os parceiros sexuais, mesmo que normalmente não seja possível saber exatamente em que época ou de que forma ocorreu o contágio pelo vírus do HPV.

Como se faz a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o HPV?

Alguns cuidados são fundamentais na prevenção de qualquer DST como a infecção por HPV ou verrugas genitais:

1. Reduzir o número de parceiros sexuais. Quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair/transmitir qualquer DSTs, inclusive o HPV e o vírus da AIDS.
2.
Uso consistente e correto de preservativos (masculinos ou femininos), para todos os parceiros sexuais, desde o início até o fim da relação sexual. O uso de preservativos reduz muito a probabilidade de se adquirir / transmitir uma DST, inclusive o HPV e o vírus da AIDS. Qualquer DST funciona como fator facilitador na aquisição e transmissão do vírus da AIDS (HIV).
3.
Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST é altamente recomendável consultar o médico. Até que isto seja feito, também é recomendável abster-se das relações sexuais com este parceiro, até que o tratamento seja realizado, se for o caso.
4.
Não se auto-medicar, pois desta forma a DST pode ser "mascarada", ou seja, parece que foi tratada mas continua ativa.
5.
Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum antes do uso (exemplo: vaso sanitário).

"O USO DE PRESERVATIVOS É O MÉTODO MAIS EFICAZ PARA REDUÇÃO DO RISCO DE TRANSMISSÃO DO VÍRUS DA AIDS (HIV) E DE OUTROS AGENTES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS, INCLUSIVE O HPV"

Como se tratam as verrugas genitais?

O objetivo do tratamento deve ser a remoção das verrugas visíveis e eliminação dos sintomas indesejáveis. As recidivas são relativamente freqüentes pois mesmo destruindo a verruga não se consegue eliminar totalmente os vírus existentes na área genital. Como em qualquer doença viral, o sucesso do tratamento depende, em grande parte, da resistência específica de cada indivíduo.

Assim, medidas gerais são também importantes para ajudar a melhorar os mecanismos de defesa como: diminuir o estresse, parar de fumar, alimentação equilibrada e horas de sono adequadas.

Existem várias opções de tratamento.

Os fatores que podem influenciar na escolha do tratamento são: localização, tamanho e número de verrugas, alterações nas verrugas, preferências do paciente, custo do tratamento, conveniência, efeitos adversos e experiência do profissional. Hoje em dia, existem tratamentos que são feitos pelo médico e outros que podem ser aplicados pelo próprio paciente. O paciente deve consultar seu médico para saber qual tratamento é mais adequado e nunca deve se auto-medicar.

Alguns especialistas sugerem evitar contato sexual durante o tratamento para proteger a área tratada de fricções e ajudá-la a cicatrizar mais rapidamente.

Também se trata infecção subclínica e latente por HPV?

Até o momento não existem tratamentos para infecção latente por HPV; na maioria dos casos o próprio organismo se encarrega de eliminar o vírus.

Só existe indicação para tratamento na infecção subclínica quando há sintomas como coceira ou quando existe associação a lesões precursoras do câncer.

Quais são os sintomas do câncer do colo do útero?

Não apresenta sintomas até atingir nível mais avançado, a partir daí existe corrimento avermelhado com consistência aquosa e sangramento durante relação sexual.

Qual é a relação entre HPV e câncer do colo do útero?

O HPV é o responsável pelo câncer do colo do útero, podemos dizer que praticamente 100% dos cânceres do colo do útero contêm HPV.

Então se tenho HPV necessariamente irei desenvolver câncer do colo do útero?

Isto não é verdade, a maioria da população sexualmente ativa (cerca de 75%) entre em contato com o HPV e elimina espontaneamente o vírus do organismo sem mesmo desenvolver qualquer doença. Outros terão uma infecção transitória com duração média de 12 a 18 meses e menos de 1% corre o risco de ter câncer do colo do útero.

Além do HPV, são necessários outros co-fatores para, por exemplo, predisposição genética, fumo, alimentação inadequada e estresse. A infecção pelo HPV não se transforma em câncer do colo do útero de um dia para outro, por isso não existe motivo para desespero e angústia. Quando o HPV causa lesão no colo do útero, esta lesão passa por três etapas antes de se transformar em câncer. Os médicos costumam chamar estas etapas de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1, 2 e 3. O tratamento nestas etapas cura completamente a doença e impede a progressão para câncer, além de não interferir na capacidade de ter filhos da mulher.

Quais são os sintomas da infecção pelo HPV ou da NIC (neoplasia intra-epitelial cervical)?

A infecção pelo HPV ou NIC geralmente não apresenta sintomas, algumas pessoas desenvolvem verrugas genitais e outras lesões na vulva, órgão genital feminino, colo do útero e orifício retal que se não tratadas podem evoluir para câncer do colo do útero. Estas lesões são diagnosticadas pelo Papanicolaou e através de exames chamados colposcopia, vulvoscopia e anuscopia.

Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?

O papilomavírus humano (HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais. Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico). Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPV do grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável, mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).

Como posso prevenir o câncer do colo do útero?

Realizando Papanicolaou e colposcopia anualmente. O Papanicolaou detecta a presença de lesões em até 80% das vezes que ela está presente. Se houver associação do Papanicolaou com a colposcopia a detecção da lesão ocorrerá em praticamente 100% das vezes.

O que é Papanicolaou?

O colo do útero é raspado com uma espátula e o material coletado (células) é colocado em uma lâmina de vidro. Este material recebe uma preparação especial e é lido por um médico citologista.

O laudo citológico pode ser fornecido utilizando várias nomenclaturas, veja o significado:

Classificação Interpretação Orientação
Papanicolaou Sistema de Bethesda

Classe I

Negativo para células neoplásicas ou negativo para malignidade

NORMAL

Repetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico

Classe II

Inflamatório

NORMAL, pode ter sido colhido na 2° fase do ciclo ou pode existir alguma inflamação tipo corrimento

Repetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico e tratar inflamação se necessário.

Atipia celular escamosa

ASCUS

Leve suspeita de alteração

Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

Atipia celular glandular

AGUS - células glandulares atípicas

Suspeita de alteração

Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia. Se a mulher não menstruar mais, é necessário investigação do revestimento de dentro do útero (endométrio).

Classe III

LSIL - lesão intra-epitelial de baixo grau

ALTERADO

Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

 

HSIL - lesão intra-epitelial de alto grau

ALTERADO

Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

Classe IV

HSIL - lesão de alto grau

ALTERADO

Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

Classe V

Suspeita de câncer

ALTERADO

Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

O que é Colposcopia?

É um aparelho de aumento que permite identificar com precisão o local e a extensão da doença. Além de mostrar o local mais adequado para realizar a biópsia, permite guiar o tratamento através de cirurgia.

Qual é o melhor exame o Papanicolaou ou a Colposcopia?

Os dois exames são complementares, eles não competem entre si. O Papanicolaou é um método de screening ou rastreamento, identifica a alteração, porém não diz onde ela está (em outras palavras, e como o telefone fixo que toca, mas não consegue identificar a chamada). A colposcopia é mais precisa, ela localiza a lesão (é como se fosse um bina de telefone, identificando o local da chamada).

O que são métodos de biologia molecular (captura híbrida, hibridização molecular)?

São métodos que pesquisam se existe material genético do HPV dentro das células do organismo humano. A positividade destes testes quer dizer que o organismo entrou em contato com o HPV, mas não consegue predizer quem irá desenvolver lesões. A captura híbrida é o teste mais utilizado na prática clínica e permite identificar dois grupos de vírus (de baixo e alto risco oncogênico) e a carga viral.

Existe tratamento para quem tem infecção pelo HPV, mas não tem lesões identificadas no Papanicolaou e na Colposcopia?

O médico apenas trata a doença causada pelo HPV como as verrugas genitais e lesões no órgão genital feminino e colo do útero. A infecção pelo HPV diagnosticada por métodos de biologia molecular e sem lesões no Papanicolaou e Colposcopia, não precisa ser tratada e se chama infecção latente pelo HPV (em outras palavras poderíamos chamar que o vírus "adormece" dentro da célula não existindo replicação viral). Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado. Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 12 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo. Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.

Mesmo após realizar tratamento das lesões induzidas pelo HPV (verrugas genitais e lesões do colo, órgão genital feminino e vulva), os testes de biologia molecular continuam positivos?

Mesmo após a "cura" das lesões que o médico tratou, os testes de biologia molecular (hibridização molecular e captura híbrida) ainda ficaram positivos até o organismo eliminar totalmente o vírus, o que demora de 8 a 24 meses. Por isso não adianta ficar ansiosa e realizar exames muito freqüentes, recomendam-se exames semestrais/anuais para controle após cura da doença clínica (verrugas genitais e lesões no órgão genital feminino e colo do útero).

Quem tem infecção pelo HPV pode engravidar?

A infecção genital por HPV por si só não contra-indica uma gravidez, se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões no órgão genital feminino e colo) o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. Se ocorrer a gravidez na presença destas lesões não existe maiores problemas, porém as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento.

Existe a possibilidade do HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais, mesmo nestes casos o risco de ocorrer este tipo de transmissão é baixo.

Quem tem infecção pelo HPV, verrugas genitais ou NIC, pode amamentar?

Para que ocorra a transmissão do HPV são necessários o contato pele-a-pele e algum tipo de ferida para que o vírus penetre na pele (a situação ideal é a relação sexual, além do contato pele-a-pele, existe a fricção do órgão genital masculino no órgão genital feminino que acaba fazendo microtraumatismos - imperceptíveis a olho nu - que permitem a entrada do vírus na pele). Assim, se os seios da mãe não tem nenhuma lesão por HPV não existe nenhum risco de transmissão do HPV durante o aleitamento materno.

Quem tem neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) poderá preservar o útero e ter filhos no futuro?

Hoje, existe uma técnica cirúrgica, chamada de cirurgia de alta freqüência, que é realizada com ajuda do colposcópio e retira apenas a lesão, preservando o tecido do útero sadio. Assim, a capacidade de engravidar não fica comprometida.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1?

Tudo dependerá do tamanho da lesão identificada através da colposcopia. Alguns casos necessitarão cauterização, outros apenas controle semestral com citologia e colposcopia, e outros pequena cirurgia local.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 2 e 3?

Também depende do tamanho da lesão. A grande maioria das mulheres se beneficiará da técnica de cirurgia de alta freqüência, onde se preserva o tecido sadio do útero, permitindo futuras gestações.

Existe alguma novidade no tratamento da NIC grau 2 e 3?

Os estudos continuam avançando, existem vacinas sendo testadas em cobaias animais. O tratamento mais moderno é cirurgia de alta freqüência guiada pela colposcopia.

O que é ferida do colo do útero?

É um termo leigo, e não dizer realmente que existe uma ferida. É uma situação muito comum em mulheres jovens e após o parto, e esta associada a picos hormonais. Os médicos chamam esta situação de ectopia. Alguns médicos recomendam cauterizar, outros apenas fazem controles. Se existir corrimento tipo claro de ovo ou corrimento de repetição é aconselhável realizar a cauterização.

O HPV pode causar câncer de boca?

A maioria dos casos de câncer de boca é causada pelo fumo e consumo de bebidas em grandes quantidades. Recentemente, pesquisadores americanos revelaram que alguns casos de câncer de boca podem estar relacionados ao HPV 16, o mesmo tipo que causa o câncer do colo do útero, sendo o vírus transmitido através do sexo oral.

Mas, as pessoas não devem entrar em pânico com esta descoberta, pois o câncer na boca é raro e ter realizado sexo oral com parceiro infectado pelo HPV não quer dizer que irá se desenvolver câncer. Para que isto ocorra devem existir vários fatores associados além da infecção pelo HPV, como fumo, consumo de bebidas alcoólicas e predisposição genética.

Fonte: www.colposcopiasp.org.br

HPV

HPV e o Câncer de Colo Uterino

O QUE É HPV?

É um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres.

O HPV é uma família de vírus com mais de 80 tipos. Enquanto alguns deles causam apenas verrugas comuns no corpo, outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero, no caso das mulheres.

Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar e entrar em ação em determinadas situações, como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada.

Na maior parte das vezes, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. O mais comum é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo.

Geralmente, essa infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino foram antes infectadas por esse vírus. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por esse tipo de tumor.

Em seus estágios iniciais as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, impedindo que a paciente tenha maiores complicações no futuro. Portanto, a melhor arma contra o HPV é a prevenção e o diagnóstico deve ser feito o quanto antes. Importante também dizer que em 2/3 das vezes os homens são portadores e não manifestam a doença, porém, podem transmiti-la.

COMO SE PREVENIR?

Como em qualquer doença transmitida pelo sexo, é preciso que se tomem algumas precauções:

Manter cuidados higiênicos
Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros
Usar preservativos durante toda a relação sexual
Visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção.
Não se esquecer de que o uso do preservativo é tanto ou mais importante na prevenção do HPV do que da AIDS ou HEPATITE, devido à sua freqüência.

COMO POSSO SABER SE TENHO HPV?

Esse vírus pode ser detectado pelos seguintes exames:

Papanicolau: É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas sim as alterações que ele pode causar nas células.
Colposcopia:
Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões. É o exame microscópico do colo do útero feito através da genitália feminina.
Biópsia:
É a retirada de um pequeno pedaço de tecido do colo do útero para análise, quando se suspeita da lesão observada nos exames anteriores
Captura Híbrida:
É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A Captura Híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes da paciente ter qualquer sintoma. Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.

COMO É O TRATAMENTO DO HPV?

A melhor solução é a prevenção, e se a doença já se manifestou, o tratamento, na maioria das vezes, consiste na crio, eletrocauterização ou laserterapia do colo do útero quando em fase inicial e, em alguns casos, a amputação do colo do útero para tratamento, melhor diagnóstico e estadiamento da doença. Não se deve esquecer também de tratar o parceiro, encaminhando-o ao especialista para diagnóstico e tratamento das lesões visíveis e não visíveis.

Outra novidade para os próximos anos é o desenvolvimento de vacina contra o HPV que, em breve, estará á disposição da população.

PREVINA-SE CONTRA O HPV E LEMBRE-SE:

A maioria das pessoas infectadas pelo HPV não desenvolve o câncer de colo uterino.
Por ser o principal causador do câncer do colo uterino, o HPV precisa ser descoberto o quanto antes. Por isso, sempre faça exames preventivos anualmente.
Use preservativos em todas as relações sexuais.
Fique atenta a esses sintomas: coceira, corrimento, sangramento anormal, principalmente fora da menstruação, e dor durante a relação sexual. Se você apresentar algum desses sinais procure seu ginecologista.
Fumar, beber em excesso ou usar drogas afeta o sistema de defesa do organismo fazendo com que o HPV atinja a mulher com maior facilidade.Procure saber mais sobre o HPV e o câncer de colo uterino e compartilhe todas essas informações com o seu parceiro e amigas. Assim será mais fácil se prevenir.
É importante que seu parceiro também procure um médico para verificar se ele está com o vírus.
Você não está sozinha! A maioria das pessoas com vida sexual ativa pode estar infectada por algum dos tipos do HPV.
A causa maior de mortalidade do câncer, principalmente do colo do útero, ainda é a falta da prevenção, devido ao não conhecimento da gravidade do problema e o tabu da vergonha de não realizar o exame ginecológico.

Claudinei da Silva

Fonte: www.apfccmatao.org.br

HPV

Propriedades virais

Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV.

O Papilomavírus Humano é um vírus de dupla fita circular de DNA (7900 kb) de forma icosaédrica, não envelopado, com 72 capsômeros e pertence à família Papillomaviridae.

A infecção genital por HPV é uma doença sexualmente transmissível cuja causa é o papilomavírus humano (HPV), que afeta tanto homens quanto mulheres e pode causar câncer, dentre outras consequências.

É classificado conforme a espécie de hospedeiro natural e subclassificado em tipos de acordo com as seqüências de nucleotídeos do DNA.

Atualmente, são conhecidos mais de 90 tipos de HPV com base na homologia do seu DNA, sendo que aproximadamente 30 possuem tropismo pelo trato anogenital e, esses são divididos em alto e baixo risco para o desenvolvimento do câncer, conforme o seu potencial oncogênico.

Qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de atividade sexual envolvendo contato genital está sujeito a adquirir o HPV genital. Como muitas pessoas portadoras do HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, elas podem transmitir o vírus mesmo sem saber.

Organização genômica

A organização genômica de todos os HPVs é semelhante.

O genoma viral pode ser dividido em três regiões: a região “early” (precoce) contendo os genes E1, E2, E4, E5, E6 e E7 que são necessários à replicação viral e com propriedades de transformação oncogênica; região “late” (tardia) contendo os genes L1 e L2 que possuem códigos para a formação de proteínas do capsídeo viral; a região regulatória (LCR) que contém a origem da replicação e o controle dos elementos para transcrição e replicação.

O DNA viral dentro da célula do hospedeiro pode assumir duas formas: a epissomal e a integrada.

Na forma epissomal, o DNA viral permanece circular no núcleo da célula do hospedeiro, não estando integrado ao DNA da mesma. Essa forma é encontrada nas verrugas genitais e lesões de menor gravidade.

Para a integração do genoma circular ao DNA da célula hospedeira, esse deve ser linearizado, pela quebra do DNA viral entre a região E1 e L1, resultando na ruptura ou perda do gene E2, sendo encontrado nas lesões de maior gravidade, como o carcinoma “in situ” e invasivo.

Após a integração dos HPVs de alto risco no genoma celular, esses passam a codificar as oncoproteínas E6 e E7 que promovem o processo maligno. A célula hospedeira possui os genes supressores de tumores RB e TP53. O gene RB é o principal regulador do ciclo celular e o gene TP53 é chamado de “guardião do genoma”, pois tem a finalidade de supervisionar se todos os genes estão íntegros.

A oncoproteína E6 liga-se e inativa a p53, proteína supressora tumoral da célula hospedeira. Com a inativação da p53, essa deixa de desempenhar suas funções como o reparo do defeito genético ou o envio da célula defeituosa para a morte celular programada ou apoptose.

A oncoproteína E7 liga-se e inativa a proteína supressora tumoral pRB, estimulando a síntese de DNA na célula do hospedeiro e ativando células quiescentes para o ciclo celular.

Os HPVs dos tipos 6 e 11 induzem a condilomas que afetam a pele anogenital e a parte inferior do órgão genital feminino, sendo detectado nas lesões intra-epiteliais escamosa de baixo grau (LSIL) e são considerados de baixo risco porque estão envolvidos em lesões benignas. Os HPVs dos tipos 16, 18, 30, 31, 33, 34, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68 e 70 são fortemente associados com câncer intra-epitelial cervical, sendo considerados de alto risco e prevalecem em cânceres anogenitais.

Epidemiologia

Mais de 30 desses vírus são transmitidos sexualmente e podem infectar a área genital de homens e mulheres incluindo a pele do órgão genital masculino, vulva (área de exterior do órgão genital feminino) ou orifício retal, e o revestimento do órgão genital feminino, cérvix ou reto. A maioria dos tipos de HPV não causa nenhum tipo de sintomas e desaparecem sem tratamento.

Alguns desses vírus são do tipo de "alto-risco" e podem ocasionar câncer no cérvix, vulva, órgão genital feminino, orifício retal ou órgão genital masculino..

Outros são chamados de "baixo risco" e podem causar verrugas nos genitais, mãos e pés. Em raros casos a mulher grávida pode passar HPV ao bebê durante o parto natural. 

Cerca de 30 tipos de HPV são conhecidos como HPV genitais porque eles afetam a área genital. Alguns tipos provocam mudanças nas células do revestimento do colo do útero. Caso não sejam tratadas, estas células anormais podem se tornar células cancerosas. Outros tipos de HPV podem causar verrugas genitais e mudanças benignas (anormais, mas não cancerosas) no colo do útero. Muitos tipos de HPV provocam resultados anormais no exame de Papanicolau.

O HPV é provavelmente mais comum do que qualquer pessoa pode pensar. Em 2001, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que cerca de 630 milhões de pessoas (9%–13%) estavam infectadas com o HPV.

O HPV é altamente contagioso; assim, é possível adquiri-lo com uma única exposição. Estima-se que muitas pessoas adquirem o HPV nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa. Dois terços das pessoas que tiveram contato sexual com um parceiro infectado vão desenvolver uma infecção pelo HPV no período de 3 meses, de acordo com a OMS.

Nas mulheres, quando as células anormais infectadas pelo vírus, não são detectadas ou tratadas, podem levar ao pré – câncer ou ao câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer do colo de útero leva vários anos, muito embora, em casos raros, ele possa acontecer em apenas um ano. Esta é a razão pela qual a detecção precoce é tão importante.

Calcula-se que no Brasil e no mundo cerca de 25% da população sem nenhuma doença evidente está infectada pelo HPV. Este número é comprovado para mulheres. Para os homens a estimativa é de que o percentual seja mais elevado, ocorrendo, no entanto, de forma mais assintomática que nas mulheres. Ou seja, os homens parecem ter mais HPV, agindo como transmissores, mas apresentam menos doenças que as mulheres.

Também nos homens as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelos subtipos 6 e 11 do vírus. Mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer, como os de órgão genital masculino e de orifício retal.

Patogênese

Os HPVS infectam a pele e mucosas e iniciam o ciclo infeccioso no momento em que penetram as camadas mais profundas do tecido epitelial da cérvice uterina, em especial na junção escamo-colunar ou em regiões com microlesões que podem ocorrer durante o intercurso sexual. Após um período de incubação, que varia de meses a anos, podem surgir manifestações clínicas como lesões vegetantes (verrugas) até o câncer cervical.

O reconhecimento de que a infecção por HPV, no trato genital, possa estar associada com lesões pré-cancerosas é relativamente recente. Certas anormalidades planas do epitélio da cérvice uterina, até o momento considerado como lesões neoplásicas intra-epiteliais, apresentavam o mesmo aspecto citológico das lesões verrucosas. Esse aspecto era a presença de células conhecidas como coilócitos Essas alterações caracterizam uma lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau.

A progressão maligna resulta da integração do HPV e expressão de alguns genes, ocorrendo uma alteração na relação hospedeiro e o vírus. Esse processo mostra-se como um continuum que se estende do epitélio normal passando por lesões de baixo grau, lesões de alto grau antes de se tornar câncer invasor. Nessa progressão o vírus, anteriormente na forma epissomal (circular), passa para a forma linear, e se incorpora ao DNA da célula epitelial hospedeira.

As lesões intra-epiteliais escamosas de alto grau (HSIL) são caracterizadas por anormalidades no crescimento e diferenciação celular que tem sua origem na replicação das células da camada basal que originam o epitélio. Esse fenômeno produz distúrbios morfológicos em todas as camadas do epitélio e apresenta células de tamanho menor daquelas vistas em lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau.

Diagnóstico

Devido ao fato de que o HPV geralmente não apresenta nenhum sinal ou sintoma, muitas pessoas provavelmente não tem como saber que são portadores. A maioria das mulheres fica sabendo que tem o HPV por intermédio de um resultado anormal do exame de Papanicolau. O exame de Papanicolau é parte de um exame ginecológico e ajuda na detecção de células anormais no revestimento do colo do útero. Os médicos executam o Papanicolau para detectar e tratar estas células cervicais anormais, antes que elas possam se tornar pré-câncer ou câncer.

Muitas células anormais relacionadas com o HPV e com pré-cânceres podem ser tratadas com sucesso se forem detectadas precocemente. Realmente, o câncer do colo de útero é um dos tipos de câncer mais fáceis de serem prevenidos. Por isso é tão importante seguir as recomendações médicas a respeito do exame de Papanicolau.

Um outro teste, - o teste do DNA do HPV - está disponível para a detecção de certos tipos de HPV que podem causar o câncer do colo de útero. Os resultados deste teste podem ajudar os médicos a decidir se exames ou tratamentos complementares será necessário.

Prevenção e tratamento

Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no órgão genital masculino. A novidade para esse problema é a criação de uma vacina que é capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Para reduzir o risco de novas infecções genitais pelo HPV, é preciso evitar qualquer tipo de atividade sexual que envolva contato genital ou limitar o número de parceiros sexuais. Os preservativos podem ajudar a reduzir o risco de aquisição de uma infecção pelo HPV. No entanto, como os preservativos não cobrem todas as áreas da região genital, eles não são capazes de prevenir completamente a infecção.

Não existe "cura" para a infecção de HPV, embora na maioria das mulheres ela desapareça por si mesma. O tratamento é direcionado às alterações na pele ou membrana mucosa causadas pela infecção de HPV, como as verrugas e alterações pré-cancerígenas no cérvix.

Em relação às verrugas os tratamentos médicos mais comuns são a aplicação de nitrogênio liquido extremamente frio a elas (crioterapia), o ressecamento das mesmas com uma corrente elétrica (cauterização) e queimá-las com ácidos.

A aplicação tópica de medicamentos como a podofilina e o podofilox frequentemente é efetivo. As verrugas que não respondem a nenhum outro tratamento podem ser tratadas com injeções de interferon ou laser. O uso de laser resulta em um aerossol repleto de vírus. Os médicos que utilizam laser para remover verrugas têm contraído verrugas eles mesmos, especialmente em suas narinas.

Artemízia Medeiros

Valkíria Reinaldo

Referências Bibliográficas

Tortora, Gerard J. Microbiologia/ Gerard J. Tortora, Berdell R. Funke e Christine L. Case; Agnes Kiesling Casali. [et al.] – 6ª ed. – Porto Alegre: Artmed, 2000.
Parham, Peter. O sistema imune – The imune system. Garland publishing/ Elsevier Science Ltd., 2000.
www.wikipedia.com.br   www.sbac.org.br/pt/pdfs/rbac/rbac_38_02/rbac3802_05.pdf
www.publicacoesacademicas.uniceub.br/index.php/cienciasaude/article/viewFile/503/324
www.cervical.com.br/sys/images/stories/pdf/texto01.htm

Fonte: microbiologiaeimunologia.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal