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Labirintite

 

 

O que é

A labirintite é o comprometimento da estrutura interna do ouvido, chamada de labirinto, responsável pelo equilíbrio.

São várias as causas das doenças labirínticas e algumas vezes, as vertigens podem ser o primeiro sinal.

A tontura é sentida porque o cérebro recebe informações erradas a respeito da posição no espaço.

Essa sensação de tontura pode dar a falsa idéia de que a pessoa está "rodando" (vertigem), caindo (desequilíbrio), sendo empurrada ou flutuando (falta de firmeza nos passos).

Principais fatores desencadeantes da labirintite:

Alterações bruscas da pressão atmosférica (mergulho, avião, subidas de serras e montanhas).

Doenças pré-existentes: diabetes, hipertensão e reumatismo, hábitos como excesso de cafeína, álcool e tabagismo.

Traumatismos na cabeça.

Traumas sonoros por excesso contínuo de ruído.

O zumbido é freqüentemente descrito como "um barulho nos ouvidos" e esse barulho varia sensivelmente de pessoa para pessoa. Em alguns parecem "apitos", para os outros, chiados.

Até o momento não se tem certeza absoluta de nenhuma causa específica para este distúrbio. No entanto, a má circulação, infecções e acúmulo de cera nos ouvidos, alguns tipos de alergias, a ansiedade, depressão e estresse podem desencadear e até piorar o zumbido no ouvido.

Fonte: www.herbarium.net

Labirintite

Definição

Labirintite é um termo que do ponto de vista popular serve para designar os vários tipos de doenças do labirinto, na maioria das vezes sem maiores gravidades, mas que exige tratamento adequado.

Do ponto de vista médico, a labirintite é uma doença rara, grave e na maioria das vezes mortal.

Costumeiramente usamos o termo labirintite para todos os tipos e nos referimos tanto às doenças graves quanto às não graves do labirinto.

Anatomia

O labirinto, por sua vez, é um órgão do corpo humano localizado na parte interna da orelha, da qual faz parte.

Tipos de Labirintite

A orelha, verdadeiramente, duas funções: a primeira é a audição (sob a responsabilidade da cóclea) e a segunda é o equilíbrio (sob responsabilidade do labirinto). Quando uma pessoa tem uma doença na orelha propriamente dita, esta pessoa não escuta normalmente, com maior ou menor grau de surdez, dependendo da doença. Quando uma pessoa tem uma doença no labirinto (doença esta chamada “labirintite”), a pessoa não consegue equilibrar-se corretamente, aparecendo a tontura.

Conforme o tipo do labirintite, o doente pode apresentar tontura, surdez, zumbido (chiado ou barulho de grilos no ouvido), náuseas, vômitos, dor de cabeça, formigamento nas mãos, visão turva (ou também estrelinhas que correm nas vistas) ou ainda outros sintomas menos freqüentes.

Sintomas

O mau funcionamento é sentido como tontura ou vertigem, às vezes até gerando situações cômicas, mas podendo gerar complicações graves. Então as pessoas que apresentam estes sintomas (ou alguns deles), devem procurar um médico para saber quais os exames que devem fazer.

Assim, o médico poderá descobrir o “tipo de labirintite” que estes doentes apresentam e fazer o tratamento corretamente, porque nem todas as pessoas têm a mesma doença e o tratamento de uma pessoa pode ser diferente do tratamento de outra.

Outras vezes, certas doenças graves, como por exemplo, do cerebelo e do cérebro, bem como doenças cardíacas e do metabolismo (glicose, colesterol, triglicerídeos) podem começar manifestando-se com sintomas de uma labirintite. Nestes casos o médico deverá estar atento para um diagnóstico correto e um tratamento adequado.

Os sintomas da labirintite, principalmente na fase aguda (primeiros dias de doença), são alarmantes e o paciente diz que “parece que está morrendo”. É muito comum o paciente confundir a labirintite aguda (nos primeiros dias da doença), com o derrame (acidente vascular cerebral) ou com doencas cardíacas.

Tratamento

O mau funcionamento é sentido como tontura ou vertigem, às vezes com sensação de flutuação ou de vôo.Embora os sintomas sejam alarmantes na fase aguda e incapacitantes profissionalmente na fase crônica (de longa duração), as labirintites, na grande maioria das vezes, têm cura completa.

Cerca de 99% dos pacientes podem ser completamente curados se o tratamento for adequada e completamente realizado. Muitos doentes “não ficam curados” porque não fazem o tratamento completo, que leva no mínimo três meses e às vezes pode levar até oito meses.

O sucesso do tratamento depende muito do paciente. Seguir corretamente as orientações dadas pelo médico, no que diz respeito a medicamentos, tempo de tratamento e outros recursos auxiliares (dieta fracionada, atividade física, reabilitação do labirinto) é o caminho para uma recuperação segura e duradoura.

Fonte: www.clinicalucano.com

Labirintite

Vertigem é a percepção ilusória de movimento do corpo ou do ambiente, quase sempre descrita como sensação giratória. A vertigem pode ser um sintoma de quase todos os sistemas orgânicos.

As causas mais comuns de vertigem envolvem fatores otológicos (do ouvido interno) e neurológicos, incluindo:

Vertigem Postural Benigna: É a causa mais comum de vertigem e é provocada por mudanças bruscas na posição da cabeça causando sensação giratória. Os movimentos desencadeadores mais comuns são o rolar na cama, inclinar-se para frente e olhar para cima. A causa provável é a presença de pequenos cristais que se acumulam nos canais semicirculares do labirinto, no ouvido interno, que estimulam as terminações dos nervos sensitivos em seu interior.

Labirintite aguda: Também conhecida como neurite vestibular, é uma inflamação do sistema de equilíbrio do ouvido interno, causada provavelmente por uma infecção viral.

Doença de Ménière: Causa episódios periódicos de vertigem, normalmente com zumbido na orelha e progressiva perda de audição às baixas-freqüências. A doença de Ménière é causada por uma mudança no volume do líquido dentro do ouvido interno. Embora a razão para esta mudança seja desconhecida, os cientistas suspeitam que possa estar relacionada ao barulho alto, a uma infecção viral ou a fatores biológicos dentro do próprio ouvido.

Causas neurológicas (a serem vistas em outra seção):

Enxaqueca associada à vertigem
Insuficiência Vertebrobasilar
Síndrome do pânico

Tumores cerebrais (de fossa posterior)

Quadro Clínico

Sensação rotatória (como se a pessoa estivesse girando no ambiente),
Sensação de desequilíbrio,
Náuseas,
Vômitos,
Zumbido em um ou ambos ouvidos,
Nistagmo (movimento anormal dos olhos que tem um componente rápido e outro lento),
Palidez, sudorese e/ou diarréia, nas crises labirínticas mais graves.

Diagnóstico

Apesar de parecer relativamente simples, de se conhecer os mecanismos que levam a doença e de ter o tratamento de fácil condução, o diagnóstico da causa da vertigem nem sempre é fácil devido ás variantes na apresentação da doença.

O diagnóstico é feito baseado na descrição do que a pessoa está sentindo.

As causas de vertigem podem ser divididas em duas categorias principais:

A vertigem periférica que é a mais comum inclui a vertigem postural benigna, a labirintite e a doença de Ménière. A vertigem postural é diagnosticada quando se move a cabeça e aparece a vertigem, que melhora ao manter a cabeça em uma posição neutra.

A labirintite e as crises de Ménière normalmente ocorrem abruptamente e duram de algumas horas a alguns dias. Pode haver náuseas e vômitos intensos além de variável perda da audição.

A vertigem central é um problema mais sério envolvendo o cerebelo (órgão que fica atrás do cérebro) ou o tronco cerebral.

O médico irá avaliar os movimentos dos olhos para identificar movimentos anormais (nistagmo). O padrão destes movimentos dos olhos pode ser útil para determinar se o problema é periférico ou central. Normalmente, nenhum exame adicional é necessário a menos que se suspeite da vertigem central.

Prevenção

A vertigem pode acontecer a qualquer pessoa, e não há nenhuma maneira de se prevenir o primeiro episódio. Como a vertigem pode estar associada a uma intensa sensação de desequilíbrio que pode levar a quedas, é importante evitar situações nas quais uma queda poderia causar uma lesão mais significativa, como subir uma escada ou trabalhar em um telhado inclinado.

Tratamento

O tratamento da vertigem compreende:

Repousar na cama
Corrigir os erros alimentares que podem agravar a vertigem e os sintomas associados
Modificar os hábitos ou vícios que possam ser fatores de risco, principalmente o consumo de açúcares de absorção rápida, álcool, café e fumo
Usar remédios que suprimem a atividade do sistema labiríntico do ouvido interno, como a Meclizina, o Dimenidrato (Dramin®) ou a Prometazina (Fenergan®)
Vasodilatadores como o Dicloridrato de Betaistina (Labirin®) e o Dicloridrato de Flunarizina (Flunarin®, Sibeliun®)
Atropina (por via sub-cutânea ou sub-lingual)
Medicamentos anti-colinérgicos como a Escopolamina (Buscopan®)
Tranqüilizantes, como o Diazepam (Diempax®, Valium®)

Cirurgia

Indicada para casos específicos (tumores, falta de resposta no tratamento clínico em certas doenças), em combinação, ou não, com as outras formas de tratamento clínico.

Os pacientes que têm vertigem de causa central são encaminhados para investigação e tratamento com um neurologista.

Qual médico procurar?

Procure um otorrinolaringologista se você teve um episódio inédito de vertigem, especialmente se for associado com dor de cabeça e problemas de coordenação significativos. Além disso, procure-o se você tiver vertigem moderada que persiste depois de alguns dias.

Nos casos em que há suspeita de uma causa central (neurológica), o neurologista deverá ser consultado.

Prognóstico

Dependendo da causa, a vertigem pode durar só alguns segundos ou pode persistir durante semanas ou meses. Porém, em média, dura de algumas horas a alguns dias.

Os sintomas quase sempre são causados pela labirintite aguda e vão embora sem lesão permanente. Outras causas de vertigem podem resultar em sintomas que são mais persistentes.

Fonte: www.policlin.com.br

Labirintite

O que é

Labirintite é um termo com significado popular que, geralmente, se refere aos distúrbios relacionados ao equilíbrio e à audição. Sendo assim, popularmente e em sentido amplo, Labirintite pode significar tontura, vertigem, zumbido, desequilíbrio e varias outras formas de mal estar.

Na verdade, o termo correto a ser usado seria Labirintopatia, que significa "doença do labirinto".

A labirintite pode afetar crianças, adultos e idosos. No caso dos idosos a porcentagem é maior, até pelo fato de nessa fase da vida o organismo estar mais debilitado e propício a várias doenças.

A labirintite é uma doença que vem sempre acompanhada ou pode ser conseqüência de outras doenças.

A labirintite afeta o ouvido interno ou labirinto, esse que é responsável pelo equilíbrio do corpo humano. Quando ocorre a falha desse sistema, uma das conseqüências é famosa vertigem que ocasiona a chamada "desorientação espacial".

Milhões de pessoas sofrem de Zumbido e grande parte da população experimenta Zumbido alguma vez na vida.

O Zumbido é a percepção de um som mesmo não havendo nenhum ruído presente. Apesar da sua ocorrência ser comum, a maioria das pessoas não o conhece pelo nome e o efeito que causa é muito variável, para alguns é apenas um incômodo, para outros é um estado estressante.

Nem toda vertigem é uma labirintite.

Labirintite

Uma crise de labirintite é caracterizada por tonteiras (vertigens), náuseas, vômitos, sialorréia (aumento da saliva). Às vezes o caso é tão grave que chega até a internação.

Causas

Fatores como o estresse, o diabetes, a pressão alta e até determinados remédios contribuem para o desencadeamento de crises de labirintite.

Diagnóstico

A labirintite pode ser diagnosticada com um exame específico, o otoneurológico. Depois do exame o médico poderá prescrever o melhor para o seu paciente, desde medicamentos até exercícios fisioterápicos.

Tratamento

O tratamento pode ser por medicamentos ou o tratamento fisioterápico, dependendo do caso. De acordo com o doutor Iliam Cardoso dos Santos, médico otorrinolaringologista e Presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás, a melhor saída em alguns casos é o tratamento fisioterápico.

São realizados exercícios simples mas que podem obter excelentes resultados.

Fonte: www.unimedgoiania.com.b

Labirintite

O ouvido humano possui dois componentes distintos: a cóclea, em formato de caracol, responsável pela nossa audição e o vestíbulo, responsável pelo nosso equilíbrio. Juntos, cóclea e vestíbulo, formam o labirinto.

O comprometimento de algum desses componentes vai provocar sintomas popularmente conhecidos como labirintite.

A tontura é sentida porque o cérebro recebe informações erradas a respeito da posição no espaço, informações geradas pelo labirinto doente.

Essa sensação de tontura pode dar a falsa idéia de que a pessoa está rodando (vertigem), caindo (desequilíbrio), sendo empurrados (desvio de marcha), flutuando (falta de firmeza nos passos) ou ouvindo ruídos, assobios, chiados, etc.(Zumbido).

A maioria das pessoas que se queixa de tontura pode ter um distúrbio do sistema vestibular (parte do labirinto responsável pelo equilíbrio).

Quando a tontura é de tipo rotatório, quando ocorre mais em certas posições ou piora quando a pessoa muda a posição da cabeça, a probabilidade de uma alteração no sistema vestibular é maior ainda. Para esclarecer clinicamente se há ou não defeito do sistema vestibular é necessária uma avaliação otoneurológica.

Causas

São várias as causas das doenças labirínticas. Algumas vezes as vertigens pode ser o primeiro sinal de alguma doença ou estado orgânico importante. Como o ouvido consume grande quantidade de energia (açúcar e oxigênio), qualquer mínima falta dela já pode ser percebido como tontura. O exemplo desse tipo de tontura é quando a pessoa fica muito tempo sem comer, quando apresenta hipoglicemia.

Entre os vários fatores que podem desencadear os sintomas da labirintite podemos citar:

Nas alterações bruscas da pressão atmosférica, como no mergulho, nos aviões, nas subidas das serras ou montanhas...
Nas alterações do metabolismo orgânico, como por exemplo na hipoglicemia, uremia...
Na aterosclerose, por falta de irrigação sangüínea.
Em doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão, reumatismos, etc.
Nas doenças próprias do ouvido, como as otites.
Devido a hábitos, como o excesso de cafeína, tabagismo, álcool ou drogas.
Nas infecções por vírus ou bactérias devido ao estado toxêmico.
Nos problemas de coluna cervical, por oclusão da artéria vértebro-basilar e nos problemas de articulação da mandíbula.
No estresse, ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos.
Devido aos traumatismos na cabeça.
Por utilização de drogas que chamamos ototóxicas, como alguns antibióticos e anti-inflamatórios que alteram as funções do ouvido.
Devidos aos traumas sonoros por excesso continuado de ruídos.

Muitos pacientes com distúrbios labirínticos não apresentam nenhuma causa aparente. Neste caso procede-se uma boa avaliação otorrinolaringológica, a qual poderá revelar distúrbios na orelha externa, no tímpano, nariz e/ou garganta. Obstrução do ouvido por cera também pode ser uma causa comum de tontura, assim como a rinite alérgica, faringite ou sinusite.

Diagnóstico

Diante de uma queixa de tontura, de qualquer tipo, deve ser sempre considerada a possibilidade desta ser de origem vestibular, até prova em contrário. Neste caso, a presença de alterações no exame otoneurológica poderá confirmar a existência de uma vestibulopatia real. A vertigem em determinada posição da cabeça ou quando há mudança de posição da cabeça, indicam algum distúrbio do sistema vestibular.

Se a tontura for acompanhada de sintomas auditivos, como por exemplo, de Zumbido, chiados, surdez, deverá ser considerada a hipótese de cócleo-vestibulopatia. A tontura pode ainda surgir sob a forma de crise vertiginosa aguda, caracterizada por intensa tontura de tipo rotatório, náuseas, vômitos e outras manifestações neurovegetativas.

ZUMBIDO NO OUVIDO

O Zumbido é freqüentemente descrito como "um barulho nos ouvidos", e esse barulho varia sensivelmente de pessoa para pessoa, sendo apitos para alguns, chiados para outros, barulho de cachoeira, roncos, etc. O mais importante é saber que essas pessoas com Zumbido, às vezes, ouvem esses barulhos 24 horas por dia, ficando mais intensos quanto mais silêncio existe.

No início da doença muitos pacientes ficam preocupados, especialmente se eles nunca ouviram falar sobre Zumbido ou, ao contrário, se conhecem algum portador que tenha dito sofrer disso há muitos anos.

Algumas perguntas que mais ansiedade causam no paciente são:

Será que o Zumbido desaparecerá?
Perderei minha audição?
Como posso dormir com todo esse barulho?
Como posso trabalhar?
Outras pessoas também sentem isso?

Normalmente o paciente sente-se emocionalmente melhor depois de obter explicações de um profissional qualificado, como por exemplo, um médico otorrinolaringologista. Também pode sentir-se aliviado se conversar com alguém que também sofra de Zumbido, que já experimentou os mesmos tipos de sensações e aprendeu a lidar com elas.

Causas

Até o momento, não se tem certeza absoluta de nenhuma causa específica para o Zumbido.

São conhecidos, entretanto, alguns fatores que causam o Zumbido ou podem piorá-lo podem ser identificados:

Acúmulo de cera nos ouvidos,
Alergias,
Ansiedade, depressão e estresse
Certos medicamentos (aspirina, alguns antibióticos, etc),
Doenças cardiovasculares,
Exposição ao barulho,
Infecção nos ouvidos ou dos seios paranasais,
Oclusão dental,
Otosclerose,
Problemas na articulação temporo-mandibular
Hipotireoidismo
Traumatismo de cabeça e pescoço
Tumor no nervo auditivo

Os fatores que mais pioram os Zumbidos é a exposição demasiada ao barulho, a perda de audição e o estresse. Nesse particular do estresse, podemos dizer que o Zumbido causa estresse e vice-versa, ou seja, o estresse causa Zumbido. Esse mecanismo pode se tornar um ciclo vicioso.

Alguns medicamentos (ototóxicos) também podem prejudicar os ouvidos e piorar o Zumbido. O Álcool, nicotina e cafeína podem exacerbar o Zumbido. Alguns pacientes relatam que o Zumbido piora após o consumo de certos alimentos, como o queijo, sal e vinho tinto.

Emocionalmente, a maioria dos pacientes com Zumbido se considera saudável. Dependendo do perfil emocional de cada paciente, alguns se adaptam aos ruídos que escutam. Outros, no entanto, podem ficar perturbados e estressados, inclusive, necessitando de alguma ajuda psiquiátrica para aprender a enfrentar este problema.

Fisiologicamente, entretanto, diante do Zumbido o organismo tende a reagir como se estivesse constantemente ameaçado, que é a sensação experimentada no estresse. Quando esta situação excede a capacidade de adaptação e tolerância da pessoa, pode ocorrer um estado de esgotamento.

Alguns autores estabelecem critérios de graduação da gravidade do Zumbido.

São seis graus, do 0 ao 5, de acordo com a intensidade dos sintomas:

0- O Zumbido não está presente.
1- O Zumbido está presente se eu prestar atenção, mas não é muito irritante e pode ser normalmente ignorado.
2- O Zumbido é freqüentemente irritante, porém pode ser ignorado a maior parte do tempo.
3- É difícil ignorar o Zumbido, mesmo com esforço.
4- O Zumbido está sempre presente a um nível irritante e freqüentemente causa considerável sofrimento.
5- O Zumbido é mais do que irritante, causando um problema angustiante por muito ou todo o tempo.

O tratamento à base de medicamentos pode envolver o uso de vitaminas, vasodilatadores, tranqüilizantes, antidepressivos, anticonvulsivantes ou antivertiginosos.

Entretanto, nenhum desses medicamentos significa cura para o Zumbido, mas pode fornecer alívio em vários casos.

O Zumbido é um sintoma clínico. Cada paciente deverá ser examinado por um otorrinolaringologista para eliminar qualquer problema clínico que possa estar associado ao Zumbido. Deve ser feita uma avaliação auditiva para determinar se a pessoa percebe níveis sonoros de forma normal e se os seus ouvidos estão funcionando como deveriam.

Fonte: togyn.br.tripod.com

Labirintite

Tontura e Labirinto

Tontura é um dos sintomas mais freqüentes na população.

Segundo estatísticas americanas, é o sintoma mais comum em pessoas acima de 60 anos.

Nessa faixa etária, é o principal sintoma que leva a maioria da pessoas a visitar um médico.

Anatomia do ouvido

O ouvido humano se divide em 3 partes: externo, médio e interno.

O ouvido interno divide-se em 2 partes:

Cóclea, um dos órgãos responsável pela audição

Labirinto, um dos órgãos responsável pelo equilíbrio.

O labirinto é formado por 3 canais semicirculares (lateral, superior e inferior) e 2 bolsas (sáculo e utrículo), preenchidos por líquidos em seus interiores (endolinfa e perilinfa). Sua função é que informar ao cérebro as mudanças de posição da cabeça.

Labirintite
Corte esquemático do ouvido, sem o pavilhão auricular

Controle do Equilíbrio

Os olhos e uma série de receptores situados em todo o corpo, principalmente no pescoço e nas pernas, ajudam o labirinto na tarefa de cuidar do equilíbrio. As informações provenientes destes rgãos chegam a certas partes do cérebro, onde são processadas e integradas. Alterações em quaisquer destas estruturas pode afetar o equilíbrio.

Os sintomas decorrentes da falta de equilíbrio são as tonturas ou vertigens, seguidos geralmente de náuseas e vômitos, que podem ser leves, durando apenas alguns segundos, ou podem ser muito severos, resultando em incapacidade completa.

Como o labirinto está interligado com o sistema nervoso, alguns sintomas podem parecer problemas da visão, dos músculos, do pensamento, da memória, etc.

Labirintite
Corte esquemático do ouvido interno

Pessoas com problemas do labirinto tem com freqüência: dores de cabeça, no pescoço e na nuca, aumento de sensibilidade luz e ao ruído, irritabilidade, ansiedade e depressão. Podem ainda apresentar sensação de cansaço, diminuição da força muscular e de concentração. Dificuldade de leitura e na fala também podem estar presentes.

Uma vez que o labirinto faz parte do ouvido, uma série de doenças afetam o equilíbrio e a audição simultaneamente. Assim, além das vertigens, as pessoas podem apresentar zumbidos e perda auditiva.

Causas mais comuns

Trauma de cabeça e pescoço
Infecções de ouvido
Viroses em geral
Uso de drogas ototóxicas
Diminuição de irrigação sanguínea no ouvido interno (principalmente em doenças metabólicas como o diabetes)
Diminuição ou aumento de pressão arterial
Doenças da coluna cervical ou dos músculos, principalmente da mastigação
Doenças neurológicas
Doenças do ouvido interno (Otosclerose coclear, Doença de Menière, etc.)
Distúrbios emocionais

NOTA - Uma relação de drogas ototóxicas se encontra disponível.

Pacientes com tonturas ou vertigens devem ser avaliados por um otorrinolaringologista, que fará completo exame clínico.

Exames laboratoriais podem ser necessários, tais como: testes de audição e de equilíbrio, exames de sangue e radiografias, etc.

Estabelecida a causa, o que na maioria das vezes é possível, passa-se ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos, fisioterapia ou cirurgia.

Pode-se ainda precisar da ajuda de outros profissionais da saúde, tais como médicos especialistas em outras áreas (neurologistas, ortopedistas, endocrinologistas, cardiologistas, psiquiatras, etc.), psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, etc..

Zumbido

Zumbidos (tinnitus) são ruídos que algumas pessoas apresentam nos ouvidos. Podem aparecer e desaparecer de acordo com certas condições, ou serem contínuos.

Podem variar de tom, sendo agudos na maioria das pessoas. Geralmente são baixos, mas outras vezes tão altos que podem atrapalhar a vida de quem os têm.

Geralmente não podem ser ouvidos por outras pessoas. Quando podem, são denominados de zumbidos objetivos, cuja causa é geralmente uma anormalidade vascular ou espasmo muscular ao redor dos ouvidos, sendo que neste último caso os ruídos aparecem na forma de estalidos.

Causas

São inúmeras, mas na sua maioria simples, como por exemplo uma rolha de cerume.

Problemas mais sérios também podem causar zumbidos: infecções (otites), perfurações de membrana timpânica, presença de secreções nos ouvidos médios, otosclerose, alergia, aumento ou diminuição de pressão arterial, diabetes, doenças da tireóide, tumores, trauma de cabeça e pescoço, etc..

O ruído ambiental em casa, no trabalho ou no lazer é nos dias de hoje uma causa importante de zumbido e perda de audição.

O uso de certas drogas, ditas ototóxicas, tais como certos antiinflamatórios e certos antibióticos, também pode causar zumbido e perda auditiva. Em algumas pessoas, até o ácido acetil-salicílico (Aspirina, AAS, por exemplo) pode causar ruído nos ouvidos, embora neste caso geralmente de forma reversível. Portanto, nunca faça auto-medicação.

Labirintite
Corte esquemático do ouvido

Tratamento

Na maioria dos casos não há tratamento específico, a não ser que o otorrinolaringologista ache a causa do zumbido e aí ser capaz de tratá-la.

Na procura do diagnóstico, além de exame clínico, podem ser necessários exames de laboratórios, tais como: radiografias, testes de audição, testes de equilíbrio, exames de sangue, etc.

De todo modo, muitas das causas de zumbido não podem ser identificadas ainda, e nestes casos, tratamentos com eficácia variada poderão ser instituídos.

Causas mais comuns

Idosos

O avançar da idade geralmente vem acompanhado de algumas perturbações à saúde relacionadas ao sistema cárdio-circulatório (aumento de pressão arterial, por exemplo) e ao metabolismo (diabetes, por exemplo), que no ouvido se traduzem por perda auditiva para os sons agudos e com o aparecimento de ruído nos ouvidos nestas freqüências.

Jovens

Exposição aos ruídos é a causa mais comum de aparecimento de lesão auditiva, com zumbido associado, nesta faixa etária.

Conselhos úteis

1 - Evite exposições ao ruído.
2 -
Meça sua pressão arterial periodicamente. Se ele estiver fora dos limites normais, procure o médico especialista.
3 -
Diminua a quantidade de sal e de açúcar em sua dieta.
4-
Evite dietas com estimulantes (cafeína, tabaco, álcool) em excesso.
5 -
Faça exercícios físicos regularmente.
6 -
Tenha períodos de descanso e evite a fadiga.
7 -
Tente relaxar. Procure ignorar o ruído em seus ouvidos ou na sua cabeça.

Como posso me ajudar

Relaxamento

Aprenda técnicas de relaxamento muscular. A melhora da circulação que acontece nos músculos relaxados reduz a intensidade dos zumbidos.

Mascaramento

Os zumbidos parecem ser mais intensos em locais e horários mais quietos.

Sons competindo com o zumbido podem mascará-lo, impedindo você de percebê-lo. Uma música baixa pode fazer boa parte das pessoas esquecê-lo.

Hoje existem aparelhos que podem ser introduzidos nos ouvidos que mascaram o zumbido. Um otorrinolaringologista poderá lhe receitar um, conforme su problema.

Fonte: www.pavan.med.br

Labirintite

Tonturas ou vertigem têm se constituído em queixas freqüentes em consultórios e clínicas de fisioterapia. Tais sintomas muitas vezes limitam a capacidade de trabalho e interferem no dia-a-dia de boa parcela da população.

Costumeiramente chamada de Labirintite, a Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é caracterizada por episódios, que se repetem muitas vezes, de tonturas rotatórias, com diminuição do equilíbrio, percebido quando são realizados determinados movimentos da cabeça:

Deitar, levantar da cama, virar de lado quando deitado, movimentar a cabeça para olhar para cima ou para os lados são movimentos que desencadeiam episódios súbitos de tontura vertiginosa, algumas vezes severa, de curta duração.

O equilíbrio é a habilidade do sistema nervoso em detectar tanto antecipada como momentaneamente a instabilidade, essa habilidade gera respostas coordenadas que trazem de volta para a base de suporte o "centro de massa corporal", evitando a queda. As queixas mais freqüentes relacionadas ao equilíbrio corporal são tontura e vertigem.

A vertigem é a tontura de caráter rotatório, isto é, a pessoa tem a sensação que seu corpo ou os objetos ao seu redor estão girando. A tontura é a sensação de alteração do equilíbrio corporal, mas os objetos ao seu redor não giram.

A fisiopatologia da VPPB é explicada pela presença de cristais de carbonato de cálcio, que seriam fragmentos degenerados de otocônias do utrículo, deslocados para a região dos canais semicirculares, quase sempre no canal semicircular posterior.

Duas teorias são aqui levantadas. Na primeira teoria, chamada de Cupulolitíase, os fragmentos ficariam aderidos à cúpula do canal semicircular posterior. Essa teoria foi descrita e evidenciada por Schuknecht, que, em 1962, encontrou esses cristais depositados na superfície da cúpula do canal semicircular posterior em dois pacientes com quadro clínico de VPPB.

A segunda teoria, chamada de Canalitíase ou Ductolitíase, sugere que os fragmentos degenerados não ficariam aderidos à cúpula, mas, sim, flutuando na endolinfa do canal semicircular posterior.

Em ambas as teorias, o movimento desencadeante da cabeça do paciente promoveria a movimentação dos fragmentos, que, por sua vez, acarretaria uma estimulação inapropriada da cúpula do canal semicircular posterior e excitação do nervo ampular posterior, com os sintomas de vertigem.

Exercícios vestibulares, como os de Cawthorne e Cooksey, poderiam implementar subsídios para que novos rearranjos das informações sensoriais periféricas aconteçam, permitindo-se que novos padrões de estimulação vestibular necessário em novas experiências, passem a ser realizado de forma automática.

Este treino do equilíbrio, baseado na teoria da neuroplasticidade, seria capaz de promover melhoras nas reações de equilíbrio com conseqüente diminuição na possibilidade de quedas.

Estes exercícios caracterizam-se por um programa de reabilitação vestibular e envolvem movimentos de cabeça, pescoço e olhos; exercícios de controle postural em várias posições (sentado, em apoio bipodal e unipodal, andando); uso de superfície de suporte macia para diminuição do input proprioceptivo; exercícios com olhos fechados para abolição da visão.

O tratamento por fisioterapia visa proporcionar redução das sensações de tontura que tanto incomodam. Após uma avaliação é traçado um programa de tratamento que consiste da realização de exercícios terapêuticos e manobras de reposicionamento. Esta forma de tratamento vem, cada vez mais, ganhando espaço em relação às demais.

Isso se deve à sua praticidade, facilidade na realização, associada a altos índices de sucesso. O programa básico tem duração de sete semanas com dois atendimentos semanais, onde também são instruídos exercícios que os pacientes devem realizar em casa. Recomenda-se ao paciente que durante 48 horas evite deitar com a cabeça baixa, na mesma altura do corpo, e que procure repousar meio sentado.

Ele deve evitar também movimentos bruscos com a cabeça, para frente e para trás. Tanto os exercícios quanto as manobras são realizados por fisioterapeuta especialmente treinado.

Estes programas também beneficiam idosos. Alterações do sistema labiríntico causadas pelo envelhecimento resultam em alterações no equilíbrio e aumento na possibilidade de queda. A aplicação dos exercícios especiais gera aprendizado motor e contribuem para a melhora do equilíbrio e a conseqüente diminuição na possibilidade de queda em idosos, reduzindo os riscos de fraturas e complicações.

Jorge Nienow

Fonte: Revista da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia

Labirintite

Labirintite

Labirintite é um termo popular usado geralmente referindo-se aos distúrbios do labirinto, órgão responsável pelo equilíbrio e audição. São várias as causas das labirintopatias. Às vezes tonturas e vertigens podem significar o primeiro sinal de alguma doença importante.

O equilíbrio

O equilíbrio corporal permite que o corpo se mantenha parado de modo estável ou em movimento de maneira harmônica e precisa. Desta maneira, nos sentimos seguros e confortáveis em relação ao nosso corpo no espaço e nos integramos fisicamente e emocionalmente ao ambiente que nos circunda.

Em linhas gerais, o equilíbrio corporal depende, do funcionamento do labirinto e de sua complexa rede de comunicação com os sistemas ocular, proprioceptivo (a sensação que temos do nosso próprio corpo) e com o sistema nervoso central.

Distúrbios do labirinto

Nosso ouvido possui dois componentes distintos: a cóclea, que é responsável pela nossa audição e o vestíbulo, que é responsável pelo nosso equilíbrio. Juntos, cóclea e vestíbulo formam o labirinto.

Labirintite é um termo popular usado geralmente referindo-se aos distúrbios do labirinto. Porém, o termo correto para as doenças do labirinto é labirintopatia, sendo a labirintite uma das labirintopatias de origem infecciosa.

O comprometimento do labirinto vai provocar sintomas como tonturas, desequilíbrio, surdez ou zumbido. Tontura é a sensação errônea de movimento do nosso corpo em relação ao ambiente ou deste em relação ao nosso corpo. Quando esta sensação adquire características rotatórias, chamamos de vertigem. Muitas vezes, os quadros de vertigens são acompanhados de náuseas e vômitos, e quando muito intensos, uma sensação angustiante de morte iminente.

Causas de labirintopatias

São várias as causas das labirintopatias. Às vezes tonturas e vertigens podem significar o primeiro sinal de alguma doença importante. Nosso ouvido é um consumidor voraz de energia e depende de suprimento constante de açúcar e oxigênio. Qualquer fator que impeça a chegada ou o consumo adequado desses elementos pode gerar tontura.

Entre as inúmeras causas de tontura e vertigem podemos citar:

Doenças próprias do ouvido e do labirinto.
Doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão, reumatismos, etc.
Utilização de drogas que chamamos ototóxicas, como alguns antibióticos e antiinflamatórios que alteram as funções do ouvido.
Alterações bruscas da pressão barométrica, como no mergulho e nos aviões.
Infecções por vírus ou bactérias.
Alterações do metabolismo orgânico.
Hábitos, como o excesso de doces, cafeína, tabagismo, álcool ou drogas.
Aterosclerose.
Traumas sonoros.
Problemas de coluna cervical e articulação da mandíbula.
Stress e problemas psicológicos.
Traumatismos na cabeça.

Tratamento das labirintopatias

O tratamento pode der divido em três fases: tratamento dos sintomas, tratamento da causa e reabilitação do labirinto.

O tratamento dos sintomas consiste em aliviar a tonteira. Para isso são utilizados medicamentos sedativos e repouso quando necessários. Existem várias drogas hoje disponíveis que agem de maneiras diferentes, assim o médico irá prescrever o melhor medicamento para cada caso.

O tratamento da causa é aquele que investiga e trata o problema que gerou a doença do labirinto. O tratamento sintomático produz alívio dos sintomas, mas eles podem voltar se sua etiologia não for tratada. Após confirmação do diagnóstico o médico inicia o tratamento, que pode ser feito pelo otorrinolaringologista ou outro especialista, de acordo com o problema apresentado.

A reabilitação é o tratamento fisioterápico da tontura, que pode ser utilizado com ou sem uso de medicamentos. São realizadas manobras de posicionamento e movimentação da cabeça por um especialista.

Como prevenir ou controlar as labirintopatias?

A melhor maneira de prevenir as labirintopatias é ter uma vida saudável:

Evite os maus hábitos. Conforme já vimos, o cigarro, o álcool e o excesso de cafeína podem influenciar negativamente na tontura e no zumbido.
Faça exercícios físicos.
Está cientificamente provado que o exercício bem indicado melhora os níveis de colesterol e triglicérides no sangue,
diminui o risco de doenças cardíacas, previne a obesidade e fortalece a musculatura. Você evita problemas metabólicos e, portanto a tontura. A caminhada é uma boa opção.
Fracione a sua dieta.
Procure alimentar-se a cada três horas, evitando grandes quantidades de comida. O excesso de sal e açúcar não são recomendados. Abuse das frutas, legumes, e verduras.
Tome muito líquido.
São recomendados dois litros de água por dia. A maior filtração renal elimina as toxinas acumuladas pelo organismo.
Relaxe.
O stress piora qualquer condição orgânica, inclusive a tontura. Procure ter alguns momentos reservados para o seu lazer.

E por fim, procure sempre um médico em caso de tontura, zumbido ou vertigem. Evite a automedicação, pois por trás desses sintomas, pode estar uma doença importante que deve ser tratada adequadamente.

Fonte: hospitaldaprovidencia.org.br

Labirintite

Labirintite, Tonturas ou Vertigem

Muitas pessoas (inclusive crianças), sofrem de sintomas de labirintite: como tontura (ou tonteira), vertigem, zumbido no ouvido, sensação de ouvido tampado, mas não sabem que o seus sintomas, podem ter como causa, problemas musculares, ligamentares e de alguns outros componentes da face que, por não estarem na posição de conforto, acabam comprimindo a artéria que irriga o labirinto, levando a uma redução de seu volume sanguíneo, podendo ocasionar no paciente, sintomas relacionados ao labirinto.

Sintomas

Nos pacientes portadores de sintomas chamados de labirintites, como nas tonturas, tonteiras, vertigem ou zumbidos no ouvido, com essa origem, podem, quando estão em crise, sentirem:

Alterações visuais: enxergar tudo rodando, ter dificuldade de fixar o olho em determinado ponto, possuir movimentos involuntários dos olhos, a vista escurecer ou ter fotofobia (que é a dificuldade de enxergar, em ambientes claros).
Alterações na percepção do movimento da cabeça e/ou do corpo:
dificuldade de andar em linha reta, ao se levantar da cama, da cadeira; podem sentir sintomas de labirintites ao dirigir o carro, ao olhar para os lados ou para cima ou se agachar para pegar alguma coisa, no chão. Em alguns casos, eles têm a impressão, que estão pisando em falso ou sentem problemas de instabilidade do corpo, ao ficar parado.

Também, nos portadores de sintomas de labirintite, podem ocorrer enjoos (podendo levar a vômito), zumbidos no ouvido, problemas de ouvido tampado ou sensações de desmaio. Nos casos em que os sintomas de labirintites aparecem, sem que o paciente esteja se movimentando, é chamado de vertigem.

Além dos sintomas de labirintite (como tontura, tonteira, vertigem ou zumbido no ouvido); esses problemas, podem ocasionar diversos outros sintomas, como dores de cabeça ou sensação de peso na cabeça, dores na nuca, nos olhos, pescoço, ombro, braços, peito, sensação de aperto ou que alguma coisa está enroscada, na garganta, entre diversos outros tipos de sintomas.

Obs: Um paciente pode apresentar um só sintoma ou vários outros sintomas, associados.

Às vezes, os pacientes com sintomas de tontura ou vertigem (chamadas de labirintites), sofrem durante meses e até anos, levado-os ao consumo de muitos remédios (com seus efeitos colaterais) e por vários tipos de exames e tratamentos, sem resultados; sem saber que esses sintomas, podem ter como causa, problemas nos ligamentos e músculos. Sintomas de perda de equilíbrio, que aparecem ou pioram, ao se levantar da cama, andar, movimentar a cabeça, agachar, ou mesmo estando parado, sem se movimentar ou quando passam por situações de estresse.

Sintomas de tontura, tonteira, vertigem ou zumbido no ouvido (chamados de labirintite), interferem bastante, na parte emocional do paciente, podendo aumentar o seu estresse e a irritabilidade.

Tratamento

“O tratamento das sintomatologias, com essa origem, é efetuado, sem a necessidade da utilização de medicamentos, restrições alimentares, exercícios fisioterápicos ou exames, que possam trazer algum incômodo, para o paciente”.

Obs: Segundo pesquisas recentes, o uso contínuo de certos medicamentos, para tratamento das tonturas, vertigens ou zumbidos (Labirintites), indicados para idosos acima de 64 anos, podem induzir sintomas, associados ao mal de Parkinson (falso mal de Parkinson). Esse problema pode ocorrer, com medicamentos do tipo flunarizina e cinarizina.

Quais são os nomes comerciais, da cinarizina e da flunarizina?

Cinarizina: Cinageron, Antigeron, Stugeron, Coldrin, Cronogeron, Exit, Vessel, Sureptil e Verzum.
Flunarizina:
Flunarin, Fluvert, Vertizine D, Sibelium, Flumax e Vertix. Essas drogas, são potenciais bloqueadoras de dopamina, uma das principais causas do Parkinson.

O que é labirintite?

“Labirintite” é um termo popular, usado geralmente para designar, problemas relacionados ao equilíbrio, entre outros problemas (como tontura, tonteiras, vertigem ou zumbidos). Na verdade, o termo correto a ser usado é “labirintopatia”, que significa "doença do labirinto" e não labirintite, cujo significado correto é a inflamação ou infecção do labirinto, o que é uma manifestação bastante rara.

É importante que as pessoas e profissionais da saúde, tenham conhecimento da existência dessa origem músculo – ligamentar, de diversos tipos de sintomas, cujo tratamento, em muitos casos, conta com a participação de profissionais de várias áreas da saúde.

Sintomas de tonturas, tonteiras ou vertigem (labirintopatias) ou labirintite, normalmente tem como origem o labirinto. “Labirinto” é um órgão localizado junto aos ouvidos, que informam ao nosso cérebro, sobre a orientação espacial e do “equilíbrio” do nosso corpo. “Tontura” (de acordo com o dicionário médico), é a instabilidade física associada com falta de equilíbrio. “Tonteira” são as sensações alterada de orientação no espaço. “Vertigem” são as sensações de movimento oscilatório ou giratório do próprio corpo ou do entorno com relação ao corpo. Ao abaixar ou levantar ou rodar a cabeça, nos portadores de tontura, tonteira ou vertigem (chamadas labirintite), sentem perda desse equilíbrio. Essas alterações de equilíbrio podem ser pequenas, até casos que impedem de o paciente de executar as suas tarefas do dia a dia.

Causas dos sintomas de Labirintite (ou Labirintopatia):

1) Por problema de irrigação do labirinto.
2)
Uso de certos medicamentos.
3)
Hereditariedade.
4)
Causas Virais.
5)
Associadas aos sintomas de ATM, DTM e estresse.

Sintomas de origem músculo - ligamentar, como tonturas ou vertigens (labirintites), atrapalham muito a qualidade de vida do paciente. Principalmente, devido ao receio que a tontura volte a aparecer, a qualquer momento. Também pode prejudicar bastante, suas atividades profissionais.

Alguns desses sintomas, como os zumbidos (tinnitus) e ouvido tampado, podem ser causados pela alteração muscular, na válvula localizada na tuba auditiva.

Labirintite

Tuba auditiva é um tubo que liga o ouvido médio e a cavidade nasal. Esse tubo é encarregado de equilibrar a pressão do ar externo no ouvido médio (ouvido médio - região localizado atrás do tímpano onde fica localizado os ossículos do ouvido). Ao lado, desenho esquemático da válvula, existente na tuba auditiva.

São os músculos que comandam a abertura e fechamento da tuba auditiva, através de uma válvula e um conjunto de dois músculos, que tem uma ligação com o palato mole. Normalmente ao deglutirmos, essa válvula se abre, regulando essa pressão (por isso que ouvimos um barulho dentro do ouvido, ao deglutirmos). Se esses músculos entrarem em espasmos (a semelhança o que ocorre nos olhos, pescoço e peito), nos problemas da ATM, podem interferir na abertura e fechamento dessa válvula, podendo causar sintomas de zumbido e a sensação do ouvido tampado (veja figura esquemática acima).

ATM (ou DTM) e problemas do labirinto:

Pode parecer estranho, mas grande parte dos problemas do labirinto, como nas tonturas ou vertigens (chamadas de labirintite ou labirintopatia), podem ser relacionados por problemas de ATM ou DTM, pela má posição dos dentes (eles podem não estar, na posição de conforto) ou falta de alguns dentes, entre outros problemas, que acabam “desequilibrando” os ligamentos, músculos e alguns outros componentes da face; podendo levar o paciente, em muitos casos, a ter sintomas de tontura, tonteira, vertigem, sensações de ouvido tampado e alguns casos de zumbidos.

Além das labirintites (labirintopatias), podemos ter sintomas de dor de cabeça ou dores reflexas no ouvido, olhos, músculos peitorais, fotofobia (aversão a luz), estalos na movimentação da boca, enjôos, bruxismo ou briquismo, torcicolos, entre outros problemas, cujo tratamento é feito por nós, odontologistas.

Quando estamos em situação de estresse, por exemplo, podem ocorrer o aparecimento ou o aumento dos sintomas de tonturas ou vertigens (chamadas de labirintites), entre outros sintomas, em paciente com problemas de desequilíbrios ligamentares e musculares, devido à maior tração exercida nesses ligamentos e músculos, já tensionados, por por não estarem na posição de conforto. O mesmo pode ocorrer, com os músculos que estão em volta da cabeça, gerando dores de cabeça, como a enxaqueca, migrânea ou cefaleia tensional; sintomas esses, às vezes, bastante intensos..

Dores de Cabeça: Enxaquecas, Migrâneas e Cefaleias Tensionais:

Mas, qual a origem das maiorias sintomas de dor na cabeça? Mais de 90% são de origem muscular, gerados, devidos a um aumento excessivo na produção de ácido láctico, pelos músculos, devido a sobretensão que ocorre, nos músculos localizados em torno da cabeça, gerando, com isso, sintomas de dor de cabeça (essa sobretensão, acaba gerando espasmos, nesses músculos – conhecida como câimbras musculares – problema semelhante, do que ocorre nas pernas).

Para que isso não ocorra é necessário que os músculos, quando não utilizados, estejam na posição de repouso (ou equilíbrio); quando isso não ocorre, temos sintomas de dor. Quando esse esforço muscular é muito grande pode haver uma parada na atividade desse músculo (para evitar um mal maior, como uma lesão nesse músculo), gerando limitação ou dificuldade de abrir a boca em alguns casos.

Zumbidos e problemas de ouvido tampado, tonturas ou vertigens (labirintites); problemas da garganta e/ou disfunção?

Há muita evidência estatística em uma conexão entre estes três problemas, a maioria dele que vem dos estudos na Suíça e nos EUA. Se você fizer exame dos grupos das pessoas, combinados com cuidado para a idade e o sexo, você encontra lá é uma proporção muito mais elevada dos povos com zumbidos naqueles que têm problemas da garganta (como gripes e resfriados, entre outros problemas na garganta) ou problemas da articulação temporomandibular, em comparação aqueles que não a possuem.

Certamente o otorrino alemão, Costen em 1930 descreveu uma conexão entre problemas dos maxilares e uma combinação do desequilíbrio, as tonturas (chamadas de labirintites), sensações de o ouvido tampado e o zumbido. Pelas pesquisas de hoje em dia parece definitivamente haver alguma conexão direta entre estes problemas.

Uma ligação, entre problemas articulares e do labirinto e o ouvido médio é difícil de compreender, mas aquela entre problemas da garganta e o labirinto é fácil, desde que há completamente um número de reflexos que ligam o órgão do labirinto com a garganta e vice-versa. Os problemas de um podem criar problemas do outro. Assim, como os problemas nas ATMs, podem causar dores nos músculos, que comandam as movimentações dos olhos, e em outros músculos, alguns distantes da cabeça, como os músculos peitorais, entre outros.

Alguns casos, ilustram bem essa relação entre os zumbidos, sensações de ouvido tampado, tonturas e ATM ou DTM:

1- Uma paciente jovem ao levantar a língua em direção ao palato, com a boca aberta, aparecia sintomas de tonturas e ao abaixar a língua, esses sintomas de tonturas desapareciam.
2-
Um paciente ao colocar um elástico para promover o afastamento dos dentes para colocação de banda ortodôntica (banda ortodôntica – anel metálico, que é colocado em volta dos dentes para utiliza-lo para ancoragem ou para movimentação dos dentes), sentia sintomas de tontura (chamada de labirintite) e, ao retirar esses elásticos dos dentes, esses sintomas melhoravam. Houve duas tentativas, de se fazer movimentação dentária, mas toda vez que colocava os elásticos, aparecia sintomas de tonturas. O paciente, acabou desistindo de fazer, essa correção dentária.
3-
Paciente homem, adulto, sofria de sintomas de tonturas e vertigens (chamada de labirintites), a muitos anos e, devido à intensidade de seus sintomas, teve de contratar um motorista particular, pois os seus sintomas o impediam de dirigir.

Hoje ele dirige normalmente, sem esses sintomas, que tanto atrapalhavam os seus afazeres. Ele apresenta-se assintomático, a mais de 25 anos.

Fonte: www.atm.hostmidia.com.br

Labirintite

Definição

O labirinto é um órgão localizado na parte interna do ouvido, sendo um dos responsáveis pela audição e pelo equilíbrio do corpo humano.

O termo labirintite é leigo, utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto.

Causas

A labirintite pode ser causada por infecção viral ou bacteriana, lesão na cabeça e alergia ou reação a um determinado medicamento. Também pode ter como causa uma cinetose, caracterizada por perturbações do equilíbrio em decorrência da movimentação.

Sintomas

As queixas mais frequentes incluem desequilíbrio, movimentos involuntários dos olhos (nistagmo), náuseas, sensação de mal-estar e tontura. É comum a perda da audição no ouvido afetado.

Diagnóstico

A avaliação otoneurológica, que consiste em história clínica e exame físico detalhados, seguida de uma sequência de testes auditivos e vestibulares, deve ser realizada quando se suspeita de labirintite. Diferentes testes de audição e equilíbrio corporal (testes labirínticos) podem ser realizados de acordo com a necessidade individual de cada paciente.

Tratamento

Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. Somente o especialista poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.

É imprescindível estabelecer a causa da labirintite com o auxílio dos exames laboratoriais para se complementar o tratamento. Assim, deve-se eliminar ou atenuar o fator causador, usar criteriosamente os medicamentos antivertiginosos, personalizar os exercícios de reabilitação do equilíbrio, corrigir os erros alimentares e modificar os hábitos de vida que possam aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Prevenção

Nem sempre é possível se prevenir a crise de labirintite, entretanto, adotar hábitos de vida saudáveis, entre eles prática regular de atividade física e dieta balanceada, ajuda a evitar alguns tipos de labirintite. A tontura não é uma doença, é um sintoma e deve levar o paciente a procurar um médico sempre que estiver presente.

Fonte: revista.lsf.com.br

Labirintite

Labirintite: o que é e como evitá-la

A vertigem, um dos principais sintomas da labirintite, atinge 33% das pessoas em algum momento da vida. O que pouca gente sabe é que a doença pode ser resultado da má alimentação e até do estresse.

A labirintite é causada por uma alteração na parte interna do ouvido, mais especificamente na região conhecida como labirinto. Para compreender o que ocorre, saiba primeiro como é a anatomia do ouvido interno.

O órgão é formado pelo vestíbulo e pela cóclea, estruturas responsáveis, respectivamente, pelo equilíbrio e pela audição, Juntos, formam o labirinto. As células que existem nessa região se comunicam com o sistema nervoso central. Quando são atingidas por qualquer infecção que pode ser causada por vírus, bactérias e até pela ingestão de antiinflamatórios sem orientação médica, elas emitem infor­mações distorcidas para o cérebro.

A reação a esses sinais do labirinto doente vem na forma de tontura, causando uma falsa sensação de que a própria pessoa ou as coisas à sua volta estão rodando. As crises mais fortes podem ser acompanhadas de enjôos, vômitos, suor, palidez e desmaios. Sem falar que a inflamação gera um tremendo zumbido no ouvido. “Nos casos mais graves, há perda de memória, dificuldade de concentração, fadiga física e mental, além do compro­metimento da audição”, revela Arnaldo Guilherme, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em reportagem à revista Viva Saúde, de agosto.

Antes comum apenas entre os idosos, a labirintite está atingindo cada vez mais jovens. Pesquisa realizada na Unifesp mostra que a vertigem, o principal sintoma da labirintite, é a sétima queixa entre as mulheres e a quarta entre os homens. Acomete 33% das pessoas em alguma época da vida. Na Terceira Idade, os casos são mais freqüentes, atingindo 65% dos maiores de 65 anos.

Esse aumento de casos, atualmente, ocorre parte por culpa da vida moderna que, com a agitação das grandes cidades, impõe o hábito de uma alimentação incorreta e gera muita tensão.

O labirinto é uma região muito sensível e acaba sendo afetado por pequenas mudanças no metabolismo, por problemas que acometem outras partes do corpo e até pelo estado psíquico da pessoa. Segundo Raquel Mezzalira, otor-rinolaringologista e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma simples otite (inflamação no ouvido), assim como complicações decorrentes de meningite e herpes zoster, só para citar alguns exemplos, afetam o seu equilíbrio e podem detonar a labirintite.

Dez dicas para evitar uma crise:

1 - Coma menos e mais vezes durante o dia a cada três horas é o ideal. Assim, você evita o excesso de comida e assegura o aporte contínuo de açúcar e oxigênio para o ouvido interno.
2 -
Não exagere no sal e no açúcar. Esses alimentos interferem no equilíbrio de sódio e potássio nas células, o que provoca um aumento de pressão na região do labirinto.
3 -
Não abuse de massas, embutidos, carne vermelha, chocolate e gorduras em geral.
4 -
Evite café, chá, refrigerantes com cafeína, cigarro e álcool. Eles são considerados agentes desencadeantes da labirintite.
5 -
Não tome medicamentos sem orientação médica e quando houver alteração de pressão repentina (barotrauma), como, por exemplo, subir e descer montanhas, andar de avião ou mergulhar.
6 -
Não leve uma vida sedentária. Os exercícios estimulam a circulação e o bem-estar de todo organismo. Tente caminhar de trinta a quarenta minutos todos os dias.
7 -
Beba muito líquido, no mínimo oito copos de água por dia. Os líquidos estimulam o bom funcionamento dos rins, o que elimina as toxinas acumuladas no corpo.
8 -
Fique longe do excesso de barulho e do estresse. A tensão e a ansiedade podem desencadear uma crise.
9 -
Trate doenças como hipertensão, hipertireoidismo, alterações hormonais, diabetes e obesidade, que deixam o corpo mais predisposto labirintite.
10 -
Quando é difícil fazer o diagnóstico da causa na consulta, a saída é recorrer aos exames. Alguns simples, como audiometria, usada para checar deficiências auditivas, ou mesmo os laboratoriais (hemograma, glicose, etc.). Os médicos também podem recomendar opções mais sofisticadas, como a posturografía computadorizada. O exame é realizado por um aparelho chamado Unidade de Reabilitação do Equilíbrio (BRU). Ligado a um computador, ele recria situações do dia-a-dia que provocam o desequilíbrio em subir e descer escadas e movimentos bruscos do corpo.

Fonte: www.magaweb.com.br

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