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Laringite

Introdução

O termo laringite erroneamente utilizado como sinônimo de rouquidão se refere a um processo inflamatório da laringe que pode ser agudo ou crônico, infeccioso ou não, localizado ou inserido em um quadro sistêmico.

Laringites em crianças

O diagnóstico das principais afecções inflamatórias da laringe em crianças pode ser feito baseado na história clínica e exame físico complementado ou não o exame endoscópico das vias aéreas.

Algumas vezes uma radiografia cervical em perfil com incidência para partes moles auxilia no diagnóstico diferencial com outras causas de insuficiência respiratória como corpos estranhos e na localização do sítio de obstrução das vias aéreas.

Excessiva manipulação destas crianças deve ser evitada, pois pode criar situações de estresse e agitação e agravamento da angústia respiratória. A tabela abaixo fornece um resumo básico das principais laringites da infância.

Laringite viral comum

Laringotraqueíte aguda / crupe verdadeira

Laringite bacteriana secundária

Supraglotite aguda ou epiglotite

Falsa crupe ou laringite espasmódica

Idade e quadro clínica

Infecção de vias aéreas; pode acompanhar quadros de sarampo, escarlatina, varicela

Mais comum nas estações frias em crianças menores de 5 anos freqüentemente associado à infecção de vias aéreas superiores

Evolução de laringotraqueíte para quadro obstrutivo e toxemia

Crianças de 2 a 4 anos, evolução rápida com risco de obstrução de via aérea rápida e fatal,

6 meses a 3 anos, pode vir isoladamente sem quadro de infecção de vias aéreas

Sinais e sintomas

Disfonia e tosse leves

Tosse típica (tipo latido) não produtiva que piora à noite, estridor, disfonia e obstrução podem ocorrer

Variados graus de obstrução e estridor, disfonia, taquipnéia, taquicardia, tosse, e babação, expectoração purulenta

Odinofagia, estridor inspiratório, voz “abafada”, babação, postura sentada característica.

Crises súbitas e relativamente fugazes, podendo ser recorrentes, de estridor e tosse seca noturna

Febre

Febre baixa

Febre alta

Febre alta

Febre alta

Afebril

Agentes etiológicos mais comuns

Rhinovirus, parainfluenza vírus, vírus sincicial respiratório, adenovirus

ParainfluenzaI, parainfluenza II, influenza , rhinovirus, vírus sincicial respiratório

Haemophilus influenzae, pneumococos, estreptococos hemolítico

Haemophilus influenzae tipo B

Não identificado, sugere-se reação alérgico a antígenos virais

Achados de laringoscopia

Edema laríngeo difuso sem obstrução

Edema subglótico e traqueal poupando supraglote

Edema subglótico e traqueal com secreção purulenta

Edema e hiperemia de epiglote e às vezes outras estruturas supraglóticas, poupa cordas vocais

Mucosa pálida e discreto edema

Laringite diftérica

Rara em decorrência da ampla imunização, no entanto, mesmo os imunizados podem adquirir a doença em sua forma mais branda. Caracteriza-se por febre insidiosa associada à odinofagia e disfonia seguida de obstrução de via aérea, em geral acomete crianças menores de seis anos.

A laringoscopia revela exsudato espesso, membranoso em placas de coloração cinza-esverdeado sobre amígdalas palatinas, faringe e laringe. A remoção das placas é difícil e revela leito de mucosa sangrante. Confirmação diagnóstica com cultura de secreção.

Rebecca Maunsell

Fonte: www.fcm.unicamp.br

Laringite

Laringite, traqueíte e laringotraqueíte referem-se a inflamações agudas da laringe e traquéia, geralmente produzidas por vírus, especialmente os vírus parainfluenza.

Sintomas

A laringite se manifesta inicialmente com 2 ou 3 dias de sintomas de resfriado (como coriza, mal-estar e febre) seguidos de tosse áspera ou rouca (chamada popularmente "tosse de cachorro"), acompanhada de dispnéia, irritabilidade, dor de garganta e perda do apetite.

Esta inflamação pode se propagar para a traquéia e os brônquios, resultando na laringotraqueobronquite, que se manifesta com mais tosse e chiado no peito.

Tratamento

O tratamento é realizado com medicamentos que amenizam os sintomas, isto é analgésicos, descongestionantes e antiinflamatórios que serão prescritos pelo médico. Como freqüentemente há dispnéia, a oxigenioterapia costuma ser indicada a alguns pacientes.

Excepcionalmente pode ser necessário algum tratamento cirúrgico.

Fonte: www.pulmonar.org.br

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