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Leucorréia

O que é?

É a presença do corrimento saindo pelo órgão genital feminino.

Leucorréia

Lembre-se

A genitália não é completamente seca. Diariamente é produzida uma pequena quantidade de secreção que é muito importante para lubrificar o órgão genital durante a relação sexual, protegê-la de outras bactérias e ajudar na hora de engravidar.

Esta secreção normal é composta de líquidos, algumas bactérias protetoras (naturais do corpo) e muco cervical (secreção natural da mulher produzida no colo do útero).

Ela é branca ou transparente, não tem cheiro ruim e a quantidade pode variar muito de mulher para mulher, costumando aumentar no período fértil, nos dias mais quentes e com a excitação sexual. Por isso, nem sempre o corrimento vaginal é uma DST.

O que pode causar um corrimento anormal?

Infecção por bactérias , vírus e fungos;
Aumento ou diminuição dos hormônios;
Uso de vestuário inadequado ou absorvente fora do período menstrual;
Falta de higiene e/ou excesso de higiene no local;
Irritação, alergia;
Stress (cansaço), fatores emocionais.

Quais os sintomas?

Corrimento amarelado, acinzentado ou esverdeado, mau cheiro (especialmente após a relação sexual ou menstruação), queimação ou ardor, dor na relação sexual, coceira.

Como se faz o diagnóstico?

Através de exame da secreção vaginal pelo/a ginecologista.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Leucorréia

O que é?

Aumento do conteúdo vaginal. Toda mulher produz secreção vaginal e algumas até confundem-na com corrimento. Essa secreção, chamada de muco cervical, muda de consistência no decorrer do mês, de acordo com a fase do ciclo menstrual e é incolor, sem cheiro e não causa coceira.

Como identificar?

Um dos primeiros indícios de que a mulher está com corrimento vaginal é quando o muco apresenta alguma coloração: amarela, acinzentada ou mesmo esverdeada.

Outro sinal de corrimento é quando a secreção apresenta odor desagradável e causa inflamação ou coceira na parte externa do órgão genital feminino, a vulva.

Quanto mais tempo se demorar para tratar o problema, mais os sintomas podem ser potencializados. Isso significa principalmente mais coceira e ardor.

Dependendo das características, a serem avaliadas pelo ginecologista, o corrimento pode ter origem bacteriana ou por fungos e ainda por protozoários.

Complicações

Como a vulva tem ligação direta com a parte interna do aparelho reprodutor feminino, o corrimento, quando não tratado adequadamente, pode servir como foco de entrada de bactérias no órgão genital feminino e mesmo no útero, causando inflamações.

Em casos mais extremos, as bactérias podem atingir as trompas, fechando-as e causando até esterilidade.

Tratamento

Detectada a origem correta do corrimento, se por bactérias, fungos ou protozoários, o ginecologista vai aplicar o tratamento adequado. Pode ser por medicações em dose única ou de cinco a sete dias, isso sob forma de comprimidos, asseios ou cremes vaginais.

Prevenção

A correta higienização da genitália é a medida preventiva básica. O uso da camisinha nas relações sexuais previne da transmissão por bactérias.

Outra forma de prevenção é evitar o uso de calcinhas de lycra ou muito apertadas.

Para evitar a proliferação de fungos, deve-se evitar passar muito tempo usando roupas de banho molhadas.

Fonte: www.saude.pr.gov.br

Leucorréia

O Corrimento Vaginal é um problema comum, que atinge cerca de 80% das paciente que procuram um atendimento em ginecologia.

Quando a mulher procura o serviço médico apresentando um quadro de corrimento, geralmente é indagada pelo médico se é virgem, se teve algum contato sexual recentemente ou se o corrimento possui odor desagradável e ficou mais intenso e árduo logo após a relação sexual, surgindo também o prurido.  A partir daí o médico pode traçar um perfil para diagnóstico.

O que causa o Corrimento Vaginal?

Muitos fatores podem desencadear o corrimento vaginal, veja os principais:

Hábitos de higiene
Germes
Bactérias
Processos Neoplásicos
Roupas Sintéticas
Desodorantes Íntimos
Papeis Higiênicos (principalmente os perfumados)
DST
Masturbação
Absorventes intra vaginais ( um excelente meio para a proliferação de germes)
Corpos Estranhos
Areia de Praias – onde o corpo fica em contato intimo com a areia, onde são depositados detritos orgânicos que entram em decomposição. estes em contato com as partes intimas, mucosa provoca o prurido, secreção etc..

Quando a mulher com corrimento está grávida…

O corrimento aumenta durante a gravidez devido os fatores hormonais próprios da gestação. Mas ainda é vasto o campo de pesquisa para os fatores predisponentes e o ginecologista tem dever de diagnosticar e tratar a paciente juntamente com seu parceiro, caso tenha vida sexual ativa.

Muitas vezes, por falta de conhecimento, o parceiro sexual não faz o tratamento por “não sentir nada e não ter secreção”, o que dificulta a solução do problema.

Daí tiramos a importância do cônjuge em acompanhar sua esposa ou parceira sexual numa avaliação ginecológica.

Fonte: www.gestantes.net

Leucorréia

O que é o corrimento vaginal?

"Corrimento vaginal é a saída de uma secreção que vem da genitália. O corrimento vaginal normal é em pequena quantidade, com um aspecto claro ou translúcido, fluido e sem cheiro intenso. A quantidade de secreção vaginal normal varia durante o ciclo menstrual (na altura da ovulação o corrimento é mais viscoso e em maior quantidade), durante o exercício físico e o período de excitação sexual que antecede as relações sexuais."

O que é que caracteriza o corrimento vaginal anormal?

"O corrimento vaginal torna-se anormal quando há um desequilíbrio entre os diferentes microorganismos que habitualmente se encontram no órgão genital feminino (bactérias e fungos) causando uma inflamação da genitália (vaginite).

Quando a genitália está inflamada o aspecto do corrimento altera-se, tornando-se mais abundante, com cor branca ou amarelo-esverdeada e com um odor intenso e incómodo. O corrimento anormal geralmente aparece associado a sintomas locais como comichão, ardor ao urinar e dor durante as relações sexuais."

A vaginite é uma doença frequente?

Sim. A vaginite é a doença ginecológica mais frequentemente diagnosticada, atingindo cerca de 1/3 das mulheres pelo menos uma vez na vida.

O que é que pode causar alteração do corrimento vaginal?

"A maioria das vezes a alteração do corrimento vaginal é causada por uma inflamação da genitália (vaginite), embora esta também possa ocorrer sem sintomas.

Com menor frequência a alteração do corrimento vaginal resulta de uma inflamação do colo do útero (cervicite).

As causas mais frequentes de vaginite com alteração do corrimento vaginal são a vaginose bacteriana, a candidíase e a trichomoníase.

Quando o corrimento alterado provém de uma infecção do colo do útero as causas mais prováveis são a gonorreia e a infecção por clamydia."

O aspecto do corrimento vaginal pode sugerir qual o agente causal mais provável?

"Nalguns casos sim.

O aspecto do corrimento vaginal nas infecções mais frequentes é o seguinte:

1. Vaginose bacteriana

É uma infecção vaginal que resulta de um desequilíbrio entre os microorganismos que existem habitualmente no órgão genital com alteração da sua acidez e proliferação das bactérias nocivas. Na vaginose o corrimento é fino, de cor branco sujo e com um cheiro característico a peixe que aumenta de intensidade após as relações sexuais.

2. Candidíase vaginal

É uma infecção causada por fungos que não resulta de transmissão sexual mas de alterações do meio vaginal que podem estar associadas ao uso da pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino, à diabetes, à gravidez e à ingestão recente de antibióticos .

O corrimento típico na candidíase é espesso, de cor branca (aspecto de queijo fresco), sem cheiro particular e acompanha-se de inflamação das paredes do aparelho genital que ficam avermelhadas . A mulher queixa-se de comichão e ardor quando urina.

3. Trichomoníase

É uma infecção causada por um parasita, o trichomonas vaginalis, que se transmite por contato sexual.

O corrimento na trichomoníase é abundante, de cor amarela esverdeada, com cheiro fétido e causa comichão intensa na genitália e ardor ao urinar. Em algumas mulheres a infecção pode ser assintomática.

4. Gonorreia e infecção por clamydia

O gonococcus e a clamydia são bactérias que se transmitem por via sexual e que podem causar corrimento vaginal por inflamação da genitália e habitualmente do colo do útero. Para verificar se o corrimento provém do colo do útero é necessário fazer uma observação ginecológica. Nestas infecções o corrimento costuma ser purulento (com aspecto de pús), amarelado e, por vezes, ensanguentado."

Há fatores que predispõe à alteração do corrimento vaginal?

"Há. O meio vaginal normal tem uma acidez própria que ajuda a manter o equilíbrio entre os diferentes microrganismos que colonizam habitualmente no órgão genital. A alteração deste equilíbrio ou a entrada de microrganismos estranhos por contágio sexual leva à inflamação da genitália com alteração das suas secreções normais.

Os fatores que podem alterar o equilíbrio da flora vaginal são:

1. uso de antibióticos
2. anticoncepcionais orais (pílula)
3. relações sexuais
4. irrigações vaginais e abuso de desinfectantes nos genitais
5. stress
6. alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa
7. má higiene local
8. uso de roupa apertada ou de roupa interior de nylon, que favorece as condições de humidade propícias ao desenvolvimento de fungos
9. comportamentos sexuais de risco"

Como se faz o diagnóstico das causas de um corrimento vaginal alterado?

"Para diagnosticar a causa de um corrimento vaginal alterado é necessário conhecer os sintomas presentes, a sua duração, as características do corrimento, a história ginecológica, o uso de contraceptivos, etc. Após a colheita da história a observação ginecológica permite verificar a origem do corrimento, o aspecto do mesmo, e se há alterções da genitália e do colo do útero.

Para confirmar o diagnóstico o médico pode solicitar um exame laboratorial do corrimento (exsudado vaginal), uma colpocitologia (exame das células do colo do útero) ou análises de sangue (exames serológicos) que servem para confirmar infecções difíceis de identificar no exsudado vaginal."

Como se tratam as alterações do corrimento vaginal?

"O tratamento escolhido depende da causa dessa alteração.

Consoante a infecção identificada podem ser utilizados antibióticos, anti fúngicos ou antiparasitários, que podem ser administrados por via oral (comprimidos tomados pela boca) ou através de aplicações locais no órgão genital (cremes, óvulos ou comprimidos vaginais).

Nas doenças de transmissão sexual, como a trichomoníase, a infecção por clamydia e a gonorreia, é importante tratar o parceiro sexual e pesquisar a existência de outras doenças sexualmente transmissíveis associadas, como a sífilis e a infecção pelo VIH."

É possível prevenir as alterações do corrimento vaginal?

"Nem sempre é possível prevenir as alterações do corrimento vaginal pois por vezes estão associadas a fatores que não podem ser evitados, como o uso de antibióticos em determinadas situações, as alterações hormonais do ciclo menstrual ou da gravidez, etc.

No entanto, há algumas medidas que podem ser úteis na prevenção das inflamações da genitália e do colo do útero, mantendo as condições de normalidade das secreções vaginais:

1. uso de preservativo para evitar as doenças sexualmente transmissíveis
2.
reduzir a ingestão de produtos açucarados para prevenção da diabetes ou para manter os níveis de glicémia controlados nas doentes diabéticas
3.
não fazer irrigações vaginais e não abusar de produtos de higiene feminina que alteram o equilíbrio da flora vaginal
4.
usar roupa interior de algodão e evitar o uso de roupa apertada (por ex. Jeans) que mantêm condições de humidade e calor favoráveis à proliferação de fungos
5.
manter uma higiene adequada dos genitais e utlizar o papel higiénico de frente para trás quando se limpa a região retal após a defecação (para não contaminar o órgão genital com microrganismos existentes nas fezes)
6.
não abusar do uso de tampões, evitando sempre a sua premanência prolongada no órgão genital, pelo risco de desenvolvimento de infecções."

Fonte: www.medicoassistente.com

Leucorréia

A secreção vaginal normal é clara, fluida e sem cheiro. Sua quantidade varia durante o ciclo menstrual (próximo à ovulação o corrimento é mais viscoso e em maior quantidade) e no período de excitação sexual que antecede as relações sexuais.

Corrimento vaginal, ou leucorréia, é definido como a presença de uma secreção aumentada na genitália com características diferentes da normal.

Mais freqüentemente, o corrimento vaginal ocorre quando há desequilíbrio entre os diferentes microorganismos que habitualmente se encontram no órgão genital (bactérias e fungos) causando uma inflamação da genitália (vaginite). O corrimento anormal geralmente está associado a sintomas como irritação local, coceira, odor desagradável e dor durante as relações sexuais.

É um dos mais comuns e mais irritantes problemas que afeta a saúde da mulher e é uma das causas mais freqüentes de visita ao médico ginecologista e ocorre em cerca de 1/3 das mulheres pelo menos uma vez na vida.

As causas mais freqüentes dos corrimentos vaginais são a vaginose bacteriana, a candidíase e a trichomoníase. Quando o corrimento alterado provém de uma infecção do colo do útero (cervicite) as causas mais prováveis são a gonorréia e a infecção por clamydia.

Candidíase vaginal

É causada por fungos que se proliferam em situações favoráveis, como por exemplo nas alterações do meio vaginal que podem estar associadas ao uso da pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino, à diabetes, à gravidez e à ingestão recente de antibióticos.

O corrimento típico na candidíase é espesso, de cor branca (aspecto de coalho), sem cheiro e acompanhado de inflamação das paredes vaginais que ficam muito irritadas. O principal sintoma é a coceira intensa e, as vezes há ardor local.

Vaginose bacteriana

É causado por uma bactéria (Gardnerella vaginalis). Este o corrimento é fino, de cor branco-amarelada e com um cheiro característico a peixe que se intensifica após as relações sexuais.

Trichomoníase

É uma infecção causada por um parasita (Trichomonas vaginalis) que é transmitido por contato sexual.

O corrimento na trichomoníase é abundante, de cor branco-acinzentado. Normalmente causa uma irritação vaginal que pode estar acompanhada por prurido. Em algumas mulheres a infecção pode ser assintomática.

Há alguns fatores que podem facilitar o aparecimento do corrimento vaginal. O meio vaginal normal tem uma acidez própria que ajuda a manter o equilíbrio entre os diferentes microrganismos que colonizam habitualmente o órgão genital feminino. A alteração deste equilíbrio ou a entrada de microrganismos estranhos por contágio sexual leva à inflamação da genitália com alteração das suas secreções normais.

Alguns fatores que podem alterar o equilíbrio da flora vaginal são: stress, freqüência de relações sexuais, antibióticos, duchas vaginais, uso de anticoncepcionais hormonais, uso de roupas apertadas, alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa, higiene inadequada, etc.

O diagnóstico do corrimentos baseia-se nos sinais e sintomas clínicos e é auxiliado pelo exame ginecológico.

Muitas vezes as características do corrimento não permitem o diagnóstico exato do tipo de corrimento e o ginecologista pode solicitar um exame laboratorial do corrimento ou lançar mão de um creme vaginal que apresente um amplo espectro de ação.

O tratamento dos corrimentos vaginais depende do seu tipo. Pode-se utilizar antibióticos, anti fúngicos ou antiparasitários, que podem ser administrados por via oral (comprimidos tomados pela boca) ou através de aplicações locais no órgão genital (cremes, óvulos ou comprimidos vaginais).

Nos casos de corrimentos causados por trichomonas é importante que se trate o parceiro sexual também. Além disso recomenda-se alguns cuidados como evitar duchas vaginais, evitar roupas justas e roupas íntimas de tecido sintético, não abusar dos tampões vaginais e absorventes íntimos, etc.

Fonte: www.solvayfarma.com.br

Leucorréia

Leucorréia
Leucorréia

O que é corrimento vaginal?

Caracteriza-se por uma irritação no órgão genital feminino ou na vulva ou por saída de secreção vaginal anormal (corrimento) que pode ou não apresentar cheiro desagradável.

Pode ser acompanhado de coceira, ardência ou aumento da freqüência urinária.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo ginecologista através da história clínica da paciente, exame ginecológico e eventualmente exames complementares.

As características do corrimento ajudam muito na identificação do agente causal, por isso uma visita ao ginecologista é muito importante para solucionar o problema.

Quais são as causas de corrimento vaginal?

As causas mais comuns são:

Infecções vaginais
Infecções do colo do útero
Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

Na infância, são comuns as vulvovaginites inespecíficas causadas por higiene inadequada e pela maneira incorreta de realizar a higiene após a evacuação - que sempre deve ser feita de frente para trás, evitando o contato de fezes com o órgão genital feminino.

Como evitar o corrimento vaginal?

Use roupas que não comprimam a região genital. As calças devem ser mais largas, de tecidos leves e não sintéticos.
Dê preferência para o uso de calcinhas de algodão. Evite tecidos sintéticos como lycra ou nylon. Uma boa opção é aproveitar o período noturno para deixar a pele da região genital respirar, para isso a mulher pode dormir sem calcinha.
Roupas íntimas devem ser lavadas com sabão de côco ou sabão neutro. O uso de amaciantes e água sanitária é contra-indicado, já que esses produtos aderem à fibra do tecido e podem levar ao desenvolvimento de vaginites químicas.
Procure imediatamente um ginecologista no início dos sintomas e jamais use medicamentos por conta própria.
Para a higiene íntima use sabonete neutro ou produtos apropriados para a higiene da região genital. Evite os sabonetes comuns e os que contém cremes hidratantes ou corantes.
Evite desodorantes íntimos e produtos como talcos ou perfumes.
Duchas vaginais podem retirar a proteção natural da órgão genital feminino , favorecendo o crescimento de fungos ou bactérias.
Evite o uso excessivo de tecidos sintéticos e jeans.
Seque a roupa íntima em locais secos e arejados, de preferência expostas ao sol. E passe com ferro as calcinhas antes do uso.
Evite ficar muito tempo com biquinis molhados.
Para depilação da região genital deve sempre ser usada cêra descartável e observar as condições de higiene do local que oferece o serviço.
Durante a menstruação, troque o absorvente quantas vezes forem necessárias, dependendo do fluxo e com um mínimo de três vezes ao dia.
O uso de absorventes diários não é recomendado. Eles impedem a transpiração da região genital, favorecendo o crescimento de fungos e bactérias.
Absorventes internos podem ser usados desde que trocados com regularidade.
Evite papel higiênico colorido ou perfumado. Eles podem agredir a mucosa genital.
Um lubrificante íntimo pode ser uma boa alternativa para manter a lubrificação da mulher durante a relação sexual.
Procure um ginecologista regularmente para realizar exames ginecológicos preventivos. Não use medicamentos por conta própria. A auto-medicação é uma das principais causas de corrimentos crônicos.

Fonte: renatazito.site.med.br

Leucorréia

"O corrimento vaginal pode ter várias causas e, na maioria dos casos, pode ser evitado e facilmente tratado. Hábitos de vestir do mundo moderno influenciam o surgimento deste mal feminino, assim como a prática sexual desprotegida. Trata-se de uma inflamação dos tecidos vaginais que passam a produzir secreção anormal, com sintomas como o surgimento de muco, odores, dor, prurido e coceira. O exame clínico e a prevenção são as melhores armas para combatê-lo".

Corrimento Vaginal ou Leucorréia é o nome dado a algumas doenças que acometem a mulher desde cedo em sua vida. As causas são diversas, dentre elas se destacam hábitos de vestir do mundo moderno; como poderemos ver a seguir, corrimento vaginal é uma inflamação dos tecidos vaginais que passam a produzir secreção anormal.

O sintoma mais evidente da secreção vaginal anormal é o surgimento de muco em grandes quantidades ou com odor intenso, além da presença de dor ou moléstia vaginal e prurido.

As características são diferenciadas em função da origem da inflamação: infecção por cândida, por Trichomonas vaginalis, bacteriana, herpética, pólipos cervicais, câncer ou sífilis. Um exame minucioso do médico assistente, que complementaria as informações com outros recursos da medicina, permitirá um diagnóstico adequado.

Quais São as Causas do Corrimento Vaginal?

Com o aumento das roupas sintéticas, lycra, por exemplo, que impede a respiração do corpo, enfim a ventilação dos órgãos, aumentaram consideravelmente os casos de corrimento vaginal. Quando não há transpiração, vemos a glândula abafada, como se estivesse usando uma máscara, com aumento da secreção sebácea. Segundo especialistas, no início, a calcinha servia como uma proteção contra os tecidos que eram em couro ou brim duro.

As mulheres, antigamente usavam calcinhas de bombachas grandes. Paulatinamente passaram a ficar menores, até encostarem-se à saída vaginal. Logo depois, surgiu a lingerie em forma de lycra ou renda e os grandes problemas começaram. O uso de calcinhas de algodão é o mais indicado, pois as fibras permitem uma ventilação melhor.

Outro fator importante é a utilização de amaciantes, ou sabonetes perfumados ou até o uso papel higiênico perfumado, que são elementos irritantes. Evitar o uso de toalhas ou roupas íntimas de outras pessoas é recomendável, bem como secar bem todo o corpo depois do banho. Ainda há mulheres que insistem em fazer a higiene de forma errada, pois o indicado é limpar da vulva até o orifício retal e não ao contrário.

Os Tipos de Secreções da Mulher

A mulher possui uma secreção que se modifica conforme o ciclo menstrual. No meio do ciclo observa-se uma secreção mais gelatinosa, que corresponde à época da ovulação. Antes da menstruação ela se torna mais leitosa e espessa e corresponde ao aumento da fase pré-menstrual. Essas secreções são cíclicas, se mantém de uma maneira única, mas quando começa a acontecer uma irritação, as bactérias, que são habitantes costumeiras das áreas úmidas, se prevalecem dessa situação.

Sintomas da Contaminação

Depois de contaminado o tecido, começa a coçar, ou produzir uma dor mais forte. Muito embora o corrimento não se resuma só nisso, há vários fatores, como o stress que libera substâncias que permitem o aparecimento de fungos. A própria gravidez facilita a chegada dos fungos. O fungo provoca uma coceira desesperadora, e o corrimento é abundante como uma coalhada, embora haja dor nas mulheres que não tem sintoma nem de um nem de outro. Tem gente que tem a secreção contínua sem agentes bacterianos.

Candidíase ou Monilíase Vaginal

Dos mais irritantes corrimentos, pois provoca muco espesso, tipo nata de leite e, geralmente, a candidíase ou monilíase vaginal é acompanhada de coceira ou irritação intensa. Candida é o fungo que provoca a candidíase, uma micose.

A Candida aparece em organismos com baixa imunológica ou quando a resistência vaginal está diminuída.

Entre os fatores determinantes estão: o uso de antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica e medicamentos como anticoncepcionais e corticóides. Às vezes o parceiro aparece com pequenas manchas vermelhas no órgão genital. O tratamento é com antimicóticos. Esse fungo é encontrado no estômago, intestino, pele, boca (sapinho) e na mucosa do órgão genital feminino. Cerca de 90% das mulheres podem ser infectadas pela Candida pelo menos uma vez. Esse tipo de fungo costuma aparecer uma semana antes do fluxo menstrual.

Trichomonas Vaginalis

O Trichomonas vaginalis é um corrimento adquirido sexualmente através das relações sexuais ou em contato íntimo com a pessoa contaminada. O diagnóstico é feito através de exames clínicos. No tratamento devem ser usados antibióticos e quimioterápicos, além de ser obrigatório que o parceiro se trate também.

Papiloma Vírus

O HPV ou Papiloma Vírus se aloja na genitália, na vulva ou no colo do útero. Na vulva a doença é conhecida por condiloma genital ou crista de galo; na genitália e colo do útero aparecem lesões microscópicas que só são identificadas através de exames clínicos. O grande problema é que determinados tipos de vírus têm uma associação entre o papiloma vírus e o câncer do colo do útero. No diagnóstico é utilizado o teste de Papanicolaou ou colposcopia e também a biópsia da área suspeita. Outros exames são capazes de identificar quais são os vírus e se são cancerígenos.

Outros Tipos de Corrimento Vaginal

Além dos citados existem outros tipos de corrimentos originados por causas das mais diversas. A Vaginite atrófica ocorre por falta de hormônio, especialmente na menopausa. Mas há também a Vaginite atrófica por falta de hormônio no parto ou durante a amamentação.

A vaginite irritante pode ser provocada por camisinha, diafragma, cremes diversos ou absorvente interno ou externo. Outro tipo bem comum é a vaginite alérgica provocada por calcinhas de nylon ou outros tecidos sintéticos; além de roupas apertadas como jeans e meias calças. As vulvites são inflamações da parte externa dos genitais ou vulva causados por papel higiênico colorido ou perfumados, sabonetes cremosos, xampus e condicionadores, roupa lavada com sabão em pó ou amaciantes.

As lavagens freqüentes não são aconselháveis, pois aumentam a inflamação pélvica.

Os tratamentos antibacterianos podem ser complementados com cremes e gelatinas que aumentam a acidez das secreções e, assim, evitam o desenvolvimento de bactérias.

No caso de vaginite atrófica, que ocorre na pós-menopausa, é utilizado tratamento com progesterona, pois pode ocorrer estreitamento do canal vaginal.

A melhor maneira de estar prevenida contra as doenças vaginais é mudar certos hábitos.

A mudança dos hábitos alimentares e de vestuário produz uma melhora perene; não devemos só ficar tratando das doenças é importante evitar e tratar as causas.

Os corrimentos por doenças sexuais transmissíveis demandam um tratamento que envolverá o outro membro do casal.

Fonte: www.medialsaude.com.br

Leucorréia

O corrimento vaginal é motivo de consulta freqüente ao ginecologista, chegando a um terço dos atendimentos, tendo causas variadas, representadas principalmente pelos agentes infecciosos.

Normalmente, a secreção vaginal é clara e branca. Durante a ovulação, ela pode tornar-se espessa, pegajosa e leitosa (mais ou menos 15 dias após a menstruação). Uma mudança na cor ou na quantidade de corrimento, acompanhada de outros sintomas, pode indicar que a mulher tenha uma infecção.

A infecção pode ter como origem a própria flora bacteriana normal da genitália. O órgão genital regularmente contém bactérias. O crescimento destas bactérias é regulado e afetado por muitos fatores diferentes, como o nível de acidez (pH) e o efeito dos hormônios. Qualquer coisa que interfira neste equilíbrio pode aumentar o risco de infecção ou crescimento exagerado de quaisquer destas bactérias ou de fungos (micoses).

Possíveis fatores incluem:

Uso de antibióticos,
Presença de poucos pelos pubianos,
Pílulas anticoncepcionais,
Aplicação de duchas no órgão genital,
O Diabetes Mellitus,
A gravidez,
O stress emocional,
Aplicação de desodorantes íntimos,
O uso de roupas íntimas apertadas ou sintéticas (lycra, por exemplo).

O corrimento vaginal mais comumente pode ser o resultado de uma infecção com:

Fungos como a Candida Albicans - um tipo de fungo que faz parte da flora normal da pele humana, mas também pode causar infecções, representando até 25 por centos deste tipo de infecção,
A Gardnerella vaginalis -
um tipo de bactéria que normalmente é encontrada na região genital feminina e que causa a vaginose bacteriana, influenciada pela diminuição dos lactobacilos (bacilos de Döderlein) protetores na superfície interna do órgão genital feminino,
O Trichomonas Vaginalis -
um tipo de protozoário, que é um organismo composto de uma única célula.

As doenças sexualmente transmitidas como a gonorréia ou a clamídia também podem causar corrimento vaginal,

Outras possíveis causas não infecciosas incluem a inflamação da genitália que normalmente acontece após a menopausa (vaginite atrófica), o diabetes, que é geralmente associado a infecções por fungos recorrentes (que se repetem) ou a irritação a produtos perfumados como o sabão, duchas e tampões.

Quadro Clínico

Você pode notar uma mudança na cor, quantidade ou odor do corrimento. Uma secreção branca e leitosa que se parece com ricota é um sinal clássico de infecção por fungos. O corrimento amarelado, verde ou cinza normalmente é um sinal de trichomonas ou vaginose bacteriana. A vaginose bacteriana também tem um odor fétido, lembrando o cheiro de peixe.

A coceira normalmente é muito perceptível numa infecção por fungos, entretanto pode acontecer em qualquer tipo de infecção. O revestimento vaginal irritado, que fica particularmente pruriginoso (coceira) ou doloroso durante as relações sexuais, normalmente é o sintoma mais importante de uma vaginite atrófica. Um corrimento vaginal súbito, acompanhado de febre, dor abdominal ou de dor durante as relações pode indicar uma doença sexualmente transmitida, como a gonorréia ou a clamídia. Porém, a gonorréia e a clamídia geralmente não causam nenhum sintoma.

Diagnóstico

O ginecologista fará uma variedade de perguntas à paciente para ajudar a definir a causa do corrimento, inclusive sobre o uso recente de antibióticos, se ela tem um novo parceiro sexual, se tem sintomas da menopausa, sintomas de diabetes e outras recentes mudanças na saúde ou no estilo de vida.

Ele então fará o exame ginecológico. Irá usar um dispositivo chamado especulo para olhar diretamente o colo do útero. Durante o exame ginecológico, uma amostra do corrimento é colhida por ser examinada ao microscópio, onde o médico poderá diagnosticar uma infecção por fungos, uma vaginose bacteriana ou uma infecção por trichomonas; e iniciar o tratamento imediatamente.

O diagnóstico definitivo de Gonorréia ou da Clamídia requer os resultados dos exames de laboratório, e estes podem levar alguns dias para ficar prontos.

Prevenção

Seu ginecologista fará perguntas para tentar identificar o que está levando aos seus sintomas, como o uso recente de antibióticos, o uso de roupas íntimas que não sejam de algodão ou roupas apertadas durante os exercícios físicos, o uso de perfumes que irritam o revestimento do órgão genital, ou o consumo de pílulas anticoncepcionais. Se você usa pílulas, você pode não precisar deixar de usá-las para prevenir estas infecções recorrentes. Mudar o tipo ou a potência do hormônio na pílula pode ser o suficiente para fazer com que os sintomas não voltem.

Se você é diabética, controlar os níveis de açúcar no sangue pode ajudar a evitar a recorrência (volta) de infecções, especialmente aquelas por fungos (micose).

Tratamento

As infecções bacterianas são tratadas com antibióticos. Freqüentemente só uma dose de antibiótico por via oral é suficiente.

Outra opção é usar antibióticos em creme vaginal ou na forma de gel, especialmente se você tem efeitos colaterais significativos quando toma antibióticos por boca. Além disso, o creme vaginal pode ser mais indicado quando o revestimento vaginal está inflamado e dolorido.

Se o ginecologista suspeita que você tenha uma doença sexualmente transmitida, você pode ser tratada com antibióticos injetáveis o por boca antes dos resultados dos exames confirmarem o diagnóstico.

Se você teve infecções por fungo freqüentemente e reconhece os sintomas, você pode usar cremes antifúngicos sem uma prescrição médica. Se seus sintomas não melhorarem (os fungos podem ser bastante resistentes), consulte seu ginecologista para confirmar o diagnóstico e mudar o tratamento.

A vaginite atrófica pode se desenvolver com as mudanças hormonais, por exemplo, depois da gravidez ou enquanto a mulher usar pílulas anticoncepcionais. Mais geralmente, acontece durante ou depois da menopausa. Na menopausa, a terapia de reposição hormonal pode contribuir para reduzir o risco de vaginite atrófica e pode ser administrada por via oral ou vaginal.

A administração vaginal expõe a paciente a níveis mais baixos de hormônios. Para casos moderados, o uso de um lubrificante à base de água pode ser suficiente.

Se você toma pílulas anticoncepcionais, mudar o tipo ou a potência da pílula pode ajudar a evitar a vaginite atrófica.

Os parceiros sexuais não precisam ser tratados a menos que a mulher seja diagnosticada com uma doença sexualmente transmitida, ou tem infecções recorrentes (que voltam) e nenhum outro fator a está fazendo propensa à infecção. Se o parceiro sexual tem uma secreção no falo ou desconforto ao urinar ou durante a relação sexual, ele deve ser avaliado por um urologista.

Qual médico procurar?

Se você já teve uma infecção prévia por fungos e tem sintomas repetidos e semelhantes, você pode começar o tratamento com um medicamento antifúngico.

Procure um ginecologista se seus sintomas não melhoram, mesmo quando você deixa de usar irritantes potenciais. Se você desenvolver dor abdominal ou febre associada a um corrimento vaginal, procure o ginecologista no mesmo dia.

Prognóstico

Em geral as condições que causam o corrimento vaginal respondem ao tratamento dentro de poucos dias. A vaginite atrófica pode levar algumas semanas para responder ao tratamento com hormônios porque o revestimento vaginal leva algum tempo para se refazer. Ocasionalmente as infecções voltam. Seu ginecologista pode prescrever um tratamento mais efetivo, sugerir maneiras de você se cuidar em casa ou ajudá-la a eliminar causas potenciais de infecção.

Fonte: www.policlin.com.br

Leucorréia

Existe uma preocupação intensa da mulher em relação aos corrimentos vaginais. Até que ponto uma secreção pode ser considerada normal? O que é corrimento normal? O que é corrimento patológico?

Durante a infância a ocorrência de corrimentos patológicos (que são considerados doenças) é rara.

São causados na maioria por verminoses e higiene inadequada.

A partir do momento que a menina menstrua ocorre uma mudança do Ph e da flora vaginal, que acrescidos de mudanças comportamentais (como por exemplo uso de tecidos sintéticos justos) podem levar à um aumento da secreção vaginal, mas raramente, neste caso leva à infecções.

Na mulher sexualmente ativa já existe uma mudança de Ph e flora vaginal, devido ao ato sexual. O não uso do preservativo pode infectar a mulher com microorganismos que causarão uma alteração da secreção vaginal normal, tornando essa mesma secreção uma doença, com sinais e sintomas, devendo ser diagnosticada e tratada adequadamente.

Sempre que existe uma suspeita de que a secreção não está normal deve-se procurar um ginecologista, para um exame mais detalhado.

Via de regra uma secreção sem odor e sem prurido (coceira) não é considerada doença. A partir do momento em que ocorre uma alteração na quantidade desta secreção, na coloração e no odor, acompanhado ou não de prurido, deve-se procurar o médico.

Existem certos tipos de infecção genital em que a secreção se torna pruriginosa, com odor fétido e pode ou não ser acompanhada de irritação vaginal.

Neste caso deve-se suspender as relações sexuais e procurar o serviço médico para o tratamento correto.

O uso de medicações por conta própria ou indicados por profissionais não médicos pode melhorar o quadro a princípio, mas as conseqüências podem ser extremamente ruins.

Ressalto a importância do exame preventivo (papanicolau), que além de detectar precocemente o câncer, pode diagnosticar infeções genitais em sua fase inicial, ou seja, sem sintomas.

Maria Beatriz Piraí de Oliveira

Fonte: www.mulherdeclasse.com.br

Leucorréia

Leucorréia
Leucorréia

O QUE É?

Também chamado de vaginite ou vulvovaginite. São as alterações caracterizadas por um fluxo vaginal anormal, geralmente com volume aumentado, podendo ter ou não cheiro desagradável, irritação, coceira ou ardência na genitália ou na vulva e vontade de urinar freqüentemente. É um dos problemas ginecológicos mais comuns e uma das causas mais freqüentes de consulta ao ginecologista.

COMO SE DESENVOLVE?

Na idade reprodutiva, é normal haver a produção de certa quantidade de corrimento pelo órgão genital. Ele é constituído a partir do acúmulo de secreção produzida pelas trompas, pelas glândulas endometriais (existentes na cavidade uterina), pelas glândulas cervicais (existentes no colo uterino) e pelas glândulas de Bartholin (existentes na genitália), além das células vaginais descamadas e das bactérias naturalmente presentes na flora vaginal.

Nessa fase, o órgão genital feminino normalmente é bastante resistente às infecções, pois seu epitélio além de ser espesso e resistente, possui uma forte acidez que inibe o crescimento excessivo dos germes causadores das infecções.

Deste modo, qualquer situação que favoreça o aumento do pH vaginal, anulando a acidez protetora, ou o aumento da população de bactérias, poderá predispor o surgimento dos mais diversos tipos de infecções vaginais

Leucorréia
Leucorréia

Na infância são comuns as vulvovaginites inespecíficas causadas pela maneira incorreta de realizar a higiene após as evacuações e também pela imaturidade hormonal própria da idade, a qual acaba não fornecendo uma quantidade adequada de estrogênios, proporcionando um epitélio vaginal mais fino, sensível e menos ácido que o da mulher adulta. Um outro tipo de corrimento também encontrado nesta faixa de idade, é o causado por quadros alérgicos ao sabonete ou ao tecido das calcinhas.

Na menopausa, também em função do decréscimo natural da produção de estrogênios, inicia-se um processo de modificação do epitélio vaginal chamado atrofia, o que, à semelhança do que ocorre na infância, acaba deixando o revestimento vaginal bastante fino, delicado, de cor pálida e reduzindo a acidez protetora a níveis mínimos, tornando-o suscetível às agressões externas e infecções.

Alguns produtos químicos encontrados em sabonetes, absorventes e substâncias perfumadas também podem causar irritação e desconforto importante, neste caso, em qualquer faixa etária, o que pode quebrar o equilíbrio vaginal e, mais uma vez, predispor às infecções.

QUAIS OS SINTOMAS?

Entre os corrimentos vaginais existem três que são encontrados mais comumente: os provocados pelos fungos, entre eles se destaca a Candida albicans, que produz uma vulvovaginite muito irritadiça com fortes coceiras, dor para urinar e um corrimento branco como "nata de leite". Um outro corrimento é o produzido pela Gardnerella vaginalis, um microorganismo que possui um órgão locomotor, o flagelo, causador de uma secreção de odor muito forte, porém em pequena quantidade e, por fim, temos o Trichomonas vaginalis, agente causador de um corrimento sem coceira e sem odor forte, no entanto eliminado em grande quantidade.

COMO SE TRATA?

Ao surgimento de um corrimento não cabe à paciente fazer o próprio tratamento pois, além de poder fazer a escolha incorreta da medicação, pode produzir um tipo de complicação chamado “resistência”, selecionando um agente agressor mais forte e fazendo com que um tratamento posterior torne-se muito mais difícil de obter êxito.

Juntamente com o tratamento correto, existem alguns cuidados que podem ser tomados para dificultar, ou mesmo impedir, o surgimento dos corrimentos vaginais.

São eles:

Usar roupas mais leves, evitando as de pano grosso, tipo as calças jeans e as calças de lycra.
Utilizar calcinha de algodão, trocando-a pelo menos três vezes ao dia.
Evitar misturar as suas roupas com as de outras pessoas.
Evitar a realização de duchas vaginais, pois elas só selecionam os microorganismos patogênicos.
Realizar a higiene com água após as evacuações.

Lembre-se de que somente o médico está devidamente habilitado para efetuar tratamento correto dos corrimentos vaginais. Procure o seu ginecologista ao primeiro sinal de ardência, odor, coceira ou eliminação de corrimentos de cor esverdeada, amarelada ou em grande quantidade.

Fonte: www.clinicajardim.net

Leucorréia

É um problema muito comum na vida das mulheres sendo uma das causas mais freqüentes de consultas ginecológicas.

É caracterizado pela presença de uma secreção vaginal que pode ser branca, amarela, purulenta, esverdeada, com ou sem odor desagradável.

Geralmente acompanhado de coceira genital e disuria (vontade de urinar a todo momento em pequena quantidade acompanhado de ardor uretral).

Os agentes etiológicos mais comuns são:

1. Cândida (Monilíase vaginal)

É um corrimento espesso acompanhado de coceira intensa cujo agente etiológico é um fungo (monília ou cândida). Essa infecção geralmente aparece quando ocorre uma diminuição da imunidade ou quando a resistência vaginal está diminuída. O parceiro pode ter manchas e coceira no órgão genital masculino porém essa doença geralmente não é considerada uma DST.

Alguns fatores predispõem esse tipo de infecção como uso de antibióticos, diabetes, gravidez, outras infecções(HPV) , deficiência imunológica, anticoncepcionais e corticóides.

O diagnóstico além das características clínicas pode ser confirmado por exames realizados na secreção vaginal e o tratamento é com a administração de antimicóticos.

Não esquecer de tratar as doenças de base que proporcionaram uma queda da resistência individual.

2. Tricomonas vaginalis

É uma secreção vaginal geralmente ocasionada por contato sexual cujo agente etiológico é o tricomonas vaginalis. O diagnóstico pode ser clínico ou laboratorial (através de exames do corrimento vaginal). O tratamento é feito através de antibióticos ou quimioterápicos e sempre o parceiro deve ser tratado concomitantemente.

3. Vaginose Bacteriana

É um corrimento ocasionado pela Gardinerella Vaginalis ou por outras bactérias caracterizado por odor desagradável que pioram durante a menstruação e as relações sexuais. Apesar de não ser considerada uma DST, pode estar relacionada a novos parceiros ou multiplicidade de parceiros.

Geralmente o homem não tem sintomas.

O diagnóstico pode ser clínico, em testes da secreção que podem ser feitos no próprio consultório ou em exames da secreção vaginal, e o tratamento consiste na administração de antibióticos, tratamento do parceiro, evitar duchas vaginais e multiplicidade de parceiros.

4. Outras causas

4.1 Excesso de Bacilos de Doderlein

Esses bacilos são normais na flora bacteriana e se alimentam de glicogênio (produzido pelas células vaginais estimuladas pelos hormônios) e produzem ácido lático mantendo o ph vaginal ácido na permitindo a proliferação de ouros microorganismos.

4.2 Vaginite atrófica

Provocada pela falta de hormônio, muito comum após a menopausa.

4.3 Vaginite irritativa

Ocasionada por preservativos, cremes, espermicidas, diafragma, lubrificantes, absorventes, calcinhas, tecidos de nylon, etc,

4.4 Vulvites

Consiste na irritação da genitália externa por cremes, shampoo, asbsorventes coloridos, papel higiênico, perfumado, etc.

Fonte: www.virushpv.com.br

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