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Leucorréia

Leucorréia

O que é?

É a presença do corrimento saindo pelo órgão genital feminino.

Corrimento Vaginal - Imagem Ilustrativa II

Lembre-se

A genitália não é completamente seca. Diariamente é produzida uma pequena quantidade de secreção que é muito importante para lubrificar o órgão genital durante a relação sexual, protegê-la de outras bactérias e ajudar na hora de engravidar.

Esta secreção normal é composta de líquidos, algumas bactérias protetoras (naturais do corpo) e muco cervical (secreção natural da mulher produzida no colo do útero). Ela é branca ou transparente, não tem cheiro ruim e a quantidade pode variar muito de mulher para mulher, costumando aumentar no período fértil, nos dias mais quentes e com a excitação sexual. Por isso, nem sempre o corrimento vaginal é uma DST.

O que pode causar um corrimento anormal?

Infecção por bactérias , vírus e fungos;
Aumento ou diminuição dos hormônios;
Uso de vestuário inadequado ou absorvente fora do período menstrual;
Falta de higiene e/ou excesso de higiene no local;
Irritação, alergia;
Stress (cansaço), fatores emocionais.

Quais os sintomas?

Corrimento amarelado, acinzentado ou esverdeado, mau cheiro (especialmente após a relação sexual ou menstruação), queimação ou ardor, dor na relação sexual, coceira.

Como se faz o diagnóstico?

Através de exame da secreção vaginal pelo/a ginecologista.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Leucorréia


Corrimento vaginal é a saída de uma secreção que vem do órgão genital feminino. O corrimento vaginal normal é em pequena quantidade, com um aspecto claro ou translúcido, fluido e sem cheiro intenso. A quantidade de secreção vaginal normal varia durante o ciclo menstrual (na altura da ovulação o corrimento é mais viscoso e em maior quantidade), durante o exercício físico e o período de excitação sexual que antecede as relações sexuais.

O que é que caracteriza o corrimento vaginal anormal?

O corrimento vaginal torna-se anormal quando há um desequilíbrio entre os diferentes microorganismos que habitualmente se encontram na genitália (bactérias e fungos) causando uma inflamação do órgão genital (vaginite).

Quando a genitália está inflamada o aspecto do corrimento altera-se, tornando-se mais abundante, com cor branca ou amarelo-esverdeada e com um odor intenso e incômodo. O corrimento anormal geralmente aparece associado a sintomas locais como comichão, ardor ao urinar e dor durante as relações sexuais.

A vaginite é uma doença freqüente?

Sim. A vaginite é a doença ginecológica mais freqüentemente diagnosticada, atingindo cerca de 1/3 das mulheres pelo menos uma vez na vida.

O que é que pode causar alteração do corrimento vaginal?

A maioria das vezes a alteração do corrimento vaginal é causada por uma inflamação da genitália (vaginite), embora esta também possa ocorrer sem sintomas. Com menor freqüência a alteração do corrimento vaginal resulta de uma inflamação do colo do útero (cervicite).

As causas mais freqüentes de vaginite com alteração do corrimento vaginal são a vaginose bacteriana, a candidíase e a trichomoníase. Quando o corrimento alterado provém de uma infecção do colo do útero as causas mais prováveis são a gonorréia e a infecção por clamydia.

O aspecto do corrimento vaginal pode sugerir qual o agente causal mais provável?

Nalguns casos sim.

O aspecto do corrimento vaginal nas infecções mais freqüentes é o seguinte:

Vaginose bacteriana

É uma infecção vaginal que resulta de um desequilíbrio entre os microorganismos que existem habitualmente no órgão genital feminino com alteração da sua acidez e proliferação das bactérias nocivas. Na vaginose o corrimento é fino, de cor branco sujo e com um cheiro característico a peixe que aumenta de intensidade após as relações sexuais.

Candidíase vaginal

É uma infecção causada por fungos que não resulta de transmissão sexual mas de alterações do meio vaginal que podem estar associadas ao uso da pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino, à diabetes, à gravidez e à ingestão recente de antibióticos .

O corrimento típico na candidíase é espesso, de cor branca (aspecto de queijo fresco), sem cheiro particular e acompanha-se de inflamação das paredes da genitália que ficam avermelhadas . A mulher queixa-se de comichão e ardor quando urina.

Trichomoníase

É uma infecção causada por um parasita, o trichomonas vaginalis, que se transmite por contato sexual.
O corrimento na trichomoníase é abundante, de cor amarela esverdeada, com cheiro fétido e causa comichão intensa no órgão genital e ardor ao urinar. Em algumas mulheres a infecção pode ser assintomática.

Gonorreia e infecção por clamydia

O gonococcus e a clamydia são bactérias que se transmitem por via sexual e que podem causar corrimento vaginal por inflamação da genitália e habitualmente do colo do útero. Para verificar se o corrimento provém do colo do útero é necessário fazer uma observação ginecológica. Nestas infecções o corrimento costuma ser purulento (com aspecto de pus), amarelado e, por vezes, ensangüentado.

Há fatores que predispõe à alteração do corrimento vaginal?

Há. O meio vaginal normal tem uma acidez própria que ajuda a manter o equilíbrio entre os diferentes microrganismos que colonizam habitualmente a genitália. A alteração deste equilíbrio ou a entrada de microrganismos estranhos por contágio sexual leva à inflamação do órgão genital com alteração das suas secreções normais.

Os fatores que podem alterar o equilíbrio da flora vaginal são:

1. uso de antibióticos
2. anticoncepcionais orais (pílula)
3. relações sexuais
4. irrigações vaginais e abuso de desinfetantes nos genitais
5. stress
6. alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa
7. má higiene local
8. uso de roupa apertada ou de roupa interior de nylon, que favorece as condições de umidade propícias ao desenvolvimento de fungos
9. comportamentos sexuais de risco

Como se faz o diagnóstico das causas de um corrimento vaginal alterado?

Para diagnosticar a causa de um corrimento vaginal alterado é necessário conhecer os sintomas presentes, a sua duração, as características do corrimento, a história ginecológica, o uso de contraceptivos, etc. Após a colheita da história a observação ginecológica permite verificar a origem do corrimento, o aspecto do mesmo, e se há alterações do órgão genital e do colo do útero.

Para confirmar o diagnóstico o médico pode solicitar um exame laboratorial do corrimento (exsudado vaginal), uma colpocitologia (exame das células do colo do útero) ou análises de sangue (exames serológicos) que servem para confirmar infecções difíceis de identificar no exsudado vaginal.

Como se tratam as alterações do corrimento vaginal?

O tratamento escolhido depende da causa dessa alteração.

Consoante a infecção identificada podem ser utilizados antibióticos, anti fúngicos ou antiparasitários, que podem ser administrados por via oral (comprimidos tomados pela boca) ou através de aplicações locais na genitália (cremes, óvulos ou comprimidos vaginais).

Nas doenças de transmissão sexual, como a trichomoníase, a infecção por clamydia e a gonorreia, é importante tratar o parceiro sexual e pesquisar a existência de outras doenças sexualmente transmissíveis associadas, como a sífilis e a infecção pelo VIH.

É possível prevenir as alterações do corrimento vaginal?

Nem sempre é possível prevenir as alterações do corrimento vaginal pois por vezes estão associadas a fatores que não podem ser evitados, como o uso de antibióticos em determinadas situações, as alterações hormonais do ciclo menstrual ou da gravidez, etc.

No entanto, há algumas medidas que podem ser úteis na prevenção das inflamações do órgão genital e do colo do útero, mantendo as condições de normalidade das secreções vaginais:

1. uso de preservativo para evitar as doenças sexualmente transmissíveis

2. reduzir a ingestão de produtos açucarados para prevenção da diabetes ou para manter os níveis de glicemia controlados nas doentes diabéticas

3. não fazer irrigações vaginais e não abusar de produtos de higiene feminina que alteram o equilíbrio da flora vaginal

4. usar roupa interior de algodão e evitar o uso de roupa apertada (por ex. Jeans) que mantêm condições de umidade e calor favoráveis à proliferação de fungos

5. manter uma higiene adequada dos genitais e utilizar o papel higiênico de frente para trás quando se limpa a região retal após a defecação (para não contaminar a genitália com microrganismos existentes nas fezes)

6. não abusar do uso de tampões, evitando sempre a sua permanência prolongada no órgão genital, pelo risco de desenvolvimento de infecções.

Fonte: www.viamedico.com.br

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