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Mal de Alzheimer

 

 

A doença de Alzheimer é a mais comum das chamadas demências degenerativas, ou seja, doenças progressivas que são caracterizadas por dificuldade de memória (prejuízo da capacidade de aprender novas informações ou de recordar informações anteriormente aprendidas), associada a diversos déficits cognitivos (ver adiante), os quais levam ao comprometimento das funções sociais e funcionais do indivíduo.

As alterações cognitivas podem se manifestar na forma de afasia (dificuldade ou incapacidade para falar ou para compreender o que é falado, escrito ou gesticulado), apraxia (ou seja, comprometimento na capacidade de executar determinadas movimentos voluntários e propositados, apesar de não haver alteração de força, sensibilidade ou de compreensão para realização das mesmas), agnosia (incapacidade de reconhecer e de identificar objetos e de saber para que servem, apesar das funções sensitivas intactas) e comprometimento das funções executivas, como planejamento, organização e elaboração de pensamentos abstratos.

Alterações de personalidade e de afeto estão freqüentemente associadas a estes sintomas. No entanto, o nível de consciência permanece preservado até estágios mais avançados da doença.

Que doença é essa?

Foi descrita pela primeira vez pelo médico Alois Alzheimer, em 1907.

Essa doença é erroneamente conhecida pela população como “esclerose” ou “caduquice”.

Mas é uma forma de demência cuja causa não se relaciona com a circulação ou com a arteriosclerose. É devida à morte das células cerebrais que levam à uma atrofia do cérebro.

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de declínio das funções mentais do idoso em todo o mundo, representando um grande problema não só para os pacientes afetados mas também para as pessoas que cuidam desses pacientes (familiares ou não).

A doença de Alzheimer acarreta a perda progressiva das funções intelectuais do indivíduo.

O declínio das funções mentais na doença de Alzheimer leva ao prejuízo da memória, afetando simultaneamente alguma outra função intelectual (por exemplo, a linguagem, a capacidade de cálculo e/ou aprendizado, entre outras) ou ainda uma alteração no comportamento.

A doença de Alzheimer atinge as células nervosas do cérebro, principalmente aquelas relacionadas à memória e ao comportamento.

O início da doença é de difícil percepção, já que normalmente ocorre de maneira gradual, sendo as primeiras manifestações relacionadas a falhas de memória. No começo, são os pequenos esquecimentos, normalmente aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que vão se agravando gradualmente.

Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passam a apresentar alterações de personalidade, com distúrbios de conduta e terminam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos, quando colocados frente a um espelho.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passam a necessitar de cuidados e supervisão integra, até mesmo para as atividades elementares do cotidiano como alimentação, higiene, vestir, etc.

Sabe-se que a doença afeta cerca de 5% da população com mais de 65 anos de idade. Atualmente, 17 a 25 milhões de pessoas no mundo todo são afetadas pela doença de Alzheimer. Estima-se que nos EUA existam cerca de quatro milhões de pacientes portadores da doença, e no Brasil, aproximadamente um milhão. Para pacientes e familiares a doença de Alzheimer tem conseqüências físicas e emocionais.

O declínio das funções intelectuais e as alterações do comportamento na doença fazem com que o paciente perca aos poucos a capacidade de realizar as tarefas rotineiras, ou seja, as atividades do dia-a-dia, tornando-o cada vez mais dependente de cuidados, levando a uma grande sobrecarga para o cuidador.

A causa da doença de Alzheimer ainda não é conhecida pela ciência.

Existem várias teorias, porém de concreto, aceita-se que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).

Todas as pessoas com dificuldade de memória têm demência? Elas irão desenvolver a doença de Alzheimer?

Não. Para que se estabeleça o diagnóstico de demência é necessário que o déficit de memória seja suficientemente importante para interferir com as capacidades funcionais do indivíduo. A doença pode ser difícil de diagnosticar em pessoas idosas, nas quais dificuldade de memória é comum - é necessário acompanhamento para que se determine a deterioração das capacidades funcionais.

Muitas vezes, o próprio paciente com demência é incapaz de perceber adequadamente as suas habilidades cognitivas - ele/ela não se queixa da dificuldade de memória, sendo necessárias informações complementares dos familiares próximos.

Estudos demonstram que queixas de memória da maioria das pessoas não se correlacionam adequadamente com seus níveis funcionais e não são preditivos do desenvolvimento de demência. As queixas de dificuldade de memória e de "esquecimentos" em pessoas muito preocupados são geralmente relacionadas com traços de personalidade do indivíduo ou com depressão.

O relato de um familiar ou do companheiro/a de que o indivíduo com queixa de memória é capaz de realizar as suas funções com a mesma habilidade anterior auxilia na identificação de idosos não demenciados, enquanto que a observação pelo familiar de comprometimento, ainda que leve, da capacidade funcional devido a alterações cognitivas é um indicador sensível de futuro desenvolvimento de demência.

Doença de Alzheimer e demência são sinônimos?

Não. O termo "demência" é usado para descrever uma síndrome (ou seja, um conjunto de sinais e de sintomas), a qual é caracterizada por perda progressiva das funções intelectuais adquiridas, como, por exemplo, memória, linguagem, capacidade de pensamento abstrato, decorrente de uma série de patologias distintas.

Estima-se que de 50 a 80% dos casos de demência sejam devidos a à doença de Alzheimer.

Além desta, outras patologias podem levar a demência, como demência fronto-temporal (a qual inclui a esclerose lateral amiotrófica com demência), demência com corpos de Lewy, doença de Pick, doenças vasculares, hidrocefalia, traumatismos cranianos, doenças infecciosas (como, por exemplo, doença de Whipple, sífilis e AIDS), doença de Parkinson, doenças degenerativas do sistema nervoso central (tais como doença de Huntingdon, paralisia supranuclear progressiva, degeneração nigro-estriatal, degeneração espinocerebelar, doença de Hallervorden-Spatz, leucodistrofias), doença de Creutzfeld-Jakob, esclerose múltipla, neoplasias, doenças endócrinas (como hipotireioidismo, hipercalcemia e hipoglicemia), doenças imunológicas (lúpus eritematoso sistêmico e outras vasculites), deficiências nutricionais (carência de tiamina, niacina e vitamina B12), uso crônico de álcool ou de outras drogas, insuficiência renal e hepática e a síndrome demencial associada a depressão.

Cada uma destas patologias tem suas peculiaridades, sinais e sintomas distintos, que permitem ao médico diferenciar uma da outra. Da mesma forma, elas têm evoluções e tratamentos também diferentes, motivo pelo qual é tão importante que se estabeleça o diagnóstico correto, permitindo melhor prognóstico do paciente.

Algumas destas doenças são facilmente excluídas pelos dados da história, da evolução ou do exame físico; para outras, no entanto, são necessários exames adicionais. A seleção destes deve ser individualizada de acordo com o caso - ver mais adiante.

Dez sinais de alerta sobre a doença de Alzheimer:

1 - Perda da memória recente afetando a capacidade de trabalho.
2 -
Dificuldade em desempenhar tarefas familiares.
3 -
Problemas de linguagem.
4 -
Desorientação no tempo e no espaço.
5 -
Diminuição na capacidade de decisão.
6 -
Problemas com o pensamento abstrato.
7 -
Confundir os lugares das coisas.
8 -
Mudanças na personalidade.
9 -
Mudanças no humor e comportamento.
10-
Perda de iniciativa.

Fonte: www.terapeutaocupacional.com.br

Mal de Alzheimer

MAL DE ALZHEIMER: UMA VISÃO FISIOTERAPÊUTICA

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) dentro de 25 anos 34 milhões de pessoas terão demência, e mais da metade das pessoas com essa patologia padecem do mal de Alzheimer, que é uma doença neurodegenerativa, progressiva e irreversível para a qual ainda não existe uma prevenção e poucas são as alternativas de tratamento.

Quando desenvolvimento percebe-se um aumento da mesma, além do envelhecimento da população, o que torna de extrema importância o estudo desse tipo de patologia, visto que o fator de risco mais importante é a idade, onde percebemos um indivíduo afetado em cada 20 pessoas com mais de 65 anos.

O MAL DE ALZHEIMER

Segundo Cotran et al (1991) a doença de Alzheimer (Doença degenerativa do córtex cerebral) é uma anomalia que geralmente se manifesta clinicamente sob a forma de comprometimento das funções intelectuais mais elevadas e através de distúrbios do afeto.

Enquanto Bear et al (2002) afirmam que a doença de Alzheimer caracteriza-se pela desestruturação do citoesqueleto dos neurônios do córtex cerebral, uma região encefálica fundamental para as funções cognitivas.

A patologia pode evoluir para demência profunda, muda e imóvel num período de cinco a dez anos. Os pacientes de Alzheimer já são quatro milhões nos Estados Unidos. No Brasil não há dados precisos, mas estima-se que a confusão mental atinge por volta de meio milhão de idosos.

A causa da doença ainda não é conhecida pela ciência, tratando-se de uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária.

Essa incapacidade completa e morte. O curso da doença é muito variável, no entanto, a maioria dos pacientes morre entre 4-10 anos após o diagnóstico (SAMUELS, 1992).

A doença de Alzheimer foi descoberta em 1907 pelo médico alemão Alois Alzheimer ao fazer uma biópsia no encéfalo de uma mulher de 55 anos, no qual foi notado alterações nas “neurofibrilas”, elementos do citoesqueleto que eram visualizados após impregnação com sais de prata (BEAR et al, 2002).

Esta patologia é dividida em três fases: fase inicial, em que a pessoa está consciente, percebendo que algo está errado; existe a perda da memória recente, dificuldade de aprender e de reter informações; na fase intermediária, o paciente é completamente incapaz de aprender e de reter novas informações e na fase final, o paciente é totalmente incapaz de andar, apresenta incontinência, está restrito ao leito e não fala mais.

Conforme Salles et al (2000), a dificuldade de memória é geralmente a primeira e principal queixa do paciente, sendo que o primeiro tipo de memória a ser afetada é a memória recente, em que são esquecidos recados e trajetos habituais. Os sintomas no começo são os pequenos esquecimentos, tornando-se depois confusos e às vezes agressivos, passando o paciente a apresentar alterações de personalidade.

Os sintomas do Mal de Alzheimer interferem na vida do paciente, incapacitando-o de realizar determinadas tarefas da vida diária como se vestir, comer, cuidar da casa, de sua higiene e de gerir sua vida profissional e emocional.

Por isso, alguns cuidados podem ser tomados: os tapetes aumentam o risco de queda e por isto, devem ser evitados ou fixados ao chão; sapatos e outros objetos não devem estar no chão; a cama do paciente e o vaso sanitário não podem ser baixos a fim de facilitar o levantar e sentar dele.

A força e coordenação motora estão comprometidas e podem complicar o simples ato de colocar roupas e por isto, devem ser escolhidas roupas que sejam fáceis de manusear, sendo largas e elásticas; talheres com cabos maiores são mais fáceis de segurar. Os autores dizem que a demência não é uma doença em si própria e sim um grupo de sintomas que caracterizam certas doenças.

Nos exames específicos feitos em pacientes com o mal de Alzheimer, é possível observar um grau variável de atrofia cortical com alargamento dos sulcos cerebrais, sendo mais evidente nos lobos frontais, temporais e parietais (fig. 01). O número de neurofibrilas entrelaçadas, o que caracteriza a degeneração neurofibrilar e de placas senis, tem alguma relação com o grau e a duração da demência (COTRAN et al, 2000).

Mal de Alzheimer
Figura 01 – Diferença entre as áreas corticais de um cérebro normal para um afetado pela doença

Mal de Alzheimer
Fig. 02 – Diferença entre um cérebro com o Mal de Alzheimer para um sadio

Alzheimer é um distúrbio irreversível do cérebro, cujas células deterioram-se progressivamente provocando o envelhecimento do cérebro e a degeneração dos neurônios (fig. 02).

SILVA (1997) afirma que a síndrome está ligada a duas categorias de lesões cerebrais: em uma delas, os neurônios exibem grandes placas de uma proteína chamada beta-amilóide, que tem efeitos tóxicos sobre as células. No outro dano, os neurônios criam nós em peças essenciais de sua estrutura interna, os microtúbulos, que ficam retorcidos e emaranhados prejudicando o funcionamento dessas células. De qualquer forma, sabe-se que existe um gene que pode contribuir para este risco. Este gene encontra-se no cromossoma 19 e é responsável pela produção de uma proteína denominada apolipoproteína E (ApoE). Existem três tipos principais desta proteína, um dos quais (ApoE4), que, embora raro, propicia a ocorrência da doença de Alzheimer.

De acordo com Samuels (1992), praticamente todas as partes do córtex cerebral apresentam disfunção, já que a degeneração cortical é difusa. Na prática, a maior parte dos portadores de Alzheimer apresenta dificuldades de funções dos lobos parietal e temporal com perda da memória e desorientação espacial. À medida que a doença progride, o paciente manifesta-se com perda de inibições sociais, incontinência urinária e fecal e abulia (perda da espontaneidade), devido à disfunção do lobo frontal. Alguns pacientes apresentam extensas disfunções do lobo temporal e parietal.

Os portadores do mal de Alzheimer apresentam vários distúrbios do movimento.

O mesmo autor acima mencionado afirma que é comum esses pacientes fugirem de casa e não encontrarem o caminho de volta. Os sintomas depressivos podem ser o principal problema no início da doença.

O diagnóstico é feito através de um processo de eliminação, assim como, através de um exame minucioso do estado físico e mental do paciente, em vez da detecção de uma prova da doença. Inclui também, biópsia do tecido cerebral, exames de sangue, tomografia ou ressonância magnética.

Salles et al (2000) acreditam que o tratamento deve incluir certas drogas, bem como a orientação de diferentes profissionais da área da saúde para tratar das alterações de comportamento como agitação e agressividade e do humor como a depressão, que não devem ser feitos apenas com medicação.

É importante saber o que é cuidar. Cuidar significa uma situação que envolve a emoção de um indivíduo transformando-se em proteção e segurança do outro.

Como o mal de Alzheimer faz diminuir a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma, surge outra vítima, o cuidador. Este precisa estar bem consigo próprio, ter paciência e aceitar a situação para saber enfrentar a difícil tarefa que lhe foi imposta. Ele precisa estar bem atualizado, conhecer bem os sintomas, os cuidados e para que o cuidador tivesse acesso fácil às informações, criaram-se grupos de apoio; grupos esses de pessoas que se reúnem para colher informações específicas da doença, trocar idéias, transmitir experiências, técnicas e tudo o que os associados precisarem dentro da metodologia da associação.

Os mesmos autores afirmam que a doença de Alzheimer tem várias fases e que o cuidador perceberá as diferenças entre elas. Por exemplo, quando o familiar perceber que o paciente está tendo dificuldade para dirigir, deverá tomar providências cautelosas; o doente muda fácil de humor, sente raiva, sente-se ameaçado, vê perigo onde não existe; não vê perigo onde existe; fica agitado podendo torna-se agressivo, cabendo ao cuidador amenizar a situação. È importante ressaltar que o início da doença é lento, gradual, em períodos de vários anos, continuando progressivamente sem melhoria. A memória e o intelecto são sempre comprometidos.

A FISIOTERAPIA E O MAL DE ALZHEIMER

A doença de Alzheimer causa uma série de efeitos tanto ao nível de pensamento quanto ao nível motor. O que interessa para o fisioterapeuta é o sistema motor, que ao ser estimulado, obtém-se como resultado uma melhora na qualidade de vida.

É necessário realizar primeiramente uma avaliação do paciente colhendo todos os dados a respeito da doença e de seus sintomas, para que depois possa ser feito um plano de tratamento para este paciente. O tratamento fisioterapêutico é constante e por tempo indefinido. Existem melhoras, mas o paciente nunca recupera suas funções totalmente, já que é uma demência e há comprometimento de uma área do cérebro.

A conduta fisioterapêutica é realizada de acordo com as alterações apresentadas pelo paciente e essas alterações dependerão do estágio da lesão. Dessa forma, se o paciente apresenta alterações de postura, o fisioterapeuta trabalhará com ele exercícios de alongamentos de grupos musculares encurtados; se for detectado alteração no equilíbrio será trabalhado com ele exercícios que recuperem esta condição. O fisioterapeuta deve orientar também o cuidador quanto à importância de cuidar da pele do paciente, evitando que a mesma fique ressecada ou que haja a formação de escaras.

È essencial que o terapeuta observe o trofismo e o tônus muscular para que se possa ter conhecimento do grau de incapacidade surgido pela demência. O paciente com hipotonia pode ser tratado com estímulos elétricos, crioestimulação e solicitação verbal de contração muscular. O tônus espástico pode ser trabalhado no sentido de alongamento da musculatura atingida e através da facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP). Avaliar o grau de sensibilidade do paciente; se o grau estiver diminuído pode-se trabalhar com diversos estímulos sobre a pele, como com diferentes texturas, agentes térmicos e estímulos dolorosos. E quanto às atividades da vida diária, avaliar se o paciente é capaz de realizar as atividades sozinho ou se é dependente, procurando então diminuir as dificuldades dele em realizá-las.

O Mal de Alzheimer é uma doença crônico degenerativa do sistema nervoso central, que desencadeia uma série de efeitos tanto a nível intelectivo quanto a nível motor. Se houver estimulação motora, haverá como conseqüência, uma melhora do quadro intelectivo. O exercício físico é importante para esses pacientes, pois com a melhora da parte física, o psiquismo do doente também mel hora, já que ele evita o recolhimento em si e continua a executar as atividades do mundo externo (SALLES et al, 2000).

Acredita-se que médicos e/ou pesquisadores consigam descobrir a causa deste mal para que assim possam obter uma cura, evitando a morte de idosos e problemas médicos, sociais e econômicos, já que vivemos em uma sociedade que está em processo de envelhecimento.

A solidariedade e o convívio da família são de fundamental importância para que o tratamento do paciente tenha um melhor efeito ajudando-o a ter uma melhor qualidade de vida.

Carina Corrêa Bastos
Layana de Souza Guimarães
Mari Luci Avelar Di Sabatino Santos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEAR et al. Neurociências desvendando o Sistema Nervoso. 2ed.São Paulo: Artmed, 2002.
COTRAN, R. et al. Patologia Estrutural e Funcional. 6 ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 1991.
SALLES et al. Alzheimer’s Page. Disponível em: http://www.alzheimer.net.hpg.ig.com.br. Acesso em 05 jun.2000
SAMUELS, M. A. Manual de Neurologia, Diagnóstico e Tratamento. 4ed. Rio de Janeiro: Medsi, 1992.
SILVA, Carlos Eduardo Lins da. O retrato do mal antes da hora. Super interessante. Set. 1997.

Fonte: www.nead.unama.br

Mal de Alzheimer

Diagnosticado pela primeira vez por Alois Alzheimer em 1906, o mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que destrói as células do cérebro, lenta e progressivamente, afetando o funcionamento mental e prejudicando atividades como o pensamento, a fala e a memória.

Com o avanço da moléstia, o paciente começa a perder hábitos e a manifestar alterações de comportamento.

Classificada como uma forma de demência, a doença de Alzheimer atinge cerca de 1% da população na faixa dos 65 anos de idade.

Seu primeiro sintoma é, via de regra, a perda da memória recente, sendo indicado, neste caso, a consulta a um neurologista.

Apesar dos esforços sensíveis da ciência, ainda não foi descoberta a cura para esta doença.

Alguns medicamentos, contudo, vêm demonstrando bons resultados no que tange a retardar o seu avanço, a realçar a importância do diagnóstico precoce. (extraído do site Nucleo de informações sobre o Mal de Alzheimer)

Reduza o risco de doença de Alzheimer

Há boas e más notícias sobre a doença de Alzheimer, que afeta cerca de 2,5 milhões de brasileiros (sendo 1,3 milhão já diagnosticados). “Os medicamentos atuais apenas retardam o avanço da doença e aliviam os seus sintomas”, como explica a Dra. Viviane Abreu, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Mas, segundo os pesquisadores, há cada vez mais indícios de que é possível reduzir o risco de se desenvolver a doença com mudanças simples do estilo de vida:

Esqueça a batata frita

Comer gordura e colesterol demais parece apressar o surgimento da doença, pelo menos num estudo recente feito em camundongos; nos estudos com seres humanos, ser obeso na meia-idade aumenta o risco de futuros problemas de memória, demência e Alzheimer.

O outro lado: um estudo de 2006, com mais de 3.700 adultos mais velhos, verificou que os que comiam muitas hortaliças retardaram em 40% o declínio da capacidade mental, comparados aos que rejeitavam as verdura

Passeie ao sol

Um estudo de 2008 com quase duas mil pessoas indica que a vitamina D – a vitamina do sol – ajuda a manter o cérebro afiado. Dos voluntários com 65 anos ou mais, os que tinham nível mais baixo da vitamina apresentavam probabilidade duas vezes maior de ter problemas cognitivos do que aqueles com nível ótimo. A pele fabrica vitamina D quando é exposta ao sol, mas, como o processo fica menos eficiente com a idade, alguns pesquisadores também recomendam suplementos; converse com o seu médico.

Exercite o cérebro

Dois estudos recentes verificaram que quem passa mais anos estudando ou trabalha em serviços que exigem muito da mente fica mais afiado, mesmo que o cérebro seja prejudicado pelas placas da doença de Alzheimer. Passatempos comuns, como jogar cartas e resolver palavras cruzadas, também podem ser uma proteção contra os sintomas.

Dedique tempo aos amigos

Um pouco de prosa pode trazer grandes benefícios. Um estudo de Harvard verificou, em 2008, que pessoas com relações sociais mantêm a memória mais intacta quando envelhecem – segundo uma avaliação, até duas vezes mais intacta.

Mexa-se

Num estudo com idosos e adultos de meia-idade com problemas leves de memória, os que começaram a caminhar várias vezes por semana tiveram, em apenas seis meses, desempenho bem melhor nos testes de memória.

Ladrões de memória: encontre-os, derrote-os

Quer manter os parafusos no lugar?

Fique atento a estes 9 sinais de que está sendo atacado por um ladrão de memória:

O nível de açúcar no sangue está alto

Ressonâncias magnéticas do cérebro de voluntários indicam que a glicemia alta pode danificar as regiões do cérebro responsáveis pela memória.
Proteja-se. Se o histórico familiar é de diabete ou hiperglicemia, verifique regularmente o nível de açúcar no sangue.
Alimente-se bem e se mantenha ativo: caminhadas a passo rápido são eficazes.

Você anda se forçando demais

Não é preciso virar várias noites para ter problemas: num estudo, voluntários que dormiram seis horas por noite durante duas semanas não se sentiram sonolentos, mas tiveram desempenho pior nos testes de memória de curto prazo.

Proteja-se

Transforme em prioridade o descanso adequado. E se não for possível? Num dos estudos, pequenos cochilos de seis minutos bastaram para aumentar o desempenho de curto prazo dos voluntários. Os pesquisadores suspeitam que basta adormecer para deflagrar no cérebro o processo fundamental da memória.

Você ronca

Talvez tenha apneia do sono, na qual as vias respiratórias são bloqueadas ao dormir, cortando o oxigênio por alguns segundos. Homens têm mais probabilidade do que mulheres de apresentar apneia.

Outros fatores de risco: estar acima do peso ou ter mais de 40 anos.

Proteja-se

Se você ronca alto e vive cansado, pergunte ao médico se não seria bom fazer um exame de apneia. Talvez seja preciso usar, na hora de dormir, um aparelho que força uma corrente de ar constante nas narinas, por meio de uma mangueirinha, impedindo as interrupções perigosas do fluxo de oxigênio.

Você se sente agitado, ou vive com preguiça

Talvez haja algum problema de tireoide. Os hormônios da tireoide controlam o metabolismo, mas se forem demais ou de menos podem desorganizar a conversa normal entre as células do cérebro. A tireoide hiperativa cria tanta estática que é difícil fazer passar as mensagens do cérebro, e a tireoide preguiçosa torna as mensagens lentas demais.

Proteja-se

Converse com o médico sobre os sintomas (principalmente se for mulher; mulheres correm mais risco de hipotireoidismo). A tireoide mais lenta pode nos deixar fatigados; a tireoide acelerada pode fazer o coração disparar e a pessoa se sentir irritada ou ansiosa.

Tem mais de 65 anos. Com o envelhecimento, fica mais difícil absorver a vitamina B12, e a deficiência grave pode parecer muito com a doença de Alzheimer. Até 20% dos que têm mais de 65 anos apresentam baixo nível de B12.
Proteja-se. Se é idoso e se sente confuso, pergunte ao médico se não seria bom verificar o nível de B12; talvez você precise tomar suplementos. Também faça o exame se for vegetariano estrito, cuja alimentação evita as principais fontes da vitamina.

Está deprimido

Quem tem depressão perde neurônios. Quanto mais tempo dura a depressão, mais células se perdem em áreas fundamentais para a memória.
Proteja-se. O tratamento precoce pode ser importantíssimo. Um estudo de 2008 indica que quem teve episódios mais longos de depressão apresentava probabilidade menor de melhora da memória com a volta do bom humor.

Toma remédios contra alergia ou soníferos

Muitos remédios que costumam ser receitados para insônia, incontinência, alergia e cólicas gastrointestinais também interferem com uma substância química fundamental para o cérebro. Em idosos, esses remédios, chamados anticolinérgicos, podem provocar confusão mental e esquecimento.

Proteja-se

Quem tem mais de 65 anos é mais vulnerável aos efeitos colaterais da difenidramina, anticolinérgico usado em muitos soníferos e antialérgicos vendidos sem receita médica.

Arrasta os pés ao andar

Os médicos chamam isso de andar magnético, porque os pés parecem grudados no chão. Esse sintoma pode dever-se à hidrocefalia com pressão normal, em que os ventrículos do cérebro incham por causa do excesso de líquido cefalorraquidiano.

Proteja-se

Arrastar os pés, incontinência e problemas de memória são os sintomas clássicos, mas nem todo mundo tem os três. O tratamento rápido traz mais chances de recuperação da memória.

Você toma muitos remédios

Quem toma mais de cinco corre risco de sofrer interações perigosas. E remédios vendidos sem receita também contam.

Proteja-se

Não deixe de dizer ao médico todos os remédios que toma. Se um anúncio de medicamento parece se dirigir a você, converse com o médico, mas não insista para que ele lhe dê a receita.

Fonte: geocities.com

Mal de Alzheimer

Mal de Alzheimer

O Mal de Alzheimer é uma doença cerebral progressiva que afeta as funções mentais, a memória e a capacidade de se comunicar. Isso ocorre devido a alterações de células cerebrais que impedem que o cérebro trabalhe como deveria. Ela atinge 5% das pessoas com mais de 65 anos. Quanto mais idosa a pessoa, maior sua propensão à doença.

A doença se manifesta lentamente. No primeiro estágio, a pessoa mostra-se um pouco esquecida e não consegue se lembrar de fatos recentes. No estágio seguinte, o doente deixa de reconhecer parentes, sente-se perdido em lugares conhecidos e pode apresentar alterações no comportamento (agressividade e depressão). No estágio final, memória, razão e julgamento estão totalmente comprometidos.

Os pontos chaves para o tratamento são o manejo dos sintomas e o conforto para o portador da doença. Para isso, é necessário visitar regularmente o médico e supervisionar constantemente o doente. As medicações disponíveis retardam a progressão da doença. O médico deve saber quais os sintomas do paciente e, se necessário, receitar medicações específicas para cada sintoma. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, melhores são os resultados.

Por mostrar-se um tanto confusa e esquecida, a pessoa com Mal de Alzheimer não deve dirigir, passear ou sair de casa desacompanhada. A família ou as pessoas ao redor devem estar atentas e tomar as medidas necessárias para que isso não aconteça.

A atenção e o carinho diários são fundamentais. Preparar o banho, ajudar na escolha da roupa, acompanhar o doente nas refeições – que devem ser balanceadas –, ter calma e paciência e ouvir o doente mesmo que ele esteja contando alguma história sem nexo são algumas atitudes importantes que se deve ter com o portador do Mal de Alzheimer.

Os doentes são muito sensíveis.

Há algumas estratégias importantes que ajudam na comunicação com o portador, evitando que ele fique aborrecido ou exaltado:

Muitas vezes, o doente faz confusão entre presente e passado. Dizer a ele que está se confundindo pode deixá-lo irritado. Portanto, sempre que possível, não insista muito na versão real dos fatos;
O portador tem o costume de repetir a mesma pergunta várias vezes. Procure ter calma e responder quantas vezes forem necessárias;
Se o portador tentar fazer algo que não deve, como sair desacompanhado, tente distraí-lo, fazê-lo esquecer aquilo que havia planejado;
Busque orientação médica sempre que o paciente apresentar piora dos sintomas, novos sintomas, ou para saber como tratar insônia, depressão ou problemas de comportamento.

Cuidar de portadores do mal de Alzheimer toma muito tempo e é bastante cansativo. Por isso, é imprescindível que a pessoa que cuida do doente tenha um tempo livre para sair com amigos e parentes, praticar esportes, viajar e relaxar. Compartilhar experiências com o médico ou com pessoas na mesma situação também pode ajudar. É importante também saber o seu limite, ou seja, quando é a hora de parar e, se possível, contratar uma enfermeira.

Fonte: www.py2gea.com.br

Mal de Alzheimer

Definição

O Mal de Alzheimer é o tipo mais freqüente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais. Observamos a perda inicial da memória e, posteriormente, outras funções são acometidas.

Causa

A causa ainda é desconhecida; sabe-se que independe de raça ou sexo, não é infecciosa e nem transmissível. As pessoas cujos pais desenvolveram o Mal de Alzheimer têm risco discretamente maior de ter esta condição, o que pode explicar a idéia de herança familiar.

Apesar de ser progressiva e irreversível e ainda não existir prevenção, os medicamentos disponíveis ajudam a estabilizar a evolução do problema por um período de 24 a 36 meses. O alívio dos sintomas e do sofrimento pode ser feito por meio de atendimento multiprofissional à família.

Sintomas

As manifestações iniciais são: alterações da memória, principalmente o esquecimento de fatos recentes. Progressivamente, outras funções cognitivas podem deteriorar-se, como, por exemplo, as executivas (de planejamento de ações), localização no tempo e espaço e atenção. Podem ocorrer, inicialmente, alterações da personalidade e do comportamento (apatia, agitação, irritabilidade, teimosia e redução da capacidade de vestir-se adequadamente). 

No entanto, pelo fato de a instalação ser lenta, tudo isso pode passar despercebido pelos familiares. Na fase inicial, alguns medicamentos vêm sendo testados, visando a retardar a progressão da doença.

Com o decorrer do tempo, surgem dificuldades para compreensão de textos ou cálculos numéricos, declínio do desempenho para atividades cotidianas, diminuição do senso crítico, incapacidade de situar-se com relação ao mês ou ao ano, de dizer onde mora ou citar o nome de um lugar que tenha visitado recentemente.

Além disso, a pessoa pode não reconhecer adequadamente os familiares e, por fim, tornar-se incapaz de estruturar uma conversa, mostrando-se desatenta, não-cooperativa e com bruscas alterações de humor. Sintomas clínicos podem ocorrer, como perda de peso sem justificativa e incontinência urinária e fecal.
Em casos extremos, pode tornar-se incapaz de cuidar de si mesmo.

Diagnóstico

A suspeita diagnóstica faz-se por meio de consulta médica, sendo que as especialidades que mais frequentemente lidam com a questão são geriatria, neurologia e psiquiatria. Normalmente são realizados exames complementares (tomografia ou ressonância magnética do encéfalo).

Outros exames podem ser necessários para afastar a hipótese de problemas que simulem o Mal de Alzheimer (por exemplo: efeito colateral de medicamentos, abuso de drogas, tumores, problemas com a tireóide, deficiências nutricionais e anemia, entre outros). Além dos exames laboratoriais a avaliação das funções intelectuais, por meio de testes neuropsicológicos, é muitas vezes imprescindível.

Tratamento

Deve estar voltado para a manutenção das funções intelectuais, qualidade de vida e da  atividade física pelo maior tempo possível. Temas como o abandono do hábito de dirigir veículos devem ser discutidos. Nas fases finais da doença podem ocorrer incapacitações que, de forma gradativa, tornam o indivíduo cada vez mais dependente, necessitando de cuidado 24 horas por dia.

Cabe à família a escolha entre a permanência no ambiente domiciliar ou a internação em clínicas especializadas. O importante é o atendimento adequado, além de afeto, carinho e atenção.

Os familiares deverão, preferencialmente, revezar-se, a fim de diminuir a tensão e o estresse decorrentes dos constantes cuidados, lembrando-se de que também merecem e precisam de cuidados.

Cuidados Especiais 

1. Quadros de depressão, delírios e agitação são alterações de comportamento frequentemente observadas e poderão ser aliviados com medicamentos, proporcionando melhora no estado geral do indivíduo e do convívio familiar. Pessoas com alteração de memória e orientação poderão ser beneficiadas com o uso de uma agenda, onde serão registradas, sempre com uma linguagem simples, as atividades a serem realizadas, ou orientações, por meio de lembretes, no próprio ambiente.

2. O uso de cartão de identificação (com nome, endereço, telefones etc.) pode ser útil em locais estranhos.

3. Evite deixar objetos de valor, cheques ou dinheiro em locais de fácil acesso, visto que a pessoa com Alzheimer pode oferecê-los a estranhos e esquecer-se do ocorrido.

4. Atenção à prevenção de quedas:

Deixe sempre o ambiente livre de móveis baixos e tapetes soltos.
Instale barras de segurança no sanitário e ao lado da cama, para facilitar a movimentação.
Ilumine adequadamente os ambientes.
Se necessário, limite com portões as áreas de circulação.

5. A alimentação não tem influência na evolução do problema, porém deverá ser variada e a consistência da dieta alterada, de acordo com a necessidade. Às vezes, o indivíduo pode perder a saciabilidade (ou seja, não saber quando parar de comer) podendo, inclusive, desejar alimentar-se das embalagens onde os alimentos estavam acondicionados.

6. A higiene oral deve ser reforçada, pois os restos alimentares, com freqüência, ficarão alojados nos cantos da boca, provocando mal hálito, inflamações e infecções nas gengivas, além do risco de serem aspirados para os pulmões, causando pneumonia.

7. A higiene corporal deve ser feita, preferencialmente, no chuveiro. Neste momento, devem-se observar as condições da pele: hidratação, presença de hematomas, ferimentos, manchas e áreas avermelhadas, que podem indicar início de 'úlceras de pressão', conhecidas como escaras, que acometem pessoas com distúrbios de sensibilidade e locomoção e podem ser prevenidas com mudança freqüente de posição (deitado de costas e sobre os lados direito e esquerdo e sentado).

8. As incontinências urinária e fecal poderão estar presentes em qualquer momento. O uso de fraldas descartáveis ou absorventes noturnos, quando utilizados corretamente, ajudam na higiene e no bem-estar. Além dos cuidados específicos requeridos para aliviar os sintomas decorrentes de cada uma das alterações, as atividades de lazer são importantes.

Podem ser necessárias adaptações ou modificações, mas nunca devem ser deixadas de lado. Deve-se proporcionar ao idoso atividades que desenvolvam o seu autocuidado, mesmo que estas requeiram mais tempo para sua realização.

Em todos esses momentos, criam-se oportunidades de aumentar os laços de carinho e afeto, diminuindo o estresse entre todos os membros da família.

Fonte: www.einstein.br

Mal de Alzheimer

1) Definição

Alzheimer é uma doença degenerativa cerebral, que provoca perda de habilidades como pensar, memorizar, raciocinar. A doença é progressiva e se inicia mais freqüentemente após os 65 anos.

2) A causa é desconhecida

3) Sintomas: a doença é lenta e insidiosa. Os sintomas vão aparecendo aos poucos

Déficit de memória para fatos recentes.
A memória retrógrada é a última a desaparecer. Os fatos mais antigos são os que mais demoram a serem "apagados" da memória.
Dificuldade para executar tarefas rotineiras.
Problemas de expressão de linguagem.
Dificuldade com atividades intelectuais, como leitura, cálculos, etc.
Desorientação para tempo e lugar.
Julgamento prejudicado.
Incapacidade para o raciocínio abstrato. Por exemplo: "de grão em grão a galinha enche o papo", para o paciente, significa que a galinha come um grão de milho de cada vez. Ele não consegue interpretar o sentido figurado desse provérbio.
Guardar coisas em lugares errados.
Não reconhece parentes próximos.
Alterações de humor ou de comportamento.
Fases de depressão, agitação, psicose, alucinações.
Mudanças de personalidade, por exemplo irritabilidade, apatia, labilidade de humor, desinibição sexual.
Diminuição de iniciativa e estado indiferente em que fica sentada, deitada, ou andando sem rumo pela casa.
Incapacidade para executar atos simples, como se vestir e tomar banho.
Incontinência urinária e fecal.
A doença pode evoluir entre 2 e 20 anos. Na maioria das vezes a causa da morte não tem relação com a Doença, mas sim com outros fatores ligados à idade avançada.

4) Diagnósticos diferenciais

Existem algumas doenças que podem provocar sintomas semelhantes ao Mal de Alzheimer:

Neurocisticercose (calcificações cerebrais provocadas pela Tênia, ou Solitária).
Tumores Cerebrais.
Hemorragias Cerebrais.
Arteriosclerose.
Intoxicações ou reações paradoxais a medicamentos.
Atrofia cerebral provocada por alcoolismo.
Síndrome de Korsakoff.
Deficiência grave de Vitamina B.
Hipotireoidismo e anemia graves.
Depressão em pacientes de muita idade. Uma Depressão pode imitar o Alzheimer (antigamente essa Depressão era chamada de Pseudo-demência).
Idem para Psicoses em pessoas de muita idade.
Traumatismos Cranianos e suas seqüelas.

5) Exames

Nas fases iniciais todos os exames inclusive a Tomografia e a Ressonância Magnética podem ser normais. Mais tarde, poderá haver diminuição do volume cerebral, indicando a atrofia. Mesmo o Pet Scan e o SPECT, que medem a atividade metabólica cerebral nem sempre estão alterados.

6) Tratamento

No começo é possível diminuir a velocidade da doença, obter melhora de memória e estabilidade do comportamento (que já teve um parente com Alzheimer sabe como isto é importante).

Atualmente os medicamentos mais eficazes são os Inibidores da Acetilcolinesterase. Anti-inflamatórios e a Reposição Hormonal com estrógenos não são mais usados.

É importante manter hábitos de vida saudáveis, manter o Colesterol e a Glicemia baixos. Tudo indica que Ômega 3, presente no salmão, pode ajudar.

A vida do paciente de Alzheimer e de seus cuidadores fica mais fácil com:

Ambiente calmo e com estímulos positivos.
Manter as coisas sempre arrumadas da mesma forma, ambiente conhecido, para evitar desorientação maior ainda.
Não deixar o paciente sair sozinho (para ele não se perder).
Vida saudável:
não fumar, não beber, fazer caminhadas, ter uma ocupação mesmo que rotineira e repetitiva.
Exercícios para memória. Por exemplo:
palavras cruzadas, contas matemáticas, contar para a família o que o noticiário de TV mostrou, resumir o que leu no jornal, como foi o capítulo da novela, jogos de memória para crianças, etc.
Manter uma luz fraca acesa à noite. Se o paciente acordar saberá onde está.
Cartão com identificação, nome e telefone de familiares, etc.
Tirar objetos de valor da casa. Provavelmente pessoas estranhas ajudarão a cuidar do paciente.
Retirar tapetes soltos e móveis baixos.
Barras de segurança nos banheiros e ao lado da cama.
Cadeira plástica para o chuveiro
Caprichar na higiene inclusive oral.

7) Para a família do portador de Alzheimer

A Doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente mas também suas pessoas próximas, que se desgastam grande em termos emocionais, físicos e financeiros.

Repetir muitas vezes os pedidos mais simples, ajudá-lo a se vestir, se lavar, se alimentar, é muito cansativo.

Mesmo cuidadores profissionais (empregadas bem treinadas, enfermeiras, acompanhantes) correm o risco de ficarem esgotados.

Organize bem os turnos, rodízios, feriados, férias. Não tem sentido todos os cuidadores ficarem cansados ao mesmo tempo.

Fonte: www.mentalhelp.com

Mal de Alzheimer

Uma, em cada 10 pessoas maiores de 80 anos será portadora da Doença de Alzheimer a cada ano que passa. A mesma probabilidade vale para 1 a cada 100 pessoas maiores de 70 e 1 a cada 1000 pessoas maiores de 60 anos. Esta é a avaliação de 1999, feita pela Federação Espanhola de Associações de Familiares de Enfermos de Alzheimer (AFAF) A Doença de Alzheimer acomete de 8 a 15% da população com mais de 65 anos (Ritchie & Kildea, 1995).

Existem atualmente em todo o mundo entre 17 e 25 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto das doenças que afetam a população geriátrica.

Assim, a Doença de Alzheimer é a terceira causa de morte nos países desenvolvidos, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares e para o câncer. Os pacientes de Alzheimer já são quatro milhões, nos Estados Unidos. No Brasil, não há dados precisos, mas estima-se que a confusão mental atinge por volta de meio milhão de idosos.

Alzheimer é o nome de um médico alemão, Alois Alzheimer (1864-1915), que em 1906, ao fazer uma autópsia, descobriu no cérebro do morto, lesões que ninguém nunca tinha visto antes.

Tratava-se de um problema de dentro dos neurônios (as células cerebrais), os quais apareciam atrofiados em vários lugares do cérebro, e cheios de placas estranhas e fibras retorcidas, enroscadas umas nas outras. Desde então, esse tipo de degeneração nos neurônios ficou conhecido como Placas Senis, característica fundamental da Doença de Alzheimer.

No início, o paciente com Doença de Alzheimer mostra apenas uma leve perda de memória, a qual chega a atrapalhar o pensamento em geral. Ao paciente parece difícil resolver alguma conta ou fazer raciocínios simples, depois pode surgir uma fase com desorientação, dificuldade para tomar decisões ou mesmo para conversar. Daí para frente os sintomas se agravam.

Apesar de tratar-se de uma doença predominantemente senil, essa questão deve preocupar também o público de qualquer idade porque, num futuro próximo, esses números passarão a fazer parte das perspectivas de vida daqueles que hoje são ainda jovens.

Até hoje, a Doença de Alzheimer continua sendo uma síndrome de causa desconhecida e incurável. Mas, nos últimos anos as perspectivas em relação à Doença de Alzheimer têm sido abordadas com um certo otimismo realista, tendo em vista as possibilidades da ciência retardar os sintomas da enfermidade.

A medicina está começando a detectar os sinais da doença décadas antes dela surgir. Estamos muito próximos de começar ensaios clínicos dirigidos a evitar que se produzam as primeiras lesões cerebrais da doença, as quais têm início em torno dos 40 anos.

Além disso, as pesquisas genéticas parecem deixar claro que, se a pessoa possui alguns genes defeituosos, poderá ter a Doença de Alzheimer no futuro. Com modernas técnicas de pesquisa genética já se vislumbra a possibilidade de saber se a pessoa vai ou não Ter, desde os 20 anos de idade, a Doença de Alzheimer na senilidade.

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro que afeta inicialmente a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas. Esta doença é a causa mais comum de demência, um termo geral para prejuízo progressivo da função mental. A demência era, antigamente, conhecida como "senilidade" e considerada um sinal normal e inexorável do envelhecimento. Hoje sabemos que Alzheimer e outras formas de demência não fazem parte de um envelhecimento normal (senescência).

Entendendo a doença de Alzheimer

A melhor maneira de ajudar a pessoa com Doença de Alzheimer é aprender tudo o que puder sobre a doença. A doença de Alzheimer provoca mudanças nas áreas cerebrais que controlam a memória e o raciocínio. É por este motivo que as pessoas portadoras da doença de Alzheimer tem dificuldade para viver uma vida normal. As causas do desenvolvimento da doença ainda não são totalmente conhecidas pela medicina. Algumas pesquisas enfatizam um componente hereditário, outros falam de alguma virose, enfim, não se sabe ainda ao certo qual seria a causa dessa doença.

É importante saber que, atualmente, ela ainda não tem cura, mas cuidados apropriados podem ajudar a pessoa com Alzheimer viver com mais conforto.

O diagnóstico da doença de Alzheimer?

Quando existem problemas de demência, após eliminar a possibilidade de outras doenças que causam os mesmos sintomas, incluindo problemas da tireóide, derrame (acidente vascular cerebral) e depressão, podemos suspeitar da doença de Alzheimer. A avaliação da doença de Alzheimer normalmente inclui testes de memória, exames de sangue e imagens do cérebro (tomografia, PET, SPECT, ressonância magnética).

Para o diagnóstico da Doença de Alzheimer não se exige apenas a presença de um prejuízo da memória, como vimos, mas, sobretudo, também de um prejuízo na linguagem, na capacidade cognitiva, laborativa e social. O que torna difícil o diagnóstico baseado no quadro clínico é que esses sintomas não são exclusivos da Doença de Alzheimer; eles podem estar presentes também em outros quadros de demência, como por exemplo na Doença de Parkinson ou, notadamente, naqueles quadros de origem circulatória, representados pela arteriosclerose cerebral e mesmo nas seqüelas de acidentes vasculares cerebrais (AVC), nos hematomas subdurais e nas hidrocefalias de pressão normal.

As dificuldades para o diagnóstico, quando este é baseado apenas no quadro clínico e que, como vimos, não é exclusivo dessa doença, resultam numa confirmação da Doença de Alzheimer apenas por necropsia na maioria dos casos (85 a 90% dos casos). A característica anátomo-patológica de Alzheimer no material da necropsia diz respeito à presença de cicatrizes neurofibrilares dentro de neurônios, bem como de placas neuríticas de proteína amilóide no espaço extracelular.

Além do método em avaliar-se o quadro clínico e do método do exame anátomo-patológico para o diagnóstico da Doença de Alzheimer, restariam as provas genéticas e a neuroimagem cerebral. As provas genéticas estudam a possibilidade do gene defeituoso Apo-E, mas ainda não estão totalmente disponíveis e nem solidamente estabelecidas. Já, em relação à neuroimagem da Doença de Alzheimer, obtida pelo SPECT e pelo PET, algumas alterações típicas da doença estão relativamente bem estabelecidas, como por exemplo uma acentuada redução do lobo temporal médio e do hipocampo que pode ser bem avaliadas até por meio da Ressonância Magnética Nuclear.

Quanto à neuroimagem funcional, há um padrão de baixo funcionamento (hipometabolismo) na região temporoparietal característico dessa doença. Portanto, atualmente, o PET ou SPECT são os exames mais confiáveis para embasar uma suspeita clínica da doença.

À Tomografia Computadorizada as características de imagem dessa doença consistem num aumento do volume dos ventrículos laterais, terceiro ventrículo com tamanho de até 2 vezes o tamanho normal, associado ao alargamento dos sulcos corticais. Mas essas alterações também não são exclusivas da Doença de Alzheimer, podendo ser encontradas em outros estados demenciais ou mesmo no envelhecimento normal.

Há inúmeras descrições de alargamento significativo da fissura hipocampal nos pacientes com Doença de Alzheimer, correlacionando os achados de neuroimagem aos aspectos de perda da massa neuronal nas regiões têmporo-hipocampais, que são as principais estruturas responsáveis para os processos de memória. Os trabalhos de George et al. (1990), conseguiram distinguiu corretamente 80% dos pacientes com Doença de Alzheimer baseado na atrofia da região hipocampal e identificaram mais de 95%de indivíduos normais onde a ausência de atrofia temporal praticamente afastou o diagnóstico de Doença de Alzheimer.

Os sintomas da doença de Alzheimer

Os sintomas da Doença de Alzheimer aparecem lentamente. O período médio entre o primeiro e o último estágio é cerca de 8 anos. Este período pode, entretanto, variar muito de uma pessoa para outra. No estágio inicial a pessoa com Doença de Alzheimer parece um pouco confusa e esquecida. Ela pode não encontrar palavras para se comunicar direito, pode deixar pensamentos inacabados, pode esquecer com freqüência fatos e conversas recentes.

Curiosamente, entretanto, ao mesmo tempo em que está prejudicada a memória para fatos recentes, como por exemplo o que teve no jantar de ontem, pode haver lembranças claras de um passado mais distante. O paciente freqüentemente se lembra e repete histórias de sua infância com riqueza de detalhes impressionante.

Fica prejudicada também a capacidade de lidar com as coisas (pragmatismo), e o paciente começa a precisar de ajuda para executar tarefas rotineiras, anteriormente realizadas com facilidade. Ele pode, com o evoluir da doença, não mais reconhecer seus familiares, os locais familiares e mesmo esquecer como realizar tarefas simples, como por exemplo, se vestir, tomar remédios, tomar banho, etc.

Essa progressão da doença leva a um estágio mais avançado, quando então a pessoa perde completamente a memória, a capacidade de julgamento e o raciocínio. Daí em diante será necessário ajudá-la em todos os aspectos do dia a dia.

Outras Alterações do Comportamento

Alterações comportamentais acontecem na Doença de Alzheimer com variável freqüência. De 30 a 50% dos pacientes apresentam algum tipo de delírio.

Entretanto, é sempre difícil caracterizar o delírio do paciente com Alzheimer porque, na maioria das vezes o que existe é uma desorientação tão grande em relação ao local, à data e às pessoas que podemos pensar tratar-se de delírio (mas não é, é desorientação). Delírio seria uma crença de natureza mais absurda e bastante irremovível. De 10 a 25% deles têm alucinações e a maioria, de 40 a 60% tem sintomas depressivos.

Pacientes com transtornos psicóticos prévios, e que começam a apresentar prejuízo progressivo da cognição (integração da consciência), evoluem muito mais rapidamente para a demência. Havendo alguma doença mental anterior à Doença de Alzheimer, principalmente doenças do tipo psicose, fará com que o paciente apresente muito maiores alterações comportamentais, tais como delírios, alucinações, agressividade, agitação, furor, mudanças de personalidade, alterações sexuais e perda das noções de higiene.

As Confusões

O paciente com Doença de Alzheimer confunde facilmente a realidade e, para ele, não é claro a diferença entre o presente do passado, assim como não é claro a diferença entre esse ou aquele filho ou parente. Essa alteração da consciência é que chamamos de alteração cognitiva.

A confusão que ele faz entre as pessoas da família pode ser muito frustrante, acostumados que estamos a sermos bem identificados por todos. Cada situação merece ser tratada diferentemente. Devemos decidir se o assunto em questão é importante, se é importante que o paciente saiba realmente quem é essa pessoa ou não. Às vezes podemos deixar as coisas como estão, outras vezes devemos lembrar a identidade da pessoa confundida.

De vez em quando a personalidade do paciente com Doença de Alzheimer sofre mudanças. As mudanças mais comuns são a depressão, a regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência. Também podem ocorrer alucinações (ver coisas que não existem) e ilusões (crenças irracionais), mais freqüentemente no início da noite. Diante de tais problemas é bom consultar o médico para orientação.

Tratando a Doença de Alzheimer

Os objetivos do tratamento são, infelizmente, apenas no sentido de controlar os sintomas mais incômodos e estimular o treinamento familiar para se aprender a lidar com pessoa doente. Os medicamentos podem melhorar os sintomas em alguns casos, principalmente os sintomas de irritabilidade, depressão, inquietação, alteraçães do ritmo sono-vigília, etc.

É essencial traçar um plano de atenção ao paciente com Doença de Alzheimer que inclua cuidados gerais, cuidados médicos e supervisão sócio-familiar. Visitas regulares ao médico ajudarão a monitorar as condições do paciente, verificando se existem outros problemas de saúde que devam ser tratados.

Organizando a vida do paciente com Alzheimer

Avaliar os perigos em potenciais da casa onde vive o paciente é de fundamental importância. Degraus, maçanetas, quinas e cantos de móveis, iluminação de corredores e cômodos (manter luzes acesas à noite), enfim, deve ser realizada uma verdadeira perícia de segurança no habitat do paciente. Observe cada cômodo e verifiqüe se existe algum perigo para alguém que está esquecido e confuso.

Por outro lado, decidindo por mudanças, não devemos esquecer que uma pessoa com a doença de Alzheimer tem sérias dificuldades para ajustar-se às mudanças.

Fogão e outros eletrodomésticos podem ser esquecidos ligados ou usados de maneira errada pelos pacientes, portanto, uma checada rotineira é importante.

Havendo prejuízo mais severo da memória e da atenção, os botões devem ser cobertos, o registro do gás deve ser desligado quando o fogão estiver sem uso, da mesma forma que os aquecedores e fornos microondas devem ser desligados da tomada quando não estiverem sendo usados. Esse mesmo raciocínio de dificultar o uso indevido deve ser aplicado em relação aos ferros elétricos, torradeiras, liquidificadores, ferramentas e outros equipamentos elétricos.

Nas casas com aquecimento de água central, é importante que a temperatura seja regulada abaixo dos 39 graus. O paciente pode se queimar no momento de misturar água quente e fria para o banho. Trancas e chaves pelo lado de dentro das portas devem ser removidos para facilitar o acesso dos familiares à esses cômodos. O acesso à banheira e à piscina devem ser fechadas.

Dirigir é perigoso para pessoas com a Doença de Alzheimer, mesmo no início do quadro. Ter uma programação diária e regular para as atividades do paciente com a Doença de Alzheimer é de grande ajuda, pois ele se sente muito mais seguro e orientado com uma rotina familiar. Exercícios regulares também ajudam a diminuir a impaciência, além de ajudar dormir melhor. Caminhar é uma boa maneira do paciente com Doença de Alzheimer se exercitar.

Em relação às atividades, é bom ter em mente que as pessoas com doença de Alzheimer freqüentemente se aborrecem por querer executar atividades e não conseguir.Por causa dessa dificuldade pragmática (para fazer as coisas), faça as tarefas junto com o paciente, permita que ele faça o máximo que puder por conta própria, mas esteja pronto para ajudar. Para fazer um bolo, por exemplo, escolha para ele as atividades que envolvam várias tarefas simples, fazendo você mesmo as tarefas mais difíceis, como por exemplo, medir os ingredientes como.

Algumas famílias costumam deixar o paciente tomar suas refeições em separado do restante da família, mas essa não é uma boa tática. As refeições são ótimos momentos para a socialização e permite que se tenha algum controle sobre a quantidade e qualidade do alimento que o paciente Quando o paciente se veste sozinho, escolher o que vestir pode ser difícil demais para ele e pode também não conseguir escolher as roupas que combinam.

Procure deixar as roupas que ele usará sobre a cama diariamente e, se for o caso, entregue uma peça de cada vez, explicando como vesti-la. O estímulo para que o paciente continue a se vestir sozinho ou o máximo que consegue é muito importante para evitar uma apatia por acomodação.

Assim como as refeições podem se transformar num excelente exercício de ressocialização, também os cuidados higiênicos com barba e cabelo podem ser melhor aproveitados. Havendo condições, a ida a barbeiros e cabeleireiros é sempre desejável.

Os Medicamentos

Muitas vezes a informação do paciente de que ele já tomou determinado medicamento ou que não tomou ainda não são perfeitamente confiáveis. Ele esquece fácil e tende a fazer confusão. Portanto, controlar os medicamentos, separando diariamente o tanto de comprimidos que serão consumidos ao longo do dia pode facilitar as coisas. Através dessa separação da medicação diária será mais fácil verificar se estão sendo tomados nas horas e quantidade certas.

Muitos familiares tendem a se indispor com o paciente nessa questão da confusão com remédios. Lembre que a Doença de Alzheimer torna difícil para o paciente compreender e ser compreendido, mas estes problemas são causados pela doença e não são propositais.

As pessoas com Doença de Alzheimer têm dificuldade para entender o significado do que é dito mas, por outro lado, elas são muito sensíveis a como as palavras são ditas. Um tom ríspido, agressivo ou intempestivo pode perturbá-las, ao contrário, um tom calmo pode dar-lhes segurança. Mantenha um tom positivo na voz sempre que puder.

Tipo de Assistência

Escolher o tipo mais apropriado de assistência a que o paciente com Doença de Alzheimer terá é um dos itens mais importante. Dependendo do estágio da doença e do comportamento da pessoa doente, a assistência pode variar de visitas diárias a cuidados ininterruptos. Primeiro determine o grau necessário de assistência, e então decida qual a melhor maneira de obtê-las.

Normalmente as famílias desses pacientes têm algumas opções: contratar uma enfermeira ou alguém para cuidar da pessoa, encaminhá-lo para tratamento em hospitais-dia ou abrigar o paciente em casas de repouso. Seja qual for a opção escolhida, periodicamente temos que verificar se ela continua sendo a melhor escolha. Questões legais e financeiras devem ser levadas em consideração.

Chegará o momento em que a pessoa com Doença de Alzheimer não estará mais apta para tomar decisões. É bom estarmos preparados para isto. Converse com ela a respeito destas questões o mais cedo possível, enquanto ela ainda pode entender seus objetivos e concordar em fazer mudanças. Se puder contate um advogado especializado, ele poderá ajudá-lo no planejamento legal e financeiro.

Demências e Depressão

Talvez a atual e grande importância da Doença de Alzheimer e outros estados demenciais se deva às estatísticas epidemiológicas que se têm sobre eles, as quais mostram uma prevalência de Demência em maiores de 65 anos em torno de 6-10%. Para o mesmo grupo etário, a prevalência da Depressão se situa em patamares ligeiramente menores, porém, com a mesma magnitude. A relação entre Depressão e Doença de Alzheimer é um tema de grande interesse e tem motivado várias análises (Serra-Mestres, 1998; Reifler, 1997).

O DSM-IV define a Demência como o desenvolvimento progressivo de déficits cognitivos múltiplos (veja o que é cognição), suficientemente severo para causar comprometimento nas ocupações cotidianas, sociais ou ocupacionais, incluindo comprometimento da memória e, no mínimo, um dos seguintes sintomas; afasia, apraxia, agnosia e disfunção executiva (DSM.IV).

O que é a doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é definida como a presença de uma demência com déficits em mais de duas áreas cognitivas, como por exemplo, na memória, linguagem, praxia, gnosias e planejamento, com piora progressiva, iniciando-se entre 40 e 90 anos, e na ausência de outras doenças sistêmicas (circulatórias, tumorais, traumáticas, etc.) que pudessem ser a causa.

O exame clínico do paciente com Doença de Alzheimer pode oferecer uma série de achados que apóiam esse diagnóstico, mas que não são obrigatoriamente necessários, ou ao menos, não são obrigatoriamente simultâneos, como por exemplo, a afasia, apraxia, agnosia ou disfunção visual-espacial progressivas, o comprometimento das atividades da vida diária, as mudanças de comportamento e uma história familiar positiva para essa doença.

Ainda é possível, no quadro clínico da Doença de Alzheimer, a existência de possíveis períodos de estabilidade clínica (platôs de acalmia), a presença de sintomas psiquiátricos, entre eles a depressão, a insônia, delírios, ilusões, alucinações, mudanças de conduta, do sono. Há também a presença de sintomas vegetativos, tais como, perda de peso e anomalias neurológicas em fases mais avançadas. Estas podem se apresentar como mioclonias, parkinsonismo, hipertonia, alteração da marcha e crises convulsivas. Alguns casos são atípicos, se apresentando com crises ou transtornos da marcha desde o início. Os critérios de diagnósticos devem ainda considerar os diversos graus de gravidade e de avanço da doença.

A Depressão (concomitante, conseqüência ou agravante?) na Doença de Alzheimer

A definição de depressão deve considerar cinco tipos de apresentação do quadro depressivo:

Episódio Depressivo,
Trastorno do Humor devido a outra condição médica,
Trastorno Depressivo Recorrente,
Distimia.

Ao se estudar a Depressão no paciente com Doença de Alzheimer, o item 2, acima (como conseqüência fisiológica e direta de uma condição médica geral), é a modalidade que mais interesse desperta. Por definição, todos Episódios Depressivos atribuídos a transtornos neurológicos se classificam como Transtornos do Humor devidos a uma condição médica geral, a qual deve ser especificada (veja em DSM.IV).

De modo geral o conceito de Depressão (veja Depressão) implica numa mudança do afeto para um humor deprimido ou uma diminuição notável do interesse e do prazer. Como se vê, por esses dois parâmetros (humor deprimido e diminuição do interesse) a Depressão pode ter um território muito amplo no ser humano.

Ela pode aparecer também em muitos transtornos clínicos e neurológicos, particularmente naqueles que produzem apatia. A apatia pode facilmente interpretar-se como falta de interesse ou prazer nas atividades.

Tudo isso está sendo discutido para analisarmos até onde a Depressão que acompanha a Doença de Alzheimer pode ser considerada como conseqüência fisiológica e direta de uma condição médica (neurológica). Mas, quando a causa médica presumível da Depressão é uma entidade sem um marcador biológico concreto (sem exame de laboratório decisivo e específico), como acontece na Doença de Alzheimer, saber se a depressão que aparece junto é causada pela doença de base (Alzheimer), se é concomitante (comórbida) ou agravante será sempre uma elucubração (Green, 1997).

De qualquer forma, é importante ter em mente que a incidência de depressão em pacientes com demência tem sido estimada entre 6 e 86% (Brodaty, 1996; Elmstahl, 1998). São números desagradavelmente extremos e oriundos de vários estudos que podem refletir, inclusive, a discrepância entre os diversos conceitos de Depressão.

Quando se utilizam os critérios estritos de Episódio Depressivo, em muitos estudos rigorosos a incidência de depressão em pacientes com demência varia entre o 10 e 20% dos pacientes com Doença de Alzheimer. Com outros critérios mais flexíveis podem ser obtidos números maiores, entre 40 e 50% (Reding, 1985; Kral, 1983; Wragg, 1989).

Portanto, a incidência real de depressão em pacientes com demência é difícil de se averiguar, principalmente se levarmos ainda em consideração que essa incidência deve variar segundo o estado da doença e a gravidade do comprometimento cognitivo. Em uma amostra determinada, a depressão aumentou de apenas 7 %, em pacientes sem comprometimento funcional, até 39% em casos leves a moderados de comprometimento funcional (Reisberg, 1989). Mas existem estudos que até mesmo contradizem esse aumento da depressão com o declínio cognitivo (Cooper, 1990).

Diante de todas essas discrepâncias, Miguel Baquero Toledo (1999) sensatamente considera que a depressão pode ser mais comum nas demências do tipo não-Alzheimer que na própria Doença de Alzheimer. Ele acha que há mais depressão na demência por corpos difusos de Lewi, na demência por doença de Huntingtom ou por doença de Parkinson, onde se citam incidências de até 50%, e maiores ainda na chamada demência vascular, onde a depressão se torna mais grave e duradoura (Ballard, 1999; Simpson, 1999; Newman 1999; Reichman, 1995).

Mas, já que devemos ter alguma estimativa razoável sobre a incidência de depressão em pacientes com demência, vamos considerar que esses números superam 20%, muitas vezes chegando ao redor de 50%, sendo, de qualquer forma, bastante superior à prevalência da depressão na população geral da mesma faixa etária e não demente, a qual gira em torno de 15% (Swartz, 1986). Outro dado significativo, é que nas mulheres e nos casos onde a demência surge mais precocemente, as pessoas parecem sofrer mais freqüentemente de depressão (Lawlor, 1994; Harwood, 1999).

A Clínica da Depressão na Doença de Alzheimer

A depressão na Doença de Alzheimer implica em pior prognóstico pois, como sempre, acaba piorando a capacidade funcional do paciente, predispõe à institucionalização (internação) mais precoce e se associa a maior mortalidade (Pearson, 1989; Rovner, 1991).

Alguns autores têm considerado que, na vigência de depressão na Doença de Alzheimer, esta poderia ter uma natureza pre-mórbida, ou seja, ser proveniente de um traço pessoal depressivo prévio. Os pacientes com Doença de Alzheimer e depressão precoce poderiam ter depressão por alguma característica pessoal ou, inclusive, ter alguma predisposição familiar para a depressão (Strauss, 1996; Strauss, 1997).

Outros autores começam a conjeturar se os sintomas depressivos em idosos sem esses antecedentes pessoais não seriam um estado pré-clínico da demência, tal como se tratasse de sinais premonitórios ou prodrômicos da demência (Berger, 1998; Chen, 1999; Wetherell, 1999).

De modo geral, as manifestações da Depressão no paciente com Demência variam com a gravidade da disfunção cognitiva. Com um comprometimento leve ou moderado, a depressão pode se tornar um problema importante. Em muitas ocasiões, se complica com agitação e até com sintomas psicóticos (Fischer, 1990; Levy, 1996).

As manifestações clínicas nas fases iniciais costumam ser as mesmas da Depressão típica, tais como tristeza, tendência ao choro, ansiedade, medo, apatia, desesperança, o transtorno de sono, o desassossego e perda de peso. Embora o suicídio não seja tão freqüente, a ideação suicida ou achar que morrendo seria melhor pode ser constante (Rao, 1997).

Em comparação com o típico Episódio Depressivo do Transtorno Depressivo Recorrente, a depressão da Doença de Alzheimer tende a apresentar mudanças de humor mais breves, leves e recorrentes, portanto, o humor é algo mais instável. Em quanto a grupo de idade, embora os pacientes mais velhos tenham menos problemas de autoestima e sentimento de culpa que os mais jovens, eles têm mais queixas somáticas, mais anorexia e perda de peso, mais transtornos psicomotores e mais doenças clínicas associadas.

Em alguns casos de demência moderada, pode ser possível que os pacientes manifestem unicamente sinais vegetativos, como por exemplo a perda de peso, anorexia, insônia, etc., sem a maioria dos sintomas emocionais típicos da depressão. Outro grupo de pacientes pode demonstrar só irritabilidade ou queixas somáticas múltiplas. Finalmente, os pacientes com Doença de Alzheimer e Depressão podem ter mais transtornos de conduta, tais como agitação, quadros delirantes ou confusionais.

A depressão da Doença de Alzheimer cursa normalmente com ansiedade de intensidade apenas moderada (Bungener, 1996), mas a tríade apatia-desânimo-desinteresse, a insônia e a anorexia podem ser marcantemente presentes.

Também em outros tipos de demência, notadamente no tipo cortical e sub-cortical, a apatia é provavelmente o transtorno de conduta mais freqüente (Marin, 1995). No quadro neurológico denominado Paralisia Supra-Nuclear Progressiva, comparado com a Doença de Alzheimer, há notoriamente muito mais apatia, menos agitação e menos irritabilidade (Litvan, 1996). Também aparece mais apatia quando a Doença de Alzheimer acomete predominantemente regiões frontais.

A apatia da Doença de Alzheimer pode acometer até 90% dos casos e costuma ser o sintoma mais mal tolerado pelas pessoas que cuidam desses pacientes.

Normalmente esses cuidadores se queixam que os pacientes não têm iniciativas, nem motivações, nem interesse em quaisquer atividades ou mesmo nas relações interpessoais. É pois, extremamente importante que os cuidadores tenham essa noção, para não exigirem de seus pacientes aquilo que eles não podem dar.

A insônia é uma queixa freqüente em pacientes com Doença de Alzheimer, acometendo aproximadamente 45% deles. Essa insônia, quando existe, é progressiva, começando por um aumento gradual dos despertares noturnos, pouco sono REM, e diminuição das ondas lentas do sono. O típico transtorno do sono na Doença de Alzheimer, entretanto, não é a própria insônia, é pois, paradoxalmente, a hipersonia (excesso de sono), que aparece como conseqüência de despertares muito cedo. Essa é a fase onde os acompanhantes dizem que o paciente "trocou o dia pela noite" (inversão do ritmo nictameral). Os despertares muito cedo também costumam ser muito incômodo para os cuidadores (McCurry, 1999).

Na Doença de Alzheimer também têm sido observados muitos Transtornos Alimentares, tanto no sentido da anorexia, como no da hiperfagia. Uma das alterações mais típicas talvez seja a alteração da preferência alimentar, como por exemplo, a súbita preferência por os doces antes indiferentes (Cullen, 1997).

Não estão claras quais são as causas dessas mudanças, mas elas podem se relacionar com mudanças biológicas internas e com mudanças ambientais. Os pacientes têm menor capacidade de detectar as sensações internas e externas da necessidade de comida ou da saciedade da fome.

Há ainda observações de mudanças na esfera sexual. Todos parecem concordar com uma diminuição da atividade sexual e perda da libido como uma das mudanças mais comuns. Entretanto, há casos com hiper-sexualidade, tanto sob a forma de um aumento da libido, como surgimento de eventuais agressões sexuais. A hiper-sexualidade, quando presente, pode caracterizar um quadro chamado de Síndrome de Kluver-Buci, onde a hiper-sexualidade se manifesta juntamente com hiperfagia e hipersonia.

Tratamento

Muitos estudos sugerem haver melhoras em pacientes deprimidos e com Doença de Alzheimer quando tratados com antidepressivos e, ainda mais, que tal melhora pode ocorrer mesmo que o quadro depressivo não esteja claramente definido (Reifler, 1989; Passeri, 1985).

Este é um dado muito importante e justifica a ênfase do tratamento psico-farmacológico para o paciente de Alzheimer, principalmente se considerarmos que, de modo geral, a depressão na Doença de Alzheimer tende a responder bem as medicações antidepressivas. Mas os candidatos ao tratamento antidepressivo devem ser minuciosamente avaliados pois, ao lado dos benefícios dos antidepressivos, muitos problemas de conduta na Doença de Alzheimer podem ser mais bem conduzidos com importante apoio de mudanças ambientais e sem esses medicamentos.

Entre as medidas não farmacológicas para tratamento do paciente com Doença de Alzheimer, cabe destacar a estimulação para pacientes com apatia, a melhor estruturação do tempo, da ocupação e do entorno do paciente, elaboração de programas para o cotidiano, desenvolvimento de rotinas, etc.

Para os pacientes com Doença de Alzheimer, os antidepressivos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRS) são, provavelmente, a primeira opção de tratamento farmacológico. Essa conduta deve ser imediatamente reavaliada se, por vezes, esses medicamentos produzirem um certo parkinsonismo apático, bem capaz de piorar a depressão e prejudicar o apetite.

Os ISRS podem melhorar múltiplos sintomas da Doença de Alzheimer, incluindo a irritabilidade, inquietude, ansiedade, medos e episódios de confusão. Além de sua reconhecida tolerabilidade, seu uso tem certo apoio teórico no papel que se atribui à serotonina na Doença de Alzheimer.

A Fluoxetina por tender a ser uma substância ativadora, deve ser prescrita aos pacientes mais apáticos e pela manhã. Esse ISRS tem maior tendência de causar anorexia e perda de peso, um efeito indesejável e potencialmente importante, se considerarmos a tendência natural dos pacientes com Doença de Alzheimer a perder peso.

A Paroxetina deve ser preferida em pacientes com ansiedade mais proeminente devido ao seu efeito ansiolítico, além de antidepressivo. Entre os antidepressivos atípicos, aqueles com ação fundamental de agonistas adrenérgicos, a Reboxetina, cuio perfil clínico o torna muito estimulante, pode resultar útil em pacientes apáticos. Também a Mirtazapina, outro antidepressivo atípico, pode ser usada seletivamente por causa de seu efeito antináusea e estimulante do apetite.

Atualmente não têm sido recomendáveis os antidepressivos tricíclicos para idosos. Além de eles poderem piorar os déficits cognitivos, também podem provocar hipotensão ortostática e estranhamento da consciência. A hipotensão ortostática é potencialmente perigosa para idosos, considerando os riscos de quedas.

Apesar disso, alguns tricíclicos, como é o caso da Amitriptilina e da Nortriptilina, podem ser usados na Doença de Alzheimer devido a seus efeitos sedativo e antidepressivo.

Fonte: virtualpsy.locaweb.com.br

Mal de Alzheimer

O que é Mal de Alzheimer?

O Mal de Alzheimer é uma doença que acomete os neurônios (células responsáveis pelas funções do cérebro). Por um motivo ainda desconhecido, toxinas começam e se depositar nessas células, impedindo com que o cérebro trabalhe adequadamente, atingindo principalmente a região da memorização

Essa doença costuma aparecer após os 60 anos. Seu primeiro sinal é a perda da memória, onde a pessoa começa a esquecer coisas rotineiras, como por exemplo, o caminho de volta para casa, o nome de pessoas próximas como filhos, etc.

Quando uma pessoa apresenta esses tipos de “falhas de memória” não significa necessariamente que a pessoa é portadora da doença. Nesse caso a família deve ficar atenta, o encaminhando para uma avaliação médica.

Assim o médico fará o diagnostico através de análises e entrevistas com o paciente e com a família, pois não existe exame clínico especifico que detecte a doença.

A doença de Alzheimer não tem cura. O tratamento é baseado em medicações prescritas pelo médico dependendo de cada caso. Além disso, o paciente pode e deve participar de grupos de apoio, formado por profissionais de várias áreas que irão ampará-lo, tanto como sua família, a conscientizando na forma de lidar com a doença.

O atendimento e o fornecimento de medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) é obrigatório desde abril de 2002, portanto um direito do paciente.

Na presença da doença, um dos fatores mais importantes é o apoio da família. Essa deve sempre dispor de atenção, respeito e carinho, o que certamente influenciará na qualidade de vida de quem a possui.

Pois ao decorrer do desenvolvimento da doença, o portador passa a ser cada vez mais dependente do auxilio de terceiros para atividades diárias como comer, caminhar, cuidar de sua higienização, etc. Essa rotina muita vezes resulta em desgaste físico e emocional da família, o que pode indiretamente afetar o relacionamento de ambos, enfatizando a importância do preparo psicológico da família.

Não existem causas definidas para a doença, mas existem evidências de que há uma predisposição maior em pessoas com histórico familiar, ou seja, com casos de Alzheimer na família.

Mas é importante destacar que pessoas que fazem atividades que estimulam o cérebro diminuem as chances de desenvolver a doença, pois da mesma maneira que exercitamos os músculos com exercícios físicos, é preciso também exercitar o cérebro, fazendo atividades que estimulem o raciocínio como: ler, memorizar, estudar, pensar, calcular, etc. Além disso, existem evidências científicas de que manter os níveis de colesterol baixo também diminui o risco da doença.

Fonte: www.corderovirtual.com.br

Mal de Alzheimer

10 SINAIS MAIS COMUNS NAS DEMÊNCIAS

1- Déficit de memória

Esquece coisas com maior frequência

2- Dificuldades de executar tarefas domésticas

Coloca coisas em lugares estranho

3- Problema com o vocabulário

Esquece palavras comuns, ou utiliza palavras incorretas

4- Desorientação no tempo e espaço

Perda de interesse em fazer algo

5- Incapacidade de julgar situações

Alterações repentinas de humor e comportamento

6- Problemas com o raciocínio abstrato

Dificuldade com atividades diárias

7- Colocar objetos em lugares equivocados

Problemas frequemtes com tarefas complicadas

8- Alterações de humor de comportamento

Alteração na personalidade (Confuso, desconfiado, assustado)

9- Alterações de personalidade

Sente-se confuso em relação ao Local, dia e horário

10- Perda da iniciativa - passividade

Faz coisas que não tem sentido

Fonte: www.cuidardeidosos.com.br

Mal de Alzheimer

As demências são caracterizadas por deterioração da capacidade intelectual prévia suficiente para interferir com a convivência social e a vida profissional. Na síndrome plenamente desenvolvida são evidentes a alteração da memória e pensamento abstrato e a dificuldade de julgamento. Ocorre modificação da personalidade com mudança ou acentuação de traços prévios. A evolução é lentamente progressiva, embora possam haver flutuações.

Tipicamente, o que se observa na Doença de Alzheimer (DA) é um indivíduo com mais de 60 anos com progressiva dificuldade de memória e julgamento e com alteração de afeto: recados e compromissos são esquecidos; ocorrem equívocos na atividade profissional, com perda de competência e dificuldades em tomar decisões; observa-se irritabilidade e perda de interesse, com retraimento social; interesses pessoais e hobbies são abandonados; pode haver negligência com a higiene e cuidados pessoais. Embora esta seja a apresentação mais comum, não se deve esquecer que a DA pode iniciar como alterações cognitivas focais, das quais as mais freqüentes são a alteração de fala, em geral com progressiva dificuldade de expressão, com dificuldade para vestir-se, usar talheres e escrever, desproporcional à deterioração global.

O diagnóstico de certeza de DA só pode ser feito pela demonstração de alterações patológicas compatíveis, em material de biopsia ou necrópsia. Como a biópsia cerebral não é um exame de rotina e implica em riscos, alternativamente pode ser feito o diagnóstico clínico de provável DA, na presença de sintomas compatíveis (déficit de memória e em duas ou mais áreas cognitivas, com caráter progressivo), desde que excluídas outras causas de demência. Atualmente métodos não invasivos modernos foram desenvolvidos e podem ser poderosos instrumentos que facilitam o diagnóstico como a Tomografia transitorizada comum ou com emissão de positron, ressonância nuclear magnética etc. O quadro anteriormente mostrado indica alguns dos diagnósticos diferenciais mais comuns e como podem ser pesquisados. Desde que se utilizem critérios rigorosos, a chance de acerto no diagnóstico de DA, baseado apenas neste tipo de investigação é superior a 80%.

A dificuldade de memória no idoso não significa necessariamente demência, menos ainda DA. Deve ser lembrado que é extremamente comum a perda benigna limitada apenas à memória, diferente do acometimento global encontrado na DA. Caberia aqui lembrar que a velhice não implica deterioração mental, apesar de muito mais freqüente em idosos, a DA afeta apenas uma minoria, no máximo 15% das pessoas com mais de 65 anos. Para a maioria, o envelhecimento é o período em que a experiência adquirida, aquilo que poderíamos chamar de sabedoria, compensa o natural declínio da capacidade física, permitindo que a vida continue aproveitada em sua plenitude.

Devem ser lembradas outras causas de quadro sugestivo de DA. Na depressão, as alterações encontradas no exame são predominantemente de humor, orientação e memória. A cognição não costuma mostrar as alterações encontradas na DA. A demência multi-infarto ocorre em hipertensos. Na hidrocefalia de pressão normal podem ser observadas, além da demência, incontinência urinária, que só aparece tardiamente na DA e descoordenação da marcha. Na doença de Parkinson e na coréia de Huntington a demência está associada a distúrbios de movimento, evidenciáveis ao exame neurológico. Na neurosífilis é descrita paranóia com delírios de grandeza com parte das alterações mentais e o exame de liquor serve para diagnóstico. Para outras causas de demência, como as alterações endócrinas, é necessária a suspeita clínica, seguida pela investigação laboratorial.

Na DA ocorrem alterações principalmente nos córtices associativo frontal, têmporo-parietal e occipital e no hipocampo, o que explica distúrbios de fala, coordenação, cognição e memória. O exame anatomopatológico mostra placas senis, degeneração neurofibrilar e angiopatia amilóide ao lado do desaparecimento dos grandes neurônios piramidais. As placas senis são compostas de um núcleo de material amorfo, rodeado por neurônios em degeneração e por astrócitos, as células responsáveis pela "cicatrização "do tecido cerebral. As placas senis aumentam com a idade, e o que diferencia um indivíduo normal de um com DA é a maior quantidade nesta doença.

Apesar das alterações tão marcadas no córtex, uma importante modificação na DA ocorre profundamente no cérebro. Há perda de neurônios em uma estrutura chamada núcleo basal de Meynert, de onde se projetam, para todo o córtex, neurônios que usam a acetilcolina como neurotransmissor. Como resultado, na DA existe diminuição da atividade colinérgica. A importância disto ainda está por ser completamente explicada mas, em jovens, a administração de drogas que antagonizam a atividade da acetilcolina provoca dificuldade de memória. Embora seja a mais consistente, a deficiência de acetilcolina não é a única alteração neuroquímica na DA. Verificaram-se, por exemplo, alterações em aminoácidos excitatórios que, em animais, estão envolvidos no processo de aprendizado. Estes déficits podem ser importantes ao tratamento da DA.

Tratamento atual da doença de Alzheimer

É preciso ter em mente que não existe droga que detenha a evolução da DA, o que em absoluto significa que nada pode ser feito. A DA é o exemplo da doença que requer atendimento multidisciplinar.

Ao neurologista ou psiquiatra cabe planejar a terapêutica medicamentosa. Uma estratégia óbvia seria tentar corrigir as alterações neuroquímicas referidas. Várias tentativas foram feitas para estimular a atividade colinérgica, visando melhorar a memória, com resultados conflitantes - nem todos os pacientes melhoraram, em alguns a melhora foi muito tênue e em outros foi observada com uso crônico da medicação.

O psicólogo pode contribuir na avaliação cognitiva, necessária tanto para o diagnóstico como para o acompanhamento evolutivo e a avaliação do efeito da terapêutica. No estado inicial da DA, quando o intelecto ainda está relativamente preservado, pode ser útil a terapia de apoio. Também nos primeiros estágios da DA, a intervenção da terapeuta ocupacional pode ser útil em minorar as dificuldades da vida diária e manter o nível de dependência em um patamar mais baixo. Também em relação à atividade física, o fisioterapeuta pode ajudar, promovendo atividade regular, proporcionando os cuidados necessários para a severa limitação motora.

Toda a equipe pode ajudar no apoio à família do indivíduo com DA, que enfrenta uma doença progressiva e prolongada. Mesmo a pessoa normal já deve se ajustar à uma reprogramação mental de idoso que se afastou da programação neuronal estabelecida na juventude conforme salienta Skinner e Vaughan (1985).

Entretanto, com o progresso da engenharia genética já se visualiza num horizonte próximo a cura da DA pela correção dos erros genéticos (Prochiantz, 1991), mas Nitrini não acredita que isto ocorra antes do fim do século. Cita o ex-presidente Reagan que preveniu sua família para suportar uma "carga pesadíssima". "É preciso preparar o ambiente da casa e se munir de toda a compreensão para enfrentar o desafio ".

Epidemiologia do Mal de Alzheimer

O ex-presidente dos EUA Ronald Reagan, surpreendeu o país ao tornar público um drama pessoal e prever um futuro dramático para si próprio. Aos 83 anos, após sobreviver a um atentado a tiros e ao câncer, anunciou que sofria de uma doença neurológica incurável, o Mal de Alzheimer. "Começo agora a viagem que me levará ao ocaso de minha vida", afirmou Reagan, em carta escrita com o próprio punho e endossado pelo diagnóstico de cinco médicos.

A declaração do ex-presidente, que governou os Estados Unidos entre 1981 a 1989, chamou a atenção da opinião pública para uma doença que afeta hoje quatro milhões de americanos e que já vitimou outras personalidades, como o ex-líder chinês Mao Tse Tung e os atores Rita Hayworth e Johnny Weiss Muller, o Tarzan do cinema. No Brasil, calcula-se que um milhão de pessoas sofrem do mal. Nos Estados Unidos onde a enfermidade atinge 30% das pessoas com mais de 85 anos e provoca a morte de 100 mil a cada ano, os custos com internação hospitalar, interrupção no trabalho e pesquisa científica chegam a US$ 2 bilhões anuais. "Estamos diante de uma epidemia", afirma o neurologista Paulo Henrique Bertolucci, da Escola Paulista de Medicina. Não é exagero, como na maioria dos países a população morre com idade cada vez mais avançada, a incidência do Mal de Alzheimer aumenta na mesma proporção.

Um estudo recente feito no Canadá mostrou que, acima da faixa etária de 95 anos, praticamente a metade dos idosos é portadora do Mal de Alzheimer. "É uma moléstia que não poupa ninguém ", diz Ricardo Nitrini, chefe do Grupo de Estudo de Demência da Faculdade de Medicina da USP. Há casos raros em que ela se manifesta na meia- idade, por volta dos 40 anos. A partir da oitava década de vida, porém, a probabilidade o idoso sofrer do Mal de Alzheimer duplica a cada cinco anos.

O ex-presidente Reagan encontra-se ainda na fase inicial da enfermidade, quando a pessoa tem lapsos de memória e falta de concentração. "É como se o idoso percorresse o caminho inverso do bebê" compara Bertolucci. "Ele desaprende andar, sentar e sorrir. Depois não mastiga nem deglute os alimentos. "Antes, ao atingir essa fase, o paciente morria por inanição. Hoje, ele passa a ser alimentado através de sonda. O problema é que todo o idoso que permanece muito tempo deitado na cama termina contraindo infeção pulmonar. "Ele acaba morrendo de pneumonia", diz Bertolucci.

Até hoje, a medicina não descobriu a causa da doença. Os médicos já sabem, no entanto, que 70% dos casos são determinados geneticamente. Na fase inicial da doença, os remédios podem produzir efeitos benéficos em alguns pacientes." O problema é que não estancam o avanço inexorável do mal", diz Bertolucci.

Fonte: www.icb.ufmg.br

Mal de Alzheimer

Segundo pesquisa feita em 1999 pela Federação Espanhola de Associações de Familiares de Enfermos de Alzheimer (AFAF), a cada ano, uma em cada dez pessoas maiores de 80 anos será portadora do Mal de Alzheimer.

Atualmente, em todo o mundo existem entre 17 e 25 milhões de portadores de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto das doenças que afetam a população geriátrica.

O Mal de Alzheimer deteriora algumas regiões do cérebro,que alteram o comportamento físico, mental, de linguagem, entre outros, levando a demência. Atinge pessoas a partir dos 50 anos de idade, porém é mais comum depois dos 60. Ainda não descobriu-se a cura e também não há um exame específico para detectar a problema.

Essa doença prejudica a relação de sociabilização da pessoa, tanto da sociedade com a pessoa e vice-versa, pois o Alzheimer leva ao esquecimento de familiares, hábitos, lugares, entre outros. Com o avanço da doença a pessoa torna-se dependente como um bebê.

Segundo a geriatra Regina Quintanilha de Almeida Vasconcelos, que atua na área há 14 anos, o Mal de Alzheimer possui três fases: a fase inicial, a intermediária (que se divide em leve e grave) e a terminal.

Fase inicial

Há somente alguns esquecimentos que não atrapalham a convivência. O doente ainda é independente.

Existem dois tipos de esquecimento: o esquecimento de uma pessoa normal e de um portador de Alzheimer.

Por exemplo: uma pessoa normal lembra-se que esqueceu um lápis na mesa, já a pessoa que tem Alzheimer não lembra-se que deixou o lápis em cima da mesa.

Fase intermediária leve

O doente começa a depender de outra pessoa. Nessa fase ainda há momentos de lucidez. Trata-se de uma criança de mais ou menos 08 anos, pois outra pessoa precisa lembrar de algumas rotinas, como tomar banho, por exemplo.

Fase intermediária grave

Exige um cuidado intenso, porém o doente ainda pode ajudar em suas atividades. Nessa fase, há uma dificuldade maior de socialização e a perda de memória é mais intensa.

Fase terminal

O doente está completamente dependente de outra pessoa. Nesse momento, ele já está de cama, tem dificuldade em comunicar-se, alimentar-se, higienizar-se, entre outras. Muitos dos portadores não chegam a essa fase, pois morrem antes, devido a outras doenças, como diabetes, hipertensão, câncer, entre outras.

Mal de Alzheimer
A foto da esquerda é de um cérebro sadio e o da direita é de um cérebro com Alzheimer

O Mal de Alzheimer é uma doença hereditária. Se existe um caso da doença, pode ser que outra pessoa venha a ter o Alzheimer, isso não significa que outros familiares terão a doença. Algumas das características do Mal de Alzheimer é a lembrança do passado causando o esquecimento do presente e também a perda de peso. "Alguns pacientes em fase terminal chegam a pesar entre 30 a 40 quilos", diz a geriatra.

Além dos cuidados médicos, o doente também precisa de muito carinho e atenção da família. Deonil de Oliveira,75, pai da dona de casa Doeli Aparecida de Oliveira,50, é portador do Mal de Alzheimer.

Segundo Doeli, a família descobriu a doença há mais ou menos 08 meses.Viúvo, Deonil mudou-se para a casa da filha, que a adaptou para atender suas necessidades.

A dona de casa afirma que carinho e atenção é fundamental: "Aqui em casa todos dão muita atenção a meu pai, aqui ele se sente amado", diz Doeli. Deonil também freqüenta diariamente um asilo no período da tarde. "Lá ele tem contato com outras pessoas e especialistas", completa Doeli.

Não há prevenção para o Mal de Alzheimer, porém especialistas recomendam exercícios contínuos para o cérebro como leitura, palavras-cruzada, etc. Fique atento a todos os sintomas da doença, pois se for detectada no início, medicamentos poderão minimizar alguns dos sintomas da doença e assim oferecer ao paciente uma melhor qualidade de vida.

O Hospital Geriátrico Vicentina Aranha, localizado em São José dos Campos era o único hospital da região especializado no tratamento da doença de Alzheimer, porém veio a fechar por falta de incentivo financeiro.

Atualmente, os asilos públicos tratam de portadores do Mal de Alzheimer, porém quando o paciente chega a determinada fase que exige cuidado intensivo não há recursos para a continuidade

Fonte: www.sed.univap.br

Mal de Alzheimer

O MAL DO SÉCULO

O Mal de Alzheimer foi descrito pela primeira vez pelo médico alemão Alois Alzheimer ( 1864-1915), no ano de 1906. Ao fazer a autópsia numa mulher de 55 anos, ele descobriu em seu cérebro lesões nunca antes identificadas. Vários lugares pareciam, nos neurônios, pareciam atrofiados, com placas estranhas e fibras retorcidas.

Alzheimer é uma doença degenerativa ( uma atrofia cerebral ), que leva à perda de habilidades de pensamento, memorização e raciocínio. É uma doença progressiva que se inicia, frequentemente, após os 65 anos.

A doença atinge a família de forma bastante severa, pois torna o portador do aml completamente dependente, sendo que, desde a descrição da doença tem surgido associações de apoio a familiares. A mais importante e mais antiga delas é a Associação da Doença de Alzheimer e Distúrbios Correlatos, criada na década de 70.

O Mal de Alzheimer tem inncidência maior em mulheres, por serem mais longevas e é responsável por metade das admissões em casas de repouso, nos Estados Unidos ( EUA ).

Diagnóstico

O diagnóstico é bastante difícil pois a doença não tem sintomas físicos específicos. Seus sintomas são mentais e de comportamento e, por isso , durante muito tempo as pessoas deixaram de encarar esse distúrbio como uma doença que exige intervenção.

O aparecimento da doença é gradual, evoluindo de forma diferente à depender do portador.

Outros distúrbios são caracterizados pelos mesmos sintomas psicológicos, sendo necessário fazer o diagnóstico por exclusão.

Na fase inicial os exames como Tomografia e Ressonância Magnética costumam não indicar alterações, sendo que, em um estágio avançado pode indicar uma altereção no volume do cérebro ( atrofia ). Exames como Pet Scan e SPECT, que indicam atividade metabólica, podem também não indicar alteração.

Existem indícios de uma possível ligação entre lesões graves na cabeça e o aprecimento tardio do Mal de Alzheimer.( Mortmer, French, Huton e Schuman, 1985)

Sintomas

A doença apresenta sintomas que indicam a estreita interação entre mente, cérebro e cultura. Estes sintomas afetam capacidades cognitivas, comportamentais e psicológicas.

Por ser lenta e insidiosa, os sintomas da Doença de Alzheimer vão aparecendo aos poucos.

Alzheimer tem sintomas como o déficit na memória recente, sendo que os fatos mais antigos são os últimos a desaparecer. Os portadores demostram perdas na capacidade de desenvolver atividades rotineiras, dificuldade de expressão e linguagem, dificuldade com atividades intelectuais como leitura e cálculos.

Demosnstram desorientação quanto a tempo e lugar, tem seu julgamento prejudicado e são incapazes de desenvolver um racíocinio abstrato.

O doente não é capaz de guardar coisas em lugares certos, não reconhece parentes próximos, tem alterações constantes de humor e comportamento, tendo fases de depressão, agitações, psicose paranóide alucinatória, com alucinações visuais.

A personalidade é alterada tornando o doente irritadiço ou apático e desinibido sexualmente. Sua iniciativa é reduzida, podendo levar a um estado vegetativo em que a pessoa não se manifesta. A incontinência urinária e fercal também é constatada.

A doença tem evolução diferenciada, podendo variar entre 2 a 20 anos. Na maioria das vezes a causa da morte não tem relação com a doença, mas sim com outros fatores ligados à idade avançada.

A genética

Inúmeros estudos vem sendo realizados no sentido de se identificar a causa dessa doença. A partir desses estudos, tornou-se claro que Alzheimer é condicionada a alguns genes defeituosos, que condicionam a manifestação do Mal no futuro.

Alzheimer está ligado à duas categorias de lesões cerebrais, sendo que , em uma delas os neurônios exibem placas proteicas ( beta-amilóides), com efeitos tóxicos sobre as células. Na outra , os neurônios formam nós nos microtúbulos, que ficam retorcidos, emaranhados.

O gene Apo-E, tem a função de fabricar a proteína apoliporpoteína-E, que faz o transporte do colesterol no sangue. Apesar de não influenciar diretamente no cérebro, tem influência sobre Alzheimer.

Existem três versões do gene , sendo que a versão E2 protege contra Alzheimer. A E4 aumenta os riscos da doença e faz com que os sintomas tenham manifestação precose. E3 esta em um estágio intermediário.

Uma pessoa pode ter qualquer uma das três versões do gene Apo-E, em diferentes quantidades. Uma copia é herdada do pai e uma da mãe, sendo que essas cópias nem sempre são idênticas, o que gera um certo trabalho para quantificar o gene. A análise é feita por exame de sangue, sabndo-se que, quem tem duas cópias do E4 tem chance de 50% de adoecer, o que deve acontecer antes dos 70 anos.

As alterações de Alzheimer são associadas aos genes 19 e 21.

A probabilidade de um parente próximo ter a doença é quatro vezes maior que na população em geral, que tem probabilidade menor que 1%.

O experimento

No início de 1996 , a pesquisadora americana Karen Hsiao implantou genes humanos em embriões de roedores formando animais com Alzheimer desde o nascimento, pois seus genes os obrigam a apresentar as lesões idênticas as do cérebro humano.

Esta foi a primeira vez que alguém conseguiu reproduzir, em laboratório, as alterações químicas que o mal causa no cérebro, sendo que o rato também tem a falta de memória típica da doença.

É importante lembrar que ninguém conseguiu ainda explicar completamente a ocorrência e funcionamento do Mal de Alzheimer, pois ainda não está clara a forma como os defeitos genéticos levam o organismo à demência, pois não se sabe se as placas tóxicas são causa ou se são causa e sintoma.

Relação com Síndrome de Down

O cromossomo 21, que está associado à Alzheimer, também está associado a Síndrome de Down.

Mudanças neuropatológicas clássicas de Alzheimer são encontradas em 100% dos indivíduos com Síndrome de Down, com idade maior que 35 anos. No entanto, apenas 1/3 dos indivíduos com Síndorme de Down manifestou demência.

A ligação entre as doenças não é bem entendida exceto pela ligação genética.

A idade dos pais não tem influência sobre o aparecimento de Alzheimer, nem influencia, também, na idade da manifestação da doença ( aparecimento precoce ou tardio).

Tratamento

Não existe tratamento eficaz até o momento, mas há meios de diminuir a velocidade de progressão da doença, através de uma combinação de medicamentos que melhorar a condição do metabolismo cerebral.

Essas medidas tem resultados modestos, mas devem ser empregadas, pois, em fases iniciais resultam em melhoras passageiras, atrasam o desenvolvimento dos sintomas e nmelhoram a qualidade de vida de parentes e do próprio doente.

Alguns cuidados devem ser tomados, tais como a manutenção de um ambiente calmo e com estímulos positivos. As coisas devem ser arrumadas sempre da mesma forma e o paciente deve permanecer no mesmo ambiente para que este se torne conhecido, evitando ou reduzindo a desorientação.

O paciente não deve ser deixado sozinho e deve levar vida saudável, não fumando, não bebendo bebida alcóolica, fazendo caminhadas e tendo ocupações rotineiras e repetitivas.

Devem ser feitos treinamentos de memória.

Em último caso, deve-se recorrer a internamento. Em graus avançados da doença essa medida não levará o paciente ao sofrimento, pois ele não terá lembranças da sua casa, família e passado.

Fonte: www.ufv.br

Mal de Alzheimer

UM POUCO DE HISTÓRIA

No dia 14 de junho de 1864, nasceu Alois Alzheimer, na cidade alemã de Marktbreit, filho de Eduard Alzheimer e sua segunda esposa Theresia.

Alois estudou medicina em Berlin, apresentando, em 1887, sua tese doutoral sobre “As Glândulas Ceruminais”.

Foi nomeado como médico residente no Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos, na cidade de Frankfurt, em dezembro de 1888, sendo logo promovido a médico senior. Casou-se em 1894 com C. S. Nathalie Geisenheimer, que lhe deu três filhos. A esposa veio a falecer em 1901.

A origem do termo “Mal de Alzheimer” deu-se em 1901, quando Dr. Alzheimer iniciou o acompanhamento do caso da Sra. August D., admitida em seu hospital.

Em novembro de 1906, durante o 37° Congresso do Sudoeste da Alemanha de Psiquiatria, na cidade de Tubingen, Dr. Alois Alzheimer faz sua conferência, com o título “ SOBRE UMA ENFERMIDADE ESPECÍFICA DO CÓRTEX CEREBRAL”. Relata o caso de sua paciete, August D., e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas de déficit de memória, de alterações de comportamento e de incapacidade para as atividades rotineiras.

Relatou também, mais tarde, os achados de anatomia patológica desta enfermidade, que seriam as placas senis e os novelos neurofibrilares. Dr. Emil Kraepelin, na edição de 1910 de seu “Manual de Psiquiatria”, descreveu os achados de Dr. Alzheimer, cunhando esta patologia com seu nome, sem saber da importância que esta doença teria no futuro.

Dr. Alois foi acometido de uma grave infecção cardíaca (endocardite bacteriana) em 1913. Seguiu enfermo por dois anos, quando no dia 19 de dezembro de 1915 veio a falecer de insuficiência cardíaca e falência renal, na cidade de Breslau, Alemanha.

O QUE É DOENÇA DE ALZHEIMER E COMO SE MANIFESTA?

A Doença de Alzheimer, também conhecida como demência senil tipo Alzheimer, é a mais comum patologia que cursa com demência.

E o que vem a ser demência?

Popularmente, conhecida como esclerose ou caduquice, a demência apresenta como características principais: problemas de memória, perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir carro, lidar com dinheiro...), problemas de comportamento e confusão mental.

Quando falamos que as demências estão constituindo um sério problema de saúde pública em todo o mundo, temos que mostrar em números o que isto representa.

Hoje temos, no mundo, 18 milhões de idosos com demência, sendo 61% deles em países do terceiro mundo. Daqui a 25 anos terão 34 milhões de idosos nesta situação e a grande maioria (71%), nos países mais pobres!

No Brasil, temos atualmente 1,2 milhões de idosos, aproximadamente, com algum grau de demência.

Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, mas nenhuma delas está provada.

Destacamos:

1- IDADE: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com demência. Aos 65 anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%, quando se chega acima de 85-90 anos!
2- IDADE MATERNA:
filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à problemas demenciais na terceira idade.
3- HERANÇA GENÉTICA:
já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).
4- TRAUMATISMO CRANIANO: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver demência. Não está provado.
5- ESCOLARIDADE:
talvez, uma das razões do grande crescimento das demências, nos países mais pobres. O nível de escolaridade pode influir na tendência a ter Alzheimer.
6- TEORIA TÓXICA:
principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado.

Quais sãos os sintomas?

No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte normal do envelhecimento, mas que vão agravando-se gradualmente. Os idosos tornam-se confusos, e por vezes, ficam agressivos, passam a apresentar distúrbios de comportamento e terminam por não reconhecer os próprios familiares.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes dos familiares e cuidadores, quando precisam de ajuda para se locomover, têm dificuldades para se comunicarem, e passam a necessitar de supervisão integral para suas atividades comuns de vida diária (AVD), até mesmo as mais elementares, tais como alimentação, higiene, vestir-se...

Reconhecemos três fases na evolução da doença de Alzheimer, onde os idosos manifestam determinadas características comuns:

FASE INICIAL

DISTRAÇÃO
DIFICULDADE DE LEMBRAR NOMES E PALAVRAS
ESQUECIMENTO CRESCENTE
DIFICULDADE PARA APRENDER NOVAS INFORMAÇÕES
DESORIENTAÇÃO EM AMBIENTES FAMILIARES
LAPSOS PEQUENOS, MAS NÃO CARACTERÍSTICOS DE JULGAMENTO E COMPORTAMENTO
REDUÇÃO DAS ATIVIDADES SOCIAIS DENTRO E FORA DE CASA

FASE INTERMEDIÁRIA

PERDA MARCANTE DA MEMÓRIA E DA ATIVIDADE COGNITIVA
DETERIORAÇÃO DAS HABILIDADES VERBAIS, DIMINUIÇÃO DO CONTEÚDO E DA VARIAÇÃO DA FALA
APRESENTA MAIS ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO: FRUSTRAÇÃO, IMPACIÊNCIA, INQUIETAÇÃO, AGRESSÃO VERBAL E FÍSICA
ALUCINAÇÕES E DELÍRIOS
INCAPACIDADE PARA CONVÍVIO SOCIAL AUTÔNOMO
PERDE-SE COM FACILIDADE, TENDÊNCIA A FUGIR OU PERAMBULAR PELA CASA
INICIA PERDA DO CONTROLE DA BEXIGA

FASE AVANÇADA

A FALA TORNA-SE MONOSSILÁBICA E, MAIS TARDE, DESAPARECE
CONTINUA DELIRANDO
TRANSTORNOS EMOCIONAIS E DE COMPORTAMENTO
PERDA DO CONTROLE DA BEXIGA E DO INTESTINO
PIORA DA MARCHA, TENDENDO A FICAR MAIS ASSENTADO OU NO LEITO
ENRIGECIMENTO DAS ARTICULAÇÕES
DIFICULDADE PARA ENGOLIR ALIMENTOS, EVOLUINDO PARA USO DE SONDA ENTERAL OU GASTROSTOMIA (SONDA DO ESTÔMAGO)
MORTE.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

Não há um teste específico que estabeleça de modos inquestionável a doença de Alzheimer.

O diagnóstico de certeza só e feito através de exame patológico (biópsia do tecido cerebral), conduta não realizada quando o idoso está vivo.

Desse modo, o diagnóstico de provável Demência tipo Alzheimer é feito excluindo outras patologias que podem evoluir também com quadros demenciais, tais como:

DOENÇAS DA TIREÓIDE
ACIDENTES VASCULARES CEREBRAIS
HIPOVITAMINOSES
HIDROCEFALIA
EFEITOS COLATERAISDE MEDICAMENTOS
DEPRESSÃO
DESIDRATAÇÃO
TUMORES CEREBRAIS, ENTRE OUTROS.

Temos atualmente um teste denominado avaliação neuro-psicológica, que pode mapear os vários aspectos da mente humana, em busca de possíveis pistas de alterações cognitivas (memória), de comportamento e de dificuldades em atuação nos vários aspectos do dia-a-dia (cuidar de finanças, gerenciar a vida e a sua casa, relacionar com parentes e amigos, depressão...).

Um dos testes mais comuns é chamado de mini-exame do estado mental, que é relativamente fácil de ser executado e não cansa o idoso.

É dividido em duas frentes de tratamento:

1- Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar.

Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação. Um dos melhores recursos são as dicas descritas neste manual (Manual do Cuidador - CONVIVENDO COM ALZHEIMER), onde mostramos como agir perante aos mais diferentes tipos de comportamento que o idoso ter, no período da agitação.

2- Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo.

Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o usos destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados.

Outra droga, recentemente lançada, é a memantina (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia-a-dia.

FINALIZANDO...

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, respondendo por mais de 60% delas. Não se sabe ainda a causa ou as causas, não se tem ainda um exame de laboratório ou de imagem que possa dar o diagnóstico, ou mesmo que faça uma previsão mais acertada que a pessoa possa ter no futuro uma maior tendência para evoluir para uma demência.

Não temos ainda um tratamento curativo ou que reduza a progressão desta doença, muito menos vacinas ou qualquer outro tipo de terapêutica que previna. O que temos são medicamentos que podem melhorar um pouco a memória e o comportamento, o que já é um alento e uma esperança de tratamento.

A ABRAz não se cansa de afirmar, no estágio atual das pesquisas sobre demências, que o melhor a ser feito é o apoio ao familiar e ao cuidador de idosos com Alzheimer, mostrando-lhes que não estão sozinhos nesta luta, e que toda informação pertinente será colocada para todos os interessados.

PODEM TER AINDA DOENÇAS INCURÁVEIS! MAS NÃO HÁ DOENTES INTRATÁVEIS!!

Fonte: www.alzheimer.med.br

Mal de Alzheimer

Áreas do Cérebro Afetadas pelo Mal de Alzheimer

Este trabalho médico exibe uma visão lateral do cérebro com regiões codificadas por cores indicando as áreas do córtex cerebral que são geralmente afetadas pelo Mal de Alzheimer.

As áreas afetadas rotuladas no cérebro incluem porções do lobo frontal que governa a inteligência, julgamento e comportamento social.

Também estão ilustradas as áreas afetadas dos lobos temporal e parietal que governam a memória e a linguagem.

Mal de Alzheimer

Fonte: www.animedicus.com

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