Sofrer dessa doença não significa perda total da qualidade de vida. O tremor, um dos sintomas, pode ser controlado com sucesso.
O ex-campeão de boxe Cassius Clay - conhecido desde 1964 pelo nome Muhammad Ali - 56 anos, adquiriu o Mal de Parkinson devido a traumas cranianos repetitivos.
Doença que provoca a degeneração progressiva de células de uma região do cérebro chamada substância nigra, que controla os movimentos e o equilíbrio. Grande parte dos casos não tem causa definida.
O sistema nervoso é formado por células que constróem uma rede de essencial para o funcionamento do corpo. Os neurotransmissores sãos os encarregados de enviar as mensagens para que o organismo trabalhe direito. A dopamina é o neurotransmissor responsável pelos movimentos.
Em cada 1.000 pessoas, cerca de 187 sofrem do mal no DF, a doença atinge 2.000 pessoas.
Existem duas formas características de manifestação da doença:
1 - A que provoca rigidez muscular e lentidão dos movimentos. Essa é a mais comum; 2 - A que provoca tremor, principalmente nas extremidades dos membros.
Como a doença afeta a movimentação do corpo
Normal
1 - Acetilcolina; 2 - Célula cerebral; 3 - Dopamina.
Com o equilíbrio entre as duas substâncias neurotransmissoras, a ordem para acontecer o movimento é passada de célula a célula sem problemas.
Para o processo nervoso de movimento do corpo acontecer, existe um outro neurotransmissor que trabalha com a dopamina. É a acetilcolina.
1 - Acetilcolina; 2 - Célula cerebral; 3 - Dopamina.
Doente
Quando a doença de Parkinson se instala, o trabalho cerebral é prejudicado, provocando o desequilíbrio entre a dopamina e a acetilcolina. As ordens para o movimento acontecer são passadas de forma distorcida.
1
- A dopamina é produzida em uma região do cérebro chamada
substância nigra.
2 - Outra região do cérebro, o striatum, acumula funções. Envia mensagens para outras áreas do órgão, inclusive para a substância nigra. É responsável pelos comandos do equilíbrio e da coordenação.
3 - Os neurotransmissores atravessam as células pelas sinapses (ligação entre as células nervosas) até que as mensagens cheguem aos músculos e o movimento aconteça.
4a - É fundamental que a dopamina seja produzida initerruptamente.
O balaço exato entre as substâncias que atuam no movimento e no equilíbrio depende da boa saúde das células cerebrais.
4b - O desequilíbrio químico causado pela morte das células que produzem a dopamina afeta os movimentos, provocando os tremores ou a rigidez do corpo.
A doença, surge na maioria das vezes, sem causa evidente. O fator genético é pouco representativo neste mal. Mas existem fatores que podem desencadear os sintomas e provocar o que se conhece como síndrome parksoniana. Eles são:
Uso exagerado e contínuo de medicamentos . Uma substância usada freqüentemente para aliviar tonturas e melhorar a memória, a cinarizina, pode bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.
Trauma craniano repetitivo. Os lutadores de boxe, por exemplo, podem desenvolver a doença devido às pancadas que recebem constantemente na cabeça. Isso pode afetar o bom funcionamento cerebral.
Isquemia cerebral. Quando a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina entope, as células param de funcionar.
Freqüentar ambientes tóxicos, como indústrias de manganês (de baterias por exemplo), de derivados de petróleo e de inseticidas.
Surge repentinamente e se intensifica quando o doente pára. Normalmente, esse sintoma é aliviado quando o indivíduo se movimenta ou quando relaxa, como durante o sono.
Com o passar do tempo, mudar de posição torna-se um suplício. Este é o sintoma mais freqüente da doença, apesar de as pessoas associarem o mal às mãos instáveis e trêmulas.
O parksoniano costuma apresentar quadros de depressão e problemas mentais, como perda de memória e da capacidade de raciocínio. É também um efeito de deficiência de produção de dopamina.
A rigidez, da mesma forma que se apresenta nos músculos, se manifesta no órgãos internos. O intestino, o fígado e o estômago tornam-se mais lentos.
Até agora, não existe tratamento definitivo para a doença de Parkinson. O que se faz é controlar os sintomas para evitar sua rápida evolução. O controle é feito, principalmente, com a reposição da dopamina - o medicamento mais comum é o L-dopa. No entanto, essa substância provoca sérios efeitos colaterais. A fisioterapia, o uso de drogas antidepressivas e a prática de exercícios também ajudam. Veja algumas atividades eficazes:
Corrida;
Caminhada;
Natação.
O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa que provoca a morte gradual das células nervosas (neurônios). Provoca, além de tremores e rigidez a lentidão dos movimentos, instabilidade na postura e dificuldades no andar.

Na cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda Bilateral são implantados dois marcapassos no peito do paciente, ligados por eletrodos ao cérebro. Esses aparelhos emitirão impulsos elétricos para regular as funções do núcleo subtalâmico, afetadas pela doença. Restauradas as suas funções normais, essa região cerebral atua sobre os gânglios da base, aliviando os sintomas do Mal de Parkinson.
Ocorre quando o núcleo subtalâmico atua em excesso. O marcapasso reduz a ação do núcleo subtalâmico, tornando os movimentos mais ágeis. Núcleo subtalâmico Atua sobre os gânglios da base, equilibrando os movimentos do corpo
Gânglios da baseResponsáveis pelo controle dos movimentos automáticos do corpo
Falta de coordenação Provocada pela ação deficiente do núcleo subtalâmico. O marcapasso aumenta a ação do núcleo subtalâmico, reduzindo a falta de coordenação motora

O médico faz dois cortes de cerca de 20 milímetros dos dois lados da cabeça. Nesses cortes são feitos orifícios de 14 milímetros, por onde vão passar os eletrodos. A cirurgia, com anestesia local, dura 8 horas O eletrodos transmitirão os impulsos elétricos dos marcapassos para o núcleo subtalâmico, regulando as suas funções para aliviar os sintomas da doença

Depois da primeira cirurgia, os eletrodos são testados durante uma semana para verificar se funcionam bem. Eles são ligados a um marcapasso externo, preso na cintura para determinar a freqüência precisa dos impulsos elétricos necessários para regular as funções do núcleo subtalâmico

É realizada com anestesia geral. Os eletrodos que estavam ligados ao marcapasso externo são desligados. O médico então implanta os marcapassos definitivos e os liga aos eletrodos Esses marcapassos não são os mesmos usados em cirurgias cardíacas. São mais complexos, pois emitem impulsos ao cérebro.

O paciente trem que estar com a doença em estágio avançado e não pode ser portador de deficiências mentais ( o quociente de inteligência – QI – tem que ser de no mínimo 100).
Nos três primeiros meses, o paciente precisa de acompanhamento médico para regulagem dos marcapassos. Depois desse período, pode levar uma vida normal
Os fios de conexão entre os eletrodos e os marcapassos passam sob a pele
Os marcapassos têm baterias que funcionam durante oito anos, quando devem ser trocadas.
Fonte: www.santalucia.com.br
A Doença de Parkinson ou popularmente conhecida como Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa provocada pela morte de células nervosas localizadas no cérebro. Os sintomas principais são: perda de um grupo de neurônios que produzem dopamina.
A Doença de Parkinson não é rara, ela está presente no mundo todo em todas as raças, e é uma das doenças neurológicas mais freqüentes na faixa de idade acima de 50 anos.
Os principais sintomas são tremores (geralmente nas mãos, de um lado só, ou pelo menos predominando em um lado do corpo), lentidão (para atividades manuais ou para andar), rigidez, a escrita torna-se menor, dificuldade para andar, a voz torna-se baixa e monótona.
O diagnóstico é feito pelos sintomas e sinais que o paciente apresente e pelo exame clínico que o médio realiza. Infelizmente não há nenhum tipo de exame complementar que confirme o diagnóstico.
Os exames de tomografia ou ressonância servem apenas para afastar alguma dúvida quanto à possibilidade de diagnóstico de outras doenças, que podem às vezes imitar a Doença de Parkinson.
A causa ainda não é conhecida. Parece que múltiplos fatores combinados acabam determinando o seu aparecimento. Um deles seria uma predisposição genética para desenvolver a Doença de Parkinson. Outro fator importante seria a exposição ambiental a substâncias que seriam tóxicas aos neurônios, principalmente aos dos indivíduos portadores de predisposição genética.
Não existe a prevenção para a Doença de Parkinson, existe a perspectiva de que em breve possa identificar os indivíduos com maiores chances de desenvolver a doença, e assim no futuro poderá desenvolver dorgas que impedissem, ou pelo menos atrasassem, o aparecimento dos sintomas.
O tratamento é feito com medicações que controlam os sintomas. O médico dispõe hoje de um arsenal que é suficiente para controlar o problema da grande maioria dos pacientes. Esses medicamentos são freqüentemente usados em combinação e muitos pacientes usam simultaneamente de duas a quatro medicações diferentes. Para que isso dê certo é preciso que o médico conheça bem os problemas da doença e saiba utilizar as drogas adequadamente.
O Tratamento cirúrgico serve como uma complementação ao tratamento medicamentoso. Ainda não há um tratamento cirúrgico que resolva definitivamente o problema. Muito se espera das cirurgias quando se imagina o implante de células-tronco. Infelizmente essa técnica ainda é experimental, e no momento não apresente resultados práticos efetivos.
Fonte: Academia Brasileira de Neurologia