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Marcapasso

 

 

O marca-passo é um pequeno aparelho transistorizado, instalado no interior do tórax com a função de comandar os batimentos do coração lesionado. O marca-passo por ser um mecanismo mecânico, necessita após alguns anos de funcionamento, serem substituídos por outro.

Em 1896, o médico inglês Stephen Paget previu que a cirurgia cardíaca já havia atingido os limites impostos pela própria natureza. Este médico quis dizer, com isso, que nenhuma nova descoberta poderia superar as dificuldades naturais representadas por lesões cardíacas congênitas ou adquiridas. Menos de um século mais tarde, contudo, o vertiginoso progresso da medicina e da cardiologia tornaram corriqueiras as mais complicadas técnicas cirúrgicas.

Uma das descobertas, nesse campo, foi a do marca-passo, em 1952. Conhecido internacionalmente por seu nome inglês pacemaker, trata-se de um aparelho que comanda os batimentos cardíacos nos casos em que se dê o bloqueio do coração. Num pequeno nicho situado na parte do átrio direito, existem células dotadas da propriedade de gerar impulsos "elétricos" intermitentes (nodo-sinoatrial) e transmiti-lo compassadamente. O nodo sinoatrial é o marca-passo natural do coração, que pode ser comparado a um metrônomo, aparelho encarregado de marcar o compasso musical para os estudantes de piano. Além de dar ritmo, fornece a energia necessária às contrações cardíacas. Não há cabos condutores; o fluxo se transmite em ondas eletromagnéticas, captadas por outra ''estação'' retransmissora, nodo atrio-ventricular situada no assoalho do átrio direito. A partir daí a transmissão é feita através de feixes de fibras especiais (feixes de Hiss) que distribuem o impulso contrátil a todo o coração.

Coração Fora de ritmo (descompassado) - os distúrbios da condução ou bloqueio cardíaco podem alterar a transmissão natural das contrações. Em conseqüência, os tecidos particularmente o cérebro se ressentem das folhas que ocorrem no fluxo sangüíneo. Tonturas, desmaios e convulsões são sintomas comuns.

Em 1952 foi construído um aparelho que enviava choques elétricos através da parede torácica, provocando a construção cardíaca.

Os inconvenientes desse primeiro marca-passo eram vários: os choques contraíam também a musculatura do tórax, trazendo sofrimento ao paciente.

Em 1957 houve um aperfeiçoamento: marca-passo, estrutura semelhante a uma pequena caixa que contém um gerador de corrente elétrica partem um ou dois fios que terminam em uma ou duas pequenas placas, os eletrodos, ligados na parede do coração. O aparelho é regulado para promover estímulos cardíacos na razão de 70 batimentos por minuto. Com a descarga elétrica, o coração se contrai como numa pulsação comum.

Marcapasso
Posição corpórea do marca-passo

Técnicas

Hoje em dia existem várias técnicas de implantação para os diferentes tipos de marca-passo. Uma delas consiste em abrir o tórax e pôr o coração a descoberto.

Os dois eletrodos são suturados na superfície do ventrículo esquerdo. Os fios ligados aos eletrodos chegam, através de um túnel que se abre no tecido subcutâneo, até a caixa geradora, a qual se implanta, geralmente, na parede do abdome. Ouro tipo é o marca-passo endocavitário ou endovenoso, cuja implantação evita a abertura do tórax. Colocado, por exemplo, abaixo da clavícula, dele parte uma sonda. Esta, por via venosa, chega ao ventrículo direito do coração, onde entra em contato com o eletrodo.Existe, ainda, um tipo em que um dos eletrodos fica sob a pele, enquanto o outro em forma de agulha é espetado no coração. Os eletrodos permanecem desligados e, se necessário, são ligados a uma bateria que fornece energia.

Trata-se de uma modalidade provisória, geralmente utilizada em caso de urgência. Às vezes, o marca-passo é instalado de tal modo que fica ''desligado''. Se o ritmo cardíaco cair abaixo do normal, o aparelho funcionará automaticamente.

Nos Estados Unidos, o marca-passo mantém vivos mais de 50 mil pacientes, garantindo o funcionamento de seus corações à base de pequenas baterias de mercúrio.

A maioria desses pacientes leva vida praticamente normal, não necessitando de mediações suplementares. O único cuidado é um controle do estado ''elétrico'' e funcional do aparelho. Assim, as baterias devem ser recarregadas periodicamente (de 2 em 2 anos). O aparelho em geral permanece inalterado por três anos, mas às vezes chega a cinco, quando deve ser substituído.

Fonte: www.consulteme.com.br

Marcapasso

Marcapasso, Ressincronizador e Cardioversor

Marca-passo Biventricular: Terapia de Ressincronização Cardíaca para Insuficiência Cardíaca.

Os marca-passos biventriculares transformaram-se em uma ferramenta valiosa no tratamento da insuficiência cardíaca. A terapia de ressincronização cardíaca provou melhorar significativamente a qualidade de vida com bons resultados clínicos de seguimentos de longo prazo em indivíduos com insuficiência cardíaca que não respondem à terapia medicamentosa usual.

Orientação ao paciente / Considerações Gerais

Se você tiver insuficiência cardíaca, você poderá ser candidato para um marca-passo biventricular - um dispositivo implantável que pode ressincronizar as câmaras do seu coração e ajudá-lo a bombear o sangue mais eficazmente.

Você tem insuficiência cardíaca e seu médico fala sobre a necessidade de um marcapasso biventricular. Você pode pensar, “Bi-ven... o que? “ O nome soa complicado, mas você não deve temer. Um marca-passo biventricular é um dispositivo utilizado para melhora de sintomas relacionados à insuficiência cardíaca através da estimulação de ambas as câmaras inferiores do seu coração (ventrículos), para ajudá-lo a bombear mais eficientemente e melhorar sua qualidade de vida.

Função do Marca-passo Biventricular

Um marca-passo biventricular não tem a finalidade de aumentar a sua frequência cardíaca e sim de coordenar a emissão dos estímulos elétricos ao coração melhorando seu funcionamento.

Num batimento cardíaco coordenado (sincronizado) o sangue é bombeado eficientemente do ventrículo esquerdo aos demais órgãos do corpo. Danos ao músculo do coração, causando determinados tipos de falha no coração, podem distorcer este sincronismo – chamado de dissincronia ventricular. Os marca-passos comuns estimulam somente o ventrículo direito. Um marca-passo biventricular estimula ambos os ventrículos de modo que todos ou a maioria dos músculos ventriculares contraiam-se em conjunto. Isto permite que seu coração bombeie o sangue mais eficazmente e pode dramaticamente melhorar os sintomas da insuficiência cardíaca. Este tratamento restaura o mecanismo de bomba dos ventrículos sendo conhecido também como terapia de ressincronização cardíaca (TRC).

Quem necessita de um marca-passo biventricular?

Nem todos que têm insuficiência cardíaca (IC) necessitam de um marca-passo biventricular. Se você tiver IC moderada a severa, determinados problemas no sistema de condução do coração, ou seus sintomas da IC persistem apesar do uso correto e regular dos medicamentos, você pode ser um candidato para um marca-passo biventricular.

Como um marca-passo biventricular funciona?

Um marca-passo biventricular funciona como um marca-passo tradicional e consiste de duas porções.

Componentes principais do marca-passo biventricular:

Gerador de pulso: É um recipiente pequeno de metal que abriga uma bateria e os circuitos elétricos que regulam a frequência dos pulsos elétricos emitidos a seu coração.
Cabos-Eletrodos:
Estes fios flexíveis, com isolamento elétrico levam os pulsos elétricos a seu coração.

Na maioria dos outros tipos de marca-passos, somente dois cabos-eletrodos são ligados a seu coração - um ao átrio direito e outro ao ventrículo direito. Com o marca-passo biventricular, um terceiro eletrodo é colocado na câmara esquerda inferior (ventrículo esquerdo). Esta conexão aos dois ventrículos permite que o marca-passo detecte os batimentos cardíacos fora da sincronização. O marca-passo biventricular tenta então sincronizar o ventrículo esquerdo com o direito de modo que se contraiam ao mesmo tempo (ressincronização).

Um marca-passo biventricular com um desfibrilador

Os indivíduos que possuem risco de morte repentina (súbita) ou de arritmias potencialmente fatais podem necessitar de um marca-passo biventricular combinado com um cardioversor-desfibrilador implantável (CDI). O sistema pode detectar quando seu coração bate anormalmente e ativa o desfibrilador aplicando choques elétricos programados com a finalidade de restaurar seu batimento cardíaco normal.

Como é o procedimento cirúrgico de implante?

A cirurgia para implante de um marca-passo biventricular é realizada sob anestesia geral. O procedimento dura tipicamente de duas a três horas. Durante o implante, um corte raso é feito em região específica do tórax (geralmente à esquerda) e os eletrodos do marcapasso são introduzidos através da punção de uma veia. O médico então guia os eletrodos através da veia e posiciona-os dentro do seu coração usando imagens do raio X (radioscopia) para guiá-lo. Em seguida o médico cria uma bolsa (loja do marca-passo) sob a pele logo abaixo da clavícula para abrigar o gerador de pulso.

Após a cirurgia de implante

A internação hospitalar para implante de um marca-passo biventricular normalmente dura de um a três dias. Antes que você saia de alta, seu marca-passo será avaliado para assegurá-lo de que está trabalhando eficazmente. Uma visita de retorno será programada para refinar os ajustes.

Você necessitará de visitas regulares no consultório para verificar o funcionamento do seu marca-passo biventricular.

Como outros marca-passos, um marca-passo biventricular deve ter seu gerador de pulso substituído em quatro a sete anos, quando sua bateria começa a mostrar sinais de desgaste. O tempo de duração da bateria dependerá de muitos fatores, tais como a frequência de utilização do marca-passo e de quanta energia será requerida para estimular o coração.

Tipicamente, somente o gerador de pulso é substituído, não os eletrodos.

Como você saberá se o marca-passo está funcionando?

Você não sentirá seu marca-passo biventricular trabalhar. Entretanto, se seu marcapasso incluir um desfibrilador, você poderá sentir algum desconforto quando houver a liberação de terapias do CDI para corrigir alguma arritmia potencialmente fatal. Dependendo da intensidade da energia de choque necessária para restaurar o ritmo do seu coração você poderá sentir uma vibração ou “batida” na sua caixa torácica que pode até derrubá-lo.

Geralmente, o desconforto dura somente um ou dois segundos e pode conservar sua vida.

Você deve observar uma melhora nos seus sintomas de insuficiência cardíaca logo que seu marca-passo biventricular seja implantado. Talvez você possa observar que pode tolerar caminhada e esforços maiores sem cansar. Após o período de um ou mais meses você poderá ser submetido a alguns exames para uma avaliação objetiva da sua melhora clínica.

Precauções especiais: O mau funcionamento do marca-passo biventricular devido à interferência dos sistemas eletrônicos e de segurança é raro.

Ainda assim, devem-se tomar algumas precauções:

Colchões magnéticos: O uso do colchão magnético está contra-indicado (NÃO DEVE SER USADO) para o portador de marca-passo devido à possibilidade de ocorrência arritmias.

Telefones celulares: É seguro falar em um telefone celular, mas deve-se evitar a colocação do seu telefone celular diretamente sobre o local do implante do marca-passo. Embora seja improvável, seu marca-passo pode interpretar erroneamente os sinais do telefone celular como um batimento cardíaco e inibir o marca-passo inadequadamente, produzindo sintomas tais como fadiga repentina. O telefone celular pode ser utilizado do outro lado do implante do marca-passo a uma distância mínima de 15 cm.

iPod / MP3 player: Você poderá utilizar esses dispositivos, porém não deve colocá-lo próximo ao local de implante do marca-passo. Raramente esses dispositivos causam interferências.

Sistemas de segurança: Passar através de um detector de metal de aeroporto não interferirá com seu marca-passo, embora o metal presente nele possa fazer soar o alarme. Mas deve-se evitar ficar próximo a um sistema da detecção de metais. Se o pessoal da segurança insistir em usar um detector de metal manual, pedir que não prenda o dispositivo perto de seu marcapasso por tempo maior que o necessário. Para evitar problemas potenciais, deve-se carregar um cartão de identificação indicando que você é portador de um marca-passo.

Equipamento médico: Se qualquer outro médico estiver considerando algum procedimento médico que envolva a exposição intensiva à energia eletromagnética, você deve comunicá-lo que você tem um marca-passo. Tais procedimentos incluem ressonância nuclear magnética, a radioterapia utilizada para o tratamento do câncer e a litotripsia extra-corpórea, que usa ondas de choque para quebrar cálculos renais. Existem procedimentos cirúrgicos onde se utiliza bisturi de eletrocautério, que oferece vantagens para controle de sangramento intra-operatório, porém estes dispositivos interferem com a função do marca-passo que necessitará de programação específica para que se permita a utilização dos mesmos.

Equipamentos elétricos e de alta voltagem: Estar pelo menos a uma distância de dois metros de transformadores de alta tensão. Se você trabalhar em torno de tal equipamento, seu médico pode disponibilizar um teste no seu local de trabalho para determinar se há interferência com seu marca-passo.

Os dispositivos que apresentam mínimos riscos à função do marca-passo incluem fornos de microonda, televisões, controles remotos, rádios, tostadeiras, cobertores elétricos, torneiras elétricas e brocas elétricas.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

Marcapasso

A ciência médica encontrou uma maneira de corrigir os problemas de "coração lento", através do implante de marcapasso cardíaco artificial.

Este aparelho é um dispositivo eletrônico composto de gerador (pilha do marcapasso) e eletrodo (fio que se comunica com o coração).

O gerador composto de circuitos e baterias, produz impulsos que permitem a contração cardíaca e o batimento normal do coração.

O eletrodo substitui o sistema de condução, levando os impulsos elétricos do gerador até o músculo cardíaco.

Eles (gerador e eletrodo) trabalham juntos de forma semelhante ao marcapasso cardíaco natural.

Marcapasso

O que ocorre quando o coração precisa de Marcapasso Artificial?

Algumas vezes, podem ocorrer danos no marcapasso natural ou no sistema de condução do impulso elétrico, fazendo com que o coração funcione tão lentamente que uma quantidade insuficiente de sangue chega ao corpo.

Quando isso ocorre sintomas como tonturas, cansaço e desmaios podem ocorrer.

Estes defeitos podem ser corrigidos através do implante de um marcapasso cardíaco artificial.

O seu marcapasso é implantado abaixo da pele, no peito próximo ao ombro, geralmente do lado contrário ao seu braço mais utilizado.

O eletrodo que sai do gerador é introduzido através de uma veia importante e colocado dentro do coração em contato com o músculo cardíaco. Pode-se utilizar somente um eletrodo (no ventrículo direito) ou dois (um no ventrículo direito e outro do átrio direito), dependendo do problema a ser corrigido).

A cirurgia é bem mais simples que as outras cirurgias cardíacas e geralmente não há necessidade de anestesia geral (somente anestesia local). Você ficará internado por aproximadamente 3 dias no hospital.

Mantenha a ferida da cirurgia sempre limpa e seca até a cicatrização, utilizando apenas água e sabonete.

Nos 2 primeiros dias após o implante, ainda internado no hospital, você permanecerá a maior parte do tempo em repouso no leito.

No 1º mês após cirurgia você não deverá realizar esforços físicos intensos. Se você for trabalhador braçal você só voltará às suas atividades normais entre 30 a 90 dias após a cirurgia dependendo da orientação de seu médico. Em outras profissões o retorno ao trablaho é bem mais rápido.

Nos primeiros 30 dias você não deve dirigir automóveis. Realizar movimentos leves e lentos com o braço do lado onde o marcapasso foi implantado. Você pode escovar dentes, utilizar talheres nas refeições e outras atividades semelhantes. Se for necessário utilizar força ou erguer muito o braço (por exemplo pentear cabelos), recomenda-se utilizar o outro braço.

Você pode caminhar desde o dia da alta, porém evitando movimentar muito o seu braço.

O mais importante que você tem que lembrar, é que o Marcapasso Cardíaco Artificial é utilizado, para que você possa ter uma vida praticamente normal

Carregue sempre a carteirinha do marcapasso que você vai receber no hospital

Você deverá sempre voltar para revisões com o seu médico conforme ele determinar

Evite traumatismos sobre o marcapasso (agressões, traumas, esportes violentos)

Evite choques elétricos

Não ultrapasse portas que apresentem detectores de metais (em bancos e aeroportos). Nestes casos avise o segurança do local que ele saberá como agir

Eu posso utilizar aparelhos eletrodomésticos?

O marcapasso cardíaco não sofre interferência dos aparelhos existentes em sua casa. No entanto, você deve verificar sempre a instalação elétrica para não sofrer choques elétricos (que podem danificar temporariamente o seu aparelho). Algumas vezes alguma interferência pode ocorrer com a utilização de forno de microondas, mas estas interferências são raras e temporárias (desaparecem se você se afastar do aparelho). Qualquer sintoma que apresente com a utilização de qualquer aparelho, desaparecem ao se afastar dele e deve ser comunicada ao seu médico na próxima revisão.

Eu posso praticar esportes?

Sim, desde que orientado pelo seu médico. Esportes violentos que possam causar algum trauma sobre o gerador do marcapasso devem ser evitados.

Eu posso ter relações sexuais?

Sim. Você tem que lembrar que o marcapasso foi colocado em você para que possa ter uma vida praticamente normal.

Eu tenho que ter cuidados com cirurgias, exames ou tratamentos dentários?

Em alguns exames, cirurgias e tratamentos dentários, são utilizados aparelhos que podem interferir com o funcionamento do marcapasso. Sempre que houver necessidade de algum procedimento você deve avisar ao profissional que você é portador de marcapasso e pedir orientação de seu médico.

Você não pode ser submetido a exame de ressonância magnética.

Quanto tempo dura a "pilha" do meu marcapasso?

Os geradores de marcapasso possuem baterias (pilha) que tem duração média de 5 anos. Este tempo varia de acordo com o tipo e marca do marcapasso implantado. Estas informações você terá com seu médico

O que acontece quando acaba a pilha do meu marcapasso?

Você será submetido a troca do gerador. A cirurgia é bem mais simples que a primeira de implante, pois não há a princípio necessidade de se mexer no eletrodo.

Com as avaliações periódicas o seu médico irá informar exatamente quando deverá ser realizada a cirurgia de troca do gerador.

O meu marcapasso pode parar de funcionar de repente?

Com o avanço de tecnologia isto seria praticamente impossível de ocorrer. Problemas não previstos com o gerador ou com eletrodo podem ser detectados durante as avaliações periódicas recomendadas.

Fonte: www.pucpr.br

Marcapasso

Trata-se de um dispositivo eletrônico que regula o ritmo do coração. É implantado no tórax sob a pele. É indicado, principalmente, quando o coração está preguiçoso - batendo lento. Atualmente, outra utilidade da estimulação cardíaca artificial é como ajudante ao tratamento de insuficiência cardíaca.

Quando um marcapasso é usado?

O procedimento é indicado quando o número de batimentos cardíacos (freqüência cardíaca) está muito baixo. Como resultado da freqüência anormal, o coração bombeia menos sangue e causa sintomas tais como fadiga, falta de ar, ou desmaio.

Qual o preparo para um implante de marcapasso?

O paciente deve planejar antecipadamente como será a sua vida e atividades durante o período de recuperação da operação, reservando tempo para repousar.

As tarefas e obrigações do dia a dia deverão ser delegadas a outras pessoas, ou simplesmente adiadas. As instruções e orientações pré-operatórias dadas pela equipe médica devem ser observadas, incluindo tempo de jejum e preparo da pele local.

Fonte: www.saude.ac.gov.br

Marcapasso

Em condições normais, os batimentos cardíacos oscilam entre 60 e 100 por minuto, número que aumenta ou diminui quando se realiza esforços, se leva um susto ou quando se está dormindo. Quando o batimento é menor, o coração bombeia menos sangue, causando sintomas desgradáveis como tontura, cansaço, falta de ar e até a perda súbita de consciência.

Para aumentar a freqüência e assim melhorar a qualidade de vida do paciente (e muitas vezes prlongar o tempo), o HMB realiza, desde 2002, a cirurgia de marca-passo. "Cientificamente, o procedimento está indicado para quem tem freqüência abaixo de 60 por minuto e tem sintomas, bem como para quem apresenta risco de freqüência baixa, diagnosticado precocemente por meio de eletrocardiogramas e exames de Holter", esclarece o Dr. Paulo de tarso J. Medeiros, Especialista em Estimulação Cardíaca Artificial do HMB.

Causas

Em geral, o problema atinge pacientes com doença de Chagas, doenças Coronarianas(após infarto, agina e cirurgia de ponte de safena), miocardiopatias dilatadas (causadas pela pressão alta e alcoolismo) e, ainda deviso à própria degeneração do marca-passo natural do coração. Nesses casos, o implante da prótese é a única saída para normalizar a freqüência dos batimentos cardíacos.

O procedimento é realizado sob anestesia local e a prótese é colocada em geral do lado esquerdo do peito, abaixo da clavícula, com auxílio da radioscopia. A incisão é pequena (entre 5 e 7 cm), a cirurgia demora, aproximadamente, uma hora e meia, e o paciente recebe alta no dia seguinte. A substituição do gerador precisa ser feita, em média, a cada seis anos.

O acompanhamento médico é fundamental, devendo ser realizado a cada seis meses, ou antes, se houver necessidade. " O objetivo é trocar o gerador antes que ele apresente qualquer problema . Em geral, quando apresenta o sinal eletrônico de troca, seu funcionamento 100% persiste por um mês.

Cuidados

Quem usa marca-passo, deve se conscientizarn qua tem um problema ao coração. Assim, além de evitar qualquer excesso, como esforços extremos e esportes violentos, deve evitar ficar ´róximo a linhas de transmissão de alta energia. É também contra-indicado dormir em colchões magnéticos e fazer exames de ressonância magnética (que podem interferir no funcionamento do aparelho). "Fora isso, pode-se levar uma vida normal, manejar controles remotos, acionar portões elétricos, trabalhar com computador, etc." finaliza o cardiologista.

Fonte: www.hospitalbrasil.com.br

Marcapasso

Os marca-passos são constituídos pelo conjunto cabo-eletrodo-gerador de pulsos, podendo ser de câmara única (átrio ou ventrículo), ou de dupla câmara, envolvendo ambas as cavidades. Os eletrodos podem ser uni ou bipolares.

Os marca-passos atuam por meio das seguintes funções básicas:

a) sensibilidade: Capacidade de reconhecer sinais elétricos provenientes da despolarização cardíaca espontânea atrial (onda P) ou ventricular (QRS);
b) captura:
Capacidade de provocar despolarização do tecido cardíaco por meio de um estímulo elétrico artificial.

Características funcionais dos marcapassos

Freqüência básica ("basic rate"): é a freqüência mínima em que o marca-passo estimula o coração (átrio e/ou ventrículo) sem a interferência de batimentos espontâneos;
Freqüência de estimulação máxima ("upper rate limit"):
é a freqüência de estimulação máxima do marca-passo, aplicada aos geradores de câmara única com sensor de responsividade ou aos de dupla câmara com manutenção do sincronismo atrioventricular. Os últimos limitam a resposta ventricular determinada pela sensibilidade atrial, respondendo com condução atrioventricular tipo Wenckebach ou 2:1;
Intervalo atrioventricular (ou "atrioventricular delay"):
intervalo entre uma atividade atrial espontânea (sentido) ou estimulada até o estímulo ventricular, semelhante ao intervalo PR quando da condução atrioventricular espontânea;
Período refratário atrial pós-ventricular:
período que se segue a uma atividade ventricular estimulada ou sentida, em que não há sensibilidade do canal atrial;
Período refratário atrial total:
compreende o intervalo atrioventricular mais o período refratário atrial pós-ventricular programados;
Período refratário ventricular:
período que se segue a uma atividade ventricular estimulada ou sentida, em que não há sensibilidade ventricular;
Histerese:
é o retardo na estimulação após atividade ventricular sentida, permitindo freqüência cardíaca abaixo da freqüência básica programada, objetivando o aproveitamento do ritmo próprio do paciente;
"blanking" ventricular:
curto período que se segue à estimulação atrial, em que a sensibilidade ventricular é interrompida.

Código de letras

Para normatizar a descrição do modo de atuação dos marca-passos de acordo com suas funções básicas e o número de estruturas envolvidas, foi criado, em 1974, o código de identificação de marcapassos (código de três letras) pela "Intersociety Commission for Heart Disease". Esse documento sofreu adaptações, sendo sua última revisão, em 1987, realizada pela "North American Society of Pacing and Electrophysiology" (NASPE) e pelo "British Pacing and Electrophysiology Group" (BPEG), passando a utilizar o código de cinco letras, com o objetivo de incluir a identificação dos dispositivos antitaquicardia.

PRIMEIRA LETRA: Refere-se à câmara estimulada, sendo representado pelas letras A (átrio), V (ventrículo), D (átrio e ventrículo) ou O (nenhuma);

SEGUNDA LETRA: Refere-se à câmara sentida, com a mesma representação utilizada para a câmara estimulada (A, V, D ou O);

TERCEIRA LETRA: Define o comportamento do marcapasso em função da programação da sensibilidade. Assim, para representar inibição da atividade do marcapasso pela onda P ou QRS (A/V) utiliza-se a letra I; quando, entretanto, um evento sentido no átrio ou ventrículo deflagra um estímulo artificial, utiliza-se a letra T (originada de "trigger"); para identificar os dois comportamentos utiliza-se D (I e T); e O indica a ausência de modo de resposta à sensibilidade;

QUARTA LETRA: descreve duas características diferentes:

Gau de programabilidade por telemetria: Representada por O quando o marcapasso não é programável; P para indicar capacidade de programar freqüência de estimulação e/ou energia do estímulo; M indica capacidade de programação de vários parâmetros; e C significa que, além desta última, é possível programar ou receber informações sobre vários outros parâmetros e assim manter comunicação completa com o dispositivo
Modulação da freqüência cardíaca:
Representada pela letra R, que identifica a atuação de um sensor específico capaz de proporcionar modificações da freqüência do estímulo;

QUINTA LETRA: Define a capacidade de acionar um ou dois mecanismos antitaquicardia. O identifica mecanismo inativado ou inexistente; P determina a presença de mecanismo por estimulação programada ("overdrive"); S determina a capacidade de deflagrar um choque sincronizado ou não; e D indica a disponibilidade de ambos.

O código pode utilizar, opcionalmente, após a terceira letra uma vírgula e deve ter no mínimo quatro letras, ou seja, no caso de o dispositivo não contar com mecanismos antitaquicardia a quinta letra pode ser omitida.

Exemplos:

VOO,C: Estimulação ventricular assíncrona, ou seja, não considera a presença de atividade própria do paciente; o marcapasso estimula o ventrículo em sua freqüência básica.
VVI,C:
Estimulação ventricular que se inibe por atividade ventricular espontânea (sentida).
VVI,R:
Difere do modo VVI,C por apresentar resposta em freqüência determinada por algum estímulo orgânico a um sensor preestabelecido do marcapasso.
AAI,R:
Estimulação atrial; inibido por atividade atrial sentida; Resposta em freqüência determinada por sensor.
VDD,C:
Estimulação ventricular sincronizada com atividade atrial sentida, desde que esta seja superior à freqüência básica. Inibido por atividade ventricular. Não há estímulo atrial.
DDD,C:
Estimulação atrioventricular, com sensibilidade em ambas as câmaras. Inibição dos canais atrial e ventricular por atividade ventricular ou atrial sentida e ativação do canal ventricular por atividade atrial sentida.

ESCOLHA DO MODO DE ESTIMULAÇÃO

Devemos optar, sempre que possível, pelo modo de estimulação que melhor reproduza as condições fisiológicas do coração. Preservar o sincronismo atrioventricular é de extrema importância, favorecendo assim a estimulação de dupla câmara (DDD), que pode ser associada à função de responsividade (DDDR) quando a incompetência cronotrópica se faz presente junto ao distúrbio da condução atrioventricular.

A instabilidade atrial decorrente da presença de arritmias atriais crônicas ("flutter" e fibrilação atrial) inviabiliza a estimulação DDD, sendo assim uma opção para a estimulação unicameral VVI, que também pode se associar à resposta de freqüência (VVIR). Aproximadamente 10% dos pacientes que apresentam bloqueio total da condução anterógrada têm a condução retrógrada preservada pelo nó atrioventricular, com possibilidade de provocar a síndrome do marcapasso na estimulação VVI com átrio estável (ritmo sinusal).

Reinaldo Mano

Fonte: www.manuaisdecardiologia.med.br

Marcapasso

Os impulsos normalmente começam no nódulo sinoatrial, também conhecido como o marcapasso natural do coração que lhe permite bater de forma rítmica.

Quando estes impulsos não ocorrem, o coração não irá realizar o seu trabalho e baterá de forma irregular, podendo sua freqüência chegar a 30 batimentos por minuto ou menos, quando o normal em geral é de 60 a 80 batimentos por minuto. Nesta situação é necessário o uso do marcapasso artificial para gerar os impulsos elétricos, assegurando ao coração a capacidade de voltar a se contrair e relaxar de maneira correta.

A função do marcapasso é fornecer estímulos elétricos ritmados e regulares ao músculo cardíaco para o controle da freqüência dos batimentos do coração, assegurando a sua capacidade de funcionamento de maneira semelhante a do marcapasso natural.

O gerador de impulso utiliza como fonte de energia uma bateria que tem um tempo de vida de 5 a 12 anos ou até mais. A escolha do marcapasso é realizada pela equipe médica visando atender as necessidades específicas de cada paciente. Dependendo da indicação clínica pode ser usado um marcapasso de uma ou de duas câmaras. No sistema de dupla câmara, normalmente, um eletrodo é colocado no átrio e outro no ventrículo.

Marcapasso
Marcapasso

A CIRURGIA DE IMPLANTE DE MARCAPASSO

Toda a pessoa que se submete a uma cirurgia pode apresentar momentos de crise emocional pelo temor do ato cirúrgico e apreensão sobre os resultados. Além disso, a família que também está envolvida durante todo o processo de tratamento do paciente, passa por momentos igualmente difíceis. Assim, é importante que você e seus familiares ao se sentirem desconfortáveis ou apreensivos, procurem a equipe de saúde para dividir seus problemas e/ ou esclarecer as suas dúvidas.

No dia do implante de marcapasso você poderá vir de casa diretamente para o bloco cirúrgico ou até mesmo estar previamente internado. O tempo da cirurgia para o implante de marcapasso é de aproximadamente 2 horas. A anestesia é local e geralmente o corte é realizado próximo ao ombro (abaixo da clavícula).

Durante a cirurgia o eletrodo é introduzido através de uma veia até o coração. Um monitor de Raios X é utilizado para controlar a posição correta do eletrodo dentro do átrio direito ou do ventrículo direito. O gerador é colocado abaixo da pele na região clavicular podendo ser, também, posicionado na região abdominal.

Marcapasso

Marcapasso

O período de recuperação após a cirurgia normalmente ocorre em um quarto na unidade de internação e leva em torno de dois dias. Logo após o término da cirurgia o registro dos seus batimentos cardíacos serão monitorados por um aparelho tipo eletrocardiograma.

Em determinadas situações especiais, os cabos de marcapasso não po-dem ser implantados por dentro da veia, sendo necessário o implante desses pela parte externa do coração (eletrodos epicárdicos). Nesses casos, o procedimento torna-se mais complexo, exigindo anestesia ge-ral e tempo de recuperação maior após o implante. Se esse for o seu caso, certamente você receberá explicações adicionais. Converse com a equipe médica!

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA O PERÍODO PÓS-IMPLANTE DE MARCAPASSO DEFINITIVO

Nas primeiras 48 horas você ficará com curativo compressivo e fechado no local da inserção do marcapasso e não poderá fazer nenhum tipo de movimento com o braço deste lado, para evitar sangramento.

Fique atento a sinais como: tremores musculares e/ou soluços, pois nestes casos a equipe médica deverá ser avisada para regular o seu marcapasso.

Observe freqüentemente o local da inserção do marcapasso e avise se ocorrer sangramento.

O curativo compressivo e fechado é retirado, em mais ou menos 48 horas.

Como detectar prováveis sinais de infecção e como preveni-las:

Ficar atento à sensação de febre, pois temperatura aumentada pode indicar sinal de infecção.
Sensibilidade alterada e desconforto no local da ferida operatória também podem ser sinais indicativos de infecção.
Observar o local da inserção do marcapasso e comunicar imediatamente a equipe se você perceber que o local está quente, vermelho ou muito sensível.
O curativo no local da cirurgia só será realizado enquanto você estiver hospitalizado e após, não será mais necessário.

Quanto à sua movimentação:

O braço do lado no qual foi implantado o marcapasso ficará imobilizado junto ao tórax por um determinado período de tempo, geralmente, por 24 horas. Evitar erguer os braços acima da cabeça por, aproximadamente, cinco dias.
Fazer repouso de 24 a 48 horas ou de acordo com a ordem médica, porque este período de tempo propicia a estabilização do marcapasso no coração impedindo o seu deslocamento.
Realizar exercícios moderados no leito para melhorar a circulação.
Fazer movimentos de respiração profundos ventilação e prevenir a infecção respiratória.

Quando sentir dor:

Massagem suaves nas costas podem promover relaxamento e diminuir a tensão.
Atividades recreativas podem descontrair e diminuir a dor.
Solicite remédio para dor sempre que você achar necessário.

Voltando às atividades habituais:

A atividade sexual, assim como a maneira de se vestir, não são prejudicadas pelo implante do marcapasso. Evite movimentos bruscos e posições desconfortáveis, assim como roupas apertadas em cima do marcapasso. Ao vestir a sua roupa, faça-o com calma, procurando não realizar movimentos exagerados com os braços.
Conversar com outras pessoas que já colocaram marcapasso definitivo pode aumentar a sua confiança no tratamento e diminuir as dúvidas sobre os resultados esperados. É importante observar que os cuidados podem variar de acordo com o modelo do marca passo implantado.
Expressar sentimentos e preocupações são atitudes normais que podem diminuir a ansiedade e auxiliar na recuperação.

Interferências eletromagnéticas no uso de aparelhos elétricos e eletrônicos :

Você poderá utilizar com confiança, sem riscos de interferências ou de danos ao marcapasso:

Rádio
Televisão
Aparelhos de som
Secadores de cabelo
Barbeadores
Aspirador de pó
Máquina de lavar
F Equipamento de escritório como computador e fax

Você poderá realizar exames e tratamento como:

Tratamento dentário
Ultrassonografia
Raios X

Outras informações úteis:

Alarmes anti-roubo e os de segurança de aeroportos somente disparam, mas não causam dano ao marcapasso. Para evitar transtornos, mostre seu cartão de identificação de portador de marcapasso.
Ao fazer uso do aparelho celular faça-o de maneira correta, posicionando o aparelho no ouvido do lado contrário ao do implante, na parte de cima da orelha. Além disso, não utilize ou guarde o telefone perto do marcapasso, porque poderá ocasionar interferência ao mesmo.
Você poderá utilizar o forno de microondas desde que fique a três metros de distância quando o aparelho estiver ligado.
Você poderá fazer uso de esteira e bicicleta ergométrica com prévia autorização da equipe.

O ambiente hospitalar pode oferecer riscos que interferem na função do marcapasso, ocasionando falha ou dano permanente no aparelho.

São eles:

O uso de eletrocautério pode provocar arritmias.
Colocação direta das pás do desfibrilador sobre o gerador de marcapasso.
Evite ser submetidos à ressonância magnética, porque a força do campo magnético pode alterar a memória do programa do marcapasso.
No uso de radioterapia, é necessário cuidado pois, neste caso, o marcapasso deve ser reposicionado se a unidade estiver diretamente no campo de irradiação. Como medida de prevenção, você deverá ser monitorizado durante, depois e algumas semanas após a terapia.
O uso de colchão magnético nos pacientes que fazem uso de marcapasso podem alterar sua programação.

Cuidados que você deve ter após a alta hospitalar

É importante que você saia do hospital com informações precisas a respeito do seu marcapasso para facilitar seu tratamento e/ou detectar complicações precocemente. Leve consigo um cartão de identificação contendo os dados sobre o seu marcapasso.

Relembrando

A movimentação completa do braço do lado da operação leva em média dois meses para ser realizada.

A atividade sexual pode voltar a ser praticada após 48 horas, exceto quando houver restrição explícita, tomando alguns cuidados com o braço próximo ao local do implante do marcapasso.

Evitar esportes de impacto como golfe, tênis, basquete, andar a cavalo, até que a volta destas atividades seja permitida pelo médico. Na prática de tiro, não apoiar a rifle sobre o marcapasso.

Verificar o seu pulso, pelo menos uma vez por semana, em repouso, durante um minuto e/ou sempre que sentir algum mal estar.

Saber que o pulso pode estar irregular quando se trata de um marcapasso de demanda; quando você utilizar um marcapasso de demanda alguns batimentos são espontâneos e outros regulados, o que não significa problema com o marcapasso.

Procurar imediatamente um médico quando sentir tonturas, desmaio, dor torácica, falta de ar, cansaço, soluços prolongados ou freqüência cardíaca muito baixa (inferior a 30 batimentos/minuto). Estes sintomas podem indicar uma falha no marcapasso.

Usar roupas frouxas ao redor da área do implante do marcapasso até que ocorra a cicatrização.

Evitar traumatismos (batidas de qualquer tipo) sobre a área do marcapasso.

Fonte: www.ufrgs.br

Marcapasso

1) O QUE É MARCA PASSO CARDÍACO ? ( MPC )

O Marca Passo Cardíaco (MPC), nada mais é do que um dispositivo eletrônico microprocessado de alta tecnologia; com a finalidade profícua de manter o ritmo cardíaco mínimo, necessário para a manutenção da vida, ou em outras palavras o MPC tem a função de manter um fluxo sanguíneo suficiente para o manter o metabolismo cerebral em condições fisiológicas.

Dessa forma alguns tipos de doenças do coração, sejam elas de nascença (congênitas ) ou adquiridas durante a vida, provocam no coração o fenômeno chamado de Bradicardia pelos médicos, ou seja "batimentos cardíacos lentos" onde resultam em diminuição do fluxo de sangue ao cérebro, provocando dessa forma sintomas como tontura, desmaios, lipotimias e podendo levar a morte. Com o uso de MPC este fenômeno de BRADICARDIA é sanado, pois ela impede que os batimentos cardíacos lentos prevaleçam, quando o ritmo de coração começa a diminuir, o MPC entra em ação, estimulando os músculos cardíacos a se contrairem e consequentemente mantendo o fluxo de sangue suficiente para o cérebro.

2 ) QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS COMPONENTES DE UM MPC ?

Ela consiste basicamente de 2 componentes distintas a saber:

A ) Gerado do marca passo
B ) Eletrodos

3 ) E QUAIS SÃO OS SUBCOMPONENTES DO GERADOR DO MPC ?

O Gerador do MPC é subdividida em duas partes:

A ) O Gerador propriamente dito ( baterias )
B ) Circuito Eletrônico ( o cérebro do MPC )

4 ) QUAL É A FUNÇÃO DO GERADOR DE MARCA PASSO ?

O Gerador própriamente dito se assemelha externamente a uma caixa de fósforo,Com vários formatos, retangulares, circulares, ovaladas etc e com a evolução da tecnologia foram ficando cada vez menores e mais finos que uma caixa de fósforo.Internamente o Gerador do MPC é subdividida em dois componentes principais, O Gerador em si que nada mais é do que a "bateria" do sistema, é a fonte de energia que alimenta todo sistema do MPC. Inicialmente ela e feito de baterias de Mercúrio e atualmente é feita de Lítium que tem a vantagem de ser menos tóxica e tem maior durabilidade que a anterior. Existiram alguns modelos experimentais de "bateria movida a energia nuclear" mas foram descartadas, por serem caras demais e por motivo de segurança quanto a radiação emitida, foram descartadas no uso rotineiro.

5 ) QUAL SERIA A FUNÇÃO DO CIRCUITO ELETRÔNICO DO MPC ?

O Circuito Eletrônico funcionaria como o cérebro de todo o sistema do MPC.Ela tem a função de reconhecer primeiramente os batimentos próprios do coração e em seguida processá-los e se necessário logo a seguir, mandar um estímulo elétrico através do eletrodo ou eletrodos até o ventrículo provocando dessa forma um batimento cardícaco, evitando desse modo o fenômeno chamado de BRADICARDIA.

A alta tecnologia presente neste circuito eletrônico, permite que o médico controle vários parâmetros do MPC sem necessidade de retirar o mesmo do corpo do indívíduo. Dessa forma basta colocar um "programador" sobre o gerador e o médico conseguirá controlar e alterar por exemplo a frequencia cardíaca necessária para estimular o coração.

6 )PARA QUE SERVEM OS ELETRODOS DO MPC ?

Os Eletrodos nada mais são do que um sofisticado "fio longo" , flexível, quase inquebrável, envolto de um material isolante geralmente de poliuretano com duas extremidades, sendo que uma das pontas é conectado no Gerador do MPC e a outra ponta é colocado sob impacção na parede interna do coração mais precisamente no ventrículo direito.

A extremidade ventricular do eletrodo tem uma característica peculiar, qual seja:

Ela tem formato de "guarda chuva" para facilitar o seu alojamento na parede trabeculada do ventrículo e melhorar a sua fixação. Existem outras pontas de eletrodos em formato de "rabinho de porco" ou com "forma de parafuso" também com intuito de melhorar a fixação no coração.
Portanto o eletrodo tem a função de interligar o coração ao gerador do MPC.,
Para que o circuito eletrônico microprocessado conseguia detectar os impulsos.

Elétricos vindos do coração, processá-los e poderá se for o caso enviar através deste eletrodo por outra via impulsos elétricos de pequena voltagem para estimular a contração cardíaca.

7 ) RESUMIDAMENTE, QUAL É A FUNÇÃO PRIMORDIAL DO MPC. ?

Como foi explicado no parágrafo anterior, a função principal do MPC., seria a

da manutenção de uma frequência cardíaca (FC) mínima necessária para preservação da vida, qual seja a de manter a FC., entre 60 a 70 batimentos por minuto.

Dessa forma, o MPC., manteria uma circulação sanguínea fisiológica , normal para todo o corpo e principalmente ao cérebro evitando dessa forma tonturas,vertigens, desmaios e a morte.

8 ) QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE MARCA PASSO ?

Os principais tipos de MPC hoje existentes são os seguites:

1) MPC para Bradicardia e Bloqueios.
2) MPC para Taquiarritimias
3) PC c/ Desfibrilador Implantável
4) PC p/ ICC (Insuficiencia Cardíaca Congestiva )
5) PC p. Diagnóstica de Arritimias. ( Reveal ).

9 ) QUEM FOI O INVENTOR DO PRIMEIRO MARCA PASSO ?

Os primeiros tipos de MPC foram concebidos para tratamento de bloqueios cardíacos e de bradicardia ( frequência cardíca baixa ), pois não havia tratamento medicamentoso que possa reverter os mesmos.

Dessa forma foi com este intuito de reverter esta situação é que o DR. ALBERT

HEYMAN em 1932 , foi o pioneiro e tratou um paciente portador de bloqueio cardíaco com uso de um aparelho rudimentar com gerador marca passo externo movido a manivela como mostra o foto a seguir.Posteriormente foram sendo feitas novos avanços nesta área, culminado com a técnica atualmente empregada, qual seja a de implante do MPC via introduçãovenosa, onde foi primeiro empregado pelos DRS. FURMAN E SWCHWEDEL E ROBINSON em 1958.

Também em 1958, os cirurgiões suecos Drs. AKE SENNING e LARSSON juntamente com o engenheiro ELMQUIST, implantaram o primeiro MPC eletrônico no interior do corpo humano, mas o gerador durou sómente por alguns dias.

10) COMO É FEITA A CIRURGIA DE MPC ?

O implante de MPC. como ela é chamado pelos médicos esta cirurgia, é uma das cirurgias mais simples dentro da cirurgia cardíaca.O procedimento é feito através da punção da veia subclávia ( veia existente embaixo da clavícula ) ou pela veia jugular ou ainda pela dissecção da veia cefálica o qual é um dos ramos da veia subclávia.Em seguida introduz - se nestas veias escolhidas o eletrodo ou eletrodos e posi- cionálos no ventrículo direito ou atrio direito conforme o tipo de MPC utilizado.Faz se também as medidas eletrofisiológicas do local implantado, seguido da sua fixação e conecção com o gerador do MPC.

11) É NECESSÁRIO ANESTESIA GERAL PARA CIRURGIA DE MPC ?

A resposta a esta pergunta é NÃO, o implante de MPC é feito sómente com anestesia local com Xylocaina (anestesia semelhante ao utilizado pelos dentistas).

Portanto o paciente permanece acordado durante toda a cirurgia.Sómente o implante de MPC do tipo epicárdico, reguer anestesia geral, ondea necessidade de toracotomia.

12) QUAIS SÃO OS CUIDADOS NECESSÁRIOS NO PÓS OPERATÓRIO IMEDIATO DO MPC?

O principal cuidado no PO. Imediato do implante de MPC é, além de manter a área cirúrgica limpa, higiênica, deve evitar de movimentar bruscamente do lado do braço onde está alojado o gerador do MPC., evitando desse modo seu deslocamento e consequente inefetividade do sistema. Evitar de pular ou praticar exercícios físicos, evitar de flexionar o tronco frequentemente prinicpalmente nos primeiros 30 dias, até ocorrer total cicatrização.

13) QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DA CIRURGIA MPC?

As principais complicaçõs do implante de MPC., são as seguintes:

1 ) Infecções e Deiscências.
2 ) Deslocamento ou desimpacção de eletrodo.
3 ) Arritimias.
4 ) Sindrome de Marca Passo.
5 ) Extrusão do gerador.
6 ) Fratura do eletrodo.
7 ) Endocardite

14) PORTADORES DE MPC PODEM MANIPULAR APARELHOS. ELETRODOMÉSTICOS ?

A princípio sim, pois todos os geradores já vem de fabrica blindados contra ondas eletromagnéticas de pequena voltagem emitidas pelos aparelhos eletrodomésticos.Dessa forma poderão manipular liquidificadores, batedeiras, forno de microndas, máquinas de lavar roupa e de pratos, ar condicionados, rádios, televisões etc.

15) ENTÃO, PORQUÊ OS PORTADORES DO MPC. NÃO PODEM ADENTRAR NOS DETECTORES DE METAIS EXISTENTES NOS BANCOS E NOS AEROPORTOS?

Portadores de MPC realmente não podem passar por este locais, motivados por duas razões principais:

1) Primeiro porquê o MPC. foi concebido para blindagem contra ondas eletromagnética de pequena voltagem como os aparelhos eletrodomésticos, ela não foi feita contra os detectores de metais ( dispositivos de alta voltagem ) como as encontradas nas portas dos bancos e de aeroportos.
2) Segundo, como o MPC na essência é um metal, ao passar nestes locais mencionados, irá ativar o alarme e ao mesmo tempo poderá interferir e ativar o MPC, podendo desregulá-los.

16) PORTANTO, QUAIS SÃO OS LOCAIS NÃO RECOMENDADOS PARA PORTADORES DE MPC ?

Resumidamente, os portadores do MPC., deverão evitar:

1) Detectores de Metais de portos, aeroportos , bancos e lojas.
2) Base de Estações de Rádio e de Televisões.
3) Estações de Geradores ou Hidroelétricas.
4) Linhas de Transmissões de alta voltagem
5) Colocar Imãs sob o gerador do MPC.
6) Motores elétricos desregulados.

17) QUAL É A DURAÇÃO DE UM MARCA PASSO ?

Os MPC fabricados hoje em dia, tem uma vida média entre 6 a 15 anos, dependendo do fabricande e do uso feito pelo próprio paciente. Mas em linhas gerais a vida média ( durabilidade ) situa se entre 7 a 10 anos

Fonte: www.clinicabiopace.com.br

Marcapasso

A ciência médica encontrou uma maneira de corrigir os problemas de “coração lento”, através do implante de Marcapasso Cardíaco Artificial.

O aparelho é um dispositivo eletrônico composto de gerador (pilha do marcapasso) e eletrodo (fio que se comunica com o coração).

O gerador, composto de circuitos e baterias, produz impulsos que permitem a contração cardíaca e o batimento normal do coração.

O eletrodo substitui o sistema de condução (sistema elétrico natural do coração), levando os impulsos elétricos do gerador até o músculo cardíaco. Eles (gerador e eletrodo) trabalham juntos, de forma semelhante ao marcapasso cardíaco natural.

INDICAÇÃO

Algumas vezes podem ocorrer danos no marcapasso natural ou no sistema de condução do impulso elétrico, fazendo com que o coração funcione tão lentamente que uma quantidade insuficiente de sangue seja distribuída ao corpo. Diante disto, sintomas como tonturas, cansaço e desmaios podem ocorrer. Estes defeitos podem ser corrigidos através do implante de um Marcapasso Cardíaco Artificial.

O IMPLANTE

1) O marcapasso é implante sob a pele, no peito, próximo ao ombro.
2)
O eletrodo que sai do gerador é introduzido através de uma veia importante e colocado dentro do coração, em contato com o músculo cardíaco.
3)
Pode utilizar-se somente um eletrodo (no ventrículo direito) ou dois (um no ventrículo direito e outro no átrio direito), dependendo do problema a ser corrigido.
4)
O implante é bem mais simples que outras cirurgias cardíacas.
5)
Geralmente a anestesia é local.

INTERNAÇÃO

Normalmente, o paciente permanece internado por cerca de três dias no hospital.

CUIDADOS APÓS O IMPLANTE

1) Mantenha a ferida da cirurgia sempre limpa e seca até a cicatrização, utilizando apenas água e sabonete antisséptico recomendado.
2)
Nos dois primeiros dias após o implante, ainda internado no hospital, o paciente permanece a maior parte do tempo em repouso no leito.
3)
No primeiro mês após a cirurgia, o paciente não deverá realizar esforços físicos intensos.
4)
Se for trabalhador braçal, somente voltará às suas atividades normais dentro de 30 a 90 dias após a cirurgia, dependendo da orientação de seu médico. Em outras profissões, o retorno ao trabalho é bem mais rápido.
5)
Nos primeiros 30 dias, não deve dirigir automóvel. Podem, sim ser realizados movimentos leves e lentos com o braço, do lado onde o marcapasso foi implantado.
6)
O paciente pode escovar dentes, utilizar talheres na refeição e realizar outras atividades semelhantes.
7)
Se for necessário utilizar força ou erguer muito o braço como, por exemplo, para pentear cabelos, recomenda-se utilizar o outro braço.
8)
É permitido caminhar desde o dia da alta, porém evitando movimentar muito o braço.

CONSELHOS MÉDICOS

O paciente submetido a uma cirurgia de implante de marcapasso definitivo, onde foram utilizados um gerador e eletrodo (s), deverá observar os seguintes cuidados:

1) Ao chegar em casa, de alta hospitalar, entrar em contato com seu médico e agendar sua consulta.
2)
Seguir sempre as instruções de seu médico.
3)
Retirar os pontos entre o 7º e 10º dia após a cirurgia, preferencialmente em nosso serviço.
4)
Não molhar a incisão cirúrgica, que deve ser coberta com plástico na hora do banho.
5)
Trocar o curativo sempre após o banho.
6)
O curativo deve ser diário e limpo com água, sabonete, antisséptico e álcool iodado. O local deve ser recoberto com uma camada de gaze e micropore, para não traumatizar e não pegar poeira.
7)
Qualquer dúvida sobre a ferida cirúrgica ou funcionamento do marcapasso, deve entrar em contato primeiramente com seu médico e também com nosso serviço.
8)
As avaliações periódicas do marcapasso deverão ser feitas na retirada dos pontos, no 1º (primeiro), 3º (terceiro) e a cada 6 (seis) meses, preferencialmente em nosso serviço.
9)
Caso necessário, ou sob orientação de seu médico, entre em contato conosco.

CUIDADOS COM O MARCAPASSO

I - Domiciliares

1) Não manipular equipamentos mal aterrados.
2)
Evitar detectores de metais (bancos, aeroportos etc)
3)
Evitar soldas elétricas e alarmes anti-roubo.
4)
Afastar-se dos equipamentos de microondas (1m) ou de ondas curtas, após colocá-los em funcionamento.
5)
Evitar imãs: colchões, lixadeiras e furadeiras portáteis.
6)
Não deixar telefone celular sobre o marcapasso, utilizando-o do lado oposto.

II - Hospitais e Clínicas Dentárias

1) Propulsor a ar comprimido (motor) pode acelerar alguns tipos de marcapasso com resposta de freqüência, devendo ser feita orientação, aposição de imã e/ou programação.
2)
Fazer sempre a profilaxia antibiótica.

III - Cardioversão:

1) O marcapasso é protegido via regra até 300 J.
2) Pode alterar o circuito eletrônico (principalmente o de sensibilidade).
3) Devem ser escolhidas as posições das PÁS (Antero-posterior).
4) Colocação de imã sobre o gerador.

IV – Cauterização

1) Pode provocar inibições.
2) Utilizar cautério bipolar.
3) Manter distância do gerador maior que 30 cm.
4) Apor imã ao gerador (e/ou fazer programações).
5) Manter o paciente monitorado com oxímetro e eletrocardiograma.

V – Radiações Ionizantes (radioterapia)

1) Pode alterar o circuito CMOS do gerador (faixa de 1000 a 1500 rads).
2)
Proteger com placa de chumbo.
3)
Caso haja necessidade de tratamento no mesmo lado do tórax, é necessário efetuar mudança de lado do gerador.

VI - Ressonância Magnética:

É contra-indicada, pois movimenta o sistema, reverte para assiscrônico e altera a imagem.

VII - Litotripsia:

Não causa dano ao sistema, mas eventualmente, poderá causar inibições (apor imã e/ou programação).

VIII – Diatermia ou ondas curtas:

Pode inibir o sistema, caso haja proximidade do local de aplicação e o gerador (proteção com imã e/ou programação).

RECOMENDAÇOES

O mais importante a ser lembrado é que o Marcapasso Cardíaco Artificial é utilizado para que a pessoa possa ter uma vida praticamente normal.

Para tanto, ela deve:

1) Carregar sempre a carteirinha do marcapasso, que vai receber no hospital.
2)
Sempre voltar para revisões com seu médico, conforme ele determinar.
3)
Evitar traumatismo sobre o marcapasso como agressões, traumas e esportes violentos.
4)
Evitar choques elétricos.
5)
Não ultrapassar portas que apresentem detectores de metais como as existentes em bancos e aeroportos. Nestes casos, deve avisar o segurança do local, que se saberá como agir.

Fonte: www.cardius.com.br

Marcapasso

O coração é responsável pelo bombeamento do sangue para todo o corpo.

Isto é necessário para que todos os órgãos e tecidos sejam abastecidos com o oxigênio que precisam para funcionarem. Para o sangue ser bombeado, o coração depende de impulsos elétricos que são percorridos dos átrios para os ventrículos. O estímulo tem origem no nó sinusal na parte alta do átrio direito, chega até a junção entre os átrios e os ventrículos (nó AV) e, apartir daí vai até os ventrículos. Através destes pequenos estímulos o coração normal se contrai com uma frequência boa e com sincronismo adequado (Figura 1).

Marcapasso
Figura 1. Impulsos elétricos do coração

Quando há um defeito neste sistema elétrico uma parte ou mesmo todo o coração pode ter uma frequência mais baixa que o normal. Isto é chamado de bradicardia. Com batimentos lentos o paciente pode sentir tonturas, desmaio, fraqueza, falta de ar e cansaço. Há uma redução da circulação de todo o corpo e o cérebro é o órgão mais sensível. Muitos pacientes com este problema não sentem nada e a descoberta se dá por acaso. Também pode haver uma aceleração (taquicardia) dos batimentos cardíacos em algumas doenças.

Como o problema está localizado na “fiação elétrica” ele pode ser resolvido pela colocação de um marcapasso cardíaco (Figura 2). O marcapasso é em um sistema de estimulação que compreende um gerador de pulsos elétricos e um ou dois eletrodos. O gerador, que é o cérebro do sistema, consiste em um circuito eletrônico miniaturizado e em uma bateria compacta. Os eletrodos são finos fios cujo objetivo é conduzir os estímulos elétricos emanados pelo gerador até o coração.

Marcapasso
Figura 2. Marcapasso cardíaco

Os marcapassos modernos só entram em funcionamento quando necessário, eles sentem quando o coração tem atividade e ficam na retaguarda, prontos para entrarem em ação. Alguns tem também sensores que identificam momentos em que há necessidade de uma frequência maior (ex. exercício) e permitem uma aceleração do coração, semelhante ao coração normal.

IMPLANTE DE MARCAPASSO

A evolução tecnológica foi fantástica nas últimas décadas. O implante de marcapasso, hoje em dia, é um procedimento rápido e seguro. O procedimento dura, em média, uma hora. Na maior parte dos casos é utilizada anestesia local abaixo da clavícula direita ou esquerda. Sedação é utilizada em alguns casos junto com a anestesia local. Os eletrodos são cuidadosamente introduzidos através de uma veia até o coração. Um monitor de raios-x é utilizado para controlar a posição correta dos eletrodos dentro do átrio direito e do ventrículo direito. Neste momento são feitos vários testes elétricos para confirmar o local ideal dos eletrodos. O marcapasso é implantado debaixo da pele, no peito, perto da clavícula, onde é conectado com os eletrodos. Finalmente, o pequeno corte é fechado com alguns pontos, não sendo necessário a retirada destes. O tempo médio de internação é de 2 a 3 dias.

Marcapasso
Figura 3. Marcapasso cardíaco implantado

MARCAPASSO MULTISSÍTIO OU RESSINCRONIZAÇÃO CARDÍACA

O marcapasso multissítio é um tipo especial de marcapasso que tem o objetivo de melhorar a dinâmica da contração do coração em alguns casos de insuficiência cardíaca grave. Nestes casos o coração fica grande e fraco, com alterações no sistema elétrico, prejudicando o bombeamento de sangue.

Os pacientes que podem se beneficiar deste tratamento são:

Pacientes com sintomas de insuficiência cardíaca apesar da medicação (falta de ar, cansaço, fraqueza, inchume das pernas e da barriga, perda de apetite e depressão)
Músculo cardíaco fraco e aumentado
Um retardo na condução do sistema elétrico dos átrios para os ventrículos

Alguns candidatos a este procedimento também tem um risco maior de morte súbita e necessitam ser incorporados no mesmo aparelho de um desfibrilador implantável. Este equipamento permite a identificação e tratamento de arritmias graves, precursoras da morte súbita. Também detecta a taquicardia e fibrilação ventricular (um tipo de parada cardíaca) e aplica um choque elétrico para revertê-la.

CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS

Logo após o procedimento recomenda-se que o paciente não levante muito o braço do lado do implante. Isto deve ser observado nas primeiras duas semanas para evitar possível deslocamento de eletrodo. Após este período há uma cicatrização do eletrodo no coração, este fica fixo e não há mais risco de deslocamento. Caminhar é bom e aconselhável desde o hospital.

Após a alta hospitalar uma visita médica deve ser feita dentro de 2 semanas. As revisões do marcapasso devem ser feitas de 6 em 6 meses.

Toda a reprogramação será feita através de um programador externo, aparelho colocado sobre a pele, sem necessidade de mais intervenções cirúrgicas. Este programador nos permite obter informações sobre a atividade do coração e funcionamento de marcapasso que ficam armazenadas na memória do gerador.

Qualquer evento(arritmia) também é registrado. Com estas avaliações podemos alterar a programação do marcapasso com o objetivo de prolongar a duração da bateria e adequar os seus recursos para cada paciente. O analisador/programador também nos informa a carga da bateria e indica com antecedência quando devemos trocá-la.

A presença do marcapasso não é sentida. Os estímulos elétricos são bem fracos e imperceptíveis pelo paciente.

Em cada consulta, o funcionamento adequado da bateria do seu marcapasso será testado.

Regra geral, você estará apto a viver uma vida completamente normal após o implante.

Além destas revisões deve permanecer em acompanhamento com seu médico cardiologista.

Cuidados em relação ao marcapasso

Após o implante do marcapasso os pacientes terão uma vida normal, guardadas determinadas limitações específicas individuais. Após duas a três semanas o exercício físico está liberado.

Telefones celulares

Procure usar o telefone celular no ouvido oposto ao lado onde foi colocado o marcapasso. Evite guardar o aparelho no bolso da camisa ou casaco próximo ao marcapasso.

Aparelhos elétricos e microondas

Desde que funcionando adequadamente podem ser udsados sem problema. Evitar choque elétrico, como qualquer pessoa deve.

Detector de metais em bancos e aeroportos

Os aparelhos modernos vem equipados com um excelente sistema de segurança contra interferências externas. No entanto a exposição prolongada a locais com detectores de metais com sistema eletrônico de segurança deve ser evitada. O ideal é mostrar a carteira do marcapasso e passar por fora do detector, até porque ele vai apitar ao detectar o marcapasso.

Evitar

Esportes violentos com muito contato físico e Ressonância Nuclear Magnética (Exame que envolve campo magnético potente para gerar imagens do corpo pode danificar o aparelho). Avise o médico que você é portador de marcapasso se o exame for solicitado.

Fonte: www.clinicasaadi.com.br

Marcapasso

O coração é basicamente um músculo oco com quatro câmaras - dois átrios (as câmaras superiores) e dois ventrículos (as câmaras inferiores) e dividido em lado direito e esquerdo, é o responsável pelo bombeamento do sangue para que todos os órgãos e tecidos recebam alimentos e o oxigênio vital. O coração depende de minúsculos impulsos elétricos que são percorridos das câmaras superiores para as inferiores.

Estes impulsos normalmente começam no nó sinusal (marcapasso natural do coração) e permitem ao coração bater de forma rítmica. Os impulsos são transportados por feixes elétricos (vias de células especializadas) das câmaras superiores para as inferiores para que possam se contrair. Esta contração é conhecida como pulsação.

Um coração saudável bate entre 60 a 80 vezes por minuto, cerca de 100.000 batimentos por dia. Durante a prática de exercício físico ou em situações de estresse o corpo tem uma maior necessidade de oxigênio. Para satisfazer essa necessidade, os batimentos cardíacos aumentam para mais de 100 vezes por minuto.

Diferentes motivos, tais como doenças ou mesmo o processo de envelhecimento, podem perturbar o ritmo normal do coração. Os problemas mais comuns ou mesmo bloqueios surgem no sistema de feixes elétricos.

Como conseqüência o coração pode começar a pulsar de forma irregular e/ou lentamente e o corpo, poderá ser insuficientemente oxigenado, causando vertigens, sensação de fraqueza e cansaço. O termo clínico para a diminuição da pulsação é bradicardia e caso seja devida a doenças, quando o coração não é capaz de adaptar a sua pulsação às necessidades do organismo num esforço, devido a um bloqueio parcial ou total da condução elétrica entre o nó sinusal (no átrio) e o nó AV (no ventrículo), um outro ponto do coração gerará uma pulsação em ritmo auxiliar muito lento, para garantir as funções vitais mínimas.

Em qualquer destas situações, ou em outras menos comuns, o coração deve ser assistido através do uso de um Marcapasso artificial. Os marcapassos atuais podem ser adaptados para irem de encontro às necessidades de cada paciente.

O marcapasso é um sistema de estimulação elétrica que consiste em um gerador de pulsos e um eletrodo. O gerador de pulsos elétricos é um circuito eletrônico miniaturizado e em uma bateria compacta. Os marcapassos tem um diâmetro próximo de 05 cm e só funcionam na ausência do ritmo cardíaco natural. Assim o marcapasso está apto a reconhecer ou perceber a atividade cardíaca. Quando o marcapasso não capta nenhuma pulsação natural, libera um impulso elétrico.

Como resultado, o músculo cardíaco contrai-se.

O marcapasso é ligado ao coração através de um ou dois eletrodos. O eletrodo é um fio condutor muito fino, eletricamente isolado, que é colocado diretamente no lado direito do coração. É através destes fios que os impulsos elétricos são transportados até o coração. O eletrodo também pode captar a atividade do coração e transmitir esta informação ao marcapasso, alguns podem adaptar de forma automática a sua pulsação de estimulação às condições fisiológicas de cada paciente. Esta função de adaptação fisiológica do marcapasso é obtida por um sensor especial que capta as variações do organismo, como as mudanças das necessidades fisiológicas que ocorrem durante uma caminhada rápida, natação ou até cuidando do jardim, por exemplo, que detectadas pelo marcapasso, produz um aumento dos batimentos cardíacos.

Fonte: www.lincx.com.br

Marcapasso

O coração é um órgão vital, ainda sem substituto permanente. Sua função é manter o sangue circulando no organismo, mantendo com isto a integridade vital de todos os órgãos. A função mecânica do coração é determinada pelo músculo (miocárdio) que forma as quatro cavidades cardíacas ,em conjunto com suas quatro válvulas e vasos (coronárias) que nutrem o miocárdio.

Os problemas cardíacos ligados ao miocárdio, coronárias, válvulas, defeitos congênitos, etc. são tratados especificamente em outros artigos ou publicações.

Trataremos aqui o assunto: Marca-Passo.

A freqüência de contrações do miocárdio (batimentos do coração) é regida por um conjunto de setores, alguns deles fora do coração. No coração existe um mecanismo intrínseco, responsável pela freqüência e seqüência das contrações das cavidades cardíacas.

Este mecanismo é constituído por duas estruturas, uma na parte alta da cavidade atrial direita (nó sinusal); outra na porção inferior da mesma cavidade, junto ao ventrículo direito (nó átrio-ventricular). Estas estruturas são constituídas de células neurais especializadas. Os estímulos (atividades elétricas) para provocar os batimentos cardíacos são gerados no nó sinusal e propagam-se pela musculatura dos átrios, atingindo o nó átrio-ventricular (A-V).

Deste nó os estímulos seguem em direção aos dois ventrículos, através de estruturas especiais: sistema de condução; seria comparável aos fios elétricos de uma máquina.

Alguns problemas podem ocorrer nestes sistemas geradores e transmissores dos estímulos elétricos, comprometendo o funcionamento do coração. Estes problemas ou doenças podem ocorrer nos locais de geração ou no sistema de condução dos estímulos elétricos. Pode ocorrer, clinicamente, a diminuição da freqüência dos batimentos cardíacos (bradicardia), às vezes incompatíveis com a vida normal.

As situações de bradicardia podem ser permanentes ou intermitentes. Quando a freqüência cardíaca é muito baixa (por exemplo: 20 a 30 batimentos por minuto) o paciente pode ficar com tonturas ou mesmo inconsciente (síncope) devido à deficiência de circulação sanguínea cerebral, decorrente da queda da pressão arterial. Frequentemente as crises de bradicardia são periódicas, de curta duração (alguns segundos) determinando síncopes ou tonturas. O paciente pode ficar tonto, cansado, dispnéico, com escurecimento da visão, podendo até desmaiar. Em questões de segundos ou minutos sente-se bem ou normal. Em casos especiais a inconsciência é permanente (morte súbita). Infelizmente muitas destas crises são interpretadas como labirintite, distúrbios cerebrais, histerias, etc.

Cardiologicamente nestas situações depara-se frente aos diagnósticos de bloqueios sino-atriais, doença do nó sinusal, bloqueio átrio-ventricular, etc. que são tratadas com marca-passo (M.P).

Este aparelho que será detalhado mais à frente, é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia que regulariza a freqüência cardíaca; não deixa o coração “bater” mais lento que o normal.

É importante não confundir paciente portador de M.P. com doença cardíaca grave. O marca-passo é uma solução. Se em um paciente portador de MP as outras estruturas do coração estão boas o paciente fica normal, com vida normal. Se existe alguma doença em outro setor do coração o paciente terá um tratamento adicional especifico. Muitas pessoas com atividade profissional normal (empresários, operários, professores, esportistas, estudantes, etc..) são portadores de MP e ninguém, que está ao seu lado, percebe.

Em outras circunstancias as crises mostradas acima são decorrentes de aumento importante e grave da freqüência cardíaca (taquicardia). Decorre de distúrbios da excitabilidade em alguns locais do coração, levando a crises de taquicardia, com a conseqüente queda da pressão arterial, tonturas, síncopes ou mesmo, morte súbta. Cabe ao cardiologista separar o que é bradicardia de taquicardia. Na taquicardia o tratamento depende da avaliação clínica dos possíveis fatores envolvidos nestas arritmias para orientar as condutas clínicas e os medicamentos adequados a cada tipo de arritmia. Nesta avaliação clínica o exame eletrocardiográfico (E.C.G) é muito importante, principalmente o realizado durante as 24 horas (Holter).

Alguns pacientes apresentam arritmias diferentes, ora bradicardia, ora taquicardia. Denominada de arritmia bradi-taqui. Neste caso o marca-passo, quase sempre, faz parte do esquema de tratamento.

Algumas crises de taquicardia sintomática podem não ser controladas pelos medicamentos, levando a uma situação de taquicardia refrataria ao tratamento farmacológico ou medicamentoso. Isto pode ser muito grave, com alto risco de morte súbita. São pacientes atendidos frequentemente nas Emergências, UTIs, até ter uma crise fatal. Nestas crises de refratariedade aos tratamentos farmacológicos e clinico da taquiarritmia grave, o paciente será tratado na UTI ou na Emergência, com choque elétrico externamente no tórax, na região do coração. Isto corrige a taqui-arritmia, que pode se recidiva, repetindo-se as situações de correrias, internações, UTIs, choque elétricos esternos ou mesmo, morte. Nestes casos existe o recurso de outro equipamento implantado no coração do paciente (outro tipo de MP). Se ele apresentar uma taquiarritmia grave (aquela que o levaria à morte súbita, em questões de segundos ou minutos) o equipamento chamado desfibrilador, corrige esta arritmia com um choque elétrico no interior do coração. A cirurgia para o desfibrilador cardíaco implantável é semelhante ao implante do marca-passo convencional.

Os implantes de marca passo ocorrem, com maior freqüência, a partir dos 60 anos, porém, podem ser realizados em qualquer idade, mesmo nos recém nascidos.

As causas mais freqüentes de doenças que implicam em implantes de marca passos são as doenças degenerativas, como exemplo a fibrose.

Etiologia dos distúrbios de condução dos pacientes com M.P. no Brasil.

Etiologia %
Doença de Chagas 32
Doença de Chagas 15
Isquemia 6
Desconhecida 27
Congênita 1
Outras 19

Portanto, desde que o paciente tenha um diagnostico e um tratamento médico adequado, a sua qualidade de vida fica melhor, tornando difíceis as chances de morrer.

O QUE É MARCA-PASSO

Marca-passo (MP) é um aparelho com dois componentes básicos: gerador e eletrodos de estímulos.

O gerador contém uma bateria de longa duração e componentes eletrônicos. Os eletrodos são fios especiais que conduzem os estímulos elétricos, emitidos pelo gerador, até o coração.

O implante de marca-passo é um procedimento cirúrgico, relativamente simples, realizado sob anestesia local. Frequentemente o paciente não precisa ser internado . São realizados no Centro Cirúrgico ou no Laboratório de Hemodinâmica.

O gerador fica instalado sob a pele, inferiormente a clavícula, seja à direita ou à esquerda.

Os eletrodos são introduzidos em uma veia periférica, próxima ao gerador, e direcionados até as cavidades cardíacas direitas. As pontas dos eletrodos são posicionadas em locais específicos no interior das cavidades cardíacas direitas (átrio e ventrículo direitos). O posicionamento dos eletrodos é realizado sob auxilio de RX (fluoroscopia). Em geral usa-se um ou dois eletrodos (MP monocameral ou bicameral, respectivamente). O funcionamento do marca-passo se faz pela geração de estímulos elétricos (até 5 v), que conduzido pelos eletrodos até o miocárdio, desencadeiam as contrações musculares (batimentos do coração).

O teor do estimulo elétrico é ajustado (2 a 3 V) de acordo com a sensibilidade do miocárdio no local de contato com a ponta do eletrodo (limiar de estimulação).

Quanto menor for à voltagem programada, menor será o consumo da bateria e portanto, maior a duração do marca-passo. O marca-passo possui uma grande quantidade de recursos eletrônicos que são ajustados às necessidades de cada indivíduo. Estes ajustes são realizados por aparelhos no consultório médico por meio de radiofreqüência (programador de marca-passo).

A bateria do gerador do marca-passo tem durabilidade de 4 a 8 anos, após o implante. A avaliação periódica semestral do marca-passo, no consultório, permite checar e reprogramar as suas múltiplas funções. Isto é especifico para as situações clínicas de cada paciente. Nestas avaliações o cirurgião checa, também, a integridade dos eletrodos e a carga da bateria. Com isto, alguns meses antes do esgotamento da bateria o gerador será substituído por outro (troca de gerador).

Representa uma nova cirurgia, em geral mais simples que o primeiro implante.

Cada vez mais, as indicações para o implante de marca-passo, têm-se aumentado, abrangendo o auxilio em outras patologias, como na insuficiência cardíaca (MP multissitio) ou nas taqui-arritmias graves (desfibrilador cardíaco implantável). Infelizmente, no Brasil, o seu uso esta a quem do necessário devido à falta de diagnósticos adequados. Muitos pacientes com tonturas, cansaço, fraqueza, sincopes são atendidos com diagnóstico incorreto, sem ter uma avaliação quanto à possibilidade de ser portador de alguma arritmia.

Em relação a outros paises a quantidade de pacientes beneficiados com o implante de MP, no Brasil, é muito baixa (tabela 2).

Implantes de M.P. para cada milhão de habitantes:

País País
USA 789
Canadá 591
Austrália 486
Uruguai 362
Israel 335
Argentina 250
Brasil 70

A ausência ou o incorreto diagnóstico clínico contribui muito para esta situação, acrescido ainda pelos empecilhos burocráticos para viabilizar os procedimentos, seja pelo SUS ou Convenio.

As informações apresentadas acima são gerais, focalizada para a população leiga , não ligada a área da saúde. Qualquer duvida ou informação adicional mais detalhada poderá ser esclarecida por um cirurgião cardiovascular ou um cardiologista clínico.

Paulo Ribeiro

Sociedade de Cirurgia Cardiovascular do Estado de São Paulo

Fonte: www.scicvesp.org.br

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