Melanoma se refere a um grupo de tumores cancerosos, principalmente da pele.
Estes cânceres são formados pelos melanócitos que são células que produzem uma substância chamada melanina responsável pela cor da pele, do cabelo, e da íris do olho.
O melanoma freqüentemente se espalha pelo corpo causando doença em outros órgãos.
Já que é a forma de câncer de pele mais agressiva e que freqüentemente leva ao óbito, o diagnóstico precoce é muito importante para o sucesso do tratamento.
Normalmente os melanócitos produzem melanina lentamente por várias etapas de reação química.
Estas etapas podem ser alteradas através de influências externas como luz solar, aqueçimento, exposição a ambientes com metais pesados e radiação ionizante fazendo com que as células transformem-se em células malignas que passam a trabalhar fora de controle.
Uma história familiar de melanomas
Pessoas de pele e/ou olhos claros
Exposição prolongada ao sol especialmente quando jovem
Exposição prolongada a produtos feitos de arsênico
Uma história de queimaduras solares freqüentes
Queimaduras solares mais severas em qualquer idade especialmente na adolescência
Pessoa com muitas "pintas" ou "sardas" ou manchas escuras.
O melanoma normalmente se desenvolve em áreas expostas da pele, mas pode acontecer em qualquer lugar do corpo inclusive debaixo das unhas e nos olhos.
No início o sintoma mais comum do melanoma é uma mudança nas características de uma "pinta" que você tenha desde a infância.
Aumento da mancha
A mancha fica mais escura, protrusa, áspera, com mudança da cor de marrom para azul, negro, vermelho ou brancacenta
Desenvolvimento de bordas irregulares escuras
Coceira
Se transforme em uma crosta e não cure durante semanas
Fique granuloso
Sangra sem nenhuma causa aparente ou sangra facilmente
Formação de úlceras ou feridas.
Às vezes melanoma podem desenvolver em pele normal onde nenhuma "pinta" prévia existia.
Feridas ou mudanças em sua pele em regiões do corpo diferente do local original
Perda de peso
Mudança do hábito de intestinal
Procure um médico para diagnosticar um melanoma. Ele irá revisar seus sintomas, examinar e registrar o tamanho e coloração da "pinta" e o crescimento. Solicitará uma biópsia de qualquer "pinta" suspeita ou qualquer área da pele.
Além disso ele lhe fornecerá orientações de como adotar medidas preventivas e de rastreamento.
Tratamento normalmente consiste em retirada cirúrgica do melanoma e com uma margem generosa de tecido saudável para assegurar que todo o tecido canceroso foi removido. Em alguns casos, você pode ter um enxerto de pele para evitar ter uma cicatriz grande. Normalmente nenhum tratamento adicional é requerido, mas o seguimento por um longo período é necessário.
Se o melanoma for avançado e espalhou para outras regiões do corpo as opções de tratamento incluem quimioterapia, radiação, imunoterapia ou cirurgia.
Siga o instruções de seu médico.
Aprenda mais sobre sua doença e sobre os tratamentos propostos.
Discuta todas as opções com seu médico.
Siga todas as recomendações de seu médico.
Repouse o máximo possível.
Mantenha uma dieta saudável.
Beba menos café e álcool.
Beba de um a dois litros de água por dia.
Faça exercícios de relaxamento.
Busque ajuda profissional para falar sobre sua doença e seus receios caso
esteja estressado.
O proteja-se da exposição prolongada ao sol usando um chapéu de abs largas e sempre use filtro solar com FPS (fator de proteção solar) 25 ou mais alto. Fique fora do sol de 10 horas da manhã até à 15:30 horas. Esteja atento a qualquer sinal de mudança em suas "pintas" ou manchas da pele.
Fonte: www.hub.unb.br

Melanoma nodular
O melanoma cutâneo (figura acima) é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos.
Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.
A letalidade do câncer de pele melanoma é elevada, porém sua incidência é baixa. Para 2006, estão previstos 2.710 casos novos em homens e 3.050 casos novos em mulheres, segundo as Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil. As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sul.
O melanoma de pele é menos freqüente do que os outros tumores de pele (basocelulares e de células escamosas), porém sua letalidade é mais elevada. Tem-se observado um expressivo crescimento na incidência deste tumor em populações de cor de pele branca. Quando os melanomas são detectados em estádios iniciais os mesmos são curáveis.
O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do mesmo.
Nos países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos é de 73%, enquanto que, para os países em desenvolvimento, a sobrevida média é de 56%. A média mundial estimada é de 69%.
Os fatores de risco, em ordem de importância, são: a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).
Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos. Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.
O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação.
Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.
A coloração pode variar do castanho-claro passando por vários matizes chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea). O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical.
Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme, podendo atingir ou não a derme papilar superior. No sentido vertical, o seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.
A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
O que é o autoexame da pele?
É um método simples para detectar precocemente
o câncer de pele, incluindo o melanoma. Se
diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a
pele, o câncer de pele pode ser curado.
Quando fazer?
Ao fazer o autoexame regularmente, você se
familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas
e a aparência da pele em cada exame.
O que procurar?
Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que
sangram
Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor
Feridas que não cicatrizam em 4 semanas
Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma,
como descrito abaixo:
Assimetria - uma metade diferente da
outra
Bordas irregulares - contorno mal definido
Cor variável - várias cores numa mesma lesão: preta, castanho,
branca, avermelhada ou azul
Diâmetro - maior que 6 mm
Como fazer?
1) Em frente a um espelho,
com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados
direito e esquerdo;
2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços,
braços e axilas;
3) Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas
além da região genital;
4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés,
assim como os entre os dedos;
5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou
secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;
6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine
as costas e as nádegas.
Atenção:
Caso encontre qualquer diferença ou alteração, procure orientação médica.
Evite exposição ao sol das 10h às 16h e utilize sempre filtros solares com
fator de proteção 15 ou mais alto, além de chapéus, guarda-sóis e óculos escuros.
Fonte: www.inca.gov.br