Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Obesidade Mórbida  Voltar

Obesidade Mórbida

 

 

A obesidade é uma disfunção que já atinge 35% da população adulta brasileira. Ela está relacionada a diversos problemas de saúde e compromete o bem estar dos indivíduos, inclusive, colocando suas vidas em risco.

O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de pessoas que sofrem de obesidade mórbida, pessoas com Índice de Massa Corporal acima de 40.

Só em Salvador, o universo é de 90 mil obesos mórbidos, além de 300 mil obesos. A doença é denominada “mórbida” pois traz consigo patologias associadas que o obeso pode vir a apresentar e que representam risco de vida.

As mais comuns são:

Diabetes
Hipertensão arterial
Insuficiência cardíaca
Apnéia do sono
Impotência nos homens
Infertilidade nas mulheres
Falta de ar ao menor esforço

Também pode apresentar problemas:

Sociais: Como irregularidade no trabalho, perda de emprego ou dificuldade de conseguir emprego, dificuldades para realizar tarefas simples como sentar numa cadeira, andar de ônibus, subir escadas e até mesmo se locomover em casa
Psicológicos:
Como dificuldades afetivas e sexuais, sentimento de isolamento e discriminação, frustração em relação ao vestuário.

Causas da Obesidade Mórbida

Comer em excesso
Comer rápido demais
Comer mal
Falta de exercício
Predisposição genética
Fatores psicológicos

Fatores que Contribuem para a Obesidade Mórbida

As causas fundamentais da Obesidade Mórbida são desconhecidas.

Há muitos fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade, incluindo transtornos genéticos, hereditários, ambientais, metabólicos e alimentares.

Há também determinadas condições médicas que podem resultar em obesidade, como o consumo de esteróides e hipotiroidismo.

Fatores Genéticos
O Paradoxo Pima
Fatores Ambientais
Metabolismo
Transtornos Alimentares e Condições Médicas
Fatores Genéticos

Vários estudos científicos estabeleceram que os genes têm um papel importante na tendência de ganhar peso excessivo.

O peso do corpo de crianças adotadas não apresenta correlação com o peso do corpo de seus pais adotivos, que os alimentam e ensinam como comer. Na verdade, seu peso tem uma correlação de 80% com seus pais genéticos, que eles nunca encontraram.

Gêmeos idênticos, com os mesmos genes, apresentam uma similaridade muito maior de peso corporal que gêmeos fraternos quem têm genes diferentes.

Certos grupos de pessoas, como a tribo de índios Pima, no Arizona possuem uma incidência muito alta de obesidade severa. Eles têm índices maiores de diabetes e doenças cardíacas do que outros grupos étnicos.

Provavelmente, temos diversos genes diretamente relacionados ao peso. Assim como alguns genes determinam a cor dos olhos ou altura, outros afetam nosso apetite, nossa capacidade de nos sentirmos cheios ou satisfeitos, nosso metabolismo, nossa capacidade de armazenar gordura e até nossos níveis naturais de atividade.

Fonte: www.hportugues.com.br

Obesidade Mórbida

Obesidade mórbida é definida, como o nome indica, como sendo aquela que traz consigo as doenças, ou o alto risco de adquiri-las, associadas ao excesso de peso.

A obesidade é, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública no mundo ocidental, atingindo cerca de um terço da população e com aumento progressivo de incidência sendo por isso chamada de a "epidemia" do terceiro milênio. No Brasil, cerca de 15% dos adultos são obesos.

A obesidade não é um problema moral ou de falta de vontade, mas sim um sério problema médico, geralmente mal tratado e com muitas causas, envolvendo componentes genéticos, metabólicos, hormonais, comportamentais, culturais, psicológicos e sociais.

Dentre as várias doenças associadas à obesidade, as mais freqüentes são a hipertensão arterial, diabetes, doenças nas articulações - principalmente coluna baixa e membros inferiores -, insuficiência respiratória, apnéia do sono, varizes e trombose nas veias das pernas, doenças coronarianas, derrame cerebral, perda de urina - em mulheres, impotência, infertilidade e vários tipos de cânceres (mama, útero, intestino). Estas doenças, não só pioram a qualidade como também diminuem o tempo de vida do obeso em 20%.

O tratamento conservador da obesidade, através de mudanças no hábito alimentar, comportamental, exercícios físicos e medicamentos tem o seu lugar, porém, são ineficazes quando se trata de obesidade mórbida - Índice de Massa Corporal maior que 40 -. Vários estudos demonstram que, mesmo com emprego de novos medicamentos emagrecedores como a sibutramina, a cada 100 pacientes tratados apenas 34 conseguem perda ponderal de 10% ao final de 12 meses, perda esta que é muito pequena considerando-se o obeso mórbido.

Além destes maus resultados na perda ponderal, o tratamento conservador falha na manutenção desta perda com o passar do tempo, sendo que a quase totalidade dos pacientes recupera o peso perdido e, muitas vezes, ultrapassam-no após 5 anos de acompanhamento.

Desta forma, no consenso mundial sobre tratamento da obesidade, organizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em 1991, ficou estabelecido que o único tratamento eficaz na perda e manutenção ponderal do obeso mórbido é o tratamento cirúrgico.

Classificação da Obesidade

Para se graduar a obesidade, é adotado pela Organização Mundial da Saúde o Índice de Massa Corporal (IMC) que é encontrado pela formula:

IMC = Peso em kilos dividido pelo resultado da multiplicação da Altura em metros por ela mesma. Exemplo, uma pessoa de 1,70 m e peso de 90 kg tem um IMC = 31, 14, ou seja, tem uma Obesidade Leve. Assim, de acordo com a tabela abaixo são classificadas as diferentes categorias de obesidade.

Índice de Massa Corporal - Categoria

IMC de 20 a 25 - Peso Saudável
IMC de 25 a 30 - Sobrepeso
IMC de 30 a 35 - Obesidade Leve
IMC de 35 a 40 - Obesidade Moderada
Acima de 40 - Obesidade Mórbida

Quando está indicada a cirurgia?

A cirurgia, também por consenso mundial, esta indicada naqueles obesos que preencherem os seguintes critérios:

Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40
IMC maior que 35 com doenças associadas à obesidade
Falhas de tratamentos conservadores prévios sob orientação profissional
Ausência de doenças com riscos inaceitáveis para cirurgia
Ausência de doenças endócrinas como causa da obesidade
Ausência de psicopatias graves, incluindo viciados em droga e álcool.

Quais os objetivos da cirurgia?

O objetivo do tratamento cirúrgico é não só eliminar ou minimizar as doenças associadas à obesidade, como também resolver os problemas psicológicos e sociais causados pela mesma nas coisas mais simples da vida. Como na higiene pessoal, problemas de locomoção, atividades sociais, sexuais e no trabalho.

Resumindo, o objetivo do tratamento cirúrgico é melhorar não somente a qualidade, como também o tempo de vida do obeso, resolvendo os problemas de ordem física e psicossocial que o excesso de peso acarreta.

Quais os tipos de técnicas de cirurgia para obesidade mórbida?

Existem basicamente 3 tipos de cirurgias para o tratamento da obesidade: as restritivas, as má absortivas e as híbridas.

As primeiras cirurgias para obesidade iniciaram-se na década de 50 e eram do tipo má absortiva, ou seja, diminuíam o tamanho do intestino delgado de cerca de 6 a 7 metros para 35 a 45 cm de extensão, fazendo com que os alimentos não fossem adequadamente digeridos e absorvidos levando à diarréia e má absorção. A perda ponderal com este método era alta - 60% a 70% do peso -, porém complicações graves surgiram com o tempo levando à altas taxas de mortalidade, fazendo com que fossem totalmente abandonadas.

Nos anos 80, iniciou-se a era das cirurgias restritivas, ou seja, aquelas que restringem a ingestão alimentar por diminuição do volume do estômago de aproximadamente 2,0 litros para algo em torno de 20 ml promovendo assim, saciedade precoce. Com esta técnica a perda ponderal média ao final de 1 ano é de 20 % a 25% porém, a partir do 2º ano os pacientes novamente voltam a ganhar peso, principalmente aqueles que ingerem alimentos líquidos e pastosos altamente calóricos, como sorvete, leite condensado e pudins.

Baseando-se no mesmo princípio restritivo estão as bandas, ou prótese de silicone, inicialmente colocadas por cirurgia aberta e ultimamente por laparoscopia.

Estas bandas "estrangulam" a parte superior do estômago formando um estômago em "ampulheta" dificultando o esvaziamento do compartimento superior para o inferior, levando da mesma forma acima citada à saciedade precoce, e como aquela, promove perda ponderal semelhante (20% a 25 %) e reganho de peso a partir do 2º ano. Deve, portanto, ter sua indicação bem precisa, já que para os grandes obesos e comedores de doce traz maus resultados. Outras desvantagens são o custo - cerca de 2.000 dólares - e a durabilidade da prótese de aproximadamente 15 anos.

No final dos anos 80 e início dos anos 90, surgiu o tipo híbrido de cirurgia para obesidade, o qual associava a restrição através da redução do estômago com uma leve má absorção através da diminuição de apenas 1 metro do intestino. Esta cirurgia foi desenvolvida pelo cirurgião colombiano Rafael Capella, radicado nos Estados Unidos e leva o seu nome.

Com essa técnica a perda ponderal média após 1 ano chega a 40 % do peso pré-operatório e mantém-se assim com o passar dos anos. Esta é atualmente a técnica mais utilizada em todo o mundo, inclusive no Brasil, sendo considerada no momento o padrão ouro do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.

Quais os riscos da cirurgia?

O risco é o mesmo de qualquer outra cirurgia de grande porte, mas existe e deve ser considerado. Abertura dos grampos ou das emendas podem ocorrer, mas é pouco comum, podendo levar o paciente a uma nova cirurgia. Embolia pulmonar - sangue coagulado nos pulmões -, e morte podem ocorrer, como em qualquer cirurgia, mas é raro (1%). No pós-operatório tardio poderá ocorrer queda de cabelo por volta do terceiro mês, mas recuperável. Pode ainda ocorrer vômitos esporádicos e diarréia associada a mal estar quando se comer doces.

Fonte: www.agendasaude.com.br

Obesidade Mórbida

A maioria dos indivíduos obesos tenta por muitos anos perder peso, infelizmente sem obter sucesso.

As numerosas dietas algumas anunciadas como milagrosas, drogas supressoras de apetite, terapias comportamentais, atestam a grande dificuldade enfrentada pelos obesos para perder seu peso em excesso.

Algumas destas estratégias de perda de peso podem ter êxito em pessoas com obesidade moderada, mas a maioria dos indivíduos com peso excessivo acima de 45 kg. não conseguem benefícios com estas estratégias. A cirurgia e a única terapia aprovada para obesidade severa ou mórbida.

O QUE É OBESIDADE MÓRBIDA?

Um indivíduo é obeso mórbido se ele ou ela tem 45kg ou mais de sobrepeso ou têm um índice de massa de corpo de 40 ou mais. Peso em excesso frequentemente provoca muitos efeitos adversos sobre a saúde.

A obesidade mórbida pode causar ou acelerar o desenvolvimento de diabetes, hipertensão, arteriosclerose, infarto no coração, doença pulmonar, doenças nos joelhos, nos pés e na coluna, vários tipos de hérnias, pedras na vesícula, varizes nas pernas e flebites, erisipela e infertilidade. Obesidade mórbida pode aumentar a taxa de complicações na gravidez, em cirurgias, e a incidência de certos cânceres em mulheres (mama e útero).

No homem aumenta a incidência do câncer de próstata e intestino grosso. Outro problema gerado pela obesidade é a dificuldade respiratória.

Algumas pessoas apresentam grande dificuldade para respirar quando estão dormindo, sendo sua expressão máxima: a queixa de dormir mal em função da necessidade de acordar por falta de ar.

Em um estudo realizado recentemente foi constatado em obesos entre 25 e 34 anos, o risco de morte é de 12 vezes maior se comparado a uma pessoa de peso na faixa da normalidade.

Definição e Prevalência

A Obesidade Mórbida é uma doença grave, associada a uma elevada incidência de complicações, tendo como conseqüência principal a redução significativa do limite de vida.
A Obesidade Mórbida é a segunda causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para os acidentes automobilísticos.
Nos EUA uma pessoa em cada quatro pesa 20% a mais do que seu peso ideal e uma a cada vinte pessoas é Obesa Mórbida.
Estatisticamente nos EUA morrem mais de 300 mil pessoas por ano em decorrência da obesidade.
Aproximadamente 55% do mundo industrializado sofre com a obesidade.
A Obesidade Mórbida é fator de risco para o aparecimento das chamadas co-morbidades (doenças causadas pela obesidade).
É de igual importância as conseqüências psicológicas e sócio-econômicas da Obesidade Mórbida.
Dois estudos mostram que a obesidade pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres. Segundo os estudos, entre os homens com IMC superior a 25, a redução na concentração de espermatozóides no sêmen é de 24% e entre as mulheres com IMC superior a 25, a redução na taxa de gravidez é de 30%.
Sabemos que em até 95% dos casos o tratamento clínico e a modificação dos hábitos alimentares fracassam em 5 anos.
A Cirurgia da Obesidade, procedimento já realizado desde a década de 50, é atualmente o único tratamento efetivo na Obesidade Mórbida, reduzindo as co-morbidades a longo prazo e aumentando assim a expectativa de vida.
Estima-se hoje que nosso país possua 4 milhões de Obesos Mórbidos, aproximadamente 4% da população segundo a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade.
30% das causas de morte no Brasil estão associadas à obesidade e a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Em termos de prevalência, o problema já é maior do que a fome.
1.500 brasileiros optam pela Cirurgia da Obesidade anualmente. Perder 10% do peso já reflete melhoras à saúde.

Cirurgia Bariátrica ou Cirurgia de Obesidade é aquela que é indicada para tratamento da Obesidade Mórbida.

EU SOU CANDIDATO À CIRURGIA?

Embora há algumas exceções, os critérios seguintes devem ser conhecidos para uma indicação segura da cirurgia bariátrica:

1. Tentativas prévias sem sucesso de perda de peso através de tratamento médico ou nutricional bem
conduzidos.
2.
Ausência de outros problemas médicos que tornem a cirurgia de alto risco.
3.
Ter pelo menos 45 quilos acima do peso considerado ideal.
4.
Índice de massa corpórea de 35-40, associado a doenças relacionadas a obesidade (p.ex. hipertensão, diabetes etc.).
5.
Índice de massa corpórea de 40 ou mais.
6.
Pacientes submetidos a outros procedimentos cirúrgicos para obesidade, sem obter efeito desejado.

Fonte: www.gastroweb.com.br

Obesidade Mórbida

Você sabe o que é obesidade mórbida? Você está obeso? Se sim, saberia dizer qual o seu nível de obesidade?

Algumas pessoas podem estar bastante acima do peso e não saber o risco que isso pode representar à sua saúde, casos em que a medicina classifica como obesidade mórbida. Diante de um quadro de tão grande risco, é nosso dever discutir sobre o assunto e tentar trazer alguma luz sobre o mesmo para aqueles que o desconhecem ou não estão cientes da gravidade do mesmo!

A obesidade mórbida trata-se da obesidade quando atinge níveis muito elevados, tão altos que aumenta consideravelmente os riscos de contrair outros problemas de saúde, como a diabetes, hipertensão arterial, arteriosclerose, ataques cardíacos, doenças pulmonares, problemas nas articulações (principalmente joelhos, pés e coluna), varizes, infertilidade, etc. E a lista de possíveis problemas de saúde, infelizmente, não pára por aí.

Além disso, a obesidade mórbida é considerada uma doença crônica, isto é, um problema de saúde cujos sintomas são desenvolvidos gradualmente durante um período de tempo.

Pode-se considerar que uma pessoa apresenta obesidade mórbida quando o seu índice de massa corporal (IMC) está acima de 40.

Os Estados Unidos são campeões quando o assunto se trata de obesidade, mas infelizmente o Brasil não fica atrás: atualmente, já ocupamos o quinto lugar no ranking mundial de pessoas que sofrem de obesidade mórbida.

Causas da obesidade mórbida

Segundo estudos de diversas universidades, as principais causas da obesidade mórbida são situações problemáticas vividas nos primeiros anos de vida ou até a juventude do indivíduo. Tais situações podem causar um nível de frustração e stress elevado, levando-o a buscar o prazer imediato pela ingestão de alimentos.

Infelizmente, ao tentar fugir ou esquecer o problema desta forma, o jovem não percebe que não está resolvendo as raízes de seus problemas, o que o levará a consumir mais e mais, entrando assim num círculo vicioso e perigoso para a sua saúde.

As razões para a obesidade são diversas e complexas. Apesar da ciência convencional, a obesidade não é simplesmente um resultado de alimentação excessiva.

Pesquisas têm demonstrado que, em muitos casos uma causa significativa e fundamental da obesidade mórbida é a genética. Estudos demonstraram que, uma vez estabelecido o problema, esforços como programas de dieta e exercícios muito pouco adiantam proporcionar um alívio eficaz em longo prazo.

A ciência continua pesquisando outras respostas. Mas até que a doença da obesidade mórbida seja entendida melhor, o controle do peso excessivo é algo com o que os pacientes devem lidar durante a vida toda. Por isso, muito importante entender que todas as intervenções médicas atuais, incluindo a cirurgia para perda de peso, não devem ser consideradas curas médicas. Ou melhor, são tentativas de redução dos efeitos do peso excessivo e alívio de sérias conseqüências físicas, emocionais e sociais provenientes da obesidade mórbida.

A reeducação alimentar e os exercícios físicos na obesidade mórbida

Assim como em todas as outras situações em que uma pessoa deseja perder peso com saúde, também nos casos de obesidade mórbida a reeducação alimentar e a prática de exercícios também são indicados.

Em diversos casos, um acompanhamento intensivo de um nutricionista aliado à reeducação alimentar e à prática de exercícios físicos são suficientes para que a pessoa consiga, aos poucos, perder peso, melhorar sua saúde e voltar a levar uma vida mais saudável.

Entretanto, há situações em que mesmo o emprego da reeducação alimentar e dos exercícios físicos não será suficiente para que o paciente consiga restabelecer sua saúde, podendo ser necessária alguma intervenção cirúrgica.

A cirurgia bariátrica e a obesidade mórbida

A cirurgia bariátrica trata-se de um tipo de cirurgia onde o objetivo é a redução do peso do paciente, seja por meio do reajuste da quantidade máxima de alimentos possível de ser ingerida, seja por meio da eliminação da sensação de fome. Em ambos os casos, como se percebe pelo nome, não se trata mais somente da reeducação alimentar, mas sim de uma intervenção cirúrgica objetiva.

Há três principais tipos de cirurgia bariátrica reconhecidas mundialmente, sendo a “Bypass Gástrico” a mais empregada. Nela, há a redução ou exclusão do duodeno, região responsável pelo estímulo da sensação de fome. Desta forma, o paciente perde o interesse pela comida como forma de prazer imediato.

Por se tratar de uma intervenção cirúrgica, isto é, que poderá provocar reações irreversíveis no organismo do paciente, geralmente deve-se tomar muito cuidado com a sua adoção, levando-se em consideração esta opção somente nos casos de obesidade mórbida em que outras as outras opções (reeducação alimentar, prática de exercícios físicos, fisioterapia, acompanhamento de um nutricionista, etc.) não surtiram o efeito desejado.

Considerações sobre o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida

Aqueles que buscarem o tratamento por meio de cirurgia, devem estar atentos a várias recomendações.

A primeira de todas é ouvir e obedecer muito bem as orientações de seu médico, principalmente caso o mesmo desaconselhe o emprego da cirurgia. Muitas pessoas, ao escutarem um “não” simplesmente procuram outro profissional que possa lhes dizer “sim”, ignorando o fato de que se o mesmo está a não lhe recomendar é porque, para o seu caso, a cirurgia pode não ser o meio mais aconselhável.

Além disso, todo o processo de reeducação alimentar que antecede o tratamento cirúrgico é importante, tanto para acostumar o organismo ao novo “padrão alimentar” que deverá adotar em breve, quanto a fim de reduzir os riscos de complicações pulmonares e vasculares.

Da mesma forma, a fisioterapia também é importante e possui papel similar ao da reeducação alimentar na medida em que melhora as condições físicas do obeso.

Apesar do aumento da popularidade da cirurgia bariátrica, não houve redução considerável na tendência de obesidade mórbida, como se tem percebido ao longo dos últimos anos, o que é bastante preocupante, pois significa que o número de casos que surgem está crescendo muito mais rápido do que o número de tratamentos efetuados com sucesso.

E se você se encontra bastante acima do peso, é melhor começar a cuidar-se a fim de que não evolua para o quadro de obesidade mórbida!

Fonte: www.nutricaoemfoco.com

Obesidade Mórbida

O peso e a distribuição da gordura no corpo são regulados por uma série de mecanismos neurológicos, metabólicos e hormonais que mantêm um equilíbrio entre a ingesta (alimentos e bebidas ingeridos) e o gasto energético. Quando há um excesso da ingesta em relação ao gasto energético, ocorre um armazenamento da sobra de energia sob a forma de gordura, traduzindo-se no aumento do peso corpóreo.

A obesidade é portanto definida como um excesso do acúmulo de gordura no corpo. Quando este acúmulo atinge grandes proporções, passa a ser chamada de obesidade mórbida. A maneira mais utilizada pelos médicos para quantificar a obesidade é o cálculo do Índice de Massa Corporal, ou simplesmente IMC, que é obtido dividindo-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado (IMC = P ÷ A2). A faixa de peso normal considerando-se o IMC varia de 19 a 25 Kg/m2. Pessoas com IMC de 25 a 30 são consideradas como acima do peso enquanto aquelas entre 30 e 40 já são classificadas como obesas.

Finalmente, pessoas com IMC acima de 40, são portadoras de obesidade mórbida, o que equivale a aproximadamente 45 Kg acima do peso ideal. A estratificação dos indivíduos com base no IMC, agrupando-os em diferentes classes de peso, guarda uma relação direta com a taxa de mortalidade, variando de "baixíssima" em pessoas com índice normal até "altíssima" naqueles com IMC acima de 40 Kg/m2.

Causas da Obesidade

Hereditariedade: Deficiência ou falha da molécula leptina, que controla a quebra e a utilização da gordura.

Hormônios:

Hipotireoidismo, ovários policísticos e outras;
Puberdade, gravidez, menopausa e andropausa.

Medicamentos: Antihistamínicos, anticoncepcionais e antidepressivos.

Emocionais: Ansiedade e depressão provocam compulsão.

Hábitos:

"Beliscar" a todo o momento, lanches fora de hora, frituras e doces em excesso
Vida sedentária e estressante
Alimentação diária em "fast foods" e a falta de alimentos saudáveis

A Obesidade no Mundo

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde deste novo milênio, acometendo quase um terço da população mundial. Infelizmente não existe milagre, nem mágica, que promova a perda de peso sem a colaboração e a motivação do indivíduo; os sacrifícios, portanto precisam ser conhecidos.

Somente na América Latina, é provável que 200.000 pessoas morram anualmente em decorrência das complicações da obesidade. No Brasil, o problema vem tomando proporções cada vez maiores. Dados mais recentes mostram que ele já ocupa o sexto lugar no ranking dos países com maior número de obesos, atrás apenas dos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Itália e França.

Opções de tratamento mais utilizadas

Existem várias alternativas terapêuticas que, combinadas, conseguem boas perdas de peso como as dietas de baixas e muito baixas calorias, a psicoterapia, a terapia comportamental, o exercício físico, e algumas drogas como a sibutramina (Plenty®, Reductil®) e o orlistat (Xenical®) que incrementaram o arsenal terapêutico da obesidade. Porém, quando se trata de obesidade mórbida, essas medidas, na maioria das vezes, são fugazes e ineficientes. Isto porque a imensa maioria dos pacientes não consegue promover uma mudança nos seus hábitos alimentares e na prática de atividade física de forma definitiva.

Além disso, existem alterações nos mecanismos que controlam a distribuição da gordura e o gasto energético, fazendo com que haja uma grande tendência à recuperação do peso perdido, superando inclusive o peso inicial e se tornando ainda mais obeso, fenômeno popularmente conhecido como "efeito sanfona". Os pacientes com obesidade mórbida devem, portanto, ser encarados como portadores de uma doença séria, que ameaça a vida, reduz a qualidade de vida e a auto-estima, e que requerem medidas eficientes para promover a perda de peso de forma definitiva.

A cirurgia bariátrica (nome utilizado para se definir a cirurgia para obesidade mórbida) é o único método cientificamente comprovado que promove uma acentuada e duradoura perda de peso, reduzindo as taxas de mortalidade e resolvendo, ou pelo menos minimizando, uma série de doenças associadas à obesidade grave.

Como é a Cirurgia para Obesidade

A cirurgia bariátrica deve, em primeiro lugar, ser bem diferenciada de algumas técnicas da cirurgia plástica. Não estão incluídas nesta especialidade procedimentos estéticos como lipo-aspiração, lipo-redução, dermolipectomia, e outros do gênero.

O princípio da cirurgia bariátrica consiste em induzir a perda de peso por meios cirúrgicos, e ao longo de mais de 50 anos de existência este tipo de cirurgia transformou-se numa sub-especialidade da cirurgia geral, acumulando dezenas de técnicas diferentes para tratar o problema do grande obeso.

De um modo geral, a perda de peso pode ser obtida por dois caminhos: pela redução da capacidade de armazenamento do estômago e de sua velocidade de esvaziamento (cirurgias restritivas), ou pela exclusão de grandes segmentos de intestino delgado evitando que os nutrientes sejam absorvidos (cirurgias disabsortivas).

A Banda Gástrica é um exemplo de cirurgia puramente restritiva, onde se diminui o tamanho do reservatório de alimento. Nas técnicas disabsortivas promove-se um encurtamento do intestino delgado, reduzindo o tempo de contato dos nutrientes com as células intestinais dificultando sua absorção, a Derivação Bilio-Pancreática de Scopinaro é a principal representante deste grupo.

Existe ainda um grupo chamado de cirurgia mista, que combina os dois princípios básicos (diminui a capacidade de armazenar e absorver os alimentos), é o "Bypass gástrico" ou Cirurgia de Fobi-Capella. Infelizmente não existe a cirurgia absolutamente perfeita que se encaixe em todos os casos; cada técnica possui vantagens e desvantagens que devem ser analisadas em cada paciente de acordo com suas expectativas e prioridades, observando-se suas características pessoais como idade, sexo, raça, grau de obesidade, hábitos alimentares, nível sócio-cultural e perfil psicológico-comportamental. Durante a avaliação médica o cirurgião e o paciente decidirão juntos qual a melhor alternativa.

Riscos

A obesidade mórbida está associada a graves co-morbidades como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, alterações tromboembólicas, refluxo gastro-esofágico, doenças articulares, além de diversas formas de câncer (mama, útero, vesícula biliar, etc.), dentre outras, causando um risco de morte 12 vezes maior que o indivíduo sem excesso de peso em 7 anos. A taxa de mortalidade de mulheres com 50 % além do peso, por exemplo, é o dobro das mulheres com peso normal; subindo para oito vezes se houver diabetes associado.

Em pessoas com obesidade severa, o risco de apresentar diabetes está aumentado cerca de 53 vezes, o do câncer de endométrio 5,4 vezes. Mais ainda, quando o indivíduo atinge os duzentos quilos, a chance dele viver mais sete anos é de apenas 50 %. Um outro fato dramático que ilustra a gravidade da obesidade e que mostra a baixa expectativa de vida deste grupo de doentes é ilustrado ao se avaliar os indivíduos que entraram para o Guiness Book (O livro dos recordes), onde nenhuma das pessoas consideradas as mais pesadas ultrapassou os 40 anos de idade. Para piorar, o grande obeso tem a sua doença "estampada na cara" para que todos o vejam, o julguem e o discriminem. Não bastassem as doenças que trazem consigo, não bastasse ter dificuldade em realizar os mais comuns dos atos cotidianos, essas pessoas são discriminadas e humilhadas pela pior de todas as doenças, o preconceito.

Indicação Cirúrgica

Quem deve ser operado

A cirurgia está indicada para os pacientes adultos que apresentam IMC maior que 40 Kg/m2 , ou maior que 35 Kg/m2 acompanhado de doenças que venham a se beneficiar clinicamente com a redução do peso.

O paciente deve estar completamente consciente dos riscos e benefícios e estar disposto a mudar seu estilo de vida, seu padrão alimentar e seguir as orientações e o acompanhamento médico. Embora apenas uma pequena parcela dos grande-obesos consiga uma perda de peso definitiva, é indispensável que tratamentos clínicos bem orientados tenham sido tentados antes da cirurgia.

Contra-Indicações

A cirurgia está contra-indicada em pacientes que têm uma alta propensão a não seguir as instruções pós-operatórias e o acompanhamento médico, bem como naquelas situações médicas que possam representar um risco adicional não justificável para o paciente como por exemplo:

Depressão endógena importante, alcoólatras e usuários de drogas ilícitas.
Crianças e adolescentes, exceto em situações especiais.
Presença de hérnia hiatal volumosa (contra indicação para banda gástrica), varizes esofágicas, doenças imunológicas ou inflamatórias do trato digestivo superior que venham a predispor o indivíduo a sangramento digestivo ou outras condições de risco.
Infecção estabelecida ou suspeitada que possibilite a contaminação da cirurgia.
Presença de doença cardio-respiratória grave e descompensada.
História de manifestação alérgica ao silicone ou a algum dos componentes do sistema (contra indicação para banda gástrica).
Pacientes que, devido a instabilidade emocional e/ou psicológica, algum membro da equipe multidisciplinar venha a considerar impossível o acompanhamento e a obediência às instruções pós-operatórias.

Fonte: www.obesidademorbida.com.br

Obesidade Mórbida

A obesidade é uma doença epidêmica. Tem-se buscado soluções para a obesidade mórbida, que é de conhecimento geral causadora de morte e de doenças severas. Porém, o que é colhido nessa população de obesos severos (IMC maior que 35 com doenças associadas ou maior que 39, ou finalmente 40 kg acima do peso ideal) é um índice de insucesso de 95% em qualquer tratamento clínico, seja ele com dietas ou remédios.

Para a adoção de qualquer terapia médica, principalmente a cirúrgica, deve-se pesar muito equilibradamente o risco operatório versus o risco da doença a ser tratada. Na obesidade severa, é indubitável e estatisticamente comprovado que o risco da doença é infinitamente maior que os potenciais riscos do tratamento operatório.

O tratamento cirúrgico é a melhor opção hoje. Existem diversas opções adequadas para cada paciente. Porém, tem ficado cada vez mais claro que o acesso laparoscópico é o mais benéfico para o paciente, já que são reduzidos o tempo de internação, a dor e o período de afastamento das atividades diárias. As complicações do tratamento cirúrgico laparoscópico da obesidade são hoje menores que aquelas da cirurgia convencional, desde que ela seja realizada por equipe experiente.

Dentre as opções hoje no arsenal cirúrgico, contam principalmente 2 técnicas, a da banda gástrica ajustável, que é uma operação puramente restritiva, isto é não leva a nenhuma má absorção de nutrientes e o bypass gástrico em Y de Roux, que tem papel restritivo da câmara gástrica, associado a certo grau de má absorção de gorduras e carboidratos. A primeira, ainda não aprovada pelo Ministério da Saúde do Brasil e pelo FDA dos EUA, é uma opção que, apesar de ter menor porte operatório, acarreta, em boa parte dos pacientes, perda de peso limitada, cerca de 15 a 25% do peso em 12-18 meses, às custas de controles e insuflações periódicas da mesma para restrição gástrica. É uma opção com limites de indicação cirúrgica, por não dispormos ainda de dados que assegurem sua eficiência. Podem ocorrer algumas complicações severas no pós-operatório das bandas gástricas, como escorregamento da banda, erosão de estômago, esôfago, infecção do local de insuflação, vômitos e desconforto, além da falha na perda ponderal.

O Bypass Laparoscópico tem resultados excelentes no que tange à perda ponderal, com média de 30-40% do peso ou 70-80% do sobrepeso entre 12 e 18 meses. Complicações severas existem, mas são infreqüentes, como vazamentos das costuras entre o estômago e o intestino. Quando comparado com o bypass convencional, além de essencialmente serem as mesmas operações, a laparoscopia conta com virtualmente 0 (ZERO) complicações de incisão cirúrgica, já que elas são pequenas (de 0,5 a 11 mm). A cirurgia convencional tem cerca de 15 a 30% de hérnias na incisão cirúrgica além de tempo maior de hospitalização. Na laparoscopia ele é de em média 48 horas.

Falando-se de tempo de inatividade, as operações convencionais afastam o paciente em média de 2 a 3 semanas, enquanto que nas operações laparoscópicas a média de retorno às atividades é de 7 dias.

É consenso mundial que o tratamento cirúrgico da obesidade tem como futuro a via laparoscópica. A quase total substituição das grandes incisões só será mais lenta, por exemplo, do que foi a adoção da videolaparoscopia para a retirada da vesícula biliar (hoje nos EUA cerca de 96% das retiradas de vesícula são laparoscópicas) porque trata-se de cirurgia complexa e avançada, que tem curva de aprendizado lenta. Por isso é fundamental deixar bem claro que o tratamento cirúrgico por laparoscopia da obesidade é seguro e que tem excelentes resultados, desde que seja realizado por cirurgião treinado em laparoscopia avançada.

Fonte: www.cirurgiabariatrica.com.br

Obesidade Mórbida

"A cirurgia para obesidade não deve ser banalizada...é uma cirurgia que deve ser realizada por cirurgião e equipe altamente qualificada."

Quando o tratamento com medicamentos falha e o índice de massa corpórea se encontra adequado para cirurgia quais as formas de tratamento?

Basicamente são três técnicas:

TÉCNICAS RESTRITIVAS

O que são técnicas restritivas ?

São técnicas que limitam o volume de alimento sólido que o paciente ingere nas refeições.
De uma forma geral, com estas técnicas o paciente come menos sólidos e pastosos e consequentemente emagrece.
O resultado, no entanto, depende da colaboração do paciente pois alimentos líquidos podem ser ingeridos quase no mesmo volume que eram antes da operação e se forem muito calóricos irão atrapalhar ou até impedir a perda de peso.

Então por que fazê-las ?

Atualmente estas técnicas são reservadas para casos especiais.
São técnicas mais simples, de menor risco, de mais fácil adaptação, e de fácil recuperação.
O mais IMPORTANTE é saber que a PERDA DE PESO É MENOR do que nas outras técnicas.

Quais são as técnicas restritivas ?

A cerclagem dentária,
O balão intragástrico,a gastroplastia vertical restritiva de Mason,
A banda gástrica ajustável por laparoscopia

Como é a cerclagem dentária ?

É uma forma antiga de tratamento, no momento em desuso pela qual os dentes da arcada superior são amarrados com fios de aço com os dentes da arcada inferior.
Com isto, o paciente toma líquidos em pequenas quantidades de baixo valor calórico levando a perda importante de peso.
É um método temporário e deve ser interrompido quando se alcança uma perda de peso aceitável e possível. Nem sempre se consegue perda de peso que convença.

O que é gastroplastia vertical restritiva de Mason?

Dr. Edward E.Mason , cirurgião norte-americano, da Universidade de Iowa, considerado o "pai da cirurgia da obesidade, descreveu há alguns anos esta operação que consiste em "grampear" o estômago criando um pequeno tubo que recebe o alimento dando ao paciente a sensação de estar "cheio".

Com isto esta antecâmara gástrica esvazia-se lentamente e o paciente tem a sensação de que está satisfeito.

Somando o volume final de alimentos ingeridos durante o dia corresponderá a um pequeno percentual do seu habitual e assim perderá peso.
O inconveniente é que se o paciente usar líquidos em vez de alimentos sólidos, poderá tomá-los em grande quantidade e ser forem hipercalóricos, a perda de peso não será a esperada.

É uma técnica que vem sendo abandonada e deve ser usada em pacientes especiais, escolhidos com critério, disciplinados e cooperativos.

Na Clínica Marchesini já não utilizamos esta técnica há vários anos por acreditarmos que outras opções trazem melhores resultados.

O que é banda gástrica ajustável por laparoscopia (lap-band ou banda laparoscópica) ?

A banda gástrica é uma prótese de silicone que tem um balão insuflável por dentro, parecido com uma câmara de pneu que pode ser enchida ou esvaziada.

Quando colocada em volta da parte alta do estômago forma um anel que que regula o esvaziamento deste pequeno segmento do estômago.

Quando o balão é insuflado ou desinsuflado, aperta mais ou menos o estômago de maneira que podemos controlar o esvaziamento do alimento da parte alta para a parte baixa do órgão.

O balão é ligado a um botão de metal e plástico que fica embaixo da pele por intermédio de um delicado tubo de silicone.

Este botão que fica sob a pele e gordura, fixado no músculo do abdome, pode ser alcançado com uma fina agulha de injeção.

Através deste botão podemos injetar água distilada para apertar mais o estômago ou esvaziar para aliviar a obstrução à passagem de alimento.

O principio da operação é semelhante a operação de Mason porém pode ser regulada depois, a qualquer tempo, ambulatorialmente.

A perda de peso, da mesma forma, fica em torno de 20 a 30% em média e depende da cooperação do paciente.

TÉCNICAS DISABSORTIVAS

O que são técnicas disabsortivas ?

São técnicas que permitem ao paciente comer, no entanto atrapalham a absorção dos nutrientes e com isto levam o obeso ao emagrecimento.
São, em geral muito bem sucedidas quanto ao emagrecimento que pode chegar a 40% do peso original, no entanto tem necessidade de controle mais rígido quanto a distúrbios nutricionais, de elementos minerais e vitaminas.
Vem se tornando cada vez mais popular devido a qualidade de vida que traz ao paciente.

Estas operações são conhecidas como "desvios do intestino" ?

Desviam uma boa parte do caminho que os alimentos tem que passar , desta forma fazendo um curto circuito levando a uma absorção menor dos nutrientes.

Dentre as várias técnicas propostas, três são as mais conhecidas e, o mais importante, reconhecidas:

A cirugia de Payne que é um desvio intestinal grande sem se mexer no estômago.

Esta é uma cirurgia de exceção pois pode levar a distúrbios nutricionais muito acentuados e é somente utilizada através de critérios rigorosos.

Muitas vezes esta cirurgia é utilizada como tratamento temporário em pacientes excessivamente obesos.

Por ser uma cirurgia tecnicamente simples, ela é realizada em um primeiro tempo para o paciente perder algum peso para depois se fazer a cirurgia definitiva num segundo tempo.

Outra cirurgia disabsortiva chama-se derivação biliopancreática ou cirurgia de Scopinaro (nome do cirurgião que inventou este procedimento).

Esta cirurgia consiste em retirar a metade do estômago, desta forma fazendo com que o paciente possa comer um volume menor porém satisfatório, associado a um "desvio intestinal" importante.

Habitualmente a vesícula biliar é retirada neste procedimento: quase 90 % dos pacientes podem apresentar pedras na vesícula durante o processo de emagrecimento.

É uma cirugia que apresenta bons resultados e uma perda de 40% do peso total.

Derivação Bilipancreática com Duodenal Switch ou cirurga de Hess

É realizada uma ressecção longitudinal (como na imagem) do estômago.

Neste procedimente é preservada a anatomia básica do estômago e sua fisiologia no esvaziamento do alimento do estômago.

Outra adição à técnica é a preservação de uma pequena faixa do duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Esta pequena faixa de duodeno favorece a absorção de inúmeros nutrientes incluindo proteínas, calcio, ferro e vitamina B12. O que não acontece nas outras cirurgias para perda de peso. Vem sendo considerada uma evolução das cirurgias.

O componente disabsortivo (desvio intestinal) do duodenal switch faz com que o alimento venha por um caminho enquanto os sucos digestivos ( bile e suco pancreático) venham por outro.

Eles se encontram apenas a 100cm de acabar o intestino delgado. Isto inibe a absorção de calorias e nutrientes levando a um emagrecimento importante.

As principais vantagens desta cirurgia são:

1.seu estômago foi diminuido sem a presença de bandas ou anéis.
2.
a cirurgia pode ser totalmente revertida (com exceção da faixa de estômago que foi retirada).
3.
não é retirada nada do seu intestino como é proposto em outras técnicas.
4.
alguns nutrientes são absorvidos na pequena faixa de duodeno preservada.
5.
O volume de alimento que vai poder ingerir em alguns meses de pós-operatório vai ser praticamente normal e finalmente.
6.
a perda de peso é consistente e duradoura.

Em estudos recentes pôde-se comprovar que aqualidade de vida dos pacientes submetidos a este procedimento apresentam maior satisfação a longo prazo.

Todas as cirurgias disabsortivas têm riscos e complicações a curto e longo prazo. É muito importante discutir com seu médico sobre estas complicações e o que pode ser feito para previní-las.

O que são grampeadores ?

Por quase dois séculos os cirurgiões vem utilizando instrumentos mecânicos nos auxilio das cirurgias.
Os grampeadores são os que mais evoluiram e são utilizados no mundo todo.
Existem vários tipos: circular, linear, linear cortante, de ligadura de vasos sangüíneos e de pele.
Os grampeadores atuais são muito sofisticados disparando centenas de grampos feitos de titânio de aproximadamente 1mm de comprimento e ao mesmo tempo cortando os tecidos separado-os sem deixar aberturas.
Melhoram o tempo da cirurgia auxiliando o cirurgião a ter mais segurança na realização de procedimentos complexos como a cirurgia para obesidade.
Atualmente a cirurgia videolaparoscópica para obesidade seria praticamente impossível de ser realizada sem ele.

É necessário abrir o abdome para realizar estas operações?

Não, atualmente todas as cirurgias para obesidade são realizadas por videolaparoscopia.

Quase todas as cirurgias realizadas na Clínica Marchesini são realizadas por videolaparoscopia - a cirurgia para obesidade não é diferente . Ela é realizada através de 6 ou 7 orifícios, pequenos cortes no abdômen.

As principais vantagens desta via de acesso são que:

a) não há risco de desenvolver hérnia no corte cirúrgico.
b)
não há risco de complicações da incisão cirúrgica no pós-operatório como infecção ou seroma (quando gordura liquefeita se junta embaixo da pele sob o corte).
c)
esteticamente deixa menos cicatriz e
d)
o tempo de retorno às atividades é mais curto.

Somente em algumas situações especiais não é possível realizar a cirurgia por via laparoscópica, como em pessoas que foram submetidas à cirurgias abdominais prévias.

Agumas vezes durante a cirurgia laparoscópica, surgem situações que exigem que o cirurgião converta a cirurgia para um procedimento aberto.

Esta decisão é baseada em segurança e só pode ser feita durante o ato operatório.

João Batista Marchesini

João Caetano Marchesini

Fonte: www.gastronet.com.br

Obesidade Mórbida

Tipos de Cirurgia

A equipe entende que para cada paciente existe um tipo de procedimento, assim estaremos o tempo todo avaliando o perfil de cada paciente para saber qual o melhor tipo de cirurgia. Algumas restringem a entrada dos alimentos outras impedem grande parte da absorção dos alimentos, outras são mistas e fazem os dois efeitos citados. E todas resolvem ou controlam, na maioria das vezes as doenças associadas. Elas também são responsáveis pela diminuição da fome e 90% de cura ou melhora do diabetes tipo 2.

Banda gástrica

Técnica da banda gástrica ajustável consiste na colocação de um pequeno anel ao redor da porção superior do estômago.

Este anel, cinta, ou como é mais conhecida, banda gástrica, divide o estômago em dois compartimentos: um pequeno que fica acima da banda e irá armazenar pouca quantidade de alimento que, quando cheio, causa a sensação de saciedade; e um segundo compartimento maior, que é o resto do estômago normal abaixo da banda, e que continuará a participar do processo digestivo normal, recebendo e enviando o alimento para o duodeno.

Bypass Gástrico (Fobi-Capella)

Bypass gástrico ou gastroplastia com derivação em "Y" de Roux ou, como é mais conhecida no Brasil, a Cirurgia de Capella, é o "procedimento de redução do estômago" mais utilizado nos Estados Unidos e no Brasil. Da mesma maneira que na banda gástrica, esta técnica possui um componente principal restritivo, diminuindo consideravelmente a quantidade de alimento necessária para proporcionar saciedade, e requerendo o mesmo padrão de comportamento alimentar (mastigar bem o alimento, comer lentamente, e ingerir pequenos bolos de cada vez). Por outro lado, pelo fato do alimento não passar pela maior parte do estômago e pelo duodeno, caindo direto no intestino delgado, o bypass gástrico traz alguns mecanismos adicionais que levam a um controle maior do apetite e a uma perda de peso mais rápida e mais intensa do que nos procedimentos puramente restritivos;

Scopinaro

Nas técnicas disabsortivas promove-se um encurtamento do intestino delgado, reduzindo o tempo de contato dos nutrientes com as células intestinais dificultando sua absorção, a Derivação Bilio-Pancreática de Scopinaro é a principal representante deste grupo. Nessa cirurgia é realizado um grande desvio no intestino conjuntamente com a retirada de uma parte do estômago. Esse desvio faz com que o alimento percorra a maior parte do intestino sem entrar em contato com as enzimas digestivas e, portanto sem absorver boa parte dos acúcares e gordura ingeridos. Após esse desvio o alimento se encontra com as enzimas digestivas no final do intestino delgado tendo apenas 50 cm de intestino com capacidade de absorção.

Gastroplastia vertical com banda Mason

É uma cirurgia restritiva, ou seja, o volume que o paciente ingere na refeição vai depender da consistência do alimento, quanto mais sólido, menor a quantidade. É realizado um grampeamento na entrada do estômago, com a formação de uma antecâmara que limita a ingesta alimentar. A saída é reforçada por uma banda sintética, que dificulta a passagem de comida. Promove menor perda de peso que as outras técnicas, mas é um procedimento mais simples, cujos resultados dependem mais da colaboração e disciplina do paciente, devendo ser utilizada apenas em casos muito especiais e selecionados. Também é chamada de gastroplastia vertical com bandagem. Atualmente é bem menos usada e tende a ser substituída por uma outra com melhores resultados a Sleeve gastrectomia (gastrectomia em manga) o que nós usamos em casos especiais.

Balão Intragástrico

O Balão intragástrico é um tratamento da obesidade que utiliza uma prótese de silicone na forma de um balão, que é colocado por endoscopia em regime ambulatorial (sem internação). O balão é colocado vazio no estômago e insuflado com soro fisiológico e corante. O tratamento e temporário e o balão deve ser retirado ou trocado em um prazo de 6 meses. O Balão provoca uma sensação de saciedade com a ingestão de pequenas quantidades de alimentos e diminui assim a fome.

Pré-operatório

Como já vimos, todo o esforço é feito para que a operação seja um grande sucesso. Este é o objetivo da equipe médica e do paciente. Para tal temos que ter informações precisas sobre o estado de saúde do paciente antes da operação. Por isso muitos exames são realizados e só depois dos resultados conhecidos e da correção de qualquer anormalidade encontrada é que podemos decidir sobre a cirurgia bariatrica. Os exames normalmente solicitados estão listados abaixo com uma pequena explicação do porque da sua realização.

Pós-operatório

Após a cirurgia, tendo alta hospitalar, o paciente devera obedecer rigorosamente às instruções médicas e nutricionais quanto a sua alimentação e manter um acompanhamento a longo prazo. Devido a grande importância da manutenção do tratamento, já que a obesidade é uma doença crônica, foi desenvolvido pelo C.O.M. um programa de Workshop nutricional com o objetivo de controlar as necessidades nutricionais pós-operatórias e com a finalidade de reeducar o paciente definitivamente quanto à sua alimentação. O acompanhamento nutricional, clínico, psicológico e cirúrgico é que vai garantir os melhores resultados finais, principalmente quando assumido pelo próprio paciente, que deve conhecer muito bem o seu processo nutricional para fazer as escolhas dos nutrientes com qualidade e quantidade adequadas diariamente. É importante lembrar que este acompanhamento e tratamento de alterações nutricionais e clínicas que podem surgir e evita que o paciente fique doente e até tenha risco no pós-operatório.

Complicações

Como já dissemos, a cirurgia para cura da obesidade grave (cirurgia bariatrica) não é um milagre e sim uma troca que na grande maioria das vezes é altamente vantajosa. No entanto, como em toda cirurgia, podem ocorrer complicações. Período pré-operatório as complicações mais freqüentes são crises de ansiedade, flutuações do humor ou alergia aos medicamentos pré-anestésicos. No procedimento anestésico é possível que não se consiga entubar o paciente (para ventilar durante a cirurgia) ou que na entubação haja entrada de líquido do estômago para os pulmões, causando uma pneumonia de aspiração grave. Durante a cirurgia podem ocorrer sangramentos, lesões a diversos órgãos ou estruturas, hipotensão, hipertensão, arritmias cardíacas, parada cardíaca, morte. No pós-operatório imediato a dor abdominal é a queixa mais freqüente, e por ser a dor uma sensação muito individual, apresenta graus variados de intensidade e formas de evolução, geralmente sendo mais intensa nas primeiras 48 horas após a cirurgia. Náuseas, vômitos, dores nas costas, tonturas, retenção urinária, fezes líquidas também podem ocorrer. O grampeamento do estômago e das costuras intestinais podem se abrir e resultar em infecções ou vazamentos, sendo necessária uma reintervenção de urgência. Coágulos nas pernas ou na pelve podem suceder a cirurgia, podendo se desprender e se encaminhar para os pulmões, causando uma sensação de falta de ar e dor no peito (embolia pulmonar). Existe a possibilidade de necessitar de cuidados intensivos em UTI no pós-operatório, e algumas vezes a reoperação é necessária devido a sangramentos, hérnias, úlceras, abertura dos grampos cirúrgicos, fístulas, obstrução do intestino ou do estômago, infecções, abscessos. Pneumonias também podem ocorrer. Anormalidades na ferida operatória podem ocorrer em 2 a 10% dos casos, podendo ser tratadas facilmente sem dano permanente.

Seroma: líquido amarelado ou rosado, acumulado na gordura sob a pele, nem sempre significa infecção e ocorre em até 20% dos casos.


Cirurgia Bariátrica - Clique Para Ver Animação

 

 


Cirurgia Bariátrica Sem Anel - Clique Para Ver Animação

 

Dúvidas

Como posso tratar a obesidade?

O tratamento da obesidade consiste em uma associação de medidas que geram uma modificação permanente do estilo de vida do paciente, e dependendo do grau de obesidade vamos aplicando estratégias de tratamento mais avançadas sem excluir as etapas iniciais de DIETA e ATIVIDADE FÍSICA regulares. Isso não significa que para fazer uma cirurgia o paciente já tenha que ter tentado antes emagrecer com um balão intra-gástrico, por exemplo, mas que preencha os passos de tratamento adequado.

Como saber se sou obeso?

Existem várias maneiras de se diagnosticar a obesidade.

Podemos estabelecer basicamente dois tipos de diagnósticos: um quantitativo referente à massa de tecido adiposo (gordura), e um qualitativo, referente à distribuição desta gordura corporal (presença de adiposidade visceral/abdominal). Na prática, o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC) é ainda o método quantitativo utilizado como padrão de medida internacional, por ser simples e rápido, porém não difere massa gorda de magra, nem a gordura central da periférica. Em crianças, o IMC deve ser ajustado para a idade e altura, em tabelas especiais.

A medida da cintura é um método simples e prático de diagnosticar a obesidade central (andróide), que acarreta maior risco cardiovascular. Para homens a cintura deve ser menor do que 95 cm e para mulheres menor do que 80 cm. Outros métodos como a bioimpedância, tomografia computadorizada ou ressonância magnética abdominal também podem ser utilizados para diagnóstico da obesidade. Obeso mórbido é o indivíduo que tem IMC maior do que 35 quilos/m2 com co-morbidades (doenças associadas) ou maior do que 40 quilos/m2 . Também é obeso mórbido aquele indivíduo que apresenta mais do que 45 kg acima do peso ideal ou normal. Recentemente a doença vem sendo chamada de obesidade grau 3. O termo mórbido significa que causa doença, o que soa muito grave e é muito grave de fato.

Existe cura?

Não, obesidade é uma doença crônica incurável, existe apenas controle da doença. Como toda doença crônica, se o tratamento for interrompido, e o acompanhamento deixar de ser realizado, os sinais e sintomas vão voltar. No caso da obesidade, o peso vai aumentar.

A cirurgia como uma ferramenta no tratamento da obesidade.

Hoje a cirurgia constitui o único procedimento comprovadamente efetivo no tratamento da obesidade mórbida ou extrema com co-morbidades. Os pacientes obesos geralmente já tentaram inúmeros tratamentos para a sua doença e até já conseguiram emagrecer e atingir seu peso-saúde, porém acabam recuperando todo o peso emagrecido, chegando a patamares de peso ainda mais altos do que os anteriores. Todos os obesos compartilham o fracasso terapêutico e a frustração quanto aos diversos tipos de tratamento especialmente no que se refere à manutenção do peso perdido a longo prazo. Ainda em busca da solução mágica, acreditam que a cirurgia será a salvação de todos seus problemas e o cirurgião é visto como um deus. O paciente precisa se conscientizar que a cirurgia é, sem dúvida, o melhor instrumento para o tratamento da obesidade mórbida. O resultado, contudo, dependerá de como cada paciente operado utilizará esta ferramenta, este instrumento. O emagrecer saudável depende da adesão à dieta, do uso regular de vitaminas quando indicado, de um programa de atividade física continuada. A equipe orienta, mas que faz ou não é o paciente. OS RESULTADOS DEPENDEM DO COMPORTAMENTO DO PACIENTE NO PÓS-OPERATÓRIO. Nossa equipe está preparada para auxiliar sempre que houver necessidade, basta que haja interesse e procura do paciente.

Como as cirurgias funcionam?

Algumas restringem a entrada dos alimentos, outras impedem grande parte da absorção dos alimentos, outras são mistas e fazem os dois efeitos acima e todas resolvem ou controlam, na maioria das vezes, as doenças associadas. Elas também tem o efeito hormonal que modernamente é conhecida e que causa, na maioria dos pacientes, diminuição da fome e 90% de cura ou melhora do diabete II.

A obesidade é psicológica?

A obesidade não é uma doença de causa psicológica. Os problemas psicológicos estão presentes muitas vezes. Alguns já os tem e não dependem de oportunidade e algumas vezes ocorrem devido ao rótulo de guloso e preguiçoso que o obeso carrega. A obesidade, longe de ser uma fraqueza de caráter, é uma doença que afeta o homem nos seus aspectos físico, psíquico e social. Faz-se necessária, portanto uma intervenção médica e multidisciplinar no tratamento da obesidade. As doenças psiquiátricas são geralmente em média de duas a três vezes mais freqüentes nas pessoas com obesidade mórbida.

A cirurgia é dolorida?

A dor é uma sensação subjetiva (pessoal e individual) e depende das experiências prévias de dores de cada um. Alguns pacientes relatam que o procedimento foi muito dolorido e outros que não sentiram nada. Cada um tem um nível de percepção de dor e os analgésicos existem e são utilizados para que o paciente não sofra com o desconforto pós-operatório.

A cirurgia sempre resolve as doenças relacionadas à obesidade?

Não, nem sempre, mas em muitas vezes e quando não resolve atenua. As dores articulares geralmente se resolvem. No caso das dislipidemias, e principalmente do diabetes há uma melhora metabólica importante com a perda de peso e com as alterações hormonais que os desvios intestinais fazem, deixando o indivíduo na mesma categoria de risco genético da população da sua mesma faixa etária e racial, ou seja, ele terá hipertensão e dislipidemia se tiver predisposição familiar para isto e não mais por ser um obeso. Sem contar a redução na quantidade dos medicamentos necessários após a cirurgia e o fator econômico disto. A doença mais difícil de se obter resolução total e que acaba retornando é a hipertensão arterial.

A cirurgia de obesidade resolve o diabetes tipo 2?

Sim, dependendo do tipo de cirurgia resolve em 90% dos casos.

É importante uma avaliação pré-operatória completa e detalhada por uma equipe multidisciplinar de fato?

Além da seleção dos pacientes ser baseada em indicações e contra-indicações médicas, todos serão detalhadamente investigados por uma equipe multidisciplinar composta por endocrinologistas, nutricionistas, psiquiatras ou psicólogo, cirurgiões bariátricos, cardiologistas, gastroenterologista, enfermeira, fisioterapeuta, anestesistas e se necessário, ortopedista e pneumologista. O objetivo de cada profissional é detectar e tratar no pré-operatório problemas metabólicos, psicológicos, e detectar hábitos alimentares incorretos para prepará-lo para as modificacões exigidas em seu pós-operatório. Todos da equipe devem reforçar o fato de que o paciente participará ativamente no tratamento e que sua colaboração irá refletir no resultado final da perda e manutenção do peso. A equipe tem papel fundamental também, além de diminuir o risco cirúrgico e pós-operatório imediato, na seleção dos indivíduos, permitindo a realização do procedimento apenas nos pacientes já clínica e psicologicamente preparados. Alguns necessitam esperar um pouco para ficarem adequadamente preparados e com risco mais baixo. Após isto tendo respondido uma "sabatina" e fazer seu consentimento informado na presença de um familiar, estará pronto. Também existe um trabalho constante de reeducar o paciente quanto aos seus hábitos alimentares e o estilo de vida.

Como é a cirurgia de Fobi-Capella?

Esta é uma técnica mista, ou seja, restringe a ingesta e causa leve disabsorção alimentar, ou seja, um desvio intestinal menor e este desvio é responsável por alteração hormonais que diminuem a fome e cura ou melhora o diabete II, em média 90% dos casos. Ela é uma das cirurgias mais feitas no nosso Serviço, no Brasil e no mundo, principalmente nos EUA. A maior parte do estômago fica com a função de só produzir muco digestivo e não digere mais alimentos ao ser separada e suturada mecanicamente (grampeada). Esta técnica está entre as que proporcionam melhores resultados e consiste em uma gastroplastia vertical com anel, ou seja, construção de uma bolsa gástrica pequena de aproximadamente 30 a 50 ml para receber os alimentos, envolta por um anel flexível de silicone que funciona como um funil ou ampulheta limitando a velocidade de passagem do alimento. O novo estômago é ligado a uma porção mais abaixo do intestino delgado (derivação gastrintestinal), desviando o alimento do seu trânsito habitual e diminuindo a absorção de substâncias. Após um ano pode promover uma perda aproximada de 35-45% do peso inicial do tratamento (cerca de 70-80% do excesso de peso) com a adesão do paciente aos hábitos saudáveis. É a cirurgia de escolha atualmente para o tratamento da obesidade mórbida (padrão-ouro) e também é usada no diabete II e considerada uma cirurgia metabólica.

Como é a cirurgia de Mason?

É uma cirurgia restritiva, ou seja, o volume que o paciente ingere na refeição vai depender da consistência do alimento, quanto mais sólido, menor a quantidade. É realizado um grampeamento na entrada do estômago, com a formação de uma ante-câmara que limita a ingesta alimentar. A saída é reforçada por uma banda sintética, que dificulta a passagem de comida. Promove menor perda de peso que as outras técnicas, mas é um procedimento mais simples, cujos resultados dependem mais da colaboração e disciplina do paciente, devendo ser utilizada apenas em casos muito especiais e selecionados. Também é chamada de gastroplastia vertical com bandagem. Atualmente é bem menos usada e tende a ser substituída por uma outra com melhores resultados a Sleeve gastrectomia (gastrectomia em manga) o que nós usamos em casos especiais.

Como é a cirurgia de Scopinaro?

Nesta cirurgia a redução do estômago é menor, mas a parte reduzida é retirada do corpo do paciente. Nessa operação quase todo o intestino delgado (inicial, onde são absorvidos a maior parte dos nutrientes, vitaminas, ferro) é excluído da passagem alimentar, e a ligação com o estômago é mais próxima do intestino grosso. É uma técnica disabsortiva, ou seja, a comida passa do estômago praticamente direto para o intestino grosso reduzindo a absorção de nutrientes e provocando a perda de peso. Causa mais desnutrição e risco de fezes diarréicas e muito mal cheirosas. Nós usamos em casos especiais.

Como é a cirurgia de Switch Duodenal?

É muito parecida com a Scopinaro e também usamos em casos especiais.

Como é a dieta logo após a cirurgia?

Por quatro semanas após a cirurgia da obesidade o paciente não pode comer sólidos. Recebe orientações para seguir uma dieta líquida nos primeiros dias e após pastosa.

ALIMENTOS PROIBIDOS nesta fase: bebidas alcoólicas, bebidas gaseificadas (refrigerantes e água mineral com gás), leite condensado, doces, açúcar em grande concentração, sorvetes, alimentos pastosos, sólidos e fibrosos. O paciente deverá atingir um volume de líquidos de 1500ml/dia ou mais para garantir uma boa hidratação. Pode mascar chiclés diet e comer balas diet neste período. Após 30 dias de pós-operatório é que os alimentos sólidos são liberados pela nutrição, sempre com o cuidado de MASTIGAR BEM cada porção.

Como é escolhido o procedimento que será feito?

Geralmente o procedimento é escolhido considerando-se inúmeras variáveis, como IMC inicial, idade do paciente (expectativa de vida x % de perda excesso de peso necessária), co-morbidades associadas, risco cirúrgico, necessidade de reintervenção futura ou não, maior ou menor reversibilidade (todas são reversíveis).

A escolha se dá por um consenso da equipe com a aceitação ou não final do paciente após as devidas explicações sobre os procedimentos disponíveis que fazemos (autorizados pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina e reconhecidos mundialmente como bem testados e com resultados conhecidos). Cada técnica é adequada ao perfil e às expectativas do paciente. Quem gosta muito de doces ou é "beliscador" geralmente não se dá bem com a banda porque os alimentos pastosos deslizam sem dificuldade pelo anel e a pessoa engorda. Quem tem um comportamento compulsivo também não se adapta com a banda e tem dificuldades com a técnica de Capella, pois a restrição de volume lhe causa grande desconforto e vômitos freqüentes. Quem é comedor de carboidratos tem mais resultados com as cirurgias disabsortivas.

Estas cirurgias necessitam de transfusões de sangue?

Geralmente não, mas como em qualquer cirurgia existe uma chance de necessitar uma transfusão durante a evolução, se ocorrer um sangramento mais intenso.

Existe um limite de idade?

Não existe um consenso em relação a isto. Cada vez mais estão mais amplos os critérios de inclusão nas cirurgias bariátricas. Cada caso é avaliado em isolado como sendo único, e a idade não é mais um fator limitante para a cirurgia, em qualquer um dos extremos. O que vai determinar a indicação do tratamento é a qualidade de vida da pessoa no momento e os riscos e benefícios de submetê-la a um tratamento específico. Nos casos de cirurgia na adolescência se faz necessária a maturidade e compreensão das mudanças que vão ocorrer com o tratamento, o que nem sempre é possível nesta faixa etária, tornando o procedimento neste grupo mais controverso. Quanto aos pacientes mais idosos, o que mais importa é seu estado atual de saúde, condições de se submeter ao procedimento e vantagens da perda de peso a longo prazo, bem como a quantidade de peso que o indivíduo necessita perder, o que irá nos guiar na escolha do melhor tratamento. Somos extremamente criteriosos e evitamos ao máximo operar até mesmo adolescentes. O COM está apto a oferecer inúmeros tratamentos clínicos para a obesidade e reserva a cirurgia para casos realmente extremos e necessários.

Como funciona a Banda Gástrica?

A banda gástrica é uma prótese de silicone ajustável que tem um balão insuflável por dentro, semelhante a um manguito de verificar a pressão arterial. Quando colocada em volta do estômago, na parte superior, forma um anel (cinta) que o aperta e lhe dá o formato de uma ampulheta (novo estômago com menos capacidade), e à medida que este anel é insuflado ou desinsuflado, controla a velocidade da passagem do alimento da parte superior para a inferior do estômago.

A cirurgia é feita por videolaparoscopia. Não há cortes no estômago. O grau de dificuldade da passagem do alimento pode ser regulado à nível ambulatorial, por um dispositivo que fica sob a pele do abdômen. É uma técnica restritiva e pode levar a uma perda de peso de até 20 a 30% do peso inicial e depende muito da cooperação do paciente.

Algumas complicações da cirurgia da banda são: lesão do baço, lesão do esôfago, refluxo gastresofágico, vômitos persistentes, deslocamento ou erosão da banda, falha no sistema de ajuste da banda e falha na perda de peso. Tem pouco efeito hormonal e nós usamos em casos especiais.

Como funciona o Balão Intragástrico?

O balão é uma prótese de silicone preenchida com líquido, de aproximadamente 500 ml, introduzida dentro do estômago através de endoscopia digestiva alta, sob sedação ou anestesia geral superficial. O balão condiciona o paciente à redução da ingestão alimentar. Sua função é ocupar espaço, diminuir o apetite e produzir sensação de saciedade precoce. Pode ficar por até seis meses no estômago, quando é retirado também por endoscopia. Neste período o paciente deve fazer dieta e acompanhamento psicológico visando uma reeducação alimentar e comportamental, para que não reengorde após a retirada do balão. A perspectiva de perda de peso é bem menor do que com a cirurgia, por isso tem sua indicação apenas em determinados casos, como no preparo pré-operatório de obesos muito severos, ajudando o paciente a emagrecer antes da cirurgia, diminuindo assim o risco cirúrgico. O Balão intragástrico ( Bioenterics Intragastric Balloon - BIB®) por ocupar espaço dá ao paciente a sensação de estar "cheio". O paciente tem a sensação de que está satisfeito e sem fome. Somando o volume final de alimentos ingeridos durante o dia pode-se dizer que corresponderá a um pequeno percentual do seu habitual e assim perderá peso. Tem o inconveniente de que se o paciente usar líquidos em vez de alimentos sólidos, poderá tomá-los em grande quantidade e ser forem hipercalóricos, a perda de peso não será a esperada.

É uma técnica que deve ser usada em pacientes especiais, escolhidos com critério, disciplinados e cooperativos. É usado em casos selecionados, principalmente em IMC mais baixos e em muito altos com grande risco cirúrgico. Não tem efeito hormonal e nenhum convênio ou SUS, até o momento, cobre, somente particular.

A banda que sofreu erosão pode ser substituída após a remoção?

Sim, entretanto a chance da banda romper novamente é alta conforme observado em reintervenções cirúrgicas.

A importância do seguimento pós-operatório no sucesso terapêutico.

Após a cirurgia, tendo alta hospitalar, o paciente devera obedecer rigorosamente às instruções médicas e nutricionais quanto a sua alimentação e manter um acompanhamento a longo prazo. Devido a grande importância da manutenção do tratamento, já que a obesidade é uma doença crônica, foi desenvolvido pelo C.O.M. um programa de Workshop nutricional com o objetivo de controlar as necessidades nutricionais pós-operatórias e com a finalidade de reeducar o paciente definitivamente quanto à sua alimentação. O acompanhamento nutricional, clínico, psicológico e cirúrgico é que vai garantir os melhores resultados finais, principalmente quando assumido pelo próprio paciente, que deve conhecer muito bem o seu processo nutricional para fazer as escolhas dos nutrientes com qualidade e quantidade adequadas diariamente. É importante lembrar que este acompanhamento e tratamento de alterações nutricionais e clínicas que podem surgir evita que o paciente fique doente e até tenha risco no pós-operatório.

Com que freqüência os pacientes devem se alimentar no pós-operatório?

É recomendado que o paciente coma pequenas quantidades de alimento pelo menos quatro a cinco vezes por dia (de 2/2 hs ou até 3/3 hs) durante os primeiros seis meses. Após seis meses, três a quatro refeições por dia (3/3 a 4/4 hs) em intervalos regulares são necessárias para evitar episódios de hipoglicemia. A ingesta de líquidos deve ser realizada em intervalos freqüentes entre as refeições.

Com que freqüência se tem problemas com anel?

Erosão de anel tem sido documentada em menos de 2% dos pacientes. Este é um problema tratável. Raramente é necessária uma intervenção cirúrgica para a remoção de um anel que rompeu. Algumas vezes ela pode ficar "apertada" demais, e necessitar de dilatação ou até remoção. Outras vezes ela "alarga" ou abrindo, sendo necessário reinstalar. Importante lembrar que os pacientes que conseguem numa boa reeducação alimentar nem necessitam mais do anel.

Como diferenciar uma hipoglicemia de uma síndrome de dumping?

O dumping ocorre geralmente após ou durante a alimentação, enquanto a hipoglicemia usualmente ocorre entre as refeições ou devido à omissão de uma das refeições.

Existem casos de pacientes que não perderam peso após cirurgia da obesidade?

Existem casos de pacientes que não perdem peso suficiente para atingir o IMC normal e casos de pacientes que perdem peso com a cirurgia e depois recuperam muitos dos quilos emagrecidos. A cirurgia em si não é uma garantia de perda de peso e sim as condutas do paciente no pós-operatório associadas à ferramenta cirúrgica.

Existem pacientes insatisfeitos com a cirurgia da obesidade?

Sim, mas são poucos. Acreditamos que são aqueles em que a cirurgia não foi bem indicada, ou seja, não houve uma avaliação pré-operatória completa do indivíduo, sendo que o mesmo não estava preparado para o procedimento realizado, ou os que sofreram e/ou, infelizmente, sofrem as complicações previsíveis e pertinentes ao procedimento cirúrgico.

Há cirurgias sem anel?

Sim, dependendo do perfil do paciente e do que ocorre no transoperatório.

Mesmo com outros problemas de saúde como diabete, pressão alta, eu posso fazer a cirurgia?

Com uma avaliação clínica e cardiológica pré-operatória completa as co-morbidades tratadas e bem compensadas não contra-indicam a cirurgia e sim fazem parte, junto com o IMC, das indicações cirúrgicas.

Não é perigoso perder peso tão rapidamente?

Geralmente não. Durante a fase de perda de peso os pacientes devem realizar exames de sangue periodicamente para monitorar seu estado nutricional e sua bioquímica. Nesta fase geralmente se suplementa vitaminas aos operados e se necessário também proteínas além da dieta.

O estômago pode esticar/alargar?

Sim, mas não significativamente, exceto se o paciente abusar constantemente na dieta ou vomitar muito frequentemente.

Existem cuidados especias se eu engravidar após a cirurgia?

É recomendado além do pré-natal com o gineco-obstetra, o acompanhamento com a sua equipe médica, para melhor reposição das vitaminas. Quanto à amamentação ela é também é totalmente possível e inalterada pela cirurgia bariátrica.

O centro oferece outros serviços de cirurgia geral?

Sim. Nós fizemos certas cirurgias gerais além de cirurgia da obesidade. Cirurgias de tireóide, biópsias, correções de hérnias, cirurgias de estômago e esôfago, vesícula, apêndice, para citar algumas.

Como saber se sou candidato ao Balão Intragástrico?

Geralmente os pacientes que colocam o balão são os que possuem IMC menor que 30 ou 35 com ou sem co-morbidades associadas que não obtiveram sucesso no tratamento clínico, ou que apresentam contra-indicações clínicas para a cirurgia ou que não aceitam a cirurgia como tratamento da obesidade mórbida. Preparo e seleção de pacientes com IMC maior que 50 (superobesidade) para cirurgia que tenha restrição gástrica tem sido uma das maiores indicações do balão (BIB teste). A maior indicação atual do uso do balão é a perda de peso em pacientes obesos severos no pré-operatório para redução do risco anestésico para a realização de outras cirurgias, como por exemplo, ortopédicas, cirurgias cardiovasculares, hérnias e cirurgias bariátricas principalmente.

Como vou saber se o anel rompeu?

Alguns pacientes nem irão notar a abertura ou rompimento do anel. Outros têm um período de vômitos e emagrecimento seguido de mais facilidade para ingerir maiores quantidades de alimento com ganho de peso. A melhor forma de diagnosticar a ruptura do anel é com endoscopia digestiva alta.

É comum a queda de cabelo?

Sim. O cabelo é um produto da síntese protéica. Sempre que você perde peso de forma rápida pode apresentar queda de cabelo. Interessantemente, alguns pacientes não apresentam queda de cabelo. Este é um problema temporário, geralmente mais intenso durante o terceiro até o décimo primeiro mês após a cirurgia, ou seja, o período da perda de peso rápida. Então isto volta ao normal e os fios que caíram voltam a crescer.

Existe algo que eu possa fazer para prevenir a flacidez da pele após a perda de peso?

Exercícios podem ajudar, mas se a quantidade de peso perdida for muito grande, maior será seu excesso de pele e, portanto sua flacidez.

Existe algum alimento que não pode ser ingerido após a cirurgia da obesidade?

Na realidade não. Os pacientes têm algumas intolerâncias alimentares que variam muito de indivíduo para indivíduo. Se tentar algo que não cai bem, deve deixar de ingerir e tentar novamente alguns meses após. Vegetais, frutas e carnes não trituradas devem ser evitadas nas primeiras seis semanas, pois as suturas ainda estão em processo de cicatrização.

Existe alguma coisa que eu possa fazer para prevenir ou minimizar a queda de cabelo?

Tente aumentar a ingesta de proteínas e suplementação de zinco e uso regular do complexo vitamínico.

Existe alguma coisa que posso fazer para melhorar a aparência da cicatriz?

Deixe o micropore sobre sua incisão durante o maior tempo possível. Importante salientar que os fenômenos que envolvem a formação da cicatriz são biológicos e individuais. Quem tem propensão à cicatriz hipertrófica ou quelóide, dificilmente poderá ser evitado. O obeso de forma geral tem propensão maior à cicatriz hipertrófica e na maioria das vezes a pesar de ficarem longas elas adquirem a cor da pele com tempo e aparecem menor. Importante salientar também que a cicatriz deve ser protegida do sol nos primeiro 6 meses.

O fisioterapeuta ajuda a sair da cama?

Sim. É muito importante os familiares e o paciente também

O que acontece com o estômago que é isolado?

Ele não recebe mais alimentos, mas fica conectado ao intestino e continua a produzir muco digestivo para a digestão dos alimentos que entram na outra parte pequena.

O que acontece se eu não tomar as vitaminas?

Você pode desenvolver deficiência de vitaminas e minerais múltiplas com suas múltiplas complicações. Estas incluem alterações neurológicas, e anormalidades na pele, muitas vezes de difícil diagnóstico e necessitam de tempo para correção. Suplementos de vitaminas, cálcio e ferro devem ser tomados por um longo período pós-operatório e em alguns casos até por toda a vida.

O que devo comer após a cirurgia?

A maioria dos pacientes pode comer qualquer coisa, apenas lembrando que deve mastigar mastigar, mastigar. Alguns pacientes não podem tolerar certos alimentos que ingeriam antes da cirurgia. Cada indivíduo é diferente único. É recomendado que pacientes fiquem em dieta branda nas primeiras seis semanas.

LEMBRE: MASTIGAR, MASTIGAR, MASTIGAR.

O que é hipoglicemia? Quais são os sinais e sintomas de hipoglicemia?

É quando a taxa de glicose (açúcar) no sangue está baixa, causando sinais e sintomas que aliviam com a alimentação.

Aceleração dos batimentos do coração, escurecimento da visão suador, mãos úmidas e pegajosas e uma sensação de enjôo. Os sintomas podem vir isolados ou associados.

O que é o ataque hipoglicêmico que alguns pacientes reclamam após a cirurgia bariátrica?

É muito semelhante ao dumping. A pessoa experimenta a sensação de fraqueza, náuseas, tremores, sudorese e mãos pegajosas e úmidas. O paciente pode experimentar um batimento cardíaco rápido e forte. Entretanto, as cólicas e a urgência de ter um movimento intestinal não são partes da reação. O ataque geralmente ocorre entre as refeições e é devido à ingesta inadequada de alimentos ou a um longo intervalo entre as refeições. O melhor tratamento é a prevenção pela ingesta de uma dieta balanceada em intervalos regulares.

O que é o Dumping?

O dumping é uma complicação freqüente do bypass gástrico, mas na realidade é um efeito colateral do procedimento. As nutricionistas torcem para que os pacientes tenham o dumping!!!

O dumping ocorre em alguns pacientes quando ingerem muito açúcar refinado ou alimentos muito gordurosos. Os sintomas de aceleração dos batimentos cardíacos, náuseas, tremores e sensação de fraqueza ou desmaio, algumas vezes seguida de diarréia. Alguns pacientes relatam uma sensação de morte eminente!

É claro que ninguém gosta de sentir estes sintomas! Mesmo os que amam os doces! Isto faz com que os pacientes comedores de doces se mantenham afastados dos mesmos, o que lhes auxilia nos seus esforços pós-operatórios para perda de peso.

O que é obesidade e obesidade mórbida?

Obesidade é uma DOENÇA metabólica crônica incurável, mas com controle, de origem genética e desencadeada por múltiplos fatores. Provavelmente a exposição dos indivíduos com uma genética favorável a um consumo de calorias excessivo e ao sedentarismo (ambiente também favorável) seja o principal fator desencadeante. É uma doença mundial de prevalência crescente e que adquiriu proporções epidêmicas, sendo atualmente um problema de saúde pública. Os pacientes obesos e com obesidade grave têm um risco aumentado em 50 a 100% de inúmeras doenças crônicas e um aumento expressivo da mortalidade (2,5 vezes em relação a pacientes não obesos e 4,5% anuais nos diabéticos II), além de uma pior qualidade de vida. A obesidade mórbida é uma denominação usada para alertar as pessoas para um problema sério e para único tratamento que oferece, atualmente, controle e peso baixo a longo prazo para mais de 80% dos pacientes.

O que é uma técnica disabsortiva?

É uma técnica que permite o paciente comer, mas diminui a absorção dos nutrientes, permitindo que emagreça. Também são em geral bem sucedidas, permitindo um emagrecimento médio de até 35 - 40% do peso inicial (75 - 85% de excesso de peso) e depende dos hábitos e individualidades de cada um. Ela necessita um controle mais rígido quanto a déficit de vitaminas e minerais e distúrbios metabólicos e comum, geralmente, fezes moles e muito mal cheirosas. Não são as cirurgias de primeira escolha, porém quando indicadas e com um bom acompanhamento pós-operatório o paciente geralmente evolui bem. São conhecidas pelo desvio de vários metros de intestino delgado, que são deixados de lado. Scopinaro é um exemplo de cirurgia disabsortiva.

O que fazer em caso de hipoglicemia?

Encontrar um local para sentar ou deitar. Comer uma refeição normal assim que possível após o ataque hipoglicêmico, evitando grandes quantidades de açúcar refinado, pois podem aumentar ainda mais rápido a secreção da insulina. Preferir sucos, leite, carboidratos complexos.

O que me impediria de fazer a cirurgia?

A falta de apoio familiar e a falta de entendimento e de preparo pessoal para se adaptar ao novo modo de se alimentar e de viver com procedimento. A falta do entendimento das conseqüências benéficas, de como obtê-las e mantê-las e dos para efeitos é muito importante. Geralmente a cirurgia só é vetada se os riscos do procedimento superam os benefícios do tratamento. Psicose, comportamento suicida, bulimia, dependência de drogas, doença clínica associada severa que aumente o rico do procedimento cirúrgico também podem excluir o paciente do programa de cirurgia bariátrica. Mas cada caso é avaliado e discutido em equipe como único e individual na sua indicação ou exclusão cirúrgica, visando sempre o benefício do paciente e minimizar os riscos do mesmo. É importante salientar que a presença de um quadro psiquiátrico antes da cirurgia não deve ser encarado como uma contra-indicação absoluta, já que o procedimento pode ser a diferença entre oferecer uma melhor qualidade de vida ou esperar o surgimento de uma complicação potencialmente letal. A própria obesidade já é potencialmente letal pelas patologias frequentemente a ela associadas. Se contra-indica a cirurgia quando o transtorno psiquiátrico interfere na compreensão do tratamento.

O que tenho que fazer quando tiver dumping?

Sentar ou deitar. A sensação de aceleração dos batimentos cardíacos, mãos úmidas, pegajosas, suador, tremores, ou urgência em usar o banheiro podem ocorrer de maneira isolada ou em combinação, podendo ser leves ou mais intensos, dependendo do que foi ingerido. Isto geralmente passa em menos de trinta minutos.

Anote o que você acabou de beber ou comer. Após alguns episódios de dumping o paciente se torna capaz de reconhecer que alimentos e bebidas deve evitar. Não ínsita nesses alimentos!!!

O que vai acontecer se eu comer muito?

Vai ocorrer regurgitação, refluxo do alimento do estômago de volta para a boca. Isto pode ser previsto pelo paciente quando ele começa a sentir-se cheio. É neste momento, quando começa a se sentir cheio, que ele deve parar de comer.

Podem ser feitos outros procedimentos cirúrgicos ao mesmo tempo da cirurgia bariátrica?

Sim. Uma colecistectomia (retirada da vesícula), histerectomia (retirada do útero), ligadura tubária, remoção de ovários, reparo de hérnia hiatal, ventral and umbilical são alguns dos procedimentos que podem ser realizados simultaneamente. Cirurgias adicionais aumentam o tempo cirúrgico e o risco da operação.

Por que alguns pacientes apresentam um grande avental de pele e outros não?

Isto depende de quanto peso o indivíduo perdeu, o quão elástica é sua pele, qual sua idade, e há quanto tempo esteve com excesso de peso.

Por que alguns pacientes não conseguem comer e beber ao mesmo tempo?

A prática torna TUDO isto possível, mas não é recomendado, pois aumenta as chances de refluxo, vômitos e mal-estar.

Por que é usado o anel?

O anel controla o esvaziamento da bolsa gástrica e auxilia a manter a perda de peso, garantindo geralmente com isso uma maior perda de peso no total. Nós, geralmente, usamos o anel, porém há muitas pessoas que após uma boa reeducação alimentar não necessitam dele. Nós, em alguns casos, não usamos o anel e os resultados também são bons.

Por que tenho que participar obrigatoriamente de uma reunião dos pacientes do C.O.M. antes de realizar a cirurgia?

Para aprender mais sobre o procedimento cirúrgico e para conversar com pessoas que já realizaram a operação sobre as suas experiências em cada etapa do processo, como foi à recuperação, como fica a fome e a compulsão alimentar, como é a dor... As descrições com os sentimentos e as imagens funcionam melhor do que ler milhões de palavras. Isto faz de você um paciente mais informado e facilita o seu cuidado. É aconselhável que você traga com você seus amigos e familiares também a estas reuniões para que conheçam melhor seu tratamento, entendam e possam colaborar com o sucesso do mesmo.

Posso beber bebidas alcoólicas ou fumar após a cirurgia?

Não recomendamos que você faça isto. Entretanto, se sabe que um cálice de vinho ao dia pode não ser tão prejudicial. Não existem trabalhos relacionando tabagismo com cirurgia da obesidade. Sabe-se que o tabagismo diminui a absorção de inúmeros nutrientes também, sem contar com os demais malefícios do tabaco.

Posso engordar mesmo após realizar a cirurgia bariátrica?

Sim. A cirurgia não garante ao paciente a perda permanente do peso se um programa alimentar saudável, regular e adequado e modificações do estilo de vida não forem realizadas. Não é garantida a manutenção da perda de peso por toda a vida caso não haja uma adesão do paciente ao tratamento proposto. Os casos raros em que a cirurgia não funciona acontecem com as pessoas que tentam?enganar? a operação comendo o máximo que agüentam e encontrando motivos para não fazer atividade física.

Posso engravidar após a cirurgia? Em quanto tempo?

O ideal é que a paciente esteja com o peso estável e perfeitamente nutrido por pelo menos seis meses para que ocorra uma gestação e isto geralmente ocorre no segundo ano pós-operatório. Engravidar na fase rápida de decréscimo de peso é muito perigoso e aumenta os riscos de aborto e complicações, pois a desnutrição é intensa. Por isso recomenda-se que a paciente espere um ano após a cirurgia para engravidar, pelo menos.

Posso mandar manipular meus medicamentos e vitaminas ou devo comprá-las conforme orientado pela equipe?

Você pode comprá-los em qualquer drogaria ou farmácia, mas tenha certeza de que se a equipe prescreve um medicamento é com embasamento de que é o melhor para o seu caso e trocar por outro manipulado não é garantido que o conteúdo seja o mesmo e, portanto o efeito desejado não seja obtido, prejudicando a sua saúde.

Posso realizar minha cirurgia por vídeo?

Todas as técnicas podem ser realizadas por vídeo nas mãos de um cirurgião treinado, porém, em alguns pacientes a cirurgia videolaparoscópica pode ser contra-indicada ou aumentar os riscos.

Posso recuperar o peso que vou perder com a cirurgia?

A cirurgia é uma ferramenta utilizada para controle do seu peso. Se não utilizá-la corretamente, irá recuperar alguns quilos. A equipe lhe ensinará a melhor maneira de usufruir da sua ferramenta.

Posso tomar oito copos de líquidos por dia como é recomendado para as outras pessoas?

Não recomendamos que seja ingerido um número fixo de copos de líquidos por dia e sim a quantidade necessária para matar a sede. Se for necessário beber oito copos ou mais, podem ser ingeridos, mas um pouco de cada vez. Recomendamos beber entre as refeições as quantidades necessárias para matar a sede. Não é aconselhável comer e beber ao mesmo tempo. A maioria dos pacientes aprende a carregar consigo uma garrafinha de água e bebericar entre as refeições.

Preciso sair da cama e caminhar logo após a cirurgia?

É obrigatório a pesar de alguma dor, pois evita muitas complicações sérias do pós-operatório e apressa a recuperação e volta ao normal.

Quais as complicações mais freqüentes do Balão intra-gástrico?Meu organismo pode absorver ou desmanchar o balão?

Desmanchar sim. Absorver não. Como o balão tem um líquido chamado azul de metileno no seu interior, caso ele se rompa, a urina ficará escura, denotando o ocorrido. Outras possíveis complicações são sensação de peso no estômago, sintomas de refluxo gastresofágico (azia com regurgitação alimentar) com esofagite, eructações fétidas, meteorismo, náuseas persistentes, vômitos, úlcera péptica, desinsulfação espontânea, migração com oclusão intestinal pós-desinsulflação, perfuração gástrica, colonização do balão por fungos, bulimia com distúrbios hidroeletrolíticos.

Quais as complicações mais freqüentes no pré, no trans e no pós-operatório imediato?

No período pré-operatório as complicações mais freqüentes são crises de ansiedade, flutuações do humor ou alergia aos medicamentos pré-anestésicos. No procedimento anestésico é possível que não se consiga entubar o paciente (para ventilar durante a cirurgia) ou que na entubação haja entrada de líquido do estômago para os pulmões, causando uma pneumonia de aspiração grave. Durante a cirurgia podem ocorrer sangramentos, lesões a diversos órgãos ou estruturas, hipotensão, hipertensão, arritmias cardíacas, parada cardíaca, morte. No pós-operatório imediato a dor abdominal é a queixa mais freqüente, e por ser a dor uma sensação muito individual, apresenta graus variados de intensidade e formas de evolução, geralmente sendo mais intensa nas primeiras 48 horas após a cirurgia. Náuseas, vômitos, dores nas costas, tonturas, retenção urinária, fezes líquidas também podem ocorrer. O grampeamento do estômago e das costuras intestinais podem se abrir e resultar em infecções ou vazamentos, sendo necessária uma reintervenção de urgência. Coágulos nas pernas ou na pelve podem suceder a cirurgia, podendo se desprender e se encaminhar para os pulmões, causando uma sensação de falta de ar e dor no peito (embolia pulmonar). Existe a possibilidade de necessitar de cuidados intensivos em UTI no pós-operatório, e algumas vezes a reoperação é necessária devido a sangramentos, hérnias, úlceras, abertura dos grampos cirúrgicos, fístulas, obstrução do intestino ou do estômago, infecções, abscessos. Pneumonias também podem ocorrer.

Anormalidades na ferida operatória podem ocorrer em 2 a 10% dos casos, podendo ser tratadas facilmente sem dano permanente.

Seroma: líquido amarelado ou rosado, acumulado na gordura sob a pele, nem sempre significa infecção e ocorre em até 20% dos casos.

Quais as complicações mais freqüentes no pós-operatório tardio?

Algumas vezes os pacientes vomitam bastante após a cirurgia da obesidade, geralmente por erro na velocidade de ingestão e FALTA DE MASTIGAÇÃO adequada, que pode ser resolvido com reeducação do modo de se alimentar e da quantidade a ser ingerida em um período de tempo. As carências nutricionais são muito freqüentes em pacientes sem acompanhamento especializado, sem reposição de suplementos adequados. Vitaminas lipossolúveis (vitamina A, D, e E ), cálcio, ferro, vitamina B12 e ácido fólico podem tornar-se insuficientes, levando à defici6encias, osteoporose e anemia. A deficiência de nutrientes pode ser tanto corrigida como prevenida. No nosso caso optamos pela PREVENÇÃO. A depressão pode ocorrer, mas geralmente sua incidência é menor do que na população em geral, desmistificando a idéia de que os operados ficam mais deprimidos após a cirurgia da obesidade. Outra complicação freqüente é o desenvolvimento de cálculos biliares (colelitíase) após o emagrecimento. Queda de cabelo, estenose na saída gástrica, erosão da banda, fistula gastro-gástrica, obstrução intestinal, hérnias abdominais, anorexia com excessiva perda de peso, perda de peso inadequada. Ocasionalmente ocorrem problemas com alguns tipos de alimentos, com intolerância, resultando em dumping, diarréia e ataques hipoglicêmicos. Refrigerante contém gás, causando estufamento e mal-estar.

Quais os riscos de morrer devido cirurgia da obesidade?

Os riscos são os mesmos de qualquer cirurgia de grande porte em um paciente difícil. Uma cirurgia cardíaca, por exemplo, com circulação extra corpórea tem uma mortalidade por volta de 2%. No Brasil, e no mundo todo, aproximadamente um paciente em cem morre devido à cirurgia da obesidade. Na equipe do COM, a taxa de mortalidade é 1 paciente em mais de 300 operados (0,33%) nos primeiros 30 dias após a cirurgia. Quanto maior o peso do paciente maior o risco de complicações anestésicas e pós-operatórias. Toda a cirurgia tem riscos e os riscos dependem do tipo de paciente a ser operado, da quantidade e qualidade do preparo pré-operatório (diagnóstico e a correção das co-morbidades clínicas antes da cirurgia, como diabetes, hipertensão), da competência técnica da equipe anestésica, cirúrgica e clínica envolvida no procedimento e também da sorte que nos acompanha. Existem inúmeros fatores que podem, eventualmente, comprometer o resultado apesar de tudo ter sido bem feito, tanto pela parte da equipe quanto pelo paciente (exercícios respiratórios, deambular precocemente, adesão familiar). Pacientes com obesidade mórbida que não realizam a cirurgia por insegurança ou razões pessoais, financeiras, tiveram uma mortalidade de 4,5% a 5% ao ano. A mortalidade anual de quem se submete à cirurgia bariátrica é muito menor do que este número. A decisão de fazer ou não a cirurgia da obesidade sempre deve levar em conta se o risco de permanecer obeso é maior ou menor que o risco do procedimento cirúrgico.

Quais os riscos desta doença?

A obesidade acarreta um risco aumentado de inúmeras doenças crônicas como diabetes tipo 2 (glicose/açúcar/insulina aumentados), dislipidemia (colesterol total, LDL e triglicerídeos aumentados com redução do HDL, colesterol que é protetor), doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (derrame/isquemia), morte súbita, arritmias cardíacas, infarto agudo do miocárdio (IAM) precoce, insuficiência cardíaca. Também está associada a alterações da coagulação do sangue, doenças articulares degenerativas (artropatias), ácido úrico aumentado com ou sem crises de gota ou cálculos nos rins, neoplasias (cânceres) dependentes de estrogênio em mulheres e de próstata e intestino nos homens, litíase (cálculo) biliar e câncer de vesícula biliar, e esteatose (gordura) no fígado com ou sem cirrose hepática. Prejuízos na função pulmonar, restrição dos volumes dos pulmões, síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), que por sua vez aumenta muito o risco de doença cardiovascular e de morte prematura. Infertilidade, varizes de membros inferiores e distúrbios psicossociais também estão associados com a obesidade. Em um estudo realizado em obesos entre 25 e 34 anos, o risco de morte é até 12 vezes maior se comparado a uma pessoa de peso normal.

Quais os tipos de procedimentos?

Existem disponíveis no Brasil os procedimentos que não modificam o corpo como o balão intragástrico e os que modificam o corpo, como a banda gástrica e as cirurgias gástricas, que se dividem em restritivas, disabsortivas e mistas. As técnicas tem por objetivo restringir a capacidade do estômago de receber o alimento, diminuir a absorção dos mesmos ou as duas situações em conjunto. Ingerindo menos calorias do que a necessidade diária o metabolismo do obeso tem como conseqüência a queima do tecido adiposo acumulado e emagrecimento. A perda de peso vai depender da técnica utilizada e da participação do paciente na mudança de estilo de vida e pode variar de 40 a 80% do excesso de peso em 18 meses. Dependendo da técnica utilizada, do metabolismo e do COMPORTAMENTO de cada um, pode haver uma redução de até 20% do peso inicial já nos três primeiros meses.

Quais são as causas de hipoglicemia?

Usualmente a hipoglicemia ocorre por não estar ingerindo a quantidade suficiente de calorias ou fazendo grandes intervalos entre as refeições, ficando sem comer por longos períodos. Algumas vezes é causada por uma reação por ter ingerido doces (hiperinsulinemia reativa).

Quais são os cirurgiões?

Você pode escolher o Dr. Mottin ou o Dr. Alexandre Padoin que realizam os mesmos procedimentos e ambos também operam juntos. Existe uma equipe de médicos que acompanharão os pacientes sob a supervisão e cuidados do Dr. Mottin e do Dr. Padoin durante a internação hospitalar e eventualmente a nível ambulatorial.

Qual a extensão da cicatriz?

A cicatriz da cirurgia convencional é vertical. Usualmente de logo abaixo da linha das mamas até logo acima do umbigo. Se a cirurgia for videolaparoscópica as incisões são menores, com aproximadamente 2 cm, vertical e horizontal.

Qual a idade do paciente mais jovem e do mais idoso que a equipe já operou?

A idade máxima do paciente já operado pelo COM é de 67 anos e a mínima foi de 18 anos, sendo que pacientes com menor idade já estão em avaliação e preparo pré-operatório.

Qual a perda de peso com o balão intra-gástrico?

De 15 a 20 quilos. O resultado da perda de peso pela técnica do balão é exclusivamente dependente do empenho do paciente. Após a retirada do balão a capacidade volumétrica do estômago volta ao normal, devendo o paciente ser acompanhado pela equipe multidisciplinar mesmo após a retirada do balão, caso o contrário, irá recuperar facilmente o peso perdido.

Qual a porcentagem de pacientes de outros estados?

Isto varia de mês a mês. Também temos pacientes de outros países. O importante é a manutenção de um contato, e a equipe se disponibiliza totalmente para isto.

Qual a rotina de seguimento pós-operatório?

Usualmente os pacientes são agendados para uma consulta médica entre o sétimo e o décimo dia após a alta hospitalar com o cirurgião. No décimo quinto dia após a alta, com a nutricionista da equipe. No final do primeiro mês são agendadas consultas com a nutrição, cirurgia e endocrinologia, assim sendo nos três primeiros meses. Após, o paciente faz revisão no 6º, 9º, 12º e a cada três meses durante os cinco primeiros anos de pós-operatório. Se necessário o paciente pode agendar consultas extras ou ser visto em intervalos mais freqüentes. Também pode comparecer na emergência sempre que necessário. A NOSSA equipe sempre estará disponível.

Qual a taxa de sucesso da cirurgia?

A cirurgia é em 95% dos casos capaz de levar a uma perda maior do que 40% do excesso de peso, e o que é mais importante e que a diferencia dos demais tratamentos da obesidade, a perda de peso é mantida por mais de cinco anos de seguimento. MAS ISSO SÓ DEPENDE DA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO DO PACIENTE, pois a cirurgia é apenas uma ferramenta e o paciente é quem vai utilizá-la.

Qual a velocidade da perda de peso?

A maior perda de peso ocorre nos seis primeiros meses, mas se sabe que progride durante os dois primeiros anos. Exercícios freqüentes e o aumento das atividades físicas diárias aumentam a velocidade da perda de peso e a perda de peso total.

Qual é o melhor tratamento?

Na obesidade mórbida as pessoas até conseguem emagrecer dezenas de quilos com o tratamento clínico, mas o peso perdido é recuperado em 95% dos casos, pois dificilmente os pacientes mantém o tratamento como deveriam. Por isso a cirurgia de redução do estômago é considerada a forma mais eficaz de perda e manutenção da perda de peso. Mesmo assim, tem sua indicação para casos de IMC maior do que 35 e associados a doenças sérias como diabetes de difícil controle, dislipidemia, HAS. Além disso, o paciente já deve ter passado por várias tentativas de emagrecimento sem sucesso anteriormente. A obesidade não tem a ver com padrões estéticos e a cirurgia bariátrica também não é um procedimento estético. Os resultados da cirurgia dependem TOTALMENTE da aderência do paciente ao programa proposto pela equipe e do seguimento das orientações à longo prazo, pois a cirurgia é apenas uma ferramenta e não garante um emagrecimento sem um tratamento dietético, psicológico e a prática de atividade física regulares.

Qual o tamanho do novo estômago?

Usualmente o novo estômago possui de 20 a 50 ml, cerca de 1 a 3 colheres de sopa cheias.

Quando eu ficar enjoado, vou vomitar ácido e/ou bile como as outras pessoas?

Não. Nos pacientes que realizam a cirurgia de redução do estômago, este e a área onde a bile é esvaziada no intestino são desviadas. Provavelmente os vômitos serão sem líquidos ácidos ou biliares e caso eles apareçam, a equipe cirúrgica ou clínica deve ser contatada imediatamente.

Quando posso voltar ao meu trabalho?

Se você tem um trabalho que não exige esforço físico, pode reassumi-lo em 2 a 3 semanas com a autorização do cirurgião. Se não, necessita permanecer afastado por pelo menos seis semanas, sem atividade ou esforço intenso.

Quando vou poder retornar às minhas atividades diárias?

Tudo vai depender do tipo de atividade que o paciente exerce. Se envolver esforço físico intenso deverá ser evitado por pelo menos 90 dias (tempo para uma cicatrização completa da ferida operatória). Se a atividade for leve, como trabalho em escritório, por exemplo, pode ser reiniciado imediatamente após a alta hospitalar ou conforme a disposição do paciente. Recomenda-se evitar exercícios abdominais por 2 a 3 meses, sendo que os exercícios que envolvam os membros e as caminhadas já podem ser iniciadas no primeiro mês pós-operatório.

Quanto peso pode se esperar perder com a cirurgia?

A perda de peso depende muito do peso pré-operatório e da escolha alimentar pós-operatória. Além disso, o nível de atividade física conta muito na perda e manutenção do peso perdido após o procedimento cirúrgico. A maioria dos pacientes perde 1/3 do seu peso inicial dentro de dois anos. No nosso grupo a maioria dos pacientes perde até o sexto mês xx% do excesso de peso, e no fim do primeiro ano já perdeu xx% do excesso de peso.

Quanto tempo em media levarei do momento em que eu fizer a primeira consulta até agendar a data da cirurgia?

Uma vez que você faça uma entrevista inicial com o cirurgião ou endocrinologista, você será então encaminhado para uma das modalidades de tratamento da nossa equipe conforme o seu perfil e seu peso. Será então marcada uma consulta com o endocrinologista para dar continuidade ao protocolo de consulta clínica completa e solicitação de todos os exames. Após essa consulta inicial o paciente irá realizar os exames e retornará com os demais membros da equipe. Quando todos tiverem atendido o paciente, o caso é discutido em reunião clínica e a cirurgia ou o procedimento pode ser agendado. Tudo isto leva em média um mês.

Alguns pacientes demoram mais pelas suas co-morbidades que necessitam tratamento e estabilização, como melhora da pressão arterial, do diabetes. Algumas vezes a autorização do convênio ou a necessidade de tratamento psicológico pré-operatório pode levar a um maior tempo de preparo pré-operatório.

Quanto tempo leva o procedimento cirúrgico aberto, sem intercorrências?

Em média 2 horas e meia a 3 horas. Se outros procedimentos simultâneos forem realizados, como retirada da vesícula, por exemplo, o tempo cirúrgico será obviamente maior.

Quanto tempo leva para o convênio aprovar e liberar a minha cirurgia?

Isto varia. Alguns aprovam pelo telefone na primeira ligação e a maioria leva mais de quatro a oito semanas para se posicionar se aprova ou não o procedimento.

Quanto tempo posso ficar com o balão no estômago? Posso recolocá-lo depois?

No máximo 6 meses. Após este período o ácido gástrico já atuou por muito tempo e ele tem maior risco de estourar e causar obstrução intestinal. O balão pode ser recolocado novamente se o estômago estiver sem lesões no momento da retirada endoscópica.

Quantos dias tenho que ficar no hospital?

Geralmente se não houver intercorrências, a média de dias de internação é de 5 a 6 dias. As cirurgias videolaparoscópicas têm um menor período de internação de 3 a 4 dias em média. Caso o paciente não se adapte a dieta ou tenha alguma infecção ou complicação pós-operatória, a internação se extenderá pelo tempo necessário para a compensação do quadro.

Quantos obesos mórbidos temos no Brasil?

Baseado nos estudos, que apontam 0,3% da população mundial sendo obesos mórbidos, estimamos para o Brasil e RS aproximadamente 500.000 e 30.000, respectivamente de obesos mórbidos necessitando tratamento.

Que convênios cobrem a cirurgia da obesidade?

A maioria dos convênios não cobre totalmente o plano cirúrgico e de acompanhamento multidisciplinar do C.O.M. E alguns não cobrem nem parcialmente a cirurgia bariátrica em nosso centro.

Que hospitais os médicos COM costumam usar?

Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre. Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Que vitaminas terei que tomar e por quê?

A, D, E, Cálcio, ferro, B 1, B 12 porque sua ingesta é muito menor com o novo estômago comparada com o estômago anterior e também porque partes importantes do estômago e do intestino proximal responsáveis pela absorção de algumas vitaminas foram desviadas do trânsito alimentar.

Quem não pode colocar balão intragástrico?

Pacientes que já fizeram alguma ressecção no estômago ou com tumores gástricos, dependência de álcool e drogas, uso crônico de anti-coagulantes ou doenças hematológicas, doença inflamatória intestinal, doenças do colágeno, hérnia hiatal maior do que 5 cm em obesos mórbidos, cirrose hepática, gravidez, SIDA, insuficiência renal crônica. Esofagites, úlceras gástricas ou duodenais em fase ativa ou hérnia hiatal maior do que 5 cm devem ser tratados previamente a colocação do balão, bem com a suspensão do uso de antiinflamatórios. A equipe deve avaliar bem cada caso e o hábito alimentar do paciente para verificar o benefício ou não da colocação do balão.

São usados grampeadores nestas cirurgias?

Sim, grampos e grampeadores são utilizados para cortar o estômago e o intestino delgado. Clips também são usados para controlar o sangramento.

Se eu já fiz algum procedimento bariátrico, posso realizar outro?

Sim, sempre é possível refazer algum procedimento ou substituir alguma técnica que não esteja funcionando por outra mais adequada ao paciente. Vai depender muito do procedimento inicial realizado a decisão da técnica subseqüente e dos resultados que se deseja a longo curto, médio e longo prazo, como por exemplo, corrigir uma atual desnutrição, perder mais peso, parar de vomitar, etc.

Se eu me arrepender, tem como reverter a cirurgia?

Até é possível reverter anatomicamente a maioria das cirurgias, pois geralmente nada é retirado do organismo, apenas desviado do seu trânsito original.

Logicamente, nunca após uma intervenção cirúrgica prévia voltará a ser exatamente igual a como você nasceu. O estômago e o intestino podem ser re-conectados como antes, permitindo a ingesta alimentar como era antes da cirurgia. Obviamente que outra operação é necessária para isto. Mas se o paciente for adequadamente avaliado no pré-operatório, e a cirurgia for bem indicada, isto dificilmente ocorrerá. O paciente se arrependerá de não ter feito antes o procedimento! Eis a importância de uma equipe preparada inclusive para vetar a cirurgia a quem não está ainda apto para o procedimento e auxiliá-lo a encontrar o melhor tratamento para sua doença, ou o melhor momento para a cirurgia.

Se o paciente não é de Porto Alegre, quanto tempo ele necessita permanecer na cidade?

Aproximadamente duas (2) semanas, que incluem a estada hospitalar.

Serei capaz de comer apenas 1 ou 2 colheres de sopa de cada vez para o resto da vida?

Não. Após algum tempo o paciente aprende a se alimentar e a mastigar apropriadamente, fazendo com que suas refeições sejam de aproximadamente ¼ da quantidade que ele conseguia ingerir antes da cirurgia.

Tem reunião mensal do grupo do COM?

Sim, mensalmente os paciente candidatos à cirurgia, familiares, amigos convidados e os pacientes já operados se reúnem no Hospital da PUCRS, sempre na segunda sexta-feira do mês, às 18 horas, no Anfiteatro Irmão José Otão do HSL PUCRS, para discutir questões práticas e técnicas da cirurgia. Sempre é realizada uma explanação quanto ao que é a obesidade e os tipos de tratamento e cirurgias disponíveis. As perguntas são respondidas pela equipe do C.O.M. que sempre se faz presente ou pelos pacientes já operados, que relatam suas experiências com a cirurgia bariátrica, sejam elas positivas ou negativas, enriquecendo muito o conteúdo da reunião. As questões administrativas, ou seja, de custos dos procedimentos e da internação hospitalar, de como funciona a cobertura dos convênios e SUS, são discutidas nestas reuniões de grupo, devendo ser resolvidas com a equipe administrativa do C.O.M., que domina esta parte com a qual a equipe médica realmente não se envolve.

Há também outra reunião mensal, no mesmo dia, que é de treinamento, só para pacientes operados, onde são tratados assuntos específicos relacionados à área nutricional, psicológica, cirurgia plástica, fisioterapia e qualquer tema necessário para os pacientes em pós-operatório. Ela é ralizada as 17 hs, antes da reunião das 18h. Tenho indicação de fazer cirurgia para perder peso?

A cirurgia da obesidade é um procedimento grande e como todo ato cirúrgico tem seu risco e fica reservada para os obesos mórbidos que tiveram insucesso ou refratariedade nos tratamentos anteriores e acreditarem ser esta a melhor opção de tratamento. Os critérios de inclusão são um IMC de 40 ou mais ou IMC entre 35 e 40 com co-morbidades (doenças) associadas e refratárias ao tratamento clínico, principalmente Diabetes tipo 2. Insucesso no tratamento clínico por pelo menos cinco anos, ou seja, uma doença de evolução crônica. Autorização consciente por parte do paciente e dos familiares, bem como o apoio familiar em todas as etapas do tratamento. Avaliação pré-operatória rigorosa em estrutura hospitalar adaptada à complexidade do procedimento cirúrgico. O paciente tem indicação cirúrgica quando o risco de permanecer obeso é maior do que o risco do procedimento cirúrgico. Finalmente definidos os critérios básicos de indicação e seleção para o tratamento cirúrgico da obesidade severa devemos lembrar as palavras do Dr. Mervym Deitel, editor do livro? Surgery for the morbidly obese patient?. A cirurgia não deve ser o último recurso. Atualmente é o único recurso efetivo que pode controlar a obesidade a longo prazo?.

Terei que tomar vitaminas para o resto da vida?

Isto é muito variável de indivíduo para individuo e do tipo de procedimento que ele realizou. Durante o primeiro ano pós-operatório, provavelmente sim. Após o primeiro ano vai depender muito do tipo de dieta e da capacidade do organismo de se readaptar a mudança anatômica e recomeçar a absorver melhor os nutrientes. Alguns pacientes têm uma excelente absorção de ferro, ácido fólico e vitamina B12 no pós-operatório, necessitando apenas um curto período de reposição, provavelmente por suprirem suas carências através de uma dieta equilibrada. Por outro lado, outros pacientes necessitarão de uma reposição mais prolongada de suplementos para se manterem nutridos. Um seguimento com exames periódicos é que vai determinar a freqüência individual de reposição de suplementos vitamínicos e minerais de cada paciente.

Terei que triturar minhas pílulas?

Não necessariamente. Alguns pacientes conseguem engolir os comprimidos inteiros. Outros precisam cortá-los ou triturá-los (ou mastigá-los) antes de engolir.

Todos os procedimentos emagrecem da mesma maneira?

Todos levam a uma perda de peso, mas de intensidades diferentes. Em ordem crescente de perda de peso, considerando-se uma boa adesão do paciente ao tratamento proposto, e consequentemente riscos de desnutrição a longo prazo.

1)Banda gástrica;
2)Gastroplastia vertical com banda=Mason;
3)By-pass gástrico em Y de Roux=Fobi-Capella;
4)Derivação biliopancreática ou switch duodenal=Duodenal Switch;
5)By-pass gástrico em Y de Roux em alça longa=Scopinaro.

Vai mudar meu apetite sexual (libido)?

Isto depende muito do paciente. Alguns apresentam uma queda no desejo sexual nos dois primeiros anos, enquanto outros têm seu apetite sexual aumentado em relação ao pré-operatório. Como a libido depende de fatores biológicos, psíquicos e socioculturais é o conjunto destes fatores interligados que vão determinar a evolução do desejo sexual do paciente após a cirurgia da obesidade. Nós costumamos dosar os hormônios dos pacientes masculinos de rotina e femininos apenas se necessário.

Vou me satisfazer com pouca quantidade de comida?

Sim. Geralmente a saciedade ocorre com aproximadamente 20% do que o paciente ingeria previamente. A cirurgia de redução do estômago cria a sensação de que o estômago está cheio, pois após a alimentação a pequena bolsa do estômago é dilatada por pouca quantidade de comida. Além do limite de ingestão de líquidos ou alimentos, ocorrem náuseas ou vômitos. É comum os pacientes terem uma sensação desagradável ao comer doces ou alimentos muito calóricos, como tonturas, suor nas mãos, mal estar geral. A saciedade geralmente ocorre com menos de ¼ da quantidade de alimento que o paciente ingeria antes da cirurgia.

Vou necessitar de uma segunda cirurgia?

Não necessariamente. Reintervenções cirúrgicas são necessárias só em caso de complicações. Entretanto, a maioria dos pacientes se submete as cirurgias reconstrutivas e reparadoras após o emagrecimento. As causas mais freqüentes de reintervenção (aproximadamente 3% ao ano) são problemas com a banda ou anel, fístulas, obstrução do trânsito intestinal, muita perda de peso ou perda de peso insuficiente. Alguns pacientes necessitam realizar colecistectomia (retirada da vesícila biliar), pois o emagrecimento causa formação de cálculos em cerca de 20 a 30 % dos pacientes.

Vou poder comer de tudo?

Sim, sem restrições "físicas" de qualidade, mas sim de QUANTIDADE e VELOCIDADE. A escolha quanto à qualidade do alimento deve ser consciente de que existem alimentos mais saudáveis e nutritivos do que outros. Optar pelo doce gorduroso, pelo chocolate, frituras, ao invés de comer o feijão, o arroz e a carne pode ser muito desvantajoso em termos nutricionais e metabólicos, e só quem vai poder fazer a escolha, diariamente, na hora de servir seu prato é o próprio paciente e não mais a nossa equipe. É aí que entra a parte do empenho individual e conscientização e desejo de mudar em busca da saúde e qualidade de vida.

Isto não significa nunca mais comer um doce, um chocolate ou uma fritura, mas sim na maioria das vezes optar por um alimento mais nutritivo e saudável. Poucos meses após a cirurgia da obesidade o paciente é capaz de comer e beber qualquer coisa que ele deseja, porém em menor quantidade.

Vou precisar fazer cirurgia plástica após a cirurgia bariátrica?

Se houver uma grande perda de peso no pós-operatório vai existir um grande excesso de pele, e essa sobra deverá ser retirada com o auxílio da cirurgia plástica.

É impossível predizer a quantia de pele pendente que se desenvolverá, pois vai depender do peso perdido, da idade do paciente e da elasticidade natural da pele.

Em geral a cirurgia plástica não deve ser executada antes de um ano de pós-operatório, e incluem abdominoplastia, reduções do braço e coxas ou mesmo lipoaspiração.

Vou ter compulsão alimentar ou muita fome após a cirurgia?

A fome e o apetite, ou seja, o impulso de comer é um mecanismo que envolve circuitos neurais complexos do equilíbrio alimentar. Já é bem sabido que a experiência da fome se confunde com o desejo puro e simples de comer. As disfunções do comportamento da ingestão de alimentos são chamadas de Transtornos Alimentares, entre eles está à compulsão alimentar. O padrão de desordem alimentar pode persistir depois da cirurgia. Enquanto a cirurgia pode diminuir a fome física e reduzir a capacidade gástrica para a ingestão de alimentos, é possível que o padrão de comer compulsivo permaneça embora mude um pouco devido ao procedimento cirúrgico. A maior parte dos obesos mórbidos não tem a real percepção do volume alimentar que ingere e a cirurgia vai intervir justamente no volume da ingesta alimentar. Costumamos dizer que a cirurgia faz modificações na cavidade abdominal e não nos mecanismos cerebrais, portanto, a compulsão no pós-operatório deve ser manejada com o auxílio de psicoterapia e de medicamentos que manipulem a química cerebral, quando necessário.

Durante a fase de perda acelerada de peso, nos primeiros oito a dez meses pós-operatório, ocorre um certo controle do mecanismo compulsivo da ingesta alimentar, devido a vários fatores, desde ao medo da ruptura dos pontos ao temor de voltar a ganhar peso. A quebra do ciclo de hiperfagia com o jejum do pós-operatório imediato e com as dietas líquida e pastosa do primeiro mês já alivia a ansiedade e ajuda a manter as dietas de baixas calorias. Tudo isso ocorre através da produção de opiódes cerebrais, que causam uma certa euforia e muitas vezes é essa euforia que leva ao abandono do tratamento psicológico e nutricional, que só será lembrado quando a desnutrição e a fase de desânimo vierem à tona, geralmente quando a fase de lua-de-mel acaba por volta do segundo ano após a cirurgia. A ausência de fome pela inibição da Grelina, um hormônio gástrico, ajuda bastante a controlar a compulsão nos primeiros meses.

Vou ter diarréia?

Após a cirurgia o paciente pode apresentar cólicas abdominais e diarréia principalmente após comer determinados alimentos ricos em gorduras e açúcares. Isto é muito individual e depende também do tipo de procedimento realizado, sendo que as cirurgias disabsortivas podem causar mais diarréia pelo seu mecanismo de ação ser justamente a menor absorção de gorduras a nível intestinal.

Vou ter que fazer acompanhamento com a equipe por quanto tempo?

Esta operação implica em acompanhamento periódico com a equipe médica e de nutricionistas por toda vida e às vezes até mesmo outras intervenções cirúrgicas.

Vou ter que usar medicamentos? Que tipos? Injeções? Para sempre?

Geralmente após a cirurgia da obesidade o paciente precisa tomar suplementos vitamínicos por um período, e dependendo da qualidade de sua alimentação ou do déficit de absorção, esta reposição se estendera por períodos maiores. A reposição geralmente se dá por via oral (comprimidos) ou intramuscular (injeções).

Vou vomitar ou ter diarréia após a cirurgia de redução de estômago?

Estes não são os efeitos esperados, mas em alguns casos eles ocorrem. O paciente deve entrar em contato com a equipe caso isto esteja acontecendo, pois na grande maioria das vezes as causas são controláveis. Certos alimentos podem causar diarréia. Se estiver tendo vômitos pode ser por enjôos, comer rapidamente, engolir sem mastigar bem.

Vou vomitar ou ter diarréia no pós-operatório?

Ambos podem ocorrer, mas não são os objetivos da cirurgia. Se ocorrerem frequentemente devem ser relatados à equipe médica. Os vômitos geralmente estão associados a uma ingesta alimentar com volume ou velocidade desproporcionais ao novo estômago. E para resolver este problema desconfortável o paciente necessita se reeducar e aprender a mastigar bem o alimento e a quantidade que pode ingerir sem?forçar? causando desconforto abdominal, refluxo e até vômitos.

Algumas raras vezes os vômitos podem estar associados à obstrução do trânsito intestinal, seja por estenose do anel, seja por obstrução intestinal e deve ser resolvido cirúrgica ou endoscopicamente. Só quem pode diferenciar os casos de ingesta de maneira inadequada dos casos obstrutivos é a equipe médica. Já quanto à diarréia existem alguns tipos de alimentos específicos que podem causar diarréia e devem ser então restringidos.

Fonte: www.centrodaobesidademorbida.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal