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Obesidade

 

A Obesidade é uma doença dispendiosa, de alto risco, crônica e reincidente, a obesidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive crianças.

Embora não seja nova, ela assume agora proporções epidémicas e está aumentando. Esta tendência é, sem dúvida, alarmante em virtude das doenças associadas obesidade.

A obesidade é:

Excesso de gordura corpórea.
Doença crônica multifatorial e requer tratamento médico.
Consequência do excesso de ingestão de gordura proveniente dos alimentos.
Doença epidémica.
Condição associada a outras doenças e à diminuição da qualidade de vida.
Significativa responsabilidade pelos custos do sistema de saúde.

O que é ser Obeso

Ser obeso é ter uma doença crônica ocasionada por um excesso de gordura corpórea. A obesidade é identificada quando há um desequilíbrio energético, ou seja, a energia ingerida (a quantidade de calorias que nós ingerimos) é maior do que a energia dispendida (número de calorias usadas pelo nosso metabolismo, durante atividade física e na formação de calor) por um longo período de tempo. De acordo com as tabelas da Metropolitan Insurance Life Company (Nova York, EUA), uma pessoa é considerada obesa quando seu peso for no mínimo 20% maior do que o considerado ideal para sua altura.

Será que eu sou obeso?

Durante muito tempo, a medicina procurou um padrão de cálculo que pudesse ser utilizado em todo o mundo e que permitisse identificar, da melhor forma possível, o ponto a partir do qual uma pessoa pode ser considerada com sobrepeso e obesa. Existe uma série de medidas de peso, porém o Índice da Massa Corporal (IMC), atendendo à sua facilidade de interpretação, é hoje aceite como padrão de medida internacional. A sua forma de cálculo é a divisão do peso (em kg) da pessoa pela sua altura, elevada ao quadrado (em m²).

CATEGORIA IMC
Abaixo do Peso Abaixo de 20
Peso Normal 20 - 24,9
Sobrepeso 25,0 - 29,9
Obeso 30,0 - 39,9
Obeso Mórbido 40 e acima

Distribuição Regional de Gordura

Embora o total de gordura no nosso corpo seja importante, é mais relevante ainda, saber onde ela está localizada. A gordura depositada na região abdominal (andróide) acarreta mais riscos à saúde do que se ela estiver concentrada em outra parte do corpo, como região dos quadris e coxas (ginóide).

Uma medida que é comum ser usada na prática médica para avaliar os risco de saúde é a Relação Cintura: Quadril.

Mulheres com cintura

Mulheres com cintura: quadril > 0,80 = Risco
Homens com cintura:
quadril > 1,00 = Risco

Muitos especialistas utilizam, conjuntamente, os métodos IMC e cintura: quadril, para avaliar com mais segurança os risco de saúde do paciente. Cabe destacar, que outros autores têm aceite que a simples circunferência abdominal maior que 95 cm é representativa de risco elevado de doenças.

Outras formas de medir o peso

Medir a gordura corpórea serve para avaliar o risco de doenças relacionadas a ela e, para os pacientes obesos, determinar se é necessário iniciar um tratamento, qual será e por quanto tempo.

Dentre as medidas destacam-se:

Técnicas laboratoriais para medição da gordura corpórea (como a Tomografia Comptorizada)
Técnicas não-laboratoriais para medição da gordura corpórea (medições das pregas cutâneas e teste de bio-impedância)

Causas da Obesidade

A sociedade constantemente discrimina a pessoa obesa, como se ela fosse a única responsável por seu estado. Mas isso não condiz com a realidade. Na verdade, o obeso nada mais é do que vítima de uma série de fatores orgânicos, ambientais e psicossociais que têm implicações fortes para o controle da doença, caracterizada pelo excesso de gordura corpórea. Considerar isoladamente um ou outro fator não é o ideal, quando o objetivo é perder peso e manter-se dentro desse controle. Sendo assim, precisamos analisar todo o contexto, agindo sobre cada um dos pontos que interferem no sucesso dos programas de reeducação alimentar e de mudança de comportamento.

Fatores Orgânicos

Muito se fala que algumas pessoas têm maior ou menor predisposição a ganhar peso, independente de fatores ambientais e psicossociais. Mas será que isso é verdade? A genética exerce tal influência sobre as pessoas, quando falamos de obesidade? Sim, em grande parte. Estudos demonstram que filhos de pais obesos apresentam uma maior predisposição de se tornarem obesos. Pesquisadores descobriram que a herança genética da gordura intra-abdominal excessiva pode ser de 60% ou mais, embora ainda não se saiba o nível exato do risco de se tornar obeso, se os pais sofrem desse problema.

A obesidade e os tipos de genes

Para compreender melhor essa relação, vale a pena lembrar que os seres humanos possuem 23 pares de cromossomas e que em cada um deles há milhões de genes, que determinam as características herdadas pelos pais. Excepto os cromossomas que estabelecem o sexo, cada pessoa terá duas cópias de cada cromossoma, onde se conclui que terá também duas cópias de cada gene. Quando falamos de obesidade, duas categorias estão envolvidas na modulação genética, os genes necessários e os de susceptibilidade. Os primeiros referem-se aos genes que causam a obesidade, representados por um número bastante restrito de síndromes genéticas raras, como as síndromes de Bardet-Biedl, de Prader-Willi e de Lawrence-Moon, que incluem essa doença em características que são sua marca registada. Já os de susceptibilidade, aumentam o risco dela ocorrer. Obesidade é uma doença poligenética, ou seja, causada por genes que trabalham juntos, cada um exercendo um pequeno efeito na quantidade e distribuição da gordura corpórea.

Fatores relativos ao sexo

O armazenamento da gordura corpórea está relacionado ao sexo. Nas mulheres, acredita-se que a tendência esteja associada à sua capacidade de ter filhos.

Após a puberdade, as mulheres abrem seu apetite para gorduras, muito mais do que os homens, sem contar que quaisquer calorias em excesso ingeridas pelas mulheres tenham muito mais hipóteses de serem utilizadas para o aumento da gordura corpórea. Para os homens, essa relação não ocorre da mesma maneira, pois o excesso de calorias têm mais probalidades de serem canalizadas para a produção de proteínas.

Fatores psicossociais da obesidade

De uma maneira igualmente severa, as pressões psicossociais atingem o obeso com a mesma ou maior intensidade do que as doenças associadas. O estigma do obeso se alimentar excessivamente em resposta a sentimentos negativos, como frustração, tristeza ou insegurança, está a mudar; pelo menos um pouco. Em muitos países industrializados ocidentais a obesidade é ainda um estado físico que carrega um estigma de preconceito. As pessoas obesas são geralmente consideradas não atraentes fisicamente e possuidoras de uma série de falhas de carácter. Recentemente, a psicopatologia nos indivíduos obesos tem mudado. Já existe forte tendência por parte da classe médica de entender a obesidade como sendo consequência - e não a causa - do preconceito e da discriminação a que as pessoas com sobrepeso estão sujeitas.

A psicopatologia da obesidade

A teoria psicogénica da obesidade sustentou, por bom período, que a obesidade resultava de um distúrbio emocional na qual a ingestão de alimento, particularmente a ingestão excessiva de carboidratos e gordura, aliviava a ansiedade e a depressão. Assim, o médico transferia a responsabilidade do fracasso no tratamento ao paciente, já que a origem da doença residia em perturbações emocionais, o que, subentendia-se, de responsabilidade do paciente.

Problemas velhos conhecidos

Não iniciar tratamento
Abandono do tratamento
Fracasso na perda de peso
Depressão
Recuperação de peso após o tratamento

Mudando os paradigmas: novas explicações dos problemas da obesidade surgiram, como explicações biológicas convincentes sobre a etiologia da obesidade; avaliações sistemáticas da natureza e extensão dos problemas psicológicos das pessoas obesas; apreciação de até que grau a maioria dos problemas emocionais são causados pelo preconceito e pela discriminação experimentada pelos obesos.

Distúrbios da alimentação

Bulimia

A Bulimia é um distúrbio alimentar caracterizado por episódios de ataques de fome seguidos imediatamente por vómitos auto-induzidos, depressão e pensamentos auto-depreciativos. Ela ocorre mais frequentemente em pessoas jovens entre 14 e 30 anos. A Bulimia ocorre em pessoas obesas e de peso normal e sua prevalência está a aumentar, porém, apenas 5% dos obesos são bolímicos.

Distúrbio do Comer Compulsivo

O distúrbio do comer compulsivo (Binge Eating Disorder - BED) é uma condição psicológica reconhecida, e que ocorre com maior frequência em obesos. O indivíduo alimenta-se descontroladamente, consome grande quantidade de comida por um período curto de tempo, bastante maior do que o necessário para a maioria das pessoas, e é acompanhada de uma sensação de falta de controle. O ataque de fome (compulsão) incide em aproximadamente 30% das pessoas obesas que procuram auxílio médico. A principal característica é a ocorrência de episódios de compulsão descontrolada, predominantemente, no final da tarde ou durante a noite. Observou-se que as pessoas obesas que sofrem do distúrbio do comer compulsivo têm maiores mudanças de humor e mais psicopatologias do que os obesos que não sofrem deste distúrbio. Ainda as pessoas obesas que sofrem do distúrbio do comer compulsivo têm também maior probabilidade de abandonar tratamentos comportamentais de controle de peso.

Sociedade: difícil convivência

Entre tanta discriminação e preconceito, é muito difícil manter uma auto-imagem positiva, sem depressão e outras perturbações. Estudos realizados mostram que os indivíduos obesos podem parecer "alegres e despreocupados no convívio social, mas sofrem com sentimentos de inferioridade, são dependentes, passivos e têm profunda necessidade de serem amados". O desprezo ao obeso e a preocupação com a magreza começam na infância. A maioria de nós sabe que o obeso é alvo de preconceito e discriminação, mas poucos percebem até onde isto chega. A discriminação contra pessoas obesas é tão generalizada quanto o preconceito.

Estatísticas mostraram que as pessoas obesas apresentam menor probabilidade de completar o mesmo número de anos escolares, de serem aceitas em escolas de prestígio e ingressar em profissões desejáveis. O problema não termina com a Universidade. As pessoas obesas enfrentam discriminação ao procurar emprego e no ambiente de trabalho, onde encontram dificuldade de colocação no mercado de trabalho. Estudos apontaram que empregadores consideram indivíduos com peso excessivo menos desejáveis para contratação do que indivíduos com peso normal, mesmo quando acreditam que os dois grupos possuem as mesmas habilidades.

Conceitos de Biologia em relação às gorduras

O papel das células

O corpo humano é formado por mais de 75 trilhões de células, unidades microscópicas, mas que contêm estruturas complexas que desempenham funções vitais.

Para isso, elas precisam de energia, que provém das calorias absorvidas na alimentação. Dentro desse rol gigantesco de células, algumas são especializadas, desenvolvendo atividades específicas, como as células de absorção e as células gordurosas (adipócitos), imprescindíveis para a digestão e o armazenamento da gordura, respectivamente.

Células de absorção

Uma vez terminada a digestão dos alimentos, estes são absorvidos pelo organismo. No caso das gorduras, esse processo é feito no interior do intestino delgado, que apresenta protuberâncias minúsculas, chamadas de vilosidades, que participam da absorção dos nutrientes. Há também as microvilosidades, que são protuberâncias muito diminutas que contribuem para o transporte dos nutrientes, como as gorduras, da luz do intestino para a corrente sanguínea.

Células gordurosas

São chamadas de células gordurosas ou adipócitos, aquelas que armazenam gorduras dentro do corpo e as liberam quando for necessário. A energia é armazenada na forma de triglicerideos, que são moléculas de lipídios compostas basicamente por gordura.

As células gordurosas armazenam energia na forma de triglicerídeos

Distribuição anatômica da gordura

Em pessoas com peso normal, a maior parte do tecido adiposo está localizado sob a pele, atuando como protetor contra a perda de calor, o que é chamada de gordura subcutânea. Os indivíduos com sobrepeso ou obesos, além da gordura subcutânea, carregam tecido adiposo na região abdominal, o que representa uma importante reserva de energia, chamada de tecido adiposo visceral, mas que contribui para muitas das doenças associadas à obesidade.

Gordura subcutânea + tecido adiposo visceral = gordura abdominal

Maçãs ou peras

Quando o tecido adiposo se acumula predominantemente na região abdominal, há um predomínio da gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta obesidade do tipo andróide ou tipo "maçã". Se a tendência é acumular gordura na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como ginóide ou tipo "pera".

Observe-se no espelho com atenção e identifique a qual grupo a que o(a) senhor(a) pertence. Cabe lembrar que as pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares, pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se diretamente para o fígado antes de circular até os músculos, podendo causar resistência insulina, levando à hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina, aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Balanço Energético

Entende-se por ganho de peso, o acumulo de gordura corpórea, ou seja, quando uma pessoa ingere uma quantidade maior de calorias do que a que ela vai gastar em sua atividade física diária, dando origem a um equilíbrio energético positivo. A obesidade ocorre exatamente quando a ingestão da energia excedeu o seu gasto por um longo período de tempo.

Podemos definir então, três fases do ganho de peso

Etapa ideal: quando a ingestão de energia equivale ao gasto, mantendo o peso inalterado.
Fase dinâmica:
a ingestão de energia é maior que o gasto, levando ao aumento do peso, em um processo que pode durar anos, se a pessoa continuamente tenta perder peso.
Obesidade estática:
ocorre quando a ingestão de energia e o seu gasto se igualam, mas num nível mais alto do que antes. Ao tentar perder o excesso de peso, a pessoa depara-se com um problema que antes não havia, que é a diminuição do índice metabólico (isto é, do gasto de energia do corpo), visto que o organismo tenta manter seu novo peso.

Taxa Metabólica ou Termogénese

O total de energia ingerida por uma pessoa é composta de todos os alimentos e dos líquidos com valor calórico que ela consome.

Já a energia gasta pode ser dividida em três tópicos:

Índice Metabólico Basal (IMB) - que é a energia gasta para a manutenção da vida
Termogénese da dieta
- aumento no IMB necessário para a digestão
Atividade física

A atividade física para uma pessoa que é relativamente sedentária pode contribuir com 20 a 30% do total diário de dispêndio de energia, enquanto que para aquela que é muito ativa fisicamente, essa contribuição gira em torno de 40 a 50%.

Fatores Ambientais

Excluindo a propensão genética, alguns fatores ambientais podem frustrar as tentativas de manter um programa de controle do peso. A modernização é um deles, com toda a gama de recursos tecnológicos que, se por um lado possibilitam mais conforto, acabam por reforçar o sedentarismo. Por outro lado, a grande avalanche de produtos saborosos e fáceis de confeccionar, bastante acessíveis e económicos, que bombardeados a todo instante na sociedade, seja em revistas, televisão ou out-doors, numa simulação tão perfeita de suas qualidades, que é quase possível sentir o cheiro e o gosto apenas em ver as imagens.

Outros aspectos típicos da vida nas grandes metrópoles exercem considerável influência nesse processo rumo à obesidade. É certo que a população urbana é mais alta e mais pesada, totalizando um IMC maior do que o encontrado na população rural, que pelas próprias características profissionais, movimenta-se e exercita-se diariamente. Seja qual for a opção, perder peso exige uma real mudança de comportamento e nos hábitos alimentares, para reverter um quadro que acaba por se tornar estável e que só contribui para o aumento do problema.

A transição alimentar

Os padrões nutricionais sofrem alterações a cada século, resultando em mudanças na dieta dos indivíduos, correlacionando também modificações económicas, sociais, demográficas e relacionadas à saúde. O século XX foi marcado por uma dieta rica em gorduras (principalmente as de origem animal), açúcar e alimentos refinados, e reduzida em carbohidratos complexos e fibras. Segundo pesquisadores, o predomínio desta dieta tem contribuído para o aumento da obesidade, em conjunto ao declínio progressivo da atividade física dos indivíduos.

Fonte: clinotavora.planetaclix.pt

Obesidade

O QUE É OBESIDADE?

É uma doença caracterizada por aumento da gordura corporal, que pode levar a várias outras doenças e até à morte mais precoce.

COMO CARACTERIZAR QUE UMA PESSOA É OBESA?

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida simples do grau de obesidade. Consiste na divisão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros).

Por exemplo: uma pessoa com 90Kg e 1.70m

O IMC será: 90/1.70 = 32,1. Pessoas com IMC entre 20 e 24,9 têm peso normal; entre 25 e 29,9 têm sobrepeso e com 30 ou mais são obesas.

QUE OUTROS FATORES SÃO IMPORTANTES NA PESSOA OBESA?

Além do IMC, a distribuição da gordura corporal também é importante. A obesidade mais grave é a do tipo visceral, isto é, relacionada com o ocululo de gordura na região do abdômen. Esta é a mais freguentemente associadas a alterações cardiovasculares.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DOENÇAS ASSOCIADAS À OBESIDADE?

Hipertensão arterial Diabetes mellitus Alterações das gorduras no sangue (dislipidemias) Doença coronariana (que predispõe ao infarto) Doenças reumatológicas e ortopédicas.

POR QUE UMA PESSOA SE TORNA OBESA?

A obesidade ocorre quando não há um balanço entre o que é ingerido nas refeições e o que o organismo gasta nas suas atividades. Quando um indivíduo ingere alimentos, estes servem para produzir a energia necessária para o funcionamento do corpo. Se sobra energia, ou porque a ingestão foi grande ou porque a atividade foi insuficiente para usar a energia produzida, esta é transformada em gordura. O acúmulo de energia armazenada sob a forma de gordura leva a obesidade.

EXISTEM FATORES PREDISPONENTES PARA A OBESIDADE?

Vários são os fatores que influem para que se instale a obesidade, e o fator genético é um dos mais importantes. Pessoas de famílias com obesidade têm maior tendência a serem também obesas. Com menos freqüência, outras doenças, como as endócrinas, podem estar associadas à obesidade. O médico e a pessoa indicada para fazer o diagnóstico diferencial se um indivíduo apresenta a obesidade primária ou se esta é associada a outra doença.

COMO PREVENIR A OBESIDADE?

Alimentar-se corretamente e evitar o sedentarismo são as principais armas para se evitar o aumento progressivo de peso que pode chegar à obesidade.

QUAL O TRATAMENTO IDEAL PARA A OBESIDADE?

O tratamento da obesidade somente deverá ser realizado sob orientação médica. Após o diagnóstico diferencial, este poderá estabelecer um programa de reeducação alimentar, com a adequação tanto da quantidade como da qualidade dos alimentos ingeridos. Associada a alimentação adequada, a prática de exercícios físicos, também sob indicação médica e supervisão de um profissional de Educação Física, visa aumentar a massa muscular e o gasto de calorias, favorecendo o emagrecimento. O tratamento com medicações, tanto as que auxiliam na diminuição da ingestão de calorias, como as que diminuem a absorção das gorduras no intestino, poderá ser prescrito pelo médico em casos selecionados.

Fonte: www.lasalledf.com.br

Obesidade

UM PROBLEMA DE PESO

A Não é à toa que a obesidade é apontada como o mal do século XXI. Considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma epidemia global, a obesidade deixou de ser uma preocupação estética e se tornou um problema de saúde pública.

No mundo inteiro o número de obesos cresce alarmantemente. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), a obesidade na faixa etária de crianças e adolescentes cresceu sem precedentes nos últimos anos.

Mas por que a obesidade cresceu tanto?

A OMS aponta as facilidades da vida moderna como as vilãs desse quadro, uma vez que a nutrição inadequada e o sedentarismo estão inseridos no dia-a-dia da maior parte da população.

Para surpresa de todos esses maus hábitos não são freqüentes somente em países desenvolvidos, mas também estão crescendo com maior velocidade nos países em desenvolvimento, acarretando um forte ônus para os cofres públicos, pois os tratamentos das doenças decorrentes da obesidade custam caro aos governos.

Preocupada com toda essa questão, a OMS lançou recentemente uma Estratégia Global de Combate à Obesidade, recomendando ações que aumentem o conhecimento dos indivíduos sobre as escolhas alimentares mais saudáveis, além de prever ações de caráter regulatório, fiscal ou legislativo com a finalidade de modificar o ambiente. Dessa forma, espera contribuir para tornar as escolhas dos consumidores mais saudáveis, factíveis e de fácil acesso, principalmente do ponto de vista econômico.

Afinal, o que é obesidade?

É uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de adiposidade corporal associada a problemas de saúde.

Como ela se desenvolve?

A obesidade é o resultado de diversas interações: genéticas, ambientais e comportamentais.

Independentemente dessas diversas causas, o ganho de peso sempre está associado a um aumento de ingestão alimentar e uma redução do gasto energético correspondente a essa maior ingestão. O aumento da ingestão também pode estar associado à modificação de sua qualidade, bem como o gasto energético pode estar relacionado a doenças em que a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.

Alguns médicos apontam que a obesidade genética abrange 5% dos casos. Outros já acreditam que esse valor chega a 30%.

Quais são os sintomas da obesidade?

O excesso de adiposidade não provoca sinais e sintomas diretos, exceto quando atinge valores extremos. O paciente obeso apresenta importantes limitações estéticas e de movimentos e tende a ser contaminado por fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura. Além disso, sobrecarrega a coluna e os membros inferiores, levando o paciente a apresentar, a longo prazo, degenerações de articulações da coluna, do quadril, dos joelhos e dos tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes).

Como a obesidade é diagnosticada?

A forma mais recomendada pela OMS para a avaliação em adultos é o IMC (Índice de Massa Corporal), calculado da seguinte forma: peso(Kg) / altura(m) X altura (m).

O valor obtido estabelece o diagnóstico, caracterizando também os riscos.

Como prevenir a obesidade?

Uma dieta saudável deve ser incentivada desde a infância, evitando que a criança apresente peso acima do normal. Além disso, atividades físicas, lazer e uma estrutura familiar organizada são a melhor forma de prevenir a obesidade

Fonte: www.pdigi.com

Obesidade

A obesidade hoje é considerada uma doença e caracteriza-se pelo excesso de gordura no corpo, representando um dos grandes problemas de saúde pública no mundo inteiro.

Quase 1/3 da população mundial está acima do peso. A obesidade é medida usando uma escala chamada índice de massa corpórea ou IMC, que é calculada usando seu peso e altura (vide fórmula). Um IMC maior que 30 é considerado obesidade.

             Peso atual - em kg
IMC = -------------------------
             Altura (em metros ao quadrado)

                                   70kg                  70kg 
ex: IMC =  -------------   =     -----------  = 24,80
                   1,68*1,68            2,8224

REFERÊNCIAS

18,5 - 24,99: NORMAL
22,0:
IDEAL PARA HOMENS
20,8:
IDEAL PARA MULHERES
25,0 - 29,99:
sobre peso de 1ºgrau – Pré-obeso
30,0 - 39,90:
sobre peso de 2ºgrau - Obeso
40,0 ou mais:
sobre peso de 3ºgrau –Obeso Mórbido

A obesidade não é um problema moral, não é um problema mental ou de falta de força de vontade, seu tratamento implica na redução da mortalidade de pessoas que teriam suas vidas interrompidas precocemente. Infelizmente não existe milagre que promova a perda de peso sem a colaboração e a motivação da pessoa; os sacrifícios portanto precisam ser conhecidos.

A obesidade pode aumentar o risco da pessoa desenvolver várias condições, como diabete, pressão alta, doenças do coração e algumas formas de câncer.

Muitos riscos à saúde são mais altos nas pessoas obesas, e os riscos podem aumentar como o grau de aumento da obesidade. Em particular, as pessoas que ganham peso extra ao redor da cintura, ao invés de nas pernas e nas coxas, têm maior chance de ter problemas de saúde causados pela obesidade.

As pessoas ficam obesas por várias razões. Freqüentemente, vários destes fatores estão envolvidos.

Algumas das razões mais comuns para obesidade são:

Influências genéticas

Apesar de representar um papel importante na determinação da obesidade, este é ainda um fator que a maioria da população não consegue mudar.

Fatores emocionais tais como:

Perda de um ente querido
Ruptura amorosa
Mudança de cidade
Perda do emprego
Deixar de fumar
Abandono da prática de esportes
Devido a um “stress” pós-cirúrgico
Após o casamento.

Influências fisiológicas: Este aspecto representa todas as diferenças individuais relacionadas aos hormônios determinando taxas metabólicas diferentes, o que significa que os corpos de diferentes pessoas queimam a comida de forma diferente. Pessoas com uma taxa metabólica alta podem exigir mais calorias para manter o mesmo peso corporal em relação a alguém cuja taxa metabólica é baixa.

Ingestão de comida e transtornos alimentares: Aqui residem as diferenças na qualidade da comida que cada pessoa ingere, especialmente as comidas que têm alto teor de gorduras e calorias. A compulsão e sua característica obsessiva pode determinar um comportamento tal que resulta em uma desordem alimentar.

Estilo de vida: A vida sedentária é um importante fator de risco mais de se tornar obeso. Hábitos alimentares entre as famílias são cruciais principalmente na infância e adolescência na determinação da obesidade de seus membros.

Progressão do peso em relação a idade: Se a pessoa manteve acima do peso na infância e na adolescência, é provável fique obesa quando se tornar adulta.

Medicamentos: O uso de anticoncepcionais, antialérgicos, corticóides, calmantes e sedativos oferece risco adicional para a obesidade.

Gravidez: Aproximadamente quinze por cento das mulheres permanecem acima do peso após cada gravidez.

Fatores Orgânicos: Alguns tumores cerebrais como os gliomas e doenças como a esclerose tuberosa, por sua localização e tipo de lesão, podem comprometer o funcionamento do regulador de gordura (lipostato) e provocar a obesidade.

Quadro Clínico

Peso corporal acima da média,
Falta de ar,
Insônia (dificuldade para dormir),
Apnéia do sono (problema onde ocorrem interrupções da respiração durante o sono),
Varizes nas pernas,
Eczemas causados pela umidade que se acumula nas dobras da pele,
Colelitíase (pedras na vesícula biliar),
Osteoartrite, especialmente dos joelhos e dos tornozelos,
Tendência à pressão alta (hipertensão),
Níveis elevados de açúcar no sangue (tendência ao diabetes tipo II),
Hipercolesterolemia (colesterol e triglicérides elevados).

Diagnóstico

Atualmente a obesidade é definida pelo cálculo do índice de massa corporal (IMC) – veja tabela acima. Um IMC de 30 ou mais define obesidade.

Pessoas que concentram a maior parte de seu peso ao redor da cintura tem um risco maior de doença do coração e de diabete que as pessoas com quadris largos e coxas grossas.

A gordura corporal também pode ser calculada usando um paquímetro, um instrumento que mede a dobra da pele.

Prevenção

Para prevenir a obesidade e manter um peso corporal saudável ao longo da vida, faça uma dieta sensata e pratique exercícios regularmente. Prevenir a obesidade é importante porque depois que as células gordurosas se multiplicaram, elas não irão desaparecer espontaneamente.

Tratamento

A redução do peso é alcançada pelo consumo de menos calorias e com a prática de atividade física.

Programas estruturados e terapias para reduzir o peso incluem:

Modificações na dieta:

Ter como objetivo a perda de peso progressiva e não muito rápida para alcançar sucesso mais definitivo e evitar o efeito sanfona;
Interromper o uso de bebidas alcoólicas;
Seguir rigorosamente as orientações de dieta do endocrinologista / nutricionista,
O empenho do paciente em seguir a dieta é determinante no sucesso da perda de peso;
As gorduras têm duas vezes mais calorias por grama que os carboidratos ou as proteínas. Se você cortou os carboidratos da dieta, você ainda pode precisar limitar a gordura ou optar por gorduras saudáveis.

Exercícios regulares:

A prática de exercícios físicos moderados diariamente, tal como caminhar é quesito indispensável no controle do peso corporal. Se você mora em apartamento, exercite-se evitando o elevador e optando pelas escadas. Experimente ir para o trabalho ou para lugares não muito longes à pe ao invés de usar o carro.

Remédios e Ervas Naturais:

Muitas pessoas confundem os benefícios das plantas medicinais na redução do peso com fórmulas e combinações perigosas que alguns inescrupulosos tem prescrito a seus pacientes. Consulte um endocrinologista antes de comprar estas fórmulas mágicas.

Medicamentos vendidos somente com receita médica:

Estes medicamentos incluem a Sibutramina (Plenty ® e Reductil ®), o Orlistat (Xenical ®) que inibe a absorção de gordura da dieta e os derivados de anfetamina.

Cirurgia

Se obesidade é severa (um IMC maior que 40), os médicos podem recomendar um procedimento cirúrgico para limitar a quantidade de comida que o corpo pode digerir. A cirurgia bariátrica (nome utilizado para se definir a cirurgia para a obesidade mórbida) é o único método cientificamente comprovado que promove uma acentuada e duradoura perda de peso, reduzindo as taxas de mortalidade e resolvendo, ou pelo menos minimizando, uma série de doenças associadas obesidade grave.

Qual médico procurar?

Procure um (a) endocrinologista se você precisa de ajuda para perder peso, ou se você tem quaisquer dos sintomas ou complicações da obesidade. Um (a) nutricionista também pode ajudar muito.

Prognóstico

A obesidade é um problema que freqüentemente dura a vida toda. Uma vez o peso em excesso é ganho, não é fácil perdê-lo, o que se agrava com a idade do indivíduo. E uma vez a pessoa tenha perdido peso, ela terá que se esforçar para manter-se com o peso mais saudável. O tempo que se leva para alcançar a meta de peso depende do quanto a pessoa tem que perder, seu nível de atividade física e o tipo de tratamento ou programa de perda de peso que ela escolhe. As doenças associadas à obesidade freqüentemente melhoram quando a pessoa perde peso.

Algumas pessoas têm êxito em perder peso, porém outras acham difícil manter seu peso controlado por muito tempo, voltando a ganhá-lo e retornando à condição anterior. Aqueles que se mantém dentro do peso recomendado gozam de grande benefício em sua saúde.

Fonte: www.policlin.com.br

Obesidade

O que é a obesidade

A obesidade representa um problema caracterizado por um excessivo acúmulo de gordura nos tecidos. Se trata de um distúrbio que, além dos problemas de natureza estética e psicológica, constitui um importante risco para a saúde, e quando não corrigido, danifica o coração, as artérias (sobretudo as coronárias), o fígado, as articulações, o sistema endócrino. Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso corpóreo supera 20% do peso considerado ideal.

A estabilidade do peso corpóreo nos indivíduos normais é garantida pelo equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade de calorias queimadas pelo organismo.

Quando essa combinação se desequilibra e a quantidade de calorias ingeridas supera as calorias eliminadas, as calorias em excesso ficam acumuladas no tecido adiposo sob forma de gordura. Se a situação persiste no tempo, pode-se desenvolver a obesidade.

Causas da obesidade

A estabilidade do peso corpóreo nos indivíduos normais é garantida pelo equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade de calorias queimadas pelo organismo. Quando essa combinação se desequilibra e a quantidade de calorias ingeridas supera as calorias eliminadas, as calorias em excesso ficam acumuladas no tecido adiposo sob forma de gordura. Se a situação persiste no tempo, pode-se desenvolver a obesidade.

Condições patológicas da obesidade

Entre os condições patológicas mais freqüentes da obesidade se encontra a diabetes ou uma alteração do nível de gordura no sangue. Com freqüência se verifica um aumento dos triglicerídeos, colesterol total e sobretudo do colesterol LDL.

Outro problema patológico da obesidade é a hipertensão. Foi possível demonstrar que, quando uma pessoa obesa emagrece, ocorre também uma baixa da pressão. Dado a sua relação com a diabetes, a hipertensão e a hiperlipidemia, todos os problemas que - assim como a obesidade - representam fatores de risco para a artereosclerose, se compreende por que ser gordo significa também estar exposto a um maior risco de doença coronária e ictus cerebral. Além disso, a obesidade induz a eczema e furunculose, favorece o desenvolvimento de efizema, pé chato, hérnia e osteoartrose, aumenta a incidência de cálculos biliar, provoca dispnea do esforço, intolerância ao calor e transpiração excessiva.

Obesidade "a pera" e obesidade "a maçã"

Quanto a relação entre obesidade e risco arteriosclerótico é necessário evidenciar que existem dois tipos de obesidade:

Obesidade de tipo feminino, chamada também ginoide ou "a pera", caracterizada pela predominante deposição de gordura a nível dos quadris e dos seios.
Obesidade de tipo masculino, chamada também de androide ou "a maçã" caso em que a gordura se acumula sobretudo a nível do rosto, da barriga e do tronco.

E é exatamente este último tipo de obesidade que deve ser o mais temido do ponto de vista de risco cardiovascular

Obesidade masculina e complicações

A obesidade masculina com freqüência se encontra associada a diabetes, hipertensão, doenças do coração e dos vasos sangüíneos. A obesidade masculina mantém com freqüência uma redução da sensibilidade a ação da insulina, um homônio que mantém a glicemia normal transformando o excesso de glucose circulante em gordura acumulada.

Em casos de obesidade particularmente graves podem também manifestar-se problemas de apnéia no sono, quando o doente, dormindo, inconscientemente pára de respirar por alguns segundos, ou então sonolência durante o dia, e graves alterações do rítimo cardíaco.

Obesidade e emagrecimento

Todas as alterações que acompanham a obesidade melhoram com o emagrecimento. A dieta representa seguramente um momento fundamental para o tratamento da obesidade. Ela deve fornecer uma quantidade de calorias inferior aquela eliminada por uma determinada pessoa. Em particular pode-se dizer que, segundo cada caso, é possível recorrer a uma contribuição diária compreendida entre 800 e 1500 calorias. Deve ser diminuida a quantidade de gordura, sobretudo as animais, açúcares e álcool.

Obesidade e medicamentos

Existem também medicamentos que são em grau de reduzir a sensação de apetite. Todavia, esses remédios deveriam ser reservados a casos em que a obesidade não responde mais ao tratamento baseado na combinação da dieta com a atividade física ou quando for necessário um emagrecimento rápido por motivo dos riscos que a obesidade expõe em pesença de doenças associadas.

O medicamento tem a sua racional utilização nos pacientes obesos com índice de massa corpórea superior a 30 ou com sobrepeso com índice superior a 28 e com a presença de fatores de risco que deve ser sempre combinado a uma dieta hipocalórica com baixa quantidade de gordura. Este medicamento não representa certamente a panacéia para todos os males, mas uma ajuda em certos casos particulares que de qualquer modo deve ser sempre usado sob controle médico.

Obesidade e técnicas cirúrgicas

Todas as alterações que acompanham a obesidade melhoram com o emagrecimento. A dieta representa seguramente um momento fundamental do tratamento da obesidade. Para os muito obeso é possível também recorrer a algumas técnicas cirúrgicas, recordando que deve ser sempre o médico a escolher a mais adapta para o paciente.

Obesidade e o balãozinho intragástrico

O balãozinho intragástrico em silicone (Bib), é introduzido por via endoscópica no estômago, cheio de uma solução fisiológica e metilene azul para evidenciar eventuais perdas através das fezes e urina. O Bib, que pode permanecer no estômago seis meses, permite aos pacientes de seguir dietas hipocalóricas sem sentir o estímulo da fome. Em seguida o Bib, contraindicado para quem sofre de úlcera, esofagite, hérnia volumosa e bulimia, é removido, sempre por via endoscópica e, se a perda de peso é insuficiente, se pode colocar um outro.

Obesidade e a bandagem gástrica

Uma outra técnica cirúrgica muito utilizada é a bandagem gástrica regulável, realizada por via laparoscópica. Com esta última técnica, reversível, o cirurgião introduz os instrumentos através de pequenos furos e controla no monitor os movimentos para dispor em torno da parte alta do estômago uma espécie de cinto (a bendagem). O estômago adquire assim a forma de uma espécie de clepsidra onde a parte superior, muito menor que a inferior, é um recipiente que funciona como preestômago. Quando este saco se enche determina a saciedade, uma vez que, o bolo alimentar deflui lentamente devido a restrição da bendagem. A digestão e a absorção dos nutrientes no intestino acontecem fisiologicamente e não são subvertidos como nos by-pass intestinais. A restrição pode também ser ajustada, como se faz com um cinto, com uma injeção subcutânea de água destilada.

Obesidade e homeopatia

A homeopatia também contra a obesidade, se associada a um regime dietético, pode resultar muito eficaz. Entre os produtos homeopáticos lembramos Ammonium Carbonicum, para quem gosta muito de doces e sofre de disgestão; Phytolacca Decandra, se a obesidade é acompanhada de reumatismos e distúrbios respiratórios;Calcarea Carbonica, em pacientes apreensivos; Baronia para homens de negócios irritáveis e que sofrem de halitose; Staphysagria, para mulheres deprimidas depois de uma profunda desilusão.

Fonte: www.virilplant.com

Obesidade

Causas e consequências da obesidade

A obesidade é uma doença! Mais, é uma doença que constitui um importante fator de risco para o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenças.

Há tantas pessoas obesas a nível mundial que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou esta doença como a epidemia global do século XXI.

O que é a obesidade?

De acordo com a OMS, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afetar a saúde.

É uma doença crônica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbilidade e mortalidade.

A obesidade acarreta múltiplas consequências graves para a saúde.

Quais são os tipos de obesidade?

Obesidade andróide, abdominal ou visceral - quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. É típica do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidémia e, a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como à síndroma do ovário poliquístico e à disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo.

Obesidade do tipo ginóide - quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. É típica da mulher obesa.

O que causa a obesidade?

O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Os fatores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.

Uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, leva à acumulação de excesso de massa gorda.

Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da atividade física.

Quais são os fatores de risco?

Vida sedentária: Quanto mais horas de televisão, jogos electrônicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade
Zona de residência urbana:
Quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade
Grau de informação dos pais:
Quanto menor o grau de informação dos pais, maior a prevalência de obesidade
Fatores genéticos:
A presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar
Gravidez e menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso.

Que consequências para a saúde acarreta a obesidade?

Aparelho cardiovascular: Hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito;
Complicações metabólicas:
Hiperlipidémia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota;
Sistema pulmonar:
Dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndroma de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;
Aparelho gastrintestinal:
Esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;
Aparelho genito-urinário e reprodutor:
Infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo;

Outras alterações

Osteartroses, insuficiência venosa crônica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.

A obesidade provoca também alterações socio-económicas e psicossociais:

Discriminação educativa, laboral e social
Isolamento social
Depressão e perda de auto-estima.

Como se previne a obesidade?

Dieta alimentar equilibrada
Atividade física regular
Modo de vida saudável.

Qual é o tratamento adequado para a obesidade?

O tratamento médico para a obesidade passa pela combinação de dieta de baixas calorias, modificação comportamental, e aumento da atividade física. Quando com a modificação do estilo de vida não se consegue atingir os objetivos é necessário o uso de fármacos anti-obesidade.

O problema deste tipo de tratamento ou abordagem é a incapacidade de muitos doentes obesos perderem peso ou manterem o peso anteriormente perdido. Nos casos de obesidade grave - IMC superior ou igual a 40 kg/m2 ou superior a 35 com morbilidade - que tenham pelo menos cinco anos de evolução da sua obesidade e múltiplos tratamentos médicos ineficazes, a cirurgia pode ser recomendada.

Que tipo de benefícios se pode esperar com a perda de peso?

A perda de peso, mantida a longo prazo, é fundamental. São inúmeros os benefícios que acarreta para a saúde em geral e para a melhoria da qualidade de vida.

Reduz, igualmente, a mortalidade e contribui inexoravelmente para a melhoria das doenças crônicas associadas. Pequenas perdas de peso (diminuição de cinco a dez por cento do peso inicial) melhoram o controlo glicémico, reduzem a tensão arterial e os níveis de colesterol.

Sentirá também menos dificuldades respiratórias, benefícios na apneia do sono e na sonolência diurna, bem como nos problemas osteoarticulares (variáveis em função da lesão).

Qual é o impacto da perda de peso na doença cardiovascular e hipertensão arterial?

A perda de peso reduz o risco cardiovascular, pelos efeitos positivos na redução da tensão arterial e nos processos de hipercoagulação. Nesta melhoria tem grande influência o tipo de regime alimentar adoptado (restrição do sal e gorduras saturadas), a atividade física e a abolição de hábitos tabágicos.

A perda de peso intencional reduz a mortalidade nos obesos com doença cardiovascular associada.

Qual o impacto da perda de peso na diabetes tipo 2 e na síndroma de resistência à insulina?

Melhora o controlo glicémico entre dez a vinte por cento. Neste tipo de patologia, a adopção de um regime alimentar adequado e o aumento da atividade física também parecem ter um efeito potenciador do benefício em termos de ganhos de saúde. A perda de peso voluntária reduz a mortalidade nos obesos com diabetes do tipo 2.

Qual o impacto da perda de peso na dislipidémia (aumento dos níveis de gordura no sangue)?

A dislipidémia mista (colesterol e triglicéridos) melhora facilmente com a perda de peso, mesmo quando esta é modesta.

Qual o impacto da perda de peso na função ovárica?

A melhoria da sensibilidade à insulina, conseguida com a perda de cinco por cento do peso, reflete-se favoravelmente na mulher obesa com ovário poliquístico e hirsutismo. Essa melhoria traduz-se na recuperação dos ciclos menstruais e, por vezes, na própria ovulação e consequente fertilidade.

Qual é o impacto da perda de peso no cancro?

Não existem até ao momento provas científicas que permitam afirmar que a perda de peso tem efeitos favoráveis na evolução de certo tipo de carcinomas em pessoas obesas.

No carcinoma da mama, é possível concluir que tal relação existe, associando-se a perda de peso a uma evolução clínica mais favorável do processo oncológico.

Qual é o impacto da perda de peso em crianças e adolescentes obesos?

A perda de três por cento do peso corporal diminui, de forma significativa, a tensão arterial nos adolescentes obesos. Se o programa de emagrecimento incluir exercício físico, as melhorias nos níveis de tensão são mais acentuadas. A perda de peso contribui, também, para reduzir os níveis plasmáticos de triglicéridos e de insulina, bem como para aumentar o colesterol HDL, de modo proporcional percentagem da perda de peso.

No caso de crianças e adolescentes com diabetes do tipo 2 (habitualmente a do adulto obeso), a perda de peso, embora difícil, é mais eficaz na melhoria do controlo glicémico quando o regime alimentar foi reduzido em hidratos de carbono. A melhoria é também evidente nos casos de esteatose hepática (fígado gordo) e resulta da redução do hiperinsulinismo e do aumento da sensibilidade insulina.

Onde dirigir-se para diagnosticar e tratar a obesidade?

Ao médico de família no seu centro de saúde. Compete ao médico avaliar o tipo de obesidade e referenciá-lo, se necessário, para as consultas hospitalares de obesidade.

Fonte: www.portaldasaude.pt

Obesidade

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no corpo. Excetuando-se aqueles que são extremamente musculosos, os indivíduos cujo peso encontra- se 20% ou mais acima do ponto médio de uma escala padrão de altura-peso são considerados obesos.

A obesidade pode ser classificada como leve (20 a 40% de sobrepeso), moderada (41 a 100% de sobrepeso) ou grave (mais de 100% de sobrepeso). A obesidade é grave em apenas 0,5% dos indivíduos obesos.

Obesidade na Vida Adulta

Nos Estados Unidos, a prevalência da obesidade vem crescendo (até 33% somente na década passada). De modo geral, 31% dos homens e 35% das mulheres sofrem de obesidade, mas a prevalência varia com a idade e a raça.

A obesidade é duas vezes mais comum entre os indivíduos idosos que entre os mais jovens. A prevalência da obesidade é mais ou menos a mesma entre homens da raça negra e da raça branca, sendo discretamente maior entre os homens de origem hispânica que entre os homens negros e brancos e muito maior entre as mulheres da raça negra e de origem hispânica que entre as mulheres brancas. Por exemplo, cerca de 60% das mulheres negras de meia-idade são obesas, em comparação com 33% das mulheres brancas.

Causas

A obesidade é resultado do consumo de uma quantidade de calorias maior que a que o corpo utiliza. Os fatores genéticos e ambientais influenciam o peso corpóreo, mas ainda não está totalmente claro como eles interagem para determinar o peso de um indivíduo. Uma explicação proposta é que o peso corpóreo é ajustado em torno de um ponto fixo, similar ao ajuste de um termostato. Um ponto fixo acima do normal pode explicar a razão pela qual alguns indivíduos são obesos e porque a perda de peso e a manutenção da perda são difíceis para eles.

Fatores Genéticos

Pesquisas recentes sugerem que, em média, a influência genética contribui em aproximadamente 33% do peso corpóreo, mas a contribuição pode ser maior ou menor em um determinado indivíduo.

Fatores Socioeconômicos

Esses fatores têm uma forte influência sobre a obesidade, sobretudo entre as mulheres. Nos Estados Unidos, a obesidade é mais do que 2 vezes mais comum entre as mulheres de nível socioeconômico mais baixo que entre as mulheres de um nível socioeconômico mais elevado. Ainda não está totalmente clara a razão pela qual os fatores socioeconômicos têm uma influência tão forte sobre o peso das mulheres, mas as sanções contra a obesidade aumentam medida que o nível socioeconômico aumenta.

Fatores Psicológicos:

Os distúrbios emocionais, antigamente considerados uma causa importante da obesidade, são atualmente considerados uma reação contra o forte preconceito e a discriminação contra os indivíduos obesos. Um tipo de distúrbio emocional, a imagem corpórea negativa, é um problema grave para muitas mulheres jovens obesas. Ele acarreta uma autocrítica extrema e desconforto em situações sociais. Dois padrões anormais de alimentação que contribuem para a obesidade em algumas pessoas, o distúrbio da ingestão exagerada de alimentos e a síndrome da alimentação noturna, podem ser desencadeados pelo estresse e por distúrbios emocionais. O distúrbio da ingestão exagerada de alimentos é semelhante à bulimia nervosa, exceto pelo fato dos excessos não serem seguidos por vômitos auto-induzidos. Como conseqüência, mais calorias são consumidas. Na síndrome da alimentação noturna, a falta de apetite pela manhã é seguida por uma ingestão exagerada, agitação e insônia durante a noite.

Fatores Relacionados ao Desenvolvimento:

Um aumento de tamanho e/ou da quantidade de células adiposas aumenta a quantidade de gordura armazenada no corpo. Os indivíduos obesos, sobretudo aqueles que se tornaram obesos durante a infância, podem ter até cinco vezes mais células adiposas do que aqueles que possuem um peso normal. Como o número de células não pode ser reduzido, o peso somente pode ser perdido através da redução da quantidade de gordura existente em cada célula.

Atividade Física:

A atividade física reduzida é provavelmente uma das principais razões para o aumento da obesidade entre os indivíduos que vivem em sociedades abastadas.

Nos Estados Unidos, a obesidade é atualmente mais de duas vezes mais freqüente que em 1900, apesar da quantidade média de calorias consumidas diariamente tenha diminuído uns 10%. Os indivíduos sedentários necessitam de uma menor quantidade de calorias. O aumento da atividade física faz com que os indivíduos com peso normal comam mais, mas o mesmo pode não ocorrer em indivíduos obesos.

Hormônios: Os distúrbios hormonais raramente causam obesidade.

Lesão cerebral:

Raramente, uma lesão cerebral (sobretudo do hipotálamo) pode acarretar obesidade.

Medicamentos: Vários medicamentos freqüentemente utilizados produzem aumento de peso. Eles incluem os corticosteróides (p.ex., prednisona), muitos antidepressivos e também a maioria dos outros medicamentos que são utilizados no tratamento de distúrbios psiquiátricos.

Sintomas

O acúmulo do excesso de gordura abaixo do diafragma e na parede torácica pode exercer pressão sobre os pulmões, causando dificuldade respiratória e falta de ar, mesmo com um esforço mínimo. A dificuldade respiratória pode interferir gravemente no sono, provocando a parada momentânea da respiração (apnéia do sono), acarretando sonolência durante o dia e outras complicações.

A obesidade pode causar vários problemas ortopédicos, incluindo a dor na região dorsal baixa e o agravamento da osteoartrite, particularmente nos quadris, joelhos e tornozelos. Os distúrbios cutâneos são particularmente comuns. Como os indivíduos obesos possuem uma superfície corpórea pequena em relação ao seu peso, eles não conseguem eliminar o calor do corpo de modo eficaz e suam mais do que os indivíduos magros. O inchaço dos pés e tornozelos, causado pela retenção de uma quantidade pequena a moderada de líquido (edema), também é comum.

Complicações

Os indivíduos obesos apresentam um maior risco de adoecer ou de morrer por qualquer doença, lesão ou acidente, e esse risco aumenta proporcionalmente ao aumento da obesidade.

O risco também é influenciado pela localização do excesso de gordura. A gordura tende a acumular-se no abdômen (obesidade abdominal) dos homens e nas coxas e nádegas (obesidade da parte inferior do corpo) das mulheres.

A obesidade abdominal foi relacionada a um risco muito mais elevado de doença coronariana e com três des seus principais fatores de risco: a hipertensão arterial, o diabetes com início na vida adulta e a concentração alta de gorduras (lipídeos) no sangue.

Desconhece-se a razão pela qual a obesidade abdominal aumenta esses riscos, mas a perda de peso reduz dramaticamente os riscos em indivíduos com obesidade abdominal. Na maioria dos indivíduos hipertensos, a perda de peso reduz a pressão arterial e permite que mais de 50% dos indivíduos que apresentam diabetes na vida adulta interrompam o uso da insulina ou outro tratamento medicamentoso. Certos tipos de câncer são mais comuns nos indivíduos obesos que naqueles que não o são. Eles incluem o câncer da mama, de útero e de ovário nas mulheres e o câncer de cólon, de reto e de próstata nos homens. Os distúrbios menstruais também são mais comuns e as colecistopatias (doenças da vesícula biliar) ocorrem três vezes mais freqüentemente nos obesos.

Diagnóstico e Tratamento

Embora a obesidade seja evidente, a sua extensão é determinada pela mensuração da altura e peso. Freqüentemente, essas medidas são convertidas no índice de massa corpórea, o peso (em quilogramas) dividido pela altura (em metros quadrados). Um valor superior a 27 indica obesidade leve, enquanto que um valor de 30 ou mais indica a necessidade de tratamento. Paradoxalmente, as mulheres que apresentam obesidade da parte inferior do corpo, a qual tem um risco muito menor de acarretar um problema de saúde, procuram tratamento para a obesidade em uma proporção oito vezes maior que os homens. A obesidade não tratada tende a piorar, mas os efeitos a longo prazo do tratamento são desapontadores. Embora tenham sido realizados progressos consideráveis para ajudar os indivíduos a diminuir de peso, este geralmente é recuperado em 3 anos.

As preocupações sobre o fato da recuperação do peso (denominada ciclagem do peso) provoca vários problemas de saúde são infundadas, de modo que essas preocupações não devem impedir que os indivíduos obesos tentem perder peso. Para perder peso, os indivíduos obesos devem consumir menos calorias do que as despendidas.

Os métodos utilizados para atingir esse objetivo podem ser classificados em três grupos: autoajuda, no qual os indivíduos, sozinhos ou em grupos com interesses comuns, utilizam informações provenientes de livros ou de outras fontes; programas não clínicos fornecidos por conselheiros que não são profissionais da saúde licenciados; e programas clínicos fornecidos por profissionais licenciados da área da saúde. A maioria dos programas de controle de peso baseiam-se na mudança comportamental.

Normalmente, as dietas são consideradas menos importantes que as alterações permanentes dos hábitos alimentares e do exercício físico. Os programas reconhecidos ensinam os indivídos como realizar alterações seguras, sensatas e graduais dos hábitos alimentares que aumentam o consumo de carboidratos complexos (frutas, vegetais, pães e massas) e diminuem o consumo de gorduras. Para os indivíduos com obesidade leve, recomenda-se apenas uma restrição modesta de calorias e gorduras dietéticas. Para aqueles que apresentam obesidade moderada e desejam perder peso mais rapidamente, foram desenvolvidos programas baseados em dietas com um baixo conteúdo calórico, isto é, de 800 calorias diárias ou menos. Essas dietas são seguras quando supervisionadas por um médico.

No entanto, o entusiasmo por essas dietas diminuiu porque elas são caras e os indivíduos tendem a recuperar o peso ao deixarem de segui-las. De modo crescente, os médicos vêm prescrevendo medicamentos para reduzir o peso corpóreo. Geralmente, esse tipo de medicamento reduz o peso em aproximadamente 10% em seis meses e mantêm a perda de peso enquanto o seu uso for mantido. Quando o indivíduo interrompe o seu uso, o peso é imediatamente recuperado. As muitas complicações graves da obesidade grave (mais de 100% de sobrepeso) tornam o tratamento importante e a cirurgia vem se tornando o tratamento de escolha.

A cirurgia, geralmente para reduzir o tamanho do estômago e, conseqüentemente, a quantidade de alimento que pode ser consumido de uma vez, pode acarretar grandes perdas de peso, as quais comumente chegam a atingir a medade do sobrepeso do indivíduo, geralmente de 36 a 68 quilos. Inicialmente, a perda de peso é rápida e, em seguida, diminui gradualmente durante dois anos, até atingir um nível que, com freqüência, é mantdo. Geralmente, a perda alivia as complicações e melhora o humor, a auto-estima, a imagem corpórea, o nível de atividade e a capacidade laborativa e de relacionamento interpessoal do indivíduo. A cirurgia deve ser reservada aos indivíduos com obesidade grave e somente é realizada dentro de determinados programas especializados nesse tipo de cirurgia e que tenham demonstrado segurança e eficácica suficientes. Nesses programas, a cirurgia é geralmente bem tolerada. Menos de 10% desses pacientes de alto risco apresentam complicações decorrentes da cirurgia e 1% ou menos morre.

Obesidade na Adolescência

Os fatores que influenciam a obesidade de adolescentes são os mesmos que os dos adultos. Freqüentemente, o adolescente com obesidade leve ganha peso rapidamente e torna-se substancialmente obeso em poucos anos. Muitos adolescentes obesos possuem uma auto-imagem desfavorável e tornam-se progressivamente mais sedentários e socialmente isolados. Freqüentemente, os pais não sabem como ajudá-los. Não existem muitas opções terapêuticas disponíveis para os adolescentes obesos. Há poucos programas comerciais elaborados especificamente para os adolescentes, poucos médicos com experiência no tratamento específico de adolescentes e a experiência com o uso de medicamentos que possam ajudá-los é limitada.

As escolas proprorcionam várias oportunidades para a educação nutricional e para a atividade física. No entanto, esses programas raramente se preocupam o suficiente em ensinar aos adolescentes como controlar a obesidade.

Quando a obesidade é grave, a cirurgia algumas vezes é realizada. A modificação comportamental pode ajudar os adolescentes no controle da obesidade. Ela consiste na redução da ingestão calórica através da instituição de uma dieta bem balanceada composta por alimentos comuns, em mudanças pernanentes dos hábitos alimentares e no aumento da atividade física (p.ex., marcha, ciclismo, natação, dança). Os acampamentos de verão para adolescentes obesos normalmente os ajudam a perder uma quantidade significativa de peso. No entanto, se não for mantido um \esforço contínuo, o peso é comumente recuperado.

Um programa de aconselhamento para ajudar os adolescentes a enfrentar seus problemas e a sua má auto-estima pode ser útil.

Fonte: www.msd-brazil.com

Obesidade

Origem da Obesidade

No passado longínquo a comida era rara e o homem pré-histórico gastava muita energia para consegui-la. Havia uma grande atividade física constante, ou no sentido do homem fugir de algum animal maior que o quisesse como refeição ou correr atraz de algum animal menor para comer. Eram tempos de escassez.

Havia então um instinto de comer tudo que estivesse ao alcance para fazer reservas energéticas pois não se sabia quando seria a próxima refeição.

Com o passar do tempo o homem desenvolveu a inteligência e dominou o planeta. Aprendeu a plantar, pastorear , enfim a ter comida em abundância e acima de tudo sem precisar correr atraz de alimento. Alias nem fugir de outros animais, pois o homem deixou de ter predador . Nesse momento, talvez no século passado, o homem conheceu a abundância e a falta de predador. Com certeza nenhuma outra espécie viva nesse planeta conquistou esse duplo previlégio.

Aparentemente trata-se de um progresso da espécie, mas na verdade foi o inicio de uma nova Era. A “Era do sedentarismo e da comilança desregrada”.

Em outras palavras submetemos o nosso corpo a um estilo de vida para o qual ele não foi feito. Estamos nos desviando das orientações do nosso “Manual de Manutenção” e pior, muito rapidamente, sem dar tempo a Mãe Natureza de fazer os ajustes lentos e graduais que a evolução das espécies requer.

Ao descobrir o fogo o homem aprendeu que esquentando a comida ela fica mais saborosa e de mais fácil digestão. Assim , nesse momento começamos a retirar as fibras dos alimentos. Chamamos isso de “digestão externa”. Aprendemos também a refinar industrialmente o trigo e o açúcar deixando-os sem fibras também.

Dessa forma a comida passou a não ter fibras.

As moradias atuais são pequenas devido a intensa migração urbana dos últimos séculos e por isso as cozinhas não comportam grandes quantidades de frutas e verduras para fornecer 2.000 calorias por pessoa por dia as custas de frutas, verduras ou legumes. Foi necessário encontrar uma alternativa mais prática para alimentar as pessoas.

Surgiram as comidas de baixo volume, hipercalóricas e não perecíveis (tradução: amido e açucar sem fibras) como pão, bolacha, chocolate, etc.

Esse tipo de comida não causa saciedade porque não distende o estomago e por isso esse tipo de comida induz a comer sem parar.

Esse tipo de comida moderna é de facílima digestão e por isso quase toda realizada no duodeno. Dessa forma quase toda a comida será absorvida para o sangue no duodeno e no inicio do jejuno. Assim não haverá resíduo alimentar chegando ao íleo terminal e com isso não haverá estímulo para produção de hormônios como GLP1, PYY e Oxintomodulina. Esses hormônios são responsáveis pelo “grito intestinal” que avisa o cérebro para parar de comer. Em outras palavras a comida moderna é tão facilmente absorvida que a grande parte do intestino não vê comida. É uma pena porque dessa forma o intestino acha que a pessoa não comeu e não manda o cérebro parar de comer, e dessa forma a pessoa continua comendo sem parar, ou seja de forma insaciável.

Assim então entendemos porque o progresso intelectual humano induz a obesidade pois come-se muito e gasta-se pouca energia, ou seja assim como uma conta bancaria onde estoca-se muita energia e gasta-se pouca energia, o resultado será uma conta bancaria bem gorda.

Listo a seguir os 6 mandamentos da Obesidade Moderna:

Sedentarismo por sermos o topo da cadeia alimentar (não temos predador) e logo não precisamos fugir de ninguém
Sedentarismo por termos abundância de alimentos. (Todas as outras espécies vivas vivem na escassez de alimentos e por isso precisam correr muito atraz de comida)
Sedentarismo por ficamos trancados em casa com medo da violência urbana.
Sedentarismo porque a tecnologia permite resolvermos tudo em casa pela Internet, pelos Deliverys, etc.
Comemos comidas hipercalóricas de baixo volume que não causam saciedade pois não distendem o estomago e assim o homem come e continua “bem disposto” a continuar a comer por tempo indeterminado.
Comemos comidas hipercalóricas de facílima absorção no duodeno e jejuno altos logo o “intestino passa fome“ e por isso não existe o grito do intestino avisando o cérebro para parar de comer. E assim o individuo continua com fome mesmo depois de comer muito.

Resumo

Em resumo o Mundo Moderno induz a obesidade. O homem do futuro será um grande obeso. A mesma tecnologia que é capaz de esticar a sobrevida graças a transplantes e vacinas será a grande culpada pela diminuição da sobrevida graças as complicações decorrentes da obesidade extrema.

É necessário que tenhamos consciência desse fenômeno e que lutemos contra essa correnteza mudando nossos hábitos alimentares e físicos imediatamente

Caracteristicas da Obesidade

Classificação

Na pratica quantificamos o grau de obesidade conforme o IMC (Índice de Massa Corporal). Trata-se de uma conta matemática onde dividimos o Peso (Kg) pelo quadrado da altura (m).

Exemplo:

Peso = 130 Kg e Altura = 1,72 m
IMC = 130 / 1,72 x 1,72 = 43,94 Kg/m2

Referência

IMC até 25 Kg/m2 = normal
IMC entre 25 e 30 = Sobrepeso
IMC entre 30 e 35 = Obeso tipo 1
IMC entre 35 e 40 = Obeso tipo 2
IMC entre 40 e 50 = Obeso Mórbido
IMC entre 50 e 60 = Super Obeso Mórbido
IMC acima de 60 = Super super Obeso Mórbido

Na verdade esse índice é muito simplista porque não leva em conta a porcentagem de gordura, massa muscular ou de água. O peso como única fonte de informação pode equiparar um obeso a um halterofilista. Por isso trabalhamos com outros parâmetros que são obtidos por uma técnica chamada Bioimpedânciometria na qual calcula-se a porcentagem de gordura, massa magra e água. Usamos tambem a Tomografia Computadorizada para individualizar a gordura visceral da gordura subcutanea.

Existem 2 padrões de obesidade:

Obesidade Visceral

Obesidade Visceral localizada principalmente dentro da cavidade abdominal. Esse tipo de gordura é perigosa porque causa a liberação de hormônios que causam Hipertensão arterial e Diabetes, logo diminuem a quantidade de vida. As pessoas que tem esse padrão de distribuição gordurosa geralmente tem cintura grande.

Esse padrão lembra uma "maça” pois parece uma bola no centro do corpo. É o padrão de obesidade masculina, ou seja andróide.

Obesidade Subcutânea

Obesidade Subcutânea localizada em baixo da pele, principalmente nádegas e coxas. Esse tipo de gordura não produz hormônios tão perigosos, porem devido as alterações de quadril e coxas causa dificuldade na movimentação corporal, logo diminuem a qualidade de vida. As pessoas desse grupo tem a parte superior do abdomem mais fina que a inferior e porisso assumem aspecto de "pêra". É o padrão de obesidade feminina, ou seja ginecóide.

Comorbidades

Qualquer que seja o grau ou o padrão de obesidade haverá piora de quantidade e de qualidade de vida porque a Obesidade causa doenças. Chamamos as doenças que decorrem da obesidade de "comorbidades". Essas doenças são "Filhas da Obesidade".

As comorbidades mais frequentes são: Hipertensão arterial, Diabetes tipo 2, Hipercolesterolemia, Apnéia do sono, Insuficiência Cardíaca, Artroses de quadril e joelhos, Obstrução arterial (ex. coronarias, carótidas, etc.), etc.

Essas doenças geram muitas consultas médicas, exames, medicamentos e internações. Alem do paciente sofrer com a doença ele também precisa arcar com grande gasto de tempo e dinheiro.

Essas comorbidades causam a mortalidade precoce nos obesos.

Outro aspecto que também deve ser considerado é o "sofrimento psicológico" causado pela Obesidade. Alguns pacientes tem dificuldade para andar, passar na roleta do ônibus, sentar em poltronas de cinema ou avião, comprar roupas e até mesmo de fazer sua higiene pessoal. Existe também a discriminação social dificultando relacionamentos sociais e afetivos, alem de dificultar a vida profissional em alguns casos.

Tratamento

A meta no tratamento da Obesidade é múltipla:

Emagrecer perdendo principalmente gorduras . Não temos nenhum interesse em promover a perda de massa muscular ou de água
Emagrecer sem causar efeitos colaterais
Trazer o paciente a um IMC normal (ao redor de 25 Kg/m2)
Manter esse novo peso por toda a vida
O tratamento da obesidade é sempre clinico e deve ser mantido para toda a vida.
Obrigatoriamente o paciente precisa mudar seus hábitos, mudar a sua rotina.
O paciente precisa aprender a alimentar-se corretamente. Escolher alimentos que causem saciedade e que tenham poucas calorias. Chamamos isso de reeducação alimentar.
O paciente precisa ter atividade física diariamente para queimar suas reservas e assim evitar que haja armazenamento do excesso de calorias na forma de gorduras.
O paciente precisa estar em estado de equilíbrio psicológico para evitar o "comer compulsivo", ou seja comer continuadamente mesmo sem necessidade psicológica.

Em resumo é necessário uma "reeducação tríplice" (alimentar ,física e psicológica) para conseguir emagrecer com saúde.

Nenhum medicamento substitui essa reeducação e apenas o uso de medicação sem reeducação tríplice pode ser prejudicial a saúde em vários aspectos diferentes.

É necessário deixar claro que essa reeducação tríplice precisa ser mantida eternamente e que no momento que "baixarmos a guarda" haverá a reengorda. É por esse motivo que qualquer tratamento clinico que tenha prazo definido para terminar será condenado ao fracasso pois todo o peso perdido durante o período de reeducação será readquirido em poucos dias após o retorno aos maus hábitos iniciais. Um exemplo desse raciocínio é quando o paciente freqüenta um spa e em quinze dias de bons hábitos emagrece 10 kg. Se ao retornar para casa ele reassumir maus hábitos como o sedentarismo e comer doces compulsivamente, ele certamente reganhará os mesmos 10 Kg em pouco tempo.

Assim fica claro que essa reeducação tríplice precisa ser adotada eternamente. Constatamos na pratica que ninguém faz coisas "que não sejam prazerosas" por longos períodos de tempo. Não adianta querer forçar um obeso a fazer academia de ginástica diariamente se ele não gosta de academia. Provavelmente ele abandonará todo o projeto de reeducação tríplice. É necessário adequarmos a reeducação tríplice de forma individual respeitando as preferências do paciente.

Por exemplo a nutricionista precisa ao elaborar o cardápio levar em conta o "paladar" desse paciente. Outro exemplo é a escolha da atividade física onde o paciente talvez prefira dançar ou nadar ao invez de fazer academia diariamente.

Em resumo o tratamento da obesidade é sempre clinico e é baseado na reeducação tríplice que deve ser prazerosa e adotada de forma eterna. O uso de medicamentos é "apenas medida complementar" que deve ser prescrita apenas por médicos especializados devido ao elevado potencial de efeitos colaterais.

Falha do Tratamento

A reeducação tríplice funciona muito bem até certo nível de obesidade. Observou-se na pratica médica que as pessoas muito obesas não apresentavam boa resposta terapêutica , ou porque emagreciam pouco ou porque reengordavam mesmo adotando novos e bons hábitos.

Estudos mundiais comparando IMC antes e depois de tratamentos de obesidade comprovaram que a reeducação tríplice tem resultado surpreendente em pacientes com IMC inferior a 40 Kg/m2. Por esse motivo consideramos o IMC de 40 Kg/m2 como a fronteira do tratamento clinico . Quem cruza essa fronteira é chamado de Obeso Mórbido.

Estima-se que existam no Brasil 5 milhóes de obesos mórbidos (2007).

Considera-se que atualmente (2008) o único tratamento eficaz para o obeso mórbido seja a cirurgia bariatrica. Nos EUA foram realizadas 200 mil cirurgias bariatricas em 2007, enquanto no Brasil no mesmo ano foram realizadas aproximadamente 20 mil cirurgias.

Fonte: www.francoerizzi.com.br

Obesidade

O que é obesidade?

Conceito

Obesidade é uma doença caracterizada pelo excesso de peso, ocasionado por um grande acúmulo de gordura corporal. A técnica mais utilizada para diagnóstico da obesidade é o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O cálculo do IMC é baseado em uma relação entre o peso e a altura, sendo utilizado tanto para adultos quanto para crianças e adolescentes.

O resultado do IMC é obtido dividindo-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado, cuja equação é a seguinte:

IMC = Peso / AlturaxAltura

O resultado é obtido em quilogramas por metro quadrado.

Desse modo, a obesidade é definida por valores de IMC = 30 Kg/m2. Já o sobrepeso, que é uma condição intermediária entre o peso normal e a obesidade, é definido por valores de IMC = a 25 e < 30 Kg/m2.

Valores normais de IMC (peso ideal) situam-se na faixa de 18,5 a 24,9 Kg/m2.

Causas da obesidade

Para muitas pessoas, a obesidade e o sobrepeso são causados por um desequilíbrio no metabolismo energético.

O peso corporal é determinado pelo balanço entre a quantidade de energia ou calorias que são ingeridas (vindas de alimentos ou bebidas) e a quantidade de energia ou calorias que são gastas (atividades físicas, por exemplo).

Em suma, quando se ingere mais calorias do que se gasta, há ganho de peso. Quando se ingere menos calorias do que se gasta, há perda de peso. Quando quantidades iguais de calorias são ingeridas e gastas, o peso se mantém.

Vários fatores contribuem para a obesidade, além do desequilíbrio do balanço energético. Dentre eles, podemos citar os seguintes:

Sedentarismo (ou falta de atividades físicas).
Fatores ambientais (falta de espaço para lazer, falta de tempo para praticar atividades físicas para pessoas que trabalham muito, grande quantidade de “fast foods” e lanchonetes de lanches rápidos, dificuldade de encontrar alimentos saudáveis em determinados locais).
Fatores genéticos e história familiar:
As chances de um filho se tornar obeso são grandes quando os pais também são obesos.
Problemas de saúde:
Algumas vezes, problemas hormonais podem causar sobre peso e obesidade, como o hipotireoidismo (redução ou falta do hormônio tireoidiano), síndrome de Cushing (excesso de produção do hormônio cortisol pela glândula adrenal) e síndrome dos ovários policísticos (além da obesidade, esta doença pode causar também excesso de pêlo, problemas de infertilidade, e outros problemas de saúde por conta da produção de excesso de hormônios androgênicos).
Medicamentos:
alguns medicamentos podem levar a ganho de peso, como os corticosteróides, alguns tipos de antidepressivos e algumas medicações utilizadas para tratamento da epilepsia.
Fatores emocionais:
algumas pessoas comem mais quando estão chateadas, estressadas ou nervosas.
Idade:
ao envelhecer, a massa muscular corporal tende diminuir. Diminuindo, diminui também o gasto energético, favorecendo o ganho de peso.
Gravidez:
durante a gravidez há uma maior tendência em ganho de peso em determinadas mulheres. Após o parto, às vezes fica difícil perder peso, podendo levar ao sobrepeso ou obesidade.
Insônia:
estudos revelaram que pessoas que dormem menos têm maior chance de engordar. Pessoas que dormem 5h por noite, por exemplo, têm muito mais chances de se tornarem obesas do que pessoas que dormem cerca de 7 a 8h por noite.

Sintomas da obesidade

O ganho de peso geralmente se desenvolve ao longo do tempo. Muitas pessoas sabem que estão ganhando peso.

Os sintomas mais comuns da obesidade são:

As roupas começam a ficar apertadas e o indivíduo precisa vestir um tamanho maior do que o habitual.
Há aumento da gordura abdominal e do quadril.
Há aumento do IMC (Índice de Massa Corporal) e da circunferência abdominal.

Diagnóstico da obesidade

O diagnóstico é feito tendo como base os valores do Índice de Massa Corporal (IMC). O valor do IMC é obtido dividindo-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado.

Abaixo há uma tabela com os valores do IMC e seus significados:

IMC Diagnóstico
18,5 a 24,9 Peso normal
25 a 29,9 Sobrepeso
30 a 39,9 Obesidade
= 40 Obesidade mórbida

Consequências da obesidade

Estar obeso ou com sobrepeso não é apenas um problema estético. A obesidade e o sobrepeso aumentam os riscos do desenvolvimento de várias doenças e outros problemas de saúde.

Dentre os principais problemas de saúde relacionados à obesidade e ao sobrepeso, podemos citar:

Doenças do coração: Angina e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
Hipertensão Arterial (pressão alta).
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI ou Derrame Cerebral).
Diabetes tipo 2.
Colesterol ou triglicerídeos altos.

Síndrome metabólica: que se caracteriza pela presença de pelo menos três dos fatores de risco cardiovascular citados abaixo:

Aumento da gordura abdominal.
Aumento do colesterol ou triglicerídeos (ou redução do HDL - colesterol).
Aumento da pressão arterial.
Aumento da glicose sanguínea.
Câncer.
Osteoartrite.
Apnéia do sono.
Problemas reprodutivos:
anormalidades menstruais ou até mesmo infertilidade nas mulheres.
Pedras na vesícula.

Tratamento da obesidade

O tratamento para perder peso consiste na mudança do estilo de vida, seguindo-se uma dieta equilibrada com baixas calorias e praticando-se atividades físicas regularmente. Caso estas mudanças no estilo de vida não funcionem, há a opção da utilização de medicações para emagrecer e também de cirurgias para perder peso (ex: cirurgia para redução do estômago).

O tratamento da obesidade pode envolver um trabalho conjunto de vários profissionais da área de saúde, como um médico endocrinologista, nutricionista, professor de educação física e cirurgião bariátrico (caso uma cirurgia para perda de peso seja necessária). Profissionais como um psiquiatra e também um psicólogo também podem ser necessários caso problemas emocionais estejam presentes.

Prevenção da obesidade

Como os hábitos de vida se desenvolvem desde a infância, incentivar as crianças a terem bons hábitos alimentares e a praticar exercícios físicos regularmente as ajudarão a chegar à idade adulta com peso normal e boa saúde.

De um modo geral, todos devem seguir uma boa dieta alimentar além de praticar atividades físicas regulares para manter um peso normal.

Obesidade: considerações finais

A obesidade e o sobrepeso têm aumentado muito em nossa população ao longo destes últimos anos. Dados revelaram que a obesidade e o sobrepeso em adultos dobraram desde 1980, enquanto o sobrepeso em crianças e adolescentes triplicou.

Mais do que nunca a prática de atividades físicas e a adoção de uma dieta adequada são fundamentais para manter o peso normal, visando uma vida mais saudável no presente e no futuro.

Referências bibliográficas

1. Screening for obesity in adults: recommendations and rationale. Ann Intern Med 2003 Dec 2;139(11):930-2.
2. McTigue K. Screening and interventions for obesity in adults: a summary of the evidence for the U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med 2003 Dec 2;139

Fonte: www.bancodesaude.com.br

Obesidade

Obesidade genética e obesidade ambiental

A estimativa da tendência genética que uma pessoa tenha para engordar vai ser fundamental na definição da estratégia a ser adotada no seu tratamento.

Algumas características simples podem servir como um bom indicador desta tendência genética. Através dela podemos caracterizar, para fins práticos, um determinado indivíduo como obeso genético ou obeso ambiental.

São características da obesidade genética:

1. Outros casos de obesidade na família. Logicamente é um dado importante, pois quando ocorre a obesidade entre parentes próximos é muito mais provável que a pessoa tenha herdado genes de predisposição para o ganho de peso.
2.
Maus resultados em tratamentos anteriores. O obeso genético geralmente conta que, quando tentou emagrecer antes, encontrou muita dificuldade. A perda de peso era obtida com muito sacrifício e, por qualquer descuido, rapidamente o peso era recuperado.
3.
Início precoce do problema de peso. Em geral o obeso genético começa a lutar contra o peso ainda muito jovem, freqüentemente na infância.

A obesidade ambiental, em contrapartida, tende a apresentar as seguintes características:

1. Nenhum ou poucos casos de obesidade na família, em geral com excesso de peso moderado.
2.
Bons resultados em tratamentos anteriores, mas depois de uma boa perda de peso a pessoa se descuida, volta a comer errado, pára com a atividade física e engorda novamente.
3.
Início mais tardio do problema de peso. O obeso ambiental geralmente começa a engordar em conseqüência de algum fator desencadeante. Os mais freqüentes são: gestação, puberdade, casamento, menopausa, interrupção de atividade física, uso de medicamentos ou interrupção de tabagismo.

Obesidade genética e ambiental

Qual a importância prática de dividir os obesos em genéticos e ambientais?

Vejamos um exemplo do conceito de obesidade genética aplicado na prática. Se um obeso ambiental precisar de um remédio para ajudá-lo a emagrecer, este remédio pode ser usado, por exemplo, durante uns 6 meses.

Se, neste período de tratamento, o paciente consegue mudar efetivamente seus hábitos de vida, passando a praticar atividades físicas regularmente e a comer de forma saudável, este medicamento poderá ser retirado sem que ocorra recuperação do peso perdido.

Se o paciente for um obeso genético, provavelmente ele precisará do remédio por tempo indeterminado, porque, interrompendo, terá uma grande probabilidade de recuperar todo o peso perdido.

Fonte: www.emagrecimento.com.br

Obesidade

INTRODUÇÃO

Um dos principais problemas que enfrenta a área de Saúde, atualmente, é a obesidade. Segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), calcula-se que cerca de 25% da população mundial é obesa e que destes, 25% morrem por conseqüências diretas ou indiretas da obesidade.

Hoje, a obesidade se tornou um sério problema de Saúde Pública no mundo, superando até mesmo a desnutrição e as doenças infecciosas.

Há explicações interrelacionadas para o crescimento do número de obesos nas últimas décadas: mudanças radical nos hábitos alimentares; de uma alimentação mais natural, passou-se a alimentos super-industrializados, refinados, tais como o arroz, a farinha de trigo, o açúcar, o sal, etc.

E nos últimos 30 anos, acrescentou-se a isto os chamados “Fest Food”: todo tipo de refrigerantes, “hot-dogs”, sanduíches, etc.

Com a mudança dos padrões alimentares, mudaram também os padrões de gasto de energia. O estilo de vida sedentário e as dietas baseadas em alto índice de gordura e elevada densidade energética são apontados como as principais causas do aumento da obesidade, sobretudo se o obeso apresenta alguma predisposição genética ou tendências para engordar rapidamente quando exposto a fatores ambientais desfavoráveis.

Visando o melhor entendimento do que é, e de como se processa esta patologia, de “n” causas que acomete inúmeras pessoas em todo o mundo, este artigo pretende informar e abordar diversos assuntos que de maneira clara possa proporcionar ao leitor informações sobre aspectos científicos de suas principais dúvidas sobre este assunto.

CONCEITO DE OBESIDADE

Conceitualmente, através do termo obesidade se denomina o estado em que determinada pessoa apresenta excesso de tecido gorduroso em relação ao normal. É absolutamente verdadeiro que a obesidade é uma síndrome, determinada por inúmeros fatores. Em outras palavras, “n” causas podem ser responsáveis pelo acúmulo de tecido adiposo.

Podemos dizer que a obesidade existe quando a parcela de tecido adiposo representa mais de 20% do peso corporal total no homem e mais de 25% na mulher.

Freqüentemente resulta de um balanço energético perturbado no qual a ingesta é maior do que o consumo. A ingesta alimentar é determinada essencialmente pelos centros hipotalâmicos da Fome e da Saciedade. Em muitos obesos estes centros estão desregulados favorecendo o aparecimento da obesidade.

Em relação as causas da obesidade, podemos classificar a obesidade em:

Neurológicas
Endócrinas
Genética
De Inatividade Física
Farmacológica
Ambiental
Psicológica

Obviamente, uma causa não invalida outra; assim sendo, associa-se freqüentemente uma obesidade genética com a inatividade física e a compulsão psicológica para comer e assim sucessivamente.

Obesidade Neurológica

É aquela em que problemas neurológicos (tumores, granulomatose, traumas, etc.) afetam regiões do hipotálamo relacionadas com o mecanismo da saciedade (deprimindo-o) ou com o mecanismo da fome (estimulando-o).

Obesidade Endócrina

É aquela relacionada ou por excessos ou escassez de hormônios endócrinos associados ou não ao ganho de peso, ora casualmente (hipercortisolismo, hiperinsulinismo), ora associadamente (síndrome dos ovários policísticos), a existência de problemas endócrinos óbvios é pouco freqüente na massa geral de pacientes obesos (menor que 5%). Deve se lembrar que o hipotireoidismo, freqüentemente associado à obesidade, apesar de ser moléstia freqüente, raramente leva a grandes aumentos ponderais devidos à excessos de gorduras.

Obesidade Genética

Não há menor dúvida que existe um componente genético na obesidade. Assim sendo a alta incidência (mais de 80%) de crianças obesas advindas de pais obesos não se prende apenas a quantidade calórica que predomina nestes lares, mas sobretudo ao fator genético e da composição corpórea presentes nestes indivíduos.

Obesidade de Inatividade Física

Entre os casos mais típicos de obesidade destacam-se aqueles de esportistas que, por uma razão ou outra, deixaram de fazer educação física, estas pessoas em geral comem muito e continuam a fazê-lo após a cessação de exercícios, o que justificam o ganho de peso dessas pessoas e o acentuado grau de obesidade que atingem.

Obesidade Farmacológica

É freqüente o aparecimento de obesidade após o uso de certos medicamentos, como neurolépticos, estrógenos, glicocorticóides, progestágenos e anti-histamínicos, o mecanismo que induz ao aumento de peso destes fármacos, estaria relacionado com os mecanismos que regulam a fome e a saciedade alterando-os.

Obesidade Ambiental

Podemos enquadrar neste tipo de obesidade àquela relacionadas a circunstâncias ou situações que possam encorajar um indivíduo ao aumento de peso.

Dentre estas podemos citar: viagens prolongadas, mudanças ambientais, confinamento ao leito do hospital (sem doença que propicie magreza). Todos estes podem ocasionar um aumento ponderal ao indivíduo.

Obesidade Psicológica

Não há como negar o papel de perturbações psíquicas na gênese da obesidade. Há evidentemente, indivíduos que procuram na comida um refúgio para suas carências e neuroses afetivas, por exemplo. Mas a verdade é que boa parte das vezes só isto não explica toda a gama de situações envolvidas no ato de comer exageradamente e, mais ainda, não justifica a obesidade de pessoas que efetivamente não comem demais.

Em relação aos tipos clássicos de obesidade, em relação à idade do aparecimento e aos fenômenos associados com o seu aparecimento temos, a seguinte classificação:

Obesidade da primeira infância

Surge em geral na infância, persiste por toda a vida, é familiar, de difícil tratamento, pois já existe uma hiperplasia de células adiposas maior que as pessoas magras ou obesos do tipo adulto.

Obesidade pós-trauma emocional (Ex.: separação dos pais, falecimento de pai, mãe, irmãos, etc.)

Por razões emocionais o indivíduo passa a comer mais.

Obesidade puberal

A puberdade é um dos períodos mais favoráveis para o aparecimento da obesidade, principalmente em mulheres. A sociedade impõe “padrões” de belezas e esteriótipos de mulheres magérrimas como biotipos aconselháveis e a mídia cultua o “corpo perfeito”, e quem não se encaixa nestes “padrões” sofre as conseqüências. As principais vítimas destes modelos são as adolescentes que ora estão obesas, ora magras demais.

Obesidade pré-vestibular

A inatividade física por falta de tempo, mais “o stress” psíquico da preparação do vestibular, mais o tempo enorme sentado estudando e comendo, levam o vestibulando a ser propenso à obesidade nesta época.

Obesidade do casamento

Após o casamento há freqüentemente maior oferta alimentar, menor atividade física, o que pode levar a um ganho ponderal após o matrimônio.

Obesidade Gravídica

A gravidez é um dos grandes marcos na etiologia da obesidade, neste período a mulher se sente mais propensa a comer mais e se não tiver um acompanhamento nutricional adequado, poderá certamente, levar a um ganho de peso que pode tornar-se irreversível.

Obesidade de Menopausa

Freqüente, associada a perturbações psíquicas e hormonais advindas deste período.

Obesidade após parar de fumar - é freqüente e tem pelo menos 3 explicações:

1) aumento do apetite
2)
diminuição do metabolismo basal - a nicotina eleva o metabolismo basal
3)
pode ocorrer diminuição da atividade lipolítica das células.

Citamos apenas alguns eventos cronológicos e factuais relacionados com o aparecimento da obesidade, e que o seu conhecimento nos permite realmente assegurar que o excesso de tecido adiposo apresenta inúmeras facetas, o que torna preconceituoso tentar entender a obesidade como um fenômeno de explicação única.

TIPOS DE OBESIDADE

A obesidade pode ser de dois tipos:

HIPERTRÓFICA ® Tem início na idade adulta e geralmente responde bem às medidas dietéticas. A restrição calórica leva a mobilização das reservas e os adipócitos reduzem de tamanho.
HIPERPLÁSICA ®
Geralmente se inicia já na infância ou na adolescência e responde mal à restrição alimentar, pois a redução do tecido adiposo corresponde à exigência de diminuição do número de adipócitos para um valor subnormal.

LOCALIZAÇÃO

A proporção entre as circunferências da cintura e dos quadris têm um papel importante na determinação dos riscos para a saúde associados a sobrecarga ponderal. Uma localização de tecido adiposo ao redor da cintura com forma de “maçã” chamamos andróide e este tipo está mais associada a doenças cardiovasculares e diabetes não insulino-dependente. Ao passo que uma gordura localizada em torno dos quadris e coxas com formato de “pêra” chamamos ginóides. Normalmente, os homens tendem a uma acumulação adiposa abdominal, enquanto que nas mulheres existe uma maior propensão ao acúmulo em torno dos quadris e coxas, sendo a adiposidade abdominal observada em menor escala. Na prática uma proporção cintura / quadril superior a 1.0 para os homens ou a 0.8 para as mulheres, indica um aumento de risco para saúde.

FATORES INFLUENTES

Como já foi mencionado anteriormente, existe vários fatores que podem levar um indivíduo ao aumento de peso ou mesmo a obesidade, e os mais relevantes ao meu ver seriam:

A predisposição genética do indivíduo
Fatores de ordens ambientais
O desequilíbrio entre a ingesta e o consumo calórico
O sedentarismo, ou seja, a falta de uma atividade física prazerosa
Fatores Psicológicos de ordem emocionais.

CONSEQÜÊNCIAS DA OBESIDADE

A relação entre obesidade e complicações médicas é bem definida. À medida que aumenta o peso corporal, o risco de determinadas entidades mórbidas aumenta significativamente. A incidência de hipertensão arterial na obesidade é maior do que em indivíduos de peso corporal mais baixo. De todas as seqüelas anormais da obesidade, o diabetes mellitus é a complicação mais bem documentada. A associação entre obesidades e as dislipidemias também são achados freqüentes como hipertrigliceridemias e hipercolesterolemias.

As varizes de membros inferiores estão presentes em 28,7% dos casos e as osteoatroses em 27,6% e as dermatites intertriginosas bem como a hiperuricemia e a colecistopatia crônica calculosa também são patologias freqüentemente encontradas.

DOENÇAS QUE CAUSAM OBESIDADE

Não existe propriamente uma doença que cause a obesidade, o que existe de fato são patologias que podem por fatores diversos ocasionar aumento de peso ou mesmo obesidade, como por exemplo: as doenças de ordem psíquicas, endócrinas, neurológicas ou induzidas por algum tipo de droga.

Dentre as mais conhecidas podemos citar: o hipotireoidismo, a síndrome dos ovários policísticos, o tratamento com hormônios sintéticos usados como contraceptivos ou no tratamento da menopausa.

FATORES EMOCIONAIS E OBESIDADE

Os fatores psíquicos, principalmente os de ordem emocionais, são muitas vezes o grande vilão do aumento de peso, que se não controlado poderá levar a pessoa a obesidade.

Os fatores emocionais, principalmente os ocasionados por perdas familiares de entes queridos, ou mesmo a separação com o cônjuge, ou alguma decepção amorosa, facilmente induz o indivíduo a compensar essa perda aumentando o consumo de determinados alimentos altamente calóricos, como é o caso do chocolate, que induz o organismo a secretar mais serotonina, hormônio do “bem-estar” e da alegria. Estas pessoas tendem a desenvolverem a médio ou longo prazo, quando não tratadas, os chamados distúrbios alimentares. Ora estão muito gordas, ora estão muito magras, e não é raro o aparecimento de duas doenças inteiramente relacionadas a fatores emocionais, como é o caso da Bulimia e a Anorexia, que cada vez mais atinge adolescentes e mulheres de qualquer classe social, além do chamado transtorno do comer compulsivo.

A Bulimia, um distúrbio alimentar que faz com que o doente coma compulsivamente em um curto espaço de tempo e, em seguida, tente compensar o exagero.

Com medo de engordar, induz vômito, faz ginástica excessivamente, usa laxantes e diuréticos. A Bulimia pode ter como conseqüências a insuficiência cardíaca, desgaste do esmalte dos dentes devido ao ácido clorídrico do vômito, inflamação no esôfago, desinteresse sexual e, em casos extremos ruptura de veias do esôfago.

Apesar de colocarem para fora o que ingerem, bulímicos não emagrecem como os anoréxicos. Mas eles pensam o contrário. Aí, sentem-se liberados para comer e ingerem uma quantidade de calorias tão grande e repetidas vezes que, ao vomitar, não eliminam todas as calorias.

A anorexia nervosa, caracterizada pela recusa voluntária à ingestão de alimentos e pela preocupação do doente em manter-se excessivamente magro, afeta sobretudo mulheres adolescentes, geralmente de classe social mais alta, e pode matar por inanição ou parada cardíaca. A maioria dos pacientes evita alimentar-se em público, contabiliza as calorias das refeições, faz exercícios compulsivamente e mantém o peso corporal muito abaixo do desejável. O grande perigo está no fato de o anoréxico enxergar-se de forma distorcida, achando-se sempre gordo.

DROGAS MAIS USADAS PARA EMAGRECIMENTO E SEUS EFEITOS COLATERAIS

A princípio o ideal é que não sejam utilizados, já que a curto, médio ou longo prazo, apresentam efeitos colaterais como: hipertensão arterial, ansiedade, depressão, taquicardia, gástrite, cefaléia, distúrbio de equilíbrio, boca seca, além de dependência física, química e psicológica e tendo em vista que só se consegue um bom resultado na perda de peso, quem aprende a controlar melhor seus hábitos alimentares e incorporar mudanças na sua rotina de vida, o que realmente só se consegue de uma maneira natural, isto é, sem ajuda de medicamentos.

O tratamento medicamentoso da obesidade baseia-se na tríade anorexígenos, hormônios tiroideanos e psicotrópicos.

As outras drogas, tais como diuréticos, laxantes, etc., têm uso limitado e apenas em condições especiais, podem ser usados já que seu uso não interferem nada na perda de tecido gorduroso.

a. Anorexiantes

Agem inibindo o apetite. No Brasil temos à nossa disposição os anorexígenos base de dietilpropina, fenproporex, fenpropanolamina, mazindol e fenflupamina. Cada um deles tem suas peculiaridades e todos agem a nível de Sistema Nervoso Central (SNC) e só podem ser utilizados sob conhecimento e acompanhamento médico.

b. Hormônios Tiroideanos

A sua utilização na obesidade é altamente polêmica. Evidentemente se há hipotireoidismo associado, seu uso é formal. Quantidades elevadas desse medicamento pode provocar um quadro de tireotoxicose, com perda de peso, isto em geral é criticável, pois estamos criando uma outra patologia.

c. Psicotrópicos (Neurolépticos)

Levando-se em conta que muitos indivíduos obesos apresentam ansiedade, angústia, medo ou depressão, fica óbvio que, além de um tratamento psicoterápico que eventualmente possa ser realizado, a adição de substância neurolépticas (calmantes ou antidepressivos) podem ser útil no tratamento do excesso ponderal.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO DA OBESIDADE

1) Reduzir o peso através de dieta hipocalórica e, assim mobilizar o tecido adiposo sobressalente
2)
Atender às necessidades do paciente no que tange a princípios nutritivos como: aminoácidos essenciais, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais
3)
Introduzir bons hábitos alimentares, visto que a distorção deste item pode ter uma considerável parcela de culpa na etiologia do excesso de peso e no insucesso da terapia. O paciente deve mudar seus hábitos alimentares e não simplesmente reduzir as calorias por um certo tempo
4)
Encorajar o paciente no decorrer do tratamento. A melhor maneira de atuar neste sentido é orientar e elucidar o paciente a respeito de cada procedimento adotado, bem como identificá-lo como ator principal, dependendo dele o êxito final
5)
Elaborar uma dieta compatível com as condições sócio-econômicas do paciente
6)
Atender aos horários e locais onde o indivíduo realiza sua refeições
7)
Manter o peso obtido após a conclusão do tratamento.

TRATAMENTO DA OBESIDADE

A terapia consiste na reeducação do obeso. Claro que não se trata de uma solução mágica.

A maioria dos obesos procura uma solução mágica para resolver o seu problema: um hormônio emagrecedor, uma operação, uma medicação milagrosa, uma fórmula mágica, enfim. É óbvio que o tratamento para a redução de peso não oferece nenhuma destas alternativas. É uma mudança de comportamento, uma mudança interna e externa, que o obeso vai se reeducando gradativamente. O tratamento não é um programa de apenas perda de peso, mas de manutenção de peso perdido.

A terapia de redução de peso, consiste em uma avaliação nutricional abrangente envolvendo indicadores, índices e parâmetros específicos de abordagem nutricional, dentre estes os mais utilizados são IMC (Índice de Massa Corporal), RCQ (Relação Cintura / Quadril), Prega cutânea triciptal, Peso Atual, Altura, atividade Física, etc., Anamnese Alimentar, atentando para hábitos alimentares errôneos, tabus alimentares, preferências e aversões alimentares, condições sócio-econômicas, etc., Avaliação Bioquímica detalhada. Cálculo das necessidades calóricas, que deve ser individualizado, cada pessoa é única com necessidades calóricas diferentes.

A atividade física deve ser sempre encorajada para ajudar na perda de peso, mobilizando assim os estoques de gordura do tecido adiposo. Deve ser recomendado uma atividade aeróbica como caminhar, dançar, hidroginástica, enfim que seja praticada com prazer e não como obrigação.

EXAMES NECESSÁRIOS PARA INICIAR UMA DIETA DE EMAGRECIMENTO

O interesse pelas avaliações laboratoriais, como auxiliares no “diagnóstico nutricional”, surge à medida que se evidenciam alterações bioquímicas e hematológicas precoces, possibilitando a “intervenção nutricional”, anterior às lesões celulares ou orgânicas.

Dessa forma, utilizam-se, como rotina, determinações séricas apropriadas, como: glicemia de jejum, colesterol total e frações (VLDL, LDL e HDL), triglicerídeos, ácido úrico, hemograma, leucograma, uréia e creatinina, são os mais utilizados.

Estes exames devem ser revisados periodicamente, sempre que necessário, para que se monitorize a eficácia do tratamento dietoterápico.

POR QUANTO TEMPO SE DEVE USAR UMA DIETA PARA EMAGRECIMENTO?

A dieta para emagrecimento, deve ser usada até o paciente sentir-se bem com o peso que alcançou, lembrando que é importantíssimo o acompanhamento mensal do paciente, para verificar a aceitação da dieta prevista, evitar monotonia alimentar, dúvidas que por ventura possa aparecer com a ingesta dos alimentos e suas quantidades, monitoração do peso corpóreo perdido, aumento ou diminuição do apetite, etc.

Ao fim do tratamento é imprescindível que o paciente volte, para dar continuidade a dieta de “manutenção” do peso corpóreo, que sem dúvida é o maior desafio de todo tratamento da obesidade, devido ao alto índice de abandono do tratamento.

QUAL O ÍNDICE DE GLICEMIA PARA COMEÇAR UMA DIETA?

Em geral, deve-se fazer o exame de glicemia em jejum que deverá ser desejável entre 70 a 110mg/dl (miligramas por decilitros). Mas, valores para mais ou para menos nestes valores também podem perfeitamente começarem a dieta, tudo irá depender de uma avaliação global, onde o nutricionista possa direcionar sua conduta conforme estes resultados.

APÓS CAMINHADA OU EXERCÍCIO FÍSICO QUAL A DIETA QUE DEVEMOS FAZER?

Em princípio, toda dieta deve ter acompanhamento de um nutricionista, que é o profissional capacitado e apto em dietas, não só para emagrecimento ou ganho de peso, mas também, em qualquer tipo de patologias, pois cada uma delas têm sua dieta específica.

Como regra geral, esses exercícios são aeróbicos, e é importante que o indivíduo faça uma refeição leve ao iniciar a atividade, e neste aspecto uma fruta de sua preferência, ou um copo de suco de frutas tropicais podem ser boas pedidas.

Após o término das atividades é importante que a pessoa alimente-se com uma fonte de carboidratos, para repor as energias, como por exemplo: pães integrais, bolachas, massas, etc. Uma fonte de carboidratos reguladores, para repor as vitaminas, perdidas junto com a transpiração, como por exemplo as frutas ou verduras. Uma fonte de proteínas, ou de origem láctea ou cárnea, para regeneração muscular e tecidual. E em menor quantidade uma fonte de gordura, de preferência as de origem vegetal poliinsaturadas ou monoiinsaturadas, como as margarinas ou azeites que são fontes de ácidos graxos essências.

Vale salientar, que o tipo de deita específica para cada exercício, é necessário uma avaliação nutricional individualizada onde é importantíssimo adequar alimentos e refeições conforme horários previstos.

DIETAS VEGETARIANAS

Desde muito tempo a dieta vegetariana, vem cada vez mais ganhando adeptos no mundo inteiro, sendo praticada por pessoas de todas as idades, que passam seus costumes de geração para geração.

Este tipo de dieta, elimina do seu cardápio diário as carnes vermelhas e as carnes brancas (peixe, frango).

Mas como toda regra tem excessões, as dietas “ditas” vegetarianas se subdividem em três grupos fundamentais: o primeiro, chamado lácteo-vegetariano, inclui - além das verduras, frutas, legumes e cereais - também o leite e os seus derivados (iogurtes, queijos, manteiga); o segundo, o lácteo-ovo-vegetariano, admite também o ovo; já o terceiro grupo, o vegetariano puro não aceita nem o leite e seus derivados, nem o ovo.

Os praticantes da dieta do grupo vegetariano puro correm um risco real de subnutrição crônica, uma vez que alguns aminoácidos essências, são encontrados apenas no reino animal. Sabe-se que os aminoácidos são os “tijolos” constitutivos das proteínas, fundamentais para o bom funcionamento do organismo humano tanto do ponto de vista físico quanto do imunológico, indispensáveis para a defesa contra os agentes patogênicos externos (germes, vírus, substâncias tóxicas).

Sem os produtos derivados do leite a pessoa fica sujeita à osteoporose, pela falta significativa de cálcio e vitamina D. Isso porque o cálcio que existe em alguns vegetais é inativo à presença dos oxalatos, dos quais os vegetais são ricos, e das fibras, abundantes nos cereais não refinados.

Além disso, os vegetarianos puros facilmente correm o risco de ter anemia megaloblástica, em conseqüência da carência de vitamina B12, presente exclusivamente nos alimentos de origem animal. Os vegetarianos que seguem a dieta radical só com vegetais necessita de um suplemento de aminoácidos “essências”.

Se excluirmos a dieta vegetariana pura, que é desaconselhável, os outros dois tipos podem ser adotados com benefícios para a saúde. Sobretudo os praticantes da dieta lácteo-ovo-vegetariana têm uma alimentação bastante equilibrada, esta dieta pode apresentar significativas reduções do número de diabéticos, de doentes de câncer de mama e de Cólon, de cardiopatias e de portadores de cálculos na vesícula biliar.

Em suma, o melhor é aderir a uma dieta devidamente balanceada, que contém proteínas de origem animal e vegetal, carboidratos e lipídios. E procurar sempre orientação especializada em saúde ou nutrição.

ERRO ALIMENTAR X CONSEQÜÊNCIAS DE UMA DIETA MAL ORIENTADA

Na maioria das vezes, os erros alimentares estão sempre relacionados a dietas mal elaboradas e sem nenhum respaldo científico. Na prática qualquer pessoa consegue inventar uma dieta para emagrecimento, fazendo combinações malucas de alimentos ou mesmo retirando um ou mais grupos de alimentos que são indispensáveis vida. A verdade é que ninguém consegue passar o resto da vida comendo apenas abacaxi, por exemplo, ou tomando só líquidos. Esse é o problema número um de todas as chamadas dietas da “moda”, que fizeram ou ainda fazem sucesso, elas não podem ser seguidas por tempo indefinido. A médio ou longo prazo, sempre prejudicam o organismo, especialmente daqueles que querem emagrecer a qualquer custo.

As conseqüências de uma dieta mal orientada são várias, desde uma simples dor de cabeça, tonturas, vista embaçada, boca seca, até conseqüências mais sérias como anemias, desidratação, desnutrição, carência de vitaminas, principalmente vitamina A, C e complexo B, e em casos graves coma e morte por inanição.

No fundo, todos sabem de cor qual seria o regime ideal: comer um pouco de cada tipo de alimento (verduras, legumes, carnes, frutas e cereais) em horários adequados para as refeições, sem abusar de doces nem de frituras. Mas as pessoas acabam apelando para aquelas dietas que prometem fazê-las perder em uma semana os quilos conquistados em meses. E quando voltam ao cotidiano normal, recuperam os quilos perdidos em dobro, ocorrendo um círculo vicioso que chamamos de efeito “sanfona”.

CALORIAS

Muito foi falado até agora sobre dietas, mas não podemos falar em dietas, sem antes dismistificar alguns conceitos que para muitos são a chave para todo entendimento do nosso assunto.

Calorias - são a quantidade de calor gasto para a produção de energia (ATP), esta caloria está presente em todos os alimentos, uns mais calóricos, outros menos calóricos. Do mesmo modo que conseguimos facilmente calorias através da alimentação, também conseguimos gastá-la em mais ou menos grau, conforme a atividade que estamos desempenhando. Vale salientar que não gastamos calorias apenas fazendo exercício físico, mas em tudo que fazemos, até mesmo pensando, estamos gastando calorias. É o equilíbrio entre o que gastamos e o que consumimos em termos de ingesta e consumo, que irá definir se engordamos ou emagrecemos. Em média para um indivíduo de estatura mediana e peso de 70 kg são necessários 2500 calorias ao dia.

Aquilo que não gastamos em termos de calorias, são armazenados no nosso tecido de reserva, no chamado tecido adiposo, e é o aumento no reservatório dos adipócitos (cels. que formam o tecido adiposo) que nos fazem engordar.

CONCEITO DE GLICÍDIOS

Os glicídios são os carboidratos, quase que puramente energéticos, encarregados de produzir as calorias. Os carboidratos representam a principal fonte de energia para o organismo sendo fornecida por diversos alimentos como os cereais e seus derivados (farinha, féculas, pães, biscoitos e outros), por raízes, tubérculos, frutas, leguminosas e açúcares entre as principais fontes. Os glicídios fornecem 4 kcals por grama de alimento.

CONCEITO DE LIPÍDIOS

Os lipídios são as substâncias gordurosas, que além do seu papel energético (cerca de 25 – 30% do aporte calórico, deve ser constituído de lipídios), são responsáveis pelo transporte de certas vitaminas que não se dissolvem em água (A, D, E, e K chamadas lipossolúveis). A principal fonte de lipídios deve ser de origem vegetal (poli insaturadas ou mono insaturados) que são fonte dos ácidos graxos essenciais, e deve-se evitar as gorduras saturadas de origem animal, com a finalidade de prevenir o aparecimento de doenças coronarianas. Os lipídios fornecem 9 kcal por grama de gordura.

CONCEITO DE PROTEÍNA

As proteínas são consideradas como a substância fundamental de todos os seres vivos. As proteínas são fonte dos aminoácidos essenciais e de alto valor biológico, responsáveis pela renovação tecidual, hematológicas, linfocitárias, etc.

Estão presentes na alimentação, nos alimentos de origem animal (carne, frango, peixes, vísceras, etc.), nos derivados do leite (queijos, manteigas, iogurtes, coalhada, etc), e nas leguminosas como: feijão, lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico, etc. Nestes últimos a proteína encontrada é de origem vegetal e de baixo valor biológico, com exceção da soja. As proteínas fornecem 4 kcal por gramas de alimento.

ALIMENTOS DIET X LIGHT

A oferta desses alimentos não pára de crescer: nos últimos quatro anos, a indústria dietética registrou um aumento anual de 30% nas vendas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (ABIAD). No entanto a opção por esses alimentos não é sucesso garantido em dietas de emagrecimento e o consumidor deve ficar atento aos rótulos desses produtos, se quiser diminuir o ponteiro da balança.

Muita gente confunde as duas coisas. Para ser considerado DIET, a fórmula tem que substituir totalmente um dos ingredientes tradicionais de sua composição, como a gordura, o açúcar e o glúten. Já os produtos LIGHT são aqueles que sofreram redução de, no mínimo, 25% nas calorias de pelo menos um dos seus ingredientes.

Outra diferença entre os dois, é que, os DIET foram elaborados principalmente para atender às pessoas com restrições nutricionais, como os diabéticos, alérgicos a lactose e assim por diante. Por outro lado, os LIGHT estão mais voltados para quem quer diminuir a ingestão de calorias ou o consumo de gorduras.

O fato do alimento ser LIGHT ou DIET não isenta o prato de calorias. Seu valor pode ser reduzido em maior ou menor grau, dependendo da tecnologia e das matérias-primas empregadas no produto. Determinadas marcas podem apresentar diferentes calorias, para mais ou para menos, isso ocorre porque os fabricantes usam tecnologias e ingredientes diferentes.

Outro erro, bastante cometido pelas pessoas que utilizam estes produtos, é que a maioria pensa que pode repetir a dose só porque é LIGHT ou DIET. A vantagem desses produtos é ser menos calóricos. Se comer em dobro, vai dar na mesma, ou até piorar a situação.

Vale salientar que os produtos DIET nem sempre são menos calóricos do que os originais, um exemplo disto são os chocolates para diabéticos. Isto ocorre porque quando o adoçante é utilizado, os outros ingredientes, como a gordura, passam a ser usados em maior quantidade a fim de compensar o volume dado pelo açúcar na receita original.

Sabendo utilizar, esses alimentos podem ser boas opções de escolhas, pois muitos trazem benefícios à saúde principalmente porque tem menos gordura. Entre os que reúnem mais qualidades estão os leites e os derivados. Eles conservam as proteínas e o cálcio, descartam a gordura e substituem o açúcar. Os frios e embutidos também saem ganhando na luta contra a gordura.

CONCEITO DE ADOÇANTES E SEUS PRINCIPAIS TIPOS

Os adoçantes ou edulcorantes, foram criados para substituir o açúcar, nas preparações, e são elaborados por matérias-primas distintas e por isso apresentam sabor e calorias diferentes.

Existem os adoçantes naturais, como: a frutose, stévia, sorbitol e manitol.

E os edulcorantes artificiais, como: aspartame, ciclamato de sódio, sacarina, acessulfame-K e sucralose.

Por exemplo: 1 ½ colher (chá) de frutose tem 24 calorias e 4 gotas de adoçante de Stévia, zero. Como regra, a maioria das versões líquidas é isenta de calorias, ao contrário da substância em pó.

CALORIAS EM QUANTIDADES CASEIRAS DE ALGUNS ALIMENTOS

Açúcar refinado 1 col de chá rasa (10g) 48 kcal
Adoçante* 1 gota 4 kcal
Café com açúcar 1 xícara (50 ml) 26 kcal
Café sem açúcar 1 xícara (50 ml) 2 kcal
Aguardente ½ copo (100 ml) 231 kcal
Cerveja 1 copo (240 ml) 101 kcal
Champagne 1 taça (100 ml) 85 kcal
Chopp 1 tulipa (150 ml) 90 kcal
Vodka 1 cálice (30 ml) 72 kcal
Whisky 1 dose (100 ml) 240 kcal
Vinho tinto 1 taça (100 ml) 65 kcal
Vinho branco seco 1 taça (100 ml) 85 kcal
Feijão preto 1 colher de sopa (25 g) 83 kcal
Feijão verde 1 concha (200 g) 140 kcal
Feijoada completa 1 concha (200 g) 430 kcal
Arroz branco 1 colher de sopa (20 g) 30 kcal
Macarronada 1 prato (200 g) 389 kcal
Pizza mussarela 1 fatia (140 g) 331 kcal
Lazanha bolonhesa 1 porção (100 g) 139 kcal
Bolacha salgada** Unidade 29 kcal
Bolacha doce*** Unidade 25 kcal
Pão francês Unidade (50 g) 135 kcal
Pão integral 1 fatia (15 g) 58 kcal
Queijo ricota 1 fatia (30 g) 50 kcal
Queijo minas 1 fatia (30 g) 112 kcal
Queijo reino 1 fatia (30 g) 155 kcal
Azeite de oliva 1 colher de sopa (10 g) 90 kcal

ORIENTAÇÕES PARA UMA DIETA SAUDÁVEL

Como linha geral, determina-se que o plano de alimentação seja individualizado, fracionado e adaptado às condições de vida do paciente. Cada pessoa deve receber instruções dietéticas de acordo com idade, sexo, estado metabólico, momento biológico (gravidez, etc.), atividade física e doenças associadas, visando eutrofia plena ou a correção de disfunções.

Manter ingestão hídrica adequada (mínimo de 2 litros /dia).
Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras solúveis e insolúveis.
Evitar o uso dos suplementos dietéticos, devido a sobrecarga renal e hepática, e só usá-lo com orientação do Médico ou Nutricionista.
Diminuir o uso de sal das preparações.
Fracionar as refeições em 5 ou 6 ao dia com intervalos de 2 a 4 horas.
Preferir as gorduras de origem vegetal, como óleos de soja, milho, canola, girassol e azeite de oliva.
Eliminar o hábito de fumar.
Manter a ingestão de proteínas em níveis moderados (não exceder 1,2 g/kg/peso corporal/dia)
Ingerir mais frutas e verduras ao dia, especialmente vegetais verdes (couve, espinafre, etc.), amarelos (cenoura, abóbora, etc.) e frutas cítricas (goiaba, acerola, laranja, etc.)
Preferir cereais integrais aos refinados.
Reduzir o consumo de carnes vermelhas, substituindo-as, pelo menos três vezes por semana, por aves e peixes, cuja pele deve ser retirada antes do preparo.
Usar os adoçantes com moderação, e preferir os derivados de aspartame, sacarina, sucralose ou acessulfame, quando indicado.

Finalmente, o paciente deve aumentar o gasto energético com atividade física regular e constante, devendo ser orientado a escolher, dentro da mudança de estilo de vida proposto, uma ou mais atividades físicas, de acordo com sua habilidade pessoal e disponibilidade de tempo, para que o plano de atividade física x dieta seja um ponto primordial de sucesso dentro da necessidade de se gerar um déficit energético e, conseqüentemente, uma perda de peso satisfatória.

WUSTANIA VIRGÍNIA C. PASSOS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Fonte: www.portaldeginecologia.com.br

Obesidade

OBESIDADE: Um sintoma dos dias atuais

Desde a antiguidade existem relatos e representações sobre a obesidade; porém, nos dias atuais isso já tomou proporções epidêmicas. Podemos ver representações desde o período Paleolítico e até no antigo Egito, Babilônia e Grécia. Por outro lado, a busca pela boa forma física também é antiga. Hipócrates (sábio grego que viveu entre 400 e 300 a.C.) orientava exercícios físicos para a obtenção de um corpo saudável.

Atualmente, a busca pela sensação constante de bem estar e a cobrança por um modelo de beleza magro (ditado pelo modismo) motivam uma maior procura pelo tratamento da obesidade. Em pleno século XXI, a obesidade atinge todos os países, sendo um problema até mais grave que a desnutrição.

A obesidade foi definida (Consenso Latino-Americano de Obesidade) como “um acúmulo excessivo de gordura numa magnitude ta que comprometa a saúde” (Loli, 2000).

O desejo inicial de todo paciente em tratamento psicológico da obesidade é emagrecer e eles trazem no seu discurso todas as dificuldades que têm para atingir essa meta. É comum ouvirmos frases como “Estou dando murro em ponta de faca, porque eu tento, tento e não consigo emagrecer”.

Devemos entender que a obesidade é a expressão concreta de um conflito psíquico/emocional; ou seja, a pessoa não consegue se resolver no nível emocional, isso gera angústia e ela acaba “descontando” na comida.

Assim ela não tem que pensar no problema em si e ele se manifesta através da obesidade: quando se sente angustiada, a pessoa come; aí, sente-se culpada por comer e para se livrar da culpa, come mais....

Ou seja: a pessoa não consegue resolver ou verbalizar o que sente e “engole” o conflito sem o superar ou trabalhá-lo.

Essas pessoas não conseguem diferenciar seus sentimentos e sensações: comem e depois vêm que não era fome; era raiva ou ansiedade ou cansaço.

Dessa forma, é comum misturar a sensação de fome com o sentimento de raiva, ansiedade ou medo.

A comida representa, dessa forma, o mesmo incoveniente do vício pelo álcool ou drogas. Uma tentativa mais saudável para não comer tanto é procurar fazer alguma outra atividade, como um curso de trabalhos manuais, por exemplo. Isso pode se revelar como um preenchimento mais criativo e gerador.

Existem dois tipos distintos de fome:

1- Fome pelo alimento = saciedade física.
2- Fome pelo que o alimento representa =
saciedade psíquica.

A obesidade está mais relacionada à saciedade psíquica e podemos observar um grau elevado de ansiedade nessas pessoas que as impede de saborear momentos da vida, como também torna o fato de esperar extremamente angustiante. Existe a necessidade de querer dar conta de tudo e “engolir” tudo.

Essa ansiedade por “abraçar o mundo” está presente na relação da pessoa com a comida, com o companheiro(a), filhos, trabalho, etc. Não entendem que a vida é feita de escolhas e que quando fazemos a opção por alguma coisa, temos que deixar algo para trás. Com a comida é a mesma coisa; ou seja, não dá pra comer tudo e de uma vez só.

A incapacidade em estabelecer prioridades gera um stress que muitas vezes pode ser definido pelos pacientes como: “Eu arrumo sarna pra me coçar”.

O psiquismo desses pacientes funciona de maneira que eles não conseguem usar os pensamentos como forma de enfrentar e até resolver os seus próprios conflitos. Assim, diante de qualquer situação de ansiedade ou dor psíquica usam o ato de comer como um recurso capaz de resolver ou aliviar o desconforto que acompanha essa situação, mesmo que apenas temporariamente.

A dinâmica de funcionamento do paciente obeso consiste na satisfação imediata dos seus desejos e diante da impossibilidade de satisfazê-los recorre à comida.

Com a terapia, eles descobrem que a realização dos seus desejos cabe somente à eles e com o amadurecimento emocional vem o sucesso do tratamento, pois o paciente consegue deixar “a vida correr mais solta”, sem a necessidade de dar conta de tudo e se ocupando de tudo.

É importante salientar que o trabalho psicoterápico é feito de forma lenta e gradual, pois muitas vezes o desenvolvimento da obesidade está ligado a fatores que ocorreram durante toda a vida desses indivíduos.

Durante o processo terapêutico, o paciente aprende a estabelecer prioridades e descobre o que quer e o que não quer; o que serve e o que não serve para a sua vida e dessa forma passa a reconhecer o alimento como fonte de energia para uma vida saudável (e não como solução para seus conflitos e ansiedades) e consegue estabelecer formas de comportamento mais adequadas para ser mais feliz.

Luciana dos Santos Manesco

Referências Bibliográficas

LOLI, M.S.A. Obesidade como Sintoma, Vetor, SP, 2000
MANUAL, diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, DSM IV, 1995
CORDIOLI, A.V., Vencendo o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, RS, 2004

Fonte: www.psicnet.psc.br

Obesidade

A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas.

O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual.

A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.

A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar sempre, em primeiro lugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.

Por que estamos tão gordos

Num tempo em que as formas esguias e os músculos esculpidos constituem um avassalador padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-se na grande epidemia do planeta. Nos Estados Unidos, nada menos de 97 milhões de pessoas (35% da população) estão acima do peso normal.

E, destas, 39 milhões (14% da população) pertencem à categoria dos obesos. O problema de forma alguma se restringe aos países ricos.

Com todas as suas carências, o Brasil vai pelo mesmo caminho: 40% da população (mais de 65 milhões de pessoas) está com excesso de peso e 10% dos adultos (cerca de 10 milhões) são obesos. A tendência é mais acentuada entre as mulheres (12% a 13%) do que entre os homens (7% a 8%). E, por incrível que pareça, cresce mais rapidamente nos segmentos de menor poder econômico.

O inimigo, desta vez, consiste num modelo de comportamento que pode ser resumido em três palavras: sedentarismo, comilança e stress. Estamos vivendo a era da globalização de um modo de vida baseado na inatividade corporal frente às telas da TV e do computador, no consumo de alimentos industrializados, cada vez mais gordurosos e açucarados, e num altíssimo grau de tensão psicológica.

A "mcdonaldização"

Em ritmo acelerado e escala planetária, as culinárias tradicionais vão sendo atropeladas pelo fast-food. E bilhões de seres humanos estão migrando dos carboidratos para as gorduras.

As conseqüências dessa alimentação engordurada podem não ser inocentes. Artérias entupidas e diabetes são apenas algumas das possíveis conseqüências do excesso de peso. Mas, independentemente das conseqüências, existe hoje uma unanimidade entre os médicos para se considerar a própria obesidade como uma doença.

E o que é pior: uma doença crônica e incurável. Como a gordura precisa ser estocada no organismo, todo obeso tem um aumento do número de células adiposas (obesidade hiperplástica) ou um aumento do peso das células adiposas (obesidade hipertrófica) ou uma combinação das duas coisas.

Esse é um dos fatores que faz com que, uma vez adquirida, a obesidade se torne crônica. O indivíduo pode até emagrecer, mas vai ter que se cuidar pelo resto da vida para não engordar de novo. É por isso também que, a longo prazo, os regimes restritivos não resolvem. Com eles, a pessoa emagrece rapidamente. Mas não consegue suportar, por muito tempo, as restrições impostas pelo regime. E volta a engordar. É o chamado "efeito sanfona", o massacrante vai-e-vem do ponteiro da balança

O primeiro passo: levantar da poltrona e mexer o corpo

O sedentarismo é a causa mais importante do excesso de peso e da obesidade. Por esse simples motivo, a atividade física tem que ser o primeiro item de qualquer programa realista de tratamento da doença. A pessoa sedentária deve começar reeducando-se em suas atividades cotidianas. Se ela mora em apartamento, por exemplo, pode utilizar as escadas, em vez do elevador. Mesmo isso, porém, deve ser feito gradativamente. A pessoa que mora no sétimo andar pode subir apenas um lance de escada no primeiro dia e o restante de elevador. E ir aumentando o esforço, dia após dia, até conseguir galgar todos os andares.

A partir daí, abre-se espaço para uma atividade física sistemática. Mas é preciso que seja uma atividade aeróbica (caminhada, esteira, corrida, bicicleta, hidroginástica, natação, remo, dança, ginástica aeróbica de baixo impacto etc.), com elevação da freqüência cardíaca a até 75% de sua capacidade máxima.

Nessas condições, a primeira coisa que o organismo faz é lançar mão da glicose, armazenada nos músculos sob a forma de glicogênio. Depois de aproximadamente 30 minutos, quando o glicogênio se esgota, o organismo começa a queimar gordura como fonte de energia.

As dietas restritivas devem ser evitadas. Até porque, exatamente pelo fato de serem desbalanceadas, o organismo se defende espontaneamente delas, fazendo com que, após um período de restrição, a pessoa coma muito mais. O que o indivíduo precisa, isto sim, é buscar uma mudança no estilo de vida, pois os fatores comportamentais desempenham, de longe, o papel mais importante no emagrecimento.

Segure a compulsão

Faça um diário alimentar e anote tudo o que você come.
Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo com intervalos de 4 a 5 horas.
Jamais pule refeições.
Quando, fora dos horários, surgir a vontade de comer, busque uma alternativa (caminhada, exercícios físicos etc.) que reduza a ansiedade.
Antes de cada refeição, planeje o que você vai comer e prepare cuidadosamente a mesa e o prato.
Preste a máxima atenção ao ato de comer. Não coma enquanto lê ou assiste televisão.
Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada. Isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é eficiente também porque existem dois mecanismos que promovem a saciedade. Um, de natureza mecânica, atua rapidamente, com o preenchimento do estômago. O outro, mais lento, depende da troca de obesidade no cérebro. Comendo devagar, a pessoa dá tempo para que esse segundo mecanismo funcione.
Jamais faça compras em supermercados de estômago vazio, para não encher o carrinho com guloseimas.
Não estoque comidas tentadoras (doces, sorvetes, salgadinhos) em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
Não vá a festas de estômago vazio. Se, chegando lá, você não resistir à tentação de comer alguma coisa, escolha aquilo de que mais gosta e dispense o resto.
Além da fórmula "atividade física + reeducação alimentar + psicoterapia”, há uma vasta gama de tratamentos auxiliares, que vão desde a acupuntura até a cirurgia. A acupuntura entra em cena porque o acúmulo de gorduras ocorre em determinadas partes do corpo onde existe uma queda do metabolismo muscular.

A cirurgia - que não se confunde com a mera lipoaspiração e destina-se a reduzir o volume do estômago - pode ser uma alternativa nos casos de obesidade mórbida, quando o excesso de gordura coloca em sério risco a saúde da pessoa.

O estômago é inervado pelo nervo vago, que o conecta ao hipotálamo. Quando a pessoa fica com o estômago dilatado de tanto comer e o hipotálamo ainda produz uma sensação de fome, mesmo estando perfeitamente alimentada, a pessoa continua comendo, até que o estômago se encha mais. O resultado é uma dilatação ainda maior. Em tais casos, esse órgão, que foi drasticamente alterado pelo hábito alimentar, talvez precise ser cirurgicamente refeito. Com o estômago diminuído, o indivíduo passa a se satisfazer com menos comida

Além da fórmula "atividade física + reeducação alimentar + psicoterapia”, há uma vasta gama de tratamentos auxiliares, que vão desde a acupuntura até a cirurgia.

A acupuntura entra em cena porque o acúmulo de gorduras ocorre em determinadas partes do corpo onde existe uma queda do metabolismo muscular.

Fonte: www.afh.bio.br

Obesidade

INTRODUÇÃO

Um problema que há muito afeta a população do mundo inteiro é a obesidade.

Lentamente ela avança corroendo os cofres públicos nas despesas médicas em virtude de todas as outras doenças a ela atrelada. Gastaria-se muito menos se houvesse programas destinados à prevenção.

Quem não está diretamente envolvido com o problema pensa que é fácil emagrecer. Entretanto, existem muitos fatores e a questão não é tão simples assim. Os obesos enfrentam desde as dificuldades com a balança até os preconceitos.

Nesse artigo levanto as hipóteses ligadas à neurotransmissores associados ao problema que podem começar com os psíquicos, aos problemas das dietas esdrúxulas e sem nenhum fundamento científico.

A princípio, qualquer atividade contribui para a perda de calorias mas, os aeróbios ainda são os campeões quando se trata de perda de peso partindo do princípio do cálculo simples matemático de ingestão e gasto de calorias, embora a musculação mereça também lugar de destaque.

Um dos resultados práticos de uma das minhas alunas é mostrado nesse artigo.

"Não tenho tempo nem lugar" não é mais desculpa para quem mora na cidade. Subir escadas gasta calorias. Como fazer isso é uma das opções encontradas também nesse artigo, mas antes de começar um programa de emagrecimento é preciso traçar as metas.

A CULPA

Chega a ser um contra-senso nos dias de hoje, em que vivemos numa sociedade "dita" moderna, quando o homem há muito tempo já pisou na lua, sendo o progresso da ciência e a Medicina indiscutíveis a obesidade avançar em proporções alarmantes. Cerca de um terço dos americanos são considerados obesos, partindo de padrões básicos de percentual de gordura. Acima de 20% para os homens e 30% para as mulheres. No Brasil os números não são muito diferentes e o grande vilão da gordura excessiva é justamente as facilidades oferecidas pelo mundo moderno.

Uma das pesquisas americanas dão conta que são mais de 2kg de gordura por ano acrescidos no peso corporal, 1 é culpa dos controles remotos.

Aperta-se botão para tudo: televisão, video-cassete, som, acendimento automático de lâmpadas, vidro-elétrico no carro, escada rolante e muito mais. Ou seja, a lei do menor esforço é parceira da gordura, das doenças cardiovasculares, da hipertensão arterial, do diabetes, do câncer entre outras. Portanto, o excesso de peso não deve ser encarado como um fator apenas estético. É um problema crônico de saúde pública relatado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos E.U.A.

Um terço das mortes por câncer de mama e endométrio estão, segundo relatórios médicos dessas entidades, relacionadas ao excesso de gordura, mais de 30% de percentual. Dois terços ficam por conta das cardiopatias inerentes à obesidade.

Da mesma forma, parece um contra-senso saber que os governos gastam fortunas com programas espaciais, prêmios aos futebolistas de seleção nacional, entre outros, quando a verba destinada à prevenção da obesidade é quase nenhuma. Das seis principais doenças, as cardiovasculares arrancaram dos cofres públicos dos E.U. 22,2 bilhões de dólares no ano de 1986, só em custos médicos. Em 1994 os valores totais já haviam ultrapassado a casa de um trilhão de dólares. No Brasil não é muito diferente.

...E de quem é a culpa?

De um modo geral, há uma tendência a acreditar-se que o excesso de comida venha a ser o principal fator da obesidade. A gente sabe que não é bem assim, porque se assim fosse, bastaria uma redução e ou um controle alimentar qualquer e as pessoas emagreceriam com a maior facilidade. Umas têm tanta facilidade de engordar como outras dificuldade de emagrecer. Outras engordam e emagrecem com a maior tranqüilidade. Existem, sem dúvida nenhuma outros fatores, tais como os genéticos, ambientais, sociais e provavelmente raciais. Uma família de gordos, certamente tem hábitos e valores incorporados, que se tiver um magro no meio estará fora de sintonia. Entretanto, vale ressaltar que os distúrbios hormonais, segundo dados da O. M. S. (Organização Mundial de Saúde) e as fontes citadas por McArdle, raramente são apontados como a causa principal. Pode sim, é a obesidade gerar uma série de distúrbios hormonais que acabam invertendo a ordem dos culpados. Ou seja, não é o distúrbio hormonal o causador, e sim a obesidade a causadora dos supostos distúrbios vindo em cascata.

Há alguns anos, fala-se na mutação do gene OB. como responsável pela obesidade. Com base em pesquisas com ratos, constatou-se que esse gene tem ação direta numa proteína, descoberta em 1994, produzida no tecido adiposo e transportada pela circulação sangüínea para o cérebro chamada de Leptina (Do Grego Leptos significando magro) ou simplesmente OB. Sua ação é controlar a saciedade de acordo com a quantidade calórica dos alimentos ingeridos para manter o nível de gordura corporal. É como se fosse, por assim dizer, uma válvula instalada no hipotálamo regulando a ânsia de comer. A leptina quando injetada em camundongos mostrou ser capaz de reduzir o peso corporal e o tecido adiposo.

Aquele sujeito que costumamos dizer: "não engorda de ruim", especula-se ter uma boa produção de leptina. Sortudo, né? As pessoas excessivamente gordas teriam o gene OB. defeituoso a tal ponto de nunca se sentirem saciados e comerem compulsivamente.

A teoria de se comer vagarosamente, mastigando bem os alimentos, procurando saboreá-los com o máximo prazer, se baseia nisso. Ou seja, comendo devagar dá tempo para o organismo desenvolver o mecanismo reflexo da saciedade, estimulando a leptina, ingerindo menos quantidade de comida ou, na medida certa das necessidades orgânicas. Outro fator bem estabelecido, é que o peso corporal não é o vilão das doenças cardiovasculares e sim o percentual de gordura. Pessoas corpulentas e pesadas, mas com o percentual de gordura normal não são suscetíveis a cardiopatias. Ao contrário, pessoas de menor estatura, porém gordas, correm um risco bem mais alto. Isso é um fato.

DO PRECONCEITO AOS PORQUÊS

Um dos grandes problemas enfrentados pelos obesos nos dias de hoje, além dos já citados com relação às doenças, é a discriminação criada pela visão estética do apelo social "dito" moderno. A moda, a mídia e tudo o mais é, na atualidade voltada ao corpo escultural. Com isso, o gordinho acaba sendo visto como uma pessoa preguiçosa, que não gosta de fazer exercício e está acima do peso porque quer gerar um certo preconceito. Muitas vezes, os problemas começam na escola, nas brincadeiras exigindo agilidade, onde os gordinhos têm, naturalmente, mais dificuldades. Não obstante a isso, os apelidos de mau gosto costumam ser as primeiras barreiras a serem enfrentadas. Nesse caso, cabe aos profissionais da Educação contornar isso sendo esse também o papel da escola. Na Educação Física por exemplo, cabe aos professores estimular também brincadeiras onde os gordinhos levam vantagem e não apenas "botar" a criançada pra jogar bola todo dia ou ensinar apenas as modalidades esportivas de sua preferência estritamente pessoal. Pelo menos até onde vai o meu conhecimento, o papel da escola não é formar atletas.

Do outro lado da história está a indústria da obesidade pronta para faturar com as dietas da moda, lipoaspiração, ginástica passiva, eletroestimulação, eletroforese e muito mais. Todos esses métodos têm funções bem específicas porém, o enfoque a eles atribuídos é que em muitos casos chegam ser uma propaganda enganosa. "Gaste calorias sem fazer força". "Dez minutos eqüivalem a mil abdominais".

Depois que há alguns anos foi lançado o livro com o título "Só é gordo quem quer", o contexto dessa frase ficou ainda mais enraizada e hoje basta entrar numa livraria qualquer para encontrar uma infinidade de títulos direcionado, a fisgar o bolso do gordo. Com isso, as pessoas com dificuldades naturais de emagrecer e não conseguindo sucesso, após a cada tentativa frustrada vem um período psíquico muito ruim acompanhado de uma fuga na comida e, uns quilinhos a mais.

Da mesma forma que o fumante, o obeso deve receber ajuda para tentar emagrecer uma vez que, como vimos acima, para muitos não é uma tarefa tão fácil assim.

Quem é o obeso?

Muitas tabelas e números mágicos existem e também muitos métodos para se determinar o percentual de gordura corporal. Entretanto, o mais prático e usual é o IMC (Índice de Massa Corpórea) cujo resultado é obtido da divisão do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Vale lembrar que essa equação não se aplica ao atleta porque o peso nominal da balança se deve à massa muscular e não à gordura corporal.

De acordo com o resultado, o IMC enquadra-se em categoria diferenciada determinando os graus de obesidade a saber: Desnutrição, abaixo de 14,5 - Abaixo do peso, até 20 - Peso normal, 20 a 24,9 - Sobrepeso, 25 a 29,9 - Obeso, de 30,0 a 39,9 - Obesidade Mórbida, de 40 em diante. Academicamente, aceita-se como normal e fora de riscos cardiovasculares um IMC de 20 a 25 e até 27 para os idosos.

O peso ideal - Quando se fala em peso ideal, cada um sabe qual é o seu com o qual se sente muito bem e todos esses métodos, apenas servem como um referencial. Claro, também não se leva em conta os problemas psíquicos ligados ao corpo tais como anorexia nervosa e a vigorexia, respectivamente as pessoas nunca satisfeitas com a sua magreza, e dos nunca satisfeitos com os seus músculos.

O porque da Obesidade

... É a mãe! É mesmo. Se a mamãe, a vovó e a família toda é obesa, as chances das crianças nascerem obesas aumenta e muito sendo a forma mais difícil de ser tratada devido aos maus hábitos alimentares adquiridos. Se a criança emagrece... Humm!!!

Puberdade - Predominante entre as mulheres a origem pode estar nas angústias e ansiedades associadas às alterações hormonais próprias da adolescência.

Da gravidez

A mamãe que não teve a preocupação de engordar apenas o necessário durante a gestação corre o risco de carregar uns pneuzinhos depois do parto. Pra tirá-los é outro parto, além de gerar um bebê gordinho.

Do ex-atleta

Muito comum no desportista que de repente abandona a atividade sem a preocupação de fazer um destreinamento orientado. Os hábitos alimentares continuam os mesmos de quando o corpo precisava de muitas calorias. Além disso, a ansiedade também pode contribuir para a obesidade.

Por conta das drogas

Alguns medicamentos tais como os corticóides, os antidepressivos e os estrógenos podem levar à obesidade.

Endócrina

Os distúrbios hormonais são responsáveis oficialmente por menos de 4% das obesidades.

COMEÇANDO PELA CABEÇA

Emagrecer ou engordar, além dos fatores já vistos, podem existir os psíquicos. A gente sabe que nosso corpo produz várias substâncias com funções específicas e entre elas, ligados à obesidade, estuda-se a dopamina, o neurotransmissor das sensações de recompensa e do prazer, tais como comer, sexo, amor, reprodução e etc. Em tese, as pessoas com receptores normais de dopamina não engordam com facilidade tendo os seus centros de controle do prazer mantidos em equilíbrio. Ao contrário, as com pouca recepção de dopamina descarregam, por assim dizer, na comida a sua sensação de prazer imediata. Substâncias como o álcool, cocaína e nicotina, estimulam a dopamina, razões suficientes para levar também ao vício.

Entretanto, esse campo de pesquisa ainda não é conclusivo e não se sabe se é a falta de receptores a causa da obesidade ou a obesidade é a responsável pela diminuição de receptores. Quem surgiu primeiro? O ovo ou a galinha? Teoricamente o excesso de comida levaria o cérebro a produzir muita dopamina levando a sua falência tal como acontece com o diabetes tipo I por falência do pâncreas em não produzir insulina. A mais das vezes, os moderadores de apetite atuam sobre os neurotransmissores dopamina e ou a serotonina como por exemplo, os anorexígenos ou, em menor escala, os estimulantes da saciedade.

Um outro fator a ser levado em conta é o emocional. Pesquisas bem conduzidas pela Unicamp revelam que 75,5% dos pacientes com obesidade mórbida (mais de 40 no IMC), comem compulsivamente em conseqüência de ansiedade e depressão com altas taxas de transtornos de humor como se tivessem na TPM indefinidamente. De madrugada, atacam a geladeira. Por isso, é preciso dar um tratamento diferenciado a quem come compulsivamente e a quem não come. Ou seja, primeiro trata-se a cabeça, depois o corpo.

Na Infância

Quando se fala em atacar os problemas de frente, seria cortar o mal pela raiz. No caso da obesidade boa parte começa na infância com o desejo dos pais verem o seu bebê gordinho... É uma gracinha, né? Cheio de dobrinhas... Dá uma vontade danada de apertar...

Se a criança mesmo assim tiver dentro das faixas de peso considerada normal pelos padrões da OMS (Organização Mundial de Saúde), ao começar a engatinhar e andar, deverá, pela ordem natural das coisas, emagrecer.

A Renda

Os primeiros índices mostravam as famílias com melhor renda familiar apresentando maior incidência de obesidade infantil, em função do acesso ao conforto impedindo a criança gastar mais calorias . Hoje em dia, a violência urbana tem aprisionado o cidadão comum não deixando as crianças brincarem nas praças públicas, andarem de bicicleta limitando-as cada vez mais aos seus quartos como prisioneiros. Pesquisas bem conduzidas dão conta que 26% das crianças americanas entre 8 e 16 anos passam 4 horas ou mais assistindo TV ou jogando videogame. Dados não muito diferente dos brasileiros.

A Hiperplasia

Como já mencionamos em outras ocasiões, cortar o mal pela raiz significa também evitar a hiperplasia das células gordurosas, fenômeno específico em três fases bem distintas na vida: no último trimestre da gestação, no primeiro ano de vida e na adolescência. A quantidade de células gordurosas que o bebê vai ter, determinado no código genético podem ser duplicados se cuidados simples não forem tomados, tais como a mãe só engordar o suficiente durante a gestação, não antecipar a alimentação sólida no primeiro ano e na adolescência controlar a gula e a ansiedade. Os "Fast Food's" da vida são os maiores aliados para a hiperplasia gordurosa. Uma vez duplicados nunca mais volta ao normal. No máximo os regimes vão apenas desinchá-las.

A Distribuição

A olhos vistos, a obesidade não igual em todo mundo no referindo-se à distribuição pelo corpo. Uns são mais gordinhos em cima feito um famoso apresentador da TV e outros em baixo tomando formas de maçã ou de uma pêra. Respectivamente obesidade Andróide ou visceral, concentrada no abdome entre as vísceras e a Ginóide, concentrada da cintura para baixo. A primeira é característica masculina e a segunda feminina não significando ser uma regra.

Por um consenso médico, a concentração de gordura na região do abdome pode representar um risco ao desenvolvimento de doenças cardíacas, diabetes e colesterol elevado. Para isso, basta com uma fita métrica medir a circunferência da cintura passando pelo umbigo e depois medir a circunferência do quadril passando pelo meio das nádegas. Divida o valor da cintura pelo do quadril. Se o resultado for maior que 0,89 para homens com idade de 20 anos e 0,99 para idade de 60 anos ou mais, o risco é alto.

Para as mulheres esses valores são: acima de 0,78 para 20 anos e acima de 0,84 para 60 anos ou mais.

AS DIETAS

Como já vimos, a grande maioria dos obesos o são porque ingerem mais calorias do que gastam. Sendo assim, as ações mais eficientes se baseiam em reduzir de forma inteligente a alimentação e fazer exercício, atitude exigindo mais perseverança e sacrifício do que dinheiro. Como boa parte das pessoas desejam emagrecer sem fazer força, as dietas se tornaram famosas e muito populares. Médicos, nutricionistas e até leigos foram adaptando e criando dietas de acordo com a moda ou a "onda" do momento ditada pela mídia. Muitas delas esdrúxulas, sem fundamento científico mas que fisgam bem os preguiçosos.

Quando começou

Em 1889 o médico norte americano Horace Fletcher, condenando a compulsão montou uma dieta baseada na moderação.

Em 1930, foi a vez do médico William Hay dizer que amido não combina com proteína e as frutas com nenhum dos dois. O primeiro passo das dietas "só" disso ou "só" daquilo.

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, em 1938, uma parcela da sociedade acreditava que fruta queimava caloria e café tirava o apetite.

Por volta de 1954 começava-se então a pensar em contagem de calorias levando as pessoas a consumir alimentos menos calóricos, mas não se falava em associa-los aos exercícios.

Foi em 1963 que os caminhos do emagrecimento saudável se abriu com o lançamento da idéia de perder peso sem medicamentos, pois as anfetaminas começavam a invadir o mercado nos moderadores de apetite. Jean Nidetch lança nos EUA a reeducação alimentar junto com os exercícios. Estava fundado o Weiht Watchers - Vigilantes do Peso.

O início dos anos 70 foi marcado com a idéia avassaladora da dieta Atkins engordando a conta bancária do cardiologista Norte Americano Robert Atkins.

À base de proteínas, sem carboidrato, açúcar e frutas, a dieta estimula o consumo de gorduras e proteína animal. O desequilíbrio metabólico provoca um emagrecimento, além da própria gordura da alimentação gerar um fastio e uma diminuição do apetite. Como ninguém é de ferro, um dia pára de fazer a dieta e volta a engordar e cheio de colesterol no sangue...

E pensar que essa dieta foi criada por um cardiologista, hein!!! Ganha na dieta e depois nas consultas para diminuir o colesterol. Nem o NIH, um dos mais respeitados Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e muito menos a OMS (Organização Mundial de saúde) recomenda dieta rica em proteína e gordura.

Que abacaxi!!! Em 1982 surge a dieta das frutas, mais conhecida como Beverly Hills. Isso mesmo. "Só" frutas. A americana, ex obesa Judy Mazel sugere que as enzimas acelerem a queima de grandes depósitos de gordura. Uma idéia sem fundamentação científica. A dieta é monótona, "detona" a vida social do indivíduo e provoca carência de vitaminas.

O regime da Lua sugerindo ingerir só líquidos durante as 24 horas antes de cada fase da lua surgiu em 1985. Como a água facilita os processos de excreção, a perda de peso não está associada à perda de gordura. Além disso, pode ocorrer a perda de minerais estando o corpo por assim dizer "entupido" de líquido.

Quando ingerimos líquidos demais o corpo elimina o excesso e junto com ele alguns nutrientes.

Em 1997 novamente renasce a idéia absurda das gorduras baseada na filosofia Atkins. Desta vez sob a forma do famoso Xenical Proteínas. Impedindo a absorção de 30% da gordura ingerida com efeito colateral foi imediato. Forte diarréia em função da ingestão exagerada de gordura. Muita gente teve até que usar fraldão para não passar vergonha...

Ou, pinico Tabajara. No ano seguinte mais um americano, Peter J. D'Adamo fez sucesso e no Brasil o método baseado em determinados alimentos para cada tipo sangüíneo, foi popularizado por mais um médico. Desta vez o Dr. Sérgio Teixeira, da Universidade Federal do Rio de janeiro, lançou a "Dieta que está no Sangue". "Sangue Bão", né? Como não poderia deixar de ser, cadê a comprovação científica?

Muita gente parece insistir no erro e circula de mão em mão uma tal de dieta da USP que nada tem a ver com a conceituada Universidade. A entidade até criou um serviço de utilidade pública para orientar sobre os riscos da tal dieta que mais uma vez recomenda ingestão de presunto, ovos e café sem açúcar. A elevação do ácido úrico é um dos efeitos colaterais possíveis.

Quem não se lembra do "Só é Gordo quem quer"?

O livro que vendeu "horrores" propondo uma divisão de alimentos em quatro categorias: sal alto e baixo, doce alto e baixo. A sugestão era a mistura desses quatro grupos para perder peso além de não aconselhar combinar certos alimentos com outros. Claro, mais uma idéia sem fundamento científico desta vez do médico João Uchôa Jr. que reapareceu depois de passado o sucesso bem mais gordinho e censurado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro em 1986.

É isso aí moçada... Como é fácil enganar as pessoas, né?

AS FORÇAS CONTRÁRIAS E O EFEITO SANFONA

Nessa série sobre obesidade temos visto que o problema é uma tendência mundial e muitos são os fatores trabalhando contra o obeso. Vimos como é fácil "fisgar" as pessoas ávidas por emagrecer oferecendo a elas uma promessa de ficar de bem com a balança sem fazer força, "só" com dietas, algumas bem estranhas.

Um outro fator pesando contra tudo isso é que as pesquisas mostram um bom número de pessoas conseguindo sucesso na primeira tentativa de emagrecer, mas quando considerado a longo prazo, apenas uma parcela muito pequena consegue manter o peso ideal por toda a vida. Um a dois terços do peso perdido são recuperados ainda no primeiro ano, e todo ele em cinco anos. Num desses acompanhamentos de 7,3 anos McArdle cita uma pesquisa de 121 pacientes monitorados, onde apenas 7 mantiveram os novos hábitos de vida e o peso corporal saudável. Claro que tudo isso também depende de estímulos e de, sobretudo, auto-estima para poder estar sempre dando a volta por cima. Se as pessoas do mesmo meio social não colaborarem ou não forem pelo menos parecidas... Um abraço!!!!

Um dos argumentos contra as dietas, fala-se em uma possível teoria do ponto preestabelecido onde o corpo teria uma tendência de manter um determinado peso gordo ou magro por toda a vida. Esse mecanismo estaria localizado dentro do hipotálamo sendo esse ponto diferente em cada pessoa. Se o sujeito emagrece abaixo desse suposto limite, o corpo realiza ajustes tentando repor as gorduras perdidas aumentando a fome do indivíduo.

O mesmo acontece com os magros que por algum motivo tentam engordar com programas de superalimentação e não conseguem. Se por um lado a teoria explica os fatos, por outro ainda é cedo para se afirmar isso não sendo um argumento para não fazer dieta. Entretanto, as restrições alimentares, por si só, são incapazes de alterar esse mecanismo cabendo tão somente a alguns medicamentos como, segundo MacArdle, a fenfluramina, anfetamina e a conhecida nicotina, assim como os exercícios físicos.

Sendo assim, existe a bem da verdade, três formas de emagrecer: com medicamentos, com dietas e com exercícios. Como já citamos, nenhuma delas é eficiente por si só. Ninguém vai ficar escravo aos medicamentos a vida toda nem tão pouco às dietas. Existem casos da necessidade dos medicamentos alavancar o processo. Associado aos exercícios, aos poucos, a dosagem dos medicamentos podem ser reduzidas até serem cortados de vez. Nunca é demais lembrar. Só cabe ao médico prescrever a medicação e a respectiva dosagem caso a caso.

Outro fator contra as dietas pura e simples, e bem documentada pela ciência, é que o corpo sob restrição calórica reduz o metabolismo gastando menos calorias tentando se proteger. É mais um argumento para a inclusão dos exercícios nos programas de emagrecimento e sem eles as chances de sucesso ficam bastante reduzidas.

O mais comum desses fatos relacionados é o conhecido efeito "sanfona" ou "iô iô". O engorda e emagrece respectivamente no inverno verão. Sabe-se que, a partir de pesquisas feitas com animais leva-se duas vezes mais tempo para perder o mesmo peso numa segunda tentativa e recupera-se em apenas um terço desse tempo.

O efeito sanfona é cruel ficando, a cada tentativa, mais difícil emagrecer principalmente quando não associada ao exercício. O organismo, como vimos acima, na teoria do ponto preestabelecido, procurando preservar a gordura, especula-se que possa "agredir", por assim dizer, a massa muscular magra, processo conhecido como catabolismo. Assim, a cada novo regime o sujeito tem maior percentual de gordura e menor massa magra. Em síntese, mais gordas com menos músculos. Ainda corroborando com essa teoria, quando se perde peso os adipócitos aumentam seu nível da enzima lipase lipoprotéica, a principal responsável pelo armazenamento das gorduras.

A ciência não encontrou, pelo menos até agora, fórmulas para diminuir a quantidade dessas células de gordura do corpo já adquirida. Os regimes apenas "desincham-nas", mas continuam lá, prontinhas para crescer de novo.

É consenso entre os especialistas que uma perda de peso saudável não deve ser maior que um quilo por semana. Se a dieta vem acompanhada de exercício físico, a massa muscular adquirida será responsável pela geração de 70 a 75% do gasto de energia total. Sem contar, que as pessoas com um percentual de massa magra maior, têm um gasto calórico basal maior. Ou seja, gastam mais calorias paradas.

Carece de mais informações e os estudos ainda são conflitantes, mas o fato é que, a partir das experiências com animais, doenças cardíacas podem estar associadas ao efeito sanfona. Obesos que nunca fizeram dietas, podem não ter tantos problemas cardíacos se comparados aos adeptos do engorda e emagrece.

Ou seja, quem é obeso e não faz regime pode ter poucos problemas. Adeptos ao "iô iô" podem ter mais...

Para Refletir

Os navios estão a salvo quando atracados no porto, mas não foram feitos para ficar lá. Só mostra que é bom se navegar por mares bravios.

QUE EXERCÍCIO FAZER?

Bom, até agora vimos os fatores relacionados com o mecanismo de ganho e ou dificuldade de perda ponderal. Mostramos também as conclusões científicas atuais sugerindo que para emagrecer de forma eficiente por longo período, só o controle alimentar é ineficiente e isso já é quase um consenso entre os especialistas.

Embora a gordura corporal continue a ser um grande problema, uma das conseqüências já notadas é que o americano nos últimos anos está ingerindo de 5 a 10% menos calorias em todas as idades mas, nem por isso a obesidade diminuiu. Entretanto, o sedentarismo aumentou em proporções alarmantes levando os especialistas conclusão da obesidade estar mais relacionada à falta de atividade física e não à ingestão excessiva de alimentos. É muito prematuro relacionar obesidade com comer muito.

Cada vez mais as evidências mostram a importância dos exercícios no controle ponderal chegando a ser mesmo o suporte de qualquer dieta. Atualmente temos visto defesas particulares dessa ou aquela modalidade esportiva principalmente quando tentam confrontar aeróbios contra anaeróbios.

Entretanto, pode-se indicar qualquer atividade como sendo boa por contribuírem para a perda de calorias mas, os aeróbios ainda são os campeões quando se trata de perda de peso. Eles são capazes de recrutar maior número de grupos musculares e maior dispêndio de energia por unidade de tempo além dos benefícios bem estabelecidos pela ciência com relação à diminuição do colesterol, pressão arterial e da glicemia.

A maior prova disso, é que nas academias, entre tantas opções de atividades, o spinning ou ciclismo "indor" vem se tornando uma das mais eficientes para emagrecer, desde que, bem conduzida pelos profissionais. Claro, não é a atividade específica para desenvolver massa muscular, a não ser, no caso do spinning, os músculos das pernas conforme a carga e o fundamento da aula. A corrida, seja na esteira ou ao ar livre, é tão boa e eficiente quanto o ciclismo e a opção deve ficar por conta da preferência pessoal.

Já anda caindo por terra a idéia de que para se perder gordura é preciso fazer exercícios aeróbios por mais de 30 minutos seguidos. Se o objetivo é emagrecimento, emagrecimento representa perda de calorias (Kcal) e perda de calorias representa atividade física contínua, duas vezes 30 minutos de atividades no dia, considerando gasto colórico o resultado é o mesmo de uma hora.

Segundo dados do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, 1995), um quilo de gordura eqüivale aproximadamente a 7700 kcal. Isso significa dizer que pelo menos teoricamente uma atividade diária de 400 Kcal, aí não importando se é de uma vez só ou em duas, pode-se perder 1,58 kg em um mês. A mesma regra vale para quem anda ingerindo mais calorias do que gasta. Pode-se facilmente engordar quase 2 quilos em um mês. É muito difícil para quem não faz atividade física controlar certinho essa ingestão e gasto de calorias só na base da dieta. O complexo de culpa se faz muito mais presente.

Como todo assunto de cunho científico este também gera controvérsias e os fatores a serem mesmo levados em conta na questão do melhor exercício para emagrecer é a freqüência, duração e intensidade. Sobre isso, Power & Howley (1997) publicaram uma boa revisão citada em 1999 pelo Prof. Dr. Tony Meireles dos Santos.

O trabalho relata que uma atividade na intensidade de 30% do VO2 Máximo, portanto baixa, a recuperação da energia (ATP) vem do metabolismo das gorduras. À medida que a intensidade aumenta essa energia vai passando a ser fornecida pelo metabolismo dos carboidratos.

Isso pode estar relacionado a dois fatores: um é o recrutamento das fibras musculares de contração rápida e o outro é a liberação hormonal da adrenalina e noradrenalina. No primeiro caso, tais fibras musculares possuem menor reserva de triglicerídeos e menor capacidade de metabolizar gorduras e maior de carboidratos.

O segundo fator, tem a ver com as concentrações de lactato em função do aumento da intensidade. O lacto inibe a ação da enzima lipase que no final das reações induzem a glicose assumir a posição de combustível principal. Com relação duração, a teoria de suporte de maior gasto de gorduras à medida que o tempo de permanência aumenta, diz respeito ainda à adrenalina, noradrenalina e glucagon interferindo na taxa de quebra das gorduras (lipólise).

A mesma teoria ainda fala na insulina que tende a diminuir com a duração da atividade, hormônio secretado pelo pâncreas, com importante função no metabolismo dos açúcares. Diminuindo a sua oferta o corpo passa a gastar gorduras em vez de açúcares.

Bom, a literatura na verdade mostra trabalhos bem documentados defendendo tanto os exercícios aeróbios como os anaeróbios e de alta intensidade nessa questão de gasto de gorduras.

EMAGRECIMENTO MATEMÁTICO

Quando alguém começa a ter sucesso na perda de peso quer logo ver "aquela" gordurinha situada em determinadas partes do corpo indo embora de uma vez.

Sendo assim, como já dito, o homem acumula mais gordura na região do abdome e as mulheres na cintura e quadril. Infelizmente, a ciência ainda não descobriu uma fórmula de gastar mais gordura aqui do que ali ou tirar daqui e "botar" ali.

Num programa de exercícios de resistência, trabalhos bem conduzidos citados por McArdle, ficou demonstrado que o corpo tende a gastar mais gordura na região central, tronco e abdome do que nos glúteos e região femoral. Isso, em linhas gerais, o homem acaba se beneficiando nas expectativas de perda de gordura nas regiões que mais incomodam a um e a outro. Esse fato fica mais evidente em quem emagrece mais de 8 a 9 quilos em dez a doze semanas. Nas mulheres, enquanto aparentemente percebe-se a região do tórax com as costelas e os ossos da clavícula começando a sobressair, a bronca é geral. Nos quadris parece não ter perdido nada.

Gordura Localizada

Dá para perder? Partindo do princípio acima exposto, sabe-se que isso é impossível e a conduta de ficar fazendo um número exagerado de exercício para um determinada região na esperança ou promessa de perder gordura "só" numa região, é no mínimo perda de tempo. Várias pesquisas têm mostrado, por exemplo as citadas por McArdle, feitas com tenistas que o percentual de gordura não é diferente quando comparado os dois braços.

Como esperado, a circunferência do braço dominante é maior em função de uma hipertrofia muscular e não de camada de gordura que continua, embora menor, a ser similar nos dois braços. Dá então pra fazer, numa segunda fase da prescrição dos exercícios, um equilíbrio muscular com séries de hipertrofia para a parte superior do corpo e resistência muscular localizada para os membros inferiores, conduta nem sempre satisfatória às mulheres.

O Culote

Não são poucas coisas a incomodar as mulheres, heim! O culote, acúmulo de gordura na lateral das coxas, aparecem em função dos hormônios femininos e ou características genéticas, talvez o fator mais evidente já que não são todas as mulheres que os tem e algumas magras são sorteadas para tê-los.

Embora seja muito difícil acabar com ele existem três formas de tentar acabar ou pelo menos amenizar o problema: Exercícios associados à dieta, lipoaspiração e ou cirurgia plástica.

Os exercícios aeróbios, como temos citado, incidem na gordura como um todo e os localizados no fortalecimento dos músculos que ficam por baixo do culote: uma porção do glúteo máximo e médio e fáscia lata. É preciso conjugar os dois tipos de exercícios com a dieta deixando as cirurgias como última opção.

Também já vimos que pela teoria do "set-point" o corpo tende a repor as gorduras retiradas, por assim dizer, "na marra", através de cirurgia e ou dietas drásticas.

O culote segue a mesma teoria. Se tirá-lo à força ele volta.

Como estamos falando de emagrecimento, automaticamente falamos de calorias gastas e todo exercício físico tem um gasto calórico e valores a ele atrelado já bem estabelecido pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACMS 1995). Utiliza-se a relação 5 Kcal para cada litro de oxigênio desde que conheça-se as exigências metabólicas de cada atividade avaliadas, entre outras formas, por consumo direto. Na falta desses dados podemos utilizar tabelas baseadas em MET. atualmente bastante disponíveis em vários livros.

Um MET. eqüivale ao consumo de oxigênio de 3,5 mL. Kg. min, valor referente ao metabolismo de repouso e a conversão de MET. para Kcal pode-se usar a fórmula sugerida em (ACSM 1995) que é a seguinte: Kcal p/ min = METs da atividade x peso do cliente x 3,5 : 200. Na prática, digamos que uma pessoa esteja fazendo uma atividade de 6 METs com 70 Kg de peso corporal.

Aplicando a fórmula temos: 6 x 70 x 3,5 : 200 = 7,35 Kcal / min.

Se permanecer durante 60 minutos terá um gasto calórico de 441 Kcal. Levando em consideração 1 kg de gordura ser igual a 7700 Kcal, neste exemplo são necessárias 17,46 horas para perder isso. Acha pouco? Se o sujeito "malhar" 5 dias por semana são necessárias três semanas. Taí mais uma boa razão de associar exercício com dieta e ou reeducação alimentar. É bom lembrar que as recomendações (ACSM 1995) sugerem uma perda de peso de no máximo 1 quilo por semana, ou um déficit de 7700 Kcal.

Concluindo, nesse processo de emagrecimento o balanço calórico conta bastante e os exercícios, sejam quais forem, consomem oxigênio energia e obviamente calorias. Logo, qualquer um é bom se, bem orientado. Autores consagrados não ressaltam uma importância tão grande para as vias metabólicas dos exercícios quando o objetivo é o emagrecimento.

As orientações atuais são no sentido de: prazer de fazer, contagem aproximadas de calorias, variação de atividades e sem tempos mínimos limites.

Para Refletir

Fazer grandes projetos para o futuro pode não levar a lugar nenhum. Faça pequenas previsões para hoje... e cumpra. Uma casa grande começa com um tijolo.

EMAGRECENDO COM A MUSCULAÇÃO

Eis aí mais uma questão há muito tempo debatida e de uma certa forma, criou-se em torno desse assunto muitos mitos e falsas verdades. Não resta dúvida, que os exercícios aeróbios, considerando o gasto calórico são os mais adequados nessa questão de emagrecimento e nos anos 70, muita gente endeusou-os tanto chegando a se pensar ser a solução para todos os problemas de saúde. Por conta disso, ficou uma imagem negativa com relação aos anaeróbios, como por exemplo a musculação. "Por si só, não trazem tantos benefícios para a saúde". "Não adianta nada". "Só serve pra ficar forte e, não emagrece" - Diziam - Ledo engano!

Vamos ver porque?

A comunidade científica já provou ser o emagrecimento na musculação similar aos exercícios aeróbios mais tradicionais como as caminhadas, as corridas e o ciclismo. A explicação é simples. Os aeróbios utilizam a gordura como principal fonte de energia. Sabe-se também que determinadas zonas de intensidade podem gastar mais gorduras do que outras e esse gasto também se relacionar com o tempo de permanência nessa zona. Tudo isso é verdade e não faltam estudos mostrando isso.

Mas, também é verdade, e a literatura fidedigna tem sofrido revisão mostrando a importância da musculação nesse assunto emagrecimento. A diferença, analisando pela ótica da Fisiologia, é que na hora do exercício o corpo utiliza o glicogênio muscular como principal fonte de energia. Depois, como o organismo tem de repor, vai buscar nas gorduras proporcionando o emagrecimento. Simples, né?

E tem mais. O aumento da massa muscular acelera o metabolismo basal fazendo, a longo prazo, o corpo gastar mais energia parado. Como o que vale nessa questão de emagrecimento é o balanço calórico, se for positivo, engorda; negativo emagrece. É a lógica, ou não?

Bom, a gente não precisa também recorrer à comunidade científica para comprovar isso. A olhos vistos, os fisioculturistas têm um percentual de gordura tão baixo quanto os atletas de resistência. Steven Fleck cita no seu livro Fundamentos do Treinamento de Força, atletas com o percentual de gordura variando de 8,3 a 12,2% e as mulheres da mesma modalidade estando na média de 13,2 a 20,4%. Portanto, muito abaixo da maioria considerada normal que é de 14 a 16% para os homens e 20 a 24% para as mulheres. Claro, tudo isso só funciona também se vier acompanhado de uma dieta saudável. Se o sujeito malhar bastante e depois comer muito não adianta absolutamente nada. Aí tanto faz se o exercício é aeróbio ou anaeróbio.

O fato é que a musculação colabora com o emagrecimento, dá mais disposição, aumenta o metabolismo e para o obeso tem a questão da segurança com relação ao impacto nas articulação sendo na musculação menor quando comparadas a algumas atividades aeróbias. Além disso, podemos, com a ajuda das máquinas, trabalhar grupos musculares isolados conforme a necessidade de harmonia e ou reforço muscular atendendo os objetivos particulares do aluno.

Segundo os últimos relatórios do Colégio Americanos de Medicina Esportiva, (ACSM, 1995), não é necessário fazer só exercícios aeróbios por um tempo determinado para depois elaborar um novo programa de aumento de massa muscular. E se o aluno for um daqueles que detestam caminhar ou ficar "x" minutos em atividade contínua? O programa pode já ser fadado ao fracasso por não respeitar o princípio da preferência do aluno. Digamos que ele goste muito de musculação. Aí entra mais uma vez o bom senso profissional. O programa pode ser elaborado com uma série composta de seis a oito exercícios multiarticulares envolvendo os grandes grupos musculares e uma atividade aeróbia a ser negociada. Em se tratando de obeso o método de preferência, deve ser o alternado por segmento. O objetivo é sempre indicar atividades de maior gasto calórico e poucos exercícios estimulando o gosto pela atividade. O exercício não deve parecer uma coisa chata, difícil e como toda atividade física, a orientação é mais importante.

CONCLUSÃO

Os estudos apresentados depois de 95, parecem romper o paradigma de que "só" os exercícios aeróbios seriam os recomendados para o emagrecimento.

Na prescrição do exercício deve ser priorizado o prazer individual a fim de aumentar as chances de virar um hábito de vida saudável.

Deve ser abolida a questão de um tempo mínimo de atividade. Qualquer exercício gasta calorias sendo melhor do que nenhum. Limitar intensidade mínima, para algumas pessoas pode ser altamente desmotivante.

Considerando gasto calórico, tanto faz se a atividade é contínua ou intervalada. Pedalar 4 x 10 minutos pode ser tão bom quanto 40 minutos de uma vez. Um obeso pode ser capaz de intervalar e não conseguir fazer tudo e uma vez.

Para Refletir

Procurar fazer o melhor é sempre bom. O esforço exagerado pode levar ao fracasso.

Se olharmos para traz podemos nos conformar. Para a frente vemos o quanto falta para evoluir.

Sobre a Ética

A moderação nas ações e relação com o trabalho é uma das chaves das conquistas dos objetivos.

Ensinar a ética cabe a todos, mas a responsabilidade maior é dos educadores.

O RESULTADO PRÁTICO

Até agora vimos em teoria uma boa parte dos problemas envolvendo a obesidade e as formas mais adequadas para se conseguir um emagrecimento saudável.

Hoje vou apresentar um dos resultados práticos de uma das minhas alunas que resolveu "entrar de cabeça" na luta contra as gordurinhas que a incomodavam bastante interferindo inclusive com a sua auto-estima.

Natália Barbieri é um dos melhores exemplos de tudo que foi aqui falado com relação a resultados práticos da dieta associadas aos exercícios.

Em meados de fevereiro desse ano, nossos caminhos profissionais se cruzaram. Eu necessitava de uma pessoa que pudesse verter os meus artigos para o espanhol e ela precisava de um Personal Trainer. Ao começar a ler, ela simplesmente viu que o conteúdo tinha tudo a ver com os seus propósitos de vida.

Daí para frente as coisas começaram a acontecer. Como se diz no popular... "juntou a fome com a vontade de comer". Ela se matriculou num dos postos do vigilantes do peso e tracei para ela o primeiro programa de caminhada. Sua determinação acabou sendo um grande facilitador para o desenvolvimento das planilhas de treinamento evoluindo rapidamente. De caminhada, passou intervalar caminhada com trote, e de trote para corrida foi um pulo.

Em junho, experimentalmente participou de uma prova de seis Km, no dia 4 de agosto da corrida da Avon e no dia 25 do mesmo mês completou a Meia Maratona.

Nove quilos mais magra sua auto-estima melhorou assustadoramente contaminando, no bom sentido, a todos a sua volta: a família, os amigos do trabalho e em geral. Há de se destacar também, a participação da família, marido e os três filhos, fundamental nesse processo. Todos deram a sua parcela de apoio ora cobrando, ora questionando e ou apenas comentando.

"Tudo na minha vida melhorou a partir do momento que comecei a ficar de bem comigo mesma. Antes eu pensava que os outros eram o problema". Diz Natália Barbieri.

SUBINDO AS ESCADAS

Estamos vivendo tempos de violência retratada todos os dias nas páginas policiais da imprensa em geral. Dezenas de pessoas morrem vítimas de assaltos, tráfico de drogas, brigas de trânsito e etc. Ôpa! O que a nossa coluna de Fisiologia tem a ver com isso? Você leitor já deve estar se perguntando, né? Tem uma outra arma silenciosa matando muito mais... A preguiça. Isso mesmo. A inatividade física mata muito mais.

Um dos estudos publicados na revista Nature concluiu que gastar calorias é muito mais simples do que se imagina e, mais uma vez corroborando como tudo já dito até aqui na questão de emagrecimento, vale mais a regularidade e a soma do gasto de calorias em atividades simples diariamente. Andar, correr, passear de bicicleta, fazer sexo, subir escadas... tudo contribui para a perda de peso. É melhor, mais barato se mexer todo dia e várias vezes do que, em menos tempo fazer uma atividade física intensa suando a píncaro numa academia.

Para muitas pessoas pode ser um martírio simplesmente por não gostar disso e a idéia do "Sem dor não há ganho" não vale nesse caso. O fundamento do estudo citado não é novo e outros similares o antecederam. Durante duas semanas 14 mulheres e 16 homens, com idades entre 22 e 32 anos, todos sadios e sem problemas de obesidade, foram observados e analisados por Klaas Westerterp da Universidade de Maastricht, na Holanda. Usando todo um procedimento laboratorial registrou os movimentos e a energia gasta a cada 24 horas concluindo que atividades de baixa a moderada intensidade também gasta calorias de modo eficiente. O importante é se mexer para emagrecer.

Outros trabalhos já foram bem documentados com subida de escada. Se por um lado o progresso nos trouxe conforto e, de tal forma desincentivando a atividade física, por outro encheu as cidades de prédios e, escadas para o bem do coração e do gasto calórico. Subir escadas gasta em média para uma pessoa de 70 quilos e 1,68 a 1,75 metros de altura, 360 Kcal/h .

Significa 36 Kcal por minuto ou 0,6 por segundo, o tempo para fazer o movimento de subir um degrau. A média dos andares dos prédios mais modernos são em número de 22 degraus, o suficiente para gastar 13,2 Kcal. Uma pessoa propondo-se a subir 16 andares por dia, e não precisa ser de uma vez só mas que seja no dia, pode gastar 211,2 Kcal.

Essa mesma pessoa, se fizer uma caminhada a passos rápidos de 20 minutos estará gastando mais 93,33 Kcal. Somando às gastas na escada já serão 304,55 Kcal. Considerando que para se gastar um quilo de gordura são necessários 7700 kcal, só com essas atividades descritas é preciso 25 dias. O Colégio Americano de Medicina Esportiva recomenda um gasto extra de 300 a 500 Kcal por dia para uma pessoa ser considerada fisicamente ativa. É fácil!!! Acham muito tempo 25 dias? Quanto tempo levou para ganhar esses quilinhos extras? Não seria muito saudável emagrecer tudo de uma vez, não acham? É melhor estar emagrecendo pouco porém sempre. Ou não?

Um estudo feito nos anos 70 pela equipe Cooper com pessoas subindo escadas num prédio público constatou uma melhora significativa na Pressão Arterial, na eficiência da Freqüência Cardíaca, na auto-estima e no emagrecimento moderado. Só o fato das pessoas fora de peso descobrirem que são capazes de subir escadas como outra qualquer, por si só já é um fator motivante.

É bom lembrar que o sedentarismo ainda é, independente do nível de percentual de gordura de cada um, uma arma mortal. O Instituto Americano Cooper também já mostrou um número muito maior de mortes entre magros sedentários do que entre gordos ativos. "Quem se mexe mais morre menos" palavras do Dr. Vitor Maksudo consultor da Organização Mundial de Saúde e coordenador do programa "Agita São Paulo". Portanto... empurre o carrinho de supermercado, lave o carro, leve seu cão para passear para não encher o saco dos vizinhos, regue o jardim, dance, ande a pé, suba escadas. Ufa! Isso cansa, né? Mas gasta calorias.

Para Refletir

A sociedade parece uma caixa de costura. Tem gente que une os panos. Outras só espetam.

Sobre a Ética

Confidências de um cliente a gente leva para o túmulo. É a mais nobre demonstração de confiança.

A META

Uma propaganda que ficou bastante marcada, pelo menos para mim, há anos atraz, foi a de uma bicicleta que uma criança queria ganhar. O garoto colocava bilhetinho no bolso do pai, na pasta de dente, na xícara de café, em todo lugar... "não esqueça a minha bicicleta".

Tudo, ou quase tudo na vida é uma questão de traçar meta. Pra gente emagrecer é similar.

Não adianta dizer: vou tentar. Traçar meta significa em primeiro lugar saber "quantos" quilos deseja emagrecer. "Como?" "Que" recursos utilizar. "Quando" começar? Ao decidir por "quantos" quilos emagrecer é preciso estar baseado em estimativa concreta e, viável. Não dá para emagrecer dez quilos sem começar com um. Como? Fazendo dieta? Qual delas? Porquê?Ela serve pra você? Ou você vai fazer porque a "fulana" fez? É a mais adequada para o seu caso? Vai fazer atividade física? Onde? Quando? Qual delas? Quantas vezes por semana? Com quem? Porquê? Que outros recursos você vai usar? Quando vai começar?

Marque uma data mas se prepare para ela. Não adianta começar na segunda-feira e parar na semana seguinte como muita gente faz. Assuma compromisso com você.

Parece muito simples mas pode não ser. Se lembrarmos bem, quantas vezes já fizemos isso, sem técnica, sem sabermos que estávamos fazendo e deu certo? Na compra de um carro, de uma casa, para passar no vestibular e etc. Enfrentamos todo tipo de adversidades, por vezes desviamos um pouco da rota mas a meta está lá. Eu vou conseguir. Não esqueça a minha bicicleta!!!!

Uma outra atitude simples é escrever isso e colocar em algum lugar visível ou que você possa ler todo dia. Quando você escreve se compromete. Faça um diário e relate tudo comparando o previsto com o realizado. Mesmo não realizando o previsto não considere uma derrota, mas escreva o porquê de não ter concretizado a tarefa do dia. Fica mais fácil retomar as rédeas da meta já no dia seguinte.

Calorímetro

Tenho acompanhado a sua coluna e estou gostando muito da série sobre obesidade. Sobre a matéria anterior gostaria você esclarecesse uma dúvida. Como os estudiosos chegam à conclusão que uma atividade como subir escadas por exemplo, que você citou, pode gastar 360 Kcal p/ h? Andei pesquisando na Internet e achei vários valores diferentes para a mesma atividade.

Amigo leitor. Partindo do simples, qualquer movimento humano gasta calorias que é, por assim dizer, o nosso referencial de energia ingerida e gasta. O nosso corpo transforma energia química dos alimentos gerando calor, movimento e trabalho.

A forma que os cientistas chegam a conclusão do gasto de "tantas" calorias por determinada atividade é colocando o ser humano nos chamados calorímetros.

Uma espécie de barraca hermeticamente fechada onde tudo é controlado: a entrada e saída de ar com respectiva pressão de oxigênio, nitrogênio, umidade relativa, os alimentos ingeridos com respectivo peso e valor calórico, a freqüência cardíaca, a intensidade do esforço em cada movimento e tudo o mais. Dentro da barraca o sujeito faz vários tipos de movimentos e o ar expirado é analisado assim como a urina coletada por 24 horas, possibilitando saber o gasto calórico de vários tipos de movimentos associados a exercícios. Ou seja, o sujeito fica como rato de laboratório sendo testado e observado por período determinado.

Esse é o método conhecido como calorimetria direta.

O primeiro calorímetro, que também serve para estimar valores energéticos dos alimentos, foi construído na década de 1890 pelos professores Atwer e Rosa, da Wesleyan University, respectivamente um químico e uma física.

Pode-se também avaliar a produção de energia e valor calórico da atividade de forma indireta através da espirometria onde a quantidade de oxigênio consumido pode ser avaliado com relativa precisão. Sabendo-se que 1 litro de oxigênio consumido eqüivale a 5 kcal, fica fácil então saber quantas calorias são gastas numa atividade. Tradicionalmente, os espiroergômetros são acoplados numa esteira elétrica ou numa bicicleta estacionária, mas nos Estados Unidos existe espiroergômetros portáteis para facilitar estudos de qualquer atividade física desde as mais simples como atividades laborais de carregar e empilhar caixas até subir escadas, empurrar carrinho, jogar golfe e etc. É importante lembrar que valores como o citado domingo passado, 360 kcal/h para subida de escada, refere-se a um ser humano de 70 quilos com 1,68 a 1,75m de altura e qualquer pesquisa sempre tem uma pequena margem de erro.

Concordo com a existência por aí de várias tabelas mas, comparando-as entre si e cruzando as informações com outras atividades, esse valor para subida de escada é bastante aceitável.

Luiz Carlos de Moraes

Referências Bibliográficas

1) ASTRAND, Per Olof - Tratado de Fisiologia do Exercício. Ed. Interamericana, 2ª edição, R.J.- 1980.
2) FLECK Steven J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular - 2ª edição - Porto Alegre - R.S. - Editora Artes Médicas Sul Ltda - 1999.
3) FOX, Bowers, Foss - Bases Fisiológicas da Educação Física e dos Desportos. Ed. Guanabara Koogan S.A., R.J., 4ª edição, 1991.
4) HOLLMAN, Wildor & HETTINGER, Theodor - Medicina de Esporte - Ed. Manole - S.P. 1983.
5) MCARDLE, William D., Katch I. Frank & Katch L. Victor. - Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano - Ed. Guanabara Koogan S. A. - 4ª edição - Rio de Janeiro R.J. 1998.
6) POLLOCK, Michael L. - Exercício na Saúde e na Doença. Ed. Medsi, 2ª edição, R.J. 1993.
7) SANTOS, T.M. (1999). Modelos de Entendimento do Processo de Emagrecimento. In Novaes, J. et Al.. Educação Física: saúde, sociedade e humanidades (in press). Ed. da Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro.
8) WEINECK, Jürgen. - Biologia do Esporte. Ed. Manole Ltda. S.P. 1991.
9) ZATSIORSKY, Vladimir M. - Ciência e Prática do Treinamento de Força - São Paulo S.P. - Phorte Editora Ltda, 1999.

Fonte: www.cdof.com.br

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