Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home   Voltar

Onicomicoses

1-O que é onicomicose?

As onicomicoses constituem manifestações muito frequentes na prática dermatológica. Elas são caracterizadas pelo crescimento de fungos nas unhas e dobrasperiunguiais (ao redor de uma unha.), sendo a lâmina atacada principalmente por dermatófitos e eventualmente pela Candida albicans.

A infecção crônica das unhas das mãos e pés é também denominada tinea unguium (SAMPAIO et al, 1987)

Dermatófitos- Grupo de fungos que invadem a região ceratinizada superficial do corpo humano e de animais, como a pele, os pêlos e as unhas. Pertencem a quatro gêneros a citar: Microsporum, Trychophyton, Epidermophytos e Keratomyces.
Unguial-
Relativo a unha

2-Quais os microorganismos que causam as onicomicoses ?

Os agentes causais das onicomicoses dermatofíticas são os fungos do gênero Trichophyton e Epidermophyton. Os Microsporum, excepcionalmente, comprometem as unhas. Entre nós, Trichophyton rubrum e Trichophyton mentagrophytes são os agentes mais comuns de onicomicoses. (SAMPAIO et al, 1987; LACAZ et al, 1984)

3-Quais são os tipos existentes e quais as suas características?

Onicomicose tricofítica:

O fungo compromete uma ou mais unhas, muito raramente todas; as dos pés são mais frequentemente afetadas. A infecção é rara na infância e mais comum em adultos.
A oníquia ( inflamação da matriz unguial) tricofítica é indolor, seca, não se acompanha de paroníquia ( inflamação supurada na margem da unha) e inicia-se pela borda livre ou lateral da lâmina unguial, o que permite diferenciá-la das onicomicoses por leveduras e piogênicas, que começam pelas dobras ungueais e secundariamente determinam alterações da lâmina, pelo comprometimento da matriz.
Aparecem manchas pardacentas, escuras ou esbranquiçadas. Depois, o aspecto da unha depende da conservação da camada externa da lâmina.
A unha torna-se espessa, opaca, estriada, quebradiça na borda livre; se a camada externa é friável e com fissurações longitudinais, a lâmina unguial apresenta-se esponjosa, erosada, com destruição mais ou menos acentuada, que, entretanto, respeita a lúnula ( área branca da unha perto da raiz).
Frequentemente, a lâmina unguial é destacada do leito por hiperceratose subunguial ( hipertrofia da camada córnea da pele localizada abaixo da unha).
A evolução é crônica, podendo prolongar-se durante anos.

Onicomicose fávica:

Produzida pelo Trichophyton schoenleini, apresenta aspecto semelhante ao das demais oníquias tricofíticas. Pode iniciar-se por manchas amareladas na lâmina unguial. Costuma localizar-se nos dedos das mãos, sendo excepcional nos pés. A infecção unguial resulta de auto-inoculação, a partir de lesões do couro cabeludo, a partir de lesões do couro cabeludo ou do corpo. É excepcional no Brasil.

Oníquia e Paroníquia devidas a leveduras:

A Candida albicans e raramente outras leveduras podem produzir paroníquias e, secundariamente, oníquias. São afetados um ou mais dedos das mãos, raramente os pododáctilos ( referente aos dedos dos pés). A princípio, forma-se coleção puriforme nas dobras unguiais que se tornam vermelho-vivo e dolorosas, às vezes acompanhadas de adenite axilar.
Em alguns dias, o exsudato começa a ser eliminado, atenuando-se o caráter inflamatório. Todavia, subsistem edema e eritema de tonalidade arroxeada das dobras, descoladas em extensão de 1 a 2 mm e fazendo nítido relevo sobre a lâmina unguial. Pela compressão surge gotícula puriforme entre as dobras e a unha. Nesta, com o tempo, aparecem sulcos transversais de cerca de 1 mm, paralelos, dando-lhes aspecto ondulado e manchas escuras, circulares ou ovais.

Em alguns casos as leveduras determinam lesão primária da lâmina, que se torna friável, opaca e pardacenta; as alterações são confundíveis com as da onicomicose tricofítica, sendo muito difícil a diferenciação clínica (BECHELLI et al, 1978)

4- O que causa/contribui para as onicomicoses?

Os fatores que contribuem para a instalação de onicomicoses podem ser divididos em :

Fatores predisponentes: sexo, perturbações circulatórias periféricas, resistência diminuida para as infecções.
Fatores de precipitação: traumatismos ( no trabalho, na manicure, etc. ), infecções ( piogênica - S. aureus; micótica - C. albicans ).
Fatores de manutenção: profissão ( imersão dos dedos, maceração ), clima (sensibilidade ao frio ), disfunção hormonal ( menopausa, obesidade, diabetes ). É comum em mulheres que se põem mais em contato com água (cozinheiras, lavadeiras, etc. ). Nos homens, tal infecção pode ocorrer particularmente nos lavadores de louças, manipuladores de frutas, jardineiros, operários de curtume, etc. ( ESTEVES et al )

5 - Quais são as alterações clínicas ?

As alterações clínicas vão de pequenas manchas esbranquiçadas ou amareladas (discromia), espessamento, fendilhação, descolagem que promove a separação da unha em duas lâminas e hiperceratose sub-unguial. Nas partes lesadas, observa-se perda de brilho, opacidade e, destruição da unha como se fosse roída (onicorrexis). (ESTEVES et al; BECHELLI et al,1978)

6 - Como podem ser diagnosticadas?

As onicomicoses diferenciam-se das oníquias secundárias ao eczema e processos periunguiais pois , nestes dois, as unhas apresentam estrias transversais (linhas de Beau) e não há destruição à partir da borda livre. Na candidíase unguial, a unha torna-se quebradiça, não se observa massa ceratósica sub-unguial. Em caso de dúvida, o diagnóstico é esclarecido pelo exame micológico. O simples encontro do fungo no material não significa que se trata de onicomicose. Quando o encontro for de dermatófito, a diagnose de onicomicose é segura. (BECHELLI et al, 1978)

7 - Quais os medicamentos utilizados para o tratamento e seus mecanismos de ação ?

Medicamentos tópicos:

As unhas comprometidas devem ser raspadas periodicamente, removendo-se o tecido por meio de lixamento ou de abrasão, aplicando-se, então, medicações fungicidas à base de iodo, ácido salicílico, ácido benzóico, timol, propionato de sódio, propionato de cálcio, ácido undecilênico ou undecilinato de sódio. (LACAZ et al, 1984)

Existem ainda os esmaltes medicinais contendo ciclopirox-olamina, também disponível na forma de solução tópica e creme, e os contendo amorolfina. Ambos são antifúngicos de amplo espectro de atividade e que continuam a ser usados algum tempo após a cura da infecção.

Medicamentos orais:

A griseofulvina constitui a droga de escolha no tratamento das micoses causadas por dermatófitos. A droga é fungistática e atua, na concentração de 1 a 3 g / ml, inibindo a síntese de DNA e a mitose celular. A forma com partículas microcristalinas e ultramicrodimensionadas de griseofulvina é melhor absorvida. A absorção é também aumentada com a ingestão de alimentos gordurosos, sendo aconselhável a administração da droga após as refeições .

As células completamente ceratinizadas são penetradas rapidamente, atingindo o máximo em 8 horas. A droga desaparece da camada córnea após 48 a 72 horas da ingestão . Recentemente foi demonstrada in vitro a existência de dermatófitos resistentes à griseofulvina. (MACHADO et al,1994)

Nos casos onde há resistência à griseofulvina, pode-se recorrer ao cetoconazol, o que não impede, todavia a ocorrência de recidivas. O cetoconazol age alterando a permeabilidade da membrana citoplasmática dos fungos sensíveis, que passam a perder cátions, proteínas e outros elementos vitais, ocorrendo por fim, o rompimento da membrana. Esta ação decorre de sua interferência na síntese de esteróis da membrana, inibindo a formação do ergosterol a partir do seu precursor, o lanosterol. (TAVARES, 1996)

8-Quais as possíveis interações com outros medicamentos ?

A griseofulvina pode interagir com outras drogas. Assim, os níveis sanguíneos reduzem-se com fenobarbital, sendo necessária maior dose do antibiótico durante o uso simultâneo das duas drogas. O efeito anticoagulante do dicumarol é diminuído, exigindo o monitoramento dos níveis de protombina, durante a administração conjunta. Tem sido observada a diminuição da tolerância ao álcool em pacientes usando griseofulvina. (MACHADO et al,1994)

Com a inibição das enzimas do citocromo P 450 do homem, necessárias à síntese dos hormônios esteróides das glândulas supra-renais e das gônadas, diminui-se a resposta androgênica adrenal e inibe a síntese de testosterona no homem, podendo causar ginecomastia. (TAVARES, 1996).

9 - Quais são os efeitos colaterais dos medicamentos ?

Em relaçào à griseofulvina, esta é relativamente bem tolerada. Pode ocorrer cefaléia transitória em cerca de metade dos pacientes, em geral no início do tratamento. Outros efeitos colaterais são náuseas, vômitos, diarréia e, mais raramente, reações alérgica. Porfiria, lupus eritematoso sistêmico, insuficiência hepática e gravidez são contra-indicações. (MACHADO et al, 1994)

O cetoconazol é habitualmente bem tolerado. Em alguns pacientes pode provocar náuseas, vômitos, desconforto abdominal, tonteiras, cefaléia, alopécia, diminuição da libido, erupção maculopapular e diarréia. (TAVARES, 1996).

10 - Em que dose tais medicamentos são administrados e durante quanto tempo deverão ser usados ?

Griseofulvina :
A dose diária total recomendada, para as unhas das mãos é de 750mg a 1,5g , durante quatro meses. Às vezes é necessário que o tratamento se prolongue por seis a oito meses. Já as unhas dos pés, requerem tratamento de seis a oito meses e estão mais sujeitas às recidivas. (MACHADO et al, 1994)

Cetoconazol:

A dose máxima de cetoconazol é de 400 mg/dia. Doses maiores são tóxicas e não demonstram maior eficácia. Nas onicomicoses, o tratamento deve ser mantido por 6 a 8 meses podendo chegar a 12 meses.
A absorção oral é alta em meio ácido, recomendando-se assim, sua ingestão junto com alimentação e com sucos cítricos.(TAVARES,1996)

11- Que medidas podem ser tomadas para prevenção ?

As bases da prevenção das micoses superficiais repousam no conhecimento de fatos epidemiológicos.

A prevalência da tinha unguial (micose de unha) pode ser diminuída por tratamento adequado da micose do pé -tinha podal. Esta, por sua vez, é mais frequente em clubes esportivos e comunidades industriais, onde a umidade e o suor favorecem a transmissão.

Recomenda-se assim : o uso de chinelos, enxugar cuidadosamente os pés e o emprego de pós fungicidas nos espaços interdigitais. (TALHARI, 1995, )

Em relação às unhas das mãos, estas devem ser cortadas e limpas periodicamente. As cutículas não devem ser retiradas pois, representam uma barreira de proteção à penetração de microorganismos. O uso de luvas seria uma solução no caso de profissões que exijam imersão das mãos em água ( lavadeiras, cozinheiras).

12- Quais os cuidados a serem observados durante a utilização dos medicamentos ?

Durante o tempo em que estiver fazendo uso de medicamento, o paciente deve tomar algumas precauções para que o tratamento seja eficaz.:

O médico deve ser avisado caso ocorra algum tipo de efeito colateral
Para o cetoconazol de uso oral a absorção é maior em meio ácido, recomendando-se assim, sua ingestão junto com alimentação ou com sucos cítricos
No caso da griseofulvina para uso oral a absorção é aumentada com a ingestão de alimentos gordurosos, sendo aconselhável a administração da droga após as refeições
É importante, se for tomar medicamento por um longo tempo, retornar ao médico para que ele possa acompanhar o progresso do tratamento
O medicamento deve ser tomado na dosagem e horário indicados pelo médico. Caso esquecer de tomar uma dose, esta não deve ser dobrada, pois isso faz com que a droga atinja níveis sanguíneos muito elevados
O medicamento não deve ser interrompido até que se observe a completa cura da infecção continuando-se o tratamento até 1-2 semanas depois;
É necessário observar o tempo de validade dos medicamentos
O local de armazenamento do medicamento deve ser considerado, podendo o medicamento sofrer alterações

13 -O que um farmacêutico deve fazer em relação a um paciente que chegue com esta doença em uma farmácia, com uma receita prescrita pelo médico.?

O papel do farmacêutico é facilitar a adesão ao tratamento, dispensando o medicamento, orientando e educando o paciente, em relação aos cuidados a serem observados , duração do tratamento e interações com outros medicamentos , assim como a prevenção das recidivas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BECHELLI, L. M.,CURBAN, G.V. Compêndio de dermatologia. 5. ed., Atheneu, 1978, Cap.17. Micoses superficiais. p. 249-250.
ESTEVES, J.A., BAPTISTA, A. P., RODRIGO, F. G. Dermatologia. Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, 1996 ,p.1035-1036.
FURTADO,T. A. Micoses superficiais. In: MACHADO, J., PINTO. Doenças infecciosas com manifestações dermatológicas. Editora Médica e Científica, 1994, p. 404-407.
LACAZ, C. S., PORTO, E., MARTINS,J.E.C.Micoses superficiais.In: LACAZ,C.S., PORTO, E.,MARTINS,J. E. C. Micologia médica: fungos,actinomicetos e algas de interesse médico. São Paulo: SARVIER, 1984.SAMPAIO, S.P.A.,CASTRO, R. M, RIVITTI, E. A. Dermatologia básica. 3. ed,. Artes Médicas,1987. p.336-337.
TALHARI, S., NEVES, R. G. Dermatologia tropical,Editora Médica e científica Ltda, 1995, p. 128.
TAVARES, W.. Outros quimioterápicos. In: TAVARES, W.. Manual de antibióticos e quimioterápicos antiinfecciosos.Rio de Janeiro: ATHENEU, 1996.

Fonte: www.geocities.com

Onicomicoses

As onicomicoses são infecções fúngicas freqüentes, responsáveis por 15 a 40% das doenças ungueais, na dependência do centro médico avaliado. Sua prevalência está em crescimento o que pode ser explicado por fatores como aumento da incidência de imunodeficiências e da idade da população, melhora da vigilância médica, e dos cuidados, tanto do médico quanto do paciente, em relação às unhas.

Entre certos grupos, como mineiros de carvão, pessoal das forças armadas, nadadores freqüentes, escolares, e desportistas, entre outros, a prevalência das infecções fúngicas dos pés, entre elas as onicomicoses, podem ser, na realidade, muito mais elevada do que o observado em alguns inquéritos epidemiológicos realizados até agora.

O uso de calçados fechados e/ou úmidos, a vida em comunidade, o andar descalço em banheiros públicos, e a freqüência de trauma, são fatores que influenciam essa elevada taxa de prevalência.

Essas afecções cosmopolitas são recalcitrantes e ainda consideradas incuráveis por alguns autores. Com freqüência vistas como um problema meramente estético, negligenciadas em sua importância, de tratamento prolongado e resultados, em geral, desapontadores, tanto para o médico quanto para o paciente, as onicomicoses precisam ter seu real significado estabelecido de uma maneira categórica, ou seja, estão associadas a desconforto físico e psicológico e podem de modo significativo interferir com o bem estar e a qualidade de vida do paciente.

As unhas têm várias funções, entre elas a de pegar e manipular objetos, proteger o tecido da ponta dos dedos, tanto das mãos quanto dos pés, além de poderem refletir doenças e condições graves cutâneas ou mesmos internas, através de suas alterações. Cobrem um quinto da superfície dos dedos e na unha do hálux chegam a cobrir 50%.

São compostas por queratina, uma proteína endurecida encontrada também na pele e nos cabelos e produzidas pelas células da matriz da unha. Essa proteína da lâmina ungueal, bem como a área que a rodeia, o tecido sub e periungueal, podem ser facilmente colonizadas por uma imensa gama de germes.

Há, por vezes, grande dificuldade para se chegar a diagnóstico de infecção fúngica das unhas, o que ocorre tanto em relação ao seu diagnóstico diferencial com outras onicopatias, quanto à etiologia da própria onicomicose, o que implicará em diferentes tratamentos.

As alterações ungueais das onicomicoses a serem observadas e que auxiliam nessa diferenciação das onicopatias são principalmente: onicólise, hiperceratose subungueal, alterações de coloração, como leuconíquia e melanoníquia, e distrofias, entre outras. Seu diagnóstico diferencial deve ser feito, em especial, com psoríase, líquen plano, lesões traumáticas, fotoonicólise, e paquioníquia congênita, problemas que podem produzir alterações subungueais muito semelhantes às infecções fúngicas.

A onicólise (Figura abaixo) se caracteriza por um descolamento da unha de seu leito na sua região distal e/ou lateral, dando um aspecto esbranquiçado e criando um espaço subungueal onde se acumulam germes, sujeira, queratina e outros detritos. Nesses casos é preciso ter certos cuidados como evitar traumatismo, detergentes e certos medicamentos, além de tentar erradicar os fungos e bactérias porventura presentes, e afastar a possibilidade de psoríase.

Onicomicoses
Onicólise por dermatófito

A hiperceratose subungueal (Figura abaixo), que pode ser congênita ou adquirida, ocorre por hiperplasia epitelial dos tecidos subungueais devido à doença cutânea exsudativa ou por doenças crônicas inflamatórias que envolvem a região, incluindo as infecções fúngicas.

Onicomicoses
Hiperceratose subungueal por dermatófito

As alterações de coloração das unhas podem ser de várias tonalidades, sendo as que mais aparecem na infecção por fungo são a leuconíquia e a melanoníquia.

A leuconíquia verdadeira pode ser completa ou parcial. Sua forma total familiar é muito rara e ocorre por crescimento muito acelerado das unhas.

As formas secundárias, chamadas por alguns autores de pseudoleuconíquia (Figura abaixo 1), causadas principalmente por fungo, traumatismo ou esmalte de unha, são bastante comuns.

Pode haver também uma ceratinização imperfeita da lâmina ungueal por pequeno dano à matriz da unha ou por uma micose, sendo que nesses casos observam-se pontos esbranquiçados na mesma. A melanoníquia (Figura abaixo 2) também pode ser parcial ou completa e se manifesta por pontos ou linhas escuras na unha.

Suas causas são medicamentos, nevo, melanoma, infecção por Candida entre outros fungos, e por bactérias como a Pseudomonas. Seu tratamento deve ser no sentido de eliminar a causa, ou seja, antifúngico para onicomicose, antibiótico para infecção por bactéria, evitar certas drogas, além de biopsiar e retirar a lesão, se a suspeita for de nevo e/ou melanoma.

Onicomicoses
Pseudoleuconíquia e onicólise por dermatófito

Onicomicoses
Melanoníquia por medicamento

As distrofias ungueais parciais vão desde unhas frágeis, quebradiças, com fendas longitudinais ou transversais, chegando até à alteração completa da lâmina ungueal.

As causas das alterações leves são várias, desde um simples processo relacionado à idade, exposição exagerada a detergentes, uso de esmaltes, removedores e outras substâncias que ressecam as unhas.

Nesses casos alguns cuidados, como evitar traumatismo, detergentes, acetona e produtos com polímeros de acrílico, e usar hidratantes nas unhas e produtos com fibras de nylon para endurecimento temporário, podem melhorar o aspecto das unhas. As formas graves com distrofia quase total (Figura abaixo 1) estão, em geral, associadas a outras doenças e/ou infecções.

O diagnóstico diferencial mais importante das onicomicoses deve ser feito com o psoríase (Figura abaixo 2) apresenta caracteristicamente pitting, descoloração da unha, onicólise e hiperceratose subungueal, chegando até à distrofia total em alguns casos.

As lesões ungueais de líquen plano (Figura abaixo 3) evidenciam-se por estrias longitudinais, pterigium ungueal, perda da unha e também hiperceratose subungueal. As lesões traumáticas, em geral, mostram leuconíquia, hemorragia e alteração da pigmentação. A fotoonicólise por drogas, entre elas a tetraciclina, provoca alteração da pigmentação e onicólise. Já os pacientes com paquioníquia congênita apresentam hiperceratose, elevação e pigmentação da lâmina.

Onicomicoses
Distrofia ungueal quase total por dermatófito

Onicomicoses
Psoríase ungueal

Onicomicoses
Líquen plano ungueal

As infecções fúngicas das unhas são causadas por três principais grupos de fungos. A maioria delas é, sem dúvida alguma, provocada por dermatófitos, em geral associada a envolvimento das áreas de pele adjacentes, mas fungos filamentosos não-dermatófito e leveduras também causam onicomicose.

Os fungos envolvidos em menor freqüência, como espécies de Scytalidium, podem ser influenciados pelo local geográfico, já que é mais encontrado nas infecções de pele e unha ocorre em países tropicais e subtropicais. É comum a associação de fungos ou a co-participação de bactérias numa mesma lesão ungueal, o que pode mudar completamente o aspecto da alteração.

A importância de se chegar ao agente causal em cada paciente, e mesmo de se descobrir os casos com multietiologia, é da maior importância para o tratamento, já que as drogas antifúngicas têm diferentes espectros de ação.

Para o diagnóstico etiológico é importante se classificar o quadro clínico da micose e se proceder ao exame micológico, direto e cultura, do raspado da lesão.

Em relação ao quadro clínico, as onicomicoses podem ser divididas de maneira didática em: distal e lateral (Figura abaixo 1), superficial branca (Figura abaixo 2), proximal (Figura abaixo 3), e distrófica total (Figura abaixo 4).

Onicomicoses
Onicomicose distal e lateral

Onicomicoses
Onicomicose superficial branca

Onicomicoses
Onicomicose proximal em HIV +

Onicomicoses
Onicomicose distrófica total

Para que o exame micológico tenha um maior índice de positividade, que chega a 62%, somente em laboratórios de excelência como o do St. John's Institute of Dermatology, em Londres, é preciso que, de início, se classifique a onicomicose clinicamente.

Isto é feito, entre outras razões, para que se possa perceber onde é o limite entre a área sadia e a afetada da unha e é neste ponto que se deve proceder à raspagem do material a ser examinado. Para isto é também de suma importância utilizar um instrumento adequado e não se raspar onde há infecção bacteriana.

A alta freqüência de negatividade é devida à dificuldade na obtenção de material, bem como em classificar corretamente o fungo, incluindo sua diferenciação em contaminante ou patogênico. São sempre considerados fungos patogênicos os dermatófitos isolados em cultura, enquanto as leveduras e fungos filamentosos não-dermatófitos (hialinos ou demácios) só são considerados patogênicos após várias culturas positivas com material colhido em ocasiões diferentes. A etiologia é variável dependendo de acometer as unhas das mãos ou dos pés.

A freqüência de leveduras e fungos filamentosos (dermatófitos ou não) é semelhante nos pés, enquanto nas mãos encontram-se mais leveduras.

Os autores diferem quanto à incidência de isolamento dos vários tipos de fungos nas onicomicoses. Roberto Arenas, no México, em estudo realizado de 1977 a 1987, encontrou 54% das onicomicoses avaliadas sendo causada por dermatófito, 45% por leveduras, e apenas 1% de fungos filamentosos não dermatófito.

A chamada tinea da unha é a onicomicose causada exclusivamente por dermatófito. É eminentemente crônica, manifestando-se por descolamento da unha, hiperceratose subungueal, chegando até a destruição parcial ou total da unha.

Esses fungos caracterizam-se por apresentar duas fases evolutivas, a assexuada, na qual pode ser parasita, e a sexuada, quando é saprófita do meio ambiente. Na fase parasitária, os gêneros são denominados de Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton. As espécies mais freqüentemente encontradas como causadoras de tinea da unha são o T. rubrum (Figura abaixo 1) e o T. mentagrophytes (Figura abaixo 2).

Onicomicoses
Cultura de T. rubrum - meio agar Sabouraud

Onicomicoses
Microscopia da cultura de T. mentagrophytes meio agar Sabouraud

A candidíase ungueal e periungueal dão um aspecto um pouco diverso da infecção por dermatófito; provocam o descolamento e deformação da unha, além de lesão eritematoedematosa periungueal, denominada de paroníquia (Figura abaixo).

Os fungos filamentosos não dermatófitos causam alterações ungueais na maior parte das vezes indistinguíveis dos outros dois grupos (Figura abaixo 1).

Onicomicoses
Paroníquia e melanoníquia por infecção por Candida e Pseudomonas

Onicomicoses
Onicomicose por Scytalidium

O diagnóstico das onicomicoses é feito pelo exame direto do raspado das lesões, quando são observados artrósporos e hifas septadas (Figura abaixo) nas infecções por dermatófitos.

Esses fungos crescem na cultura em meio de Sabouraud, e cada espécie tem características próprias. Para diagnosticar a infecção ungueal causada pelo gênero Candida é preciso evidenciar, no exame direto do material das lesões, o pseudomicélio e os blastosporos (Figura abaixo 1) característicos desses fungos, além de seu crescimento também na cultura em meio de Sabouraud (Figura abaixo 2).

Onicomicoses
Artrósporos e hifas septadas de dermatófito - exame direto

Onicomicoses
Pseudohifas e blastosporos de Candida sp - exame direto

Onicomicoses
Microscopia da cultura de Candida albicans - meio corn meal

A morfologia da colônia de fungos, particularmente do dermatófito, pode mostrar uma grande variação em cor e textura em meios diferentes, ou mesmo quando se usa o mesmo meio, porém de diferentes fontes comerciais.

É então aconselhável que o laboratório mantenha condições ambientais constantes e haja familiarização dos técnicos com as características apresentadas pelos fungos e o meio selecionado. Isto é necessário para que se possa avaliar a morfologia característica de cada espécie de fungo.

A incubação das culturas a 26 a 28oC deve ser mantida por duas a três semanas. A maioria dos patógenos é identificada neste período, mas ocasionalmente é necessária uma extensão do tempo de incubação para a recuperação de um dermatófito a partir de material de unha. Também pode ser necessária uma micro-cultura para fungos que possam estar sendo inibidos por outros micro-organismos ou por antifúngicos presentes na unha.

Os fungos não-dermatófitos, como espécies de Scytalidium, Scopulariopsís, Aspergillus, e Acremonium, são susceptíveis a cicloheximide em graus variados, o que pode ajudar no seu diagnóstico. A maioria desses fungos cresce mais rápido na cultura do que os dermatófitos e isso acontece também nos casos de infecções com multietiologia. Várias culturas (com e sem cicloheximide) são, portanto, essenciais quando da suspeita de fungos múltiplos.

Há autores que defendem a biópsia de unha sempre que há dificuldade em se diagnosticar um fungo, em especial quando a suspeita recai sobre um fungo saprófita, mas nem sempre isto é possível na prática clínica.

Em comparação com as drogas anti-fúngicas utilizadas antes da década de noventa (griseofulvina e cetoconazol), a evolução terapêutica dos últimos anos, com o surgimento de drogas para uso tópico, oral e/ou parenteral, como a amorolfina, ciclopirox, itraconazol, terbinafina, fluconazol, entre outras, tem permitido índices muito maiores de cura, menor tempo de tratamento e maior segurança para os pacientes. São todos medicamentos que devem ser prescritos e ter seu uso acompanhado por dermatologista, já que todos têm potencial de provocar efeitos adversos e interações medicamentosas mais ou menos graves.

Além disso, para se conseguir a cura dessas afecções, é imprescindível corrigir os fatores predisponentes e\ou agravantes que porventura existam, como o excesso de umidade local, além de tratar doenças subjacentes, como o diabetes mellitus e problemas circulatórios nos membros inferiores.

Fonte: www.dermato.med.br

Onicomicoses

As onicomicoses são infecções das unhas causadas por microorganismos vulgarmente denominados por fungos.

Onicomicoses

Os fungos desenvolvem-se facilmente neste habitat, alimentando-se de queratina (substância responsável pela rigidez das unhas).

As onicomicoses, além de incómodas e de aspecto desagradável, podem tornar-se muito dolorosas.

Estima-se que esta doença atinja mais de 20 por cento da população europeia e mais de um milhão e meio de portugueses.

A unha do dedo grande do pé é, habitualmente, a primeira a ser afetada. No entanto, todas as unhas dos pés e das mãos podem ser afetadas.

A unha afetada normalmente fica com uma cor amarela escura/acastanhada ou tem manchas brancas, torna-se fraca, quebradiça e tende a separar-se da base. A unha afetada pode também ter um odor estranho. A onicomicose limita as normais atividades das pessoas pois torna doloroso o uso de sapatos, condiciona o andar, para além de ser extremamente desconfortável, inconveniente e embaraçosa.

Como surge?

As infecções das unhas causadas por fungos, ou seja, as onicomicoses resultam do crescimento desses microrganismos na pele debaixo da unha.

Todas as pessoas podem contrair onicomicoses, contudo há pessoas com maior tendência para sofrer da infecção:

Quem usa piscinas e/ou balneários públicos
Os praticantes de desporto e as pessoas mais idosas
Os que têm pé-de-atleta
Profissionais de limpeza e jardinagem
Quem tem problemas como a diabetes, obesidade, podológicos, doenças cardiovasculares e imunodeficiências, etc

As onicomicoses normalmente surgem por exposição direta aos microorganismos. Usualmente as unhas entram em contato direto com o fungo ou são invadidas por contágio pela infecção (pé-de-atleta).

Primeiros sinais de onicomicose

Todas as alterações das unhas devem ser vistas pelo médico.

Os primeiros sinais da doença correspondem à modificação da cor da unha (amarelada ou esbranquiçada), ao seu espessamento, com aparecimento de depósito (tipo farinha) por baixo da unha, com engrossamento progressivo e alteração da forma.

Que consequências?

As onicomicoses não são apenas uma questão estética, mas um problema de saúde pública podendo afetar seriamente a qualidade de vida dos doentes.

Aliás, podem causar graves complicações se não tratadas a tempo, nomeadamente:

Dor e desconforto ao andar e calçar os sapatos
Reaparecimento de micoses na pele do pé (como o pé-de-atleta), após já terem sido tratadas
Aparecimento de infecções bacterianas
Agravamento do pé diabético
Redução das defesas do individuo para infecções por fungos
Contágio de outras pessoas

Existem ainda os efeitos psicológicos da doença

Causa embaraço e vergonha
Provoca medo de contágio a outras pessoas;
Pode ser responsável por vários problemas profissionais.

Como tratar?

Atualmente dispomos em Portugal de tratamentos práticos, seguros e eficazes.

De acordo com a gravidade de cada situação, o médico poderá recomendar diferentes tipos de tratamento, nomeadamente:

Tratamento tópico: antifúngicos em verniz. Após a aplicação na superfície da unha, penetram, destruindo diretamente o fungo;
Tratamento oral:
antifúngicos em comprimidos ou cápsulas;
Tratamento com associação de antifúngicos orais e tópicos.

Numa fase inicial a utilização adequada de alguns vernizes antifúngicos poderá ser eficaz em cerca de 75% das onicomicoses.

Numa fase mais avançada, em que há envolvimento da raiz ou de mais de 50% da unha, para além da utilização destes vernizes, há necessidade de tratamento combinado com comprimidos ou cápsulas antifúngicas.

O tempo de medicação oral, na maioria dos casos, varia entre 2 a 3 meses para as mãos e 3 a 4 meses para os pés, mas a medicação local é necessária até a unha ficar completamente bem, o que poderá durar, em média, 6 meses nas mãos e 12 meses nos pés.

A interrupção do tratamento favorece a persistência do fungo, ou a sua recaída, por vezes, com desenvolvimento de resistências.

O papel do médico

Em Portugal, os dermatologistas e os clínicos gerais estão atentos às evoluções nesta área. O acompanhamento de pessoas com onicomicose garante a utilização dos tratamentos mais eficazes, contribuindo desta forma para a melhoria substancial da qualidade de vida destes doentes.

Em particular, o papel do dermatologista é crucial neste domínio, já que ele tem conhecimentos e treino adequados que lhe permitem diagnosticar outras doenças das unhas que de outra forma seriam diagnosticadas erradamente como onicomicoses e formação para empreender uma estratégia terapêutica de nível individual e coletivo, essencial para dominar um problema crescente de saúde pública.

Por esse motivo, o aconselhamento médico é sempre a melhor opção para todos.

Fonte: www.medicosdeportugal.iol.pt

Onicomicoses

Micoses das unhas

As onicomicoses (micoses das unhas) têm vindo a aumentar a sua incidência em todo o mundo. Porém, com o aparecimento dos novos fármacos antifúngicos surgiu a possibilidade de se obterem curas para esta situação que, anteriormente, era bastante difícil de abordar com sucesso.

O que é

A onicomicose consiste na invasão do aparelho ungueal ("unhas") por fungos.

A incidência real é desconhecida mas trata-se, sem dúvida, de uma afecção bastante comum. A prevalência de onicomicose na população mundial estima-se entre os 2 e os 20 % e, para alguns autores, representam cerca de 50 % de todas as doenças das unhas.

As onicomicoses estão frequentemente associadas a dermatomicose. As unhas dos pés são mais frequentemente afetadas que as unhas das mãos, são muito raras em crianças, nas mulheres aumentam com o avanço da idade, enquanto que nos homens são mais frequentes nos adultos jovens ou de meia idade.

Quais as causas

As onicomicoses dos dedos das mãos são quase sempre provocadas por dermatófitos - fungos da pele e faneras (pêlos e unhas) . Nos pés a situação ecológica particular determinada pelas meias e calçado e contacto com solos e soalhos diversos, levam a que sejam mais variadas as fontes de infecção podendo surgir outros fungos e bactérias.

Há indivíduos com resistência acrescida à infecção fúngica e que, por motivos desconhecidos, não se contagiam com cônjuges afetados e outras pessoas mais predispostas.

Por outro lado, existem condições sistémicas que predispõem à ocorrência de onicomicoses: imunodeficiências, diabetes, psoríase, etc.

Quais os sintomas

Quando uma micose se instala nas unhas, estas podem sofrer um espessamento, alterar a sua forma e aparência, mudar a sua coloração e, algumas vezes tornarem-se mais frágeis e quebradiças e, em outros casos, ficar endurecidas. Em alguns casos, a unha pode descolar-se da pele do dedo.

Noutros casos, as onicomicoses não apresentam sintomas, mas podem ser a porta de entrada para outras infecções, como a erisipela (que é uma infecção bacteriana da pele).

Como se diagnostica

O diagnóstico assenta na observação clínica das lesões ungueais que são características.

O diagnóstico é, depois, confirmado por exame micológico (do fungo) direto e cultural.

No exame direto, utilizam-se substâncias que permitem identificar a presença do agente causador da infecção.

O exame cultural faz-se em meios de cultura especiais que visam igualmente demonstrar a presença do fungo nas lesões.

É fundamental para o sucesso destes exames que a colheita seja feita em áreas do aparelho ungueal com atividade fúngica, no bordo invasivo da lesão.

O exame histopatológico da biópsia demonstra se o fungo é realmente invasivo ou apenas comensal. É útil no diagnóstico diferencial com outras dermatopatias (doenças da pele).

Como se desenvolve

Uma onicomicose não diagnosticada e não tratada constitui uma porta de entrada para múltiplos microorganismos que, uma vez em circulação, podem determinar infecções graves. É por isso imprescindível que a onicomicose seja detectada precocemente e tratada prontamente.

Formas de tratamento

A onicomicose pode ser curada desde que sejam utilizados os medicamentos e recursos adequados ao seu tratamento.

Deve-se recorrer a um dermatologista, pois este é o médico especializado neste tipo de infecção.

Em geral, o tratamento da onicomicose tem duração relativamente longa, ou seja, dura várias semanas ou meses. Atualmente, os medicamentos e recursos modernos encurtaram o período de tratamento, que antigamente era muito mais longo.

Além disso, é necessário manter boas condições de limpeza das unhas, evitar o uso de meias que criem ou mantenham o "ambiente" húmido (meias de fio sintético), evitar calçado ou outros fatores que causem ferimentos nos pés, manter ambientes como lavatórios, banheiras, piscinas, vestiários, etc. limpos e, na medida do possível, secos; usar somente instrumentos limpos e esterilizados na manicure.

Um ponto importante no tratamento é seguir correta e rigorosamente a prescrição médica, pois se todos os fungos não forem eliminados a micose pode recidivar.

Após o tratamento, com eliminação do fungo, a unha continua o seu processo natural de crescimento, dando lugar a uma unha saudável e de boa aparência.

Formas de prevenção

A transmissão direta entre os portadores de onicomicose não é comum. Entretanto, um indivíduo com a doença constitui uma fonte de infecção, pois os fungos que estão nas suas unhas, em grande quantidade, podem passar para o ambiente, como por exemplo numa casa de banho, numa manicure ou em vestiários, e facilitar a infecção de outras pessoas.

Os fungos presentes nas unhas podem também infectar outras partes do corpo, como os pés e a região entre os dedos dos pés, causando micoses como "frieiras" ou "pé de atleta". Outras regiões do corpo podem também ser infectadas dando origem a outras micoses.

Os hábitos de higiene rigorosos são a melhor forma de prevenir a onicomicose.

Outras designações: "Micose das unhas"

Quando consultar o médico especialista

Deve consultar o seu médico assistente se desenvolver os sintomas da doença.

Pessoas mais predispostas

Existem grupos populacionais predispostos para as onicomicoses e fatores associados a uma resposta fraca à terapêutica antifúngica que, compreendem: fatores genéticos; ambientais (as infecções fúngicas são raras nas pessoas que andam habitualmente com os pés descalços); condições sistémicas sobretudo ligadas à imunodeficiência, diabetes, psoríase; características locais das unhas (por exemplo, trauma) e, fatores mistos que vão desde o diagnóstico incorreto ao não cumprimento pelos doentes do tratamento prescrito.

Fonte: www.gapip.com.br

Onicomicoses

A onicomicose é uma infecção que atinge as unhas, causada por fungos.

As fontes de infecção podem ser o solo, animais, outras pessoas ou alicates e tesouras contaminados. As unhas mais comumente afetadas são as dos pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado dentro dos sapatos, favorece o seu crescimento. Além disso, a queratina, substância que forma as unhas, é o "alimento" dos fungos.

Sintomas

Existem várias formas de manifestação das onicomicoses.

Veja abaixo alguns dos tipos mais frequentes:

Descolamento da borda livre: a unha descola do seu leito, geralmente iniciando pelos cantos e fica ôca. Pode haver acúmulo de material sob a unha. É a forma mais frequente
Espessamento: as unhas aumentam de espessura, ficando endurecidas e grossas. Esta forma, pode se acompanhar de dor e levar ao aspecto de "unha em telha" ou "unha de gavião".
Leuconíquia: manchas brancas na superfície da unha.
Destruição e deformidades: a unha fica frágil, quebradiça e se quebra nas porções anteriores, ficando deformada
Paroníquia ("unheiro"): o contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada e com alterações da superfície.

Como evitar

Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses.

Previna-se seguindo as dicas abaixo:

Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas).
Observe a pele e o pêlo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pêlo procure o veterinário.
Evite mexer com a terra sem usar luvas.
Use somente o seu material de manicure ou escolha locais em que as profissionais esterilizem rigorosamente os instrumentos.
Evite usar calçados fechados o máximo possível. Opte pelos mais largos e ventilados.
Evite meias de tecido sintético, prefira as de algodão.

Tratamento

Os medicamentos utilizados para o tratamento podem ser de uso local, sob a forma de cremes, soluções ou esmaltes. Casos mais avançados podem necessitar tratamento via oral, sob a forma de comprimidos. Os sinais de melhora demoram a aparecer, pois dependem do crescimento da unha, que é muito lento. As unhas dos pés podem levar cerca de 12 meses para se renovar totalmente e o tratamento deve ser mantido durante todo este tempo. A persistência é fundamental para o sucesso do tratamento.

O tipo de tratamento vai depender da extensão da micose e deve ser determinado por um médico dermatologista. Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da sua micose, dificultando o tratamento.

É importante ressaltar que a associação do tratamento médico com uma podóloga experiente torna o tratamento muito mais rápido e efetivo devido o lixamento da unha comprometida, aplicação de medicamentos tópicos auxiliares e a prevenção do encravamento da unha nova que esta crescendo. Este complemento e feito em cabine de atendimento na própria clinica, evitando que o paciente manipule sua unha em casa.

Domingos Jordão Neto

Fonte: www.guiadamooca.com.br

Onicomicoses

Onicomicoses - Formas Clínicas

Onicomicoses
Unha normal

Onicomicose é uma doença da unha causada por fungos. Esses fungos podem ser filamentosos chamados dermatófitos, fungos filamentosos não dermatófitos (FFND) e leveduras como espécies de Candida.

ONICOMICOSES CAUSADAS POR DERMATÓFITOS

Existem quatro tipos de onicomicoses causadas por dermatófitos:

1. Onicomicose subungueal distal / lateral
2.
Onicomicose subungueal próximal
3.
Onicomicose superficial branca
4.
Onicomicose distrófica total

Onicomicose Subungueal Distal/Lateral

Onicomicoses

A mais freqüente
Mais comum em unhas dos pés
Descolamento da borda livre da unha:
a unha descola do seu leito, geralmente iniciando pelos cantos e fica ôca (onicólise). Pode haver acúmulo de material sob a unha.
Espessamento:
as unhas aumentam de espessura, ficando endurecidas e grossas. Esta forma pode ser acompanhada de dor e levar ao aspecto de "unha em telha" ou "unha de gavião".
Características:
unha opaca, esbranquiçada, espessa.
Coleta:
deve ser subungueal eliminando-se a amostra mais externa (Figuras A, B, C).

Onicomicose Subungueal Proximal

Onicomicoses

Esta forma é mais rara: geralmente em aidéticos;
Inicia-se pela extremidade proximal:
observa-se manchas brancas ou amareladas ao nível da lúnula comprometendo toda a unha.
Adquire depois características da forma subungueal distal.
Coleta:
deve ser transungueal – técnica da janela (Figura A) ou raspando superficialmente a lâmina ungueal (Figura B e C).

Onicomicose Superficial Branca

Onicomicoses

Mais comum nas unhas dos pés
Manchas brancas na superfície da unha (Leuconíquia)
Com a evolução as manchas ficam amareladas e pode destruir toda a unha
Coleta -
raspagem na superfície da lâmina ungueal (Figuras A, B, C).

Onicomicose Distrófica Total

Onicomicoses

Pode ser a forma evolutiva de todas as formas anteriores
Destruição e deformidades:
a unha fica frágil, quebradiça e quebra-se nas porções anteriores ficando deformada ou restando alguns restos de queratina aderida ao leito ungueal.
Coleta -
raspagem dos restos de unha (Figuras A, B, C).

ONICOMICOSES CAUSADAS POR CANDIDA

Existem dois tipos de onicomicoses causadas por Candida:

1. Paroníquia
2.
Oníquia

Paroníquia

Unheiro: A região peri-ungueal fica inflamada, dolorida, inchada, avermelhada e pode se apresentar com coleção purulenta na base da unha.
Ocorre em pessoas que vivem com as mãos na água:
lavadeiras, jardineiros, cozinheiras, etc.
É mais comum em unhas das mãos
Com a evolução leva ao quadro de oníquia.
Coleta –
Se houver inflamação, coleta-se o pus com auxílio de uma pipeta ou swab (Figura A).

Oníquia

Consequência da paroníquia: altera a formação da unha, que cresce ondulada e com alterações na superfície;
É mais comum em unhas das mãos;
Características:
modificação da coloração da unha para um castanho-amarelado, marrom ou amarelo-esvedeado; ocorre opacificação e destruição total das unhas.
Coleta –
onde existe uma destruição da lâmina ungueal coleta-se das áreas escurecidas e restos de unhas (Figura B).

Onicomicoses

Rossana Sette de Melo Rêgo

Fonte: www.micologia.com.br

Onicomicoses

As onicomicoses ocorrem geralmente nas unhas que apresentam alterações estruturais devidas a traumatismos, por produtos químicos ou nas patologias de unhas às doenças sistêmicas ou cutâneas que alteram suas características morfológicas (psoríase, líquen plano, vasculopatias periféricas, etc.)

A incidência maior é nas unhas dos pés, principalmente na do halux (dedo maior), sendo menos freqüente nas unhas das mãos. E evidente que os trabalhadores de atividade manual com água e substâncias químicas têm maior propensão.

Às vezes, torna-se difícil distinguir clinicamente qual o tipo de fungo causador da onicomicose. Entretanto, o diagnóstico final deve ser sempre laboratorial, pois, todo tratamento de uma onicomicose é prolongado, custoso e, por vezes, agressivo.

As onicomicoses podem se iniciar na borda livre ou nas laterais da unha, inicialmente com perda de brilho, mudança da coloração para branco leitoso com halo marrom e posteriormente com espessamento e/ou destruição progressiva da lâmina, podendo ocorrer sua completa destruição. A matriz ungueal nunca é atingida.

E também podem começar por deslocamento ungueal traumático e posteriormente, instala-se o fungo.

Pode ocorrer doar, calor e rubor da área periungueal afetada e nas formas crônicas, provocar distrofia na unha afetada.

Tratamento

Nas onicomicoses, em fases iniciais, com comprometimento das porções distais (ponta da unha), o simples corte da área afetada e a aplicação de antifúngico tópico, apresentam resultados favoráveis num grande número de pacientes.

Nos outros tipos de onicomicose é feito tratamento sistêmico, com antifúngico oral e antifúngicos tópicos, dependendo da gravidade do caso.

A exérese da unha, seguida de administração via oral de antifúngico, também poderá ser feita, para diminuir o tempo de tratamento.

Finalmente, tem-se obtido bons resultados com aplicação de antifúngico tópico em esmalte de fácil manuseio é bem tolerado.

Fonte: derizefernandes.med.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal