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Osteoporose

O QUE É?

A Osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Ocorre quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas.

Faz parte do processo normal de envelhecimento e é mais comum em mulheres que em homens

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames.

Osteoporose

Coluna (1): Pessoas idosas podem fraturar as vértebras da coluna com freqüência. A chamada ''corcunda de viúva'' é uma deformação comum e pode até levar à diminuição de tamanho do doente
Pulso (2):
Por ser um ponto de apoio, é uma área na qual as fraturas acontecem normalmente. Os ossos sensíveis têm pouca estrutura para sustentar o peso do corpo quando cai
Quadril (3):
Outro ponto fraco entre os que têm a doença. As fraturas de bacia são difíceis de cicatrizar e podem levar à invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% dos que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos
Fêmur (4):
Também muito comum entre os que desenvolvem a doença. É freqüente tanto em homens quanto em mulheres, principalmente depois dos 65 anos. A recuperação costuma ser lenta.

A MASSA ÓSSEA

O aparecimento da osteoporose está ligado aos níveis hormonais do organismo. O estrógeno — hormônio feminino, também presente nos homens, mas em menor quantidade — ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea.

As mulheres

São as mais atingidas pela doença. Na menopausa, os níveis de estrógeno caem bruscamente. Com isso, os ossos passam a incorporar menos cálcio (fundamental na formação do osso), tornando-se mais frágeis. Para cada quatro mulheres, um homem desenvolve o mal.

SINTOMAS

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames sangüíneos e de massa óssea, é percebida apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas.

A osteoporose pode, também, provocar deformidades e reduzir a estatura do doente.

QUEM TEM MAIS RISCO DE DESENVOLVER A DOENÇA?

Mulheres
Pessoas de raça branca
Fumantes
Os que consomem álcool ou café em excesso
Diabéticos
Os que se exercitam e excesso

OSSO NORMAL

Osteoporose
Osso Normal

Embora pareçam estruturas inativas, os ossos se modificam ao longo da vida. O organismo está constantemente fazendo e desfazendo ossos.

Esse processo depende de vários fatores como: genética, boa nutrição, manutenção de bons níveis de hormônios e prática regular de exercícios.

As células ósseas

Osteoporose
Células ósseas

Os osteócitos são células responsáveis pela formação do colágeno, que dá sustentação ao osso. Os canais que interligam os osteócitos permitem que o cálcio, essencial para a formação óssea, saia do sangue e ajude a formar o osso.

O OSSO COM OSTEOPOROSE

Osteoporose
Osso com Osteoporose

A densidade mineral (de cálcio) é reduzida de 65% para 35% quando a doença se instala. O canal medular central do osso torna-se mais largo. Com a progressão da osteoporose, os ossos podem ficar esburacados e quebradiços.

As células ósseas doentes

Osteoporose
Células ósseas doentes

Com a osteoporose, o colágeno e os depósitos minerais são desfeitos muito rapidamente e a formação do osso torna-se mais lenta. Com menos colágeno, surgem espaços vazios que enfraquecem o osso.

PREVENÇÃO

Fazer exercícios físicos regularmente. Atividades esportivas aeróbicas são as mais recomendadas
Dieta com alimentos ricos em cálcio — como leite e derivados; verduras, como brócolis e repolho, camarão, salmão e ostra
A reposição hormonal do estrógeno em mulheres na menopausa consegue evitar a osteoporose

TRATAMENTO

Reposição hormonal Importante tanto durante a prevenção quanto durante o tratamento. O estrógeno reduz o risco de fraturas em mulheres com osteoporose
Administração de cálcio Para quem já tem a doença, o cálcio pode ser dado em dosagens de 1 mil a 1,5 mil miligramas por dia, com recomendação médica
Calcitina É um hormônio que tem a função de evitar que o cálcio saia dos ossos.Evita-se assim o processo de corrosão que a doença provoca no osso

Fonte: www.santalucia.com.br

Osteoporose

O QUE É?

A Osteoporose é uma doença que atinge os ossos, diminuindo a quantidade de massa óssea.

Com isso, os ossos vão se tornando mais fracos, quebrando-se facilmente. Nossos ossos, embora pareçam estruturas bem duras e inativas, são formados de substâncias que se modificam ao longo de nossas vidas. As células ósseas estão constantemente sendo substituidas, aproveitando-se as células velhas para se formar um novo tecido ósseo.

Esse processo depende de vários fatores como genética, boa nutrição, manutenção de bons niveis de hormônios e prática regular de exercícios.

Quando terminamos nossa época de adolescência, nossos ossos param de se formar, atingindo o máximo de densidade óssea por volta dos 30 a 40 anos de idade, tanto para homens como para mulheres. É nessa época então que o nosso corpo passa a ir perdendo a massa óssea, sendo que para mulheres após a menopausa, este processo é mais acelerado.

Homens e pessoas da raça negra têm menos chance de serem acometidos pela doença. As mulheres, principalmente as de origem européia, são as mais susceptíveis.

Estudos têm demonstrado que existe uma tendência familiar para se ter a doença, ou seja, se sua mãe tem osteoporose, a sua chance de ter também é muito grande.

CAUSA

Descobriu-se recentemente um gene que causa cerca de 30% dos casos de osteoporose.

Esse gene faz com que os ossos se tornem muito finos, em geral 18 anos após o início da menopausa, cerca de 10 anos antes da época esperada. Ainda não existe nenhum teste disponível para se detectar esse gene, mas pelo menos pode-se saber as pessoas que têm a tendencia de adquirir a doença.

Para que o osso se torne mais compacto, é necessário ingerir aproximadamente 1000mg de cálcio por dia. O que acontece é que quando não ingerimos a quantidade de cálcio suficiente para manter outras funções do nosso corpo em que ele é necessario, nosso organismo começa a tirar o cálcio dos nossos próprios ossos.

Dessa maneira, os ossos passam a ficar mais "fracos". Outro fator importante para o aparecimento da osteoporose é o nível de hormônios em nosso corpo. O estrogênio, que é um hormônio feminino, ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de cálcio nos ossos. Quando a mulher entra em menopausa, os níveis desse hormônio caem abruptamente.

Com isso, os ossos passam a incorporar menos cálcio, tornando-se mais sensíveis a fraturas. Outras situações também podem levar à diminuição de estrogênio no nosso corpo, como é o caso das doenças do ovário ou a retirada cirúrgica do mesmo. Esse processo de perda óssea continua de 3 a 7 anos após a menopausa.

A osteoporose pode acometer a mulher dentro de 15 anos após a menopausa, sendo que a fratura de vértebras é o sintoma mais comum. Mas a osteoporose também pode atingir homens. É a osteoporose senil, que ocorre por volta dos 75 anos de idade, causando fraturas do quadril ou mesmo fraturas das vértebras.

SINTOMAS

Como já citei anteriormente, as fraturas são os sinais mais frequentes. Nas mulheres, é muito comum a fratura das vértebras da região lombar, provocando uma dor aguda nas costas, que pode durar meses ou pode ocorrer gradualmente, sem muita dor. Outro sinal importante é a fratura da cabeça do fêmur, comum tanto em homens ou mulheres, em geral acima de 65 anos de idade. Além da dor que pode resultar dessas fraturas, podem acontecer deformidades, inclusive uma diminuição da altura da pessoa, por perda da massa ossea.

DIAGNÓSTICO

Através de raio-X da coluna, pode-se notar que as vértebras estão menos densas do que normalmente, além do aparecimento das deformidades ósseas ou compressões, se estiverem presentes. Também existe um teste conhecido como DEXA, que mede a densidade do osso através de partículas marcadas dirigidas para as áreas mais críticas. Outra maneira de se medir a densidade óssea é através da tomografia computadorizada.

PREVENÇÃO

Na verdade, é muito mais fácil previnir a osteoporose do que tratá-la. Como se sabe, os níveis de estrogênio caem acentuadamente após a menopausa, aumentando o risco da mulher ter osteoporose. Outro fator de grande importância na prevenção da osteoporose e a administração de cálcio. Da mesma forma, se a pessoa já tem a doença, o cálcio deve ser dado na quantidade de 1000 a 1500 mg por dia.

Muitos estudos têm mostrado que aumentando-se a quantidade de exercícios físicos pode-se diminuir a chance de ter osteoporose.

Pode ser qualquer tipo de exercício: andar de bicicleta, correr, andar, dançar ou qualquer outro. Como não poderia deixar de ser, a dieta tem um papel bastante importante na prevenção da doença. Procure ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite e seus derivados, verduras como brócoli e repolho, camarões, salmão, mexilhões e ostras.

Fonte: members.aol.com

Osteoporose

A osteoporose é uma doença do esqueleto, na qual a remodelação excessiva do osso conduz a uma alteração estrutural e a uma porosidade excessiva dos ossos.

Os ossos tornam-se frágeis e sofrem fraturas com maior facilidade.

A osteoporose pode evoluir de forma indolor, até que a fratura óssea ocorre. Estas fraturas ocorrem tipicamente na anca, coluna vertebral e punho.

Causas

A osteoporose decorre de um desequilíbrio entre as células que produzem a substância óssea e as células que destroem a substância óssea, ou seja, as células que se encontram envolvidas no ciclo normal de formação e reabsorção óssea.

A perda de substância óssea torna-se tão acentuada que mesmo as atividades quotidianas que implicam um esforço mínimo sobre os ossos podem provocar a sua fratura.

Como se desenvolve este desequilíbrio?

Redução dos níveis de estrogénio após a menopausa.
Estilo de vida e nutrição:
tabagismo, consumo excessivo de álcool, falta de exercício, peso corporal reduzido, ingestão inadequada de cálcio.
Doenças e fármacos utilizados no seu tratamento:
quimioterapia, tratamento das doenças da tiróide, terapêutica crónica com corticosteróides, diabetes, doenças renais crónicas
Fatores genéticos

Serão os genes responsáveis pela osteoporose?

Estão em curso estudos de investigação genética para tentar identificar os fatores de risco genéticos associados à osteoporose. Qualquer dos genes envolvidos na formação ou metabolismo ósseo será um candidato óbvio; qualquer eventual variação destes genes poderá resultar num aumento do risco de desenvolvimento de osteoporose.

Os genes COL 1A1 e COL 1A2, localizados no cromossoma 17, desempenham um papel na formação do colagénio, que é um constituinte importante do osso.

A Vitamina D desempenha um papel importante na formação óssea. O funcionamento deficiente do receptor para esta vitamina produz uma redução da densidade óssea numa idade precoce.

Diagnóstico da osteoporose

O diagnóstico da osteoporose é relativamente fácil, com base na:

História clínica
Investigações básicas, incluindo radiografias

Densidade de massa óssea:

Tomografia computorizada quantitativa - TCQ
Exame ultrassonográfico quantitativo - USQ
Absorciometria de raios-X de dupla energia - DEXA

Os marcadores bioquímicos de remodelação óssea (soro e urina) (formação óssea e reabsorção óssea) são úteis em investigação e na monitorização da terapêutica.

Prevenção da osteoporose

Existem várias medidas que poderão ajudar a evitar, ou pelo menos retardar, a perda progressiva de massa óssea que ocorre com o aumento da idade. Para além do exercício físico e de uma dieta adequada, estas medidas incluem a profilaxia, as medidas tomadas pelo doente e uma detecção precoce pelo médico.

Profilaxia

Ingestão de produtos lácteos
Atividade física

Detecção e tratamento precoce pelo médico

Diagnóstico
Tratamento

Tratamento da osteoporose

Os bisfosfonatos que inibem a reabsorção óssea são considerados tratamentos de 1º linha
Moduladores seletivos dos receptores de estrogénios (SERM's) que inibem a reabsorção óssea.
Substituição hormonal (nomeadamente estrogénios)
Calcitonina que inibe a reabsorção óssea.
O aumento da ingestão de produtos lácteos e o aumento do nível de atividade física complementa a terapêutica.

Predisposição Genética

Estão em curso estudos de investigação genética para tentar identificar os fatores de risco genéticos associados à osteoporose. Qualquer dos genes envolvidos na formação ou metabolismo ósseo será um candidato óbvio; qualquer eventual variação destes genes poderá resultar num aumento do risco de desenvolvimento de osteoporose.
Os genes COL 1A1 e COL 1A2, localizados no cromossoma 17, desempenham um papel na formação do colagénio, que é um constituinte importante do osso.
A Vitamina D desempenha um papel importante na formação óssea. O funcionamento deficiente do receptor para esta vitamina produz uma redução da densidade óssea numa idade precoce.

Fonte: www.osteoporose.com.pt

Osteoporose

1- Definição

A osteoporose é uma doença crônica complexa, multifatorial, caracterizada pela redução da densidade mineral óssea, que é maior no osso trabecular do que no cortical. Tal redução é concomitante no mineral ósseo e na matriz óssea de modo que o osso diminui em quantidade mas continua apresentando uma composição normal. A densidade óssea diminuída leva a fraturas subseqüentes, sendo os locais mais comuns a parte distal do rádio (Fratura de Colles), as vértebras torácicas e lombares e a parte proximal do fêmur.

As fraturas que ocorrem na coluna vertebral sem trauma, ou no caso do rádio e do fêmur, com menos trauma do que seria esperado para se causar a fratura, levam as principais manifestações clínicas da osteoporose: doe e deformidade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o termo osteoporose é utilizado para se referir a uma condição na qual a densidade mineral óssea está com mais de 2,5 desvios padrões do pico de massa óssea.

2- Epidemiologia

A osteoporose afeta mais de 20 milhões de norte-americanos e leva a aproximadamente 1,5 milhão de fraturas por ano nos Estados Unidos gerando um custo anual de tratamento de cerca de 14 bilhões de dólares.

A prevalência de osteoporose e a incidência de fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas. A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida. No Brasil, a incidência mostrou-se similar, especialmente na população branca, porém deve-se considerar a miscigenação da população brasileira tendo em vista o menor acometimento de fraturar em indivíduos da raça negra.

3- Fisiopatologia

Os indivíduos com osteoporose podem ser divididos em dois grupos principais. O primeiro grupo é formado por indivíduos com densidade óssea baixa e fraturas devidas a processos fisiopatológicos que não foram esclarecidos completamente, esses são considerados tendo a osteoporose primária. Dentre estes pacientes aparecem principalmente a osteoporose pós-menopausa e a osteoporose senil. O segundo grupo é composto por indivíduos que apresentam densidade óssea diminuída e fraturas devido a processos hereditários ou adquiridos bem definidos. Estes pacientes podem apresentar osteoporose por excesso de glicocorticóides, hipogonadismo masculino, hiperparatiroidismo primário, hipertiroidismo ou distúrbios relacionados à vitamina D.

Embora a perda óssea pareça ser uma conseqüência normal do envelhecimento, nem todos os indivíduos idosos desenvolvem fraturas devido à osteoporose.

Muitos fatores determinam quem desenvolverá fraturas, mas o fator predisponente principal está ligado a densidade mineral óssea.

A massa óssea máxima é atingida durante o inicio da idade adulta. Fatores como atividade física, força muscular, dieta, hereditariedade e o estado hormonal contribuem para o desenvolvimento ósseo. Uma vez alcançada a massa esquelética máxima, um pequeno déficit de formação óssea se acumula a cada ciclo de reabsorção e formação de cada unidade multicelular básica. Isso se dá porque a seqüência de remodelagem não é completamente eficaz. Assim, a perda óssea esta relacionada principalmente a idade.

Entretanto, fatores que anteriormente contribuíram para formação óssea também são responsáveis pela diminuição da densidade óssea tais como:

Idade: os osteoblastos têm seu poder reduzido com o passar dos anos, além disso, fatores de crescimento perdem sua força biológica ao longo do tempo. O resultado final é um esqueleto povoado de células formadoras de osso que têm uma capacidade diminuída de produzir osso. Essa forma de osteoporose também é conhecida como osteoporose senil.
Sedentarismo: exercícios físicos são estímulos importantes para a remodelação óssea.
Fatores Genéticos: o tipo de molécula receptora de vit. D que é herdado responde por aproximadamente 75% da massa óssea máxima alcançada. O polimorfismo desta célula esta associada a uma massa óssea maior ou menor.
Estado Nutricional: deficiência na ingesta de cálcio predispõe ao desenvolvimento da osteoporose.
Influências Hormonais: a deficiência de estrogênio desempenha um papel importante no desenvolvimento da osteoporose. Níveis baixos de estrogênio acarretam uma maior secreção de IL-1, IL-6 e FNT-(alfa) por monócitos sangüíneos e células da medula óssea. Essas citocinas são estimulantes dos osteoclastos que promovem a reabsorção óssea.

4 – Manifestações Clínicas

A osteoporose é assintomática a menos que resulte em uma fratura. Geralmente uma fratura vertebral por compressão ou uma fratura do punho, quadril, costelas, pelve e úmero. As fraturas vertebrais por compressão em geral ocorrem após mínimos estresses, como um espirro, inclinação do corpo para frente ou o levantamento de um objeto leve.

Os pacientes com fratura que resultam em deformidades na coluna podem apresentar um dor crônica nas costas que é pior quando o paciente fica em pé. Estes pacientes podem diminuir de altura e desenvolvem características de cifose dorsal e lordose cervical conhecidas como “corcunda de viúva”.

As fraturas de colo femoral e da região intertrocantérica são as complicações mais devastadoras da osteoporose. As fraturas do quadril estão associadas comumente a quedas. As complicações secundárias das fraturas de quadril, como o tromboembolismo pulmonar ou infecções nosocomiais, fazem com que a taxa de mortalidade em idosos seja de 15 a 20% e que outros 30% das vítimas de fraturas de quadril necessitem de cuidados de enfermagem domiciliar por longos períodos.

5- Diagnóstico

A osteoporose é uma doença, em sua maioria, silenciosa. Ou seja, como usualmente não causa dor, o primeiro sinal geralmente é uma fratura provocada por trauma de baixa energia.

Entretanto, uma boa anamnese seguida de um exame físico podem revelar sinais característicos da doença que serão confirmados com exames laboratoriais.

Na anamnese é fundamental a investigação de fatores de risco para osteoporose e fraturas. Para isso existem critérios Maiores e Menores de predisposição à Osteoporose. Entre os Maiores estão a raça asiática, sexo feminino, idade avançada, tratamento com corticóides, história materna de fratura de colo de fêmur ou de osteoporose e menopausa precoce (antes dos 40 anos) não tratada. Já os fatores Menores incluem sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, baixo índice de massa corpórea (IMC<19), dieta pobre em cálcio, hipogonadismo masculino e amenorréia primária ou secundária.

No exame físico itens como, hipercifose dorsal, abdômen protuso, estatura, peso corporal, deformidades esqueléticas são fatores físicos comumente associados à Osteoporose.

A parte final da investigação são os exames complementares.

Segundo o Consenso Brasileiro de Osteoporose, todos os pacientes portadores de osteopenia devem inicialmente fazer exames básicos: hemograma completo, VHS, dosagens séricas de cálcio e fósforo, fosfatase alcalina, creatinina plasmáticas, calciúria de 24 horas e urinálise.

No caso da osteoporose primária, todos os exames são usualmente normais. Qualquer alteração deve conduzir ao diagnostico diferencial com outras causas de osteopenia. Os marcadores bioquímicos de remodelação óssea como a fosfatase alcalina osseoespecífica, osteocalcina, pontes de ligação do colágeno urinárias ou séricas têm sido utilizadas para avaliar a resposta ao tratamento com drogas anti-reabsortivas, entretanto sua prática clínica ainda não está bem estabelecida.

Tais marcadores de remodelação óssea também não estabelecem o diagnostico de osteoporose sendo úteis na identificação de períodos de elevada remodelação óssea e em situações de suspeita clinica.

Uma ferramenta fundamental para o diagnóstico da Osteoporose são as medidas de massa óssea que permitem determinar o risco para fraturas, auxiliam na identificação terapêutica, avaliam as mudanças com o tratamento ou da evolução natural da doença.

A densitometria óssea é hoje o exame de referência para o diagnóstico da osteoporose. Existem várias técnicas para a mensuração da densidade mineral óssea no esqueleto axial e apendicular. As medidas da densidade mineral do rádio proximal e distal, calcâneo, fêmur proximal ou da coluna podem prever o desenvolvimento dos principais tipos de fraturas osteoporóticas, incluindo as fraturas do quadril.

O exame de densitometria reflete a situação momentânea do paciente, sendo uma medida estática, não indicando ganho ou perda de massa óssea. Exames comparativos permitem interferir na evolução da doença ou eficácia terapêutica. Em geral, recomendam-se estudos com intervalos mínimos de 12 a 24 meses.

Porém, deve-se lembrar que cerca de 20% dos pacientes apresentam uma diminuição da DMO no primeiro ano com tratamento com agentes anti-reabsortivos.

Os resultados da densidade óssea são expressos na forma de escore T ou Z ou de valores absolutos DMO (g/cm2).

O escore T é o número de desvios padrões pelo qual a densidade óssea do paciente difere do pico de densidade óssea de indivíduos do mesmo sexo e etnia.

Os valores de referência propostos pela OMS são:

Até - 1DP = normal
De - 1,1 a - 2,5DP = osteopenia
Abaixo de - 2,5DP = osteoporose
Abaixo de - 2,5DP na presença de fratura = osteoporose estabelecida.

O escore Z é o número de desvios padrões pelo qual a densidade óssea do paciente difere da densidade óssea de indivíduos de mesma idade com o mesmo sexo e etnia.

6- Prevenção e Tratamento

É melhor prevenir do que curar a Osteoporose.

Os hábitos de saúde dos indivíduos durante os anos de juventude e vida adulta são importantes no seu risco de osteoporose mais tarde. A ingestão dietética adequada de cálcio e vit. D, exercícios físicos, evitar o consumo de álcool e o tabagismo são medida úteis para a prevenção da osteoporose.

Os objetivos da terapia incluem prevenção de perda óssea excessiva, promoção da formação óssea, prevenção de fraturas, redução ou eliminação da dor e restauração da função física.

O tratamento farmacológico consiste em fármacos que reduzem o risco para fraturas.

São eles: os adjuvantes, cálcio, vitamina D e seus metabólicos; os anti-reabsortivos, estrógeno, SERMs, calcitonina, bifosfanatos e cálcio; e os agentes estimulantes da osteogênese, esferóides anabólicos, PTH e calcitriol.

Os fármacos adjuvantes têm como objetivo o aumento do nível sérico de Cálcio com conseqüente diminuição dos efeitos da osteoporose.

Os medicamentos conhecidos como anti-reabsortivos basicamente evitam a reabsorção óssea. A reposição de estrogênio diminui a velocidade de perda óssea durante a menopausa, seu efeito é observado no esqueleto axial e apendicular, e, consequentemente reduz a incidência de fraturas vertebrais de quadril.

Nesta mesma classe de fármacos, os SERMs, que são análogos sintéticos do estrogênio, aumentam a densidade óssea e o baixo colesterol sérico sem estimular o endométrio diminuindo assim o risco de câncer de mama.

Os bifosfanatos (etidronato, alendronato e residronato) são incorporados a estrutura mineral do osso. Lá inibem a reabsorção óssea e promovem um aumento da massa óssea.

Os agentes estimulantes da osteogênese têm o potencial efeito de restaurar a massa óssea pelo estímulo osteoblástico. Os análogos do PTH demonstram efetividade para aumentar a massa óssea reduzindo significativamente o risco de fraturas.

6.1 – Recomendações Posológicas

Terapia Reposição Hormonal

Estrogênios conjugados: 0,3 a 0,625 mg/dia, VO
Valerato de estradiol: 1 a 2 mg/dia, VO
Estradiol micronizado: 1 a 2 mg/dia, VO
Estradiol transdérmico: 25 a 50 µg (microgramas), a cada 3 dias
Progestogênios: doses adequadas para proteção endometrial
Raloxifeno:
60 mg/dia, VO
Alendronato sódico: 10 mg/dia ou 70 mg/semanais, VO
Risedronato sódico: 5 mg/dia, VO
PTH (1-34): 20 µg SC/dia
Calcitonina nasal: 200 UI/dia

Ricardo Angelo Jeczmionski

7 – Referências Bibliográficas

1 - MEDICINA interna de Netter . Marschall Stevens Runge, M. Andrew Greganti, Frank H Netter. Porto Alegre: Artmed, 2005. 1135 p., il. Inclui bibliografia e índice. ISBN 853630460X
2- CECIL : tratado de medicina interna. Lee Goldman, D. A Ausiello. 22. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 2v., il. col. Inclui bibliografia e índice. ISBN 8535213937
3- VADEMECUM de clínica médica . Celmo Celeno Porto. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2005. xxix, 1033 p., il. Inclui bibliografia e índice. ISBN 8527709473
4- CALKINS, Evan; FORD, Amasa B; KATZ, Paul R. (Paul Richard). Geriatria pratica . 2.ed. -. Rio de Janeiro: Revinter, c1997. 633 p. Inclui bibliografia. ISBN 8573091754
5- MOREIRA, Caio; CARVALHO, Marco Antonio P. Reumatologia : diagnóstico e tratamento. 2. ed.-. Rio de Janeiro: MEDSI, 2001. 786 p.: il. il. col. Inclui bibliografia e índice. ISBN 857199238X
6- ROBBINS, Stanley L.(Stanley Leonard) et al. Fundamentos de Robbins patologia estrutural e funcional . 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2001. 766 p., il. ISBN 8527706369
7- ORTOPEDIA e traumatologia : conceitos básicos, diagnóstico e tratamento. Osmar Pedro Arbix de Camargo. São Paulo: Roca, 2004. xvii, 418 p., il. Inclui bibliografia e índice. ISBN 8572414789
8- SOARES, Alberto. Consenso Brasileiro de Osteoporose 2002. Rev Brasileira de Reumatologia – Vol 42 nº 6 – Nov/Dez, 2002.

Fonte: www.medstudents.com.br

Osteoporose

A osteoporose provoca diminuição da resistência óssea.

Esta doença afeta, sobretudo, mulheres na menopausa.

A osteoporose, que provoca diminuição da resistência óssea, condiciona o aparecimento de fraturas por traumatismos de baixa energia. Causa anualmente, em Portugal, 40 mil fraturas, das quais 8.500 do fémur proximal. Tem níveis de morbilidade e mortalidade apreciáveis.

O que é a osteoporose?

É uma doença esquelética sistémica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e por uma alteração da qualidade microestrutural do osso, levando a uma diminuição da resistência óssea e ao consequente aumento do risco de fraturas.

As fraturas mais frequentes ocorrem nas vértebras dorsais e lombares, na extremidade distal do rádio e no fémur proximal.

Atinge sobretudo as mulheres pós-menopáusicas e as pessoas idosas de ambos os sexos.

Quais são os fatores de risco?

Não modificáveis

Sexo feminino - uma em cada três mulheres e um em cada oito homens com mais de 50 anos são afetados pela osteoporose
Idade superior a 65 anos
Raças branca ou amarela
História familiar de fratura.

Potencialmente modificáveis

Menopausa precoce
Hipogonadismo
Períodos de amenorreia prolongada
Índice de massa corporal baixo (inferior a 19 quilogramas por cada metro quadrado
Imobilização prolongada
Existência de doenças que alterem o metabolismo ósseo, como endocrinopatias, doenças reumáticas crónicas, insuficiência renal ou anorexia nervosa
Utilização de fármacos que provocam diminuição da massa óssea, como corticosteróides, anticonvulsivantes e anticoagulantes, antidepressivos, ansiolíticos e/ou anti-hipertensores
Estilo de vida, como dietas pobres em cálcio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e consumo excessivo de cafeína.

Como se diagnostica?

O diagnóstico precoce faz-se através de uma osteodensitometria de dupla energia radiológica, que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fratura.

Podem ser feitas, também, avaliações laboratoriais e radiogramas da coluna dorsal e lombar de perfil, para rastrear a presença de deformação vertebral, entre outros exames.

Como se trata?

Há diferentes abordagens terapêuticas, consoante a história de fratura e fragilidade, mas normalmente implica tanto medicação como outro tipo de medidas.

Nas pessoas mais idosas, institucionalizadas ou com mobilidade reduzida e com propensão para quedas, são equacionados os usos de suplementos de cálcio e de vitamina D, o uso de protetores das ancas e medidas de prevenção das quedas.

Fonte: www.min-saude.pt

Osteoporose

Osteoporose e Consumo de Cálcio

A Osteoporose é um distúrbio do metabolismo ósseo caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea, com deterioração da microarquitetura óssea, levando a um aumento da fragilidade esquelética e do risco de fraturas.

Devido ao aumento na expectativa de vida da população, a osteoporose tem sido considerada uma importante questão em termos de saúde pública. Afeta entre 15 e 20 milhões de pessoas, incluindo uma em cada três com mais de 65 anos de idade. A prevalência de osteoporose e a incidência de fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas.

A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose. Estudos realizados no Brasil evidenciaram incidência similar, especialmente na população branca, porém deve-se considerar a grande miscigenação da população brasileira, uma vez que indivíduos da raça negra apresentam menor incidência de fraturas.

A osteoporose se desenvolve como decorrência do processo de remodelação óssea, que consiste basicamente na retirada do osso mineralizado e sua substituição por osteóides mineralizados por ação dos osteoclastos e osteoblastos.

O processo de remodelação ocorre de maneira seqüencial, ou seja, inicia-se pela reabsorção seguida pela formação, um processo que dura, em média, três a quatro meses.

No desenvolvimento da osteoporose ocorre um desequilíbrio nesse processo, com reabsorção predominando sobre a formação, resultando em diminuição da massa óssea. O pico de massa óssea é determinado geneticamente e alcançado logo após o término do crescimento linear, porém fatores ambientais podem ser mais determinantes para influenciar a massa óssea final do indivíduo e a probabilidade do desenvolvimento da osteoporose.

Dentre os fatores de risco está a ausência de atividade física regular e de terapia de reposição hormonal, bem como, fatores genéticos e aqueles relacionados à dieta. A massa óssea adequada a cada indivíduo está associada a uma boa nutrição que deve ser constituída de uma dieta balanceada com quantidade calórica suficiente e suprimento de cálcio e vitamina D adequados.

Em relação ao esqueleto, o nutriente mais importante é o cálcio e sua ingestão está relacionada com o pico de massa óssea, prevenção e tratamento da osteoporose. Quando há ingestão insuficiente de cálcio, a concentração plasmática deste mineral cai e a glândula paratireóide é estimulada a liberar paratormônio (PTH). O PTH aumenta a reabsorção renal de cálcio, estimula os locais de reabsorção óssea e ativa a vitamina D para aumentar a absorção intestinal de cálcio.

Embora esse mecanismo regulador permita uma resposta rápida para corrigir a diminuição de cálcio no sangue (hipocalcemia) transitória, uma dieta cronicamente deficiente em cálcio acarretará conseqüências graves para o esqueleto.

As recomendações de ingestão de cálcio para mulheres adultas estão entre 1000 e 1300 mg por dia, de acordo com os valores de ingestão adequada (AI) estabelecidos pelo Food and Nutritiom Board, 1997. De acordo com os guias alimentares, as recomendações de produtos lácteos para a população brasileira são de três porções diárias.

Levando-se em consideração que um copo médio de leite (200ml) contém 240 mg de cálcio, uma fatia média de queijo branco de 30g equivale a aproximadamente 200 mg de cálcio e um iogurte de 200g contém em média 240 mg de cálcio. Somando as três porções, obtém-se um valor de 680 mg de cálcio, bastante inferior à ingestão adequada recomendada pelo Food and Nutrition Board, principalmente para a faixa etária acima de 51 anos, a qual necessitaria do dobro das porções recomendadas para atingir 1300 mg/dia.

O risco de osteoporose depende tanto do índice de perda de massa óssea na pós-menopausa quanto da massa óssea alcançada após a adolescência. Indivíduos que não alcançam a maior densidade mineral óssea durante o pico de formação, apresentam maiores risco de desenvolvimento da osteoporose em idades mais avançadas.

Portanto, é necessário que haja um esforço entre os profissionais da área de saúde, no sentido de estimular o aumento do consumo de alimentos ricos em cálcio, com o objetivo de prevenção da osteoporose, pois não é provável que possa ocorrer deposição de maiores quantidades de cálcio na idade adulta, como uma correção da falta de cálcio dietético nas idades de formação da massa óssea.

A vitamina D também é essencial para uma absorção adequada de cálcio e fósforo. Seus precursores são sintetizados na pele a partir da exposição solar.

O Brasil, por ser um país tropical, não tem muitos estudos que avaliam os níveis de vitamina D da população, porém alguns resultados apontam que uma porcentagem de aproximadamente 30% dos idosos possa apresentar deficiência desta vitamina. Nos idosos a síntese cutânea de vitamina D equivale a um terço da produção de um individuo jovem. Associado ao fato de permanecerem mais tempo em ambientes fechados e usarem roupas mais pesadas, são uma população de risco para deficiência de vitamina D.

Além da ausência da vitamina D, alguns nutrientes ou componentes de nutientes podem inibir a absorção do cálcio.

Entre eles estão o ácido oxálico (presente no espinafre, acelga, semente de tomate, cacau, nozes e feijões), ácido fítico (película externa dos grãos de cereais e feijões) e a fibra.

Uma outra mediada importante na prevenção da osteoporose é a prática regular de atividade física. O exercício transmite carga ao esqueleto mediante o impacto direto e a contração muscular. A falta de atividade física adequada pode influenciar negativamente o pico de massa óssea, havendo a necessidade de incentivo à prática esportiva para mulheres em todas as idades. A sustentação para a afirmativa de que o exercício físico é uma medida preventiva para a osteoporose baseia-se em observações segundo as quais indivíduos fisicamente ativos e atletas têm maior massa óssea em relação aos sedentários.

Frente à gravidade da osteoporose e apesar da sua prevenção envolver vários fatores interativos, o consumo de dietas que atendam as recomendações de cálcio deve ser incentivado como uma das estratégias de prevenção primária da osteoporose. O que pode ser conseguido através de um programa de educação alimentar que enfatize a necessidade do cálcio.

Daniela Neves

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARVALHO, D. C. L. et al. Tratamento não farmacológico na estimulação da osteogênese. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 36, p.647-654, 2002
GOLDMAN, L., BENNETT, J. C. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2001.
LANZILLOTTI, S. H. et al. Osteoporose em mulheres na pos-menopausa, calcio dietetico e outros fatores de risco. Revista de Nutrição, Campinas, v 16, n 2, p. 53 – 66, 2003.
MAHAN, L.K. KRAUSE: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 9ª ed. São Paulo: Roca, 1998.
MATKOVIC, V. Calcium intake and peak bone mass. New England Journal of Medicine, Boston, V. 327, n.2, p. 119-120, 1992.
MONTILLA, R. N. G. et al. Avaliação do estado nutricional e do consumo alimentar de mulheres no climatério. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 49, n.1, p.91-95, 2003.
PINTO NETO, M. A. et al. Consenso brasileiro de osteoporose 2002. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, v 42, n 6, p. 343 – 354, 2002.
SHILS, M. et al. Tratado de nutrição moderna na saúde e na doença. 9º ed. São Paulo: Editora Manole, 2003. RADOMINSKI S. C. et al.,Osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Projeto Diretrizes da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em http:// www.reumatologia.com.br.

Fonte: www.sportslab.com.br

Osteoporose

O que é osteoporose?

Osteoporose é uma doença que se apresenta com perda óssea progressiva associada a um risco aumentado de fraturas. Ela literalmente significa "osso poroso".

Frequentemente a doença se desenvolve sem ser notada através de muitos anos, sem sintomas ou desconfortos até que uma fratura aconteça.

A osteoporose frequentemente causa diminuição da estatura e gibosidade (uma região lombar marcadamente arredondada).

Osteoporose
Da esquerda para direita: vértebra normal, vértebra com osteoporose leve e vértebra com osteoporose marcante

Por que eu deveria estar preocupado com isso?

A osteoporose é um problema de saúde, que afeta 28 milhões de americanos e contribui para um número aproximado de 1 milhão de fraturas ósseas por ano.

Uma em duas mulheres e um em cinco homens com idade superior a 65 anos, irão sofrer fraturas ósseas devido à osteoporose. Muitas dessas são fraturas dolorosas do quadril, coluna vertebral, punho, braço e perna que frequentemente ocorrem como resultado de uma queda. Entretanto mesmo simples tarefas diárias podem produzir uma fratura da coluna vertebral se os ossos foram enfraquecidos pela doença.

A mais debilitante fratura por osteoporose é a dor quadril. A maioria dos pacientes com fratura do quadril que anteriormente viviam independentes, vão necessitar de auxílio de sua família ou algum cuidado de terceiros. Todos os pacientes com fratura do quadril vão necessitar auxílio para caminhar por muitos meses, e quase a metade vai precisar permanentemente de muletas ou andadores para se locomover tanto no domicilio como fora dele. Fraturas do quadril são de custo elevado.

Os cuidados com esses pacientes que tiveram fratura do quadril somam mais de 10 bilhões - 35 mil dólares por paciente.

O que causa a osteoporose?

Médicos não sabem exatamente a causa da osteoporose, mas eles conhecem a maior parte dos fatores que podem levar à doença.

Envelhecimento: Todos perdem massa óssea com o envelhecimento. Após a idade de 35 anos, o organismo fabrica menos osso novo para recolocar a perda de osso velho. Em geral quanto mais velho você é, mais baixa é a sua massa óssea e maior o risco de osteoporose.
Hereditariedade:
História familiar de fraturas; com formação óssea esguia; pele clara; descendência caucasiana ou asiática pode aumentar o risco para osteoporose. A hereditariedade também pode explicar porque algumas pessoas desenvolvem osteoporose cedo na vida.
Nutrição e estilo de vida:
Nutrição deficiente, incluindo uma dieta pobre em cálcio, baixo peso corporal e um estilo de vida sedentário tem sido relacionados à osteoporose, assim como o fumar e uso excessivo de álcool.
Medicamentos e outras doenças:
A osteoporose tem sido relacionada com alguns medicamentos, incluindo esteróides, e com outras doenças incluindo alguns problemas da tireóide.

Osteoporose
Da esquerda para direita: vértebra normal, vértebra com osteoporose leve e vértebra com osteoporose marcante.

Como eu posso prevenir a osteoporose ou impedir que ela se agrave?

Existe uma série de atitudes que você pode ter durante a vida para prevenir a osteoporose, ou então para diminuir a sua velocidade de progressão e proteger a você próprio de fraturas.

Inclui-se adequadas quantidade de cálcio e vitamina D em sua dieta.

Cálcio

Durante o crescimento o seu corpo necessita cálcio para construir ossos fortes e para criar um suprimento de reserva de cálcio. Construir uma boa massa óssea quando se é jovem é um bom investimento para o futuro. Níveis baixos de cálcio durante o crescimento podem contribuir para o desenvolvimento da osteoporose mais tarde na vida.

Independente da sua idade ou do seu estado de saúde, você necessita cálcio para manter os seus ossos sadios. O cálcio continua a ser um nutriente essencial mesmo após o crescimento, porque o organismo necessita de cálcio todo dia.

Mesmo que o cálcio não consiga prevenir a perda óssea gradual após a menopausa, ele continua a ser uma regra essencial em manter a qualidade óssea. Mesmo que você tenha passado pela menopausa ou no momento já tem osteoporose, aumentar a ingesta de cálcio e vitamina D, pode diminuir o seu risco de fraturas.

A quantidade de cálcio que você vai precisar, dependerá da sua idade e de outros fatores.

A Academia Nacional de Ciências, faz as seguintes recomendações relativas à ingesta diária de cálcio:

Homens e mulheres dos nove aos dezoito anos: 1,300mg por dia.
Mulheres e homens dos dezenove aos cinqüenta anos:
1.000mg por dia.
Grávidas ou amamentando até a idade de dezoito anos:
1,300mg por dia.
Grávidas ou amamentando dos dezenove aos cinqüenta anos:
1.000mg por dia.
Mulheres e homens acima dos cinqüenta anos:
1,200mg por dia.

Lacticínios incluído iogurte e queijo são excelentes fontes de cálcio. Um copo de leite de aproximadamente 250ml contém aproximadamente 300mg de cálcio.

Outra fonte de alimentos ricos em cálcio incluem sardinha com os ossos e vegetais de folhas verdes, incluindo brócolis e vagens.

Se a sua dieta não contem cálcio suficiente, suplementos dietéticos podem auxiliar. Converse com o seu médico antes de iniciar o uso de suplemento de cálcio.

Vitamina D

A vitamina D auxilia o seu organismo a absorver cálcio. A recomendação para a quantidade diária de vitamina D é de 200 a 600 UI. Laticínios são uma excelente fonte de vitamina D. Uma xícara de leite contém 100 UI. Um medicamento multi-vitamínico cotem 400 UI de vitamina D. Suplementos vitamínicos podem ser ingeridos se a sua dieta não é insuficiente neste nutriente. Outra vez, consulte o seu médico antes de iniciar o uso de um suprimento vitamínico. Vitamina D pode causar hipervitaminose.

Exercite-se regularmente

Assim como os músculos, os ossos necessitam de exercícios para continuar fortes. Independente da sua idade, o exercício pode auxiliá-lo a minimizar a perda de osso, enquanto provê benefício adicional a sua saúde. Médicos acreditam que um programa regular e moderado de exercícios (três a quatro vezes por semana), é efetivo para a prevenção e controle da osteoporose.

Exercícios de impacto como: caminhar, correr, subir escadas, dançar, levantamento de peso são provavelmente os melhores. Quedas são responsáveis por 50% das fraturas. Dessa maneira mesmo que você tenha uma densidade óssea baixa, você pode prevenir fraturas prevenindo as quedas. Programas que enfatizam o treinamento do equilíbrio, especialmente "taichi", deveriam ser considerados. Consulte seu médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos.

Como a osteoporose é diagnosticada?

O diagnóstico da osteoporose é normalmente feito pelo seu médico, usando uma combinação de história médica completa e exame físico, radiografias do esqueleto, densitometria óssea e testes laboratoriais. Se o seu médico achar uma massa óssea baixa, ele por ventura poderá solicitar testes adicionais para descartar a possibilidade de outras doenças que podem causar perda óssea, incluindo osteomalácia (deficiência de vitamina D) ou hiperparatiroidismo (hiperatividade das glândulas paratireóides).

Densitometria óssea é um estudo radiográfico seguro e indolor que compara a sua densidade óssea com o pico de densidade óssea que toda pessoa do seu sexo, da sua etnia deve ter alcançado por volta da idade de 20 a 25 anos, quando este pico está em seu ponto mais alto.

Ela é normalmente realizada em mulheres por volta da menopausa. Vários tipos de densitometria óssea são usados hoje em dia para detectar perda óssea em diferentes áreas do seu corpo. A medida da absorção através de uma radiografia de duplo facho é um dos mais acurados métodos, porém outras técnicas podem da mesma maneira identificar osteoporose, incluindo a medida da absorção através de único fóton ou a tomografia computadorizada quantitativa, a medida da absorção radiográfica e o ultrasom. Seu médico pode determinar qual o melhor método para você.

Osteoporose
Perda da altura ombros encurvados de uma pessoa com osteoporose resulta do colapso de vértebras enfraquecidas.

Como a osteoporose é tratada?

Devido ao fato de que o osso perdido não pode ser recuperado, o tratamento da osteoporose foca prevenção de perda óssea continuada. O tratamento é normalmente o esforço de um time envolvendo médico de família, ortopedista, ginecologista e o endocrinologista.

Enquanto exercício e uma terapia nutricional são frequentemente a chave do plano de tratamento da osteoporose, existem outros tratamentos.

A terapia de reposição hormonal é normalmente recomendada para mulheres com osteoporose de alto risco, para prevenir a perda óssea e reduzir o risco de fratura. A medida da densidade óssea quando a menopausa inicia, pode ajudar a decidir se a terapia de reposição hormonal está indicada para você. Os hormônios também previnem doença cardíaca, melhoram o funcionamento cognitivo, assim como a função renal. A terapia de reposição hormonal não é totalmente isenta de riscos, incluindo um aumentado risco para câncer de mama. Ela deve ser adequadamente discutida com o seu médico.

Novas drogas tem sido introduzidas, assim como os anti-estrogênios. Eles incrementam a massa óssea, diminuem o risco de fraturas vertebrais e diminuem o risco de câncer da mama.

Calcitonina é outra medicação usada para diminuir a perda óssea. O spray nasal desta medicação aumenta a massa óssea, limita as fraturas vertebrais e pode oferecer alguma diminuição da dor.

Bisfosfonados incluindo alendronato, aumentam de maneira marcante a massa óssea e previnem tanto as fraturas vertebrais como as do quadril. A terapia de reposição hormonal, alendronato e o uso de anti-estrogênios com a calcitonina, todos juntos oferecem ao paciente com osteoporose uma oportunidade não apenas para aumentar a massa óssea, mas também para significantemente reduzir o risco de fratura. A prevenção é preferível do que aguardar até que algum tratamento seja necessário.

O seu ortopedista é um médico com extenso treinamento em diagnosticar e tratar de maneira cruenta ou incruenta o sistema músculo-esquelético incluindo ossos, articulações, ligamentos, tendões, músculos e nervos.

Essa brochura foi preparada pela academia americana de cirurgiões ortopedistas e contem informações atualizadas sobre o problema fornecidas por reconhecidas autoridades médicas. Porém ela não representa uma estratégia oficial da academia e o seu texto não deve excluir outros pontos de vista aceitáveis.

Ingo Schneider

Fonte: www.sbot.org.br

Osteoporose

INTRODUÇÃO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a osteoporose é uma doença ósseo sistêmica, caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com conseqüente aumento da fragilidade do osso e suscetibilidade a fraturas.

A osteoporose afeta milhões de brasileiros e leva a aproximadamente 1,5 milhão de fraturas por ano no Brasil, e isso está provocando um enorme gasto de tratamento, em alguns casos afeta até o ponto de vista social, já que o doente perde a capacidade de mão de obra e com isso afeta também o psicológico.

A prevalência de osteoporose e a incidência variam de acordo com o sexo e a raça.

As mulheres brancas na pós –menopausa apresentam maior incidência de fraturas.

A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida.

As medidas preventivas podem ser feitas com a ingestão de cálcio adequada, exercícios físicos e com a correção do hipoestrogenismo controlando os fatores que favorecem as fraturas. A fisioterapia tem papel fundamental no tratamento da osteoporose, nos quais se destacam o benefício cardíaco, respiratório, muscular e ósseo contribuindo para a melhora da qualidade de vida desses pacientes.

1. Definição

A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas, faz parte do processo normal do envelhecimento, e é mais comum em mulheres que em homens.

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames pode passar despercebida.

A partir de 1991 devidos o Consenso realizado por todas as Sociedades Americanas de que tratam a osteoporose, elas passaram a informar que é fundamental a análise da qualidade óssea que expressa o estado de deterioração do colágeno ósseo.

Quanto melhor for a qualidade óssea menor a chance de ter fratura.

A mudança na definição ocorreu porque as pesquisas verificaram que 100% das pacientes com Síndrome de Turner e que possuíam osteoporose, não fraturam. Ainda os pesquisadores constataram que ao prescrever o Fluoreto de Sódio para as suas pacientes, os ossos só ficavam mais densos e fraturavam com maior facilidade.

A partir destas constatações os pesquisadores começaram a estudar mais profundamente o tecido ósseo e verificaram que o risco de desenvolver osteoporose e fratura está diretamente relacionada com as deteriorações do colágeno ósseo.

1.1 Fisiopatologia

O aparecimento da osteoporose está ligado aos níveis de hormônio no organismo.o estrógeno hormônio feminino, também presente nos homens, mas em menor quantidade ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea.

As mulheres são mais atingidas pela doença, uma vez que, na menopausa os níveis de estrógeno caem bruscamente.Com isso os ossos passam a incorporar menos cálcio (fundamental na formação do osso) tornando-se mais frágeis. Para cada quatro mulheres, somente um homem desenvolve esta patologia.

Embora pareçam estruturas inativas, os ossos se modificam ao longo da vida, o organismo está constantemente fazendo e desfazendo ossos.

Esse processo depende de vários fatores como genética, boa nutrição, manutenção de bons níveis de hormônios e prática regular de exercícios.

As células ósseas (osteófitos) são as responsáveis pela formação do colágeno, que dá sustentação ao osso. A densidade mineral de cálcio é reduzida de 65% para 35% quando a osteoporose se instala.O canal medular central do osso torna-se mais largo.

Com a progressão da osteoporose, os ossos podem ficar mais esburacados e quebradiços.

O colágeno e os depósitos minerais são desfeitos muito rapidamente e a formação do osso torna-se mais lenta.Com menos colágeno surgem espaços vazios que enfraquecem o osso.

1.2 Sintomas

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames sanguíneos e de massa óssea, é percebida apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas, a osteoporose também pode provocar deformidades e reduzir a estatura do doente.

1.3 Epidemiologia

Estima-se que mundialmente 1 em cada 3 mulheres , e 1 em cada 5 homens acima da idade de 50 anos têm osteoporose.

Ela e responsável por milhões de fraturas anualmente, a maioria envolvendo vértebras lombares, quadril e pulso.

1.4 Fatores de Risco

Mulheres
Fumantes
Consumidores de álcool ou café em excesso
Diabéticos
Atividade Física inadequada (em excesso/ ausência)

1.5 Prevenção

Fazer exercícios físicos regularmente: os exercícios resistidos são os mais recomendados
Dieta com alimentos ricos em cálcio (com leite e derivados) verduras como (brócolis e repolho) camarão, salmão e ostras
A reposição do estrógeno em mulheres na menopausa consegue evitar a osteoporose

1.6 Tratamento

Reposição hormonal – importante tanto durante a prevenção quanto durante o tratamento, o estrógeno reduz o risco de fraturas em muheres.
Administração de cálcio – para quem já tem a doença, o cálcio pode ser dado em dosagens de 1 mil a 1,5 mil miligramas por dia com recomendação médica.
Calcitonina é um hormônio que tem a função de evitar que o cálcio saia dos ossos, evitando-se assim o processo de corrosão.
Atividade Física – corretamente orientada (por um educador físico), também é usada como parte importante no tratamento e controle da osteoporose, podendo reduzir ou até, estabilizar a perda de massa óssea do individuo.

1.7 Prognóstico

Os pacientes com osteoporose têm grandes riscos de terem fraturas adicionais, o tratamento para a osteoporose pode reduzir consideravelmente o risco de fraturas no futuro.

As fratura no quadril podem levar à uma dificuldade na movimentação e um risco aumentado de trombose venosa profunda e ou embolismo pulmonar.

As fraturas das vértebras podem levar à dor crônica severa de origem neurogenica, que pode ser difícil de ser controlada, assim como uma deformidade.

A taxa de mortalidade em um ano que segue a fratura de quadril é de aproximadamente 20% , embora raras, as fraturas múltiplas de vértebras podem levar à uma cifose severa (corcunda) que a pressão resultante nos órgãos internos pode incapacitar a pessoa de respirar adequadamente.

Embora os pacientes com osteoporose tenham uma alta taxa de mortalidade devido às complicações da fratura, a maioria dos pacientes morrem “com” a doença ao invés de morrer “da” doença.

1.8 Pontos fracos do esqueleto

Coluna vertebral- Pessoas idosas podem fraturar as vértebras da coluna com freqüência, a chamada corcunda de viúva é uma deformação comum e pode levar até a diminuição do tamanho do doente.

É muito importante saber que a maioria da fraturas que ocorrem na coluna se situam na região torácica e não na região lombar como tem sido descrito pela maioria dos ortopedistas e reumatologistas.

Vários pesquisadores americanos, entre eles Bonnick (1989) já tinham constatado esse fato.

Após a revisão dos trabalhos publicados nos últimos 15 anos, o serviço Preventivo da Força Tarefa Americana a partir de 2002 passou a orientar a densitometria da coluna lombar apenas para pacientes acima de 65 anos se não possuírem antecedente de fratura na família. Também informa que esse exame pode apresentar baixa reprodutibilidade (59,0%) em seus resultados quando são realizados anualmente.

Por essa razão, recomendam que o exame não deve ser repetido na coluna lombar com intervalo menor do que 3 anos:

Punho- Por ser um ponto de apoio, e uma área na qual as fraturas acontecem normalmente, os ossos sensíveis tem pouca estrutura para sustentar o peso do corpo quando cai.
Quadril- As fraturas de bacia são difíceis de cicatrizar e podem levar à invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% dos que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos.
Fêmur- Também muito comum entre os que desenvolvem a doença.
É freqüente tanto em homens, quanto em mulheres, principalmente depois dos 65 anos, a recuperação costuma ser lenta.

1.9 Objetivos da Fisioterapia

Promover a melhora no equilíbrio
Força muscular
Coordenação e condicionamento físico
Melhorar a amplitude de movimento
Diminuir a dor

1.10 Fisioterapia

Os exercícios que podem ser usados com indivíduos osteoporóticos são:

Caminhadas de 50 minutos (cinco vezes por semana)
Atividades que envolvam equilíbrio e coordenação
Exercícios que envolvam que envolvam situação de peso
Atividades que envolvam extensão de coluna

1.11 Exercícios que devem ser evitados

Aeróbica de alto impacto
Corrida e salto (devido a fragilidade dos ossos, e vértebras)
Flexão da coluna porque aumenta as forças de compressão na coluna
Atividades que envolvam risco de quedas
Caminhadas em terrenos irregulares
Movimentos resistidos de abertura e fechamento de quadril

CONCLUSÃO

A pesquisa realizada sobre a osteoporose, mostra a importância do profissional da saúde e da responsabilidade tanto nas medidas preventivas, quanto curativas já que os dois fatores andam juntos.

É de extrema necessidade que nós estejamos preparados a essa realidade, e isso é possível com palestras, e campanhas que mostrem a importância de se ter uma vida saudável, fazer exercícios e evitar que essa doença degenerativa se instale, isso é possível com a união de todos e também com a conscientização da população.

A fisioterapia tem importante papel na sociedade, pois é de suma importância nossa ação, no sentido de minimizar os efeitos causados pela doença e melhorar a vida do paciente que sofre com as dores, e com a incapacidade.

ROSILENE APARECIDA DA SILVA

REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ROBBINS, Stanley L. (Stanley Leonard)et al. Fundamentos de Robbins patologia estrutural e funcional.6.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogam , c 2001. 766 p., il ISBN 8527706369.
SOARES, Alberto.Consenso Brasileiro de Osteoporose 2002. Revista Brasileira de Reumatologia- vol 42 n 6 - Nov/ Dez, 2002.
FILHO, Eurico Thomaz de Carvalho, Matheus Papaléo Netto- Fundamentos, Clínica e Terapêutica de Geriatria, 2 Ed Atheneu.

Fonte: www.fes.br

Osteoporose

Osteoporose: a doença silenciosa

A osteoporose é considerada uma das doenças mais importantes do nosso século. Nas últimas décadas, observa-se que sua prevalência vem aumentando progressivamente devido ao envelhecimento da população mundial. Por ter início insidioso e praticamente sem sintomas, é chamada de “doença silenciosa”, tendo passado desapercebida durante décadas.

Porém, as altas taxas de morbimortalidade decorrentes das fraturas (que são sua maior complicação) e seu grande custo financeiro já despertaram a atenção das autoridades de diversos países como um importante problema de Saúde Pública a ser combatido. Estima-se que os riscos de uma mulher apresentar fratura de quadril sejam maiores do que a somatória das possibilidades dela desenvolver câncer de mama, útero ou ovário, durante uma vida inteira (1).

Nos Estados Unidos sua prevalência é estimada em 25 milhões de pessoas, com a ocorrência de cerca de 1,3 milhões de fraturas/ano, a um custo de U$ 7 a 10 bilhões (2).

Com o envelhecimento da população mundial, estima-se que o número de fraturas de quadril aumente de 1,66 milhões em 1990 para 6,26 milhões em 2050, e que a maioria destas, que hoje ocorrem na Europa e na América do Norte, passem a ocorrer predominantemente na Ásia e América Latina (3).

Ou seja, dentro das próximas décadas o Brasil será um dos países mais atingidos por esta enfermidade. Atualmente, não existem dados epidemiológicos brasileiros precisos nem programas de Política Pública de Saúde que contemple esta doença.

Definição, fatores de risco e manifestações clínicas

A osteoporose é considerada uma das doenças osteometabólicas mais freqüentes no mundo. A definição atual foi adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apenas muito recentemente (a partir de 1994).

Desde então, define-se osteoporose como “uma diminuição da densidade mineral óssea com alterações na sua microestrutura que conduzem a um aumento da fragilidade óssea e uma tendência a fraturas por traumatismos pouco intensos” (4).

Pode ser classificada em primária (80% dos casos) ou secundária (20%). A osteoporose primária é mais comum entre mulheres na menopausa e entre homens idosos, e a secundária dependerá da ocorrência de determinadas doenças ou uso de certas medicações, mas o diagnóstico final só poderá ser feito após a realização de alguns exames elucidatórios.

A importância desta diferenciação está no fato de que, em casos de doença secundária, a correção dos fatores causadores muitas vezes pode levar a remissão completa (ou quase) do quadro. Também existem diversos fatores que são considerados de risco para o desenvolvimento da osteoporose (quadro 1), sendo que alguns destes podem ser modificados através de mudanças de hábitos de vida ou por tratamento médico. Outros não, porque não dependem das pessoas acometidas.

Quadro 1: Fatores de Risco (5)

Potencialmente modificáveis Não-modificáveis
Tabagismo Fratura após os 40 anos
Baixo peso (<57,8kg) Idade avançada
Hipoestrogenismo (menopausa precoce, ooforectomia bilateral, amenorréia prolongada na pré-menopausa) História de fraturas de colo de fêmur, punho ou vértebras
Baixa ingestão de cálcio Raça branca ou asiática
Uso de glicocorticóides ou hipercortisolismo endógeno Sexo feminino
Alcoolismo Má saúde geral
Alta ingestão de cafeína Demência com risco de quedas
Atividade física inadequada   
Saúde comprometida   
Distúrbios de visão   
Queda recorrente   

As principais manifestações da osteoporose são as fraturas, sendo que as mais freqüentes são as de coluna vertebral, fêmur e antebraço.

As fraturas possuem grande importância em Saúde Pública devido às suas complicações, como por exemplo, morte, embolia pulmonar, dor e restrição de movimentos. Todos estes possuem forte impacto físico, financeiro e psicossocial, afetando não só o indivíduo acometido, mas também a família e a comunidade (6).

Diagnóstico

A densitometria óssea foi adotado pela OMS desde 1994 como o exame de referência para o diagnóstico de osteoporose. Porém seu resultado dependerá do sexo e da idade do paciente, e não apenas dos parâmetros de leitura da máquina.

A Sociedade Brasileira de Densitometria Óssea (SBDens), baseados na resolução de 2005 da International Society of Clinical Densitometry (ISCD), adotou uma série de parâmetros para a avaliação e diagnóstico de osteoporose desde maio de 2006 que podem ser conferidos no site da própria associação.

É importante sempre destacar que toda solicitação de exames e sua posterior análise devem ser feitos por profissional de saúde devidamente treinado para tal.

Logo, todos pacientes deverão procurar seu médico para que esta avaliação seja feita corretamente.

Prevenção e Tratamento

As opções terapêuticas e orientações para o tratamento da osteoporose vem sendo estabelecidas nos últimos anos. Na maioria das vezes, faz-se necessária suplementação de cálcio e vitamina D, já que vários estudos nos têm demonstrado que a deficiência na ingestão destes alimentos é fato mesmo em países mais desenvolvidos e, principalmente, entre idosos institucionalizados.

A ingestão de cálcio está relacionada com a prevenção e com o tratamento da osteoporose já estabelecida (5,6,7). A quantidade ideal de cálcio ingerido na alimentação diária varia com os estágios da vida, de forma que indivíduos mais velhos deverão ingerir entre 1000 e 1500 mg/dia (7).

O exercício físico atua como um estímulo à formação óssea a partir da deformação óssea provocada pela contração muscular. Desta forma, praticar exercícios desde a infância poderia ser uma forma de estimular um aumento da massa óssea auxiliando na prevenção da osteoporose no futuro (6).

Eles deverão ser estimulados não somente para prevenção de perda óssea, mas também para manutenção do equilíbrio, do padrão da marcha, das reações de defesa e da propriocepção a fim de evitar quedas, que são a principal causa de fraturas e morte acidental após os 65 anos (6,8).

Dentre as atividades possíveis observou-se que a atividade com carga, tipo musculação e caminhadas, possui um maior e melhor efeito sobre o osso, aumentando a massa muscular e, conseqüentemente, a óssea (6,8). A OMS definiu em um boletim especial sobre exercícios e osteoporose (8) que caminhadas, exercícios aeróbicos e tai chi seriam os mais indicados para melhorar não só a saúde do osso mas de todos os outros fatores envolvidos (flexibilidade, equilíbrio, resistência muscular).

Para atingir o efeito desejável, recomenda-se a prática regular das atividades, por um período mínimo de 30 minutos, 3 vezes por semana (6). Indivíduos com osteoporose já estabelecida devem evitar exercícios de alto impacto por risco de fraturas, efeito oposto ao desejado (5). Estima-se que a atividade física possa reduzir o risco de fratura de quadril em 50%, e mesmo atividades modestas, como subir escadas, trariam algum fator de proteção (9).

Quando às possíveis medicações para prevenção e tratamento da osteoporose, atualmente temos um verdadeiro arsenal terapêutico disponível. A escolha do melhor tratamento dependerá do sexo do paciente, da sua idade, e da indicação (prevenção ou tratamento). O principal objetivo do uso de medicações é a reduzir o risco de fraturas, e a escolha deverá ser sempre individualizada e feita pelo médico.

Muitas vezes, não observam-se grandes modificações nos resultados da densitometria após um ano de tratamento (e isso provoca muita ansiedade e até raiva por parte dos pacientes), porém está comprovado que mesmo sem a observação do ganho de massa óssea há redução do risco de fraturas com o uso regular das medicações.

Patrícia Pereira de Oliveira

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Kelley, G. A. Aerobic exercise and lumbar spine bone mineral density in postmenopausal women: a meta-analysis. J Am Geriatr Soc 1998; 46(2): 143-152.
2. Fernandes, C.E. & Wehba, S. & Melo, N.R. Osteoporose pós-menopáusica. In: Tratado de Ginecologia Febrasgo (H. C. Oliveira, I. Lemgruber, ed). Rio de Janeiro: Editora Revinter; 2001. pp 679-693.
3. Riggs, B. L. & Melton III, L. J. The worlwide problem of osteoporosis: insights afforded by epidemiology. Bone 1995; 17(5): 505S-511S.
4. OMS (Organização Mundial de Saúde), 1994. Techinical report series, n° 843. www.who.int.gov.
5. AMB & CFM (Associação Médica Brasileira & Conselho Federal de Medicina). Projeto Diretrizes: osteoporose na mulher pós-menopausa, 2002.. http://www.amb.org.br/inst_projeto_diretrizes.php3
6. CBO (Consenso Brasileiro de Osteoporose). Rev Bras Reumatol 2002; 42(6):343-354.
7. NIH (National Institutes of Health) Consensus Development Panel on Osteoporosis Prevention, Diagnosis, and Therapy. JAMA 2002; 285(6):785-795.
8. Chan KM, Anderson M, Lau EMC. Exercise interventions: defusing the world’s osteoporosis time bomb. Bulletim of World Health Organization 81 (11) 2003; pp. 827-830.
9. Jordan, K. M. & Cooper, C. Epidemiology of osteoporosis. Best Pract Res Clin Rheumatol 2002; 16(5), 795-806.

Fonte: :www.chapecosaude.com.br

Osteoporose

A osteoporose acontece quando há um desequilíbrio entre as células que promovem a renovação do esqueleto e as encarregadas de recolher o material usado.

Enquanto as primeiras entram em marcha lenta, as faxineiras trabalham a todo vapor.

Resultado: o osso perde mais cálcio - um dos seus principais componentes - mais rápido do que consegue ganhá-lo. Desse jeito, fica esburacado como um queijo suíço a ponto de se quebrar por qualquer coisa.

A perda da massa óssea é inevitável e começa lá pelos 35 anos. Mas há fatores que aceleram o processo, como a menopausa. A partir daí, perde-se até 4% de massa por ano. O único jeito de atenuar as conseqüências é fazer um bom estoque dela desde cedo.

Algumas pessoas herdam uma tendência genética a perder massa óssea mais depressa do que as outras. Mas fatores como fumo, álcool e alguns tipos de medicamentos, como os corticóides usados por mais de três meses, podem acelerar esse processo.

Outro vilão é a famigerada menopausa, que derruba as taxas do hormônio estrógeno no organismo. É ele quem protege os ossos da ação dos osteoclastos, que degradam o esqueleto.

Os números também mostram que se a mulher for branca e tiver casos da doença na família, a probabilidade de o problema dar as caras é ainda maior.

Você é candidato à osteoporose?

Qualquer um destes fatores já serve para fragilizar o esqueleto.

Claro, nenhum deles sozinho é sinônimo de osteoporose, mas servem de sinal de alerta:

1 - Você é do sexo feminino. Por questões hormonais, as mulheres estão mais suscetíveis ao enfraquecimento do esqueleto.
2 - As mulheres mais velhas da sua família (mesmo que você seja homem) fraturam ossos com freqüência. Isso indica que, na sua família, o problema é comum.
3 - Você é fumante. O cigarro atrapalha o aproveitamento do cálcio pelos ossos.
4 - Tem deficiências hormonais.
5 - Se é mulher, foi operada para a retirada do ovário ou está na menopausa.
6 - É alcoólatra. O álcool também ajuda a fragilizar os ossos.
7 - Consome café alucinadamente.
8 - Não bebe leite nem come queijo todo dia.
9 - Leva uma vida sedentária.
10 - Não faz passeios ao ar livre diariamente. O sol ajuda a fixar os minerais no esqueleto

Tratamento

Há vários medicamentos que colaboram com a regeneração óssea, derrubando pela metade o risco de fraturas. No entanto, nada é tão determinante quanto mudar o estilo de vida, incluindo dieta adequada e exercícios.

Para esses pacientes, há basicamente dois tipos de drogas. Os primeiros são conhecidos como anti-reabsortivos pois bloqueiam a ação dos osteoclastos, as células que desgastam o osso. Aqui entram a terapia de reposição hormonal, os moduladores seletivos dos receptores de estrogênio, a calcitonina e os biofosfonatos.

Estes últimos ganharam um reforço com a aprovação do ácido zoledrônico - medicamento que já era usado nos casos de metástases ósseas -- para o tratamento da osteoporose. No outro time de remédios, chamados de formadores, encontra-se o PTH, ou hormônio da paratireóide (batizado comercialmente de Forteo), que incentiva os osteoblastos a produzir material ósseo.

Neste ano devem chegar ao Brasil duas novas apostas da indústria farmacêutica: o Bonviva (ibandronato), que reduz a atividade dos osteoclastos, e o ranelato de estrôncio, que age nas duas frentes -- tanto ativa as células formadoras de osso quanto inibe as destruidoras. Mas a escolha da terapia vai depender das necessidades e da história de cada paciente. Por isso o acompanhamento médico é essencial.

Os inimigos do esqueleto

Álcool
O excesso diminui a capacidade do intestino de absorver o cálcio, dificulta o trabalho das células que fabricam a massa óssea e ativa mecanismos responsáveis pela degeneração dos ossos.
Alimentos embutidos
Comidas como a salsicha e a lingüiça são ricas em fosfato. Ele impede a absorção da vitamina D, essencial ao esqueleto.
Cigarro
A nicotina intoxica as células formadoras dos ossos, tornando sua produção lenta. Ela também atrapalha a ação dos hormônios masculinos, que protegem a massa óssea.
Refrigerantes
Mesmo quando são ingeridas quantidades suficientes de cálcio, os refrigerantes do tipo "cola" dificultam o aproveitamento do mineral.

Prevenção

A prevenção da perda óssea deve começar ainda na infância. Isso porque 90% de todo o osso que a pessoa vai ter na vida é formado até os 18 anos. O indivíduo ainda tem uma pequena chance de correr atrás do prejuízo até os 30, quando a formação atinge o auge.

Daí o velho conselho: é na juventude que deve ser feita uma poupança para a velhice. Quanto mais massa óssea a pessoa tiver, menos vai sentir a perda com a idade. Com uma boa alimentação e exercícios, dá para poupar e aumentar a massa óssea em até 15%. Mudar os hábitos de adulto no máximo vai retardar esse processo.

A grande vedete aqui é o cálcio, um dos principais componentes do osso. De tão essencial ao organismo (ele participa, por exemplo, das contrações musculares), o corpo procura manter seus níveis no sangue sempre em equilíbrio. Quando está em falta, recorre ao estoque guardado nos ossos. E, para recompor o osso, busca o cálcio no sangue. É uma ciranda sem fim.

Daí a importância de uma alimentação repleta de fontes do nutriente para evitar danos à estrutura óssea. Desde muito cedo não podem faltar na dieta os campeões nesse quesito -- o leite e seus derivados. As folhas verde-escuras também são boas provedoras do mineral.

E atenção: as necessidades dele variam com a idade. Clique e veja quanto você precisa consumir e como suprir essas quantidades.
Mas de nada vale se empanturrar de leite e esquecer da vitamina D, essencial para a fixação do cálcio nos ossos. O detalhe é que ela só é sintetizada na pele com a ajuda da exposição ao sol. Para garantir essa vitamina, não esqueça de incluir a gema do ovo e peixes no seu cardápio.

Os efeitos do sol

Bastam 15 minutos de banho de sol para que o corpo sintetize a vitamina D na pele. São os raios ultravioleta que acionam a vitamina que está no corpo, deixando-a ativa, pronta para ajudar a empurrar o cálcio para dentro do esqueleto.

Para garantir sua dose de sol diária:

Tome de 10 a 15 minutos de sol por dia. Esse tempo é o suficiente, até porque você não deve usar filtro solar. Ele bloqueia a ação benéfica da luz sobre os ossos.
O sol da manhã, até as 10 horas, e o da tardinha, depois das 15, além de mais saudáveis para a pele também concentram maior quantidade dos raios capazes de ativar a vitamina D.
Não vale sair para caminhar com uma camisa de mangas compridas. Para que funcione, 25% da área do corpo precisa ficar exposta à luminosidade. Portanto, prefira shorts, bermudas e camisetas de mangas curtas.

As necessidades de cálcio de cada um

O consumo ideal depende da idade. Confira as doses ideais e como garantir essas porções na dieta:

Faixa Etária
Ingestão Adequada (mg/dia)
6 meses
210
12 meses
270
3 anos
500
8 anos
800
18 anos
1300
50 anos
1000
Maior de 51 anos
1200
Gestantes e Lactantes
1000 (se menor que 18 anos) a 1300

 

Confira a quantidade de cálcio de alguns alimentos:

1 copo de leite: 250 mg de cálcio
1 colher de sopa de doce de leite:
90 mg de cálcio
3 unidades de sardinha em lata: 234 mg de cálcio
1 bola de soverte: 150 mg de cálcio
3 colheres de sopa de brócolis: 200 mg de cálcio
1 colher de sopa de amêndoas: 50 mg de cálcio
1 fatia de pizza de mussarela: 115 mg de cálcio
1 fatia média de queijo branco: 275 mg de cálcio

Exercícios

Eles são simplesmente fundamentais para fortalecer os ossos e afastar a ameaça da osteoporose. Isso porque a atividade física aumenta a fixação do cálcio nos ossos e acelera o trabalho dos osteoblastos.

As atividades que mais estimulam esse crescimento são aquelas em que o corpo sofre impacto e os músculos suportam cargas. O ideal é fazer exercícios com pesinhos, sempre com orientação adequada, ou escolher esportes que exijam pequenos saltos e corridas.

Fonte: hercysantos.com

Osteoporose

A osteoporose pode surgir como doença primária ou como patologia secundária a estados de carência, deficiências nutritivas, entre outras.

O que é a osteoporose?

A osteoporose é uma doença esquelética sistémica, que se deve à diminuição da massa óssea e à destruição progressiva da estrutura. Os ossos vão ficando cada vez mais fragilizados e susceptíveis à fratura. A osteoporose pode surgir como doença primária ou como patologia secundária a estados de carência, deficiências nutritivas, entre outras. As mulheres, depois da menopausa, correm um maior risco, sobretudo se não tomarem medidas para evitar a doença.

Como prevenir a osteoporose?

Existem várias formas de prevenir a osteoporose. A disciplina alimentar é uma das mais importantes, bem como o exercício físico e a compensação hormonal nas mulheres perto da menopausa. Alguns fármacos também devem ser acompanhados de medidas de compensação. Pessoas magras, que tomem corticóides, anticonvulcionantes, imunossupressores ou antiepiléticos correm um risco acrescido; doenças endócrinas, menopausa precoce e uma vida sedentária também constituem fatores de risco. As mulheres correm sempre um risco superior ao dos homens.

Quais são os sintomas da osteoporose?

A doença pode ser assintomática. Uma pessoa pode descobrir que sofre de osteoporose ao realizar uma densitometria de rotina. Uma situação mais preocupante é quando se descobre a doença na sequência de uma fratura feita ao mais pequeno esforço.

Como é diagnosticada a osteoporose? Como evolui?

O diagnóstico é, normalmente, feito através da densitometria óssea, embora possam ser feitos exames complementares. A osteoporose consiste num processo de desmineralização óssea com alteração da textura do tecido ósseo, o que se deve a diversos fatores, endógenos e exógenos. Esta alteração aumenta o risco de fratura ao mais pequeno esforço, sobretudo na coluna lombar. Em última instância pode ocorrer um colapso torácico.

Qual é a forma de tratamento da osteoporose?

Os medicamentos que existem para o tratamento da osteoporose atuam aumentando a massa óssea ou abrandando a reabsorção da massa óssea.

Fonte: www.alentejolitoral.pt

Osteoporose

Osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e pode provocar fratura. Ela aparece quando a formação do osso não é adequada, quando o desgaste do osso é excessivo ou quando ocorrem as duas coisas ao mesmo tempo.

As fraturas decorrentes da osteoporose acontecem com mais frequência na coluna, na bacia, nos punhos e nas costelas. Fraturas na coluna vertebral causam diminuição da estatura e dor crônica nas costas. As fraturas nos ossos da bacia causam consequências mais sérias, podendo limitar a capacidade de realizar as tarefas do dia a dia e, nos casos mais graves, colocar a vida da pessoa em risco.

O melhor exame para se fazer o diagnóstico de osteoporose é a densitometria óssea. Este exame é simples, indolor e seu resultado informa quanto há de osso nos locais do esqueleto onde as fraturas por osteoporose são mais comuns (coluna e fêmur).

Mesmo com a doença, há uma grande possibilidade de se viver confortavelmente exercendo atividades normais.

Os médicos especialistas recomendam alguns ajustes no estilo de vida que podem ser benéficos para a saúde dos ossos: fazer exercícios regularmente, como caminhadas durante a manhã; tomar sol por pelo menos 15 minutos por dia, de preferência também pela manhã; parar de fumar e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas.

Evitar quedas também é muito importante. Observe se na sua residência existem tapetes que o coloquem em risco de escorregar, veja se os corredores estão bem iluminados e se existem muitos móveis no caminho que possam fazê-lo cair. Torne sua casa mais segura.

Vitamina D e uma alimentação rica em cálcio são muito importantes para a manutenção de ossos sadios. Leite, iogurte e queijo ingeridos diariamente podem fornecer a quantidade de cálcio necessária para a proteção adequada do esqueleto. Quando as recomendações acima não são suficientes, alguns medicamentos podem ser utilizados.

Muitos fatores podem aumentar as chances de se desenvolver osteoporose: estar na menopausa, ser alta e magra ou ter a estrutura do corpo delicada, história familiar de fraturas ósseas, principalmente da mãe, ter tido menopausa antes dos 45 anos mesmo sendo natural ou após remoção cirúrgica dos ovários, ter idade avançada, ter dieta pobre em cálcio, não praticar exercícios físicos regularmente, ser da raça branca ou asiática, fumar, ingerir bebida alcoólica excessivamente, usar por tempo prolongado alguns remédios como cortisona e seus derivados, alguns medicamentos usados para tratar convulsões, anticâncer e hormônios da tiróide em excesso.

Osteoporose não é uma parte inevitável da menopausa, ou seja, nem todas as mulheres que estão na menopausa têm osteoporose.

Osteoporose é algumas vezes chamada de “O Ladrão Silencioso” porque pode progredir durante anos sem sintomas, diminuindo a força dos ossos até que ocorra a fratura.

Mulheres jovens e homens também podem ser vítimas da osteoporose.

Os exames radiológicos não podem diagnosticar a osteoporose até que 30% de osso já tenha sido perdido. A densitometria óssea é o melhor exame para detectar a osteoporose.

Cristiano A. F. Zerbini

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

Osteoporose

A osteoporose é uma diminuição progressiva da massa óssea, que faz com que os ossos se tornem mais frágeis e propensos às fraturas.

Os minerais como o cálcio e o fósforo dão solidez e densidade aos ossos.

O organismo requer um fornecimento adequado de cálcio e de outros minerais para manter a densidade dos ossos. Deve, além disso, produzir as quantidades convenientes de hormonas como a paratiróidea, a do crescimento, a calcitonina, os estrogénios nas mulheres e a testosterona nos homens.

Também precisa de um fornecimento adequado de vitamina D para absorver o cálcio dos alimentos e incorporá-lo nos ossos. Estes aumentam a sua densidade até atingir o seu valor máximo por volta dos 30 anos de idade. A partir de então, a densidade diminui lentamente.

Quando o organismo não é capaz de regular o conteúdo mineral dos ossos, estes perdem densidade e tornam-se mais frágeis, provocando osteoporose.

Tipos de osteoporose

Existem diversos tipos de osteoporose.

A causa da osteoporose pós-menopáusica é a falta de estrogénio, a principal hormona feminina que ajuda a regular o fornecimento de cálcio aos ossos.

Em geral, os sintomas aparecem em mulheres dos 51 aos 75 anos de idade; não obstante, podem começar antes ou depois dessas idades. Nem todas as mulheres têm o mesmo risco de desenvolver uma osteoporose pós-menopáusica (as mulheres das etnias branca e oriental são mais propensas a esta doença que as mulheres de etnia negra).

A osteoporose senil é o resultado de uma deficiência de cálcio relacionada com a idade e de um desequilíbrio entre a velocidade de degradação e de regeneração óssea.

Senil

Significa que se manifesta em pessoas de idade avançada. Afeta, em geral, pessoas com mais de 70 anos e é duas vezes mais frequente nas mulheres que nos homens. As mulheres, com frequência, sofrem de ambas as formas de osteoporose, a senil e a pós-menopáusica.

Menos de 5 % das pessoas que padecem de osteoporose sofrem de uma osteoporose secundária (induzida por outras perturbações de saúde ou por medicamentos). Na sequência de certas doenças, como a insuficiência renal crónica e certas perturbações hormonais (especialmente da tiróide, das paratiróides ou das supra-renais) ou da administração de alguns medicamentos, como corticosteróides, barbitúricos, anti-convulsivantes e quantidades excessivas de hormona tiroideia. O consumo excessivo de álcool e de tabaco agrava a afecção.

A osteoporose juvenil idiopática é uma doença pouco frequente, de causa desconhecida. Aparece em crianças e adultos jovens, sem perturbações hormonais nem carências de vitaminas, e que não apresentam qualquer razão óbvia para ter ossos débeis.

Sintomas

A osteoporose não produz sintomas num primeiro momento devido à lenta diminuição da densidade óssea, especialmente entre os afetados pela osteoporose senil.

Outras pessoas nunca têm sintomas. Aparecem dor e deformações quando a redução da densidade óssea é tão importante que os ossos se esmagam ou fraturam. A dor crónica de costas pode aparecer devido ao esmagamento das vértebras (fraturas por esmagamento vertebral).

As vértebras debilitadas podem partir-se de forma espontânea ou em consequência de uma pequena pancada. Em geral, a dor começa de maneira súbita, localiza-se numa zona determinada das costas e piora quando se está de pé ou ao andar. Pode aparecer dor ao tato e, habitualmente, a dor desaparece de forma gradual ao fim de umas semanas ou meses.

No caso de haver fratura de várias vértebras, pode produzir-se uma curvatura anormal da coluna vertebral (corcunda), causando distensão muscular e dor.

Podem-se fraturar outros ossos, com frequência por causa de uma sobrecarga leve ou de uma queda, sendo a fratura da anca uma das mais graves e uma das principais causas de invalidez e perda de autonomia em pessoas de idade avançada.

Também é frequente a fratura de um dos ossos do braço (o rádio) no ponto de articulação com o punho (fratura de Colles). Além disso, as fraturas tendem a curar-se lentamente em indivíduos que sofrem de osteoporose.

Diagnóstico

Em caso de fratura, o diagnóstico de osteoporose baseia-se numa combinação de sintomas, exame físico e radiografias dos ossos; podem ser precisos exames complementares para afastar doenças curáveis que possam provocar osteoporose.

A osteoporose pode ser diagnosticada antes que se verifique uma fratura por meio de exames que medem a densidade dos ossos. O mais preciso destes exames é a absorciometria de raios X de energia dupla (densitometria óssea). Este exame é indolor, não apresenta qualquer risco e tem uma duração de 5 a 15 minutos.

É útil para as mulheres com elevado risco de osteoporose e para aquelas em quem o diagnóstico é incerto, ou para avaliar com precisão os resultados do tratamento.

Prevenção e tratamento

A prevenção da osteoporose é mais eficaz que o seu tratamento e consiste em manter ou aumentar a densidade óssea por meio do consumo de uma quantidade adequada de cálcio, da prática de exercícios nos quais se deve suportar o peso corporal e, em alguns casos, da administração de medicamentos.

O consumo de uma quantidade adequada de cálcio é eficaz, sobretudo antes de se atingir a máxima densidade óssea (por volta dos 30 anos), mas também depois dessa idade.

Beber dois copos de leite por dia (alimento rico em cálcio) e tomar um suplemento de vitamina D ajuda a aumentar a densidade óssea em mulheres saudáveis de meia-idade que não receberam a quantidade suficiente destes nutrientes. Contudo, a maioria das mulheres precisa de tomar comprimidos de cálcio. Existem muitos preparados diferentes; alguns incluem vitamina D suplementar.

Recomenda-se tomar cerca de 1,5 g de cálcio por dia.

Os exercícios que implicam suportar o peso corporal, como andar e subir escadas, aumentam a densidade óssea. Pelo contrário, os exercícios como a natação, em que não se suporta o próprio peso, não parecem aumentar a densidade.

Os estrogénios ajudam a manter a densidade óssea nas mulheres e costumam administrar-se juntamente com progesterona.

A terapia de substituição de estrogénios é mais eficaz se começar dentro dos primeiros 4 a 6 anos depois da menopausa; contudo, pode atrasar a perda óssea e reduzir o risco de fraturas mesmo que se inicie mais tarde. As decisões acerca do uso da terapêutica de substituição de estrogénios depois da menopausa são complexas, dado que o tratamento pode implicar riscos e efeitos secundários.

Há um novo medicamento semelhante aos estrogénios (raloxifeno), que, apesar de poder ser menos eficaz que os estrogénios para prevenir a perda óssea, carece dos efeitos secundários característicos destes sobre as mamas e o útero.

Em contrapartida, os bifosfonatos, como o alendronato (veja-se mais adiante), podem ser administrados sós ou em combinação com a terapia de substituição hormonal para prevenir a osteoporose.

O objetivo do tratamento consiste em aumentar a densidade óssea. Todas as mulheres, sobretudo as que sofrem de osteoporose, deveriam tomar suplementos de cálcio e vitamina D.

As mulheres pós-menopáusicas que apresentam formas mais graves de osteoporose podem também tomar estrogénios (em geral, combinados com progesterona) ou alendronato, que podem atrasar e inclusive deter a progressão da doença.

Os bifosfonatos também são úteis no tratamento da osteoporose. O alendronato reduz a velocidade de reabsorção óssea nas mulheres pós-menopáusicas, aumentando a massa óssea na coluna vertebral e nas ancas, e reduzindo a incidência de fraturas. Não obstante, para assegurar a correta absorção do alendronato, este deve ser tomado imediatamente depois do despertar juntamente com um copo de água e não se deve ingerir comida ou bebida durante os 30 minutos seguintes.

Considerando que o alendronato irrita o revestimento do trato gastrointestinal superior, a pessoa não deve deitar-se pelo menos durante os 30 minutos seguintes à ingestão da dose e até ingerir algum alimento. As pessoas que têm dificuldade de deglutição ou certas perturbações do esófago ou do estômago, não devem tomar este medicamento.

Algumas autoridades de saúde recomendam calcitonina, particularmente a pessoas que sofrem de fraturas dolorosas das vértebras. Este medicamento pode ser administrado por meio de injecções ou sob forma de pulverizador nasal.

Embora os suplementos de fluoretos possam aumentar a densidade óssea, o osso resultante poderá ser anormal e frágil, pelo que a sua administração não é recomendada. Estão a ser investigadas novas formas de fluoreto, que não produzam reações adversas sobre a qualidade dos ossos.

Administram-se suplementos de vitamina D e cálcio aos homens que sofrem de osteoporose, especialmente quando os exames mostram que o seu organismo não absorve as quantidades de cálcio adequadas. Os estrogénios não são eficazes nos homens, mas a testosterona é-o, no caso de o valor desta se manter baixo.

Devem tratar-se as fraturas que aparecem como resultado da osteoporose. Em geral, no caso das fraturas da anca, substitui-se toda a anca ou uma parte dela.

Um pulso fraturado é engessado ou corrigido cirurgicamente. Quando as vértebras se partem e causam uma dor de costas intensa, usam-se coletes ortopédicos, analgésicos e fisioterapia; contudo, a dor persiste durante muito tempo.

Fatores que aumentam o risco de osteoporose nas mulheres:

Membros da familia com osteoporose
Défice de cálcio na dieta
Estilo de vida sedentário
Etnia branca ou oriental
Constituição magra
Não ter estado grávida
Uso de certos medicamentos, como corticosteróides e quantidade excessiva de hormona tiroideia
Menopausa prematura
Tabagismo
Consumo excessivo de álcool

Fonte: www.manualmerck.net

Osteoporose

1. O que é osteoporose?

A osteoporose é a perda de massa óssea, isto é, a diminuição da densidade do osso e ocorre devido a vários fatores. Dependendo do nível desta diminuição, o osso pode ficar mais fraco e susceptível a fratura.

2. A criança pode ter osteoporose?

Sim, a criança pode ter osteoporose se apresentar fatores de risco para isso.

3. Qual a composição do osso?

O cálcio desempenha importante papel no crescimento e desenvolvimento normal dos ossos e dentes. O principal local de armazenamento do cálcio são os ossos. Além do cálcio e outros minerais, o osso contém também células formadoras e destruidoras de osso (osteoblastos e osteoclastos).

4. Quais são as causas de osteoporose na infância?

A osteoporose pode ser primária (quando não há uma causa evidente de perda de densidade óssea) e secundária (quando é decorrente de doenças como doenças gastrointestinais, reumáticas, renais, pulmonares, endócrinas, alergia ao leite de vaca ou intolerância à lactose, uso de certos medicamentos e imobilização prolongada).

Os principais exemplos de osteoporose primária são a osteogênese imperfeita e a osteoporose juvenil idiopática. A osteogênese imperfeita tem maior incidência em certas famílias e leva a perda importante de estatura decorrente das fraturas.

A osteoporose juvenil idiopática costuma surgir na pré-adolescência ou adolescência e a perda da massa óssea pode durar por 4 a 6 anos, levando a aparecimento de fraturas.

5. Quais são os sintomas da osteoporose?

A osteoporose é assintomática, a menos que ocorram fraturas, que são raras na infância. Queixas de dor são geralmente associadas a fraturas e raramente à forma primária da doença.

6. Quando suspeitar de osteoporose?

Deve-se pensar em osteoporose nas crianças com baixa ingestão de cálcio, com fraturas de repetição, com história familiar de osteoporose, com alterações nas radiografias e com fatores de risco como presença de doenças crônicas e uso de medicamentos que baixam a densidade óssea (como o corticóide).

7. Qual o exame que diagnostica a osteoporose?

O exame que diagnostica a osteoporose é a densitometria óssea. Este exame é indolor, de rápida execução (cerca de 20 minutos) e tem pouca exposição à irradiação. Erros de diagnóstico podem ocorrer quando a técnica não é adequada ou não se leva em conta o sexo, idade ou estatura da criança.

Este exame está indicado em crianças e principalmente adolescentes com baixa ingestão de cálcio, nos casos de indivíduos com várias fraturas, em pacientes com doenças crônicas e uso de medicações que prejudicam o osso e nos indivíduos com história familiar de osteoporose ou com alterações sugestivas de perda de massa óssea já presentes na radiografia.

A radiografia nem sempre está alterada e só mostra perda de densidade óssea nos casos mais avançados.

8. Existe tratamento para osteoporose?

Uma vez diagnosticada a osteoporose o tratamento deve ser iniciado.

As principais medidas são:

Eliminação de fatores de risco como álcool, fumo e sedentarismo
Exposição ao sol
Ingestão de leite e derivados
Uso de cálcio e vitamina D
Eventualmente uso de outras drogas

9. Como prevenir a osteoporose?

É durante a infância e principalmente na adolescência que se previne a osteoporose da menopausa e terceira idade.

Deve-se estimular a ingestão de grande quantidade de leite e derivados, evitar fatores de risco como álcool e fumo e praticar exercícios físicos. Dependendo da idade a necessidade diária de cálcio é variável.

Fonte: www.reumatologia.com.br

Osteoporose

O que é

A Osteoporose é uma desordem esquelética caracterizada pela redução da massa óssea com alterações da microarquitetura do tecido ósseo, o que leva a redução da resistência do osso e ao aumento da suscetibilidade a fraturas.

A osteoporose é uma doença ósteo-metabólica e não é necessariamente sinônimo de envelhecimento. Atinge uma em cada quatro mulheres aos cinqüenta anos e um em cada 10 homens a partir dos 65 anos.

Causa

A osteoporose pode ser desencadeada por diversos fatores. A pós-menopáusica aparece em mulheres de 51 a 75 anos e é causada pela falta de estrogênio, hormônio feminino que auxilia na regulação da incorporação do cálcio aos ossos das mulheres.

Já, a osteoporose senil provavelmente é decorrente de uma deficiência de cálcio relacionada com a idade e de um desequilíbrio entre a velocidade de degradação do tecido ósseo e a velocidade de formação de osso novo. Normalmente os indivíduos com mais de 70 anos de idade são os mais afetados, além de ser duas vezes mais comum em mulheres.

A osteoporose secundária, identificada em menos de 5% dos pacientes, é desencadeada por outras enfermidades ou por drogas. Por último, a mais rara de todas, a osteoporose juvenil idiopática ocorre em crianças e adultos jovens aparentemente sem qualquer fragilidade hormonal ou vitamínica e sua causa ainda não foi esclarecida.

Vários fatores de risco também estão associados tanto ao desenvolvimento da osteoporose quanto às fraturas:

História prévia de fratura
Baixo peso
Sexo feminino
Raça branca
Fatores genéticos (existência de parente de primeiro grau com história de fratura sem trauma ou com trauma mínimo)
Fatores ambientais (tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e cafeína, inatividade física)
Baixa ingestão de cálcio alimentar
Alterações hormonais (menopausa precoce, menarca tardia, amenorréias)
Drogas (corticosteróides, alguns anti-epilépticos, hormônios tireoideanos, ciclosporina)
Doenças endocrinológicas (hiperparatireoidismo primário, tireotoxicose, síndrome de Cushing, hipogonadismos e diabete melito)
Doenças hematológicas (mieloma múltiplo)
Doenças reumatológicas (artrite reumatóide)
Doenças gastroenterológicas (síndrome de má-absorção doença inflamatória intestinal, doença celíaca)
Doenças neurológicas (demência)

Principais sinais e sintomas

O paciente não apresenta sinais e sintomas nos primeiros estágios da doença. Eles aparecem mais tarde, quando a densidade óssea diminui a ponto de causar colapso ou fratura óssea, o que pode provocar dor e deformidade óssea. Pode ainda ocorrer dorsalgia (dor nas costas) se o indivíduo sofrer um colapso vertebral (fraturas por esmagamento vertebral). Caso várias vértebras sejam fraturadas, a coluna vertebral sofre uma curvatura anormal que provoca distensão muscular e dor, chamada de "corcunda de viúva". Pequenas sobrecargas de peso ou quedas podem fraturar outros ossos.

A osteoporose não só provoca fraturas, mas também retarda a consolidação delas.

Complicações

As complicações principais são as causadas pelas fraturas: dorsalgia (dores nas costas); dificuldade ou incapacidade para a realização de movimentos devido ao grave enfraquecimento das vértebras e compressão das raízes nervosas; dificuldade na marcha, quando a fratura acontece no quadril.

Tratamento

Para os pacientes com osteoporose, o tratamento tem o objetivo de diminuir ou frear a perda óssea, minimizar os riscos de quedas para prevenir as fraturas e controlar a dor associada à doença. Para isto são usados alguns medicamentos e fisioterapia.

A reposição hormonal durante ou depois da menopausa minimiza a ocorrência de osteoporose.

Também é necessário manter uma dieta com quantidades adequadas de cálcio, vitamina D e proteínas.

Prevenção

A prevenção e o tratamento podem envolver o emprego de recursos que procuram evitar a perda do tecido ósseo. Para as pessoas que tendem a desenvolver a osteoporose ou estão no início da doença, principalmente as mulheres acima dos 50 anos, os exercícios físicos que envolvem força são indicados.

Mariana Mesquita

Bibliografia

AllRefer Health, Manual Merck, Ministério da Saúde e livro “Osteoporose”, dos autores Luis Augusto Tavares Russo, Luis Henrique de Gregório, Roberto A. Carneiro, Jaime Samson Danowski e Raimundo Grossi.

Fonte: www.unimed.com.br

Osteoporose

Osteoporose significa “menos osso”.

Os ossos com osteoporose perdem resistência porque perdem “quantidade”.

Ter osteoporose quer dizer ter ossos menos resistentes, que partem com mais facilidade, com traumatismos mínimos, p. ex. uma queda no mesmo plano.

Quem tem osteoporose pode partir qualquer osso, mas as fraturas mais frequentes são as das vértebras, dos ossos do punho, da anca (colo do fémur) e do ombro (colo do úmero).

Os ossos são um tecido vivo em constante remodelação, onde a cada momento há osso “antigo” a ser reabsorvido e osso “novo” a ser formado. Até aos 30 anos a formação é muito superior à reabsorção. A partir dessa idade a reabsorção de osso começa a ser mais rápida e a formação mais lenta, pelo que o resultado final é uma diminuição da quantidade de osso. Este fenómeno é normal e acontece a todos nós, mas se a diminuição for excessiva o resultado é a osteoporose.

Quem pode sofrer de osteoporose?

A osteoporose atinge principalmente as mulheres depois da menopausa e os idosos de ambos os sexos.

As hormonas femininas (estrogéneos) são muito importantes para a remodelação óssea. Com a menopausa a produção de estrogéneos diminui e o resultado é uma perda mais rápida de osso, nos 5 a 10 anos seguintes. Com o envelhecimento a formação óssea começa também a diminuir tanto nos homens como nas mulheres.

Calcula-se que uma em cada 3 mulheres depois da menopausa e 1 em cada 5 homens depois dos 65 anos sofra de osteoporose.

Algumas doenças (p.ex. doenças da tiróide, doenças com má absorção intestinal, insuficiência renal) e medicamentos (p.ex. corticóides) podem também alterar a remodelação óssea dando origem a uma osteoporose secundária, que pode surgir em qualquer idade. Embora pouco frequentes são importantes porque o aparecimento da osteoporose pode ser evitado se corrigida ou tratada a doença de base.

O que são fatores de risco para osteoporose?

A remodelação óssea é muita complexa e determinada por fatores genéticos, hormonais, ambientais e nutricionais. As situações que contribuem para uma perda acelerada de massa óssea são chamadas de fatores de risco por aumentarem a probabilidade de se vir a sofrer de osteoporose.

Alguns destes fatores não são modificáveis mas muitos deles têm a ver com estilos de vida (p.ex. alimentação, exercício) e podem ser alterados.

Para além da menopausa e do envelhecimento são fatores de risco muito importantes:

Fraturas prévias (na idade adulta, com traumatismo mínimo)
Magreza excessiva
História familiar de fraturas
Utilização de corticóides
Tabagismo
Menopausa antes dos 45 anos

Outros fatores de risco a ter em conta são:

Dieta pobre em cálcio
Vida sedentária
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Imobilização prolongada
Algumas doenças e medicamentos

Quais são os sintomas da osteoporose?

O principal sintoma da osteoporose, a fratura, ocorre quando a doença já está instalada, de forma silenciosa, há algum tempo. As fraturas provocam dor e incapacidade funcional cuja duração depende do local fraturado, podendo a recuperação ser completa, como acontece em geral com os ossos do punho, ou persistindo incapacidade marcada como, por exemplo nas fraturas da anca.

As fraturas vertebrais podem surgir sem traumatismo aparente, no decorrer de uma atividade diária normal em que tenha de flectir a coluna ou pegar num peso.

Muitas vezes pode nem perceber que sofreu uma fratura. No entanto, se nota que tem vindo a perder altura ou a desenvolver uma pequena “corcunda” dorsal, é muito provável que já apresente fraturas vertebrais e que possa ter dores “nas costas”.

Como se diagnostica a osteoporose?

Até há alguns anos só era possível diagnosticar a osteoporose quando ocorria uma fratura típica.

Atualmente é possível medir a quantidade de osso, ou mais corretamente, a densidade mineral óssea, através de métodos rápidos e indolores. O melhor método é a densitometria óssea, que mede a densidade na coluna lombar e na anca, os locais onde as fraturas são mais frequentes.

O resultado encontrado neste exame permite saber se a sua densidade óssea é ou não normal para a sua idade e o seu sexo, isto é, se existe ou não doença.

O que posso fazer para prevenir a osteoporose?

Construir ossos fortes durante a idade de crescimento (infância e adolescência) e até aos 30 anos, é a melhor maneira de prevenir a osteoporose. Esta é a altura crítica para conseguir um bom pico de massa óssea.

Para o conseguir deve começar tão cedo quanto possível a adoptar as seguintes medidas:

Ter uma dieta equilibrada e rica em cálcio e vitamina D
Praticar exercício físico
Ter um estilo de vida saudável, sem fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso

Estas medidas devem ser mantidas durante toda a vida, mesmo se tem osteoporose, porque vão permitir reduzir a perda de osso e contribuir para uma maior eficácia dos tratamentos.

Como se trata a osteoporose?

Atualmente existem vários medicamentos eficazes para tratar a osteoporose e reduzir o risco de fratura. Estes medicamentos aumentam a quantidade de osso porque diminuem a reabsorção óssea ou porque aumentam a sua formação.

Os medicamentos mais utilizados são os que diminuem a reabsorção: os bifosfonatos (alendronato e risedronato), o raloxifeno e os estrogéneos. Para além destes existem outros fármacos como a teriparatida, o ranelato de estrôncio e a calcitonina, que podem também ser utilizados. Apenas o seu médico sabe qual é o mais indicado para o seu caso.

Para que o tratamento seja eficaz é fundamental que o organismo receba a quantidade correta de cálcio e vitamina D. Se o seu médico achar necessário irá receitar-lhe um suplemento de cálcio e de vitamina D.

É importante que saiba que os medicamentos para a osteoporose não tiram as dores. Se tiver dores na coluna (porque já sofreu fraturas vertebrais ou porque tem alterações da postura) vai necessitar de analgésicos, que lhe serão receitados pelo seu médico.

Os medicamentos para a osteoporose são bem tolerados e têm poucos efeitos acessórios, desde que tomados da forma correta. Assegure-se que compreendeu bem as instruções do seu médico.

Como a osteoporose dá poucos sintomas vai ter dificuldade em perceber se os medicamentos estão a fazer efeito, mas é muito importante que, mesmo que não “sinta” nada, continue a fazer o tratamento de forma correta, para que este seja eficaz e o seu risco de fratura seja reduzido.

Como posso evitar as fraturas?

A maioria das fraturas ocorre após uma queda pelo que deve tomar as medidas necessárias para reduzir o risco de cair ou de sofrer um traumatismo:

Vigie regularmente a sua visão e audição e corrija qualquer problema que exista
Torne o seu ambiente mais seguro.
A maioria das quedas ocorre no domicílio pelo que é importante ter uma casa “segura”:
evite a iluminação deficiente, os pisos escorregadios, os tapetes e os fios soltos. Tenha atenção ao seu calçado, preferindo solas anti-derrapantes
Tenha atenção aos medicamentos para a hipertensão e para o sistema nervoso (calmantes, anti-depressivos, indutores do sono) e não altere nunca as doses prescritas. Se tiver tonturas ou vertigens fale com o seu médico
Evite a vida sedentária e procure fazer exercício físico regular. O exercício fortalece os músculos, melhora a postura e o equilíbrio e assim pode ajudar a prevenir as quedas e a diminuir as consequências destas
Se já teve uma fratura vertebral evite esforços em que tenha de fazer a flexão da coluna, principalmente se tiver de suportar pesos

Devo ter algum cuidado com a alimentação?

A alimentação tem um papel muito importante na osteoporose, como já referimos na questão da prevenção, principalmente por nos fornecer o cálcio e a vitamina D de que os nossos ossos necessitam para se manter saudáveis.

Os alimentos mais ricos em cálcio são os laticínios (leite, queijo e iogurtes), os legumes de folha verde (p.ex. couve portuguesa ou galega, espinafres, brócolos), os cereais e alguns frutos secos. O ideal é incluir vários destes alimentos nas suas refeições, para ter a certeza que o seu organismo consegue absorver a quantidade ideal de cálcio. Se tiver problemas de peso ou valores elevados de colesterol prefira laticínios com pouca gordura (meio-gordo ou magro)

Um adulto deve consumir entre 800 a 1000mg de cálcio por dia, mas as mulheres depois da menopausa e os idosos devem aumentar este valor para 1500mg diários.

A vitamina D é obtida através da exposição solar e da alimentação (p.ex. laticínios, peixe, fígado).

É também importante que evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sal ou bebidas ricas em cafeína.

Que tipos de exercício posso fazer?

Os exercícios que são feitos suportando o peso do corpo ou com resistência são os mais adequados para ajudar a não perder massa óssea, mas deve ter em conta a sua forma física, a existência de outras doenças ou se já teve alguma fratura vertebral, antes de começar qualquer programa. Fale com o seu médico

A marcha rápida, o tai-chi, a dança e exercícios com pesos leves são aconselháveis para quase todos. O exercício ajuda também a melhorar a força muscular, a postura e o equilíbrio levando a uma redução do risco de queda.

Procure fazer exercício programado 3 vezes por semana e nos outros dias aumente a sua atividade física dando um passeio diário de pelo menos 30 minutos.

Fonte: www2.ratiopharm.com

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