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Otites

 

As otites podem ser localizadas no conduto auditivo externo ou no ouvido médio. As otites externas têm como agentes etiológicos mais comuns o estafilococos e o estreptococos.

As otites médias agudas tem como agente etiológico mais comum o pneumococo, seguido do Haemophylus influenzae e Moraxella catarralis. Na miringite bolhosa considerar etiologia virótica ou por micoplasma.

Critérios de exclusão

Otites no paciente imunodeprimido.

Histórica clínica

Início dos sintomas
Sintomas gripais associados:
obstrução nasal, coriza, tosse
Episódios anteriores de otites, uso de medicamentos profiláticos
Sintomas de comprometimento do estado geral
Relato de otorréia
Cirurgias otrrinolaringológicas anteriores
Uso atual de antibioticoterapia

Diagnóstico

A. Otite externa

Otalgia exarcebada pela manipulaçào do pavilhào auricular ou do tragus e pela mastigaçào e/ou sucção
Sinais inflamatórios e presença de secreção no conduto auditivo externo
Nas formas graves podemocrrer hipertermia e linfadenite pré auricular
Excluir a presença de otite média e mastoidite. Solicitar avaliaçào do especialista para tal se necessário

B. Otite média aguda

O diagnóstico da OMA baseia-se no conjunto de achados à otoscopia associados aos sintomas clínicos ( febre, irritabilidade, otalgia e outro sinais inespecíficos)
A otoscopia deve ser realizada com uma boa iluminação e com espéculo adequado ao conduto da criança. A presença de cerume pode ser um obstáculo a uma boa otosccopia, podendo ser necessário a sua remoção.

Achados da otoscopia:

Abaulamento. é o sinal mais importante, apresentando uma sensibilidade de 67%.
Perda da transparência
Presença de vasos radiais

Alterações da cor: hiperemia, cor amarelada ou esbranquiçada.

Nível de líquido visualizado com a criança sentada
Presença de otorréia

Ausência de triângulo luminoso: tem pouco valor

Imobilidade da membrana timpânica à pneumo-otoscopia
A otoscopia é um exame sabidamente difícil e passível de dúvidas. Em caso de dúvida, poderá se optar por reavaliar o paciente no dia seguinte ou solicitar o parecer de um especialista.

C. Miringite bolhosa

Presença de bolhas na membrana timpânica que podem ter colorações variadas em função de seu conteúdo seroso ou hemorrágico. Elas podem romper-se, resultando em otorréia moderada.

D. Otite média aguda recorrente

Três ou mais episódios de OMA em seis meses, com período de pelo menos três semanas sem infecção entre os diferentes episódios · Quatro ou mais episódios de OMA em um ano

E. Otite média secretora

A OMS pode ser definida como presença de coleção líquida na orelha média com membrana timpânica íntegra e persistência por mais de três meses. O tratamento pode ser cirúrgico com a colocação de tubo de ventilação. O uso de antibioticoterapia e corticoterapia é discutível.

Devemos lembrar que a efusão na orelha média faz parte de história natural de uma OMA tratada adequadamente: aproximadamente 70% das crianças terão fluido na orelha média por duas semanas; 50% por um mês; 20% por dois meses e 10% por até três meses, apesar da terapêutica adequada.

Portanto, quando for detectado fluido na orelha média em crianças assintomáticas em consultas de segmento para OMA, a administração de mais um período de antibiótico é desnecessária.

Tratamento

A. Otite externa
Remoção de secreções
Antibiótico tópico (neomicina ou polimixina)

Corticosteróides:

Dermatite seborréica no conduto
Eczema no conduto
Eventualmente associado a antibiótico para resolução do processo inflamatório

OBS: Nos casos graves, colher exame bacteriológico e iniciar antibioticoterapia sistémica

B. Otite média aguda

Sintomático
Analgésico (dipirona ou paracetamol)
Calor local
Tratamento da obstrução nasal (vaporização e soro fisiológico nasal)

Antibioticoterapia

1a escolha

Amoxicilina (40mg/kg/dia de 8/8 horas durante 10 dias)
Sulfametoxazol + trimetropim (30 + 6 mg/kg/dia de 12/12 horas por 10 dias) em casos de alergia a amoxicilina

2ª Escolha

São indicados quando se caracteriza falha terapêutica (persistência dos sintomas após 72 horas do início da terapia antimicrobiana), quando há recorrência da OMA em um período menor que trinta dias, ou quando há a suspeita de germe resistente ao antibióticos de primeira escolha.

Amoxicilina em doses elevadas (70 a 80 mg/kg/dia) durante 10 dias.
Amoxicilina + clavulanato: 40 a 80 mg/kg/dia de 8/8 horas durante 10 dias.
Cefuroxima: 30/mg/kg/dia BID 10 dias
Claritromicina: 15mg/kg/dia BID 10 dias
Azitromicina: 10 mg/kg/dia MID no 10 dia e 5 mg/kg/dia do 20 ao 50 dia

3ª Escolha

Cefpodoxima (10 mg/kg/dia BID, por 10 dias)
Clindamicina: 8 a 12 mg/kg/dia TID 10 dias
Ceftriaxona: 50 mg/kg/dia, IM, 1 a 5 dias

Recomendar controle de cura ao término do tratamento ou reavaliação em 48 a 72 horas se não houver remissão dos sintomas.

Fonte: www.geocities.com

Otites

A otite média é uma das doenças mais freqüentes na infância. Dados do National Center of Health Statistics apontam um crescimento apreciável de sua incidência nos Estados Unidos.

A otite média era responsável por 10 milhões de consultas em 1975; este número pulou para 25 milhões em 1990. Atualmente são gastos 5 bilhões de dólares e são feitas 120 milhões de prescrições de antibióticos orais anualmente.

A otite média pode ser classificada em:

Otite sem efusão
Otite aguda
Otite com efusão
Disfunção tubal
Otite crônica não supurada
Otite crônica supurada
Colesteatomatosa
Não colesteatomatosa
Otite Média sem Efusão

A otite média sem efusão (OMSE) é o estágio inicial, ou às vezes final, do processo inflamatório. A membrana timpânica adquire aspecto opaco ou avermelhado e sua mobilidade é normal ou próxima do normal. Este tipo de otite média também é chamado de miringite.

Embora exista alguma discussão sobre uma provável etiologia viral, a OMSE deve receber a mesma orientação terapêutica da otite média aguda bacteriana, pois nela já foram isolados os mesmos microorganismos encontrados na otite aguda.

Otite Média Aguda

Estudos mostram que a otite média aguda (OMA) é muito freqüente. Em Pittsburgh, observou-se OMA de repetição em 43% de 198 recém-nascidos acompanhados até dois anos de idade. Em Boston, estudo semelhante revelou que 46% das crianças incluídas na pesquisa tinham tido 3 ou mais surtos de OMA até os 3 anos de idade.

O diagnóstico é baseado no quadro clínico de febre, irritação, recusa de alimentos, toxemia e por vezes diarréia. A membrana timpânica via de regra é abaulada, hiperemiada e sem movimentação à otoscopia pneumática, fato que demonstra a presença de líquido no ouvido médio.

Os fatores agravantes mais comuns são os déficits imunológicos transitórios, as alergias alimentares e respiratórias, o fumo passivo e a socialização precoce do recém-nascido. O efeito protetor exercido pela amamentação no peito é muito evidente nesta doença.

Os agentes etiológicos envolvidos em mais de 70% das culturas efetuadas em OMA são: S. pneumoniae, H. influenzae e a M. catarrhalis . A incidência de cepas produtoras de betalactamase experimenta um rápido crescimento nos últimos anos.

O tratamento deve ser feito com antibiótico. Antipiréticos e analgésicos podem ser usados como coadjuvantes para o controle sintomático da febre e da dor. Os antiinflamatórios não hormonais não devem ser empregados e os hormonais são reservados para situações especiais.

A escolha do agente antimicrobiano deve atender a diversas condições, como: espectro de ação, facilidade posológica, duração do tratamento, hiperssensilbilidade, via de administração, reações adversas e custo.

Muitas classes de antibióticos atendem a estes requisitos, como: amoxacilina, amoxacilina associada ao ácido clavulônico, cefalosporinas de segunda e terceira gerações e macrolídeos, entre outras. O profissional responsável pelo tratamento deve ter em mente as limitações e as vantagens de cada tipo, o nível sociocultural e as características individuais do paciente, selecionando o mais adequado para cada situação.

A timpanocentese, quando indicada, é um procedimento de apoio ao diagnóstico, não podendo ser encarada apenas como uma ação terapêutica. Análises bacteriológicas e testes de sensibilidade a antibióticos in vitro são fundamentais nestas circunstâncias.

É passível de indicação nas seguintes situações: toxemia intensa ou otalgia extrema, resposta inadequada ao antibiótico selecionado , ocorrência de OMA durante o uso de antibiótico eficiente para seu tratamento, complicação potencial ou confirmada, imunodepressão ou presença concomitante de doenças relevantes.

Otite Média com Efusão

Muito conhecida como otite média secretora ou otite média serosa, a otite média com efusão (OMCE) é também muito freqüente. Expressa-se sintomaticamente por otites médias agudas repetitivas e/ou por perda auditiva.

O quadro de otite média aguda de repetição é muito marcante e facilita o diagnóstico da OMCE. Inversamente, a perda auditiva condutiva, geralmente leve, como única expressão sintomática dificulta em muito o seu diagnóstico.

As crianças dificilmente queixam-se especificamente de diminuição da audição ou de barulhos nos ouvidos. Na imensa maioria das vezes, a perda auditiva expressa-se pelo retardo no desenvolvimento da linguagem, retardo no aprendizado e distração. O líquido no ouvido médio pode também pressionar o estribo para dentro do labirinto irritando-o. Esta é a causa mais freqüente de vertigem na infância.

A membrana timpânica assume aspecto abaulado e opaco, a hiperemia pode estar presente. Muitas vezes, observam-se bolhas de líquido por transparência. O aspecto azulado da membrana é sinal de sangramento e de presença de granulomas de colesterol.

A idéia de que a efusão é estéril é muito questionável, pois já foram isolados deste líquido H. influenzae, M. catarrhalis e S. pneumoniae, fora dos episódios de infecção aguda.

O exame utilizado para identificar e graduar a perda auditiva é a audiometria. A impedanciometria (imitanciometria) determina a presença de líquido por meio da curva tipo B à timpanometria e da ausência de reflexos do músculo do estapédio. Estes testes são facilmente aplicados e servem para monitorar a evolução e o tratamento da doença. Nas crianças não cooperantes, a associação de otoemissão acústica e impedanciometria é muito útil para o diagnóstico e monitorização da OMCE.

O tratamento visa a identificação e eliminação da ou das causas da OMCE. A timpanostomia com inserção de tubos de ventilação é um recurso útil.

Sua indicação, contudo, deve ser feita apenas em duas situações: quando existir recorrência de surtos agudos, apesar de adequado tratamento etiológico e quando a perda auditiva afetar o desenvolvimento da linguagem escrita ou falada.

Disfunção Tubal

Ocorre devido a fatores que determinam funcionamento inadequado da tuba auditiva, como: alergia respiratória, adenóides hipertróficas e adenoidites, entre outros.

A membrana timpânica apresenta-se retraída e opaca. A timpanometria com curva do tipo C é muito característica desta situação. Os reflexos do músculo do estapédio podem estar presentes ou não.

O tratamento visa a remoção da causa. Descongestionantes tópicos e sistêmicos e corticóide tópico nasal são muito úteis.

Otite Média Crônica

Normalmente é secundária à OMA ou à OMCE mal resolvidas ou complicadas. Expressa-se por perfuração da membrana timpânica com ou sem supuração, ou por atelectasia.

Nos casos supurados pode ou não existir a presença de colesteatoma, um tumor epitelial que promove erosão do osso temporal e dos ossículos, podendo determinar complicações como: paralisia facial, surdez, abscesso cerebral, meningite, encefalite e trombose de seio lateral.

Estas complicações também podem ocorrer nos outros tipos de otites, porém são muito mais freqüentes na otite média crônica supurada colesteatomatosa.

O tratamento das otites médias crônicas é na grande maioria das vezes cirúrgico e a cirurgia deve ser indicada o mais precocemente possível, pois as potenciais complicações são extremamente deletérias.

Sinusites

Doença muito freqüente em crianças, é muitas vezes correlacionada de maneira errônea com o sintoma cefaléia. Decorre da obstrução dos óstios do seios paranasais levando a déficit de arejamento e/ou da incompetência do sistema mucociliar. Estas alterações fisiopatológicas determinam o aparecimento de infecção, que pode ser aguda ou crônica.

Fatores Predisponentes

Nas crianças, os fatores predisponentes mais importantes e comuns são: hipertrofia de adenóide, rinite alérgica ou vasomotora, infecções virais de vias aéreas superiores de repetição e imunodeficiências transitórias.

As drogas tópicas nasais usadas de forma indiscriminada e fatores irritantes locais (fumo e inseticidas) também exercem um papel importante na gênese das sinusites infantis.

Mais raramente estão envolvidas doenças que perturbam o sistema mucociliar, como a síndrome do cílio imóvel (Kartagener), que ou promovem alterações da viscoelasticidade do muco, como a mucoviscidose.

Fatores que impedem a respiração nasal, como a atresia da coana, os tumores, os pólipos e os corpos estranhos, também devem ser lembrados.

Agentes Etiológicos

As sinusites de curta duração normalmente são atribuídas a vírus. O rinovírus é encontrado na maioria destes casos. Em seguida o vírus da influenza, da parainfluenza e o adenovírus.

Na sinusites bacterianas, geralmente de curso mais demorado, os microorganismos mais freqüentemente isolados são: S. pneumoniae, H. influenzae e a M. catarrhalis. Nas crônicas há predomínio dos anaeróbios.

Nos pacientes imunodeprimidos, a presença de fungos sempre deve ser cogitada. Nas sinusites unilaterais, as infecções dentárias, os corpos estranhos nasais e os tumores não podem ser esquecidos.

Diagnóstico

A história clínica é fundamental. Na criança as principais queixas são a obstrução nasal e a tosse noturna. A secreção nasal purulenta e a secreção pós nasal também são sintomas muito importantes.

O exame otorrinolaringológico busca a identificação da secreção purulenta ou dos sinais indiretos da sua presença. A hiperemia e a hipertrofia dos cornetos e dos cordões laterais da orofaringe são os achados indiretos mais comuns.

A nasofibroscopia é muito útil, pois além dos sinais próprios da sinusite, fornece importantes detalhes sobre os fatores desencadeantes, como desvios de septo, alterações do complexo ostiomeatal e dos cornetos, pólipos e hipertrofia de adenóide, entre outros.

O melhor método de imagem para a avaliação dos seios paranasais e do complexo ostiometal é a tomografia computadorizada de alta resolução. A radiografia simples tem pouca correlação com as alterações dos seios paranasais e deve ser sempre preterida em favor da tomografia.

Tratamento

Na fase aguda, o tratamento deve ser direcionado para a eliminação do agente agressor, para o restabelecimento da aeração e para o funcionamento do aparelho mucociliar.

Os antibióticos devem ser utilizados seguindo-se os mesmos preceitos descritos na OMA.

Os descongestionantes tópicos são de valia na fase aguda, pois interferem diretamente com os mecanismos fisiopatológicos, mas não devem ser empregados por tempo prolongado. Os descongestionantes sistêmicos também são úteis, porém as reações adversas impedem seu uso em muitos casos.

A hidratação e o emprego de mucolíticos são medidas coadjuvantes válidas.

O corticóide é uma arma extremamente potente no tratamento da sinusite, pois interfere de maneira significativa na fisiopatologia e em muitos dos fatores desencadeantes, porém deve ser usado com parcimônia e por curtos períodos.

Nas sinusites crônicas o objetivo principal do tratamento deve ser a identificação e eliminação da(s) causa(s). Paralelamente deve-se promover o restabelecimento da ventilação e a eliminação do componente infecioso e inflamatório.

Novas drogas de uso tópico nasal, como corticóide, anti-histamínico e cromoglicato, deram novo alento ao tratamento, pois possibilitaram seu emprego por períodos prolongados, sem a ocorrência das reações adversas típicas destes medicamentos.

A cirurgia endoscópica minimamente agressiva possibilitou uma abordagem seletiva atendendo aos preceitos fisiológicos dos seios paranasais. Este fato contribuiu significativamente para o grande aumento do índice de cura nas sinusites crônicas.

Fonte: www.institutofleury.org.br

Otites

A otite externa é um tipo de infecção que acomete o canal externo do ouvido (conduto auditivo externo). Como o conduto é quente, úmido e escuro, pode facilmente inflamar-se ou infectar-se com fungos ou bactérias. Embora qualquer pessoa possa desenvolver uma otite externa, ela é mais comum em nadadores ou pessoas que freqüentam piscinas ou tomam banho de mar, daí ser muito mais comum no verão.

A exposição prolongada à água, que pode conter certas bactérias, faz a pele do conduto inchar e torna-a mais suscetível às infecções. A umidade típica do verão também muda a pele do conduto, aumentando a possibilidade de infecção.

Embora a otite externa seja comum no verão, ela pode acontecer durante todo o ano. Pessoas portadoras de certos problemas de pele como o eczema e a dermatite seborreica podem ser mais propensas a infecções.

Outras pessoas que podem ser mais suscetíveis à otite externa incluem as pessoas que:

Têm o hábito de limpar a orelha com cotonetes ou outros objetos que levam ao trauma do conduto auditivo
Têm condutos pequenos que não escoam a secreção adequadamente
Secretam pus em decorrência de otites médias crônicas (infecção do canal interno da orelha) com perfuração do tímpano
Têm deficiência de cera no conduto auditivo externo
Vivem em ambientes quentes e úmidos
Têm outras condições de pele, como eczema, psoríase e outras dermatites
O uso freqüente de tampões de orelha, laquê para cabelo, e o hábito de tomar banhos freqüentes, com lavagem da cabeça, têm sido associados com a otite externa.

Quadro Clínico

Os sintomas da otite externa incluem:

Coceira no conduto auditivo
Vermelhidão da pele externa da orelha ou do conduto
Drenagem de pus ou secreção pelo conduto, freqüentemente amarela ou verde
Dor quando toca a orelha ou ao mover a mandíbula enquanto mastiga ou fala
Audição diminuída.

Diagnóstico

A otite externa normalmente é diagnosticada através do exame da orelha com uma ferramenta chamada otoscópio.

O médico irá procurar:

Inchaço ou vermelhidão da pele do conduto externo
Secreção ou lesões no conduto
Linfonodos inchados (ínguas) perto da orelha
Em casos raros, uma cultura da secreção é necessária para identificar a bactéria causadora da infecção. O médico também pode examinar o tímpano para ver se há sinais de otite média.

Prevenção

Ajuda a prevenir a otite externa:

Manter o ouvido seco após nadar, mergulhar ou tomar banho, com a ajuda da toalha. Pode-se inclinar a cabeça para ambos os lados e tracionar gentilmente o lóbulo da orelha em diferentes direções para ajudar no escoamento da água.
Eventualmente um secador de cabelos poderá ser usado a uma distância segura da orelha, por alguns instantes na menor intensidade de calor. Isso também pode ser feito com a utilização de algumas gotas de álcool caseiro.
Limitar o tempo de exposição à água.
Evitar nadar e mergulhar em águas poluídas.
Nunca introduzir cotonetes e objetos com ponta no canal auditivo externo. Isto somente irá traumatizar a delicada pele que o reveste, tornando-o mais suscetível à infecção e inflamação. Além disso, os cotonetes normalmente empurram mais profundamente o cerume (cera) no conduto, facilitando a entrada de água. O cerume protege o conduto e diminui a possibilidade de crescimento de bactérias e fungos. Esta cera é importante e não deve ser removida.
Quando a pessoa acha que o cerume está atrapalhando a audição, ela deve procurar um otorrinolaringologista para certificar-se disso. A lavagem dos ouvidos só deve ser realizada por um otorrinolaringologista.
Proteja o canal externo do ouvido com algodão antes de usar sprays ou tinturas no cabelo.
Se a pessoa tiver otite externa freqüentemente, deve-se proteger os ouvidos com algodão embebido em óleo de amêndoas.
É recomendável o uso de protetores auriculares para os nadadores com otite externa recorrente, mas não use tampões de orelha a menos que eles sejam especificamente projetados para bloquear a entrada de água, problema freqüente na maioria dos tampões. Os tampões também tendem a empurrar a cera para a parte mais profunda do conduto, facilitando o depósito de água.

Procure sempre um otorrinolaringologista quando tiver dor de ouvido. Existem outras doenças que podem estar associadas à otite externa e somente um especialista poderá orientá-lo adequadamente.

Tratamento

A otite externa normalmente é tratada com a limpeza cuidadosa do conduto auditivo. Medicamentos em gotas serão usados para pingar no conduto. As gotas usadas geralmente combinam medicamentos para combater a infecção (Antibióticos como a Neomicina, o Ciprofloxacino, a Polimixina-B e o Cloranfenicol) e para diminuir a inflamação (Corticóides como a Hidrocortisona). Normalmente as gotas são colocadas no conduto auditivo três ou quatro vezes por dia durante aproximadamente cinco dias. Siga as orientações de seu médico constantes na receita.

Em pessoas alérgicas à Neomicina, o uso deste remédio pode fazer o conduto auditivo ficar vermelho e inchado. A reação pode se estender à orelha externa (pavilhão auricular) e à pele em volta, podendo vir acompanhada de bolhas. Se o paciente tiver esta reação, deve-se interromper o uso do remédio e entrar em contato com o médico.

Nunca pingue nada no conduto auditivo além dos remédios recomendados pelo otorrinolaringologista.

O inchaço pode tornar difícil o acesso do remédio em gotas ao conduto auditivo em casos graves de otite externa. Nestas situações, o médico (otorrinolaringologista) pode colocar um dreno no conduto auditivo para ajudar o remédio chegar mais profundamente no canal.

Deve-se evitar ao máximo a entrada de água, xampu, sabonete ou outros agentes irritantes no conduto auditivo externo durante o período de infecção e inflamação. O ideal é evitar nadar e mergulhar por até 2 ou 3 semanas após o tratamento da otite externa.

Qual médico procurar?

Procure sempre um otorrinolaringologista quando você ou seu filho tiverem sintomas sugestivos de otite externa. Existem outras doenças que podem estar associadas à otite e somente um especialista poderá orientá-lo adequadamente.

O tratamento da otite externa normalmente requer medicamentos prescritos somente pelo médico.

Com o tratamento adequado, os sintomas melhoram em mais ou menos 24 horas e desaparecem em dois ou três dias. Se você está sendo tratando de uma otite externa, e os sintomas piorarem, aparecer febre, desenvolver outros sintomas ou não há melhora em dois ou três dias, volte a entrar em contato com o otorrinolaringologista.

Alguns pacientes, particularmente aqueles que têm diabetes ou outros problemas com a imunidade (pouca defesa contra infecções), podem evoluir com uma forma grave desta doença, conhecida como otite externa maligna. Ela requer hospitalização imediata para tratamento com antibióticos intravenosos.

Se o paciente tem diabetes, AIDS ou outra condição que o torne mais suscetível às infecções, e desenvolve sintomas de otite externa, ele deve entrar em contato imediatamente com seu infectologista.

Prognóstico

Com tratamento adequado, os sintomas melhoram dentro de um a três dias e desaparecem completamente em sete a 10 dias. O problema pode voltar periodicamente, em especial se não são tomadas atitudes para prevenir o acúmulo de água repetidamente nos condutos auditivos.

A diminuição da audição deve voltar rapidamente ao normal à medida que diminui o inchaço.

Fonte: www.policlin.com.br

Otites

A otite média aguda é uma doença extremamente comum, particularmente na infância. Raras são as crianças que não apresentam ao menos um epis ódio antes dos cinco anos de idade. A história típica envolve uma queixa de infecção viral (resfriado), freqüentemente acompanhada de rinorréia, e intensa otalgia referida, como agulhadas ou pontadas . O quadro é quase sempre febril e também acompanhado de hipoacusia.

Ao exame otoscópico nota-se o meato acústico externo normal, sem secreções , e a membrana timpânica inicialmente apenas com vasos vis íveis no nível do cabo do martelo e com colorido normal. Com a evolução do processo a membrana se torna toda hiperemiada, chegando até a opacificação, ou abaulamento da membrana.

Os microorganismo mais freqüentes na otite média aguda são os mesmos encontrados nas afecções do trato respiratório. Streptococcus pneumoiae, Haemophilus influenzae, Streptococus do grupo A, Moraxella catarrhalis e Staphylococus aureus . A patogenia varia de indivíduo para indivíduo. Mas na maioria dos casos a infecção parte das fossas nasais ou da rinofaringe e atinge a orelha média através da tuba auditiva. O tratamento clássico visa ao combate aos microorganismos através de antibióticos .

A primeira escolha recai sobre as penicilinas semi-sintética (ampicilina, amoxicilina). Nos casos suspeitos de bactérias produtoras de B-lactamase, utiliza-se a associação amoxicilina com ácido clavulânico ou cefalosporinas . O tratamento com antibióticos deve estender-se por um período mínimo de dez dias .

Podem-se empregar gotas nasais com descongestionates por um período de no máximo cinco dias , como coadjuvantes do tratamento. Seu objetivo é o de melhorar o arejamento da tuba auditiva. Nos casos de dor intensa, analgésicos orais devem ser empregados para o alívio da dor.

Atualmente, com o emprego de antibióticos de largo espectro, a paracentese da membrana timpânica se tem tornado cada vez menos necess ária, mas em alguns casos , quando não se consegue melhora clínica com a antibioticoterapia, ou quando o abaulamento da membrana timpânica é tão intenso que o rompimento se torna iminente, nesses casos deve-se recorrer à paracentese. Esta deverá ser realizada com o auxílio do microscópio cirúrgico. Com relação à sua localização, deverá ser preferido o quadrante póstero-inferior, que oferece menores riscos de complicações .

Otite Média Aguda Flictenular

É uma otite média aguda de origem viral, extremamente dolorosa; geralmente acompanha um estado gripal. A membrana se apresenta extremamente congesta, com bolhas (flictênulas ) cheias de líquido inflamatório. A perfuração dessas bolhas com um estilete pontudo reduz a intensidade da dor, mas é um procedimento complexo que s ó pode ser efetuado pelo especialista.

Otite Média Aguda com Perfuração Timpânica

Alguns pacientes evoluem com quadro de otalgia intensa e logo após ocorre melhora de dor, mas percebem o início de supuração através do meato acústico externo. Quando se realiza uma otoscopia, nota-se secreção purulenta no meato e a membrana timpânica com perfuração puntiforme. Nesses casos temos uma otite média aguda supurada e o tratamento é muito semelhante ao da otite média aguda, s ó que agora deve-se evitar o máximo poss ível a entrada de água no meato.

Otite Média Aguda Barogênica

Em circunstância normais , a press ão atmosférica é idêntica em ambos os lados da membrana timpânica, e a tuba auditiva é o órgão respons ável pela manutenção dessa igualdade press órica. Quando um aeroplano decola, a press ão atmosférica externa se reduz, e isso faz com que, momentaneamente, a press ão da cavidade timpânica se torne excessiva. Automaticamente, contudo, o excesso de ar da cavidade timpânica é eliminado através da tuba.

Durante a aterrissagem, por sua vez, a press ão atmosférica exterior aumenta, e para voltar a equilibrar as press ões necessitamos de mais ar na cavidade timpânica. Esse processo,contudo, não é automático, e necessita de utilização voluntária dos músculos da deglutição e do palato para abrir a tuba e permitir entrada de ar.

Na pesca submarina ocorre o inverso: a medida que aumenta a profundidade,aumenta a press ão atmosférica, que atinge o grau de duas atmosferas aos 10 metros , três aos 20 metros , etc. O mergulhador precisa, periodicamente, forçar a entrada de ar através da tuba para compensar as variações de press ão. Uma situação semelhante se observa nas pessoas que trabalham em áreas de alta press ão atmosférica, usualmente denominadas caixões .

Pessoas que voam ou mergulham quando se encontram em estado gripal freqüentemente são acometidos de otite aguda barogênica. O edema da mucosa tubal dificulta a entrada de ar na cavidade timpânica, que permanece com press ão negativa. Esta, por sua vez, determina a transudação do soro sangüíneo para o interior da cavidade timpânica facilitando a infecção bacteriana subseqüente. A membrana se encontra retraída e muitas vezes congesta. A dor é intensa. A otite barotraumática pode levar ao rompimento da membrana timpânica. O tratamento é efetuado com corticosteróides , para reduzir o edema da mucosa tubal, e com antibióticos , para prevenir ou curar a infecção bacteriana secundária.

Otite Média na Criança e no Lactente

Como já foi dito anteriormente, a otite média aguda é uma doença extremamente comum na criança. As manifestações clínicas são semelhante, mas muitas vezes apenas se manifestam através de irritabilidade, choro lancinante e febre. A otoscopia é um pouco mais difícil, pois o meato é bastante pequeno, e a presença de qualquer descamação ou cerume dificulta o exame, sendo necess ária a remoção e a limpeza através de aspiração ou com cureta apropriada.

Após a limpeza, o auxílio da microscopia facilitará muito o diagnóstico, particularmente nos casos de otoscopia duvidosa. Em crianças com menos de dois anos de idade, a infecção é freqüentemente causada pelo Haemophilus influenzae. Em lactentes são comuns as otites causadas por bactérias Gram-negativas , como Escherichia coli e Bacteróides , estes últimos mais comuns durante o primeiro mês de vida.

Otite Média Secretora na Infância

A presença de líquido seromucoso na orelha média caracterizada esta enfermidade, que na verdade não causa dor, mas é a principal respons ável pelas otites médias agudas , freqüentemente em crianças pequenas . Na verdade, o líquido do seromucoso é um excelente meio de cultura, e qualquer infecção de vias aéreas superiores se propaga facilmente à orelha média. A medida que a criança cresce e vai estruturando melhor sua imunidade, os quadros de otite aguda se reduzem de freqüência e o sintoma mais importante passa a ser a perda auditiva.

O tratamento da otite secretora pode, por conseguinte, reduzir a incidência dos quadros de otite média aguda. Em grande número de crianças pequenas , com menos de três anos , o acúmulo de líquido seromucoso é causado pela alergia ao leite de vaca. Não há exames de laboratório que confirmem essa alergia digestiva extremamente complexa; o diagnóstico é sugerido pela história de otites após o término do aleitamento natural, ou a criança apresenta também acúmulo de muco na árvore respiratória. Deve-se interroper o uso de leite,coalhadas e iogurtes durante um mês e observar se nesse período ocorre melhora do aspecto otoscopico, ou se há, no caso de crianças maiores , melhora audiométrica. É sempre conveniente, após tratar uma criança de otite média aguda, revê-la para verificar se possui otite secretora subjacente.

Quando não se consegue bons resultados clínicos e a criança apresenta grande número de epis ódios de otite, convém fazer a colocação de tubos de arejamento timpânico que proporcionam um bom resultado terapêutico durante pelo menos um ano. Otites secretoras rebeldes voltam a manifestar-se após a extrus ão espontânea dos tubos de ventilação. A colocação de tubos de ventilação timpânica é realizada conjuntamente com a adenoidectomia nos casos de hipertrofia da amígdala faríngica associada.

Otite Média Externa

Pacientes portadores de otite média crônicas com perfuração timpânica normalmente não apresentam dor, mas poderão ocasionalmente apresentar epis ódios de otalgia importante. Nesses casos deverá ser investigada a presença de otite externa, circunscrita ou difusa, conseqüente à otorreia.

A limpeza e aspiração do meato, associada ao uso de antibiótico tópico poderão levar a regress ão do quadro. Nos casos mais rebeldes poderemos necessitar de antibióticos por via oral e de antiinflamatórios para reduzir o edema do meato e melhorar a dor. Posteriormente dever-se-à tratar a otite média crônica.

Pedro Luiz Mangabeira Albernaz

Fonte: www.brasilmedicina.com.br

Otites

O que é

Otite é um termo médico utilizado para indicar uma infecção de ouvido. Para entendermos este assunto, temos que pensar que o homem possui três divisões deste órgão adaptado para a audição e equilíbrio.

A primeira, chamada de orelha externa, é constituída pelo pavilhão auricular e conduto auditivo externo, revestida de pele e que termina junto a membrana do tímpano, realizando a função de localização da fonte sonora, amplificação e condução do som até a segunda porção do ouvido, a orelha média. Esta é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (que faz parte do crânio) contendo na espécie humana, três pequenos ossículos articulados entre si (martelo, bigorna e estribo), que amplificam o som que chega na membrana timpânica e desta para a parte mais interna do ouvido, o labirinto.

A orelha média possui uma ligação com a parte mais superior da faringe (rinofaringe), logo atrás do nariz, chamada de tuba auditiva, utilizada para igualar a pressão do ar entre a orelha média e o ambiente (exemplo disso quando descemos a serra e temos que bocejar e deglutir para "desentupir" o ouvido). A terceira porção do ouvido, o labirinto, possui uma parte destinada a percepção dos sons (labirinto anterior ? cóclea) e outra para contribuir com o equilíbrio corporal (labirinto posterior ? vestíbulo) estabelecendo várias ligações com o sistema nervoso central.

De acordo com as determinadas partes afetadas, teremos cada tipo de otite.

OTITE EXTERNA

Otite externa é caracterizada pelo acometimento da pele que recobre esta porção do ouvido.

A causa mais comum é a infecção por bactérias, desencadeada por traumatismos nesta pele, a saber: lavagens de ouvido e corpos estranhos inseridos no conduto (cotonete, grampo, palito de fósforo, grãos). Também é muito comum ocorrer após mergulhos em águas, doce e salgada contaminadas (praia, piscina). Em geral se manifesta com dor (otalgia), secreção no conduto e abafamento do som.

Seu tratamento é feito com medicação tópica (gotas auriculares), proteção do ouvido durante o banho (para evitar entrada de água), evitar novos traumatismos (cotonete, etc.) e analgésicos. Em geral após alguns dias o quadro já regrediu, porém em casos especiais, principalmente pessoas de idade avançada e diabéticos, a doença pode se "alastrar", necessitando de antibióticos orais e até endovenosos.

Outro agente muito comum a infectar a orelha externa são fungos, causando prurido e dor. Seu tratamento consiste em aspiração da secreção por um médico especializado e gotas tópicas específicas.

OTITE MÉDIA

A otite média se apresenta de três principais maneiras: aguda, crônica e serosa.

A otite média aguda tem início recente e representa em geral uma complicação de uma infecção de vias aéreas. Seus principais agentes etiológicos, vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro da orelha média. A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à rutura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada).

O tratamento consiste em antibióticos (em geral por via oral), analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos. O quadro de dor e febre tende a melhorar com 2 a 3 dias. Já a audição pode demorar até 60 dias para retornar ao normal (tempo para reabsorver toda secreção presente no ouvido médio) ou até mesmo não retornar ao normal por lesão nos ossículos.

Acontece em qualquer idade mas é muito mais comum em crianças por apresentarem uma tuba auditiva mais curta e larga, facilitando a propagação dos germes.

Uma medida muito simples, mas de enorme valia na prevenção de otites é não permitir que as crianças recebam suas mamadeiras deitadas, porque essa posição facilita o refluxo de leite pela tuba auditiva até a orelha média causando assim uma otite.

A otite média crônica se caracteriza por sua história arrastada. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto) manifestando-se pela presença de purgação (otorréia ).

As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreverssíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenos "tumores" chamados colesteatomas e que passam a invadir a orelha média causando grandes complicações.

O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água até o tratamento definitivo que é cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente recuperar algum resquício de audição daquele ouvido.

A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória na orelha média. Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição. Está relacionada à obstrução da tuba auditiva e inflamações nasosinusais, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Seu tratamento pode ser clínico e/ou cirúrgico. (a cirurgia de colocação de tubo de ventilação é uma das mais realizadas no mundo!!!).

INFECÇÃO DA ORELHA INTERNA ("LABIRINTITE")

Diferentemente do termo popularmente difundido na população, a labirintite infecciosa é uma doença rara, e denota a presença de germes dentro da orelha interna (labirinto) e constitui quadro de grande preocupação devido a proximidade do sistema nervoso central.

Em geral é acompanhada de outros graves problemas como meningites e septicemia tendo seu tratamento em ambiente hospitalar. Pode muitas vezes resultar de uma complicação de uma otite média crônica, principalmente quando temos a presença de um colesteatoma, demonstrando a grande importância de seu correto tratamento.

As grandes dificuldades no correto tratamento das otites consistem na despreocupação do paciente em seguir recomendações simples (como evitar entrada de água no ouvido ou ainda abolir o uso de cotonetes) e na automedicação.

Esta última em geral é incorreta, ineficiente e deletéria porque pode não só atrasar a procura de um serviço médico, como também dificultar o diagnóstico e ainda o tratamento por criar germes resistentes.

Assim sendo, cuide de seu ouvido e procure sempre um médico otorrinolaringologista que é o profissional treinado para corretamente atendê-lo.

Fonte: www.otorrino.unifesp.br

Otites

A otite média aguda é uma inflamação do ouvido causada em decorrência de infecções respiratórias altas, como adenóides, gripes e resfriados.

A incidência é maior nas crianças, pois seus ouvidos são mais suscetíveis imunologicamente a doenças. A melhor maneira de evitar a inflamação é manter a respiração nasal livre, mas quando as crianças se queixam de intensa dor no ouvido, se recusam a comer (a deglutição aumenta a dor) e levam muito as mãos à orelha, esses podem ser sinais de otite. Os sintomas ficam ainda mais fortes no meio da noite, quando a criança está deitada.

As mães não devem se preocupar, pois as otites virais costumam passar em 48 horas. Nesse período, para aliviar a dor, pode-se utilizar analgésicos (paracetamol ou dipirona), manter a cabeça um pouco mais elevada e pingar soro fisiológico no nariz para facilitar a respiração e manter o ouvido quente, pingando gotas otológicas amornadas.

Se os sintomas não sumirem em dois dias, pode-se tratar de uma otite bacteriana. Nesse caso, é necessário procurar um médico otorrinolaringologista. O tratamento é simples, à base de antibióticos e, se a medicação não surtir resultados, drenagem da membrana timpânica, que pode ser feita no próprio consultório ou em bloco cirúrgico.

As otites são menos comuns em adultos, mas podem ocorrer em decorrência de mudanças bruscas de temperatura e de obstruções da respiração nasal.

Alterações na pressão interna do ouvido (causadas por mergulhos, viagens à serra ou de avião) também podem causar a doença. O principal sintoma é dor intensa no local e normalmente passa em alguns dias. Quando a dor continua após 48 horas, deve-se procurar um otorrinolaringologista para indicar o tratamento adequado.

Em alguns casos, o paciente pode ter otites freqüentes, devido a alguma dificuldade em respirar pelo nariz, como rinite, desvio de septo, pólipos nasais, gripes e resfriados. Quando isso ocorre, pode ser indicada uma cirurgia funcional desobstrutiva nasal para sanar o problema.

Fonte: www.pucrs.br

Otites

Otite significa infecção no ouvido

O ouvido, anatomicamente é dividido em 3 partes: a parte externa, que compreende o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, revestido por pele e que termina junto à membrana timpânica, realizando a função de localizar a fonte sonora , amplificação do som e a condução do som até a orelha média, que é uma cavidade localizada dentro do osso temporal e está cheia de ar. Possui três ossículos, martelo, bigorna e estribo, articulados entre si, amplificando o som que vem da membrana timpânica e desta para a parte mais interna que é o labirinto (ouvido interno). A parte média possui uma ligação com a parte mais alta da faringe (rinofaringe), na parte posterior do nariz e é chamada tuba auditiva que tem a função de tornar a pressão do ar igual entre a orelha média e o ambiente externo. A parte interna do ouvido, o labirinto é dividida em duas partes, a cóclea (caracol) e o vestíbulo (labirinto), que contribui para o equilíbrio corporal.

As otites são muito comuns?

A Otite Média Aguda é uma doença altamente prevalente na infância, com o maior pico de incidência entre os seis e dezoito meses de idade. Acomete aproximadamente 75% das crianças, que antes dos primeiros cinco anos de vida, já terão apresentado pelo menos um episódio.

A idade na qual aparece o primeiro episódio de O.M.A. (Otite média Aguda), está associada com a recorrência dos episódios; primeiro surto antes dos seis meses de idade, maior chance de ter Otites recorrentes. A forma recorrente de Otite Média raramente é vista em crianças acima dos dez anos, adolescentes ou adultos. É mais freqüente no inverno.

As Otites são causas muito comuns de diminuição da acuidade auditiva em crianças. Adequadamente tratadas, a audição geralmente é recuperada. A criança que tem diminuição da acuidade auditiva, terá dificuldade na aquisição da linguagem e aprendizado. Também terá dificuldades em relação ao seu desenvolvimento intelectual.

A Otite Externa Aguda consiste na inflamação da pele que reveste o canal do ouvido externo. Geralmente não provoca febre e pode provocar muita dor.

As causas deste tipo de Otite geralmente são: umidade em excesso, ou uso de cotonetes. Não há necessidade de remover a cera dos ouvidos, pois existe um processo de autolimpeza dos ouvidos. Cera nos ouvidos não significa sujeira. Ela existe para proteger nossos ouvidos.

O tratamento das Otites agudas geralmente é feito com analgésicos e antibióticos, se a causa for infecção bacteriana. Nas Otites externas empregam-se gotas otológicas , curativos e aspirações do ouvido externo. Deve-se evitar natação e cuidar por ocasião do banho para não permitir que entre água nos ouvidos. Nas Otites Médias Crônicas, geralmente o tratamento é cirúrgico (a membrana timpânica geralmente está perfurada).

A O.M.A. ( Otite Média Aguda ) é mais freqüente no inverno, e pode algumas vezes se apresentar com perfuração timpânica ou com liquido persistente no ouvido médio. Se evoluir para Otite Média Crônica, pode levar à destruição dos ossículos do ouvido médio, levando à surdez.

A OMA ( Otite Média Aguda ) é mais freqüente em meninos do que em meninas.

Fatores de risco para desenvolvimento de OMA ( Otite Média Aguda ):

Crianças que freqüentam creches
Crianças com pais ou irmãos com estória de Otite Média Recorrente ( predisposição familiar)
Hábitos de amamentação na posição horizontal
Curto período de aleitamento materno
Em crianças pequenas, a tuba auditiva é mais horizontal, curta e mais estreita do que nos adultos e tal fato facilita a propagação das infecções da parte posterior do nariz, até o ouvido médio.
Algumas deformidades anatômicas craniofaciais como fissura do palato, Síndrome de Down, etc...
Deficiência de imunoglobulinas (anticorpos)
Patologias nasais, como polipose nasal, desvio d e septo, ou tumores
Deglutição atípica
Exposição à fumaça do cigarro
Poluição ambiental
Infecções virais das vias aéreas

Portanto, as relações existentes entre diminuição da audição e alterações do desenvolvimento da linguagem tornam essencial que o médico diagnostique e trate de maneira efetiva tal enfermidade.

Fonte: www.drfrancisco.med.br

Otites

Otites na infância

O que é otite ou dor de ouvido?

Otite é o termo médico usado para toda infecção do ouvido, que pode ocorrer no ouvido externo ou médio e pode ser aguda ou crônica.

Como é o ouvido?

O ouvido, órgão com a função de audição e equilíbrio, possui três divisões.

A primeira, a orelha externa compreende o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, revestidos por pele, que termina na membrana chamada tímpano.

Sua função é localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la até o ouvido médio. Esta é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (osso que faz parte do crânio) e contêm três pequenos ossos, o martelo, a bigorna e o estribo, que amplificam o som que chega à membrana timpânica para a parte mais interna do ouvido, o labirinto.

No ouvido médio também se localiza a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, que estabelece ligação com o nariz (fato importante na origem da otite média) e que é utilizada para igualar a pressão do ar entre a ouvido médio e o ambiente externo (por isso quando descemos a serra bocejamos ou deglutimos para "desentupir" o ouvido).

O labirinto possui uma parte destinada a percepção dos sons, chamada de cóclea, e à conversão das ondas sonoras para estímulos elétricos que serão levados até o cérebro, e outra que contribui para o equilíbrio do corpo.
A infecção da orelha externa é chamada otite externa e do ouvido médio é chamada otite média.

Otite externa

A otite externa é mais comumente causada por bactérias ou fungos. Na maior parte das vezes, eles penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). O contato freqüente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores.

Ocorre uma dor intensa e diminuição da audição. Em alguns casos, podem aparecer secreção e coceira. O diagnóstico é feito considerando os sintomas e por meio do exame otológico que permite visualizar o interior do ouvido.

O tratamento da otite externa inclui analgésicos. Antibióticos e antifúngicos são usados como medicação tópica (gotas). Calor local ajuda a aliviar a dor e, no caso de haver coceira, aspirar a secreção pode ser a conduta indicada.

Otite média

A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores. Segundo um estudo epidemiológico, aos 12 meses de idade cerca de 2/3 das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de Otite Média Aguda (OMA), e aos 3 anos cerca de 46% já tiveram 3 ou mais episódios de OMA.

Além disso, o estudo mostrava haver dois picos de incidência de OMA: entre 6 e 11 meses de idade (pico mais importante) e entre 4 e 5 anos de idade. Mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade.

A otite média aguda é uma infecção por bactérias ou vírus, que provoca inflamação e/ou obstruções e que se não for tratada pode levar à perda total da audição. Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou infecções respiratórias.

Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. A pressão exercida por esta secreção levará a dor, febre e diminuição da audição. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à ruptura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada).

Os principais sintomas são, portanto, a dor muito forte, diminuição da audição, febre, falta de apetite e secreção local. O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio.

O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode leva mais tempo para voltar ao normal. Se a perda auditiva não regredir, pode ser sinal de secreção retida atrás do ouvido médio, que será retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano. O tímpano geralmente se regenera espontaneamente.

Vacinas contra o Haemophilus influenza e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amigdalite. Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.

Otite média serosa

A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória (serosa). Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição.

Está relacionada à obstrução da tuba auditiva, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Seu tratamento pode ser clínico, com resolução espontânea, e ocasionalmente cirúrgica, com a colocação de "tubinhos" de ventilação.

Otite média crônica

A otite média crônica se caracteriza por uma história mais arrastada, com duração de 3 meses ou mais. É a principal responsável pela queda da audição em crianças e, conseqüentemente, do aprendizado. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano, como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto) manifestando-se pela presença de secreção (pus).

As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreversíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenas massas, os chamados colesteatomas, que passam a invadir o ouvido médio causando grandes complicações.

O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água e até mesmo o tratamento cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente tentar recuperar a audição que restou daquele ouvido.

Recomendações e prevenções das otites

Evite o uso de cotonetes, pois podem retirar a cera protetora do ouvido ou empurrá-la para dentro do canal auditivo ou até mesmo machucá-lo;Utilize protetores macios para evitar a entrada de água quando for nadar
Limpe, com freqüência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, para evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para bebês e crianças pequenas
Nunca amamente seu bebê deitado. Essa posição favorece a entrada de líquidos em sua tuba auditiva que predispõe infecções
Não introduza objetos que possam ferir a pele para limpar ou coçar o ouvido
Enxugue a orelha com cuidado, usando uma toalha macia enrolada na ponta do dedo
Cuidado com a automedicação e não siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido (leite de peito, ervas, azeite não devem ser colocados dentro do ouvido)
Procure atendimento médico sempre que apresentar dor de ouvido, coceira intensa ou diminuição de audição.

Fonte: www.mantecorp.com

Otites

Otite é o nome que se usa para os processos inflamatórios do ouvido. O ouvido normal de um cão não apresenta odor e a quantidade de cerume é bem pouca.

Os sinais de alteração, normalmente, são: coçar ou esfregar o ouvido no chão, balançar a cabeça ou pendê-la para um dos lados, chorar ou tentar morder quando tentamos acariciar o animal perto da orelha, cheiro desagradável nos ouvidos e excesso de cera. As otites mais profundas, denominadas internas, podem afetar o equilibrio do animal e o sinal mais evidente é o andar com a cabeça inclinada para o lado do ouvido afetado.

As causas da otite são várias:

Infecciosa

Causada por bactérias e, geralmente, acompanhada de pus. Às vezes, torna-se difícil de ser tratada e necessita de exames complementares como colheita da secreção para análise e determinação do tipo de microrganismo e antibiótico que deve ser usado (cultura e antibiograma).

Esses tipos de otite, quando "mal curadas", levam o animal a desenvolver um quadro crónico e cada vez mais difícil de ser resolvido.

Parasitária

Causada por ácaros (sarna) É muito comum encontrarmos excesso de cera de o cão coça muito as orelhas.

Causada por fungos: é similar à otite bacteriana, mas o tipo de agente é outro. seborreica por excesso de produção de cera. Alguns cães produzem muito cerume e o mesmo não é eliminado.

O acúmulo do material vai causar fermentação, o que leva ao mal cheiro e posterior inflamação dos ouvidos.. predisposição racial; raças que tem orelhas longas e peludas tem maior probabilidade de terem otite.

Orelhas caídas abafam os ouvidos e não permitem a circulação do ar, condição que favorece a multiplicação de bactérias. O excesso de pêlos que algumas raças apresentam dentro dos ouvidos é outro fator predisponente.

Os pêlos formam um tampão e impedem a entrada de ar e saída da cera. A remoção do excesso de pêlos dentro dos ouvidos deve ser feita pelo veterinário, com a frequência que se achar necessária.

A limpeza dos ouvidos pode ser semanal ou junto com os banhos. Não usar cotonetes ou medicamentos, pois pode haver irritação e inflamação com esses procedimentos.

Fonte: www.hospvetprincipal.pt

Otites

Infecções de ouvido (otites) são muito comuns e afetam principalmente as crianças.

A criança não para de chorar, principalmente de noite, geralmente no decurso de uma virose de vias aéreas superiores (gripes ou resfriados), fica sem apetite, abatida e com febre. Na maioria das vezes, crianças com este quadro têm inflamação nos ouvidos (otite).

Classificação

De acordo com o tempo de evolução:

Aguda (curto tempo)
Crônica (longo tempo)

De acordo com a localização:

Externa (inflamação do ouvido externo)
Média (inflamação do ouvido médio)

Os ouvidos, conforme esquema abaixo, se situam nos ossos temporais, nas laterais do crânio. A parte externa vai do pavilhão (orelha) até a membrana timpânica.

A porção média se comunica com as vias aéreas superiores através da tuba auditiva. O ouvido interno é formado pela cóclea, responsável pela audição, e pelo labirinto, responsável pelo equilíbrio.

Otites
Corte esquemático de ouvido

As otites são a causa mais comum de perda de audição em crianças. Uma vez resolvido o problema, a audição geralmente volta ao normal. Audição infantil diminuída é problema sério, principalmente em relação ao desenvolvimento intelectual, aquisição de linguagem e aprendizado.

Otites externas

Consiste na inflamação da pele do ouvido externo, geralmente muito dolorosa, principalmente quando se toca no ouvido. Quase nunca se acompanha de febre.

Às vezes há inchaço ou vermelhidão visíveis do conduto auditivo externo e do pavilhão auricular (orelha).

A causa geralmente é excesso de umidade (em pessoas que nadam muito, por exemplo) ou o uso de hastes flexíveis com algodão. Note que não há necessidade de limpar os ouvidos, eles são auto-limpantes, além do que cera não é sujeira. O cerume existe como medida de proteção aos ouvidos.

Otites médias

Trata-se de inflamação da mucosa do ouvido médio, geralmente com acúmulo de secreção catarral ou pus no seu interior. É patologia bastante dolorosa e mais comum em crianças com obstrução de vias aéreas superiores (gripe, sinusite, rinite alérgica, hipertrofia de amígdalas e adenóides).

Geralmente acompanhada de febre. A olho nu não se nota qualquer alteração externa nos ouvidos. Raramente há dor à compressão dos ouvidos.

Tratamento

Nas otites agudas geralmente se usa antiinflamatórios e antibióticos, de acordo com a causa, infecciosa ou não.
Nas otites externas, gotas otológicas e curativos com aspiração podem ser necessários. Durante o período agudo deve-se evitar natação.
Nas otites médias é necessário descongestionar as vias aéreas superiores.
Nas otites médias crônicas o tratamento é geralmente cirúrgico.

Tuba auditiva

A tuba (antigamente denominada trompa de Eustáquio) é a estrutura tubular que liga os ouvidos médios às vias aéreas superiores.

A principal razão de crianças terem mais otites médias é apresentarem tuba mais horizontal que adultos.

Otites
Cortes esquemáticos de ouvidos (adulto e infantil)

Otites
Cortes esquemáticos de ouvidos (adulto e infantil)

Otites médias crônicas

Supuradas (saída de secreção catarral ou purulenta dos ouvidos)
Não supuradas (não há saída de secreção pelos ouvidos)

Em ambos os casos há diminuição da audição. Nas otites supuradas, a membrana timpânica geralmente está perfurada.

Fonte: www.pavan.med.br

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