Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Ovários Policísticos  Voltar

Ovários Policísticos

 

Uma em cada dez mulheres pode apresentar o problema, que causa desde espinhas até dificuldade de engravidar

O QUE É

É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formação de microcistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delas apresentam alterações endócrinas por causa do problema. A maior parte dos casos aparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a se normalizar após os 35 anos.

POSSÍVEIS CAUSAS

Irregularidades no funcionamento do hipotálamo
Pesquisas genéticas sugerem que alterações cromossômicas podem originar a síndrome
Aumento da quantidade de insulina no sangue.

A SÍNDROME

Em geral, surgem mais de dez cistos (com 6 a 10 mm cada) que ficam distribuídos perifericamente na superfície do ovário.

O acúmulo de microcistos pode causar o aumento médio de 2,8 vezes o tamanho normal do ovário.

Ovários Policísticos
Ovário normal

Ovários Policísticos
Ovário policístico

O ovário é o órgão responsável pela ovulação e também pela produção de hormônios femininos.

SINTOMAS

Irregularidades menstruais - Normalmente são atrasos ou total ausência das menstruações
Problemas na pele -
Espinhas, quedas de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto e no corpo
Aumento de peso -
Distúrbios no metabolismo podem surgir, favorecendo o ganho de peso
Dificuldade na ovulação -
Parte das mulheres que têm esse problema não ovula regularmente, o que pode dificultar a gravidez.

RISCOS

Câncer de endométrio: Sem ovular, a mulher deixa de produzir o hormônio progesterona, responsável pela proteção do útero. Os riscos de câncer de endométrio aumentam
Diabetes:
O ovário policístico também pode ocasionar a disfunção da insulina, que pode levar ao aumento de colesterol, problemas cardiovasculares, e ainda, ao Diabetis Mellitus
Problemas psicológicos:
Alguns dos sintomas como irregularidade menstrual, aumento de peso e surgimento de pêlos em excesso podem gerar problemas psicológicos na mulher.

TRATAMENTOS

Pílula anticoncepcional: Para normalizar o ciclo menstrual e suprir a demanda de hormônios;
Redução de peso:
É muito importante para a regularização do metabolismo, evitando assim distúrbios na produção de insulina;
Comprimidos de progesterona:
Para suprir a falta deste hormônio que não está sendo produzido pelo ovário;
Cirurgia:
A remoção dos cistos por cirurgia só é feita em casos extremos, nos quais a medicação não surte mais efeitos.

A FERTILIDADE É AFETADA?

Uma das conseqüências da síndrome é a diminuição da fertilidade devido à dificuldade de ovulação. Entre as mulheres que apresentam os sintomas da síndrome de ovário policístico, apenas 25% engravidam espontaneamente. Mas o tratamento para induzir à ovulação é simples; portanto, na maioria das vezes, a infertilidade é facilmente revertida.

COMO DETECTAR A SÍNDROME

Ao perceber alguns dos sintomas, é importante procurar seu médico.

O ginecologista verificará a existência ou não do problema por meio de exames como:

Exame clínico
Ultrassonografia
Dosagem hormonal.

Fonte: www.santalucia.com.br

Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

Ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. Algumas mulheres podem desenvolver cistos nos ovários, isto é, pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido.

São os ovários policísticos, que normalmente não têm importância fisiológica, mas que em torno de 10% estão associados a alguns sintomas.

A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos.

A síndrome de ovários policísticos (SOP) caracteriza-se pelo aparecimento de inúmeros cistos na superfície dos ovários, que geralmente são folículos com ou sem óvulos. A síndrome é também conhecida como Síndrome Stein - Leventhal e foi descrita pela primeira vez em 1935.

Muitas mulheres que têm ovário policístico reclamam de aumento de peso. Não há um consenso se é a doença que provoca o aumento de peso ou o aumento de peso que piora os sintomas da doença. Atualmente, a teoria mais aceita na fisiopatologia da SOP é uma resistência periférica à insulina, com relação ao receptor, levando a uma hiperinsulinemia. Essa mesma falha no receptor para insulina ao nível adrenal propicia uma maior produção de DHEA e SDHEA e ao nível ovariano leva a um aumento na produção de androstenediona e testosterona.

A obesidade é do tipo andróide com uma relação cintura quadril elevada. É difícil fazer com que estas pacientes diminuam de peso, em parte porque há falhas na lipólise dos adipócitos secundários à presença de resistência à insulina. A obesidade aumenta, junto com a resistência à insulina, o risco cardiovascular e de diabetes. Estima-se que entre 40 a 50% das mulheres com Síndrome do Ovário Policístico são obesas (Ann Intern Med. 2000);

Causas

Não se conhece a causa específica desta doença. Descobriu-se que há um aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo. Esse aumento leva a uma maior produção de andrógenos pelos ovários.

Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários: LH X FSH (LH-hormônio luteinizante e FSH-hormônio folículo estimulante).

As mulheres com Síndrome do Ovário Policístico também sofrem alterações no perfil lipídico e de lipoproteínas: aumento dos níveis de colesterol, triglicérides, LDL e VLDL, de apolipoproteína A-I e diminuição dos níveis de colesterol HDL (de acordo com alguns estudos, a alteração mais freqüente). A hiperinsulinemia parece determinar a presença destas anormalidades, embora também influenciem o peso corporal, a dieta e a raça da paciente.

Principais Sintomas

Irregularidades Menstruais: É um dos principais sintomas da S.O.P. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das menstruações.
Dificuldade na Ovulação:
Muitas mulheres com esta síndrome não tem ovulação regular. Este fato faz com que muitas delas tenham dificuldade em engravidar sem um tratamento eficaz. No entanto isto não quer dizer que mulheres com S.O.P. não engravidem nunca. Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada.
Problemas na Pele:
Acne (em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas), espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto, seios e abdômen (Hirsutismo) são sintomas que podem estar associados.
Aumento de Peso:
O estado constante de amenorréia ou oligomenorréia, devido a anovulação, irá promover um desarranjo no padrão endócrino da paciente com SOP. Observa-se um nível sérico anormal de gonadotrofinas (relação LH/FSH > 1,5), elevação dos hormônios androgênios (testosterona, androstenediona, DHEA, S-DHEA), diminuição das SHBG, elevação dos níveis de insulina (resistência à insulina) e elevação de PAI-1.

Alimentação

O tratamento dos Ovários Policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que a mesma pretende. O médico deve saber se a paciente pretende engravidar ou não.

Dietas com baixas calorias e pouca gordura evitam o aumento de peso contribuindo para o bem estar da paciente. Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes também tem sua aplicação.

Recomendações Gerais

Consulte regularmente seu ginecologista. Não deixe de fazer o exame ginecológico e outros que ele possa indicar;
Não se descuide. Mulheres com ovário policístico correm maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares na menopausa;
Controle seu peso. A obesidade agrava os sintomas da síndrome.

Referências

www.gineco.com.br (Dr. Sérgio dos Passos Ramos médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia, formado na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP)
http://www.drauziovarella.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=56
Junqueira, Paulo Augusto de Almeida; Fonseca, Angela Maggio; Aldrighi, José Mendes. Síndrome dos ovários policísticos. Rev. Assoc. Med. Bras. v.49 n.1 São Paulo jan./mar. 2003
http://www.imunorepro.med.br/menu/ovario/01.htm
Am Fam Physician, 2000
Ann Intern Med. 2000

Fonte: www.rgnutri.com.br

Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos, você sabe o que é isso?

Quem tem como diagnóstico ovários policísticos conhece bem o drama. Dificuldade de engravidar, menstruação irregular, pêlos, problemas de pele como a acne e tendência a engordar…

O problema é que muitas mulheres que têm dificuldade de engravidar não sabem que tem o problema. Acontece muito de uma mulher ir ao dermatologista procurando resolver problemas relacionados a acne e fazer, a pedido do médico, exames que apontam a síndrome dos ovários policísticos.

As vezes mulheres com facilidade em engordar fazem dieta apenas para perder peso, se curam da síndrome e nem sequer ficam sabendo que um dia tiveram esse problema.

Mas para diagnosticar a Síndrome dos Ovários Policísticos é preciso uma série de exames. A síndrome é uma das causas mais comuns de irregularidade menstrual e atinge de 5% a 10% das mulheres no mundo todo.

A Síndrome dos Ovários Policísticos é um distúrbio hormonal com causas desconhecidas. Sabe-se apenas que o distúrbio é causado pela maior produção de um hormônio masculino chamado androgênio. A paciente também pode apresentar resistência à insulina.

Sintomas

A mulher com Síndrome dos Ovários Policísticos pode apresentar um ciclo menstrual irregular que faz com que ela tenha dificuldade para engravidar. Aparecem pêlos em locais incomuns como no rosto, nas costas e braços, podem aparecer cistos nos ovários, mas não é uma regra como sugere o nome e em alguns casos, a paciente ganha peso. Há também problemas com acne, oleosidade do rosto e cabelos e até a queda de cabelo.

Mas atenção: é comum a menstruação não ser regular nos primeiros anos da puberdade, então nada de precipitar-se em achar que a menina tem a síndrome dos ovários policísticos só por causa disso.

Problemas e Tratamento

Se não tratada a tempo a Síndrome dos Ovários Policísticos pode ocasionar problemas graves. A resistência à insulina pode se converter em diabetes e o aumento do endométrio (parede do útero), devido ao distúrbio hormonal, acarreta até mesmo um câncer de útero.

O mais aconselhado é realizar exames com acompanhamento médico e, de acordo com os resultados, prosseguir com o tratamento adequado.

Por não se conhecer a causa (ou as causas) da síndrome, os tratamentos são voltados para amenizar os sintomas.

Para as mulheres que não desejam engravidar, os médicos indicam pílulas anticoncepcionais para regularizar a menstruação e balancear os hormônios femininos.

Em alguns casos isolados utiliza-se algumas drogas anti-androgênio para diminuir a incidência de hormônios masculinos.

Para quem quer engravidar, a ovulação é induzida com o uso de hormônios (geralmente a gonadotrofina coriônica humana e o citrato de clomifeno).

Para emagrecer ou perder peso, há uma orientação dietética e exercícios físicos para resolver. Na realidade, não se sabe bem a razão mas algumas vezes apenas a perda de peso já basta para que o ciclo menstrual volte ao normal. Por isso é importante manter uma rotina saudável.

Fonte: www.gestantes.net

Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

Você provavelmente já ouviu falar da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), distúrbio de origem endócrina que atinge entre 5 e 10% das mulheres em idade reprodutiva. Mas, se desconhece essa enfermidade, saiba que se trata de uma das causas mais comuns de irregularidade menstrual e da amenorréia secundária, nome dado à ausência de menstruação por um período maior do que três meses.

Outras características clássicas da SOP são a obesidade, a acne e o hirsutismo, que é uma condição clínica caracterizada pelo crescimento excessivo de pêlos na face, coxas, queixo, tórax e no triângulo pélvico superior.

A dificuldade em engravidar também é uma das manifestações relacionadas. Por isso mesmo, a síndrome deve ser tratada assim que for descoberta. As complicações mais sérias na saúde reprodutiva acontecem a longo prazo. Daí o acompanhamento médico ser fundamental.

O tratamento dependerá de cada caso, mas, de maneira geral, utilizam-se indutores de ovulação, quando a mulher deseja engravidar, e pílula anticoncepcional, quando não há desejo de gravidez. Para quem está muito acima do peso, o equilíbrio do ciclo hormonal também deve ser obtido através de uma dieta alimentar.

Além disso, são executados tratamentos extras para o excesso de pêlos e para a acne. Quem deve determinar as diretrizes a serem seguidas será o seu ginecologista, que já deve ser conhecedor de toda sua condição clínica.

Informações sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos

Como o próprio nome indica, a Síndrome dos Ovários Policísticos é caracterizada pela presença de diversos pequenos cistos nos ovários. Estes não permitem uma ovulação adequada, o que acarreta a irregularidade ou até mesmo a ausência do ciclo menstrual.

Apesar de ser relativamente comum, ainda não se conhece a etiologia da SOP. Alguns estudos, entretanto, dizem que a enfermidade ocorre devido a uma disfunção hipotalâmica-pituitária e uma resistência à insulina.

É muito importante lembrar que, apesar de a presença de cistos ser uma das principais características da SOP, há muitas mulheres que também possuem cistos, mas não são portadoras dessa síndrome. Isso acontece porque nesses casos - a maioria, aliás -, os cistos não têm importância fisiológica e não provocam nenhuma alteração no corpo. A síndrome é acompanhada de outros sintomas, como os relatados acima.

Antes de o médico diagnosticar a SOP, outras condições devem ser descartadas. É o caso, por exemplo, da hiperprolactinemia, que é o aumento do hormônio prolactina, e também alterações da glândula supra-renal.

Para diagnosticar a síndrome, o médico também solicita uma ultra-sonografia e também pede exames de dosagens hormonais.

Fonte: www.jnjbrasil.com.br

Ovários Policísticos

Introdução

A maioria das pessoas está familiarizada com o estrogênio e a progesterona como os hormônios femininos produzidos pelos ovários que fazem os ciclos menstruais mensais acontecerem. Poucos estão atentos que um terceiro hormônio, a testosterona, também é produzida por todos os ovários, normalmente em quantidades pequenas. A Testosterona pertence a uma classe de hormônios chamados androgênios, e é o hormônio sexual dominante nos homens.

Quatro a sete por cento das mulheres produz testosterona em excesso em seus ovários, e estas mulheres têm um padrão de sintomas que são chamados no conjunto de SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS.

Quando uma mulher tem um nível elevado de hormônios androgênios em seu corpo, seus ovários continuam desenvolvendo óvulos (nos folículos que, como cistos, têm bolsas cheias de líquido). Porém, ela não pode normalmente liberar seus óvulos dos ovários. Os ovários dela parecem conter muitos cistos – daí o nome "ovários policísticos". Por causa deste problema (da ovulação ausente "ou infreqüente"), as mulheres com esta condição podem ter problemas com a fertilidade. Quando não houver nenhum óvulo liberado, os hormônios da mulher também não são ativados para mudar seus níveis, como regularmente ocorre a cada ciclo menstrual. Em reação, o útero fabrica ainda uma camada revestindo seu interior. Esta camada é um pouco mais frágil que a normal e pode sangrar irregularmente. Este sangramento não ocorre de uma só vez, como no ciclo menstrual normal. Por causa do desequilíbrio hormonal, esta camada do útero também aumenta o risco de desenvolver câncer.

Os hormônios androgênios causam efeitos adicionais nas mulheres com SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS. Da mesma maneira que é visto nos meninos na adolescência que têm níveis altos de androgênio, as mulheres com androgênio alto podem ter problemas com acne e podem ter crescimento aumentado de pêlo num padrão masculino como na área de bigode ou na face.

Uma recente pesquisa mostrou que as mulheres com SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS não só têm níveis altos de hormônios androgênios mas também tem níveis elevados de insulina. A Insulina é produzida em quantidades mais altas para compensar a resistência do corpo contra os efeitos de insulina.

É provável, embora não tenha sido provado, que o excesso de insulina seja a raiz do problema todo na SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS: o excesso de insulina pode levar os ovários a produzirem mais hormônios androgênios extras. Os níveis altos de insulina adicionam outras preocupações significativas nas mulheres com esta doença. As mulheres afetadas são muito mais prováveis de desenvolver obesidade, e também têm um risco alto para desenvolver o diabetes, pressão alta, anormalidades no colesterol e doença do coração.

Ninguém sabe ao certo por que a resistência à insulina acontece. Acredita-se que a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS, como a maioria dos casos de resistência de insulina, seja causada por um defeito genético herdado.

Quadro Clínico

Normalmente a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS não é uma causa de sintomas antes da metade da puberdade, quando os ovários começam a produzir hormônios em quantidades significativas.

As mulheres podem ter alguns ou todos os sintomas seguintes:

Períodos menstruais que são infreqüentes, irregulares ou ausentes
Dificuldade de engravidar
Obesidade (40 a 50 por cento das mulheres com esta condição irão se tornar obesas)
Acne
Crescimento de cabelo nas áreas da barba, do lábio superior, costeletas, tórax, área ao redor dos mamilos ou no abdômen inferior ao longo da linha mediana
Aparecimento de pele escura e grossa (às vezes descrita como "aveludada") nas axilas
Pressão alta, taxa de açúcar (glicemia) elevada no sangue ou colesterol alto.

Diagnóstico

O primeiro passo no diagnóstico da SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS é seu médico colher uma história pregressa detalhada e fazer o exame físico. Se seus ciclos menstruais forem irregulares, um teste de gravidez deve ser feito.

Mudanças no padrão de crescimento dos pêlos ou o desenvolvimento de acne podem ser o suficiente para seu médico dizer que você tem um nível de hormônios androgênios elevados em seu corpo. Exames de sangue também podem descobrir níveis altos de androgênios, e os exames de sangue são úteis para confirmar que o excesso de androgênio é principalmente de testosterona, o tipo de androgênio que é fabricado nos ovários. Se um tipo diferente de hormônio androgênio está elevado, ou se os níveis de testosterona são mais que moderadamente aumentados, a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS pode não ser o melhor diagnóstico, e seu médico pode decidir fazer algum exame adicional para checar problemas em suas glândulas supra-renais. Você também deve fazer um exame de sangue para checar os níveis de prolactina - hormônio produzido na glândula pituitária do cérebro. Níveis muito elevados de prolactina podem causar uma síndrome semelhante a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS e devem despertar seu médico a pensar em um diagnóstico alternativo.

Evidências que você tem níveis de androgênio elevados e períodos menstruais infreqüentes ou ausentes é informação suficiente para seu médico lhe dar o diagnóstico de SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS, contanto que sejam excluídas outras causas. Muitos médicos decidirão dosar os níveis de outros hormônios sexuais que são afetados como resultado desta condição, inclusive o LH (Hormônio Luteinizante) e o FSH (Hormônio Folículo Estimulante), para reforçar a impressão diagnóstica. Alguns médicos podem decidir examinar seus ovários usando o ultra-som, especialmente se o toque vaginal mostrou seus ovários aumentados no exame pélvico. É provável que um exame de ultra-som mostre cistos múltiplos no ovário, mas este exame não é necessário para o ginecologista fazer o diagnóstico.

Por causa do risco aumentado para o diabetes e doença do coração que acompanham esta condição, é muito importante fazer exame de glicemia (açúcar no sangue) e seu colesterol. Para diagnosticar o diabetes precocemente, seu médico pode pedir uma glicemia pós-prandial (pós refeição), de forma que você seja avaliado quando seus níveis de açúcar estiverem mais altos.

Prevenção

Como se acredita que a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS provavelmente deva-se a um problema hereditário, não há nenhum modo de preveni-la.

Nossa compreensão dos problemas relativos a resistência à insulina está melhorando rapidamente, eventualmente é possível que nós consigamos eliminar muitos ou todos os sintomas da SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS se nós melhorarmos o tratamento da resistência à insulina.

O tratamento da SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS pode prevenir as complicações como o câncer uterino. Como você terá um risco aumentado para a doença do coração e problemas do colesterol tendo esta condição, é muito importante que você evite fumar, mantenha um regime de exercícios saudáveis e siga uma dieta pobre em colesterol.

Tratamento

São recomendados: redução de peso, dieta e exercícios para todas as mulheres com SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS, para prevenir a obesidade e ajudar a prevenir a doença do coração e o diabetes.

Outros tratamentos para a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS serão necessários dependendo dos sintomas e da possibilidade da mulher desejar engravidar.

Mesmo se a gravidez não é desejada, é importante restabelecer os ciclos menstruais normais, de forma que o risco para o câncer no útero seja reduzido. Para isso podem ser prescritos hormônios suplementares como a pílula de progesterona por 10 a 14 dias por mês. Outra forma de abordagem, com uma vantagem a mais, é tomar uma combinação (estrogênio e progesterona) de pílulas anticoncepcionais. Depois de seis meses em uso das pílulas anticoncepcionais, os efeitos colaterais como crescimento de pêlos e acne normalmente terão melhora significativa.

Para mulheres que permanecerem com problemas com os pêlos não desejados e acne, pode ajudar a adição de um remédio antiandrogênio. O mais comum antiandrogênio usado é a Espironolactona (o Aldactone â), embora outros estejam disponíveis. O arrancamento ou o tratamento a laser cosmético (eletrólise) também podem ser usados para a remoção dos pêlos.

É agora possível ajudar aproximadamente 75 por cento das mulheres afetadas a engravidar. O Citrato de Clomifeno (Clomid â, Milophene â, Serophene â), um medicamento que ajuda o ovário a liberar seus óvulos, é a base do tratamento.

Como nós aprendemos mais sobre o papel dos altos níveis de insulina na SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS, nós estamos descobrindo vantagens em tratar as mulheres afetadas com medicamentos que especificamente tratam a resistência à insulina. Até mesmo quando o diabetes não aconteceu como uma complicação, os medicamentos do diabete que diminuem a resistência à insulina – o metformin (Glucophageâ), a rosiglitazona (Avandia â), e a pioglitazona (Actosâ) - podem diminuir os níveis de testosterona, restabelecer os ciclos menstruais normais, e ajudar na fertilidade.

Todas as mulheres que têm complicações com o colesterol alto, pressão alta ou diabetes devem receber aconselhando específico e tratamento para estas condições.

A Cirurgia é usada raramente para a SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS, embora seja um tratamento comum, e possa permitir melhoras temporárias nos sintomas.

Qual médico procurar?

É prudente ser avaliado para SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS se você tem alguns dos sintomas mencionados acima, especialmente se você teve ciclos menstruais irregulares ou ausentes por mais de seis meses.

Prognóstico

Este problema tem seu começo na puberdade e permanece ao longo do tempo que os ovários estejam em funcionamento (até que eles parem de produzir hormônios devido à menopausa). A resistência aos efeitos da insulina e os conseqüentes níveis de insulina altos, o risco de diabetes e o risco de doença do coração persistem provavelmente ao longo de vida.

A maioria das mulheres pode ter melhora ou resolução de seus sintomas com o tratamento.

Mulheres com SÍNDROME DE OVÁRIOS POLICÍSTICOS precisam prestar rígida atenção ao longo de sua vida para que possam reduzir seus riscos para a doença do coração e para o diabetes.

Fonte: www.policlin.com.br

Ovários Policísticos

Uma em cada cinco mulheres apresentam sintomas ou sinais de ovários policísticos, ou S.O.P. (Português) ou P.C.O.S. (Inglês).

Esta síndrome é caracterizada por sinais de hiperandrogenismo e/ou disfunção ovariana e/ou ovários policísticos ao ultra-som.

Os critérios para o diagnóstico, de acordo com o Consenso Internacional de Rotterdam 1, são no mínimo 2 de 3 dos sintomas:

1. Ovários Policísticos ao Ultra-som.
2. Falta de Ovulação Crônica ou Deficiência de Ovulação
3. Sinais Clínicos ou Laboratoriais de Hiperandrogenismo

Portanto, apenas um ultra-som mostrando ovários policísticos não é suficiente para o diagnóstico desta doença.

Sintomas

Irregularidades Menstruais.

É um dos principais sintomas da S.O.P. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das menstruações.

Dificuldade na Ovulação:

Muitas mulheres com esta síndrome não tem ovulação regular. Este fato faz com que muitas delas tenham dificuldade em engravidar sem um tratamento eficaz.
No entanto isto não quer dizer que mulheres com S.O.P. não engravidem nunca !!! Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada.

Problemas na Pele e aumento de pelos:

Acne, espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pelos são sintomas que podem fazer parte da síndrome. São chamados de hiperandrogenismo.

Aumento de Peso:

Muitas mulheres que tem Ovário Policístico apresentam aumento de peso. Há controvérsias se é o aumento de peso que causa a anovulação crônica e, portanto, os ovários policísticos, ou se é a síndrome que causa o aumento de peso. Em algumas mulheres basta perder peso que a síndrome volta ao normal.
Pacientes com síndrome de ovário policístico devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência à insulina e a síndrome metabólica, pois estas doenças estão relacionadas com maior chance de desenvolver alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.

Abortos: Pode haver uma correlação entre os altos níveis de LH com abortos em mulheres com esta síndrome.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através do exame clínico, ultra-som ginecológico, e exames laboratoriais.

Ao ultra-som caracteriza-se pelo aparecimento de mais de 12 folículos na superfície de cada ovário, ou aumento do volume ovariano acima de 10 ml.

Este ultra-som deve ser feito entre o 3º e 5º dia do ciclo menstrual. Não sendo a mulher virgem deve-se dar preferência para a técnica de ultra-som transvaginal.

É importante definir que estes resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando anticoncepcionais orais. Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo é importante repetir o ultra-som em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico.

Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultra-som sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome de ovários policísticos.

Tratamento da Síndrome de Ovários Policísticos

O tratamento dos Ovários Policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que a mesma pretende.

A pergunta mais freqüente do médico é saber se a paciente pretende engravidar ou não.

Anticoncepcionais Orais:

Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficiam com um tratamento a base de anticoncepcionais orais ou seja a pílula.
De fato a pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, espinhas, irregularidades menstruais, cólicas e, em alguns casos, do aumento excessivo do peso.
Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. As de baixa dosagem tem sido as mais prescritas pelos ginecologistas. Existem pílulas que tem um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa.
Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.
Dietas com baixas calorias e pouca gordura melhoram o aumento de peso contribuindo para o bem estar da paciente.
Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes também tem sua aplicação.

Cirurgia:

Cada vez mais os métodos cirúrgicos para esta síndrome tem sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais.

Indução da Ovulação:

Se a paciente pretende engravidar o médico lhe recomendará um tratamento de indução da ovulação não sem antes afastar as outras causas de infertilidade.
Não se deve fazer este tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar.
O fato da mulher conseguir ovular com medicamentos não significa que a síndrome foi curada.

Antidiabetogênicos Orais:

Estando a síndrome de ovários policísticos associada à resistência insulínica um dos tratamentos disponíveis é através de medicamentos para diabetes. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento.

Dieta e atividade física:

Estas pacientes devem ser orientadas em relação a dieta e atividade física, concomitante com as medidas terapêuticas.

É necessário tratar ?

Pacientes com síndrome de ovário policístico devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência à insulina e a síndrome metabólica, pois estas doenças estão relacionadas com maior chance de desenvolver alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.

Mulheres com ovários policísticos e obesidade devem ser estimuladas a mudar seus hábitos alimentares e de atividade física visando a melhora global das alterações.

Fonte: www.gineco.com.br

Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

Com intensidades, graus e manifestações clínicas variáveis, a chamada "síndrome dos ovários policísticos" constitui um distúrbio funcional e endócrino bastante freqüente na clínica ginecológica. Apesar de fundamentalmente causado por diversas alterações no funcionamento dos intrincados mecanismos do eixo hipotálamo-hipófise-ovários e algumas vezes também incluindo alterações em outras áreas do sistema endócrino, a Ginecologia ainda insiste em tentar descobrir qual deva ser a "causa fundamental" deste complicado distúrbio. O lamentavelmente poderoso enfoque reducionista que cada vez mais domina a medicina atual é o responsável por este tipo de atitude, fazendo com que muitos colegas se esqueçam de que, na realidade, em vez de "causas únicas" ou "fundamentais" para muitas patologias, nelas sempre há uma multiplicidade de fatores e "causas" que interagem entre si, resultando no estabelecimento da maioria das disfunções e doenças. Acredito que isto também seja verdadeiro para a ainda misteriosa "síndrome dos ovários policísticos".

Também tenho algumas reservas com relação à denominação "ovários policísticos" para esta disfunção, visto que ela causa uma considerável confusão conceitual nas clientes. Na minha opinião, esta condição seria muito melhor definida como "ovários polimicrocísticos", considerando-se que os cistos foliculares nela encontrados são muito pequenos e não alcançam o tamanho dos folículos maduros dos ciclos ovarianos normais. Uma breve explicação acerca do que ocorre ao longo dos ciclos normais torna-se necessária aqui. Durante o menacme ( o período da vida em que as mulheres menstruam ), vários folículos em diversos estágios do seu crescimento e involução são fisiologicamente encontrados nos ovários, de acordo com a fase do ciclo. Eles são facilmente detectáveis à ultrassonografia como "cistos foliculares", e seu tamanho varia dentro de uma média de 5 a 10 -15mm. Os folículos que têm a possibilidade de ovular ( usualmente denominados folículos maduros ) podem alcançar o tamanho de 20 a 25mm. Assim sendo, a presença nos ovários de "cistos foliculares" é um evento normal ao longo de todo o menacme. Por este motivo, de certa forma podemos considerar os ovários como sendo freqüentemente órgãos "policísticos", de acordo com a fase do ciclo.

A propósito, no que se refere aos cistos ovarianos em geral, cabe observarmos que, durante o menacme, apenas cistos com mais de 30-35mm de diâmetro requerem atenção médica especial. Contrariamente, na pós-menopausa todos os cistos ovarianos exigem grande atenção e devem ser cuidadosamente investigados, visto que, nesta fase da vida, a possibilidade de cistos foliculares funcionais não mais existe devido ao completo esgotamento da população folicular dos ovários, e também porque, nesta fase, a incidência do câncer ovariano se torna maior ( Nota 1 ).

Retornando ao nosso assunto principal e considerando-se o que foi aqui exposto, o que, de fato, ocorre na comumente chamada "síndrome dos ovários policísticos" ?

Uma das respostas é: nesta disfunção, em decorrência das suas diversas causas, o crescimento de todos os folículos é prematuramente interrompido, e nenhum deles usualmente alcança o estágio de folículo maduro. O resultado é anovulação crônica e a presença de um grande número de folículos formando pequenos cistos ( com cerca de 5 a 8mm ), quase sempre associados a uma típica alteração hiperplásica do estroma ovariano denominada hipertecose.

A túnica albuginea ovariana ( o fino revestimento fibroso externo dos ovários ) se encontra espessada, e os ovários tornam-se bilateralmente aumentados conforme o distúrbio se agrava. É importante salientarmos que só se pode falar em "síndrome dos ovários policísticos ou polimicrocísticos" na presença de todas estas alterações. A ultrassonografia dos ovários usualmente acusa a presença de muitos pequenos cistos foliculares sempre associados a uma densidade aumentada do tecido ovariano e, quase sempre, a um aumento bilateral destes órgãos.

As mais freqüentes manifestações clínicas da "síndrome dos ovários policísticos" são:

1) ciclos longos ( oligomenorréia ) e/ou episódios de amenorréia.

2) crescimento excessivo de pêlos em diversas partes do corpo ( hipertricose ou hirsutismo ), freqüentemente associado à acne.

3) anovulação crônica e infertilidade ( ainda que raras e ocasionais ovulações possam ocorrer ). Algumas mulheres demonstram uma tendência à ganho de peso ou até mesmo à obesidade. Os distúrbios menstruais podem também incluir episódios de sangramento uterino excessivo ( hipermenorréia e/ou menorragia ).

Como já mencionei antes, a "síndrome dos ovários policísticos" é o resultado final de uma série de distúrbios no eixo hipotálamo-hipófise-ovários, algumas vezes também envolvendo outras alterações endócrinas. Os distúrbios do ciclo ovariano, principalmente caracterizados por anovulação, oligomenorréia e/ou amenorréia, se devem a uma falha nos extremamente complexos mecanismos de feedback entre os ovários e o sistema hipotálamo-hipofisário, com uma conseqüente perda do típico caráter cíclico que caracteriza a função ovariana normal. Níveis sangüíneos aumentados de LH ( hormônio luteinizante ), relativos ou absolutos, podem ser encontrados, e o pico ovulatório desta gonadotrofina está quase sempre ausente ao longo dos ciclos. Em termos comparativos, os níveis basais de LH com freqüência encontram-se significativamente maiores do que os do FSH ( hormônio folículo estimulante ).

A hipertricose e/ou hirsutismo, assim como a acne, são uma conseqüência dos níveis aumentados de androgênios ( androstenediona e testosterona ) freqüentemente produzidos pelos "ovários policísticos". Uma breve explicação acerca da síntese dos hormônios sexuais nos ovários torna-se necessária aqui.

Devido a uma curiosa peculiaridade bioquímica, fisiologicamente os hormônios femininos ( estrogênios ) são sempre produzidos tendo hormônios masculinos ( androgênios ) como precursores. Isto significa que, para produzir os seus estrogênios ( os hormônios da feminilidade ), as mulheres têm que, previamente, produzir androgênios. Nos folículos ovarianos, os androgênios androstenediona e testosterona são respectivamente transformados nos estrogênios estrona e estradiol. Os androgênios ovarianos são produzidos sob a estimulação do LH, e sua transformação em estrogênios se dá sob a estimulação do FSH.

Por diversas razões ainda não inteiramente esclarecidas, na "síndrome dos ovários policísticos" ocorre uma excessiva produção de androgênios, causando a hipertricose, hirsutismo e acne. Esta produção elevada de androgênios pelos ovários também inibe o processo normal da maturação folicular, colabora para manter o distúrbio acíclico do sistema hipotálamo-hipofisário e os resultantes níveis alterados de LH. Estes níveis elevados de LH, por sua vez, estimulam a já mencionada hipertecose ovariana e o conseqüente aumento bilateral destes órgãos, agravando o distúrbio e tornando a produção de androgênios pelos ovários cada vez maior. Desta forma, o resultado final é o estabelecimento de um ciclo vicioso. Devemos também atentar para que, em alguns casos de "ovários policísticos", uma secreção aumentada de androgênios pelas glândulas supra-renais também pode estar presente ( Nota 2 ).

Entretanto, devo enfatizar que nem todas as mulheres com hipertricose ( principalmente quando leve ou moderada ) apresentam níveis elevados de androgênios ou "ovários policísticos". Em muitos destes casos, os níveis androgênicos encontram-se dentro do normal e o aumento de pêlos se deve a uma sensibilidade aumentada dos folículos pilosos à estes níveis normais de androgênios. Estes casos constituem o que se costuma chamar de "hipertricose ou hirsutismo constitucional".

Atualmente, algumas alterações no metabolismo da insulina ( principalmente a denominada "resistência à insulina" ) têm sido encontradas em diversas mulheres com "ovários policísticos". Estes achados têm feito muitos pesquisadores passarem a atribuir considerável importância a esta "resistência insulínica" na gênese da síndrome, e eles afirmam que este distúrbio metabólico pode causar um aumento na produção ovariana de androgênios. Entretanto, a meu ver, esta nova teoria sobre a "origem" da intrincada e multifatorial "síndrome dos ovários policísticos" apenas revela mais um aspecto do distúrbio. Assim mesmo, o fato é que esta associação entre casos de "síndrome dos ovários policísticos" e distúrbios no metabolismo da insulina constitui um tema inteiramente novo para a Ginecologia Endócrina, e atualmente muitos pesquisadores estão conduzindo estudos detalhados a respeito.

Finalizando, devo enfatizar que o correto diagnóstico de "ovários policísticos ou polimicrocísticos" exige, como procedimentos mínimos, uma cuidadosa análise das manifestações clínicas, uma meticulosa avaliação funcional e endócrina e um acurado exame ultrassonográfico dos ovários. Existem e têm existido diversos tratamentos para as múltiplas manifestações da "síndrome dos ovários policísticos" e, usualmente, os tratamentos específicos a serem utilizados vão depender daqueles aspectos da síndrome que mais incomodam e afetam cada paciente.

Nota 1: Outra explicação relativa aos cistos ovarianos em geral torna-se muito importante aqui. Resumidamente podemos dizer que existem, basicamente, dois tipos de cistos ovarianos: os funcionais e os neoplásicos. Os cistos funcionais se originam a partir dos folículos ovarianos ( e, algumas vezes, do corpo lúteo ), e incluem não só os folículos ovarianos normais no seu usual processo de crescimento ao longo do ciclo, mas também folículos que, devido a distúrbios funcionais, tornam-se excessivamente aumentados. Pelo outro lado, a maioria dos cistos neoplásicos não se originam dos folículos ovarianos, sendo sua estrutura histológica muito diferente das destes folículos. Algumas vezes cistos neoplásicos podem se tornar malignos. Enquanto o tratamento dos cistos funcionais é clínico ( e alguns deles podem até mesmo diminuir e desaparecer espontaneamente ), o tratamento dos neoplásicos é cirúrgico. Quanto ao nosso assunto principal, é fundamental que fique claro que os cistos encontrados na "síndrome dos ovários policísticos" são funcionais.

Nota 2: Enquanto alguns autores acreditam que o distúrbio original ou "primário" responsável pela "síndrome dos ovários policísticos" se encontra a nível ovariano, outros acreditam que ele esteja a nível hipotálamo-hipofisário. Porém, o fato é que, como já foi aqui dito, tanto a função ovariana quanto a hipotálamo-hipofisária encontram-se profundamente alteradas, criando um ciclo vicioso. Além do distúrbio funcional, os ovários também exibem, como já vimos, consideráveis alterações histológicas e morfológicas, caracterizadas sobretudo pela hipertecose ( hiperplasia do estroma ovariano ) e pelo aumento bilateral destes órgãos. Como também já observamos, uma produção excessiva de androgênios pelas supra-renais ( hiperplasia androgênica das supra-renais ) pode também ser responsável por alguns casos de "ovários policísticos", e algumas vezes ambas as condições podem estar associadas.

Nelson Soucasaux

Fonte: www.nelsonginecologia.med.br

Ovários Policísticos

SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

A síndrome que desregula os hormônios

A Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva (de 11 a 45 anos), provocando alterações no ciclo menstrual. É um distúrbio que interfere no processo de ovulação, pois os óvulos crescem de maneira lenta e desordenada, devido a desequilíbrios hormonais.

A doença surge quando os óvulos não completam o ciclo de ovulação e ficam acumulados no organismo, formando os cistos, parecidos com cachos de uvas. De acordo com o ginecologista Luis Bahamondes, a maioria das mulheres que tem a síndrome não sabe.

Entre os sintomas da SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS estão:

Aumento de peso
Aumento de pêlos (hirsutismo)
Pele oleosa e com acne
Queda de cabelo
Infertilidade

Bahamondes explica que a síndrome pode aumentar a resistência à insulina, que é responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células e abastecê-las com energia. Isto possibilita o aparecimento de diabetes, obesidade e hipertensão.

O nível elevado de LH, hormônios que controlam o amadurecimento dos folículos na ovulação, aumenta o risco de aborto, já que o óvulo tem dificuldade de se desenvolver. Por isso, observando irregularidades menstruais, procure um médico.

Como descobrir e tratar a SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

Realizar exames ginecológicos com regularidade é importante para evitar a progressão da síndrome. "Se os ovários policísticos não forem tratados logo, os sintomas ficam cada vez piores", alerta o ginecologista.

O diagnóstico pode ser feito com exames de ultra-som e testes laboratoriais para verificar as taxas do hormônio LH:

Ultra-som: permite que o médico observe se existe algum problema como os ovários ou cistos (mais de 12 folículos ou volume ovariano aumentado para 10 ml);
Testes laboratoriais:
podem verificar os níveis do hormônio LH, se há excesso de androgênio (hormônio masculino) e a diminuição de progesterona (hormônio feminino).

Mulheres com SOP têm dificuldade de engravidar, devido à ausência de ovulação. "Não existe um tratamento definitivo para eliminar a síndrome dos ovários policísticos. Aquelas que não querem ter filhos no momento, o ideal é utilizar medicamentos anticoncepcionais. Já a mulher que deseja engravidar, pode tentar o método de indução de ovulação", orienta Bahamondes.

O uso de anticoncepcionais regulariza os hormônios na mulher e ajuda a diminuir:

A produção e a circulação de androgênios no organismo da mulher
A acne, a oleosidade da pele e os pêlos em excesso, que aparecem devido ao aumento do hormônio masculino.

Fonte: www.portalfeminino.com.br

Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

O que é a síndrome dos ovários micropolicísticos?

O termo "síndrome dos ovários micropolicísticos" (também conhecida pela abreviatura, "SOMP") descreve um grupo de sintomas e de alterações nos níveis de hormônios de algumas mulheres. O nome origina-se do fato de que pacientes com esse transtorno freqüentemente (mas nem sempre) apresentam múltiplos pequenos cistos (nódulos) indolores nos seus ovários, o que pode ser visualizado por exames de ultrassom. Esses cistos são benignos. No entanto, as alterações hormonais provocadas pela síndrome podem causar sintomas importantes, com grande stress emocional para a mulher afetada.

A SOMP é uma alteração muito comum de mulheres em idade reprodutiva, podendo atingir de 4 a 10% dessa população (em média, 7%).

Quais são os sintomas da Síndrome dos Ovários Policísticos?

Os sintomas da síndrome incluem:

1) irregularidade menstrual (menstruações ausentes ou que atrasam com muita freqüência, geralmente desde a adolescência);
2)
infertilidade (dificuldade para engravidar, devido à falta de ovulação - que constitui uma das queixas mais importantes dessas pacientes quando procuram o médico);
3)
acne (cravos e espinhas na pele), especialmente ao redor do queixo, no tórax e no dorso;
4)
excesso de pêlos no rosto (principalmente no queixo e no buço) e no restante do corpo (braços, pernas, virilha);
5)
perda de cabelo, com áreas de rarefação na cabeça;
6)
pele e cabelos muito oleosos.

Os últimos 4 sintomas são manifestações de excesso de hormônios masculinos, que é um dos problemas provocados pela síndrome. Algumas pacientes podem apresentar apenas um desses sintomas; outras podem apresentar um quadro mais exuberante. Nem todos esses sintomas precisam estar presentes, ao mesmo tempo, para fazer o diagnóstico de SOMP.

Cerca de 2/3 das pacientes com SOMP apresentam excesso de peso ou obesidade (principalmente quando o acúmulo de gordura acontece mais na região da barriga), mas a síndrome também pode afetar mulheres magras.

A SOMP é extremamente comum, mas muitas mulheres não sabem que são portadoras da síndrome, e podem sofrer durante anos com problemas como a dificuldade para engravidar ou o excesso de pêlos no rosto, antes de fazer o diagnóstico correto.

Qual é a causa da Síndrome dos Ovários Policísticos?

A causa exata da Síndrome dos Ovários Policísticos ainda não é bem conhecida. Suspeita-se que haja mais de uma causa. Em geral, a síndrome é causada por um desequilíbrio dos níveis de alguns hormônios importantes. O que se observa na maioria das mulheres de SOMP é um aumento dos níveis dos hormônios masculinos (andrógenos) no sangue, devido à produção aumentada desses hormônios pelos ovários. Por isso, a SOMP também é conhecida como "síndrome de excesso de andrógenos ovarianos". O principal andrógeno ovariano que aumenta na síndrome é a testosterona.

Então a Síndrome dos Ovários Policísticos é uma doença apenas dos ovários?

Não. A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma doença complexa, relacionada ao funcionamento alterado de vários sistemas do organismo. Além do distúrbio dos ovários, as mulheres com SOMP comumente apresentam um defeito na ação da insulina, um importante hormônio que controla os níveis de açúcar (glicose) e gorduras (colesterol) no sangue. Portanto, mulheres com SOMP têm um risco aumentado de apresentar aumento da glicose (diabetes mellitus) e do colesterol (dislipidemias), o que em última análise pode aumentar seu risco de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, derrame cerebral etc.).

Suspeita-se que esse defeito da ação da insulina (também conhecido como resistência à insulina) desempenhe um papel fundamental no desenvolvimento da SOMP. (Leia mais sobre diabetes clicando aqui.)

Como é feito o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos?

O diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos é feito através da história clínica e exame físico da paciente (menstruações irregulares, excesso de pêlos, acne etc.) e de alguns exames complementares.

Os exames que podem ajudar no diagnóstico são:

1) Ultrassom do útero e ovários, que pode mostrar a presença de múltiplos pequenos cistos (nodulações cheias de líquido) em ambos os ovários.

Apesar de serem comuns e de darem nome à síndrome, os cistos não estão presentes em todas as pacientes com SOMP, sendo encontrados em cerca de 80% dos casos. Da mesma forma, a simples presença de cistos não é suficiente para fazer o diagnóstico de SOMP, pois até 20% das mulheres normais, sem qualquer alteração dos níveis hormonais, podem apresentar imagens de cistos ao ultrassom.

Por isso, é importante diferenciar: "ovários policísticos" (um mero achado de ultrassom) da "síndrome de ovários micropolicísticos" (um distúrbio complexo, com manifestações clínicas conhecidas e que pode apresentar ou não a imagem de ovários policísticos ao ultrassom).

2) Testosterona, que muitas vezes está aumentada;

3) Glicemia e colesterol.

Outros exames também podem ser solicitados, dependendo das características de cada paciente. É importante afastar a presença de outros problemas hormonais que podem apresentar sintomas semelhantes à SOMP, principalmente o hipotireoidismo e a hiperplasia adrenal congênita (uma doença das glândulas supra-renais que também cursa com níveis aumentados de hormônios masculinos).

Todas as mulheres com sintomas sugestivos de SOMP (veja o quadro acima) devem ser avaliadas por um especialista, para determinar a presença ou não da sindrome. O endocrinologista, um médico especializado em transtornos das glândulas e dos hormônios, pode fazer essa avaliação e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

Qual é a importância da Síndrome dos Ovários Policísticos?

A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma das causas mais comuns de infertilidade em países desenvolvidos. Também pode causar prejuízo à qualidade de vida das pacientes, que se sentem incomodadas pelo excesso de pêlos ou pela acne, por exemplo.

No entanto, os maiores riscos da Síndrome dos Ovários Policísticos estão associados às alterações decorrentes da resistência à insulina. Esse transtorno faz com que as pacientes com SOMP tenham um risco aumentado de desenvolver diabetes.

De fato, até 30% das das pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos podem apresentar níveis aumentados de glicose no sangue, que às vezes só é detectado através de um teste com ingestão de açúcar via oral (o chamado teste de tolerância à glicose, ou curva glicêmica).

Além disso, mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos freqüentemente apresentam níveis aumentados do chamado "mau colesterol" (LDL). Elas também podem ter níveis baixos do "bom colesterol" (HDL) e níveis aumentados de outras gorduras do sangue, como os triglicérides. Todas essas alterações podem aumentar o risco de ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, a longo prazo, principalmente em pacientes obesas.

Outro problema é decorrente da irregularidade menstrual e da falta de ovulação, que fazem com que a camada de revestimento interno do útero (o endométrio) não seja descamado e substituído regularmente (a cada mês).

Se esse problema não for tratado, há um aumento do risco de desenvolvimento de câncer do útero.

Como é o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos?

Embora a Síndrome dos Ovários Policísticos não seja curável, há vários tratamentos disponíveis atualmente que podem equilibrar os níveis hormonais de maneira satisfatória e resolver vários dos problemas associados à síndrome.

Pacientes obesas ou com excesso de peso sempre devem ser aconselhadas a perder peso, através de uma alimentação saudável (com menor ingesta de calorias) e aumento da atividade física. Muitas vezes, apenas essa perda de peso é suficiente para aliviar muitos dos sintomas da síndrome, mesmo com perdas modestas (de 5 a 8Kg, por exemplo).

Medicações também podem ser usadas para controlar os sintomas da SOMP. Os anticoncepcionais orais, principalmente aqueles que contêm medicamentos que combatem os hormônios masculinos (por exemplo: acetato de ciproterona e drospirenona), ajudam a tratar a irregularidade menstrual e minimizam a acne e o excesso de pêlos, quando utilizados por vários meses. Estão melhor indicados em pacientes com SOMP que não desejam engravidar.

Mais recentemente, muitos médicos estão preferindo tratar a SOMP com medicações que agem melhorando a resistência à insulina, visto que este parece ser um dos principais mecanismos envolvidos no desenvolvimento da síndrome. Entre essas medicações, a mais utilizada é a metformina, um medicamento originalmente criado para o tratamento de diabetes, mas que provou ser efetivo em reduzir os níveis de insulina, melhorar a irregularidade menstrual, diminuir os pêlos e a acne (embora de maneira não tão evidente quanto com os anticoncepcionais), provocar perda de peso e aumentar a fertilidade de mulheres com SOMP. A metformina ajuda mulheres com SOMP a engravidar, visto que é capaz de aumentar a taxa de ovulação dessas pacientes e parece ter um papel em prevenir abortos precoces. Já foi utilizada inclusive durante a gravidez, aparentemente sem grandes riscos para a mãe ou o feto, mas o seu uso nesta situação ainda não é um consenso entre os especialistas. Mais interessante ainda é o fato de que o uso de metformina, por melhorar a ação da insulina, melhora os níveis de glicose e colesterol, e pode ajudar a prevenir as complicações mais sérias da SOMP, que são o diabetes e as doenças cardiovasculares.

Por essa razão, a metformina está sendo cada vez mais utilizada para o tratamento da SOMP, tanto em pacientes obesas como nas magras. Outras medicações que agem melhorando a resistência à insulina mas que ainda não são tão estudadas são a pioglitazona e a rosiglitazona.

Há também tratamentos específicos para induzir a ovulação e obter a gravidez, como o uso de citrato de clomifeno e de gonadotrofinas, que devem ser utilizados sob a supervisão de um ginecologista experiente em reprodução humana.

Também há medicações para reduzir os efeitos dos hormônios masculinos, como a espironolactona e a flutamida. Essas medicações sempre devem ser tomadas junto com anticoncepcionais, visto que podem ser prejudiciais ao feto se a paciente engravidar fazendo uso das mesmas.

Por último, tratamentos para reduzir o excesso de pêlos, como a depilação (usando lâmina, cêra, eletrólise ou laser) ou o uso de cremes que reduzem o crescimento dos pêlos (como a eflornitina) podem ser usados para melhorar o aspecto estético e a auto-estima das pacientes.

Fonte: www.portalendocrino.com.br

Ovários Policísticos

Cistos são encontrados muito frequentemente na ultra-sonografia dos ovários. Um cisto ovariano, de modo simples, é uma bolsa de líquido. A sua origem é variada, podendo representar tumores, folículos ou cistos funcionais , entre outros. Os ovários são chamados de policísticos (ou, às vezes, micropolicísticos) se apresentarem, ao ultra-som, uma quantidade grande de pequenos cistos (diâmetro menor que 10 mm). Nem sempre este aspecto corresponde a alguma doença ou a impossibilidade de gravidez; apenas a correlação da ultra-sonografia com a clínica do paciente permite ao médico assistente uma conclusão diagnóstica adequada.

RISCOS

Em geral, quando a mulher tem ovários policísticos com alterações menstruais, a quantidade de estradiol produzida pelos ovários é grande e permanece atuando longo tempo, aumentando os riscos de câncer de colo do útero, de endométrio e de mama. Assim, mesmo quando não há intenção de gravidez, deve haver tratamento para evitar estes riscos.

Ovários Policísticos
Ovário Policístico

A acima mostra um ovário ao ultra-som. A letra F indica um número grande folículos ovarianos, predominantemente situados na periferia do ovário. A parte central, que não tem folículos, é chamada de estroma. Esta é uma das imagens pela qual o ovário é caracterizado como policístico. Mesmo nesta condição, pode ocorrer gravidez. Porém, quando coexistem atrasos menstruais grandes (menstruação a cada 3 meses, por exemplo), obesidade, aumento de pelos e ovários como os da figura, em geral também acontece uma redução da fertilidade da mulher. Neste caso, o que ocorre é um excesso (relativo ou absoluto) de hormônios masculinos, criando-se um ambiente desfavorável para o crescimento dos folículos ovarianos e para a ovulação, levando a alterações menstruais na paciente.

Ovário Normal

Entretanto, nem todos os ovários descritos como micropolicísticos são dificultantes para a gravidez.

Ovários Policísticos
Ovário Normal

A foto mostra o aspecto ultra-sonográfico de um ovário com vários cistos, de distribuição não periférica. Na maioria das vezes, ovários deste tipo não estão associados a dificuldades de reprodução e alguns, pelo contrário, estão associados com ciclos regulares e ovulação.

O tratamento dos "ovários policísticos", para efeito de reprodução, consiste em obter um ciclo em que ocorre ovulação. Em geral, isto é conseguido através da administração de remédios que induzem o crescimento dos folículos, para a posterior ovulação. A maioria dos remédios utilizados é constituido por FSH, hormônio já existente na mulher, que promove crescimento folicular. Quando for necessário reduzir a ação de hormônios masculinos, outros remédios podem ser associados ao FSH, como metformina, espirolactona e ciproterona.

Fonte: www.unifesp.br

Ovários Policísticos

Ovários policísticos são alterações muito comuns que ocorrem nas mulheres (cerca de uma em cada cinco mulheres). Esses ovários contêm pequenos cistos bem visíveis ao exame de ultra-som que podem secretar hormônios ou simplesmente estarem inativos. A síndrome de Ovários Policísticos (SOP), é um distúrbio que se inicia na puberdade e é progressiva.

Manifesta-se de diversas formas, como por exemplo, irregularidade menstrual, anovulação (ausência de ovulação), infertilidade, acne, amenorréia (ausência de menstruação por mais de três ciclos ou seis meses), hirsutismo (aparecimentos de pêlos mais grossos em locais como o tórax, queixo, entre o nariz e o lábio superior, o abdome inferior e as coxas). O aumento dos ovários ocorre somente nos casos mais avançados. Dosagens sanguíneas podem revelar alterações dos níveis hormonais características dos ovários policísticos, mas esses níveis variam consideravelmente de uma mulher para outra.

Ovários Policísticos

A causa da síndrome dos ovários policísticos ainda não está estabelecida. Acredita-se que envolva uma incapacidade dos ovários de produzir hormônios nas proporções corretas. A glândula pituitária sente que o ovário não está trabalhando adequadamente e, por sua vez, libera quantidades anormais de LH e FSH.

A SOP se não tratada, pode ter progressão até a menopausa, quando devido à falência ovariana, cessa a produção de estrógenos. Mais importante ainda é a exposição do endométrio (revestimento interno uterino), podendo propiciar o aparecimento de câncer, cujo risco é três vezes maior em mulheres com SOP.

Além disso, há estudos sugerindo que a anovulação crônica durante a idade fértil, está relacionada com maior risco de câncer de mama após a menopausa.

O tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que a mesma pretende. Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com um tratamento a base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas como, aparecimento de espinhas, irregularidades menstruais, cólicas, etc. Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. As de baixa dosagem têm sido as mais prescritas pelos ginecologistas. Existem pílulas que tem um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.

Caso você apresente algumas dessas manifestações, procure um médico ginecologista e faça o tratamento correto

Fonte: www.acontececg.com.br

Ovários Policísticos

Síndrome do Ovário Policístico

A síndrome do ovário policístico (síndrome de Stein-Leventhal) é um distúrbio no qual os ovários estão aumentados de tamanho e contêm muitos cistos (sacos repletos de líquido) e a concentração de androgênios (hormônios masculinos) pode estar elevada, algumas vezes produzindo características masculinas.

Na síndrome de Stein-Leventhal, a hipófise costuma secretar grandes quantidades de hormônio luteinizante. O excesso desse hormônio aumenta a produção de androgênios, a concentração elevada de androgênios algumas vezes faz com que a mulher desenvolva acne e hirsutismo (aumento da pilificação). Quando o distúrbio não é tratado, uma parte dos androgênios pode ser convertida em estrogênios e a concentração elevada crônica desses pode aumentar o risco de câncer de endométrio (revestimento uterino).

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas comumente manifestam-se durante a puberdade, quando a menstruação pode ou não iniciar. Os sintomas podem incluir a obesidade e a distribuição da pilificação corpórea em um padrão masculino (p.ex., no tórax e na face). Alternativamente, pode ocorrer um sangramento vaginal irregular e abundante, sem aumento no peso ou hirsutismo. Freqüentemente, o diagnóstico é estabelecido a partir dos sintomas.

É realizada a mensuração da concentração sérica (no sangue) dos hormônios luteinizante e masculinos e a ultra-sonografia pode ser utilizada para se visualizar os ovários. Vários procedimentos são utilizados para se determinar se os hormônios masculinos estão sendo produzidos por um tumor.

Tratamento

Não existe um tratamento ideal disponível. A escolha do tratamento depende do tipo e da gravidade dos sintomas, da idade da mulher e de seus planos relativos à gravidez. A mulher que não apresenta hirsutismo pode ser tratada com uma progestina sintética (um medicamento similar à progesterona) ou com contraceptivos orais, exceto se ela deseja engravidar, tenha atingido a menopausa ou apresente outros fatores de risco importantes de doenças cardiovasculares.

A progestina sintética também pode ser administrada para reduzir o risco de câncer de endométrio devido à concentração elevada de estrogênio.

Freqüentemente, é realizada uma biópsia do endométrio (coleta de uma amostra do revestimento uterino para exame microscópico) antes do tratamento medicamentoso ser instituído para se assegurar a inexistência de um câncer.

A mulher com hirsutismo pode utilizar vários métodos de remoção de pêlos como, por exemplo, a eletrólise, a depilação (extração dos pêlos com cera), líquidos ou cremes depilatórios, ou o clareamento. Nenhum tratamento medicamentoso para a remoção do excesso de pêlo é ideal ou totalmente eficaz. Os contraceptivos orais podem ser tentados, embora eles tenham que ser utilizados durante vários meses antes que se possa observar algum efeito, o qual é freqüentemente discreto.

A espironolactona, uma substância que bloqueia a produção e a ação de hormônios masculinos, pode ser eficaz na redução de pêlos corpóreos indesejáveis. Os efeitos colaterais deste medicamento incluem o aumento da produção de urina, a hipotensão arterial (a qual pode algumas vezes causar desmaio) ao sentar-se ou levantar-se rapidamente, dor nas mamas e o sangramento vaginal irregular. Como o uso da espironolactona pode não ser seguro para o feto em desenvolvimento, qualquer mulher sexualmente ativa que esteja fazendo uso deste medicamento deve utilizar métodos contraceptivos eficazes.

Quando uma mulher com síndrome do ovário policítico deseja engravidar, pode ser prescrito o clomifeno, um medicamento que estimula a liberação de óvulos pelos ovários. Quando o clomifeno não é eficaz, vários hormônios podem ser tentados, incluindo o hormônio folículo-estimulante e o hormônio liberador de gonadotropinas, o qual estimula a liberação do hormônio folículo-estimulante.

Quando os medicamentos não são eficazes, pode ser levantada a possibilidade da cirurgia de ressecção em cunha do ovário ou de cauterização dos cistos de ovários (destruição dos mesmos com uma corrente elétrica). Embora esses tratamentos possam induzir a ovulação durante um certo tempo, os procedimentos cirúrgicos geralmente são levantados em última instância por causa da possibilidade de formação de cicatrizes que podem reduzir a chance da mulher engravidar.

Fonte: www.msd-brazil.com

Ovários Policísticos

O que é?

É uma das causas mais comuns de irregularidade menstrual e de amenorréia secundária.

Essa síndrome foi descrita pela primeira vez em 1935, por Stein e Leventhal, com as clássicas características de ovários policísticos: obesidade, amenorréia, infertilidade e hirsutismo.

Estima-se que 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva apresentem esse distúrbio.

A síndrome dos ovários policisticos não tem uma etiologia conhecida, mas sabe-se que ocorre uma disfunção hipotalamica(pituitária)e resistência a insulina. A hiperinsulinemia estimularia a produção excessiva de androgênios pelos ovários.

A anovulacao crônica mantém o estímulo do endométrio pelo estrogênio sem oposição, aumentando a incidência de hiperplasia endometrial e carcinoma de endométrio nessas mulheres.

Metade destas mulheres são hirsutas e muitas são obesas. Elas podem apresentar perfil lipídico alterado, predisposição ao DM tipo II e a doença cardiovascular.

Como se faz o Diagnóstico?

Pacientes com síndrome dos ovários policísticos têm, de modo característico, ciclos menstruais irregulares (amenorréia ou oligomenorréia).

Associado a anovulação crônica, as pacientes costumam apresentar hirsutismo (aumento de pêlos), acne, obesidade, infertilidade.

Algumas pacientes apresentam hemorragia uterina (sangramento vaginal aumentado e irregular).

Antes de diagnosticarmos síndrome dos ovários policísticos precisamos descartar outras doenças que podem manifestar-se com quadro clínico similar ao da síndrome dos ovários policísticos, tais como hiperprolactinemia (aumento da prolactina) e alterações da glândula supra-renal.

Quadro clínico

Pacientes com síndrome dos ovários policísticos procuram atendimento por diferentes motivos. Podem estar preocupadas com a irregularidade menstrual, com o excesso de pêlos, com a obesidade, com dificuldade para engravidar ou devido à acne de difícil tratamento.

Como se Trata?

O tratamento é dirigido à causa da anovulação. Quando for síndrome dos ovários policísticos (sem hipotireoidismo, sem alteração de glândula supra-renal, sem hiperprolactinemia) o tratamento é multifatorial e depende do objetivo da paciente com o tratamento.

Todas as pacientes obesas com ovários policísticos devem emagrecer.

O uso de indutores da ovulação, pílula anticoncepcional e outros tratamentos para acne e excesso de pelos serão utilizados conforme cada caso.

O seu médico, analisando o seu caso, deve estar apto a lhe indicar o melhor tratamento.

Fonte: www.saphyria.com.br

Ovários Policísticos

Ovário micropolicístico

O que é ovário micropolicístico?

O ovário micropolicístico é uma condição clínica caracterizada pelo acúmulo de pequenos (micro) e numerosos (poli) cistos ou cavidades na região periférica dos ovários, perceptível no exame ultrassonográfico.

Na maioria das vezes, essa condição não reflete doença alguma, e trata-se de um achado na ultrassonografia, muito comum em adolescentes e sem maior significado.

Em alguns casos, porém, o ovário micropolicístico está associado a uma disfunção na produção dos hormônios sexuais, associado a alterações no ciclo menstrual e na fertilidade feminina. Nessas situações, há necessidade de tratamento com medicamentos, para regularizar a produção hormonal e a ovulação.

O mais adequado, diante de um diagnóstico de ovários micropolicísticos na ultrassonografia é consultar um ginecologista, que irá tranquilizá-la e indicar a necessidade ou não de tratamento.

Fonte: www.psicologiapravoce.com.br

Ovários Policísticos

Ovário micropolicístico

Andrógenos: do que eles são capazes?

Os andrógenos são hormônios masculinos responsáveis pelo aparecimento dos pêlos nos locais habituais, pela oleosidade da pele e influenciam na libido. Eles estão presentes na mulher, mas podem trazer complicações se surgirem em quantidades consideradas anormais para o sexo feminino. Eles são produzidos pelas glândulas supra-renais (localizam-se em cima dos rins) e em pequena quantidade pelos ovários. O mais conhecido deles é a testosterona, que no homem está presente em quantidades muito maiores.

De acordo com a médica endocrinologista Cibele Cabogrosso, quando alguma alteração acontece nas glândulas supra-renais ou ovários, há um aumento exagerado da produção destes hormônios. "Isso pode acontecer devido a tumores, cistos ou um funcionamento acelerado das glândulas, muitas vezes de causa genética ou hereditária", explica. Segundo a médica, o aumento dos hormônios masculinos na mulher leva a uma exacerbação das características sexuais secundárias, ou seja, existe aumento dos pêlos em locais que não deveriam existir, como buço e abdome, engrossamento dos pêlos na virilha, na aréola mamária e face, além disso os pêlos das pernas crescem mais grossos e escuros. "Pode ocorrer aumento da oleosidade da pele e cabelo, levando ao aparecimento de acne e queda de cabelo, principalmente na região frontal da cabeça - a chamada alopécia androgênica", detalha. O excesso desses hormônios também leva aos distúrbios de ovulação. "São esses hormônios os responsáveis pela síndrome dos ovários micropolicísticos, muitas vezes causando alterações menstruais e infertilidade", informa a endocrinologista.

Estes distúrbios costumam aparecer em mulheres no período da menacme (período da vida em que a mulher menstrua), mais comum até os 25 anos.

A médica garante, no entanto, que independentemente da causa dos distúrbios sempre há tratamento. "No caso de tumores ou cistos, o tratamento é cirúrgico. No caso de doença genética o tratamento é clínico.

Com o uso de medicamentos, os níveis normais dos hormônios são restabelecidos e os sinais e sintomas desaparecem", conclui.

Fonte: www.centrinho.usp.br

Ovários Policísticos

Síndrome de Ovários Policísticos

A Síndrome de Ovários Policísticos, também chamado de SOP, é um conjunto de sinais e sintomas, é caracterizado por:

Rosto: Acne, espinhas e cravos, principalmente na face, que piora na fase pré-menstrual.

Corpo: Crescimento de pêlos semelhantes aos masculinos, nos braços, pernas e na região abaixo do umbigo. Às vezes também crescem pêlos no buço, queixo, entre as mamas e em volta da aréola mamária, estes últimos menos freqüentes.

Ovários: Vários cistos em ambos os ovários, geralmente cistos bem pequenos, por isso também é chamado de ovários micropolicísticos;

Menstruação: Irregularidade menstrual. podendo a mulher ficar um ou mais meses sem menstruar (o ciclo menstrual normal varia de 28 a 32 dias).

Gravidez:

A síndrome pode ser acompanhada de esterilidade ou ovulação irregular, o que faz com que a mulher possa demorar para engravidar. É comum uma secreção tipo clara de ovo ou tipo água que fica vários dias ou quase todo o mês.

Uma paciente com SOP pode ter casos de miomatose uterina (miomas ou fibromas), cisto de ovário ou displasia mamária, atualmente chamada de AFBM, alteração funcional benigna da mama, na família.

Caso tenha um ou mais sintomas aparentes ou casos semelhantes na família, é importante fazer um acompanhamento com o ginecologista desde o início da adolescência.

Fonte: www.feminice.com.br

Ovários Policísticos

Doença dos Ovários Policísticos (PCOD, Polycystic Ovary Disease)

Acredita-se que a síndrome dos ovários policísticos (polycystic ovary syndrome, PCOS), agora mais comumente conhecida como doença dos ovários policísticos (polycystic ovary disease, PCOD), seja a causa mais comum de disfunção ovariana em mulheres em idade reprodutiva. Como tal, é claramente uma causa muito importante de infertilidade e precisa ser descrita em detalhe.

PCOD é uma condição na qual os ovários são aumentados, com uma camada externa lisa , mas mais espessa do que o normal. Pequenos cistos recobrem essa superfície, os quais são inofensivos por si mesmos, mas que podem causar amenorréia ou oligomenorréia, resultando em infertilidade.

Características clínicas

O critério diagnóstico para PCOD é o achado de ovários policísticos no exame ultra-sonográfico. Esse achado pode ser acompanhado por um amplo espectro de outros sinais e sintomas, tendo como principal característica o hiperandrogenismo. Na investigação, constata-se que o LH (luteinizing hormone, hormônio luteinizante) sérico eleva-se usualmente acima de 10 UI/l e a testosterona sérica pode estar elevada.

Sinais e sintomas de PCOD

Níveis elevados de LH (LH sérico >10 UI/l)
Níveis de FSH baixos ou normais (ainda que normais, ainda estão provavelmente abaixo do limiar requerido para o desenvolvimento folicular normal).
Índice LH/FSH elevado (> 2:1 ou 3:1)
Andrógenos/testosterona elevados
Ovários aumentados, multicísticos
Múltiplos folículos imaturos (usualmente com 2 mm a 8 mm)
Dez folículos/ovário
Menstruação irregular e anovulação
Hirsutismo e acne (decorrente do excesso de andrógenos)

Obesidade:

Embora PCOD esteja associada com sintomas androgênicos, tais como hirsutismo e obesidade, eles não são necessários para que se estabeleça o diagnóstico.

Seborréia é também um achado comum.

PCOD e fertilidade:

Nas formas mais leves de PCOD, a mulher afetada pode não ter anormalidade menstrual e pode ovular normalmente, mas freqüentemente leva mais tempo do que o normal para conceber e tem uma maior chance de abortamento espontâneo.

Na PCOD moderada, há irregularidades menstruais, tais como oligomenorréia ou amenorréia secundária e deficiência de ovulação.

A forma mais severa de PCOD é caracterizada por obesidade ,hirsutismo ,amenorréia e conseqüente infertilidade.

Conduta em PCOD:

A conduta em PCOD depende da mulher desejar conceber ou não. Algumas vezes, o retorno de ciclos ovulatórios é determinado por medidas simples, como perda de peso.

Em mulheres que não desejam conceber, o tratamento pode ser sintomático. Uma pílula contraceptiva para uso por via oral pode ser dada para restaurar a regularidade menstrual e estrógenos ou antiandrógenos, tais como acetato de ciproterona, podem ser usados naquelas com hirsutismo ou acne.

Em mulheres que desejam conceber, o tratamento é usualmente iniciado com citrato de clomifeno em doses de 50-110 mg/dia por cinco dias a cada mês. Isso é efetivo na restauração da menstruação com ovulação em 70% das mulheres, e 30% irão conceber dentro de três meses de tratamento. No entanto, as taxas de gravidez são baixas e há uma alta incidência de abortamento.

Se a concepção não ocorreu após seis meses de tentativa com citrato de clomifeno, uma tentativa de terapia com gonadotrofina pode ser iniciada, algumas vezes em combinação com um análogo de GnRH com o fim de bloquear a secreção de LH e, assim, reduzir o risco de abortamento. Isso precisa ser usado com grande cautela em pacientes com PCOD, já que essas pacientes são muito suscetíveis ao desenvolvimento da síndrome de hiperestimulação ovariana, e também porque a mesma dose de gonadotrofina pode induzir respostas bem diferentes em ciclos diferentes.

Com o objetivo de reduzir essa variável dose-resposta tanto quanto possível, as preparações puras de FSH são preferidas em relação aos extratos impuros, tais como hMG. Com o objetivo de restaurar uma ovulação única, sem causar hiperestimulação ovariana, é importante que a dose de gonadotrofina possa ser titulada tão precisamente quanto possível e, portanto, apenas preparações da mais alta pureza devem ser usadas.

Fonte: www.fertilidadeonline.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal