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Oxiurose

 

 

É uma helmintíase muito comum causada pelo verme nematelminte Enterobius vermicularis, conhecido popularmente como oxiúro.

Sintomas

O sintoma mais comum é o prurido retal provocado pelas fêmeas, quando migram do intestino grosso, onde vivem e se acasalam, até a região retal para a postura dos ovos.

Transmissão

A transmissão ocorre pela ingestão dos ovos, pela auto-fecundação, quando portadores (principalmente crianças) coçam a região retal e levam a mão à boca com os ovos que ficam sob as unhas, ou por retro-infestação, com as larvas eclodindo dos ovos no orifício retal e migrando para o intestino grosso, onde ficam adultas.

Os demais sintomas são a diarréia, náuseas, vômitos e dores abdominais.

Profilaxia

Higiene pessoal

Uso correto dos sanitários

Cuidados referentes à alimentação e à água, etc

Fonte: www.insd.com.br

Oxiurose

O QUE É?

A oxiurose ou enterobiose é uma parasitose intestinal causada por um pequeno verme, cujo nome científico é Enterobius vermicularis ou Oxyuros.

A fêmea apresenta cauda reta e afilada e atinge 10 milímetros; já o macho, com cauda recurvada, atinge 4 milímetros.

O Oxyuros é de distribuição ampla, sendo provavelmente o mais comum e disseminado dos helmintos que parasitam o homem, ocorrendo mesmo em populações que apresentam consições sanitárias satisfatórias.

Os Oxyuros são vermes do tipo cilíndrico (nematelmintos) do tipo árcaris, porém muito pequenos, medem de 5 a 12 mm de comprimento, brancos, com a cabeça obtusa e vesicular. Ocupam a parte final do reto, causando intenso prurido retal, dores abdominais e irritabilidade.

Os oxyuros encontram-se ocasionalmente nas crianças e nos jovens.

Entre as várias formas de transmissão, predominam as numerosas modalidades de auto-infecção, a deposição de larvas nas roupas de cama e de uso pessoal.

Os ovos penetram pela boca, através dos dedos e dos alimentos, e os embriões passam para os intestinos, onde vivem.

As fêmeas, fertilizantes, encontram-se em grande número nas regiões de ceco e no cólon e passam com os ovos para as fezes, parecendo pequenas linha brancas.

À noite as fêmeas saem para o orifício retal, onde causam irritação.

As crianças coçam-se e os ovos e os vermes intrdozem-se nas unhas; e se levam, por hábito, os dedos à boca, facilmente os engolem e assim se reinfectam.

As medidas profiláticas compreendem principalmente a educação sanitária, como lavar as mãos antes de ingerir e preparar os alimentos.

Transmissão

A transmissão da doença é variada. Pode ser de forma direta, onde a criança ao coçar a região do orifício retal coloca a mão infectada pelo verme na boca. Também pode acontecer indiretamente pela contaminação da água ou alimento, ao cumprimentar uma pessoa que esteja com a mão suja contendo ovos do verme. É muito comum, em ambientes que possuam pessoas que tenha a doença encontrar ovos do verme em roupas de cama, nas toalhas, no chão e nos objetos da casa, sendo frequentes as pequenas epidemias entre aqueles que habitam a mesma residência.

As crianças são as principais vítimas desta infecção, uma vez que nem todas possuem, ainda, noções básicas de higiene pessoal. Assim, o ato de coçar a região e não lavar as mãos pode causar a reinfecção ou infecção de seus colegas. A ingestão de água e alimentos contaminados pelos ovos deste animal podem, também, causar a oxiurose.

SINTOMAS

Diarréias contendo muco
Cólicas abdominais
Náuseas
Vômitos
Prurido do orifício retal intenso (sintoma mais marcante)
Inflamação da região do orifício retal.

TRATAMENTO

Podem consistir em lavagens intestinais com água morna e/ou fármacos. A higienização do ambiente e cuidados pessoais desta natureza são fatores importantes para evitar a reinfestação do verme.

Como evitar esta doença

Observação dos hábitos de higiene

Manutenção das mãos limpas

Unhas bem aparadas

Roupas de cama limpas e trocadas freqüentemente

Proteção dos alimentos

Fonte: www.nekator.hpg.ig.com.br

Oxiurose

Oxiurose é um infecção parasitária, mais comum em crianças, causada por um nematóide chamado Enterobius vermicularis.

É uma doença que se originou na África e atualmente está presente em todo mundo, mas, ao contrário das outras parasitoses, é mais comum nos países desenvolvidos e de clima frio e temperado, devido a hábitos pessoais, como por exemplo, a menor freqüência de banhos e o confinamento em ambientes fechados.

Agente etiológico

O Enterobius vermicularis ou Oxyurus vermicularis (conhecido popularmente como oxiúro) é um verme filiforme, de cor branca.

Ele parasitam o intestino dos mamíferos, principalmente primatas, incluindo o homem.

O macho tem de 2 a 5 milímetros de comprimento, sendo menor do que a fêmea, que mede entre 8 e 13 milímetros.

Outra diferença entre os dois sexos do verme se encontra na extremidade posterior: a da fêmea termina em ponta fina e alongada, enquanto a do macho mostra um enrodilhamento ventral e a presença de um espículo.

O parasita apresenta, ainda, uma dilatação da cutícula na extremidade anterior, formando duas expansões denominadas asas cervicais.

Os ovos de Enterobius vermicularis são brancos, transparentes, com dupla membrana, semelhante à letra D do nosso alfabeto. Resistem aos desinfetantes comerciais e podem sobreviver em ambientes domiciliares por duas a três semanas.

Transmissão

A transmissão dessa doença ocorre pela ingestão dos ovos, principalmente por dois processos:

Auto-infecção: Portadores, na grande maioria crianças, coçam a região do orifício retal deixando as mãos sujam com os ovos e, posteriormente, levam a mão à boca, engolindo novamente os ovos.

Retro-infecção: Os ovos que as fêmeas põem no orifício retal eclodem e as larvas migram para o intestino grosso, onde ficam adultas.

Ciclo

Após infecção pelos parasitas, estes vão para a região cecal do intestino grosso, onde se tornam adultos.

Ocorrendo a fecundação, as fêmeas migram para a região do orifício retalpara a ovoposição.

O verme adulto morre após esses acontecimentos (o macho morre depois do acasalamento e a fêmea geralmente depois de pôr os ovos).

Os ovos podem ser eliminados juntamente com as fezes do indivíduo ou maturarem na própria pele. Após isso, eles se tornam infectantes se ingeridos (seja por uma pessoa saudável ou por auto-infecção) e eclodem no intestino delgado do indivíduo (sob efeito do suco gástrico e duodenal), liberam larvas que se alimentam, crescem e migram para o intestino grosso, reiniciando seu ciclo de vida.

Sintomas

Geralmente o parasitismo pelo verme Enterobius vermicularis é assintomático.

Porém, o paciente pode apresentar náuseas, vômitos, dores abdominais em cólica, tenesmo e, mais raramente, evacuações sanguinolentas.

Mas o sintoma mais característico da oxiurose é o prurido do orifício retal causado pela presença das fêmeas dos vermes nessa região durante a postura dos ovos (fato que acontece principalmente durante a noite).

Como conseqüência disso, os doentes apresentam uma dificuldade para dormir, escoriações na região doorifício retal (que predispõe a infecções bacterianas).

Nas mulheres, o verme pode migrar da região do orifício retal para a genital através da roupa íntima, podendo ocasionar prurido vulvar, corrimento no órgão reprodutor feminino, infecção do trato urinário.

Diagnóstico

Algumas vezes é possível encontrar vermes no períneo ou nas roupas intimas e de cama das pessoas infectadas.

Porém, no geral, usa-se a técnica dos “swabs anais”, que consiste na aplicação de uma fita adesiva na região perianal do paciente.

Os ovos aderem à fita, que é colocada no microscópio para ser examinada.

O exame de fezes não é tão eficiente no caso de infecção por Enterobius vermicularis.

Prevenção

Lavar bem as mão antes e depois das refeições Manter as unhas bem aparadas Trocar e limpar as roupas de cama freqüentemente Lavar bem os alimentos antes de ingeri-los

Tratamento

É baseado no uso de alguns anti-helmínticos como:

Albendazol

Mebendazol, Piperazina

Pamoato de pirantel.

Fonte: www.digimed.ufc.bR

Oxiurose

Enterobius vermicularis

Causa uma doença popularmente conhecida como oxiurose devido a nomenclatura antiga do parasito.

O verme adulto reside no ceco e apêndice.

Somente a espécie humana abriga o E. vermicularis.

Podem resistir até 3 semanas.

Morfologia

Nítido dimorfismo sexual

Cor branca leitosa

Fêmea

Maior que o macho, mede cerca de 1 cm de comprimento

Cauda reta e alongada.

Macho

Mede cerca de 5 mm

Cauda recurvada ventralmente com espículo no fim dela.

Ovo

Apresenta membrana dupla e quando sai da fêmea já apresenta uma larva em seu interior

Apresenta forma semelhante a um “D” com um lado retilíneo e outro curvo.

Ciclo Biológico

Monoxênico

Após a cópula que ocorre no intestino grosso o macho morre e é eliminado com as fezes. As fêmeas migram para a região perianal durante a noite provocando prurido e lá se rompem liberando os ovos. O hospedeiro ao coçar se re-infecta caso isso não aconteça a infecção para por aí.

Modos de Infecção

Auto-infecção – O hospedeiro se auto infecta principalmente após coçar o local e levar a mão contaminada com ovos à boca.

Heteroinfecção – Ovos presentes na poeira, roupa de cama podem ser levados pelo vento para alimentos onde promovem infecção de terceiros.

Retroinfecção – Os ovos eclodem na região perianal e migram de volta ao ceco do hospedeiro para recomeçar o ciclo.

Diagnóstico Laboratorial

Envolve a utilização de fita adesiva que deve ser passada várias vezes na região perianal com auxílio do dedo ou outro meio mais seguro como um bastão ou tubo de ensaio e depois examinada ao microscópio (método de Graham ).

Esta técnica deve ser feita ao amanhecer antes do paciente tomar banho.

Tratamento

Palmoato de Pirantel – 10 mg/Kg em dose única

Albendazol – 100 mg em dose única (crianças maiores de 2 anos )

Ivermectina – 200 µg/Kg em dose única (pacientes maiores de 15 Kg)

Fábio J. Lima Oliveira

Fonte: www.medstudents.com.br

Oxiurose

ENTEROBIOSE

Agente etiológico

Enterobius Vermiculares

Considerações Gerais

Parasito cosmopolita

Nome vulgar: oxiuríase e caseira

A frequência do parasito é maior em crianças

É comum em creches, orfanatos e pré-escolas

Descrição do parasito

Corpo: filiforme

Tamanho: 2 á 5 mm

Cor: branca.

Fêmea

Corpo: filiforme

Tamanho: 8 á 12 mm

Cor: branca.

Habitat

Geralmente encontrados no ceco e no apêndice cecal , embora passe as primeiras fases da vida no intestino delgado.

As fêmeas grávidas habitam a região perianal.

 

Ciclo Biológico

Ovos tornam-se infectante algumas horas após a sua expulsão nas margens do orifício retal, onde permanecem viáveis durante muitos dias

Esses ovos são ingeridos pelo homem

No estômago, devido ação do suco gástrico, os ovos enclodem liberando as larvas

Estas larvas evoluem para verme adultos, aptas a reprodução

Este ciclo leva de 15 á 40 dias

Modo de transmissão

Direta: do orifício retal diretamente para a cavidade oral, através dos dedos (crianças, doentes mentais e adultos com precários hábitos de higiene)

Indireta: através da poeira, alimentos e roupas contaminada com ovos

Retroinfecção: migração das larvas da região ânal para as regiões superiores do intestino grosso, onde se tornam adultas.

Diagnóstico

Em geral, quadro clínico é marcado pelo prurido do orifício retal

Exame de fezes para procura do parasito e de seus ovos

Método de Hall (Swab do orifício retal) ou Método de Graham (fita gomada)

Pesquisa em matérial de unhas de crianças infectadas.

Sintomas

Inicialmente assintomático

Característica principal, o prurido retal frequentemente noturno

Irritabilidade, desassossego, desconforto e sono intranquilo

Escoriações provocadas pelo ato de coçar que pode ocasionar infecções secundárias na região do orifício retal.

Sintomas inespecíficos como vômitos, dores abdominais, flutulências e raramente fezes sanguinolentas

Complicações como salpingites, vulvo vaginites e granulomas pelvianos.

Profilaxia

Tratamento dos parasitados e de toda familia ou grupo ao mesmo tempo

Ferver roupas íntimas, lençois e etc.

Fonte: www.katyweyne.com

Oxiurose

ENTEROPARASITOSES E FILARIOSES

INTRODUÇÃO

As parasitoses intestinais são endemia importante nos países em desenvolvimento, particularmente naqueles situados na faixa equatorial, onde as condições climáticas se aliam ao baixo nível sócio-econômico, saneamento básico deficiente, má educação sanitária e outros fatores relacionados com a pobreza.

Os inquéritos coproparasitológicos realizados através do tempo, no Estado do Amazonas, em populações tanto de áreas urbanas como de áreas rurais, têm mostrado prevalência sempre alta para a maioria dos parasitas intestinais.

Entre as parasitoses causadas por helmintos, houve um declínio significativo da prevalência após a introdução dos benzimidazólicos no tratamento desses pacientes, a partir da década de 60, situação que não foi sustentada, em razão de não haver continuidade do acesso aos medicamentos específicos, além da falta de infra-estrutura, que deveria acompanhar o progresso coletivo.

As parasitoses intestinais ainda são crescentes entre as pessoas tanto de área urbana como de comunidades ribeirinhas, fato que tentamos explicar pelo aumento desordenado da população, principalmente na periferia dessas aglomerações.

A seleção de uma droga antiparasitária deve obedecer a determinados critérios que ofereçam maior número de vantagens, de acordo com cada caso, como: atividade terapêutica comprovada, facilidade de administração, amplo espectro de atividade, uso em dose única ou em esquemas de curta duração, baixo custo e possibilidade de emprego em tratamento em massa e de uso profilático.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

As enteroparasitoses não possuem quadro clínico característico, podendo evoluir com diarréias agudas ou crônicas ou até mesmo obstipação intestinal, seguidas de sintomas inespecíficos, como cólicas abdominais, epigastralgia, inapetência ou perversão do apetite.

Quando houver diarréia, é importante se tentar estabelecer o diagnóstico de diarréia alta ou baixa. Diarréias de pequena quantidade, com a presença de muco, pus ou sangue, tenesmo, sem restos alimentares, devem ser caracterizadas como baixa. Nestes casos, deve-se pensar em amebose ou infecção bacteriana. As diarréias de grande volume, sem muco, pus ou sangue, sem tenesmo e com restos alimentares caracterizam a diarréia alta, devendo-se pensar em giardose, ancilostomose ou estrongiloidose. Na presença de diarréia em pacientes com SIDA, deve-se fazer o diagnóstico diferencial com as coccidioses.

Como o diagnóstico clínico não é preciso na maioria dos casos, além do fato de haver freqüentes associações de parasitas, indica-se de rotina a realização do exame coproparasitológico.

As filarioses observadas em nossa região geralmente determinam quadros assintomáticos ou oligossintomáticos (com febre, artralgia, cefaléia e mal-estar geral).

Recentemente temos observado quadros clínicos mais exuberantes quando há infecção pela Mansonella ozzardi, com síndrome febril indiferenciada similar à crise malárica.

A oncocercose se restringe ao extremo norte do país, entre índios Yanomami, podendo levar à cegueira. A presença de nódulos cutâneos é freqüente.

INDICAÇÕES CLÍNICAS E MÉTODOS DO EPF

INDICAÇÃO MÉTODOS ESTRUTURAS
Ascaridose Lutz (sedimentação espontânea) Ovos
MIFC (sedimentação por centrifugação)
Ancilostomose Lutz (sedimentação espontânea) Ovos/larvas
MIFC (sedimentação por centrifugação)
Willis
Rugai
Baermann-Moraes
Trichiurose Lutz (sedimentação espontânea) Ovos
MIFC (sedimentação por centrifugação)
Kato-Katz (quantitativo)
Esquistossomose Lutz (sedimentação espontânea) Ovos
MIFC (sedimentação por centrifugação)
Kato-Katz (quantitativo)
Estrongiloidose Baermann-Moraes Larvas
Rugai
Enterobiose Graham (fita adesiva) Ovos
Teniose Tamização Ovos
Graham (fita adesiva)
Giardose Pesquisa direta de trofozoítos Cistos
Faust (centrífugo-flutuação)
Lutz (sedimentação espontânea)
MIFC (sedimentação por centrifugação)
Amebose Pesquisa direta de trofozoítos

Cistos

Trofozoítos

Fezes formadas: (idem a giardose)
Fezes diarréicas: hematoxilina férrica
Coccidioses Faust, Ritchie, Lutz Oocistos
Kinyoun (colaboração)

O diagnóstico específico da oncocercose deve ser feito a partir da coleta de um fragmento superficial de pele (retalho cutâneo) da região mais afetada. Este material é colocado sobre uma lâmina de vidro, acrescentada uma gota de solução salina, protegido por lamínula e levado ao microscópio para observação direta das microfilárias em movimento.

Quanto à mansonelose, o melhor método diagnóstico é a gota espessa, com coloração pelo Giemsa e exame microscópico. Pode-se ainda utilizar o método de concentração de Knott, que consiste na diluição do sangue em formol a 2% (na proporção de 1:10) e centrifugação do material, seguida de coloração do sedimento pelo Giemsa e análise microscópica.

TRATAMENTO

Na indicação da terapêutica anti-helmíntica, os seguintes cuidados devem ser observados:

Em pacientes poliparasitados, tratar inicialmente os vermes com risco de migração (A. lumbricoides e S. stercoralis) e os que provocam maior repercussão clínica

Usar drogas polivalentes nos casos de parasitismo múltiplo

Evitar tratamento de grávidas no primeiro trimestre

Tratar vermes com risco de migração em pacientes que se submeterão a procedimentos cirúrgicos sob anestesia geral

Tratar o parasita com possibilidade de disseminação (S. stercoralis), em pacientes que receberão drogas imunossupressoras por longo período.

ASCARIDOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Levamisol Adulto: 150mg

1-8 anos: 80mg

<1 ano: 40mg

Dose única Repetir após 14 dias
Mebendazol 100mg 12/12h por 3 dias Repetir após 14 dias; quando há outras parasitoses associadas, usar o dobro da dose.
Albendazol 400mg (10mg/kg) Dose única Repetir após 14 dias
Piperazina (citrato ou hexaidrato) 6 g/dia (50-100mg/kg) Dose única Utilizar em caso de semioclusão intestinal juntamente com outras medidas (dieta zero, hidratação venosa, antiespasmódicos, óleo mineral e sonda nasogástrica).

ANCILOSTOMOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Mebendazol 100mg 12/12h por 3 dias Repetir após 14 dias; quando há outras parasitoses associadas, usar o dobro da dose
Albendazol 400mg (10mg/kg) Dose única Repetir após 14 dias

ENTEROBIOSE (OXIUROSE)

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Pamoato de pirvínio 700mg (10mg/kg) Dose única Repetir após 14 dias
Mebendazol 100mg 12/12h por 3 dias Repetir após 14 dias; quando há outras parasitoses associadas, usar o dobro da dose
Albendazol 400mg (10mg/kg) Dose única Repetir após 14 dias

ESTRONGILOIDOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Cambendazol 360mg (5mg/kg) Dose única Repetir após 14 dias
Tiabendazol 1g (50mg/kg) ou 500mg (10-20mg/kg/dia) Dose única

12/12h por 3 dias

A dose única é utilizada no tratamento em massa.

Repetir após 14 dias.

Casos de super-infecção devem ser tratados por 30 dias.

Albendazol 400mg (10mg/kg/dia) 1x/dia por 3 dias Repetir após 14 dias
Ivermectina 12mg (0,2 mg/kg/dia) 1x/dia por 3 dias Utilizar em pacientes com SIDA ou quando associada a ectoparasitoses

Os fatores de risco para super-infecção por estrongilóides são: maiores de 65 anos de idade, portadores de DPOC, uso crônico de bloqueadores H2 ou corticosteróides.

ESQUISTOSSOMOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Praziquantel 50mg/kg Dose única -
Oxanmiquine 1g (15mg/kg) Dose única -

HIMENOLEPIOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Praziquantel Adulto: 1800mg Dose única -
4-8 anos: 1200mg
<4 anos: 600mg

TRIQUIROSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Oxipirantel 1g (6-8mg/kg) Dose única Repetir após 14 dias
Mebendazol 100mg 12/12h por 3 dias Repetir após 14 dias; quando há outras parasitoses associadas, usar o dobro da dose
Albendazol 400mg (10kg/kg) Dose única Repetir após 14 dias

AMEBOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Metronidazol 500mg (35mg/kg/dia) 8/8h por 5 dias 53% de cura
Secnidazol 2g (30mg/kg/dia) 12/12h por 2 dias 73% de cura
Tinidazol 2g (30mg/kg/dia) 12/12h por 2 dias 55% de cura
Mentha crispa (Giamebil Plus) 5mg/kg/dia 12/12h por 3 dias 43% de cura
Teclosan 25mg/kg/dia 8/8h por 1 dia Tratamento de formas comensais
Etofamida 15mg/kg/gia 12/12h por 3 dias Tratamento de formas comensais

Só há indicação de tratamento de amebose em caso de sintomas sugestivos da doença. Não há necessidade de se tratar o paciente assintomático apenas com formas comensais (cistos) ao EPF.

Recomenda-se o uso de droga de ação intraluminal (etofamida ou teclosan) após o uso do metronidazol ou secnidazol, para erradicação das formas císticas do parasita, a fim de se impedir recidivas ou falhas terapêuticas.

O metronidazol está disponível gratuitamente, devendo ser prescrito, preferencialmente, para pacientes com baixo poder aquisitivo.

BALANTIDIOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Metronidazol 20mg/kg/dia 8/8h por 7 dias -
Tetraciclina 30mg/kg/dia 6/6h por 10 dias -

BLASTOCISTOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Metronidazol 500MG (35mg/kg/dia) 8/8h por 10 dias Repetir após 14 dias

CICLOSPOROSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Sulfametoxazol+Trimetoprim 800+160mg (40+8mg/kg/dia) 12/12h por 7 dias -

CRIPTOSPORIDIOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Azitromicina 15-20mg/kg/dia 1x/dia por 6 dias -
Espiramicina 50mg/kg/dia 6/6h por 14 dias -
Roxitromicina 5mg/kg/dia 12/12h por 28 dias -

GIARDOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Secnidazol 2g (30mg/kg/dia) 12/12h por 2 dias -
Tinidazol 2g (30mg/kg/dia) 12/12h por 2 dias -
Metronidazol 15mg/kg/dia 8/8h por 7 dias -
Albendazol 10mg/kg/dia 1x/dia por 5 dias -

ISOSPOROSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Sulfametoxazol+Trimetoprim 50mg/kg/dia 12/12h por 28 dias -

MICROSPORIDIOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Albendazol 10mg/kg/dia 1x/dia por 5 dias O tempo de tratamento fica a critério médico

ONCOCERCOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSERVAÇÃO
Ivermectina 0,2mg/kg Dose única Retratar a cada 6 meses ou a cada ano por 12-15 anos

MANSONELOSE

DROGA DOSE DURAÇÃO OBSEVAÇÃO
Ivermectina 0,2mg/kg Dose única Utilizar somente para os pacientes que apresentem alta parasitemia ou que tenham manifestações de febre sem causa aparente, sensação de frio em membros inferiores e eosinofilia em sangue periférico

Antônio de Matos Tavares

LEITURA SUGERIDA

1. MIAO, Y. M.; AWAD-EL-KARIEM, F. M.; GAZZARD, B. G. Opportunistic protozoan diarrhoea. J HIV Ther, v. 7, n. 1, p.17-20, 2002.
2. KATZ, D. E.; TAYLOR, D. N. Parasitic infections of the gastrointestinal tract. Gastroenterol Clin North Am, v. 30, n. 3, p.797-815, 2001.
3. CIMERMAN, S.; CIMERMAN, B.; LEWI, D. S. Enteric parasites and aids. São Paulo Med J, v. 117, n. 6, p.266-73, 1999.
4. SARINAS, P. S.; CHITKARA, R. K. Ascariasis and hookworm. Semin Respir Infect, v. 12, n. 2, p.130-7, 1997.
5. GUERRANT, R. L. Cryptosporidiosis: An emerging, highly infectious threat. Emerg Infect Dis, v. 3, n. 1, p.51-7, 1997.
6. CROFT, S. L.; WILLIAMS, J.; McGOWAN, I. Intestinal microsporidiosis. Semin Gastrointest Dis, v. 8, n. 1, p.45-55, 1997.
7. KHUROO, M. S. Ascariasis. Gastroenterol Clin North Am, v. 25, n. 3, p.553-77, 1996.
8. OTTESEN, E. A.CAMPBELL, W. C. Ivermectin in human medicine. J Antimicrob Chemother, v. 34, n. 2, p.195-203, 1994.
9. LIU, L. X.; WELLER, P. F. Strongyloidiasis and other intestinal nematode infections. Infect Dis Clin North Am, v. 7, n. 3, p.655-82, 1993.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Oxiurose

A oxiurose, ou enterobiose é um helminto e muito comum em crianças, causada pelo verme nematelminte enterobius vermicularis, mais conhecido como oxiúro.

Esse nematodo possui um ciclo biológico simples, onde o macho e a fêmea da espécie se acasalam no intestino grosso do ser humano, mais precisamente na região do ceco. Logo após a cópula, o macho morre e a fêmea, repleta de ovos, tende a seguir em direção a um local com temperatura mais baixa, e com maior teor de oxigênio, o ambiente externo.

Oxiurose
Ovos do Enterobius Vermicularis vistos ao microscópio

De acordo com Alexandre Pyrrho professor de Parasitologia da Faculdade de Farmácia da UFRJ, os pesquisadores não sabem ao certo o porquê, mas ao que tudo indica, com a queda da taxa metabólica do corpo, durante o sono, as fêmeas tendem a sair do hospedeiro.

Como estão no cretal digestivo, a saída mais próxima é o orifício retal. “No momento em que saem do organismo, muitas fêmeas morrem, mas os restos de suas rupturas, juntamente com os ovos que elas eliminam causam um prurido retal, que provoca coceira, principal característica da infecção. É por isso que muitas mães identificam facilmente o problema pela conduta dos filhos, aquele hábito de coçar a região perianal”, completa o cientista.

Segundo ele, essa infecção acomete principalmente as crianças, pois são mais expostas as reinfecções. Sem as noções adequadas de higiene pessoal, elas levam a mão contaminada à boca, ou tocam em alimentos que ingerirão posteriormente. Além disso, embora muitas fêmeas do nematodo morram durante a migração, seus ovos permanecem na região retal e caem nas roupas íntimas e de cama.

O contato com outras crianças, principalmente na hora do sono das creches, também é um agravante. Uma criança contaminada pode eliminar uma grande quantidade de ovos enquanto dorme e eles podem contaminar o ambiente, infectando as outras crianças, que levam a doença pra casa.

Estudos revelam que os ovos desses nematelmintos infestam quase 92% da poeira domiciliar. Esse sistema infecta todas as outras pessoas que freqüentam a casa, inclusive os adultos. Nas mulheres, as complicações mais graves dizem respeito à proximidade do orifício retal com a órgão genital feminino.

Em muitos casos, as fêmeas e os ovos são deslocados para a órgão genital feminino, provocando uma vaginite, assintomática ou não. Para Pyrrho, “tudo pode ficar mais grave se os ovos ou as fêmeas se deslocarem pelo cretal vaginal até o útero atingindo as trompas. Nesse estágio, os vermes acabam morrendo e seus resíduos bloqueiam os estreitos canais das trompas, podendo provocar esterilidade.

Essas situações são raras, assim como as que acometem os homens. Neles, os casos mais graves dizem respeito as uretrites.

Em função da conduta de higiene, adquirida ao longo da vida, os adultos não são tão expostos ao problema, pois raramente se reinfectam. Mesmo assim, é recomendável limpar toda a casa com um pano úmido, ou aspirador de pó, retirando toda a poeira que possa estar contaminada com ovos.

“É fundamental mencionar que essa infecção pode se estabelecer independentemente das condições de saneamento básico. Por já estarem no domicílio, os ovos são resguardados das intempéries do ambiente externo e conseguem sobreviver durante um longo tempo. Obviamente, onde se encontram piores condições de educação e sanitarismo, as pessoas não são instruídas para os hábitos de higiene básicos e a situação tende a se agravar”, alertou o professor.

Outro dado importante é que há uma prevalência elevada da enterobiose (ou oxiurose) em climas temperados, mais frios, onde as pessoas têm o hábito de se banhar com pouca freqüência.

Obviamente, durante o banho, uma grande quantidade de ovos é eliminada com a água. Sem a freqüência adequada, eles se acumulam na região periretal. Vilas de esquimós, por exemplo, apresentam 60% de prevalência da infecção em sua população total. Um estudo da década de 80 mostra que ate na capital dos Estados Unidos, Washington, onde supõe-se uma condição sócio-econômica e de sanitarismo muito boas, a prevalência de enterobiose em crianças chega a 40%.

Alexandre Pyrrho destacou também que o diagnóstico adequado é realizado através do exame da fita gomada transparente, através da qual coleta-se os ovos e fêmeas da região periretal para posterior análise microscópica. Para evitar constrangimentos, o ideal é que a mãe da criança ou alguém da família colete o material. Isso deve ser feito na primeira hora do dia, quando a pessoa infectada ainda não defecou, nem tomou banho.

Às vezes, só esses fatores, já são suficientes para inviabilizar a coleta por um médico num consultório. Durante o deslocamento, o banho e a defecação, grande quantidade de ovos é eliminada. O exame fecal não é muito indicado, pois em função de uma questão anatômica, apenas 5% dos indivíduos infectados apresentam ovos nas fezes. Os vermes não ficam localizados na região por onde passa o bolo fecal.

“O tratamento pode ser realizado com enema (lavagem intestinal) de água morna, mas antielmínticos são indicados em larga escala. Complementando esta ação, é importante que o clínico também oriente sobre a importância da higienização do ambiente.

Uma atenção especial deve ser dada à unha, que pode provocar arranhões e lesionar a pele da região, além de funcionar como um depósito de ovos”, completa o professor.

Fonte: www.olharvital.ufrj.br

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