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Pneumonia

A pneumonia é uma infecção dos pulmões que envolve seus diminutos sacos aéreos (alvéolos) e os tecidos circunjacentes. Anualmente, nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de indivíduos desenvolvem um quadro de pneumonia, e 40.000 a 70.000 deles morrem. Freqüentemente, a pneumonia é a doença terminal de indivíduos portadores de outras doenças crônicas graves.

A pneumonia é a sexta causa mais comum de morte e a infecção hospitalar fatal mais comum. Nos países em desenvolvimento, a pneumonia é a primeira ou a segunda causa principal de morte, sendo apenas suplantada pela desidratação causada pela diarréia grave.

Causas

A pneumonia não é uma doença única, mas muitas doenças diferentes, cada uma sendo causada por um microrganismo diferente. Geralmente, a pneumonia inicia após a inalação de microrganismos para o interior dos pulmões, mas, algumas vezes, a infecção é levada aos pulmões através da circulação sangüínea ou migra aos pulmões diretamente a partir de uma infecção próxima. Nos adultos, as causas mais comuns são as bactérias (p.ex., Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionella e Haemophilus influenzae). Os vírus (p.ex., da gripe e o da varicela) também podem causar pneumonia.

O Mycoplasma pneumoniae, microrganismo semelhante às bactérias, é uma causa particularmente comum de pneumonia em crianças maiores e em adultos jovens.

Alguns fungos também causam pneumonia. Alguns indivíduos são mais suscetíveis à pneumonia que outros. O alcoolismo, o tabagismo, o diabetes, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crônica são condições que, sem exceção, predispõem à pneumonia. Os indivíduos muito jovens e os muito idosos também apresentam maior risco do que a média. Isto também é verdadeiro para os indivíduos que apresentam supressão do sistema imune pelo uso de determinadas drogas (como as utilizadas no tratamento do câncer e para evitar a rejeição de um órgão transplantado).

Os indivíduos debilitados, acamados, paralisados, inconscientes ou que apresentam uma doença que compromete o sistema imune (p.ex., AIDS) também correm risco. A pneumonia pode ocorrer após uma cirurgia, principalmente após uma cirurgia abdominal, ou após um traumatismo, sobretudo um traumatismo torácico, em decorrência da respiração superficial resultante, do comprometimento da tosse e da retenção de muco. Freqüentemente, os agentes causadores da pneumonia são o Staphylococcus aureus, os pneumococos, o Haemophilus influenzae ou uma combinação desses microrganismos.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas comuns da pneumonia são a tosse produtiva, a dor torácica, os calafrios, a febre e a dificuldade respiratória. Entretanto, esses sintomas podem variar de acordo com a extensão da doença e com o microrganismo causador. Quando um indivíduo parece apresentar pneumonia, o médico realiza a ausculta pulmonar com o auxílio de um estetoscópio para avaliar o seu estado. Geralmente, a pneumonia produz alterações características na transmissão dos sons, que podem ser detectadas através do estetoscópio.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da pneumonia é confirmado por uma radiografia torácica, que também auxilia na determinação do microrganismo causador da doença. Também são examinadas amostras de escarro e de sangue com o objetivo de se identificar o microrganismo responsável. No entanto, em 50% dos indivíduos com pneumonia, a identificação do microrganismo responsável é impossível.

Tratamento

Os exercícios de respiração profunda e a terapia para eliminar secreções são úteis na prevenção da pneumonia em indivíduos de alto risco, como os debilitados ou submetidos a uma cirurgia torácica. Os indivíduos com pneumonia também precisam eliminar as secreções. Freqüentemente, os indivíduos que não se encontram muito doentes podem utilizar antibióticos pela via oral e permanecer em casa.

Os idosos e aqueles que apresentam dificuldade respiratória ou uma doença cardíaca ou pulmonar preexistente geralmente são hospitalizados e medicados com antibióticos administrados pela via intravenosa. Esses indivíduos também podem necessitar de suplementação de oxigênio, da administração de líquidos pela via intravenosa e de suporte ventilatório mecânico.

Pneumonia Pneumocócica

O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais comum de pneumonia. O indivíduo infectado com um dos oitenta tipos conhecidos de pneumococos adquire uma imunidade parcial contra a reinfecção desse tipo, mas não se torna imune aos demais tipos. Geralmente, a pneumonia pneumocócica inicia após uma infecção viral do trato respiratório superior (resfriado, faringite ou gripe) ter lesado suficientemente os pulmões, a ponto de permitir que pneumococos infectem a área.

O paciente apresenta tremores e calafrios, acompanhados por febre, tosse produtiva, dificuldade respiratória e dor torácica (no lado do pulmão afetado).

Também são comuns a náusea, o vômito, a fadiga e as dores musculares. Freqüentemente, o escarro apresenta uma cor de ferrugem devido à presença de sangue. Existe uma vacina que protege até 70% dos indivíduos contra infecções pneumocócicas graves.

A vacinação é recomendável para os indivíduos com alto risco de pneumonia pneumocócica, como aqueles que apresentam uma doença pulmonar ou cardíaca, um comprometimento do sistema imune ou diabetes, e aqueles com mais de 65 anos de idade. A proteção decorrente da vacinação quase sempre se prolonga por toda a vida, embora os indivíduos com risco máximo algumas vezes sejam revacinados após cinco ou dez anos. Em aproximadamente 50% das vezes, as vacinações produzem rubor e dor no local da injeção. Apenas 1% dos indivíduos apresentam febre e dores musculares após a vacinação. Um número ainda menor de vacinados apresenta reação alérgica grave.

A pneumonia pneumocócica pode ser tratada com qualquer um dos diversos antibióticos existentes, inclusive a penicilina. Os indivíduos alérgicos à penicilina são medicados com eritromicina ou um outro antibiótico. Os pneumococos resistentes à penicilina podem ser combatidos com outras drogas. Entretanto, esses pneumococos também vêm se tornando mais resistentes às demais drogas.

Aumento da Resistência aos Antibióticos

Um número cada vez maior de bactérias causadoras de pneumonia vem desenvolvendo resistência a antibióticos. Por exemplo, muitos estafilococos produzem enzimas (penicilinases) que impedem a ação da penicilina contra eles. Os pneumococos também vêm se tornando mais resistentes à penicilina, mas através de um mecanismo diferente. A resistência aos antibióticos é um problema sério, particularmente no caso de infecções hospitalares. As infecções causadas por estafilococos resistentes podem ser tratadas com antibióticos eficazes mesmo na presença da penicilinase. No entanto, alguns estafilococos estão se tornando resistentes também a essas drogas. Para esses estafilococos, normalmente é utilizada uma droga denominada vancomicina. A pneumonia estafilocócica tende a responder lentamente aos antibióticos e o período de convalescença é longo.

Pneumonia Estafilocócica

O Staphylococcus aureus é responsável por apenas 2% dos casos de pneumonia adquirida fora do ambiente hospitalar, mas é a causa de 10 a 15% dos casos adquiridos no ambiente hospitalar enquanto os indivíduos são tratados de uma outra doença. Esse tipo de pneumonia tende a desenvolver-se em indivíduos muito jovens, muito idosos ou debilitados por outras doenças. Ela também tende a ocorrer em alcoolistas. A taxa de mortalidade varia entre 15 e 40% – em parte porque aqueles que desenvolvem a pneumonia estafilocócica geralmente apresentam-se gravemente enfermos.

O Staphylococcus produz os sintomas típicos da pneumonia, mas os calafrios e a febre são mais persistentes na pneumonia estafilocócica que na pneumocócica.

O Staphylococcus pode produzir abcessos (coleções purulentas) nos pulmões e cistos pulmonares cheios de ar (pneumatoceles), sobretudo nas crianças. As bactérias podem ser transportadas dos pulmões pela corrente sangüínea e podem produzir a formação de abcessos em outras regiões do corpo. O acúmulo de pus no espaço pleural (empiema) é relativamente comum. Essa coleção purulenta é drenada com o auxílio de uma agulha ou de um tubo torácico.

Pneumonia Causada por Bactérias Gram-negativas

As bactérias são classificadas como Grampositivas ou Gram-negativas de acordo com o seu aspecto após serem coradas em uma lâmina e examinadas ao microscópio. A maioria dos casos de pneumonia é causada por pneumococos e estafilococos, que são bactérias Grampositivas. As bactérias Gram-negativas, como a Klebsiella e a Pseudomonas, causam pneumonias que tendem a ser extremamente graves.

As bactérias Gram-negativas raramente infectam pulmões de indivíduos sadios. Mais comumente, essas bactérias infectam bebês, idosos, alcoolistas e indivíduos com doenças crônicas, sobretudo aqueles que apresentam anomalias do sistema imune. Freqüentemente, as infecções Gram-negativas são adquiridas em um hospital ou em uma clínica de repouso. As bactérias Gram-negativas podem destruir rapidamente o tecido pulmonar e, por essa razão, a pneumonia causada por uma bactéria Gram-negativa tende a se tornar grave rapidamente. A febre, a tosse e a dificuldade respiratória são comuns.

O escarro expectorado pode ser espesso e com uma coloração vermelha (cor e consistência de uma geléia de groselha). Devido à gravidade da infecção, o paciente é hospitalizado para ser submetido a um tratamento intensivo que inclui a administração de antibióticos, a suplementação de oxigênio e a administração de líquidos intravenosos. Em alguns casos, o paciente necessita de ventilação mecânica. Apesar de receberem um tratamento excelente, aproximadamente 25 a 50% dos indivíduos com pneumonia causada por bactérias Gramnegativas morrem.

Pneumonia Causada pelo Haemophilus influenzae

O Haemophilus influenzae é uma bactéria. Apesar de seu nome, não se trata do vírus da influenza responsável pelo resfriado. As cepas do tipo b de Haemophilus influenzae são as mais virulentas e são responsáveis por doenças graves, como a meningite, a epiglotite e a pneumonia, normalmente em crianças com menos de 6 anos de idade. Entretanto, devido ao uso disseminado da vacina contra o Haemophilus influenzae do tipo b, a doença grave causada por esse microrganismo vem se tornando menos comum.

Esse tipo de pneumonia é mais comum entre os índios norte-americanos, os esquimós, os indivíduos da raça negra e aqueles com anemia falciforme ou com imunodeficiência. Contudo, a maioria desses casos é produzida por outras cepas, distintas das utilizadas na vacina contra o Haemophilus influenzae do tipo b. Os sinais da infecção são os espirros e a coriza, acompanhados pelos sintomas típicos da pneumonia, como a febre, a tosse produtiva e a dificuldade respiratória. O derrame pleural (acúmulo de líquido no espaço pleural) é uma complicação comum.

A vacinação contra cepas do tipo b do Haemophilus influenzae é recomendável para todas as crianças.

A vacina é administrada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. Os antibióticos são utilizados no tratamento da pneumonia causada pelo Haemophilus influenzae do tipo b.

Doença do Legionário

A doença do legionário, causada pela bactéria Legionella pneumophila e por outras espécies de Legionella, é responsável por 1 a 8% de todas as pneumonias e por cerca de 4% das pneumonias fatais adquiridas no ambiente hospitalar. A doença do legionário tende a ocorrer no final do verão e no início do outono. As bactérias do gênero Legionella vivem na água e a epidemia ocorre quando as bactérias propagam-se pelos de sistemas de condicionamento de ar em hotéis e hospitais.

Em 1976, ocorreu uma epidemia de uma doença respiratória entre os membros da “American Legion” que participavam de uma convenção em um hotel, que levou à descoberta e à denominação da bactéria. Não foram descritos casos de infecção direta de um indivíduo a outro. Embora a doença do legionário possa ocorrer em qualquer idade, os indivíduos de meiaidade e os idosos são os mais freqüentemente afetados. Os tabagistas, os alcoolistas ou aqueles que fazem uso de corticosteróides parecem apresentar um maior risco. A doença do legionário pode produzir sintomas relativamente leves ou pode ser letal.

Os primeiros sintomas, que se manifestam de dois a dez dias após a transmissão da infecção, são: fadiga, febre, cefaléia e dores musculares. Em seguida, o indivíduo apresenta uma tosse seca, que, posteriormente, se torna produtiva. Os indivíduos com infecções graves podem apresentar uma grande dificuldade respiratória e, comumente, apresentam diarréia. A confusão mental e outros distúrbios mentais são menos comuns. Para a confirmação diagnóstica, são realizados exames de escarro, sangue e urina. Como os indivíduos infectados pela Legionella pneumophila produzem anticorpos para combater a doença, os exames de sangue revelam um aumento da concentração desses anticorpos.

No entanto, os resultados desses exames geralmente tornam-se disponíveis somente após a pneumonia já ter iniciado. A eritromicina (um antibiótico) é a medicação de primeira escolha para o tratamento desse tipo de pneumonia. Em casos menos graves, a eritromicina pode ser administrada pela via oral, enquanto nos casos mais graves o antibiótico é administrado pela via intravenosa. Cerca de 20% dos indivíduos que apresentam essa doença morrem. A taxa de mortalidade é muito mais elevada entre os indivíduos que contraem a doença em hospitais ou que apresentam uma imunodeficiência. Quase todos os indivíduos tratados com eritromicina melhoram, mas a recuperação pode ser prolongada.

Pneumonias Atípicas

As pneumonias atípicas são pneumonias causadas por microrganismos que não as chamadas bactérias típicas, vírus ou fungos. As causas mais comuns são o Mycoplasma e a Chlamydia – dois microrganismos semelhantes às bactérias. O Mycoplasma pneumoniae é a causa mais comum de pneumonia em indivíduos com idade entre 5 e 35 anos, mas é uma causa incomum nas outras faixas etárias. As epidemias ocorrem especialmente em grupos confinados, como os de estudantes, de militares e os de familiares. A epidemia tende a disseminar-se lentamente, pois o período de incubação é de dez a catorze dias.

É mais comum esse tipo de pneumonia ocorrer na primavera. Geralmente, os sintomas iniciais da pneumonia causada pelo Mycoplasma são a fadiga, a dor de garganta e a tosse seca. Os sintomas pioram lentamente. As crises de tosse intensa podem produzir escarro. Cerca de 10 a 20% dos indivíduos afetados apresentam uma erupção cutânea. Ocasionalmente, o indivíduo apresenta anemia, dores articulares ou problemas neurológicos. Geralmente, os sintomas persistem por uma ou duas semanas. Em seguida, o quadro melhora lentamente. Alguns indivíduos ainda sentem-se fracos e cansados após várias semanas.

Apesar de a pneumonia causada pelo Mycoplasma poder ser grave, normalmente ela é leve e a maioria dos indivíduos recupera-se sem tratamento. A Chlamydia pneumoniae é outra causa comum de pneumonia em indivíduos com idade entre 5 e 35 anos. Ela também afeta alguns indivíduos idosos. A doença é transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas expelidas com a tosse. Os sintomas são semelhantes aos da pneumonia causada pelo Mycoplasma. Na maioria dos casos, os indivíduos não apresentam um quadro grave, embora a taxa de mortalidade dos idosos seja de 5 a 10%.

O diagnóstico desses dois tipos de pneumonia é confirmado com os exames de sangue, que têm por objetivo verificar a presença de anticorpos contra o microrganismo suspeito, e de radiografias torácicas. Os antibióticos eritromicina e tetraciclina são eficazes, mas a resposta ao tratamento é mais lenta nos casos de pneumonia causada por clamídias que nos de pneumonia causada por micoplasmas. Se o tratamento for interrompido muito precocemente, os sintomas tendem a recidivar.

Psitacose

A psitacose (febre do papagaio) é uma pneumonia rara causada pela Chlamydia psittaci, uma bactéria encontrada principalmente em pássaros como papagaios e periquitos. A C. psittaci também é encontrada em outras aves, como pombos, galinhas e perus. Normalmente, os indivíduos são infectados através da inalação da poeira da plumagem ou do excremento de aves contaminadas.

O microrganismo também pode ser transmitido pela bicada de uma ave infectada e, raramente, de pessoa para pessoa através de gotículas expelidas com a tosse.

A psitacose é sobretudo uma doença ocupacional de indivíduos que trabalham em lojas de animais de estimação ou em granjas avícolas. Aproximadamente uma a três semanas após ter sido infectado, o indivíduo apresenta febre, calafrios, fadiga e perda de apetite. Em seguida, ele apresenta tosse, que é inicialmente seca e, posteriormente, torna-se produtiva com uma expectoração esverdeada.

A febre persiste por duas a três semanas e, em seguida, desaparece lentamente. A doença pode ser leve ou grave, dependendo da idade do indivíduo e da extensão do envolvimento do tecido pulmonar. A pesquisa de anticorpos no sangue representa o método mais confiável para a confirmação do diagnóstico. Os criadores de aves podem proteger-se evitando a poeira proveniente da plumagem e das gaiolas de aves doentes. É exigido dos importadores importadores que eles tratem as aves suscetíveis com tetraciclina durante um período de 45 dias, o que geralmente elimina o microrganismo.

A psitacose é tratada com tetraciclina durante pelo menos dez dias. A recuperação pode ser longa, especialmente nos casos graves. A taxa de mortalidade pode atingir 30% nos casos graves não tratados.

Pneumonia Viral

Muitos vírus podem infectar os pulmões, causando pneumonia viral. Em lactentes e crianças, o vírus sincicial respiratório, o adenovírus, o vírus da parainfluenza e o vírus da influenza são as causas mais comuns. O vírus do sarampo também pode causar pneumonia, especialmente em crianças desnutridas. Nos adultos sadios, dois tipos de vírus da influenza, denominados tipos A e B, causam pneumonia.

O vírus da varicela também pode causar pneumonia em adultos. Nos indivíduos idosos a pneumonia viral pode ser causada pelos vírus da influenza, da parainfluenza ou sincicial respiratório. Os indivíduos imunodeficientes de qualquer idade podem apresentar uma pneumonia grave causada pelo citomegalovírus ou pelo vírus da herpes simples. Quase todas as pneumonias virais não são tratadas com medicamentos. Entretanto, determinadas pneumonias virais graves podem ser tratadas com drogas antivirais.

Por exemplo, a pneumonia causada pelo vírus da varicela ou pelo vírus da herpes simples pode ser tratada com aciclovir. A vacinação anual contra a gripe é recomendada para os indivíduos que trabalham em ambientes hospitalares, para os idosos e para aqueles que apresentam doenças crônicas, como o enfisema, o diabetes, uma doença cardíaca ou renal.

Pneumonia por Fungos

Freqüentemente, três tipos de fungos produzem pneumonia: o Histoplasma capsulatum, que causa a histoplasmose, o Coccidioides immitis, que causa a coccidioidomicose, e o Blastomyces dermatitidis, que causa a blastomicose. A maioria dos indivíduos infectados apresenta apenas sintomas mínimos e não sabe que foi infectada. No entanto, alguns tornam-se gravemente doentes. A histoplasmose ocorre no mundo todo, mas prevalece nos vales fluviais e nas zonas de climas temperados e tropicais.

Nos Estados Unidos, a histoplasmose ocorre mais comumente nos vales dos rios Mississippi e Ohio e nos vales dos rios da região leste. Mais de 80% dos indivíduos que vivem nos vales dos rios Mississippi e Ohio são expostos ao fungo. Após ser inalado, o fungo não causa sintomas em muitos deles. De fato, muitos indivíduos ficam sabendo que foram expostos apenas após a realização de um teste cutâneo. Outros podem apresentar tosse, febre, dores musculares e dor torácica. A infecção pode causar pneumonia aguda ou pode evoluir para uma pneumonia crônica com sintomas que persistem durante meses.

Raramente, a infecção dissemina-se a outras áreas do corpo, especialmente à medula óssea, ao fígado, ao baço e ao trato digestivo. Essa forma disseminada da doença tende a ocorrer em indivíduos com AIDS e outros distúrbios do sistema imune. Geralmente, o diagnóstico é realizado identificando- se o fungo em uma amostra de escarro ou da pesquisa de determinados anticorpos no sangue. Entretanto, o exame de sangue simplesmente comprova a exposição ao fungo, não servindo como prova de que o fungo seja o causador da doença. Tipicamente, o tratamento consiste na administração de uma droga antifúngica como, por exemplo, o itraconazol ou a anfotericina B. A coccidioidomicose ocorre principalmente em climas semi-áridos, sobretudo no sudoeste dos Estados Unidos e em certas regiões da América do Sul e da América Central.

Após ser inalado, o fungo pode não causar sintomas ou pode causar uma pneumonia aguda ou crônica. Em alguns casos, a infecção dissemina-se além do sistema respiratório – atingindo a pele, os ossos, as articulações e as meninges (membranas que recobrem o cérebro). Essa complicação é mais comum entre indivíduos do sexo masculino, especialmente os filipinos e os da raça negra, e em indivíduos com AIDS e outros distúrbios do sistema imune. O diagnóstico é estabelecido identificando-se o fungo em uma amostra de escarro ou em uma amostra de uma outra área infectada ou com a identificação de determinados anticorpos no sangue. Tipicamente, o tratamento consiste na administração de uma droga antifúngica como, por exemplo, o fluconazol ou a anfotericina B.

A blastomicose ocorre principalmente nas regiões sudeste, centro-sul e no meio-oeste dos Estados Unidos e nas regiões próximas dos Grandes Lagos. Após ser inalado, o fungo causa infecção, sobretudo no pulmão. No entanto, ela geralmente não produz sintomas. Alguns indivíduos apresentam um quadro semelhante ao do resfriado. Ocasionalmente, os sintomas de uma infecção pulmonar crônica persistem durante meses.

A doença pode disseminar-se a outras partes do corpo, especialmente à pele, aos ossos, às articulações e à próstata. O diagnóstico costuma ser realizado com a identificação do fungo no escarro. Tipicamente, o tratamento consiste da administração de uma droga antifúngica como o itraconazol ou a anfotericina B. Outras infecções fúngicas ocorrem principalmente com uma imunodepressão importante. Essas infecções incluem a criptococose, causada pelo Cryptococcus neoformans; a aspergilose, causada pelo Aspergillus; a candidíase, causada pela Candida; e a mucormicose. Todas essas infecções ocorrem em todo o mundo. A criptococose, a mais freqüente, pode ocorrer em indivíduos saudáveis, e geralmente é grave apenas nos indivíduos que apresentam distúrbios do sistema imune (p.ex., AIDS).

A criptococose pode disseminar-se especialmente às meninges, onde ela produz uma meningite criptocócica. O Aspergillus causa infecções pulmonares em indivíduos com AIDS ou naqueles submetidos a um transplante. Infecção rara, a candidíase pulmonar ocorre mais freqüentemente em pacientes com leucemia e naqueles submetidos à quimioterapia. A mucormicose, uma infecção fúngica relativamente rara, ocorre com maior freqüência em indivíduos com diabetes grave ou com leucemia. As quatro infecções são tratadas com drogas antifúngicas (p.ex., itraconazol, fluconazol e anfotericina B). No entanto, os indivíduos com AIDS e outros distúrbios do sistema imune podem não se recuperar.

Pneumonia por Pneumocystis carinii

O Pneumocystis carinii é um microrganismo comum, o qual pode residir inofensivamente em pulmões normais, causando doença apenas quando as defesas do organismo diminuem em decorrência de um câncer, de um tratamento antineoplásico (contra o câncer) ou da AIDS. Mais de 80% dos pacientes com AIDS que não são submetidos ao tratamento profilático padrão apresentam, em um determinado momento, uma pneumonia causada pelo Pneumocystis. Freqüentemente, ela é a primeira indicação de que um indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) desenvolveu a AIDS.

A maioria das indivíduos afetados apresenta febre, dificuldade respiratória e tosse seca. Normalmente, esses sintomas manifestam-se ao longo de várias semanas.

Os pulmões podem ser incapazes de fornecer uma quantidade suficiente de oxigênio ao sangue, causando uma dificuldade respiratória grave.

O diagnóstico é estabelecido no exame microscópico de uma amostra de escarro obtida por uma das duas técnicas seguintes: a indução do escarro (na qual se utiliza água ou vapor de água para estimular a tosse) ou a broncoscopia (na qual a amostra é coletada com o auxílio de um instrumento que é inserido nas vias aéreas). O antibiótico comumente utilizado no tratamento da pneumonia causada pelo Pneumocystis é o trimetoprim-sulfametoxazol.

Os efeitos colaterais, particularmente comuns nos indivíduos com AIDS, são erupções cutâneas, redução da concentração dos leucócitos que combatem a doença e febre. Os tratamentos medicamentosos alternativos são a dapsona e o trimetoprim, a clindamicina e a primaquina, o trimetrexato e a leucovorina, a atovaquona e a pentamidina. Os indivíduos que apresentam concentrações baixas de oxigênio no sangue também podem receber corticosteróides. Mesmo quando a pneumonia causada pelo Pneumocystis é tratada, a taxa de mortalidade global é de 10 a 30%. Os pacientes com AIDS cuja pneumonia por Pneumocystis foi tratada com sucesso geralmente tomam medicamentos como o trimetoprim-sulfametoxazol ou a pentamidina em aerossol para impedir a recorrência da doença.

Pneumonia por Aspiração

Partículas minúsculas provenientes da boca freqüentemente migram até as vias aéreas, mas, normalmente, elas são eliminadas pelos mecanismos normais de defesa antes de chegar aos pulmões ou de causar inflamação ou infecção. No entanto, quando não são eliminadas, essas partículas podem causar pneumonia. Os indivíduos debilitados, aqueles que apresentam intoxicação alcoólica ou medicamentosa ou que se encontram inconscientes devido à anestesia ou à uma doença, apresentam um maior risco de contrair esse tipo de pneumonia. Até mesmo um indivíduo sadio que aspira uma grande quantidade de partículas, como pode ocorrer durante um episódio de vômito, pode desenvolver uma pneumonia.

A pneumonite química ocorre quando o material aspirado é tóxico para os pulmões. O problema deve-se mais ao resultado da irritação que da infecção. Um material tóxico comumente aspirado é o ácido gástrico. O resultado imediato é a dificuldade respiratória súbita e o aumento da freqüência cardíaca. Outros sintomas incluem a febre, o escarro com espuma cor-de-rosa e a cianose (coloração azulada da pele), a qual é causada pelo sangue pouco oxigenado. Uma radiografia torácica e a dosagem das concentrações de oxigênio e de dióxido de carbono no sangue arterial podem auxiliar o médico a estabelecer o diagnóstico.

No entanto, o diagnóstico geralmente torna-se evidente pela seqüência de eventos.

O tratamento inclui a oxigenoterapia e, quando necessário, a ventilação mecânica. A traquéia pode ser aspirada para se eliminar as secreções e as partículas aspiradas das vias aéreas. Algumas vezes, são prescritos antibióticos para prevenir a infecção. Geralmente, os indivíduos com pneumonite química recuperam-se rapidamente, evoluem para a síndrome da angústia respiratória aguda ou apresentam uma infecção bacteriana. Aproximadamente 30 a 50% dos indivíduos com pneumonite química morrem. A aspiração de bactérias é a forma mais comum de pneumonia por aspiração. Geralmente, a sua causa é a deglutição e a conseqüente aspiração de bactérias para o interior dos pulmões.

A obstrução mecânica das vias aéreas pode ser causada pela aspiração de partículas ou objetos. As crianças de baixa idade são as que apresentam maior risco, pois elas colocam objetos na boca com freqüência e podem aspirar pequenos objetos ou partes de brinquedos. A obstrução também pode ocorrer em adultos, principalmente quando um pedaço de carne é aspirado durante uma refeição. Se um objeto ficar retido na porção alta da traquéia, o indivíduo pode ser incapaz de respirar ou falar. Se o objeto não for removido de imediato, ele pode morrer rapidamente.

A manobra de Heimlich, realizada para desalojar o objeto, pode salvar a vida do indivíduo. Se um objeto ficar retido na porção baixa das vias aéreas, o indivíduo pode apresentar uma tosse crônica irritante e infecções recorrentes. Normalmente, o objeto é removido durante uma broncoscopia (procedimento que utiliza um instrumento que permite a visualização das vias aéreas, a coleta de material e a remoção de corpos estranhos).

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Pneumonia

PNEUMONIA ASIÁTICA

Pneumonia severa, causada provavelmente por uma mutação do vírus do resfriado comum, o coronavírus.

Tem origem diferente da pneumonia comum, que é causada por bactérias, não por vírus

Mata 3,5% de suas vítimas, contra uma mortalidade de menos de 1% da pneumonia tradicional

Tempo de incubação: De 2 a 11 dias

Sintomas: São muito semelhantes aos da pneumonia comum: febre maior que 38 graus, tosse seca, dificuldade de respirar, dores de cabeça, enrijecimento de músculos, perda de apetite e diarréia. Mas o desconforto é tão forte que, em três dias, pode levar a insuficiência respiratória

Diagnóstico: Sinais de inflamação, revelados no exame de raios X, do tecido que recobre os alvéolos.

A pneumonia comum é diferente: inflama os próprios alvéolos

Como se transmite: O vírus se propaga por gotas de saliva contaminadas ou por contato direto com as mãos do doente. Não há certeza, mas o vírus poderia sobreviver por algum tempo em suspensão e alojar-se em pessoas que passam por ambientes infectados

Tratamento: A maioria dos casos não reage a tratamentos. Ainda assim, a droga mais ministrada é o antiviral Ribavirina. Requer internação em hospital de isolamento

Prevenção

Evitar viagens para as regiões atingidas pela doença, como Hong Kong, Vietnã e Canadá
Evitar contato com pessoas que chegaram desses lugares nas últimas duas semanas
Cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos algumas vezes por dia, podem ajudar a prevenir a propagação
O uso de máscaras só é indicado em ambientes atingidos pela doença, mas devem ser máscaras especiais. Simples pedaços de pano não evitam o contágio.

Como a doença mata

1. O ataque do vírus provoca inflamação no tecido que recobre os brônquios na base dos pulmões. As primeiras manifestações são tosse seca e dificuldade de respirar

2. O pulmão se enche de líquidos. Nos casos mais graves, o paciente passa a respirar por aparelhos três dias após os primeiros sintomas

3. A doença atinge a medula e reduz a produção de glóbulos brancos e plaquetas no sangue

4. O pulmão, inflamado e cheio de água, enrijece e entra em colapso. A morte ocorre por insuficiência respiratória

Fonte: www.escolavesper.com.br

Pneumonia

A pneumonia é uma doença infecciosa, causada por grande variedade de bactérias, principalmente pelo Streptococcus pneumoniae ou Diplococcus pneumoniae.

Nas pessoas com resistência orgânica debilitada por uma doença como a AIDS, em sua fase mais grave, uma bactéria oportunista chamada Pneumocystis carinii também causa a pneumonia, que contribuiu para o agravamento do quadro geral do paciente com AIDS.

Nos casos comuns de pneumonia, ocorre, além da contaminação, o enfraquecimento das defesas naturais do organismo.

Esta baixa de resistência decorre principalmente da exposição à umidade, variações bruscas de temperatura, da debilidade conseqüente de outras doenças, sobretudo do alcoolismo, ocorrendo, em conseqüência, a pneumonia.

O contágio pode acontecer pela proximidade com portadores da doença, através de gotículas de saliva. A maior incidência de pneumonia é durante o inverno e nos homens.

Sintomas

A instalação da pneumonia é repentina, com febre elevada, calafrios e delírio.

Ataca também a pleura, membrana que envolve os pulmões e que é altamente sensível. A inflamação da pleura e seu conseqüente espessamento provocam dor em toda a região torácica, dor que aumenta com os movimentos respiratórios.

A secreção defensiva dos alvéolos, bronquíolos e brônquios constitui o catarro expelido pela tosse. Em geral, o catarro é da cor de tijolo, às vezes com estrias de sangue.

As vias respiratórias, bloqueadas pelo catarro, tornam a respiração difícil e arfante, constituindo o período de enfartamento. Estas manifestações desaparecem em poucos dias, persistindo a sede e falta de apetite até os últimos dias de tratamento.

Durante qualquer fase da doença, o repouso é necessário. Os líquidos em geral contribuem para abaixar a febre e desprender o catarro.

Profilaxia e Tratamento

A principal maneira de se prevenir contra a pneumonia é evitar a queda de resistência natural do organismo, através da boa alimentação, agasalho, higiene e, às vezes, administração de glicosídios cardioativos. O tratamento consiste em repouso, alimentação livre e uso de antibióticos para bloquear o avanço da doença.

A recaída é extremamente perigosa.

Fonte: www.pueridomus.br

Pneumonia

A pneumonia é uma infecção dos pulmões que afeta os pequenos sacos de ar (alvéolos) e os tecidos circundantes.

Vários milhões de pessoas desenvolvem pneumonias e grande número morre todos os anos.

A pneumonia pode ser, frequentemente, uma doença terminal em pessoas que sofrem de outras doenças crónicas graves. É a sexta causa mais frequente de todas as mortes e a infecção mortal mais comum que se adquire nos hospitais.

Nos países em vias de desenvolvimento, a pneumonia é a causa principal de morte e só a segunda a seguir à desidratação causada pela diarreia aguda.

Causas

A pneumonia não é uma doença única, mas muitas doenças diferentes, cada uma delas causada por um microrganismo diferente. De um modo geral, a pneumonia surge depois da inalação de alguns microrganismos, mas às vezes a infecção é levada pela corrente sanguínea ou migra para os pulmões diretamente a partir de uma infecção próxima.

Nos adultos, as causas mais frequentes são as bactérias, como o Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionella e Hemophilus influenzae.

Os vírus, como os da gripe e da varicela, podem também causar pneumonia. O Mycoplasma pneumoniae, um microrganismo semelhante a uma bactéria, é uma causa particularmente frequente de pneumonia em crianças crescidas e em jovens adultos. Alguns fungos também causam pneumonia.

Algumas pessoas são mais propensas a esta doença que outras. O alcoolismo, o fumar cigarros, a diabetes, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica são causas que predispõem à pneumonia. As crianças e as pessoas de idade avançada correm maior risco de a contraírem, assim como os indivíduos com um sistema imune deficiente devido a certos fármacos (como os utilizados para curar o cancro e na prevenção da rejeição de um transplante de órgão). Também estão no grupo de risco as pessoas debilitadas, prostradas na cama, paralisadas ou inconscientes ou as que sofrem de uma doença que afeta o sistema imunitário, como a SIDA.

A pneumonia pode aparecer depois de uma cirurgia, especialmente a abdominal, ou de um traumatismo, sobretudo uma lesão torácica, devido à consequente respiração pouco aprofundada, à diminuição da capacidade de tossir e à retenção da mucosidade. Com frequência os agentes causadores são o Staphylococcus aureus, os pneumococos e o Hemophilus influenzae ou então uma combinação destes microrganismos.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas correntes da pneumonia são uma tosse produtiva com expectoração, dores no tórax, calafrios, febre e falta de ar. No entanto, estes sintomas dependem da extensão da doença e do microrganismo que a cause. Quando a pessoa apresenta sintomas de pneumonia, o médico ausculta o tórax com um fonendoscópio para avaliar a afecção.

A pneumonia produz, geralmente, uma modificação característica da transmissão dos sons que podem ouvir-se através do fonendoscópio.

Na maioria dos casos, o diagnóstico confirma-se com uma radiografia ao tórax que, frequentemente, contribui para determinar qual é o microrganismo causador da doença. Também se examinam amostras de expectoração e de sangue, com o fim de identificar a causa. No entanto, em metade dos indivíduos com pneumonia não se chega a identificar o microrganismo responsável.

Tratamento

Os exercícios de respiração profunda e a terapia para eliminar as secreções são úteis na prevenção da pneumonia em pessoas com alto risco, como as que foram submetidas a uma intervenção ao tórax e aquelas que estão debilitadas. Quem sofre de pneumonia também tem necessidade de expelir as secreções.

Muitas vezes, os indivíduos que não estão muito doentes podem tomar antibióticos por via oral e permanecer em casa.

As pessoas de idade avançada e as que têm dispneia ou uma doença cardíaca ou pulmonar preexistente habitualmente são hospitalizadas e tratadas com antibióticos por via endovenosa. Também podem necessitar de oxigénio, de líquidos endovenosos e de ventilação mecânica.

Fonte: www.manualmerck.net

Pneumonia

PNEUMONIA ASIÁTICA

Sintomas da pneumonia asiática

Febre alta, que ultrapassa os 38 graus, tosse, coriza, dores pelo corpo todo e falta de ar são os sintomas da nova pneumonia, a SRAS (Síndrome Respiratória Aguda Severa, ou SARS, na sigla em inglês). O quadro é bem parecido com o de uma gripe forte, mas a falta de ar é o sinal de que algo grave está ocorrendo.

"Os sintomas persistem por dois ou até sete dias, dependendo da reação de cada indivíduo", explica o médico Kleper Almeida, professor assistente do Colégio de Medicina da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos.

Mas não basta ter sintomas que para se suspeite da doença, pois os sinais são muito semelhantes aos da gripe, por exemplo.

O que faz um indivíduo ser um caso suspeito da pneumonia atípica é sintoma aliado com viagem recente (nos últimos dez dias) para um dos lugares atingidos pela síndrome. Ou manifestar sintomas e ter se encontrado pessoalmente com alguém que chegou de um desses lugares nos últimos dez dias. É esse perfil de paciente que deve procurar um serviço de médico o mais rápido possível.

A infecção pelo vírus da pneumonia atípica tem evolução rápida.

"Em cinco dias, a pessoa pode estar numa unidade de terapia intensiva, com respiração artificial", diz Almeida.

Nem todas as pessoas infectadas pelo vírus desenvolvem a doença e morrem. Quatro de cada cem infectados morrem; 16 têm pneumonia e são curadas e 80 têm só um quadro de sintomas semelhante ao da gripe.

Alimentos

Um médico do Hospital da Universidade Nacional de Taiwan (Hunt) afirmou hoje que a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS, ou SARS, na sigla em inglês) se transmite também pelos alimentos, uma vez que os doentes sofrem primeiro problemas gastrointestinais.

O clínico Chang Shan-Chwen, do Departamento de Doenças Infecciosas da Hunt, disse que os doentes atingidos pela SRAS, conhecida por pneumonia atípica, sofrem primeiro problemas gastrointestinais, e só depois respiratórios, "o que sugere que o vírus chega primeiro ao estômago e que, a partir daí, passa para o aparelho respiratório pelo sangue".

Contudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) comprovou apenas que a doença, cujos sintomas são febre alta, tosse seca e dores musculares, se transmite pelos fluidos corporais que o infectado expele pela tosse, espirros e de outras formas.

Os peritos da OMS, que montaram 11 laboratórios em nove países, investigam o contágio pela água.

A doença surgiu na China, em novembro, e propagou-se pelos quatro continentes, matando 78 pessoas e atingindo 2.223 pessoas, segundo os últimos dados da OMS.

Brasil

O ministro da Saúde, Humberto Costa, procurou tranqüilizar a população brasileira sobre a ocorrência no País da pneumonia asiática. "Todas as medidas que são cabíveis neste momento estão sendo tomadas", afirmou. Segundo ele, são as mesmas medidas que estão sendo tomadas onde a propagação da doença foi contida.

"Nós, acima de tudo, o tempo inteiro estamos antenados com tudo que está surgindo sobre essa doença e de orientação de ação de saúde pública. A população brasileira pode ficar tranqüila", disse. Segundo ele, o governo está tratando o assunto com máxima transparência e total compromisso para fazer tudo que for preciso para evitar a doença.

COMO SE CUIDAR

Para se proteger

Higiene
Lave a mão várias vezes ao dia
Máscara

Em teoria, deve ser usada como medida de proteção se a doença começar a ser transmitida no Brasil

Quais os sintomas

Febre alta (mais do que 38 graus)
Tosse
Coriza
Dores no corpo
Falta de ar Podem persistir por 2 a 7 dias
Tempo de incubação do vírus: de 2 a 10 dias.
O mais comum é de 3 a 5.

Prevenção

Apesar de os especialistas ainda não saberem como o vírus que provoca a doença é transmitido de uma pessoa para outra, as mãos são um importante meio de transporte de microrganismos para dentro do corpo. Isso ocorre quando o indivíduo com as mãos contaminadas coça os olhos, mexe no nariz ou na boca. A porta de entrada dos vírus para o organismo humano é a mucosa dessas partes do corpo.

"As mãos têm papel importante na transmissão de vírus respiratórios", explica o infectologista Celso Granato, professor do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Por isso, quem pensa que usar máscara é a solução para se proteger contra a doença está enganado.

Além de lavar sempre as mãos, os especialistas recomendam que as pessoas evitem viajar para o sudeste asiático e a cidade canadense de Toronto. Esses são os lugares mais atingidos pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS), também chamada de pneumonia atípica.

Outra dica de prevenção é evitar encontros com quem acabou de chegar desses locais. Kleper Almeida aconselha esperar dez dias antes de encontrar a pessoa, mesmo que ela não tenha sintomas da pneumonia.

O prazo está ligado com o tempo de incubação do vírus no organismo humano - de dois a dez dias.

Mas, para se proteger contra a doença, um item simples não pode faltar: lavar as mãos várias vezes ao dia.

Fonte: www.picarelli.com.br

Pneumonia

A pneumonia é uma síndrome clínica, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas constituído por tosse, expectoração, dor no peito ou nas costas e febre.

Os agentes causadores de penumonias são diversos e podem incluir bactérias (entre elas, pneumococo, micoplasma, clamídia e legionela) e vírus (entre eles, influenza e parainfluenza), além de produtos tóxicos e agentes físicos.

As pneumonias adquiridas na comunidade (ou seja, fora dos hospitais) por indivíduos previamente saudáveis – e que constituem o maior contingente das pneumonias – usualmente têm como germes causadores mais prováveis o pneumococo, o micoplasma, alguns vírus e a legionela.

Fatores de risco

A existência de outra doença crônica no indivíduo pode facilitar a contaminação pulmonar por um germe, comumente resultando em pneumonia.

Os pacientes mais suscetíveis a adquirirem pneumonia são os que apresentam:

Doenças broncopulmonares obstrutivas crônicas, tais como bronquite crônica, enfisema ou bronquiolite – essas pessoas são freqüentemente infectadas por S. pneumoniae, H. influenzae, agentes filtráveis (micoplasma e vírus) e Moraxella catharralis

Bronquiectasias – tais indivíduos manifestam episódios repetidos de pneumonia por pneumococos, H. influenzae ou anaeróbios (bactérias que respiram sem oxigênio).

Alcoolismo – os alcoolistas podem, ao perder a consciência (desmaiar), aspirar saliva ou qualquer outro material da boca e fazer pneumonia.

AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida - SIDA) – dependendo do número de células CD4 no sangue – podem desenvolver pneumonias, mais freqüentemente que indivíduos saudáveis.

Fibrose cística – essas crianças desenvolvem comumente pneumonias por pseudomonas e estafilococos em seu trato respiratório.

A flora bacteriana observada em casos de pneumonias adquiridas em hospitais é, em geral, formada por germes mais resistentes a antibióticos, como germes Gram-negativos aeróbios (klebsiella, pseudomonas, enterobacter, proteus, acinetobacter, etc.) e o estafilococo.

Como evitar uso de vacinas

Algumas vacinas foram desenvolvidas no sentido de estimular a produção de anticorpos protetores contra microorganismos causadores de pneumonias e outras doenças respiratórias. Essas vacinas são utilizadas principalmente em: idosos (mais de 65 anos), cardiopatas, pneumopatas, nefropatas crônicos, diabéticos, pessoas com AIDS e esplenectomizados (pessoas das quais o baço foi removido por qualquer motivo). As vacinas antipneumocócicas são administradas uma única vez, e podem ser repetidas após seis anos.

A vacina anti-influenza deve ser aplicada anualmente, também em idosos e em portadores de doenças crônicas. Vacina contra Haemophilus influenzae, tipo b (hib), é indicada para crianças entre dois meses e cinco anos de idade, adultos com doença pulmonar e pessoas com AIDS.

Algumas vacinas são fornecidas pelos postos de saúde, ou até mesmo por convênios particulares. A pessoa deve procurar um posto de saúde ou seu convênio para obter informações, já que isto pode variar entre os estados brasileiros.

Sinais e sintomas

Na prática, o conjunto de manifestações apresentado pelos portadores de pneumonia é bastante semelhante: tosse, catarro, dor no peito ou nas costas (que piora com a respiração), e febre. No entanto, o modo como se exteriorizam (cronologia, intensidade, modificação) oferece pistas que podem orientar para um determinado agente causal. Estas particularidades são úteis para o diagnóstico do tipo de pneumonia.

Uma pneumonia que se instala em indivíduo saudável, que nunca esteve internado em hospital, especialmente nos meses mais frios, cujos sintomas de febre, calafrio tremulante, dor no tórax, tosse e expectoração surgem quase ao mesmo tempo, mais provavelmente deve ser causada por pneumoccoco. Se este paciente também apresentar herpes labial, mais uma razão para se pensar em pneumococo.

Pneumonia que surge após um resfriado tem como causa mais freqüente outros agentes. Neste caso, se a tosse for muito intensa e/ou se houver a concomitância de dor de garganta, dor de ouvido, a suspeita recairá principalmente sobre o Mycoplasma pneumoniae.

Os vírus da influenza, para-influenza, sincial respiratório, adenovírus e hantavírus podem causar pneumonia em alguns componentes de um grupo maior de indivíduos infectados e com sintomas iniciais de resfriado, febre e dores musculares. A existência desse surto de doença viral numa comunidade ou grupo confinado de pessoas (escolas, quartéis, etc.) é dado importante, apontando para causa de doença respiratória possivelmente mais grave. Não é incomum, todavia, que uma infecção bacteriana (por pneumococo, hemófilo, moraxela e até estafilococo) se aproveite de um pulmão já com lesões anteriores causadas por infecção viral estabelecida primeiramente.

Pneumonia que ocorre principalmente nos meses mais quentes do ano, acompanhada de desânimo, dor de cabeça, febre alta e às vezes por diarréia líquida, é mais provavelmente causada por legionela. Contato anterior (nos últimos dois a 10 dias) do indivíduo com água poluída, especialmente numa temperatura em torno de 40º C, fortalece o diagnóstico de legionelose.

Diagnóstico

A história da doença (cronologia dos sintomas e sua duração) quase sempre contribui para o esclarecimento da sua causa e ajuda o médico a determinar qual o medicamento apropriado. Além disso, é de grande auxílio um RAIO X de tórax e um exame de escarro. O exame do escarro, na maioria das vezes, identifica o tipo de bactéria. Hemocultura (exame usado para investigar a presença de bactérias no sangue) e outros exames também podem ser utilizados.

Tratamento

O tratamento das pneumonias fundamenta-se no emprego de antibióticos apropriados ao tipo de germe causador envolvido e deve ser administrado o mais cedo possível.

Para a maioria das pessoas, inicia-se imediatamente um esquema terapêutico, sem a prévia identificação do agente causador da pneumonia. Isso se baseia no conhecimento dos pincipais agentes causadores de pneumonia nos diferentes grupos populacionais, como comentado anteriormente.

De posse dos resultados dos exames e de acordo com a resposta aos antibióticos o esquema poderá ser mantido, modificado ou substituído.

Fonte: www.medicinal.com.br

Pneumonia

PNEUMONIA ASIÁTICA

Ainda não existe medicação específica para o tratamento da pneumonia asiática - a cada cem doentes, quatro podem morrer. Mas como identificar a doença?

Como se prevenir? Como tratar?

Como é a transmissão?

A pneumonia asiática pode ser transmitida de duas formas: ou pelo contato muito próximo do paciente contaminado, através de gotículas, de salivas e também através das vias respiratórias.

Quais são os sintomas?

Compreende tosse, mal estar, febre acima de 38 graus e dificuldade respiratória.

O que fazer se os sintomas aparecerem?

Se você viajou para uma região onde esse vírus está circulando e começa a apresentar sintomas como tosse, mal estar e febre alta, é aconselhável que você procure o médico, de tal forma que ele pode dar o diagnóstico com certeza ou pelo menos te tratar de forma adequada e também, principalmente, evitar que você propague esse vírus pra outras pessoas.

Como se prevenir?

A forma mais segura que existe nesse momento é você tentar evitar respirar ar contaminado, evitar contato íntimo com pessoa contaminada, ou evitar viajar pra região onde esse vírus está sendo importante. E se não for possível adiar uma viagem pra uma região como essa, utilizar máscara. Vai ser sempre muito útil na redução do risco de se contaminar".

Já existem algumas suspeitas de casos da pneumonia asiática no país, que estão sendo examinadas pela Vigilância Sanitária. O Ministério da Saúde anunciou que vai reforçar as barreiras sanitárias mas, não pode garantir que a doença não chegue ao Brasil. "É muito difícil que ela não possa entrar, ela pode entrar, agora, o que nós podemos garantir que aconteça é que ela não seja disseminada para outras pessoas do país", afirma Humberto Costa, ministro da Saúde.

O Instituto Adolpho Lutz e o Instituto Oswaldo Cruz, são as únicas instituições que até o momento estão preparadas para diagnosticar essa doença. Até agora, os médicos vêm tratando o caso como uma pneumonia comum, do tipo bacteriana.

Fonte: www.arquivomedico.hpg.com.br

Pneumonia

O que é?

A pneumonia é uma infecção ou inflamação nos pulmões. Ela pode ser causada por vários microorganismos diferentes, incluindo vírus, bactérias, parasitas ou fungos.

Esta doença ainda é muito freqüente e afeta pessoas de todas as idades. Muitas destas, anualmente, morrem por pneumonia. A metade de todos os casos de pneumonia é causada por bactérias e, destas, o pneumococo é o mais freqüente.

Como se desenvolve?

Normalmente, a doença se desenvolve quando, por algum motivo, há uma falha nos mecanismos de defesa do organismo.

A pneumonia pode desenvolver-se por três mecanismos diferentes:

Um deles, bem freqüente, ocorre quando a pessoa inala um microorganismo, através da respiração, e este chega até um ou ambos pulmões, onde causa a doença.

Outra maneira freqüente é quando bactérias, que normalmente vivem na boca, se proliferam e acabam sendo aspiradas para um local do pulmão.

A forma mais incomum de contrair a doença é através da circulação sangüínea. Uma infecção por um microorganismo em outro local do corpo se alastra e, através do sangue que circula, chega aos pulmões, onde causa a infecção.

Mecanismos de proteção

É importante lembrar que, em circunstâncias normais, as vias respiratórias (incluindo os pulmões) têm mecanismos eficazes de proteção contra infecções por microorganismos.

O primeiro deles ocorre no nariz, onde grandes partículas são filtradas, não podendo chegar até o pulmão para causar infecções.

As partículas pequenas, quando são inaladas pelas vias respiratórias (que levam ar até os pulmões), são combatidas por mecanismos reflexos. Dentre estes estão o reflexo do espirro, do pigarrear e da tosse, que expulsam as partículas invasoras, evitando as infecções (pneumonias).

Quando as pessoas estão resfriadas, a filtração que normalmente ocorre no nariz e a imunidade do organismo podem ficar prejudicadas, facilitando o surgimento de uma pneumonia.

Naqueles casos onde ocorre uma supressão dos reflexos citados acima, também há um maior risco de surgimento de uma pneumonia. Esta pode ocorrer quando, por exemplo, uma pessoa dorme alcoolizada, fez uso de sedativos, sofreu uma perda de consciência por uma crise convulsiva ou é portador de seqüela neurológica.

Os pulmões também possuem um mecanismo de limpeza, em que os cílios que ficam no seu interior realizam, através de sua movimentação, a remoção de secreções com microorganismos que, eventualmente, tenham vencido os mecanismos de defesa descritos anteriormente.

Estes cílios ficam na parte interna dos brônquios, que são tubos que levam ar até os pulmões. É importante lembrar que este mecanismo de limpeza fica prejudicado no fumante, pois o fumo tem a propriedade de paralisar os cílios envolvidos neste trabalho.

O último mecanismo de defesa da via respiratória ocorre nos alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas (entra o oxigênio e sai o dióxido de carbono) e é onde agem os macrófagos. Estes são células especializadas na defesa do organismo e englobam os microorganismos que, porventura, tenham vencido a filtração nasal, os reflexos de pigarrear, tossir ou espirrar, além da limpeza feita pelos cílios das vias respiratórias.

O que se sente?

A pneumonia bacteriana clássica inicia abruptamente, com febre, calafrios, dor no tórax e tosse com expectoração (catarro) amarelada ou esverdeada que pode ter um pouco de sangue misturado à secreção. A tosse pode ser seca no início.

A respiração pode ficar mais curta e dolorosa, a pessoa pode ter falta de ar e em torno dos lábios a coloração da pele pode ficar azulada, nos casos mais graves.

Em idosos, confusão mental pode ser um sintoma freqüente, além da piora do estado geral (fraqueza, perda do apetite e desânimo, por exemplo). Nas crianças, os sintomas podem ser vagos (diminuição do apetite, choro, febre).

Outra alteração que pode ocorrer é o surgimento de lesões de herpes nos lábios, por estar o sistema imune debilitado.

Em alguns casos, pode ocorrer dor abdominal, vômitos, náuseas e sintomas do trato respiratório superior como dor de garganta, espirros, coriza e dor de cabeça.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito apenas baseado no exame físico alterado e na conversa que o médico teve com seu paciente que relata sinais e sintomas compatíveis com a doença. Os exames complementares são importantes para corroborar o diagnóstico e ajudarão a definir o tratamento mais adequado para cada caso.

Normalmente, o médico utiliza-se dos exames de imagem (raios-X de tórax ou, até mesmo, da tomografia computadorizada de tórax) e de exames de sangue como auxílio para o diagnóstico.

O exame do escarro também é muito importante para tentar identificar o germe causador da pneumonia. Com isso, o médico poderá prever, na maioria dos casos, o curso da doença e também definir o antibiótico mais adequado para cada caso.

Como se trata?

A pneumonia bacteriana deverá ser tratada com antibióticos. Cada caso é avaliado individualmente e se definirá, além do tipo de antibiótico, se há ou não necessidade de internação.

Nos casos graves, até mesmo a internação em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) poderá ser necessária.

Os antibióticos e demais medicações podem ser utilizados por via oral ou através de injeções, que podem ser na veia ou no músculo.

Em alguns casos, além das medicações, podemos utilizar a fisioterapia respiratória como auxiliar no tratamento. Os fisioterapeutas utilizam exercícios respiratórios, vibradores no tórax e tapotagem (percussão do tórax com os punhos) com o intuito de retirar as secreções que estão dentro dos pulmões, agilizando o processo de cura dos pacientes.

Nas pneumonias por vírus, o tratamento é praticamente só de suporte. Visa melhorar as condições do organismo para que este combata a infecção. Utiliza-se uma dieta apropriada, oxigênio (se for necessário) e medicações para dor ou febre.

Nos casos de pneumonia por parasitas ou fungos, antimicrobianos específicos são utilizados.

Como se previne?

Como já foi mencionado anteriormente, muitas vezes uma gripe ou resfriado podem preceder uma pneumonia. Para tentar evitar isso, vacinas foram criadas.

Existe no mercado, a vacina contra o vírus influenza e outra contra o pneumococo, que podem diminuir as chances do aparecimento das doenças causadas por estes germes.

Devemos lembrar que estas vacinas devem ser feitas antes do início do inverno, preferencialmente.

A vacina contra o vírus influenza deverá ser feita anualmente em idosos e naquelas pessoas com maior risco de ter uma pneumonia. A vacina contra o pneumococo deverá ser feita em idosos e naquelas pessoas com o vírus do HIV, doença renal, problemas no baço, alcoolistas ou outras condições que debilitem o sistema de defesa do organismo. Esta vacina tem a duração de aproximadamente cinco anos.

Em alguns casos, deverá ser repetida após o término deste período. Em casos selecionados, a vacina contra o Haemophilus influenzae deverá ser aplicada. Ele também é um germe freqüente que pode causar pneumonias. Existem outras vacinas, contra outros germes, que ainda estão em estudos.

Medidas simples para prevenção de pneumonias incluem cuidados com a higiene, como a lavagem de mãos com sabonetes simples.

Uma dieta rica em frutas e vegetais, que possuem vitaminas, ajudam a reforçar o sistema de defesa do organismo às infecções.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Durante quanto tempo deverá ser usado o antibiótico para o tratamento de uma pneumonia bacteriana?
Qual o tratamento indicado para uma pneumonia viral?
Quanto tempo leva para uma radiografia de tórax mostrar um resultado normal, após o tratamento de uma pneumonia?
Quais as complicações que podem ocorrer com uma pneumonia?
Qual a importância de se descobrir o microorganismo causador da pneumonia?

Fonte: www.ibvivavida.org.br

Pneumonia

A pneumonia é a inflamação dos pulmões, mas especificamente dos alvéolos, local onde ocorrem às trocas gasosas, devido à infecção causada por bactérias, vírus, fungos e outros agentes infecciosos ou por substâncias químicas.

Na pneumonia os alvéolos se enchem de pus, muco e outros líquidos, o que impede o seu funcionamento adequado.

O oxigênio pode não alcançar o sangue, e se existe oxigênio insuficiente no sangue, as células do corpo não funcionam adequadamente. Por esse motivo, e pelo risco da infecção se espalhar pelo corpo, a pneumonia pode ser fatal.

Quais são os sintomas da pneumonia?

Em muitos casos apneumonia ocorre depois de um resfriado ou gripe. Os sintomas podem se iniciar lentamente ou serem súbitos.

Os principais sintomas são:

Febre e suor intenso
Calafrios e tremores
Falta de apetite
Dor no peito que piora com a respiração, em crianças maiores
Tosse com catarro esverdeado, marrom, ou com raias de sangue
Respiração ofegante, gemência e prostração
Aceleração do pulso

Em casos graves, os lábios e unhas podem ficar roxos por falta de oxigênio no sangue e pode haver confusão mental. Em crianças muito pequenas ou já com outras doenças de base, a pneumonia pode ocorre sem a presença dos sinais clássicos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico.

O que causa a pneumonia?

A pneumonia bacteriana é a mais freqüente, ocorrendo em aproximadamente 50% dos casos. A causa mais comum de pneumonia bacteriana em adultos é uma bactéria chamada Pneumococo.

As bactérias estão presentes na cavidade oral de algumas pessoas normais. Quando as defesas do organismo enfraquecem, elas podem ser aspiradas para os pulmões e causar a pneumonia.

As pneumonias virais podem ser causadas por muitos tipos diferentes de vírus, incluindo o vírus da gripe. Ocorrem mais comumente no outono e no inverno. As pneumonias virais podem ser complicadas por pneumonias bacterianas. As crianças com doença cardíacas ou pulmonares crônicas podem ter pneumonias graves pelo vírus da gripe.

Outros microorganismos causadores da pneumonia são o Mycoplasma (segunda causa mais freqüente de pneumonia), Chlamydia (relativamente freqüente), e Legionella (incomum, mas causa muitos casos de pneumonia grave). Esses agentes, assim como os vírus, podem ser contagiosos, acometendo várias pessoas que convivem em um mesmo ambiente.

Pessoas com uma diminuição do sistema de defesa do organismo, como os portadores de HIV e pacientes com câncer em tratamento com quimioterapia, podem ter pneumonia por agentes infecciosos incomuns. O Pneumocystis carinii é um fungo que comumente causa pneumonia em pessoas com AIDS.

Quais são as complicações da pneumonia?

As conseqüências de uma pneumonia dependem muito da idade da pessoa acometida, do tipo de pneumonia e do estado geral de saúde anterior à pneumonia. As pessoas com doença cardíaca ou pulmonar prévias têm mais risco de complicações.

A complicação mais comum da pneumonia é o derrame pleural. Os pulmões são revestidos por duas membranas, as pleuras. O derrame pleural é o acúmulo de líquido entre essas membranas. Algumas vezes esse líquido pode se transformar em pus, que deverá ser drenado para o controle da infecção.

A bacteremia é uma complicação bastante grave da pneumonia, ocorre quando as bactérias alcançam o sangue, podendo se espalhar por todo o corpo, apresentando risco de vida. Bebês apresentam com frequencia esta quadro, quando a pneumonia não é tratada a tempo.

Como é feito o tratamento?

Quanto mais rápido a pneumonia for diagnosticada, maior é a chance de cura.

A maior parte das pneumonias é tratada com o uso de antibióticos, entretanto, não existe tratamento efetivo para as pneumonias virais. Após o uso de um antibiótico adequado, espera-se que ocorra melhora dos sintomas após 48 a 72 horas.

A criança deve fazer um controle ambulatorial, no segundo dia de antibióticos, para que seja avaliada sua melhora. Rx são feitos no momento do diagnostico, mas se a evolução for boa, não é necessário um Rx de controle, evitando-se assim a irradiação da criança, baseando-se o médico na evolução clinica, melhora da febre, melhora do apetite e diminuição da prostração.

A maioria das pneumonias em pacientes previamente saudáveis pode ser tratada em casa. Nos casos mais graves, entretanto, é necessária a hospitalização para receber antibiótico venoso e oxigênio. È muito importante que o paciente beba muito líquido, que evita a desidratação e ajuda na expectoração.

Prevenção

A pneumonia pode ser uma complicação de uma gripe, assim a vacina da gripe é uma boa forma de prevenção da pneumonia.

Está disponível também a vacina contra o pneumococo, o principal agente causador da pneumonia.

Ela está indicada para pessoas com maior risco de adquirir a doença e de ter suas complicações: pessoas com doenças crônicas pulmonares, cardíacas, renais, diabéticas, residentes de asilos e pessoas com 65 anos ou mais.

Como a pneumonia freqüentemente ocorre após um resfriado ou gripe comuns, deve-se estar atento ao prolongamento dos sintomas por mais de uma semana a dez dias, e procurar um médico sempre que estiverem presentes os sintomas da pneumonia.

Fonte: unisite.com.br

Pneumonia

Pneumonia é uma infecção de um ou ambos os pulmões, a qual é usualmente causada por bactérias, vírus ou fungos. Antes da descoberta dos antibióticos, 1/3 das pessoas com pneumonia morriam. Atualmente isto ocorre em < 5%. A cada ano, dois milhões de casos de pneumonia acontecem no Brasil, com 33.000 mortes.

Pneumonia

Como se “pega” pneumonia?

Em alguns casos pela inalação de gotículas contendo o germe que pode causar a pneumonia. Estas pequenas gotas vão para o ar quando uma pessoa infectada com estes germes tosse ou espirra.

Na maioria dos casos, a pneumonia é causada quando bactérias e vírus que colonizam a boca, garganta, ou o nariz são aspirados para os pulmões.

Durante o sono, é muito comum que as pessoas aspirem secreções da boca, garganta, ou nariz. Normalmente, as defesas do organismo, como a tosse e o sistema imunológico, irão impedir que os germes aspirados causem pneumonia.

Contudo, se a pessoa está em uma condição enfraquecida por uma outra doença, ou o material aspirado contém muitas bactérias, a pneumonia pode surgir. Pessoas com infecções virais recentes, doenças cardíacas, e problemas de deglutição, bem como alcoólatras, usuários de drogas e aqueles que sofreram uma convulsão ou um ataque vascular cerebral têm maior risco para desenvolver pneumonia do que a população geral.

Uma vez que os germes entram nos pulmões, eles usualmente se instalam nos alvéolos, onde crescem rapidamente. Esta área do pulmão então se torna cheia de líquido e pus, à medida que o corpo tenta lutar contra a infecção.

A pneumonia é contagiosa?

Depende da causa da pneumonia. As pneumonias bacterianas em geral não são contagiosas.

Quais são os sintomas de pneumonia?

A maioria das pessoas que desenvolvem pneumonia inicialmente tem sintomas de um resfriado, o qual é então seguido por febre alta, calafrios e uma tosse com produção de escarro.

O escarro é branco e às vezes sanguinolento. Os pacientes podem ter falta de ar. Dor no tórax pode se desenvolver se a pleura for alcançada pela infecção.

A dor piora com a respiração. Em outros casos de pneumonia, o começo dos sintomas é lento. Tosse, dor de cabeça, e dores musculares podem ser os únicos sintomas.

Em algumas pessoas com pneumonia, a tosse não é um sintoma maior, porque a infecção está localizada em áreas do pulmão longe dos brônquios maiores. Pessoas idosas podem ter poucos sintomas de pneumonia, que pode se manifestar apenas por queda do estado geral e letargia.

Como é feito o diagnóstico de pneumonia?

A pneumonia é suspeitada pelos sintomas acima descritos. A suspeita é reforçada se os médicos escutam sons respiratórios anormais, chamados estertores, através do estetoscópio, em uma ou mais regiões do pulmão. Os estertores nem sempre estão presentes.

O diagnóstico de pneumonia é confirmado pela radiografia de tórax.

No consultório nenhum outro exame será necessário se não houver sinais de que a pneumonia é grave.

Em casos mais graves, exames de sangue são necessários.

Quando a pneumonia é grave?

A pneumonia é considerada grave, com necessidade de internação, quando:

Os pacientes são idosos
A pneumonia é extensa, com queda do oxigênio no sangue
Os pacientes têm doenças associadas que diminuem a resistência do organismo, tais como alcoolismo, diabetes descontrolado, insuficiência cardíaca, doenças do fígado, câncer e outras.
Existe confusão mental
A pressão arterial está baixa
A freqüência respiratória está elevada

Quais as causas mais comuns na pneumonia?

A causa mais comum de pneumonia por bactérias é o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), uma bactéria redonda. Uma vacina é disponível contra o pneumococo, e é recomendada em idosos, pessoas com diabetes, doença renal, pulmonar ou cardíaca crônica, em alcoolistas e naquelas pessoas que tiveram o baço removido por algum motivo.

O Haemophilus influenzae (não confundir com o vírus da influenza, ou gripe), é uma bactéria que freqüentemente causa pneumonia em pessoas que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou alcoolismo.

Mycoplasma é uma bactéria que causa muitas pneumonias em pessoas mais jovens, podendo acontecer em surtos periódicos.

A doença dos Legionários é causada pela bactéria Legionella pneumoniae – este nome foi dado após seu isolamento em um surto que ocorreu em um encontro de centenas de pessoas em um hotel norte-americano pertencentes à Legião Americana.

A Legionella é freqüentemente encontrada em fontes de água contaminada e condicionadores de ar. É uma infecção potencialmente fatal. Homens idosos, fumantes, e pessoas cujo sistema imunológico está afetado têm maior risco de desenvolver pneumonia por Legionella.

Pneumonias virais não respondem aos antibióticos. Estas pneumonias se resolvem com o tempo, pelas próprias defesas do organismo. É importante ter certeza que uma pneumonia bacteriana não se desenvolve secundariamente. Se isto ocorre, então a pneumonia bacteriana é tratada com antibióticos apropriados.

Bactérias normalmente encontradas na flora intestinal (Enterobactérias) podem se instalar na garganta de pessoas com baixas defesas (alcoolistas, diabéticos, portadores de câncer, etc) e depois causarem pneumonia por aspiração.

Anaeróbios, bactérias que vivem na boca e se multiplicam em más condições dentárias, ou em abscessos de gengivas, podem ser aspiradas para os pulmões, e causar pneumonias arrastadas. Infecções por diversos fungos podem levar a pneumonia. Não são freqüentes.

O que é pneumonia atípica?

As pneumonias eram antigamente divididas em típicas e atípicas. Eram consideradas típicas aquelas que surgiam de repente, com febre alta, calafrios, dor para respirar e escarros com sangue.

As pneumonias atípicas eram aquelas de evolução lenta, parecida com gripe, com dores musculares, tosse seca e sem dor para respirar. As pneumonias típicas eram atribuídas às bactérias e as atípicas a vírus ou Mycoplasma. Diversos estudos mostraram que esta implicação da causa não se sustenta.

Como a pneumonia é tratada?

Pneumonias tratadas no domicílio recebem antibióticos dados por boca; raramente se justifica o uso de antibióticos injetáveis. O uso de penicilina intra-muscular foi abandonado, existem antibióticos mais potentes dados 1 a 2 vezes ao dia por via oral.

Os antibióticos mais usados para tratamento domiciliar das pneumonias são a amoxicilina, com ou sem ácido clavulânico, as quinolonas (levofloxacina, moxifloxacina) e os macrolídeos (azitromicina, claritromicina).

Pacientes internados são tratados com antibióticos de amplo espectro para cobrir as diversas causas.

O que fazer quando a pneumonia não responde ao tratamento?

Várias possibilidades existem nesta situação. O germe responsável não está sendo tratado com o antibiótico correto, ou é resistente ao tratamento; podem existir complicações da pneumonia, como formação de líquido na pleura, que precisa ser removido; diversas doenças pulmonares podem imitar pneumonias.

O caso deve ser reavaliado com cuidado. Tomografia de tórax é em geral solicitada nesta fase (não há indicação em pneumonia comum), bem como uma broncoscopia.

A broncoscopia é um procedimento no qual um tubo fino, flexível, com uma luz que permite a visão, é inserido pelo nariz ou pela boca depois da aplicação local de um anestésico. As passagens respiratórias podem ser examinadas diretamente pelo médico, e material da parte infectada do pulmão pode ser obtida.

Conclusões:

Pneumonia pode ser uma infecção grave e com risco de vida. Isto é especialmente verdadeiro em idosos, crianças, e naqueles que outros problemas médicos sérios, tais como DPOC, doença cardíaca, diabetes e certos tipos de câncer.

Felizmente, com a descoberta de antibióticos potentes, a maioria dos casos de pneumonia é tratada com sucesso, em casa, com antibióticos orais, sem necessidade de internação.

Fonte: www.drpereira.com.br

Pneumonia

Pneumonia significa inflamação aguda no parênquima pulmonar, causada por agentes bacterianos, viróticos, fúngicos, químicos ou físicos (1). Classificamos as pneumonias dos idosos de acordo com o local da aquisição, a presença de co-morbidade e a condição imunológica do hospedeiro, a partir desta classificação o tratamento com antibioticoterapia é escolhido, visto que o diagnóstico etiológico (o agente causador) só é diagnosticado em 50% dos caso.

Conforme o local de aquisição, as pneumonias, são classificadas em: adquiridas na comunidade; adquiridas no hospital e as adquiridas nas instituições asilares.

A definição de pneumonia adquirida na comunidade é aquela que acomete o indivíduo fora do ambiente hospitalar ou nas primeiras 48hs após a internação do paciente (2).

A incidência de pneumonias nos idosos aumenta durante os surtos de gripe, o que leva a um maior número de internações, por isso a importância da vacinação do idoso. Alguns estudos mostram que os idosos com pneumonia internam 3 a 4 vezes mais do que os adulto jovens com pneumonia adquirida na comunidade.

Já as pneumonias em asilos são de 2 a 4 vezes mais freqüentes do que as adquiridas na comunidade.

Durante a internação, o paciente idoso tem maior chance de desenvolver infecção hospitalar. Entre as infecções hospitalares encontramos com uma maior freqüência as pneumonias, que no caso dos idosos, aumentam o tempo de permanência de internação e têm maior incidência de mortalidade.

No idoso o envelhecimento fisiológico do sistema respiratório e do sistema imunológico não leva ao quadro de pneumonia, entretanto se somarmos as demais doenças que agravam a perda da reserva funcional pulmonar e o tempo de exposição por exemplo ao cigarro, aumentamos o risco de adquirir a pneumonia.

Existe um grande número de fatores predisponentes para pneumonia nos idosos: tabagismo, desnutrição, DPOC, insuficiência cardíaca (IC), insuficiência renal, doença hepática crônica, diabetes, câncer, doença neurológica e psiquiátrica, medicamentos sedativos, alcoolismo, tubos endotraqueais e nasogástricos, cirurgia recente, incapacidade para as atividades de vida diária, internação em hospitais e asilos, gripe.

Quadro clínico de pneumonia no idoso pode apresentar-se atípico, com poucos sintomas ou apenas sintomas inespecíficos, como confusão mental, distúrbio do humor, incontinência, inapetência, emagrecimento, declínio funcional, síncope e quedas.

Febre – pode estar ausente entre 40% a 60% dos casos.
Tosse e dispnéia –
presentes na maioria dos casos, porém com pouca expectoração.
Taquipnéia –
um dos sinais inespecíficos, presente no quadro de pneumonia do idoso.
Confusão mental –
com alta prevalência em idosos com faixa etária mais elevada, de 15% a 50% dos casos, sendo um indicativo de gravidade.
Declínio funcional – a dificuldade de realizar as atividades de vida diária pode estar presente em 50% dos casos. O declínio funcional, inapetência e o delírio são manifestações comuns na pneumonia adquirida nos asilos.

Os idosos com pneumonia também apresentam piora dos quadros das doenças crônicas como insuficiência cardíca, DPOC, Diabetes mellitus. Nos hospitais os idosos podem apresentar como quadro clínico o agravamento da insuficiência respiratória, a piora da função mental e a falência de múltiplos órgãos.

Os principais agentes etiológios de acordo com o local de aquisição são:

1. Pneumonias adquiridas na comunidade: Streptococcus pneumoniae; Haemophilus influenzae; bacilos gram-negativos (Klebisiela, Enterobacter, Pseudomonas, Acinetobacter); Cocos gram-negativos (Moraxella), Microorganismos atípicos (Mycoplasma, Legionella, Chlamydia, Coxiella); Staphylococcus aureus; Vírus da gripe (Influenza).
2. Pneumonias adquiridas no Hospital:
Bacilos gram-negativos, Polimicrobiana, Streptococcus pneumoniae, Vírus da gripe, Microrganismos atípicos; Staphylococcus aureus; Anaeróbios.
3. Pneumonias adquiridas nas instituições asilares:
Streptococcus pneumoniae; Polimicrobiana; Bacilos gram–negativos; Staphilococcus aureus; Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis; Anaeróbios; Microrganismos atípicos.

A avaliação diagnóstica inclui uma anamnese detalhada, principalmente com histórias anteriores de pneumonia, DPOC , internações anteriores, local onde vive e etc, a radiografia de tórax e um hemograma; já o diagnóstico etiológico é feito pelo exame bacteriológico da secreção pulmonar.

Dependendo do quadro clínico como na septicemia podemos colher as hemoculturas, gasometria quando há insuficiência pulmonar, sorologia para vírus no caso das suspeitas etiológicas e demais exames específicos se necessário.

De acordo com todo o quadro clínico, mais a história de vida do paciente, suas condições sócio econômicas, os cuidados da família, a gravidade da doença, observamos o aumento do risco de mortalidade para o idoso e por este motivo podemos fazer uma avaliação do risco de pacientes para sabermos se o tratamento deve incluir a internação.

O diagnóstico diferencial de pneumonia no idoso deve incluir a insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio; tromboembolismo pulmonar; tuberculose; micoses e as neoplasias.

O tratamento da pneumonia no idoso começa pelas medidas de suporte como a hidratação, a nutrição e a oxigenação, preservar as funções cardiovascular e renal do idoso. Quando o paciente esta hospitalizado as medidas de prevenção das úlceras de pressão, da trombose venosa profunda, do delírio e do declínio funcional devem ser instituídas precocemente.

Para o tratamento da pneumonias bacterianas consiste na administração de antibióticos nas primeiras 24hs, mesmo não sendo especificado o agente etiológico.

A escolha baseia-se na idade do paciente, o local onde a infecção é adquirida, a possibilidade de aspiração, a presença de comorbidades, as condições imunológicas do paciente, e no caso dos hospitais nos germes mais comuns.

A prevenção da pneumonia do idoso é de extrema importância em saúde pública, devido à gravidade da infecção e a alta taxa de mortalidade.

A vacinação contra a gripe, a vacinação contra o pneumococo e os cuidados gerais como a higiene oral, posicionamento correto no leito, manutenção do bom estado funcional, controle das doenças crônicas, realização de fisioterapia motora e respiratória, aporte ao familiar, são medidas específicas e por isso a necessidade de uma equipe multidisciplinar preparada para atuação na área de geriatria e gerontologia.

Mônica Cristine Jovê Motti

Referências

1. Costa,E.F.A. – Pneumonias. Tratado de Geriatria e Gerontologia, cap42, pg.353 a 361,2002.
2. Abitbol,R.A. – Pneumonia Comunitária em Adultos, Rotinas de Clínica Médica, Medstudants, 2000. Costa, E.F.A., Pneumonias,Tratado de Geriatria e Gerontologia, cap.42, pg.353 a 361,2002.Almada-Filho, C.M.A.;Gagliardi,A.M.Z.;Trembuch,M. – Infecções In: Ramos L.R. & Toniolo-Neto J (Cord) – Guia de medicina da UNIFESP – Geriatria e Gerontologia, cap 9, pg 121 a 127,2005.

Fonte: www.medicinageriatrica.com.br

Pneumonia

PNEUMONIA ASIÁTICA

A pneumonia asiática é uma doença que apresenta sintomas parecidos com uma gripe: febre alta (acima de 38ºC), calafrios, dores musculares e tosse seca. O quadro evolui para dificuldade na respiração.

A epidemia da síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) surgiu na Ásia e se espalhou para diversos países da Oceania, da Europa e da América do Norte. Ainda não há casos confirmados na América do Sul.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os primeiros casos da doença surgiram em novembro de 2002 na China, país mais atingido pela epidemia.

São notificados casos também em países como Canadá, Alemanha, Estados Unidos, Suécia, Suíça, França, Reino Unido, Irlanda, Espanha e Áustria.

Segundo informações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a maior proporção dos casos foi registrada em adultos (25 a 70 anos). O período de incubação pode variar de dois e dez dias.

Uma "significativa" melhora dos sintomas ocorre a partir do sexto dia para 80% ou 90% dos casos. O quadro clínico do restante dos pacientes se agrava, progredindo para insuficiência respiratória aguda, exigindo entubação e ventilação mecânica.

Aparentemente, a doença precisa de contato próximo com pessoas infectadas para ser transmitida, através da saliva ou secreções corporais. Não há certeza, porém, sobre o real grau de infecciosidade da pneumonia asiática.

Tratamento

Os cientistas acreditam que o vírus causador da pneumonia asiática seja um novo tipo de coronavírus, da mesma família dos vírus da gripe, segundo a publicação New England Journal of Medicine. A identificação do agente da Sars permite que laboratórios se concentrem no desenvolvimento de diagnósticos mais rápidos e precisos.

Mas alguns exames laboratoriais em pacientes do Canadá, China e Estados Unidos detectaram a presença de vírus das famílias Paramyxoviridae, além de M. pneumoniae, segundo o Ministério da Saúde. Mas pesquisadores ainda não determinaram se eles podem ser, na verdade, infecções oportunistas, que se aproveitam do enfraquecimento causado pelo coronavírus.

Outras hipóteses também são levadas em conta, como de ser algum vírus que cause infecção em animais e que tenha cruzado a barreira das espécies para infectar humanos ou de ser algum vírus que cause infecção em humanos e que tenha sofrido processo de mutação.

De acordo com a Anvisa, diversas terapias com antibióticos têm sido tentadas até o momento, com pouco efeito evidente. A terapia mais utilizada atualmente é o suporte geral do paciente, assegurando a hidratação e o tratamento de infecções subsequentes. O paciente deve ser isolado.

Prevenção

O ministro da Saúde, Humberto Costa, disse que o Brasil já adotou todas as providências recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para evitar uma epidemia da Sars no país.

Aeroportos e portos estão orientados para identificar possíveis vítimas. Além disso, o governo colocou em alerta as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, que deverão isolar pessoas supostamente contaminadas e providenciar a biossegurança dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

Conduta

A pessoa que apresentar os sintomas suspeitos deve procurar atendimento médico. A Vigilância Epidemiológica das secretarias Municipal e Estadual de Saúde devem ser comunicadas.

Se for detectado caso suspeito durante vôo internacional de aeronaves procedentes de áreas afetadas, ele deve ser notificado às autoridades sanitárias da Anvisa em exercício no aeroporto. Além disso, a aeronave deverá ser estacionada em área remota e aguardar a presença da autoridade sanitária da Anvisa para autorização de desembarque dos passageiros.

A Anvisa afirma que passageiros que tiveram contato direto com o caso suspeito e aqueles que se sentaram próximos ao paciente deverão ficar em regime de quarentena domiciliar por dez dias a partir da data do desembarque.

Em caso de viagens marítimas internacionais, o procedimento é parecido. Todos os passageiros e a tripulação, porém, serão considerados contatos íntimos e só poderão ser liberados para desembarque após autorização da autoridade sanitária da Anvisa em exercício no porto, por um período máximo de dez dias após a data de início de sintomas do caso suspeito.

Durante o período, a embarcação ficará fundeada e deverá ser garantida a avaliação e assistência sistemática da saúde dos passageiros e tripulação.

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Pneumonia

Pneumonia é uma infecção dos pulmões. A maioria das pneumonias é causada por infecções bacterianas, e a causa mais comum no mundo inteiro é a bactéria Streptococos pneumoniae.

Outras bactérias, como o Mycoplasma e a Legionella, como também certos vírus, podem causar pneumonia. Porém, como estas infecções menos comuns nem sempre causem todos os sintomas de pneumonia clássicos, elas são chamadas freqüentemente pneumonias atípicas. Pneumonias atípicas geralmente acontecem em pessoas abaixo dos 40 anos de idade e em idosos.

A pneumonia que se desenvolve quando alguém está hospitalizado por outra doença tende a ser mais séria, porque os microrganismos encontrados em um hospital ficam resistentes a muitos antibióticos. Além disso, como a pessoa está hospitalizada, ela geralmente está debilitada por outras doenças e então menos capaz de lutar contra a infecção.

Um tipo de pneumonia chamada pneumonia broncoaspirativa se desenvolve quando agentes químicos irritantes e bactérias da boca ou do estômago são inalados pelos pulmões (durante o vômito, por exemplo).

É mais comum em pessoas que tiveram derrames cerebrais e têm dificuldades para controlar os reflexos da deglutição ou em pessoas que estão inconscientes como resultado da intoxicação pelo álcool ou outras drogas.

Quadro Clínico

A maioria das pneumonias causa febre, tosse com secreção (tossir com muco), falta de ar e fadiga. Nos pacientes mais velhos, a fadiga ou a confusão mental podem ser os únicos sintomas ou os mais importantes. Nas pneumonias atípicas e virais, uma tosse seca, sem muco, é mais comum.

Diagnóstico

O médico irá perguntar primeiro por seus sintomas. Durante o exame físico, ele irá checar para ver se você está respirando rapidamente e com dificuldade. Ele também verá se há confusão mental e uma cor arroxeada (cianose) em seus lábios, unhas ou mãos porque isto pode indicar que você tem baixos níveis de oxigênio em seu sangue.

Usando um estetoscópio, o médico pode escutar a parte de trás dos pulmões e ver se há sons anormais.

O diagnóstico de pneumonia é freqüentemente confirmado por uma Radiografia do tórax. Se a Radiografia do tórax não mostrar pneumonia, mas seus sintomas e exame físico sugerirem pneumonia, o médico pode fazer o diagnóstico pelo exame que vê as características do catarro sob um microscópio (exame do escarro) ou conferir se o exame de sangue mostra uma elevação das células brancas do sangue que combatem uma infecção (leucócitos).

Também podem ser enviadas amostras de seu cuspe ou sangue para um laboratório para identificar a causa específica de sua pneumonia (cultura). Identificar o organismo infeccioso pode ajudar o médico a escolher o melhor antibiótico para tratar a infecção. Porém, até mesmo quando nenhum microrganismo pode ser identificado, a pneumonia ainda assim pode ser tratada eficazmente com antibióticos.

Prevenção

Há duas vacinas que podem prevenir o desenvolvimento das pneumonias. Uma vacina contra alguns dos tipos mais comuns do Streptococos pneumoniae (vacina pneumocócica, ou PPV) é recomendada para pessoas acima dos 65 anos de idade e para pessoas com risco mais alto de desenvolver pneumonias graves.

Isto inclui as pessoas com:

Doenças pulmonares
Doenças do coração
Doenças do fígado
Doença dos rins Um baço doente
Pessoas que fizeram cirurgia para retirar o baço
Certos tipos de câncer ou as pessoas que fazem tratamento contra o câncer
Um sistema imune debilitado (HIV por ex.)

Outro tipo de vacina contra a pneumonia (vacina pneumocócica conjugada—PCV) é dado às crianças abaixo dos dois anos de idade. Ela é usada principalmente para reduzir o risco de meningites e infecções de ouvido e também reduz o risco de pneumonia.

A vacina da gripe, que é dada anualmente, reduz tanto a incidência de gripe como de infecções bacterianas ou pneumonias subseqüentes, que podem complicar a infecção viral inicial. Qualquer pessoa acima da idade de 6 meses pode tomar a vacina.

Ela é altamente recomendada para pessoas acima dos 65 anos de idade, e aqueles que estão sob risco mais alto de desenvolver gripes graves, incluindo:

Residentes de casas de repouso e outras instalações de cuidado médico por tempo prolongado
Qualquer um com doença crônica do pulmão ou coração
Qualquer um que tenha sido hospitalizado no último ano para problemas médicos crônicos
Qualquer um com um sistema imune debilitado devido a HIV/AIDS, câncer ou fazendo uso certos medicamentos (como corticóides ou quimioterapia do câncer)
Mulheres que estão além do terceiro mês de gravidez durante a estação de gripe (abril a agosto)
As crianças e adolescentes em tratamento com aspirina a longo prazo (por causa do risco da Síndrome de Reye)

A vacina contra a gripe também é recomendada para adultos entre as idades de 50 e 65 anos, crianças entre as idades de 6 e 23 meses e pessoas que entram em contato direto com alguém de alto risco, inclusive pais, contatos com crianças jovens em creches, trabalhadores na área de saúde e empregados de instalações de assistência como asilos e casas de repouso.

Tratamento

O principal tratamento para as pneumonias são os antibióticos. Uma pessoa mais jovem ou mais saudável pode seguramente ser tratada com antibióticos em casa e pode sentir-se bem em poucos dias. Algumas pessoas têm um risco mais alto de complicações e podem precisar ser hospitalizadas de dois dias a uma semana (às vezes mais).

Elas incluem as pessoas acima dos 60 anos ou aquelas que têm outras doenças como insuficiência cardíaca congestiva, doença crônica dos rins ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC – Bronquite, por exemplo); uma contagem de leucócitos alta ou um baixo nível de oxigênio no sangue.

Além de antibióticos, outros tratamentos para pneumonia incluem: Repouso, líquidos endovenosos e oxigênio suplementar adequado para elevar o nível de oxigênio no sangue.

Tossir é importante porque ajuda a limpar o material infectado dos pulmões, dessa forma, o médico pode não querer prescrever medicamentos para suprimir a tosse completamente. Se a pneumonia for severa, o paciente pode ser colocado em um ventilador mecânico para entrar bastante oxigênio em seu sangue.

Qual Médico Procurar?

Um resfriado comum ou uma bronquite causada por um vírus podem compartilhar muitos dos sintomas de uma pneumonia. A pneumonia é suspeitada quando a tosse produz muco (secreção) com uma cor verde ou marrom, quando há tremores ou calafrios, ou ainda, se há dificuldade para respirar.

A falta de ar pode significar que uma pneumonia esteja se desenvolvendo, ou que os brônquios (canais de ar no pulmão) estão entrando em espasmo e estão tornando a respiração mais difícil. Neste caso, deve-se procurar um serviço de emergência para uma avaliação urgente.

Além disso, se você foi diagnosticado com um resfriado ou bronquite e os sintomas estão piorando ou persistem mais que uma semana, você deve procurar o consultório de um pneumologista para avaliação.

Prognóstico

A maioria das pneumonias é tratada com sucesso, especialmente se os antibióticos são iniciados cedo. A pneumonia pode ser fatal, mas só quando não é diagnosticada até que já esteja grave, ou quando se desenvolve em pessoas com outros problemas médicos.

A pneumonia normalmente não causa lesão permanente aos pulmões. Em casos raros, a pneumonia broncoaspirativa pode evoluir para um abscesso pulmonar, chamado empiema.

Fonte: www.policlin.com.br

Pneumonia

É um processo inflamatório que atinge os pulmões.

A pneumonia pode se apresentar de forma bem amena ou mais severa, caso em que pode ser fatal.

A gravidade da doença depende do agente causador, da idade e das condições imunológicas do paciente.

Causa

A pneumonia pode ser causada por bactérias, vírus ou até fungos.

A maioria das pneumonias é causada por dois tipos de bactéria: pneumococo (Streptococcus pneumoniae) e hemophilus (Haemophilus influenzae).

Principalmente em pessoas idosas, a pneumonia bacteriana pode ser uma complicação da gripe ou de um simples resfriado.

O vírus da varicela e o da gripe também são potenciais causadores da doença.

Principais sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas são:

Tosse com muco (catarro) amarelo ou esverdeado e, ocasionalmente, com sangue
Dificuldade para respirar
Aumento da freqüência respiratória
Dor torácica
Febre e calafrios

Tratamento

Se a causa for bacteriana, o tratamento é feito a base de antibióticos. Em alguns casos, o médico não consegue distinguir qual o agente causador, bactéria ou vírus, mesmo assim são receitados antibióticos.

Se a causa for viral, o remédio não vai resolver.

Se o paciente não estiver em estado grave, costuma-se fazer o tratamento em casa. O indivíduo deve beber bastante líquido e descansar.

Os enfermos mais idosos, bebês com pouco tempo de vida ou em estado grave, com complicações devido a outras doenças, devem ser internados. No hospital, poderão receber antibiótico por via intravenosa e cuidados especiais como hidratação, administração de oxigênio e bronco-dilatadores, além de fisioterapia respiratória.

Prevenção

Seguir o calendário de vacinação é uma das maneiras de prevenir a pneumonia, principalmente em crianças. A poluição do ambiente também pode deixar o indivíduo mais suscetível às inflamações no pulmão, por isso, é importante evitar lugares com muita fumaça, inclusive a do cigarro.

Para as pessoas com doenças que atingem o sistema imunológico como a Aids ou com idade avançada, podem ser administradas as vacinas específicas contra as duas bactérias que causam a maior parte das pneumonias.

Mariana Mesquita

Referecia

AllRefer Health, livro “A saúde de nossos filhos” do Hospital Israelita Albert Einstein e Manual Merck de Medicina.

Fonte: www.unimed.com.br

Pneumonia

Pneumonia é a infecção do parênquima pulmonar.

Ocorre por uma invasão de vírus, bactérias e outros microorganismos.

Na pneumonia os sacos de ar (alvéolos) se enchem de pus, muco e outros líquidos. Isso torna mais difícil a oxigenação do sangue, podendo levar à falta de ar.

Pneumonia
Pneumonia Lobar

Pneumonia
Broncopneumonia

A pneumonia lobar afeta uma seção do pulmão (lobo) . Por outro lado, a broncopneumonia afeta áreas espalhadas em ambos os pulmões.

O diagnóstico de pneumonia é feito através de um detalhado exame físico e Raio X de tórax.

Em alguns casos outros exames podem ser necessários.

Causas

A pneumonia pode ter várias causas. Nos países mais desenvolvidos predominam as pneumonias virais. No Brasil também há dados confirmando essa hipótese.

Pneumonias Virais

Inúmeros vírus podem causar pneumonia . A maioria produz infecções de vias aéreas superiores mas também podem provocar pneumonia, especialmente em crianças.

Os principais agentes virais associados à pneumonia são: Influenza , Adenovírus , Herpes zoster e Sarampo. Os sintomas iniciais da pneumonia viral incluem febre, tosse seca, dor de cabeça, dores no corpo e abatimento.

Pneumonias Bacterianas

As principais bactérias causadoras de pneumonia são o Streptococcus pneumonie, Haemophilus influenza e Staphilococcus aureus. Essas bactérias produzem basicamente a pneumonia na forma lobar. Pode haver invasão da corrente sangüínea espalhando a infecção por todo o corpo.

Os sintomas característicos são: febre alta, dor no peito, respiração rápida , tosse com secreção purulenta e falta de ar.

Pneumonia por Mycoplasma

A pneumonia causada pelo Mycoplasma é geralmente leve, e afeta principalmente crianças acima de 5 anos.

Tosse persistente é o principal sintoma. Também acompanham náusea, vômitos, e calafrios.

Outras causas

Também causam pneumonias a aspiração de alimentos, líquidos, gases e poeira. Essas pneumonias "químicas" podem ser muito graves e quase sempre exigem hospitalização.

Prevenção

Existem vacinas para alguns tipos de pneumonia. A vacina Pneumocócica protege contra o Streptococcus pneumonie e é recomendada para pessoas com mais de 65 anos. Algumas crianças com doenças crônicas também devem receber esta vacina. A vacina do Haemophilus também oferece boa proteção contra pneumonia.

Tratamento

O tratamento com antibióticos das pneumonias bacterianas e por Mycoplasma quase sempre tem sucesso. As chances de recuperação são melhores em pessoas jovens com boa saúde e com tratamento apropriado.

A escolha do antibiótico é determinada por vários fatores: idade do paciente, origem (de casa ou do hospital) e sintomas apresentados pelo paciente. O antibiótico é mantido por uma ou duas semanas. Não há tratamento para as pneumonias virais e a evolução é determinada pela agressividade do vírus e as defesas do paciente. As vezes é preciso, além dos antibióticos, oxigênio e medicamentos para tosse e dor.

BIBLIOGRAFIA

RESPIRATORY INTERTIONS IN CHILDREN ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DE SAÚDE
THE LUNG ASSOCIATION HOME PAGE

Fonte: www.amora.cap.ufrgs.br

Pneumonia

Pneumonia aguda na criança

O que é?

Pneumonia aguda é uma doença que resulta da infecção das vias aéreas e dos pulmões por certos agentes. Eventualmente, pode ser acometido também o espaço entre as pleuras (as membranas que envolvem os pulmões). Nessa condição, ocorre o acúmulo de líquido ou pus na cavidade entre as pleuras, provocando um derrame pleural.

Características

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 2 milhões de crianças abaixo de 5 anos de idade morrem de pneumonia a cada ano predominantemente nos países em desenvolvimento. Nesses países, as pneumonias são responsáveis por 30% das hospitalizações de crianças e a taxa de mortalidade média varia entre 5% e 10% dos casos internados. No Brasil, as pneumopatias agudas são responsáveis por 11% das mortes em crianças com idade inferior a 1 ano e 13% na faixa etária entre 1 e 4 anos

Causas

A pneumonia ocorre como resultado da interação entre o agente infeccioso, o hospedeiro e problemas ambientais.

Os fatores de risco para o desenvolvimento de pneumonia em crianças são baixo peso no nascimento, desnutrição, falta de aleitamento materno, deficiência de vitamina A, poluição ambiental e exposição à fumaça de cigarro. A desnutrição e baixo peso no nascimento constituem também fatores de alto risco de óbito por pneumonia aguda.

As crianças que tem maior risco de contrair pneumonia são aquelas que:

  1. Não receberam imunização adequada com as vacinas disponíveis contra as principais moléstias infecto-contagiosas que predispõem a pneumonias e contra os principais agentes de pneumonias (sarampo, varicela, coqueluche, gripe, Haemophilus influenzae tipo b, pneumococos)
  2. Não foram amamentadas ao seio pelo menos nos primeiros 6 meses de vida e que não estão recebendo uma boa nutrição
  3. Crianças que permanecem em ambientes fechados em aglomeração com outras crianças doentes como creches ou berçários
  4. Crianças expostas à fumaça de cigarro (fumantes passivos), à poluição e a ambientes sem higiene com muita poeira doméstica e ácaros.

Principais sinais e sintomas:

  1. Febre freqüente (na maioria dos casos)
  2. Tosse
  3. Prostração
  4. Aumento da freqüência respiratória (respiração mais rápida). As crianças que concomitantemente apresentam dificuldade respiratória, gemência, com retração entre as costelas inferiores ou abaixo da altura do músculo diafragma podem ter uma forma mais grave de pneumonia. Esses sinais são particularmente importantes em crianças menores de 2 anos e merecem muita atenção.
  5. Dificuldade para se alimentar

As crianças que manifestem esses sinais e sintomas devem procurar atendimento médico imediatamente para tratamento adequado.

Tratamento

A maioria das pneumonias é causada por dois tipos de bactérias: pneumococo (Streptococcus pneumonae) e hemophilus (Haemophilus influenzae) e, ocasionalmente pelo Staphylococcus aureus. Alguns vírus também causam pneumonias, particularmente em crianças menores de 2 anos, os mais comuns são o vírus respiratório sincicial (VRS), influenza (vírus da gripe), parainfluenza e adenovírus. Outros agentes como Mycoplasmas e Chlamydias causam uma forma de pneumonia que freqüentemente não se acompanha de febre e, por esta razão, é denominada de pneumonia atípica.

O tratamento é feito com antibiótico, na grande maioria dos casos, conforme orientação médica. Se a criança estiver bem, o tratamento poderá ser realizado em casa, sob supervisão médica constante, com a administração de antibiótico por via oral e com reavaliações conforme a necessidade. As crianças com pneumonia grave e as que pioram durante o tratamento domiciliar devem ser internadas, para que possam tomar antibiótico pela veia (via intravenosa) e receber cuidados especiais como hidratação, administração de oxigênio, broncodilatadores e fisioterapia respiratória.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir pneumonias é a manutenção rigorosa do calendário de imunização, particularmente em relação às vacinas consideradas obrigatórias.

As vacinas contra as duas bactérias que causam a maior parte das pneumonias, pneumococos e Haemophilus influenzae b, devem ser administradas rotineiramente.

A vacina contra gripe pode ser útil para prevenção, pois freqüentemente as pneumonias agudas ocorrem como complicação após episódio de gripe, particularmente em crianças menores.

Outras medidas de prevenção das pneumonias são:

  1. Manter o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, uma alimentação saudável e um bom estado nutricional.
  2. Suplementar a dieta com vitaminas A e D no primeiro ano de vida, conforme recomendação médica.
  3. Evitar a exposição da criança à fumaça de cigarro e a locais muito poluídos.
  4. Evitar locais com aglomeração de pessoas, em ambientes fechados, particularmente no outono e inverno.
  5. Procurar atendimento médico sempre que a criança apresentar os sintomas de alerta, como tosse constante, gemência, dificuldade para se alimentar, apatia e movimentos anormais no tórax.

Joaquim Carlos Rodrigues

Fonte: www.spsp.org.br

Pneumonia

A pneumonia pode ser desencadeada por vírus, fungos, protozoários e, principalmente, bactérias e caracteriza-se pela inflamação dos pulmões - mais especificamente os alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas - em virtude de infecções causadas pelos microorganismos citados.

A doença pode ser adquirida por simples aspiração do ar ou de gotículas de saliva e secreções contaminadas ou, ainda, por transfusão de sangue.

Normalmente a moléstia atinge crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, como alcoólatras, tabagistas, ou indivíduos já atingidos por outras enfermidades - ela é a maior causa de mortes entre os enfermos infectados com o vírus da AIDS.

A pneumonia também pode ser adquirida por mudanças bruscas da temperatura (por exemplo, quando se sai da ducha quente direto para a varanda com vento frio) que comprometem o funcionamento dos cílios responsáveis pela filtragem do ar aspirado.

Os sintomas da doença são tosse com escarro, dores reumáticas e torácicas, febre que pode chegar a 40°C, calafrios, dor de ouvido e de garganta, aceleração de pulso e respiração ofegante.

Quando não é tratada, a pneumonia pode evoluir para um quadro mais grave com acumulo de líquido nos pulmões e o surgimento de ulcerações nos brônquios.

O tratamento depende do agente causador da enfermidade, mas costuma-se administrar antibióticos como a tetraciclina e a eritromicina. Também deve-se isolar o paciente para evitar o contágio de outras pessoas.

Os principais agentes causadores da pneumonia são:

Bactérias Diplococcus pneumoniae

Haemophilus influenza

Staphylococcus aureus

Klebsiella pneumoniae.

Entre os vírus destacam-se: o do sarampo e o da varíola (este último, já extinto).

Fonte: www.fiocruz.br

Pneumonia

1. O que é pneumonia?

A pneumonia é uma infecção nos pulmões, na qual a criança apresenta tosse, febre e dificuldade respiratória. É muito comum em crianças, sendo importante causa de internação nessa idade.

2. O que causa a pneumonia?

A pneumonia é causada por microorganismos que atingem os pulmões através da inalação pelo ar, sendo os mais comuns os vírus e as bactérias. Também pode ser causada pela aspiração, para dentro dos pulmões, de alimentos, substâncias do estômago ou corpo estranho (brinquedo, bala, feijão e outros), assim como por parasitos.

3. Sempre vai ter pneumonia quem entrar em contato com uma pessoa que tem a doença?

Não. O nosso corpo tem alguns meios de defesa, como o nariz que aquece e filtra o ar que é inspirado, cercando alguns microorganismos para que eles não alcancem os pulmões. A tosse é outro mecanismo de defesa e constitui um meio de expulsar os microorganismos. Se eles conseguirem passar por estas barreiras, dentro dos pulmões existem outros meios de proteção.

4. Em que idade ocorre a pneumonia?

A pneumonia ocorre em todas as idades, sendo que a que ocorre nos recém-nascidos até 3 meses é mais grave e diferente da pneumonia que ocorre em crianças maiores.

5. Quais são os sintomas da pneumonia?

Geralmente a criança apresenta sintomas como tosse, dificuldade para respirar e febre alta. Além disso, a criança fica abatida, quieta e sem vontade de comer.

6. Toda criança com pneumonia deve ser internada?

Não. A maioria das crianças pode ser tratada em casa se houver condições de dar os remédios no horário certo, pelo tempo certo. As crianças com doença mais grave e os recém-nascidos devem ser internados. Pode-se também tratar a pneumonia com injeção uma única vez permanecendo, assim, a criança em casa.

7. Existe princípio de pneumonia?

Não. Existem pneumonias que não são graves, ou seja, os sintomas são mais leves e a criança pode ficar menos abatida, mas a criança tem pneumonia.

8. Quais exames um médico pode solicitar para uma criança com suspeita de pneumonia?

O exame de maior importância é a radiografia do tórax. Outros exames como hemograma, PCR, hemocultura, gasometria arterial, ultra-som, tomografia computadorizada, bioquímico e cultura de punção torácica, biópsia pulmonar, podem ser necessários, conforme a gravidade do caso.

9. Toda pneumonia precisa ser tratada com antibióticos?

Não. Um grande número de pneumonias em crianças são causadas por vírus e estas não são tratadas com antibióticos. As pneumonias causadas por bactérias essas sim devem ser tratadas com antibióticos.

10. Que outros remédios devem ser tomados?

Deve ser dado à criança um remédio para a febre. Remédio para tosse não deve ser dado, pois esta constitui um meio de expulsar os microorganismos. Somente em situações especiais, em que a tosse incomoda muito a criança, atrapalhando o sono e dificultando a alimentação é que o remédio deve ser dado, mas somente com indicação médica.

11. O que mais deve ser feito quando a criança está com pneumonia?

Oferecer à criança uma alimentação adequada de acordo com a vontade dela e dar grandes quantidades de líquidos. Além disso, pode ser necessário repouso que pode variar conforme a gravidade do caso.

12. Quando a criança melhora pode parar de dar o antibiótico?

Não. Mesmo a criança tendo melhorado, estando sem febre, o remédio deve ser dado até o final dos dias indicados pelo médico. Na verdade, parar ou continuar o antibiótico, contrariando a indicação do médico, pode trazer conseqüências mais sérias para o doente.

13. Existe vacina para pneumonia?

Toda criança recebe 3 doses da vacina tetravalente – aos 2, 4 e 6 meses de idade – mais reforço com 1 ano e meio, que dá proteção contra um tipo de bactéria chamada “hemófilos”, responsável por muitos casos de pneumonia. Essa vacina não impede totalmente que a ocorra a pneumonia, porque outras bactérias e vírus também podem causa-la.

Fonte: www.medicina.ufmg.br

Pneumonia

Pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar, ou seja, da parte distal dos pulmões (vias aéreas terminais, alvéolos e interstício).

Este processo se instala quando um micro-organismo alcança o pulmão e a pessoa apresenta diminuição dos seus mecanismos de defesa. O agente causal pode ser bactéria, vírus, fungo, protozoário, helminto, fenômenos tromboembólicos, imuno-alérgicos, obstrutivos broncopulmonares e outros.

É importante determinar, quando se diagnostica pneumonia, se a pessoa tem mais de 60 anos e/ou se apresenta outra doença debilitante já existente, que permitirá definir sua gravidade, e se o tratamento deve ser realizado em casa ou internado no hospital.

Broncopneumonia é outro termo usado para definir o aspecto radiográfico da pneumonia (de várias imagens nodulares em um ou ambos pulmões, diferente do aspecto clássico da pneumonia, que é uma opacidade mais ou menos homogênea e localizada em um lobo ou segmento pulmonar, quando examinada uma radiografia dos pulmões).

Sintomas

Os sinais e sintomas de uma pneumonia bacteriana variam amplamente em relação a vários fatores, principalmente a natureza do agente causal e o estado prévio de saúde do paciente.

Quando a pessoa é previamente saudável, sem outros problemas de saúde, geralmente inicia sua pneumonia com breves sintomas em vias aéreas superiores (coriza, dor de garganta e espirros), seguidos de calafrios e febre, dor torácica e tosse, às vezes com hemoptise. O exame clínico do médico, uma radiografia de tórax e alguns poucos exames de laboratório geralmente confirmam com facilidade o diagnóstico de pneumonia.

Porém, no outro extremo, um paciente idoso, com doenças prévias já existentes (cardiológicas, diabetes mellitus, desnutrição, câncer etc.) pode ter uma aparência decaída, desorientada, e seus exames clínico, radiológico e de laboratório, também em forma pouco definida, levam ao diagnóstico de pneumonia.

Tratamento

A maioria dos pacientes com pneumonia poderá ser tratada em seu domicílio.

Exige-se hospitalização de pacientes em estado grave que precisam de cuidados especiais e medicação endovenosa, de portadores de outras doenças debilitantes e daqueles cujas condições domiciliares não permitem o tratamento adequado.

O repouso no leito é importante. A dieta é livre, aumentando a ingestão de líquidos, calorias e proteínas.

A medicação, principalmente antibiótica, deve ser prescrita pelo médico responsável de acordo com o quadro clínico, radiológico e dos exames de laboratório.

Às vezes, há necessidade de oxigenioterapia e eventualmente atendimento em UTI.

Fonte: www.pulmonar.org.br

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