Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home   Voltar

Pterígio

O que é?

Pterígio
Pterígio

O pterígio é um espessamento vascularizado da conjuntiva (membrana de coloração róseo-avermelhada que recobre a porção interna das pálpebras e a porção anterior branca do olho, esclera). Apresenta-se como uma membrana que acaba por invadir a superfície transparente do olho (córnea) adquirindo a forma triangular que se estende do canto nasal em direção a córnea, pode também ocorrer do lado oposto. Pode comprometer a visão quando cresce em direção a pupila. Ainda não se sabe exatamente as causas do pterígio.

Dentre as causas observamos que o componente genético está associado ao quadro com freqüência, além de situações como a exposição aumentada à radiação ultravioleta (sol) e a permanência em ambientes poluídos (p.ex.,excesso de poeira). Apresenta-se com crescimento benigno e pode ser retirado por procedimento cirúrgico. Observamos casos de recorrência naqueles indivíduos que são submetidos a exposição solar excessiva após cirurgia, quando não é realizada a utilização adequada das medicações após o procedimento, ou nos indivíduos submetidos a retirada cirúrgica ainda quando muito jovens.

Como se percebe?

O paciente refere queixas como:

Sintomas: sensação de areia, ardência, episódios de dor discreta, coceira
Sinais:
olho vermelho, observação de uma membrana que cresce em direção à porção colorida do olho (íris);

O que fazer?

É importante a avaliação pelo oftalmologista que irá determinar pontos importantes para o tratamento como: se há algum tipo de tratamento clínico a ser utilizado para amenizar as queixas, tal como o uso de colírios, ou se há necessidade de realização de procedimento cirúrgico e qual a técnica a ser utilizada.

Importante!

A prevenção pode ser realizada a partir da proteção dos olhos contra os raios ultravioleta, evitando os excessos de exposição através da utilização dos óculos solares apropriados, ou mesmo a utilização de protetores como chapéus e bonés, além evitar condições ambientais de ambientes secos e muito poluídos (excesso de poeira). Pode ainda utilizar os lubrificantes.

Fonte: cerpo.com.br

Pterígio

O pterígio (do grego pterygion, "asinha") caracteriza-se por massa fibrovascular, triangular e elevada, crescendo a partir da conjuntiva em direção à córnea.

Localiza-se principalmente na área interpalpebral, no setor nasal, e mais raramente no setor temporal.

Quadro Clínico

A característica clínica do pterígio varia de acordo com seu estágio de evolução. Em sua forma inicial, observa-se um pequeno crescimento da conjuntiva em direção a córnea, através do limbo.

Esta forma incipiente possui poucos vasos. Com a progressão, os vasos sangüíneos tornam-se dilatados e congestos, a córnea torna-se irregular, podendo haver comprometimento do eixo visual se o pterígio atinge o centro da córnea. Um depósito de ferro pode ser observado na borda do pterígio (linha de Stocker) significando cronicidade.

A localização fora da zona interpalpebral é considerada atípica e nesses casos outras etiologias como ceratoconjuntivite flictenular e malignidade devem ser consideradas.

Histologia e Patogênese

Histologicamente, carateriza-se por um tecido fibrilar e fibrovascular, degenerativo, elastótico, basofílico e subepitelial que invade a córnea, destruindo a camada de Bowman.

Diversas teorias tentam explicar a patogênese do pterígio, como fatores hereditários e ambientais. A incidência é maior em áreas tropicais e subtropicais onde o clima é mais seco e quente. Pessoas freqüentemente expostas a luz solar (irradiação ultravioleta), vento, poeira, fumaça e outros fatores irritativos são mais propensas a desenvolver esta alteração.

Diagnóstico Diferencial

O pseudopterígio é o nome dado a aderência inflamatórias da conjuntiva na córnea, em olhos que sofreram queimadura química, térmica ou trauma.

Diferencia-se do pterígio por não se aderir ao limbo, havendo então um plano de clivagem entre ele e a estrutura subjacente, além de ocorrer mais comumente fora do eixo interpalpebral.

A pinguécula, uma degeneração amarelada e elevada localizada no limbo, freqüentemente precede o pterígio. Este tecido conjuntival elevado propicia um defeito do filme lacrimal com formação de áreas de ressecamento adjacente; inflamação e vascularização iniciam-se no local e o paciente começa a apresentar irritação e prurido, e a lesão vai progressivamente aumentando de volume e tamanho, formando nova área de ressecamento; com a cronicidade do processo a córnea é invadida e esta alteração passa então a denominar-se pterígio.

Tratamento

O tratamento inicial deve ser clínico, orientando-se o paciente a proteger seus olhos da luz solar com óculos escuros e lubrificantes oculares para evitar ressecamento.

Se ocorrer inflamação e edema deve-se usar colírio com vasoconstritores para prevenir elevação do tecido e formação de defeito do filme lacrimal na área subjacente. Corticosteróides de baixa concentração podem ser prescrito por curto período de tempo.

A intervenção cirúrgica está indicada por motivo cosmético ou funcional quando a progressão da lesão coloca em risco a visão ou quando há formação de simbléfaro limitando a mobilidade ocular. Se nenhuma destas indicações existe, é melhor tratar o pterígio clinicamente, já que a recorrência após a cirurgia é freqüentemente mais agressiva do que a lesão primária.

Existem múltiplas técnicas cirúrgicas para a remoção do pterígio, todas elas apresentando possibilidade de recidiva. Vários tratamentos para evitá-la após a cirurgia são preconizados. O mais comum é a irradiação beta com estrôncio 90 aplicado na esclera próxima ao limbo, num total de 1.000 a 1.500 rad divididos em 6 aplicações.

As complicações mais freqüentes com este tratamento são: escleromalácia, afinamentos esclerais graves e mesmo endoftalmite.

Outra forma de tratamento é o uso tópico de thiotepa, agente antineoplásico, que deve ser utilizado de 4 a 6 vezes ao dia por 6 a 8 semanas no período pós-operatório.

A complicação mais importante desta droga é a despigmentação irreversível da margem palpebral. Mais recentemente tem sido empregado a mitomicina, droga antimitótica e antimetabólica, na dose de 0,4 mg/ml por 4 vezes ao dia durante 2 semanas.

As complicações decorrentes do uso desta droga são oclusão do ponto lacrimal e necrose escleral.

Atualmente, a técnica cirúrgica que apresenta uma das menores taxas de recidiva é através do transplante livre de conjuntiva. Após a excisão do pterígio, retira-se da região superior do mesmo olho um retalho de conjuntiva justalimbar e transporta-se para a área onde o pterígio foi ressecado.

Com esta técnica a anatomia da região fica preservada, a esclera fica protegida e não é necessário no pós-operatório a utilização de tratamentos especiais como os citados anteriormente.

Como complicações podemos observar a formação de cistos epiteliais, retração do retalho e edema da conjuntiva transplantada. Tem sido usado também em alguns serviços, como o da Faculdade de medicina do Triângulo Mineiro, o transplante de membrama amniótica no lugar do retalho de conjuntiva.

Fonte: www.geocities.com

Pterígio

O que é o pterígio?

O pterígio é uma membrana fibro-vascular que cresce sobre a córnea. Esta membrana é muito parecida com a conjuntiva, a qual é a membrana que recobre a esclera (a parte branca do olho) e a parte interna das pálpebras. O pterígio geralmente invade a córnea por seu lado nasal (lado voltado para o nariz), mas pode ocorrer também do lado temporal (na direção da orelha) ou em outras localizações.

Como o pterígio altera a córnea?

A córnea é uma estrutura curva e transparente localizada na porção anterior do globo ocular (na superfície do olho). Portanto, a córnea normal não apresenta vasos sangüíneos nem opacidades, permitindo a passagem de luz através dela.

Nos casos de pterígio, porém, a membrana que invade a córnea, contem vasos sangüíneos e tecido fibroso (fibras de colágeno).

Assim, o crescimento do pterígio poderá prejudicar a visão por acarretar:

1) perda da transparência da córnea (o que se chama leucoma)
2)
distorção da curvatura corneana (o que se chama astigmatismo).

Quais são os sintomas do pterígio?

Além de poder prejudicar a visão, o pterígio frequentemente causa ardência, prurido (coceira), sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, fotofobia (desconforto com a luminosidade) e hiperemia ocular (olhos vermelhos).

Quais são as causas do pterígio?

O aparecimento do pterígio pode estar relacionado com fatores genéticos (herança dos pais) e com fatores ambientais. Dos fatores ambientais, a exposição solar, o vento e a poeira parecem favorecer o aparecimento do pterígio. Em alguns casos, o surgimento desta membrana fibro-vascular ocorre devido a um traumatismo na superfície ocular. Nestes casos a membrana costuma ser chamada de pseudo-pterígio, já que é, na verdade, uma reação da conjuntiva adjacente ao trauma.

Como progride o pterígio?

O pterígio costuma progredir lentamente, ao longo de semanas, meses e anos, invadindo a superfície da córnea. Algumas vezes, a progressão pode ser mais rápida, prejudicando a visão e gerando desconforto ao paciente. Em outros casos, depois de crescer por algum tempo, o pterígio estabiliza-se, podendo ficar com tamanho inalterado durante anos.

Qual é o tratamento do pterígio?

Os sintomas de ardência e hiperemia ocular podem ser aliviados com o uso de colírios, como os lubrificantes oculares, por exemplo. Porém, o uso de colírios não é capaz de produzir uma regressão do pterígio. Assim, o único tratamento comprovadamente eficaz para o pterígio consiste em retirá-lo através de cirurgia.

Como é a cirurgia do pterígio?

Existem diversas técnicas cirúrgicas disponíveis para tratar o pterígio. Nos casos de pterígios que nunca foram operados, a técnica mais recomendada consiste em retirar a lesão (e o tecido fibroso adjacente) e realizar um transplante de conjuntiva. O transplante de conjuntiva visa recobrir o local da lesão, diminuindo o risco de recorrência (retorno do pterígio).

É necessário “dar pontos”?

Antigamente, a cirurgia do pterígio necessitava de “pontos” (sutura), que geravam bastante desconforto ao paciente. Felizmente, com a evolução de novos materiais, já existe a possibilidade de realizar a cirurgia sem pontos. Isto é possível graças ao uso de colas especiais, chamadas de colas de fibrina. Este recurso, diminui o tempo da cirurgia (torna a cirurgia mais rápida) e diminui o desconforto no pós-operatório.

Como é a anestesia?

Geralmente optamos por uma anestesia local, evitando-se os riscos da anestesia geral. Existem diversas modalidades de anestesia local, desde o simples uso de gotas anestésicas, até as técnicas de bloqueio regional (bloqueio peribulbar). Assim, cada caso deve ser avaliado individualmente, optando-se pela técnica mais adequada para cada paciente.

O pterígio pode voltar?

Sim, o pterígio pode voltar, algum tempo depois da cirurgia, o que se chama de recorrência. O que sabemos, atualmente, é que, existem técnicas cirúrgicas melhores, capazes de diminuir muito o risco de recorrência. Assim, por exemplo, uma cirurgia bem feita, com transplante de conjuntiva, apresenta um risco de recorrência bem menor do que uma cirurgia simples, sem o transplante de conjuntiva. Além disto, pterígios que já foram operados mais de uma vez apresentam maior risco de recorrência.

E nos casos mais avançados, como é a cirurgia?

Casos mais avançados ou já operados anteriormente apresentam maior risco de recorrência. Por isso, nestes casos, às vezes, temos que realizar uma cirurgia mais complexa, envolvendo outros recursos, além do transplante de conjuntiva. Um destes recursos consiste na aplicação de medicações anti-mitóticas durante a cirurgia, como a mitomicina C. Outra possibilidade é o uso de membrana amniótica especialmente preparada para tratar a superfície ocular. Esta membrana apresenta propriedades anti-inflamatórias, ajudando no processo de recuperação no pós-operatório. Além destes recursos adicionais, cirurgias mais complexas também envolvem maior atenção do cirurgião ao retirar o tecido fibroso, a fim de reconstituir a superfície ocular da melhor maneira possível.

Precisa ficar internado?

Normalmente, não há necessidade do paciente ficar internado após a cirurgia. Assim, a cirurgia é considerada ambulatorial, pois o paciente retorna para casa após a cirurgia.

Luciano Bellini

Fonte: www.agapasm.com.br

Pterígio

O pterígio, conhecido popularmente como “carne no olho”, é um tecido fibroso e vascularizado que cresce sobre a córnea.

Pterígio
Pterígio
Grau II

O pterígio pode manter-se pequeno ou crescer até interferir com a visão.

Pterígio
Pterígio Grau IV

O pterígio se localiza com maior freqüência no canto interno dos olhos, porém pode aparecer no ângulo externo. Às vezes o pterígio é erroneamente denominado de “catarata”. No entanto, pterígio e catarata são doenças distintas.

Pterígio
Pterígio Grau III

A causa exata do pterígio não está definida por completo, porém o pterígio é mais freqüente em pessoas expostas à luz do sol ou que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crônica do olho parecem desempenhar um papel importante na etiologia do pterígio.

O pterígio tem grande incidência nas populações que vivem em regiões mais próximas à linha do Equador, como o Nordeste brasileiro.

 Pterígio
Pterígio Recidivado

O pterígio deixa o olho vermelho, o que costuma resultar, por parte dos pacientes, em queixa por motivo estético. Também são freqüentes os sintomas de ardência, irritação, sensação de corpo estranho, queimação e outros relacionados às desordens da superfície ocular.

Com o crescimento sobre a córnea, há distorção da curvatura corneal, com repercussão sobre o erro refracional. Se negligenciado, o pterígio pode, ocasionalmente, aumentar ainda mais encobrindo parcial ou totalmente o eixo visual.

Pterígio
Pterígio Inflamado

Os motivos que levam os pacientes a desejarem a remoção cirúrgica do pterígio se referem à estética e à sintomatologia. A indicação do oftalmologista pela realização da cirurgia de pterígio é feita quando há ameaça real à visão ou se esta já se encontra comprometida. 

Fonte: www.aptomed.com.br

Pterígio

O pterígio, conhecido popularmente como “carne no olho”, é um tecido fibroso e vascularizado que cresce sobre a córnea. Esta lesão pode manter-se pequena ou crescer até interferir com a visão. O pterígio se localiza com maior freqüência no canto interno dos olhos, porém pode aparecer no ângulo externo.

Os Sintomas

Os principais sintomas são ardor, irritação ocular freqüente, olho vermelho e fotofobia (sensibilidade à luz). Geralmente estes sintomas pioram se houver exposição excessiva ao ar condicionado, sol, vento, poeira, fumaça ou esforço visual.

O que causa?

A causa exata não está definida por completo, porém o pterígio é mais freqüente em pessoas expostas à luz do sol ou que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crônica do olho parecem desempenhar um papel importante na sua etiologia.

A doença tem grande incidência nas populações que vivem em regiões mais próximas à linha do Equador, como o Nordeste brasileiro.

Tratamento

Quando o pterígio torna-se avermelhado e irritado, alguns colírios podem ser utilizados para reduzir a inflamação. Geralmente indica-se o uso de colírios a base de vasoconstrictores e lubrificantes, além de promover proteção contra agentes agressores como o sol, vento, poeira e fumaça.

No entanto, nos casos em que o pterígio tornou-se grande o suficiente para atrapalhar a visão ou é antiestético, deve ser retirado mediante cirurgia.

A exérese simples do pterígio na qual apenas o tecido é removido é uma técnica simples e rápida, mas está associada a uma alta incidência de recidivas, pois a área que fica exposta sem nenhuma proteção produz uma resposta inflamatória para forçar o organismo a recobrir aquela região, o que causa a recorrência em cerca de 30 a 60%.

Atualmente, com o objetivo de prevenir a recorrência, associa-se a remoção do pterígio à uma segunda técnica, o transplante autológo de conjuntiva (fina camada que recobre o globo ocular), o qual é transplantado da porção superior do olho (protegida pela pálpebra da ação de agentes agressores durante toda a vida) para a área onde existia o pterígio, devolvendo assim a fisiologia e anatomia normal da área afetada.

Dessa forma, a recuperação é mais rápida e a chance de recidiva diminui para 3 a 5%. Esta é a técnica preconizada no DayHORC para tratamento do Pterígio.

Fonte: www.dayhorc.com.br

Pterígio

O pterígio é um crescimento triangular de tecido fibrovascular da conjuntiva bulbar sobre a córnea. Localiza-se horizontalmente na fissura interpalpebral, quer do lado nasal onde é mais freqüente, quer do lado temporal.

A partir de fatores constitucionais, a ocorrência do pterígio é desencadeada provavelmente pela exposição à radiação ultravioleta cujas quantidades variam com a latitude geográfica .

O pterígio pode ocorrer em qualquer parte do mundo, porém é mais freqüente nas regiões tropicais onde a prevalência é alta, em torno de 22%, diminuindo para 2% em latitudes maiores que 40o . Na Região Amazônica até ¼ dos pacientes que procuram o ambulatório de Oftalmologia apresentam pterígio.

Embora a literatura refira que as prevalências mais elevadas ocorram em climas quentes e secos, a literatura evidencia que numa região de clima quente e umidade relativa superior a 80%, demonstra que nessas condições a ocorrência de pterígio pode ser ainda maior .

O pterígio pode progredir lentamente em direção ao centro da córnea ou tornar-se quiescente. As indicações de atividade são observadas pela irregularidade do epitélio da córnea, opacificação da membrana de Bowman, vascularização da córnea e inflamação. O pterígio pode produzir astigmatismo irregular com diminuição acentuada da acuidade visual e 90% deles se localizam na região nasal do olho . Menos freqüente são os simbléfaros, que quando presentes limitam a motilidade ocular e produzem diplopia.

O exame histopatológico revela que o tecido subepitelial sofreu degeneração elástica, e resulta da degradação do colágeno e destruição da membrana de Bowman.

O uso de filtros solares anti-UV pode diminuir a incidência da neoplasia. A excisão do pterígio está indicada se o eixo visual estiver ameaçado, se o pterígio causar extrema irritação ou astigmatismo. As recidivas são mais freqüentes em jovens do que em velhos e ocorrem no período de algumas semanas após a cirurgia, iniciando do bordo conjuntival excisado.

A taxa de recidiva chega a 40% quando se faz excisão de esclera nua. Essa taxa decai, se a cirurgia for feita com transplante de conjuntiva autólogo ou uso tópico de mitomicina. Esses procedimentos podem diminuir a recidiva para até 5%.

Fonte: www.filadelfianet.com.br

Pterígio

O que é pterígio?

É uma pequena membrana na superfície do olho que cresce em direção à córnea. Conhecido popularmente como "carne crescida" ou chamado erroneamente de "catarata".

Qual a causa?

Acredita-se ser causado em parte, pela luz do sol, poeira ou vento, associada a uma predisposição familiar.

Quais os sintomas?

Pode favorecer o aparecimento de "queimação", ardor, vermelhidão nos olhos. Geralmente estes sintomas pioram se houver exposição excessiva ao ar condicionado, sol, vento, poeira, fumaça ou esforço visual.

Qual o tratamento?

Em alguns casos, a cirurgia é indicada, antes que o pterígio alcance a pupila e deixe manchas de difícil remoção na córnea, diminuindo a visão. Em outros casos, apenas o acompanhamento se faz necessário.

Fonte: www.oftalmocenter.com.br

Pterígio

O que é

Pterígio é o crescimento de uma pele que nasce no tecido conjuntivo (parte branca do olho) em direção à córnea.

Normalmente, ocorre em pessoas que tomam muito sol sem óculos escuros, pois os raios ultravioletas afetam a conjuntiva.

Sintomas

Espessamento da conjuntiva, que atrapalha a visão.

Tratamento

Raspagem cirúrgica do pterígio, associada a medicamentos para evitar o problema.

Fonte: www.hgb.rj.saude.gov.br

Pterígio

Pterígio
Pterígio

O que é? 

O pterígio é um tecido carnoso que cresce sobre a córnea. Esta lesão pode manter-se pequena ou crescer até interferir na visão. O pterígio se localiza com maior frequência sobre o ângulo nasal do olho, porém pode aparecer no ângulo externo.

Causas e Sintomas

Os principais sintomas são olho vermelho (irritado) e fotofobia. A causa exata não está definida por completo. O pterígio é mais frequente em pessoas que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crônica do olho devido a condições ambientais secas e poeira parecem desempenhar um papel importante. Um olho seco pode contribuir para o aparecimento de um pterígio.

Tratamento

Quando o pterígio torna-se avermelhado e irritado, empregam-se gotas e pomadas oculares para reduzir a inflamação. Se o pterígio tornou-se grande o suficiente para atrapalhar a visão ou é anti-estético, pode ser retirado mediante cirurgia.

Apesar de uma excisão cirúrgica correta, o pterígio pode reaparecer, sobretudo em pessoas jovens. Em alguns casos recorre-se à radiação da superfície com b-terapia ou ao uso de medicações com o objetivo de prevenir a recorrência.

A proteção dos olhos contra a luz ultravioleta excessiva através óculos solares apropriados, evitando condições ambientais secas e empoeiradas, e a aplicação de lágrimas artificiais são medidas que podem ser úteis.

Fonte: www.ctv.com.br

Pterígio

O tratamento cirúrgico do pterígio, nos casos onde não se consegue controle clínico satisfatório, permanece um grande desafio

O tratamento cirúrgico do pterígio, nos casos onde não se consegue controle clínico satisfatório, permanece um grande desafio. Os altos índices de recorrências pós-operatórias levou ao desenvolvimento de muitas técnicas cirúrgicas e terapêuticas adjuvantes (Alves, 1999a-c).

A mitomicina C (MMC) foi inicialmente utilizada em oftalmologia como terapêutica adjuvante à cirurgia do pterígio com o objetivo de prevenir recorrências (Kunitomo; Mori, 1963). Em um estudo prospectivo, duplo-mascarado, Singh e cols. (1988) após excisão do pterígio pela técnica de esclera exposta e uso de colírio de MMC, reportaram taxa de recorrência de 2,2% comparada com 88,9% dos controles tratados com placebo. A partir daí, o uso desse antimitótico popularizou-se em várias áreas da oftalmologia, sendo atualmente indicado para reduzir recorrências pós-operatórias do pterígio, aumentar o sucesso das cirurgias fistulizantes antiglaucomatosas, diminuir a recorrência de neoplasias intra-epiteliais corneoconjuntivais e de fibrose subconjuntival pós-cirurgia de estrabismo.

Em 1992, Rubinfeld e cols. relataram 10 casos de complicações graves relacionadas ao uso de MMC após cirurgia de pterígio. Estes autores associaram a ocorrência de complicações graves (ulceração escleral, defeitos epiteliais corneanos, reação inflamatória intra-ocular e necrose de córnea) com o uso tópico pós-operatório da droga, principalmente em pacientes portadores de olho seco ou de alterações da superfície ocular.

A busca de maior segurança no uso da MMC levou ao uso tópico de concentrações menores que continuaram sendo eficazes na redução das recorrências (1,0 mg/ml, 4 vezes ao dia por 14 dias para 0,1 mg/ml 2 vezes ao dia por 5 dias) (Cardillo e cols., 1995; Frucht-Pery & Ilsar, 1994; Frucht-Pery & Rozemann, 1994; Kunitomo & Mori, 1963; Singh e cols., 1988).

Cardillo e cols. (1995) relataram a relativa segurança e eficácia de uma única aplicação intra-operatória de MMC. Para aumentar a segurança no uso tópico intra-operatório de MMC, a droga não deve entrar em contato com áreas desepitelizadas e nem deixar a esclera exposta após a aplicação da droga. A MMC, colocada em contato direto com área de defeito epitelial corneano, como aquele produzido quando da remoção da cabeça do pterígio, provoca retardo de sua reparação, em relação a olhos-controle e a outras drogas antimetabólicas (Alves e cols., 1996; Alves e cols., 1997).

Deve-se evitar excessiva cauterização da esclera e não deixar a área escleral de ressecção do corpo do pterígio exposta no final do procedimento cirúrgico.

Dano escleral devido à delaminação e cauterização excessivas e ainda o efeito vasoclusivo da MMC e a instabilidade do filme lacrimal nessa área podem predispor ao afinamento e necrose escleral dessas áreas (Alves e cols., 1997; Potério e cols., 1998).

Em 1997, Alves e cols. propuseram uma nova técnica cirúrgica associada com o uso intra-operatório da MMC com o objetivo de aumentar a segurança no uso desta droga.

Potério e cols. (1998) relataram 40 casos tratados com essa técnica, enfatizando, além da segurança, os bons resultados obtidos (5% de recorrência). Os passos cirúrgicos sugeridos são os seguintes:

1. Instilação de gotas do colírio de tetracaína a 0,5%;
2.
Infiltração da conjuntiva e do corpo do pterígio com 1,5 ml de lidocaína a 2% com epinefrina (1:10.000);
3.
A cirurgia inicia-se pela realização de peritomia límbica. Em seguida o plano límbico é aprofundado e o pescoço do pterígio é incisado com tesoura de Wescott, separando-se assim a cabeça do corpo do pterígio;
4.
A seguir, separa-se o corpo do pterígio da episclera subjacente, da conjuntiva, do Tenon e das expansões musculares, para permitir sua ressecção;
5.
Sangramento é controlado com diatermia, cuja aplicação deve ser muito parcimoniosa;
6.
A seguir, uma esponja de celulose embebiba com mitomicina C a 0,02% é aplicada por 3 minutos sobre a área de esclera exposta;
7
. Após a remoção da esponja esta área deve ser irrigada com no mínimo 60 ml de BSS ou de solução fisiológica de cloreto de sódio;
8.
Neste tempo, resseca-se a cabeça do pterígio com bisturi lâmina 15, realizando-se a dissecção com profundidade mínima necessária para a obtenção de completa excisão.
9. Finalmente, a área de esclera exposta é coberta deslizando-se um retalho conjuntival superior que deve ser suturado com pontos separados com Vicryl 8-0.

Após oclusão por 24 horas, medicar o olho operado com colírio contendo associação de antibiótico de amplo espectro e dexametasona; 1 gota de 6/6 horas, por três a quatro semanas.

Para reduzir o número de complicações, a MMC deve ser utilizada na concentração a 0,02%. Como foi demonstrado que a aplicação intra-operatória é tão efetiva quanto o seu uso pós-operatório na forma de colírio, a aplicação intra-operatória deve ser preferida porque minimiza a exposição de tecido sadio à droga, permite maior controle da dose empregada e evita complicações relacionadas com o seu efeito cumulativo (Cardillo e cols., 1995; Alves e cols., 1997; Potério e cols., 1998; Snibson, 2000). Deve-se evitar o uso de MMC em pessoas idosas e em portadores de pterígios atróficos, quando as possibilidades de recorrência são pequenas. Não deve ser empregada em olhos secos ou com alterações da superfície ocular (Rubinfeld e cols., 1992). Nos casos de pterígios carnosos e/ou em fase de crescimento ativo, quando se justifica a indicação do uso de MMC, impõe-se o emprego da técnica descrita acima, para aumentar a segurança do uso intra-operatório da droga (Alves, 1999a-c).

Milton Ruiz Alves

Bibliografia

1. Alves, M.R.: Tratamento cirúrgico do pterígio. Em: Alves, M.R.; Kara José, N. Conjuntiva cirúrgica. Roca, São Paulo, 1999a, pp. 67-81.
2. Alves, M.R.: Cirurgia da superfície ocular. Em: Lima, A.L.H.; Nishiwaki-Dantas, M.C.; Alves, M.R.: Doenças Externas e Córnea. Cultura Médica, Rio de Janeiro, 1999b, pp. 417-423.
3. Alves, M.R.: Terapias para controle de recidiva pós-operatória do pterígio. Em: Alves, M.R.; Kara José, N. Conjuntiva cirúrgica. Roca, São Paulo, 1999c, pp. 83-106.
4. Alves, M.R.; Potério, M.B.; Cardillo, JÁ: Nova técnica cirúrgica para ressecção de pterígio em associação com o uso intra-operatório de mitomicina C. Rev. Bras. Oftalmol., 56: 441-43, 1997.
5. Alves, M.R.; Saldiva, P.H.N.; Lemos, M.; Kara José, N.: Efeitos do uso tópico da mitomicina C no epitélio corneano de coelhas. Análise histopatológica pela morfometria. Arq. Bras. Oftalmol., 59: 431-437, 1996.
6. Cardillo, J.Á.; Alves, M.R.; Ambrósio, L.E.; Potério, M.B.; Kara José, N.: Single intraoperative application versus postoperative mitomycin C eye drops in pterygium surgery. Ophthalmology, 102: 1949-52, 1995.
7. Frucht-Pery, J; Ilsar, M: The use of low-dose Mitomycin C for prevention of recurrent pterygium. Ophthalmology, 101: 759-62, 1994.
8. Frucht-Pery, J.; I Rozenman, Y.: Mitomycin therapy for corneal intraepithelial neoplasia. Am. J. Ophthalmol., 117: 164-68, 1994.
9. Kato, E.; Macruz, E.; Alves, M.R.: Complicação ocular grave após ressecção de pterígio e uso de colírio de mitomicina C - relato de dois casos. Em: Alves, M.R.; Kara José, N. Conjuntiva cirúrgica. Roca, São Paulo, 1999, pp. 107-111.
10. Kunitomo, N.; Mori, S.: Studies on the pterygium; Part 4 . A treatment of the pterygium by mitomycin C instillation. Acta Societatis Ophthalmologicae Japonicae, 67: 601, 1963.
11. Potério, M.B.; Alves, M.R.; Cardillo, J.A.; Kara José, N.: An improved surgical technique for pterygium excision with mitomycin C. Ophthalmic Surgery and Lasers, 29: 685-87; 1998.12. Rubinfeld, R.S.; Pfister, R.R.; Stein, R.M.; Foster, C.S.; Martin, N.F.; Stoleru, S.; Talley, A.R.; Speaker, M.G.: Serious complications of topical mitomycin-C after pterygium surgery. Ophthalmology, 99: 1647-54, 1992.
13. Sing, G.; Wilson, M.R.; Foster, C.S.: Mitomycin C eye drops as treatment for pterygium. Ophthalmology, 95: 813-21, 1988. Snibson, G.R.: An evidence-based appraisal of treatment options. In Taylor, H.R. Pterygium. Kugler, The Hage, The Netherlands
, 2000, pp. 125-39.

Fonte: www.fm.usp.br

Pterígio

O pterígio é um tecido carnoso que cresce sobre a córnea. Esta lesão pode manter-se pequena ou crescer até interferir com a visão. O pterígio se localiza com maior frequência sobre o ângulo nasal do olho, porém pode aparecer no ângulo externo.

Qual a causa do pterígio?

A causa exata não está definida por completo. O pterígio é mais frequente em pessoas que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crônica do olho devido a condições ambientais secas e poeira parecem desempenhar um papel importante. Um olho seco pode contribuir para o aparecimento de um pterígio.

Como se trata um pterígio?

Quando o pterígio torna-se avermelhado e irritado, empregam-se gotas e pomadas oculares para reduzir a inflamação. Se o pterígio tornou-se grande o suficiente para atrapalhar a visão ou é anti-estético, pode ser retirado mediante cirurgia.

Apesar de uma excisão cirúrgica correta, o pterígio pode reaparecer, sobretudo em pessoas jovens. Em alguns casos recorre-se à radiação da superfície com b-terapia ou ao uso de medicações com o objetivo de prevenir a recorrência.

A proteção dos olhos contra a luz ultravioleta excessiva através óculos solares apropriados, evitando condições ambientais secas e empoeiradas, e a aplicação de lágrimas artificiais são medidas que podem ser úteis.

O que é uma pinguécula?

A pinguécula é uma mancha amarelada ou um engrossamento sobre a esclera (branco do olho), e assim como o pterígio é mais comum no ângulo interno do olho.

A pinguécula é uma alteração do tecido conjuntival normal onde há um depósito de material proteico e lipídico. Diferentemente do pterígio, a pinguécula não cresce sobre a córnea. A pinguécula também pode ser uma resposta à irritação ocular crônica ou à luz solar.

Pingúecula próxima à córnea.

Como se trata a pinguécula?

Não é necessário nenhum tratamento a menos que se produza inflamação, pois a pinguécula não cresce sobre a córnea nem prejudica a visão. Em alguns casos, quando a pinguécula torna-se motivo de preocupação, principalmente estética, pode-se retirá-la cirurgicamente.

As enfermidades do olho podem manifestar-se a qualquer idade. Muitas delas não causam sintomas até que tenham produzido lesão. Por isso exames médicos realizados regularmente por um oftalmologista são muito importantes, já que muitos casos de cegueira são preveníveis quando são diagnosticadas e tratadas a tempo.

Pterígio
Tecido carnoso sobre a córnea

Fonte: www.drqueirozneto.com.br

Pterígio

Cirurgia do Pterígio

O pterígio consiste em um crescimento de tecido fibrovascular semelhante à conjuntiva sobre a córnea do olho. É conhecido popularmente como “carne crescida”, “vilídea” ou, às vezes, é erroneamente denominado de “catarata”. No entanto, pterígio e catarata são patologias distintas.

O pterígio deixa o olho vermelho, o que costuma resultar, por parte dos pacientes, em queixa por motivo estético. Também são freqüentes os sintomas de ardência, irritação, sensação de corpo estranho, queimação e outros relacionados às desordens da superfície ocular. Quando o crescimento sobre a córnea ultrapassa 3mm, há distorção da curvatura corneana, com repercussão sobre o erro refracional. Se negligenciado, pode, ocasionalmente, aumentar ainda mais encobrindo parcial ou totalmente o eixo visual.

Os motivos que levam os pacientes a desejarem a remoção cirúrgica da lesão se referem à estética e à sintomatologia. A indicação do oftalmologista pela realização do procedimento é feita quando há ameaça real à visão ou se esta já se encontra comprometida. O pterígio que ultrapassa a margem da córnea em 2,5mm deve ser removido.

Uma vez decidida por sua remoção, temos optado pela técnica que utiliza o transplante conjuntival (exérese de pterígio e reconstrução com transplante de conjuntiva). Esta técnica proporciona excelente resultado estético e taxa de recidiva muito baixa. Outras técnicas mais antigas, como a técnica de esclera nua (conhecida como raspagem), proporcionam taxas de recidiva elevadas, que quando ocorrem são motivo de grande contrariedade por parte do paciente.

Para diminuir a possibilidade de recidiva foram associadas várias alternativas, que se mostraram eficazes, porém apresentando um potencial para complicações graves. O uso de radiação (Betaterapia) ou drogas como a Mitomicina, Tiotepa e 5-Fluoracil podem levar a afinamentos corneano e escleral, necrose escleral, perfurações, retardo de epitelização e ulcerações corneanas, retrações conjuntivais (simbléfaro) e, até mesmo, catarata.

Nem todos os casos podem ser operados com transplante de conjuntiva. Quando existem dois pterígios no mesmo olho, um nasal e outro temporal, quando muito extenso e não existem áreas doadoras de conjuntiva sã, quando existem simbléfaro ou cicatrização conjuntival acentuada, quando pode vir a ser necessária no futuro uma cirurgia filtrante (cirurgia para glaucoma), o transplante de conjuntiva não deve ser realizado.

Casos como os acima citados podem ser realizados utilizando-se a membrana amniótica humana obtida de parto cesariano. A membrana amniótica possui propriedades únicas – inclusive antimicrobiana, anti-inflamatória, anticicatricial e antiadesiva – e é considerada uma excelente opção quando não existe área doadora de conjuntiva, apresentando índices igualmente baixos de recidiva do pterígio.

Uma outra técnica cirúrgica de remoção do pterígio que proporciona excelente resultado estético associada a taxa de recidiva muito baixa é a rotação de retalho conjuntival. Nesta técnica a conjuntiva superior (bulbar superior) é rodada para ocupar o leito do pterígio previamente ressecado.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Qual a sua técnica cirúrgica para remoção do pterígio?

Antes, eu utilizava no pterígio primário, para reconstrução local, a rotação de retalho conjuntival associada à aplicação tópica pós-operatória do colírio de Mitomicina. Como houve alguns casos de recidiva do pterígio com esta técnica, o que sempre causou muito dissabor para min e para os pacientes, resolvi abandoná-la e há 2 anos realizo em todos os casos, pterígios primários e recidivados, apenas o transplante de conjuntiva para reconstrução do leito escleral.

Como é feito o transplante de conjuntiva?

A cirurgia é um pouco trabalhosa, dura cerca de 40 minutos, contra cerca de 15 minutos da técnica de esclera nua. No entanto, o esforço compensa. A anestesia do olho é feita somente com colírio. Após a remocão do pterígio, retiro a conjuntiva doadora do quadrante supero-temporal e suturo-a, com fios finíssimos, no leito escleral.

E a recuperação, é rápida?

Para assegurar a “pega” do transplante deixo o curativo por 2 dias. Os pontos são causa de irritação leve até sua remoção, ao final da primeira semana. O transplante assume um aspecto normal em cerca de 10 dias.

Se não for possível fazer o transplante de conjuntiva, qual a opção?

Nesses casos, que são muito poucos, as melhores opções são a rotação de retalho conjuntival do limbo superior e a utilização da membrana amniótica humana.

As cirurgias são parecidas. A baixa recidiva também.

Como é conseguida a membrana amniótica?

Pode-se obter a membrana amniótica de qualquer parto cesariano desde que haja, comprovadamente, ausência de infecções.

Preferimos, contudo, adquiri-la de empresa idônea que nos assegura da ausência de infecções maternas, como: HIV, hepatite, sífilis, patologias sistêmicas, etc. É um custo a mais, mas que tem seu real valor.

FOTOS (Remoção do pterígio e reconstrução local com transplante de conjuntiva)

Na primeira foto, vê-se o aspecto pré-operatório do pterígio que invade a córnea em 3 mm; ao lado, no 1º dia de pós-operatório, observa-se o enxerto com suturas, bem posicionado, e ainda vermelho; na terceira, uma semana de pós-operatório, logo após a remoção dos pontos; na ultima, vê-se o aspecto final excelente.

Pterígio

Pterígio

Pterígio

Pterígio

Fonte: www.danielparente.com.br

Pterígio

O que é

Pterígio é uma pequena membrana avermelhada na superfície do olho que se prolifera em direção à córnea. É popularmente chamado de "carne crescida" ou equivocadamente de "catarata". O pterígio, em geral, parte da parte branca do olho (esclera) e pode chegar até a córnea.

Com bastante freqüência provoca irritação, vermelhidão, ardor, coceira e sensação de cisco no olho, além de muita sensibilidade à luminosidade.

Causas

A causa exata não se conhece bem até hoje. Pode ser provocado por fatores hereditários ou ambientais e tem maior incidência em regiões tropicais, onde o clima é mais seco e quente. O pterígio ocorre em pessoas que passam bastante tempo diante do ar livre, com vento, principalmente durante o verão e com exposição prolongada ao sol, sobretudo aos raios ultravioletas (UVA e UVB). Ambientes com poeira e o ressecamento dos olhos também favorecem o surgimento do pterígio.

Tratamento

No início, o tratamento pode ser clínico. É importante um acompanhamento oftalmológico para se fazer a proteção adequada dos olhos, como uso de óculos escuros e/ou lágrimas artificiais para evitar o ressecamento. Quando o pterígio apresenta aspecto avermelhado e irritado, é possível que se aplique gotas e pomadas oftálmicas específicas para reduzir a inflamação.

Existem casos em que a cirurgia é indicada com o objetivo de que o pterígio não alcance a pupila ou deixe manchas de difícil remoção na córnea, além de poder diminuir a visão ou se tornar antiestético. No entanto, mesmo com uma cirurgia bem executada, o pterígio pode ocorrer novamente.

Pode-se ainda fazer a radiação da superfície com b-terapia ou uso de medicações de caráter preventivo, mas a proteção dos olhos contra a radiação ultravioleta excessiva, evitar condições ambientais secas e empoeiradas são importantes recomendações.

Fonte: www.drvisao.com.br

Pterígio

Pterígio / Pinguécula

O pterígio é a "carne crescida" sobre a córnea, doença extremamente freqüente na região amazônica. Muita gente chama o pterígio de "catarata", mas essas doenças são completamente diferentes. A pinguécula é uma versão "menor" do pterígio, quando há uma elevação da conjuntiva do bulbo ocular (a membrana que recobre o branco dos olhos), inflamada ou não, mas ainda não invasora da córnea (a menina dos olhos).

A principal causa do pterígio e da pinguécula é o excesso de exposição ao sol, principalmente nos primeiros anos de vida (infância e adolescência). Pessoas adultas que também se expõem direta ou indiretamente ao sol podem ter essas doenças (por exemplo, motoristas, agricultores, carteiros, pedreiros etc.). Fatores genéticos influenciam, mas são menos importantes.

Os mecanismos que explicam a origem do pterígio e da pinguécula ainda são tema de muita controvérsia, na medicina. Sabe-se, contudo, que existem diferentes tipos de pterígio e de pinguécula, no que concerne a prognóstico, evolução e grau de inflamação. De maneira geral, procura-se evitar a cirurgia antes dos 40 anos, exceto quando existe muita inflamação ou há pterígio muito grande. Para evitar o surgimento ou a piora, deve-se proteger os olhos da exposição solar, através da utilização de óculos com filtros de radiação ultravioleta e a adequação dos hábitos (evitar sair em horários de sol forte etc.). A cirurgia feita em pessoas jovens tem pior prognóstico e ocorre muita recidiva da doença, nessa faixa etária.

Certos problemas podem simular o pterígio ou a pinguécula: câncer de conjuntiva (especialmente o carcinoma espinocelular), flictênulas, cicatrizes, neovascularizações de causas diversas etc. Somente o exame minucioso determina o diagnóstico de certeza e o melhor tratamento para cada um. Se você tiver pterígio, pinguécula ou algo que pelo menos se pareça com uma dessas duas doenças, visite o seu médico.

Se você não tiver nada disso, evite essas doenças através do uso dos óculos de boa qualidade quando sair para o ambiente aberto. Somente compre óculos depois da visita ao seu oftalmologista.

Fonte: www.ceofro.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal