Doença infecciosa aguda e fatal, causada por um vírus que se alastra pelo sistema nervoso central e se multiplica nas glândulas de saliva, dali sendo eliminado.
O contágio se dá pela saliva do animal que está com a infecção, principalmente pela mordida, mas pode ocorrer por arranhadura ou lambedura.
Os animais que podem ser contaminados são o cachorro, gato, morcego, raposa, coiote, gato-do-mato, jaritacaca, guaxinim e macaco.
O tempo médio até o surgimento dos sinais de doença são de cerca de 45 dias no homem e de até dois meses nos animais.
Após a mordida ou arranhão do animal contaminado surge um quadro de febre, dor de cabeça, mal-estar, dor de garganta, falta de apetite, enjôos, irritação, ansiedade, mudanças de comportamento.
O local próximo da mordida pode ficar sensível ou anestesiado. Com a progressão da doença, surgem quadros de ansiedade, febre alta, delírios, contrações musculares e podem surgir convulsões.
Ocorre um espasmo dos músculos da garganta, fazendo com que o paciente fique salivando muito e não consiga engolir nem água.
A consciência do paciente se mantém até a instalação do quadro de coma e morte.
O período de evolução do quadro varia de cinco a sete dias.
Exames de sangue específicos e amostras de saliva confirmam a suspeita clínica.
A mortalidade da doença é de 100%.
A hospitalização deve ser o mais confortável para o paciente, devendo-se tomar todos os cuidados possíveis para manter seu conforto.
É uma doença que se encontra em todos os países sendo que, em alguns locais, não existe contaminação nas cidades (ciclo urbano) mas, sim, em animais silvestres.
Todos os animais de sangue quente são sensíveis à infecção pelo vírus da raiva.
A prevenção mais importante é feita através da vacinação dos animais domésticos.
Quando os indivíduos são expostos ao vírus, a prevenção se faz por vacinação e aplicação de soro anti-rábico após avaliação de equipe médica.
Fonte: www.geocities.com.br
A raiva é uma infecção viral do tecido cerebral que causa irritação e inflamação deste e da espinhal medula.
O vírus da raiva está presente na saliva dos animais infectados. Um animal com raiva transmite a infecção a outros animais ou aos humanos ao morder-lhes ou, por vezes, ao lambê-los. A partir do ponto de inoculação inicial o vírus desloca-se através dos nervos até à espinal medula e ao cérebro, onde se multiplica. Em seguida, desce pelos nervos para as glândulas salivares, onde se instala.
Diferentes animais podem transmitir a raiva aos humanos. Embora a fonte habitual de infecção dos humanos sejam os cães, também os gatos, os morcegos, os texugos, as doninhas, as raposas e outros animais podem ser responsáveis pelo contágio. Não é frequente os ratos, as ratazanas e outros mamíferos pequenos transmitirem a raiva, em parte porque a mordedura de outro animal lhes é habitualmente mortal. Nos países desenvolvidos, a vacinação eliminou, em grande medida, a raiva nos cães. Contudo, continua a ser bastante frequente na maioria dos países da América Latina, África e Ásia, onde os animais de estimação nem sempre estão vacinados contra a referida doença. Os animais infectados podem ter uma raiva furiosa ou muda. Na raiva furiosa, o animal está agitado e apresenta um comportamento anormal; posteriormente fica paralisado e morre. Na raiva muda, é a paralisia localizada ou generalizada que predomina desde o início.
Actualmente, nos países desenvolvidos, a maior parte dos casos de raiva humana costumam ser causados por mordeduras de animais selvagens infectados. Os referidos animais podem ter um comportamento furioso, mas o mais provável é que apresentem alterações de comportamento menos óbvias. Os de hábitos nocturnos (morcegos, doninhas, texugos e raposas) infectados com raiva podem sair durante o dia e não demonstrar o medo habitual perante os humanos.
Apesar de ser extremamente raro, a raiva pode ser contraída respirando ar infectado. Foi descrito o desenvolvimento de dois casos entre exploradores que respiraram o ar de uma caverna infestada de morcegos.
Sintomas
A sintomatologia costuma começar entre 30 e 50 dias depois do contágio, mas o período de incubação varia desde 10 dias a mais de um ano. O dito período costuma ser mais curto nas vítimas de dentadas na cabeça e nas extremidades ou naqueles que sofrem muitas mordeduras.
Em 20 % dos casos, a raiva inicia-se com a paralisia das pernas, que se vai estendendo ao resto do corpo. Contudo, a doença costuma começar com um curto período de depressão mental, inquietação, sensação de mal-estar e febre. A inquietação converte-se numa agitação descontrolada e o doente produz grande quantidade de saliva. Os espasmos musculares da garganta e da área vocal costumam ser terrivelmente dolorosos. Estes espasmos são causados pela irritabilidade da área cerebral responsável pelas acções de engolir e respirar. Uma brisa ligeira ou a simples tentativa de beber água podem induzir os referidos espasmos. Em consequência, uma pessoa que sofre de raiva não pode beber e, por esse motivo, a doença costuma receber o nome de hidrofobia (medo da água).
Diagnóstico
Quando alguém é mordido por um animal doente ou selvagem, a maior preocupação deve ser a possibilidade de que ele tivesse raiva. Para determinar se se trata de um animal raivoso é habitualmente necessário efectuar um exame de uma amostra de tecido cerebral. Para isso, o animal deve ser capturado e observado. Na realidade, deverá ser sacrificado para se lhe examinar o cérebro. Entretanto, se um cão ou um gato sem sintomas morder uma pessoa, pode ser confinado e examinado por um veterinário durante 10 dias. Se, ao fim deste tempo, o animal continuar saudável, pode chegar-se à conclusão de que não tinha raiva no momento da mordedura.
Se um indivíduo que foi mordido por um animal desenvolver sintomas de inflamação cerebral progressiva (encefalite), é provável que a causa seja raiva. Não serve de nada fazer um exame para detectar o vírus antes de aparecerem sintomas. Uma biopsia cutânea, segundo a qual se colhe uma amostra de pele (geralmente do pescoço) para a examinar ao microscópio, pode revelar a presença do vírus.
Prevenção e tratamento
Para prevenir a raiva devem tomar-se certas medidas antes da exposição ao vírus ou então imediatamente após a mesma. Por exemplo, pode aplicar-se uma vacina a quem tem um elevado risco de ser exposto ao vírus. Entre esses indivíduos encontram-se os veterinários, os técnicos de laboratório que manipulam animais potencialmente infectados, os que vivem ou permanecem mais de 30 dias em países em vias de desenvolvimento em que a raiva canina seja muito frequente e os que se dedicam a explorar cavernas com morcegos. A vacinação oferece um certo grau de protecção a quase toda a gente durante o resto da vida. Contudo, os níveis de anticorpos descem com o passar do tempo; assim, as pessoas com um risco elevado de continuar expostas deverão receber uma dose de reforço todos os dois anos.
Os indivíduos que tenham sido mordidos por um animal raivoso raramente desenvolvem a doença se forem de imediato tomadas medidas preventivas. Os mordidos por coelhos e roedores (incluindo esquilos, ardas, ratazanas e ratos) não precisam de tratamento ulterior, a menos que exista uma forte suspeita de raiva; estes animais raramente estão infectados. Já aqueles que tenham sido mordidos por animais selvagens como as doninhas, os texugos, as raposas e os morcegos necessitam de tratamento, a não ser que o animal possa ser capturado e se demonstre que não tem raiva.
A melhor medida de prevenção é tratar de imediato a ferida causada pela mordedura de um animal. A zona contaminada é cuidadosamente desinfectada. As feridas profundas são lavadas com água e sabão. Uma vez limpas as feridas, as pessoas que não tenham sido previamente imunizadas com a vacina contra a raiva recebem uma injecção de imunoglobulina contra esta, aplicando metade da dose na área da mordedura. Também lhes é injectada a vacina contra a raiva no mesmo dia da exposição ao vírus e após 3, 7, 14 e 28 dias. A dor e a inflamação da zona da injecção costumam ser pouco importantes. É raro verificarem-se reacções alérgicas graves durante a série de cinco injecções; menos de 1 % dos vacinados desenvolvem febre depois de a terem recebido.
Em alguém mordido que já tenha sido anteriormente vacinado, o risco de contrair a raiva é baixo, mas mesmo assim é fundamental limpar a ferida de imediato e aplicar duas doses da vacina (nos dias 0 e 2).
Antes de se poder contar com a terapêutica que existe na actualidade, a pessoa que sofria de raiva morria ao fim de 3 a 10 dias depois de se manifestarem os sintomas. A maioria morria em virtude de uma obstrução nas vias respiratórias (asfixia), convulsões, esgotamento ou paralisia generalizada. Apesar de no passado se considerar que a morte por raiva era inevitável, alguns sobreviviam. Nesses casos a sobrevivência pode ser atribuída aos cuidados intensivos para controlar os sintomas que afectavam os pulmões, o coração e o cérebro. Uma vez que os sintomas tenham aparecido, já nenhuma vacina nem imunoglobulina contra a raiva parece terem qualquer efeito.
Fonte: www.manualmerck.net