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Rinite

 

 

O que é Rinite Alérgica?

Você pode ter Rinite Alérgica quando:

Tem vários espirros em sucessão, especialmente pela manhã
Seu nariz escorre e fica obstruído
Ocorrem irritação e coceira no nariz, nos olhos e no céu da boca
Seu olfato fica prejudicado
Tem dores de cabeça juntamente com outros sintomas destes já mencionado

O que é Rinite Alérgica?

Rinite é uma inflamação das mucosas do nariz. Uma em cada 7 pessoas apresenta rinite alérgica, tanto adultos quanto crianças.

As rinites têm várias causas, desde resfriados, produtos químicos irritantes, até medicamentos e alergia. Os sintomas são muito parecidos entre todos os tipos de rinites e muita gente pensa que rinite alérgica é um resfriado que não passa nunca ou uma "sinusite" com dor de cabeça crônica.

Quais os tipo mais frequentes?

A rinite medicamentosa é muito frequente, pois as pessoas usam medicamentos no nariz sem orientação médica, ignorando os riscos que estão correndo. Muitos medicamentos usados no nariz podem causar rinite, ao invés de curá-la.

A rinite irritativa é comum nas grandes cidades, em locais muito poluídos e com agentes irritantes na atmosfera. Os sintomas podem acontecer em pessoas que trabalham sem usar máscaras em fábricas onde são manipulados materiais industriais ou em ambientes com muita poeira, ou em pessoas que trabalham com tecidos. As crianças que estudam em locais poluídos, ou locais que estão em reforma, podem ter rinite irritativa.

A rinite vasomotora é também comum em ambientes poluídos, mas pode acontecer em outras áreas. Quem tem rinite vasomotora pode apresentar os sintomas quando fica nervoso ou quando está cansado ou com estresse.

A rinite alérgica é muito comum, especialmente em cidades grandes, cujo ambiente é poluído e onde a poeira doméstica é abundante, e em locais úmidos, com mofo.

Quais os tipo menos frequentes?

A rinite da gestante, a rinite do idoso, a rinite gustativa e a rinite do esportista são mais raras que as outras, mas não deixam de ser importantes.

Existem mulheres que têm obstrução nasal somente durante a gravidez, sem nunca a terem apresentado antes de engravidar. Depois que a criança nasce, o problema termina.

Os idosos têm uma rinite especial, que os mantém com o nariz escorrendo (rinorréia) constantemente, sem parar. Este mesmo sintoma aparece em algumas pessoas, de todas as idades, quando se alimentam, especialmente de comidas com temperos fortes e apimentados (rinite gustativa).

Outras têm obstrução nasal quando praticam esporte, o que as atrapalha muito, obrigando-as a tratar a rinite para poderem prosseguir adequadamente com o esporte.

A Rinite é contagiosa?

Excetuando-se as rinites infecciosas, virais ou bacterianas, as outras não são contagiosas. Não passam de pessoa para pessoa com o convívio social ou com o relacionamento íntimo. São doenças que aparecem em pessoas que usam medicamentos sem prescrição médica ou respiram ar poluído ou ar com irritantes, como nas fábricas (sem proteção). Os pais podem transmitir a rinite alérgica para os filhos através dos genes (suas características familiares), o que determina, muitas vezes, sintomas semelhantes entre pais e filhos.

Tem Cura?

A maioria das rinites tem cura, principalmente a medicamentosa e a irritativa. Todas têm tratamento. A rinite alérgica, a vasomotora, a do idoso, por exemplo, têm tratamento, mas não têm cura. É muito importante que você saiba que, apesar disso, é possível viver sem sintomas, como uma pessoa normal, bastando que essas afecções sejam tratadas corretamente.

Quais as causas de piora?

Quanto mais se entrar em contato com as substâncias que causam irritação, maiores serão os sintomas. Os agentes irritantes da atmosfera poluída são prejudiciais, assim como substâncias químicas e produtos de limpeza. Fumaça de cigarros, inseticidas, tintas, combustíveis e até perfumes são nocivos. No caso da rinite alérgica, os sintomas surgem quando a pessoa entra em contato com os alérgenos (substâncias às quais é alérgica). A rinite do idoso piora quando ele se alimenta com comida condimentada, e a do esportista, quando pratica esporte. A rinite medicamentosa surge quando são usados medicamentos que fazem mal ao nariz.

Prevenção

A melhor maneira de tratar todas as rinites, e em especial a rinite alérgica, é a prevenção, com medidas para diminuir a presença de agentes alérgenos e irritantes no nariz e em sua casa. É preciso evitar sempre as substâncias que desencadeiam a crise de rinite, como os poluentes e as substâncias químicas.

Você precisa saber que o papel mais importante no tratamento da rinite é o seu e que, às vezes, pequenas medidas trazem grandes resultados:

Evite a poeira doméstica e os ácaros.
Evite agentes e substâncias irritantes.

Para evitar a poeira doméstica:

Retire tudo o que pode juntar poeira em sua casa.
Tapetes, carpetes, cortinas grossas são locais de alojamento de ácaros e poeira.
Os pisos lisos são muito mais fáceis de limpar e não abrigam ácaros.
Tapetes finos e pequenos, que podem ser lavados, são mais práticos e menos prejudiciais.
Cortinas leves, que podem ser lavadas são as ideais.
Passe sempre um pano úmido sobre os móveis e o chão, se possível, diariamente.

Deixe os ambientes sempre abertos para arejá-los e para que os raios solares entrem o maior tempo possível.

O quarto é o local mais importante

Você passa pelo menos 8 horas do dia em seu quarto, dormindo. Este é, portanto, o local mais importante de sua casa e também um dos ambientes mais contaminados por ácaros.
O colchão e os travesseiros devem ser forrados com material antialérgico ou plástico para impedir a passagem de poeira. Os melhores travesseiros para os alérgicos são os de poliéster.
Use edredons, desde que não sejam de penas, em vez de cobertores de lã e, se possível, lave-os a cada 10 dias.
Coloque as roupas no armário; as de lã, em sacos plásticos fechados.
Bichos de pelúcia armazenam muita poeira. Livre-se deles ou deixe-os guardados longe das crianças e, se possível, lave-os a cada 10 dias.
Não permita nunca que animais de estimação entrem no quarto.
Paredes úmidas e frias, com vazamento, devem ser identificadas para que os reparos possam ser feitos. Lugares com mofo e manchas de bolor devem ser limpos.

O local de trabalho merece atenção

Assim como no quarto de nossa casa, passamos várias horas em nosso local de trabalho.

Por isso, devemos dar especial atenção a este ambiente também, tomando as seguintes providências:

Use máscara, quando indicado.
Evite respirar gases.
Tome bastante água durante o serviço. O ar condicionado seca o ambiente.
Evite a fumaça de cigarros.
Incensos e produtos para odorização de ambientes devem ser evitados.

Por que a poeira doméstica causa reaçãoes alérgicas?

Poeira no ambiente doméstico é a maior causa de nariz entupido e escorrendo, de coceira e espirros durante todo o ano, além de causar tosse e piorar a asma. A poeira de casa é uma mistura de muitos detritos e contém bactérias, fungos e ácaros.

O ácaro é o principal agente na poeira que causa rinite alérgica.

Ele tem oito patas, é um aracnídeo, como uma aranha, e se alimenta de partículas de alimentos, de tecidos e de pele descamada de humanos e animais .

Os resíduos que ele produz também causam alergia nas pessoas.

O ácaro gosta de ambientes quentes e úmidos, sem luz. Ele não sobrevive em lugares secos e ensolarados.

Vive em lençóis, tapetes, carpetes, colchões, roupas, armários e bancos de automóveis, onde as condições são favoráveis.

Os inseticidas normais não matam os ácaros.

Animais pioram a rinite?

Os animais de estimação têm importância significativa em nossa vida cotidiana, principalmente para as crianças. Infelizmente, eles podem causar alergia através da saliva, urina ou caspa dos pêlos. Além disso, pêlos ou penas podem acumular ácaros. Em consequência, especialmente os alérgicos devem evitar animais.

Se possuir algum animal de estimação, lave-o frequentemente (uma vez a cada 10 dias) ou prefira animais que não tenham pêlos ou penas, como peixes e tartarugas.

Para evitar os agentes irritantes

Evite ambientes com pessoas fumando ou lugares enfumaçados.
Se possível, ninguém na casa deve fumar.
Evite contato com substâncias que tenham cheiro forte (tintas, querosene etc.).
Evite contato com as substâncias que fazem mal para você.
Produtos de limpeza:
use aqueles que não fazem mal.
Use perfumes que não causam alergia ou não use perfume.
Evite substâncias em sprays.
Use máscara para fazer faxina ou deixe alguém que não tenha alergia fazê-la por você.
Não use produtos químicos ou combustíveis.

Consequências

Os pacientes com obstrução nasal crônica podem apresentar algumas consequências preocupantes, que devem ser diagnosticadas e tratadas corretamente.

Dificuldade para dormir
Roncos
Alteração da voz (voz anasalada)
Desalinhamento dos dentes
Otites
Sinusites

A importância do diagnóstico e tratamento, além de curar ou controlar as rinites, é evitar suas consequências.

Dúvidas mais comuns

A rinite alérgica tem cura?

O tratamento para a rinite alérgica é longo, para toda a vida. Nenhum medicamento cura a rinite, eles controlam a doença. O paciente vive bem, como qualquer pessoa, mas ao parar a prevenção, ou a medicação, os sintomas voltam. Existem várias medicações para o tratamento das rinites. Sabendo qual o tipo de rinite que você tem, existe sempre o melhor remédio para cada pessoa. Às vezes são necessárias várias tentativas para saber qual o melhor remédio para determinada pessoa.O melhor remédio para rinite alérgica é o seu otorrinolaringologista ou alergista que vai receitar.

Por este motivo, a prevenção é o que melhor existe para a rinite alérgica. Não entrar em contato com as substâncias que causam alergia é a melhor maneira de ficar sem os sintomas. Faça sempre lavagens nasais com soro fisiológico ou soluções salinas vendidas em farmácias.

Existe tratamento com vacinas para a rinite alérgica?

O tratamento com vacinas, a imunoterapia, é eficaz, mas funciona somente em pacientes com rinite alérgica, e não outros tipos de rinite. O paciente deve ter o teste alérgico positivo para os antígenos usados na vacina. Devem ser aplicadas com critério médico, e por longo tempo. Quando realizada desta maneira, é provável que a necessidade do uso de medicamentos irá diminuir, porém os cuidados ambientais deverão sempre ser mantidos.

Existe prevenção para a rinite?

A prevenção é o que melhor existe para as rinites, especialmente a alérgica. Não entrar em contato com as substâncias que causam alergia é a melhor maneira de ficar sem os sintomas. Faça sempre lavagens nasais com soro fisiológico ou soluções salinas vendidas em farmácias.

Os produtos para higiene pessoal são aqueles que não tem odores fortes e não contém corantes e outras substâncias artificiais desnecessárias. O sabonete e shampoo de glicerina são os melhores.

O colchão deve ser de espuma e coberto com capa protetora, assim como o travesseiro. Evite ao máximo tudo que acumule poeira, e não tenha animais em casa. Existem lojas especializadas em produtos para alérgicos. Procure informar-se de alguma próximo à sua casa.

Como vou saber se tenho alergia a determinado agente?

A Rinite Alérgica é diagnosticada através dos sintomas, mas para saber exatamente a quais alérgenos específicos o indivíduo reage, pode-se fazer um teste alérgico cutâneo, ou um RAST (exame de sangue).

Por que espirro tanto?

Os espirros são uma defesa do organismo contra substâncias indesejáveis no nariz. O nariz tenta expulsar os alérgenos que estão causando a alergia, mas acaba sendo muito pouco efetivo, por isto são necessários a prevenção e o tratamento para as rinites.

O que é polipose nasal? Qual é o tratamento?

A polipose nasal, é uma doença de difícil controle e cura. Acredita-se que está associada a rinite alérgica e a asma. Como consequências, pode levar à sinusite e perda do olfato.

O tratamento é cirúrgico, e por vezes são necessárias várias cirurgias para atingir a cura, e muitas vezes, não há cura, e as cirurgias funcionam como meio para o paciente poder respirar pelo nariz temporariamente. Existem algumas medicações que podem ser tentadas para evitar a progressão da polipose, e o seu otorrinolaringologista vai orientá-lo sobre elas.

Existe um tipo de cirurgia, chamada endonasal, que tem um efeito melhor que a cirurgia convencional para o tratamento da polipose nasal.

Sabemos que existe uma melhora nos sintomas da rinite alérgica, da asma e na frequência das sinusites, se você seguir as orientações que estão no folheto do CORA, tanto em casa como no trabalho. Todas são importantes, e fazem muita diferença para melhorar os seus sintomas.

A lavagem nasal com soro fisiológico diariamente é muito importante no tratamento. Fazendo as lavagens nasais corretamente, sua rinite vai melhorar aos poucos.

A rinite pode levar à sinusite?

A rinite quando não tratada, pode causar várias consequências, uma delas é a sinusite. Dependendo do paciente, ele pode ter asma associada á rinite, e quando esta piora, a asma também piora. A otite média serosa também pode estar associada á rinite alérgica.

Qual a causa da rinite alérgica?

O desenvolvimento da rinite alérgica varia de pessoa para pessoa, mas existe uma forte relação familiar. Os genes transmitidos de pais para filho dão condições para que este desenvolva rinite. A grande causa do desenvolvimento da rinite alérgica, é uma predisposição do individuo a ter uma reação imunológica no seu organismo, iniciada quando ele entra em contato com um agente alérgeno, como ácaros, pólens, baratas, gatos, cachorros, levando ao aparecimento dos sintomas da rinite.

Meu filho tem roncos, nariz entupido todo o tempo, e espirra muito. O que ele tem?

Seu filho tem sintomas que se assemelham aos da rinite alérgica, mas também pode ser uma sinusite, ou realmente uma hipertrofia de amígdalas e adenóide. Os sintomas são muito semelhantes. Consulte um otorrinolaringologista para diagnosticar o problema corretamente.

O que é rinite vasomotora?

A rinite vasomotora, ou também chamada de rinite idiopítica, é um dos tipos de rinite. Os sintomas são os mesmos das outras rinites, mas geralmente o que difere, em relação às outras rinites, é que na vasomotora a rinorréia (nariz escorrendo) é o que mais incomoda o paciente. Isto é o que geralmente acontece, mas no seu caso pode ser diferente. A rinite vasomotora tem como característica, o teste alérgico negativo.

Ou seja, não existe reação alérgica da pessoa quando entra em contato com as substâncias alérgenas, como poeira e mofo. Outros exames também são negativos, como o RAST. Mesmo assim, o paciente tem os sintomas de rinite. Provavelmente a origem do problema é vascular, ou neuro-vascular, mas nada ainda foi cientificamente comprovado.

O tratamento é muito semelhante ao da rinite alérgica, mas o seu médico é que vai instituir o melhor tratamento. Não se esqueça de fazer lavagem nasal com soro fisiológico diariamente, por volta de 4 vezes ao dia. A lavagem é muito importante no tratamento da rinite. Se você fizer as lavagens nasais corretamente, sua rinite vai melhorar aos poucos.

Para evitar os sintomas, você deve seguir o tratamento indicado pelo seu médico, e seguir as orientações do folheto do CORA em relação ao ambiente.

Quanto ao tratamento cirúrgico, ele pode auxiliar no tratamento clínico, em alguns casos especiais, geralmente quando existe algum fator na conformação nasal que precisa de correção, como hipertrofia de cornetos, desvio septal, ou outras causas.

Quem tem rinite pode fazer natação?

A natação é excelente para auxiliar no tratamento, e seu filho deve continuar a fazer esportes. Procure locais onde a limpeza da piscina não seja feita com cloro, pois este pode causar irritação no nariz. A vida deve ser normal, deve-se apenas evitar os agentes alérgenos.

Minha rinite piora no inverno, mas também tenho sintomas no verão.

Realmente as sintomas pioram no inverno, com o ar seco e frio, com o aumento dos resfriados, e a piora da poluição. A poluição vem aumentando a cada ano, e talvez seja este o motivo pelo qual a sua rinite tenha piorado no verão.

Quando minha rinite está ruim, os medicamentos ajudam muito pouco.

A melhor atitude é evitar as crises. Depois que a crise já se iniciou, os medicamentos não funcionam tão bem, e você demora para melhorar dos sintomas. Para evitar as crises, use a higiene ambiental e a prevenção, evitando contato com poeira, substâncias químicas, cheiros fortes, perfumes. Faça bastante lavagem nasal com soro fisiológico ou alguma solução salina para lavagens nasais, para evitar que os antígenos alérgicos fiquem em contato com o nariz, assim evitando as crises. Mas quando começam os sintomas de crise, então você precisa consultar um otorrinolaringologista ou alergista de sua confiança.

Fonte: www.ocora.com.br

Rinite

Rinite é a inflamação das mucosas do nariz, causada geralmente por reações alérgicas.

O sistema imunológico de pessoas alérgicas interpreta que algumas substâncias são tóxicas e que precisa proteger-se da entrada delas no organismo. A maioria das pessoas convive normalmente com fatores que causam alergia (como a poeira) sem apresentar sintomas, enquanto que outras desenvolvem a rinite.

A predisposição para a rinite é herdada dos pais. Quando um homem e uma mulher alérgicos têm um filho, as chances de a criança ser alérgica são de 50%.

Mas, mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, a criança ainda assim pode vir a ter.

A rinite é classificada como sazonal (ou intermitente) e perene (ou persistente). No primeiro caso, a rinite pode aparecer em certas épocas do ano, como primavera e outono, e está associada, por exemplo, a alergias a grãos de polens e esporos de fungos presentes no ar. Já a persistente ocorre devido à sensibilidade a fatores alérgenos, como os ácaros da poeira doméstica.

Como geralmente os ácaros estão dentro de casa, em tapetes e carpetes, travesseiros, colchões, almofadas e bichos de pelúcia, os sintomas da rinite que apareciam de vez em quando passam a ser cada vez mais frequentes e mais intensos.

As pessoas alérgicas apresentam maior sensibilidade a odores irritativos, como produtos de limpeza (detergentes e desinfetantes) e perfume. Se as manifestações da rinite ocorrerem por mais de quatro dias na semana, durante quatro semanas seguidas, é importante procurar um médico para avaliar se você é realmente alérgico.

Rinite
Rinite

Sintomas

O nariz é responsável pela limpeza, umidificação e aquecimento do ar que inspiramos.

Possui um mecanismo de defesa que, em contato com alguma substância tóxica ou fatores alergênicos, provoca espirros e coriza, impedindo que eles cheguem até os pulmões.

Entre os sintomas mais comuns da rinite estão:

Vários espirros em sequência, especialmente pela manhã
Nariz escorrendo e entupido
Irritação e coceira no nariz, nos olhos e no céu da boca
Olfato prejudicado
Olhos vermelhos e lacrimejantes
Dores de cabeça

Tratamento

Nem sempre é possível eliminar todos os sintomas da rinite alérgica, mas sim controlá-los e diminuí-los.

Um médico especialista (alergista) poderá fazer uma avaliação mais detalhada, por meio do teste cutâneo (na pele) ou um RAST (exame de sangue), para identificar a quais alérgenos o paciente pode ser mais sensível e assim, prescrever o tratamento mais adequado.

Entre os medicamentos indicados podem estar sprays nasais, anti-histamínicos e descongestionantes. Evitar se expor aos alérgenos que provocam a rinite também faz parte do tratamento.

Outra opção é o tratamento com vacinas anti-alérgicas (imunoterapia) em pacientes nos quais a associação de medicamentos com a higiene ambiental não funcionaram. Ao parar com a prevenção ou com a medicação, os sintomas podem voltar.

Fonte: www.nycomedpharma.com.br

Rinite

A rinite alérgica, ou rinopatia alérgica, constui-se numa reação alérgica da mucosa nasal a determinados antígenos, principalmente inalatórios.

Frequentemente, estas manifestações alérgicas se estendem aos seios paranasais, sendo comum a coexistência de rinopatia e sinusopatia alérgicas, em graus variados, numa mesma pessoa. Afetam indistintamente ambos os sexos, e geralmente existe história de alergia (atopia) na família.

É uma doença muito comum em adolescentes e adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária.

Os fatores desencadeantes da rinite alérgica são os mesmos da asma brônquica; podem ser alimentos, animais, ácaros, poeiras, drogas ou substâncias químicas, embora os inalantes sejam os principais responsáveis pela rinite alérgica:

Pó encontrado na residência, especialmente em carpetes e cortinas, rico em ácaros
Inalação de pólen presente no ar, grama ou árvores poluentes atmosféricos (principalmente o ozônio e o dióxido de enxôfre)
Infecções do trato respiratório por vírus (especialmente o adenovírus) e bactérias
Pêlos de animais domésticos (gatos, cachorros)
Esporos de fungos presentes na terra (poeira) e em suspensão no ar atmosférico
Inspiração de ar frio
Estado emocional
Fumaça do cigarro
Inalação de sprays de cabelo e desodorantes
Aspirina
Exercícios
Fatores ocupacionais: farinha (para padeiros), pêlos de animais ou suas fezes (para pessoas que trabalham em zoológico, etc.), vapores, etc.
Alimentos como leite, chocolate, tomate, crustáceos, etc.

Todas estas substâncias funcionariam como precipitadores e desencadeariam um tipo de reação alérgica, conforme já citamos anteriormente.

Na rinite, assim como em todo tipo de alergia, encontra-se presente o envolvimento do fator emocional como potencializador das manifestações alérgicas. Outro importante estímulo alérgico é a inspiração de ar frio pois, a inspiração rápida e intensa de ar frio pode levar à paralisação momentânea dos cílios da mucosa nasal, favorecendo, assim, o aparecimento de rinites infecciosas, sinusites e infecções respiratórias.

O quadro clínico das rinites alérgicas é caracterizado pelos seguintes sinais e sintomas:

Espirros - muitas vezes, constituem-se no único sintoma da rinite. Ocorrem logo após o contato com o alérgeno e podem chegar a durar vários minutos.
Prurido (Coceira)
- os espirros geralmente são acompanhados de coceira nasal, que pode estender-se à conjuntiva ocular, ao canal auditivo externo e, até mesmo, ao lábio superior. A presença de coceira na sintomatologia nasal constitui, praticamente, o selo para um diagnóstico positivo de alergia nasal. Tanto os espirros quanto o prurido ou coceira ocorrem por irritação das terminações nervosas da mucosa local, pela presença de edema e da inflamação presente na região.
Coriza
- a coriza é a saída abundante de secreção nasal, de aspecto aquoso. Pode, até mesmo, haver gotejamento espontâneo da secreção. Ocorre devido ao aumento da secreção das glândulas da mucosa nasal. Quando a alergia se prolonga, esta secreção torna-se mais densa, apresentando-se esverdeada ou, quando ocorrerem infecções associadas, amarelada.
Obstrução Nasal
- é um sintoma também muito frequente. Mais raramente, pode ser o único sintoma que o paciente rinopata apresenta. Pode acometer uma ou ambas as fossas nasais e é o sintoma que mais incomoda o paciente, pois obriga-o à respiração bucal, além de perturbar muito o seu sono (ocorre piora da obstrução nasal quando o paciente deita a cabeça devido ao acúmulo de secreção no local).

CONDUTA TERAPÊUTICA DA RINITE

A terapêutica da rinite alérgica divide-se em:

Corticóides inalatórios ou tópicos - o uso desta classe terapêutica tem por objetivo diminuir a reação inflamatória da reação alérgica, sendo muito eficaz.
Os corticóides normalizam a permeabilidade vascular, estabilizam as membranas dos mastócitos, diminuem o edema, enfim, proporcionam regressão de todos os sinais inflamatórios e alérgicos e, consequentemente, da sintomatologia. Dentre os corticóides, vale citar o spray de dipropionato de beclometasona, cuja ação local é bastante satisfatória.
Anti-histamínicos
- é o tratamento de primeira linha para o tratamento e controle da rinite alérgica. Esses medicamentos bloqueiam a ligação de histamina ao receptor- h6, bloqueando, então, a maior parte dos sintomas associados a essa doença.
Cromoglicato de sódio -
utilizado no tratamento da asma brônquica, esta substância teria um efeito similar ao do corticóide nas rinites alérgicas. Utilizado por via tópica, apresenta resultados variáveis segundo a opinião de diversos especialistas.
Vasoconstritores locais
- Estes medicamentos podem ser absorvidos para a circulação sistêmica e provocar taquicardia e aumento da pressão arterial (secundário à vasoconstrição de outros vasos sanguíneos).

Terapêutica Profilática

Vacinas de Hipossensibilização - podem ser aplicadas, por via subcutânea ou intradérmica, através da administração de doses gradativamente crescentes dos principais antígenos que podem estar causando a rinite em um determinado paciente, com resultados variáveis. O objetivo, neste caso, é promover a formação de anticorpos.

Medidas de Prevenção

Todas as medidas citadas para a prevenção da asma brônquica são válidas também para a rinite alérgica. Evitar pó, poeira, cheiros fortes, cobertores de lã, praticar exercícios, etc.

Outra medida preventiva útil é o uso de aparelhos especializados na esterilização do ar, principalmente para os ácaros.

Fonte: www.farmalabchiesi.com.br

Rinite

A alergia, também chamada de reação de hipersensibilidade, é uma resposta exagerada do sistema de defesa, quando o organismo é exposto a uma determinada substância estranha.

Essa reação ocorre em pessoas predispostas genéticamente e que já tenham sido sensibilizadas previamente por aquele agente.

As alergias resultam de uma combinação da bagagem genética individual, que torna o organismo de algumas pessoas mais sensível, com fatores agressivos presentes no ambiente, chamados alérgenos.

Os mais comuns estão dentro do próprio domicílio. São os ácaros encontrados na poeira, restos e fezes de baratas, mofo, pêlos de animais domésticos, fumaça de cigarro, pólen e esporos de fungos, além de certos alimentos, medicamentos e produtos químicos.

Quando uma pessoa alérgica entra em contato com algum desses agentes, seu sistema de defesa reage de forma exagerada, produzindo os sintomas desconfortáveis das alergias.

Segundo pesquisas recentes, a rinite alérgica é uma das alergias mais comuns e atinge 20% dos brasileiros.

Os sintomas mais frequentes da rinite alérgica incluem espirros constantes, coriza, sensação de nariz entupido ou de "cabeça pesada", coceira nos olhos, no nariz, no céu da boca e na garganta.

O incômodo é maior sobretudo à noite ou ao acordar e tende a melhorar durante o dia.

Uma das principais formas de deter as crises é fazer o tratamento preventivo, sob a orientação médica.

Outro cuidado fundamental é manter os ambientes limpos, livres de ácaros e poeira: encape os colchões e travesseiros com tecidos impermeáveis; use pano úmido e produtos que eliminem o mofo no chão e nas paredes; remova tapetes, cortinas e bichinhos de pelúcia; deixe os ambientes ventilados e iluminados pelo sol.

E, muito importante, não permita cigarro em locais fechados e perto de crianças. Você sabia que aquele "eterno" resfriado caracterizado por crises de espirro, coceira no nariz, obstrução nasal e dificuldade de dormir, por nariz trancado, pode ser na verdade rinite alérgica?

A identificação desta rinite, que se constitui no diagnóstico médico, exigirá que o seu médico identifique a causa da rinite e a elimine ou diminua, use medicamentos para combater os sintomas provocados pela doença e oriente o seu organismo para ele mesmo construir uma barreira imunológica que possa defendê-lo(a) eficazmente contra futuras crises.

Para prevenir as alergias respiratórias:

Manter os ambientes secos e abertos, permitindo a circulação do ar e a entrada dos raios de sol, capazes de destruir os ácaros.
Incentivas as crianças a brincar ao ar livre, agasalhando-as no tempo de frio.
Encapar colchões, travesseiros e almofadas com plástico ou tecidos impermeáveis.
Trocar a roupa de cama pelo menos uma vez por semana, lavando-a em água quente.
Usar cobertores antialérgicos, lavando-os regularmente e deixando ao sol para secar.
Evitar móveis estofados de pano e almofadas na sala íntima ou de tv.
Evitar plantas, animais de estimação, bichinhos de pelúcia, tapetes ou carpetes, livros e brinquedos acumulados no quarto das crianças.
Retirar as cortinas ou usar aquelas de tecido sintético, mais finas, curtas e presas por argolas para facilitar a remoção ou a lavagem a cada 15 dias.Substituir a vassoura por pano úmido na limpeza diária, afastando as pessoas alérgicas.
Aplicar produtos antimofo e acaricidas em carpetes, frestas e cantos dos móveis.
Não usar inseticidas em spray nem espiral.
Jamais fumar dentro de casa, perto de crianças ou mesmo de adultos alérgicos.

Fonte: www.uci-farma.com.br

Rinite

O que é Rinite?

Rinite é uma inflamação das mucosas do nariz. As rinites têm várias causas, desde resfriados, produtos químicos irritantes, medicamentos e alergia.

Os sintomas são muito parecidos entre todos os tipos de rinites.

A Rinite Alérgica é apenas um dos tipos.

A rinite medicamentosa é muito frequente, pois as pessoas usam medicamentos no nariz sem orientação médica, sem saber quais os riscos que estão correndo.

Muitos medicamentos usados no nariz podem causar rinite, ao invés de curá-la.

A rinite vasomotora e a rinite causada por irritantes são também muito comuns em cidades grandes, devido ao grande número de poluentes e aos agentes irritantes na atmosfera.

A rinite alérgica é muito comum, principalmente onde o ambiente é poluído e a poeira doméstica é abundante, e em locais úmidos, com mofo. Seus sintomas são consequência da resposta do sistema imunológico do própio indivíduo quando o mesmo entra em contato com alguma substância provocadora (alérgeno).

É contagiosa?

A rinite alérgica não é contagiosa, não passa de pessoa para pessoa. Os pais podem transmitir para os filhos através dos genes, das suas características familiares; por isso filhos de pais alérgicos têm maior chance de manifestar a rinite alérgica durante a vida comparado com os que não têm antecedentes de alergia na família.

Tem cura?

A rinite alérgica tem tratamento, mas não tem cura. Quem tem rinite alérgica pode viver sem sintomas, como qualquer um, quando a rinite é tratada corretamente.

O que faz piorar?

Quanto mais se entrar em contato com as substâncias que causam alergia, piores são os sintomas. Os agentes irritantes da atmosfera poluída pioram muito os sintomas, assim como substâncias químicas, produtos de limpeza, poeira, pêlos de animais. Fumaça de cigarro, inseticida, tintas, combustíveis e até perfumes também podem piorar a rinite alérgica.

Como prevenir?

A melhor forma de tratar a rinite alérgica é a prevenção, com medidas para diminuir a presença de agentes que causam a alergia na sua casa e nos ambientes que você mais frequenta. É preciso evitar sempre as substâncias que desencadeiam a crise de rinite.

O PAPEL MAIS IMPORTANTE NO TRATAMENTO DA RINITE

ALÉRGICA É SEU e pequenas medidas trazem grandes resultados:

Evite a poeira doméstica: retire tudo o que possa juntar poeira em sua casa; evite tapetes, carpetes, cortinas grossas (são locais para o alojamento de ácaros e poeira); os pisos devem ser lisos pois são muito mais fáceis de limpar e não abrigam ácaros; passe sempre um pano úmido sobre os móveis e no chão, se possível diariamente;

deixe os ambientes sempre abertos para arejá-los e para que o sol entre neles o maior tempo possível.

Evite agentes e substâncias irritantes.

O quarto: local muito importante É normalmente o ambiente mais contaminado por ácaros e nele você passa várias horas dormindo, portanto é o local mais importante e merece muita atenção e cuidados.

O colchão deve ser forrado para impedir a passagem de poeira, assim como os travesseiros.
Use edredons, desde que não sejam de penas, em lugar de cobertores de lã, e lave-os a cada 10 dias.
Coloque as roupas no armário e as de lã, em sacos plásticos fechados.
Bichos de pelúcia armazenam muita poeira; livre-se deles ou lave-os a cada 10 dias.
Não permita nunca que animais de estimação entrem no quarto.
Paredes úmidas e frias, com vazamentos devem ser identificadas e os vazamentos devem ser reparados para eliminar a umidade. Lugares com mofo e manchas devem ser limpos.

A poeira doméstica:

Poeira no ambiente doméstico é a maior causa de sintomas como nariz entupido e escorrendo, coceira e espirros durante todo o ano.
A poeira de casa também causa tosse e piora a asma.
A poeira de casa é uma mistura de vários detritos. Entre eles há as bactérias, os fungos e os ácaros.

O ácaro é o principal agente que causa rinite alérgica na poeira. Ele se alimenta de partículas de alimentos e pele humana. Os resíduos que ele produz também causam alergia nas pessoas. O ácaro gosta de ambientes quentes e úmidos, sem luz. Ele não sobrevive em lugares secos e ensolarados. Este inseto vive em lençóis, tapetes, carpetes, colchões, roupas, armários e bancos de automóveis, onde as condições são favoráveis.

E os animais ?

Os animais são parte da nossa ida cotidiana. Infelizmente, pessoas alérgicas animais devem se precaver quanto a trazer animais para dentro de casa.
Os animais podem causar alergia através de sua saliva, urina ou pêlos. Além disso os pêlos e penas acumulam ácaros.
Os melhores animais para alérgicos são peixes e tartarugas, que não têm pêlos ou penas.

Evite também:

Ambientes com pessoas fumando ou lugares enfumaçados. Se possível, ninguém na casa deve fumar.
Evite contato com substâncias que tenham cheiro forte (tintas, querosene etc.).

Produtos de limpeza: use aqueles que não fazem mal, que tenham odor mais ameno.

Use perfumes que não causam alergia ou não use perfume. Evite substâncias em sprays.
Use máscara para fazer faxina ou deixe alguém que não tenha alergia fazê-la por você.
Não use produtos químicos ou combustíveis.

Tratamento médico

Quando os sintomas permanecem mesmo com os cuidados acima pode ser necessário o uso de alguma medicacão. O médico otorrinolaringologista e/ou o imunologista devem ser consultados para a correta avaliação e acompanhamento.

Consequências

A obstrução nasal da rinite pode causar várias consequ.ncias além do incômodo com seus sintomas: problemas de sono e roncos, desalinhamento dos dentes devido `a respiração bucal, voz anasalada etc.

Fonte: otorrinolaringologia.site.med.br

Rinite

Rinite alérgica é um termo médico que se refere à inflamação da membrana do nariz causada por reações alérgicas.

É a doença crônica mais comum em seres humanos e normalmente surge na infância ou na juventude. Cerca de 30% dos pacientes desenvolvem os primeiros sintomas após os 30 anos. O fator de risco mais significante para desenvolver a rinite alérgica é a história familiar de alergia.

Rinite sazonal ou intermitente

A rinite sazonal é conhecida fora do Brasil como febre do feno (“hay fever”).

Essa alergia se caracteriza por aparecer repetidamente em certas épocas do ano. Está associada aos grãos de pólen e esporos de fungos presentes no ar.

Rinite
Ácaros

Já a rinite perene está normalmente associada à sensibilização aos alérgenos presentes dentro de casa, como os ácaros.

Os sintomas desta rinite são semelhantes aos da rinite sazonal, mas não são idênticos. Na rinite sazonal são mais frequentes os espirros, olhos vermelhos e lacrimejantes. Na rinite perene as pessoas geralmente apresentam prurido nasal, coriza e obstrução nasal crônica.

Se você tem rinite sazonal, os sintomas da sua alergia aparecem apenas quando os alérgenos “sazonais” estão presentes no ambiente, geralmente na primavera e no outono.

No Brasil, a rinite sazonal ocorre mais na região Sul e os sintomas são provocados principalmente pelo pólen de gramíneas. Pessoas alérgicas a gramíneas apresentam manifestações clínicas na primavera e início do verão.

Alguns fungos alergênicos (capazes de provocar alergia) liberam seus esporos seguindo um padrão sazonal e, portanto, também podem determinar quadros alérgicos intermitentes.

Os sintomas típicos da rinite sazonal incluem crises de espirros, prurido nasal e coriza, olhos vermelhos e lacrimejantes. Nas regiões onde é muito grande a concentração de polens ou quando existe superposição de estações polínicas e de fungos, as pessoas sensíveis a estes alérgenos (polens e fungos) poderão apresentar sintomas persistentes ao longo de todo o ano.

No caso da rinite perene, a exposição aos alérgenos intradomiciliares ocorre de forma contínua ao longo do tempo. A sensibilização alérgica e as manifestações de rinite costumam estabelecer-se gradativamente.

Assim, aqueles sintomas que ocorriam de forma esporádica passam a ser cada vez mais frequentes e também mais intensos. Isso leva muitas pessoas a confundir alergia com resfriado.

Espirros, coriza, coceira no nariz e obstrução nasal ocorrem com intensidade variável nas pessoas que sofrem de rinite alérgica persistente.

De modo geral, as pessoas alérgicas apresentam maior sensibilidade a odores irritativos, como os provocados por detergentes, desinfetantes, gás de cozinha, entre outros.

A inflamação alérgica que se estabelece nas narinas é responsável pela persistência dos sintomas da rinite alérgica. É comum a associação de rinite perene com outras manifestações como otites e sinusites.

A predisposição genética e a exposição ambiental parecem atuar em conjunto na determinação se uma pessoa será, ou não, alérgica.

Fatores genéticos favorecem a maior produção de substâncias de defesa do organismo. Quando ocorre a associação desses fatores genéticos com a exposição a alergenos (substâncias capazes de induzir alergia, presentes em medicamentos, plantas, alimentos, veneno de insetos, látex etc), bem como a presença de fatores como infecções, poluição atmosférica, exposição ao tabaco dentre outros, fazem com que a pessoa desenvolva anticorpos específicos para os alérgenos a que foi exposta, resultando em grande variedade de sintomas, os quais são diferentes daqueles associados à rinite alérgica.

As manifestações de rinite alérgica podem ser muito incômodas.

Assim, deve ser evitada a exposição aos alérgenos. Quando for o caso, após orientação médica, o uso de medicação específica (antialérgicos) ajuda a controlar os sintomas de sua alergia.

Talvez não seja possível eliminar totalmente os sintomas da rinite alérgica, mas você pode aprender como controlá-los e diminuí-los.

Comece com uma visita ao médico, para que ele estude a sua condição e prescreva um medicamento apropriado. Paralelamente, procure aplicar as medidas preventivas a seguir, que contribuirão para a melhora de seu quadro alérgico.

MEDIDAS PREVENTIVAS PARA EVITAR A ALERGIA

Manter os ambientes da casa (quartos, salas, banheiros, etc) arejados e, se possível, ensolarados.
Procure ter, em sua residência, móveis e pisos que possam ser limpos com panos úmidos e que não acumulem poeira.
Evite ter cortinas, carpetes ou tapetes. Se os tiver, mantenha-os limpos e sem poeira.
Sempre que possível, use capas impermeáveis em colchões, colchonetes, travesseiros e almofadas para evitar o contato com os ácaros.
Evite alimentar-se na cama e lave a roupa de cama uma ou duas vezes por semana.
Evite ter objetos que possam acumular poeira (almofadas, livros, etc).
Caso possua animais domésticos, não os deixe entrar nos dormitórios da casa.
Mantenha, dentro do possível, a residência livre de insetos (baratas, formigas, moscas, etc).

Fonte: dsau.dgp.eb.mil.br

Rinite

Definição

Obstrução nasal há pelo menos três meses de caráter intermitente ou contínuo associado a sintomas de rinite.

Etiologia

Tabagismo, exposição a fumaças e gases químicos, rinites e sinusites recorrentes e patologias tais como doença de Sjögren, sarcoidose, sífilis, paracoccidioimicose, leishmaniose, tuberculo­se e outras granulomatoses.

Clínica

Na rinite crônica hipertrófica, o paciente apresenta quadro com espirros frequentes, prurido nasal, coriza, respiração oral, respiração bucal de suplência e roncos durante o sono (duração acima de 3 meses).

Na rinite atrófica, há sensação de obstrução nasal e secreção espessa constante, sendo fre­quente a sensação de estar sempre deglutindo alguma secreção.

Também podemos encontrar mal hálito, tosse e hiposmia.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e avaliação através de tomografia e rinoscopia. A tomografia de fossas nasais e seios da face permite avaliar se há atrofia ou hipertrofia da mucosa e identifica a presença de sinusite con­comitante. A biópsia da mucosa nasal pode ser utilizada, principalmente nos casos de suspeita de sinusite atrófica. Cultura e antibiograma das secreções ou crostas permitem identificar bactérias patogênicas agredindo a mucosa.

Tratamento

Nos casos de rinite hipertrófica, a profilaxia contra alérgenos e irritantes e as medidas clínicas para rinite (uso de anti-histamínicos orais ou tópicos, descongestionantes nasais, corticosteróides tópicos – ver tratamento da rinite alérgica e vasomotora) devem ser sempre a primeira conduta a ser instituída.
A lavagem nasal com soro isotônico morno ao menos 2 x/dia alivia sintomas com mínimos efeitos adversos.
O tratamento cirúrgico é indicado quando a obstrução nasal permanece, após todos os tratamentos anteriores terem se esgotado. Entre as Possíveis intervenções estão: procedimentos que envolvem a injeção de substâncias intraconchais como corticosteróides e substâncias esclerosantes, procedimentos que reduzem o parênquima ou procedimentos de ressecção.

Fonte: www.consultormedico.com

Rinite

Rinite
Rinite

Dificuldade respiratória, nariz obstruído, coceira nos olhos e nariz e muitos espirros. Estes são problemas muito comuns em pessoas que sofrem com a rinite.

O professor André Luiz Britto tem a doença desde que nasceu: “Tenho alergia a cobertores, pêlos de animais e pó”, diz. A rinite é uma inflamação das mucosas nasais que pode ser causada tanto por alérgenos, como também por alguma deformação na parede interna do nariz. Em geral, os pais transmitem os genes da doença para os filhos. “Não é uma doença que pode ser passada de uma pessoa para outra, como no caso da gripe e do resfriado” , explica o médico Herberto José Chong Neto, especialista em alergias e imunologia.

Os principais agentes causadores são os ácaros. Eles são pequenos aracnídeos que têm na descamação da pele sua principal fonte de alimentação. Em função disto, eles costumam alojar-se nos colchões, travesseiros e móveis estofados.

Além da rinite causada por alergia aos ácaros, há também a causada pela alergia ao pólen. Esta é mais frequente no período que vai do início de agosto ao fim de setembro, que é o período da primavera”, conta Chong. Segundo o médico, esta é mais comum na região Sul.

Prevenção

Para prevenir as crises, é necessário manter sempre o ambiente limpo, passar diariamente um pano úmido nos tapetes, cortinas e lavar frequentemente cobertores e forros de cama. Chong alerta que no inverno este tipo de rinite é mais frequente, já que os ácaros precisam de pouca luz, e ambiente seco para se desenvolver.

“Por isso é importante manter a casa sempre bem arejada e limpa”, aconselha.

Tratamento

Há três formas de tratamento. As duas mais comuns são cuidado com o ambiente e medicamentos. “Faço tratamento tomando remédio e mantenho sempre o ambiente limpo”, conta Britto. Há também uma vacina. No entanto, somente as pessoas alérgicas a apenas uma substância podem recebê-la.

Por exemplo: quem é alérgico somente ao pêlo de gato, ou aos ácaros, ou ao pólen.

De acordo com dados da Organização Mundial de Alergia, aproximadamente 30% da população é alérgica a alguma substância. Aqui no Brasil, 20% da população tem rinite.

Luana Gabriela

Fonte: www.prpr.mpf.gov.br

Rinite

“Tenho um resfriado que nunca acaba”, “meu filho tem gripes repetidas” e “vivo com sinusite” são queixas muito frequentes nos consultórios de clínicos, pediatras, otorrinolaringologistas e alergistas. Sem dúvida alguma, a maioria destes adultos e crianças sofre de rinite alérgica, e ainda não sabe disso.

O sufixo ITE significa inflamação. Desta forma, rin ite , nada mais é que a inflamação do tecido (mucosa) que reveste as cavidades nasais. Com muita frequência, esta inflamação se estende ao revestimento dos seios da face (ou paranasais), configurando uma rinossinusite. A rinite ou rinossinusite pode ser aguda (p.ex. os resfriados e gripes são rinossinusites de causa viral que evoluem em alguns dias desde o início dos sintomas até a resolução do problema), mas também pode ser crônica. A rinite (ou rinossinusite) alérgica é um dos exemplos mais comuns de rinite/rinossinusite crônica, pois o problema pode durar semanas, meses ou até, e frequentemente, anos.

A frequência da rinite alérgica aumentou nos últimos 20 anos, e hoje ela está entre as 5 doenças crônicas mais comuns, afetando entre 10 e 30% dos adultos e até 40% das crianças em todo o mundo.

MAS, RINITE ALÉRGICA É DOENÇA ?

Sim, com certeza. A rinite alérgica não mata, mas é uma doença que causa um grande impacto na qualidade de vida de quem sofre com ela, principalmente se os sintomas forem intensos e duradouros o bastante para alterar a qualidade do sono, o rendimento escolar ou no trabalho, a interação social e a prática de atividades físicas.

Além disso, a rinite alérgica nunca está sozinha. Em crianças ela facilita a ocorrência de otites recorrentes e crônicas, pode alterar a conformação da arcada dentária, da cavidade oral e até de toda a face (quando a criança só respira pela boca), e, em qualquer idade, está associada com conjuntivite alérgica, aumenta a ocorrência de resfriados (rinites virais), sinusites (virais ou bacterianas – aquelas que dão febre, catarro amarelo e requerem tratamento com antibióticos) e pode ser a porta de entrada facilitadora para o desenvolvimento de asma brônquica (muito chamada de bronqu ite alérgica).

Por tudo isso, a rinite alérgica, frequentemente menosprezada e não tratada adequadamente, causa uma série de outros problemas médicos e gera um custo financeiro para o seu tratamento muitas vezes enorme para cada paciente e sua família.

COMO DIFERENCIAR A RINITE ALÉRGICA DA RINITE VIRAL?

 

RINITE ALÉRGICA

RESFRIADO / GRIPE

Sintomas

Coriza aquosa/transparente, espirros, coçeira e obstrução nasal, pode haver coçeira ocular e lacrimejamento

Semelhante a rinite alérgica, mas pode haver mal-estar, dores musculares e febre

Início/evolução

Imediatamente após a exposição aos agentes desencadeantes (poeira, animais, mofo) - crises

Se intensificam progressivamente em alguns dias após o contágio

Duração

Persistem enquanto houver exposição (como os agentes estão no domicílio, os sintomas tendem a ser contínuos ou muito frequentes)

Alguns dias até uma semana

Relação com épocas do ano

Na maior parte do Brasil, persiste todo ano, com agravamento no outono / inverno

Mais comuns no outono e primavera (resfriados) e no inverno (gripe)

POR QUE ALGUÉM DESENVOLVE RINITE ALÉRGICA ?

Alergia significa hiperssensibilidade, ou seja, ser sensível demais às substâncias do meio ambiente que não fariam mal algum ao organismo. Essas substâncias, que chamamos de alérgenos (que provocam a resposta alérgica) estão na poeira doméstica, que é uma mistura de muitas coisas (ácaros, fungos, pelos e caspa de cães e gatos, restos de baratas, etc.).

O sistema imunitário da pessoa alérgica, que deveria se preocupar apenas com a defesa do organismo contra substâncias e agentes perigosos (p.ex. os vírus e bactérias), “perde tempo e energia” reagindo contra substâncias inócuas. Essa reação exagerada do organismo é que acaba sendo o problema, pois ela ocorre repetidamente nas vias aéreas, e leva a uma inflamação crônica alérgica (daí os termos rin ite , rinossinus ite , bronqu ite – que preferimos chamar de asma, e conjuntiv ite alérgicas).

A pessoa alérgica nasce com essa predisposição, que vem registrada nos seus genes (no DNA), herdados de seus pais. Por isso é muito comum que na família do alérgico, outras pessoas também tenham esse tipo de problema.

Se o indivíduo já está geneticamente preparado para reagir de forma exagerada, e convive em seu ambiente (em casa e/ou na escola/trabalho) com os agentes desencadeantes (alérgenos da poeira), acaba desenvolvendo esse processo inflamatório alérgico e crônico na vias aéreas superiores (no caso da rinite e rinossinusite) e/ou inferiores (no caso da asma brônquica). É “juntar a fome com a vontade de comer”.

Na maioria das vezes, esse processo acontece já nos primeiros anos de vida (por isso as alergias respiratórias são tão comuns nas crianças), mas, em muitos casos e dependendo das condições do ambiente, isso pode acontecer em qualquer idade. Não são raros os casos de pessoas que não tiveram problemas alérgicos respiratórios na infância, mas desenvolvem o problema na idade adulta por terem iniciado um trabalho em ambiente fechado e com muita poeira, ou por terem adquirido um animal de estimação.

COMO SABER SE O PROBLEMA É MESMO RINITE ALÉRGICA ?

Se você ou seu filho têm aqueles “resfriados que nunca acabam” ou “sinusites frequentes”, ou ainda se “vive de boca aberta e baba muito ou ronca quando dorme”, ou costuma “tossir sempre que vai deitar”, “vive com pigarro”, e “acorda frequentemente espirrando e com nariz entupido”, tudo isso pode ser devido a rinite alérgica.

Nesse caso, o melhor é consultar um especialista em alergia e imunologia de confiança, que pode ser recomendado pelo seu clínico ou pediatra. Além de coletar dados da história clínica e examinar atentamente em busca de sinais de alergia, o médico alergista poderá realizar testes na pele ou solicitar exames de sangue que confirmarão ou não a suspeita diagnóstica.

Isso é muito importante, pois não adianta só usar medicamentos para aliviar os sintomas de coriza, coçeira e espirros nas crises. Vários meses ou anos de rinite alérgica mal controlada poderão significar no futuro muitos tratamentos com antibióticos por otites e sinusites, problemas ortodônticos pelas alterações de arcada dentária e, até mesmo, o surgimento de asma brônquica, além de uma qualidade de vida ruim.

COMO É O TRATAMENTO DA RINITE ALÉRGICA ?

Em todos os casos será importante realizar medidas de controle ou higiene ambiental (medidas para controle ambiental) para reduzir o contato e a inalação das substâncias alergênicas da poeira doméstica. Em muitos casos também é necessário o uso de medicamentos para controle do processo inflamatório crônico das mucosas respiratórias, evitando a ocorrência de crises e o agravamento do problema.

Em casos selecionados, nos quais só o especialista em alergia e imunologia está treinado e capacitado a avaliar, poderá ser necessário o uso da imunoterapia (vacinas para doenças alérgicas), que é, até o momento, o único tratamento capaz de reduzir a hiperssensibilidade já existente (ou seja, a alergia propriamente dita), assim como para prevenir o surgimento de hiperssensibilidade a novos agentes desencadeantes.

Em outras palavras, o bom controle ambiental junto com a imunoterapia (vacinas), indicada e acompanhada pelo especialista, são a única forma eficaz de reduzir o que alimenta cronicamente o problema, que são os alérgenos da poeira e a hiperssensibilidade individual do indivíduo alérgico. Só assim é possível “tirar a lenha dessa fogueira”.

Eduardo Costa

Fonte: www.sbairj.org.br

Rinite

Uma em cada sete pessoas sofre de rinite alérgica.

Esse tipo de inflamação é considerado um fator de risco para asma, pois pesquisas apontam que 78% de pacientes com asma apresentam também sintomas de rinite.

Esses tipos de processos inflamatórios (a bronquite é outro exemplo) podem ser desencadeantes ou exacerbantes dessa inflamação.

Geralmente, rinite alérgica é uma doença crônica, de origem hereditária ou adquirida, mas o otorrinolaringologista Shiro Tomita diz que o controle pode ser feito a ponto de praticamente eliminar a reação alérgica.

Os sintomas são excessos de coriza, bloqueio e coceira nasal, espirros e muitas vezes, dores de cabeça e faringite.

A avaliação do paciente é feita normalmente por testes cutâneos, histórico clínico e exame de sangue, dos quais se detecta a quantidade da Imunoglobina E, agente responsável pela defesa do corpo contra os alérgenos. Em casos de rinite aguda é utilizado anti-alérgico, havendo, entretanto, uma crise mais forte, corticóides podem ser medicados. O afastamento do elemento estranho do ambiente é o principal cuidado que se deve tomar. O antígeno é bastante variado, pode ser poeira, pólen, alimentos, substâncias químicas, entre outros.

Existem vacinas orais e sub-cutâneas que ajudam o organismo a habituar-se ao alérgeno. Segundo doutor Shiro, o tratamento homeopático não precisa ser interrompido nos cuidados alopáticos, pois não há como ter interferência ou supermedicação.

Os descongestionantes tópicos são hoje sucesso nas farmácias, mas é preciso ficar alerta quanto ao uso indiscriminado. O doutor Shiro recomenda a utilização de vasoconstritores na fase aguda somente, já que podem causar alterações sistêmicas, como taquicardias. “O problema maior é que a pessoa começa a precisar de doses maiores, pois a obstrução nasal aumenta com o uso”.

A procura de tratamento da rinite alérgica é cada vez maior nos consultórios, provavelmente por conta da poluição. O professor, no entanto, diz que “com o decorrer do tempo, o organismo se adapta às condições do ambiente. Daqui a cem anos, com certeza nossa mucosa será diferente”. Até lá, é fundamental o controle ambiental, a limpeza caseira (uso de pano úmido nos móveis, por exemplo), com afastamento de brinquedos de pelúcia e animais. A lavagem nasal frequente com soros fisiológicos ou soluções salinas também é bastante útil na prevenção e no apaziguamento da crise. Além de manter-se distante de substâncias químicas com forte odor.

Fonte: www.olharvital.ufrj.br

Rinite

Rinite alérgica

A rinite alérgica é mediada pela IgE. A hipersensibilidade à IgE em indivíduos que têm predisposição ou tem geneticamente alterações sensíveis à esses alergenos apresentam a rinite alérgica.

É uma reação de hipersensibilidade à IgE, alergenos em indivíduos pré-dispostos geneticamente à essa alergia.

Durante a gravidez o feto já se encontra influenciado por fatores de origem materna que vão funcionar no momento da alergia. A mãe começa a transmitir seus caracteres genéticos predispostos à alergia.

Fisiopatogenia

A alergia nunca acontece no primeiro contato com o alérgeno, no primeiro contato o alérgeno entra pela via aérea ou pela via digestiva, que é processado nas células dendríticas que migram para os nódulos linfáticos que se transformam por diferenciação no linfócito T, depois linfócitos T1 e T2 por mediação das interleucinas se transformando em linfócitos B.

Dentro desse linfócito B acontece uma transformação e se formam os anticorpos IgE que caem na corrente sanguínea e depois por terem receptores específicos que se adaptam aos eosinófilos, mastócitos e monócitos. Ela se liga no mastócito que se encontra na lâmina própria do trato respiratório,do TGI, no tecido mucóide onde acontecem essas reações.

Então o alégeno penetra na via aérea ou digestiva vai para as células dendríticas, sofre uma diferenciação de linfócitos T em T1 e T2 por intervenção das interleucinas se tranformando em linfócitos B que são produtor da IgE.

Num segundo contato, numa fase tardia de 4 a 6 horas depois, ele pode desenvolver uma alergia daí dá a chamada desgranulação dos mastócitos liberando histamina que é um vasodilatador, provoca espirros nasais, edema de mucosa, produção de coriza, chamada fase tardia. Por isso que se deve usar um anti-histaminico.

No primeiro contato as células desenvolvidas são os mastócitos, num segundo momento,contato são os monócitos e eosinófilos e é nessa fase que se dá a degranulação começando uma reação alérgica. A alergia pode ser aérea, digestiva ou cutânea. Na arvore respiratória provoca edema de mucosa e hipersecreção das células caliciformes.

Na asma brônquica, tem imagem de um brônquio completamente congestionado devido ao broncoespasmo dessa reação alérgica, então pode afetar tanto uma coisa quanto a outra e esse indivíduo pode ter somente rinite alérgica e não ter uma asma brônquica, dependendo da sensibilidade que ele tem,ele pode só desenvolver rinite com coriza nasal e prurido nasal. A incidência de uma pessoa que tem bronquite ter uma rinite alérgica é muito alta. É em torno de 50 a 78%.

E ao contrário, a incidência de um paciente que tem rinite ter asma brônquica é de apenas 28%. Então, nem todos que tem rinite alérgica vão ter bronquite, mas a maioria dos que tem bronquite tem rinite alérgica.

Então ali está acontecendo uma reação alérgica no epitélio respiratório, está havendo edema com muita secreção e liberação de mastócitos devido a reação alérgica.

Aqui uma criança que está recebendo influência do pólen, ácaro; o mais comum é a poeira doméstica ou fungo. Quem tem cachorro dentro de casa, carpete; são coisas que provocam alergia. Sempre devemos perguntar para o paciente se tem carpete no quarto, se usa ventilador e isso se chama profilaxia.

Aqui um paciente que está com reação alérgica, vocês vêem que a mucosa dos seio da face está começando a ficar hiperemiada, edemaciada devido a essa reação alérgica e no momento que congestionar o óstio do seio maxilar vocês vão ver que começa a juntar secreção aqui e vamos ter uma sinusite de origem alérgica.

Aqui uma classificação, alergia persistente e alergia intermitente:

Intermitente é aquela que dura menos de 4 dias por semana ou menos de 4 semanas por ano.
Persistente
é aquela que dura mais de 4 dias por semana e mais de 4 semanas por ano.

Aqui uma fase de sinusite, quando este ósteo ficar entupido por edema da mucosa vai parar o movimento ciliar e com isso começa a depositar secreção. No raio X vemos um espessamento da mucosa, isso é a sinusite.

A rinite tem muito a ver com a hereditariedade.

Se os pais não são alérgicos, os filhos têm 15 % de chances de serem alérgicos. Se 1 dos pais é alérgico a incidência já sobe para 30 a 35%. E se os 2 pais são alérgicos a incidência sobe para 50 a 70%. É muito importante na anamnese perguntar sempre a história familiar, só aí a gente já pode fazer o diagnóstico. No exame físico nós vamos encontrar cornetos pálidos, mucosa pálida, coriza clara, cornetos hipertrofiados; e isso já fecha o diagnóstico.

Claro que existem exames complementares, mas na maioria das vezes basta uma boa anamnese e um bom exame físico, mas na dúvida podemos fazer um teste cutâneo e ver a que tipos de alégenos o paciente é sensível. Existem outros testes, como é uma reação alérgica mediada pela IgE a gente pede a IgE total ou a IgE especifica. Pode se fazer um hemograma e se der um predomínio de eosinófilos acima de 5% também é uma dado que fala a favor de alergia.

Tratamento

Existem vários medicamentos no mercado:

Loratadina e Desloratadina-são medicamentos bons de primeira linha. Eu acho que a Loratadina entre os de 2° geração é o melhor, com menos efeitos colaterais. Eu uso bastante a Loratadina e agora surgiu a Desloratadina que vem com o intuito que além de cortar a reação alérgica tem uma ação antiinflamatória para diminuir o edema, eu não uso muito esse aí, já tentei usar e não notei diferença nenhuma entre a Loratadina e a Desloratadina. Para mim o que funciona melhor como antinflamatório é corticóide via oral ou inalatória.

Para edema, nariz entupido se não está com secreção purulenta onde não precisamos antibióticos iremos usar um antialérgico e um corticóide associado, por exemplo: Loratadina 10 mg, 1 comprimido/dia e a Prednisolona 20 mg.

Se é adulto podemos começar com 2 comprimidos por dia(40 mg) e depois baixa para 1 comprimido por dia. Então, vou usar 3 dias 40 mg e 4 dias 20 mg. Daí o paciente diminui o edema de mucosa, pára a coriza e começa a respirar melhor. Paciente que tem dor na região frontal e etmoidal por alergia não alivia a dor com analgésico. Não adiante dar tylenol para esse paciente porque ele tem dor devido ao edema e essa dor só alivia com carticóide. Não precisa ter sinusite par dar esse corticóide, pode ser só uma reação alérgica que está começando a fase de congestionamento e ele já tem dor devido a congestão. Ele vem no consultório e diz que está com dor de cabeça, todo mundo diz que é sinusite, não obrigatoriamente vai ser sinusite, ele pode simplesmente estar com edema de mucosa e está com dor. Só resolve com corticóide.

Vamos usar um antialérgico, um corticóide VO se necessário e se esse congestionamento não for muito intenso usa-se corticóide nasal.

Existe a Budesonida, Mometasona e Beclometasona, Dexametasona, Fluticasona, Triancinolona.

Dentre os que têm, o primeiro deles é a Mometasona e pode usar em crianças a partir do 2 anos de idade. É ele que manda no mercado, é o Nasonex. Depois os outros. O Budecort (budesonida) a partir dos 5 anos de idade e o Flixonase (fluticasona) a partir dos 4 anos.

Ordem crescente de uso:

Nasonex (Mometasona) - 2 anos
Flixonase (Fluticasona) - 4 anos
Budecort (Budesonida) - 5 anos.

Eu pessoalmente não uso corticóide nasal se o paciente está com infecção, se o paciente vem com dor e eu faço uma rinoscopia e ele tem uma secreção purulenta nasal é sinal que já está infectado. Essa rinite começou há uma semana, congestionou, entupiu o meato médio, fechou o seio maxilar e já está com uma secreção amarelada. Eu não vou usar spray, pois acho que não funciona muito bem.

Eu prefiro usar antibiótico (Amoxacilina) associado com Prednisolona (Predsim) que é um corticóide muito bom e soro fisiológico para lavar o nariz à vontade. É importante manter a via aérea limpa. Quanto aos medicamentos descongestionantes (Loralerg D, Allegra D) são medicamentos que tem certo controle.

Pacientes com cardiopatia e problemas de próstata não podem ser usados, pois podem aumentar o problema. Outra coisa que o congestionante faz, como são pseudo-efedrinas, fazem essa mucosa secar, mas não desinchando muito. Às vezes, quando a secreção é mais fluida ela fica mais espessa e se ela fica mais espessa os cílios ficam mais pesados para puxar esse muco e esse muco não é escoado.

Então os descongestionantes não devem ser usados, mas se forem usados somente usar por no máximo 4 ou 5 dias. A mesma coisa acontecem com os vasoconstritores tópicos (Sorine) são medicamentos que também levam ao efeito rebote. Por isso não se pode usar por muito tempo.

Cansamos de ver pacientes que usam Sorine por mais de 1 ano, pacientes que são viciados nesses vasoconstritores. Isso é proibido usar. O que acontece? Faz a vasoconstrição, fica bem limpinho, maravilhoso! Logo depois passa o efeito e faz uma vasodilatação rebote maior do que estava anteriormente, e progressivamente vai piorando o nariz.

Começam a usar de 8/8 hs, 6/6 hs, 4/4 hs, 2/2 hs até que o paciente fica escravo desse medicamento. Não se recomenda usar vasoconstritor por mais de 4 ou 5 dias. Poder usar pode, só em pacientes com sinusite aguda. Pacientes que não conseguem dormir daí podemos usar por 3 ou 4 dias e associo outra coisa nessa faze aguda como um corticóide ou antibiótico.

Mas não deixe ele dependente da “gotinha” pois, senão vai fazer uma outra rinite chamada rinite medicamentosa também chamada de rinite vasomotora que está mais ligada a fatores vasculares que problemas de sensibilidade alérgica. É uma rinite que não cede a corticóide.

É de difícil controle. O que tem que fazer com ela? Se não cede ao corticóide ou temos que fazer uma cauterirazação de corneto ou cornetoplastia, tirar a metade do corneto, fazendo com que diminua de tamanho; e isso são recursos cirúrgicos que não respondem à medicação.

Às vezes, a rinite motora pode estar mascarada, você dar para um paciente alérgico e ele melhora um pouquinho e continua com os sintomas, pode saber que ele está com um componente vasomotor, não é pura rinite alérgica. Se eu tenho rinite eu vou ter para sempre. Rinite não tem cura, mas tem controle, e o paciente vai cobrar isso de vocês.

Não podemos deixar isso piorar, porque podemos fazer complicação com essa rinite, pode dar sinusite, pode fechar a tuba auditiva e uma série de complicações que são irreversíveis.

Também tem que pedir ao paciente que ele faça uma profilaxia em casa.

Eu considero como tratamento para rinite 50% profilaxia, isto é: evitar as causas.

Eu sou pouco a favor das vacinas.

Nos idosos tem uma pouco de diferença porque eles têm uma certa rinite vasomotora. Muitos pacientes que vão tomar uma sopa e provoca uma rinorréia nele isso é um caso de rinite vasomotora e é muito comum nos idosos porque o sistema autônomo dele vai estar um pouco alterado tendo uma vasodilatação e uma rinorréia violenta. Nessas pessoas temos que ter um certo cuidado para usar medicamentos, principalmente os vasoconstritores não podemos usar, mas podemos usar um anti-alérgico e corticóide tópico sem problema nenhum.

Na mulher grávida, sabe-se que os estrógenos e progesterona aumentam a vasodilatação em todo o organismo não só no útero. Então mulher grávida tem o nariz entupido, geralmente do 7° mês de gestação até o fim. Ela se queixa de nariz entupido e isso tudo devido a progesterona, da vasodilatação, edema de mucosa e nariz entupido. Não devemos usar corticóide em quem está em gestação.Temos que usar lavagem com soro à vontade. Se ela já vinha usando corticóide nasal antes da gravidez, diz a literatura que ela pode continuar usando, mas eu não me arrisco a dar.

No fim da gestação um antialérgico mais seguro eu me arrisco a dar, mas corticóide no meio da gestação não.

Para crianças, existe hoje no mercado a Desloratadina que é o único medicamento que eu posso usar parar crianças a partir dos 6 meses de idade. Os outro a partir dos 2 anos pois afeta o SNC. Então temos que ter uma certa precaução. A Desloratadina podemos usar a partir dos 6 meses de idade numa dose de 2 ml/dia por 10 a 15 dias.

Existe outro medicamento no mercado, chamado Cromoglicato dissódico (Rilan) 4% para adultos e 2% para crianças e podemos usar para crianças menores de 6 meses, diminuindo a rinorréia e o edema de mucosa. Devemos fazer lavagem com soro e depois dos 6 meses podemos dar Desloratadina 2 ml/dia por 10 dias.

Os corticódes a partir dos 2 anos de idade, corticóde tópico nasal que é a Mometasona (Nasonex)

Fonte: www.damedpel.com

Rinite

A rinite alérgica se define como uma doença causada pela inflamação das membranas nasais após a exposição a um alérgeno que provoca a aparição de sintomas característicos, tais como secreção nasal (rinorréia), congestão (obstrução nasal), coceira (prurido nasal) e espirros.

Os alérgenos são primordialmente proteínas derivadas de uma ampla gama de animais, plantas, insetos, fungos e substâncias químicas.

A rinite alérgica pode se classificar em:

Sazonal
Perene
OcupacionalSintomas

Os pacientes com rinite alérgica geralmente apresentam os seguintes sintomas característicos:

Espirros
Coriza aquosa
Gotejamento pós-nasal
Prurido nasal
Congestão nasal variável
Conjuntivite (olhos avermelhados, pruriginosos, lacrimejantes e inchados)

Além disso, é necessário afirmar que a rinite alérgica associa-se a outros sintomas tais como irritação na garganta, tosse, cefaléia, má qualidade do sono e comprometimento da qualidade de vida.

Fatores Desencadeantes Potenciais

São descritos diversos fatores desencadeantes alérgicos ou irritantes potenciais, tais como:

Pólen
Fungos
Ácaros provenientes do pó doméstico
Saliva e pêlo de animais
Insetos
Fumaça de cigarro
Ácido acetil salicílico ou outro medicamento antiinflamatório não esteróide
Cheiros fortes
Ar frio
Perfumes
Desodorantes

A rinite alérgica associa-se com frequência a outras doenças.

A rinite alérgica pode associar-se ao desenvolvimento de outras doenças pela presença de vias que se comunicam.

A rinite alérgica associa-se com frequência a outras doenças crônicas. Os mesmos processos inflamatórios subjacentes podem afetar outras partes da mucosa da via aérea e contribuem para o desencadeamento da asma, otite média, alteração da função da trompa de Eustáquio, rinossinusite ou polipose nasal.

Informação epidemiológica:

A rinite alérgica é um problema de saúde mundial que afeta cerca de 10 a 25% da população.
A rinite alérgica afeta aproximadamente 40% da população infantil.
A rinite alérgica é mais comum durante os anos escolares.
Os pacientes com rinite alérgica correm risco três vezes maior de desenvolver asma.

Fonte: www.msd-brazil.com

Rinite

Rinite alérgica é uma doença inflamatória do tecido de revestimento interno do nariz, cujos sintomas principais são: coceira e obstrução nasal, espirros e coriza.

A rinite alérgica aparece quando uma pessoa predisposta (por razões genéticas) entra em contato com certas substâncias (os alergenos) que habitualmente não afetariam pessoas não predispostas (os que não são alérgicos).

O conjunto de sintomas: coceira no nariz, espirros (em crises frequentemente), coriza e obstrução nasal, é característico da rinite alérgica, que é uma doença inflamatória do nariz.

Outros sintomas que os alérgicos podem apresentar: coceira nos olhos, nos ouvidos e na garganta, alergia na pele, por certos alimentos e medicamentos.

Otites, faringites, amigdalites e sinusites podem acontecer como complicações decorrentes da rinite alérgica.

Alergenos

São dois principais: ácaros presentes no pó doméstico, em colchões, travesseiros, cobertores, etc. e fungos (mofos ou bolores), que estão presentes em locais úmidos. Vários outros agentes podem ser alergenos, mas certamente desempenham papel menos importante que os citados ácaros e fungos.

Os sintomas podem desaparecer se os alergenos forem afastados, mas podem reaparecer após novas exposições.

Podem também ser mais ou menos intensos por interferência de agentes inespecíficos, tais como: clima, fatores psicológicos ou hormonais, poluição, substâncias irritantes, infecções, etc.

Complicações

Otites
Faringites
Amigdalites
Sinusites
Bronquites
Controle

A maneira mais eficiente de controlar a rinite alérgica é diminuir o contato do paciente com alergenos e irritantes, principalmente por meio do manejo ambiental, conforme detalhes descritos a seguir.

Manejo Ambiental

A limpeza da casa deve ser feita somente com pano úmido.
Não se deve usar vassouras ou espanadores de pó.
Aspiradores de pó, com coadores de papel, são permitidos.
A limpeza de casas com carpete , sendo impossível retirá-lo, é feita com pano umedecido com água e álcool em proporções iguais.
Roupas pessoais e roupas de cama (principalmente cobertores) que ficarem guardadas por muito tempo devem ser lavadas antes da temporada de uso.
O guarda-roupas do quarto onde dorme a pessoa alérgica deve ser mantido apenas com roupas de uso diário.
Evitar contato com animais de pêlo ou pena, a não ser que eles sejam lavados periodicamente.
Evitar contato com mofos e bolores.
Alimentos gelados são permitidos.
Pessoas com problemas respiratórios, de modo geral, devem evitar natação (o cloro presente na água é poderoso agente irritante).
Pessoas com obstrução nasal não devem assoar o nariz.
Usar capas protetoras apropriadas (impermeáveis) nos colchões e travesseiros.
Pessoas alérgicas se beneficiam muito da vida ao ar livre, com exposições ao sol matinal e com a prática de esportes.

Os cuidados descritos acima (manejo ambiental) são importantes, pois permitem que os alérgicos fiquem afastados dos ácaros da poeira doméstica e dos fungos ou bolores, que são os alergenos mais importantes.

Os ácaros e os fungos não são os únicos alergenos existentes, apenas os mais importantes.

Os ácaros se alimentam de descamações epiteliais, portanto eles existem em todos os lugares onde existam pessoas ou animais.

Algumas pessoas podem ter alergia respiratória provocada por grande variedade de substâncias, mas apenas a observação atenta da pessoa ou de seus pais ou responsáveis pode detectar.

Outros agentes podem provocar sintomas semelhantes aos da alergia por serem irritantes das mucosas. A poluição ambiental crescente nos dias atuais é o principal exemplo.

Fonte: www.pavan.med.br

Rinite

Rinite é uma inflamação da mucosa nasal que se manifesta por um ou mais dos seguintes sintomas: obstrução nasal, espirros, coriza, prurido nasal (ou coceira) e perda do olfato.

As rinites são classificadas em dois grupos:

Rinite alérgica: quando um alérgeno (substância que produz um processo alérgico) está envolvido na manifestação dos sintomas. A rinite alérgica é importante devido a sua alta incidência na população em geral. Os alérgenos mais frequentemente responsáveis são ácaros, baratas e animais domésticos.
Rinites não-alérgicas:
podem ser causadas por infecções geralmente virais ou bacterianas, e também por irritantes, alimentos e até alterações emocionais.

Sintomas

A rinite alérgica manifesta-se inicialmente com surtos de espirros (10 a 15 espirros por episódio), coriza, prurido nasal, e dura aproximadamente 30 minutos desde que o alérgeno seja afastado.

Após 3 a 11 horas da fase imediata, a rinite apresenta uma fase tardia, caracterizada por obstrução nasal e coriza, que pode permanecer vários dias.

Tratamento

O tratamento deve ser individualizado segundo duração, intensidade, fatores desencadeantes e fatores associados.

É importante a interrupção do contato com os alérgenos identificados. Os medicamentos anti-alérgicos de ação sistêmica ou local devem ser prescritos pelo médico especialista.

Alguns procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para o alívio da obstrução nasal.

Fonte: www.pulmonar.org.br

Rinite

A rinite é uma inflamação não contagiosa das mucosas do nariz, que aparece de forma recorrente e atinge cerca de 30% da população.

Ela quase sempre é causada por alergias ou por reações à fumaça e outros agentes ambientais.

Sintomas: Nariz escorrendo, coceira nos olhos, no nariz e na boca, espirros e, às vezes, um pouco de febre.

Agentes: Pode ser provocada por reação alérgica à poeira, a produtos químicos, aos cigarros etc, e também pode ser causada por reações a remédios, malformações da parte interna do nariz etc.

Prevenção: Evitar permanecer por muito tempo em locais fechados, não fumar, não ficar perto de lugares recém-pintados, ficar longe do mofo e, em caso de repetição frequente, procurar algum tratamento preventivo prescrito pelo médico otorrinolaringologista.

Complicações: A obstrução nasal da rinite pode causar outras consequências, como problemas de sono e roncos, desalinhamento dos dentes, infecções de ouvidos e sinusites.

Tratamentos: O tratamento da rinite deve ser prescrito por um médico, e pode incluir antialérgicos, descongestionantes, analgésicos e anti-térmicos.

Fonte: www.hsds.org.br

Rinite

É gripe, sinusite, ou rinite alérgica?

O tempo seco e frio e as constantes mudanças na temperatura são algumas características do inverno que contribuem para o surgimento de diversas doenças respiratórias. A ordem é tirar cobertores, mantas, luvas, cachecóis dos armários, e se preparar para a mudança do tempo. O alto índice de doenças respiratórias nesta época do ano sempre gera confusão quanto ao tipo de doença a se tratar.

Quando chega o primeiro espirro, uma dúvida logo vem à cabeça: Gripe, sinusite ou rinite alérgica?

Resfriado

É causado pelo rinovírus, que pode ser adquirido através do contato do vírus com o revestimento interno do nariz. Isto acontece quando alguém contaminado entra em contato com alguém não contaminado e transmite o vírus, através do uso de objetos (quando, por exemplo, o contaminado utiliza um objeto como um copo ou colher, utilizado em seguida por alguém não contaminado), ou do toque (situação bastante comum é a do filho contaminado que através do toque ou do beijo no rosto da mãe, passa o vírus para ela). Os sintomas mais comuns são secreção nasal, voz anasalada, rouquidão e dores de cabeça. Os sintomas provocados pelo rinovírus usualmente são leves e não ultrapassam 7 dias.

Gripe

É uma doença infecciosa, causada pelo vírus Influenza, que se espalha muito facilmente pelo ar e que produz sintomas bem mais intensos que o resfriado comum.

Quando a pessoa com gripe espirra ou fala, gotículas com o vírus ficam dispersas pelo ar, prontos para contaminar outra pessoa que os inalar.

O vírus Influenza possui diversos “revestimentos” que se modificam constantemente. Isto faz com que o organismo tenha dificuldade de se defender.

A pessoa com gripe apresenta febre alta, dores musculares e de cabeça, cansaço e obstrução nasal. O ciclo da doença dificilmente ultrapassa dez dias, tempo que varia conforme o sistema imunológico do paciente.

Para o tratamento da gripe, recomenda-se repouso, alimentação balanceada e ingestão abundante de líquidos. O uso de descongestionantes nasais, analgésicos e antitérmicos deve ser administrado conforme orientação médica. Deve ser evitado o uso de antibióticos sem orientação médica.

Sinusite

Ocorre quando existe comprometimento dos seios da face (cavidades ocas e cheias de ar que todas as pessoas apresentam).

A sinusite costuma ocorrer conjuntamente com os quadro virais (resfriado comum e gripe) e resolve espontaneamente na maioria dos casos em até 10 dias.

Os sintomas mais marcantes são a obstrução e a congestão nasal, pressão e dor na face e nos dentes superiores, alteração do olfato e secreção nasal de cor variável. Além disto pode aparecer tosse e mau hálito.

O tratamento costuma ser o mesmo das gripes. Contudo, quando os sintomas ao invés de melhorar, pioram a partir do 4º – 5º dia, ou quando persistem por mais de 10 dias, pode ser indicação de complicação por bactéria. Nestes casos, pode ser necessário a utilização de medicamentos mais específicos receitados pelo médico. Em alguns casos os sintomas persistem mesmo com diversos tratamentos médicos. A avaliação do otorrinolaringologista é muito importante neste momento.

Rinite alérgica

É uma inflamação no revestimento interno do nariz e se caracteriza por quatro sintomas básicos: nariz entupido, secreção nasal tipo água de torneira, espirros e coceira no nariz.

Os sintomas são manifestados minutos após o contato com o alérgeno (substância que provoca a alergia) e ocorrem nos 2 lados do nariz.

Ao contrário da gripe, do resfriado e da sinusite, os pacientes não apresentam desconfortos como dores musculares, febre ou indisposições.

Os sintomas pode ocorrer de forma intermitente ou serem persistentes de acordo com o tipo de agente causador (ex: pó caseiro e pêlo da animais produzem rinite persistente; pólen produz rinite intermitente).

Para o tratamento da rinite alérgica, é indicada a limpeza do ambiente, para que sejam retirados os alérgenos.

Além disto, é necessário tratamento medicamentoso durante as crises e também preventivo. Alguns casos podem requer vacinas (imunoterapia) e cirurgias nasais (ex: cirurgia dos cornetos nasais). Deve ser evitado o uso de gotas nasais descongestionantes pois geram dependência química.

Proteja sua casa da Rinite

Evite tapetes, carpetes, cortinas e almofadas no quarto de dormir. Dê preferência a pisos laváveis e persianas que possam ser limpas com pano úmido.
Camas e berços não devem ser colocados junto à parede.
Evite mofo e umidade.
Evite bichos de pelúcia e estantes de livros no quarto.
Evite travesseiros de paina ou penas. Prefira os de espuma envolvidos em material plástico (napa).
Da mesma forma, faça uma capa para o colchão com um material que possa ser limpo com pano úmido;
Troque a roupa de cama e a fronha do travesseiro semanalmente.
Evite vassouras e espanadores de pó. Passe pano úmido diariamente nos móveis e ambientes antes do uso de aspirador de pó e, de preferência, duas vezes ao dia no dormitório.
Evite animais de pêlo. Os bichos de estimação ideais para pessoas alérgicas são peixes e tartarugas. Para quem não abre mão de seu cachorrinho ou gato, eles devem tomar banho ao menos uma vez por semana e não podem, de forma alguma, permanecer próximos à cama.
Evite desinfetante e produtos de limpeza com odor forte.
Verifique periodicamente as áreas úmidas da casa para evitar o surgimento do mofo.
Evitar o contato com a fumaça do cigarro.

Cuidados pessoais

Evite talcos e perfumes.
Evite banhos muito quentes. A temperatura ideal da água é a mesma do corpo, aproximadamente 36ºC.
Não fume dentro de casa.
Roupas pouco utilizadas devem ser arejadas e, se possível, lavadas antes de usar.

Sinal/Sintoma Rinite alérgica Resfriado Gripe Sinusite por

bactéria

Duração da doença Varia Menos de 10 dias Menos de 10 dias Mais de 10

Dias

Corrimento nasal Tipo água de torneira Fluido, aguado ou espesso esbranquiçado Fluido, aguado ou espesso esbranquiçado Espesso,

Amarelo-

esverdeado

Febre Não Eventualmente Sim Sim
Dor de cabeça Eventualmente Eventualmente Sim Sim
Dor nos dentes superiores Não Não Eventualmente Sim
Dor no corpo, irritabilidade, fadiga Não Não Sim Sim
Mau hálito Não Não Não Eventual
Tosse Eventualmente Eventualmente Sim Eventual
Congestão nasal Eventualmente Sim Sim Sim
Espirros Espirros em sequência Sim Sim Eventual

Fonte: www.respirepelonariz.org.br

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