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Rotavírus

 

 

SINTOMAS

A infecção pelo rotavírus varia de um quadro leve, com diarréia aquosa e duração limitada à quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo evoluir a óbito. Praticamente todas as crianças se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, mesmo nos países em desenvolvimento, mas os casos graves ocorrem principalmente na faixa etária de 3 a 35 meses. No Brasil, e também em São Paulo, os dados relativos à incidência são bastante limitados.

Nos Estados Unidos, é a principal causa de diarréia grave. Estima-se que essa doença seja responsável por 5 a 10% de todos os episódios diarreicos em crianças menores de 5 anos. Também aparece como causa freqüente de hospitalização, atendimentos de emergência e consultas médicas, sendo responsável por consideráveis gastos médicos. Crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica parece estarem sujeitas a doença de maior gravidade. O rotavírus também tem grande participação nos surtos de gastroenterite hospitalar.

AGENTE CAUSADOR

É um RNA vírus da família dos Reoviridae, do gênero Rotavírus. São classificados sorologicamente em grupos, subgrupos e sorotipos.

Até o momento 7 grupos foram identificados: A, B, C, D, E, F e G, ocorrendo em diversas espécies animais, sendo que os grupos A, B, e C são associados a doença no homem.

O grupo A é o de melhor caracterização, predominando na natureza, associado a doença no homem e em diversas outras espécies animais. Possuem antígeno comum de grupo, localizado no componente VP6, no capsídeo intermediário, detectável pela maioria dos testes sorológicos. Esta proteína também determina o subgrupo (I, II, I e II, não I – não II) a que pertence a cepa. Os sorotipos são determinados por duas proteínas (VP4 e VP7) situadas no capsídeo externo.

Dos 14 sorotipos G (VP7) conhecidos, 10 têm sido descritos como patógenos humanos: os tipos G1 a G4, os mais freqüentemente encontrados em todo o mundo e para os quais vacinas estão sendo desenvolvidas; os tipos G8 e G12, esporadicamente encontrados e o tipo G9, predominante na Índia. Rotavírus que eram encontrados exclusivamente como patógenos animais, sorotipos G5, G6 e G10, foram isolados em humanos. O sorotipo G5 foi encontrado em amostras brasileiras ( Gouvea et al, 1994; Timenetsky et al, 1994; 1998)

MODO DE TRANSMISSÃO

Rotavírus são isolados em alta concentração em fezes de crianças infectadas e são transmitidos pela via fecal-oral, por contato pessoa a pessoa e também através de fômites. A máxima excreção viral se dá no 3º e 4º dia a partir dos primeiros sintomas, no entanto, podem ser detectados nas fezes de pacientes mesmo após a completa resolução da diarréia.

DIAGNÓSTICO

A. a anamnese feita com cuidado, com dados de história, antecedentes epidemiológicos e o exame clínico podem sugerir fortemente a infecção pelo rotavírus, no entanto como as manifestações clínicas da infecção não são específicas, a confirmação laboratorial é necessária para a vigilância epidemiológica e pode também ser útil em situações clínicas. Na forma clássica, mais freqüente em crianças de 6 meses a dois anos, a doença se manifesta como quadro abrupto de vômito, que na maioria das vezes precede a diarréia, e a presença de febre alta. É comum observar-se formas mais leves ou quadros subclínicos entre adultos contactantes.

Em crianças até os 4 meses pode haver infecção assintomática, aventando-se a ação protetora de anticorpos maternos e do aleitamento natural.

A diarréia é caracteristicamente aquosa, com aspecto gorduroso e caráter explosivo, durando de 4 a 8 dias. Variações do quadro clínico através de infecções aparentes ou inaparentes não parecem guardar correlação com o sorotipo, enquanto que nas reinfecções, na maioria das vezes se evidenciam variedades antigênicas, sendo que, via de regra, a primeira infecção é a de maior gravidade. B. o exame laboratorial específico é a investigação do vírus nas fezes do paciente. A época ideal para detecção do vírus nas fezes vai do primeiro ao quarto dia de doença, período de maior excreção viral. O método de maior disponibilidade é a detecção de antígenos, por ELISA, nas fezes. Outras técnicas, incluindo microscopia eletrônica, PCR e cultura, são usadas principalmente em pesquisas. Métodos sorológicos que identifiquem aumento de títulos de anticorpos IgG e IgM, por ELISA, também podem ser usados para confirmação de infecção recente.

TRATAMENTO

Por ser, em geral, doença auto limitada, com tendência a evoluir espontaneamente para a cura, o fundamental do tratamento é prevenir a desidratação e distúrbios hidreletrolíticos. Não se recomenda o uso de antimicrobianos. Não há terapêutica específica para combater o rotavírus. A orientação atual é de manutenção da dieta alimentar normal. Eventualmente pode ser necessário recorrer à hidratação parenteral, se a oral não for suficiente para a reposição de fluidos e eletrólitos.

Não se recomenda o uso de antidiarreicos.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

1) notificação em caso de surtos

Deve ser imediatamente notificado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal, Regional ou Central para que sejam desencadeadas as medidas as de controle bem como as necessárias à identificação do agente etiológico.

O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo mantém uma Central de Vigilância, funcionando ininterruptamente que além de receber notificações pode orientar quanto a medidas a serem adotadas, através do telefone 0800-55-54-66

2) Vacina contra o rotavírus

A utilização de vacina eficaz permanece como a medida profilática de maior impacto contra a diarréia por rotavírus.

Em 1998, uma vacina oral, tetravalente contra os sorotipos G1, G2, G3 e G4, foi liberada para uso nos EUA. Recentemente seu uso foi suspenso até que melhor avaliação acerca de sua segurança seja feita. Apresenta-se na forma liofilizada e quando reconstituída, cada dose de 2,5 ml contém 1 x 10 5 unidades formadoras de placa (UFP) de cada uma das cepas. Sua utilização no programa de imunização no Brasil, além das questões relativas à segurança do imunobiológico, ainda depende de estudos que avaliem melhor a epidemiologia do rotavírus entre nós, bem como aspectos relativos à relação custo benefício de sua introdução em larga escala.

3) Outras medidas sanitárias e educativas

As práticas higiênicas tradicionais e universais como lavagem de mãos, controle da água e dos alimentos, destino adequado dos dejetos e do esgoto, tão importantes na profilaxia da gastroenterite por outros patógenos, parecem não ter grande impacto na incidência da infecção pelo rotavírus. Evidências nesse sentido são as extensas epidemias cíclicas da doença em países desenvolvidos. Nesse sentido, o estímulo ao aleitamento materno teria fundamental importância pelos altos níveis de anticorpos contra o rotavírus.

Fonte: www.arquivomedico.hpg.com.br

Rotavírus

O rotavírus é um vírus da família Reoviridae que causa diarréia grave, freqüentemente acompanhada de febre e vômito. É, hoje, considerado um dos mais importantes agentes causadores de gastroenterites e óbitos em crianças menores de cinco anos, em todo o mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida, porém os casos mais graves ocorrem principalmente em crianças até dois anos de idade. Em adultos é mais rara, tendo sido relatados surtos em espaços fechados, como escolas, ambientes de trabalho e hospitais.

Até o momento, são reconhecidos sete diferentes grupos de rotavírus, designados de A a G. Os rotavírus do grupo A destacam-se como os de maior importância epidemiológica.

O vírus contém no genoma o RNA fragmentado de dupla cadeia, que sintetiza proteínas não estruturais (persistem apenas na morfogênese viral) e as proteínas estruturais: VP1, VP2 e VP3 – componentes do core viral e VP7 (glicoproteína G) e VP4 (proteína P, sensível à protease) na camada externa. As duas últimas constituem os maiores antígenos envolvidos na neutralização viral e são responsáveis pela definição dos diferentes sorotipos.

Encontram-se descritos 10 sorotipos de VP7 e oito de VP4 capazes de infectar o homem, com possibilidade teórica de 80 combinações. Os sorotipos G1P[8], G2P[4], G3P[8], G4P[8] e G9P[8] ocorrem com maior freqüência no mundo todo, dentre estes a cepa G1P[8] é a predominante. A cepa G9 tem emergido desde os anos 1990 e predomina em algumas regiões. No Estado de São Paulo, observou-se também a circulação do G12.

A doença apresenta curto período de incubação, com início abrupto, vômitos em mais de 50% dos casos, febre alta e diarréia profusa, culminando em grande parte dos casos com desidratação. O uso do soro de reidratação oral tem-se revelado altamente eficaz no combate à desidratação destes casos.

A transmissão é fecal-oral (alta excreção nas fezes – um trilhão de partículas virais/ml de fezes), por água ou alimentos, por contato pessoa a pessoa, objetos contaminados e, provavelmente, também por secreções respiratórias. A sazonalidade das infecções, estendendo-se desde o outono até a primavera, é observada nos países de clima temperado. Nas regiões tropicais as infecções ocorrem o ano todo.

O elevado potencial disseminador e a grande variedade de cepas circulantes do rotavírus, favorecidos por fatores como o clima, conglomerados urbanos de alta densidade populacional, convivência em creches e outros ambientes fechados, mostram que, além das medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico para sua prevenção, a perspectiva real para o seu controle seria a introdução de uma vacina eficaz e segura no calendário de vacinação infantil.

A introdução da vacina no calendário nacional está prevista para março de 2006 e atenderá a crianças nascidas a cada ano, a partir dos dois meses de idade.

Situação epidemiológica

No mundo cerca de 125 milhões de episódios diarréicos por rotavírus ocorrem globalmente a cada ano, causando entre 600.000 a 870.000 óbitos. Estima-se que no Brasil a taxa média de diarréia em crianças menores de três anos de idade seja de 2,5 episódios por criança/ano, das quais 10% (0,25) se associam aos rotavírus. Em 2003, de acordo com os dados do Datasus, ocorreram 269.195 internações por diarréia em crianças menores de cinco anos. Considerando-se que 34% destas internações associam-se aos rotavírus, é plausível estimar que, em 2003, ocorreram 91.526 internações por esse agente infeccioso.

A partir da implantação no Estado de São Paulo, em 1999, da vigilância da doença diarréica, por meio do programa de Monitorização da Doença Diarréica Aguda (MDDA) e de outros sistemas complementares, tem sido possível estimar a incidência da diarréia e, ao mesmo tempo, detectar surtos e epidemias por doenças veiculadas por água e alimentos. Os dados quantitativos de diarréia por município, coletados pelo programa, permitem também estruturar outros estudos para conhecer a etiologia das diarréias.

Os surtos de rotavírus têm sido freqüentemente detectados pelo programa de MDDA, a partir da investigação do aumento de casos de diarréia nas semanas epidemiológicas. O aumento de surtos por rotavírus pode ser observado ao longo do tempo, mesmo considerando a maior sensibilidade do sistema de vigilância em captação das diarréias. Em 1999, entre o total de surtos de diarréia com etiologia identificada, 7,7% correspondiam a surtos de rotavírus; em 2004, mais de 20% dos surtos foram por este agente.

Para determinar a incidência da gastroenterite por rotavírus e conhecer seu impacto na população, o Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", em conjunto com outras entidades, desenvolveu uma pesquisa sobre a diarréia por rotavírus em menores de cinco anos, nos municípios de Rio Claro, no interior do Estado, e Guarulhos, na Grande São Paulo, no período de 17 de fevereiro de 2004 a 16 de fevereiro de 2005.

Os resultados mostraram que diarréias por rotavírus representaram entre 6,5% a 17,9% do total das diarréias, com coeficientes de incidência de 6,6 e 16,3 casos de rotavírus por mil crianças menores de cinco anos, em Rio Claro e Guarulhos, respectivamente. Por sua vez, o coeficiente de incidência da diarréia aguda por diversas etiologias foi de 91,1 casos por mil crianças menores de cinco anos em Guarulhos e 101,7, em Rio Claro.

Utilizando as faixas de variação dos indicadores construídos e extrapolando-os para o Estado de São Paulo, estimou-se que possam ocorrer de 22.000 a 55.000 casos de rotavírus entre as mais de 300.000 diarréias agudas por diversas etiologias, e que o vírus é responsável por 26.000 a 70.000 consultas médicas/ano em ambulatórios, serviços de emergência e hospital.

Em Guarulhos, houve predominância dos genótipos G9P[8], tendo sido detectado um novo genótipo circulante, o G12. Em Rio Claro, observou-se a predominância do G1P[8]. Tendências a serem monitoradas ao longo do tempo e importantes para a avaliação da introdução da vacina como medida de prevenção.

O custo anual estimado causado pela diarréia por rotavírus no Estado de São Paulo é maior que US$ 1 milhão.

Estes resultados indicaram que o rotavírus é um importante agente causador de diarréia entre os menores de cinco anos, reforçando a necessidade de melhores estratégias de prevenção, tais como a introdução de vacina no calendário infantil para diminuição dos danos e custos da doença. A introdução desta nova vacina no calendário básico, certamente, contribuirá para a redução dos casos de diarréia por rotavírus.

Vacinas contra rotavírus

As vacinas de primeira geração contra rotavírus, desenvolvidas no início da década de 1980, foram de origem animal (bovina e símia). A grande variabilidade nos resultados dos estudos de campo atribuiu-se ao fato dessas vacinas não oferecerem proteção contra os sorotipos epidemiologicamente mais importantes.

As vacinas de segunda geração foram de natureza antigênica polivalente e com rearranjo genético, na tentativa de ampliar a proteção contra os sorotipos G1 a G4. A primeira foi licenciada nos Estados Unidos, em 1998. Era uma vacina oral, atenuada, tetravalente, com rearranjo símio e humano, aplicada no esquema de três doses aos dois, quatro e seis meses de idade. A sua utilização foi suspensa em julho de 1999, após a aplicação de cerca de 1,2 milhões de doses em 600 mil lactentes, devido ao aumento de casos de invaginação intestinal.

Em 2000 teve início um estudo com uma outra vacina oral atenuada, a RIX4414, na Finlândia, de origem humana, com elevada imunogenicidade, eficácia e segurança.

Há, ainda, estudos publicados que utilizam uma vacina oral atenuada pentavalente, com rearranjo humano-bovino, G1, G2, G3, G4 e P[8], também com elevada proteção para as formas graves de diarréia. A redução de hospitalização, após a terceira dose para os sorotipos G1-G4 foi de 94,5% (IC 95%:91,2-96,6), a eficácia para qualquer gravidade de diarréia foi de 74,0% (IC 95%:66,8-79,9) e a eficácia para diarréia grave foi de 98,0% (IC 95%: 88,3-100). Entretanto, não se observou risco aumentado para a ocorrência de invaginação intestinal.

Dentre outras vacinas contra rotavírus em estudo no mundo destacam-se: a multivalente de rearranjo bovino e humano e a RV3. Na China, desde 2000, utiliza-se uma vacina monovalente de origem de cepa de carneiro.

Composição da vacina

A vacina contra rotavírus será incluída no calendário brasileiro em março de 2006. É uma vacina oral, atenuada, monovalente (G1P1A[8]), cepa RIX4414.

Cada dose da vacina oral contra rotavírus contém:

Frasco com pó liofilizado:

No mínimo 106,0 CCID50 da cepa vacinal
Sacarose 9mg, dextrana 18 mg, sorbitol 13,5 mg, aminoácidos 9 mg e meio Eagle modificado por Dulbecco (DMEM) 3,7mg.

Aplicador com diluente:

Carbonato de cálcio 80 mg, goma de xantana 3,5mg, água para injeção 1,3 ml.
Após a reconstituição cada dose corresponde a 1 ml.

Estudos de eficácia

Dos estudos de eficácia da vacina, participaram lactentes entre 6 e 13 semanas de idade de 11 países da América Latina, incluindo o Brasil (Belém/PA). Do total de lactentes, 10.159 receberam a vacina e 10.010, placebo.

A eficácia na prevenção de diarréia grave foi de 84,7% (IC 95%:71,7-92,4), para hospitalização 85% (IC 95%:69,6-93,5). A eficácia para prevenção de diarréia grave, incluindo todos os sorotipos do grupo G, foi de 91,8% (IC 95%:74,1-98,4). Para os sorotipos G3P[8], G4P[8] e G9P[8] foi de 87,3% (IC 95%:64,1-96,7) e para o sorotipo G2P[4] foi menor, 41,0% (IC 95%:-79,2-82,4). A proteção tem início cerca de duas semanas após a segunda dose.

Esquema vacinal, idade mínima e máxima e intervalo entre as doses

O esquema vacinal recomendado é de duas doses, aos dois e quatro meses de idade, simultaneamente com as vacinas Tetravalente (DTP/Hib) e Sabin. O intervalo mínimo entre as duas doses é de quatro semanas.

Para esta vacina algumas restrições são recomendadas:

Para a aplicação da primeira dose:

Deve ser aplicada aos dois meses de idade
Idade mínima de um mês e 15 dias de vida (seis semanas);
Idade máxima de três meses e 15 dias de vida (14 semanas).

Para a aplicação da segunda dose:

Deve ser aplicada aos quatro meses de idade
Idade mínima de três meses e 15 dias de vida (14 semanas)
Idade máxima de cinco meses e 15 dias de vida (24 semanas).

A vacina não deve, de forma alguma, ser aplicada fora destes prazos. Nos estudos realizados com as novas vacinas contra rotavírus, considerando-se o risco aumentado de invaginação intestinal em relação à idade de aplicação observada com a vacina suspensa em 1999, como precaução, não foram aplicadas em situações fora das faixas etárias estabelecidas.

Se ocorrer esta situação, preencher a ficha de Notificação de Procedimentos Inadequado e acompanhar a criança por 42 dias. Na vigência de eventos adversos, preencher a ficha de Notificação de Eventos Adversos.

Precauções na administração da vacina

Não repetir a dose se a criança vomitar ou regurgitar.

Nenhuma dose aplicada fora dos prazos recomendados poderá ser repetida. Nessas situações, como precaução, a criança deverá ser acompanhada ambulatorialmente por 42 dias, para afastar a possibilidade de ocorrência de eventos adversos. Preencher ficha de Notificação de Procedimento Inadequado e Ficha de Notificação de Eventos Adversos, se for o caso.

A vacina não está contra-indicada para lactentes que convivam com pacientes imunodeprimidos ou gestantes.

Não há restrições quanto ao consumo de líquidos ou alimentos, inclusive leite materno, antes ou depois da vacinação.

Filhos de mães HIV+ poderão ser vacinados, desde que não apresentem manifestações clínicas graves ou imunossupressão.

Situações em que se recomenda o adiamento da vacinação

Durante a evolução de doenças agudas febris graves, sobretudo para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis efeitos adversos da vacina.

Crianças com diarréia que necessitam de hospitalização.

Contra-indicações

Imunodeficiência congênita ou adquirida.
Uso de corticosteróides em doses elevadas (equivalente a 2 mg/kg/dia ou mais, por mais de duas semanas), ou submetidas a outras terapêuticas imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia).
Reação alérgica grave a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária disseminada, broncoespasmo, laringoespasmo, choque anafilático), até duas horas após a aplicação da vacina.
História de doença gastrointestinal crônica.
Malformação congênita do trato digestivo.
História prévia de invaginação intestinal.

Vacinação simultânea

A vacina oral contra rotavírus poderá ser aplicada simultaneamente com as vacinas: DTP, DTPa (acelular), Hib, Hepatite B, Pneumococo 7-valente e Salk, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas. Até o momento, não há experiência acumulada com a aplicação simultânea de vacina contra o meningococo.

A maioria dos estudos utilizou a aplicação da vacina com 15 dias de intervalo com a vacina oral contra poliomielite, indicando boa resposta para ambos imunobiológicos. Estudos realizados com a administração simultânea da vacina rotavírus e vacina oral contra poliomielite apresentaram redução na resposta de anticorpos IgA para a primeira dose de rotavírus. Após a aplicação da segunda dose não houve prejuízo da imunogenicidade. Portanto, não ocorrendo a administração simultânea, deve-se respeitar o intervalo de 15 dias entre as doses.

Eventos adversos

Nos estudos de segurança realizados as incidências de febre, diarréia, vômitos, irritabilidade, tosse ou coriza não foram diferentes entre o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo.

No entanto, considerando a implantação da nova vacina, recomenda-se a notificação nas seguintes situações:

Reação alérgica sistêmica grave (até duas horas da administração da vacina)
Presença de sangue nas fezes até 42 dias após a vacinação
Internação por abdome agudo obstrutivo até 42 dias após a aplicação.

Invaginação intestinal

É uma forma de obstrução intestinal na qual um segmento do intestino invagina sobre o outro segmento, localizado mais distalmente, causando obstrução intestinal e compressão vascular da alça invaginada. Tem maior ocorrência em crianças entre quatro e nove meses de idade, sendo uma das causas mais freqüentes de abdômen agudo nesta faixa etária. O lactente apresenta náusea, vômitos, dor abdominal e, às vezes, pode apresentar fezes com muco e sangue ("geléia de morango"). O tratamento pode ser conservador, no entanto, em algumas situações, o tratamento cirúrgico é indicado.

Para avaliar o risco de invaginação intestinal com a nova vacina, foram acompanhados 63.225 lactentes sadios em 11 países da América Latina e na Finlândia, dos quais 31.673 receberam as duas doses da vacina e 31.552 receberam placebo.

Nos 30 dias subseqüentes à vacinação ocorreram 13 casos de invaginação: seis no grupo que recebeu a vacina e sete no grupo placebo (RR=0,85; IC 95%: 0,30-2,42). Não se encontrou risco aumentado de invaginação intestinal no grupo vacinado.

Fonte: www.scielo.br

Rotavírus

A infecção pelo rotavírus varia de um quadro leve, com diarréia aquosa e duração limitada à quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo evoluir a óbito. Praticamente todas as crianças se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, mesmo nos países em desenvolvimento, mas os casos graves ocorrem principalmente na faixa etária de 3 a 35 meses. No Brasil, e também em São Paulo, os dados relativos à incidência são bastante limitados.

Nos Estados Unidos, é a principal causa de diarréia grave. Estima-se que essa doença seja responsável por 5 a 10% de todos os episódios diarreicos em crianças menores de 5 anos. Também aparece como causa freqüente de hospitalização, atendimentos de emergência e consultas médicas, sendo responsável por consideráveis gastos médicos. Crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica parece estarem sujeitas a doença de maior gravidade. O rotavírus também tem grande participação nos surtos de gastroenterite hospitalar.

AGENTE ETIOLÓGICO

É um RNA vírus da família dos Reoviridae, do gênero Rotavírus. São classificados sorologicamente em grupos, subgrupos e sorotipos.

Até o momento 7 grupos foram identificados: A, B, C, D, E, F e G, ocorrendo em diversas espécies animais, sendo que os grupos A, B, e C são associados a doença no homem.

O grupo A é o de melhor caracterização, predominando na natureza, associado a doença no homem e em diversas outras espécies animais. Possuem antígeno comum de grupo, localizado no componente VP6, no capsídeo intermediário, detectável pela maioria dos testes sorológicos. Esta proteína também determina o subgrupo (I, II, I e II, não I - não II) a que pertence a cepa. Os sorotipos são determinados por duas proteínas (VP4 e VP7) situadas no capsídeo externo.

Dos 14 sorotipos G (VP7) conhecidos, 10 têm sido descritos como patógenos humanos: os tipos G1 a G4, os mais freqüentemente encontrados em todo o mundo e para os quais vacinas estão sendo desenvolvidas; os tipos G8 e G12, esporadicamente encontrados e o tipo G9, predominante na Índia. Rotavírus que eram encontrados exclusivamente como patógenos animais, sorotipos G5, G6 e G10, foram isolados em humanos. O sorotipo G5 foi encontrado em amostras brasileiras ( Gouvea et al, 1994; Timenetsky et al, 1994; 1998)

MODO DE TRANSMISSÃO

Rotavírus são isolados em alta concentração em fezes de crianças infectadas e são transmitidos pela via fecal-oral, por contato pessoa a pessoa e também através de fômites. A máxima excreção viral se dá no 3º e 4º dia a partir dos primeiros sintomas, no entanto, podem ser detectados nas fezes de pacientes mesmo após a completa resolução da diarréia.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Varia de 1 a 3 dias.

CONDUTA MÉDICA E DIAGNÓSTICO

A) A anamnese feita com cuidado, com dados de história, antecedentes epidemiológicos e o exame clínico podem sugerir fortemente a infecção pelo rotavírus, no entanto como as manifestações clínicas da infecção não são específicas, a confirmação laboratorial é necessária para a vigilância epidemiológica e pode também ser útil em situações clínicas. Na forma clássica, mais freqüente em crianças de 6 meses a dois anos, a doença se manifesta como quadro abrupto de vômito, que na maioria das vezes precede a diarréia, e a presença de febre alta. É comum observar-se formas mais leves ou quadros subclínicos entre adultos contactantes.

Em crianças até os 4 meses pode haver infecção assintomática, aventando-se a ação protetora de anticorpos maternos e do aleitamento natural.

A diarréia é caracteristicamente aquosa, com aspecto gorduroso e caráter explosivo, durando de 4 a 8 dias. Variações do quadro clínico através de infecções aparentes ou inaparentes não parecem guardar correlação com o sorotipo, enquanto que nas reinfecções, na maioria das vezes se evidenciam variedades antigênicas, sendo que, via de regra, a primeira infecção é a de maior gravidade. B. o exame laboratorial específico é a investigação do vírus nas fezes do paciente. A época ideal para detecção do vírus nas fezes vai do primeiro ao quarto dia de doença, período de maior excreção viral. O método de maior disponibilidade é a detecção de antígenos, por ELISA, nas fezes.

Outras técnicas, incluindo microscopia eletrônica, VP4 e VP7 e cultura, são usadas principalmente em pesquisas. Métodos sorológicos que identifiquem aumento de títulos de anticorpos IgG e IgM, por ELISA, também podem ser usados para confirmação de infecção recente.

TRATAMENTO

Por ser, em geral, doença auto limitada, com tendência a evoluir espontaneamente para a cura, o fundamental do tratamento é prevenir a desidratação e distúrbios hidreletrolíticos. Não se recomenda o uso de antimicrobianos. Não há terapêutica específica para combater o rotavírus. A orientação atual é de manutenção da dieta alimentar normal. Eventualmente pode ser necessário recorrer à hidratação parenteral, se a oral não for suficiente para a reposição de fluidos e eletrólitos.

Não se recomenda o uso de antidiarreicos.

COMPLICAÇÕES

Existem vários relatos na literatura associando a infecção por rotavírus a encefalites, Síndrome de Reye e à Doença de Kawasaki. De todas as complicações as que não assumem caráter circunstancial são a diarréia prolongada em imunodeprimidos e a enterocolite necrotisante em neonatos.

DISTRIBUIÇÃO E FREQÜÊNCIA DA DOENÇA

Estudos efetuados em vários países evidenciam a distribuição universal da doença, embora com características epidemiológicas distintas em áreas de clima temperado e nas áreas tropicais. Nas primeiras manifesta-se com uma distribuição tipicamente sazonal, através de extensas epidemias nos meses frios. Já nas regiões tropicais, a sazonalidade não é tão marcante, manifestando-se mais por um caráter endêmico. No Brasil, estudo realizado por Pereira et al, em 1993, evidenciou sazonalidade típica nas regiões Centro-Oeste, sudeste e sul, não se observando o mesmo padrão no Norte e Nordeste do país. Dados referentes à epidemiologia molecular são ainda bastante restritos. Estudos prospectivos, na região amazônica, ao longo da década de 80, em comunidades urbanas mostravam associação do sorotipo 1 em 50 a 70% das infecções, com predominância do tipo 1 no primeiro ano de vida e do 2 no segundo, sendo particularmente raros os tipos 3 e 4. No entanto, estudos realizados em Belém, Pará, em 1988, revelaram aparente predominância do sorotipo 3 enquanto que estudos mais recentes, realizados no âmbito hospitalar e comunitário, identificaram o sorotipo 2 em 80% dos casos e o 1 em 8%.

Estudos realizados no Estado de São Paulo demonstraram a presença dos sorotipos G5 (27%), G3 (23%), G1 (17%), G2 (7%) e G4 (5%) em amostras identificadas no período de 1986 a 1992 (Timenetsky et al, 1994;1998).

Analisando-se amostras identificadas na capital em 1995, o sorotipo G1 (40%) foi o predominante, seguido do G5 em 23% ( Carmona et al, 1998).

CONDUTAS EPIDEMIOLÓGICAS, SANITÁRIA E EDUCATIVA

1) Notificação em caso de surtos - deve ser imediatamente notificado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal, Regional ou Central para que sejam desencadeadas as medidas as de controle bem como as necessárias à identificação do agente etiológico. O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo mantém uma Central de Vigilância, funcionando ininterruptamente que além de receber notificações pode orientar quanto a medidas a serem adotadas, através do telefone 0800-55-54-66;

2) Vacina contra o rotavírus - a utilização de vacina eficaz permanece como a medida profilática de maior impacto contra a diarréia por rotavírus. Em 1998, uma vacina oral, tetravalente contra os sorotipos G1, G2, G3 e G4, foi liberada para uso nos EUA. Recentemente seu uso foi suspenso até que melhor avaliação acerca de sua segurança seja feita. Apresenta-se na forma liofilizada e quando reconstituída, cada dose de 2,5 ml contém 1 x 10 5 unidades formadoras de placa (UFP) de cada uma das cepas. Sua utilização no programa de imunização no Brasil, além das questões relativas à segurança do imunobiológico, ainda depende de estudos que avaliem melhor a epidemiologia do rotavírus entre nós, bem como aspectos relativos à relação custo benefício de sua introdução em larga escala.

3) Outras medidas sanitárias e educativas - as práticas higiênicas tradicionais e universais como lavagem de mãos, controle da água e dos alimentos, destino adequado dos dejetos e do esgoto, tão importantes na profilaxia da gastroenterite por outros patógenos, parecem não ter grande impacto na incidência da infecção pelo rotavírus. Evidências nesse sentido são as extensas epidemias cíclicas da doença em países desenvolvidos. Nesse sentido, o estímulo ao aleitamento materno teria fundamental importância pelos altos níveis de anticorpos contra o rotavírus.

CONDUTA LABORATORIAL

Os procedimentos de pesquisa do Rotavírus são: pesquisa do vírus em amostra de fezes coletada na fase aguda da doença, nos primeiros 4 dias, para a detecção do antígeno viral (rotavírus do grupo A) por técnica imunoenzimática (ELISA), empregando-se kits comerciais; pesquisa da partícula viral por técnica de microscopia eletrônica direta (ME); análise do genoma viral por técnicas de eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE), para a detecção dos diferentes grupos de rotavírus, e reação em cadeia de polimerase (PCR), para a genotipagem (VP4 - tipos P; VP7 - tipos G; VP6 - grupos).

Fonte: www.nuclear.radiologia.nom.br

Rotavírus

O que é: Doença responsável por três em cada dez casos graves de diarréia em crianças menores de cinco anos de idade no Brasil.

Causa: Vírus que tem o formato de roda e, por isso, recebeu o nome de rotavírus.

Transmissão

Pode ocorrer de diferentes maneiras. A principal é a fecal-oral. O vírus é eliminado em grande quantidade nas fezes de pacientes infectados e propaga-se por meio das micro-partículas que ficam nas mãos, água, alimentos ou objetos contaminados. Estima-se que para cada mililitro de fezes exista um trilhão de rotavírus.

Outra possível via de transmissão é a respiratória.

Mesmo sendo mais comum em crianças menores de 5 anos, o rotavírus também pode atingir adultos, principalmente mães, funcionários de berçários e creches e profissionais de saúde. Esse vírus vem sendo considerado, em todo o mundo, o principal responsável por surtos de diarréia em creches, pré-escolas e enfermarias pediátricas.

Principais sinais e sintomas: O período de incubação da doença varia de um a três dias. Os principais sintomas são vômitos, febre e diarréia líquida constante, que, se não tratada, pode levar a uma desidratação grave.

Tratamento

O importante é evitar a desidratação para que a doença não evolua para o óbito. Por isso, o tratamento da doença é baseado na hidratação dos pacientes. Eles são avaliados por meio de exame clínico que identifica o grau de desidratação causado pela doença. Se for detectada uma desidratação leve, é recomendado o uso do soro de hidratação oral na própria casa do paciente. Se for moderada, é indicado também o soro via oral, mas sob observação médica. Já em casos mais graves, é feita aplicação do soro na veia do paciente. O tratamento inclui ainda o aumento da ingestão de líquidos.

Prevenção

A higiene é a melhor forma de prevenção. Lavar bem as mãos antes e depois de ir ao banheiro, lavar os alimentos e só usar água tratada são algumas medidas básicas para impedir a proliferação do vírus.

O Ministério da Saúde incluiu, em 2006, a vacina contra o rotavírus no calendário de vacinação do SUS. São imunizadas principalmente crianças entre dois e quatro meses de idade.

Fonte: Ministério da Saúde

Rotavírus

1. O que é rotavírus?

O rotavírus é um vírus da família Reoviridae que causa diarréia grave freqüentemente acompanhada de febre e vômitos. É hoje considerado um dos mais importantes agentes causadores de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida, porém os casos mais graves ocorrem principalmente em crianças até os dois anos de idade.

2. Quais os sintomas da diarréia por rotavírus?

A diarréia por Rotavírus apresenta curto período de incubação (24 a 48 horas) com início abrupto, vômitos em mais de 50% dos casos, febre alta e diarréia profusa, podendo evoluir com desidratação.

3. Qual a magnitude da diarréia por rotavírus no mundo, no Brasil e no Estado de São Paulo?

No mundo ocorrem cerca de 125 milhões de episódios diarréicos por Rotavírus ocorrem globalmente a cada ano, causando cerca de 600.000 a 870.000 óbitos por ano.

Estima-se que no Brasil a taxa média de diarréia em crianças menores de três anos de idade seja em média 2,5 episódios por criança/ano, dos quais 10% (0,25) se associam aos rotavírus.

A partir de estudos realizados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE), em conjunto com outras entidades, em Rio Claro e Guarulhos no período de 17 de fevereiro de 2004 à 16 de fevereiro de 2005, e utilizando as faixas de variação dos indicadores construídos e extrapolando-os para o Estado de são Paulo, estimou-se que possam ocorrer de 22 a 55 mil casos de Rotavírus entre as mais de 300 mil diarréias agudas por diversas etiologias e que esse vírus é responsável por cerca de 26 a quase 70 mil consultas médicas/ano em ambulatórios, serviços de emergência e hospitais.

4. A diarréia por rotavírus pode ser prevenida? Como?

Além das medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico para sua prevenção, a perspectiva real para o controle da diarréia por Rotavírus é a introdução de uma vacina eficaz e segura no calendário de vacinação infantil.

5. Quais as vacinas contra rotavírus disponíveis? Qual será usada no nosso calendário?

A primeira vacina contra rotavírus foi licenciada nos Estados Unidos em 1998.

Era uma vacina oral atenuada tetravalente, com rearranjo símio e humano (RotaShield®), aplicada no esquema de três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade.

Essa vacina foi suspensa em 1999, devido ao aumento de invaginação intestinal.

Em 2000 teve início um estudo com uma vacina oral atenuada monovalente, a RIX4414, na Finlândia, de origem humana (Rotarix®, GlaxoSmithKline Biologicals), com elevada imunogenicidade, eficácia e segurança. Há também estudos publicados utilizando-se uma vacina oral atenuada pentavalente, com rearranjo humano-bovino, G1,G2,G3,G4 e P1(8) (RotaTeq®, Merck), também com elevada proteção para as formas graves de diarréia.

Em março de 2006 será incluída a vacina contra Rotavírus no calendário brasileiro. A vacina utilizada será a Rotarix® do laboratório GlaxoSmithKline Biologicals.

6. Qual a composição da vacina Rotarix®?

É uma vacina oral, atenuada, monovalente (G1P[8]), cepa RIX4414 .

Cada dose de vacina oral contra Rotavírus contém:

Frasco com pó liofilizado:

No mínimo 106,0CCID50 da cepa vacinal
Sacarose 9mg, dextrana 18mg, sorbitol 13,5mg, aminoácidos 9mg e meio Eagle modificado por Dulbecco (DMEM) 3,7mg.

Aplicador com diluente:

Carbonato de cálcio 80mg, goma de xantana 3,5mg, água para injeção 1,3 ml.

Após a reconstituição cada dose corresponde a 1ml.

7. Qual a via de administração e forma de conservação?

A administração desta vacina é EXCLUSIVAMENTE ORAL.

O frasco com o produto liofilizado e o aplicador com o diluente, devem ser conservados entre +2°C e +8°C. A VACINA NÃO DEVE SER CONGELADA.

Após a reconstituição, a vacina deve ser aplicada de imediato, caso contrário, a solução poderá ser utilizada até 24 horas, desde que esteja sob conservação entre 2 e 8°C e não haja contaminação. Recomenda-se, para melhor acondicionamento nesta situação, manter a solução no aplicador com a tampa de borracha..NÃO ESQUECER de homogeneizar a solução novamente antes da administração.

8. A vacina é segura?

Nos estudos realizados com esta vacina em 11 países da América Latina e na Finlândia não foi evidenciado risco aumentado de invaginação intestinal no grupo vacinado comparado ao grupo que recebeu placebo.

9. Qual o esquema vacinal?

O esquema vacinal recomendado é de duas doses, aos 2 e 4 meses de idade, simultaneamente com as vacinas Tetravalente (DTP/Hib) e Sabin. O intervalo mínimo entre as duas doses é de 4 semanas.

Para esta vacina algumas restrições são recomendadas:

Para a aplicação da 1ªdose:

Deve ser aplicada aos 2 meses de idade
Idade mínima 1 mês e 15 dias de vida (6 semanas)
Idade máxima 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas)

Para a aplicação da 2ª dose:

Deve ser aplicada aos 4 meses de idade
Idade mínima 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas)
Idade máxima 5 meses e 15 dias de vida (24 semanas)

10. Por que não deve ser aplicada fora das faixas etárias preconizadas?

A vacina contra Rotavírus não deve , de forma alguma, ser aplicada fora das faixas etárias preconizadas, pois nos estudos realizados com a vacina RotaShield suspensa em 1999, foi demonstrado um risco aumentado de invaginação intestinal em relação à idade de aplicação da vacina. Portanto, nos estudos realizados com as novas vacinas, como precaução, foram aplicadas apenas nas faixas etárias estabelecidas.

Se ocorrer esta situação, preencher a Ficha de Notificação de Procedimento Inadequado e acompanhar a criança por 42 dias. Na vigência de eventos adversos preencher a Ficha de Notificação de Eventos Adversos.

11. Uma criança comparece na unidade de saúde com 4 meses de idade para receber a 2ª dose da vacina Tetravalente e Sabin. Poderá receber a 1ª dose da vacina contra Rotavírus?

Por que?

Não, pois a idade máxima para aplicação da 1ª dose da vacina contra Rotavírus é 3 meses e 7 dias de idade.

12. Uma criança com 6 meses de idade comparece à unidade de saúde para receber a 3ª dose da vacina Tetravalente, Sabin e Hepatite B. A mãe informa que estava fora do país e por isso a criança não recebeu a 1ª dose da vacina contra Rotavírus. Pode-se aplicar a 1ª dose ? Por que?

Não, pois a vacina não deve , de forma alguma, ser aplicada fora das faixas preconizadas. Em estudos realizados com a vacina RotaShield suspensa em 1999, foi demonstrado um risco aumentado de invaginação intestinal em relação à idade de aplicação da vacina. Como precaução, nos estudos realizados com as novas vacinas, a primeira e segunda dose foram aplicadas apenas nas faixas etárias estabelecidas.

13. Uma criança recebeu a 1ª dose da vacina contra Rotavírus com 2 semanas de vida. O que fazer? Pode-se fazer a 2ª dose?

A idade mínima de aplicação da primeira dose é de 6 semanas. Nesta situação, como precaução, esta criança deverá ser acompanhada ambulatorialmente por 42 dias para afastar a possibilidade de ocorrência de eventos adversos.

Preencher a Ficha de Notificação de Procedimento Inadequado e Ficha de Notificação de Eventos Adversos, se necessário. Não ocorrendo evento adverso grave, a 2ª. dose poderá ser aplicada na faixa etária preconizada.

14. Quais eventos adversos estão descritos após a aplicação da vacina? Quais deverão ser notificados?

Nos estudos de segurança realizados as incidências de febre, diarréia, irritabilidade, tosse ou coriza não foram diferentes entre o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo.

No entanto, considerando a implantação desta nova vacina, recomenda-se a notificação nas seguintes situações:

Reação alérgica sistêmica grave (até duas horas da administração da vacina)
Presença de sangue nas fezes até 42 dias após a vacinação e
Internação por abdome agudo obstrutivo até 42 dias após a aplicação.

15. Quais as contra–indicações para aplicação da vacina?

São elas:

Imunodeficiência congênita ou adquirida.
Uso de corticosteróides em doses elevadas (equivalente a 2mg/kg/dia ou mais, por mais de duas semanas), ou crianças submetidas a outras terapêuticas imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia).
Reação alérgica grave a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária disseminada, broncoespasmo, laringoespasmo, choque anafilático), até duas horas após a aplicação da vacina.
História de doença gastrointestinal crônica.
Malformação congênita do trato digestivo.
História prévia de invaginação intestinal.

16. A vacina pode ser aplicada com outras vacinas da rotina?

A vacina oral contra rotavírus pode ser aplicada simultaneamente com as vacinas: DTP, DTPa (acelular), Hib, Hepatite B, Pneumococo 7-valente e Salk, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas. Até o momento, não há experiência acumulada com a aplicação simultânea de vacina contra o meningococo.

17. Quando não aplicada no mesmo dia, qual o intervalo para aplicação?

A vacina Sabin quando não aplicada no mesmo dia da vacina contra Rotavírus, é a única vacina que deve se aguardar um intervalo de 15 dias. Nos estudos realizados com a aplicação simultânea da vacina contra Rotavírus e Sabin, observou-se uma discreta redução na resposta da primeira dose da vacina contra Rotavírus. Após a aplicação da segunda dose, não foi observado prejuízo na resposta.

18. Criança com refluxo gastro-esofágico pode ser vacinada?

Sim , não há contra-indicação para aplicação da vacina contra Rotavírus em crianças com RGE.

19. Se a criança apresentar vômitos após a aplicação da vacina contra Rotavírus, ela pode ser revacinada?

Se a criança vomitar ou regurgitar a dose não deve ser repetida.

20. O que é invaginação? Quais os sintomas? Qual a causa e tratamento?

Invaginação é uma forma de obstrução intestinal na qual um segmento do intestino invagina sobre o outro segmento, localizado mais distalmente, causando obstrução intestinal e compressão vascular da alça invaginada. Tem maior ocorrência em crianças entre 4 e 9 meses de idade, sendo uma das causas mais freqüentes de abdome agudo nesta faixa etária nesta faixa etária. O lactente apresenta náusea, vômitos, dor abdominal e ,às vezes, pode apresentar fezes com muco e sangue (“geléia de morango”). O tratamento pode ser conservador, no entanto, em algumas situações, o tratamento cirúrgico é indicado.

21. Esta vacina já esta sendo utilizada em outros países ou o Brasil será o primeiro a utilizá-la?

Esta vacina já foi licenciada no México e no Panamá. Até o momento, apenas o Brasil e o Panamá, irão incluir no calendário oficial a vacina contra o Rotavírus.

Fonte: www.cve.saude.sp.gov.br

Rotavírus

Rotavírus
Rotavírus

O rotavírus é o maior causador de diarréia aguda infantil no mundo. Altamente infeccioso, a transmissão mais comum é por via fecal-oral. O período de incubação é de dois a três dias e as manifestações clínicas são vômito, diarréia e febre. Adultos podem também ser infectados após contato com crianças infectadas porém, nestes casos, as manifestações geralmente são leves. No caso de crianças com menos de 5 anos a intensidade da diarréia aguda sem tratamento adequado pode levar a desidratação, seguida de choque e possível óbito.

O rotavírus foi identificado em 1973 pela bióloga australiana, Ruth Bishop através de análises de microscopia eletrônica de biópsias de crianças com diarréia aguda. A consciência da necessidade de identificação para posterior tratamento dos pacientes é consenso na classe médica. A disponibilidade da vacina é a opção para controlar este vírus que não tem fronteiras.

O rotavírus mata uma média de 500mil crianças todos os anos, 5% das mortes são de crianças com menos de 5 anos. No Brasil este número é em torno de 2000 por ano. O Rotavírus é a principal causa de morte infantil em países pobres.

O Rotavírus One Step emprega uma combinação de anticorpos rotavírus conjugados com látex vermelho e anticorpos específicos para rotavírus em fase sólida, permitindo assim uma alta sensibilidade e especificidade nos resultados obtidos. Através do uso da técnica de imunocromatografia de fácil manuseio, se torna fácil e acessível um resultado positivo ou negativo em amostras de fezes de pacientes com diarréia aguda para o subseqüente tratamento dos mesmos. É importante lembrar que a vacina só é eficaz em crianças com menos de 2 anos de idade, sendo que o rotavírus pode ser mortal em crianças de até 5 anos. Sendo assim continuamos com a necessidade, que a pesquisadora Ruth insistiu no início dos anos 70, de que a identificação para posterior diagnóstico e tratamento é fundamental para podermos frear a devastadora ação do rotavírus.

Carolina G. Ynterian

Fonte: www.laboclinica.com.br

Rotavírus

Rotavírus
Rotavírus

O rotavírus é um vírus que causa infecção no trato digestivo. Transmitido através de água e alimentos contaminados por dejetos humanos, ou por gotículas respiratórias, o rotavírus tem sua transmissão facilitada no período de inverno, decorrente da aglome­ração das pessoas.

O principal sintoma é a diarréia aquosa de duração variável de 2 a 8 dias, iniciando-se subitamente após um breve período de incubação de 1 ou 2 dias. Pode ainda levara um quadro de vômitos, irritabilidade e febre. Se não houver um tratamento adequado, o quadro pode evoluir rapidamen­te para uma desidratação severa, inclusive com risco de morte para os pacientes mais debilitados e desnutridos.

Ao perceber os primeiros sintomas o paciente deve procurar auxílio médico o mais breve possível e, enquanto isso não for possível, tomar líquidos com freqüência, de forma contínua e em pequenos volumes, para evitar vômitos. A Dieta deve ser leve, evitando alimentos que possam piorar a diarréia ou ser indigestos, como, por exemplo, alimentos gordurosos ou ricos em fibras.

Caso o paciente esteja muito desidratado ou com vômitos, pode ser necessária a hidratação por via endovenosa em ambiente hospita­lar. Medicamentos contra dor, febre e vômitos podem ser utilizados. É importante enfatizar que a auto-medicação deve ser evitada e que medicamentos anti-diarréicos ou antibióticos são contra-indicados.

O rotavírus é responsável por mais de 125 milhões de casos de diarréia em crianças menores de cinco anos de idade e uma impor­tante causa de morte nos países em desenvolvimento. Por isso, recentemente o Brasil introduziu no calendário vacinai das crianças uma vacina oral contra o rotavírus, que deve ser aplicada em duas doses, aos dois e aos quatro meses de vida.

A higiene das mãos após a utiliza­ção de sanitários ou higiene de crianças além do manuseio adequado de alimentos e água são as melhores formas de prevenção.

Evaldo Stanislau Affonso de Araújo

Fonte: www.seaacamericana.org.br

Rotavírus

Rotavírus
Rotavírus

O rotavírus é um vírus que causa diarréia grave e freqüentemente acompanhada de febre e vômito. É hoje considerado o mais importante agente causador de gastroenterites e óbitos em crianças menores de cinco anos, em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida, porém os casos mais graves ocorrem principalmente até dois anos de idade. Em adultos é mais rara, tendo sido relatados surtos em espaços fechados como escolas, ambientes de trabalho ou em hospitais.

Transmissão

A transmissão é fecal-oral, por água ou alimentos, por contato pessoa-a-pessoa, objetos e superfícies contaminados e provavelmente por secreções respiratórias.

A sazonalidade das infecções, estendendo-se desde o outono até a primavera, é observada nos países de clima temperado. Nas regiões tropicais as infecções ocorrem o ano todo.

Tratamento

Para controlar a doença é recomendado ingerir bastante líquido – pode ser água, chá, água-de-coco, sucos ou isotônicos, medidas simples de combate à desidratação, como o uso de soro caseiro, reduzem drasticamente o número de mortes. A desidratação é o sintoma mais grave das infecções intestinais provocadas pelo rotavírus. Além de reduzir as reservas de água do corpo, ela reduz os níveis de minerais importantes, como sódio e potássio.

Prevenção

Prevenir a rotavirose entre crianças é difícil, mas é muito importante que os pais mantenham condições adequadas de higiene e, desde cedo, ensinem seus filhos a importância de lavar as mãos, principalmente, depois de ir ao banheiro e antes das refeições. Um outro aspecto importante é a amamentação dos bebês até, pelo menos, os seis meses para fornecer à criança defesas não só contra o rotavírus, mas também contra outras doenças. Em breve, estará disponível na rede pública de saúde uma vacina gratuita contra a rotavirose.

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Rotavírus

1 - O que é rotavírus?

O rotavírus é um vírus que causa diarréia grave freqüentemente acompanhada de febre e vômitos. É uma das principais causas de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida e os casos mais graves ocorrem em crianças até os dois anos de idade.

2 - Quais os sintomas da doença causada por rotavírus?

A diarréia por Rotavírus tem curto período de incubação (24 a 48 horas), início abrupto, vômitos, febre alta e diarréia intensa, podendo evoluir com desidratação, muitas vezes requerendo internação e podendo levar à morte.

3 - Como a diarréia por rotavírus pode ser prevenida?

As medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico não são suficientes para sua prevenção, por ser uma doença de fácil contágio entre as pessoas e de curta incubação. A melhor maneira para o controle da diarréia por Rotavírus é a utilização da vacina.

4 - Qual o esquema vacinal?

O esquema recomendado é de duas doses, aos 2 e 4 meses de idade. O intervalo mínimo entre as duas doses é de 4 semanas.

Mas algumas restrições são recomendadas:

A 1ªdose deve ser aplicada aos 2 meses de idade, mas com idade mínima 1 mês e 15 dias de vida (6 semanas) e idade máxima 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas).
A 2ª dose deve ser aplicada aos 4 meses de idade, mas com idade mínima 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas) e idade máxima 5 meses e 15 dias de vida (24 semanas).

Por que não deve ser aplicada fora das faixas etárias preconizadas?

A vacina não deve, de forma alguma, ser aplicada fora das faixas etárias, pois os estudos realizados com essa vacina foi conduzido somente nesse grupo.

5 - Qual a diferença entre essa vacina e a antiga?

A primeira vacina contra rotavírus foi licenciada nos Estados Unidos em 1998. Também era uma vacina oral atenuada, mas era feita com rearranjo de quatro tipos de vírus (tetravalente), de macacos e de humanos (RotaShield®). Essa vacina foi suspensa em 1999, devido ao aumento no número de casos de invaginação intestinal.

Em 2000 teve início um estudo com uma vacina oral atenuada, usando-se apenas um tipo de vírus (monovalente) e de origem humana (Rotarix®). Esta vacina apresentou-se com elevada imunogenicidade, eficácia e segurança, pois os estudos de seguimento da vacina comprovaram que não há relação entre o uso da vacina e o surgimento de casos de invaginação intestinal. Estes estudos foram muito sérios, envolvendo milhares de crianças de vários países.

6 - O que é invaginação intestinal? Qual a causa e o tratamento?

Invaginação é uma forma de obstrução intestinal na qual um segmento do intestino se dobra para dentro de outro segmento, causando obstrução intestinal e compressão dos vasos sanguíneos do local. Pode ocorrer com maior freqüência nas crianças entre 4 e 9 meses de idade, sendo uma das causas mais freqüentes de abdome agudo nesta faixa etária. O bebê apresenta náusea, vômitos, dor abdominal e ,às vezes, pode apresentar fezes com muco e sangue (“geléia de morango”). O tratamento pode ser conservador, no entanto, em algumas situações, o tratamento cirúrgico é indicado.

7 - Quais são os eventos adversos que a vacina pode causar?

Os eventos adversos são raros, mas podem ocorrer discreto sintomas gastrointestinas (cólica, alteração nas fezes, febre baixa).

8 - Quais as contra–indicações para aplicação da vacina?

Imunodeficiência.
Uso de corticosteróides em doses elevadas ou outras terapêuticas imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia).
Reação alérgica grave a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária disseminada, broncoespasmo, laringoespasmo, choque anafilático), até duas horas após a aplicação da vacina.
História de doença gastrointestinal crônica.
Malformação congênita do trato digestivo.
História prévia de invaginação intestinal.

9 - A vacina pode ser aplicada com outras vacinas?

A vacina oral contra rotavírus pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas.

10 - É preciso algum intervalo entre a vacina do rotavírus e outras vacinas, quando não aplicadas no mesmo dia?

A vacina Pólio oral (Sabin) quando não aplicada no mesmo dia da vacina contra Rotavírus, é a única vacina que deve se aguardar um intervalo de 15 dias. Em relação a todas as outras vacinas, não há nenhuma restrição de intervalo, podendo ser aplicadas a qualquer tempo, após o uso da vacina contra rotavírus.

11 - Criança com refluxo gastro-esofágico pode ser vacinada?

Sim, não há contra-indicação para aplicação da vacina contra Rotavírus nestas crianças.

12 - Se a criança apresentar vômitos ou regurgitar após a aplicação da vacina, ela pode ser revacinada?

Não, a dose não precisa ser repetida. A quantidade de antígenos da vacina é tão grande e a adesão deles à mucosa oral é tão rápida, que basta uma quantidade ínfima para garantir uma boa resposta à vacina.

13 - Onde a vacina está disponível?

Tanto na rede pública como na rede privada.

Fonte: www.vacinacao.com.br

Rotavírus

COMO O ROTAVÍRUS AGE NO ORGANISMO

O rotavírus pertence a uma família de vírus que causa a gastroenterite: uma infecção que agride o estômago e o intestino. É o principal responsável por surtos de diarréia em crianças menores de 5 anos e pode levar à morte.

A DOENÇA

1: O rotavírus é transmitido por via fecal-oral, por contato de pessoa a pessoa, e também por meio da água, alimentos, utensílios ou superfícies contaminadas.
2:
Uma vez no organismo, ele invade a mucosa intestinal e causa lesões celulares, provocando a diarréia aquosa

Os principais sintomas são: vômito, mal-estar, febre e a diarréia

NOTA: A diarréia é bem líquida, sem o maucheiro das diarréias que não são provocadas pelo vírus.

O tratamento inclui intensa hidratação oral ou venosa, além de alimentação balanceada com banana e maçã, por exemplo

PERGUNTAS

1. O que é o rotavírus?

Os rotavírus são um grupo composto de sete subtipos de rotavírus.

Apenas três deles infectam os seres humanos e causam a gastroenterite: infecção que agride o estômago e o intestino.

2. Como é feita a transmissão?

A transmissão acontece por via fecal-oral, pelo contato entre as pessoas. Também é transmitido por meio de água, alimentos ou utensílios contaminados. Ataca principalmente em crianças com menos de cinco anos.

3. Por que as crianças são mais vulneráveis?

Porque ainda não possuem o sistema imunológico em condições adequadas para “expulsar” o agente causador da doença. Estima-se que 80% das crianças com até cinco anos terão tido pelo menos um episódio de infecção por rotavírus no Brasil.

4. Quais são os principais sintomas de contaminação?

Os principais sintomas são diarréia, vômitos, mal-estar e febre. Os casos mais graves podem evoluir para um quadro de desidratação, podendo levar à morte.

5. Existe prevenção?

Sim. Desde março, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o rotavírus no calendário oficial de vacinação. O problema é que a vacina é restrita para bebês com, no máximo, quatro meses.

Fonte: www2.objetivo.br

Rotavírus

DIARRÉIA NÃO ACONTECE SÓ NO VERÃO

As diarréias agudas são processos comumente associados ao verão, calor, consumo de frutos do mar, etc. Entretanto, na época de outono e inverno, observa-se um grande número de casos de infecções por Rotavírus. O Rotavírus é um enterovírus, um vírus que causa infecções no trato digestivo, mas é transmitido principalmente pela via respiratória, ou seja, da mesma forma que um vírus de gripe. É por esse motivo que sua incidência aumenta muito nos meses de inverno, juntamente com a de casos de gripe.

Os principais sintomas são: vômitos freqüentes, dor abdominal, diarréia líquida e febre. Podem estar presentes sintomas respiratórios como obstrução nasal, coriza discreta, dor de garganta, tosse seca. Os vômitos podem ser muito freqüentes, e é comum a desidratação como conseqüência do processo.

Algumas crianças vomitam mais de 10 vezes num período de 4 a 6 horas, algumas vezes só eliminando um líquido amarelado em pequenas quantidades (o líquido normal do estômago). A febre, quando presente, pode ser alta, mas em geral não passa de 2 a 3 dias. Alguns pacientes apresentam somente vômitos, outros somente diarréia e outros, ainda, ambos os sintomas. É comum o acometimento de mais de uma pessoa da família, às vezes com sintomas um pouco diferentes (sem febre ou diarréia, por exemplo).A prioridade no tratamento é o controle dos vômitos e a hidratação do paciente, já que não existe tratamento específico para a infecção pelo Rotavírus.

Na maioria das vezes, a diarréia é autolimitada (cura-se espontaneamente em 2 a 14 dias) e não requer tratamento específico, bastando repor a quantidade de líquidos perdida em excesso através das fezes.O controle dos vômitos é feito com remédios, que devem ser utilizados apenas com orientação médica. Às vezes a via oral não é eficaz e o paciente precisa ir ao pronto-socorro para receber uma medicação injetável para o vômito. Quando a desidratação é mais intensa, pode ser necessário o uso de soro pela veia para reidratação do paciente.

RECOMENDAÇÕES

1. Aumentar a oferta de líquidos. Deve-se oferecer soro de hidratação oral enquanto o paciente apresentar diarréia; a oferta deve ser em pequenos volumes, mas com grande freqüência se houver vômitos. Dar a oportunidade para o estômago "descansar" por cerca de 1 hora após o vômito; oferecer, então, líquidos a cada 10 ou 15 minutos. Aumentar gradualmente a quantidade de líquidos a serem oferecidos.
2.
Deve-se intercalar a oferta de soro com outros líquidos, como água, chás, sucos de frutas, bebidas isotônicas. Crianças amamentadas ao seio devem receber leite materno com maior freqüência.
3.
A alimentação deve ser mantida com fracionamento (pequenos volumes, várias vezes ao dia) e deve-se evitar a ingestão de alimentos como frituras, condimentados, doces e refrigerantes. Não se deve forçar a alimentação. Não se deve suspender o leite de crianças abaixo dos 2 anos, quando o leite constitui uma parcela muito importante da alimentação diária. Se a criança estiver vomitando apenas o leite, converse com o pediatra sobre alternativas alimentares.
4.
Após 24 horas sem diarréia, voltar progressivamente à dieta normal.
5.
Não se deve usar nenhum medicamento para diarréia, sem consultar um médico.

SINAIS DE ALERTA

(você deve procurar atendimento médico imediato):

1. Aparência confusa e nauseada da criança todo o tempo.
2. Recusa ou intolerância da criança em relação a líquidos em quantidade suficiente.
3. Aumento de diarréia ou vômitos, aparecimento de sangue ou catarro nas fezes da criança.
4. Sinais de desidratação: boca seca, choro sem lágrimas, prostração (criança muito parada, caída), pele seca, diminuição da quantidade de urina, irritabilidade.
5. Desconforto para respirar ou respiração muito acelerada, gemência, afundamentos do tórax ou da barriga durante os movimentos de respiração.
6. Febre alta por mais de 24 horas ou durando mais de 72 horas.
7. Dor abdominal constante ou intensa.
8. Dor de cabeça forte.

Mônica Ramos

Fonte: www.pueridomus.br

Rotavírus

O que é

O rotavírus é uma das principais causas de gastroenterite e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. Na América Latina, de 12 a 15 mil crianças morrem todos os anos por gastroenterite causada pelo rotavírus. Até os três anos de vida, quase todas as crianças terão ao menos um contato com o vírus. É nessa mesma época que são diagnosticados os casos mais graves da doença. O rotavírus é um dos principais responsáveis pelas diarréias nas crianças e é transmitido pelas fezes e às vezes, pela saliva.

O primeiro ataque do vírus normalmente ocorre entre os três e os 24 meses de idade, quando os “pequenos” ainda não desenvolveram defesas efetivas no organismo. Seu filho pode ser contaminado na creche, numa festa de aniversário ou pelo contato com o irmão ou outras pessoas, além de brinquedos, água e objetos contaminados levados à boca. Os sinais iniciais são vômitos e febre, seguidos de diarréia que pode perdurar por até sete dias. O rotavírus pode ficar encubado por até três dias no organismo do seu bebê, sendo expelido até 21 dias após a criança ter melhorado da gastroenterite.

Se a gastroenterite por rotavírus não for corretamente tratada, os casos de infecção podem levar à morte, principalmente por causa da desidratação. Uma criança entra no quadro grave com 10 a 20 evacuações diárias.

Sintomas

Fique atento a alguns sintomas que podem sinalizar a infecção por rotavírus.

Se seu filho estiver com diarréia e apresentar algum deles, leve-o ao médico imediatamente:

Prostração (criança fica abatida) ou irritabilidade;
Boca seca, língua seca e/ou lábios ressecados;
Olhos fundos;
Em bebês, uma moleira funda;
Vômitos;
Febre;
Não urinar ou não molhar as fraldas durante oito horas.

Quanto mais nova for a criança, maior o risco de desidratação. Estima-se que uma em cada 20 crianças menores de três anos apresentará uma infecção por rotavírus de tal gravidade, que exigirá um atendimento de urgência.

As reações descritas acima, apresentadas de forma branda, são esperadas quando seu filho está com rotavírus. O mais importante é que durante este período ele esteja bem hidratado e se alimente bem, em horários fracionados. Essa preocupação pode evitar uma redução significativa de peso e maiores complicações relacionadas à doença.

PROTEJA SEU FILHO

Como posso proteger o meu filho?

Já existe vacina disponível gratuitamente para a prevenção contra o rotavírus. Aliada a cuidados básicos e higiene diária, a vacinação ajuda a prevenir até 100% dos casos graves de gastroenterite.

Confira algumas recomendações úteis e práticas para evitar que o seu filho seja infectado:

Alimente seu filho durante os seis primeiros meses de vida com leite materno, já que isso diminui os casos de diarréia relacionados ao rotavírus. O leite materno também é a principal fonte de vitaminas e um antibiótico natural para as crianças
Lave as mãos antes e depois de utilizar o vaso sanitário e antes de preparar qualquer alimento. Da mesma forma, lave as mãos do seu filho, para evitar o contágio por ingestão de bactérias
Lave e desinfete todas as frutas e verduras, deixando-as escorrer para secar, evitando assim, a transmissão do vírus por panos contaminados
Utilize um só pano para secar e limpar todos os utensílios ou objetos que o seu filho possa levar à boca (pratos, talheres, mamadeiras, chupetas, brinquedos etc).
A desidratação causada por rotavírus pode ser combatida com soro caseiro, mas é essencial que mesmo administrando o soro você procure o seu médico. Em casos graves, deve-se hidratar a criança por via endovenosa, o que só pode ser feito em hospitais ou unidades de saúde.

Por que a desidratação é tão forte nas crianças?

A desidratação nas crianças é muito perigosa porque os “pequenos” têm cerca de 75% de seu peso corporal composto de água, contra a média de 60% dos adultos. É importante observar ainda que, até os quatro anos de idade, os mecanismos de retenção de líquido no organismo também são menores. Conseqüentemente, qualquer perda de água no corpo de uma criança afetará diretamente seu peso e metabolismo e uma forte desidratação pode levá-la à morte.

Receita de soro caseiro:

Soro caseiro 1

uma colher de chá de sal
oito colheres de chá de açúcar
um litro de água.

Oferecer à criança ao primeiro sinal de vômito ou diarréia.

Soro caseiro 2

um litro de água fervida
uma colher de chá de sal
três colheres de sopa de fubá ou farinha de arroz dissolvido em água fria e deixar ferver por mais 10 minutos

CURIOSIDADES

O Vírus

O rotavírus foi isolado pela primeira vez em 1973. Trata-se de um vírus RNA de fita dupla com 11 segmentos localizados dentro do nucleocapsídeo (camada mais interna), pertencente à família Reoviridae e com proteínas não-estruturais que cumprem funções essenciais à replicação, patogênese e determinação da especificidade da espécie. Homens e animais são passíveis de infecção pelo rotavírus, que possui sete grupos (de A a G). Somente os grupos A,B e C infectam o homem.

No Brasil

O rotavírus foi detectado pela primeira vez no Brasil em 1976. O Dr. Alexandre Linhares, do Instituto Evandro Chagas, em Belém, esteve à frente de estudos epidemiológicos e clínicos, para o desenvolvimento de vacina, quando o vírus foi isolado em cerca de 46% das crianças menores de três anos que apresentavam diarréia grave.

Em novo estudo realizado pelo Dr. Linhares, no período de janeiro de 1979 a dezembro de 1980, o rotavírus foi isolado nas fezes de 122 (33%) das 369 crianças menores de seis anos com diarréia envolvidas no estudo. O pesquisador registrou uma incidência do agente patogênico em 52% das crianças menores de um ano, de 42% naquelas com idade entre um e dois anos e de 31% entre dois e três anos.

Fonte: www.rotavirus.com.br

Rotavírus

É uma doença diarréica aguda causada por um vírus do gênero Rotavírus. É uma das mais importantes causas de diarréia grave em crianças menores de 5 anos no mundo, particularmente nos países em desenvolvimento.

Quais os sinais e sintomas?

A forma clássica da doença, principalmente na faixa de seis meses a dois anos é caracterizada por uma forma abrupta de vômito, na maioria das vezes há diarréia e a presença de febre alta. Podem ocorrer formas leves nos adultos e formas que não apresentam sintomas na fase neonatal (recém-nascido) e durante os quatro primeiros meses de vida.

Como se transmite?

A rotavirose é transmitida pelo contato fecal-oral (fezes-boca), por contato pessoa a pessoa, através de água, alimentos e objetos contaminados. Há presença de alta concentração do vírus causador da doença nas fezes de crianças infectadas.

Como tratar?

O tratamento é baseado na reidratação do paciente – pode ser água, chá, água-de-coco, sucos ou isotônicos. Medidas simples de combate à desidratação, como o uso de soro caseiro, reduzem drasticamente o número de mortes.

A desidratação é o sintoma mais grave das infecções intestinais provocadas pelo rotavírus. Além de reduzir as reservas de água do corpo, ela reduz os níveis de minerais importantes, como sódio e potássio. Não é recomendado o uso de medicamentos antimicrobianos e antidiarréicos.

Como se prevenir?

Administrar a vacina contra rotavirus (VORH) em crianças menores de seis meses
Seguir os cuidados com higiene pessoal e doméstica
Lavar sempre as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular/preparar os alimentos, amamentar, manusear materiais/objetos sujos, tocar em animais.
Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos
Proteger os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guarde os alimentos em recipientes fechados)Tratar a água para beber (por fervura ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, deixar repousar por 30 minutos antes de usar); guardar a água tratada em vasilhas limpas e de boca estreita para evitar a recontaminação
Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados
Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada; quando não houver coleta de lixo este deve ser enterrado
Usar sempre a privada, mas se isso não for possível, enterrar as fezes sempre longe dos cursos de água
Ter cuidado para não contaminar as fontes de água com fezes e lixo
Manter o aleitamento materno aumenta a resistência das crianças contra as diarréias
Evitar o desmame precoce.

Como preparar o soro caseiro

Pegue um copo de 200 ml de água filtrada e fervida e dilua um punhado de açúcar e uma pitada de três dedos de sal; misture e prove.

O soro não deve ser nem mais doce e nem mais salgado que água-de-coco ou lágrima.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Rotavírus

Rotavírus é um tipo de vírus da família Reoviridae, do gênero Rotavírus. São classificados sorologicamente em grupos, subgrupos e sorotipos.

Até o momento, sete grupos foram identificados: A, B, C, D, E, F e G, sendo que os grupos A, B e C estão associados à doença no homem.

O Rotavírus vêm sendo considerado em todo mundo o principal responsável por diarréia em crianças menores de 5 anos e tem sido a principal causa de surtos de diarréia em hospitais, berçários, creches e pré-escolas.

Crianças prematuras ou com deficiência imunológica estão sujeitas à manifestação da doença com maior gravidade, podendo levar até a morte. Adultos também podem ser infectados, mas a doença tende a ser mais moderada, porém causando grande mal-estar.

A criança ou adulto pode ser contaminado mais de uma vez devido à existência de mais de um sorotipo de rotavírus.

SINTOMAS

Praticamente todas as crianças se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, mesmo nos países em desenvolvimento, mas os casos mais graves ocorrem principalmente na faixa etária de 3 a 35 meses, quando ainda não se desenvolveram defesas orgânicas efetivas para essa infecção.

A infecção por rotavírus pode em alguns casos não apresentar sintomas, ou variar de quadros leves de diarréia líquida, até casos mais graves de desidratação que podem exigir internação hospitalar.

Geralmente a criança infectada apresenta vômitos por 1 a 2 dias. Também pode ocorrer febre de 2 a 3 dias e diarréia líquida, que poderá persistir por 3 a 7 dias. Eventualmente, podem ocorrer ainda sintomas respiratórios, como obstrução nasal, coriza discreta, dor de garganta e tosse seca.

Se houver diarréia é importante observar os sinais de alerta para desidratação que requerem avaliação médica:

Prostração ou irritabilidade
Boca seca, língua seca e/ou lábios ressecados
Olhos fundos
Em bebês, a moleira funda (deprimida)
Não urinar ou molhar as fraldas durante 8 horas

TRANSMISSÃO

Estes vírus são eliminados em grande quantidade nas fezes das crianças infectadas e transmitidos pela via fecal-oral, ou seja, água ou alimentos contaminados e pelo contato com outros objetos ou pessoas contaminadas.

A criança pode se infectar com o rotavírus se ele levar a mão à boca após ter tocado alguma superfície que tenha ficado em contato com uma pessoa infectada, por exemplo.

Também pode ser transmitido pela via respiratória, ou seja, da mesma forma que a gripe. Por esse motivo que sua incidência aumenta muito nos meses mais frios.

É difícil detectar se existe alguma outra criança infectada perto do seu filho, já que o período de incubação do vírus (quando ainda não existem sintomas aparentes) é de 1 a 3 dias e a criança expele o rotavírus até 21 dias após ter melhorado da gastroenterite.

PREVENÇÃO

A higiene corporal e dos alimentos é fundamental.

Algumas recomendações úteis e práticas para evitar que ocorra a contaminação:

O aleitamento materno até pelos menos os 6 primeiros meses de vida, pela presença no leite materno de anticorpos que fornecem à criança defesas não somente contra o Rotavírus, mas também para outros vírus, bactérias e protozoários causadores de diarréia;
Lave as mãos antes e depois de utilizar o vaso sanitário e antes de preparar qualquer alimento. Da mesma foram, lave as mãos do seu filho para evitar o contágio por ingestão;
Lave e desinfete todas as frutas e verduras, deixando-as escorrer para secar, evitando assim a transmissão do vírus por panos contaminados;
Utilize um só pano para secar e limpar todos os utensílios ou objetos que seu filho possa levar à sua própria boca (pratos, talheres, mamadeiras, chupetas, brinquedos, etc.);
Controle adequado do esgoto e dos dejetos (fraldas utilizadas, etc.).

Fonte: www.floratitude.com.br

Rotavírus

A infecção pelo rotavírus varia desde um quadro leve, com diarréia aquosa e duração limitada à quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo evoluir a óbito.

Praticamente todas as crianças se tem contato e se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, mesmo nos países em desenvolvimento, mas os casos graves ocorrem principalmente na faixa etária de 3 a 35 meses.

No Brasil e em Mato Grosso do Sul , os dados relativos à incidência do rotavirus são bastante limitados.

Os serviços de vigilância epidemiológica dos Estado Unidos motram que o Rotavirus a principal causa de diarréia grave. Estima-se que essa doença seja responsável por 5 a 10% de todos os episódios diarreicos em crianças menores de 5 anos. Também aparece como causa freqüente de hospitalização, atendimentos de emergência e consultas médicas, sendo responsável por consideráveis gastos médicos.

É importante frisar que em crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica a infecção pelo rotavirus assume uma maior gravidade . O rotavírus também tem grande participação nos surtos de gastroenterite hospitalar .

AGENTE

É um RNA vírus da família dos Reoviridae, do gênero Rotavírus. São classificados sorologicamente em grupos, subgrupos e sorotipos.

Até o momento 7 grupos foram identificados: A, B, C, D, E, F e G, ocorrendo em diversas espécies animais, sendo que os grupos A, B, e C são associados a doença no homem.

O grupo A é o de melhor caracterização, predominando na natureza, associado a doença no homem e em diversas outras espécies animais.

Possuem antígeno comum de grupo, localizado no componente VP6, no capsídeo intermediário, detectável pela maioria dos testes sorológicos. Esta proteína também determina o subgrupo (I, II, I e II, não I - não II) a que pertence a cepa. Os sorotipos são determinados por duas proteínas (VP4 e VP7) situadas no capsídeo externo.

Dos 14 sorotipos G (VP7) conhecidos, 10 têm sido descritos como patógenos humanos: os tipos G1 a G4, os mais freqüentemente encontrados em todo o mundo e para os quais vacinas estão sendo desenvolvidas; os tipos G8 e G12, esporadicamente encontrados e o tipo G9, predominante na Índia.

Rotavírus que eram encontrados exclusivamente como patógenos animais, sorotipos G5, G6 e G10, foram isolados em humanos.

O sorotipo G5 foi encontrado em amostras brasileiras segundo Gouvea et al, 1994 e Timenetsky em 1998.

MODO DE TRANSMISSÃO

Rotavírus são isolados em alta concentração em fezes de crianças infectadas e são transmitidos pela via fecal-oral, por contato pessoa a pessoa e também através de fômites.

O período de maior excreção viral é o que se dá entre o 3º e 4º dia a partir dos primeiros sintomas, no entanto, podem ser detectados nas fezes de pacientes mesmo após a completa resolução da diarréia.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Varia de 1 a 3 dias.

CONDUTA

A anamnese feita com cuidado, com dados de história, antecedentes epidemiológicos e o exame clínico podem sugerir fortemente a infecção pelo rotavírus, no entanto como as manifestações clínicas da infecção não são específicas, a confirmação laboratorial é necessária para a vigilância epidemiológica e pode também ser útil em situações clínicas. Na forma clássica, mais freqüente em crianças de 6 meses a dois anos, a doença se manifesta como quadro abrupto de vômito, que na maioria das vezes precede a diarréia, e a presença de febre alta.

É comum observar-se formas mais leves ou quadros subclínicos entre adultos contactantes. Em crianças até os 4 meses pode haver infecção assintomática, levando a crer na ação protetora de anticorpos maternos e do aleitamento materno ;

A diarréia é caracteristicamente aquosa, com aspecto gorduroso e caráter explosivo, durando de 4 a 8 dias. Variações do quadro clínico através de infecções aparentes ou inaparentes não parecem guardar correlação com o sorotipo, enquanto que nas reinfecções, na maioria das vezes se evidenciam variedades antigênicas, sendo que, via de regra, a primo infecção é a de maior gravidade.

O exame laboratorial específico é a investigação do vírus nas fezes do paciente. A época ideal para detecção do vírus nas fezes vai do primeiro ao quarto dia de doença, período de maior excreção viral. O método de maior disponibilidade é a detecção de antígenos, por ELISA, nas fezes. Outras técnicas, incluindo microscopia eletrônica, VP4 e VP7 e cultura, são usadas principalmente em pesquisas. Métodos sorológicos que identifiquem aumento de títulos de anticorpos IgG e IgM, por ELISA, também podem ser usados para confirmação de infecção recente .

TRATAMENTO

Por ser, em geral, doença auto limitada, com tendência a evoluir espontaneamente para a cura, o fundamental do tratamento é prevenir a desidratação e distúrbios hidreletrolíticos.

Não se recomenda o uso de antimicrobianos.

Não há terapêutica específica para combater o rotavírus.

A orientação atual é de manutenção da dieta alimentar normal. Eventualmente pode ser necessário recorrer à hidratação parenteral, se a oral não for suficiente para a reposição de fluidos e eletrólitos. Não se recomenda o uso de antidiarreicos.

COMPLICAÇÕES

Existem vários relatos na literatura associando a infecção por rotavírus a encefalites, Síndrome de Reye e à Doença de Kawasaki.

De todas as complicações as que não assumem caráter circunstancial são a diarréia prolongada em imunodeprimidos e a enterocolite necrotisante em neonatos.

DISTRIBUIÇÃO E FREQÜÊNCIA DA DOENÇA

Diversos estudos efetuados em vários países evidenciam a distribuição universal da doença, embora com características epidemiológicas distintas, dependendo do tipo de clima , se é temperado ou tropical

Nas áreas de clima temperado, o rotavirus se manifesta com uma distribuição tipicamente sazonal, através de extensas epidemias nos meses frios.

Já nas regiões tropicais , a sazonalidade não é tão marcante, manifestando-se mais por um caráter endêmico.

No Brasil, estudo realizado por Pereira et al, em 1993, evidenciou sazonalidade típica nas regiões Centro-Oeste, sudeste e sul e não se observou o mesmo padrão no Norte e Nordeste do país.

No Mato Grosso do Sul , a vigilância epidemiológica tem observado a sazonalidade da infecção pelo rotavirus , sendo que em 2004 e 2005 , nos meses de julho e agosto houve registros de surtos em diversos municípios do estado. De uma forma geral, a Monitorização de Doenças Diarreicas Agudas, implantada nos 78 municípios , registra uma aumento de casos notificados embora sem definir a etiologia.

CONDUTAS EPIDEMIOLÓGICAS E EDUCATIVAS

Notificação em caso de surtos: deve ser imediatamente notificado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal, e/ou Central para que sejam desencadeadas as medidas de controle bem como as necessárias à identificação do agente etiológico.

Exames laboratoriais

O Lacen de Mato Grosso do Sul faz exames de detecção de rotavirus dentro da sua rotina. Importante frisar que em caso de surto não se faz necessário coletar exames de todos os acometidos, visto que o vínculo epidemiológico associado ao quadro clínico demonstra a ocorrência do agravo na comunidade.

Vacina contra o rotavírus

A utilização de vacina eficaz permanece como a medida profilática de maior impacto contra a diarréia por rotavírus. Em 1998, uma vacina oral, tetravalente contra os sorotipos G1, G2, G3 e G4, foi liberada para uso nos EUA.

Recentemente seu uso foi suspenso até que melhor avaliação acerca de sua segurança seja feita. Apresenta-se na forma liofilizada e quando reconstituída, cada dose de 2,5 ml contém 1 x 10 5 unidades formadoras de placa (UFP) de cada uma das cepas. Sua utilização no programa de imunização no Brasil, ainda não é preconizada pois , além das questões relativas à segurança do imunobiológico, ainda depende de estudos que avaliem melhor a epidemiologia do rotavírus entre nós, bem como aspectos relativos à relação custo benefício de sua introdução em larga escala .

Outras medidas sanitárias e educativas

As práticas higiênicas tradicionais e universais como lavagem de mãos, controle da água e dos alimentos, destino adequado dos dejetos e do esgoto, tão importantes na profilaxia da gastroenterite por outros patógenos, parecem não ter grande impacto na incidência da infecção pelo rotavírus. Evidências nesse sentido são as extensas epidemias cíclicas da doença em países desenvolvidos. Nesse sentido, o estímulo ao aleitamento materno teria fundamental importância pelos altos níveis de anticorpos contra o rotavírus.

Fonte: www.saude.ms.gov.br

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