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Sarampo

 

Sarampo
Sarampo

O sarampo é uma doença facilmente transmitida a partir de alguém contaminado. É causada por um vírus, um micróbio muito pequeno que se aloja em grande quantidade no nariz e garganta, e que se espalha através do sangue. Assim, uma criança, por exemplo, pode pegar a doença simplesmente ficando junto a alguém que tem sarampo e que tussa, espirre, fale ou apenas respire perto dela.

Não é brincadeira: ela pode contrair a doença apenas por estar no mesmo quarto de uma pessoa doente.

A principal razão pela qual o sarampo se transmite com tanta facilidade é que durante a primeira semana a pessoa infectada não percebe ou demonstra qualquer sintoma.

Sendo assim, não pode, portanto, tomar alguns cuidados básicos, como ficar mais isolada, por exemplo. Neste período, quem não foi vacinado ou ainda não teve a doença pode contraí-la apenas pela proximidade a alguém contaminado. Além disso, o sarampo espalha-se mais facilmente em locais que apresentem grande concentração de pessoas - como escolas, festas infantis, parques. Você sabia que era tão fácil pegar o sarampo?

Quais os sintomas e fases do sarampo?

Os primeiros sinais surgem de 7 a 10 dias após o contágio. Esse período sem sintomas é chamado de fase de incubação.

Passada esta fase, o sarampo começa a aparecer como se fosse um resfriado ou gripe: com febre, geralmente alta, mal-estar, nariz escorrendo, olhos vermelhos, inflamados e irritados, e tosse. Em seguida, a boca fica sensível e ferida, e a pessoa pode vir a apresentar diarréia. Quem tem sarampo não tolera luz nem claridade, portanto é recomendável que permaneça em ambientes com penumbra e evite assistir televisão. Após três dias, a febre passa e surgem manchinhas brancas dentro da boca, como grãos de sal. Geralmente, localizam-se mais na bochecha, perto dos últimos dentes, o que caracteriza a segunda fase da doença.

Com mais alguns dias, inicia-se a terceira fase: a febre volta e aparecem bolinhas avermelhadas pelo corpo: primeiro, atrás das orelhas e pescoço; em seguida, no rosto todo e, por último, nos braços e pernas.

Após essa erupção na pele, a pessoa geralmente sente-se melhor. As bolinhas duram cerca de 5 dias e se, nesta fase, a febre persistir pode-se suspeitar da ocorrência de alguma complicação. Caso isto ocorra, deve ser feita uma consulta médica. Além do mais, há outras doenças que também provocam o aparecimento de manchas vermelhas na pele, tais como a rubéola, o dengue, o exantema súbito e a escarlatina, o que pode gerar confusão no diagnóstico.

É importante saber que a possibilidade de contágio existe desde a fase de incubação até cerca de quatro dias após o início da erupção das bolinhas avermelhadas na pele. Caso, nesse período, o doente faça contato com crianças ou adultos que não tiveram a doença, existe alta chance de que estes venham a contraí-la. Não havendo complicações, o sarampo dura cerca de uma semana a dez dias, e todos os seus sintomas desaparecem naturalmente.

Qual o tratamento do sarampo?

Não existe tratamento específico. A pessoa com sarampo deve ficar de repouso, de preferência num ambiente com pouca luz, já que passa a não tolerar a claridade. O que se pode fazer-se é tratar os outros sintomas, ou seja, controlar a febre com banhos mornos ou compressas frias nas axilas, oferecer bastante líquido e alimentação saudável, usar umidificador ou realizar inalação do vapor de uma panela com água quente, cobrindo-se, nesse procedimento, a cabeça do paciente com uma toalha. Para aliviar a irritação, os olhos devem ser lavados com água boricada ou soro fisiológico.

A pessoa com sarampo deve ser alimentada normalmente, mesmo que tenha febre ou diarréia. Neste último caso, ela deve tomar soro caseiro, para não ficar desidratada. Se houver complicações como dor no ouvido, tosse ou forte dor de cabeça, deve-se procurar ajuda médica.

Como prevenir o sarampo?

O sarampo pode ser facilmente prevenido através da vacinação. No Brasil, a primeira dose da vacina anti-sarampo é aplicada aos 9 meses de vida. Aos 15 meses é repetida, sendo aplicada juntamente com a vacina contra a rubéola e a caxumba (a chamada vacina tríplice viral).

Quando uma criança apresenta sarampo, devem ser tomados alguns cuidados para evitar a transmissão da doença. Ela deve manter-se isolada de outras, porque não se sabe se todas foram vacinadas. Por sua vez, as crianças não devem visitar locais onde sabidamente exista alguém com sarampo - esta recomendação deve ser mantida até que a pessoa sare.

As crianças não vacinadas que moram em casas onde alguém esteja com sarampo devem evitar ir à creche, à escola, à igreja ou a qualquer outro local onde haja concentração de pessoas. Este cuidado evita a transmissão da doença, caso as crianças já estejam contaminadas e ainda não saibam disso.

Quem não foi vacinado, não teve a doença e manteve contato com alguém suspeito de estar com sarampo deve ser imediatamente vacinado, para que a doença seja bloqueada a tempo. É preciso, ainda, que os serviços de saúde sejam avisados, tão logo se saiba da existência de um caso suspeito. Com isso, evita-se que a doença se espalhe.

Se é verdade que o sarampo geralmente não envolve riscos mais sérios, não se pode esquecer que pode vir a apresentar complicações graves. Uma em cada dez crianças pode pegar infecção de ouvido; uma em cada vinte, pneumonia; e uma em cada mil pode vir a contrair encefalite, que é uma grave infecção no cérebro e pode deixar marcas para o resto da vida, tais como diminuição da capacidade mental, surdez e retardo do crescimento - podendo, inclusive, levar à morte. O sarampo torna-se um caso sério principalmente quando afeta crianças desnutridas menores de cinco anos.

Até a descoberta da vacina contra o sarampo, quase todas as pessoas já o haviam contraído até os 15 anos. Por isso, muitos pensam que é uma doença de crianças, embora os adolescentes e adultos também possam contraí-la. Nos países que conseguem vacinar quase todas as suas crianças, praticamente não existem mais casos de sarampo.

Considerando que o sarampo é um grave problema de saúde pública, embora de fácil combate - basta vacinar as crianças -, o governo brasileiro iniciou uma grande campanha a partir de 1992, colocando em execução um plano para a erradicação dessa doença até o ano 2000.

Plano Nacional de Eliminação do Sarampo

Vacinar toda a população de 9 meses a 14 anos de idade, através de campanhas de vacinação, sem perguntar se alguém já teve ou não o sarampo ou se já foi vacinado - isto evitará o risco de deixar crianças sem vacinar
Continuar a execução do programa de vacinação de rotina
Cuidar para que, no mínimo, 95 crianças em cada 100 sejam vacinadas
Procurar todos os casos suspeitos de sarampo para realizar vacinação de bloqueio. Fazer exames e pesquisar onde estas pessoas pegaram o sarampo
Fazer campanhas, através de televisão, rádio e imprensa, para que toda a população - incluindo políticos, lideranças comunitárias e profissionais de saúde - conheça o programa e colabore, chamando ou levando as crianças e jovens para ser vacinados, trazendo as crianças menores de 2 anos para vacinação de rotina nos postos e centros de saúde e notificando os casos existentes aos serviços de saúde.

Como podemos ajudar a combater o sarampo?

De nada adianta existir vacina no posto de saúde se as famílias não levarem suas crianças para ser vacinadas, seja por falta de conhecimento sobre a importância da vacinação, seja por outros motivos e ou dificuldades familiares.

Não adianta realizar campanhas se não dermos nossa colaboração, avisando os vizinhos e conhecidos sobre o dia e os locais da vacinação, bem como ajudando ou incentivando as famílias a levarem as crianças aos postos e comunicando aos centros de saúde a existência de casos suspeitos na vizinhança.

Fonte: www.fozdoiguacu.pr.gov.br

Sarampo

O sarampo é uma doença viral, infecto-contagiosa e atinge com mais severidade populações de baixo nível sócio-econômico.

O contágio acontece através de secreções respiratórias.

Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro, por via aérea, podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente.

A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o 4º dia após o aparecimento da erupção.

Antes da existência da vacina, o sarampo era considerado uma doença incurável.

O período de incubação, geralmente, é de 8 a 12 dias.

Sarampo
Vírus Morbillivirus

Quadro clínico

O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios ( 1 ) para se reproduzir e depois para ir para a corrente sanguínea.

A indisposição que antecede a doença têm duração de 3 a 5 dias e caracterizam-se por:

Febre alta
Mal estar
Coriza
Conjutevite
Tosse
Falta de apetite

Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas (Koplik) que são características da doença.

O exantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na região retroauricular, espalhando-se para a face, pescoço( 3 ) , membros superiores, tronco e membros inferiores. A febre persiste com o aparecimento do exantema.

No 3º dia, o exantema tende a esmaecer, apresentando descamação fina com desaparecimento da febre, sendo a sua persistência sugestiva de complicação.

Presença de gânglios é manifestação comum do sarampo em região do pescoço e nuca. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico.

Sarampo modificado

Ocorre em crianças parcialmente imunizadas. Apresenta uma queda leve da doença. Pode ocorrer, ocasionalmente, após a vacina contra o sarampo.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, pode ser realizada sorologia.

Complicações

Otite média aguda
Pneumonia bacteriana
Laringite e laringotraqueíte
Manifestações neurológicas-raras
Cardíacas, miocardite, pericardite
Panencefalite esclerosante subaguda: complicação rara que acomete o sistema nervoso central após 7 anos da doença.

Tratamento

É uma doença autolimitada, não existindo tratamento específico, requer cuidados especiais, tais como:

Repouso.

Dieta líquida ou branda, conforme aceitação da criança:

Antitérmicos e analgésicos devem ser utilizados quando houver febre elevada e/ou cefaléia;
Oferecer líquidos à vontade;
Limpeza das pálpebras com água morna para remoção de crostas ou secreções;
Tratar com antibióticos as complicações bacterianas (otites, pneumonia, laringotraqueobronquite).

Prevenção

Vacina específica, protege 97% dos vacinados. É indicada para todas as crianças que não tiveram a doença ou para aquela com dúvidas a respeito. Ela pode ser vacinada após o 9º mês de vida.

As reações à vacina são: febre, coriza e/ou tosse leve e discreta, exantema entre o 4º e 12º dia pode ocorrer em 20% dos vacinados.

Contra-indicações para vacinação

Mulheres grávidas.
Transfusão de sangue, plasma ou gamaglobulina há menos de seis semanas. Aguardar 3 meses.
Portadores de hipogamaglobulina, disgamaglobulina, comprovadas.
Uso de ACTH, corticóides, irradiação, antimetabólitos e alquilantes.
Febre alta e comprometimento geral importante.
Portadores de leucose, linfoma e tumor maligno.

Prognóstico

Para crianças bem nutridas é bom. No desnutrido e lactente jovem o prognóstico é pior.

Fonte: www.santalucia.com.br

Sarampo

Doença infecciosa, altamente contagiosa, faz parte do grupo das doenças que se manifestam por alterações marcantes da pele, exantema eritematoso (pele avermelhada, com placas tendendo a se unirem) e com comprometimento de vários órgãos.

O sarampo é causado por um vírus chamado morbili vírus.

Como se transmite?

Os homens e os macacos são os únicos animais que abrigam naturalmente esse vírus.

Gotículas da respiração e mesmo o ar com o vírus ainda vivo são responsáveis pela disseminação da doença.

O período de contaminação se inicia 3 a 4 dias antes e vai até 4 a 5 dias após o surgimento das lesões da pele (rash cutâneo). O tempo que leva entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) é em média 2 semanas.

O que se sente?

Febre muito alta, tosse intensa, coriza, conjuntivite e exantema máculo-papular (pele com placas ásperas avermelhadas).

O exame interno da bochecha permite identificar pequenos pontos branco-amarelados (enantema de Koplick) que confirma o diagnóstico.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente e o exame clínico permitem o diagnóstico na quase totalidade dos casos.

Em situações mais difíceis, a presença de anticorpos (reação do organismo para se defender desse vírus) no sangue é confirmatória da moléstia.

Como se trata?

Na imensa maioria das vezes o tratamento é voltado para diminuir os sintomas como febre e tosse, ou para combater alguma complicação quando antibióticos sao usados.

Casos muito especiais podem necessitar medicação do tipo gama globulina anti-sarampo, visando o próprio vírus ou o reforço da capacidade de defesa geral.

Prognóstico

O sarampo é certamente a mais grave das chamadas doenças comuns da infância: complicações graves e morte ocorrem em até 3/1000 casos.

Como se previne?

A vacina anti-sarampo, altamente eficaz, é aplicada em duas doses, sendo a primeira aos 9 meses e a segunda aos 15 meses.
Pessoas não-vacinadas expostas podem se beneficiar da vacinação.
Mulheres grávidas ou que possam engravidar dentro de 90 dias não devem ser vacinadas.
Pacientes com leucemia, linfomas, HIV/SIDA e outros problemas sérios de imunidade devem ser avaliados individualmente.

Fonte: www.superzap.com

Sarampo

Sarampo é uma doença infecciosa, muito contagiosa, causada por um vírus que pertence ao género Morbillivirus, família Paramyxoviridae e que se caracteriza por erupções de manchas vermelhas na pele. Ataca em geral crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Causas

A causa do sarampo é uma infecção viral cujo período de incubação é de aproximadamente 2 semanas. O período de invasão do sarampo dura de 3 a 5 dias.

No doente de sarampo aparecem no interior da boca as manchas de Koplik, que são pequenas manchas arredondadas e cor de cinza, rodeadas por um halo de coloração avermelhada. Há erupção de manchas vermelhas na pele, que em geral tem início no rosto e em 1 ou 2 dias alastram-se por outras partes do corpo.

Sintomas

O sarampo evolui habitualmente em duas fases distintas, um período chamado “prodrómico” em que há sintomas e sinais inespecíficos, como febre, mal estar, congestão e corrimento nasal, conjuntivite, fotofobia, tosse seca e rouquidão; e um período “exantemático” que se caracteriza pelo aparecimento de um exantema típico (erupção na pele).

A segunda fase do sarampo caracteriza-se pelo aparecimento de uma erupção típica constituída por manchas e pápulas de cor vermelho acastanhado, que aparece por volta do quarto dia de doença, progredindo durante três dias da cabeça para os pés. Assim, as manchas aparecem inicialmente atrás das orelhas, na face e no pescoço, e depois espalham-se pelo tronco, braços e pernas, não atingindo as palmas das mãos e plantas dos pés.

O exantema desaparece pela mesma ordem em que apareceu, primeiro na face e pescoço, depois no tronco e, finalmente, nos membros.

Tratamento

Embora seja uma doença potencialmente grave, o sarampo, como muitas outras doenças virais, não tem um tratamento específico. As medidas terapêuticas a instituir visam reduzir a febre e aliviar sintomas como a congestão nasal ou a tosse. Para controlar a febre utiliza-se o Paracetamol e/ou o Ibuprofeno.

Como noutras doenças febris a criança deve ser mantida em casa em repouso para sua comodidade, para facilitar a recuperação e para evitar o contágio, mas não é perigoso sair se precisar de ser levada ao médico ou ao hospital, nem tem que estar encerrada num ambiente escuro como por vezes se julga, embora a luz intensa a possa incomodar quando há fotofobia.

Apenas quando surgem complicações (infecções secundárias por bactérias) há indicação para o uso de antibióticos.

Prevenção

Para evitar o aparecimento de sarampo as crianças devem ser vacinadas.

A vacina contra o sarampo conhecida como VASPR ou tríplice vírica, faz parte de uma associação que inclui ainda as vacinas contra a papeira e a rubéola.

Atualmente a vacina contra o sarampo faz parte do calendário de vacinas obrigatórias, sendo administrada aos quinze meses, com uma segunda dose entre os cinco e os seis anos.

As crianças que já tinham mais de seis anos quando se introduziu o atual calendário vacinal, devem ser revacinadas com a VASPR entre os onze e os treze anos como acontecia até aqui.

A importância desta vacina, reside principalmente na possibilidade de prevenir as eventuais complicações do sarampo, já que estas são potencialmente graves e eram uma causa importante de mortalidade nas crianças antes de existir a vacina.

Fonte: www.gosaude.com

Sarampo

O sarampo é uma doença transmissível e contagiosa, que acometia de 2 a 3 milhões de crianças nos anos epidêmicos na década de 70. Apresentou uma nítida tendência de redução da sua incidência no período de 1991 a 2000, sendo que em 2001 alcançou-se a eliminação da circulação do vírus autóctone, apesar do surto ocorrido em 1997. O comportamento cíclico da doença, com a ocorrência de epidemias periódicas em média a cada cinco anos, ocorre pela velocidade com que se acumulam susceptíveis, caso não sejam adotadas estratégias adequadas de vacinação, com altas coberturas na vacinação de rotina (mais de 95% em crianças de um ano de idade), estratégias de campanhas periódicas e a investigação imediata de todos os casos suspeitos de sarampo.

No início dos anos 1990, devido às características epidemiológicas do sarampo, à disponibilidade de uma vacina de alta eficácia e à ocorrência de um surto importante naquele momento, foi assumida a estratégia de eliminação regional dessa doença. O primeiro passo dessa estratégia foi a de realizar uma campanha indiscriminada* de vacinação, o que foi cumprido em 1992, atingindo-se uma alta cobertura vacinal (96%). Os outros passos, porém, não foram realizados a contento e mesmo após 1992 a cobertura vacinal anti-sarampo de rotina continuou a não atingir os níveis adequados (< 95). A campanha de seguimento realizada em 1995 obteve cobertura menor de 77.32%, insuficiente para cumprir seu objetivo**.

Esses fatores, aliados à fragilidade do sistema de vigilância epidemiológica, possibilitaram a eclosão de um surto, iniciado no final de 1996 pelo estado de Santa Catarina e que se estendeu para os outros 18 estados em 1997, registrando um total de 53.664 casos confirmados. A realização de uma campanha nacional de vacinação em junho de 1997, que atingiu a cobertura adequada acima de 95%, juntamente com o reforço das ações de vigilância epidemiológica para detectar e bloquear rapidamente os casos suspeitos possibilitaram o controle desse surto. A continuidade destas ações possibilitou a interrupção da transmissão em 2000, quando foram registrados os últimos casos autóctones de sarampo em todo o território nacional.

O número de óbitos por sarampo também demonstra o benefício conquistado com o controle da doença. Em 1980, essa doença provocou 3.236 mortes, número provavelmente ainda subestimado porque não inclui as mortes indiretas causadas por complicações, como as pneumonias, que se sucediam com freqüência ao sarampo. No ano de 1999, ocorreram os últimos dois óbitos por sarampo no país, o que não vem mais ocorrendo, com a interrupção da transmissão do vírus.

Para consolidar essa conquista e avançar rumo à erradicação, desde o ano de 1999, o Ministério da Saúde implantou o Plano de Erradicação do Sarampo.

Dentre as estratégias deste plano, destaca-se a manutenção de um Grupo Tarefa , que está atuando em todas as 27 unidades da Federação, simultaneamente, para intensificar as ações de vigilância epidemiológica realizadas pelos técnicos dos municípios com o objetivo de detectar e investigar de forma oportuna todos os casos suspeitos de sarampo e rubéola, realizar de forma oportuna o bloqueio vacinal diante de todos os casos suspeitos e garantir que todos os municípios atinjam a cobertura vacinal adequada na rotina, de 95% nas crianças de um ano de idade.

Em 2000, foi realizada uma campanha vacinal de seguimento, quando foram vacinadas cerca de 15 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o país.

Não há registro de casos autóctones no país desde outubro de 2000. Em 2001 e 2002, apenas 1 caso foi confirmado de sarampo importado do Japão. Em 2003 mais dois casos importados foram confirmados, sendo o caso índice procedente da Alemanha. Ressalta-se que as ações de investigação epidemiológica e as medidas de controle foram tomadas prontamente pelas SES/SP e SES/SC e seus respectivos municípios, evitando a ocorrência de casos secundários. Esse quadro reforça a expectativa de garantir a execução do objetivo de erradicar essa doença em nosso país.

* Vacinação indiscriminada é quando todas as crianças da faixa etária alvo são vacinadas, independentemente de sua situação vacinal anterior. Vacinação seletiva é quando só se vacinam os não-vacinados.

** A estratégia para a eliminação do sarampo prevê as seguintes ações:

1) atingir coberturas vacinais de rotina acima de 95% em crianças de um ano
2)
realização de uma campanha de vacinação indiscriminada, vacinando-se todas as crianças independentemente da situação vacinal prévia
3)
repetir essa campanha a cada cinco anos, ou menos, a depender da situação epidemiológica, garantindo o seguimento, de maneira a impedir o acúmulo de susceptíveis que vão se originando dos não-vacinados e dos vacinados que não se imunizam, a cada ano

Fonte: portal.saude.gov.br

Sarampo

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa de evolução aguda, causada por um vírus, o vírus do sarampo.

Qual é a idade mais habitual de aparecimento do sarampo?

Na sua história natural o sarampo é uma doença que afeta sobretudo as crianças. No entanto, nos países em que se fez a introdução da vacina do sarampo, a doença atinge principalmente adolescentes e adultos jovens não imunizados (que não estão protegidos pela vacina).

O sarampo é uma doença contagiosa?

Sim. O sarampo é extremamente contagioso, transmitindo-se de pessoa a pessoa por via respiratória (através das partículas de saliva nos acessos de tosse).

Embora o contágio seja fácil exige um contato físico próximo.

Ao fim de quanto tempo de contato com um doente com sarampo aparece a doença se houver contágio?

O tempo de aparecimento do sarampo após o contágio (período de incubação) é de oito a doze dias.

Em que altura do ano há mais casos de sarampo?

O sarampo é uma doença que aparece com mais frequência no Inverno e na Primavera.

Quais são as manifestações do sarampo?

O sarampo evolui habitualmente em duas fases distintas, um período chamado «prodrómico» em que há sintomas e sinais inespecíficos, como febre, mal estar, congestão e corrimento nasal, conjuntivite, fotofobia (dificuldade em encarar a luz), tosse seca e rouquidão; e um período «exantemático» que se caracteriza pelo aparecimento de um exantema típico (erupção na pele).

O período prodrómico dura um a quatro dias mas pode prolongar-se até sete dias. É nesta fase que aparecem as «manchas de Koplic» (manchas na face interna da boca, junto aos molares), que ajudam o médico no diagnóstico de sarampo nesta fase inicial, já que são características desta doença.

A segunda fase do sarampo caracteriza-se pelo aparecimento de uma erupção típica constituída por manchas e pápulas de cor vermelho acastanhado, que aparece por volta do quarto dia de doença, progredindo durante três dias da cabeça para os pés. Assim, as manchas aparecem inicialmente atrás das orelhas, na face e no pescoço, e depois espalham-se pelo tronco, braços e pernas, não atingindo as palmas das mãos e plantas dos pés.

O exantema desaparece pela mesma ordem em que apareceu, primeiro na face e pescoço, depois no tronco e, finalmente, nos membros.

Uma criança que apresenta manchas na pele, sem febre, pode estar com sarampo?

Não. Há outras doenças que se acompanham de um exantema (manchas ou borbulhas na pele), sendo particularmente frequente em doenças causadas por vírus.

No sarampo há sempre um período inicial de febre, que pode ser elevada (40º - 41º) e que se mantém durante cinco a seis dias. Se a criança apenas tem manchas na pele, sem febre, não se trata de sarampo.

O sarampo é uma doença benigna?

Embora o sarampo seja habitualmente uma doença benigna, auto limitada (cura ao fim de alguns dias sem tratamento específico), podem por vezes surgir complicações graves e até mortais.

Quais são as complicações do sarampo?

As complicações do sarampo são raras em crianças bem alimentadas, mas algumas podem ser graves, como é o caso da encefalite (infecção do cérebro) ou a pneumonia (infecção pulmonar) causados pelo vírus do sarampo.

Além destas complicações causadas pelo próprio vírus , o sarampo pode complicar-se por infecções secundárias causada por bactérias (otite,pneumonia, laringite), neste período em que a criança tem as suas defesas diminuídas pela doença. Estas complicações são mais frequentes que as anteriores e atingem mais as crianças subnutridas.

Há uma complicação grave mas muito rara que aparece meses ou anos depois da doença, atingindo o sistema nervoso de forma progressiva e que, em geral, leva à morte. Esta complicação, chamada Panencefalite Esclerosante Subaguda, parece resultar de uma infecção do cérebro causada pelo vírus do sarampo, que se aloja nesse local durante a fase aguda da doença mantendo-se como «adormecido» por um período longo, até ser reativado por fatores que não são ainda conhecidos.

Para diagnosticar o sarampo são necessárias análises?

Não. Embora existam análises que podem confirmar o diagnóstico de sarampo, este é essencialmente clínico; a base do diagnóstico para o médico são os sintomas e sinais, a sua evolução e a erupção típica da doença.

Como se trata o sarampo?

Embora seja uma doença potencialmente grave, o sarampo, como muitas outras doenças virais, não tem um tratamento específico. As medidas terapêuticas a instituir visam reduzir a febre e aliviar sintomas como a congestão nasal ou a tosse. Para controlar a febre utiliza-se o Paracetamol e /ou o Ibuprofeno.

Como noutras doenças febris a criança deve ser mantida em casa em repouso para sua comodidade, para facilitar a recuperação e para evitar o contágio, mas não é perigoso «apanhar ar» se precisar de ser levada ao médico ou ao hospital, nem tem que estar encerrada num ambiente escuro como por vezes se julga, embora a luz intensa a possa incomodar quando há fotofobia.

Apenas quando surgem complicações (infecções secundárias por bactérias) há indicação para o uso de antibióticos.

O sarampo é uma doença que pode ser evitada?

Sim. Para evitar o aparecimento de sarampo as crianças devem ser vacinadas.

A vacina contra o sarampo conhecida como VASPR ou tríplice vírica, faz parte de uma associação que inclui ainda as vacinas contra a papeira e a rubéola.

Atualmente a vacina contra o sarampo faz parte do calendário de vacinas obrigatórias, sendo administrada aos quinze meses, com uma segunda dose entre os cinco e os seis anos.

As crianças que já tinham mais de seis anos quando se introduziu o atual calendário vacinal, devem ser revacinadas com a VASPR entre os onze e os treze anos como acontecia até aqui.

A importância desta vacina, reside principalmente na possibilidade de prevenir as eventuais complicações do sarampo, já que estas são potencialmente graves e eram uma causa importante de mortalidade nas crianças antes de existir a vacina.

Há situações em que a vacina do sarampo deva ser administrada antes dos quinze meses?

Sim. Em situações em que há epidemias de sarampo é aconselhada a vacinação a crianças a partir dos nove meses de idade, para prevenir a infecção. As crianças mais pequenas, particularmente até aos seis meses de idade, estão protegidas pelos anticorpos transmitidos pela mãe durante a gravidez e o aleitamento materno, se a mãe teve sarampo ou foi vacinada.

A vacina do sarampo dá algum tipo de reação?

Pode dar. A reação da vacina do sarampo surge cerca de duas a três semanas após a administração da vacina e consiste num quadro febril de curta duração, acompanhado de uma ligeira erupção na pele.

Ana Ferrão

Fonte: www.medicoassistente.com

Sarampo

É uma infecção causada por um vírus. O sarampo é transmissível, extremamente contagioso e muito comum na infância. A presença do vírus do sarampo no sangue provoca urna inflamação geral dos vasos sangüíneos, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas.

O que causa?

Vírus do sarampo, pertencente ao gênero Morbilivírus, família Paramyxoviridae.

Sinais e sintomas

A evolução da doença apresenta três períodos bem definidos:

a) período prodrômico ou catarral, com duração de seis dias. No início da doença surge febre, acompanhada de tosse com catarro, corrimento do nariz e dor nos olhos, conjuntivite (inflamação e vermelhidão dos olhos) e fotofobia (sensibilidade dos olhos a presença de luz). Pode haver pequenas ínguas no pescoço, e algumas vezes ocorrem reações dolorosas no abdome. Nas últimas 24 horas do período, ou seja, no sexto dia, surge na altura dos pré-molares, na região interna da bochecha, o sinal de Koplik - pequenas manchas brancas com borda avermelhada, consideradas sinal típico do sarampo.

b) período exantemático: ocorre a piora de todos os sintomas, com desânimo importante da pessoa e surgimento do exantema típico do sarampo (exantema é o nome dado à distribuição de diversas pintinhas vermelhas pela pele; no sarampo, a distribuição é em sentido céfalo-caudal, ou seja, da cabeça para os pés). As “pintinhas” começam a aparecer atrás das orelhas e na face; no dia posterior, no tronco; e em seguida, nas extremidades, persistindo por cinco a seis dias.

c) período de convalescença ou de descamação furfurácea: as manchas tornam-se escuras e surge uma descamação fina, lembrando farinha – daí o nome furfurácea. Podem ocorrer complicações como pneumonias, encefalites, otites médias, laringites, larinfotraqueobronquites, diarréias, etc. Por isso, é importante buscar atendimento médico e tratar o mais rápido possível.

É transmissível?

O vírus do sarampo é encontrado no homem. Ele é transmitido diretamente, de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, por espirros, falar ou respirar. O intervalo entre a infecção e as primeiras manifestações é geralmente de 10 dias (variando de sete a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema (aquelas bolinhas vermelhas pelo corpo).

Período de transmissibilidade

É de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema, e até quatro dias após. O período de maior transmissibilidade corre dois dias antes e dois dias após o início do exantema.

O vírus da vacina não é transmissível.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela história típica destas manifestações, pelo possível contato com alguém infectado e, se o médico achar necessário, pode ainda comprovar através de testes laboratoriais como o ELISA (lgM e lgG).

Como tratar?

O tratamento não é para o vírus, que será eliminado pelo próprio organismo, e sim para os sintomas, causando alívio e redução de danos para o indivíduo infectado. Podem ser utilizados antitérmicos (para reduzir a febre), hidratação oral, terapia nutricional com incentivo ao aleitamento materno e higiene adequada dos olhos e da pele. O sarampo pode facilitar infecções bacterianas que, se ocorrerem, serão tratadas com antibióticos adequados para o quadro clínico e, se possível, com a identificação da bactéria. Nas populações onde a deficiência de vitamina A é um problema reconhecido, recomenda-se o uso de vitamina A.

Como evitar?

Todos os países das Américas estão desenvolvendo ações no sentido de erradicar a virose. A principal medida para o controle do sarampo é a Vacinação.

Esquema básico: uma dose da vacina anti-sarampo a partir dos nove meses, dose adicional a partir dos 12 meses (preferencialmente aos 15 meses), junto com o reforço da tríplice bacteriana (DTP) e da Sabin ou com a tríplice viral (sarampo. rubéola, caxumba - MMR), também aos 15 meses.

Em situação com alto risco do infecção (suspeita de surtos ou contatos intra-familiares com caso suspeito), a vacina deverá ser administrada em todas as faixas etárias. O isolamento domiciliar ou hospitalar dos indivíduos infectados pode diminuir a intensidade dos contágios. Deve-se evitar, principalmente, a freqüência a escolas ou creches, agrupamentos, ou qualquer contato com pessoas suscetíveis, até quatro dias após o inicio do período exantemático. Entretanto, pessoas que tiveram contato com um doente de sarampo devem permanecer atentos para aparecimento de sintomas até 21 dias depois do contato.

Fonte: www.medicinal.com.br

Sarampo

Sarampo
Sarampo

O sarampo é uma Infecção viral (gênero Morbilivírus, família Paramyxoviridae) facilmente transmitida de pessoa para pessoa, e, também é extremamente contagioso sendo muito comum na infância.

É uma doença parecida com a catapora, pois também faz surgir bolinhas vermelhas pelo corpo e coceira. No início a criança tem febre, tosse, olhos inchados e irritados em lugares muito iluminados, podendo surgir pequenas ínguas no pescoço. Com o passar das 24 horas os sintomas vão piorando com o desânimo e surgem diversas pintinhas vermelhas pela pele da cabeça para os pés. Estas pintinhas ficam por um período de cinco a seis dias onde a criança passa para a fase de convalescença onde as manchas tornam-se escuras e começam a descamar.

Esta doença deve ser tratada com muito cuidado e com acompanhamento médico, pois podem surgir complicações tais como: pneumonias, encefalites, otites, diarréias e etc.

A principal medida de prevenção do sarampo é a Vacinação. Deve ser aplicada uma dose da vacina anti-sarampo a partir dos nove meses, dose adicional a partir dos 12 meses, juntamente com o reforço da tríplice bacteriana (DTP) e da Sabin ou com a tríplice viral (sarampo. rubéola, caxumba – MMR).

O único tratamento para esta doença é repouso absoluto, e medicação prescrita pelo médico para alívio dos sintomas. O sarampo pode facilitar infecções bacterianas deverão ser tratadas com antibióticos adequados para o tipo da infecção ocorrida.

O sarampo é uma doença que dura até duas semanas.

Cássia Nunes e Ivana Silva

Fonte: www.fiocruz.br

Sarampo

Sarampo, Rubéola e Caxumba

Sarampo, rubéola e caxumba são viroses de elevada transmissibilidade contra as quais existem vacinas eficazes. Estas viroses, que são transmitidas por via respiratória, comumente são incluídas entre as doenças comuns da infância (ocorrem geralmente nessa faixa etária), mas também podem ocorrer em adultos não vacinados ou que não foram infectados quando crianças. Como regra geral, as infecções por estes vírus produzem imunidade permanente, ou seja, ocorrem apenas uma vez na vida.

Embora acredite-se que seja possível o controle efetivo destas doenças virais, e até mesmo a erradicação, com a vacinação em larga escala, estas doenças ainda representam importante agravo de saúde pública em várias partes do mundo, especialmente em áreas onde aliam-se condições precárias de subsistência com a inadequada cobertura vacinal.

Sarampo

O sarampo é uma doença de transmissão respiratória, causada pelo vírus do sarampo. Esta doença ainda é uma das causas mais freqüentes de óbito em crianças no mundo, particularmente em países onde a cobertura vacinal é insatisfatória.

O período entre a infecção e o início dos sintomas (incubação) é de cerca de 10 dias (8 a14). As manifestações iniciais são febre alta, tosse "seca" persistente, coriza e conjuntivite. Segue-se o aparecimento de manchas avermelhadas (exantema máculo-papular eritematoso), inicialmente no rosto e que progridem em direção aos pés (progressão céfalo-caudal),com duração de, pelo menos, três dias.

O sarampo pode causar complicações como otite, pneumonia (pelo próprio vírus do sarampo ou secundariamente, por bactérias) e encefalite (acometimento do sistema nervoso central). O sarampo geralmente é mais grave em desnutridos, gestantes, recém-nascidos e pessoas portadoras de imunodeficiências. Em gestantes, pode causar abortos espontâneos e parto prematuro, embora não sejam conhecidos casos de malformações congênitas associadas à infecção pelo sarampo. A doença também pode agravar a tuberculose, em pessoas ainda não tratadas dessa doença pulmonar.

Rubéola

A rubéola é uma doença causada pelo vírus da rubéola, transmitida por via respiratória. A infecção geralmente tem evolução benigna e freqüentemente não produz qualquer manifestação clínica. As manifestações mais comuns são febre baixa, aumento de gânglios no pescoço, manchas avermelhadas (exantema máculo-papular eritematoso), inicialmente no rosto e que evoluem rapidamente em direção aos pés (progressão céfalo-caudal) e, geralmente, desaparecem em menos de 24 horas. Estas manifestações, quando ocorrem, não são exclusivas da rubéola e, tecnicamente, não possível um diagnóstico clínico preciso sem a realização de exame sorológico.

Os maiores agravos determinados pelo vírus da rubéola estão associados a ocorrência da infecção durante a gestação. Nesta circunstância, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e mal-formações congênitas (catarata, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, retardo mental).

Caxumba

A caxumba é uma doença de transmissão respiratória, causada pelo vírus da caxumba. A infecção, na maioria das vezes, produz sintomas discretos ou ausentes (assintomática). As manifestações mais comuns, quando ocorrem, são febre e aumento das glândulas salivares (parotidite). Entretanto, pode comprometer o sistema nervoso central (meningoencefalite) e testículos (orqui-epididimite), raramente resultando em surdez e esterilidade.

Fonte: www.cives.ufrj.br

Sarampo

Que é Sarampo?

A Sarampo é uma doença infecciosa, muito contagiosa, causada por um vírus que pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae e que se caracteriza por erupções de manchas vermelhas na pele. Ataca, em geral, crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade.

O período de incubação do vírus do sarampo é de aproximadamente 2 semanas. O período de invasão do sarampo dura de 3 a 5 dias. No doente de sarampo aparecem no interior da boca as manchas de Koplik, que são pequenas manchas arredondadas e cor de cinza, rodeadas por um halo de coloração avermelhada.

Há erupção de manchas vermelhas na pele, que em geral tem início no rosto e em 1 ou 2 dias alastram-se por outras partes do corpo.

O sarampo pode causar complicações como otite, pneumonia e encefalite. Em gestantes pode causar aborto e parto prematuro.

Sintomas

Febre alta
Manchas vermelhas na pele
Tosse seca
Irritação nos olhos e fotofobia
Falta de apetite
Nariz escorrendo
Mal estar

Formas de Contágio

O contágio acontece através de secreções de gotículas lançadas ao ar por tosse ou espirro.

Prevenção do Sarampo

Existe vacina para o sarampo, a vacina tripla (MMR) que serve para sarampo, caxumba e rubéola, aplicada gratuitamente nos postos de saúde.

Que é MMR ?

MMR é o nome dado à vacina destinada a prevenção de sarampo, rubéola e caxumba.

O nome MMR vem do Inglês, Measles - Mumph - Rubella ou seja, em Português, respectivamente: sarampo, caxumba e rubéola.

Não deixe de vacinar suas crianças. Fique atento às campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.

Fonte: www.areaseg.com

Sarampo

O que é Sarampo?

O sarampo é uma doença muito contagiosa, causada por um micróbio o vírus do sarampo que passa de uma pessoa para outra com muita facilidade. O vírus entra no organismo da pessoa sadia pela boca ou pelo nariz.

Como se pega a doença?

O doente tem o vírus do sarampo no catarro e na saliva que ficam no nariz e na garganta. O vírus sai do organismo do doente quando ele tosse, espirra, fala, ou simplesmente respira, transmitindo a doença por meio das gotinhas da saliva e do catarro. A pessoa sadia pega o sarampo quando tem contato direto com o doente, principalmente em ambientes fechados.

O Sarampo é uma doença grave?

O sarampo é uma doença muito grave, que pode causar muitas complicações como a pneumonia, infecção no ouvido e diarréias, podendo deixar conseqüências (seqüelas) para o resto da vida como cegueira, surdez e diminuição da capacidade mental. É ainda mais grave quando ataca crianças fracas e desnutridas podendo causar até a morte. Existem pessoas que consideram o sarampo uma doença simples e que é bom adoecer ainda criança, para não ter mais tarde, com mais idade. Essa idéia é errada, pois a doença é grave em qualquer idade e para qualquer pessoa.

Quais os sintomas de um paciente com Sarampo?

O período entre a infecção e o início dos sintomas (incubação) é de cerca de 10 dias (variando entre 8 e 14). A pessoa com sarampo apresenta febre alta (acima de 38,5° C), dor de cabeça, irritação nos olhos, que ficam avermelhados e enchem-se de lágrimas. A luz incomoda e o doente espirra várias vezes ao longo do dia e tosse. No início, a tosse é seca e depois com catarro. Isso dura de três a sete dias, quando surgem as manchas vermelhas na pele, começando atrás das orelhas, depois no rosto e, a seguir, em todo corpo, ficando por quatro ou seis dias.

O que fazer se aparecerem os sintomas do sarampo?

O sarampo é uma doença contagiosa e de fácil transmissão. Por isso é muito importante que aos primeiros sintomas, se procure o posto de saúde mais próximo para atendimento médico para evitar a contaminação de outras pessoas de convívio próximo. Não existe tratamento específico para o sarampo.

É possível prevenir o Sarampo?

Vacinar é o único meio de evitar o sarampo, a criança deve tomar a vacina quando completa um ano de idade e uma dose de reforço da vacina entre os quatro e seis anos. Quem tem até 19 anos deve ter duas doses de vacina, se já tem uma dose aplicada deverá tomar outra dose. Até os 19 anos a vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. As mulheres entre vinte e quarenta e nove anos e os homens entre vinte e trinta e nove anos devem ter uma dose de vacina contra sarampo. Quem tem essa idade e ainda não tomou a vacina deverá procurar o posto de saúde mais próximo e se vacinar.

O sarampo não circula mais no Brasil, mas ainda é muito comum em outros países do mundo, por isso quem for viajar pra fora do país e não for vacinado, deve tomar a vacina com 15 dias antes da viagem.

Mulheres grávidas podem tomar a vacina?

Mulheres grávidas NÃO DEVEM ser vacinadas.

Fonte: www.saude.pe.gov.br

Sarampo

Vacina contra sarampo

A vacina o contra sarampo é composta de vírus vivos atenuados e cultivados em fibroblastos de embriões de galinha.

A cepa empregada na Bio – Manguinhos é a CAM 70 e deve conter no mínimo 1.000 TCID50.

É distribuída na forma liofilizada, acompanhada de diluente próprio, sendo conservada em geladeira entre +2 e +8ºC.

Deve ser aplicada a partir dos 12 meses de idade em conjunto com a vacina da rubéola e da caxumba (MMR II ou Trimovax), pela via subcutânea, de preferência no terço médio da face posterior do braço, ou na região glútea.

Sarampo
Microscopia eletrônica do vírus do sarampo

Em indivíduos que não tenham anticorpos circulantes maternos contra o sarampo, provoca soroconversão em 97% dos vacinados. Em crianças portadoras de convulsões febris e lesões cerebrais, deve-se ter cautela na aplicação da vacina.

O teste tuberculínico (PPD) pode ser deprimido temporariamente pelo efeito da vacinação. Nestes casos, quando indicado deve ser realizado previamente. As crianças submetidas ao tratamento da tuberculose podem ser vacinadas, não havendo risco de exacerbação da doença.

As complicações desta vacina ocorrem em 40% dos casos e são: febre, exantema morbiliforme – que ocorre entre o quinto e o 12º dia após a aplicação - manifestações do trato respiratório superior, encefalite e raramente púrpura. Não exigem tratamento especial.

As contra-indicações são aquelas comuns a todas as vacinas com vírus vivos: doenças febris de origem indeterminada, gestação, alergia ao ovo de galinha, aplicação recente de sangue, plasma ou gamaglobulinas (há menos de seis semanas) e nos imunodeprimidos, tais como em doentes com leucemia, linfomas ou submetidos à terapêutica por corticosteróides ou imunossupressores.

As falhas da vacinação podem ocorrer por refrigeração inadequada da vacina, exposição excessiva à luz, diluente indevido, prazo de validade esgotado, aplicação misturada com outras vacinas e erros de diagnóstico.

Fonte: www.vacinas.org.br

Sarampo

O que é?

Doença infecciosa aguda do sistema respiratório, altamente contagiosa, usualmente de evolução benigna, cuja principal complicação é a broncopneumonia.

Qual o agente envolvido?

Vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são: febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantema), mal-estar geral, coriza, conjuntivite e tosse com catarro. Nas fases iniciais da doença, podem ser observados pequenos pontos brancos, circulados por uma região vermelha, localiza-dos na parte interna das bochechas.

Como se transmite?

Através de secreções respiratórias expelidas pelo paciente infectado ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Devem ser evitados ambientes fechados, que favorecem a contamina-ção.

Como tratar?

O tratamento é feito com repouso, dieta líquida ou branda, medidas de higiene geral, hidratação, antitérmicos e limpeza das secreções oculares e nasais com soro fisiológico. Em populações com deficiência de vitamina A, recomenda-se a suplementação da vita-mina.

Como se prevenir?

A vacinação é a medida mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacinação deve ser feita com a tríplice viral aos 12 meses de vida e uma dose de reforço aplicada entre 4 a 6 anos de idade. A vacina também deve ser aplicada durante a realização de bloqueio vacinal de contatos de casos suspeitos ou confirmados da doença, em indivíduos da fai-xa etária de 6 meses a 49 anos de idade, que não comprovem vacinação anterior. Nesse caso, a vacina utilizada para os maiores de 6 anos é a dupla viral. Os profissionais de saúde e todos os profissionais da rede hoteleira, aeroportos, portos, taxistas, profissio-nais do turismo e do sexo, quartéis, corpo de bombeiros e caminhoneiros, atualmente, constituem os principais grupos de risco para a doença e por isso devem procurar o pos-to de vacinação para receberem a vacina contra sarampo. A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba e a dupla viral não contém antígenos contra a caxumba.

Fonte: www.anvisa.gov.br

Sarampo

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%.

Quais os sintomas?

Altamente contagioso, o sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. O período de incubação dura entre oito e 13 dias. Depois começam a aparecer os principais sintomas, com o aparecimento de pequenas erupções na pele (exantemas) de cor avermelhada, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias, com presença de catarro.

Como se transmite?

A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

Como tratar?

Não existe tratamento específico para o sarampo, apenas para os sintomas.

Como se prevenir?

A doença torna-se mais grave quando atinge mães em período de amamentação, crianças desnutridas e adultos Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade

Fonte: bvsms.saude.gov.br

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